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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A melhor aquisição deste Inverno II

Na sequência do meu post "A melhor aquisição deste inverno", em que sugeria a interposição de uma providência cautelar que impedisse uma administração demissionária de continuar a estender a sua acção ruinosa, consultei vários amigos melhor preparados que eu para a devida abordagem jurídica ao assunto. O que hoje aqui partilho convosco é uma dessas respostas, cuja leitura me parece pertinente, uma vez que, além da questão jurídica propriamente dita, são abordadas matérias de grande actualidade e importância na vida do clube.

Carta do meu Amigo J:

Meu caro,

Agora que se vê a importância que teria existir um qualquer mecanismo de governance como o que sugere no seu post, escrevo-lhe para lhe dizer que, do meu ponto de vista, não há, ou pelo menos não há nada que permita um controlo efectivo a esse nível.

A verdade é que o SCP não é como o governo, e mesmo demissionária, a Administração tem sempre poderes de – no mínimo – gestão ordinária do Clube, que no limite poderá compreender, julgo, adquirir e alienar passes de jogadores e renovar os direitos desportivos da SAD sobre eles. A somar a isto, é importante vermos que uma norma que impeça uma Administração demissionária de agir no mercado pode levar também ela a que isso consubstancie maus actos de gestão, senão vejamos:

O perfeito seria no período em que a Administração esteja demissionária, estar-lhe vedado comprar, vender ou renovar. Mas será que uma Administração, mesmo demissionária, não deve renovar com um Carriço? Será que uma Administração demissionária deve deixar passar uma oportunidade de receber uns milhões pelo Maniche ou por outro elefante branco do plantel? Será que deve perder a oportunidade de trazer o Messi a custo zero? Bem sei que são hipóteses académicas, mas numa norma que impeça tout court a Administração de agir no mercado, o risco é este. E nem podemos mitigar isto com um critério qualquer de razoabilidade ou de bom senso, porque as decisões que se tomam quanto ao plantel são, em larga medida, subjectivas. Com efeito, há quem aplauda a saída do Liedson e a entrada do Cristiano e a renovação do Postiga. E com esta subjectividade, o conteúdo da norma ficaria vazio, porque todas as medidas estariam bem e mal para uns e outros. O mesmo se diga por exemplo com um critério puro de valor do tipo: “só se pode comprar até X e vender acima de Y”. Também há bons negócios fora destes valores, e talvez sejam negócios que uma Administração, mesmo demissionária, deve fazer.

Dito isto, o que eu acho é que a subjectividade devia ter um filtro qualquer, e uma Administração demissionária poder agir, mas não ESTA Administração demissionária.  

O SCP vender o Liedson sem acautelar uma solução (nem que seja quantitativa) para o ataque é um acto de brutal má gestão. É só destruir um activo e vender pela porta do cavalo um dos poucos símbolos do Clube. Como sabe, terrorista me confesso, mas sempre achei que, em tudo o que não tangia com o património imobiliário e financeiro do SCP, não haveria má-fé, incompetência. Mas isto começa a ser demais. O SCP deixou simplesmente de ter 4 avançados para passar a ter 3, e nesta redução do tamanho do plantel, vendeu o melhor dos 4 avançados que tinha. Que em 4 avançados, o único que valha dinheiro seja o que tem 33 anos é já de si sintomático da qualidade que se tem imprimido na formação do plantel nos últimos anos.

Mas é sintomático de algo mais. O SCP tem verdadeiramente a corda na garganta, e não é a propalada emissão de VMOCs que cá está para lhe aliviar o sufoco. Essa vai aliviar o serviço de dívida, ou seja, vai aliviar o nó na garganta dos gestores que aprovaram emprestar dinheiro ao SCP. Ninguém me tira da cabeça (e confesso já ter ouvido coisas nesse sentido) de que o SCP tem que reduzir pressão na folha salarial JÁ, vá quem for, sob pena de começar a haver gente com salários em atraso. Isto é grave e levanta muitas perguntas como por exemplo, o que se poderia fazer com 6.5 Milhões de Euros que se pagaram (e se continuarão a pagar por muitos e bons anos) por Sinama-Pongolle.

São estas e muitas outras perguntas que devem encontrar resposta no futuro, sob a forma de auditoria. Que “o SCP não tem as mesmas condições que os outros” é uma lenga-lenga que já ouvimos há 15 anos. A diferença é que quando Roquette avançou com ela, o SCP tinha MAIS condições que os outros, e agora tem bem menos.

