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segunda-feira, 24 de março de 2014

Sobre os 70 pontos possíveis e o futuro que aí vem

Nota: Apeteceu-me fazer esta partida ao meu amigo LMGM e promover o comentário dele no post anterior a post. E digam lá se não merece...

Ponto prévio, é criminoso dizer que qualquer jogador deste grupo não rende perante a enormidade daquilo que estão a fazer esta época... Mesmo sendo verdade :)

É perante a contradição do meu ponto prévio que nós vivemos, faltam 6 jogos e 18 pontos, no inicio da época, disse aquilo por que gostaria que o Sporting lutasse este ano... 70 pontos. Era (e é) sob qualquer ponto de vista um objectivo utópico, algo que necessita de todas as superações para ser atingido... e não é que a seis jogos do final a utopia ainda é possível... e até superá-la!

E ainda, os dois melhores jogos da época (não só nossos, de todas as competições) ditaram o nosso afastamento das taças, no clássico da taça da liga os números são tão avassaladores que são o melhor exemplo de que no futebol a lógica é uma batata, como foi possível não vencer aquele jogo e vencer o clássico do campeonato num jogo fraco de ambas as equipas?...

Mas, convém descer à terra, este rendimento é o mínimo que podemos ter para tentar lutar por títulos e acrescido de jogos europeus, sendo que, mesmo assim, não são garantidos (muito pelo contrário).

Cada vez mais se fala de vendas e de verbas gordas a entrar em Alvalade, numa equipa que está a render a este nível os reforços têm de ser de enorme valia, os locais fundamentais para mim são, centro da defesa, é provável que Rojo saia o que possibilita refazer a dupla central, não há nada a apontar a Maurício e Dier, nem sequer a Semedo quando veio de emergência ajudar a equipa, mas todos sabemos o que é ter ali um Luisinho, um Valckx, um André Cruz, ou ... o Rojo.

Meio-campo, se William sair, sonho que não saia, não só porque vai ser extremamente difícil de substituir mas principalmente porque não vai ser titular do tubarão para onde for e vai atrasar o seu desenvolvimento e estatuto, mais um ano ao nosso serviço, na montra da Champions e ... o Messi que tenha cuidado :)) Mas se sair todo o meio-campo será repensado, João Mário, Zezinho, Rinaudo, Elias, são opções da casa, Shikabala tem contrato de longa duração, quem e que tipo de jogadores para asfixiar adversários e dar aos nossos atacantes mais oportunidades para facturar. No mínimo melhores que André Martins, certo? Pois, e quem?

No centro do ataque o mundo é cor de rosa, esta quebra de rendimento de jogadores vindos da América na segunda fase do campeonato no seu primeiro ano é normal (não tiveram férias), se conseguirmos segurar Slimani e Montero é menos uma dor de cabeça num sector fundamental, mas as laterais precisam de upgrade, Heldon não trouxe nada que já não tivéssemos, Carrillo não explode, Wilson dá tudo o que tem mas nunca será mágico e Capel é o Heldon com o carinho dos adeptos.

Muito para trabalhar, se este ano 70 pontos era uma utopia no próximo já é uma cobrança normal a fazer a este conjunto, não seja ele estraçalhado por ofertas milionárias.

Ah, e não contem com Paulo Fonseca ou com equipas adversárias fracas, nós é que ainda temos muito para melhorar.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ganhar



... ou andar lá perto. Tive uma vez uma troca de argumentos, no blog Jogo Directo, onde defendia que o objectivo do jogo de futebol era meter a bola dentro da baliza do adversário, o sub-objectivo era impedir o adversário de o fazer na nossa baliza. Fui mais ou menos trucidado por outros comentadores que me disseram, por A+B, que o objectivo do jogo é ganhar. Ponto final.
Confesso que ainda não mudei a minha opinião, mas como ainda não sou completamente estúpido, e os comentadores em questão tinham um muito maior conhecimento do que o meu de simples adepto, comecei a guardar um pouco da minha visão do jogo para esse objectivo maior. Ganhar.
Chego assim ao jogo de ontem, um fantástico treino frente a uma equipa que representa rigorosamente as dificuldades que vamos enfrentar no nosso campeonato. Infelizmente, a conclusão a que cheguei foi, nunca estivemos sequer perto de ganhar o jogo. Fizemos uma exibição vistosa, melhoramos em todos os aspectos possíveis de imaginar, estivemos como eu defendia perto de colocar a bola na baliza do adversário, mas... não conseguimos. Perdemos.
Aquilo que vi a equipa produzir ontem deixa-me a certeza que vamos ter uma época muito melhor do que no ano passado, até dos últimos anos, mas para o objectivo que tracei, os 70 pontos ou 70x7, ainda falta muito. Por incrível que pareça, ontem nunca dominámos o jogo, mesmo com o futebol vistoso da primeira parte, com pressão, recuperações altas, cantos, etc., nunca quebramos o adversário, ele com mais ou menos jeito levou sempre a melhor naquele que era o seu objectivo. Ganhar.
Fiquei com esta certeza após termos sofrido o golo, um golo fortuito, que não foi conseguido como corolário logico de um domínio territorial, foi só um golo e após esse momento o nosso adversário quebrou-nos e dominou com ainda mais segurança os 30 minutos que faltavam para jogar.
Com aquela equipa, com aquele futebol, com aquela atitude competitiva, vamos atingir sem grandes dificuldades os 60/64 pontos, é curto, tem de ser 70, temos de romper a barreira psicológica que nos faz aceitar uma vitória moral e não sentir a náusea desse resultado e matar o adversário. Já vi, já senti isto a acontecer numa equipa, Inácio era nosso treinador quando isso aconteceu num grupo de jogadores nossos. Não admitir perder, quebrar o adversário. Ganhar. Simples...

terça-feira, 21 de maio de 2013

70 x 7

Para onde caminhamos? Descansem aqueles que reconhecem no título do post o programa religioso de televisão, não venho em missão de evangelização se bem que o tema a que alude podia dar origem a muitos textos relativos ao Sporting. O perdão. Nunca fui muito adepto de perdões e desculpas, sempre pedi às equipas com que trabalho que reconheçam os erros que vão cometendo e não percam tempo com desculpas, o seu tempo é muito mais útil a desenvolver formas de os corrigir e principalmente de não os repetir.
Em Alvalade é tempo de novidades, os Sportinguistas estão como peixe na água neste ambiente, saíram os “maus” e vieram os “bons”. Ah que alegria, nem jogos vão existir para eleger novos demónios e apontar dedos acusadores. É tempo de união, lá para Janeiro de 2014 lembrem-se deste post e voltem cá para o ler. 

A direcção do Sporting está a montar a casa à sua medida, julgo que é o mínimo indispensável para poder assumir as responsabilidades das suas opções. Vai errar, é inevitável, vai falhar, mas se conseguir construir um edifício seu, solidário, homogéneo e sólido a correcção desses erros será mais simples e rápida de conseguir. Eu não arriscaria, neste momento, a substituição de Jesualdo Ferreira por um promissor Leonardo Jardim, não por aquilo que interessa num treinador mas pelo peso institucional que a figura do nosso antigo treinador trás associada. Tenho a certeza que mais que as suas qualidades de treino (evidentes na melhoria em campo da equipa) esse estatuto chamou à pedra um balneário de “cabeça-no-ar” e pôs ordem em muito corredor, túnel e gabinete. Mas essa não deve ser a função de um treinador...
A chegada de Leonardo Jardim é uma pedrada numa “vox populi” que se começava a arregimentar com os argumentos do costume, ninguém quer o Sporting, estão falidos, não vão à europa, etc.. Esta contratação cala muita caneta peçonhenta. Não há treinadores (ou jogadores) jovens ou velhos, há bons ou maus e Leonardo Jardim, não tenho dúvidas, é um bom treinador, mas também não tinha dúvidas das qualidades de treino de Domingos ou Carvalhal e eles também falharam, ou pior, falhou o Sporting. Esta contratação não encerra nada, inicia, se os dirigentes aprenderam algo com o passado deveria ser que dar mais funções a um treinador do que aquelas para que ele está preparado, não trás bons resultados. Para garantir que encurtamos o caminho para o sucesso, a estrutura, seja lá o que isso for, tem agora de assumir as vantagens que Jesualdo Ferreira representava para o Sporting, com esta opção aumentou muito a responsabilidade dos dirigentes do futebol profissional com Inácio à cabeça. Boa sorte, não vai ser fácil.
Num comentário a um post anterior do Leão de Alvalade (por falar em ti, andas numa forma absolutamente extraordinária. Que não te doam os dedos.), disse que o Sporting precisava de um rumo e esse rumo para mim é simples de definir, 70x7. O que é isto? Já lá vamos.
Ainda não percebi bem o que é que a bancada quer, se por um lado reconhece que o próximo ano vai ser difícil, logo de seguida desdenha que se façam ofertas a Carlão ou Edinho. Ah, já sei, isto está muito mal mas vamos contratar o Bielsa, o Nani, o Ghilas, um central alto forte e líder, mais o ponta de lança sempre em rotação de remate fácil e bom jogo de cabeça... Pois. Leonardo amigo, prepara-te, esquece tudo o que viste antes, vais entrar na montanha russa de Alvalade, as subidas serão feitas devagar e os mergulhos vertiginosos. Aguenta-te! Que, S. Inácio te proteja e S. Carvalho te valha.
Voltemos à conversa mais séria. Imaginem que foram eliminados por uns padeiros quaisquer da Noruega na primeira eliminatória da Liga Europa, não é difícil pois não, infelizmente não. Virtualmente é isto que esta horrível classificação nos deu de novidade, fomos eliminados em Maio em vez de ser em Agosto como já aconteceu antes. Pergunto, o Sporting morreu? Houve alguma calamidade? Os patrocinadores desapareceram? Os credores acionaram o clube? Não, pois não, então vamos lá deixar de carpir mágoas e agarrar esta oportunidade de num ano de dificuldades sérias termos um calendário mais desanuviado e concentrar atenções no que interessa, o campeonato e 70, melhor, 70x7.
O desafio que colocava à equipa profissional era este, têm 30 jogos numa época, são 90 pontos, eu só quero 70, não quero ser campeão, nem vice, nenhuma classificação de especial, nem taça nenhuma, quero 70 pontos, não há cá mais nada em que pensarem, as taças são para recuperar dos jogos do campeonato (só têm de chegar às finais...), agora mesmo que o orçamento desça para um terço, são €10.000.000,00, é mais do que suficiente para no campeonato nacional garantir 70 pontos. Como?
Com um bom treinador, um plantel equilibrado, uma táctica de posse que permita atacar em segurança, uma enorme segurança nas bolas paradas defensivas, acrescida de criatividade e agressividade nas ofensivas. Amealhar, cada ponto para esse objectivo final, 70 pontos.
Agora imaginem que este desafio não é para a equipa mas para os órgãos sociais, conseguem reunir condições para que, em sete épocas consecutivas, a equipa de futebol profissional conquiste, no mínimo, 70 pontos? 70 x 7!
Se este for o rumo, tenho a certeza que em breve voltaremos a ter todos os Sportinguistas unidos num imenso abraço a pintar Portugal de verde e branco!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

