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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Um quarto de século depois, é hoje!

É hoje!!! 

Depois de 25 anos de afastamento (1/4 de século!) o Sporting volta a ter uma equipa de basquetebol masculino sénior. É hoje que a equipa mais representativa do basquetebol leonino se apresentará aos sócios no Pavilhão João Rocha para a disputa do Trofeu Stromp.

É uma satisfação enorme que me invade ao ver o regresso da minha modalidade preferida, modalidade com grande história no Sporting, de grande implementação mundial e de grande espectacularidade.

Quando falamos do regresso do Sporting ao basquetebol, temos de ser rigorosos. É somente o regresso da equipa sénior masculina. Porque desde a época 2012/13 que já se praticava basquetebol no Sporting. Em 2012 um grupo de indefectíveis sportinguistas liderados por Edgar Figueiredo Vital “conseguiu” fazer regressar o basquetebol, através da Associação de Basquetebol SCP, assinando um protocolo com o Sporting Clube de Portugal para poder usar o seu nome e os seus símbolos nas competições de basquetebol.

Na época 12/13 foram formadas equipas de minibasquete e sub8, sub10 e sub12, que, conforme o correr dos anos, evoluíram até hoje haver equipas de todos os escalões até aos Sub18M e Sub19F.
Como, infelizmente, a comunicação social não dá qualquer informação sobre os escalões de formação das modalidades, em 2012 foi, simultaneamente, criada uma equipa sénior feminina para poder “mostrar” que o Sporting já tinha de novo basquetebol, chamando mais jovens para a formação. 

Começou pela 2ª Divisão (3º escalão nacional) onde disputou as finais four nas duas primeiras épocas, tendo subido à 1ª Divisão onde na época seguinte foi campeã nacional. Daí subiu à Liga Feminina, onde se manteve, até o início da época 15/16 quando a Direcção do Sporting assumiu o basquetebol como modalidade oficial do Clube, e decidiu acabar com a equipa sénior feminina.
Mas vamos aos mais importantes. É com enorme expectativa e um grande optimismo que perspectivo a carreira da equipa sénior no ano da sua reaparição.

Começando pelo treinador, Luis Magalhães, trata-se de uma boa escolha. Homem experiente, frequentemente ganhador, conhecendo muito bem o basquete português, e mesmo muito do basquete internacional, será uma mais-valia.

Relativamente aos jogadores penso que teremos uma equipa equilibrada. Para ocupar os lugares dos cinco estrangeiros permitidos foram escolhidos 3 atletas que já actuavam em Portugal com excelentes registos: Ty Toney, James Ellisor e Travante Williams. Os dois restantes, Brandon Nazione e Abdul Malik Abu, já têm experiências europeias e com boas referências.

Quanto aos jogadores portugueses, temos quatro que têm estado presentes nos últimos encontros da selecção nacional, Diogo Ventura, Cláudio Fonseca, Pedro Catarino, Diogo Araújo,  aos quais se juntam dois que regressam da sua formação basquetebolística nos universitários americanos, Francisco Amiel, Cândido Sá. Para completar o plantel teremos quatro jovens à procura de se afirmarem. 

A equipa já efectuou quatro jogos particulares, tendo perdido um, com uma equipa da Liga LEB Ouro (2ª Divisão espanhola) por uma diferença de 10 pontos, na condição de visitante, resultado que não deslustra. Os três jogos com equipas portuguesas (2 da Liga e 1 da Proliga) terminaram com vitórias confortáveis na ordem dos 20 pontos, o que nos permitiu ganhar a Albufeira Basket Cup e faz perspectivar uma excelente época para a equipa.

A equipa está preparada. Nós também!

Logo às 20:30 lá estaremos no Pavilhão João Rocha para festejar o regresso do Sporting ao basquetebol!

nota: texto de autoria do 8

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Fazer bem compensa sempre

No dia em que o Pavilhão João Rocha completa dois anos de existência o Sporting vê confirmada a sua presença na mais importante competição de andebol europeu, como vem descrito hoje no site do clube:

"Pelo terceiro ano consecutivo, o Sporting Clube de Portugal vai participar na fase de grupos da EHF Champions League, a mais importante prova de clubes de andebol da Europa. O Comité Executivo da EHF colocou os Leões entre as equipas escolhidas para ocupar as vagas disponíveis e o anúncio foi feito esta sexta-feira.

O critério para a escolha das equipas incluía factores como as últimas participações, o pavilhão, os adeptos e questões relacionadas com a transmissão televisiva, o marketing e a imprensa. Face à boa impressão deixada pelo Sporting CP nas últimas duas épocas, a EHF decidiu incluir o Clube de Alvalade no mesmo lote que THW Kiel (Alemanha), Montpellier HB (França), MOL-Pick Szeged (Hungria), GOG (Dinamarca), Bidasoa Irun (Espanha), HC Eurofarm Rabotnik (Macedónia), Orlen Wisla Plock (Polónia) e IFK Kristianstad (Suécia).

O Sporting CP vai ficar inserido no grupo C ou no D da EHF Champions League, com o sorteio a realizar-se no próximo dia 27 de Junho em Viena, Áustria. Em 2018/2019, o conjunto verde e branco fez história ao ser a primeira equipa portuguesa a passar a fase de grupos da competição no modo ‘Champions League’."
É caso para dizer que fazer bem compensa sempre. A verdade é que a nossa equipa de andebol, apesar da seca de títulos este ano, teve uma participação honrosa nesta liga este ano, onde antingiu uns inéditos oitavos de final.. O público foi de facto um público de Champions, recolhendo elogios de diversos adversários e o Pavilhão João Rocha honra o nome que recebeu.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Futsal: "A bitter sweet symphony"

Como dizia a "hashtag" fomos mesmo "até ao fim" e só depois daquela bola no ferro de Cavinato é que ficou definido o titulo de campeão de futsal 2018/19. Tendo sido uma época de grandes conquistas - Taça de Portugal, Supertaça e CAMPEÕES EUROPEUS - há uma nota amarga, quase cruel, na forma como termina uma época. Não tivesse sido exactamente contra o arquirival, não tivesse significado não alcançar o tão desejado e inédito tetra e não tendo sido no encerramento da época (a última impressão perdura...) e talvez a sensação de perda fosse neste momento mais suportável. 

A esse sentimento de amargura associa-se também a ideia de que estivemos poucas vezes ao nosso melhor nível e que os níveis de execução técnica e de concentração estiveram abaixo dos registados na Final Four da Champions. A isso não será certamente alheio o desgaste de uma época longa, que se manifestou na prontidão física de alguns elementos chave, como por exemplo, Cardinal, João Matos, Merlin, Cavinato.

Não pode ser porém esse resultado e esse momento a definir a época e muito menos a ligação à modalidade - e respectiva equipa - que mais alegrias nos tem dado de forma consecutiva nos últimos anos. É hora de lembrar todos, me particular Nuno Dias, responsável por alguns dos melhores momentos de sempre.

O tom de amargura deve ser aceite por um lado como nota recordatória de que em alta competição existem sempre três resultados possíveis, que jogamos com adversários que querem ganhar também e que não ganharemos sempre. Por outro como o momento em que começamos a pensar no que fazer para voltar a erguer aquela taça, levá-la para o museu e juntá-la a tantas outras que marcam a nossa hegemonia na modalidade. Essa será a única forma de não termos que estar outra vez a fazer a guarda de honra aos campeões. 

