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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Excelente entrevista de JEB - Palavra de (ex-futuro?) director desportivo

Deixei aqui apenas uma reacção viral à entrevista de JEB da semana passada. Pensei posteriormente partilhar  uma opinião mais reflectida sobre a mesma, mas o tema é-me de tal forma desconfortável e infeliz que preferi ir adiando até perder actualidade. No entanto, ao ouvir, via podcast, a análise de Luís Freitas Lobo, dei-me ao trabalho de as transcrever.  Esta parece-me pertinente. Não tanto por vir de alguém que até foi dado como candidato ao cargo de director desportivo. (Após estas palavras talvez apenas ex-futuro candidato). Mas por duas razões fundamentais: i) é uma análise externa de alguém que não é seguramente Sportinguista ii) e independente, facto cada vez mais raro na comunicação social. Não deixa também de ser "curioso" ver referir-se ao nosso clube de forma correcta, contrastando com a utilizada pelo nosso presidente. A leitura é longa mas vale a pena.

"Ouvi alguns excertos na televisão, li em vários jornais e penso que foi uma excelente entrevista do presidente do Sporting. Sinceramente. Eu não duvido da sua entrega, da sua competência, da sua vontade de ver o Sporting ganhar, mas eu quando digo que foi uma excelente entrevista, é porque eu penso que ela devia ser gravada em DVD ou em CD e ser entregue a todos os clubes para eles saberem tudo aquilo que não se deve dizer ou não se deve fazer num clube de futebol. Penso que todas aquelas declarações que foram feitas são um completo despropósito e são um elenco enorme…"

"A questão do treinador estar dependente dos resultados e não da competência, quando um treinador entra a meio da época, com um contrato de 6 meses, restam-lhe 3, tem uma Taça UEFA para joga, jogava nesse dia, e é colocado dessa forma, o facto de ele dizer que está a preparar a próxima época, e ao mesmo tempo diz que não tem treinador, e responde que é ele próprio que está a preparar a próxima época, que o objectivo do Sporting é o 4º lugar (penso que o objectivo do Sporting deve ser jogar cada jogo para ganhar, com a máxima entrega, com a máxima capacidade de dignificar a camisola que o Sporting tem)."

"A questão de contratar o director desportivo em função do balneário, dizer que o perfil do director desportivo depende do balneário que existe, exactamente o contrário do que deve ser, porque quem escolhe o balneário é exactamente o director desportivo, em conjunto, como é evidente com o presidente da SAD, com o treinador e restante responsáveis, e só depois é que aparece o grupo e não o contrário."

"A questão Sá Pinto/Liedson, dizendo que um director tem mais responsabilidade que um jogador, é verdade sem dúvida nenhuma, em alguns aspectos. Neste aspecto em concreto, era uma questão para ser dirimida de outra forma. O que esteve aqui foi uma questão muito simples: o Liedson é um ponta-de-lança que faz golos, e o Sporting precisava era que o jogador jogasse, se fosse outro jogador a situação certamente não seria a mesma."

"A questão de dizer que o Sporting não é uma organização vencedora, quando alguém diz isso de si próprio, porque ele é que é o presidente, ele é que representa a organização, dizer que o Sporting não é vencedor, é algo perfeitamente incrível. Não é vencedor porque nem todos podem ganhar o mesmo campeonato, nem ganhar todos os anos, mas tem que ser vencedor para ganhar sempre cada jogo que passa."

"Comparar com o FCP é o absurdo, é dizer que não entende verdadeiramente o que é a Cultura do Sporting, o que faz a história do Sporting, e a herança do Sporting não tem nada a ver com a herança do FCP, que tem uma idiossincrasia completamente diferente, e ainda por cima quando recentemente se soube a forma como o presidente do FCP se referiu ao presidente do Sporting em escutas que foram reveladas."