60 segundos


“Isto é tudo uma merda!”. Este grito ecoou na bancada silenciosa de Alvalade aos 92 min. minutos do último jogo. Momentos antes a bola tinha rasado a nossa baliza em mais um livre lateral idêntico ao que tinha dado o segundo golo ao Moreirense. A bancada tinha gelado e o espectro de mais um empate idiota em Alvalade ganhou vida. Para o companheiro de bancada que gritou aquela frase foi o fim. Levantou-se, dirigiu-se à boca de saída e aproveitou o silêncio para gritar a sua despedida de Alvalade naquele sábado. “Isto é tudo uma merda!”, encheu o silêncio, bateu no meu peito e colou-se, até hoje na minha memória.
Felizmente o jogo não parou, “The show must go on.” Sempre!. No campo a ansiedade estava nos níveis máximos, a bola queimava o pensamento estava enevoado, a estratégia era correr, bombear para a área e rezar pelo acaso.
 60 segundos durou esta tragédia. Um jogo que tinha sido de sentido único, o primeiro em Alvalade depois de uma vitória arrancada a ferros em Braga estava a fugir pelas nossas mãos. Bola bombeada, Wolfswinkel ganha a frente ao central adversário e assiste para o coração da área e Viola, o companheiro de emergência do nosso habitualmente solitário ponta de lança toca para a baliza. Não sei quanto tempo demorou a bola a beijar as redes, mas para mim foi uma eternidade, câmara lenta, um segundo, um minuto, uma hora, entrou!
Explosão do alegria! Golo! Golo! Golo! Abraços! Sorrisos! Aplausos! Vitória!!!!!!!!!!!
Toda a “merda” que existia 60 segundos antes desapareceu na cabeçada de Viola. Mas o grito, aquele grito não me sai da cabeça. Como disse no meu post anterior, vamos ter muito trabalho pela frente. O caminho escolhido, mais por falta de alternativas do que por opção, parece ser o mais difícil. Vamos apostar no melhor que o Sporting tem, a sua juventude, a sua formação, a Academia que não pára de nos surpreender com putos de uma maturidade muito acima daqueles que compramos. Sim, Viola, Labyad, Carrillo, são putos para somar a Cedric, Eric, Tiago, André, etc..
O resultado do jogo podia ter sido ingrato por ainda não existir consistência no nosso grupo. No sábado, como em Braga, o problema não foi controlar o jogo para vencer, foi a ansiedade do sucesso, o controlar a vantagem tão bem construída que ameaçou o bom trabalho dos nossos profissionais (miúdos e graúdos). Nos próximos anos vai ser esta a nossa realidade.
O que vamos fazer? Sentenciar a “merda” a cada tropeção infantil ou atacar os nossos adversários com apoio constante aos nossos e pressão permanente sobre os outros?
Tem a palavra os Sportinguistas. A distância entre o inferno e o paraíso são 60 segundos...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Passado, o Futuro


E o peso incomensurável do presente. Passei por este período eleitoral perfeitamente a leste dos acontecimentos, era para mim perfeitamente irrelevante quem seria o Presidente eleito e mais importante (e mais grave) do que isso, qual era o seu programa. O Presidente do Sporting Clube de Portugal, hoje, como nos últimos largos anos, não é uma personalidade independente. Não tem possibilidade de agir segundo a sua vontade ou de livremente implementar estratégias em que acredita para recuperar o clube. Esta evidência é para mim um facto, muito acima de qualquer luta de personalidades.
Hoje, como ontem, acredito que o melhor que pode acontecer ao Sporting é que estes órgãos sociais tenham longa vida e cumpram mandatos sucessivos. Só este simples pormenor já é uma tarefa hercúlea para qualquer direcção que viesse habitar nas instalações do Sporting e a gerir uma instituição onde há sempre alguém disponível para gritar e pouca para ouvir.
A situação do Sporting é profundamente grave, qualquer que seja o ponto de vista ou aspecto da vida do clube que se analise, o passado tem uma majestática característica que é ser imutável. Como ele posso aprender, encontrar inspiração, enaltecer as glórias e ir buscar as referências, mas não posso apagar os erros, as oportunidades perdidas os ónus que pesam no presente e transitam para o futuro. Não será possível à actual direcção alterar o passado, pode sim construir o futuro.

O futuro tem essa magia, é desconhecido, pode-se ter uma ideia de como vai ser, pode vislumbrar-se a concretização de um objectivo, o crescimento de uma equipa, de um projecto, mas quando finalmente o futuro se transforma em presente é raro que a imagem que criamos do que ia ser e do caminho que íamos trilhar para a concretizar seja idêntico à realidade a que chegamos.
O Sporting precisa de ganhar o futuro, corrigir o passado e aguentar o presente. Parece fácil... Temo que a excelente equipa B que estávamos a formar vá engrossar o rol de oportunidades perdidas por urgência do presente. É uma pena, mas não vem daqui grande mal ao Sporting se o foco continuar a ser o futuro.

É obrigatório trabalhar para ter sucesso desportivo. É obrigatório trabalhar para ser campeão nacional de futebol. Tudo o resto é acessório, este terá de ser sempre o foco principal e sobrepor-se a qualquer outro desafio.
Se as tarefas de que falei antes já eram difíceis, este objectivo basilar supera todos os outros em desafio e dificuldade. A ambição do Sporting não tem limites, mas devemos ter a humildade de reconhecer as dificuldades dos objectivos que queremos trilhas e celebrar cada passo dado nesse sentido. Não podemos andar a ridicularizar presenças em finais, desprezar segundos lugares ou presenças na Champions, há muitos anos que não temos vida para isso.

Aos Sportinguistas é dada neste momento grande responsabilidade, os próximos anos vão ser duros e provavelmente sem títulos para adoçar a boca, mas depende muito mais de nós, da nossa presença e do nosso apoio, a revitalização do Sporting do que de qualquer acção directa dos órgãos sociais. Somos individualmente muito mais independentes para ajudar o Sporting do que qualquer órgão eleito. 
O potencial desportivo que existe e é transversal no Sporting é de tal modo grande que basta a uma direcção detectar esse talento e dar-lhe apoio para que cada degrau rumo ao sucesso comece a ser superado. Mas para tal ter um mínimo de condições para ser executado com eficácia não podemos estar permanentemente a enaltecer os erros e a ridicularizar os feitos. Sim, por muito que não se goste ou não se queira ouvir, o Sporting ter acesso a uma Champions é um feito, um enorme feito que jamais deve ser celebrado per si, mas garantir que é saudado como mais um passo no rumo certo para o sucesso.

