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terça-feira, 3 de junho de 2014

A noticia do Expresso sobre o passivo oculto do Sporting

Despertou-me a curiosidade um alinhamento muito interessante: um artigo de um blogue benfiquista, a entrevista de Luis Filipe Vieira, os comentários do Rui Gomes da Silva, a noticia do Expresso e o eco feito pela RTP no dia em que o referido jornal foi publicado sobre o passivo oculto do Sporting. Por isso dei-me ao trabalho de pesquisar a fonte da noticia, o geralmente credível e insuspeito Expresso.

O que encontrei porém desiludiu-me. Não a noticia em si , que isto de passivos e deficits é sempre de suscitar senão arrepios, pelo menos muita preocupação, em especial a mim, que pertenço à sub-espécie de Homo Sapiens Semprepagantis. O termo latino é invenção própria , não o use em conversas públicas, sob pena de ficar mal. Mas é um facto: pago tudo o que tenho, ninguém me vem trazer nada à porta de casa, senão facturas para pagar. E aí se incluem também todas as que resultam do meu relacionamento com o Sporting. As longas e onerosas viagens, os bilhetes, as refeições, os copos (bom aqui umas vezes pago eu, outras os amigos que o Sporting me ofereceu e de que muito me orgulho), etc, etc. Não é uma queixa, é mera constatação, quem corre por amor nunca se cansa. Só se cansa quando não pode correr.

Mas não foi para falar de mim que aqui escrevo, é do Sporting. E neste caso concreto da noticia do Expresso. Não é assinada por ninguém o que, não sendo inédito, não é muito curial. Tendo em conta que a entrevista de Vieira foi no inicio da semana, assinala-se o excelente trabalho de pesquisa realizado em tão curto espaço de tempo, tendo em conta que o trabalho tinha ser feito sobre um infinidade de documentos de duas SAD's concorrentes do SLB: o FCP e o Sporting.

A noticia baseia-se na auditoria de 2012/13 realizada ainda sob a presidência de Godinho Lopes, citando um relatório que "não é público mas que  o Expresso teve acesso".  Um acesso facultado em tempo mais oportuno para sustentar as afirmações de Vieira, do artigo do blogue benfiquista ou do Rui Gomes da Silva era muito difícil de conseguir, assinale-se.

Não consegui obter nenhuma análise independente e abalizada em tempo útil que sustente ou contrarie a noticia. Tal requeria consulta e análise à auditoria para que não se ficasse pelo habitual "axismo" que em nada ajuda a esclarecer as questões.

Não deixo contudo de constatar este súbito alinhamento cósmico de uma noticia replicada várias vezes num curto espaço de tempo. O que me leva à inevitável pergunta: estamos na presença de um sequência "natural" de noticias que se sucedem pelo seu inegável interesse ou é uma mera ofensiva mediática, cujo interesse ainda é totalmente perceptível, ou um mero desviar de atenções para o vizinho do lado?

Faça o seu próprio juízo. A leitura o artigo do Expresso pode ajudar. Ou talvez não...
Noticia retirada da versão digital do Expresso (clique para ampliar)


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Contas das SAD's: uma pouco austera mas apagada e vil tristeza

A entrevista de Luís Filipe Vieira foi indubitavelmente um excelente momento de comunicação para o clube a que preside.  Lançar a dúvida sobre os vizinhos ou demais rivais foi obviamente um momento estudado para desviar a atenção das contas do seu próprio clube. Porque, apesar dos resultados recentemente comunicados, ninguém terá grandes dúvidas que o passivo acumulado é monstruoso e a aposta feita no título dificilmente proporcionará receitas para se chegar ao sempre ansiado break-even point. Isto é, sobrarão para os próximos anos facturas para pagar da festa feita este ano.

Para que se seja claro não há nas contas do clube da Luz nada que não possa ser observado nas dos seus concorrentes, Sporting incluído. As contas das SAD's dos clubes estão longe de serem um orgulho para os respectivos clubes e também a uma larga distância de cumprirem um dos objectivos primordiais que presidiram ao seu aparecimento: a transparência. Apesar das publicações periódicas a que estão obrigados, continua-se a não se saber muito bem quem deve e quanto. 

O titulo de campeão que Luís Filipe Vieira tanto afã demonstra em nos atribuir está longe se poder afirmar taxativamente que nos pertence. Há no entanto um aspecto que urge contrariar: o de sermos o clube cujo o passivo é mais oneroso quando avaliado no rácio preço por cada titulo desde o inicio das SAD. Este era um campeonato liderado com honra e distinção pelo clube de Luis Filipe Vieira, mas que os últimos títulos sob comando de Jesus deve ter alterado. 

O passivo torna-se preocupante precisamente quando não encontram as razões para o seu crescimento. Infelizmente este é um tema muito conhecido entre nós precisamente pela falta de êxito, um tema que este ano voltou à agenda portista precisamente pelas mesmas razões. 

