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terça-feira, 20 de maio de 2014

Como interpretar a conferência de imprensa de despedida de Jardim?

Não é de forma nenhuma inédito vermos treinadores terem direito a despedida em prime-time, sem cumprir o contrato. No Sporting não me lembro. Também não me parece haver memória de, à saída do treinador, equivaler a entrada de uma verba significativa. Contudo, o facto de isso nunca ter acontecido não significava que três milhões de euros me parecesse um bom negócio.

O negócio é a ocasião, não deixando de inegável que o Sporting nunca teve um treinador valorizado aos olhos do mercado e com uma cláusula tão elevada. Não aproveitar devidamente as condições favoráveis seria obviamente um mau negócio. O encontro a meio da ponte, com cedências mútuas, uma vez que o treinador contrariado também não nos interessava, acaba por representar um bom desfecho. As verbas conhecidas (3 milhões+3milhões em objectivos) parece-me um bom negócio. Verbas às parte, parece-me também um bom negócio encerrar desta forma uma ligação que, até há poucos dias, foi marcada pela felicidade.

Porém, o que certamente preocupa mais agora a generalidade dos Sportinguistas não é o passado - Jardim- mas sim o futuro, o novo treinador. Seria, será, essa a conferência que todos estariam à espera. 

Como interpretar então a conferência de imprensa? 

Aconteceu para permitir que Leonardo Jardim sair pela mesma porta que entrou?

Terá o Sporting já assegurado o seu sucessor de Jardim, pelo que não tem pressa em apresentá-lo publicamente? 

Ou ainda não há apresentação porque não há acordo final com Marco Silva ou outro treinador qualquer?

Como é óbvio, com ou sem apresentação, todos esperam que seja a segunda a hipótese certa.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A saída de Jardim: a substituição, cláusula de rescisão, relação com BdC



A relação com Bruno de Carvalho e a cláusula de rescisão
Serão provavelmente as maiores interrogação a ocorrer neste momento na cabeça dos Sportinguistas: 

Como será neste momento a relação entre BdC e Jardim ?
Este aspecto, que em grande parte da época pareceu crucial no desempenho da equipa, parece agora ter-se derretido com a gradual subida da temperatura. A primeira parte do vídeo acima, um excerto da entrevista do presidente à TVI em finais de Março confirma esse bom relacionamento. É muito pouco provável que esse bom relacionamento, a ter existido, ainda se mantenha. Muito dificilmente Bruno de Carvalho gostará de ter sido surpreendido com a saída do treinador, precisamente quando já tinha deixado entender que pretendia que renovasse. Que importância pode vir a ter no desfecho da transferência é a outra pergunta que fica.

Havia ou não uma cláusula de rescisão no contrato de Jardim e de que valor?
Sem termos acesso ao contrato propriamente dito o único documento válido que atesta a existência de uma cláusula de rescisão é a palavra do presidente dada na entrevista à TVI no passado mês de Março (minuto 2:20s do vídeo). Quinze milhões de euros, sem mencionar qualquer especificidade, contrariamente ao que já vi afirmar, sem qualquer sustentação. Este valor não aparece por acaso na pergunta feita pela entrevistadora da TVI, uma vez que várias vezes já a tinha visto circular. Ora os valores que se falam para a transferência para o Mónaco variam entre três e cinco milhões. Se se confirmar ficará por explicar o porquê do desconto. Matérias que seguramente serão abordadas aquando da comunicação pública do negócio.

O último Jardim na terra
A saída do treinador é vista pela generalidade da opinião pública, Sportinguista e não só, como um revés e até como uma derrota para Bruno de Carvalho. Não sou capaz de ser tão drástico como a segunda das classificações.  Será provavelmente uma contrariedade importante, sem dúvida. Mas que tem um reverso que não deve ser descurado: é um profissional que vê reconhecido o seu valor e uma transferência com grande mediatismo que porá foco positivo no clube, além de uma importante verba para os cofres do clube. Atendendo à posição do clube na cadeia alimentar do futebol europeu - da generalidade dos clubes portugueses, entenda-se -  o negócio está longe de representar uma má referência.

