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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os 3 pilares

“ (…) Quem desrespeitar o bom-nome do Sporting (…) ficará privado de entrar nas instalações do clube. A bem da verdade e do respeito pela ética.”

Os jornalistas podem até inventar notícias,  mas é o presidente e a direcção que o acompanha, com as responsabilidades acrescidas pelos cargos que ocupam, quem tem nas mãos a possibilidade de fazer a melhor ou a pior das diferenças na defesa do bom-nome do Sporting. Se o princípio vertido no comunicado de JEB se aplicasse ao próprio não faltariam razões, de há um ano e alguns meses para cá,  de o impedir de entrar nas instalações do clube sob outra condição que não fosse a de um mero associado do clube. E as medidas não se ameaçam, implementam-se. Sob pena de fazer a triste figura do “agarrem-me senão eu bato-lhe”. A não ser que esta reacção tímida tenha por base o receio de  poder ser desmentida   a qualquer momento.

“Criámos muitas oportunidades, construímos muito jogo, e penso que tivemos muita qualidade naquilo que fizemos, mas falhámos na finalização.”

Paulo Sérgio faz o que pode mas pode muito pouco. A sua perspectiva sobre o que acontece ao Sporting de jogo para jogo prova o erro cometido aquando da sua escolha. Paulo Sérgio tem uma visão dos problemas  que revela falta de dimensão para o clube que treina. Contabilizando todas as oportunidades do último jogo em Aveiro fico sem saber quem ganharia o jogo, se a tal eficácia existisse e atrás da qual o treinador do Sporting esconde a sua incapacidade.

“É uma nova etapa da minha carreira e espero que seja fabulosa.”

Costinha foi anunciado como director desportivo do Sporting a seguir à última vitória verdadeiramente galvanizante do futebol do Sporting: 3-0 sobre o Everton. Desde então para cá, e começando pelo episódio Izmailov, o resultado da sua actuação está à vista de todos. Há poucos dias dizia que não estava disposto a desistir dele como director desportivo, por ainda lhe adivinhar algumas qualidades. Julguei-o com coragem e frontalidade. Que quem se esconde atrás de um plantel, depois de ser o principal visado nas noticias do Record, obviamente não tem. Até agora a concretização do seu sonho de trabalhar para o Sporting - que se escusou enquanto jogador - faz lembrar o pesadelo que os nossos rivais viveram quando Artur Jorge decidiu cumprir o seu sonho particular, com as consequências que se conhecem.

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O Sporting encontra-se em 10º lugar, mais perto do último que do primeiro lugar. O campeonato já nem é uma miragem. Neste momento, com o futebol apresentado, é difícil de prever como e quando se poderá inverter este percurso cada vez mais difícil de qualificar. Até porque os três pilares em que assenta o futebol do Sporting parecem estar mais propensos a susterem-se mutuamente do que a promoverem qualquer mudança que resulte em melhorias sensíveis. É mais provável que os problemas se solucionem a si próprios. JEB está refém de Costinha, este do seu orgulho em reconhecer o erro das suas escolhas e Paulo Sérgio pensa que o problema é um pinheiro e não a sua floresta de enganos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Palavra de Costinha


Não estou ainda absolutamente convencido do valor de Costinha como director desportivo. A avaliar apenas pelo desempenho na preparação da época em curso não hesito censurar a sua actuação, na linha do que aqui tenho justificado em posts.

Pouco ou nada mudou dos procedimentos anteriores. O Sporting continuou a comprar caro e a vender barato. Agravou os custos sem garantias de melhor desempenho. Como exemplo cito Zapater. Está longe de ser um barrete, mas custa quatro vezes mais por mês do que Adrien,  para fazer o mesmo, numa perspectiva benevolente. E entretanto pagamos para o ter.

Como muito bem caracterizou ontem Pedro da Cunha Ferreira, a opção por profissionais sem provas dadas, em coexistência com dirigentes com dificuldades em acertar, explicam o nosso presente estado. Costinha foi um belíssimo jogador mas não tem qualquer experiência na direcção desportiva ou preparação académica. A sua imediata promoção a director desportivo, assumindo-se como uma espécie de presidente executivo para área do futebol equivale mais ou menos ao mesmo que a PT contratar para o lugar do Zeinal Bava um aluno acabado de sair da novas oportunidades. Numa   empresa como a que foi admitido – a SAD –,  que está longe de ser conhecida pela excelência das suas decisões e modelo de funcionamento a acumulação deste tipo de equívocos só pode gerar maus resultados. Lembram-se do primeiro ano de Rui Costa?

Em pouco tempo Costinha revela a sua conversão ao pior discurso da oligarquia (“servem do clube para proveito próprio, para gestão de imagem” como se ele pudesse dar esse tipo de lições…)  parece fnã perceber a diferença entre as funções de capataz e a de director desportivo de um clube com a grandeza do Sporting. E não será ele, que enquanto profissional preferiu sempre outras paragens que lhe eram mais convenientes, que poderá dar agora lições de amor à camisola. Há  porém duas razões pelas quais não estou ainda disposto a prescindir dos seus serviços:

(i) Porque, numa óptica de responsabilização, gostaria de o ver resolver os problemas que, como cogumelos, surgirão no próximo ano, por via da forma como dirigiu a preparação da presente época.


(ii) Porque lhe ainda adivinho algumas qualidades que, inseridas numa estrutura eficiente e devidamente enquadrado, educado e informado do que é o Sporting,  nos podem ser úteis. Afinal não há no universo Sportinguista muita gente habilitada para o cargo e até o agora tão incensado Luís Duque nos deu um titulo por um preço que ainda estamos a pagar. Mas deu, é certo, coisa que Costinha seguramente não conseguirá na sua estreia.

A entrevista que partilho com os leitores do “ANorte”, publicada no jornal do clube, é um manancial rico, que suscita as mais variadas reflexões. Saliento duas frases reveladoras do pensamento actual do director desportivo:

“O que me levou a optar pelo Paulo Sérgio foi o carácter e a vontade de vencer” Quantos treinadores cabem nesta definição?

“Por vezes contratamos jogadores que são bons a representar outros emblemas, mas depois chegam cá e não rendem” A culpa e sempre dos outros, ou dos adeptos ou dos jogadores.

sábado, 25 de setembro de 2010

O pior de três males


"Muitas vezes não se pode jogar bem e ganhar.  É importante ganhar, porque no final ninguém se lembra das exibições, só dos títulos".