Num âmbito mais específico da evolução bolsista das SAD's de todos os clubes, o Expresso publicou no passado dia 25 de Abril um artigo de análise que hoje se torna ainda mais interessante de ler, pela reintrodução do tema na actualidade. Mais tarde ou mais cedo os clubes, isto é, os seus adeptos, terão que reflectir seriamente sobre a validade de um clube ter acções cotadas em bolsa sem que disso este retire vantagens palpáveis.

O falhanço dos projectos das SAD's pela falta de liquidez e interesse dos investidores




Evolução das cotações: desde a sua constituição as acções da SAD do SLB desvalorizaram 51%, as do FCP 90% e as do Sporting 84%


Accionistas de referência: as diferenças também se notam em cada cor

As multas da CMV


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Está encontrado o primeiro investidor da SAD

Está encontrado o primeiro investidor. O primeiro e único até agora conhecido, Pedro Baltazar que, segundo noticia hoje "ABola", terá já avançado com uma acção de penhora para receber os 5,5 milhões que acha no direito de cobrar pela sua anterior participação no capital da SAD.

Será difícil contestar o direito de Pedro Baltazar a receber o que o Sporting livremente contratou com ele. Pode-se discutir o negócio bem como o timing agora escolhido para fazer valer os seus direitos. Não se pode esquecer a sua qualidade de sócio e ex-candidato a presidente do clube. Mas no fim do dia é apenas o negócio, é apenas o dinheiro que está em causa. 

Quem acha que os investidores são o próximo milagre tem aqui um bom motivo para discutir ou pelo menos reflectir sobre as possibilidades e virtudes da abertura do capital de uma SAD com as especificidades da nossa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Conheça e discuta a reestruturução financeira avançada pelo Expresso


Há já algumas semanas que a noticia circulava em alguns meios mas o Expresso deste fim-de-semana encarregou-se de a por no topo da actualidade. Falo da  reestruturação da dívida aos bancos (BCP e BES) que se cifra em 230 milhões.

Isto leva-me, no imediato, a interrogar a razão da noticia ser conhecida quando ainda não há qualquer acordo firmado. Tal pode prejudicar a posição negocial do clube, que não está sozinho neste mercado especifico das SAD´s em aflição e já anteriormente se viu prejudicado por causa de fugas de informação.

- 130 milhões ficariam cobertos por um empréstimo de 40 anos, a uma taxa de (fabulosos!) 1, dando como garantia as quotizações dos associados.

- Dos restantes 100 milhões 60 seriam perdoados se o clube entregar 40 milhões aos mesmos bancos.

Isto é, com toda a certeza, apenas uma parte do que devem ser negociações muito complexas, atendendo aos montantes em jogo e à própria conjuntura. E pode nem merecer a qualificação de noticia mas de um rumor, atendendo a que as partes não fizeram qualquer confirmação do avançado pelo Expresso.

2 observações avulso:

Para se poder fazer uma avaliação da importância da operação em causa seria muito interessante saber o que são hoje as verbas despendidas com o serviço de divida e quais passariam a ser depois da realização da mesma.

Estarão os sócios dispostos a discutir sem tabus uma matéria desta importância, nesta altura ?

Ainda assim, procurando satisfazer os muito pedidos que me foram feitos durante o fim-de-semana, aqui fica cópia do que avançou o semanário Expresso: 




quinta-feira, 1 de março de 2012

"Situação do Sporting é trágica e o tempo está a esgotar-se"


Surpresa para os mais distraídos
O titulo escolhido é o mesmo que o escolhido pelo Pedro Guerreiro no Record para se referir à situação financeira do Sporting e como reacção à apresentação dos resultados semestrais. Não haverá aqui  alarmismo mas sim o realismo necessário para encarar o problema. E o realismo parece ser necessário mais do que nunca porque, a avaliar pelas reacções produzidas, parece que havia quem estivesse à espera de outro resultado.

Não me incluo nesse rol porque

1- O Sporting vem de muitos anos de insucesso desportivo acumulado, em particular os da gestão Bettencourt, em que, conforme se constatou nos anteriores exercícios, acumulou prejuízos sem qualquer retorno desportivo, não valorizando nenhum jogador e desbaratando os seus melhores activos.

2- No período em análise o Sporting adquiriu 19 jogadores e praticamente não vendeu nenhum jogador. [Por exemplo, o resultado líquido positivo de 8,3 milhões de euros pelo SLB, deve-se a verbas de tranches relativas à venda de atletas (Coentrão e D.Luiz?)].