Do ponto de vista pessoal eram muitas as minhas dúvidas sobre a adequação perfeita de Jardim ao Sporting, excepto num ponto terrivelmente importante: os resultados. Este factor não é importante, no futebol de alta competição é quase tudo. E, não deixando de lhe estar grato pelo que conseguiu esta temporada, cada vez eram maiores as minhas dúvidas sobre a capacidade de representar uma melhoria imprescindível de qualidade ao nosso futebol, sobre algumas das suas escolhas e do melhor aproveitamento das características dos nossos jogadores. E depois, um clube como o Sporting, não pode olhar para Leonardo ou para ninguém como o último Jardim na terra.

A substituição de Jardim: há nome ideal?
O que sucedeu este ano ao FCP está também na mente de muitos Sportinguistas. Ora esta é uma matéria em que nos podemos ter tornado já catedráticos, tantos são os erros repetidos nas escolha de um treinador. A escolha é fundamental para o sucesso e aí o mais importante são os critérios que a definirão.

O nome mais falado tem sido Marco Silva. As dúvidas sobre a sua idade não fazem sentido, Jardim tem apenas mais dois anos que ele. O seu passado é muito breve e condicionado sempre à mesma envolvente, o Estoril, o que adensa as dúvidas sobre o que conseguirá fazer num contexto tão mais complexo e exigente como o do Sporting. As recentes declarações de Paulo Fonseca - uma confissão expressa da sua impreparação para dar o passo que deu - sobre a gestão de egos numa equipa grande, é apenas um aviso de quão diferentes são os mundos de um Estoril ou Paços de Ferreira e os grandes.

Não há um nome ideal mas, dos treinadores disponíveis, (Vítor Pereira não parece estar) Marco Silva parece ser o mais interessante. Até pelo perfil de jogo da sua equipa, talvez mais adequado às características do que encontrará no actual plantel ou na Academia. E, a menos que lhos impinjam, dificilmente veremos chegar jogadores como Welder, Cissé e outros.

A oportunidade
Pronto, cá vai o lugar-comum. A chegada de um novo treinador, Marco Silva ou não, representa uma oportunidade. A de ajustar o discurso à realidade e à que me parece também ser a estratégia adequada. O Sporting até pode assumir a sua candidatura ao título mas vinculando maior responsabilidade a quem está dotado de mais e melhores meios para o conseguir. E é assim mesmo que vejo a chegada de Marco Silva: a oportunidade de crescer de forma sustentada, mesmo que isso não signifique o sucesso imediato. Que, todavia, não tem qualquer deliberação agoirenta que o impeça. O impacto da chegada de um treinador com boas ideias num clube não tem que passar necessariamente por muitos anos de maturação de um projecto.

Critérios
É muito interessante procurar perceber as escolhas de Bruno de Carvalho. A sua primeira opção foi Van Basten, nas primeiras eleições a que concorreu. Mas, quando estava já investido do poder de decidir, optou por Leonardo Jardim. Uma decisão feliz que tenho muitas dúvidas ser do mesmo teor caso voltasse à casa de partida com o holandês. Se agora se confirmar Marco Silva seguramente que não é o perfil de jogo em comum a linha condutora das suas escolhas.

Nota importante: No momento da colocação deste post não ficaram inscritos o parágrafo "oportunidade" nem o vídeo que o ilustra. As minhas desculpas a quem já o leu.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

As condições que Jardim acha que não tem, Marco Silva e porque não Vitor Pereira?

Não me surpreendeu a conferência de imprensa de Leonardo Jardim que antecedeu o jogo com o Estoril, nem me surpreenderá de todo o interesse do Mónaco e próprio interesse do treinador em ir para o clube do principado.

Sobre as condições que Leonardo Jardim acha que não tem ao ponto de falar em "alteração ao projecto inicial" elas parecem-me evidentes. Nesse sentido o jogo de ontem é um bom exemplo e veio reforçar uma ideia que há muito aqui insisto: as nossas dificuldades aumentam exponencialmente com as melhores equipas. 

O Sporting não tem os mesmos meios que os seus principais adversários e, ao declarar-se candidato ao título, abre mão de uma das suas mais importantes armas no decorrer do campeonato que ontem acabou: a menor pressão face aos seus concorrentes directos. 

Não surpreende por isso que Jardim possa querer o Mónaco, onde pelo menos o dinheiro para assumir candidaturas ao título não faltará. E é bom lembrar que, se a saída de Jardim se confirmar, a quarta vez consecutiva em que não cumpre o contrato, depois de Beira-Mar, Braga e Olympiacos.

