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terça-feira, 11 de março de 2014

A conferência de imprensa e o que pode fazer o Sporting

Como era de esperar o Sporting tomou uma posição oficial sobre o sucedido no jogo com o Vitória de Setúbal.  Deixo aqui algumas notas que decorrem da conferência de imprensa ontem realizada no Estádio de Alvalade.

Como falou Bruno de Carvalho
A primeira nota vai para o tom em que decorreu a comunicação do presidente Bruno de Carvalho. Muito diferente das suas primeiras aparições já depois de investido no cargo, afastando-se do estilo "pintodacostiano" na forma de interagir com os jornalistas. É uma questão de gosto pessoal, no meu caso entendo que se adequa melhor à imagem que projecto de um presidente do Sporting. Se há modelo a seguir esse é o de João Rocha, cujo desaparecimento ocorreu há cerca de um ano e não de alguém que desde a primeira hora declarou guerra ao Sporting. 

Fez bem em realçar o tratamento desigual dado ao Sporting em relação aos outros rivais: 

"Se o campeonato está decidido? Penso que há várias lutas: a luta pelo primeiro lugar, pelo segundo e o prémio de compensação, que é o terceiro. São tantas forças a puxar para cima (Benfica) e para baixo (FC Porto) que não tenho dúvida"

O primeiro lugar é agora uma miragem e, se as coisas continuam como estão o segundo seguirá o mesmo caminho. 

Fez bem em realçar o facto de a equipa não ter jogado bem em Setúbal, da mesma forma que FCP e SLB não jogaram bem alguns jogos. Não cabe aos árbitros introduzir, pela sua acção, a justiça no resultado.

Para quem falou Bruno de Carvalho?
No seu essencial a conferência de imprensa foi dirigida mais para dentro do clube, com um apelo dirigido aos sócios e adeptos do clube do que propriamente para o exterior, como seria de supor. Talvez se possa perceber mais adiante, em poucos dias, que objectivos específicos se pretendem com este apelo uma vez que, por si só e no geral, o apelo é desnecessário. Não há sportinguista que não repudie o actual estado de coisas, que não se sinta indignado e que, por essa razão, não se sinta mobilizado, falta apenas dizer o que se pretende que façam.

Isto constatado, parece-me que o presidente deveria ter visado mais longe e utilizado outros meios ao seu dispor. As imagens valem mais do que mil palavras e teria preferido que as usasse para documentar e contextualizar as suas/nossas mais que justas reclamações. Tinha ao seu dispor as imagens ainda frescas do jogo de Setúbal, mas poderia também socorrer-se das do jogo com o Rio Ave, Nacional, Académica, do jogo com o Benfica, na Taça de Portugal. Dessa forma aproveitar-se-ia melhor o horário de prime-time e cortava o pio aos verdadeiros calimeros, cuja casca de ovo em frente aos olhos só é retirada para ver o que lhes interessa, quando lhes interessa.

Espero que tenha falado muito em particular para Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem. Como Sportinguista que é espero que lhe doa a consciência. O trabalho que vem fazendo à frente deste organismo ainda não conseguiu melhorar o desempenho médio dos árbitros a nível nacional, deitando por terra a projecção internacional de Proença. E isso é assim porque não tem conseguido afastá-los da imagem de comprometimento, do nevoeiro de suspeição que há muito envolve o futebol português porque continuam - até ele próprio - a tratar de forma diferente o que é e quem deveria ser tratado por igual. 

O que pode fazer o Sporting?
Muito pouco, como o próprio Bruno de Carvalho deu a entender, pelo menos no curto/médio prazo. As eleições na Liga têm um interesse residual, mas, atenção, não são de todo despiciendas. Para se produzir alterações no actual regime o Sporting tem de lutar pela conquista de apoios, de forma a garantir alguma massa critica e a Liga é o local onde se reúnem os clubes. Um clube formador como o Sporting tem activos que podem ser importantes para parcerias que não se ficariam apenas pelo empréstimo de jogadores, esse podia ser apenas o pretexto para a confluência de interesses e união de esforços.

As eleições na Federação, onde está agora localizado o poder, vêm ainda longe e é sempre tarde para começar a pensar numa estratégia de médio/longo prazo. Isto no que diz respeito ao meio futebolístico propriamente dito.

Acontece que o futebol, apesar de viver num mundo muito próprio, não vive isolado. Há pontos de intersecção e quase todos eles, pelo menos os mais importantes, têm a ver com a economia. O Sporting tem nas suas fileiras sócios e simpatizantes que são lideres no meio empresarial, no comércio, distribuição, na Justiça e até no governo. Se Bruno de Carvalho quer convocar os Sportinguistas julgo que chama todos sem excepção. Sentar todos à mesa e pensar em duas vertentes:

- Pedir a contribuição de todos, auscultando-os sobre como se pode alterar o actual estado de coisas.

- Pensar em como TODOS podem contribuir para fazer sentir que a importância do clube se pode fazer sentir muito além do mero espaço delimitado pelas linhas de um campo de futebol, que o Sporting representa uma força social alargada, despertar todas as forças vivas do Sporting Clube de Portugal.

Tal não limitaria o poder decisório dos actuais órgãos sociais, mas poderia significar um mais vasto leque de opções do que as estão a ser consideradas no presente e poderia constituir um reforço do espírito de corpo e da vitalidade do clube.

No curto prazo pouco mais podemos fazer que jogar muito mais e melhor de forma a precaver-nos dos erros dos árbitros. Umas vezes chegará, no caso do jogo de Setúbal deveria ser muito difícil. Essa é a realidade nua e crua e cuja alternativa não o chega a ser: acomodar às circunstâncias, desistir.

A ideia de manifestações públicas de repúdio são-me pouco atractivas. São úteis para vazar o descontentamento, exibição de estados de alma que, na sua maioria tendem mais a ridicularizar a imagem do clube do que a surtir qualquer efeito prático.

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Nota importante:

SPORTING CP x FC Porto
O Solar do Norte vai organizar excursão a Alvalade para o jogo com o FC Porto. Preços, condições e reservas estão em consulta no respectivo site:

segunda-feira, 10 de março de 2014

É só isto que o Sporting tem a dizer da vergonha no Bonfim?

Devo ser um dos muitos a quem esta noite foi longa e penosa. Depois da forma inqualificável como a sua equipa principal foi roubada a revolta interior acumulada é muita e isso reflecte-se inevitavelmente no que deviam ser as horas de descanso dos adeptos.Pelo menos de alguns entre os quais me conto.

Ainda antes de dormir procurei perceber o sentimento geral no sentido de aferir se o que me foi dado ver e a consequente reacção era desajustada. Verifiquei que não. Mas fiz duas constatações que me surpreenderam: para alguns o problema principal eram os jogadores do Sporting e a sua qualidade. E a crónica do jogo no site do clube. 

A qualidade dos jogadores do Sporting
O tema daria pano para mangas. No entanto não creio que o jogo de ontem seja o momento ideal para a ter. Não apenas porque o estado do relvado não permitia um jogo mais ligado, mas porque foi um mau jogo colectivo, onde todos fizeram muito menos do que sabem e podem, mas também porque o Sporting não jogou sozinho. Há tanto mérito do adversário em contrariar o nosso jogo como demérito nosso. Jogar futebol directo à procura de Slimani pode até resultar de vez em quando, não vai resultar sempre e não é muito bonito de se ver. E, como disse ontem, as opções de Jardim também ajudaram muito pouco. Mas a má prestação colectiva não pode servir de escape à forma como a equipa foi espoliada dos três pontos em disputa. 

Quantos jogos do SLB e do FCP foram ganhos com jogos medíocres? 

E se, nesses jogos, tivessem apanhado pela frente uma arbitragem como a de ontem, essas vitórias teriam sido possíveis?