Quanto a Braz da Silva, o facto do projecto dele ser encabeçado pelo presidente do conselho fiscal que nunca reparou que o SCP se estava afundar (ou se reparou, nunca avisou) só por si desaconselharia que se seguisse este canto de sereia. Acho irónico que a malta do Projecto, que durante anos nos ameaçou com o maniqueísmo “ou somos nós ou então um aventureiro tipo Jorge Gonçalves”, se queira agora perpetuar com um desconhecido empresário que traz promessas de dinheiros coloniais. Só falta ter bigode e aterrar na Portela com o Rijkaard – mas agora para treinador – para a história se repetir na íntegra. Quem também parece satisfeito com esta solução é Rogério Alves. Nada que me espante. Depois de ter mandado apagar a Centúria Leonina toda, essa tertúlia onde ele e os acólitos cantavam os louvores da Administração profissional do SCP, para ninguém poder ler o percurso que o levou a dar a cambalhota intelectual, vê agora em Braz da Silva a oportunidade ideal para alguém que não ele (i) ficar com a responsabilidade de reabilitar o Clube (ii) injectar dinheiro no Clube. Mais do que isso, ao criar um consenso (esse eufemismo para “juntar-se ao cortejo”), Alves garante que fica mais um mandato a orbitar perto que chegue do poder para quando achar que o SCP está mais digno de ser presidido por ele (leia-se mais capitalizado e pacificado) ele então começar a sua jogada já habitual de minar por dentro.

É um bocado paranóico, dir-me-á, mas um ano e meio depois de JEB ter chegado em glória e me terem chamado tudo, incluindo Velho do Restelo pelos meus vatícinios de que o SCP iria entrar numa espiral de dificuldades financeiras e desportivas sem precedentes, que a Academia e o Estádio tinham os dias contados enquanto activos do Clube, e acima de tudo de que quando os VMOCs estivessem completados, JEB já poderia sair com a sensação do dever cumprido, acho que já provei as minhas capacidades mediúnicas que chegue para me levarem a sério. J

Agora, uma nota: talvez o status quo tenha medido mal o que passou para o público. Se Braz da Silva avançar com a promessa de 50 milhões para gastar em jogadores, ou eles aparecem e rendem, ou então o senhor da Finirtec vai ver a vida correr-lhe muito mal, muito depressa. Até ver, as promessas dele podem ser verdade. É que o Carlos Freitas já se demitiu do poleiro dele na Grécia e começou a dar entrevistas sobre o quanto que deu a ganhar ao SCP com o Liedson. Deve-lhe ter cheirado a dinheiro fresco e já deve ter uns Tellos em carteira para vender...

No entanto, a proposta de Braz de Silva é assustadoramente vazia, e parece resumir-se a trazer um saco com dinheiro para o Clube, esquecendo que a muito breve trecho, as regras do jogo vão mudar, e o reforço das equipas vai estar condicionado a imposições e limitações concorrenciais e a numerus clausus de jogadores da formação. Será que é no preciso momento em que a formação se vai converter numa tremenda mais-valia que se vai mudar o paradigma de investimento do SCP? Sobre isto, nada se sabe, resta esperar para ver.
J

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Academia e os V.M.O.C.*

Aprovada que foi a passagem da SCS para a SAD, a Direcção arvora que o seu plano de 3 passos (SCS, Academia e VMOC na SAD) estará pronto a avançar.

A este respeito, cumpre esclarecer o seguinte:

Ao contrário do afirmado pela Direcção, a passagem da Academia e a emissão de VMOCs não estão aprovadas em Assembleia Geral, pelos motivos que passo a explicar:

Academia:

Nos termos dos estatutos, a "alienação ou oneração de direitos sobre bem imóvel" carecem do voto favorável de 2/3 dos Sócios. Ora, a Academia, tanto quanto julgo saber, é um bem imóvel, e a passagem dela da esfera patrimonial do Clube para a da SAD constitui, para todos os efeitos, uma alienação: passa a ser dum para ser doutra.

Como 2+2 ainda vão sendo 4, a passagem da Academia depende desta maioria, que não foi obtida.

VMOC:

VMOC é o acrónimo de "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis", como já todos sabemos, dado que o significado do termo foi das poucas coisas que a Direcção fez a gentileza de explicar.

