quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"E pluribus unum"

"E pluribus unum" significa em português "de todos um" ou se preferirmos "Entre muitos, um". Como certamente todos saberão esta frase está inscrita no símbolo do nosso eterno rival e que até hoje era tido como ideia de distinção. Hoje, pelo que se vai sabendo a cada dia que passa, é cada vez mais o titulo adequado de um sistema criado de raiz para beneficiar os interesses particulares de um clube acima de todos os outros, isto é "Entre muitos, um"!

A legenda perfeita para um esquema de tráfico de influências e informação privilegiada que torna o Sport Lisboa no grande Beneficiário. 

Dúvidas importantes:

- Quanto mais ainda falta saber?

- Para quando uma investigação a sério?

- Vai tudo acabar como uma mão cheia de nada, sem repercussões penais e desportivas, à semelhança do apito dourado?

- Ao contrário do pretendido, tudo isto vai ficar apenas pela condenação de um bode expiatório - Pedro Guerra - quando é fácil já de perceber o envolvimento institucional ao mais alto nível do SLB?


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Paços de Ferreira 1 - Sporting 2: Uma vitória Petit

Há muitas coisas que escapam à lógica e à racionalidade no futebol e uma delas, e que muito me intrigava, era precisamente do facto de os "Sportings de Jesus" nunca terem logrado ganhar às equipas de Petit. Ontem finalmente foi posto termo a esse quase absurdo. Do ponto de vista do espectáculo não foi uma vitória brilhante, foi até uma "vitória petit", do ponto de vista da eficácia e da importância do resultado foi enorme, atendendo ao facto do comandante ter perdido dois pontos e de nos posicionarmos para aproveitar o que sobrar do clássico do próximo fim-de-semana.

Tem que se reconhecer que o Sporting soube sofrer, falhando muitas vezes o controlo das rápidas transições, especialmente de Mabil. Apesar de termos conseguido mais tempo de bola em nosso poder, a gestão dos pacenses no pouco tempo que dela dispunham nunca nos permitiu o sossego. Mesmo após a obtenção do golo de vantagem, sentia-se que nada estava definido e que um golo do Paços era algo que podia perfeitamente acontecer, tal era o perigo das incursões ao nosso último reduto.

E foi precisamente pelo acerto e serenidade com que se resolveram essas incursões que se sustentou a conquista destes importantes três pontos. Mathieu e Coates estiveram imperiais, especialmente o francês, tendo sido também muito importante o regresso de um Coentrão mais sólido. Com os níveis de solicitação a que foi sujeito, o mesmo Coentrão de alguns meses atrás teria provavelmente murchado e até estourado.

No meio campo as coisas podiam ter corrido melhor. Muito melhor. Talvez pelo empenho colocado na autêntica batalha que se travou com os locais faltou muitas vezes discernimento que permitisse melhor definição das jogadas. Quase nunca entrou aquele último passe, algo que também deve ser creditado à organização pacense, é certo, mas que em outras alturas já conseguimos fazer melhor. 

Talvez tenha sido também por essa falta de acerto que Dost acabou por ter pouca bola e sem bola não há golos. Mas houve o do Battaglia, que a cada lance que disputa faz jus ao seu nome, e isso foi muito importante para a conquista da bola. Determinante também o golo de Gélson, uma autêntica obra de arte! Relativamente ao nosso endiabrado e talentoso jogador, apenas uma coisa a lamentar, e que afinal o separa ainda do grande jogador que está em construção: a perda de energia em acções inconsequentes, com frequentes perdas de bola e definição no último passe. 

O golo sofrido já ocorre quando a mobília estava já a ser bem arrumada,  não permitindo que o adversário crescesse mais. Aí provou-se que o regressado Bryan Ruiz pode ajudar, pela segurança que dá quando é preciso ter a bola nos pés.

Venham mais vitórias Petit como estas, é delas que se constroem também os campeonatos. Se há um traço comum entre esta e a da quarta-feira passada é seguramente o elevado nível de maturidade e segurança com que a equipa aborda os jogos. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quem segura a arbitragem pela trela?

