Do regresso de Elias à partida de Rinaudo e arrumação da casa
Elias - Nunca acreditei na anunciada venda por 4 milhões, mesmo que apenas por metade do passe. Isto não quer dizer que o negócio não se possa vir a realizar. Mas é sabido que os clubes brasileiros gostam de vender caro mas, na hora de comprar, são, como se diz por lá, mão-de-vaca. O interesse do Flamengo parece ser real, pois Elias voltou na Gávea a patamares próximos ao que de bom fazia no Corinthians. Por isso o clube brasileiro, que sabe que o Sporting não está interessado no regresso de Elias, joga com o tempo e já ofereceu um ordenado chorudo ao jogador para o manter interessado.
O Sporting pode também jogar com o tempo, uma vez que o jogador é importante para a estratégia do clube brasileiro e nem por isso para nós. Não está em causa, pelo menos para mim, a qualidade do jogador e por isso a importância que poderia ter no reforço do plantel. Mas sendo claro que o jogador prefere continuar no Brasil e o facto de ter um contrato muito acima dos valores actualmente praticados, tornam muito remota a hipótese de continuidade. Não havendo acordo espero obviamente que não se repita a aberração já praticada com Labyad e Jeffren. Seria muito difícil de explicar aos sócios e adeptos que o clube tivesse os 3 jogadores mais caros do plantel na bancada sem poderem jogar.
Rinaudo - Jogador querido por todos pela sua forma de estar em campo e fora dele. Com o seu estatuto dificilmente aceita estar muito tempo sem jogar. Tendo sérias possibilidades de ser seleccionado para o Mundial se o estivesse a fazer, ainda mais pressionado fica para procurar um lugar onde possa ser mais feliz. Compreendo a sua insatisfação e percebo que queira sair, mas espero que o Sporting acautele a sua possível vaga no mercado, uma vez que não dispõe de ninguém à altura para fazer a posição 6, em caso de castigo ou lesão prolongada de William. Como o Paços de Ferreira parece estar vendedor, tentar André Leão num negócio pouco oneroso e interessante como foi conseguido com Vítor, parece-me um exemplo de uma boa solução.
Labyad e Jeffren - Pouco mais tenho a acrescentar ao que foi dito acima. Quando ainda há poucos dias, na comunicação efectuada aos sócios, (abordarei em post posterior, porque me parece importante o que foi então dito) o presidente dizia estar em causa a reestruturação financeira, por estarem por vender 2.000 gamebox's, mais difícil é de compreender que jogadores tão caros estejam a receber sem poderem contribuir. Aquele número de gamebox's, pelo valor mais caro (198.00€), equivale a 396.000 euros. Ora esse montante foi já despendido desde o inicio da época com qualquer um deles para andarem a passear entre casa e Alcochete.
João Mário - O seu eclipse é estranho, atendendo à qualidade já evidenciada e ao que se tem visto na equipa B, onde praticamente não passa do banco. A sua possível saída para um clube grego - alô Pereirinha, alô Adrien - assemelhar-se-ia mais a um exílio sem expectativas não fosse encontrar lá Sá Pinto, que o conhece muito bem e quem soube retirar o melhor dele nos júniores ou equipa B.
P.S.- Já depois da redacção do post recebi um press-release da AAS, sobre a temática dos preços praticados nos estádios portugueses, em particular o preço absurdo que o Estoril vai cobrar pelas entradas dos adeptos Sportinguistas. Como o comunicado lembra, os valores agora pedidos são superiores aos pedidos aquando da visita de FCP e SLB. Estranho, não estivéssemos a falar do futebol português...