Quanto à qualidade dos jogadores propriamente dita houve até um maduro, que não se quis identificar, que deixou aqui no blogue um comentário que é muito semelhante a outros que se vêm amiúde, com os jogadores da formação em destaque. 

Não sei qual a razão que leva a destacar negativamente Adrien ou até André Martins, que nem jogou, e se esquece a nulidade das acções de Héldon ou Magrão, por exemplo, mas podiam ser mais os citados. Também ainda estou a tentar perceber porque se acha sempre que os que estão não prestam (ouvimos isso desde Hugo Viana, Nani, Veloso, Moutinho, Patrício) e os que estão para vir é que são bons. Sobre a questão do valor de Adrien para ser seleccionado aceito qualquer argumento que não ignore que, para as mesmas funções, Paulo Bento já convocou ao André Gomes ou convoca assiduamente o Ruben Micael, por exemplo.

Que reacção do Sporting?
Como é natural a atenção concentra-se na reacção do Sporting face ao sucedido. Não é muito crível que o clube possa ser prejudicado desta forma e fique calado. É meu entender que, agora com a questão do titulo praticamente arrumada, o Sporting demonstre de forma clara o que se passou neste campeonato, dando um relevo muito particular atenção à diferença de tratamento que lhe é dedicada, face ao que acontece com os seus mais directos oponentes. 

Alguém acha possível que o SLB ou FCP fossem assim tratados? 

E, se por qualquer razão, tal se verificasse, o que seria a reacção geral? 

Por acaso tiveram a oportunidade de dar uma vista de olhos às capas dos jornais de hoje e constataram a placidez das referências ao que ontem sucedeu em Setúbal?

Pois é uma reacção muito semelhante e até mais tímida que desde ontem está plasmada no site do clube. Mesmo as palavras de Adrien no final do jogo são muito pouco face ao sucedido.

Vejamos o que diz a crónica do jogo:

O golo anulado ao Sporting:
Adrien apareceu ao segundo poste e de joelho fez o golo, mas o árbitro Vasco Santos anulou por suposto fora-de-jogo… não estava!

O golo de Slimani:
o esférico chegou, de novo, à cabeça de Slimani, que disparou certeiro para a baliza… foi rente ao poste, do lado de dentro, houve dúvidas, mas a bola entrou e, assim, estava feito o 0-1.

O golo do empate do Setúbal:
O «camisola 99» dos da casa apareceu mais rápido na direita e rematou sem hipóteses para Rui Patrício, que ainda se esticou.

Sobre os penalty's:
(...)até que, à entrada para os últimos cinco minutos, houve dois lances algo discutíveis. Um para o Sporting, outro para o V. Setúbal. Aos 86 minutos, Diego Capel foi derrubado na área e Adrien, chamado a converter, fez o 1-2 para os «leões»; a seguir, aos 89 minutos, um setubalense caiu na área por suposta falta de Maurício e Ricardo Horta, com a hipótese de empatar o encontro, não falhou.

Num jogo cheio de casos que, de forma objectiva, prejudicaram declaradamente o Sporting, é apenas isto que se lê no site do clube. Casos esses que não se ficam pelos golos ou pelos penalty's mas que acima dos erros de interpretação deste ou daquele lance, revelaram uma nítida má vontade contra o Sporting no juízo até do mais simples lance no meio-campo.  

Espero por isso uma reacção mais adequada e em tempo útil ao que se passou ontem em Setúbal.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A verdade desportiva é uma treta

Faltam apenas nove jornadas para o final do campeonato e não se afigura nada provável que o SLB venha a perder os seis pontos que detém de vantagem sobre o Sporting ou os nove sobre o FCP. O campeonato está por isso quase entregue e, tal como já havia dito aqui oportunamente, parece-me que, neste momento, a questão não é tanto se o SLB pode conquistar o campeonato, mas se não é suficientemente competente que o leve a perdê-lo.

A minha análise de então era baseada em argumentos estritamente desportivos. Não me custa reconhecer as evidências: Jorge Jesus é um dos melhores treinadores portugueses e tem à sua disposição o melhor lote de jogadores. Jogadores daqueles cuja capacidade individual é capaz de, num dado momento, desfazer os equilíbrios ou, se quisermos, desatar os nós que as equipas e técnicos adversários recorrem para anular vantagens.

Nesse raciocínio não eram tidos em conta factores extra-desportivos, porque essa é uma matéria que causa alergia a quem gosta do futebol que se joga estritamente dentro das quatro linhas, como é o meu caso. Porém no nosso futebol, com mais ou menos comichão ou urticária, esse é um tema incontornável.

No que à verdade desportiva diz respeito tivemos mais um fim-de-semana de luto carregado. Para demonstrar a minha afirmação nem preciso de recorrer a todos os jogos, basta-me centrar em apenas 3 deles. E, ao contrário do que possam pensar, não serão os erros arbitrais os pontas-de-lança dos meus argumentos.

Carlos Xistra - Vejam o golo anulado ao Vitória de Setúbal, que lhe daria o empate nos últimos minutos em Barcelos.

Abdoulaye - Enquanto esteve emprestado ao Vitória de Guimarães estava sempre indisponível por lesões súbitas quando a equipa que lhe proporcionava a evolução que o seu clube não lhe podia dar. Ontem, na primeira oportunidade que surge para defrontar o Vitória, não lhe faltaram as forças. Nada que não tenhamos visto antes com jogadores emprestados pelo FCPorto.

Miguel Rosa - Ontem o ex-jogador(?) do SLBenfica foi subitamente afectado pelo "síndroma de Abdoulaye" e que já o havia vitimado na jornada da primeira volta. O clube da Luz pode até alegar que nada fez para que o árbitro anulasse um golo limpo à equipa da casa ou que se "esquecesse" de exibir o segundo cartão amarelo a Fesja e quem quiser acredita ou não. Mas já não pode assobiar para o ar relativamente a este comportamento batoteiro deliberado e persistente. Fazê-lo quando nem precisa desse tipo de expediente é revelador. Querer, a par disso, arvorar-se em arauto da transparência e da moralização do futebol português é, como dizem os brasileiros, conversa para boi dormir. 

Este e outro tipo de comportamentos semelhantes  - "pode ser Ferreira", etc, - fazem de Luis Filipe Vieira um "Pinto da Costa wanna be", mas com muito eficácia nos bastidores e com muito menos títulos. 

À atenção dos corpos sociais do Sporting. A credibilidade da luta que o clube empreendeu, encabeçada pelo Presidente, também passa por aqui. O Sporting não pode apontar baterias ao FCPorto e ignorar o que se passa a poucos quilómetros do seu estádio. Até porque sabemos já que resultados deram no passado acções semelhantes.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Longos vicios têm 30 anos


O jornalista está ali não para recolher a informação que acha pertinente para o seu auditório, é visto apenas como um mero instrumento para veicular a informação que se entende útil.


Não se reconhece a autoridade como tal e o interesse público - evitar desacatos - tem de se subjugar ao interesse de uns poucos.

Só os ratos é que fogem para a Galiza, quando previamente informados, porque os jogadores têm que enfrentar a turba irada.

É assim que pensa e age quem, ao longo de 3 décadas, se sentiu fora do alcance da lei. A audácia de empurrar jornalistas ou de um segurança empurrar um policia perante a complacência geral cresceu e foi engordada por esse sentimento de impunidade. O "normal" para eles é isto. Para os jornalistas e policias infelizmente também.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vai saltar a carica da Taça Lucilio?

Circula hoje o rumor de que a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga Portuguesa de Futebol "responsabiliza do FCPorto pelo atraso de 3 minutos" que se registou no inicio do último jogo da fase de grupos da Taça da Liga. Há uma versão que não indica qual o castigo proposto e uma outra que aponta para a exclusão do referido clube da competição. A acontecer, isso faria com que o Sporting disputasse a meia-final com o SLBenfica.

