Mostrar mensagens com a etiqueta Derby. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Derby. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de setembro de 2013

Derby, um rugido de afirmação

O ambiente em Alvalade foi próprio dos grandes jogos: bancadas repletas, incendiadas pela paixão e crença dos adeptos. Golos, incerteza no resultado a estender-se até final. 

Para o derby ser perfeito só faltou mesmo tê-lo ganho. Como, para quem viu o jogo, ficou o sentimento que tal podia ter acontecido, saí do jogo com sensação de me ter sido servido uma óptima refeição, bons vinhos, excelente companhia, mas alguém se esqueceu da sobremesa.

A vitória não aconteceu porque se no futebol tudo pode mudar num minuto, os dez minutos iniciais da segunda parte foram fatais para as nossas ambições. O Sporting não soube adaptar-se às mudanças produzidas por Jesus. Faltou sangue frio, provavelmente experiência competitiva para enfrentar um ataque instalado a toda a largura do terreno, mas que partia muito rapidamente para o centro, onde se multiplicavam as opções para finalizar as jogadas.

Faltou o sangue frio de recuar as linhas e esperar cá trás, à semelhança do que se havia feito com a Fiorentina. E faltou experiência para fazer o mesmo que o adversário fez quando nos recompusemos e voltamos a ficar por cima: faltas estratégicas nos primeiros momentos de construção do que poderiam ser mortíferas transições.

De alguma forma também me parece que o SLB teve alguma sorte que explico de forma contraditória: foram as lesões que obrigaram JJ a produzir mais cedo as alterações que proporcionaram a reviravolta na tendência que o jogo levava. O mais estranho foi perceber que o empate satisfazia o adversário, quando o receio de que não ficassem por ali, tal era a supremacia que então evidenciavam, passava por muitos rostos na bancada.



Algumas razões explicam este nosso regresso à vida, depois dos fatídicos minutos iniciais:

- As alterações de Jardim produziram os efeitos pretendidos, a que me parece a razão principal.

 -O SLB não me pareceu capaz de continuar a imprimir o mesmo ritmo durante mais tempo.

- JJ é capaz de ter sentido receio de manter tanta tracção à frente e, dessa forma, poder ser apanhado desprevenido.



Este jogo serviu para confirmar algumas impressões que já havia deixado no post de lançamento do jogo:

- Somos, neste momento, melhor equipa, mesmo partindo de uma desvantagem nítida na comparação com o valor individual. 

- Essa diferença nota-se ainda mais quando os técnicos olham para o banco e começam a equacionar as alterações.

- Estamos melhor preparados fisicamente.

- Na construção dos alicerces da presente época a decisão da contratação de Leonardo Jardim foi acertada e feliz. Será provavelmente crucial em toda a época.

- O mesmo se poderá dizer relativamente a Jefferson, no esforço que significa a continuidade de Adrien, no achamento do caminho marítimo para Seatle, onde se foi resgatar Montero.

Mas a boa prestação da equipa neste dérby, que é motivo de esperança,  não nos deve impedir de constatar as nossas próprias limitações. Mesmo sem competições europeias, o plantel é curto e sobretudo desequilibrado entre as primeiras linhas e os que se podem perfilar em caso de lesões e castigos.

As saídas de  Bruma* e Ilori, embora com importantes entradas de capital, são importantes, particularmente a do primeiro, com reprercussões no imediato. E necessitam de substituição, que não vislumbro poder ser feita por alguém que esteja na equipa B. Como a saída deles equivale a importantes entradas de dinheiro oxalá ainda haja tempo para, com o mesmo acerto e felicidade revelada nos exemplos acima, fazer a recomposição que Jardim está a provar que merece.



Dérby que é dérby tem sempre polémica associada. Não perco tempo a contestar o óbvio: a jogada do golo de Montero é precedida de fora-de-jogo. Mas é preciso ter muita lata para, quem ainda há poucos meses conseguiu fazer uma barrela a uma dos maiores esterqueiras que me foi dado assistir, ao ponto de ver tudo limpinho num ápice. Seria melhor manter algum decoro e período de nojo sobre a matéria.

*Se Bruma tiver dois neurónios e um deles estiver a funcionar deve ter sentido que o jogo de ontem era perfeito para ter brilhado. Se os dois funcionarem percebeu que esta equipa era perfeita para fazer dele uma das figuras do campeonato. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Jardim verde-esperança

A bola só amanhã se joga no relvado mas pode-se dizer que o derby já começou. 

E começou muito bem com Eric Dier a dizer o que deve ser dito a propósito destes jogos: "os derbys são para ganhar". Pudera, não há vitória mais saborosa do que as obtidas sobre os rivais de sempre. É um campeonato dentro do próprio campeonato. 

Jardim, na conferência de imprensa, respondeu com acerto às questões que lhe foram colocadas e que sintetizam a abordagem que pretendo fazer ao jogo:

"Neste jogo não existem favoritos mas na nossa casa queremos controlar o jogo, queremos vencer"

"Nós temos uma identidade que estamos a trabalhar há dois meses e não são os adversários que vão mudar a nossa forma de jogar e trabalhar. Claro que temos de ter atenções."

"O Benfica é forte no jogo pelos corredores, tem qualidade técnica e é forte nas bolas paradas ofensivas, onde há lances com falta e acima da lei"

"Três substituições poderão ser extremamente importantes".  

Concordo, não existem favoritos em jogo deste teor. Mas creio que partimos com uma ligeira vantagem, por estarmos num momento psicológico muito bom e, pelo que se pôde ver até agora em campo, estarmos também um par de passos à frente na organização colectiva e na assimilação das ideias do treinador.

Isso não invalida reconhecer que Jesus tem à sua disposição mais e melhor qualidade individual, o que muitas vezes se revela decisivo a partir do momento em que o jogo caminha para uma definição e o treinador tem que/pode recorrer ao banco. Aí Jardim tem menos por onde escolher.

Tudo pesado não posso deixar de confessar o meu optimismo por um bom resultado e esse só pode ser assim considerado se for uma vitória. O futebol é, acima de tudo, um jogo colectivo e o nosso melhor momento colectivo, aliado à "força brutal" que descerá das bancadas até ao relvado, constituirá um factor diferenciador. Amanhã Alvalade será um enorme jardim verde de esperança.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Derby? É ao vivo e a cores, claro!

Só quem nunca viu é que não sabe. Futebol é sempre melhor ao vivo e a cores, um derby SÓ pode ser mesmo no estádio. Veste-te de verde esperança e comparece.

O Solar do Norte está a organizar excursão para o jogo frente ao Benfica do próximo dia 31 de Agosto.

1. Preenchimento do formulário online de reserva até às 12:00 do dia 29 de Agosto

2. Pagamento
Depósito/Transferência Bancária e envio do respectivo comprovativo do montante devido por email para: geral@solardonorte.org

Banco BPI
NIB: 0010 0000 2292 2550 0016 8


3. Entrega do(s) bilhete(s)

Em Alvalade no dia do jogo.