Como obter liquidez?
O Sporting tornou ontem público ter alienado percentagens de passes (Santiago Arias - 4% por 100 mil euros; Betinho - 5% por 50 mil euros; Chaby - 2,5% por 50 mil euros.). Com o campeonato decepcionante que está a realizar e consequente encolhimento de receitas, o Sporting procura receitas extraordinárias para fazer face ao aumento das despesas com o pessoal, consequência óbvia e inevitável do aumento de qualidade. Essa qualidade, pesem os resultados decepcionantes, está no número de jogadores seleccionáveis do plantel. A solução encontrada tem sido alienar percentagens de passes, isto para não ter que vender a totalidade de um dos seus melhores jogadores, de quem precisamos para o futuro.

O clube é nosso o problema é deles
Este parece-me ser o posicionamento mais comum nas reacções aos resultados. Enquanto assim for estaremos mais longe de resolver os problemas do Sporting e seguramente a concorrer para os agravar. 

Confiança no que foi bem feito
Perante a decepcionante época desportiva o pior que se podia fazer era agora voltar tudo ao principio. O Sporting tem um dos melhores plantéis dos últimos anos, espera um treinador que junte o valor individual e consiga fazer a equipa que precisamos e há muito merecemos. O negócio do Sporting têm que ser as vitórias para que as parcelas dos outros negócios possam apresentar números positivos. Saber esperar é uma grande virtude e, por vezes, a única opção possível.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Por o Sporting com dono?

Adensam-se os rumores de que o Sporting desperta o interesse de diversos investidores estrangeiros, com o DN a avançar hoje com um nome concreto, o do bilionário russo Mikhail Prokhorov. Antes de ir ao perfil do alegado investidor, alegadamente convidado por Peter Kenyon, cuja holding detém grande parte de percentagens de passes de jogadores do Sporting pergunto-me? 

1- O que levará alguém, sem qualquer ligação afectiva ao clube dispor-se a abrir os cordões à bolsa para nele investir e em que condições estaria disposto a fazê-lo, sabendo-se que a actividade é de alto risco, e que não faltam ligas com promessas mais lucrativas ?

2- Tradicionalmente associa-se o nome de um magnata à entrada de grandes jogadores. Apesar de o modelo coleccionar mais insucessos que sucessos continua em franca expansão. Ora isso significa, grosso modo, ter uma folha salarial com uma média de vencimentos superior a 250 mil euros por jogador. No City, no PSG é possível que haja receitas de monta que, não suportando os investimentos na aquisição, certamente ajudam  a custear os vencimentos. Nos moldes actuais isto significaria colocar no Sporting quase 100 milhões anualmente. Haverá alguém disposto a fazê-lo? Por quanto tempo? E como será o day-after?

3- Até onde estão os Sportinguistas dispostos a abrir mão da SAD que afinal é dona da actividade mais representativa do clube? (Por exemplo fala-se do regresso de Carlos Queiroz, por pretensa exigência de um grupo de investidores. Pessoalmente também não me é agradável a ideia do regresso de alguém que tem pautado a sua actuação por um profundo desrespeito pela instituição. Mas faz sentido contestar as exigências  de quem "vai pagar o pato" ou o modelo propriamente dito?)

4- Goste-se ou não do modelo, faz sentido deter uma SAD quase na totalidade, com dispersão quase nula de capital, quando esta necessita tanto de liquidez como do ar que respira? Que outros modelos deveria o Sporting explorar, que não a de “por a SAD com dono”?

5- Inevitavelmente os Sportinguistas, a confirmar-se o cenário de alienação de parte substancial do capital da SAD, serão chamados a pronunciar-se sobre o assunto. Sabendo que a situação actual é insustentável, bastará dizer “não, porque não” ou não seremos responsavelmente obrigados a apresentar alternativas válidas?

Quem é Mikhail Prokhorov?

Mikhail Prokhorov é tido como o terceiro homem mais rico da Rússia, com uma fortuna avaliada em 13 biliões de euros. Fundador do Grupo Onexim, cujos vastos interesses são marcados por negócios no sector financeiro, nos média e tecnologia. 

Nascido em Moscovo em 1965, estudou no Instituto de Finanças de Moscovo, onde se tornou presidente do Banco Onexim em 1993, até o transformar no grupo que é hoje. 

Para lá dos interesses profissionais Prokhorov é conhecido pela participação cívica na sociedade russa, sendo notória a, como líder, do partido Causa Justa, tido como pró-Kremlin. A sua candidatura à presidência do colosso de Leste ainda não está totalmente descartada pelos analistas políticos, numa estratégia denunciada pela oposição como manobra de diversão e tentativa de Putin de não perder totalmente as simpatias liberais. 

Podem existir muitas dúvidas sobre o seu perfil para accionista do Sporting, mas o mesmo não se poderia dizer se estivéssemos a falar de um jogador de basquete. Mikhail Prokhorov tem mais de 2 metros de altura, onde foi buscar a alcunha de girafa. 