Quanto aos vencedores, estiveram quase sempre melhor do que nós. Reconhecer-lhes esse mérito e qualidade do respectivo jogo não invalida o apontamento relativamente às arbitragens dos cinco jogos. Jogamos quase sempre num campo inclinado por decisões absurdas, quer do ponto vista técnico, quer do ponto de vista disciplinar. Isto com a total colaboração da tutela federativa. Não há aqui, infelizmente, nada de completamente novo. A diferença foi que nas finais anteriores conseguimos superar o seguro de vida que as arbitragens deram ao adversário e nesta não fomos suficientemente fortes para jogar também contra esse factor.

Voltaremos para o ano. Voltarão a ouvir falar de nós!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Modalidades: uma boa altura para reflectir

Aproximam-se do seu epilogo os campeonatos nacionais das mais diversas modalidades. Ao contrário do que sucedeu na época passada,  o Sporting não arrecadará o pleno dos títulos das modalidades de pavilhão mais representativas: o andebol, o voleibol, o hóquei em patins e o futsal. A verdade é que a época transacta foi verdadeiramente excepcional no seu mais de um século de histórias e muito dificilmente repetível: limpou literalmente tudo o que havia limpar de forma categórica e incontestável. Tal situação não se irá repetir sendo que, neste momento, apenas o futsal tem uma intactas as aspirações de renovação. No hóquei, no voleibol e no andebol a questão está já encerrada.

Seguramente que estes resultados merecerão, ou estarão já a merecer, uma profunda reflexão interna, no sentido de voltar a colocar o Sporting na senda dos títulos. A primeira observação a ter em conta é que o Sporting, na generalidade destas modalidades, cumpriu a obrigação primordial, que é estar presente nas decisões do titulo. A outra igualmente obrigatória a considerar é a conquista de títulos europeus em duas delas - futsal e hóquei patins - e uma participação honrosa, alcançando fases das competições até agora inéditas entre nós, como se registou no andebol e voleibol. Isto é, o valor das equipas em causa é um excelente ponto de partida para reorganização dos respectivos plantéis e departamentos. Talvez a mais visível seja a que terá começado no voleibol, com a relocalização da equipa no Pavilhão João Rocha e mudança de técnico.

Porque é que estas duas observações são importantes? É que quando não se ganha, há tendência para  procura desenfreada dos culpados dos desaires quando, muitas vezes, eles são exactamente os que foram culpados pelos êxitos anteriores. Por vezes não há necessariamente um mau trabalho, apenas os adversários acabam por se reorganizar e voltar mais fortes. Aí há que acreditar no trabalho feito  e reconhecer o mérito dos adversários e olhar para o que fizeram de melhor para que rapidamente os possamos voltar a superar. Por outro lado, quantas vezes na hora dos festejos das vitórias que se começam a perder os campeonatos com o doping da conquista e invencibilidade?

No voleibol foi clara a superioridade do novo campeão nacional, o SL Benfica. Essa superioridade ficou marcada logo à nascença das competições desta época, aquando da disputa da Supertaça. Apesar do bom percurso europeu o Sporting deu mostras de alguma irregularidade nas competições internas e perdeu todos os títulos disputados com o rival, agora campeão. Para lá das considerações de ordem técnica, a introdução pouco sustentada pela falta histórico da modalidade faz com que a grande surpresa não tenha sido propriamente o resultado deste ano mas, antes sim, o titulo do ano passado. Alguns equívocos em algumas escolhas dos reforços também poderão ter ajudado ao resultado final. Fica a grande expectativa para a forma como a secção se reorganizará, quer ao nível da estrutura, dos reforços. Para já conheceu-se já o novo director desportivo, Miguel Pombeiro, um homem da casa e, apesar de ter passado por outras secções, um homem da modalidade. E é com grande expectativa que se aguarda o trabalho de alguém como Gérsinho, o novo treinador.

No andebol talvez tenha residido a maior surpresa. A equipa bi-campeã teve um começo deveras auspicioso, mesmo apesar de alguns resultados reveladores de alguma "distracção". Tomou o caminho europeu de forma entusiasmante, escrevendo novos capítulos. Foi precisamente no final da campanha europeia, quando regressa a "terra" que a equipa nunca mais se equilibrou. Falta de foco, desconcentração, cansaço físico numa equipa com alguma veterania, podem ter sido alguns dos problemas. Hugo Canela, bicampeão, sempre um pouco contestado pela sua juventude e falta de background, continua sem renovar o contrato, abrindo-se a possibilidade de uma substituição. Apesar de tudo esta é ainda uma equipa que conquistou os adeptos e escreveu momentos gloriosos. Não se sabe quantos dos actuais jogadores continuarão na próxima época, mas são eles, talvez mais do que ninguém, os principais interessados em rectificar a pálida imagem com que se despediram esta época.

O hóquei em patins e o futsal são as novos campeões em título. Mas a época ainda não terminou e o estatuto agora conquistado não  lhes dá outra alternativa que não seja a disputa dos títulos que lhes faltam (ao futsal é possível a dobradinha, ao hóquei a Taça de Portugal) até à última gota de suor. É isso que esperam os adeptos e seguramente os atletas e dirigentes daquela que é já uma época histórica.

É indiscutível que o Sporting nos últimos anos anos se reorganizou e reinventou, começando os resultados a aparecer de forma mais consistente nos últimos dois/três anos. É dessa forma que o Sporting termina com a hegemonia do FC Porto no andebol, intromete-se na luta bi-partida no hóquei, triunfa no regresso do voleibol e mantém a soberania no futsal. Tal parece ter apanhado de surpresa os adversários numa fase inicial, o que os obrigou a rapidamente se habituarem a voltar contar com o Sporting.

Que ninguém se iluda: as máquinas de Benfica e FC Porto continuam bem oleadas e com estruturas muito bem sustentadas, fruto de anos ininterruptos de funcionamento ao mais alto nível. O que o andebol do FC Porto e o voleibol do Benfica fizeram na preparação desta época, demonstra-o. O que o SL Benfica está a fazer na preparação da próxima (tem já sob contrato quatro jogadores - Borko Ristovski, Kevin Nyokas, René Toft Hansen e Petar Djordjic  - que seguramente causarão grande impacto na competição) suscitam um enorme esforço e reacção por parte do Sporting. Veremos qual será a resposta do Sporting a esta inversão de papéis.

terça-feira, 30 de abril de 2019

De quem é o titulo de Campeão de Europa de Futsal?


Sabem de quem é que é o título de Campeão da Europa de Futsal, mais do que qualquer outro?

A quem é que os sportinguistas têm de agradecer, mais do que a ninguém?

Aos sócios do Sporting com as quotas em dia.

Sim, são os sócios do Sporting com as quotas em dia que financiam e pagam as modalidades, justamente através do pagamento das quotas.

São os sócios "cotas" com as quotas em dia, são os mais novos, sócios infantis e juvenis (cujas quotas, a maioria das vezes, são pagas pelos pais ou avós, esses tais "velhos" de que muitos se queixam), os sócios de qualquer categoria e escalão com quotas em dia.

Os que desistem, os que deixam de pagar quotas só porque sim - e não por atravessarem dificuldades financeiras, por exemplo - os que falam, falam, falam, mas nunca se fizeram sócios...

Esses são os que menos podem falar. Alegrem-se, festejem, como sportinguistas, vocês merecem, todos nós, sportinguistas, merecemos. Mas ninguém, mais do que os sócios com as quotas em dias, estão de parabéns.