Preços e Condições


1. A partida será do Solar do Norte (ver Mapa) às 13:00 do dia 31 de Agosto.

2. As reservas serão consideradas por ordem de submissão do formulário;

3. As reservas apenas se tornarão efectivas após boa cobrança dos valores devidos.

4. Preços (Bilhetes destinam-se ao setor B15 da Superior Norte)

Categoria
 Viagem Bilhete Preço
 A - Adepto X  22.50 €
 B- Adepto X X 37.50 €
 C- Sócio SCP/Solar do Norte X  20.00 €
 D- Sócio SCP/Solar do Norte X X 35.00 €
  o poderão inscrever-se em futuras excursões pessoas que façam reserva e posteriormente desistam, sem disso dar conta por email para geral@solardonorte.org

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Derby: choque frontal com a verdade

Começando pelo que me parece a mais importante ilacção do jogo de ontem: o Sporting, mesmo depois de do downgrade que se viu forçado a fazer no mercado de inverno tem valor individual mais do que suficiente para poder lutar pelo último lugar do pódio do campeonato nacional. Faltou-lhe quase sempre valor colectivo, que o trabalho de Jesualdo tem conseguido aportar. 

O Sporting está longe de ser uma equipa acabada, há ainda um grande caminho a percorrer, mas só por uma conjunção de circunstâncias excepcionalmente negativas se encontra ainda a lutar por um acesso à Liga Europa. E, apesar de impender a necessidade de reduzir os custos com o plantel, se houver prudência, mestria e alguma sorte, o Sporting pode abrir mão de alguns dos jogadores com mais peso na folha salarial ganhando competitividade relativamente à época em curso. Este será um tema para um próximo post.

Muito se falará hoje dos penalty´s que Capela não assinalou. Erros graves que mudaram o curso do jogo. Mas essa é ínfima parte de um todo que foi um completo “desastre” técnico e disciplinar. Maxi Pereira fez faltas suficientes para ser expulso pelo menos duas vezes, mas terminaria sem 1 único amarelo. Por muito menos jogadores do Sporting seriam amarelados. 

O rol imenso de erros a cortar o jogo a meio campo, em particular nos melhores períodos do jogo, com faltas por marcar, e erros apenas a penalizar o Sporting não podem ser considerados apenas incompetência, um árbitro não é apenas incompetente a ajuizar os lances de uma equipa.

Não o digo apenas como sócio do Sporting, mas sobretudo como amante do futebol: uma arbitragem destas é uma traição à modalidade. E quem a trai de forma tão soez não deveria ter lugar no seu seio. Não está em causa a superioridade do SLB no campeonato, será quase por certo um justo vencedor entre as duas equipas que actualmente o disputam.  A impunidade com que se “praticam” estas arbitragens anunciam que o problema está longe de ser resolvido faltando o essencial: vontade para o fazer.

O que o futebol tem de mais bonito e talvez a razão da atracção de tantos milhões de adeptos é a imprevisibilidade. Poucos contariam que o Sporting se apresentasse ao nível que se apresentou, pelo menos até sofrer o golo. Os penalty´s podiam não ter sido concretizados mas teriam impacto no jogo, tendo em conta as acções disciplinares que se impunham. As faltas por marcar teriam permitido outra continuidade ao nosso jogo. Todo o jogo que ontem vimos foi uma mentira e essa é infelizmente uma das verdades incontestáveis e quase sempre presente em muitos campos onde se joga o  futebol português.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Derby: o antes, o durante e o agora

Antes do derby
Foi inclassificável o que ontem sucedeu na página da TSF, no lançamento do derby. Dentro do que já tinha sucedido com o "weird dude" do JN, só que ainda muito pior. Falamos de dois marcos da comunicação. No primeiro caso falamos de uma rádio que soube conquistar o seu espaço na informação à custa do esforço de muitos profissionais reputados e de outros que ali tiveram a sua verdadeira escola. No segundo trata-se de um jornal que ostenta mais de cem anos de vida, facto que não necessita revisionismos históricos para ser comprovado.

Ambos os casos revelam acima de tudo falta de profissionalismo atroz pelo que, sempre que nas peças que disponibilizem aos seus leitores e ouvintes venham tecer considerações sobre o Sporting, e em particular sobre a crise que o clube vive, recomendar-lhes-ia que se debruçassem primeiro sobre os seus próprios problemas, tão evidentes que são. Falta-lhes autoridade e até humildade para perceberem que não estão à altura de dar lições a ninguém.

O episódio da TSF é gravíssimo sobre qualquer prisma e que não pode ser ingenuamente aceite como um mero erro, como aquela estação quis fazer crer, dando ares de provocação deliberada. Pedir desculpas, que não deviam ter sido placidamente por quem dirige o clube, é uma confissão de que a falta de rigor é endémica e transversal a vários departamentos, começando logo nos recursos humanos encarregues de recrutar os profissionais. Será por isso que erros como o de ontem possam passar despercebidos a uma cadeia de responsáveis até chegarem ao público ou então é a constatação que essa articulação não existe. Não deviam ser apenas os Sportinguistas a ficar ofendidos e até preocupados com a TSF, deveriam ser TODOS os que se habituaram a ver naquele canal como uma fonte de informação segura.

Para terminar gostaria de dizer que cada adepto, como individuo, pode escolher para o futuro a forma como se deve relacionar com os órgãos de comunicação social que ofendem de forma esporádica ou reiterada o Sporting. A reacção colectiva, a haver, deve ser exercida sob proposta dos órgãos sociais que é a quem  os sócios investiram com todos os poderes para este e outros efeitos. Os corpos sociais não podem adivinhar ou ser responsabilizados por acções de terceiros, como foram ambos os casos. Mas não podem ficar sem tugir nem mugir quando eles ocorrem, ignorando o sentir dos adeptos. Quem sabe se ela tivesse existido já em situações anteriores, a de ontem não se teria verificado.

Durante o derby
Para ser económico com as palavras o jogo de ontem foi em tudo muito semelhante ao que realizamos com o SCBraga, só que sem a sorte que tivemos então. E, independentemente da superioridade demonstrada pelo adversário, há que reconhecer que pelo menos 2 dos golos foram alcançados com algum paio, para abreviar nos termos.

Mas, como o jogo de ontem demonstrou, estamos muito longe do nosso adversário. Este tem um modelo de jogo consolidado, tem um dos melhores treinadores da Liga, senão mesmo o melhor, tudo o que não somos e não temos. 

É uma dor de alma ver jogar este Sporting, recuado como um recém-promovido, a correr como condenados, sem qualquer nexo em muitas ocasiões. Ainda na primeira parte pareceu óbvio que os jogadores dificilmente poderiam chegar com vida à segunda metade e os piores receios confirmaram-se depressa. Qualquer equipa a jogar desta forma acaba por sucumbir física e/ou animicamente, e ainda mais depressa se se der ao luxo de desperdiçar golos mais fáceis do que penalty´s, como fez Elias.

Uma equipa grande não defende tão atrás, começa a defender quando perde a bola, ou pelo menos a organizar-se para a recuperar mais cedo. As grandes equipas servem-se da posse da bola não só para procurar imediatamente baliza contrária, mas também para repousar e marcar os tempos de jogo ou para explorar as deficiências do adversário. O Sporting não é nada disto e a posição na tabela classificativa é, mais ponto menos ponto, mais lugar menos lugar, uma triste e dolorosa evidência: do ponto de vista colectivo é das mais fracas do campeonato.