Acho pouco provável a versão do Correio da Manhã, que refere a segunda possibilidade acima descrita. Por razões que se prendem com a credibilidade do jornal obviamente, mas também porque se me afigura muito difícil de provar o dolo ou intencionalidade. Acresce que, a acontecer uma decisão desse teor, seria apenas uma decisão de primeira instância, passível portanto de recurso. Tal contribuiria para que as meias-finais da competição fossem sucessivamente adiadas, podendo inclusive não serem disputadas ainda esta época. Se, depois de recurso, a decisão se mantivesse favorável, podíamo-nos ver confrontados com a necessidade de disputar jogos dessa competição encaixados num calendário muito mais exigente do que é o da época em curso. Dos actuais 8 poderíamos ver-nos envolvidos num 80 que em nada favorecia os nossos interesses.

Falta ainda saber qual seria, perante este cenário, o comportamento do FCPorto. Não tenho como liquido que o clube de Pinto da Costa contestasse a decisão de ser afastado da competição. A braço com inúmeros problemas, dos quais a sua capacidade competitiva é apenas um de muitos, não me surpreenderia que, aproveitando o ensejo, se deixasse cair da competição, não prescindindo da devida encenação e cortina de fumo, ganhando assim tempo e espaço para outras competições mais apetitosas. 

Estes são apenas alguns dos cenários que se podem vir a colocar porque, como sabemos, o futebol português é capaz de superar a imaginação dos melhores argumentistas de Hollywood. Nessa conformidade, o meu interesse para que a decisão venha a ser favorável ao Sporting é nulo. Marcamos uma posição, expusemos a trapaça e não gostaria de ver o clube prejudicado porque teve razão, como pode, pelo exposto, vir a acontecer. Eles que levem lá a taça e a carica da Taça Lucílio.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A praxe que vitimou o Sporting e o comunicado que vai longe de mais

A actualidade nacional tem andado marcada nos últimos dias pela polémica das praxes e pela tragédia do Meco. O post de hoje vai fazer um paralelismo com essa realidade aplicada ao futebol nacional e em particular as factos que conduziram ao afastamento do Sporting da Taça da Liga.

Mais uma vez praxados
Enquanto o Sporting andava entretido com os seus próprios problemas e com a divulgação do seu guião para a reforma do futebol português, os dux's veteranorum do futebol português arquitectavam mais uma das muitas praxes em que o futebol português tem sido pródigo e o Sporting uma vitima predilecta. De costas para a onda que se ia formando, os responsáveis pelo departamento de futebol do Sporting não repararam que em breve iriam ficar em desvantagem e numa situação delicada que levaria a sua equipa principal a ver afogadas as pretensões de continuar na competição. 

Ao longo dos anos praxes como estas visam não só demonstrar quem realmente detém o poder mas também enfraquecer o Sporting. Um clube grande como o nosso tem nas vitórias o seu oxigénio, quem nos praxa sabe que sem esse precioso recurso, e tendo que correr em apneia, a nossa força diminui. Por isso elas surgem sempre que o clube se reergue e demonstra o seu pundonor e inconformismo com o destino que lhe querem impor.

Uma onda com duração de de 94 minutos de altura
Como já foi assinalado aqui na caixa de comentários e noutros locais, a desvantagem dos famigerados quatro minutos de atraso de que o FCPorto deliberadamente beneficiou foram apenas os derradeiros e uma margem de segurança bastante ténue, que o decurso dos acontecimentos acabou por ampliar. Na verdade, a vantagem decisiva já a havia conseguido ao beneficiar da vantagem de jogar noventa minutos da 2ª jornada da competição  sabedor do resultado que o Sporting alcançara precisamente perante o Maritimo. Por sinal nessa vantagem de um golo há que incluir um golo de legalidade duvidosa, mas isso é apenas um "pormaior". 

Porque foi essa a ordem dos jogos e  não a inversa? 

Alguém  acha que foi casual que, numa competição em que o factor primordial de desempate era o número de golos marcados, o FCPorto joga a precisamente a segunda jornada sabendo quantos golos precisava para ficar em vantagem na jornada final?

Quem foi responsável ou responsáveis pela marcação dos jogos com essa ordem? 

Porque é que no Sporting ninguém se apercebeu da desvantagem, que se revelaria fatal, em que acabava de ser colocado, lavrando desde logo o seu protesto? 

Alguém se esqueceu de fazer os trabalhos de casa. Tal permitir-nos-ia agora uma posição mais confortável, cortando pela base os argumentos de que a nossa reacção é mero mau perder.

Comunicado que vai longe de mais
Concordo com a quase totalidade do comunicado ontem emitido pelo clube. O Sporting deve fazer tudo o que está ao seu alcance para lutar pelo que entende o que é seu de direito e no sentido de desmascarar quem entende que todos os meios são legítimos para atingir os seus fins. Mas não posso concordar com a vontade nele expressa de, em caso de decisão que não favoreça as suas pretensões, o clube, para o ano, não se apresente na sua máxima força na Taça da Liga ou em qualquer outra competição.

Legitimidade
As razões da minha oposição estribam-se desde logo na questão da legitimidade. Do ponto de vista institucional e do respeito pelos estatutos do clube - que nem sequer fui consultar - não me surpreende que a direcção da SAD ou do clube esteja mandatada para tomar uma decisão como a de apresentar uma equipa menor. Já a de não se inscrever na prova tenho sérias dúvidas. Mas para lá do que é a estrita legalidade, não me parece curial a tomada de uma decisão deste teor e importância sem auscultar a opinião dos associados.

Coerência
Igualmente não me parece que o Sporting dê de si mesmo uma imagem de coerência quando ainda há dias criticava o Marítimo por se apresentar com segundas escolhas e coloque a si mesmo a hipótese de imitar este comportamento. 

E depois porque não faz o mesmo nas outras competições, em que não foi prejudicado apenas uma vez mas várias? 

Porque não preconiza o mesmo para a Taça de Portugal, de onde foi afastado como sabemos no jogo da Luz?

Porque não se propõe fazer o mesmo na Liga Zon/Sagres onde colecciona os lances mais ridículos da arbitragem e que, a não terem existido, o colocariam neste momento na posição de líder?

O que é afinal o espírito leonino?
Como dizia umas linhas acima um clube grande como o Sporting alimenta-se de vitórias. Na situação em que o Sporting se encontra, isto é, sem vencer uma competição há 4 épocas, não me parece que possa escolher qual é quer ganhar, antes sim querer ganhar todas e qualquer uma. 

Abandonar a Taça da Liga é concorrer para diminuir as suas próprias hipóteses, ao fim e ao cabo uma auto-mutilação. 

Não é isso o que procura precisamente quem se nos atravessa ao caminho? Uma decisão como estas está longe de ser pacifica e uma fonte de controvérsia interna que necessariamente enfraquecerá o clube. Infelizmente o comunicado já divulgado coloca o Sporting numa posição de não retorno e tal, por si só, já concorre para nos fragilizar e deixar muita gente a rir-se de satisfação.

O Sporting em que me revejo é um Sporting que, contra tudo e todos se for preciso, não desiste mesmo sabendo da desigualdade de meios, da iniquidade implacável que caracteriza os seus inimigos,  luta sempre para ganhar. 

E há vitória mais saborosa do que gritar "VENCEMOS" na cara dos que nos vão espalhando óleo pelo caminho?

domingo, 26 de janeiro de 2014

Futebol português: Os anjos, os demónios e o palhaço


4 minutos que o futebol não precisava
Confesso que prefiro falar do futebol que se joga nos relvados mas infelizmente acabo por ter que dividir as atenções também com o futebol de bastidores. Infelizmente os episódios do último sábado acabam por determinar mais uma descida aos subterrâneos do futebol português. Os tais quatro minutos de atraso que se registaram no jogo do Dragão e o penalty já nos minutos finais, que acabaram por ditar o apuramento do FCPorto, foram acontecimentos que reforçaram a descredibilização do futebol português e, por isso, eram totalmente dispensáveis.