O Rei da Selva in Facebook

Nota pessoal: obviamente que é também e dos jogadores, treinadores, seccionistas, equipa médica e todos os dirigentes que trabalharam para que tal fosse possível. Mas só os sócios com quotas em dia é que tornam estes sonhos realizáveis.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Lágrimas de ouro!

Nuno Dias: A forma como os jogadores interpretaram [o jogo] e como lutaram foi extraordinária e, acima de tudo, aqueles sentimentos que nós trouxemos para o Cazaquistão e hoje para o jogo foram absolutamente indispensáveis para este triunfo. Assim como todo o espírito de equipa, toda a união, garra e solidariedade, a confiança que hoje demonstrámos em todos os momentos de jogo e a forma como nos unimos quando estávamos em dificuldades, porque o Kairat é uma excelente equipa. Mas, acabámos por ser felizes e merecemos toda a felicidade pela qual estamos a passar e agora é usufruir."

Miguel Albuquerque: "É um objectivo cumprido, era algo que nos fugia há uma vida. Competimos durante 16 anos na UEFA Futsal Cup, nunca conseguimos conquistar a competição e na primeira edição da UEFA Futsal Champions League o Sporting CP escreve o seu nome na história. Acho que é justo para eles [jogadores], fizeram tudo… uma equipa que elimina o SL Benfica, o Inter FS e que vem ganhar a Almaty merece. Há coisas que às vezes parecem que estão escritas na história: foi aqui que perdemos a primeira e a segunda final e foi aqui que, à terceira tentativa, conquistámos a competição. Eu falei nisso muitas vezes, sempre que cá vínhamos, algum dia tinha de ‘cair’ para o nosso lado e esse dia foi hoje”

"Toda a gente merece isto, os Sportinguistas merecem este troféu, espero que todos o consigam festejar, é um troféu muito importante na história do Sporting CP. Espero que amanhã (segunda-feira) os Sportinguistas consigam dar uma resposta daquilo que é a força do Clube e do nosso eclectismo e consigam ir receber estes heróis ao aeroporto, eles merecem porque são fantásticos"
Frederico Varandas: Um título que era perseguido há mais de uma década e no primeiro ano em que a UEFA agarra nesta modalidade e lhe dá uma dignidade máxima, organizando a primeira Champions League de futsal, essa nos livros da história será do Sporting Clube de Portugal. É um orgulho tremendo, um orgulho neste grupo, nos jogadores, na equipa técnica, no técnico de equipamentos, no departamento médico. É um grupo muito forte e é uma prova para toda a gente porque à entrada para este torneio nós não éramos os favoritos, mas a história diz que os heróis nunca partem favoritos antes das batalhas e antes dos jogos, e estes senhores escreveram história, tornaram-se imortais na história do Sporting Clube de Portugal"



domingo, 29 de maio de 2016

Conquistando troféus nunca antes alcançados

A equipa feminina de Atletismo conquistou hoje a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo que se disputou em Mersin, na Turquia, durante este fim-de-semana. Conquistando 133 pontos, a nossa equipa deixou o adversário mais próximo a 17 pontos de distância, o que diz bem o que foi a sua prestação.

Um título que nos enche de satisfação e orgulho, mais ainda por se tratar de um efeito inédito entre equipas portuguesas. A todos os envolvidos (atletas, técnicos e dirigentes) um sentido agradecimento por mais este feito pioneiro.

*A foto foi retirada do site do jornal Record

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Regresso do basquetebol: um passo em frente e dois atrás.

O Sporting anunciou ontem  o regresso do basquetebol como modalidade oficial do clube. Num primeiro momento não prestei grande atenção, só tendo lido o titulo da noticia. Na altura pensei estar a ser anunciado algo semelhante ao que já havíamos assistido com o hóquei em patins, com o clube a chamar a si a responsabilidade que é sua, mas havia sido assumida por alguns carolas que, por paixão ao clube e à modalidade, a haviam reerguido da extinção.

O espanto foi grande perante o absurdo da decisão: afinal o clube vai chamar a si apenas alguns dos escalões de formação (até sub-14, não sendo explicado se aproveita os já criados pela Associação) e, sem se comprometer com calendarizações ou objectivos definidos, aponta de forma vaga para a abertura progressiva de novos escalões "até se atingir os escalões competitivos mais elevados". Desta forma é alienado o trabalho empregue na formação dos atletas (masculinos e femininos) que atingiriam agora o escalão sub-16. Um decisão que deveria ser antes de mais explicada aos atletas e pais que confiaram no clube.

Ainda mais inexplicável é a extinção do protocolo com a Associação Basquetebol SCP, cuja equipa feminina sénior havia subido a pulso à principal divisão nacional, onde completou agora o sempre difícil ano de estreia. Quando o mais difícil parecia estar finalmente alcançado e o esforço de todos os envolvidos esperava pelo apoio do clube na consolidação da modalidade, de forma a que esta se mantivesse ao mais alto nível, este cortar abrupto de pernas é pelo menos absurdo. Mais ainda quando se espera que em breve o clube possa fazer uso do tão desejado pavilhão.

Anunciar desta forma o regresso do basquetebol é legitimo, mas que não deixa de encerrar em si uma profunda contradição, com a extinção do escalão que estava em melhores condições de representar o clube. Duvido que tal venha a suceder, mas o clube tem ainda tempo de reconsiderar aquilo que é claro tratar-se de uma má decisão ou pelo menos dar uma explicação cabal do que a sustentou, para que esta possa ser entendida e aceite.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Meia dúzia de palavras sobre a recente decepção no andebol

Foi sem surpresa mas com grande mágoa que todos assistimos ontem ao soçobrar da equipa de andebol ante o ABC, no apuramento para a final do nacional do respectivo campeonato.  Sem surpresa porque o que se foi vendo deste conjunto ao longo do campeonato não era digno de grande confiança. 

Nos momentos decisivos de várias partidas vimos a equipa ir deslizando, até acabar por ser presa relativamente fácil dos adversários. O seu principal defeito sempre pareceu residir no facto de não confiar nela mesma e, nessas circunstâncias, não ser digna de nela depositarmos as nossas esperanças. A forma recorrente como sofreu pontos em superioridade numérica é algo para lá do aceitável.

Para o imprescindível escrutínio de responsabilidades diria o seguinte sobre os intervenientes directos:

O clube/os dirigentes - O Sporting fez um esforço notável no sentido de ficar à altura do prestigio granjeado no passado nesta modalidade. Aos poucos foi encostando ao principal dominador, o FCP, tendo ficado a segundos de mudar o curso dos registos mais recentes, no ano passado. Este ano esse esforço foi ainda maior, tendo inclusive recrutado um técnico de renome, o basco Zupo Equisoian. 

Não tenho dúvidas da bondade das intenções e provavelmente também subscreveria a contratação de um técnico com a experiência e o palmarés do espanhol. Mas, no balanço que se seguirá, a pergunta se a continuidade do trabalho de Frederico Santos não deveria ter sido melhor ponderada é incontornável. Isto atendendo ao facto, já mencionado, de termos ficado a escassos segundos de sermos campeões (e da forma que se sabe...) e ainda por cima no pavilhão do adversário. 

Ainda no âmbito dessa análise parece-me também pertinente a forma como se tem usado a arbitragem como desculpa sempre que os resultados não são conseguidos. Quando uma equipa começa logo por não se comportar como tal e exibe tantas falhas em momentos decisivos, a questão arbitral deveria ficar para o fim, sob pena de não atacarmos os problemas e, dessa forma, eles se eternizarem.