A última vez de que me lembro ter havido um boicote, perdão, greve de árbitros foi em Agosto de 2011, quando o Sporting foi jogar a Aveiro, ante o Beira-Mar. A foto abaixo documenta esse momento infeliz, uma vez que as razões invocadas em nada poderiam justificar tal posição. Como pode haver quem não se lembre, recordo aqui um post, escrito um ano depois, pelo meu amigo Bruno Martins sobre a matéria, cuja leitura recomendo: 

Ataques cerrados



Ora, como esse post documentava em 2012, nem a célebre placagem de Luisão na Alemanha nem a recomposição da fachada principal do então árbitro e hoje presidente da Liga Pedro Proença, ou os calduços do diabo vermelho de Gaia foram suficientes para suscitar uma reação de indignação semelhante em gravidade e zelo.

Já agora, por estes dias, a segunda ameaça de greve dos árbitros vai ficar apenas por isso, por uma ameaça. Isto mesmo depois de o SLB, no seu canal, ter corrido a arbitragem nacional a corruptos para cima e para baixo. Ou mesmo depois da tentativa quase consumada de agressão de elementos da claque dos Superdragões ao árbitro Artur Soares Dias na Maia houve indignação suficiente para tomar medidas drásticas como foram tomadas em 2011 contra o, claro está, Sporting.

Não é preciso, mas se fosse necessário perceber quem são os donos disto tudo, a quem os árbitros têm medo de enfrentar, estavamos esclarecidos. Tanto medo que até aceitam fazerem de Pedro, na história com o Lobo: tantas vezes dizem que vão fazer greve, que agora é a sério, que a credibilização da classe é agora, que a independência e equidistância vem aí que, mesmo que tal aconteça, já ninguém acreditará. Já todos percebemos quem tem a mão na trela.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sporting 3 - Olimpiakos 1: O Sonho continua a comandar a vida

Com uma exibição adulta e com autoridade o Sporting pôs um pé na Liga Europa assegurando simultaneamente o direito de continuar a sonhar com a continuidade na Liga dos Campeões. Esta não se afigura fácil, uma vez que depende da conjunção quase ideal de factores, faltando saber o que será mais dificil de ocorrer: se ganhar em Barcelona se o Olimpyakos roubar pontos à Juventus.

 A maturidade da equipa fez-se sentir especialmente quando, após um começo auspicioso, mas sem conseguir marcar, a postura manteve-se a mesma, mesmo quando a ala direita grega  - Pardo e Figueiras - ia infernizando o juízo a Coentrão e Bruno César. Em quantas ocasiões aqueles contra-ataques não teriam sido suficientes para fazer abanar a equipa e até as bancadas?

Com a obtenção dos golos, ainda por cima em cima do intervalo e em dose dupla, a superior qualidade da nossa equipa impôs-se, levando os gregos a perceber que todos os seus esforços para nos contrariar seriam inúteis. Ou quase, uma vez que o árbitro alemão tudo fez para que assim não fosse. Dos critérios disciplinares até à validação do golo grego foi um esforço descarado para manter os gregos vivos. Pelos vistos não são só os árbitros portugueses a deixar muito a desejar. 

Agora resta sonhar. Tudo pode acontecer mas a garantia de continuarmos na Europa permiti-nos encarar os próximos tempos com... tranquilidade.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Manual para burros


1- Burrice é pensar que os Sportinguistas são burros e precisam de manuais.

 2- É uma burrice desrespeitar e insultar os que, alguns até com muito sacrifício, nos pagam o ordenado e assim nos permitem alcançar e manter o nível de vida e depois ainda lhes pedir sacrifícios e união.

4- Burrice é disparar para tudo o que mexe mas os tiros só produzirem fumaça.

5- Burrice é ridicularizar e descredibilizar toda a política de comunicação do Sporting para conseguir um castigo pessoal mais pequeno. Aliás é bem pior que burrice, é abdicar do carácter e dignidade para se livrar de um castigo que, ao invés de ser tido como tal, devia ser entendido como uma medalha.

6-  Burrice é andar a reboque e fazer a promoção de agendas alheia, sendo incapaz de construir uma própria.

7- Burrice é preferir criticar os Sportinguistas e esquecer-se de desmascarar mais uma jornada vergonhosa para a arbitragem, em que mais uma vez fomos prejudicados.