Mas convertíveis em quê? Convertíveis em acções da Sporting SAD.

Os VMOC têm um período de maturidade, após o qual se convertem (obrigatoriamente, conforme o nome indica), em participações sociais do Clube.

Esta conversão significa que, no futuro, o capital social da Sporting SAD será de mais 55 milhões de Euros (o valor da emissão dos VMOC), o que, em termos jurídicos, representa um aumento de capital, mesmo que diferido no tempo.

Ora, o aumento de capital duma sociedade tem o efeito de diluir e relativizar a posição accionista das sociedades que já são Sócias da SAD. Assim, na prática, o que o SCP está a fazer é alienar parte da participação social que detém na SAD, no sentido de que tendo 68% dela hoje, passará a ter 50,1%.

Sucede que a "alienação ou oneração de participações sociais do Clube" requer também a infame maioria de 2/3, que também não foi obtida.

O argumento da Direcção é, grosso modo, este: "nós não estamos tecnicamente a vender as acções, por isso até vos estamos a fazer um favor em vos perguntar seja o que for".

Este argumento juridicamente é defensável, porque as acções da SAD que pertencem ao SCP não estão efectivamente a ser vendidas a ninguém com a emissão dos VMOC, embora esta posição admita posições contrárias tão ou mais defensáveis também.

Mas, num quadro de respeito aos Sócios, a única que coisa que, de acordo com JEB é o SCP (..."o resto é SAD"), é moralmente condenável, por dois motivos:

1. Os estatutos não são letra vazia e impassível de interpretação tendo em conta o seu propósito. O propósito de sujeitar a alienação de participações sociais à aprovação de 2/3 dos Sócios é um especial interesse na manutenção e protecção da posição accionista que o Clube tenha. Neste contexto, deve-se entender que qualquer operação societária que tenha como efeito diminuir a participação social do Clube em sociedades deve ser sindicada pelos Sócios. Entender o contrário seria admitir a criação duma válvula de escape que subtraísse qualquer controlo sobre as participações sociais do Clube aos Sócios.

2. Age com claro desrespeito pela vontade dos Sócios quem, mesmo na hipótese de não estar obrigado a pedir a aprovação dos Sócios, a pede, não a recebe, e depois faz na mesma. Goste a Direcção ou não, o SCP é nosso. É nosso desde 1906 e merecemos algum respeito porque chorámos, sangrámos e sofremos muito para o engrandecer.

Como nota final sobre esta história do património:

É a minha sincera opinião que os Sócios do Clube mais e mais ignoram que essa qualidade os constitui nos verdadeiros últimos proprietários do acervo patrimonial do Clube. Os terrenos são do Clube, mas o Clube é (ou devia ser) dos Sócios, portanto os terrenos são, em última análise dos Sócios.

Não no sentido de que os podem vender e ganhar directamente com a sua venda, mas no sentido de que é sobre os Sócios que impende o dever de conservarem bem o património do Clube.

A ideia do associativismo, a ideia subjacente ao SCP NUNCA foi eleger corpos directivos e depois demitirmo-nos de participar na vida do Clube. Mas participar não é "ir" à AG. É ir e saber ao que vai. É ir e exigir respostas. É dar o voto sem preconceitos pessoais quanto aos proponentes das propostas (passe o pleonasmo), mas pedindo-lhes sempre o esclarecimento necessário.

Dito isto, acho chocante que os Sócios aceitem vender uma coisa que é sua, como a SCS sem se darem ao trabalho de saber sequer por quanto a venderam.

Estou em crer que fosse a SCS de qualquer um dos Sócios que votou convictamente "sim" a título estritamente pessoal, esse Sócio empregaria mais cuidado e interesse na sua venda do seu bem.

Espero e desespero que haja algum cuidado quanto ao pouco património que nos resta Da minha parte, é claro como água: Se a Direcção vender Academias e aceitar a emissão de acções a coberto de poderes que objectivamente não tem, pode contar com a minha oposição. Em qualquer sede. Até na judicial. "

Saudações Leoninas

*Texto complementar à reflexão que JL elaborou para o "ANortedeAlvalade" sobre a última AG, no âmbito da nossa iniciativa "Reflexão Leonina".