Por último a questão dos meios. Quando se perde com um adversário com menos meios como é agora o ABC é natural que se justifique a suspeita de que não se trabalhou bem ou falhou em algum momento. Onde, como, quem e quando? Aumentar simplesmente os orçamentos equivalerá, nesse caso, a atirar dinheiro para cima dos problemas. 

O treinador - Tecidas as loas acima ao seu curriculum e experiência há que dizer que do lado treinador algo falhou. Nos vários jogos que vi sempre me impressionou a forma fácil como a equipa era batida, mesmo em superioridade numérica. Ora pode começar aqui a aparente falta de estofo mental que falava acima. 

Uma equipa que defende mal nunca se sente segura, uma vez que sabe que, a qualquer momento, pode sofrer. Um bom exemplo é olhar o que tem sido este ano a equipa de futebol de Jesus que, por força da sua consistência defensiva, está a anos-luz das tremideiras colectivas de anos anteriores. Ao ponto de eu dizer a brincar que com Jesus até com o Polga e o Gladstone arriscávamos a ser campeões.

O que é importante agora avaliar no caso do treinador é se, tratando-se do primeiro ano, se uma melhor adaptação e conhecimento à nossa realidade é suficiente, ou se a possibilidade de melhoria sob sua tutela está completamente esgotada.

Os jogadores - Sobre o que é o basilar - o compromisso e a entrega - não tenho nada a apontar, embora essa seja a queixa mais recorrente entre os adeptos, em qualquer modalidade, sempre que se perde. Isto dito sem pretender afastar liminarmente a necessidade de fazer alguns ajustamentos. Antes de enveredar por qualquer revolução no plantel, parece-me imprescindível avaliar se o crescimento colectivo e individual não é ainda possível  com melhor orientação técnica.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ciclismo: queda aparatosa antes da partida

Há muito pouco a dizer sobre o lamentável epilogo da história do "regresso" do Sporting ao ciclismo. Basta ler a descrição da forma totalmente amadora como este assunto foi negociado, feita pelo próprio Vicente de Moura, para perceber que dificilmente o resultado poderia ter sido outro.

"Já tínhámos financiamento de vários sponsors, o suficiente para criar uma equipa. Negociámos com um senhor chamado Jorge Mendes, que nos apareceu com um projeto, que era ele a liderar o regresso ao ciclismo do Sporting, sendo ele o intermediário com sponsors, mas também com equipas que estão no mercado. Naturalmente, esse negócio foi-se fazendo e ele ia negociando até encontrar uma equipa de renome. Depois, na quarta-feira, não só aparece para assinar no Sporting, mas também vinha acompanhado por cinco pessoas, que ninguém conhecia, exceto o Nuno Ribeiro. Aí, temos o Sporting, os sponsors, o coordenador e uma equipa liderada pelo Nuno Ribeiro"

"Na quarta-feira houve essa conversa, o acordo foi estabelecido. E, como sou uma pessoa de boa fé, ligada à ética e ao fair play, e a todos esses elementos ligados ao desporto, mas que infelizmente cada vez obedece menos a eles... Tirámos algumas fotografias e o próprio Nuno Ribeiro deu uma entrevista à Sporting TV. E isto ficou por ali. No dia seguinte, o que era necessário era fazer um documento, uma carta, que transforma uma parceria a dois numa parceria a três. Um acordo que permitia permitiu que a equipa do Nuno Ribeiro que utilizasse os símbolos do Sporting. Reconhecemos, não conhecendo a empresa que forma... Pensámos, muito bem, amanhã tratámos com os nossos assessores jurídicos"
Fica pois bem claro que o Sporting partiu para o anúncio no seu jornal de um acordo que não estava ainda assinado, e que ainda por cima foi negociado com pessoas cujo conhecimento e idoneidade desconhecia praticamente em absoluto, com o resultado que agora se conhece. O FCPorto (poderia ter sido o SLBenfica, ou outro qualquer) limitou-se a aproveitar a publicitação enganosa de um acordo que não estava no papel para uma das suas habituais manobras de desestabilização. 

Devo dizer que não é a falta das camisolas do Sporting no ciclismo que me preocupa. Não é de agora, é já de há muito que a modalidade deixou de me merecer crédito, como aliás já em tempos aqui o tinha referido: "A propósito do regresso do ciclismo".  O que me incomoda é a forma totalmente amadora como o dossier foi gerido, contribuindo para que o nome do clube faça uma humilhante volta a Portugal nas parangonas dos jornais sem que uma equipa sua ter sequer chegado a sair para a estrada.

Infelizmente, ao invés de ter deixado cair o assunto, quer o comunicado do clube quer a comunicação do presidente deixam transparecer mau perder, o que colide com a versão de ter sido o próprio clube a impor a rotura do "acordo". Bastava uma curta declaração dando conta que o novo patrocinador do ciclismo e o FCPorto possuem o mesmo "ADN" e por isso a sua ligação faz todo o sentido.

Oxalá não tenhamos que pagar com língua de palmo as bocas de "falta de pedalada" dirigidas ao nosso principal adversário na Liga e com quem temos jogo marcado para breve...

domingo, 24 de maio de 2015

A lição do andebol

É um misto de decepção e orgulho que deixo meia-dúzia de linhas sobre a equipa de andebol que ontem encerrou a nossa participação no campeonato nacional de andebol.

Decepção pela derrota e o que ela representa para um clube que precisa sempre de vitórias. Nesta modalidade em particular onde marcamos no passado um período de hegemonia do qual nos afastamos há muitos anos. A possibilidade de voltarmos assumia por isso uma importância ainda maior do que o que normalmente representa.

Orgulho pelo comportamento que a equipa revelou durante todo o play-off. O reconhecimento da superioridade do adversário, ao invés de nos diminuir, valoriza ainda mais o que foi feito nestes cinco jogos. Obrigamos o campeão a disputar a totalidade dos jogos e protelamos até aos últimos minutos a decisão do título. No caminho anulamos uma vantagem de 2-0 que muitos considerariam como definitiva. 

No fim prevaleceu o maior traquejo da equipa azul, habituada a ganhar nos últimos anos em Portugal e a competir ao mais alto nível nas melhores competições internacionais do continente. Essa maior experiência foi determinante em alguns momentos desta fase, como por exemplo, no primeiro jogo e ainda ontem. 

Mas é também justo, face ao equilíbrio registado, afirmar que o desfecho nos poderia ter sido favorável. Não pretendo reivindicar nenhuma vitória moral. Apenas deixar a nota que esta equipa tem a determinação que faz os campeões. A nossa hora há-de chegar. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Taça CERS, a vitória do sonho, do inconformismo e da dedicação

As vitórias do Sporting são de todos mas há algumas, pela história que lhes está associada, são mais de uns que de outros. A conquista da Taça CERS ontem é um feito notável para o universo do Sporting Clube de Portugal mas é sobretudo o triunfo do sonho, da perseverança, do inconformismo e da dedicação ao clube e à modalidade de um Sportinguista Extraordinário: o Engº Gilberto Borges.

Breve resenha histórica
A história do hóquei em patins no clube é feita de grandes conquistas, muitas delas pioneiras para a modalidade e para o desporto português. Mas é também constituída por momentos de completo ocaso e até extinção. Para não recuar muito no tempo, lembramos o abrupto desaparecimento da modalidade em meados da década de 90 (94-95), depois dos anos de ouro, em que o clube conquista tudo o que havia para conquistar, como foi aqui lembrado no post anterior.