A fundação de uma revista cor-de-rosa de nome SNOB e ligação do seu nome a um escândalo com o agenciamento de prostitutas por ocasião de uma festa particular nos Alpes franceses contribuíram para um tratamento, por parte dos média, semelhante ao dispensado a uma pop star. Tratamento que se acentuaria aquando da aquisição dos New Jersey Nets, o que o tornaria no primeiro proprietário estrangeiro, o que num russo é digno de nota.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quantas contas se fazem com as Contas da SAD?

Seria obviamente uma surpresa poder constatar a possibilidade de uma saúde financeira dentro da sociedade desportiva para o futebol leonino. Assim, os números ora apresentados apenas demonstram algo que há muitos esperávamos.

Neste momento, seria possível fazer a comparação com as figuras dos nossos rivais que apresentam também eles valores que devem gerar alguma preocupação mas ao mesmo tempo possuem outras garantias relacionadas com a capacidade de geração de receitas e como tal, outra facilidade em termos de gestão de tesouraria.

Os prejuízos agora verificados espelham duas estratégias diferentes, sendo que uma tenta agora disfarçar os erros cometidos na anterior:

- Estão à vista as falhas cometidas nas contratações do mandato de José Eduardo Bettencourt & seus directores desportivos, onde o despesismo não trouxe o acréscimo qualitativo proporcional (ou sequer parecido) em termos desportivos.

- Custos verificados já durante o mandato dos órgãos sociais estão diretamente relacionados à publicitada "vassourada" que implicou encargos significativos em termos de rescisões.

No relatório agora divulgado, são apontadas as desvinculações e rescisões, o acréscimo de custos de pessoal e as amortizações/perdas de imparidade como os principais factores para as diferenças entre este e exercícios anteriores. Se olharmos para aquilo que se verificou na pré-temporada transacta, verificaram-se pelo menos 10 milhões de euros em contratações (Evaldo, Valdes, Torsiglieri e Zapater) o que implica à partida um acréscimo nos custos de amortizações. Além destes valores de aquisições, se tivermos em conta a presença de atletas como Valdes, Zapater, Maniche e Hildebrand na folha salarial, facilmente ficam justificados os acréscimos em custos de pessoal.

A estratégia levada a cabo na temporada transacta fracassou desportivamente e financeiramente e as contas agora divulgadas espelham exatamente esse fracasso, reforçada ainda com a estratégia de rescisões e desvinculações.

À entrada para uma nova temporada, sabemos já o elevado valor investido para a nova temporada e atendendo à valia (ou pelo menos currículo desportivo) de alguns dos atletas, é de esperar que a folha salarial possa vir a ter um novo incremento - apesar de também se terem verificado saídas de atletas que representavam encargos elevados. Dos custos associados à estratégia desportiva desta Direção, apenas os custos de rescisões estão refletidos nas contas divulgadas na semana passada.

Historicamente, sabemos que a situação financeira a que o Sporting chegou - materializada no número redondo dos 400 milhões de euros entretanto reduzidos face à operação das VMOC's - em muito se deve aos insucessos das estratégias desportivas, mesmo aquelas que nos renderam dois campeonatos e uma pesada herança de 100 milhões de euros de resultados líquidos acumulados e sucessivamente transitados.

Historicamente, estamos habituados a uma realidade de despesismo sucessivo ao invés de uma realidade de investimento com fracassos pontuais, comuns a qualquer clube desportivo. Aqui residirá o principal ponto de avaliação económica-financeira às decisões tomadas até agora.

No panorama não desportivo, realce pela positiva para o acréscimo de receitas associadas a direitos de transmissão televisiva bem como os valores de sponsorização. Ao mesmo tempo, as condições de financiamento, neste caso, juros e comissões bancárias suportados merecem também a nossa preocupação dadas as dificuldades do clube em capitalizar-se bem como as restrições cada vez mais assumidas pelos bancos parceiros.

No final de tudo, bateremos sempre na mesma questão: Quando os resultados desportivos não são condizentes nem convincentes, restarão sempre suspeitas e vigilância. Se a bola entrasse com maior frequência, provavelmente o nosso "benefício de dúvida" seria diferente... Mas historicamente, existem razões para recear do sucesso de determinados riscos assumidos.

EM FRENTE SPORTING!

O Voyerismo e a pornografia nas contas da SAD

Infelizmente não é apenas do tratamento diferenciado por parte dos árbitros, e por comparação com a concorrência, que o Sporting encontra razões para protestar. Esse  tratamento diferenciado sente-se também na comunicação social, e é um sintoma da perda de influência que o clube se deixou submeter. Se dúvidas houvesse basta ver as análises feitas ao lance que ditou o livre indirecto em Paços de Ferreira.  

A lei 12 é bem clara "Um pontapé livre indirecto será concedido à equipa adversária se o guarda-redes cometer uma das seguintes quatro faltas dentro da sua própria área de grande penalidade: tocar a bola com as mãos depois desta ter sido pontapeada deliberadamente para ele por um seu colega de equipa". A atribuição de culpas a Patrício nesse lance, isentando a actuação do árbitro, é inqualificável e estará longe de ser inocente. Da turbulência que gera no nosso interior até à disputa da baliza da selecção não faltam motivos para o fazer. Pena é que muitos sejam os Sportinguistas a escolher o mesmo caminho.

