A um passo da história
Face à possibilidade de vencer uma competição europeia ao nível do Andebol, o Sporting está a um passo de entrar no restrito lote de clubes que venceram competições europeias em quatro modalidades diferentes.
Como será do conhecimento da maioria de vós, eu fui um dos que se aventurou em direcção à Polónia para apoiar a nossa equipa no jogo da primeira mão. Tudo começou numa simples conversa que se converteu em promessa a dois dos nossos jogadores: "Se vocês se apurarem para a final, lá estarei para vos apoiar". E assim foi...
A aventura começou à meia-noite de sexta para sábado, com dois jovens leoninos a arrancarem para o Porto, de onde partia o voo para Londres e posterior ligação a Gdansk no Norte da Polónia. E logo aqui começaram as peripécias. O meu companheiro de viagem acabou por ficar retido em Londres uma vez que perdeu o seu Cartão de Cidadão. Um ficava pelo caminho e eu partia para a Polónia por minha própria conta.
Como devem imaginar, não é uma situação agradável. A Polónia não é propriamente um país onde toda a gente fale uma língua universal ou seja fácil comunicar com alguém. Adicionalmente, Kwidzyn é uma pequena vila com cerca de 20mil habitantes no interior de uma Polónia rural e eu delocava-me para lá, por esta altura, completamente só - mesmo que me tenha cruzado com alguns elementos afectos à Torcida Verde.
No entanto, as peripécias continuaram. Já na Polónia, não me foi possível levantar o carro que tinha alugado e corria o risco de não ter forma de ir ver o jogo e via no horizonte a hipótese de tanto esforço ficar por ali. Contudo, tive a felicidade de cruzar-me com os familiares de um dos nossos jogadores que também iam assistir à partida e assim arranjei forma de viajar para a cidade onde se disputava a partida. Pelo meio, andámos perdidos por entre pastagens verdes, estradas inundadas e vilas de agricultores "monoglotas".
Chegados ao destino, visitámos o hotel onde estavam os jogadores, já à hora do jantar. E qual não foi o espanto ao ver 3 portugueses no meio de "nenhures" para apoiar aquela equipa. Os jogadores, técnicos e directores ficaram como que sem reacção. Alguns já sabiam que estariam adeptos presentes, mas naquele momento, não se soube como reagir. No entanto, tenho a certeza que houve felicidade ao ver-nos ali e todas as declarações após o jogo o provam.
Tive sempre a possibilidade de me aproximar da equipa e fui bem acolhido. Senti-me bem vindo e todos os elementos do Sporting estavam contentes por nos ter por perto, tão longe da "nossa" casa.
No domingo, tive a oportunidade de dar uma volta pela vila e ficar a saber onde era o Pavilhão onde se disputaria a partida. Conheci o presidente do nosso clube adversário e que me acolheu também com larga simpatia, disponibilizando material comemorativo e alusivo à final que ali se disputaria.
À hora da partida, a expectativa era enorme. Duas filas de um dos sectores do pavilhão com adeptos portugueses e companheiros polacos apaixonados pelo nosso clube - sim, também existem adeptos estrangeiros com simpatia pelo nosso Sporting - no meio de 6 centenas de polacos a torcer pela equipa da casa. Com o decorrer do tempo, foi possível notar que apesar de existir um ambiente hostil, reinava o desportivismo entre todos os que assistiram à partida.
Embalados pelo nosso apoio, os jogadores realizaram, em minha opinião, uma boa exibição em casa de um adversário que não é tão fácil como poderíamos estar à espera. Mas Paulo Faria fez questão de preparar os seus jogadores para essa realidade.
Não sei de que forma interpretaram a partida, mas face a tudo o que assisti "in loco", os nossos jogadores foram autênticos guerreiros. Houve atitude, entre-ajuda e MUITO espírito de sacrifício dando vontade de convidar outras personalidades do seio leonino a olhar para aqueles comportamentos e talvez aprenderem um pouco mais o que é o Sporting.
Nós adeptos puxámos pela equipa e eles puxaram por nós, aproveitando cada momento de sucesso para galvanizar os poucos mas ruidosos sportinguistas na Hala Sportova de Kwidzyn.
No final, um dos nossos capitães questionou-me "Então amigo, valeu a pena?" e eu respondi "Sábado, terei a certeza que sim!"
Esta equipa foi irregular ao longo da época mas o mérito não lhe pode ser retirado. Com esta vitória estão a um passo de fazer história pelo Sporting Clube de Portugal e pelo Andebol nacional.
Sei que depois dos esforços levados a cabo, os jogadores quererão alcançar a vitória para dedicar aos que se deslocaram à Polónia mas também - e sobretudo - aos adeptos do Sporting Clube de Portugal. E o nosso apoio, tornará sempre estas equipas mais fortes, confiantes e apegadas à camisola que tanto amamos.