Segue-se uma tentativa de ressuscitar a modalidade que, novamente de forma abrupta, foi interrompida após seis épocas. A meio da época de 2004/05 fica-se a saber que a modalidade iria ser extinta. Diga-se em abono da verdade que foram anos de agonia em divisões secundárias e, quando finalmente alcançamos a primeira divisão, foi tão surpreendente como decepcionante ver desaparecer novamente o hóquei em patins.

2010/2011 a época do renascimento
Inconformado com a extinção, ante os pergaminhos da modalidade no clube, o Engº Gilberto Borges constitui uma equipa que vai reconstruir pedra sobre pedra a escada que permitiu ao Sporting voltar a a inscrever ontem o seu nome nos titulares das grandes competições internacionais de clubes. Em 2010/2011 o Sporting volta a competir a nível sénior, depois de desde 2005 o fazer em escalões de formação, acumulando até à meteórica subida à primeira divisão os títulos nas divisões secundárias.

Foi nessa altura, por ocasião de uma tertúlia realizada no Solar do Norte, que tive a ocasião (deve ler-se HONRA, sim, em maiúsculas) de conhecer o mentor do projecto, assim como alguns dos miúdos que o acompanharam. 

Se me dissessem que, passados poucos anos, estaríamos a viver o momento que ontem tivemos ocasião de desfrutar, provavelmente considera-lo-ia um exagero do momento, provocado pelo intenso fervor clubistico que os eventos deste tipo suscitam. Mas pelo, pouco que tive ocasião de observar, o Engº Gilberto Borges não é um homem de promessas, é um homem de feitos e de convicções fortes. E de uma simplicidade contagiante que quase passa despercebido. Hoje por mais que queira e assim o sua natureza o reclame, é impossível não o lembrar e agradecer-lhe cada segundo que roubou a si e aos seus para nos oferecer este momento tão especial e saboroso. Que, aposto, na cabeça dele, já está quase encerrado, estando já a congeminar como fazer mais e melhor. 

Obrigado Eng.º Gilberto Borges!

Uma excelente medida, porém ainda incompleta
Tive a oportunidade de aqui elogiar a medida tomada pelo actual Conselho Directivo, por ocasião do IX Congresso Leonino, de fazer regressar a modalidade ao seio do clube, depois de anos de incompreensível "incubação externa". O êxito agora alcançado é o fruto apetitoso que agora se pode saborear, e também um exemplo e um ensinamento.  Não só para o que é o caminho a seguir noutras modalidades (por exemplo a Associação de Basquetebol tem as nossas camisolas a disputar um titulo nacional) mas também no próprio hóquei em patins, onde os escalões de formação continuam ainda em incubação externa ao clube.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dois grandes passos de regresso à história


A imagem que ilustra o post refere-se ao dia 19 de Julho de 1977. Uma multidão preenchia as varandas do aeroporto da Portela e muitos mais aguardavam cá fora pela equipa campeã europeia de hóquei em patins. A equipa de Ramalhete, Sobrinho, Chana, Rendeiro, Livramento, treinada pelo mago José Torcato. 

Foi primeira equipa portuguesa a conseguir um titulo europeu e logo o titulo máximo. A este feito associar-se-iam os titulos de 1984 (CERS) e de 1981, 1985 e 1991 (Taça das Taças). 

Quando o Sporting começar a disputar a final four da Taça CERS no sábado, pelas 19.30 (hora portuguesa, transmissão na SportingTV), está a retomar o seu caminho natural, depois de uma longa hibernação, da qual foi necessário ressuscitar a modalidade.

O futsal é uma modalidade mais recente, mas é actualmente dominada internamente pelo Sporting. Hoje, pelas 21.30 (transmissão Eurosport), no Meo Arena, o Sporting luta pela consagração internacional.

Em nenhum dos referidos torneios o Sporting parte como favorito. Como aliás não o era em 1977 quando quebrou a hegemonia espanhola no seu próprio reduto. Mas ao estar presente nas respectivas decisões, o Sporting cumpre os requisitos indispensáveis para poder lutar pela vitória. 

Foi assim, estando presente nos grandes momentos, que se construiu a história dos grandes clubes, dos quais o Sporting Clube de Portugal é um nome incontornável.

Créditos da foto para o Armazém Leonino

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A propósito do regresso do ciclismo

Por ocasião do dia das mentiras, há cerca de duas semanas, alguém se lembrou de ressuscitar uma noticia que ainda não o é: o regresso do ciclismo ao Sporting. A noticia gerou algum entusiasmo, até se ter feito a imprescindível verificação de calendário. Na altura lembrei-me de escrever duas linhas a propósito, o que vou fazer finalmente hoje, um dia bom para falar de modalidades, no dia seguinte à qualificação da equipa de andebol para a final da modalidade, a disputar com o FCP.

Sobre a possibilidade do regresso do ciclismo ao clube tenho uma opinião que é capaz de não estar em linha com a da maioria. A modalidade foi das que primeiro me pôs em contacto com uma camisola do clube, ao tempo em que a rivalidade entre nós e o rival acima da estrada se estendia também às estradas. Tive a felicidade de ver Joaquim Agostinho de verde e branca vestida, enfrentando o rival de então, Fernando Mendes. Sorte que se havia de repetir uns anos mais tarde, com o final trágico que hoje se conhece. 

O ciclismo, nas décadas do século passado, cumpria uma função que o futebol não lograva. Este, por se circunscrever aos estádios, era muitas vezes vivido em diferido e era o ciclismo que levava as camisolas dos clubes e respectivas emoções quase até à porta das pessoas, especialmente as que viviam longe dos grandes centros. Como certamente aconteceu com muitos da minha geração acabei por me tornar um adepto da modalidade, coisa que há muito deixei ser. Aos poucos foi nascendo em mim a convicção que os campeões nesta modalidade são os que conseguem fugir ao controlo antidoping e a paixão pela modalidade desvaneceu-se. Para quem gosta de ficções a oferta é hoje não só farta como diversificada. 

Tudo isto para dizer que se a ideia de fazer regressar mais modalidades ao seio do clube preferia que a escolha recaísse noutras, que não o ciclismo. Por exemplo, uma das que clama a nossa atenção é o basquetebol, que joga com as nossas camisolas, mas vive da carolice de meia- dúzia de apaixonados pela modalidade e pelo clube. A Associação de Basquetebol do Sporting Clube de Portugal foi criada fez no passado dia 14 três anos e conta já com mais de um cento de atletas federados, entre séniores femininos - a equipa mais representativa e que se qualificou para a fase final do respectivo campeonato da primeira divisão - até às escolas em ambos os sexos, Sendo uma modalidade de pavilhão e ainda por cima com uma tradição de grandes campeões e vitórias, quem sabe a construção do tão desejado pavilhão não seria a altura para reparar a injustiça que se cometeu quando se obrigou os sócios a escolher entre ela e o andebol. 

Os custos são muitas vezes apontados como o principal óbice à aposta nesta ou naquela modalidade. Ora, fazendo bem as contas, o que por vezes se gasta num perneta para dar uns pontapés na bola mas que nem merece a água do banho dava e sobrava para devolver alguma da grandeza que muitos de nós já tivemos a sorte de presenciar.




domingo, 22 de março de 2015

Taça CERS, o regresso onde já fomos felizes

Ninguém que tenha tido o privilégio de assistir à gloriosa final de 7 de Julho de 1984, quando o Sporting, tendo o Novara pela frente, dá a volta a um resultado adverso de 4-1 e conquista a Taça CERS não mais de esquecerá. Nesse dia, além da memorável exibição, o Sporting tornar-se-ia na primeira equipa a conquistar a totalidade das taças europeias, um feito absolutamente notável.