E, ou eu ando muito distraído, ou é invulgar a abordagem que se tem feito na comunicação social às contas do Sporting desde a passada sexta-feira. De um relatório de 154 páginas, ao invés de um simples overview ou de uma análise detalhada, a comunicação social tem-se divertido a debruçar e a extrair para o público o que lhe parece ser “obsceno”. Um acto de voyeurismo, que, tal como uma sexualidade mal formada, é sintoma de uma comunicação social que antes de querer informar se preocupa em vender. Não vejo porém a mesma preocupação quando se reportam aos nossos adversários como a que agora se exibe com os nossos fundos de jogadores, com os ordenados dos administradores da SAD, ou com as comissões pagas nas aquisições. Tendo em conta que o Sporting não está sozinho no mercado a comparação de dados é fundamental para se perceber a justeza e acerto das decisões. 

O que é dito acima não invalida a preocupação com os dados vindos a lume, em particular os dados totais do prejuízo apresentado: 44 milhões. Não menos preocupante são as quebras nas vendas de bilhetes, gameboxes e quotizações. Apesar de não se poder considerar uma surpresa, face ao que foi o período em causa, não deixa de ser uma constatação dolorosa.

Depois de dados avulsos sobre alienações de passes a fundos hoje é lançado mais um dado ao público: os vencimentos do administrador da SAD, Luis Duque, que, em média recebeu mais de 20 mil euros mensais. Considerado uma peça fundamental no actual Sporting, o administrador da SAD afirmou há pouco que não havia contratos pornográficos nesta gestão. Convém lembrar que esta é a tabela aprovada pela anterior gestão e ratificada pela comissão de remunerações da SAD. Não me repugnam a remuneração de dirigentes, como muitas vezes aqui tenho escrito. O Sporting não pode ser apenas possível a reformados ou abastados, deve procurar entre os melhores para o dirigirem e isso tem ou pode ter custos. Mas deve ter também uma gestão equilibrada e confesso que estes valores, numa SAD depauperada, merecem pelo menos uma boa reflexão…

Há alguns anos atrás deram muita polémica os prémios distribuídos pela SAD com a obtenção do 2º lugar e consequente apuramento para a Liga de Campeões e as suas apetecíveis receitas. Qual deve ser o modelo a seguir: remuneração mensal simples, ou uma base mensal com prémios indexados aos resultados desportivos e económicos?

P.S. - Já depois de publicado este post Luís Duque veio por alguns pontos em alguns i´s. E, ao contrários do que foi dito precipitadamente por muitos, não me vejo obrigado a "engolir" o que escrevi. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Grandes negócios em perspectiva

O Sporting continua a ser um manancial de noticias para a comunicação social, mas nomes confirmados são apenas 2 e ambos peruanos: Carrillo e Rodriguez. Por aqui não costumamos falar muito dos que podem vir a ser jogadores do Sporting, mais dos que já são. No entanto não nos abstemos de comentar o que por aí se vai dizendo, normalmente sobre uma perspectiva dos resultados expectáveis que as movimentações de mercado podem ter no clube. É esse o exercício que hoje propomos.

1-    Negócios com o Braga

Fala-se há dias da possibilidade de Nuno André Coelho se transferir para Braga ao preço da uva mijona. Ontem acresceu o nome de João Gonçalves, cujo interesse já não é novo. Sobre o defesa central é fácil perceber que a época passada não foi o “ano do coelho” mas em bom rigor o péssimo ano do leão acabou por pesar na afirmação de valor de todos os jogadores do plantel. Pessoalmente, se tivesse que escolher entre ele e Torsiglieri para dispensar escolheria o argentino, por me parecer ser o que está mais longe de poder afirmar. E João Gonçalves, não é propriamente um nome descartável, face ao final de contrato de Abel e o provável empréstimo de Cedric, cujas actuações me agradaram sobremaneira. 
 
Sejam quais forem as decisões que se venham a tomar sobre estes dois jogadores o que não me parece aceitável é que o clube não cobre ao Braga pela mesma bitola que os minhotos usam para negociar connosco. Lembro que há anos andamos a encher os cofres do SCBraga desde a compra de  Abel, Wender, João Alves, que repetimos com João Pereira, Evaldo e que, do lado do Braga, não se nota especial consideração pelo seu melhor cliente. Acresce a isso tudo o facto do clube minhoto não se poder queixar de falta de liquidez: vendeu Sílvio por um valor superior ao que conseguimos por Veloso, por exemplo, e pode fazer o seu “negócio Bebé” com Pizzi.