É difícil de perceber do que fala o director desportivo. Depois de admitir que a época "não está a correr da forma que esperávamos" e que a equipa "não vai mandar a toalha ao chão", pois pretende "continuar a lutar", Costinha completa com uma frase totalmente desprovida se sentido face à realidade a que se encontra remetido o futebol do Sporting. É que o Sporting não tem jogado bem e ganhar tem sido acontecido pouco, face à necessidade de uma equipa que quer ser campeã. A continuar como tem estado, o futebol do Sporting não precisa de atirar a toalha ao chão. Ela tem resvalado pelas pernas a baixo deixando expostas as nossas misérias.

Talvez Costinha não se tenha ainda apercebido que nem jogamos bem, (i) nem ganhamos como devíamos a adversários ao nosso alcance, e, assim, se será muito difícil lembrar-nos (ii) das exibições ou de algum resultado. Quanto mais de (iii) títulos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Revolução sem ideias

“Pensa-se hoje na revolução (...)como um milagre que nos dispensa de resolver problemas.”

A frase é de Simon Weil e contextualiza muito do que foi o sentimento dos Sportinguistas na preparação da época em curso. Mas o milagre não aconteceu e os problemas, mais ou menos os mesmos, permanecem, com a agravante de estarmos consideravelmente mais pobres.

Do meu ponto de vista, o diagnóstico sobre os males do Sporting pareceu-me errado e por isso nunca fui favorável a uma revolução no plantel do Sporting, pelo menos a que foi empreendida esta época, porque a entendia desnecessária e dispendiosa. A avaliação do plantel pareceu-me ser feita em baixa, por nítida influência de um ano horrível.

Mas quem toma as decisões no Sporting, e quem, por isso mesmo faz a diferença, entendeu que era necessária uma terapia de choque. Sabendo melhor do que ninguém os recursos existentes e o custo de uma operação de tal envergadura, quem dirigiu essa operação saberia com certeza os riscos que tal envolveria. Supõe-se.

O que se vê hoje é o que alguns, poucos, foram clamando contra os ventos dominantes: era preciso ter muito dinheiro para comprar melhor do que já tínhamos e o histórico das nossas transacções no mercado eram dois factores que rimariam em métrica perfeita como as estrofes de um fado fatal.

A revolução, pelo menos a necessária, não chegou ao Sporting. Essa podia passar ou não - no meu entender não, pelas circunstâncias - pela mudança dos executantes mas sobretudo dos processos. A mesma que Jesus efectuou nos rivais, recuperando Coentrão para o futebol e fazendo de Di Maria o jogador que prometia, ou de Cardoso um goleador. Ou podia ser a revolução de Mourinho, quando chegou ao FCP e criou os alicerces de uma equipa várias vezes campeã.

 A revolução necessária não chegou ao Sporting e Matias e Vukcevic são dois bons exemplos do que se mudou para tudo continuar na mesma. Ou pior, se virmos o Evaldo do ano passado e deste ano.

O fracasso do nosso futebol, bem ilustrado no jogo de ontem, não se deve a um problema de dinheiro, ou à falta de um pinheiro (o pinheiro de Jesus marcou com... os pés) mas à falta de ideias e de líderes esclarecidos. Olhe-se para o Man City, por exemplo. No futebol do Sporting a liderança apenas se vislumbra no campo e chama-se Daniel Carriço. Mas as revoluções não se fazem só com operacionais.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Paulo Sérgio: réu e vítima


Com 5 pontos perdidos em 4 jornadas, jogando com clubes sem grandes pretensões, os Sportinguistas interrogam-se já sobre as razões que estão na base deste momento de insucesso, que, estranhamente, é visto no site do clube como de êxito. Há quem ache que tudo se resolveria com o tal pinheiro, há quem entenda já, até nos que decidiram dar o benefício da dúvida, que não restam dúvidas que o treinador podia e devia fazer melhor.

Desde o princípio que a “solução Paulo Sérgio” nunca me agradou, pelo que os resultados não me surpreendem, apenas me entristecem. A hipótese do pinheiro parece-me uma visão redutora dos problemas, a menos que estivéssemos a falar de um goleador nato. Nesse prisma, não se percebe então os que tanto o reclamam agora, também entenderam útil gastar-se no farelo o que devia ser para comprar farinha. Isto é, valeu a pena desbaratar tantos recursos para não resolver um problema essencial e ficarmos mais ou menos na mesma?

Numa semana marcada pela discussão financeira, esquecemo-nos que os principais erros do Sporting têm acontecido na gestão desportiva, errando os diagnósticos e, consequentemente, as soluções. A cúpula dirigente decidiu encetar uma revolução sem ter dinheiro para a levar a cabo, ficando, mais uma vez a meio de coisa nenhuma. O Sporting acumula erros e prejuízos com a elegância e circunspecção de um elefante, em pleno lago do Campo Grande, a saltar de nenúfar em nenúfar.

Paulo Sérgio é tão réu como vítima e por isso talvez tenha mudado de discurso do início de época para o momento actual. De facto, não é nenhum drama perder mais do que um ponto por jornada, se compararmos esse facto com a vida dos mineiros chilenos a 700m de profundidade ou com os moçambicanos que, nas ruas de Maputo reclamam por justiça social e uma côdea de pão. Do ponto de vista dos Sportinguistas, que vivem o clube com paixão e não enfrentam situações tão dramáticas ou equivalentes, não sei se não é mesmo um drama ver o primeiro classificado a tantos pontos de distância e a jogar bem.

Sempre achei que o Sporting precisa definitivamente de abandonar o período experimentalista que abraçou, com entrega da responsabilidade técnica a treinadores sem curriculum – Peseiro ou Paulo Bento – ou sem um percurso auspicioso como o actual técnico. (Por acaso até poderíamos ter sido felizes nos dois primeiros exemplos e até pode ser que o sejamos agora. Mas só mesmo por uma série de acasos.) O argumento do dinheiro para justificar a impossibilidade de contratar um outro tipo de treinador é falacioso, se atendermos ao que o Sporting deixou ficar na conta corrente do Vitória de Guimarães, cerca de 600 mil euros! E não creio que a preferência por portugueses, pelo menos por estes portugueses, em detrimento de estrangeiros, tenha a ver com o melhor conhecimento do futebol português. A história prova que esse não é um factor determinante.