Ao conquistar o acesso à final a quatro desta competição o Sporting regressa a pela porta grande a uma competição onde já fomos muito felizes. Parabéns a todos pelo fantástico trabalho, empenho e dedicação, ao conseguirem resgatar uma modalidade tão querida no clube das profundezas das divisões inferiores até ao regresso internacional. Absolutamente notável o discurso de Nuno Lopes, após o jogo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A história de uma vitória contra o pior dos adversários

Quase não nos lembramos que, graças ao esforço de uns quantos carolas, o Sporting voltou a ter basquetebol. Alguns deles até fazem o favor de serem meus amigos pessoais, outros ainda tive oportunidade de conhecer, numa das várias deslocações a Alvalade. 

Hoje é uma oportunidade de os lembrar a todos, aproveitando a história de uma lutadora contra o pior dos adversários. Força Mafalda! E mais uma vez obrigado a todos que dão o melhor de si todos os dias por um Sporting grande e eclético.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Um titulo de futsal vale quase nada"

A frase que dá o titulo ao post foi certamente a conclusão a que chegaram ontem rapidamente uns largos milhões quando o Sporting começava a festejar o 11º título da modalidade. Uma vitória que nos orgulha, um campeão justo, como há muito não se via na modalidade, tamanha foi a diferença de qualidade desta equipa em relação a todos os adversários.

Parabéns então aos campeões! Parabéns aos dirigentes pelo trabalho desenvolvido ao longo dos tempos, pela luta incessante pelo aperfeiçoamento, independentemente do sucesso o momento. Um exemplo para os demais departamentos competitivos das diversas modalidades. Parabéns ao Nuno Dias, pelo conhecimento e pela atitude e discurso vencedores, indiscutivelmente a chave deste título. Parabéns aos jogadores pelo empenho, pela alegria e coragem de nunca dar um lance como perdido. Este reconhecimento do valor de todos os envolvidos neste saboroso título teria que existir independentemente do resultado deste play-off.

Em frente Sporting!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ecletismo: "cortar nas gorduras" ou ir ao osso e ferir a alma?

Muito se tem falado dos cortes a efectuar em todo o clube. A discussão tem sido quase sempre centrada no futebol mas foi nas modalidades onde as suas consequências práticas se fizeram sentir de forma mais célere. O abandono de João Pinto no andebol é já um facto, a que se podem juntar em breve outros nomes. Não se sabe ainda que repercussões vão ter os cortes no futsal ou no atletismo, citando as mais emblemáticas. Na verdade sabe-se apenas que vai haver cortes, a profundidade da incisão é ainda desconhecida, mas adivinha-se profunda.

Pode-se dizer que ninguém ficaria muito surpreendido com a necessidade de racionalização de meios, face à realidade do clube ou à conjuntura. Mas poucos esperariam cortes substanciais que colocarão em causa a competitividade das equipas que representarão o clube nas diversas modalidades. Isto porque não foi isso que foi a impressão deixada nos sócios durante a campanha eleitoral por nenhuma das listas concorrentes,  não foi bem esse o compromisso assumido no programa eleitoral que os sócios votaram. E digo não foi bem esse porque, como veremos no parágrafo seguinte, o referido programa acaba por ser contraditório nas suas promessas e asserções.


O compromisso com os sócios no programa eleitoral
Na introdução ao programa pode-se ler:
"A Formação será prioritária em todas as modalidades com vista ao respectivo desenvolvimento e crescimento sustentado, para garantir um Clube ecléctico e orgulhoso de ser um dos maiores do mundo com o contributo e pujança das suas modalidades."

No capítulo Modalidades
"Modalidades Auto-Sustentáveis. Não havendo recursos financeiros para manter, em plenitude, as modalidades históricas ou que os Sócios pretendam implementar no Clube terá de ser política do Conselho Directivo apoiar a criação e manutenção de uma determinada modalidade, criada, ou já existente, pela vontade de seus Associados, desde que estes, autonomamente encontrem meios financeiros para suportar os custos da sua actividade."

"Para criar uma nova Onda Verde e Branca Nacional, o Sporting Clube de Portugal redefinirá o seu caminho desportivo. Voltará a centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores."

"A construção de um Pavilhão junto ao Estádio José de Alvalade e o seu projeto desportivo terá de passar por uma análise séria das modalidades existentes"

"Aumento do Patrocínio e Receitas das Modalidades.
É nesse espírito de Glória que o Sporting Clube de Portugal poderá difundir ainda mais o seu nome, fidelizar e angariar mais Sócios e aumentar o volume dos seus patrocínios e rendimentos
".

Como facilmente se depreende, este arrazoado dá para o lado que pontualmente for mais útil. O conceito de auto-sustentabilidade das modalidades é abstracto e pode, no limite, querer dizer que se aquela condição não se verificar a direcção poderia até encerrar a modalidade. Não me parece que fosse isto que os sócios estivessem à espera e que choca com o reconhecimento da importância do ecletismo e com a promessa de "centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores".
Como é óbvio, sem a existência de modalidades competitivas faz pouco sentido enveredar pelo tão almejado pavilhão. O corte agora anunciado também não honra o compromisso de  "aumentar o volume dos seus patrocínios e rendimentos." Abordaremos mais adiante o que é uma equipa competitiva à escala do Sporting.


A mensagem passada após as eleições
Pouco tempo após a tomada de posse do novo conselho directivo a equipa do Sporting de futsal venceria a Taça de Portugal. No momento em que o departamento da modalidade entregava, de forma simbólica, o troféu no Museu do clube Vicente Moura afiançava que se estavam a criar condições para "vencermos em todas as modalidades". Na sequência da vitória sobre o FCP, na Taça de Portugal de Andebol o presidente afirmaria com veemência que "começámos um novo ciclo e que os outros comecem a habituar-se ao sabor derrota."  

Nesta altura já era do conhecimento do conselho directivo - que não dos demais sócios - as condições impostas pelos credores, pelo que este discurso reiterado menos se compreende. O contraditório entre estas declarações e a realidade que agora se projecta remetem-nos para o inefável Carlos Barbosa. Não se pode falar com esta ligeireza sem alienar ou por em perigo o capital mais importante de uma liderança: a confiança.


A pior postura no melhor momento e a herança recebida
Este é o momento de graça do conselho directivo. É preciso recuar ao tempo da eleição de Bettencourt para constatar um nível tão grande de tolerância relativamente ao CD e em particular ao seu presidente. A infelicidade dos anteriores mandatos em muito ajudam, pena é que em muitos sectores se viva um unanimismo doentio. Este é o sentimento pior que se pode esperar quando se tomam decisões estruturantes. O que de mal se fizer agora demorará muito tempo a reconstruir. Olhe-se para o que sucedeu no basquetebol e no hóquei. Ou quanto tempo demorou a ter uma equipa competitiva no andebol. O pior que nos pode suceder é esta, ou qualquer direcção, sentir que tem carta branca ou desobrigada de qualquer exigência.