8- O problema do Sporting não são os adeptos e sócios Sportinguistas que pagam quotas, bilhetes, viagens, gameboxes e que têm opinião. Não é a opinião que impede o Sporting de ganhar, são e  sempre foram as decisões dos dirigentes que os Sportinguistas elegem.

9- Um dos grandes problemas do Sporting sempre foram os funcionários que aterraram de paraquedas para ganhar ordenados chorudos e que, sem nada no passado que os recomende e sem presente que lhes justifique as mordomias, ainda se acham no direito de dar lições de Sportinguismo.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Sporting 2 - Famalicão 0: A premonição de Jesus, S. Patricio e os apóstolos Bruno, Podence e Gélson

Jesus foi previdente fazendo alinhar inicialmente e após algumas correcções uma formação que se aproxima muito da equipa titular. O Famalicão veio a Alvalade para provar que as equipas da liga abaixo se assemelham muito às do final da tabela da competição principal, e que o conhecimento e armas do seu treinador também se aproximam em muito dos seus congéneres da I Liga. Não tivesse sido assim e talvez o jogo terminasse mais tarde ou, quem sabe... Tanto assim foi que se tivéssemos trocado o nome do adversário por Tondela, D. das Aves, por exemplo, ninguém suspeitaria da marosca. 

Para reforçar o que é dito acima ficou na retina de todos a exibição galática de Rui Patrício que a foto do post guardará para o futuro. Nada mais na menos que o 13º da conta pessoal, a factura do azar foi desta feita entregue e paga pelo Famalicão. O nosso capitão escreveu mais uma página no livro de memórias que incontornavelmente o ligará para sempre ao nosso clube. Quando no dia 20 de Maio estivermos a levantar a Taça de Portugal é preciso lembrar que as duas asas do troféu foram hoje conquistadas pelo Rui Patrício

Mas a contribuição de Patrício não seria por si só suficiente para passar à eliminatória seguinte. Havia que marcar golos, o que, há medida que o tempo ia passando, parecia tornar-se uma tarefa cada vez mais complicada. Isto apesar do azar de Jonathan ter começado logo a ajudar a resolver o problema de uma entrada amorfa, com intensidade quase abaixo de um treino de conjunto.

Podence foi logo o primeiro a beneficiar a tirar partido da presença de Gélson, mas só a entrada do assistente Bruno Fernandes com os códigos dos misseis teleguiados permitiu que o Famalicão voltasse ao Minho orgulhoso por participar na festa da Taça - bela presença a dos seus adeptos! - mas já em tom de despedida.

Nota final para a arbitragem: que vergonha!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Bruno de Carvalho: não adianta ter razão, é preciso saber ter

Julgo que entre Sportinguistas (e não só, mas esse é o universo que me suscita o maior interesse e atenção) ninguém duvida de que o futebol português está minado por interesses e favores e que enquanto tal subsistir a verdade desportiva estará comprometida. Assim, julgo que também ninguém duvidará que é necessário uma oposição tenaz e sem quartel, como da luta contra  um tumor maligno se tratasse. 

A comparação é obviamente excessiva, especialmente para aqueles que sofrem directa ou indirectamente de problemas de saúde dessa gravidade, mas a corrupção, seja de que teor for é de facto um cancro e por isso deve ser combatido.

O Sporting tem procurado combater essa doença especialmente através dos posts editados no Facebook do presidente Bruno de Carvalho e do director de comunicação Saraiva. Num dos seus últimos posts o presidente queixava-se de manobras de diversão para fazer esquecer a teia de problemas em que se envolveu o SLB e cuja clarificação é obrigatória mas está ainda por fazer. 

Não podia concordar mais com esta afirmação, é notória a aflição e desorientação para os lados da Luz. Não duvido que noutro país que não este muito dificilmente os dirigentes daquele clube escapariam a uma condenação por tráfico de influências, senão mesmo de corrupção, com o clube a ter que sofrer uma penalizadora descida de divisão. 

