Estás na terra, não há cura para isso. Como tal, estarás sempre entre nós.
O Sporting vive do que é real ... não vive de alcunhas. Vive de títulos.
Deverei começar pelo princípio: Travassos partiu a 12 de Fevereiro de 2002, quando o clube foi pela última vez campeão Nacional de futebol, 5 dias antes de João Vieira Pinto ter dado a vitória ao Sporting por 1-0 num jogo em Alvalade, e 5 meses antes do Sporting conquistar, no Jamor, a Taça de Portugal. Nasceu a 22 de Fevereiro de 1926, não perto mas literalmente no estádio José Alvalade, no local onde em 1983 se veria erguida a
bancada que o lotou da capacidade para 75 200 espectadores. Faleceu a 12 de Fevereiro de 2002, entre as melhores memórias do Sporting Club de Portugal.
Veio ao mundo numa casa modesta, entre dois campos de futebol, o do Lumiar e o do Campo Grande. Aos 16 anos foi trabalhar para os estaleiros da CUF e jogou no Grupo Desportivo da mesma companhia. Como era sportinguista de nascimento, o seu sonho era jogar com a camisola verde-e-branca. Foi lá e ofereceu-se mas o treinador, Joseph Szabo, disse que era muito franzino e mandou-o ‘comer batatas com bacalhau para crescer’. Travassos não esteve pelos ajustes e ingressou no atletismo leonino. Seguiu-se o cerco do FC Porto e a resposta do Sporting que chegou a isolá-lo longe das vistas alheias em Torres Vedras. Foi ‘sequestrado’ por um associado do FC Porto mas um irmão conseguiu trazê-lo de volta para Alvalade. Assinou, de imediato, um contrato por 20 contos de prémio e 700 escudos mensais. No início dos anos 50 já os especialistas de futebol internacional haviam reparado na qualidade deste jogador português. Velocíssimo, era mestre no uso dos dois pés (...) a sua extraordinária visão de jogo permitia-lhe escolher quase sempre a melhor solução, e colocar ao serviço da equipa o seu vasto manancial de recursos. Além da certeza no passe, tinha uma finta própria e um poder de remate invulgar. Foi um futebolista fora do comum.
Em 1955 chegou o momento mágico quando recebeu um convite para representar a selecção da Europa, em jogo contra a Grã-Bretanha a realizar em Belfast. Foi a 13 de Agosto e a crítica considerou-o como o motor da equipa que venceu por 4-1. Até ao fim da sua vida, passou a ser conhecido como ‘Zé da Europa’.
Campeão Nacional: 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54, 1957/58
Taça monumental 'O Século': 1948 e 1953
Taça de Portugal: 1947/48, 1953/54
Campeonato de Lisboa: 1946/47
A estreia de Travassos nos campeonatos Nacionais, em 1946/47, coincidiria com a famosa edição onde o clube fixou o recorde virtualmente insuperável de 123 golos num só campeonato, a que corresponde uma média superior a 4 golos por partida. Nesta mesma temporada o Sporting goleou os:
Sanjoanense 2-6, Olhanense 8-0, Estoril-Praia 5-0, Boavista 4-1, Elvas 9-1, FC Porto 2-4, Atlético 1-6, Famalicão 7-3, Sanjoanense 4-0, Olhanense 3-5, Estoril Praia 2-4, Benfica 6-1 (primeira participação do Violino em derbies), Boavista 2-4, Académica 9-1, Atlético 9-2, Famalicão 5-9, Oriental 5-1, e CUF 7-0.
Nesta belíssima fotografia, ao lado do estrondoso Matateu (CF os Belenenses). José Travassos, inveterado caçador, 13 épocas com a camisola que sempre sonhara vestir.
Estás na terra, não há cura para isso.
Como tal, estarás sempre entre nós.
Veio ao mundo numa casa modesta, entre dois campos de futebol, o do Lumiar e o do Campo Grande. Aos 16 anos foi trabalhar para os estaleiros da CUF e jogou no Grupo Desportivo da mesma companhia. Como era sportinguista de nascimento, o seu sonho era jogar com a camisola verde-e-branca. Foi lá e ofereceu-se mas o treinador, Joseph Szabo, disse que era muito franzino e mandou-o ‘comer batatas com bacalhau para crescer’. Travassos não esteve pelos ajustes e ingressou no atletismo leonino. Seguiu-se o cerco do FC Porto e a resposta do Sporting que chegou a isolá-lo longe das vistas alheias em Torres Vedras. Foi ‘sequestrado’ por um associado do FC Porto mas um irmão conseguiu trazê-lo de volta para Alvalade. Assinou, de imediato, um contrato por 20 contos de prémio e 700 escudos mensais. No início dos anos 50 já os especialistas de futebol internacional haviam reparado na qualidade deste jogador português. Velocíssimo, era mestre no uso dos dois pés (...) a sua extraordinária visão de jogo permitia-lhe escolher quase sempre a melhor solução, e colocar ao serviço da equipa o seu vasto manancial de recursos. Além da certeza no passe, tinha uma finta própria e um poder de remate invulgar. Foi um futebolista fora do comum.
Em 1955 chegou o momento mágico quando recebeu um convite para representar a selecção da Europa, em jogo contra a Grã-Bretanha a realizar em Belfast. Foi a 13 de Agosto e a crítica considerou-o como o motor da equipa que venceu por 4-1. Até ao fim da sua vida, passou a ser conhecido como ‘Zé da Europa’.
Campeão Nacional: 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54, 1957/58
Taça monumental 'O Século': 1948 e 1953
Taça de Portugal: 1947/48, 1953/54
Campeonato de Lisboa: 1946/47
A estreia de Travassos nos campeonatos Nacionais, em 1946/47, coincidiria com a famosa edição onde o clube fixou o recorde virtualmente insuperável de 123 golos num só campeonato, a que corresponde uma média superior a 4 golos por partida. Nesta mesma temporada o Sporting goleou os:
Sanjoanense 2-6, Olhanense 8-0, Estoril-Praia 5-0, Boavista 4-1, Elvas 9-1, FC Porto 2-4, Atlético 1-6, Famalicão 7-3, Sanjoanense 4-0, Olhanense 3-5, Estoril Praia 2-4, Benfica 6-1 (primeira participação do Violino em derbies), Boavista 2-4, Académica 9-1, Atlético 9-2, Famalicão 5-9, Oriental 5-1, e CUF 7-0.
Nesta belíssima fotografia, ao lado do estrondoso Matateu (CF os Belenenses). José Travassos, inveterado caçador, 13 épocas com a camisola que sempre sonhara vestir.
Estás na terra, não há cura para isso.
Como tal, estarás sempre entre nós.