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

JL - O Plano do Plano

O PLANO DO PLANO – A AG PARA TERMINAR COM TODAS AS AG’S

Sportinguistas,

É com coração pesado que escrevo este post, numa altura em que se sabe já o desfecho da AG de 13 de Outubro de 2009, dia que, de tão mau agoiro ameaça ser, bem podia ter sido Sexta-Feira.

Começo por agradecer aos Caríssimos editores do blogue o simpático convite para vir deixar neste salutar espaço de debate Sportinguista a minha visão do que foi, podia ter sido e, creio, será o SCP.

É importante que se tenha em consideração que a Assembleia Geral de dia 13 de Outubro (“AG”) foi das mais importantes de sempre da história do Clube.

Nela decidiu-se o direito a usar o nome Sporting Clube de Portugal deve ser do Sporting Clube de Portugal ou não.

Nela decidiu-se se a SAD deve ser, de uma vez por todas, um veículo societário ao serviço dum Clube centenário ou se o Clube centenário deve suportar até gota de sangue não lhe restar os caprichos comerciais duma sua empresa.

Numa escala maior, decidiu-se o a prioridade de sobrevivência das instituições: Se for preciso sacrificar uma para salvar a outra, qual sobrevive?

A este respeito, cumpre salientar que é inaudito na história da prática comercial Portuguesa uma entidade detentora assumir a posssibilidade de se descapitalizar até ao osso e fazer perigar a sua existência para sustentar uma sua participada.

Dirão os mais objectivos que apenas se decidiu a passagem de um activo do Clube para a SAD.

Na minha modesta opinião, esta AG pintou um retrato preocupante daquilo que é a nossa realidade hoje, senão vejamos:

Decidiu-se muito mais. Decidiu-se o futuro. Mais concretamente, decidiu-se não ter futuro.

E tudo em nome do Plano de Reestruturação Financeira (“Plano”).

Antes de entrarmos na discussão do Plano, urge fazer duas notas:

a)    Para não tornar o post ainda mais insuportavelmente longo do que é, por Plano deve-se entender a parte do Plano que foi aprovada na AG, i.e., a passagem da Sporting Comércio e Serviços para a SAD; e

b)    De “numerologia” já estaremos todos saturados, e essa acaba por ser irrelevante, até porque do prisma financeiro, o Plano equivale a, na prática, urinar para um fogo florestal na esperança de assim o apagar.

Dito isto, venho hoje discutir as condições “climatéricas” por detrás da AG e em que medida estas revelam a convicção e conhecimento dos Sócios quanto à aprovação do mesmo.

O Plano enfermou desde nascença de vários males que sempre deveriam ter minado a sua credibilidade e deveriam ter ditado um “Não”, nem que fosse em nome dum “Sim” posterior, senão vejamos:


1. O Plano enquanto Monólito

O Plano foi, desde que surgiu nas bocas da nação Sportinguista com aura sebastiânica, uma inevitabilidade.

“É o único Plano”; “Não há vida para além do Plano”; “Se não aprovarem o Plano, seremos devorados pela besta negra da Banca”.

Estas e outras aleivosias assumiram, ao melhor estilo de Goebbels, o carácter de mentira que, tantas vezes repetida, se tornou verdade.

É preciso ter presente que o Plano nasce duma recusa assumida pelo anterior Presidente em renegociar com a Banca ou em procurar outra instituição bancária com que negociar a compra da dívida em condições mais vantajosas.

Assim, o Plano passa de monólito, de única tábua de salvação da SAD e do Clube num capricho do “menino” Soares Franco, que não quer afrontar os amigos, até porque, conforme afirmou a respeito de outros diferendos: “não tenho feitio para discutir”.

Dirão os mais críticos: “mas ninguém apareceu com outra solução!” O problema é que isso não corresponde à verdade.

Da renegociação com os bancos com que o SCP trabalha até à procura de outros bancos para trabalhar, passando pela titularização da dívida, várias outras opções surgiram.

Mas todas esbarraram em argumentos como “Pois, mas este Plano está pronto e se não agimos depressa, os Bancos levam tudo” ou “Pois, mas o Plano é melhor”.

Aos defensores mais empedernidos do Plano, pergunto sem sofisma: Quando é que o Plano foi debatido com abertura a alternativas a ele próprio?

A este respeito, cumpre salientar que se assistiram a melhoras. Do despeitado Franco que, confrontado com o chumbo do Plano, vociferou: “E eu é que tenho que mudar o Plano?!” passámos ao cândido Bettencourt que sempre afirma: “Há outras soluções, mas esta é a que está disponível a curto prazo”.