"Portanto há uma série de situações que são perfeitamente inacreditáveis. E se nos lembrarmos inclusive que o Sporting  esteve no mercado há pouco tempo, que comprou um jogador que ele próprio, o Sinama Pongolle, custa mais de metade do orçamento do Braga, se percebe a incompetência com que o Sporting tem sido gerido. Depois disto, perguntar-se quem é o responsável por o Sporting estar nesta situação, e falar sobre o treinador, e falar-se num jogador, e falar-se nos 4 anos que ficaram para trás em que esteve tudo parado, é de facto algo para deitar as mãos à cabeça"

"Perante isto parece-me que foi uma excelente entrevista para se perceber o que não se deve fazer, e que não se deve dizer. A partir de agora cabe a todos os Sportinguistas pensarem bem isto tudo, para perceberem onde está a razão de ser de o Sporting estar na situação em que está." 


P.S.- A Associação de Adeptos Sportinguistas estará hoje representada pelo seu presidente e conselheiro leonino Pedro Faleiro Silva no programa "Lugar Cativo" da TVI24 pelas 20h10 onde lançará o III Pensar Sporting a ter lugar no próximo sábado, dia 20 de Fevereiro, não se furtando, igualmente, a abordar outros temas da actualidade sportinguista.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ecos de Liverpool


Há quem tenha visto na equipa inicial apresentada por Carvalhal a intenção deliberada de jogar para o nulo. Se a afirmação até poderia ser aceitável antes do jogo começar, ela acabou por ser desmentida pelo próprio jogo. A desvantagem no final dos primeiros 45m deveu-se à diferença na eficácia, uma vez que o número de oportunidades foi repartido.

É muito fácil criticar Carvalhal, é até cada vez mais popular. Mas, com o histórico de resultados com que se chegou ao jogo de ontem, compreendo que ele privilegiasse a consistência do meio-campo. Essa consistência acabou por falhar não porque o princípio estivesse errado, mas porque o colectivo deixou de o aplicar. Este não é ainda o futebol que desejo, mas creio que seja o possível. E, convenhamos, não foi por jogar como ontem que estamos como estamos.

Aceito a discussão se, nesta fase da sua carreira, Patrício seja o guarda-redes indicado para ser titular. Se todas as camisolas verde-e-brancas pesam muito, a do guarda-redes mais ainda. Mas apontar-lhe uma falha no lance do 2º golo é no mínimo um acto de má vontade. No Público chega-se a escrever esta pérola: “mais uma demonstração de como se pode marcar golos ao Sporting. Canto de Baines, Cahill salta com Patrício em falta e a bola embate em Distin, que faz o 2-0.” Ou seja para marcar golos ao Sporting “basta” fazer falta…

Dia mau para explicar porquê que o futebol do Sporting perde dimensão colectiva com as decisões do Liedson e com isso muitas jogadas de ataque. Perdas de bola no contacto ia em 7 quando deixei de contar. Passes de tabela nem um, apesar de solicitado por Yanick, Matias e Saleiro, mais do que uma vez. Sem ver isto, que quem gravou o jogo poderá confirmar, fica sempre a ideia que o problema é dos outros e nunca dele, porque no final o homem cava sozinho o golo. Como já tinha feito com o slb. E se ele continuasse a fazer o mesmo, jogando também com a equipa, não ganharíamos todos? E na selecção queixar-se-á de jogar sozinho? Jogará mais com o resto da equipa?

Vende ou não vende Izmailov? É uma decisão difícil, sobretudo porque a posição do Sporting no mercado é frágil. Mas os 6 milhões põe a zero o valor pago pelo passe, mais os vencimentos. Quantos negócios destes poderemos nós gabar-nos de ter realizado? Questiono sem dúvida o timming, quando se deixou fechar o mercado. Afinal se o preço é o mesmo, porque não se vendeu antes?