O palhaço
É feio pontapear alguém que está no chão, como é caso de Paulo Fonseca. Não o faria não se tivesse ele metido com o Sporting. As suas afirmações foram tão ridículas como o nariz vermelho, os sapatos e fato sobre-dimensionados daqueles personagens que estamos habituados a ver no circo. Só que em vez de me fazer rir fizeram-me sentir pena. Pena pelo seu esforço inglório em se colar a uma forma de estar e falar "à Porto" quando o máximo que consegue é fazer os adeptos azuis ter saudades do mal-amado Vítor Pereira. Pena porque,tal como aos palhaços, já ninguém lhe dá muito crédito naquele lugar.

Depois de ter passado um mau bocado ante a reservas do Marítimo e sobretudo perante os apoiantes da sua equipa, apareceu impante ante as câmaras. Ao invés de explicar o que tinha corrido mal, preferiu atirar-se ao Sporting e a uma pretensa festa, que não teve lugar. Quando o repórter teve a ousadia (que lhe pode sair bem cara, como já sucedeu a outros colegas de profissão) de lhe perguntar como tinha visto do banco a festa do Sporting, alegou tratar-se de informações prestadas. 

Os informadores deviam mesmo estar atentos ao que se passava com o Sporting em Penafiel, pois ninguém o avisou que, com o golo de penalty, estava apurado para as meias-finais. Se o tivessem feito tinham evitado que Paulo Fonseca fizesse a figura de parvo de mandar a equipa rapidamente de volta para o seu campo, precisamente o contrário do que deviam fazer perante uma situação como aquela. Voltou a mentir de forma desajeitada na conferência de imprensa e foi infeliz com o "isto foi uma vitória à Porto!". Pela dupla interpretação da frase e por lembrar as dificuldades para bater em casa as reservas da equipa que sofre mais golos na Liga.

Demónios
Não vou perder tempo a discutir a legalidade do lance da grande penalidade. Não porque não tenha opinião sobre ele, mas porque a minha opinião é muito menos importante que todos os factos que envolveram o lance.

Jogavam-se os últimos minutos de um jogo cujo inicio foi deliberadamente adiado para terminar mais tarde. O penalty está longe de ser claro e é peremptoriamente marcado pelo mesmo árbitro que, semanas antes, esteve envolvido num lance decisivo que prejudicaria um concorrente directo.

Num outro país qualquer estes factos não passariam de coincidências. Em Portugal é preciso ter nascido ontem ou ser muito mais do ingénuo para não estabelecer entre eles uma relação de causa e efeito. Ninguém atrasa um jogo deliberadamente quatro minutos se dele não pretender tirar vantagem. 

Num jogo tão imponderável como é o futebol como é que alguém age desta forma se não está seguro de poder controlar não apenas esses imponderáveis como também de poder determinar o curso dos acontecimentos?

Falta a última das coincidências, talvez a mais importante de todas. O clube envolvido é mais uma vez o FCPorto. Os últimos 30 anos estão pejados de exemplos de batota, hoje conhecidos de todos, com contornos semelhantes aos do jogo do passado sábado, e tendo sempre como actor e beneficiado comum: o clube de Pinto da Costa. Porque é que ontem poderia ter sido diferente?

Pois até pode ter sido. Pode ter acontecido apenas futebol, mas esta é mais uma das muitas vitórias que o clube azul arquiva no seu palmarés com nódoas e cheiro a trapaça. Esse é o selo que o tempo de Pinto da Costa deixará na passagem pelo clube azul e que se vislumbrará como uma marca de água em cada troféu conquistado. Infelizmente essa suspeição contaminou há muito o futebol português também, tornando-se num dos seus maiores problemas.

Anjos
O Sporting tomou uma posição publica sobre os acontecimentos através do seu presidente. Já foi vastamente mencionado por muitos comentadores de  que o clube poderia ter feito muito mais do que apenas queixar-se do atraso registado no jogo do Dragão. 

Concordo. Mais do que queixar-se o Sporting deve agir e tomar consciência que está envolvido numa guerra. Guerra que escolheu, e quanto a mim bem, ao afrontar a generalidades dos interesses instalados e directamente o FCPorto. Tendo no seu núcleo duro um elemento como Inácio, que conhece por dentro o modus operandi - fez parte do FCPorto como jogador, treinador-adjunto e principal no período em que este, lançando mão de todos os meios hoje conhecidos de todos, consolidou o seu poder - só por distracção, negligência ou ingenuidade poderia achar que os todos os "poderes" do Dragão não seriam usados.

Não creio que pudesse haver um resultado muito diferente, face aos acontecimentos. O Sporting não se devia ter alheado não apenas do inicio do jogo no Dragão - recordo que a equipa do Sporting entrou para o terreno de jogo, após o intervalo, ainda o Penafiel estava no balneário - mas sobretudo da marcha do marcador. Não foi assim. A dada altura, e até pelas substituições de Jardim, pareceu dar-se a tarefa por concluída. E teria bastado um simples golo, perfeitamente possível ante o Penafiel, para hoje os sorrisos serem nossos.

Que se tenha aprendido a lição. Ninguém nos vai oferecer nada, muito menos nos será entregue em badeja de prata em Alvalade. O que nos aconteceu na Taça da Liga é o que nos espera no que resta do(s) campeonato(s). Que, como bem sabemos, está "destinado" a ser divido apenas por dois... Temos que ser melhores dentro e também fora de campo.

sábado, 25 de janeiro de 2014

As opções do Marítimo afogam a verdade desportiva

O Sporting joga hoje o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga. Para o conseguir tem que marcar tantos golos como o FCporto no Dragão com o Marítimo e ainda mais dois. Um para igualar o deficit da jornada anterior e outro para o superar. O Maritimo teria ainda uma remota hipótese, tendo para isso que golear o anfitrião em casa, o que obviamente não está ao seu alcance num dia normal. 

O decidiu o Pedro Martins? Isto que "A Bola" relata na sua edição online:


Perante o cenário de afastamento da competição, não constitui, por isso, surpresa a chamada de vários jovens e, acima de tudo, de alguns jogadores que habitualmente atuam na equipa B, nomeadamente Wellington, Bauer, Brígido, Amar e Edivândio. Estes dois últimos, foram, aliás, chamados pela primeira pelo treinador Pedro Martins.

Se em termos defensivos apenas há a registar uma ausência de vulto (Gegé), isto em relação aos últimos jogos, é na linha ofensiva que se vão notar maiores diferenças na formação madeirense. Isto porque o habitual trio de ataque, formado por Derley, Heldon e Sami, ficou na Madeira, os dois primeiros por opção técnica e o último devido a lesão. Perante tanta alteração na lista de convocados, o onze a apresentar por Pedro Martins no Dragão tem pouco daquele que habitualmente atua no Campeonato.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Zero para Vitor Pereira no ping pong com o Sporting

Vítor Pereira assistiu calado à apresentação das propostas do Sporting relativas ao sector da arbitragem. Comportamento que nada tem de repreensível, atendendo a que era suposto estar a ouvi-las pela primeira vez. Mas o mesmo já não se pode dizer dos comentários feitos em público. Desta forma é indelicado com o Sporting, clube promotor das medidas, e desrespeita institucionalmente o seu superior hierárquico, o presidente da FPF, que liderava a instituição na reunião. Este comportamento é totalmente reprovável e também revelador do condicionamento psicológico do líder da arbitragem nacional. 