Vercauteren é, no contexto desta época, apenas "mais um problema". Pouco ou nada mudou com a sua chegada no modelo de jogo e na organização da equipa, por isso os resultados também não mudaram. A forma tardia e irritante como mexeu na equipa não pode ser apenas desculpada pelas poucas opções que tinha no banco. Um erro já estava cometido quando deu tempo em excesso a Capel, num jogo que nos era completamente inútil. Do banco assistiu ao desmaio do meio-campo sem ousar qualquer manobra de ressuscitação, parecendo conformar-se com uma inevitabilidade.

O agora
O agora é esperar um milagre da multiplicação da clarividência na cabeça do treinador ou conformarmo-nos com a pior classificação de sempre ou com uma classificação in extremis para a Liga Europa. É muito provável que a época não acabe sem eleições ou pelo menos a sua marcação, mantendo-se estes resultados. Ao contrário da maioria continuo a acreditar que, no que ao futebol no relvado diz respeito, não será isso que alterará nada. Mas, como é fácil perceber, GL atou muito do seu futuro à sorte na escolha do treinador e esta depende muito mais desse factor do que do possa ou não vir a fazer.

Os recados de Jesus
"O Sporting tem boa equipa, jogadores de nível que, não estando bem, até duvidam deles" Pela segunda vez no espaço de uma semana (antes e depois do jogo) JJ reiterou a confiança na categoria dos jogadores do Sporting. Eu também penso como ele e só tenho pena que ele não esteja disposto a demonstrá-lo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Derby tem (para já) data incerta

Com o adiamento do jogo de hoje devido à chuva diluviana o derby que era para ser 2ª feira passa a ter, para já data incerta. O regulamento não é claro, ou não estivéssemos a falar do futebol português.

Depois da leitura do regulamento das competições  parece-me que a pretensão oficial do Sporting tem do seu lado o argumento do bom senso, uma vez que parece ser consensual que se guardem 72 horas de descanso entre dois jogos. E de tal forma é assim que a alinea a), do número 7, do artigo 23 do regulamento de competições estipula que "qualquer jogo oficial de competição nacional deverá respeitar um intervalo entre jogos de 72 horas".

Ora se assim é relativamente às competições nacionais porque pode ser diferente o entendimento relativamente ao intervalo de jogos entre competições diferentes? E, no que a estes jogos diz respeito, o regulamento estipula apenas direitos de preferência de adiamento ou antecipação dos clubes que joguem às terças ou quintas. 

Outro argumento deverá porém ser considerado. Apesar do direito nos poder assistir, temos algo a perder com a realização do jogo na segunda-feira, ainda por cima quando o jogo com o Videoton "nem conta para o totobola"? A menos que fosse encontrada uma outra data que favorecesse uma melhor receita que uma segunda-feira à noite, eu era bem capaz de ser tentado a arrumar já este assunto..

Mas faça a sua própria interpretação:


7. Na fixação do dia e hora dos jogos das competições oficiais, devem ser observadas as seguintes 
condições:

a. Salvo acordo escrito entre os clubes contendores, qualquer jogo oficial de competição
nacional deverá respeitar um intervalo entre jogos de 72 horas, calculado entre o final 
do primeiro jogo e o início do segundo jogo da competição nacional;

b. Quando um clube, participante nas competições da UEFA, tenha de disputar um jogo 
dessa competição à terça-feira tem direito, sem necessidade de acordo do clube 
adversário, à antecipação para sexta-feira do jogo da jornada anterior a essa 
participação internacional;

c. Quando um clube, participante nas competições da UEFA, tenha de disputar um jogo 
dessa competição à quarta-feira tem direito, sem necessidade de acordo do clube 
adversário, à antecipação para sábado do jogo da jornada anterior a essa participação 
internacional;

d. Quando um clube, participante nas competições da UEFA, tenha de disputar um jogo 
dessa competição à quinta-feira em território estrangeiro tem direito a um intervalo de 
descanso de 72 horas, calculado entre o final daquele jogo internacional e o início do 
jogo seguinte na competição nacional;

e. Quando um clube, participante nas competições da UEFA, tenha de disputar um jogo 
dessa competição à quinta-feira em território nacional tem direito a que o jogo seguinte 
na competição nacional não se realize na sexta-feira e sábado seguintes à realização 
daquele jogo internacional;

f. Quando um clube, participante nas competições da UEFA, tenha de disputar um jogo 
dessas competições à quinta-feira e à terça-feira imediatamente seguinte, tem direito, 
sem necessidade acordo do clube adversário, salvaguardado o prazo estabelecido nas 
alíneas a) e d) do presente número e os n.os 2 e 3 do artigo 19.º, a adiar e ou antecipar 
o jogo das competições nacionais da jornada que intermedeia os referidos jogos;

g. Quando um clube dispute uma final das competições UEFA, a jornada anterior da 
competição em que participe será toda antecipada para o sábado anterior;

h. Os jogos correspondentes às duas últimas jornadas de qualquer competição oficial a 
disputar por pontos devem ser realizados no mesmo dia e à mesma hora.

i. Os horários fixos das transmissões televisivas estabelecidos no artigo 69.º do presente 
Regulamento.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Onde estavas no dia 14 de Dezembro de 1986?

Passam hoje 25 anos sobre uma das maiores vitórias de sempre do Sporting, quando recebeu e desancou o seu maior rival de sempre. Lembro-me perfeitamente de estar a ouvir o relato e, com o progredir do resultado, perguntar-me incrédulo se o que me estava a ser descrito não se tratava de uma brincadeira de Carnaval ou a antecipação do dia 1 de Abril. Assim como também me recordo de aguardar impaciente pelo Domingo Desportivo (acho que era essa a designação à época) para confirmar pelos meus olhos que afinal tudo era verdade. Mesmo assim ainda me deitei a pensar se, de manhã, quando acordasse a realidade ainda validasse o que de facto aconteceu. E tu, onde estavas no dia 14 de Dezembro de 1986? A brandir a bandeira e o cachecol? A comemorar com os amigos, no café, no estádio, na rua? Ou no estádio a queimar a bandeira, a rasgar o cartão de sócio? Ups!...



Ficha do Sporting-Benfica, 7-1
Estádio de Alvalade (14 de Dezembro de 1986).

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: 1-0, Mário Jorge (15); 2-0, Manuel Fernandes (50), 2-1, Vando (59), 3-1, Meade (65), 4-1, Mário Jorge (68), 5-1, Manuel Fernandes (71), 6-1, Manuel Fernandes (83), 7-1, Manuel Fernandes (86).

Equipas
Sporting
Damas, Gabriel, Venâncio, Virgílio, Fernando Mendes (Duílio, 78), Oceano, Zinho, Litos (Silvinho, 78), Mário Jorge, Manuel Fernandes e Meade.
(Suplentes: Vital, Duílio, Negrete, Silvinho e Mc Donald).