2-    Maniche e os sete milhões
Muitos se indignavam há sensivelmente um ano quando se falava dos contratos que Costinha fazia aos “amigos”. Nunca usei a expressão porque não tenho por hábito colocar em causa a idoneidade de alguém sem provas que o justifiquem. Mas sabendo-se o que se sabe hoje é pelo menos impossível não concluir que aquando da contratação de Maniche Costinha pensou muito mais no amigo do que no clube que tanto diz gostar. E Maniche, que também dizia vir cumprir um sonho, não sairá sem nos deixar um pesadelo de pelo menos um milhão de euros, fora ordenados e outras alcavalas. A esse milhão acrescerão mais 6, ao que dizia ontem o DN, para as restantes indemnizações. Veremos o que acontece até ao inicio de época para percebermos melhor quanto nos vão custar apenas os aperitivos da próxima época…

3-    Contas
Os Sportinguistas estão cansados de olhar para os números extravagantes dos orçamentos e dos relatórios e contas e sobretudo compará-los com os números dos troféus. Assim, e olhando pela rama as contas dos últimos noves meses conclui-se que  tivemos menos receitas, reduzimos as despesas e as operações financeiras resultantes das VMOC`S e trespasse da Academia contribuíram para a redução do passivo. Ainda sem ter conseguido apurar que impacto tiveram nestas contas a antecipação de receitas que não pertenciam a este exercício e que por isso são retiradas às corpos sociais que se seguiram ( como  os dois anos de Gameboxes e vendas de percentagens de passes de jogadores) saliento o facto de termos gasto acrescido mais 3 milhões de euros com despesas com o plantel para ficarmos a 36 pontos de distância do campeão em titulo. É obra!

4-    Imparidade
Ainda relativamente às contas o que não pode passar despercebido é que o Sporting provavelmente não receberá nada do negócio efectuado com o Recreativo de Huelva pelo passe de Carlos Martins. Aqui o clube consegue o pleno: reforçou um rival directo, ao abdicar do direito de opção sobre o jogador, e ainda contribui para os cofres do clube espanhol permitindo-lhe receber valores de um jogador que ainda não tinha pago e que, face à delicada situação do clube andaluz, se afigura difícil receber qualquer valor.

5-    Assistências
Sem surpresas “descobriu-se” que o Sporting perdeu em média 10  mil espectadores em Alvalade. Algumas das razões estão explicitas aqui neste post, sobretudo nas consequências de uma péssima gestão desportiva a que acresceram mais de 5 anos de caneladas aos sócios. Mas veja-se que o nosso vizinho SLB em apenas um ano perdeu 12 mil. Apesar da relatividade dos números facilmente se conclui se os palhaços não agradam o pessoal não vai ao circo. Alguém dizia: querem espectáculo vão ao Alvaláxia. E os Sportinguistas foram e ainda por cima reservaram-se o direito soberano de escolherem o que era melhor para eles. Sim, porque a avaliar pelo que se vê pelo Alvaláxia, não seguimos o conselho à letra.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como, quando, e onde serão gastos os 20 milhões

A Sporting SAD vai emitir um empréstimo obrigacionista de 20 milhões de Euros e para o efeito vai solicitar a autorização aos accionistas em AG. Como quando e onde vão ser gastos esses 20 milhões deve ser a pergunta que muitos Sportinguistas fazem por esta altura. Mas se a generalidade dos sócios e adeptos aparentam desconhecer qual a razão desta operação financeira e a sua ignorância até pode ser justificada o mesmo não se pode admitir aos jornalistas, cuja missão é informar e, para o poderem fazer, têm que saber do que falam.

Já me havia referido anteriormente (ver 2º parágrafo do post em link) sobre esta operação mas infelizmente continuo a registar com pena que o assunto continue a ser tratado com total ignorância dos que a ele se vão referindo. O actual empréstimo mais não é do que a renovação do anterior, lançado em 2008 e que agora chega ao seu fim. Assim ao Sporting restavam 2 alternativas: ou reembolsava esse valor aos investidores - os juros foram pagos semestralmente - dispondo de verbas próprias que não tem e que precisa para reforçar o plantel, ou recorria a novo empréstimo para saldar o anterior.

Por isso o dinheiro que entrar, ao contrário do que hoje é veiculado pelo CM, e por alguns espaços na blogosfera, não é para investir em nenhum jogador, antes sim para tapar um buraco aberto em 2008. E o fundo de que se fala também na mesma noticia dificilmente verá a luz do dia nos próximos 30 dias, pelo que os 35 milhões não passam de uma miragem. Assim como a pretensa declaração de Bobô, dando-se como jogador do Sporting, pode não passar de um embuste...

terça-feira, 30 de março de 2010

Being football manager

No post do passado sábado propus aqui a discussão sobre aquisições e vendas, pretendendo chamar à atenção para o perigo de, mexendo em excesso no plantel, juntamente com a liderança técnica, começarmos a próxima época atrás dos nossos adversários. E concluía que, além do risco desportivo, sobrevinha ainda o risco financeiro, isto para um clube de parcas receitas, as mais débeis dos 3 grandes.