Ora condicionamentos psicológicos é do pior que se pode constatar de quem se espera e exige isenção e distanciamento. O mesmo condicionamento que já vimos há poucos dias na reacção à contestação de Pinto da Costa à arbitragem no SLB x FCP, na condenação pública do árbitro Soares Dias e que não lhe permitiu o mesmo tratamento às falhas mais clamorosas registadas até agora na Liga: o penalty sonegado ao Sporting a minutos do fim do jogo com o Rio Ave - o jogo acabaria empatado - e no roubo do tamanho de uma manada de bois de raça barrosã por parte de um talhante de Braga ante o Nacional. 

Todos os três clubes se podem queixar de terem sido prejudicados e mutuamente apontarem-se uns aos outros como beneficiados. Mas nenhum pode juntar a esta discussão erros tão óbvios como estes de que o Sporting foi vitima. Mas ainda assim erros não suficientemente grandes para Vítor Pereira ter alguma coisa para dizer.

Porém isto não invalida que algumas coisas que Vítor Pereira disse não devam ser levadas em linha de conta. No que à arbitragem diz respeito há muita matéria que não é passível de ser mudada, mesmo que os clubes estivessem todos de acordo, o que será muito difícil de acontecer. Mesmo a formação de maiorias simples capazes de alterar os regulamentos será muito difícil de obter.

Por exemplo, o recurso a tecnologias tem de ser autorizado pela FIFA e não me parece que se caminhe nesse sentido nos anos mais próximos. Sabendo de todas as dificuldades que lhe vão ser estendidas ao caminho como se tapete de flores se tratassem o Sporting deveria procurar apurar o documento, extirpando-o de generalidades e boas intenções e procurando dotá-lo de maior objectividade. Isto dito mesmo tendo em conta que se trata de um documento de trabalho aberto a discussão e passível de ser melhorado.

Por exemplo e e forma um pouco avulsa não faria mal repensar a necessidade do papel dos observadores e outros amanuenses do regime. 

Como se chega ao cargo? 

Quem são e quem os elege? 

Faz algum sentido propor a continuidade desta intermediação na avaliação dos árbitros, que é feita a olho nu, quando se propõe simultâneamente o recurso às tecnologias?

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Uma descida aos esgotos do futebol português


O Jornal Sporting publica um artigo muito interessante sobre a composição do Conselho de Arbitragem. Fazendo uma espécie de "who's who", são abordadas as preferências clubisticas e as respectivas ligações e dependências pessoais. 

A sua composição é a prova que, na formação das listas para a FPF, o Sporting não fez os trabalhos de casa. Ficou com os ossos para os dois rivais se refastelarem com o filet-mignon.

Vítor Pereira - Presidente do Conselho, instrutor FIFA, observador da UEFA. Adepto do Sporting.

Domingos Gomes - Vogal, provém da AF. Braga. Ligações ao FCP, tendo como amigo chegado Reinaldo Telles. 

António Rodrigues da Silva - Responsável pelas nomeações, estando conotado com fortes ligações ao FCP.

Luís Guilherme - Responsável pelo pelouro Administrativo e Financeiro. Como árbitro passou despercebido - o que não é necessariamente bom... - tenho ganho notoriedade como dirigente da APAF. Actualmente é presidente da CAJAP, Confederação de Juízes e Árbitros de Futebol - o que esta gente arranja para aparecer e se encostar... - e é, como bem sabemos, um grande amigo do Sporting e já de longa data. 

Relacionado com Adelino Caldeira e apoiante de Paulo Costa, seu colega de comissão e de outras andanças. Foi ele, Paulo Costa, o autor da primeira greve em 1998/99 e, coincidências das coincidências, logo contra o Sporting. Foi ele também o mentor da greve de há dois anos de João Pode Ser Ferreira e Paulo Baptista.

Lucílio Baptista - Vogal responsável pelo pelouro da formação. Um caso paradigmático de que Roma paga aos traidores. A sua passagem pela arbitragem é um compêndio de como cavalgar a toda a sela e fugir entre os pingos da chuva, agradando aqui e ali aos dois lados da margem do sistema. As suas actuações insidiosas proporcionaram-lhe, com inteiro mérito, uma competição oficial, a Taça Lucílio.

Estes são os 5 elementos que compõem a secção profissional, responsável pela nomeação de juízes, árbitros assistente e quartos árbitros para as competições nacionais e internacionais a pedido dos respectivos organismos. tem ainda obrigação de participar ocorrências que possam consubstanciar infracções disciplinares.

O artigo é muito mais detalhado - uma boa razão para assinar o jornal do clube - e aborda também o papel dos observadores, decisivo na classificação dos árbitros, composto por eminências pardas, grande parte das quais não passariam num vulgar teste psicotécnico. Conheço pessoalmente um par deles e bastam 5 minutos a falar de futebol para perceber o seu condicionamento e fidelidade canina ao seu clube, que pede meças aos mais fervoroso adepto. 

Quem julga que o sistema morreu tem aqui um par de ideias para reflectir. O descaramento é tal que, na actual composição deste C.A. está pelo menos um elemento, Carlos Manuel Carvalho, que até constou no rol de acusados do Apito Dourado. É dono do conhecido Lima 5, conhecido por o Novo Canal Caveira. Juntamente com o restaurante Antunes, do irmão de Reinaldo Telles, onde foram gravadas muitas escutas do caso Guímaro, faz parte do roteiro obrigatório a quem quiser conhecer os primórdios dos esgotos do futebol português. É seguro que hoje muitos dos intervenientes se movimentam em ambiente mais requitados...


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Como é agora evidente houve falta no lance do golo

Não precisava de ver o lance registado pela câmara atrás da baliza e que a imagem documenta, para perceber que não tinha havido falta. Além da impressão que o lance me havia deixado logo no imediato, pela distância a que estava Slimani de Miguel Rodrigues, bastou-me olhar para a reacção de mesmo Miguel Rodrigues quando cai no chão sem protestar. O mesmo sucede com o os seus colegas directamente envolvidos no lance, em particular o guarda-redes e, em particular nas suas costas o lateral-direito, com vista privilegiada para o lance e que não esboçam qualquer reacção.

Fica pois evidente, até pela posição também privilegiada do próprio árbitro, que houve falta. Mas foi "apenas" falta de vontade deliberada do sr Mota em validar um golo limpo. Devo dizer que não fiquei surpreendido. Com o decorrer do jogo era cada vez mais evidente perceber ao que vinha o Sr. Mota.

Todos compreendem a difícil missão que é arbitrar um jogo mas todos percebem também a diferença entre um erro deliberado e um erro de avaliação. Essa diferença pode até ser difícil de estabelecer num lance em particular, mas torna-se evidente quando se avalia o critério do árbitro. Toda a arbitragem deste fulano, em particular na primeira parte, foi retirada de um compêndio do que melhor se fazia nos anos 80, quando um árbitro tinha intenção declarada de controlar um jogo. Foras-de-jogo assinalados para cortar lances de perigo, faltas e lances permitidos a uns e negados a outros, etc, etc. 

Fica também por explicar o porquê da nomeação de um árbitro destes, sem categoria, para um jogo desta importância, ainda por cima de pois de uma paragem por lesão. Uma nomeação a fazer lembrar também o melhor dos anos 80...

sábado, 7 de dezembro de 2013

Sporting amanhã em Barcelos, num jogo sem grande importância

O Sporting pode chegar amanhã ao topo da classificação da Liga. Ontem, enquanto elaborava mentalmente o post de hoje já me imaginava obrigado a reincidir no tema e eventualmente no título do post da semana anterior, quando atribuí grande importância ao jogo com o Paços de Ferreira, face à derrota do FCP em Coimbra.