Não posso deixar de manifestar o meu apreço por Carvalhal, pela forma quase estóica como tem remado contra a(s) corrente(s). Enquanto o presidente (não merece a maiúscula…) acha que não deve explicações aos sócios que o elegeram ("Estou mais preocupado com aquilo que as pessoas que trabalham no Sporting dizem" a propósito das criticas de Dias Ferreira a mais um serie de declarações infelizes), Carvalhal apela a um “estádio tranquilo”, com “ambiente positivo”. É o mínimo que podemos proporcionar. O resultado de ontem permite-nos pensar no apuramento. Mas nada indica que ele seja fácil de conseguir.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pare, escute e olhe!

 
Os tempos difíceis que se vivem no Sporting deveriam convidar à reflexão, quanto mais não fosse para que os erros cometidos, e que nos arrastaram para este momento terrível, não voltassem a ser repetidos. Mas os adeptos, que agem instintivamente e com o coração (muito maltratado, diga-se) perto da boca, preferem atirar em todas as direcções, sendo comum, nestas alturas, colocar em causa a categoria dos jogadores e/ou o seu profissionalismo. Como também por vezes sou tentado a reagir de igual forma, mas não conheci ainda nenhum jogador que perdesse de propósito, questiono-me. Não são eles afinal tão vítimas como nós da falta de rigor e de planeamento que grassa em Alvalade? O divórcio litigioso que ameaça romper a ligação entre equipa e adeptos merece reflexão.

Censurar os adeptos é também mais fácil que os tentar compreender. Não foi isto que lhes prometeram, mas isto é infelizmente o Sporting de hoje. Mas deixar que o desespero que a situação suscita tolde o raciocínio não é seguramente o melhor caminho para nos tornarmos mais fortes. Por isso deixo hoje 2 chamadas de atenção feitas em dois espaços da minha preferência, o 442 e a Bancada Nova.

"Saberá José Eduardo Bettencourt que o Sporting alinhou ontem com uma média etária de aproximadamente 26 anos?

Para gáudio e tranquilidade de uma ampla corrente de opinião, o leão recebeu a Académica com apenas dois produtos da academia no onze inicial. Um deles (R Patrício) ofereceu o primeiro golo ao adversário num frango inaceitável a este nível; o outro (J Moutinho, hoje com 23 anos e quase 250 jogos na equipa principal) repôs a igualdade ao romper na zona do ponta-de-lança.

Da linha titular, no entanto, constavam os 11 milhões de euros (Pongolle + J Pereira + P Mendes) que transformaram o clube no mais gastador da Europa este Inverno, além dos 3,75 milhões da superstar de Verão (Matigol),(...)e ainda os 4 milhões com que o AC Milan enganou uns papalvos em Lisboa (Grimi) ou, por exemplo, os 2 milhões que custou uma perna de Vukcevic(...)

Onze milhões de euros depois, praticamente sem vestígios da academia no onze titular, com uma média de idades de 25,8 anos, com todos os jogadores entre os 23 e os 32 anos, excepto Rui Patrício, com Polga em vez de Carriço, Pedro Mendes em vez de Adrien e Pongolle em vez de Saleiro, o Sporting voltou a perder."

"O que pretendem os jornais ou JEB (ou Salema Garção… ninguém sabe quem manda no clube por estes dias) com esta responsabilização directa dos jogadores pela performance desportiva do clube? Aligeirar a responsabilidade da culpa dirigente, que é TOTAL, no que aconteceu esta temporada. Senão vejamos:

1. PB4EVER – esta é a primeira declaração da actual “estrutura dirigente”. Uma declaração que o próprio PB, 4 meses depois, veio dizer que era emocionalmente (por oposição a racionalmente) motivada e, no fim de contas, errada. Um ciclo que deveria ter acabado antes do princípio da época foi alongado por este presidente. Culpa dos jogadores?

2. Estruturação da época – 4 jogos de preparação, contratação de jogadores para o lugar de futuros dispensados antes das dispensas efectivamente terem sido concretizadas, rábula da tentativa gorada de venda de MV24 e dispensa de Rochemback. Culpa dos jogadores?

3. Esgotamento da capacidade técnica da equipa, incapacidade de proporcionar um único jogo aprazível para a massa adepta qualquer fosse o adversário, mínimos históricos no arranque da época. Culpa dos jogadores?