Até amanhã em Alvalade!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Passivo=Património


O passivo do Sporting é pequeno! É esta a conclusão a que chego após as diversas noites de insónia que a nossa equipa principal me tem proporcionado. Nos tempos em que o Sporting era activamente rico corríamos um risco desgraçado de ser tomados de assalto. Hoje que somos passivamente ricos o nosso futuro está garantido, aliás o passivo ainda é baixito se lá estivessem mais uns 500 milhões de euros (mais 200 milhões, menos 200 milhões) eu estaria muito mais tranquilo.
Nos dias que correm as regras económicas estão a ser reinventadas, quanto maior a asneira e o buraco que tenhas cavado, maiores são as probabilidades de seres protegido e financiado a níveis ainda mais absurdos desde que isso garanta a existência etérea dos créditos que nunca vais pagar. Aquilo que jamais pode acontecer é o menor vislumbre de falência ou bancarrota, esse crime teria um imenso efeito dominó que arrastaria para a miséria uma enorme comunidade de gente que gosta de jogar golfe (por falar em golfe alguém sabe os resultados da nossa mais recente secção desportiva? Adiante…).
Num qualquer deserto das arábias um grupo de sheiks fez uma experiência definitiva para decidirem investir no futebol europeu. Chamaram o Queiroz, mais o Toni, e pediram para eles prepararem uma equipa futebol para jogar contra uma equipa preparada pelos milionários confrades do petróleo. Certos da sua vitória, os sheiks dispuseram 11 montinhos de petrodólares segundo “las regras de Guardiola”, a saber, 18 milhões (Ml) na baliza, laterais 12 Ml à direita e 16 Ml à esquerda, 20+20 Ml em linha no centro, meio campo em losango invertido com 25 Ml na 6, 42 Ml divididos irmãmente pela direita e esquerda, apoiados pelo génio de 50 Ml na posição 10 com liberdade para se espalhar por todo o meio campo adversário, no ataque 145 possantes milhões coadjuvados por 84 Ml de potente remate e fina técnica.
No final do jogo, o espanto, o horror, a equipa de Queiroz e Toni ganhou 8-2, ainda havia esperança na cara dos sheiks ao intervalo com o resultado em 2-2, a oposição que o monte de 145 Ml faziam aos pontapés de baliza da equipa liderada pelos dois portugueses rendeu 2 golos de ressalto, mas Queiroz lá conseguiu convencer ao intervalo o Toni a tirar o Hassan que tinha grandes dificuldades em sair com a bola controlada sem ficar a guardar nos calções as notas que o 10 espalhava pelo meio campo.
Toda esta conversa serve para quê? Simples. O Sporting só é viável se ganhar títulos. Não há qualquer outra solução para viabilizar o clube, neste sentido, não existe limite de investimento, passivo ou prejuízo até atingir um patamar de competência e competitividade que nos permita vencer e uma vez lá chegados teremos de investir ainda mais para manter e superar todos os adversários e adversidades. Mesmo que se pense que a solução está na formação, essa aposta só funciona se for inserida num grupo de tal forma competente e competitivo que garanta a estabilidade e superação necessária para o sucesso da aposta em jovens jogadores.
Os senhores que antes empilhavam notas para ganhar estão a multiplicar-se como cogumelos por esta europa fora e se a cada primeiro contentor de dinheiro fresco se prova a teoria de que só dinheiro não chega, a capacidade de ser resiliente na aposta, acaba no final por produzir resultados. As poucas certezas que existem são, quanto maior a quantidade de recursos à disposição maior a quantidade de erros que vou praticar (em quantidade e qualidade) e se mantiver a capacidade de recursos para corrigir os erros vou acabar por ter sucesso.
Enquanto não formos campeões em dois anos consecutivos o passivo será sempre pequeno para as nossas necessidades de sobrevivência desportiva e financeira. Perante esta minha conclusão aguardo que se forme uma direcção com este projecto de acção para lhe dar o meu apoio. Até lá vou fazer o possível para arranjar forma de dia 10 estar em Alvalade, a apoiar este grupo de bidons, os jogadores que correm, o treinador que os arruma e o Presidente que os compra, no fundo vou para o que der e vier…

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ibrahimovic imita Wolfswinkel



Num exclusivo do A Norte de Alvalade o nosso repórter capturou o instantâneo que está a chocar o mundo. Ontem no decorrer do encontro entre a Suécia e a Inglaterra o avançado Ibrahimovic não satisfeito em humilhar a Inglaterra com golos de toda a forma e feitio ainda teve o desplante de celebrar com gestos ofensivos para a bancada.
O avançado Sueco reconheceu no final que se inspirou no jovem avançado leonino, Ricky Wolfswinkel, confessando que também sonha ser primeira página do Record, disse o avançado ao nosso repórter, "A carreira de um grande jogador não está completa sem instaurar um processo por difamação a um pasquim."
Sabemos de fonte segura que a UEFA já tem o caso sob sua alçada disciplinar tendo mesmo aberto um inquérito por conduta imprópria, segundo a nossa fonte as razões quer deste inquérito quer do de Wolfswinkel são, "A malta anda por aqui sem nada para fazer, veja lá que ontem até vimos o jogo do Gabão contra Portugal, uma seca mas o pior foi que a meio do jogo desapareceu o whisky e o caju, obviamente que tínhamos de abrir um inquérito."
O poderoso avançado Sueco, que já esteve na órbita do Benfica, pode agora sofrer com a mão pesada da UEFA, segundo nos foi revelado, "O castigo pode ir de um a três Luisões depende se o PSG passar para a Liga Europa e puder jogar contra algum clube do vosso país. Por exemplo se sair no sorteio um PSG-Benfica e o João Rodrigues devolver o whisky e o caju temos de aplicar o quadro penal mais grave, assim algo que apanhe as duas eliminatórias. Caso contrário arquivamos."
P.S.- Se os nossos queridos leitores pretenderem fotos do vosso jogador favorito a fazer gestos obscenos para a bancada é só pedir... Prometemos imagens bombásticas e  inequívocas!!!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Só existe um Sporting


Nota prévia: Cuidado, este post devia ter uma bolinha no canto superior direito.
Desengane-se quem pensar que há muitos, Sporting Clube de Portugal, não há, só existe um e é deste que temos de cuidar. É oficial, esta é a pior época de sempre do Sporting, pode ainda terminar com alguns mínimos alcançados mas o presente é o pior momento de sempre. 
O presente é o corolário lógico das últimas décadas, Alvalade é uma trituradora, não de treinadores mas de tudo aquilo que lá se instale, projectos, dirigentes, treinadores, jogadores, sócios e adeptos. Conseguimos criar o mais perfeito clube de destruição maciça de que há memória.
Resolvemos os nossos problemas como meninos mimados, fazemos uma birra, agredimos a nossa família, exigimos brinquedos novos e quando a família, rica por sinal, nos atira com mais umas chupetas douradas calamo-nos durante uns tempos para voltarmos à berraria mimada da perpétua insatisfação.
Continuamos a acreditar que há escondido num nevoeiro qualquer um milagroso dirigente, técnico ou jogador que nos vai devolver a glória. Não há, já devíamos ter aprendido isso. A resolução dos problemas do Sporting não vai acontecer rapidamente, não existem varinhas de condão, fundos ou cheques que o façam. Há muito a fazer, há trabalho e responsabilidades para ocupar e criar cabelos brancos a centenas de Sportinguistas, talvez, ao ritmo que provocamos a rotação de pessoas nas cadeiras, para alguns milhares…
A Godinho Lopes pedia para fazer a seguinte reflexão pessoal, está disposto a ser Presidente do Sporting Clube de Portugal durante a próxima década? Se a resposta no seu íntimo for não, por favor saia depressa, precisamos com urgência de dirigentes que pensem, trabalhem e conquistem o futuro. O próximo jogo para mim não tem qualquer interesse, o fim da época já é passado e o futuro começou ontem. A situação é dramática e quem quiser ser solução e não problema tem de se apresentar depressa.
Por outro lado, se a resposta for sim, o esforço a fazer desde já é imenso. Neste caso pergunto, quem somos nós? Quem é o Sporting Clube de Portugal? Qual é a nossa função no mundo?
Nenhuma organização existe para pagar juros e dívidas, seja uma Nação, seja um clube desportivo, seja uma SAD. Sendo este reconhecidamente um dos nossos maiores problemas espero que não seja para isso que existimos, primeiro porque é uma actividade que dá pouco lucro, segundo porque é uma actividade chata e pouco emocional e eu sou Sportinguista por convicção e emoção, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe.
Preciso de saber urgentemente a quem é que tenho de partir o focinho quando saio à rua de cachecol e camisola do Sporting, do mesmo modo e com a mesma urgência preciso de saber quem devo abraçar e proteger. Sabe, muito melhor que eu, que as dúvidas nesta matéria podem levar a actos menos cívicos contra um Presidente recém-eleito e, por oposição, a deixar passear alegremente por Alvalade o filho mal parido de uma qualquer mãe incógnita que escolhe fotografias para a primeira página de um jornal.
Não escolha muitos alvos ao mesmo tempo, escolha um de cada vez até atingir um record.
São estas algumas das dúvidas que nos assaltam e perturbam os ânimos e que urge definir imediatamente. Mas há mais, somos um clube formador ou um entreposto comercial? Ou seja, tenho de andar pela rua a espiar cada puto que dê um pontapé numa pedra ou a jogar o FM2013 para saber quem é o último suco da barbatana do tubarão da Noruega, do Gana ou do Chile? Queremos muitos, Aurélio Pereira ou Jorge Mendes? Qual é a nossa identidade?
Tenho de andar a tecer loas à gestão de clubes rivais? A sério? Tenho mesmo de perder latim com quem nos quer apagar do mapa? Se sim, para quê? Ganhamos algo com isso? Não são as nossas ideias próprias melhores e desportivamente maiores para perder tempo com organizações mafiosas que por acaso se dedicam, também, ao desporto?
Já conseguimos saber o que queremos da arbitragem? É que a classe parece saber perfeitamente o que quer fazer de nós! Por mim tinha mantido o amador de Aveiro, mais vesgos que os oficiais, internacionais e outros anormais que são promovidos com brilhantes classificações ao seu trabalho não devem ser.
Para finalizar, caro Godinho Lopes, uma boa noticia, fiquei feliz em saber que o meu outro amor, a Associação Académica de Coimbra era a 2ª maior potência desportiva nacional, quem me disse foi o mestre-de-obras do clube da cidade vizinha da Capital Nacional da Cultura, disse o mestre e tem sido corroborado por uns assalariados e demais avençados, que o seu clube, não sei se de bolso ou de coração, é o 3º nacional! Já tinha ouvido o mesmo de um militar em reforma domiciliaria lá para os lados do bessa e de um barman da Madeira como ainda nenhum chegou aos calcanhares da Briosa suponho que a Académica seja a 2ª Nacional.
Só fico com uma interrogação, quem será a 1ª potência desportiva nacional?  Se calhar até é o Sporting e nós nem sabemos… parece que há vergonha em dizer isto bem alto…

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Até vencer, Sporting Allez!!!!