Mas são lances como os que Capela em Coimbra  e ontem o Rui Costa (how appropriate!...) na Luz que me levam a pensar que os nossos jogos são apenas importantes para nós, Sportinguistas, porque joga o clube do nosso coração. No contexto do futebol nacional eles terão que ser vistos, enquanto se mantiver o actual status quo, como secundários e independentemente da nossa carreira e classificação. Ao que parece os 2 primeiros lugares já estão atribuídos e cativados por muitos anos.

Repare-se na impunidade de Capela e não apenas por causa do jogo do ano passado na Luz, ou este ano em Coimbra, mas também por outros onde insiste em ser protagonista. Já toda a gente percebeu que o Capela anda de joelhos a cumprir penitência, leia-se a tentar pagar ao FCP os erros que cometeu quando roubou o... Sporting!!!

Ou no Rui Costa, o tal que não viu a agressão de Jorge Jesus a Luiz Alberto, jogador do Nacional. 
A forma duplice como olha para os lances não engana ninguém. Veja-se com ovuiu dois lances idênticos num jogo com o Sporting.


Veja-se como viu o lance que daria o penalty ontem na Luz:Falamos do mesmo árbitro cujos critérios variam de forma injustificável.


Enquanto este estado de coisas se mantiver os nossos jogos só são importantes para nós. Falamos de árbitros internacionais que em breve serão também profissionais. Dizia num post há tempos que a profissionalização da arbitragem era a promoção da incompetência. Talvez a minha análise peca por defeito: um incompetente não faz mais porque não sabe, grande parte dos árbitros parece ter a lição bem estudada.

domingo, 3 de novembro de 2013

Os Casuals do Porto

Ontem regressava apressado a casa para estar já confortavelmente instalado no sofá e devidamente concentrado na hora de começar o jogo com o Marítimo. Na rádio sintonizada no carro falava-se de uma altercação entre um director do FCP e alguns jornalistas presentes que terá alegadamente descambado em agressões. Na Bancada de Leão também é hoje feita a referência ao episódio, através de um recorte de jornal e a citação de um jornalista, Marinho Neves, que conhece pessoalmente um dos envolvidos, Rui Cerqueira.

O acontecimento não mereceu qualquer destaque, na generalidade dos órgãos de comunicação social.  O mais estranho é que nem no site da RR é feita qualquer referência, apesar de um dos jornalistas envolvidos ser daquela casa. Mais uma vez a noticia vai passar a deixar de o ser porque à sua volta se construirá um muro de silêncio construído de propósito para o efeito. 

Mais uma vez porque fenómenos de agressões de jornalistas, dirigentes, jogadores e quem quer que se atravesse no caminho, em particular quando as coisas não correm bem, como foi ontem o caso, são a fama e o proveito que já vem de longe. Tal como o slogan, uma enorme capa negra  usada porque quem, ao longo dos tempos nos tem brindado com igual falta de categoria na hora de ganhar ou de perder.

Na semana em que muito se falou dos Casuals do Sporting já era tempo - já lá vão 30 anos... - de a comunicação social se debruçar também sobre este fenómeno, que ainda por cima é muito mais comum. e frequente.

Para os ajudar fica a descrição: vestem roupas caras, sobretudo fatos, camisas e gravatas em tons de azul, circulam livremente desde bancadas, camarotes, túneis e acessos reservados dos estádios deste País, deslocando-se em viaturas topos de gama.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Premiar a incompetência, perpetuar a subserviência

No site do Público:

"A profissionalização do árbitros portugueses já está em marcha. A direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deliberou esta quarta-feira atribuir 150 mil euros para a primeira fase do projecto, que deverá estar concluída no final da presente temporada.


Este é o passo inicial para a concretização de uma medida há muito aguardada pela classe. Depois do lançamento da Academia de Arbitragem, a FPF, sob a liderança de Fernando Gomes, avança para o terreno com um projecto que tem sido defendido com unhas e dentes por Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem (CA)."

Em teoria a profissionalização dos árbitros é uma boa medida, inevitável até. Serão os últimos, ou dos últimos, a permanecer amadores ou semi-amadores num mundo altamente profissionalizado e em que cada agente é compelido a especializar-se ou ficar a ver os comboios a passar. Mas não é por essa circunstância que a arbitragem se deve profissionalizar, antes pela exigência da própria actividade. Que ninguém duvide, julgo que ninguém o faz, que tomar centenas de decisões em 90m de jogo requer aptidões excepcionais, além da vocação e talento específicos, que têm de ser considerados como pré-requisitos.

Na prática a profissionalização pouco ou nada irá curar a doença crónica de que padece a arbitragem: a suspeição. E sem eliminar as razões da infecção não se eliminará a doença. Por isso antes de se passar à profissionalização, ou até em simultâneo, mais do que sinais de desinfecção dever-se-iam tomar medidas muito concretas na eliminação da opacidade envolventes, afinal o caldo de cultura para todas as bactérias e parasitas que se alimentam do meio.

O Apito Dourado, como qualquer oportunidade perdida, ao ínvés de criar um novo regime, só veio acentuar a desconfiança em torno da arbitragem, criando nos adeptos, perante as evidências, a ideia de impunidade. Os actores são mais o menos os mesmos, os procedimentos também pouco mudaram. Saber que Lucílio Baptista viu os seus recitais premiados com um lugar de vogal no conselho de arbitragem não ajuda a credibilizar o meio, antes pelo contrário. Não saber quem são, como e porquê são recrutados os observadores também não. Mas estes são peças fulcrais na classificação dos árbitros e que por isso influenciam quem sobe e desce, logo quem chega a internacional. O mesmo é dizer quem ganha mais, provavelmente o cerne da questão.

Os próprios árbitros também continuam a ser os mesmos, esses que durante anos foram incapazes de fazer uma denúncia ou sequer uma nota de protesto contra pressões a que estiveram sujeitos. Pior, foi por serem coniventes e não o fazerem que hoje alguns conseguiram chegar a internacionais. Esta subserviência, este beijar a mão do dono, é a raiz da sua própria descredibilização aos olhos dos adeptos. Reconhecida a subserviência generalizada, há que apontar a incompetência pura e dura. João Ferreira, Capela, Paulo Baptista, são-o, isto para citar apenas alguns.

(Há dias tomei conhecimento de um dado curioso e que escapa à generalidade dos adeptos, mesmo dos que "consomem" futebol diariamente. Jorge Coroado, à época talvez o melhor árbitro, seguramente um dos melhores, esteve 6 anos sem arbitrar um jogo que fosse do FCP. Este dado só não é estranho porque se sabe que, para lá da sua propensão para a azia, era conhecido por não ser pressionável. O resto cada um que julgue por si.)

Mas será que os árbitros portugueses são piores que os outros? Não creio, antes pelo contrário. Afirmo isto no que à apreciação técnica diz respeito e pelo que vejo nas suas actuações em competições internacionais. Mas das suas actuações nos rectângulos do nosso rectângulo com vista para o mar é como se víssemos outros. Aqui os critérios são de geometria variável, adaptando-se em função da cor da camisola de quem quem faz a falta, de quem mete a bola à mão, ou o inverso. Afinal o mesmo que se verifica com as decisões do Conselho de Disciplina na apreciação e consequente punição de uma cuspidela e que leva os adeptos a pensar que ainda vão ter que esperar pelas melhorias da doença que infecta o futebol português.

Resta esperar que Fernando Gomes e sobretudo Vítor Pereira consigam impor uma nova ordem, a que  é imprescindível uma limpeza prévia e consequente abertura e transparência em todos os actos. Que contarão sempre com a reacção corporativa e de quem tem na arbitragem o seguro de vida para o estatuto que actualmente detém no futebol português.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os criminosos voltam sempre aos locais dos crimes

Passado um ano, Pinto da Costa voltou hoje a Gondomar. Novamente para ser homenageado pelo seu compagnon de route, cujas conversas telefónicas ficaram como testemunho de um tempo no futebol marcado pela batota, do qual o homenageado foi mentor e guia espiritual. Gastar um cêntimo do nosso depauperado erário público a voltar a homenageá-lo deveria ser considerado crime.