É pacifico entre todos que a herança recebida em mãos pelo CD é pesada. Mas não é menos verdade que quer o andebol ou o fustal têm das melhores equipas dos últimos anos, fruto de boas decisões do passado. O andebol começou a ser reconstruído ainda no tempo de Bettencourt, os resultados começam a aparecer, apesar da hegemonia do FCP, que foi construída numa base directiva e técnica muito mais sólida. O futsal é um exemplo de boa gestão desportiva, mantendo-se no topo das discussões da modalidade. Tendo um dos melhores treinadores da modalidade, Orlando Duarte, adivinhou-se em Nuno Dias um passo à frente. O mesmo se pode dizer do atletismo, apesar da profusão de meios que o SLB tem feito desaguar na modalidade e que nos faz sombra cada vez maior.


O que é um mero corte cego e o que é estratégia?
Esta é uma discussão que qualquer português já teve nos últimos anos. Não há qualquer sabedoria ou preparação quando se decide cortar a direito, sem se olhar onde e como se corta, sem se olhar às consequências. Por alguma razão existem cirurgiões, uns melhores que outros, mas que se distinguem facilmente do melhor dos talhantes.  Podemos estar obrigados a dar um passo atrás agora para podermos mais adiante dar, mesmo que devagar e de forma preferencialmente bem sustentada, dois passos à frente. Mas para isso tem de haver uma estratégia por trás de cada medida de gestão. A não ser assim, cortar é apenas a demonstração inequívoca de impreparação e falta de capacidade de gerar sinergias e incompreensão da importância do ecletismo, ao contrário do proclamado.


O que queremos e o que somos
Não há qualquer estratégia que possa ser bem sucedida que não respeite o que é o espírito ou alma de um clube. Podemos estar agora obrigados a reagrupar, ao indispensável saber esperar. Mas não podemos mudar o nosso desígnio ou a nossa missão sem passarmos a ser uma qualquer outra coisa que não o Sporting Clube de Portugal que recebemos em mãos com mais de uma centena de anos e milhares de troféus. O Sporting está por isso obrigado  lutar pelos melhores lugares com os melhores. Se as modalidades, que até eram a nossa melhor possibilidade de continuar a ganhar troféus, passarem apenas a terem como obrigação competir, perderemos com os melhores. Tornando-nos iguais a tantos outros, definharemos porque nunca nos sentiremos confortáveis numa posição subalterna. 
Este post começou a ser escrito depois da leitura deste comentário: 

O Belenenses tinha modalidades amadoras (semi-profissionais) a competirem nos escalões principais, mas sem dinheiro foram fechando secções e reduziram-no a um clube de futebol. Espero que esse não seja a caminho do SCP.

Dentro deste tema recomendo a leitura deste post:

Parcelas pequenas para uns, vida ou morte para outros

domingo, 2 de junho de 2013

Uma bi-Taça para o Andebol e uma equação que urge resolver

O Sporting revalidou hoje o título de vencedor da Taça de Portugal, ao vencer o FCP por 30-28, após prolongamento. Um jogo difícil, que a poucos minutos do final do tempo regulamentar parecia inclinar-se para o adversário mas que, por acerto e decisões felizes do treinador Frederico Santos e aplicação inexcedível dos seus atletas, acabou por trazer para o museu de Alvalade a 14ª Taça da modalidade.

Num momento em que se fala em cortes draconianos nas verbas para as modalidades em geral, sendo que para o andebol pode significar o fim da luta pelas vitórias, seria uma boa altura para reflectir sobre que modelo se pretende para o clube. Esta reflexão é ainda mais importante quando o futebol, que concita todas as atenções e muitos dos recursos, terá que fazer uma travessia do deserto e continuam a ser as modalidades a levantar mais alto a bandeira e nome do clube.

sábado, 18 de maio de 2013

Entrevista "exclusiva" a Ronaldo numa sexta-feira triste e cinzenta

Ronaldo apareceu, na hora e local combinado, de semblante carregado. A derrota no seu reduto, ante um vizinho rival e presenciada pelos adeptos do clube que representa, havia deixado marcas. 

Entrevistador: Boa-noite Ronaldo. A ocasião não será a mais feliz mas é um honra e um orgulho poder   ter esta conversa contigo. Nada faria prever este desfecho, marcaram cedo, um golo teu, estavam a dominar o jogo e depois...

Ronaldo: Pois, quantas vezes não viste isto acontecer no futebol? Uma equipa a dominar, marcar, bolas nos postes de todas as maneiras e feitios ou salvas em cima da linha. Não marcas, o adversário começa a acreditar que a sorte se lembrou dele esta noite e acredita. Apesar de seremos melhores e mais fortes começamos a sentir o inverso. Quando dás conta já estás a perder e numa situação complicada para dar a volta.

Entrevistador: Aquela expulsão também não ajudou nada...

Ronaldo: Pois não...

Entrevistador: Queres falar sobre isso?...

Ronaldo: Não há muito a dizer. Por vezes não conseguimos controlar algumas emoções. Seres travado constantemente sem qualquer respeito pelo jogo, por vezes com a complacência dos árbitros e veres o tempo a esgotar-se sem conseguires alterar a situação não ajuda muito.

Entrevistador: No fim não apareceste para receber a medalha. Mourinho também não. Diz-se nos mentideros que por trás disso está uma estratégia para sair para Inglaterra. Tu para o Manchester, ele para o Chelsea.

Ronaldo: Isso é uma idiotice. Não sei o que vai na cabeça de Mourinho, mas não tenho nenhuma estratégia concertada com ele para sair do clube. Tenho muito repeito pelos adeptos. São eles que nos dão tudo, directa ou indirectamente, muitas vezes com sacrifícios pessoais enormes, enquanto a nós não nos falta nada. Saí a bem de Manchester, deixei o clube com muitos títulos e proporcionei-lhe uma receita directa e indirecta que lhes permitiu continuar a sua hegemonia no futebol inglês. Tenho contrato com o Real, o respeito e o carinho da aficcion, e se ele for interrompido será sempre dentro do mesmo espirito.

Entrevistador: Então o que se passou para não apareceres perante os adeptos e o Rei? Tens noção do quanto isso foi chocante para muitos e até para a tua própria imagem?

Ronaldo: Sim agora tenho essa noção, basta ler o que dizem a meu respeito. Mas na altura nem me apercebi das implicações ou consequências. Estava ainda sob o efeito da expulsão, da derrota, perante os nossos adeptos, no último momento da época em que podias dar-lhes uma alegria. Senti que falhei. Falhei com eles. Mas sobretudo falhei comigo e com os valores que me foram ensinados quando comecei a jogar futebol no Sporting. Por vezes essas são as falhas que mais te custam a superar, porque não te representas a ti mesmo apenas, estás a "falar" por muita gente... Mas isso são águas passadas, preferia ter agido de forma diferente, é uma lição que a vida me dá e aprenderei com ela. Sou um homem como qualquer outro, posso falhar. Mas sou também um grande profissional que luta todos os dias com a mesma vontade e alegria para ser melhor. Para minha satisfação pessoal acima de tudo, sem esperar que reconheçam o meu valor ou que já consegui alcançar.

Entrevistador: Falas no Sporting no clube onde te formaste. Porquê? Não foi já há muito tempo para voltar a esse lugar?

Ronaldo: Para muitos pode ser, não para mim. Falei-te há pouco no respeito pelos adeptos, não foi? Foi das primeiras coisas que lá me ensinaram: "menino, respeito pelo jogo, pelos adversários, pelos adeptos, para que possas também exigir respeito para ti". A importância do exemplo, mais do que as palavras. 

Entrevistador: Foi assim tão marcante esse período? Ainda por cima saíste muito cedo, com apenas 17 anos. 