O que pode representar a hipotética saída de Jardim?

Pelo menos a interrupção de um projecto desenhado por ele ou com a sua anuência. O ter que começar de novo. 

Recuso-me no entanto a encarar a saída com fatalismo. Sem deixar de lhe estar grato pelo trabalho realizado, não deixo de assinalar, como já aqui disse algumas vezes, que o crescimento da equipa era ainda possível e não estava esgotado. Isto é, esse crescimento parou do lado dele, dependia sobretudo do treinador. Ele próprio a precisar de crescer, porque o que fez ontem a Carrillo é inqualificável. O que ganhou em não esperar cinco minutos pelo fim da primeira parte que não apenas arranjar um bode expiatório?

Fala-se agora em Marco Silva. É um tiro no escuro, se levarmos em conta que o seu trabalho se limita ao Estoril. E o que é necessário para se ter sucesso no Estoril é muito menos complexo do que em Alvalade. E o modelo que lhes trouxe felicidade dificilmente produzirá resultados semelhantes entre nós.

E já agora porque não Vítor Pereira? Seria um treinador à medida das nossas necessidades? E o que temos para lhe oferecer  seria suficientemente atractivo? 

Assisti com muito interesse à entrevista que deu na passada sexta-feira à TVI24 e não deixo de assinalar que ela não seria possível há 2 anos e talvez nem há um. A saída para o extremo oriente deu-lhe uma segurança na pose e no discurso que não lhe via antes. Ou seria apenas a leveza e liberdade de não estar pressionado pelos resultados? O técnico, esse será exactamente o mesmo que já demonstrou qualidade anteriormente.

Bom, para já ainda temos treinador e certamente que ainda voltaremos a falar disto e muito nos próximos dias.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Jardim de Inverno

A pior das derrotas é aquela em que não se chega sequer a disputar o jogo. Se tal acontece frente ao rival de sempre esse sentimento ganha contornos ainda mais carregados. Foi isso que aconteceu no derby. O Sporting esteve lá mas não chegou verdadeiramente a disputá-lo. Uma exibição paupérrima, indigna do momento e até da imagem que esta equipa tinha dado de si mesma até agora. 

Podia ter ido buscar o titulo à primeira frase do post mas acabei por fazer a escolha em função do que me parece ter sido o principal factor de desequilibro: a opções de Jardim.

A surpresa que não foi
Pode haver quem se sinta tentado a explicar o resultado e sobretudo a fraca exibição da equipa no facto de a surpresa que Jardim tinha reservado para Jorge Jesus ter voado com parte da cobertura do estádio. Não vou por aí. A surpresa poderia ter acontecido, mas não creio que, por si só, ela tivesse o poder de sustentar uma vitória que se alcança em 90 minutos de jogo. A menos que essa surpresa produzisse danos substanciais imediatos, o que obviamente ninguém pode garantir. 

Demasiado espaço, pouca bola
Jardim acreditava ser possível condicionar a construção do jogo da equipa de Jesus com a colocação Slimani e Montero, mas pareceu-se esquecer que para o conseguir precisava também de reduzir o espaço para jogar e tempo para pensar aos jogadores adversários. Precisava para isso de uma equipa compacta, capaz de recuperar muito rapidamente a bola, de a fazer circular e de gerir a sua posse. Para o fazer tinha que colocar a equipa de uma de duas formas: recuando linhas e partindo detrás para contra-ataques rápidos, tal como o fazem as equipas pequenas quando vão jogar a Alvalade. Ou obrigando a defesa a subir no terreno, reduzindo drasticamente o espaço entre cada linha de quatro defesas de cada equipa.

O super-homem não se chama William Carvalho 
Por instruções do treinador, por iniciativa própria ou por a isso se ver obrigada pela equipa adversária o Sporting ficou-se pelas meias tintas, não fazendo uma coisa nem outra. Acabou por, dessa forma, morrer pelo veneno com que queria matar o adversário. Não conseguiu construir o seu jogo, não conseguiu destruir o do seu adversário. Não conseguiu ter bola para a fazer chegar de forma directa a Slimani ou circulando-a pelas alas, como costuma fazer. 