4. Conferência de imprensa de saída de PB, choro convulsivo do presidente, vaticínio de que os sportinguistas terão muitas saudades e não merecem alguém como PB, guerrilhas internas, ameaças de expulsão de associados, ameaças físicas a um associado, assumpção da inexistência de um plano alternativo àquele que havia sido (erradamente) delineado no princípio da época. Culpa dos jogadores?

5. Saída em bloco da estrutura dirigente do futebol – MRT-Barbosa – que era também o suporte ideológico de JEB e cuja cumplicidade foi determinante no avanço da sua candidatura e na sua vitória eleitoral, com a assumpção de um projecto terminado e falhado. Culpa dos jogadores?

6. Desaparecimento público da estrutura dirigente, tentativa gorada de contratar um treinador (que hoje é adversário), contrato por 6 meses com o actual treinador, apresentação pública da contratação de CC feita com uma vergonha que questionava à partida a sua legitimidade para conduzir os destinos do clube. Culpa dos jogadores?

7. Dispensa de dois jogadores (Caicedo e Angulo) contratados no início da temporada e apresentados como mais-valias para o clube. Culpa dos jogadores?

8. Gastos na ordem dos €11M – tornando o Sporting no clube que mais gastou neste mercado de inverno – quando os objectivos passíveis de se atingir, de forma realista, se deveriam reduzir a duas taças, uma das quais de pouca importância. Culpa dos jogadores?

9. Confrontos físicos entre o jogador mais bem pago do clube e o Director de Futebol, posterior demissão deste – tudo em ausência do presidente – após uma vitória sobre o clube com que se partilhava o 4º lugar. Culpa dos jogadores?

10. Derrota histórica com um presidente de férias no Brasil e uma estrutura dirigente reduzida a Pedro Mil Homens e(?) Salema Garção, em dias posteriores à divulgação de escutas que denigrem o actual presidente nas palavras de Pinto da Costa. Culpa dos jogadores?

11. Proposta de revolução de balneário sem que exista uma cúpula dirigente visível ou sequer imaginável, sem que se saiba que será o próximo treinador, em dia de jogo. Culpa dos jogadores?

E estou a ser simpático ao não falar das inúmeras outras ocasiões (como a da invasão da Academia à pedrada e a recente rábula da troca de bilhetes pela antecipação do jogo da Taça da Liga) em que o comportamento da estrutura dirigente tem sido pouco menos que vergonhoso…

E QUEREM TROCAR OS JOGADORES? Troquem mas é de dirigentes.

Havia condições para os jogadores terem um bom desempenho desportivo? A resposta é NÃO."

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sonho de um, pesadelo de muitos!


Quando Bettencourt anunciava, ainda como vice de Filipe Soares Franco, o seu sonho de um dia ser presidente do Sporting, acrescentava que esse era um projecto que teria que aguardar por maior disponibilidade, uma vez que os seus compromissos pessoais e profissionais não lhe permitiam abraçar tal empreitada. Passado uns meses JEB não conseguiu resistir ao apelo, fazendo com que a realização do seu sonho seja hoje o pesadelo de muitos Sportinguistas. Não me lembro, de João Rocha até hoje, de um presidente e corpos sociais que tenham sido tão rápidos a frustrar as expectativas. O caso dos actuais é até mais grave, tendo em conta o clima de união e esperança que a sua eleição suscitou, reunindo do mesmo lado vencidos e vencedores após o sufrágio.

Com o Sporting a disputar um mês de Fevereiro dramático, o Presidente ausentou-se para o Brasil, fazendo lembrar a fuga da família real aquando das Invasões Francesas. “A ralé que arroste contra as agruras do calendário que eu virei a tempo de segurar a chave do caixão onde se enterrará toda a época” é mensagem que fica.Valha a verdade que tanto faz que JEB esteja no Brasil ou em Lisboa, se levarmos em linha de conta o que têm sido a sua gestão, de Junho para cá. Mas convenhamos que é, no mínimo, uma falha gritante de percepção da realidade e um atestado de incompetência de quem se quer como líder.