Creio que os dirigentes do Sporting preferem ter Paulos Sérgios ou Bentos, deslumbrados pela oportunidade de ouro que lhes caiu do céu, a exigir no início de época um x número de jogadores. Para, quando ela começar e, sem as necessidades satisfeitas, declararem, complacentes, que foi o que se pôde arranjar. Isto, a alguém, nacional ou estrangeiro, capaz de levar as suas exigências às últimas consequências, inclusive bater com a porta. Ou obriga-los a reconhecer, perante os Sportinguistas, que não somos assim tão candidatos porque a parte que lhes cumpria ficou por fazer.

Dir-me-ão que Paulo Sérgio foi, como lhe competia, solidário com que lhe deu a mão. Mas a solidariedade devia ser recíproca e JEB e Costinha deveriam assumir publicamente que o treinador não teve o que queria, e, em consequência, fica desobrigado a grandes exigências. Da mesma forma que um cozinheiro não pode prometer fazer o melhor cozido à portuguesa, num concurso de restaurantes, se não há dinheiro para chispe e tronchudas.

Quando se tornou público que Paulo Sérgio seria o nosso treinador esta época, apressei-me a vaticinar que seria na formação da equipa que Paulo Sérgio começaria a demonstrar ao que vinha. Ao aceitar tudo o se que lhe pôs à frente, o treinador fragilizou a sua posição. Alguém imagina Mourinho a aceitar, como Pelligrini aceitou, o que Valdano e Florentino lhe despejaram no balneário? Ou porque Jesus rapidamente remeteu Rui Costa ao seu gabinete? Ou quem é o director desportivo do FCP?

Se Paulo Sérgio estivesse atento, perceberia que foi por estas razões que o seu homónimo Bento acabou por perecer em Alvalade. O discurso auto-indulgente tem apenas servido para perpetuar o establishment e, na hora de assumir responsabilidades, estão lá os Bentos e os Carvalhais ou os adeptos menos resignados para carregar as culpas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Já estivemos pior

A enfermidade é cada vez mais evidente

 “Não é o meu treinador quem eu reconheço não estar á altura dessa terrível missão de treinar o meu Sporting. Seria incoerente. Não lhe vejo passado, nada lhe vi de assinalável no presente, não lhe sinto futuro.”

(…) a dúvida é o pior preâmbulo de um mandato de treinador. Não enxergar isso faz-nos regressar à casa de onde partimos na época passada, quando JEB não percebeu o fim de linha de Paulo Bento I, e recear pelo que aí vem. Esta é a antítese da esperança mobilizadora tão necessária para a época que se avizinha.

(…) não esperava ver tão pouco depois de sensivelmente 3 semanas de trabalho. (…) E não me parece que esteja em vias de encarreirar. Se é verdade que melhores jogadores ajudarão  é por demais evidente que era obrigatório fazer mais com os jogadores já disponíveis. A questão está no modelo que se pretende para o nosso futebol, cujas linhas mestras não se conseguem vislumbrar da bancada, e creio que nem o balneário o percebe bem, pelo que as exibições sofríveis não devem surpreender. A imagem que fica é uma equipa que trata a bola a pontapé, ignora a sua posse e não possui qualquer mecanismo colectivo a defender ou a atacar. (…) Se isto fosse uma corrida de fórmula um, diria que estamos a correr o risco de “pane” nas voltas de aquecimento, ficando obrigado a partir das boxes, com todas as implicações que isso tem nas nossas aspirações.

Ver agora os meus receios confirmados e até superados por uma realidade cruel em nada me alegra. Mas já estivemos pior. E porquê esta afirmação agora, naquele que parece o pior dos momentos? Porque se há dois meses atrás eram poucos os que se aperceberam das consequências de uma série de decisões que nos deixaram mais pobres e mais fracos, a actual situação do futebol do Sporting já deve ter produzido algum efeito na consciência dos adeptos. É que para mudar é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da necessidade e a urgência de o fazer.

O problema é o que fazer, como fazer e quem deve fazer a mudança.

Não vale a pena esperar por Paulo Sérgio que, ontem, depois de  não ter conseguido corrigir nenhum dos defeitos que a equipa enferma de forma evidente, e depois de uma noite de horrores, ainda se atreveu a dizer que a equipa fez um bom jogo. Quem viu o S.C. Braga mudar ao intervalo, resolvendo o jogo em seu favor, perceberá melhor a importância de um treinador no contexto de uma equipa de futebol. É impossível dissociar os nossos problemas das acções do treinador. Os treinadores adversários sabem como nos vencer e nós não sabemos nem como nos defender nem como atacar.

Não podemos esperar por Costinha, uma vez que os equívocos da sua acção estão agora expostos de forma muito evidente. No entanto esperava, sempre esperei, muito mais dele. Se os seus erros podem ser aligeirados pela inexperiência e impreparação, é no mínimo estranho que tenha desaparecido ontem, como D. Sebastião em Alcácer Quibir. Até Salema Garção soube, numa situação delicada como a de ontem, dar a cara.

De JEB ninguém espera nada. O que é um erro, porque se deve esperar o pior. E como dizia ontem o JPS, na Centúria Leonina, JEB não é tolo. E prova-o a forma como soube controlar as vozes mais sonoras que o podiam contestar. Hoje a contestação à sua acção é feita de forma individual, por menos de uma mão cheia de blogger´s, não existindo qualquer movimento organizado que levante a voz. Como o conseguiu? Sabe-lo-emos em breve. Não deixa contudo de ser paradoxal que, tendo a Juve Leo impedido Mourinho de ser treinador do Sporting, ou chicoteado um treinador que levou o Sporting a uma final europeia ao fim de várias décadas, esteja agora mais mansa que um cão de porcelana na chapeleira de um carro, a abanar a cabeça. De facto JEB não é tolo.

Também não creio que a mudança se faça com uma revolução. O Sporting está hoje dividido em 4 grandes grupos: os que perderam qualquer interesse pelo clube, os que contestam a direcção e há muito alertam para o perigo, os que acham que se deve apoiar, “no matter what”, e os que nada pensam e, no fim de um jogo como o de ontem, abandonam Alvalade a falar do tempo, da economia, etc. Sejamos claros: depois de uma eleição de um presidente a roçar a unanimidade, não há ninguém que se atreva a avançar. Muito menos passado um ano como o que acabamos de viver, que, afinal, parece ser apenas um “trailler” suave do que se prepara para cair sobre as nossas cabeças.  Se todos percebemos que Bettencourt não se demite, tem a palavra quem o elegeu.