Por isso mesmo a comunicação do Sporting deveria ser mais objectiva e profissional e não dar ela também argumentos para este guião de ocultação, dissimulação e e desvio de atenção do que realmente importa. É isso que acontece quando ao invés de ser directo, conciso e demolidor na argumentação e nos factos invocados, estes são abafados pelos insultos e linguagem de carroceiro. Ou que se dispare em simultâneo contra tudo o que mexe, dispersando as munições e atenções. Que ninguém duvide que isto funciona como gasolina vertida directamente no depósito do "inimigo". Com e sem aspas... 

Expressões como "latoeiro", "imbecil", "cretino", "idiotas" soam mais alto e acabam por servir para abafar os factos do o caso dos "emails", a fuga de informação saída de dentro da própria FPF, etc, etc. Não é por acaso que é isso que faz as manchetes dos jornais. E depois, mais do que atingir os visados, os insultos qualificam quem os profere. De igual modo a falta de critério nos assuntos e nos alvos retiram força e atenção.

Não aceito a desculpa tantas vezes invocada "ah e tal, é o estilo dele" e que não passa disso mesmo, uma desculpa. O Sporting não se pode confundir no estilo com aqueles que detestamos e sempre combatemos e aí o papel do presidente é fundamental.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Perceber o caso "Bryan Ruiz"

Bryan Ruiz foi finalmente reintegrado e quanto a mim, bem. Por norma sou contra jogadores remetidos a um limbo, a treinar fora do grupo de trabalho, ainda por cima bem pagos, como é o caso do costa-riquenho. 

Ainda olhando para o seu caso em concreto, nunca aceitei a ideia que foi ele o culpado da perda do titulo há duas épocas. Se culpas, há elas não podem ser atribuídas em exclusivo a um determinado interveniente e a um momento especifico, antes sim a um somatório de intervenientes, eventos e decisões.

Há no entanto, na gestão de deste processo, algo que me intriga e que, creio, mereceria explicação: a explicação oficiosa posta a circular em noticias e até "spin doctors" era de que o jogador se teria recusado a aceitar ofertas entendidas como vantajosas para o clube e vai daí foi mandado "bater umas bolas" para Alcochete como castigo pelo prejuízo causado pela recusa.

Acontece que o jogador está a pouco mais de um mês de assinar pelo clube que quiser, o que equivaleria a vê-lo levantar voo do Humberto Delgado no final da época, deixando atrás de si "apenas" o registo de boas exibições, alguns golos incrivelmente falhados e zero euros pela transação do seu passe.

Tenho um palpite porém que tal não acontecerá, o que obviamente vale tanto como os zeros de que falei acima. Mas que a gestão deste caso deixa muito que pensar e várias questões em aberto, deixa. Talvez a mais importante seja "o que ganhou o Sporting com isto?"

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

PPC-BdC: União de Lamas Sporting Clube

Já todos perceberam por certo que uma grande parte do diferendo que estalou entre Paulo Pereira Cristóvão e Bruno de Carvalho se transformou  - ou até mesmo começou -  por ser uma questão pessoal. Independentemente das razões que possam assistir a qualquer um deles, creio que é a hora de deixar que os processos judiciais com que ambos se decidiram presentear sigam a sua tramitação e que poupem os Sportinguistas e acima de tudo o Sporting à luta na lama que cada um dos respectivos comunicados vem representando. Isto se, como se espera de qualquer Sportinguista, o interesse do clube esteja acima dos seus interesses pessoais.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Comunicação por "dummies", ou como se deve ou não se deve defender o Sporting

O passado fim-de-semana foi aziago para as ambições de campeão do Sporting. Não bastou perder pontos em casa, o registo de mais uma exibição "triste" com um adversário difícil, uma hecatombe de lesões. No rescaldo, o Sporting, além dos pontos perdidos acabou por perder também a face, num comunicado absolutamente indigno do director de comunicação do clube. 

Para ajudar ao fadango, na televisão do  clube, um tal Pedro Baptista insulta a inteligência de todos os Sportinguistas. Segundo o próprio, o Sporting não ganha porque alguns Sportinguistas "parecem uns bananas" e embarcam em "cartilhas". Que se saiba os Sportinguistas não compram jogadores, não os treinam, não é por eles que se lesionam. Gostava de saber com que autoridade está investido para assim proceder e como isto parece ser aceite como se fosse normal. E claro, tinham que vir as cartilhas, como se o Sporting também não tivesse a sua...