Mas o Sporting não devia ser o triste “one man show” a que tem estado confinado. O Sporting é clube com corpos sociais eleitos, Direcção, Conselho Fiscal, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Onde estão e o que fazem os seus elementos? Num momento em que os Sportinguistas olham em seu redor e vêm apenas exaltação e desvario, onde estão os que têm como missão liderar e dirigir? Dizem que os corredores de Alvalade são uma feira de vaidades, mas não é com certeza a vaidade e o orgulho de ser do Sporting a que se referem. O que faz afinal um Conselho Directivo, quantas vezes se reuniu desde a tomada de posse e que  decisões tomaram? É que, a visibilidade da sua acção é nula, quando devia ser evidente, em particular em momentos como este.  A não ser que estejamos a falar de um grupo de pessoas que se juntou com o único prpopósito de impedir outros de ocupar os seus lugares.A quem devemos temer mais? As acções de pdc´s, lfv´s vp´s, c.a.´s, ligas, etc, ou as inacções dos que estão dentro de casa?

Se das bancadas aos fóruns a inexistência de liderança se faz sentir, não se julgue que não chegou já ao balneário. Um treinador que enfrenta sozinho os maus resultados, e com contrato de seis meses, é um treinador que não tem autoridade sobre a próxima época, mas com implicações imediatas na presente. E se se pensa que, ao passá-lo pela trituradora no final da época, se diluirão todos os ossos que agora não se querem roer é iludir a realidade. De hoje até Maio há um caminho demasiado longo e penoso, num deserto que não permite fugas ou resguardos. Quem não souber atravessá-lo não chegará incólume ao seu fim, pelo que pouco adiantará os planos para então que agora faça, por mais mirabolantes que sejam.

Sei bem que muitos de nós são levados a reflectir sobre o clube apenas quando os resultados no futebol não aparecem. Uma vitória com os vermelhos na terça-feira desviarão os gritos de revolta para os gritos de vitória. Foi esse o problema das vitórias nas Taças e dos segundos lugares, especialmente porque alcançados sobre os de carnide. Não foi tê-las ganho e com isso termos enriquecido o Mundo Sporting. A auto-indulgência transformou-se numa morte (dos nossos valores e legado) a crédito.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Este é o clube que queremos

Ontem o Hugo formulava retoricamente a pergunta de quem era a culpa do actual estado do Sporting Clube de Portugal. Obviamente que a culpa é nossa, como ele muito bem respondeu na altura. E por nossa entendo os sócios, os adeptos e sobretudo os dirigentes.

Dos sócios, por que sufragam sucessivas direcções em quem confiam cegamente, abstendo-se de acompanhar os respectivos exercícios com sentido critico, escolhendo a via mais fácil que é: “aqui tens o meu voto, faz favor de não aborreceres com relatórios de contas, AG´s e outras maçadas”. No fundo os sócios têm baseado as suas escolhas na confiança que lhes merece o curriculum vitae dos seus dirigentes, que, por norma nos últimos anos, são nomes distintos e distinguidos nas suas categorias profissionais.

Acontece que aqui há desde logo um equívoco. O clube que os elege tem regras de gestão muito diferentes das empresas onde se distinguiram. É que o Sporting Clube de Portugal é uma associação que tem uma grande empresa (Sporting SAD) e não o contrário. Nas empresas de onde são oriundos fazem uma gestão de proximidade e quando subdelegam competências e ou responsabilidades, delegam-nas em pessoas da sua confiança e com aptidões profissionais sujeitas a rigorosa análise, e em competição com diversos candidatos. No Sporting esse rigor tem ficado à porta de entrada, com as competências a serem delegadas em pessoas que ninguém conhece ou reconhece pela habilitação para o cargo. E como não são eleitas, sobrevivem entre os pingos da chuva, o mesmo é dizer entre as mudanças provocadas pelos resultados eleitorais sem que o seu trabalho seja avaliado. E ao que parece nem a preferência clubista tem servido de critério de admissão. É também verdade que nos últimos anos não tem havido alternativa eleitoral, ou quando ela existiu os sócios preferiram a continuidade.