Grande vitória ontem! pequena vitória hoje. O jogo de ontem é daqueles que nos faz perceber porque somos apaixonados pelas nossas cores. Tudo para perder, tudo para ganhar, incerteza, nervos, emoção a rodos e no final a sensação grata da vitória conquistada, resgatada a ferros a um adversário inferior, mas que, como todos os que vamos enfrentar até Maio, não dá nada a ninguém.
 A vitória de ontem foi um grito de revolta, como diz Capel, grito que estava calado e impotente na garganta do Sporting. Após o jogo com o Rio Ave pedi “fome” à nossa equipa, ainda não foi ontem que a vi da parte dos jogadores, mas Sá Pinto deu o mote com aquela substituição louca, sai Xandão entra Carrillo aos 61 min., falta meia-hora de jogo, tempo mais que suficiente para em condições normais, um treinador no seu estado emocional normal temporizar os riscos.
Com aquela substituição Sá Pinto deu um murro na mesa, somos o Sporting e hoje vamos ganhar! Não há consciência, nem equilíbrio, nem coisa nenhuma, ou marcam um golo ou de seguida tiro o Patrício. Tenho a certeza que os jogadores sentiram esse arrepio, não há espaço para desculpas, é para ganhar! A equipa está toda desequilibrada, tenho que ser solidário com os meus colegas, tenho de lutar por todas as bolas, temos de ganhar, não há desculpas!
Sá Pinto não meteu toda a carne no assador, meteu a cabeça e o grupo percebeu isso e conquistou uma vitória que deve estar a render sorrisos pela face de todos os que trabalham na Academia Sporting hoje.
Mas é uma vitória pequena, vale 3 pontos, uma gota de água no que é necessário para encher a alma Sportinguista. O estímulo para vencer tem de ser mais permanente, tem de existir naturalmente no seio do grupo sem ser necessário a loucura táctica para despertar a fome.
Vocês, os 11 que têm a honra de vestir a camisola riscada a verde e branco, são Sporting! Vocês, são os melhores do mundo, são Sporting! Vocês, têm de provar isso na cara de cada adversário, são Sporting! Vocês, querem vencer, são Sporting! Vocês, não conhecem limites, são Sporting! Vocês, conquistam o respeito do adversário em campo, são Sporting! Vocês, não admitem a derrota, são Sporting! Vocês, são vencedores, são Sporting!
Uma vitória, em casa, contra o Gil Vicente, para vocês, não é nada é uma vírgula na história que podem criar. Sim, vocês podem fazer história, podem ser eternos, não há nada nem ninguém que vos possa impedir, nem autocarros, nem apitos, nem adversários.
Vocês, são Sporting! Até vencer, Sporting Allez!!!!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Handicap


Ricardo Sá Pinto, o nosso Coração de Leão, traz na sua bagagem um handicap elevado. São por demais conhecidas todas as suas dificuldades temperamentais, do episódio com Artur Jorge até Liedson (como colega e dirigente) Sá Pinto sabe que esses factos o marcam e que muitos estão ansiosos e a aguardar a primeira oportunidade para lhe apontar de novo o dedo e afirmar “Eu sabia que ia dar nisto!”.

Nada a fazer contra factos. Nunca gostei de desculpas, principalmente quando o erro é grave, as desculpas servem para coisas menores, perante asneira da grossa o erro é assumido pelo próprio,
a penalidade, a existir, é cumprida e siga a vida de preferência tirando as devidas lições daquilo que se perdeu com o erro e corrigindo no futuro.

Assisti in loco ao cumprimento entre Sá Pinto e Artur Jorge no seu primeiro encontro em pleno relvado após o final do processo judicial. Foi uma demonstração de carácter de ambos, um gesto
de homens que sabem o que querem da vida e ultrapassam os episódios menos felizes com naturalidade. Foi um simples aperto de mão, naquilo que este gesto simples tem de mais simbólico. Estender ao outro a mão aberta, limpa de ressentimentos e aceitar o gesto igual como que a selar em definitivo os problemas anteriores. Nunca serão amigos, apenas homens de corpo inteiro.

Sá Pinto, se pretende ter sucesso numa das actividades com maior pressão mediática que existe tem em definitivo de baixar o seu handicap. Tem pela frente um ano e meio de primeiro teste para o fazer. O momento em que entra na equipa é complicado e vai-lhe colocar desafios e conflitos suficientes para verificar se a sua capacidade de controlo aumentou. Vão ser-lhe colocadas armadilhas a cada túnel que atravessar, obstáculos bem mais graves que qualquer papel de parede, mas que terão rios de tinta à disposição de quem gosta de águas turvas e onde ele será sempre o maior prejudicado independentemente dos factos reais.

Para já na urgência dos jogos que se advinham a opção pelas soluções simples e directas será a melhor. Deve expor-se ao grupo com todos os seus handicaps, deve mostrar que ninguém melhor
que ele sabe como um erro inconsciente pode prejudicar um grupo, não deixando que o grupo o possa acusar um dia de ele ter feito o mesmo e nunca o ter referido. Com o tempo, pode criar cúmplices na equipa técnica ou na equipa que o possam ajudar a não ser obrigado a mostrar o pior de si.

Em termos de futebol, pouco mais há a fazer na próxima semana que motivar, espicaçar o ego individual, colocar os jogadores nas suas posições correctas e apresentar profissionalismo. Há
muito ainda para ganhar.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uhh, the pressure! I like it!



Estamos de regresso às dúvidas e incertezas. Num post anterior do LdA discutia com o MM a estabilidade do Sporting, hoje depois de mais um jogo de desilusão quer no resultado, quer na exibição, já não é a estabilidade que se questiona, é tudo, desde a decoração até ao profissionalismo dos funcionários do Sporting.

Quando discutia com o MM a conversa derivou para factos recentes, referia ele que esta direcção e esta equipa técnica beneficiaram de uma estabilidade como já não se conhecia em Alvalade. Discordo. O Sporting é por sua natureza um clube instável, temos de recuar talvez até João Rocha para encontrar um período de maior estabilidade e para quem tenha memória dessa época lembra-se da forte contestação que mesmo a vencer existia.

Muito do nosso futuro passará de como vamos sobreviver a mais esta crise. Aguentamos a pressão de ver um projecto falhar? Vamos re-re-re-construir tudo de novo? Existe em Alvalade carpinteiro que volte a injectar calma e confiança nos profissionais? O LdA referiu e bem num post anterior as imediatas declarações de ex-Presidentes, ex-treinadores, ex-qualquer coisa que de imediato florescem em Alvalade quando a barra fica pesada. O sentido de solidariedade nos corredores de Alvalade é um bem escasso. O Sporting não é um papado como Domingos estava habituado quando era campeão.

Felizmente aqueles que maior razão têm para reclamar têm sido poupados de “bocas”, de todos os que com maior ou menor responsabilidade no momento actual prestam declarações, todos sem excepção têm agradecido aos adeptos, têm reconhecido o apoio que em Alvalade ou em qualquer campo em Portugal tem existido a esta equipa. Este facto só por si é já uma óptima notícia.

E agora? Vamos todos bater palminhas e sorrisos no domingo para Alvalade? Não. Há erros, há que assumir que estamos mal e num mau caminho, há que inverter. Obviamente que devemos apoiar a equipa, mas ela tem de retribuir em campo. Patrício merece uma ovação como nunca teve, ele simboliza bem como se sobrevive a momentos péssimos ao sucessivo enxovalho de quem o devia ajudar, demonstra que a equipa pode dar a volta e crescer em caracter, em coragem, em qualidade.

Tem a palavra o cepo das marradas, Domingos, nunca gostei de jogadores cuja característica principal fosse a polivalência, no fundo todos o são e se provas fossem necessárias, ver Oceano na baliza, Patrício a marcar golos e Eto’o a defesa direito, seriam provas suficientes que todo e qualquer jogador é capaz de desenrascar qualquer posição. Isso não quer dizer que eu os ponha nessas posições ao início do jogo... A equipa que entrou ontem em campo foi uma imensa trapalhada e bastou colocar jogadores certos nos lugares certos para a dinâmica aumentar.