Se o Presidente admite que o Plano não é a via única, porquê tomá-lo como tal? E se o tomamos como tal por ser o único disponível AGORA, porque não se contemplaram outros desde início?

Aprovado que está o Plano, a pergunta cai para o academicismo.


2. O Plano enquanto “Cheque em Branco”

É importante manter presente que a SAD é uma sociedade comercial cotada em Bolsa, e que, como tal deve, ou devia, ser pautada por valores de rigor, transparência, responsabilidade e responsabilização dos seus orgãos dirigentes.

O Plano é a mais recente paragem na “via dolorosa” que tem sido a passagem de património do Clube para a SAD. Muito património foi passado, a pretexto da sustentabilidade da SAD e do Sporting Europeu, que ganha 3 campeonatos em cada 5, conforme vaticinou o pai de todo o “monstro”, José Roquette.

Sucede porém que, em 2009, a SAD apresenta um passivo gargantuesco sem contrapartidas ou resultados desportivos que o justifiquem. O património, esse, esfumou-se, perdido entre resmas de papel, e o seu produto anda ausente em parte incerta, com a única certeza a ser que não serviu para engrandecer o Clube conforme foi prometido.

Assim, chegados a 2009, temos que encarar o facto de que o buraco financeiro foi feito por pessoas. De melhor ou pior fé, mais ou menos competentes (na generalidade menos), mas pessoas.

Temos ainda que encarar que as mesmas pessoas que cavaram este buraco são as que nos pediram o sangue do Clube novamente na AG.

Pergunto eu: não se devia exigir uma sindicância da actuação destas pessoas ANTES de lhes dar mais património?

Não se trata de caçar bruxas, não se trata de apontar dedos. Trata-se de “corporate governance”, de garantir aos Sócios que o risco de má gestão futura deste activo é mínimo, por não ter existido má gestão passada dos outros.

A este respeito, Bettencourt é lapidar. Não se audita nada. O passado não interessa, e se erros houve, são para varrer para debaixo do tapete e não mais pensar neles.

É uma questão de fé, de confiança, dirão alguns. Face aos resultados da SAD e olhando para o património de que esta já dispôs, pergunto eu: como se pode ter confiança?

Mais, se não há motivos para desconfiar, não seria uma auditoria um poderoso instrumento pacificador, um lavacro purificador de onde JEB e a DIrecção sairiam ultra-legitimados sob a bandeira da transparência?

Aprovado que está o Plano, a pergunta cai para o academicismo.

3. O Plano Que nos foi Apresentado

O Plano foi vendido aos Sócios antes da AG como a última hipótese de sonhar com competitividade, estabilidade, e, a julgar pelo miserabilismo do Presidente, dignidade.

O Plano foi, sem papas na língua, apresentado sem valores. A generalidade dos Sócios ignora por que valores foi a SCS passada para a SAD, ignorando consequentemente QUANTO saiu da esfera patrimonial do Clube com esta passagem.

Esta não é a maneira de apresentar um Plano desta magnitude. Ocultando valores, apelando à necessidade basista de correr atrás dos outros, prometendo aumentos de investimento no futebol, depois subsequentemente mitigados ou desmentidos no dia da AG, i.e., já formadas as convicções, arvorando o caos como desfecho inevitável caso o Plano não seja investido na condição de salvador da pátria.

Um Plano destes apresenta-se com verdade, com números, com implicações práticas e concretas nas manifestações do SCP que os Sócios vivem, sentem e com que vibram.

Não tenho dúvidas que se Bettencourt tivesse, atempadamente, avisado do impacto apenas marginal do Plano no e.g., futebol, outro galo facilmente cantaria. Acho que ninguém tem. Um Plano que prometa craques é popular e passa. Um que não…não.

Assim, o Plano foi apresentado aos Sócios, que entraram para a AG para sobre ele decidirem, como um Finisterra medieval: dentro dele, a salvação. Para além dele, o abismo.

Convenhamos que não são pressupostos que encorajem o debate, e que, pelo contrário, predispõem à aprovação.

4. A Assembleia Geral do Plano

Se até aqui usei de alguma contenção, é aqui que ela se esgota. Porque, franqueadas as portas da AG, a lógica ficou à porta e só resta espaço para a pressão de parte a parte, o insulto, e um dos maiores exercícios de futilidade que alguma vez vi, ao ponto de me perguntar até que ponto o modelo de AG do SCP tem alguma semelhança com o associativismo.