Ora então vamos por partes, começando pelo que me parece mais importante relativamente aos erros de arbitragem e quem mais deles beneficiou:

- Se o Sporting, num qualquer jogo, visse ser anulado um golo quando estava ainda 0-0 e, no final do tempo regulamentar, estando já a ganhar, sofresse um empate obtido penalty precedido de falta, (que por isso não permitiu qualquer reacção) eu seria levado a considerar que o Sporting teria sido prejudicado. O mesmo terei que dizer relativamente ao Braga, face ao sucedido em Alvalade. 

- A última coisa que o Sporting deveria fazer era tentar desmentir ou mistificar o sucedido, porque não deixa de ser uma noticia a possibilidade de ter sido beneficiado. O que há muito deixou de ser noticia é ter sido prejudicado. Especialmente com o Braga, a cuja reacção também já lá chegaremos. Não há aqui razão para qualquer incómodo.

Já relativamente à reacção do director de comunicação expressa no Facebook ela é acima de tudo uma carta de despedimento na hora. 

- Remeter a exibição dos atletas adversários para a possibilidade do uso de qualquer meio ilícito, numa alusão clara ao uso de doping, sem qualquer indicio ou prova, é indigno de alguém que represente o Sporting. Acima de tudo constitui um desrespeito por normas aceites tacitamente na prática desportiva, das quais me recuso a aceitar que o nosso clube deixe ser um modelo: respeito pelo jogo e suas regras, pelos companheiros e pelo mérito dos adversários.

- Isto pode ser admissível em clubes com adeptos como o Pedro Guerra, no Sporting deveria equivaler no mínimo a defenestração ou a balde de penas e alcatrão.

- Ao contrário do que certamente pretendia, tal comunicação ainda veio realçar mais as nossas falhas e impreparação. É que os atletas do Braga não só pareceram correr mais do que nós com menos tempo de descanso, como parecem mais aptos para o fazer sem correrem o risco de se lesionar. Isto sim, é que preocupa verdadeiramente os Sportinguistas.

A resposta adequada ao presidente do Braga veio felizmente do presidente do clube, Bruno de Carvalho: "ele, que vá ver as imagens de há três meses atrás de um lance de um jogo com o Benfica e que me mande a conferência de imprensa que ele fez a seguir a falar sobre esse lance de fora de jogo e depois podemos falar do resto" É assim, de forma breve e com o tom certo de sarcasmo que deve ser tratado o presidente do Braga, cujo sonho molhado é poder olhar um pouco mais de perto para os nossos calcanhares. Está a precisar de uma nova visita ao museu, por certo. 

- Eu teria acrescentado algo que me parecia muito pertinente: António Salvador perdeu o direito de falar sobre o "apito dourado" agora, quando passou todo o tempo calado como um rato quando respectiva ditadura imperou calado como um rato, contentando-se aqui e ali com as sobras que caiam da mesa do banquete. 

Como pode - ou deveria - então ser exercida a difícil missão de defender o Sporting?

Antes de mais com a coragem de quem sabe que tem razão e a convicção de que está do lado certo das coisas. E, acima de tudo com verdade. Por isso tenho a certeza que teria sido melhor aproveitar a oportunidade, mesmo contra o que pareceria ser contra os seus próprios interesses, para reforçar e clarificar o papel importante do vídeo-árbitro. Para defender agora um pontinho agora o Sporting pode estar a hipotecar outros pontos e até campeonatos.

Assim, o Sporting não deveria de ter receio e ir até às últimas consequências, pedindo esclarecimentos sobre a mutismo de Rui Costa, o vídeo-árbitro, que se segue à cegueira do jogo com o Chaves. E tanto o deveria ter feito no lance do Podence como no já aludido lance do Doumbia, do qual acabaria por resultar o penalty que nos deu o empate.

O mesmo deveria fazer sobre os demais responsáveis nos jogos dos nossos rivais. É que não é por acaso que a resistência que se sente à respectiva implementação surja de sectores perfeitamente identificados com o "establishment", que desde o inicio de época tudo tem feito para que tudo corra mal. Este emudecimento do VAR nesta jornada foi coincidência ou não há coincidências? 