Dos adeptos, porque acham que merecem um clube melhor, mais competitivo no futebol, a ganhar nas modalidades, tendo atletas olímpicos medalhados, mas encontram sempre uma desculpa para não fazerem a mudança por dentro. Porque não percebem que para sermos melhores também é preciso sermos maiores, isto é aglutinarmo-nos, criar massa crítica.

Mas quem tem um peso decisivo por acção e também por omissão são os dirigentes. Mais do que os sócios e adeptos é acção deles que conta. E é por isso que o estado actual do clube é um manifesto da incompetência da sua gestão e acima de tudo da deslealdade para com os que neles depositaram confiança. E essa inépcia pode ser comprovada em números, sem ter que saber de contabilidade ou analisar fastidiosos relatórios. Basta olhar para as bancadas de Alvalade, para a falta de troféus nas modalidades, para a falta de uma equipa competitiva na modalidade mais representativa. Se há algum sucesso digno de realce nas sucessivas direcções dos últimos anos ele é terem-nos feito falar de passivos, deficit´s e balanços em vez de títulos e de vitórias.

Este é afinal o clube que temos querido e é também o que temos merecido. Quando quisermos realmente algo melhor e maior saberemos como o fazer. Mas quando mais tarde nos decidirmos, mais difícil será de conseguir.

PS: Já depois de editar este artigo, fui apanhado de surpresa pela noticia de que JEB havia tocado a antecipação do jogo da Taça da Liga a troco de 30% da capacidade do estádio de Alvalade. Não pode ser verdade, claro.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

De quem é a culpa?


Nossa... Como o Sporting que eu idealizo é um clube associativo, comandado pelos superiores interesses e desejos dos seus sócios, cujas decisões democráticas são soberanas, não vejo mais ninguém que possa ser efectivamente responsabilizado.

Fomos nós, sportinguistas, que alimentámos - ou tolerámos - uma cultura mediana, nivelada quase sempre por baixo com o princípio base de que somos os "outros" e que não conseguimos mais. O que importa é conseguir ficar à frente do outro rival e de pouco importa levar 3 ou 4 golos de um Rio Ave ou um Paços de Ferreira.

A culpa é nossa porque despejámos a nossa frustração quando perdemos pérolas por meia dúzia de tostões e acabámos por nos apegar de forma feroz a potenciais talentos cuja evolução estagnou e já pouco conseguem acrescentar ao Sporting, mas que infelizmente são o mais próximo de "Referências" que conseguimos visionar no plantel.

O passeio serviçal em torno de outros interesses que é espelhado por alguns dos que dirigiram o leme do Sporting foi possível, porque nós, sportinguistas, o permitimos. Somos nós que aprovamos e aceitamos empréstimos e endividamentos duvidosos, fomos nós que autorizámos a venda de terrenos a preços abaixo de mercado, somos nós que elegemos aqueles que passeiam por Alvalade, mais parece com o objectivo de cumprir com outros do que servir com brio o Sporting Clube de Portugal.

Fomos nós, sportinguistas, que permitimos que esta gente destroçasse o nosso clube e o reduzisse a uma mentalidade pequenina e esbanjasse a nossa riqueza de cultura e valores. Fomos nós que comprámos a ideia que a partir de determinada altura só podíamos ter jogadores deste calibre e tínhamos de caçar com gatinhos em vez de leões.

Sportinguistas, como nós, têm perdido o interesse nas modalidades que tantas alegrias nos deram no passado, acreditando na ideia que são elas as responsáveis pela asfixia e dificuldades financeiras do futebol e que sem elas o Sporting Futebol Clube seria muito mais forte...

