O sal na ferida
O caso Moutinho voltou à agenda por imposição do calendário mas, infelizmente para os Sportinguistas, este é apenas um entre muitos outros. Futre, Simão, Quaresma e até Figo são outros de vários nomes cujo talento é inverso à sua popularidade entre os Sportinguistas. Tendo, ao longo dos tempos, assistido a várias mudanças de camisola entre os grandes, e talvez porque sou parte interessada, nenhuma delas me pareceu tão traumática como as nossas. São feridas abertas no orgulho leonino às quais lhes cai o sal de os vermos triunfar em clubes rivais e neles se tornarem pedras angulares para o sucesso.
O que sucedeu com Moutinho foi para mim o de contornos mais surpreendentes. Sem querer "voltar a bater no ceguinho" houve 2 aspectos que me chocaram em todo o processo: (i) o sobejamente debatido consentimento na venda directa a um rival de um capitão de equipa e (ii) a vontade expressa de sair de Moutinho. Ao contrário da rábula anterior com o Everton, em que o jogador parecia querer ganhar mais uns cobres, , Moutinho terá ido ganhar, segundo as noticias veiculadas mais ou menos o mesmo que auferia em Alvalade. Assim, o que terá levado o jogador a um corte radical com o clube que o formou e onde viveu grande parte da sua vida e mudar a vontade que exprimiu 6 meses antes de abandonar? (ver foto)
Podemo-nos ficar pelas justificações acerca do carácter do jogador.. Mas julgo que, para que mais casos semelhantes não sucedam, é inevitável olhar para aquilo que é hoje o Sporting e em particular o que foi a época passada, com o acumular de casos desde a saída de Paulo Bento, à rábula da sua substituição, da forma como foi tratado Carvalhal, dos casos Izmailov / Costinha, Sá Pinto / Liedson e do processo rocambolesco que termina com Paulo Sérgio na cadeira de treinador principal.
O Sporting está longe de ser, por muito doloroso que nos seja dizê-lo, uma promessa de sucesso para os profissionais que o representam. E eles, ao contrário de nós adeptos, podem mudar de clube. E como profissionais têm o direito e até a obrigação por zelar pelas suas carreiras. Se queremos manter os melhores e disputar com os rivais os profissionais mais qualificados temos que nos tornar indiscutivelmente melhores.
O que sucedeu com Moutinho foi para mim o de contornos mais surpreendentes. Sem querer "voltar a bater no ceguinho" houve 2 aspectos que me chocaram em todo o processo: (i) o sobejamente debatido consentimento na venda directa a um rival de um capitão de equipa e (ii) a vontade expressa de sair de Moutinho. Ao contrário da rábula anterior com o Everton, em que o jogador parecia querer ganhar mais uns cobres, , Moutinho terá ido ganhar, segundo as noticias veiculadas mais ou menos o mesmo que auferia em Alvalade. Assim, o que terá levado o jogador a um corte radical com o clube que o formou e onde viveu grande parte da sua vida e mudar a vontade que exprimiu 6 meses antes de abandonar? (ver foto)
Podemo-nos ficar pelas justificações acerca do carácter do jogador.. Mas julgo que, para que mais casos semelhantes não sucedam, é inevitável olhar para aquilo que é hoje o Sporting e em particular o que foi a época passada, com o acumular de casos desde a saída de Paulo Bento, à rábula da sua substituição, da forma como foi tratado Carvalhal, dos casos Izmailov / Costinha, Sá Pinto / Liedson e do processo rocambolesco que termina com Paulo Sérgio na cadeira de treinador principal.
O Sporting está longe de ser, por muito doloroso que nos seja dizê-lo, uma promessa de sucesso para os profissionais que o representam. E eles, ao contrário de nós adeptos, podem mudar de clube. E como profissionais têm o direito e até a obrigação por zelar pelas suas carreiras. Se queremos manter os melhores e disputar com os rivais os profissionais mais qualificados temos que nos tornar indiscutivelmente melhores.






