Receio pelos tempos que aí vêm. O Sporting, cuja redução à “expressão belenenciana” me recuso a aceitar, está de facto remetido ao fundo de um poço. Ou aproveita muito rapidamente para, fincando os pés, impulsionar o salto, ou, de forma lenta e inexorável, definhará, deixando de ser o que é, habituando-se a chafurdar na lama onde se encontra.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O ministro

Costinha é hoje no Sporting o equivalente a um C.E.O para o futebol ou até mesmo um presidente em exercício. Por isso conhecer as suas ideias é perceber o que se pretende no presente e para o futuro próximo da modalidade mais representativa e popular do nosso clube. Por isso seria muito importante ouvi-lo. O uso do condicional revela de imediato a minha decepção pela entrevista de 5 páginas dadas este fim-de-semana ao Expresso e que partilho hoje com os nossos leitores. Esta divide-se em 2 partes distintas, sendo a primeira a que mais interesse teria para os Sportinguistas, e que se debruça sobre actualidade do clube. A segunda versa sobretudo a sua vida e carreiras pessoais. Mais do que uma crítica ao entrevistado é sobretudo uma critica à falta de profundidade das questões e pela complacência ante algumas respostas com alguma superficialidade, apesar de muitas frases fortes. Que projecto é afinal este que passa “por uma evolução mental”e como se pretende fazê-la? Seja como for, julgo que não há nenhum sportinguista que não tenha consciência da dureza da tarefa que Costinha tem em mãos. Fica aqui para vossa leitura e apreciação. (Clique nas imagens para ampliar)
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Rola a bola!


Tenho mantido o silêncio quanto a alguns episódios no reino leonino. Tanto a hipotética transferência de Hugo Viana como o caso João Moutinho deixaram a sua quota parte de dúvidas nos sportinguistas. Pessoalmente, no que diz respeito ao antigo capitão leonino, apesar do cheiro a esturro, sou peremptório ao admitir que apenas fiquei chocado com a saída para o FC Porto e nada mais. Adicionalmente, concordando em parte com a afirmação do director desportivo, aproveito também para deixar o recado de modo a que se entenda o porquê de supostamente não se formarem homens, pois a culpa não morre só.

Hoje, teremos finalmente oportunidade de assistir ao que é mais importante: a bola vai rolar! Depois de três amigáveis realizados na Academia, hoje as atenções centram-se no jogo disputado frente ao Young Boys. Será uma oportunidade de ver os novos reforços em acção e também entender o impacto do trabalho até agora realizado por Paulo Sérgio.

Não posso deixar de manifestar o meu agrado por ver muitas situações a mudar no nosso clube. Ao longo de uma jornada temporal - diria épocas seguidas - tive oportunidade de identificar um sem fim de situações que mereciam a reflexão por parte dos sportinguistas e muitas dessas matérias foram expostas aqui no "A Norte". Percepciono a criação de uma estrutura à volta do Futebol, notam-se melhorias na política de comunicação do clube (JEB aparte pois continua com alguns lapsos no seu discurso) e existe planeamento e estratégia desportiva.

É cedo para dizer se os reforços agora contratados vão trazer qualidade à equipa ou não, mas é evidente que todas elas foram devidamente ponderadas e os alvos bem definidos. Vejo também com bons olhos a inclusão de jovens talentos na pré-época, a quem é dada a oportunidade de lutar por um lugar ou adaptar-se à realidade senior do Sporting. Se estes jovens não conseguirem agora o seu lugar - como outros conseguiram de forma precoce - deverão conseguir colocação noutros clubes de forma a maturar as suas capacidades. E em termos de empréstimos, vemos já muitos jovens atletas devidamente colocados e/ou cobiçados.

As preocupações e a "vigilância" mantêm-se, contudo não sou capaz de enveredar por um caminho de constante desconfiança. Apontei o dedo quando a erros sistemáticos e onde a passividade reinava e hoje vejo que existem novos métodos, indo de encontro com algo há muito por mim esperado. Aguardarei paciente pelos resultados destas "mudanças", na expectativa que essas tragam alegrias a todos nós.

Se houver dedo para apontar assim o farei, mas nesta altura, não vejo razões para tal... E espero assim continuar.

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Conta-lhe como foi...

Se há alguém que pode ajudar Marco Torsiglieri a perceber a grandeza do Sporting é Tiago, que, na foto surge precisamente ao lado do novo recruta. Ele que lhe faça uma visita guiada ao Mundo Sporting e de seguida lhe conte como foi a festa no dia 14 de Maio de 2000.

Do site do Sporting:
Marco Torsiglieri é o mais novo reforço dos «leões». O argentino, defesa-central esquerdino, assinou contrato válido até 2014 e garante que tudo fará para ser uma opção válida para o treinador Paulo Sérgio.

Sporting - Como encarou a vinda para o Sporting Clube de Portugal?
Marco Torsiglieri - Estou muito contente por ter sido uma opção para ingressar no Sporting. Vim com muita expectativa, humildade e com muita vontade de trabalhar.

- O Sporting é um Clube que tem como filosofia lançar jovens e ajudá-los a vencer na carreira (casos de Cristiano Ronaldo, Figo, Nani, por exemplo). Esta forma de estar na vida do Sporting foi determinante para a sua escolha, uma vez que também é ainda tão jovem?
- Sim, sei que o Sporting é um Clube que lança muitos jogadores da sua "cantera" e, por ser um Clube grande, ajuda-os a crescer e a ir longe. É uma grande iniciativa por parte do Clube. Quanto a mim, vir para o Sporting vai ser uma boa experiência, pois estou certo de que vou evoluir bastante enquanto jogador.

- Está ansioso por começar a trabalhar?
- Estou muito ansioso por conhecer os meus novos companheiros e treinadores. Pretendo estar bem fisicamente para ser uma boa opção para o «mister».

- O que vai acrescentar à equipa? O que podem os adeptos esperar de si?
- Sou um jogador muito «agressivo» na marcação, sou forte na antecipação e também tenho boas capacidades em termos de futebol aéreo. Creio que estas vão ser as minhas mais-valias junto do grupo.

- O Sporting tem uma massa associativa muito exigente e, ao mesmo a mais fiel do campeonato português. Que mensagem quer deixar aos sportinguistas?
- Da minha parte, tudo farei para não desapontar quem apostou em mim, bem como a todos os sócios e adeptos. Vou trabalhar com todo o afinco, humildade, uma vez que o meu maior objectivo é ajudar o grupo a conquistar o título. O Sporting é um grande Clube, por isso, tem que ser Campeão. 
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O Director para o futebol do Sporting, Costinha, falou com optimismo e esperança sobre a chegada de Marco Torsiglieri e prometeu mais novidades para breve. Mas deixou bem claro que Hugo Viana não será um dos reforços a apresentar...