Achar que William Carvalho mudaria substancialmente o pesadelo em que a equipa se viu envolvida é pensar que ele é o super-homem. Nem mesmo a prestação desastrada de Dier permite ter tal veleidade. A memória tende a ser curta e também selectiva e por isso já poucos se lembrarão que, com William Carvalho em campo, sofremos mais ou menos os mesmos problemas nos jogos anteriores com o adversário de hoje, incluindo no jogo da primeira volta em Alvalade.

Desequilibro, inferioridade numérica
O Sporting foi quase sempre uma equipa desequilibrada e obrigada a disputar os lances em inferioridade numérica, dando até a impressão por vezes de jogar com menos jogadores. Os duelos a meio-campo eram perdidos consecutivamente  e os jogadores adversários chegavam como e quando queriam  ao nosso último terço do campo com demasiada facilidade. Ter Montero, Slimani e Heldon pode dar a sensação que rapidamente vamos conseguir criar perigo na baliza adversária, infelizmente para nós aconteceu precisamente o oposto, com aquelas unidades a contarem muito pouco para o jogo. 

Vertigem
Foi provavelmente essa a vertigem que iludiu Jardim que, associada às ausências forçadas de William e Jefferson, contribuíram para uma apresentação em evidente estado de anemia competitiva. As exibições de Piris e Dier mais do que nos dizerem muito sobre o seu valor individual confirmam que é muito mais provável descer aos infernos do que ganhar um lugar no céu vindo directamente do banco ou da bancada. Com a indiscutível qualidade de jogo do SLB e de muitos dos seus jogadores é necessário intensidade e ritmo. Isso não se ganha em aparições esporádicas e a tapar buracos. É fácil culpar os soldados de falta de atitude e coragem. Mais difícil é ao general  aceitar que não gizou um plano onde as melhores qualidades dos seus comandados viessem ao de cima.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O que fazer sem William ou quando 1 mal nunca vem só

Antes de ir propriamente à questão da substituição de William Carvalho há que dizer que, no mínimo, o jovem jogador foi imprudente. Depois do jogo, visto e revisto o lance, William podia ter evitado até respirar durante uns segundos para que nem o jogador da AAC nem o árbitro tivessem a oportunidade para contribuírem para aquele desfecho. O jogador tem revelado desde os jogos iniciais grande capacidade para aprender, melhorando o seu jogo a olhos vistos, e por isso dificilmente o veremos a comportar-se da mesma forma em lances semelhantes no futuro.

Não interessa ou interessa muito pouco se o lance é digno de castigo, isto no sentido que não será essa a discussão que nos tornará nem mais fortes nem mais preparados para o importante jogo do derby. Mas há algo que é inevitável constatar: o critério do árbitro. Fosse sempre o seguido no que ditou o amarelo a William nenhum jogo acabaria com onze. Neste jogo em particular com a AAC o adversário teria terminado com menos vários elementos. Algumas das faltas foram a roçar a violência e por isso teria que merecer punição mais severa que o amarelo a William. Dentro deste critério até Rojo poderia ter sido expulso numa falta rispida ainda na primeira parte, mas que foi antecedida por uma outra sobre Montero que Paulo Baptista e os seus auxiliares preferiram ignorar. O futebol português é isto, infelizmente.

Atribuir directamente, sem mais, a culpa ao jogador pode até ser bastante injusto. Quando inicia a disputa do lance ele apenas controla os seus movimentos, não sabe exactamente como vão ser os do adversário. Naquele momento o foco está na bola e ganhá-la para tentar ainda chegar ao golo e não que, caso qualquer coisa corra mal, se veja impedido de jogar o derby. E, como o futebol é um jogo de imponderáveis, não sabemos se, caso William se tivesse alheado do lance, a jogada tem continuado e resultado num golo, e estaríamos agora ainda mais preocupados. Afinal o resultado do jogo com a AAC já não poderíamos mudar e não há nada que nada que nos condene a perder o derby só porque o William não o vai jogar, Capelas, Duarte Gomes e quejandos à parte.

Mas com certeza que William é uma ausência de peso. Como seria noutra equipa qualquer a de um dos jogadores mais preponderantes e que acaba de deixar sair o jogador que o poderia substituir, Rinaudo. Acontece que o Sporting foi, dos três grandes, o clube mais activo a contratar na reabertura de mercado e nenhum dos jogadores recém-chegados faz a posição. Isso é a declaração, sem necessidade de reconhecimento no notário, que Jardim e a direcção da SAD entenderam que, em caso de lesão ou castigo, o lugar poderia ser preenchido sem colocar em causa a competitividade da equipa.