Fomos nós que quase sempre olhámos para baixo ou para o lado como se nada se passasse e acreditando que alguém resolveria o que quer que fosse, da forma que fosse.

Sim, a culpa é nossa e só nossa... E está na altura de assumirmos as nossas responsabilidades, pois face ao que se tem visto, o mais certo é que o Sporting Clube de Portugal precisa da nossa participação e intervenção em vez de o deixarmos ao sabor de algum "vento"...

EM FRENTE SPORTING!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Os avalistas


Qualquer Sportinguista que tropece hoje na 1ª de “O Jogo” não pode deixar de se sentir incomodado. Desta vez não por se tratar da habitual falta de rigor, muito comum na comunicação social, especialmente quando as noticias envolvem directa ou indirectamente o nosso clube. Mas por nos obrigar a reflectir sobre o prestigio e relevância do nosso clube. Não no nosso coração, onde ocupa o 1º e único lugar, mas no contexto desportivo nacional. E essa reflexão é útil e necessária uma vez que, sem percebermos o nosso trajecto, de onde saímos e como estamos, muito difícil será projectar o futuro que desejamos.

Para os que se lembram de um Sporting pujante, dominador em diversas modalidades, mesmo quando o futebol fraquejava, e olha hoje para o Sporting, não pode deixar de questionar se o que temos andado a fazer não é uma traição ao espírito que norteou a criação do nosso clube, e às várias gerações, que do nada, conseguiram fazer do Sporting um dos maiores clubes da Europa e uma referência desportiva universal. E se apontamos o dedo acusador aos que no têm representado, não podemos ignorar que somos nós, os Sportinguistas, por actos e por omissão, os avalistas das suas prestações.

Não pretendo, com isto desviar as atenções do jogo de logo. Ou muito menos aprofundar o já de si profundo desgosto a que nos remeteu a equipa de futebol. Antes sim para nos obrigar a pensar que dantes havia outros motivos para nos regozijarmos, sendo eles hoje tão escassos. A situação actual não é uma fatalidade. Quanto mais depressa o percebemos, mais depressa dela sairemos. 

domingo, 13 de dezembro de 2009

Um problema de sanidade, não apenas financeira.


Depois de um resultado tão negativo como o de ontem, em que os 3 pontos são apenas uma pequena mas importante parte do que foi perdido, o que o Sporting não precisava era de declarações sem qualquer noção de oportunidade como as do Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, Agostinho Abade. Já todos sabemos que não há dinheiro, embora não pareçam faltar as palhaçadas em Alvalade, independentemente da época do ano que se atravesse. Agora afirmar que, nesta altura tão complexamente difícil,  a expulsão de sócios é um “tema que tem que estar presente”, apesar de não haver processos em curso, e de, declaradamente, não ser a época de se recorrer este expediente, que interesses serve? Os do Sporting garantidamente que não. A menos que se queira espetar o garfo em feridas ainda por sarar. E já nem pronuncio sobre o «Não há saúde financeira para gastar à toa», vindo de um responsável pela fiscalização das contas, uma vez que suponho que nenhuma organização, por mais sólida que seja, tenha dinheiro para gastar à toa...


O pior não parece ser a falta de saúde financeira que grassa em Alvalade, mas sim a falta de saúde do Sportinguismo. Nas declarações de que vos falo ou no relato do LT, da sua viagem de ontem a Alvalade:

"Este Sporting, estes dirigentes, estes jogadores, esta estrutura, não merecem o que milhares de adeptos (alguns jovens a primeira vez) fizeram hoje, como eu, que sai de casa às 9 da manhã e só estou a chegar agora. E pela A1 fora, viram-se muitos autocarros que encheram o parque do antigo estádio. Mesmo assim, mesmo estando presentes mais de 60 núcleos, pouco mais de meia casa. Porquê? Porque este Sporting trata mal os adeptos e sócios. No dia dos núcleos, o Presidente e o Vice-presidente para os núcleos foram para New Jersey. Ao contrário de outros anos, não houve o desfile no relvado nem chegou mesmo a haver qualquer convívio. O Sporting chama a Lisboa os núvleos para ver um jogo com o leiria e não recebe condignamente aqueles que mantém a chama viva do clube por todo o país e vão evitando a banalização e a belenensização do Sporting que está cheio de fidalgos e nobres falidos que simplesmente tem cavado a sepultura do Sporting.