– Marco Torsiglieri era um reforço há muito pretendido?
– Era um jogador por nós referenciado há algum tempo e que o treinador também conhecia. Trata-se de um central canhoto, o que é sempre importante, e um jogador com características diferentes dos que temos no plantel. É mais um para juntar ao «nós»! Acreditamos que vai integrar-se rapidamente e ajudar o Sporting a ser mais forte.

– Estão mais reforços previstos para breve?
– Tal como eu e o presidente já referimos, a equipa vai ser reforçada mas sempre dentro das nossas possibilidades. Estamos a trabalhar sempre em sintonia com o Paulo Sérgio e, a seu tempo, os adeptos do Sporting terão novidades... Mas vai haver mais reforços.

– Para esclarecimento dos sportinguistas pergunto: Hugo Viana é hipótese?
Não, Hugo Viana não será um dos reforços. O Sporting está a preparar o futuro com equilíbrio e dentro da realidade que tem neste momento. Além disso, nunca discutiremos contratos ou negociaremos com jogadores através da Comunicação Social... Nem é nossa política comparar salários ou outro tipo de condições contratuais. Os jogadores não são todos iguais... O Hugo Viana sabe o que quer para a sua vida, o Sporting sabe o que quer para o seu plantel. Apresentámos uma proposta ao jogador mas o Hugo Viana não abdicou do que ganhava em Valência, portanto, não será hipótese para o Sporting.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mais futebol Paulo Sérgio? (II)

Não há dúvida que Paulo Sérgio, na entrevista ao MaisFutebol, deu um bom pontapé de saída para a época difícil que ontem começou em Alvalade. Enquanto não se conhecem as consequências práticas das suas ideias, foi bom os adeptos do Sporting perceberem no treinador o desassombramento, coragem, ambição e determinação.Bem vai precisar de tudo isso e de algo mais para fazer felizes os Sportinguistas.

Não há grandes surpresas nas dispensas. Pedro Silva nunca devia ter renovado, Caneira parece ter -se acomodado e estar mais preocupado com a reforma do que o compromisso que mantém ainda com o clube. Vuckcevic só se pode queixar de si mesmo, embora reconheça que se há casos especiais a merecerem atenções especiais, o do montenegrino é dos melhores exemplos.

Não fico particularmente impressionado com a presença de Victor Golas, João Gonçalves, André Martins, Wilson Eduardo e William Owuso. Parece-me mais uma medida politica, tendo em conta a importância da formação, do que um acto pensado para ter consequências. Por exemplo, João Gonçalves será o 3º lateral direito? Golas o 4º guarda-redes? Bastou estar atento ao discurso de Paulo Sérgio para perceber que nem André Martins é o outro médio que anda à procura, e nem Owuso ou Eduardo são o tal ponta-de-lança “diferente”.

Concordo com a necessidade de refazer a zona central da defesa. Tonel e Polga, há muitos anos juntos, acumulam o bom e o pior. Estranho os elogios a Carriço e afirmação da necessidade de 2 centrais. Isto porque não se contrata jogadores para o banco. Mas é um bom desafio para Carriço e para Paulo Sérgio / Costinha. Para o primeiro a necessidade de lutar por um lugar que, face ao que dispomos agora, é garantido. Para quem tem de contratar, encontrar no mercado quem faça tão bem como o miúdo, por preço que possamos pagar.

As dispensas de Pereirinha e Adrien aceito-as, uma vez que, não fazendo parte das opções do treinador, o pior que lhes poderia acontecer seria perder mais um ano. Estranho que o Sporting procure extremos e dispense Pereirinha, embora perceba que tem cada vez menos tolerância dos adeptos e não aproveitou as oportunidades. O mal de Adrien veio de trás: a sua afirmação foi interrompida com a chegada de Pedro Mendes. Num ano em que nada havia para ganhar, poderia ter terminado a época com os tais 20 / 25 jogos que PS considera necessários e o Sporting teria poupado 1,5 milhão ou pelo menos ganho tempo para avaliar melhor a necessidade de gastar. Houvesse muito dinheiro e até se percebia. O mesmo serve para a aquisição de Maniche, por 1,4 milhões por época, quando Costinha se queixa do elevado salário de Hugo Viana.

Convém perceber que Paulo Sérgio e Costinha trabalham juntos pelo mesmo objectivo, mas em circunstâncias diferentes. O treinador tem um horizonte de 2 anos de contrato, mas sabe que isso é um marco inatingível se não tiver resultados amanhã, por isso a criação de mais-valias com jogadores preocupa-o pouco. Já o director desportivo tem lhe proporcionar os meios necessários, em acção concertada com o presidente, mas não deve perder de vista a sustentabilidade do clube. Esta não se consegue sem vitórias, que por sua vez não acontecem sem equipas competitivas. Equação difícil, não é?

Mas não são estas considerações pessoais que farão a diferença, antes sim as ideias e decisões que estes dias serão tomadas em Alvalade. Onde, depois de assente o pó levantado pelas novidades, ficam muitas indefinições. Pelo que se percebeu da entrevista de PS faltam ainda 2 centrais, 2 extremos, e um ponta-de-lança, eventualmente 1 guarda-redes. Isto é, mais de meia equipa. Se olharmos para os que ficaram à nossa frente, é difícil de dizer que estamos em vantagem ou mesmo em igualdade de circunstâncias. Lembro que ficamos em 4º lugar no campeonato passado. Quem pensa o contrário que me diga porquê.


Antes de saber o que ainda está por definir, que é muito como vimos, seria muita ingenuidade da minha parte pronunciar-me em definitivo sobre o plantel com que o Sporting  abordará a época. No entanto faço minhas as palavras de Costinha: que este seja o ano do Sporting!

domingo, 13 de junho de 2010

Não haverá Quaresma

Ficou-se a saber hoje que Quaresma ruma à Turquia, mais propriamente ao Besiktas. Nunca imaginei que fosse fácil tê-lo de volta, tendo em conta o preço do passe e seus elevados vencimentos. Mas depois de saber que custou 7 milhões de Euros, menos do que poderemos vir a pagar por Pongolle, talvez esse sonho não fosse assim tão irrealizável. Mas, pelo que se sabe até agora, tudo leva a crer que em Janeiro passado gastamos como se não houvesse amanhã e agora não podemos queixar de amanhã não chegar ninguém… Mas mais lamentável parece ser a opção do “cigano”: a Turquia costuma ser um refúgio dourado para estrelas decadentes, e do Estreito do Bósforo é mais comum a passagem para o anonimato do que para o estrelato.Uma pena para um jogador da sua categoria, se tal vier a suceder!