Diz Domingos que faltam golos, é verdade, eu até diria que faltam remates, em 39 ataques o Sporting ontem rematou 10 vezes, curto diria eu, mesmo se fosse o acaso de termos vencido. Prefiro sempre um júnior rotinado numa qualquer posição do que uma adaptação, domingo é isso que espero, ver os jogadores voltarem às suas posições naturais e se Domingos se por acaso ler estas palavras e me quiser levar à letra que ponha o João Mário no lugar de Carriço.

Com todas as contrariedades que têm existido a equipa hoje é uma manta de retalhos e a pressão aumenta para quem tem responsabilidade. Faz parte da profissão haver pressão, os melhores e eu não duvido da capacidade de Domingos de ser melhor, olham para a pressão e dizem, que bom é assim que um treinador ou um jogador de top quer trabalhar. Houve ontem uma recuperação de atitude relativamente ao jogo contra o Moreirense, bastará agora “arrumar” o grupo táctica e psicologicamente e ir para a luta. Para o bem e para o mal nós lá estaremos, nós estamos lá sempre para vos pressionar a fazer melhor.

Gostam de pressão? Provem em campo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Individual e colectivo


Deixei um comentário a meio num post anterior do LdA para fazer este upgrade. Ainda estou em transe com o resultado do jogo de domingo, por razões pessoais, não pude acompanhar todas as incidências do jogo, só vi com atenção a primeira meia hora e aquilo que vi foi suficiente para durante o restante tempo do jogo que acompanhei pelo canto do olho ir mantendo a confiança que mal ou bem iríamos ganhar. Caí na real a poucos minutos do fim com o terceiro golo do Marítimo.
Não será propriamente uma surpresa sofrer golos de canto ou bola parada, mas é uma imensa surpresa sofrer golos do Marítimo a poucos minutos do final de um jogo. Contra o Marítimo ou seja contra quem for, para se vencer um jogo e mais ainda, para se vencerem jogos regularmente tenho de conseguir manter o controlo do jogo sempre. As equipas que o conseguem fazer não só estão mais perto da vitória como são muito difíceis de vencer.

Se o Sporting tivesse já essas características no seu jogo não iria permitir lances de perigo junto da sua área no final dos jogos, mesmo que lhe fosse impossível vencer a bola estaria sempre em posse incapaz de nos prejudicar.

A pergunta do momento é de quem é a culpa!?!?

A culpa, esta culpa, tem muito pai e muita mãe. Os problemas que afectam o Sporting de alguns anos a esta parte são colectivos e não individuais. Contudo todas as soluções que se têm aplicado são individuais e não colectivas, as soluções individuais implementadas desmoronam sempre perante o problema maior que teima em ser deixado vivo e a florescer.

Não faltam candidatos a apresentar soluções mágicas para resolver de vez os problemas do Sporting, as últimas eleições são bem exemplo disso, mas gente disposta a ajudar quando os problemas surgem já são sempre muito menos. Não há organização com maior número de incompetentes por metro quadrado do que o Sporting mas basta a essas horríveis criaturas afastarem-se e integrarem outras estruturas para brilharem no seu contexto profissional.

Quem perdeu não foi o Schaars, o Carriço, o Domingos ou o Carlos Freitas, foi o Sporting e perdeu não só por questões técnico/tácticas mas por todo um histórico de evolução que tornou o nosso futebol uma estrutura pouco competitiva. Transformar esta mentalidade vai ser o trabalho difícil que Duque, Freitas e Domingos têm pela frente, não somente comprar um ponta-de-lança-que-marque-golos.

A resma de defesas laterais que o Sporting já comprou, ao longo dos tempos, é apenas um sintoma, um sintoma que se explica simplesmente. Se hoje se demitir toda a estrutura do futebol e amanhã, eu, for empossado dessa responsabilidade, só com 24 horas para fazer compras, se calhar também vou tentar comprar mais três ou quatro caramelos para ver se assim resolvo um problema que nem sequer conheço.
Na última década quantos presidentes teve o Sporting? Quantos directores tiveram cada presidente? Quantos treinadores? E por fim quantos jogadores? Eram todos maus? Eram todos tão maus para produzir os piores resultados de sempre? São os actuais maus?

Temos de implementar em Alvalade uma época de estabilidade, porque só com ela há responsabilidade e só assim é possível oferecer aos profissionais condições de confiança para surgirem as suas qualidades, por oposição seremos apenas uma máquina trituradores e pessoas, sem distinção alguma entre os competentes e os incompetentes.

Julgo que não restam dúvidas sobre a revolução que está em marcha em Alvalade, imagino o que seja chegar de férias no dia um de Setembro e encontrar 17 companheiros novos no trabalho, mais novos líderes e formas de liderança e ter isso a render num mercado onde a cada semana posso ser líder de mercado ou micro-empresa.

Há tempo? Não, não há tempo, este grupo terá de ser um árbitro para Pinto da Costa, heróis, para aguentarem a crítica e o insulto individual que os seus erros colectivos vão criar. Se sobreviverem a esta provação pode ser que estejam criadas as condições para uma nova era de sucesso no Sporting, se não será apenas mais um capítulo das trevas.

Por alguma coisa dizia por alturas das eleições que o melhor Presidente seria aquele conseguisse ter condições e vontade para fazer vários mandatos consecutivos. Venha de lá o próximo jogo e depressa que qualidade não falta no Sporting e sem resultados será impossível evoluir e atacar o exterior do Sporting.

terça-feira, 14 de junho de 2011

É tempo de ter tempo.


Chamam-lhe correntemente a silly season, mas para mim o período do defeso é o mais importante para definir aquilo que vai ser a nova temporada. Tal como nas campanhas eleitorais é agora que é o tempo de os dirigentes serem decisivos e cáusticos na avaliação do trabalho desenvolvido na época anterior e corrigir os erros que se verificaram.

Após o fecho do período de contratações, independentemente dos erros que subsistiram ou das opções erradas que tenham sido tomadas, apenas resta um papel aos dirigentes até ao final da época, apoiar a equipa que construíram e criar condições para realizar os objectivos definidos durante a fase de construção do grupo.

A janela de contratações de Janeiro seria por mim ignorada excepto para suprir uma lesão prolongada de um jogador chave. O dinheiro investido nessa fase é normalmente inútil e não esqueço o quanto foram um dia fundamentais as entradas, André Cruz, César Prates e Mbo Mpenza.

Construir é agora a palavra de ordem, o primeiro passo fundamental está feito a contratação de um timoneiro. Domingos seria também a minha escolha mas não o vejo como um Midas capaz de transformar D’jálo no Hulk ou Polga em Ricardo Carvalho. Já comprovei sim a sua qualidade em transformar mantas de retalhos em equipas de futebol, é isso que eu lhe peço, que dê coerência ao futebol praticado pelo futebol seja ele bonito ou não.

Nas contratações a fazer e com o anúncio desbocado de que há milhões de euros em Alvalade seria muito mais cauteloso. Nesta fase do defeso e até ao início dos trabalhos (4 de Julho) procuraria que as principais carências da equipa fossem supridas. Na minha opinião elas são as seguintes, um central (líder), um defesa esquerdo capaz de sentar Evaldo, um extremo criativo (de preferência esquerdo), dois pontas de lança.

Há aqui um problema grande, eu não sei o que vai na cabeça de Domingos sobre aquilo que quer da equipa, nem quem são os 150 jogadores que a dupla Licá (leia-se Luis Duque e Carlos Freitas) anda a avaliar ou quais aqueles que estão incluídos numa eventual lista de vendas/dispensas. Não é grave na irresponsabilidade típica de um adepto vou em frente a construir o meu plantel.

Estando adquiridos, um central, um extremo e um ponta de lança, aguardo a chegada até ao início da época por um defesa esquerdo e outro ponta de lança. Após esse momento tudo ficaria dependente de oportunidades de mercado e da avaliação decisiva de Domingos.

Vários dos atletas que se tem referido como dispensáveis teriam obrigatoriamente de passar pelo crivo do treino para assumir a sua saída definitiva. Os atletas que eu procuraria dar um destino longe de Alvalade imediatamente seriam, Caneira, Grimi, Vukcevic, Purovic e Pongolle como vendas ou dispensas e emprestados Salomão, Saleiro e Cédric. Todos os outros nomeadamente, Polga, Maniche, Pedro Mendes e Zapater teriam oportunidade de iniciar a época (considero que foi uma asneira deixar sair NAC).

Para tudo o resto há que definir filosofias, os laterais vão ser ofensivos? Vamos ter um lado principal para conduzir o jogo? A defesa é individual ou zona? Um trinco ou dois? Extremos ou médios? Um ou dois pontas de lança? Tudo isto é importante para saber quem comprar ou se na realidade aquilo que se procura não existe já disponível nos recursos do clube sejam velhos ou novos.

Sobre guarda-redes julgo que ao Sporting pelas suas características actuais só deveria ter 2 guarda-redes. Ter Golas ou Tiago como terceiro elemento é um desperdício de recursos, Golas manteria o seu crescimento onde possa ser titular e no caso ínfimo de ser necessário um terceiro GR seria chamado o da equipa júnior.

A vaga seguinte de vendas/empréstimos, colocações/dispensas e compras só deveriam ocorrer após o regresso da pré-época e já seria cirúrgica a colmatar cada lacuna ou reforço segundo as indicações do treinador.