Ninguém duvidará por certo que a implementação do VAR é um momento importante e diria até mesmo crucial para os nossos interesses. Cabe-nos por isso defendê-lo e creio que o nosso silêncio sobre o que se passou este fim-de-semana nos diversos campos é precisamente o oposto.

Não tenho dúvidas que o Sporting deveria reformular a sua estratégia comunicacional e afastar-se definitivamente deste estilo trauliteiro, de permanente ruído mas sem acções de relevo em nosso favor.

Alguém sente que isto está a resultar?

Qual é a nossa diferença, que outrora tantos nos orgulhava e nos distinguia?

domingo, 5 de novembro de 2017

Sporting 2 - Sp. Braga 2: rasgados!

Com sorte o Sporting não sai derrotado mais uma vez por Abel Ferreira, que já no ano passado na sua estreia nos veio roubar pontos em casa. Derrota que seria um castigo talvez excessivo, mas o empate é um resultado justo para o pouco, quase nada, que se produziu hoje em Alvalade. 

Perante este exibição marcada pela falta de ideias, pelo cansaço e sobretudo pelas lesões musculares talvez a mais importante ilação a retirar deste jogo é que, e parafraseando Bela Guttman, não temos rabo para ocupar as cadeiras que ambicionamos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sporting 1 - Juventus 1: um dia faremos mais do que só exibições

Terminou a nossa ronda italiana nesta fase de grupos da Liga dos Campeões com um sabor a pouco, mais uma vez com a sensação de quase. Faltou muito pouco, muito pouco mesmo para podermos ter feito quatro pontos em vez de apenas um com o campeão italiano.

Diga-se com justiça que, apesar dos resultados não terem sido os esperados, o Sporting esteve quase sempre muito bem e isso é ainda mais válido em relação à primeira parte deste último jogo, que poderia ser considerada quase perfeita. Jogar assim com o actual campeão italiano, e vice-campeão europeu deve ser realçado e motivo de orgulho, tamanha é a diferença de argumentos de ambos os clubes. E acima de tudo um motivo de esperança, porque a possibilidade de conseguirmos juntar resultados a exibições parece ser possível, assim saibamos manter o actual nível. 

Nesse primeiros quarenta e cinco minutos foi notável a forma como Sporting controlou ou até por momentos conseguiu manietar as peças importantes da armada juventina. Fazer isso a Pianic, Dybala, Higuain, Khedira, Mandzukic, etc, não é para qualquer um. Obviamente que isto tem custos e paga-se em desgaste fisico e psicológico, o que sentiu nos momentos finais do jogo. Estes factores, associados à qualidade dos jogadores adversários ajudam a explicar o empate conseguido quando se esperava ansiosamente pelo apito final.

Talvez demasiado ansiosamente, porque com um pouco mais de discernimento e frieza tivéssemos conseguido esticar um pouco mais aqueles minutos finais com a nossa baliza por desfeitear. Ficamos a pensar, à semelhança da história do ovo e da galinha, o que teve maior grau de responsabilidade no desfecho final, se o cansaço se a pressão em parte consentida, em parte inevitável, da equipa italiana. Sem conseguir ter a bola muito tempo nos pés o desconforto da equipa e o consequente desgaste eram evidentes.

Ainda assim registo para dois momentos em que a história deste jogo poderia ter tido um final diferente e mais feliz: quando a bola passou por cima do pé de Dost ou quando o pé esquerdo de Bruno César, o homem dos golos às grandes equipas, podia ter estado melhor calibrado na direcção.

Tendo realizado uma boa exibição colectiva parecem-me inteiramente merecidos os destaques ao jogo de Patrício, Ristowski (grande exibição, confirmando as indicações já dadas) e Battaglia no tempo todo e Gélson e Bruno Fernandes enquanto duraram as pilhas. 

Registo final para mais uma grande noite em Alvalade, grande ambiente nas bancadas porque, dê por onde der, aconteça o que acontecer, nós acreditamos e "estamos sempre convosco".


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