Falando em reforços, possíveis ou imaginários, não deixa de ser intrigante saber que Costinha foi de férias, precisamente um par de dias após ter declarado que “se um dirigente quiser ter sucesso não pode ter férias nem horários diários definidos". O que me leva a concluir que, a uma semana do inicio dos trabalhos, i) o director desportivo tem os dossiers todos tratados, tendo feito tudo o que estava ao seu alcance, ii) preparou-se para um período decisivo e extenuante, iii) há muito pouco ou nada a fazer na actual conjuntura em Alvalade e o plantel só ficará definido após o Mundial, depois de se saber o que se vende, para depois se saber o que se poderá comprar.

Os próximos dias poderão ser esclarecedores, ou talvez não. Mas não deixo de assinalar que seria uma pena que, precisamente no ano em que a pré-época voltou a ser preparada como dever ser a de uma equipa com ambições, que possa esta possa vir a ser desperdiçada. Que é o que acontecerá, se, no dia 5 de Julho, quando se partir para Evian-les-Bains, não se saiba muito bem quem sai ou quem entra.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O destino dos gémeos siameses


Foi um mero acaso que fez coincidir o dia em que transcorriam 100 dias da presença de Costinha no cargo de director desportivo com a passagem de um ano de governação do Presidente Bettencourt. Mas o destino de ambos parece estar tão cruzado como os das histórias mitológicas dos gémeos monozigóticos. Para todos os efeitos eles serão os nossos Rómulo e Rémulo na refundação necessária do futebol do nosso clube. O grande problema nesta reencenação parece estar na falta de uma loba que tenha as tetas suficientemente cheias para dar de mamar a “meninos” tão famintos. Estamos a falar de dinheiro, obviamente.

O convite feito a Costinha terá sido, na minha opinião, das melhores decisões até hoje tomadas por JEB, e aqui advogadas muito antes pelo LMGM. Tão boa como má foi, há um ano atrás, manter Paulo Bento. Apesar do “episódio Izmailov”, cujos verdadeiros contornos estão ainda por esclarecer, não posso deixar de salientar as diferenças positivas que se notam na face mais visível da sua acção, que é a forma e o timing usados para comunicar. Isto é ainda mais notório depois do antecessor não ter tempo de assentar - exceptuando sopapos  - e Pedro Barbosa ter sido mais silencioso que um mudo, mesmo que a casa abanasse de alto a baixo. E o aparente garrote posto na hemorragia informativa em que se esvaíam os corredores de Alvalade parece ser também de sua autoria. Mas as verdadeiras provas de Costinha estão ainda para vir, com a preparação da época. Para já saúdo a mudança no planeamento dos jogos e adversários, com outra exigência que a dos anos anteriores (Sarilhense; Mafra; Neuchatel; Nice; Paris Saint-Germain; Ol. Lyon; Celtic de Glasgow; Manchester City; Tottenham). Mas a prova de fogo estará na constituição do plantel para a época que se avizinha. Para que a escolha de JEB para a direcção do futebol faça sentido é necessário que Costinha acerte nas decisões.

Por sua vez Costinha depende em absoluto de JEB e dos meios que lhe conseguir proporcionar. Não sei se gostaria de estar na posição do director desportivo. Pelo menos avaliar pela actuação do presidente no ano que agora finda. Este para mim fica marcado por dois episódios paradigmáticos: o Paulo Bento Forever, em que o presidente negligencia os interesses do clube em nome dos laços afectivos com o então treinador. E um episódio que pode bem ser o ex-libris destes 12 meses, que foi a perda da camisola destinada a Bento XVI. Tendo em conta o valor simbólico que atribuímos ao nosso equipamento, a sua perda ou roubo quer dizer pelo menos que ela não se encontrava em mãos capazes de a guardar de forma responsável. Foi isso que senti durante o ano que passou.

Tivesse feito JEB o que prometeu - e para se perceber em plenitude o seu rotundo falhanço é necessário perceber o que o próprio estabeleceu como objectivos aqui, 2 dias depois da sua eleição... - provavelmente viveríamos hoje num cenário mais claro e até mais desanuviado. JEB perdeu tempo e com isso crédito e, consequentemente, força. Mas não perdeu o mandato. E para a história contará muito mais como terminou do que como começou. As recentes mudanças internas (saídas de Salema Garção e Joaquim Neutel, mudanças de lugar de Mário Casquilho e Afra) fazem entender que o diagnóstico demorou mas foi feito e a terapia começa a ser implementada. Aguardo com curiosidade e interesse os episódios seguintes. Estou ciente da importância e da necessidade de êxito de JEB no actual contexto do nosso clube. E por isso espero e desejo, para lá do que me dizem as minhas convicções ou evidências, que já tenha falhado o que havia para falhar.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Costinha 100 dias depois

"As novas obrigações e responsabilidades exigem, por vezes, um esforço mental e físico maiores do que quando era jogador".

"Passei a ter responsabilidades na definição de políticas de administração de uma equipa de futebol, o que significa ser confrontado com imprevistos aos quais tenho de dar resposta imediata não há horas para nada e nunca sabe quando é que vai terminar"

"Posso dizer que me está a dar imenso prazer, mais ainda por estar a trabalhar para o meu clube do coração".

O novo "homem-forte" do futebol "leonino" lamenta nunca ter podido representar o Sporting ao longo da sua carreira de futebolista, ele que se autoproclama "um sportinguista ferrenho": "Infelizmente, nunca representei o meu clube, mas tenho o maior orgulho de poder trabalhar nesta grande instituição e ajudar a construir uma equipa campeã num futuro próximo".

“A verdadeira pressão sente-a quem ganha o salário mínimo e tem de alimentar uma família, quantas vezes sem tempo nem condições para desfrutar do lazer”, argumentou Costinha, para quem “os dirigentes e os jogadores são uns privilegiados”.

“Ponderei o convite, pois trabalhar com um treinador tão especial como José Mourinho está ao alcance de poucos. A força com que ele me incentivava levou a que pensasse nisso. No entanto, no meu íntimo, sempre senti que tinha mais perfil para a função que ocupo hoje”.