Por esta razão não estou excessivamente sedento de ver “estrelinhas” a poisar no aeroporto com destino à Academia Sporting, o mercado tem armadilhas e ambições que não devem ser precipitadas de forma a não empenhar oportunidades futuras. Construir um novo Leão é uma tarefa árdua e cirúrgica, não é urgente. O resultado final deve favorecer o equilíbrio dos sectores muito mais que espectáculo pontual.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Inimputáveis que os pariu!



Caro João, quem acompanhou a tua entrada para o Sporting sabe que não te gramo, corrijo, não gramo a forma excessiva como vives o jogo, de ti pessoalmente não tenho qualquer conhecimento que me faça afirmar que não te gramo e reconheço seres um profissional dedicado e cumpridor. Não és Sportinguista, nem nunca serás mas suas a camisola e lutas durante um jogo com o espírito que nós, os Sportinguistas, exigem a qualquer profissional que dentro de campo nos represente.

Se não calo os elogios que julgo te serem devidos porque raio não te gramo? As razões são simples e estás a vivê-las na pele, foste já expulso por duas vezes em lances que definem o teu lado de que eu não gosto. Uma entrada disparatada, com excesso de agressividade e por trás aos 6 minutos de um derby. O seres um refilão, rufia, sem pejo de utilizar o linguajar mais rude para expressar o que te vai na alma.

Até teres chegado a Alvalade a tua vida corria-te mais ou menos bem, não sentias estes teus defeitos porque deles não sentias as consequências, pura e simplesmente podias ter este tipo de comportamento e talvez lá para os 80 min. de jogo tinhas um amarelo. Sabes do que estou a falar e não vale a pena eu fazer-te um desenho parecido com o Hugo Viana para tu perceberes. Amigo essa vida acabou-se, tens toda a razão em cada palavra que dirigiste no relvado, eu não diria melhor, aliás todos os jogos as ouço ditas com igual veemência e propriedade, pelos mais variados jogadores e na mais completa impunidade.

Deves estar a perguntar o que raio te aconteceu? Não és tu pá, é a tua camisola e devo dizer-te uma coisa, ainda tens muita sorte. Por muito menos Rui Jorge que tinha as tuas virtudes e poucos dos teus defeitos foi expulso por dizer “És um urso!”, a um fiscal de linha. Melhor ainda o mais recente e reincidente cliente da Policia Judiciária expulsou o actual seleccionador nacional por este dizer “É uma vergonha!”, assim mesmo, zás-trás, abriu o bico o jogo até estava complicado e rua. Pelo menos aqui há alguma justiça, o criminoso nunca deixará de o ser e o profissional exemplar continuará a sua carreira ao mais alto nível.

Aprende João, no Sporting deve jogar-se futebol para mudos é a única forma de tu te protegeres e seres profissional do Sporting, não podes dar a mais pequena desculpa para te pegarem.

Os outros, os que agridem, expulsão, são investigados, presos e escutados. Sabes aqueles que habitam nos túneis, que fazem dos buracos o seu habitat. Os que jantam, bebem e comem horizontalmente no calor da noite. Os que pegam na mão dos observadores para descrever cenas de bofetada, que seguram a pena e o verbo de jornais, jornalistas e paineleiros. Esses são inimputáveis.

Inimputáveis que os pariu dirias tu! E tens toda a razão.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fome de bola



Acompanhei ontem via site oficial do Sporting a sessão de esclarecimento que decorreu em Alvalade e fiquei bastante agradado com aquilo que vi e ouvi, mais do que aqueles resumos semanais que penso serem impossíveis de manter regularmente esta abertura ao diálogo com os sócios é extraordinariamente salutar.

Há todas as condições para manter este tipo de iniciativa e a única coisa que se estranhará daqui a um ano é o porquê disto não ser executado há mais tempo. Foram prestados esclarecimentos sobre variadas áreas de funcionamento do Sporting, auditoria, pavilhão, revisão de estatutos, associados, futebol, estádio, etc.. O facto que penso ser mais importante referir é a sensação de que os diversos dossiers não estão parados a apanhar pó numa qualquer prateleira mas que estão a ser discutidos e avaliados de modo a serem apresentados aos sócios não como decisões finais “porque sim”, mas como conclusão de processos que avaliação de prós e contras que levaram a uma conclusão de compromisso.

Há pormenores no discurso que são diferentes, por exemplo, a determinado momento da conversa e sobre o tema futebol, Godinho Lopes não deixou de agradecer a Couceiro e Lima a sua disponibilidade para sair dos seus lugares confortáveis e arriscarem assumir o comando técnico da equipa. Independentemente de resultados há palavras que não devem ser caras no nosso vocabulário e é bom ouvir um Sportinguista a agradecer a outro.

Quando tive de interromper a transmissão não me apetecia pensar em VMOC’s, salas dos sócios, instalações para o hóquei em patins, défices, formação, enfim tudo aquilo que temos discutido aqui e noutros lados lançando gritos de alerta desesperados contra aquilo que sentimos ser a cegueira generalizada com que diversas direcções olhavam para o Sporting.

Ontem aquilo que me apetecia era vestir a minha camisola Stromp, amarrar o cachecol ao pulso e sair estrada fora rumo a Alvalade para matar a minha fome de bola, entrar em Alvalade disposto a transmitir à equipa a confiança que ela necessita para tornar as vitórias mais fáceis. Gritar, aplaudir e cantar sem estar a pensar se por estar a fazer aquilo podia ser rotulado de Roquetista, da ruptura, ou do raio que parta os diversos rótulos. Quero ser apenas, com os meus companheiros de bancada, um Sportinguista fiel e disposto a tudo para apoiar o Sporting.

Que boa foi essa sensação e que saudades tenho eu de ir com esse sentimento à bola, gastar as conversas antes do jogo não em fait-divers mas em técnicas e tácticas, na jogada do Matias, no regresso do Izma, na finta do Salomão, na estirada do Patricio. Quero chamar a malta, encher o carro e ir ver o Sporting ganhar!

Para já ganharam mais um espectador no sábado porque é este o sinal que está ao meu alcance dar de que gostei daquilo que vi e que ouvi. Como dizia o Jonas aqui há uns dias aqui na caixa de comentários, sou um ingénuo. Sou e com muito orgulho!

E tu vais ficar em casa?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Resumindo


Presidente - Bruno Carvalho

Vice-Futebol - Luis Duque

Vice-Finanças - Pedro Baltazar (acumula com Presidente da SAD)

Vice-Sócios - Dias Ferreira

Vice- Modalidades - Moniz Pereira

Conselho Fiscal - Abrantes Mendes

Mesa da AGS - Rogério Alves

Conselho Leonino - Não interessa, não fazem nada...

Treinador - Domingos ou um estrangeiro "muita" bom, tipo Mourinho.

Adjuntos - Oceano, Vidigal, Inácio, Virgilio, Manuel Fernandes, Sá Pinto e mais 7 ou 8 que entretanto sejam convidados pelas diferentes listas até dia 26.

Cargos aleatórios:

Godinho Lopes - Cicerone das visitas guiadas ao estádio para cegos.

Pereira Cristóvão - Responsável da segurança no sector das claques adversárias.

Paulo Futre - Vice-Presidente da Juve (se ainda fumar) ou Vice-Presidente da Torcida (se já não fumar).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Obstáculos e potencial





Ir de férias durante este período conturbado da vida do Sporting Clube de Portugal ajuda a arrefecer ânimos e a olhar de modo distante para o acto eleitoral que se avizinha. A dança de mariposas em que se tornou a silly season eleitoral está para lavar e durar, quantas das mariposas vão resistir a este inverno e chegar ao final de Março é um enigma e um dilema que se apresenta aos Sportinguistas.

Para já tem imperado a megalomania bacoca apostada em dourar a cenoura em vez de tratar do desgastado burro que corre atrás dela ano após ano. Milhões e mais milhões, mais etéreos do que reais, figuras e figurões para ilustrar cartazes, para a situação se tornar pelo menos mais suportável pelo menos podiam escolher a Carla Matadinho para o Marketing e o Manzara para o Comercial.

Na situação actual do Sporting todo este circo cheira a coisa nenhuma, nem a um odor fétido tem direito é um vazio, excepto se me conseguirem explicar como é possível aumentar o endividamento do clube para valores que realmente poderiam significar alguma alteração célere do nosso presente, será sempre um valor muito superior aos anunciados 50 milhões, valor esse que pelas minhas contas se resume a 3 ou 4 jogadores de qualidade a preços de mercado (mais os seus vencimentos), ora o Sporting não gera receitas correntes suficientes para manter o seu goleador, portanto… tirem as vossas conclusões.

Ainda não vi de nenhum dos candidatos a candidatos referência ao estado actual do Sporting e sobre as dificuldades que o futuro Presidente terá de enfrentar venha ele com uma resma de investidores (que só falam eurolês) ou passarões da bola (especialistas em Puortunhol), essas dificuldades para mim são as seguintes:

1- Desagregação da massa adepta do clube.
2- Ausência de voz e de estratégia sobre o desporto nacional.
3- Incapacidade de aumentar receitas.
4- Endividamento e desequilíbrio orçamental.
5- Estrutura funcional excessiva e “gorda”.
6- Problemas estruturais e logísticos da sua organização desportiva.