Benfica
Silvino, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro, Shéu (Nunes, 58), Carlos Manuel, Diamantino (César Brito, 72), Vando, Chiquinho e Rui Águas.
(Suplentes: Neno, Samuel, Nunes, Zivkovic e César Brito).

Árbitro: Vítor Correia (Lisboa).

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ainda o derby: da jaula ao golo sofrido


Tal como era fácil de prever o derby vai continuar a ser falado. Infelizmente não por causa dos lances de futebol mas por causa da jaula e da forma como os adeptos do Sporting foram recebidos e tratados. E por muito que o incêndio na bancada seja útil para desviar as atenções do que se passou na Luz convém não esquecer o essencial: é difícil perceber que tal não tenha sido uma provocação e ficou evidente para toda a gente que não só não havia condições para os espectadores verem um espectáculo, como até as condições de segurança eram desadequadas.

O tempo que mediou entre a intervenção dos bombeiros foi o suficiente para ter havido uma tragédia. Tragédia essa que já tinha estado iminente por diversas vezes aquando da entrada dos adeptos, quando os iluminados que montaram o esquema de segurança resolveram fazer desaguar alguns milhares de adeptos num estreito funil, e onde estavam meia-dúzia de pessoas para os revistar. As imagens dos canais de cabo de informação (TVI24h, SICn, RTPi) foram bem explicitas.

O que motivou Luis Filipe Vieira e a sua direcção a construir da famigerada jaula é que é difícil de descortinar. Dizia-nos o inefável (João) Gabriel O Não Pensador, que instalações como a jaula existem em toda a Europa. É verdade que sim. Mas é bom lembrar que, na passada quarta-feira, o SLB jogou em Old Trafford, onde os adeptos foram bem acolhidos antes, durante e depois do jogo. Isto é o mesmo que dizer que Luis Filipe Vieira frequenta os melhores museus mas quando chega a hora de comprar quadros para casa prefere uma cópia do menino chorão que pode ser adquirida na feira de Carcavelos. 

Não pensem os adeptos benfiquistas que esta medida foi em seu favor. As repercussões desta iniciativa equivalerão a uma escalada retaliatória, à semelhança do que acontece em todas as guerras. Foi assim, ao nível da guerra que o SLB quis colocar a questão ao lançar mão de uma arma que até agora nada justificaria. Os incendiários do futebol português são tão ou mais evidentes que os que, sem desculpas, incendiaram as cadeiras nas bancadas.

Da parte do Sporting resta apenas uma alternativa para evitar males maiores: não enviar bilhetes para jogos com o SLB e pagar a respectiva, sem prescindir no imediato de uma tomada de posição forte junto da Liga; FPF e governo.

Mas Luís Filipe Vieira e companhia não são os únicos culpados. Como bem sabemos vivemos num país à deriva, onde as elites e as lideranças há muito foram de férias. O País é das corporações, da partidarite e do clubismo e quem devia dirigir prefere não hostilizar para não ver o seu quintal posto em causa. É nesse quadro que entendo a posição da Liga, da PSP, da FPF e, já agora do ministro da tutela que, do seu lugar no estádio, olhava com um sorriso complacente para a jaula que lhe era apontada por um dirigente benfiquista. Ou as palavras do ministro da Adm. Interna, dizendo que “tudo isto era triste”.

É neste ambiente de demissão de responsabilidades que se percebe que o futebol português está cada vez mais aprisionado pela violência das claques, ao contrário do que se vem fazendo nos países onde melhor se trabalha, como é o bom exemplo britânico. Ora o que lá vem sendo feito permitia-nos queimar etapas mas parece que em Portugal nada será feito enquanto não tivermos os nossos Heisel Parks privativos. À falta de acção superior o Sporting deve fazer o seu próprio caminho, olhando sem contemplações para o fenómeno e sem deixar seduzir pelas más práticas, como aconteceu com Vieira.

Preferiria falar apenas do futebol jogado, porque o jogo do derby foi intenso e rijamente disputado. Quando se vai para um jogo sabe-se que há 3 resultados possíveis e que apenas um está garantido se nada se fizer: a derrota. E que, mesmo tudo fazendo esta pode ocorrer e foi isso que aconteceu ao Sporting. Não porque o adversário tenha sido globalmente superior, mas porque o foi num determinado momento. 

E talvez não tenha sido por acaso que o golo tenha ocorrido num canto e num lance disputado de cabeça. A superioridade do adversário em altura e peso acabaram por ditar a sua lei, num lance que é difícil de avaliar se resulta do mérito de quem ataca ou do demérito de quem defendia. O que me parece inútil e até perverso é a procura dos habituais bodes expiatórios quando, a haver falha, ela foi colectiva e não individual. Apontar a Polga, Carriço ou Patrício o ónus do golo, como vi alguns fazer, é já um caso patológico que não me cabe a mim explicar ou compreender.

O golo acaba por ficar sentenciado quando Onyewu é ultrapassado no primeiro poste e sobram diversos jogadores adversários que garantem superioridade aérea sobre os demais. Schaars não consegue opor-se a Xavi e o resto é o que já se sabe. Há porém um aspecto que não vi referenciado e que poderia evitar o golo, que era a colocação de alguém ao primeiro poste, onde a bola acaba por entrar. Não sei porque o Sporting não o fez e não consegui imagens para perceber se não o faz habitualmente. 

A colocação de um jogador aí e inclusive ao segundo poste, visa também encurtar o tamanho da baliza para o guarda-redes, uma vez que são muitas as opções possíveis de tomar quando a bola pode ser posta a circular nas suas imediações a partir de uma distância aproximada de 30m ou menos a velocidades facilmente superiores a 80km/h. De qualquer forma há que reconhecer o mérito do adversário, que ainda por cima sabia antecipadamente, como se depreende da movimentação, como a bola ia ser batida, coisa que os defesas só entendem quando ela sai dos pés do marcador do canto. As fracções de segundo de vantagem podem ser determinantes, como parece ter sido o caso.

P.S.- a propósito da jaula do derby recomendo a leitura dos dois posts da @Pinilla aqui e aqui e da crónica de ontem do Ferreira Fernandes, no DN.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Sporting está mesmo de volta

Pode uma equipa perder um jogo e simultaneamente fazer uma afirmação de personalidade e categoria, saindo com a sensação de ter crescido e com o dever cumprido? Penso que foi isso que aconteceu no jogo de hoje.

Sem virar às costas à realidade que nos diz que ficamos agora a 4 pontos do primeiro lugar e sem querer cair na justificação da injustiça ou reivindicar uma vitória moral, o Sporting de hoje é uma equipa muito mais capaz do que as que precederam em muitos anos, e merece que a confiança dos seus adeptos se mantenha. Contudo não é uma equipa ainda consolidada, como se viu quando ficou em vantagem numérica e não conseguiu escolher a melhor forma de chegar ao último reduto do adversário. É talvez cedo para pedir tudo, mas,por este caminho o tempo corre a nosso favor.

Ficha de jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz

Benfica - Sporting, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador:

1-0, Javi Garcia, 42 minutos.

Equipas:

- Benfica: Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay, Emerson, Javi Garcia, Witsel, Gaitan (Nolito, 86), Bruno César (Ruben Amorim, 68), Aimar (Rodrigo, 65) e Cardozo.