Entrevista à Lusa

terça-feira, 18 de maio de 2010

Entrevistas

O dia de hoje fica marcado pela entrevista de Paulo Sérgio ao jornal do clube, e pela recarga de Izmailov que mais não é que um golo na nossa baliza. O processo despoletado com o já tristemente célebre episódio da pretensa recusa em jogar parece quase um download de um filme pirata com as legendas trocadas.  Parece ser hoje mais ou menos pacifico que Costinha entrou neste caso de chancas quando devia ter usado um fato Armani. Mas também seria muito ingénuo da minha parte imaginar que o facto de Paulo Barbosa ter dito ontem que o russo vai cumprir o contrato com o Sporting e este dar hoje esta entrevista é um acaso cósmico. Cómico não é de com certeza. Tragicómico? Veremos.

A entrevista de Paulo Sérgio é aqui publicada em honra dos nossos leitores que, estando no estrangeiro, não têm acesso ao Jornal do Clube, (alô Pedro, Bruno, TheLC, e Algoncalves). Aos que estão por cá, fica a ideia de que de vez em quanto não custa assim muito dar uma ajudinha. Quem sabe o aumento ligeiro de audiências não é o pretexto para dar um novo impulso à publicação. Não custa ser optimista…

PS: Mais logo continuaremos com a publicação do balanço da época ontem iniciada, que para nós é mais importante que a agenda mediática. Embora o passado não possa ser alterado quem sabe se a sua compreensão não evita a repitação da(s) história(s). Não custa ser optimista...


sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Vingador

A escolha de Costinha para director desportivo colheu muita gente de surpresa, menos o “ANortedeAlvalade”, em especial o LMGM. Como não podia deixar de ser, ainda mal tinha pousado as malas e já tinha matéria suficiente para se chamuscar. O caso Izmailov marcou decisivamente a sua entrada no clube, dividindo as opiniões. O problema terá sido pelo menos contornado ou até esclarecido, veremos num futuro próximo se deixou marcas no relacionamento com o jogador russo. O próprio afirmou esta semana a um jornal russo que a questão estava ultrapassada.

No entanto, fazendo uma resenha do que se tem dito na comunicação social de Costinha, (e fazendo fé no que se diz) o melhor dos cenários que Izmailov poderá obter será jogar para o ano no Real Massamá por empréstimo, ou arrostar num qualquer campo gelado siberiano. Senão vejamos: i) a não renovação de Carvallhal já havia sido imputada a Costinha, como vingança de uma hipotética nega do ainda treinador do clube, por recusar o agora Director desportivo como reforço de Inverno.  ii) O rompimento do futuro contrato de Villas Boas é-lhe também atribuído, como represália, por uma nota do jovem treinador, então observador de Mourinho, indicando o afastamento do médio do final da Liga dos Campeões, frente ao Mónaco, em 2003! O trinco haveria de jogar e sagrar-se campeão e o esforço realizado não parece ter interferido na sua memória. No rol de acusações está também o carimbo de “Jorge Mendes boy”.

Quero crer que tudo isto não passa de um disparate. Costinha terá muito que aprender, como qualquer profissional que exerce pela 1ª vez, mas saberá que mais importante que a agenda de vinganças pessoais, está a agenda do clube e a competência profissional dos profissionais a contratar, seja quem for que os represente.

Confesso que tenho algumas dúvidas em alguns pontos da sua actuação, mas quando vejo este tipo de ataques e alguns comentários de adversários nossos pela reacção após o jogo do passado fim-de-semana, fico com a ideia que Costinha incomoda muita gente. E o Sporting precisa mesmo muito de incomodar e de se desacomodar do seu papel de bom aluno ou bom menino. Tarefa difícil porque, bem o sabemos, o futebol português é de há muito dominado por várias turmas de bons rapazes.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Questões de respeito


Costinha assumiu ontem uma das funções que lhe estão atribuídas, marcando uma posição relativamente às notórias diferenças de critério que os homens do apito usam para nós e para os nossos adversários directos. Os benfiquistas acham que são desculpas de mão perdedor, afinal as mesmas que usaram quando perderam pontos neste campeonato. Aí , não têm qualquer lição a dar. A expulsão de Luisão faria diferença, obviamente, mas com a atitude que a equipa entrou na 2ª parte, o máximo que conseguiríamos seria um empate, e eu não gosto de ver o Sporting jogar para empatar, sem ousar ganhar.

Costinha exigiu o respeito que nos é devido. Mas esse respeito, bem como a igualdade de oportunidades e critérios não nos vai ser entregue de mão beijada, antes será de conquista árdua. E tem que ser ganha a 2 níveis:

1) O Conselho Directivo, que é quem tem a seu cargo a missão politica, isto é, ao nível da representatividade e relacionamento com as instituições. As eleições da LIGA estão aí e o Sporting não se pode alhear do processo. O Sporting tem que ter uma palavra activa na reforma, cada vez mais urgente, do futebol português, dos regulamentos ao quadro competitivo. E isto sem cair na tentação de se dedicar ao negócio da fruta e meias-de-leite, ou gabar-se de ter os melhores pontas-de-lança na… secretaria. Os Sportinguistas gostam de ganhar mas de mãos limpas, por mais difíceis que sejam as vitórias, quase sempre as mais saborosas. E para ser um parceiro credível não podemos ignorar que ainda temos arrumações a fazer em casa.

2) Nós, os adeptos, temos um papel insubstituível para que as instituições nos dêem o que é nosso de direito. A relação com o clube tem que ser encarada como uma relação de amor: é nos maus momentos que todos somos mais necessários. Na hora de celebrar as vitórias a nossa ausência nota-se menos. Não podemos esperar sentados que elas aconteçam. Sem uma participação activa na vida do clube, sem a associação ao clube, perdemos a massa crítica tão necessária para que nos levem a sério. Seja quando a C.M. de Lisboa faz os seus negócios em vésperas eleitorais, seja quando os árbitros apitam a favor do vento que sopra com mais força. E só assim, dedicando-nos ao clube, na medida das possibilidades de cada um, cumprindo o dever de apoiar (não as pessoas, ou as “politicas” em que não revemos, mas a instituição) conquistamos o direito de exigir e reclamar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Replicas de mais um terramoto



Quando a liderança é inexistente ou pior, uma autêntica bosta, é isto que se obtém: Casos, casos e mais casos... Não há uma ideia de rumo a seguir nem ponta de organização neste clube! Se é verdade que já existia ‘bufaria’ e desorganização no SCP, também é verdade que esta época estes fenómenos cresceram e evidenciaram-se de forma exponencial. Porquê?