Mesmo correndo o risco de aborrecer os nossos leitores, volto à carga com o assunto. Isto porque na caixa de comentários foram apontadas muitas “soluções” sem contudo se notar preocupação em fazê-las acompanhar do necessário realismo. Por isso nada melhor do que servir-me de um exemplo, citando precisamente um leitor do “ANorte”, para reforçar a minha chamada de atenção. Esse mesmo leitor advogava a saída de 12 jogadores, a saber: Tiago, Ricardo Batista, Abel, Pedro Silva, Polga, Adrien, Pereirinha, Miguel Veloso, Izmailov, Vukcevic, Djalo, Hélder Postiga. O que eu sugiro então é que façam um pequeno exercício, de papel e lápis ou folha Excel. De um lado ponham o valor resultante da venda de cada um desses jogadores, do outro o jogador que o substituiria e o que teriam que pagar por ele.

Mesmo usando a perspectiva mais optimista para a venda e a que nos seja mais favorável na hora de comprar, apurem a diferença. Não prescindindo do necessário realismo, poderão muito bem concluir que alguns desses jogadores não suscitarão qualquer interesse no mercado. Ora, uma vez que quase todos eles têm contrato em vigor, a sua dispensa significará que o seu vencimento continuará a assombrar-nos a tesouraria se não conseguirmos clube que o assegure por inteiro. E, acreditem, todos os clubes têm sabido explorar muito bem as nossas “necessidades”, como se viu recentemente com Rochemback e Romagnoli.

Eu até não gosto muito de falar de dinheiro, mas todos sabemos que é com ele que se compram os melões. E sem ele recorre-se ao endividamento e aumento de passivo. Não vos parece que disso já temos que chegue? A não ser que se queira seguir o modelo do clube da Luz. Escrevo no dia seguinte a mais uma operação de controlo e reestruturação de um passivo que de 2008 a 2009 disparou 90,7 % “and couting”. Se é para isto, as noticiais do adiamento da nossa tão falada reestruturação financeira só podem ser consideradas boas. É que deixar um Sporting viável aos nossos netos é mais importante para mim do que “fazer o que for preciso” para ser campeão e com isso hipotecar o futuro.

Aceito que o Sporting tenha que investir, obviamente. Mas, como diz muito bem  desde o PLF, o Sporting já investiu mais do que o que tem e, se quer ser fiel á ideia de um clube formador, sem limitar as perspectivas de afirmação aos que, de todo o mundo, recorrem à nossa Academia para se receberem aquilo que ali se faz com distinção ímpar: ensinar a jogar futebol. Sem essa perspectiva condenamos a Academia a um mero lugar de passagem, de excelência na formação, mas sem qualquer proveito para o Espírito Leonino. Os que a procurarem fá-lo-ão para ser jogadores de futebol em qualquer lugar do mundo, não para serem jogadores do Sporting. E isso fará toda a diferença, pelo menos é assim que o vejo.

PS: Fico satisfeito com o pedido de desculpas de Izmailov.  Fazê-lo como o fez diz muito do carácter do jogador. Elas eram devidas pelos danos que as suas declarações haviam provocado, sobretudo à competência profissional de Gomes Pereira. O que veio a público do triste episódio é apenas a ponta de um iceberg que já provocou muitos estragos ao Sporting, seria uma pena que se prolongasse até à contagem de baixas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Este é o clube que queremos

Ontem o Hugo formulava retoricamente a pergunta de quem era a culpa do actual estado do Sporting Clube de Portugal. Obviamente que a culpa é nossa, como ele muito bem respondeu na altura. E por nossa entendo os sócios, os adeptos e sobretudo os dirigentes.

Dos sócios, por que sufragam sucessivas direcções em quem confiam cegamente, abstendo-se de acompanhar os respectivos exercícios com sentido critico, escolhendo a via mais fácil que é: “aqui tens o meu voto, faz favor de não aborreceres com relatórios de contas, AG´s e outras maçadas”. No fundo os sócios têm baseado as suas escolhas na confiança que lhes merece o curriculum vitae dos seus dirigentes, que, por norma nos últimos anos, são nomes distintos e distinguidos nas suas categorias profissionais.

Acontece que aqui há desde logo um equívoco. O clube que os elege tem regras de gestão muito diferentes das empresas onde se distinguiram. É que o Sporting Clube de Portugal é uma associação que tem uma grande empresa (Sporting SAD) e não o contrário. Nas empresas de onde são oriundos fazem uma gestão de proximidade e quando subdelegam competências e ou responsabilidades, delegam-nas em pessoas da sua confiança e com aptidões profissionais sujeitas a rigorosa análise, e em competição com diversos candidatos. No Sporting esse rigor tem ficado à porta de entrada, com as competências a serem delegadas em pessoas que ninguém conhece ou reconhece pela habilitação para o cargo. E como não são eleitas, sobrevivem entre os pingos da chuva, o mesmo é dizer entre as mudanças provocadas pelos resultados eleitorais sem que o seu trabalho seja avaliado. E ao que parece nem a preferência clubista tem servido de critério de admissão. É também verdade que nos últimos anos não tem havido alternativa eleitoral, ou quando ela existiu os sócios preferiram a continuidade.