(Suplentes: Eduardo, Ruben Amorim, Nolito, Rodrigo, Matic, Miguel Vítor e Saviola).

- Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Onyewu, Polga, Insua (Bojinov, 80), Carriço (André Santos, 65), Schaars, Elias, Matias Fernández (Carrillo, 26), Capel e Wolfswinkel.

(Suplentes: Marcelo, Evaldo, Bojinov, Carrillo, Arias, André Santos e Rubio).

Árbitro: João Capela (Lisboa)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Elias (02), Carriço (20), Aimar (45+1), Wolfswinkel (48), Cardozo (48 e 63), Carrillo (80), André Santos (84) e Schaars (87). Cartão vermelho por acumulação Cardozo (63).

Sporting no derby contra as probabilidades

Para o jogo de logo aceito de bom grado o favoritismo do adversário, que é assumido por quase todos os que se pronunciam sobre o jogo. Além de uma equipa consolidada pelo terceiro ano consecutivo sob o mesmo comando técnico, é indiscutível o bom momento do SLB fruto de uma série de jogos sem perder. Felizmente que o futebol é muito mais do que a leitura estatística nua e crua.

É realismo que espero de Domingos - estou crente que o terá - e que a equipa o saiba interpretar em campo. É partir da perfeita noção das suas próprias fraquezas e da forma colectiva que a equipa encontre para as superar que o Sporting  poderá partir para fazer sofrer o adversário. É talvez o maior e mais difícil  desafio até ao momento aquele que o Sporting tem hoje pela frente e talvez por isso exista a noção que é preciso fazer um pouco mais do que fez contra o Braga, tal como então fez mais do que com a U.Leiria. 

Quase ninguém duvida que as facilidades concedidas na organização defensiva no jogo da Taça ser-nos-ão fatais hoje. E que também terá que existir superior qualidade quer na posse de bola quer nas decisões no último terço do campo, quando em ataque. A máxima de quem não marca sofre é particularmente cruel nos derbys.

Um derby não é um jogo qualquer, muito menos o será este, tendo em conta o que está em jogo e o ambiente muito próprio à volta do relvado. Muito do resultado final passará pelo controlo emocional quer ao nível técnico-táctico, quer disciplinar e creio que esse será um factor determinante nos momentos iniciais da partida.

Mas seja qual for o resultado é necessário perceber o seu real valor no dia seguinte. Como diz Domingos não seremos campeões caso a vitória surja e continuaremos a ter uma palavra a dizer quer o resultado seja adverso. A história deste campeonato não vai acabar hoje.

Convocados do Sporting

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Com os olhos postos no 1º lugar

Não sei se por cautela se por superstição poucos parecem ter  reparado que o encontro de sábado poderá ter um sério impacto na classificação geral do actual campeonato. Tudo depende da conjunção de resultados. Se é certo que o SLB pode manter o primeiro lugar mesmo não ganhando também é verdade que, em caso de vitória do Sporting o clube pode chegar ao primeiro lugar, desde que o FCP não ganhe na recepção ao Braga. Caso os portistas façam prevalecer o factor casa e o habitual favoritismo, e com uma vitória nossa, subimos ao segundo lugar. No pior dos cenários, em caso de derrota e vitória do Marítimo, que se desloca ao vizinho Nacional, descemos para o 4º lugar. 

Continuando com dados estatísticos Jesus chega ao derby invicto em jogos do género - 5 vitórias e um empate - embora não possa ombrear com eficácia de Domingos ante o SLB antes de ter chegado a treinador do actual clube: duas vitórias na Luz e com a improvável Académica, se atendermos às realidades dos dois clubes. Acresce ainda o facto de ter sido Domingos o último treinador a impor o sabor da derrota a Jorge Jesus.

Em termos genéricos o Sporting é actualmente o 2º melhor ataque, menos um que o FCP, tem o mesmo número de vitórias que SLB e FCP, 7. O derby poderá desempatar o número de golos sofridos, ambos têm 10, muito longe dos 4 golos sofridos pelo Braga, a melhor defesa da prova.

É verdade que também pode continuar tudo como dantes após o encerramento da 11ª jornada. Mas não deve ser deixado passar em claro que o Sporting já não chega ao primeiro lugar desde a época 2004/05 com Peseiro. Se isto diz muito do que têm sido os últimos anos não pode deixar de ser realçado o facto de o Sporting voltar a disputar o primeiro lugar do campeonato de Inverno. Isso também diz muito do que é o Sporting actual, especialmente se tivermos em conta todas as circunstâncias que envolveram a preparação e o inicio da actual época.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Que repercussões de Manchester no derby?

Poderá haver uma relação directa entre o empate do SLB em Manchester e o derby de sábado? Responder a esta questão é sempre um exercício especulativo mas por isso não menos interessante. Para responder a essa questão há que ter em conta como o resultado foi lido de ambos os lados dos contendores do derby. 

Do lado do SLB e dos seus adeptos registe-se um misto de alivio há medida que o jogo ia decorrendo até redundar na euforia final por um empate que foi conseguido com muito mérito mas também com uma elevada dose de sorte. Os golos encarnados resultaram ambos de ofertas pouco habituais no melhor dos Manchester´s que a actual equipa de Sir Alex está longe de representar, acrescido do facto de também ambos terem ocorrido em momentos cruciais do jogo. Mesmo encomendado era difícil de proporcionar melhor. Do lado negativo do jogo a aparente perda do capitão e baluarte da defesa. No computo geral fica o apuramento para a fase seguinte da competição, o que constitui um importante reforço de confiança para enfrentar o derby.

Não tendo jogado o Sporting pôde assistir pela televisão ao jogo do futuro adversário  e preparar o jogo durante a semana. Aparentemente beneficia de menor cansaço e mais tempo para pensar derby mas também de este se entranhar no subconsciente dos jogadores, o que nem sempre é muito favorável.  Do lado das más noticias a perda de Rinaudo que é tão ou mais difícil de substituir que Luisão. Do lado dos adeptos não me parece que o empate de Manchester tenha feito esmorecer o entusiasmo ou a confiança.

Do ponto de vista psicológico o momento de ambas as equipas equivalem-se, ambas chegam ao derby no melhor momento da época. É natural que o bom resultado de Manchester provoque uma entrada forte por parte dos comandados de Jesus, beneficiando do factor casa, e isso certamente será tema de conversa por estes dias entre Domingos e o plantel. Mas transcorridos esses momentos iniciais a tendência será de prevalecer o que cada equipa fizer no momento. Cada jogo tem a sua história e ela far-se-à com o que cada equipa puser em campo.

Quer o  resultado de Manchester quer mesmo o de Donetsk, como momentos positivos dos adversários directos, podem ser interpretados como negativos para o Sporting, pela componente de reforço moral que encerram. Mas a médio prazo vejo-os como positivos para o Sporting, uma vez que significam uma frente de batalha onde ambos os adversários terão que alocar importantes recursos. Até porque, seja qual for o resultado do derby, a história do actual campeonato não ficará encerrada aí.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O enjaulamento da direcção do Sporting no derby


Foto Record
Podem ser feitas as mais diversas considerações sobre a jaula para acantonar os adeptos adversários mas há pelo menos uma ilação a tirar do timing escolhido pela direcção do SLB: a sua construção tinha como objectivo muito concreto o derby e os adeptos Sportinguistas como cobaias para o teste da solução. Nesse sentido parece-me adequada  a resposta encontrada pela direcção, ao recusar-se a ocupar os lugares que habitualmente lhe estão destinados na tribuna do estádio.