Os Sócios estão divididos em guerra fractricida. De um lado, os situacionistas, que arvoram os 90% que elegeram Bettencourt como uma panaceia para todos os males que, na sua convicção, tudo desculpa, tudo perdoa, tudo permite. Para os situacionistas, a minoria deve acabar. Por ser minoria, é uma “quantité negligéable” que se deve subsumir ao juízo maioritário.

Os situacionistas assumem hoje a posição: “como vocês são menos, não vos temos que ouvir”.

Do outro, os oposicionistas, fartos de tudo. Fartos da incompetência, da falta de controle sobre a gestão da SAD, de terem que vir a AGs passar património porque a SAD só perde e não ganha, fartos do mau futebol, de ficarem em segundo, e, acima de tudo, fartos de estarem fartos de tanta coisa.

E este é um status quo que temo ser insanável. Ache Bettencourt e os 90% o que acharem, esta Direcção não é consensual. Sendo legítima, não é representativa. Tem 90% dos votos, o que representa sensivelmente 8.000 pessoas. O SCP é bem mais e que une 8.000 pessoas não pode pretender ter unido todos os Sportinguistas.

Não discuto que só votou quem votou e é esse o universo a ter em conta. Mas, se são só 10.000 os que votam, são bem mais os que se revoltam.

E foi neste clima que se iniciaram os trabalhos da AG: guerra surda.

Não pretendo fazer um relato exaustivo da AG, por isso, deixo apenas os pontos que, para mim, merecem nota. Quem esperar imparcialidade no registo, deverá passar à frente.

Num contexto em que se desconhecem os contornos fácticos do Plano, acho inenarrável o Presidente ter perdido tempos infindáveis a listar o seu currículo. Quem foi votar não sabe dos méritos do Plano, mas sabe dos do Presidente. O motivo é lapidar: “Não se preocupem se o Plano é bom. Eu sou bom, é o que vos interessa”. Não é bem assim, Sr. Presidente.

Acho inacreditável ouvir justificações de voto como “com isto temos mais dinheiro para o futebol” ou “se eles acham que é preciso…”

No geral, a AG do Plano mostrou ser pouco em torno do Plano e mais em torno dos seus fautores.

Por tudo isto, pela falta de informação, discussão, tolerância e conhecimento das matérias, a AG do Plano merece entrar para os livros como um exemplo claro de como NÃO fazer uma AG, da AG que não se deseja nem para decidir a cor das paredes das casas de banho do Estádio.

Para decidir, é preciso conhecer. E, digo-o sem reservas, quem decidiu não conheceu. E não conheceu porque não lhe foi dado a conhecer, o que não serve de desculpa, porque nestas coisas, ensinam os pais às crianças: se não se sabe de onde veio e por onde andou, não se mexe. Sejam cães, doces ou Planos.

Friso: a questão é menos se o Plano é bom ou mau. A questão é que ninguém sabe o que é o Plano. E, na dúvida, seguiu-se a irresponsabilidade de o aprovar.

5. E Depois do Plano?

Agora que o Plano está aprovado, é o momento de para ele olhar desapaixonadamente:

O Plano representa, em traços largos, a assunção pela SAD de que anda nua.

Assim, apanhada nua na rua, a SAD vai ao já vazio estendal do Clube buscar roupa com que tapar as partes pudendas e poder caminhar novamente pela rua sem despautério.

O problema é que a SAD tem uma tendência relapsa para perder a roupa que tem no corpo, tendência essa que tem sido suportada pelo estendal do Clube.

Atenta a nudez despudorada da SAD, é de temer que brevemente esta desfile nua pela rua, desta feita de braço dado com o Clube, levado também ele à nudez.

Assim, é de prever que a SAD depois de vestir a SCS, queira vestir a Academia. E depois de vestir a Academia, queira vestir Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (“VMOCs”). E depois de vestir VMOCs, queira vestir o Estádio.

Durante este percurso, nem uma vez a SAD foi instada a arranjar a sua própria roupa. E o Clube, que passou 103 anos a fazer enxoval, acaba também ele nu.

Porque um dia, a roupa acaba-se.

Bettencourt já avisou que o Plano “é fundamental, mas não suficiente”. Trocado por miúdos, quer isto dizer que a SAD quererá mais património, mais roupa, mais tudo.