Convém não esquecer que relativamente à 'bronca' com o Marat Izmailov já se sabia ainda antes do jogo começar e apenas a porrada entre a Frente Atlético e a Juventude Leonina evitou que estoirasse mais cedo com as dimensões que, infelizmente, se vieram a verificar. Convém ainda recordar que Costinha estava a ser atacado pela nossa ‘amiga’ Comunicação Social e por Paulo Barbosa, esse paladino da verdade, justiça e lisura para com o nosso clube... Assim sendo, foi 'obrigado' a explicar-se. Se o fez da forma mais conveniente já é outra questão, mas não podia deixar que a sua posição ficasse em causa e que as mentiras propaladas em torno da sua figura, enquanto recente Director de Futebol do SCP (o quarto só nesta época), crescessem. Para mim, esteve bem ao aclarar os seus passos.

Quanto ao desmentido de Izmailov ao Dr. Gomes Pereira. É simples: um dos dois MENTE! Se o SCP quiser, algum dia, endireitar-se não pode permitir mais margem de manobra a mentirosos.
Para a época acabar em beleza só falta saber qual o 'castigo' que a UEFA vai impor ao Sporting, e se os adeptos leoninos continam de castigo com as decisões da próxima direcção da Liga de clubes...
Foto: DN desporto

segunda-feira, 22 de março de 2010

Função: Treinar a equipa


Ao comentar o último post, kovacevic fez uma referência importante: Os casos existem há diversos anos e não é por se berrar que se vai ter razão.

Durante uma série de tempo, afirmei que o trabalho de Paulo Bento estagnou ao serviço do Sporting uma vez que ele se perdia numa série de factores extra-desportivos, respondendo a familiares, agentes, dirigentes, árbitros e mais uns quantos, expondo a sua figura na defesa do Sporting. Aliás, não tenho a menor dúvida que em grande parte ele tornou-se uma figura adorada no nosso seio, uma vez que fazia aquilo que mais ninguém fazia ao género de uma boa Moulinex.

O papel de um treinador é preparar a equipa para os desafios organizando os treinos, introduzir rotinas e definir o estilo de jogo, seja conservador, dinâmico, misto, etc. Por isso, é com agrado que vejo nesta altura que Carvalhal não está para já - e espero que nunca - envolvido na resolução dos casos.

Sem querer entrar no pormenor da forma como um assunto pode ser resolvido, fica-me sinceramente a satisfação de ver que a casa está, pelo menos, a ser arrumada e que se está a trabalhar para criar a estrutura e organização que tem vindo a faltar ao Sporting.

Inspirado numa frase mediática no Sporting "Futebol - Pé. Mão - Andebol!" posso finalmente afirmar:

"Dirigente - Dirige. Treinador - Treina".

EM FRENTE SPORTING!

sábado, 20 de março de 2010

O Director Deusportivo

Quo vadis SCP: um longo caminho para percorrer...



Ponto prévio: é sempre mau sinal quando se gasta tempo e argumentos a discutir os méritos e/ou defeitos de alguém que exerce o cargo de Director Desportivo (DD)…

Costinha foi eleito como o alvo privilegiado em mais um caso, neste caso, o caso ‘Izmailov’: é caso atrás de caso e este é já o enésimo caso só na presente temporada. Convenhamos que é caso para se afirmar que é muito… caso para um só clube! Mesmo quando, no caso, o clube em questão é o nosso Sporting…

Por mais que queiramos o DD do SCP, chame-se ele como chamar terá virtudes e defeitos. “Ninguém é perfeito”. Esta afirmação palissiana parece esquecer a muito boa gente. Por melhores características que possua e por mais importante que seja, o DD, ocupa apenas e só uma única posição numa estrutura, a do futebol profissional do SCP, que, comprovadamente, funciona pessimamente mal. Por isso, quer-me parecer que discutir o actual DD não levará, realmente, a grandes conclusões e muito menos a soluções concretas. Mais ainda quando esse director acaba de ‘aterrar’ numa espécie de limbo purgatório. O mal, esta bom de ver, não é de agora e não reside apenas no DD.

Aliás, DD do SCP parece, definitivamente, cargo inquinado: Pedro Barbosa era “low-profile”, Sá Pinto “hard-core”, Costinha, com mania que é "ministro", portista de gema e um infiltrado de Jorge Mendes, também já não serve… Venha pois o próximo. Mas estou convicto que, infelizmente, nem que Deus Nosso Senhor (filhos Dele, também já se sabe há dois milénios que não resulta), descesse à terra e encarnasse no próximo DD do SCP, resolveria esta situação.


Afirmava ontem o Kovacevic, numa caixa de comentários deste Blogue, que não adianta discutir pessoas mas antes estratégias. Estou, basicamente, de acordo com a ideia, mas não totalmente já que as estratégias são definidas por pessoas, normalmente quem lidera as organizações, logo, nem que seja indirectamente, ao comentar estratégias aprecia-se igualmente quem as definiu. Mantenho que a grande questão, o verdadeiro busílis não está nos DD's…

Vejamos, qual é o elemento comum a todos estes casos made in 2009/2010? Costinha? Izmailov? Sá Pinto? Liedson?

Vamos lá então redefinir alvos e falar em estratégias… Quem as decide? Quem não soube, e pelos vistos continua sem saber, rodear-se duma equipa ou formar uma estrutura que encarrile definitivamente um clube que já nem sequer está à deriva. Antes parece encontrar-se simplesmente sentado e esgotado à beira do caminho da perdição, aguardando que um qualquer todo poderoso e milagreiro Director Deusportivo o resgate e lhe indique o curso correcto… Seria realmente muito mais útil canalizar a discussão para as tais estratégias. Mas, pergunto eu novamente: quais estratégias? Como debatê-las se não se nota qualquer estratégia por parte de quem nos lidera… Haja alguém que me diga qual foi e se tem ideia de qual será a(s) estratégia(s) que se pretende(m) adequar e implementar neste Sporting caótico.

As organizações reflectem em muito a imagem de quem as lidera… E eu só sei que a actual imagem que o SCP projecta está longe de ser aquela que idealizei. Querem tanto apontar o indicador? O meu vai direitinho lá para cima.


Quo vadis Sporting?

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