Esta atitude, que carece ainda da indispensável confirmação oficial e que muitos podem acusar de populista, marca um corte com o passado em que os dirigentes permaneciam mudos e quedos perante a sorte dos adeptos. E, a ter lugar, constitui em si mesma uma forte declaração para LFV e que pode ser entendido como um aviso aos demais: não há boas relações com o Sporting quando os seus adeptos são desconsiderados. Porque estes é que são o clube e não apenas as direcções que o representam.

A medida constitui também uma forte mensagem interna. Longe vai o dia 27 de Março de 2011, em que o Sporting acordou à beira de uma implosão que atomizaria o clube. Pontuado com o bom-senso que quase sempre faltou aos seus antecessores e com muita dedicação e trabalho, o Sporting actual, os seus dirigentes entenda-se, percebem que não há Sporting grande com lideranças distantes e encerradas nos seus castelos. 

Há também outro factor que me parece merecer menção e que não é despiciendo no contexto desta deslocação ao estádio do rival. A presença de elementos da direcção na já tão famosa jaula contribuirá para o aliviar de tensões e comportamentos, contribuindo assim sensatamente para o desanuviamento de uma situação que cuidava em primeiro lugar aos anfitriões prevenir.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cadáver adiado não procria

Julgo que o resultado de hoje certamente que não surpreendeu ninguém. Mas o mesmo não se poderá dizer dos noventa minutos de jogo, que em alguns momentos chegou a ter momentos imprevistos. Tendo em conta os momentos de cada equipa sabia-se que o pior que podia acontecer no decurso da partida seria o Sporting ficar em desvantagem e o que isso poderia significar no desfecho final. Mas apesar do adversário ter inaugurado cedo o marcador por Gaitan, bem acolitado por Grimi, a quem só faltou aplaudir o compatriota, o Sporting viria a ter as suas melhores chances em lances de contra-ataque, através de reposições de bolas rápidas, após lances no nosso sector recuado, conhecendo então o seu melhor período na partida.

Tudo haveria de mudar após a expulsão de Sidney. A nossa superioridade numérica era apenas aparente, tendo em conta que, tendo em conta as prestações de Grimi e Cristiano, era difícil de determinar qual era equipa mais beneficiada com a sua presença em campo. Pedia-se então alguém que percebesse um pouco de futebol ou tivesse pelo menos 2 neurónios a funcionar. Ora meter muita gente na frente pode ser muito bonito para as bancadas apenas ajudou a anular uma vantagem numérica já de si duvidosa. Daí quase nunca se ter notado em campo que Sidnei não jogou os 45m finais. Quando por fim, num lance de sorte, o segundo golo acontece, o jogo ficou decidido, proporcionando um final agonizante, pela impotência revelada.

O Sporting teve há algum tempo o seu Alcácer-Quibir. Hoje foi mais ou menos que perder Olivença: fere o orgulho, mas está longe de ser o mais importante. Saibamos agora escolher quem seja capaz de restaurar o orgulho leonino .

Ficha de Jogo
Liga Zon Sagres: 20ª Jornada
Estádio José Alvalade
Árbitro: Artur Soares Dias
SportingRui Patrício; João Pereira, Polga, Trosiglieri e Grimi; Pedro Mendes, André Santos, Matías Fernandez e Cristiano; Postiga e Yannick.
Suplentes: Tiago, Abel, Nuno André Coelho, Zapater, Maniche, Diogo Salomão e Saleiro.
Treinador: Cabral (adjunto que substitui Paulo Sérgio que cumpre castigo).

Benfica
Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Carlos Martins, Salvio e Gaitán; Saviola e Cardozo.
Suplentes: Júlio César, Jardel, Airton, Aimar, Felipe Menezes, Jara e Nuno Gomes.
Treinador: Jorge Jesus.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ao pé do Sporting o carnide não é nada


Do nosso lado estará Paulo Sérgio. Do outro Jesus. Aquele que serve a freguesia de Carnide e o seu desportivo, e não o da Galileia, obviamente. Torsiglieri, Evaldo, possivelmente Maniche, possivelmente Yannick, ou Polga ... todos eles do nosso lado. Saviola, Aimar, Coentrão, Javi, Gaitan e Cardozo, do outro. Roberto, o Roberto estará também do outro lado, importa não esquecer. O Levezinho, esse, já não estará.  Mas está o Rui Patrício, o Daniel Carriço, o João Pereira, Hélder Postiga, Valdés, Pedro Mendes e o André Santos. Estes estarão. Ainda do nosso lado, estarão 12 pontos de desvantagem, muitos empates, muitas derrotas, muitos problemas ... demasiados problemas. Estarão 2 ou 3 épocas de futebol miserável, escasso em qualidade, ausente de chama e muito curto de resultados. Estará a memória recente de uma classe de dirigentes que tudo faz para nos envergonhar. Com sucesso, diga-se. Dirigentes rápidos a vender e a dispensar o bom, e igualmente rápidos a comprar e chamar o mau. Estará em campo, amanhã, uma fome grande de qualquer coisa boa, e a esperança num resultado diferente daqueles que o passado muito recente nos tem oferecido. Tudo isto estará do nosso lado, e tudo isto penaliza-nos. Penaliza-nos bestialmente. 

Do outro lado, estará uma equipa saudável, apesar de quase arredada da disputa do título. Uma equipa que joga bom futebol apesar de uma sofrível e envergonhada participação na Liga dos Campeões. Envergonhada, sim, porque vergonhosa deixa de se-lo quando se repete ao longo do tempo. É um problema de condição, ajuste ao contexto, faz parte da vida. Por vezes, temos a tentação de achar que o Benfica envergonha o futebol português, mas por vezes sinto que tal assumpção é um erro. O Benfica, e o Porto, já agora, não envergonham nada nem ninguém, mais. Os primeiros no campo, principalmente, mas também fora dele. Os segundos, fora do campo, em exclusivo, e num registo muito superior ao dos primeiros, diga-se também. Não envergonham - uns e outros - por um motivo simples: os seus contextos são esses. Faz parte daquilo que são, enquanto clubes. É assim que os conhecemos e nem daqui a 200 anos serão alguma ou qualquer coisa de diferente. Todavia, e apesar de fenómenos clubísticos, amanhã apresentar-se-á em Alvalade uma boa equipa de futebol. Uma, pelo menos, marcará presença. A do Benfica. É este facto é impossível negá-lo. Se aparecerá uma segunda, teremos de esperar para ver. Nós, infelizmente, não lutamos internamente por nada, ou se lutamos é por um quase-nada. Do mesmo modo, se fora de portas lutamos futebolísticamente por alguma coisa, apenas o futuro próximo poderá sobre isso dizer-nos qualquer coisa. O Benfica, não. O Benfica luta por objectivos internos e agarra-se a uma pequena esperança. Pequena, mas existente. Este Benfica, aquele Carnide de quase-sempre aparecerá diferente amanhã em Alvalade. Quase-sempre, porque melhor, sem dúvida. Melhor preparado, munido de excelentes futebolistas e de um excelente treinador. O Sporting, está no estado que todos conhecemos. Está também ele diferente, mas para pior. Muito pior.