Dos adeptos, porque acham que merecem um clube melhor, mais competitivo no futebol, a ganhar nas modalidades, tendo atletas olímpicos medalhados, mas encontram sempre uma desculpa para não fazerem a mudança por dentro. Porque não percebem que para sermos melhores também é preciso sermos maiores, isto é aglutinarmo-nos, criar massa crítica.

Mas quem tem um peso decisivo por acção e também por omissão são os dirigentes. Mais do que os sócios e adeptos é acção deles que conta. E é por isso que o estado actual do clube é um manifesto da incompetência da sua gestão e acima de tudo da deslealdade para com os que neles depositaram confiança. E essa inépcia pode ser comprovada em números, sem ter que saber de contabilidade ou analisar fastidiosos relatórios. Basta olhar para as bancadas de Alvalade, para a falta de troféus nas modalidades, para a falta de uma equipa competitiva na modalidade mais representativa. Se há algum sucesso digno de realce nas sucessivas direcções dos últimos anos ele é terem-nos feito falar de passivos, deficit´s e balanços em vez de títulos e de vitórias.

Este é afinal o clube que temos querido e é também o que temos merecido. Quando quisermos realmente algo melhor e maior saberemos como o fazer. Mas quando mais tarde nos decidirmos, mais difícil será de conseguir.

PS: Já depois de editar este artigo, fui apanhado de surpresa pela noticia de que JEB havia tocado a antecipação do jogo da Taça da Liga a troco de 30% da capacidade do estádio de Alvalade. Não pode ser verdade, claro.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ser ou Parecer?


Certo dia na faculdade, um professor de Promoção e Publicidade contou numa aula uma história interessante: Um empresário com uma indústria de pequena dimensão conduzia um carro de grande cilindrada, deixando surpreendidos todos os que o conheciam e a sua riqueza. Quando questionado em relação a tal realidade, o homem respondeu: “Sabes, posso ser uma pessoa humilde e sem grandes riquezas, mas pelo simples facto de andar a exibir esta viatura em frente dos meus parceiros de negócio, obtenho logo o rótulo de pessoa de confiança garantindo assim preços mais competitivos e melhores condições de pagamento junto dos meus fornecedores”.

Por esta altura, devem estar a questionar-se porque razão há-de estar uma história deste estilo num blogue relacionado com o Sporting…

Face às crescentes dificuldades financeiras do nosso clube, é cada vez mais evidentes as dificuldades e baixa margem negocial que a nossa equipa tem. Não conseguimos negociar os nossos dispensados nem termos forma de conseguir os reforços que – concorde-se ou não - dizem ser necessários para melhorar a equipa e poder lutar de igual para igual com os principais adversários.

Instados com o que se vê noutros lados e talvez frustrados por não conseguir fazer o mesmo, desesperamos a pensar se somos mesmo os únicos a atravessar dificuldades. Dizem os mais conhecedores que não e que apesar de uns conseguirem negociar mais jogadores e com sucessivas verbas recorde, têm também uma folha salarial e um nível de custos muito superior enquanto outros apesar de conseguirem movimentar muitas verbas e financiar-se das mais variadas formas, têm também um sem fim de buracos por onde escapa a liquidez do clube. Onde está então a diferença?

A diferença está no já conhecido “Somos diferentes”. Nós somos os honestos, os sinceros e os frontais que bradamos aos sete ventos que não temos e não podemos. Nós somos os cumpridores e cavaleiros da virtude que não enganamos ninguém e cumprimos todos os nossos compromissos e respeitamos por completo aqueles que lidam connosco. Obviamente que nada tenho contra o que se pratica mas sim contra o que se prega.

O discurso que se exterioriza vulnerabiliza o Sporting levando o clube para níveis de credibilidade diminutos pois aparentemente estamos tão mal que necessitamos de despachar qualquer jogador para equilibrar as contas, nem que seja a preço de saldo. Por outro lado, aqueles que não pretendemos manter, estão mais que desprestigiados e ninguém se atreve a dar o que quer que seja por eles.

Em linguagem popular, diria que está na moda pregar “barretes” ao Sporting. Somos aqueles que são diferentes e como tal, imbecil é aquele que não se aproveita das nossas debilidades, seja na negociação de um qualquer jogador ou na contagem da electricidade ou pagamento de um qualquer honorário…

Que se lixe a mulher de César pois às vezes mais vale parecer do que simplesmente ser…

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