Foi também em Gondomar que decorreram os julgamentos de ambos no processo "Apito Dourado" e a ausência de condenação face às evidências é em si mesma um crime, cuja nódoa viscosa ensombrará por muitos anos a justiça portuguesa.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cuidado com as companhias

Há males que vêm por bem. O episódio das agressões no jogo Estoril- FCPorto é pouco interessante para o futebol de que eu gosto. Mas, à medida que se esticaram os argumentos, vieram à superfície alguns factos que de outra forma nos passariam despercebidos. Um desses foi o anti-sportinguismo primário do actual presidente da AFL. Outras questões relacionadas com o mesmo individuo, como afirmações de cariz racista, não me são dispiciendas, mas não as quero aqui trazer, uma vez que o foco é o Sporting.

Pode muito bem acontecer que as declarações de Nuno Lobo tenham chegado à opinião pública com o interesse de semear a divisão entre Sportinguistas e benfiquistas no seio da sua associação distrital. Tal representaria apenas mais um momento de uma estratégia de Pinto da Costa - até hoje bem sucedida, como demonstram os resultados -  de dividir para reinar.

Mas saber o que pensava o presidente da AF Lisboa antes de adoptar um discurso politicamente correcto para caber melhor nas funções que agora ocupa, é um sério aviso que nos fica, caso um dia precisemos da sua independência ou equidistância na tomada de uma qualquer decisão.

A actual direcção da AF Lisboa foi a única lista presente nas anteriores eleições e tem o dedo do paineleiro Seara, de quem Nuno Lobo foi funcionário na CM de Sintra. Eventualmente com o acordo do Sporting, via Luís Duque. No jantar comemorativo da AF Lisboa Nuno Lobo declararia que quer "unir Benfica e Sporting e é isso que tanto aflige as gentes lá de cima".

O passado é bem demonstrativo que tipo de relação que devemos esperar poder manter com o rival de sempre. Até hoje a actuação de Luís Filipe Vieira é claramente demonstrativa de que não procura aliados, mas apenas muletas para se apoiar. Que só não vai tão longe como foi o Pinto da Costa de Guímaro, Calheiros e do Apito Dourado porque já chegou tarde e o lugar estava tomado. Com ele o SLB nunca quis um futebol mais limpo, quis apenas repintá-lo de vermelho, onde estava o azul.

Em anexo junto comunicado da AAS com alguns temas da ordem do dia:

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mais uma actuação do Enviado e a defesa de Jesus

O Enviado
Carlos Xistra é um nosso velho conhecido, O seu historial a apitar jogos do Sporting fala por ele. Há duas épocas o Sporting partia para o campeonato com uma equipa renovada e a jogar bom futebol. Os adversários e comunicação social reconheciam um enorme potencial no plantel reunido e os adeptos enchiam o estádio de Alvalade para ver o primeiro jogo da época. A então actuação de Xistra não deixou dúvidas, um golo mal anulado, um penalty perdoado ao Olhanense, somadas a uma expulsão que ficou por acontecer ainda antes das primeira meia-hora de jogo. 

Claro que não empatamos só por causa disso. Tal como não empatamos com o Rio Ave "só porque" não se marcou uma daquelas penalidades tão claras que até fere a vista. Tal como sábado, também então falhamos muito, o que tudo devidamente misturado, permite quase sempre uma airosa saída para o árbitro: se os jogadores falham, o árbitro também pode falhar. 

Não poderia estar mais de acordo se o árbitro não fosse Xistra ou alguém com o seu historial e o lance do penalty não fosse tão fácil de ajuizar. Como se vê na imagem abaixo, ou Xistra acredita em fantasmas, ou acha que o jogador do Rio Ave não tem braços ou então é cego. Qualquer uma das hipóteses não o recomendam para arbitrar jogos de futebol.
Para finalizar a posição de Jardim. Compreendo-a, embora hoje, depois de ter ouvido novamente e dormido 1 noite sobre o assunto (.n.d.r: o post foi escrito ontem, ao final do dia) parece-me que foi longe de mais. Esteve bem ao ser coerente e não se pronunciar sobre o trabalho de Xistra, uma vez que não se pronunciou sobre os lances anteriores nos quais fomos beneficiados, se bem que a natureza dos lances e respectivas dificuldades no seu juízo é completamente diferente. Porém discordo completamente da ideia de que os três grandes são os mais beneficiados. O Sporting não pode ser metido no mesmo pote do FCP e SLB, que  entre há muito si disputam as influências e conseguem os favores de toda uma panóplia de intervenientes na arbitragem. 

Já havia dito aqui que as facturas dos golos Montero com SLB e Olhanense nos seriam apresentadas. Não foi preciso esperar muito. Creio que a direcção não o percebeu e, tendo-se calado então, sente-se provavelmente em dificuldade para falar agora. Mas Xistra tem sido um enviado do sistema para nos "fazer descer à terra
pelo que o silêncio agora configura um consentimento que não podemos oferecer de mão beijada.


A defesa de Jorge Jesus
A atitude de Jorge Jesus defendendo um adepto do SLB da violência policial é já desde ontem o tema da ordem, e assim continuará nos próximos dias. Independentemente do desfecho que o caso venha a ter, não posso deixar de me pronunciar sobre ele.

É frequente as primeiras páginas dos jornais e aberturas de telejornais estarem pejadas de imagens de violência praticada por e entre adeptos do futebol. Normalmente retiradas de qualquer contexto e procurando apenas o lado mais sensacionalista, o que vende mais. Também não vale a pena pintar o mundo das claques de cor-de-rosa, é claro para toda a gente que há uma lógica de violência associada, que começa na maior parte dos casos dentro de cada uma delas e que ganha a sua dimensão mais visível quando se confrontam entre si. 

O que raras vezes, ou mesmo nunca, interessa à comunicação social é o lado da actuação policial. Dados como vitimas dos excessos dos adeptos, há muito que, a coberto do crachá, há agentes - não sei se organizados, se representam a força ou apenas alguns elementos - que praticam actos de brutalidade indescritível e que nunca chegam ao conhecimento da opinião pública. Desde adeptos seleccionados aleatoriamente, para "pagarem" a factura de uma claque que expôs a policia ao ridículo ou simplesmente "deram muito trabalho", até à perseguição, isolamento e posterior tareia às escondidas, que acabam em camas de hospital, tem havido de tudo um pouco. Com adeptos do Sporting até já em Alvalade assistimos a actuações deste género mais de que uma vez.

Não sei qual foi a motivação de JJ para ontem sair em defesa dos adeptos e de um particular. Já ouvi várias interpretações, fico-me pela minha: tal como a mim, também a JJ incomoda este actuação excessiva e cobarde, pelo que se viu forçado a tomar uma posição. As imagens não deixam dúvidas, um agente da PSP agride um adepto pelas costas, não me parecendo que a manifestação em causa o justificasse. A menos que a situação seja desmentida, tratava-se de uma invasão pacifica e, mesmo que excessiva face aos regulamentos, não justifica uma intervenção deste tipo. Ontem foi com estes, amanhã é connosco.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Teoria da conspiração

Mário Figueiredo, presidente da Liga de Clubes, deu ontem a cara pelo organismo que tutela relativamente à decisão tomada por aquela, ao sancionar a marcação do jogo das equipas A e B do Sporting. Não fez mais do que a sua obrigação diga-se, apesar de o  que vem escrito no regulamento ser completamente o oposto do que a Liga permitiu. Isto porque o número 2 do artigo 13.º do anexo V (regulamento de inscrição e participação de equipas B), diz claramente que "os jogos das equipas B não podem ter lugar no mesmo dia de calendário dos da equipa".