Este é o contexto do jogo. Um contexto em tudo idêntico ao do ano passado. Sporting enfraquecido.Carnide fortalecido.

O que é que nos resta então?

Para além de um jogo que servirá apenas para ganhar ou perder mais ou menos 3, 2 ou 1 ponto que não nos farão avançar ou recuar do sítio onde estamos, o que é que nos resta? Resta aquilo que todos muito bem conhecem. A procura por um resultado bom num jogo especial, porque emotivo. Se-lo-á sempre, não existem sobre isto dúvidas. Nem que o Carnide amanhã aparecesse em 6º lugar ou fora da Europa, nem aí, nesse hipotético, absurdo e muito improvável cenário ... ... a sua recepção far-se-ia de modo diferente. Restam os contornos de um jogo especial, portanto. Resta-nos isso. E resta-lhes isso. Resta-lhes, a eles, claro. Respeitar a camisola que vestem, e o símbolo do Sporting que usam, respeitar a memória do Clube e de todos aqueles que brilhantemente o serviram antes de si. Respeitar-nos ... nós, adeptos, porque merecemos esse respeito e essa consideração: temos uma história ilustre, ganhadora, ímpar em Portugal, vasta, larga e longa, no tempo. Tempo demais e suficiente para que cheguemos ao dia de hoje perfeitamente capazes de acolher e digerir sucessos, bem como insucessos. Estes, títulos e vitórias, são fáceis de somar e fáceis de entender. 

O Sporting há mais de 100 anos que não faz outra coisa, em Portugal e no resto da Europa e mundo. Aquilo que no Sporting nunca é fácil de encaixar são falhas outras. Faltas de respeito ou comportamentos indignos ao serviço do Clube e da sua história. Tudo o mais, cada um de nós terá, sobre amanhã, a sua pessoal dose de favoritismo e crença num bom resultado. No fim do jogo cá estaremos todos para contar como foi. Uma das vantagens de ser-se e pertencer-se a um Clube com a grandeza do Sporting é a de que frequentemente, em Clubes desta nossa singular espécie, os estados pouco dizem. A camisola e o símbolo pesam muito, e pesando, fazem-se sobrepor a momentos, condições e eventuais fraquezas ...

A equipa do Sporting e os seus jogadores que tenham isso em mente, amanhã, e que se lembrem da quantidade de gente que por eles sofre. Se o fizerem, tudo ficará mais fácil, porque estarão cientes da noção e do significado que para muita gente terá o próximo resultado, e a próxima vitória. Que não desperdicem e passem ao lado desta oportunidade ... porque ela é uma honra, uma honra como mais nenhuma existe. Muito mais do que um desafio, problema, ou algo que nos amedronte. O carnide, ao pé do Sporting, não é nada.

Texto da autoria do nosso amigo e leitor MM

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A treta do fair-play

O “fair-play é uma treta” é uma frase que ficou célebre e que só podia ser dita por alguém que tem do desporto e da competição uma visão míope e estrábica. A expressão inglesa consagra o jogo limpo, com respeito pelos adversários, sem se incompatibilizar com a vontade de vencer o maior número de vezes possível.

O Record fala hoje do fair-play com que a derrota foi encarada nos camarotes da Luz pelo nosso primeiro representante, referindo a cordialidade existente. Julgo que outra coisa não se esperaria de quem representa um clube com a nossa tradição e a nossa forma de estar perante o fenómeno desportivo. Já tenho algumas dúvidas se o tal “clima de concórdia” seria possível se o resultado tivesse sido adverso para o clube de Vieira. Os factos recentes demonstram que o respeito não é mútuo, e a caixa de comentários deste blogue evidencia que alguns nem ganhar sabem.

Revejo-me num clube que não prescinde do fair-play, e que prime por boas relações institucionais, que visem a criação de um ambiente propicio à resolução dos problemas estruturais do futebol português e cuja solução tem de ser encontrada por todos. Mas tenho sérias dúvidas que não passemos do papel de bons samaritanos, sempre muito prontos a auxiliar “o próximo” sem exigir idêntica actuação. O futuro estará aí para ajuizarmos de que nos vale tanta compreensão com os problemas alheios.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Não é mais um, é o derby!

Já foram escritos verdadeiros rios de tinta sobre o derby do futebol nacional, pelo que pouco ou nada poderá ser escrito de verdadeiramente novo quando se joga o 282º o episódio da saga mais popular do futebol português.  É sabido por todos que este não é mais um derby. É o derby, porque, apesar da história que o antecede, o próximo é sempre o mais importante, é o resultado desse jogo que marcará as memórias e ditará o teor das conversas, até que outro suceda e lhe tome o lugar. Por isso tem pouca importância o lugar que cada um ocupa e o seu trajecto ao longo do campeonato, e o resultado final é sempre um grande ponto de interrogação.

Mas as circunstâncias em que o derby sucede não podem ser negligenciadas. A equipa de Jesus é a grande candidata ao título nacional, chega a esse jogo com a moral elevada, mas temperada pela ida a banhos a Liverpool. Talvez por isso Jesus use agora vestes mais humildes ao analisar as dificuldades que a partida de logo encerra, deixando para trás a cagança dos “permenores” tácticos com que julgava ir embrulhar Benitez. Veio de lá embrulhado e com 4 lacinhos dourados, a condizer com a arrogância quase generalizada com que o “a melhor equipa do Universo  e quiçá de todo o Mundo” abordou o jogo.

Do nosso lado pareceu-me excessivamente humilde a forma como Carvalhal abordou o derby, falando de capacidade de sofrimento. Compreendo-o, face a toda a pedra que teve que partir para fazer o seu caminho, mas preferiria uma abordagem mais “à Sporting”: p.ex. “não temos nada a temer, apenas um 3 pontos a perder e um jogo grande para desfrutar e ganhar, como nos compete”.  Obviamente que Carvalhal também sentirá que foram dados trunfos ao adversário, ao permitir este estranho adiamento, que atirou um derby para uma terça-feira e que deu 10 dias de “férias” ao plantel. Mas há vantagens: não poderão ser invocadas as desculpas de cansaço que serviram de cortina de fumo para os 4 de Liverpool, e não estou a falar dos Beatles. Para lá de considerações tácticas, sempre importantes, penso que este detalhe poderá ser importante: férias e atitude competitiva são conjunturas que não costumam rimar, por isso me parece muito importante a forma como o Sporting abordará os momentos iniciais da partida.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Há vida para além do deficit



Salvar a época? Tudo ou nada? Grande teste para Carvalhal? O Sporting joga a época?
Esta visão catastrofista está longe de representar a realidade, mas é que hoje é expressa na maioria da comunicação social. A época está perdida há muito e não é uma taça de uma competição sem expressão que permitirá salvar o quer que seja. É porém a visão que mais interessa ao nosso adversário, de forma a que a pressão de “a vitória ou o fim” seja mais um jogador do seu lado do campo e do lado de fora, durante o jogo. É “apenas” mais um derby e como tal não espero outro resultado que não a vitória.