Sábado, todos a Almada!
EM FRENTE SPORTING!
Como será do conhecimento da maioria de vós, eu fui um dos que se aventurou em direcção à Polónia para apoiar a nossa equipa no jogo da primeira mão. Tudo começou numa simples conversa que se converteu em promessa a dois dos nossos jogadores: "Se vocês se apurarem para a final, lá estarei para vos apoiar". E assim foi...
A aventura começou à meia-noite de sexta para sábado, com dois jovens leoninos a arrancarem para o Porto, de onde partia o voo para Londres e posterior ligação a Gdansk no Norte da Polónia. E logo aqui começaram as peripécias. O meu companheiro de viagem acabou por ficar retido em Londres uma vez que perdeu o seu Cartão de Cidadão. Um ficava pelo caminho e eu partia para a Polónia por minha própria conta.
Como devem imaginar, não é uma situação agradável. A Polónia não é propriamente um país onde toda a gente fale uma língua universal ou seja fácil comunicar com alguém. Adicionalmente, Kwidzyn é uma pequena vila com cerca de 20mil habitantes no interior de uma Polónia rural e eu delocava-me para lá, por esta altura, completamente só - mesmo que me tenha cruzado com alguns elementos afectos à Torcida Verde.
No entanto, as peripécias continuaram. Já na Polónia, não me foi possível levantar o carro que tinha alugado e corria o risco de não ter forma de ir ver o jogo e via no horizonte a hipótese de tanto esforço ficar por ali. Contudo, tive a felicidade de cruzar-me com os familiares de um dos nossos jogadores que também iam assistir à partida e assim arranjei forma de viajar para a cidade onde se disputava a partida. Pelo meio, andámos perdidos por entre pastagens verdes, estradas inundadas e vilas de agricultores "monoglotas".
Chegados ao destino, visitámos o hotel onde estavam os jogadores, já à hora do jantar. E qual não foi o espanto ao ver 3 portugueses no meio de "nenhures" para apoiar aquela equipa. Os jogadores, técnicos e directores ficaram como que sem reacção. Alguns já sabiam que estariam adeptos presentes, mas naquele momento, não se soube como reagir. No entanto, tenho a certeza que houve felicidade ao ver-nos ali e todas as declarações após o jogo o provam.
Tive sempre a possibilidade de me aproximar da equipa e fui bem acolhido. Senti-me bem vindo e todos os elementos do Sporting estavam contentes por nos ter por perto, tão longe da "nossa" casa.
No domingo, tive a oportunidade de dar uma volta pela vila e ficar a saber onde era o Pavilhão onde se disputaria a partida. Conheci o presidente do nosso clube adversário e que me acolheu também com larga simpatia, disponibilizando material comemorativo e alusivo à final que ali se disputaria.
À hora da partida, a expectativa era enorme. Duas filas de um dos sectores do pavilhão com adeptos portugueses e companheiros polacos apaixonados pelo nosso clube - sim, também existem adeptos estrangeiros com simpatia pelo nosso Sporting - no meio de 6 centenas de polacos a torcer pela equipa da casa. Com o decorrer do tempo, foi possível notar que apesar de existir um ambiente hostil, reinava o desportivismo entre todos os que assistiram à partida.
Embalados pelo nosso apoio, os jogadores realizaram, em minha opinião, uma boa exibição em casa de um adversário que não é tão fácil como poderíamos estar à espera. Mas Paulo Faria fez questão de preparar os seus jogadores para essa realidade.
Não sei de que forma interpretaram a partida, mas face a tudo o que assisti "in loco", os nossos jogadores foram autênticos guerreiros. Houve atitude, entre-ajuda e MUITO espírito de sacrifício dando vontade de convidar outras personalidades do seio leonino a olhar para aqueles comportamentos e talvez aprenderem um pouco mais o que é o Sporting.
Nós adeptos puxámos pela equipa e eles puxaram por nós, aproveitando cada momento de sucesso para galvanizar os poucos mas ruidosos sportinguistas na Hala Sportova de Kwidzyn.
No final, um dos nossos capitães questionou-me "Então amigo, valeu a pena?" e eu respondi "Sábado, terei a certeza que sim!"
Esta equipa foi irregular ao longo da época mas o mérito não lhe pode ser retirado. Com esta vitória estão a um passo de fazer história pelo Sporting Clube de Portugal e pelo Andebol nacional.
Sei que depois dos esforços levados a cabo, os jogadores quererão alcançar a vitória para dedicar aos que se deslocaram à Polónia mas também - e sobretudo - aos adeptos do Sporting Clube de Portugal. E o nosso apoio, tornará sempre estas equipas mais fortes, confiantes e apegadas à camisola que tanto amamos.
Sábado, todos a Almada!
EM FRENTE SPORTING!