Este cenário é incontornável, e seja qual for o candidato vai ter de lidar com ele e na minha opinião serão questões muito mais graves, urgentes e de difícil resolução do que adquirir o futuro Liedson ou mudar as cadeiras do estádio.

Gostava de ouvir da boca dos candidatos as suas opiniões sobre como pretendem ultrapassar estes obstáculos sendo que muitos deles se podem solucionar sem recurso a muitos milhões e podem mesmo gerar as sinergias necessárias para alavancar o Sporting. Os apregoados milhões deviam ficar guardados para melhor momento estratégico e funcional do Sporting para então permitir um investimento continuado na equipa durante várias épocas consecutivas.

Uma primeira ideia que gostava de ver divulgada era a necessidade de acabar com tudo o que representa gasto e potenciar tudo o que signifique investimento, ouço incrédulo falar de mudar as cadeiras do estádio e eliminar o fosso como se isso fosse uma necessidade urgente e principalmente, quando temos o relvado num estado miserável. Este sim é um investimento onde vale a pena gastar recursos, ter um relvado de excelência onde a qualidade do futebol praticado não tivesse álibis para se esconder. Eventualmente até ajudaria a mudar a cor das cadeiras preenchendo as cadeiras “arco-iris” com Sportinguistas trajados a rigor devolvendo o verde e branco às bancadas, o ambiente festivo e o apoio à equipa feito “à Sporting”. Não com ausência de assobios (conversa que já me mete nojo), mas com pressão sobre todos os intervenientes no jogo, uns para terem noção do peso da camisola que envergam outros para saberem que em nossa casa para o bem e para o mal mandamos nós.

As recentes arbitragens miseráveis que temos sofrido não são apenas culpa da manada de Bois que nos têm saído em sortes, a culpa está mais acima e dura há tempo demasiado para sentir o Sporting amorfo sem dar eco da voz e pensar da sua massa adepta. Que os futuros dirigentes não tenham dúvidas os Sportinguistas querem, aliás estão desesperados por quem levante o nosso estandarte e saia para a luta, para o confronto contra seja quem for, pela verdade desportiva e pelo desporto nacional.

É necessário também definir objectivos concretos e realistas, dada a limitação de receitas a presença na Champions League é o objectivo a traçar, não como um elogio ao segundo lugar mas como uma necessidade para fortalecer o Sporting no sentido do lema do fundador, com todas as vicissitudes dos últimos anos o Sporting ainda ocupa uma posição invejável nos rankings europeus, muito acima de clubes quem apenas fazem dos milhões o caminho a seguir. Somos melhores e provamos todos os dias ter capacidade para potenciar as nossas qualidades ímpares.

Deixo para o final o eclectismo onde gostaria de ouvir também algumas medidas que não implicam largos milhões de euros. Antes de mais e por ser da mais básica justiça o assumir em definitivo do projecto do Hóquei em Patins, dando segurança e mérito a quem tanto e tão bem nele trabalhou. Tão importante como isso, criar condições e mobilizar sócios para reactivar as restantes modalidades extintas, trilhar este caminho sem urgência mas com a tenacidade e carinho com que o Hóquei foi alimentado. Um ponto visível desta vontade por parte do clube seria apenas aceitar projectos para o seu pavilhão que não ignorem, p.ex. o basquetebol e o voleibol, se os Arquitectos precisarem de inspiração venham visitar o pavilhão de Coimbra.

Outra oportunidade que o pavilhão não deveria esquecer é a criação de espaço dedicado aos sócios, sendo que neste particular gostava mais de ver isso efectuado no estádio sem necessidade de megalomanias, mas é determinante valorizar a condição de sócio relativamente aos restantes adeptos.

Serão necessários 50 milhões para tudo isto, não, eventualmente 3 ou 4 e carradas de Sportinguismo. Vamos à luta, os Sportinguistas estão atentos para julgar e generosamente disponíveis como sempre estiveram.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tchau, Bambino, tchau, tchau, tchau



O Sporting é realmente um caso único no panorama desportivo mundial. Juntamos agora à maldição do 7, ao coleccionismo de capitães vendidos/dispensados/corridos, à novidade, já quase tradicional, da demissão de Presidentes com ou por causa de maus desempenhos de equipas técnicas.

Para mim demissões nunca constituem momentos dramáticos, antes desafios óptimos para poder avaliar e inovar o nosso trabalho, talvez porque ao longo da minha carreira profissional fui recorrentemente confrontado com a demissão de elementos importantes da estrutura produtiva onde estou inserido. O momento em que ocorrem é sempre péssimo, temos sempre a sensação de que deveria ter sido um mês antes ou no mês seguinte, mas como estamos a falar de factos consomados aprendi que o momento ideal é aquele em que acontece. Tal como nos divórcios o pior que pode ocorrer é deixar a relação degradar-se para lá do tolerável.

Bettencourt atinge o seu limite no momento em que para mim tinha reunido condições para poder mostrar algo de positivo, reestruturou o funcionamento do clube, as finanças, toda a estrutura do futebol, podia agora com pequenos ajustes aos erros que inevitavelmente qualquer pessoa que decide comete ter algum trabalho de qualidade, não que aquilo que foi feito antes tenha sido fácil mas não é visível nem nos enche a alma.

Tenho dificuldade em perceber as alegrias e euforias que por ai correm, a demissão de um Presidente é uma derrota do Sporting e isso significa que falhámos, que os projectos nos quais o Sporting se envolveu não tiveram o resultado esperado. Cada vez mais sinto a urgência de sucesso (seja em que área for desportiva ou financeira), não é o próximo projecto que tem de dar certo, era este, infelizmente continuo a detectar muito mais vontade de mudança do que de estabilidade. O que é bom é mudar quem está, não interessando os méritos que a sua acção tenha, para permanente destaque dos erros que sempre vão ocorrer. A regra ou o ditado que diz “Cada vez que apontas um dedo, tens quatro a apontar para ti.” faria muitas vitimas entre os Sportinguistas.

Julgo que o período que se avizinha não vai ser pêra doce, concordo com o Leão de Alvalade relativamente ao que deve ser feito, renúncia da restante Direcção (têm agora uma oportunidade para se conhecerem…) e marcação de eleições para meados ou finais de Março. O problema que não me sai da cabeça é, penso que essas eleições vão ficar vazias de listas concorrentes, ficando aí sim uma situação difícil de resolver. Seguir-se-á uma direcção de gestão eventualmente cooptada e o avolumar de criticas inconsequentes ao estado a que chegámos.

A futura Direcção eleita, encabeçada seja lá por quem for, seja ela formada por figuras publicas ou jovens lobos, tenha um projecto em magníficos powerpoints ou em papel reciclado, vai debater-se com uma realidade difícil que lhe vai limitar a acção tenha boas ou más intenções. Essa realidade é interna e externa ao Sporting. Se alguém quiser um bom programa eleitoral é simples, basta pegar no documento final do recente congresso e dizer este é o meu programa.

Continuamos todos órfãos de uma terceira via, que em vez de promessas de continuidade ou revolução, permita sim uma evolução, há méritos muito grandes na estrutura actual que é preciso não degradar e muito trabalho a fazer no emagrecimento de uma estrutura ciclópica que pouco oferece ao Sporting em termos de celeridade e rentabilidade da sua acção.

Para qualquer projecto ter o mínimo de viabilidade de execução é necessário, Sportinguistas, muitos, todos, aos milhões e que saibam distinguir o que é importante ou acessório na forma como vivem o clube. Alguns desses, poucos, serão eleitos dirigentes, compete-nos dar-lhes condições para vencer as adversidades e apoiar as nossas equipas em campo incondicionalmente.

Ah, antes que me esqueça. Notável é o Sporting!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Do meu cantinho

Em equipa que perde… não se mexe! No mar de dúvidas em que o Sporting navega era o que eu faria. Para amanhã, no jogo contra o bicho papão, apostava na mesma equipa que jogou contra o Vitória: 

R. Patrício, Abel, D. Carriço, Torsiglieri, Evaldo, A. Santos, Maniche, J. Valdés, J. Pereira, Vukcevic, H. Postiga.

Sem tirar nem pôr. E porquê? Porque o jogo é para ganhar, porque foi com este conjunto de homens que se mostrou o melhor futebol da época, porque as opções no banco melhoraram muito desde esse jogo até hoje.
Estive em Alvalade no jogo com o Vitória e senti-me um personagem da Twighlight Zone, na SMS que enviei no final do jogo ao LdA dizia, tudo para ganhar, tudo para perder… Foi um golpe profundo, mas a cura destas feridas faz-se a reentrar em campo, faz-se a lutar por um destino melhor, foram estes homens que falharam era neles que confiava para corrigir o erro, eles mostraram também nesse jogo que são capazes de melhor e não há melhor jogo para se redimirem que este.

Amanhã, na minha tertúlia antes do jogo quando me perguntarem o meu prognóstico vou repetir um que já fiz anteriormente, na noite em que Vukcevic foi herói e mergulhou nos braços dos adeptos. Respondi na altura, como isto está, tanto podemos ganhar por 3 como perder por 7. Ganhámos por 2. Estou com o mesmo estado de espírito, o jogo é de tripla mas o favorito é o nosso adversário.