Há contudo vida para lá desta época deficitária. E é essa que deve estar na linha do horizonte. Que os Sportinguistas saibam perceber isso, porque é com todos que ela terá que ser construída.

domingo, 29 de novembro de 2009

Orgulho Leonino


Pode-se falar de orgulho quando o empate de ontem nos deixa longe do título? Sem dúvida, creio eu. Os Sportinguistas têm razões para se orgulharem do desempenho da sua equipa e com ela se identificarem. O jogo desenrolou-se num momento altamente adverso para os jogadores e com o pior adversário que poderíamos ter pela frente, face às circunstâncias. Jogar contra a equipa que, além dos méritos inegáveis que vem demonstrando, conta com o empurrão dos comentadores e até dos árbitros, como ontem se viu, não é tarefa fácil, sobretudo para quem se procura levantar e aprender a andar de novo. Apesar disso a postura da equipa denotou querer e entrega, condições básicas para os adeptos se identificarem com ela. Falta ainda qualquer coisa, é certo. Mas quem viu o jogo ontem, se não conhecesse a realidade, dificilmente adivinharia que as duas equipas estão separadas por 11 pontos. Ou, se quiserem, tal indivíduo diria que os orçamentos são assim tão diferentes?

A postura corajosa ante a adversidade merece ainda maior destaque tendo em conta o critério sempre coerente de Pedro Proença. Tão coerente como vesga. A disciplina para ele tem cor: a vermelho é uma auto-estrada, a verde é um caminho estreito, sem margem. Obsceno, no mínimo. E abdico de análises de lance polémicos, por não querer ver os meus argumentos confundidos com desculpas. Foi no critério disciplinar que o árbitro deixou bem claro a sua inclinação.

Do jogo de ontem fica a comunhão de objectivos. Público e equipa assumiram as suas responsabilidades e os resultados e exibições serão a argamassa para os juntar de novo. Esperança é a palavra que pode voltar a ser pronunciada e sentida. Há um caminho possível, em lugar do evidente fim de linha anterior.

O jogo foi o pretexto para o 1º momento em que a maioria dos editores aqui da casa se encontrou em conjunto. Um momento enorme, partilhado com gente igualmente enorme, de todas as sensibilidades, mas de inquestionável e de inquebrantável Sportinguismo. A todos um grande e fraterno abraço leonino e obrigado. Para quem vive longe de Alvalade poder partilhar estes momentos de fervor leonino é um momento muito, mesmo muito especial.

SCP - slb




Num jogo com poucas oportunidades de golo e equilibrado, o SCP acabou por ser superior e, como diz o cliché, a haver um vencedor, teria que ser o Sporting.

Um SCP que apareceu com a atitude desejada e cheio de vontade de ganhar, encostando o rival durante os primeiros 30, 35 minutos. Com 2 lances logo no início onde se pensou que Liedson voltaria a marcar ao seu cliente favorito, o SCP acabou por ter, com Polga, uma excelente oportunidade num canto. Altamente improvável que marcássemos, é certo - afinal são demasiadas aspectos a corrigir e Carvalhal não é milagreiro - mas não deixa de ser uma oportunidade.

Na segunda parte, destaco um excelente remate de Miguel Veloso que a entrar, levantaria todo o estádio.

Quanto ao árbitro, impossível não falar na dualidade gritante de critérios. O primeiro amarelo mostrado ao SCP é justo mas anteriormente, já vários jogadores do slb o mereciam e mais não houve que avisos. Pelos vistos na rádio, consideraram que david luiz tinha feito penalty sobre Liedson. Na segunda parte mais do mesmo, sendo que Javi Garcia agride Vukcevic vendo apenas amarelo.

Cheguei a casa ainda a tempo de ver as conferências de imprensa dos técnicos. Jorge Jesus lamenta o estado do relvado. Soa a desculpa para o facto de não terem tido uma oportunidade flagrante de golo. Muito do seu discurso foi acerca do que a sua equipa já fez, tentando desculpabilizar aquilo que hoje não fez, por mérito do SCP. Possivelmente, até ele pensava que vinha a Alvalade golear e saiu-lhe o tiro pela culatra.

Carvalhal com um discurso muito realista e agradecendo o apoio dos sócios e adeptos. Gostei do que ouvi e gostei essencialmente da atitude que vi em campo. Que seja para continuar já na 5ª contra o Heerenveen.

Para finalizar, foi excelente ter tido a oportunidade de trocar opiniões ao vivo com todos os membros do "A Norte", excepto o LT que não pode dizer presente e o Bruno, e ainda com o JG, Johny Green, Manuel e Zen Man. Um grande abraço e que nos voltemos a encontrar para falar sobre o SCP.

SCP SEMPRE!!!

PS: Virgílio, fica aqui para que todos saibam: faço questão de te pagar a cerveja que te devo. A todos que regressam agora a casa, uma boa viagem.

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) Acuña (2) Adan (2) Adán (1) adeptos (98) Adrien (19) AdT (1) adversários (85) AFLisboa (2) AG (24) AG destitutiva (4) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (38) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (6) antevisão (41) Antunes (3) APAF (14) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) aquisições 2020/21 (1) arbitragem (97) Associação de Basquetebol (7) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (5) auditoria2019 (1) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (8) basquetebol (2) Bastidores (72) Batota (20) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) blogosfera (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borja (1) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Bragança (3) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (8) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) castigo máximo (1) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) chumbo (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (10) clássico 19/20 (1) clássicos (9) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) covid19 (1) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) Dar Futuro ao Sporting (1) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (44) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) e-toupeira (1) Ecletismo (66) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (65) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) época 18/19 (2) época 19/20 (1) época 20/21 (1) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (10) Fedal (3) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (29) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (94) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (3) futebol internacional (1) Futre (2) Futre és um palhaço (4) futsal (28) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (30) Gamebox (3) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Gonçalo Inácio (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (10) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (2) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jordão (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (4) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) Keizer (12) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa 19/20 (3) Liga Europa 20/21 (1) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga NOS 19/20 (14) Liga NOS 20/21 (6) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Luiz Phellype (2) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mathieu (2) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Max (1) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (45) Meszaros (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (30) modelo (3) modlidades (2) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (6) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (5) Nuno Mendes (2) Nuno Santos (4) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (4) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Gonçalves (3) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Marques (1) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) Plata (2) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Porro (2) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (7) pré-época 20/21 (6) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (2) presidente (5) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (13) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Amorim (5) Rúben Amorim (2) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silas (6) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporar (2) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (3) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (4) Supertaça 19/20 (1) sustentabilidade financeira (46) Tabata (1) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça da Liga 19/20 (1) Taça da Liga 20/21 (1) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tiago Tomás (2) Tio Patinhas (4) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (94) treino (5) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (2) Varandas (17) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Vietto (2) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (2) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)