Ronaldo: Claro que foi marcante. Saí muito cedo, não era ainda o jogador que me tornei, mas tinha todas as ferramentas para o fazer, além das minhas próprias qualidades, claro. Mas é impossível não pensar se o que sou hoje seria possível se alguém como o Sr. Aurélio Pereira não decidisse ir ver um jogador franzino, ainda por cima à Madeira e me tivesse levado com ele. Imaginas quantos jogadores havia em Portugal semelhantes e mais perto? Ou até com melhor possibilidades?

Entrevistador: Tu és um expoente, o diamante mais vistoso de uma colecção. Mas que também contabiliza fracassos. Há dias vi numa televisão portuguesa um tal Paim, de quem tu dizias que iria ser melhor do que tu e nem jogador é hoje sequer.

Ronaldo: São duas coisas diferentes. Quanto à colecção de que falas, não podes ignorar Figo. Quantas escolas conheces com 2 jogadores que foram considerados os melhores entre os melhores? Mas há um patamar ligeiramente mais abaixo de enormes jogadores, alguns deles nunca puderam beneficiar da exposição mediática de que hoje beneficiamos. Não te esqueças de Futre. Ou Nani, Simão, Moutinho e muitos outros. Estes dois são um bom exemplo do que a formação do Sporting é capaz. Quantos clubes acreditariam em jogadores com 1,70 ou menos para jogar no meio de homens?

Quanto aos fracassos é injusto imputá-los à formação em exclusivo. Terá as suas responsabilidades que, estou certo, quererá apurar, como fazem todos as organização de excelência como ela é. A formação do clube dá-nos as ferramentas mas temos que ser nós a usá-las. 

Um exemplo:

Queres saber como ir de Madrid a Barcelona. Eles dizem-te, tens o comboio, entre eles o AVE e outros mais lentos. Tens o avião. Podes ir de camioneta, à boleia de um amigo, etc. Dão-te o custo das respectivas opções e tu fazes as tuas escolhas. Há quem não consiga pagar um bilhete de avião e vai de comboio. Desses alguns não têm dinheiro para o AVE, vão num intercidades. E por aí a fora. Alguns chegam aos seus destinos, mais tarde ou mais cedo, consoante as opções e capacidades. Outros param em Saragoça e ficam-se por lá. Outros não têm sorte, há um acidente na Castelhana e, quando chegam a Atocha o comboio já partiu. Outros perdem-se nos shopping´s, num último chupito, que é o primeiro de muitos e quando dão conta a vida não esperou por eles. Nunca espera por ninguém. Talvez tenha sido esse o caso de Fábio. 

Entrevistador: Mas tornaste-te sócio só agora. Porquê agora, depois de tanto tempo?

Ronaldo: É daquelas coisas que tu pretendes fazer, não marcas uma data e quando dás conta já passou muito tempo. Há quem olhe para o tempo que ficou para trás. Eu prefiro olhar pelo que está pela frente e nesse tempo vou ter certamente muitas ocasiões para ajudar o meu clube. Ser sócio é já uma delas. E ajudo-me a mim mesmo também, pela satisfação e o orgulho que me proporciona este estreitar de laços com aquilo que considero ser a minha família desportiva. 

Entrevistador: Família desportiva que não vive um momento muito feliz. O sucesso não tem andado muito a pairar por aqueles lados...

Ronaldo: São duas coisas diferentes, o sucesso e a pertença. Pode ser muito importante para outras famílias, na nossa não se é do Sporting porque se ganha. Isso é um pouco difícil de explicar a quem está de fora. Não que as derrotas nos sejam leves, que não percamos noites a dar voltas, como se cada uma dessas voltas pudesse alterar o destino da bola que não entrou, ou tirar uma outra do fundo da nossa baliza. Temos tido muitas, muitas mais do que estávamos preparados para aguentar. E, ao contrário do que possam pensar, por serem muitas, quando a próxima surge ao virar de uma qualquer jornada, ela não doí menos que a primeira que nos lembramos.

Mas a contabilidade de um Sportinguista é muito mais complexa que o deve ou o haver das derrotas ou das vitórias, dos títulos arrecadados, que são muitos, ou dos que contávamos ganhar e acabamos por perder. Há uma noção telúrica de pertença, uma identificação natural que discursos ou proclamações grandiloquentes não fazem justiça. 

Como se Alvalade fosse o nosso centro magnético e nós, leões de um ADN único e invulgar, fossemos impelidos pela urgência imposta pelo sangue que nos corre nas veias a estar e ser dali. E estar e ser com os nossos, que não sabemos quem são, mas que vemos nas faces correr as mesmas lágrimas que seguramos nos nossos olhos, que não sabemos quem são, mas desaguamos nos mais apertados abraços a cada golo e fundimos num bruá imenso que grita Spooooorting!

Isto nasce contigo, está ali à espera que desperte, no colo de um pai que te leva pela primeira vez a um estádio ou pavilhão, que te oferece uma caneta, uma bandeira, uma camisola. Ou quando te dás conta nasceu do nada. Sabes que és dali e não poderias ser de mais lado nenhum.

É verdade que o clube não vive um momento feliz. Mas vai dizer aquela gente que não pode ser diferente, que não pode ser melhor. Foi ali que aprendi a fintar o meu destino. Nasci numa família de recursos limitados e estava fadado para assim viver.

Hoje posso comprar quase tudo o que quiser, mas o prazer de entrar em Alvalade, reconhecer os cheiros, as cores das camisolas e das bandeiras, o arrepio dos cânticos a troar, a emoção a levantar cada pêlo do teu corpo não tem preço. Infelizmente têm sido poucas as vezes que a vida me tem permitido esse luxo. Espero que ela me compense depois. Da mesma forma que me ensinaram a mim, juntos conseguiremos fintar este momento.

Nota: Esta entrevista não aconteceu. Mas gostava de a ter realizado, para assim lhe retirar as "comillas". Estas e algumas outras que o dia de ontem pôs no caminho de Ronaldo. Pelo que representa para nós sportinguistas, pelo que já fez pelo futebol, pelo que merece a sua dedicação à modalidade. Pelo seu exemplo.

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Ontem foi uma sexta-feira triste e cinzenta. Completaram-se 17 anos da morte de Rui Mendes no estádio nacional, num dia em que a memória se apagará do sitio e do momento em que recebi a noticia mas não apagará a dor e a incredulidade com que a recebi. Habituado desde os 9 anos de idade a ir sozinho ao futebol, nunca julguei que naquela tarde se anunciava um tempo diferente, em que os estádios deixariam de ser um local de celebração de alegrias e tristezas e as únicas mortes possíveis eram as dos sonhos. A impunidade dos responsáveis é um soco permanente que nos ajoelha de dor e descredibiliza a justiça.

Foi ontem também que o Sporting viu igualado um feito até então só seu. O FCP alcançou ontem o pentacampeonato em andebol, igualando um feito por nós alcançado há 4 décadas. A seguir ao atletismo é a nossa modalidade mais titulada, creio. O orçamento da secção deve custar menos que muitos ordenados de alguns dos nossos futebolistas. Já que parece haver revolução à vista no plantel que se tenha isto em conta.E quem vos diz isto adora o futebol

Foi também uma sexta-feira que anunciou uma final da UEFA perdida em Alvalade. Um dia em que pelo país fora muitos foram os portugueses que depressam descobriram afinidades com o clube russo que ergueria a taça. A não esquecer, especialmente esta semana...

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