Não apostaria de início em Liedson e Pedro Mendes, dada a sua prolongada ausência da equipa, seriam os meus trunfos de banco para “jogar” com o decorrer da partida. Liedson só entraria se estivesse a ganhar e precisar de defender o resultado, utilizaria a sua capacidade de fazer pressão sobre a saída de bola para defender a minha equipa de recuar perigosamente para a sua área e o seu instinto matador para aumentar o resultado, Pedro Mendes só entraria se Maniche “rebentar”. 

Como joker, Salomão ou D’jálo, o fundamental é, como diria Robson, attack, attack, attack, é para mim a única forma de vencer o jogo. Sobre o Givanildo, não há nada a fazer de especial, não devem ser precisas grandes chamadas de atenção a Evaldo, Torsi e Maniche para eles saberem que têm de ser perfeitos nas marcações e preenchimento de espaços para evitar dissabores, mas para mim o perigo vem mais de Belluschi do que de Givanildo, é ali que está o cérebro e se o Sporting o anular o músculo não funciona (ou funciona pior…).

Dito isto resta-me garantir aos meus que lá estarei, no meu lugar de bancada a fazer aquilo que sei melhor, apoiar os onze que entram em campo com a minha camisola e a criar o pior ambiente possível ao nosso adversário. Let the game begin!!!!

Força Sporting! Vence por nós!

Nota: post da autoria do LMGM, que, por estar impedido de postar, me solicitou a sua publicação.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

2 visões sobre a reestruturação financeira

O "ANorte" contribui hoje com a análise de dois dos seus editores para a reflexão sobre a reestruturação financeira que irá ser objecto de votação em sede de A.G. da SAD na próxima quinta-feira, dia 9. Para este debate julgo ser também oportuno lembrar as importantes contribuições do nosso estimado JL, que, por altura da Reflexão Leonina, levada a cabo pelo "ANorte", nos ofereceu duas peças de leitura indispensável: A Academia e as VMOC`S e o Plano dos Planos

Por Hugo Malcato:
Existem uma série de factores que fazem com que eu fique de pé atrás em relação ao actual Plano de Reestruturação Financeira e o principal desses factores será a minha total desconfiança com as pessoas que o querem levar em frente e sobretudo o  modo como se tenta faze-lo.

Uma vez mais, temos vindo a ser prendados com a mensagem "Ou isto ou a desgraça" a que o anterior presidente nos habituou. É tal a vontade de aplicar este mesmo plano que pouco ou nenhum tempo se tem despendido para prestar esclarecimentos quanto ao mesmo. Quem esteve presente nas recentes AG's sobre o tema sabe perfeitamente o ambiente que se viveu e a forma como foram tratados aqueles que fizeram questões e pior ainda, a forma como a maioria dessas perguntas ficou sem resposta.

Creio que a maioria dos Sportinguistas está resignada quanto ao Plano, uma vez que o argumento de "poder investir mais no futebol" torna-se realmente apelativo. Contudo, pouco se refere que o valor recebido pelas emissões de títulos financeiros servirão exclusivamente para abater a dívida e não será dinheiro fresco nos nossos cofres. A possibilidade de investir mais no futebol resume-se à folga em termos de gestão de fluxos de tesouraria e redução nos juros, embora, não exista uma indicação clara e tácita de quais os montantes que se vão "poupar" e libertar para o futebol. Em minha opinião, dizer que o SCP vai passar de 12M para 9M em juros é deveras vago.

Mas o que me preocupa não será tanto as questões financeiras, uma vez que reconheço que um "balão de oxigénio" financeiro será benéfico para a gestão do Sporting - isto sem ter em conta quem possa estar a dirigir e a sua estratégia. Preocupante é a "ilusão" de controlo do capital da SAD, que não é sinónimo de controlo "garantido" da sociedade. Face à dispersão do capital e limitações estatutárias, o SCP arrisca-se a utilizar apenas 26% dos votos, existindo dispersos no mercado outros 49%. Aqui surge o argumento que o SCP tem as acções de Tipo A - um género de "Golden Share" nas sociedades desportivas - mas que conferem poderes apenas em matérias específicas. Assim, nada impede a união entre 3 accionistas, cada um com 10% do novo capital da SAD leonina, e ditarem a gestão operacional do clube. Ou seja, o SCP pode vetar a venda de imobilizados ou alteração de estatutos, mas pode perder o poder de decisão sobre quem será o treinador ou os jogadores a contratar.

Esta é a interpretação que eu e muitos outros sportinguistas fazemos e que já por diversas vezes questionámos, sem nunca ter uma resposta. O processo nunca foi transparente e os esclarecimentos foram sempre vagos. Face ao exposto, a dúvida subsiste e as assinaturas de cruz já há muito que são desaconselhadas.

Por LMGM:
Financial Sporting
Falar das finanças do Sporting não é uma tarefa fácil, principalmente para alguém como eu que não tem conhecimento particular ou profundo, quer contabilístico, quer económico. Mesmo assim e correndo o risco de dizer algumas asneiras técnicas que, estou certo, rapidamente serão detectadas e corrigidas na caixa de comentários, vou tentar neste post dar a minha interpretação da reestruturação financeira que se prepara para ser feita na Sporting SAD.

As primeiras questões que me surgem quando confrontado com este assunto são:

- Porquê outra reestruturação financeira?
- É realmente necessária esta operação?

Ambas as perguntas entroncam numa mesma resposta, o sucessivo acumular de prejuízos ano após ano colocaram a contabilidade do Sporting ao abrigo do artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC) que diz, de modo abreviado, que se uma sociedade apresentar capitais próprios iguais ou inferiores a metade do seu capital social tem de adoptar medidas para ultrapassar essa situação.

Perante a actual condição contabilística a resposta à segunda questão é simples. Esta operação é não só necessária como urgente, e urgente porque caso a Sporting SAD não inverta esta situação, os seus credores podem pedir a insolvência da sociedade.

Diz também o artigo 35 º do CSC que a assembleia-geral a ser convocada pela direcção, deve ter pelo menos os seguintes pontos para serem deliberados pelos sócios:

a) A dissolução da sociedade.
b) A redução do capital social para montante não inferior ao capital próprio da sociedade, com respeito, se for o caso, do disposto no nº1 do artigo 96 º.
c) A realização pelos sócios de entradas para reforço da cobertura do capital.

A operação de reestruturação financeira inicia-se com o ponto b), suponho que não passou pela cabeça de ninguém o ponto a), e que o bolso da Controlinveste só serve para comprar e não para cumprir o ponto c).

Trata-se de uma operação de “cosmética” contabilística, a Sporting SAD reduz o seu capital social para metade, por outras palavras elimina os sucessivos prejuízos através do seu capital social (abate divida) e simultaneamente faz um novo aumento de capital ficando assim em situação legal e com os seus prejuízos “pagos”.

Mas a operação não termina aqui, a Sporting SAD precisa também de se recapitalizar, de ter dinheiro fresco, é aqui que entram as VMOC. Se o dinheiro relativo ao aumento de capital pode e deve ser considerado “cativo”, as VMOC são de uma forma simplista um empréstimo. A Sporting SAD vende 55 milhões de VMOC’s ao valor unitário de 1 euro e promete que no prazo de 5 anos estes valores serão obrigatoriamente convertidos em acções da SAD. Esta operação pode ou não resultar na perda da posição maioritária do Sporting na SAD. Para mim isso não constitui um problema, à priori, ficando uma melhor análise dependente de saber qual a composição final percentual dos diferentes accionistas, mas não acredito que existam posições maioritárias sem a presença das acções detidas pelo Sporting Clube de Portugal.

Há ainda mais questões a colocar, por exemplo, e há alternativas a esta operação? Haverá várias, todas com prós e contras que cada pessoa que as defenda saberá apresentar conforme a sua visão. Isso não retira méritos a esta operação que é aquela em que esta direcção acredita, que apresentou aos sócios como sua solução e que foi ratificada em eleições para ser executada. Por esta razão considero-a a solução legítima a ser implementada.

Para finalizar o busílis de toda esta reestruturação, a pergunta final e decisiva:

Ficam os problemas financeiros do Sporting resolvidos por esta reestruturação?

A resposta é um rotundo não. Esta operação permite ganhar tempo, permite se quisermos uma lufada de ar fresco, uma normalização, mas não resolve os problemas principais. E esses são, o sucessivo acumular de prejuízos no final de cada exercício, o decréscimo de possibilidades de receita (sem comprometer futuros), a falta de sucesso no futebol, quer desportivamente, quer como investimento.

Sem resolver estes pontos a situação do Sporting (transversal a todo o futebol europeu) continuará a necessitar de sucessivas máscaras e cosméticas para se manter solvente. O Sporting tem na sua estrutura uma vantagem competitiva enorme (a sua formação). Ela sozinha pode significar o equilíbrio das contas, quer como complemento de plantel, quer como geradora de receitas (verdadeiramente) extraordinárias, mas os pontos decisivos, aquilo que vai fazer a diferença entre o sucesso e o insucesso serão:

1-    A capacidade de vencer campeonatos regularmente.
2-    A capacidade de gerir com sucesso o binómio compras/vendas de direitos desportivos. 

Se rapidamente não se inverter a tendência actual, é irrelevante ter 30% de nada ou 80% de coisa nenhuma.

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