A interpretação dada pelo presidente da Liga parece-me demasiado lata, embora sensata:

"Temos de interpretar as normas no seu texto e no seu contexto e também pelo objetivo com que foram concebidas e, neste caso, foram feitas para proteção dos clubes que têm equipa B e não no sentido de os obrigar a jogar em datas diferentes. Como o objetivo não foi esse, e talvez a sua redação não seja a mais feliz, são os próprios clubes que pedem a alteração da data ou concordam, porque lhes é pedida, essa marcação de jogo, em seu prejuízo"

A minha dúvida porém é se os poderes inerentes ao cargo que ocupa lhe permitem ir tão longe e se a questão na deveria ser esclarecida por um órgão disciplinar. Sendo tão raro ver assumir, por parte das instâncias tutelares, posições favoráveis e de forma tão célere, não deixo de me questionar se tal teria sucedido se o Sporting tivesse sido o único clube envolvido. O que é normal no tratamento que nos é dispensado é deixar os rumores ferverem em lume brando para que os vapores da incerteza causem a respectiva instabilidade. 

Será que a reacção tão pronta de Mário Figueiredo não teve a ver com o facto de o Marítimo ser o outro clube envolvido e o presidente da Liga quis poupar um sustozito a nem mais nem menos que o seu próprio... sogro?

terça-feira, 23 de abril de 2013

"Fruta" & "Vitaminas" (Para memória futura)

(Retirado daqui.)

Walter Casagrande, antigo jogador do F.C. Porto (época 1986/87), garantiu no programa de Jô Soares ter recorrido a doping durante a sua estadia em Portugal.

O brasileiro fala de um jogador que o aconselhou a tal. «Quando cheguei à Europa, no dia em que me estreei pelo Futebol Clube do Porto, um jogador chegou ao pé de mim e avisou-me que ia jogar. Mas depois ele disse-me «tens de passar ali atrás, que tem ali um negócio para usar». Fui lá e usei. Usei umas quatro vezes.»

«É aquilo que mais me envergonha, que menos gosto de lembrar. Era algo injectável no músculo. Dava uma disposição acima do normal. Antidoping? Não tinha», acrescentou Casagrande.

Esta confissão de Walter Casagrande não surpreende. Enquadra-se na perfeição na filosofia adoptada de ganhar custe o custar do clube que representou.

As surpreendentes reacções de alguns adeptos benfiquistas à deplorável actuação do João Capela no derby do passado fim-de-semana ficamos a saber que aquele clube, ou pelo menos uma parte considerável, já sucumbiu à mesma disposição. 

É com estes adversários que temos que contar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sem memória e sem vergonha!

Não há memória nem vergonha no futebol português e este não tem qualquer vontade de se credibilizar. É o que depreendo da recente decisão de alargar o número de clubes para 18, servindo-se do pretexto de uma decisão de um tribunal. Ora esta decisão do tribunal refere-se aos recursos do Boavista de duas decisões da Comissão Disciplinar (CD) da LPFP, que, em Maio de 2008, ditaram a despromoção dos "axadrezados. 

Mas existe ainda um terceiro recurso relativo a um jogo com o Belenenses. Desse recurso resultou a absolvição dos arguidos na decisão referente a esse jogo mas foi mantida a decisão, de  "‘baixa de divisão’ à arguida Boavista Futebol Clube, SAD", devido a "coação de equipa de arbitragem" nos jogos com Académica e Benfica. O Boavista não recorreu desta decisão e os prazos para o fazer já se encontram há muito caducados.

Tenho a maior simpatia pelo clube do Bessa e sinto-me particularmente solidário com os seus adeptos anónimos que viram abater sobre o clube uma conjunção de factores que o empurraram para um inferno do qual não se vislumbra como possa sair tão cedo. Porque não foi apenas a ligação simbiótica  da família Loureiro à máquina de fazer títulos montada por Pinto da Costa desde o final dos anos 70. São também as muitas dúvidas sobre o que foi feito do património imobiliário do clube, situado numa das zonas mais caras da cidade do Porto, que se parece ter esfumado sem retorno visível nos cofres do clube axadrezado. Por isso restam ainda muitas dúvidas que o Boavista consiga reunir as condições mínimas exigíveis para se inscrever na Liga do próximo ano. O que torna ainda mais precipitado este alargamento.

Ora isto ocorre justamente quando se "comemoram" dez anos sobre o eclodir do célebre "Apito Dourado" que teve o mérito deixar às claras a forma como foi construído o império do FCP no futebol português. Contudo o conhecimento e condenação públicas são insuficientes. Por muitos recursos e expedientes legais usados este é também uma mancha da mais gordurosa ignomínia nos símbolos da justiça portuguesa comum e desportiva, por ter deixado incólumes aqueles que foram os principais artífices e beneficiários dos efeitos de uma rede em tudo semelhante a qualquer prática mafiosa.


Mesmo a justa condenação do Boavista deixa no ar a ideia de uma manobra de diversão. Porque, mesmo tendo em conta que foi beneficiando destes expedientes que chega ao único titulo da sua história, não deixa de ser óbvio que apenas se alimentou das migalhas que sobraram do grande banquete montado a partir das Antas.

O que poderia ser mais estranho nesta decisão dos clubes da elite do futebol português é o facto de apenas 3 clubes - nos quais vejo com orgulho o nome do Sporting - se terem oposto à decisão de reconduzir o Boavista. Não o número, porque, ainda em consequência de ter ficado por fazer uma desinfestação do futebol português, os clubes mais pequenos temem a assumpção de posições mais temerárias, como vêm no alargamento mais uma possibilidade de se manterem no convívio com os maiores. Logo mais perto de assegurarem a sobrevivência. 

O estranho é não ver o nome do nosso eterno rival e vizinho SLB, nos últimos anos auto-provido a paladino da transparência, como oposição ao prémio agora concedido a quem personifica a batota instituída como meio para triunfar. Será que os adeptos daquela instituição de revêm nesta tomada de posição?

Talvez não seja assim tão estranho. Para quem está atento ao que se vem passando o SLB é hoje apenas uma outra face da mesma moeda que é o tal "sistema" do futebol português. Por isso a APAF já nem fino pia quando os dirigentes do clube da Luz levantam suspeições, tal como já haviam ficado calados anteriormente. Ora não é preciso lembrar o barulho que se fez há dois anos por causa de uma noticia semelhante. 

Para quem tem memória há que lembrar como foram os anos de construção do hoje consolidado império de Pinto da Costa. Há que reconhecer que tal foi conseguido à custa da sua própria sagacidade e esperteza, de modo a nunca ter de disputar 2 guerras em simultâneo, manobrando habilmente a rivalidade genética entre os grandes da capital. 

O seu primeiro alvo foi o Sporting de João Rocha, com quem disputou acesas batalhas. João Rocha foi talvez o único presidente do meu clube que lhe percebeu os intentos e o perigo que representava e que esteve à altura do desafio. Nessa cruzada contra "os mouros" de Alvalade foi crucial a aliança com nem mais nem menos do que com o SLB de Fernando Martins que havia de culminar no convite para inauguração do "novo" estádio das Antas, depois do rebaixamento efectuado em 1986.

Há na história recente do meu clube histórias análogas que por negligência, como o do auxilio prestimoso de Fernando Martins, ajudaram Pinto da Costa a chegar onde chegou. Em alguns aspectos até tenhamos ido mais longe e mais tempo.

Espero que a nova direcção saiba não só interpretar o sentir dos adeptos que representa como comece um trabalho de fundo pela desratização do futebol nacional. Não com medidas mais ou menos populistas e mediáticas mas insignificantes, como sentar ou não nos camarotes, mas visando a representação do Sporting nas estâncias de decisão. Porque essa tarefa tem de ser feito a partir do interior e não mandando umas bocas para o lado de lá da muralha.

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