Desculpem, mas estou f...... não é o resultado que me deixa triste. É ver Alvalade moribundo, aquela merda daquelas cadeiras às cores, aquele fosso cada vez mais cinzento e aquelas claques, até estas, com cada vez menos gente. Resumindo, é verificar que os miúdos que a esta hora ainda vão enfiados num autocarro a caminho de casa e que hoje foram realizar um sonho, estão a ser enganados por aqueles que estão a matar o Sporting.
"

Para quem não sabe o LT é de Valpaços, tal como os miúdos a quem se refere. Ontem fizeram 2x500 Km para serem ignorados pela equipa, tendo em conta a sua prestação, e pelos seus dirigentes que os deviam acarinhar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ser ou Parecer?


Certo dia na faculdade, um professor de Promoção e Publicidade contou numa aula uma história interessante: Um empresário com uma indústria de pequena dimensão conduzia um carro de grande cilindrada, deixando surpreendidos todos os que o conheciam e a sua riqueza. Quando questionado em relação a tal realidade, o homem respondeu: “Sabes, posso ser uma pessoa humilde e sem grandes riquezas, mas pelo simples facto de andar a exibir esta viatura em frente dos meus parceiros de negócio, obtenho logo o rótulo de pessoa de confiança garantindo assim preços mais competitivos e melhores condições de pagamento junto dos meus fornecedores”.

Por esta altura, devem estar a questionar-se porque razão há-de estar uma história deste estilo num blogue relacionado com o Sporting…

Face às crescentes dificuldades financeiras do nosso clube, é cada vez mais evidentes as dificuldades e baixa margem negocial que a nossa equipa tem. Não conseguimos negociar os nossos dispensados nem termos forma de conseguir os reforços que – concorde-se ou não - dizem ser necessários para melhorar a equipa e poder lutar de igual para igual com os principais adversários.

Instados com o que se vê noutros lados e talvez frustrados por não conseguir fazer o mesmo, desesperamos a pensar se somos mesmo os únicos a atravessar dificuldades. Dizem os mais conhecedores que não e que apesar de uns conseguirem negociar mais jogadores e com sucessivas verbas recorde, têm também uma folha salarial e um nível de custos muito superior enquanto outros apesar de conseguirem movimentar muitas verbas e financiar-se das mais variadas formas, têm também um sem fim de buracos por onde escapa a liquidez do clube. Onde está então a diferença?

A diferença está no já conhecido “Somos diferentes”. Nós somos os honestos, os sinceros e os frontais que bradamos aos sete ventos que não temos e não podemos. Nós somos os cumpridores e cavaleiros da virtude que não enganamos ninguém e cumprimos todos os nossos compromissos e respeitamos por completo aqueles que lidam connosco. Obviamente que nada tenho contra o que se pratica mas sim contra o que se prega.

O discurso que se exterioriza vulnerabiliza o Sporting levando o clube para níveis de credibilidade diminutos pois aparentemente estamos tão mal que necessitamos de despachar qualquer jogador para equilibrar as contas, nem que seja a preço de saldo. Por outro lado, aqueles que não pretendemos manter, estão mais que desprestigiados e ninguém se atreve a dar o que quer que seja por eles.

Em linguagem popular, diria que está na moda pregar “barretes” ao Sporting. Somos aqueles que são diferentes e como tal, imbecil é aquele que não se aproveita das nossas debilidades, seja na negociação de um qualquer jogador ou na contagem da electricidade ou pagamento de um qualquer honorário…

Que se lixe a mulher de César pois às vezes mais vale parecer do que simplesmente ser…

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