O primeiro na linha para tal efeito será obviamente Eric Dier. Já fez o lugar o ano passado, o treinador de então, vaticinava-lhe um grande futuro na posição. É provável que seja ele quem Jardim tem em mente, mantendo intacto o centro da defesa, ao não deslocar Rojo para lateral-esquerda pela quase certa ausência de Jefferson. Piris é a outra possibilidade e até já fez a posição precisamente com o mesmo adversário.

Ao contrário de muitos juízos que vejo frequentemente expressos, mudar um ou mais jogadores, não é o mesmo que por peças novas no motor de um carro. É esse o enorme handicap em desfavor de Dier: a falta de ritmo. Não só a falta de minutos nas pernas, mas também a falta de rotina no lugar. E isso não tem nada a ver com a valor do jogador. Se for ele o eleito para 6 acredito que irá sofrer bastante quer para responder ao ritmo e itensidade elevados que a equipa de Jesus imporá naquele sector, quer para aguentar a totalidade do jogo. Fosse outro jogo com outro adversário e a preocupação seria bem menor.

Em teoria, é Adrien quem me parece o jogador mais capaz para a função no imediato. Conhece o lugar, atravessa um grande momento de forma, detém elevados níveis de confiança. Perde apenas para Dier na capacidade para se opor ao jogo aéreo. Mas levantaria outro problema: que faria o seu lugar? Não me parece que seja Magrão. O brasileiro colecciona aparições fugazes com exibições discretas, faltando muito para justificar a contratação que o seu curriculum - provavelmente o melhor dos contratados - anunciava. Vítor que tem revelado muitas dificuldades em fazer o lugar de André Martins, poderia render melhor uns metros atrás?

Outra possibilidade, de todas a mais improvável, é que Jardim mexa no 4x3x3 para optar por uma outra solução menos treinada. Por norma mexidas estruturais feitas à medida para um jogo e adversário em particular dão a este um ascendente psicológico importante.

Toda uma série de perguntas que seguramente ocuparão estes dias pela cabeça de Jardim. Estou certo que na sua tomada de decisão terão factor preponderante factores que lhe assegurem estabilidade e equilíbrio construídos a partir de trás. Porque essa tem sido a sua marca desde que assumiu funções no clube. É claro que Jardim entende que uma equipa está sempre mais perto de ganhar se não sofrer golos, o que, no limite, a impede de perder. Dois dos resultados "possíveis e necessários" para poder continuar a sonhar nos jogos que faltam para terminar a época.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Primavera árabe anula efeitos do dilúvio

Jardim e Slimani, ontem talvez os homens mais importantes
Regresso ao Portugal profundo
Uns pequenos parágrafos para contextualizar o que os adeptos do Sporting foram ontem encontrar na viagem a Arouca. Embora eles escapem ao foco habitual de um espaço como este, creio que estas linhas farão sentido por um sem número de razões, entre as quais o facto de ser a estreia do clube pelas faldas da Serra da Freita. 

Quem acaba de sair da moderníssima mas deserta A32 e se depara com uma estrada estreita e sinuosa em direcção a Arouca, inicia uma viagem no tempo ao Portugal pré-UE e dos fundos comunitários que retalharam o país de alto abaixo com AE's,IC's, IP's e outros acrónimos. O mais estranho é que a tal A32, de 3 largas faixas termina quando mais era precisa e não deixa de nos fazer pensar que menos um corredor em cada sentido aproximaria Arouca e vizinha Vale de Cambra do centro de administrativo que é o Porto ou Aveiro. Um planeamento(?) difícil de compreender. 

Diga-se contudo que os arouquenses não se parecem ter tornado mais amargos com o facto de terem que pagar, como todos nós, sem poder gozar em plenitude das "virtudes" do Portugal moderno e são gentes hospitaleiras. De tal forma que, quando paramos para pedir informações, arriscamo-nos a entabular conversa que nos retiraria da razão pela qual empreendemos a viagem: ver o Sporting. E antes do inicio do jogo o speaker não se esqueceu de dar as boas-vindas aos adeptos Sportinguistas, desejos que não me lembro de ver expressos em qualquer outro campo.