A juntar a isto, a Direcção já faz saber, numa sandice situada algures entre a má-fé e o desconhecimento, que a passagem da Academia para a SAD e a emissão de VMOC foram já aprovadas, pese embora não terem reunido a necessária maioria estatutária e legal de aprovação. Aparentemente, a Direcção decidiu levar a sério a tese dos “omnipotentes 90%” sufragada pelos seus arrogantes acólitos.

Tudo somado, a vida depois do Plano afigura-se sombria para o SCP, que corre o sério risco de deixar de existir como o conhecemos e como um dia o sonhou o seu fundador.

Depois do Plano, teremos mais “um cheirinho” de dinheiro para investir no futebol, mas apenas na próxima época, pelo que esta deverá ser já para esquecer, o que aliás a realidade indicia de forma clara e dolorosa.

No meio de tudo isto, umas últimas perguntas académicas:

E o Sporting Clube de Portugal, que ganhou com o Plano?

Que ganhou com anos de gestão incerta de património?

Como é possível termos saído de casa para passear a SAD pela trela e voltarmos a casa pela trela da SAD?

É que por mais que me digam que é tudo igual, eu sou é do Sporting Clube de Portugal. E esse, depois da AG, ficou mais pobre, mais vazio, mais pequeno, mais dependente. E em nome ninguém sabe bem de quem ou de quê.


6. Conclusões e Nota Pessoal

4 meses volvidos sobre a eleição do pseudo-pacificador Bettencourt, o Sporting está pior. Mais pobre, mais dividido, mais desconfiado de si e dos seus, com o Estádio despido como sinal funesto da nudez generalizada e atroz que metaforizo em cima, a equipa de futebol um espelho do desalento da massa adepta, o treinador um espelho do autismo da Direcção, a Direcção um espelho de nós próprios: fria, desapaixonada, pouco exigente, acomodada, e esquecida do que um dia fomos e pouco empenhada em que o possamos voltar a ser.

Bettencourt chegou sob a égide na mudança na continuidade, seja isso o que for. Nada mudou. As pessoas as mesmas. A incompetência e o laxismo, os mesmos. Os resultados práticos são piores.

Prometeu plantel fechado a tempo horas. Não cumpriu.

Prometeu reforços para entusiasmar. Não cumpriu.

Prometeu emagrecer a estrutura directiva. Criou mais dois orgãos em 4 meses.

Prometeu ser o Presidente de todos os Sportinguistas. Mas se discordarem dele e não tiverem as quotas em dia, contem com a farpa na imprensa. Mesmo que isso seja ilegal.

Prometeu o fim do discurso do coitadinho. Não cumpriu.

Cumpriu uma: traz mais Sócios, geralmente à Segunda-Feira. Mas quando um desses Sócios assina um mês depois pelo arqui-inimigo de Carnide, dá que pensar até que ponto é que a única promessa cumprida por Bettencourt não passa duma operação cosmética.

Como ponto final, Bettencourt não é a fonte de todos os males. Já lá andava há anos e já sabíamos ao que íamos.

A fonte de todos os males somos nós. Por darmos sem pedirmos nada em troca. Por darmos tempo quando o futuro é hoje. Por darmos dinheiro sem perguntarmos o que se faz com ele. Por aceitarmos que um grupo de amigos governe há anos um Clube que é nosso.

Eu tenho culpa no Sporting que temos hoje. Assumo-a. Não dei por ele que chegue, não dei alternativas, não remei com força suficiente contra esta voragem, vi mais tarde embustes que devia ter visto mais cedo.

E agora, é tarde. A AG foi a AG para acabar com todas as AG’s. Entrando-se num rumo de inexorabilidade de transmissão do património do Clube para a SAD, quebra-se a possibilidade dos Sócios intervirem activamente na política do Clube, que é determinada necessariamente pelo dinheiro. Essa subiu ao éter da AG de accionistas da SAD. Os Sócios tornaram-se, depois da AG, um bocadinho mais dispensáveis na vida do Clube e o Clube é um bocadinho menos composto pela universalidade dos seus associados, conforme rezam os estatutos.

Vamos ver onde vai acabar. Só o amor me impede ver que vai acabar mal. E depressa.

Um abraço a todos, com o desejo sincero de que não se perca o que nos une: o Sporting Clube de Portugal.

JL

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