Desporto de inverno
Os defensores de que o futebol é uma modalidade inverno tiveram no jogo de ontem uma excelente ocasião para reforçar a teoria. Mas certamente quando dedicaram o seu precioso tempo a elucubrar a teoria não o fizeram sob chuva gelada e impiedosa. Absolutamente inadmissível que a Liga e a FPF permitam que se cobrem 20€ pelo bilhete mais barato e ainda se obrigue os espectadores a aguardar à chuva longos minutos para poderem entrar, por haver apenas um torniquete e este estar avariado.

Sporting de chinelos de pelica
Entramos muito mal na primeira parte e foi de inteira justiça que o Arouca se tenha adiantado no marcador. O Sporting demorou todos os 45m para se entender com a bola, o terreno e sobretudo com as marcações. Bruno Amaro, (uma das nossas bestas negras pois, faz-nos golos quase a cada encontro) e Simão, com costas bem protegidas por Serginho, ensaboavam o juizo a Adrien, metiam Martins no bolso, e faziam William dar fraca conta de si. Sem saber muito bem como, descontando o facto de o golpe de cabeça de Rojo ter sido notável, conseguimos aquilo que não parecia estar ao nosso alcance: anular a vantagem dos locais e assim descer aos balneários.

Primavera árabe
A entrada de Slimani, por troca do inexistente Capel, provocaria a reviravolta no sentido do jogo. A sua presença permitiu esticar o nosso futebol uns bons metros em direcção à baliza de Cássio. O argelino lançaria o tumulto no extremo reduto amarelo a cada jogada, tratando a bola de forma bem mais eficaz que o seu jeito desengonçado permite adivinhar. Mas faria muito mais que isso, ao apontar o golo que nos daria a vitória, num lance pleno de intenção e com carimbo de ponta-de-lança. Nessa altura, e como a chuva não só persistia como ia engordando, já duvidava que conseguíssemos sair daquele lamaçal com os imprescindíveis 3 pontos.

Destaques
Do ponto de vista táctico, enquanto este aspecto tão importante do jogo não se afundou no dilúvio e na falta de jeito do árbitro, saliente-se a boa prestação de ambos os técnicos. Pedro Emanuel estudou bem a nossa equipa e armou a sua de forma a criar-nos dificuldades, como se viu. Jardim soube responder e até de forma ousada, especialmente quando abdicou de William Carvalho. No momento pensei tratar-se de um equívoco de quem segurava a placa, depois receei o pior. Adrien acabaria por dar razão a Jardim, o seu futebol mais simples não era menos eficaz e comportava muito menos riscos para a equipa. Uma lição que William fará bem em aproveitar, percebendo que o facto de estar a ter uma carreira acima das perspectivas gerais e até provavelmente as suas, não fazem dele insubstituível. 


Leões que sabem nadar
Numa equipa que se bateu como a nossa é difícil e quiçá injusto fazer destaques. Grande lição de querer e garra a premiar os adeptos que não se amedrontaram com a chuva. Mas parece-me que Rojo, Jefferson, Adrien e Slimani o merecem. Rojo estava a ser enorme, já tinha marcado e ameaçado marcar outra vez até o árbitro cair na parvoíce de querer compensar o excesso da expulsão de Tinoco com outro excesso. Jefferson foi responsável pela assistência do segundo golo e não foi por ali que houve grandes ameaças. Adrien esteve imperial e imperturbável quando a equipa cresceu e depois quando precisou de músculo e serenidade. De Slimani já foi quase tudo dito, espero que nos obrigue a voltar a escrever mais sobre ele em breve. Mas, no geral, a aplicação de todos sem excepção foi inexcedível.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Abraço solidário para Leonardo Jardim

Imagem DNoticias
Leonardo Jardim é um nome incontornável na surpresa até agora protagonizada pela nossa primeira equipa. De forma tão discreta como eficaz, muito à imagem do seu treinador, lá vai, jornada a jornada, obrigando muita gente a reescrever os seus libelos fúnebres. 

Hoje, quando mais uma vez se abateu um tremendo temporal sobre a Madeira, afectando de forma muito severa Porto da Cruz, onde o nosso treinador tem raízes, fica aqui um abraço solidário, que se estende obviamente a todos os afectados.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Jardim verde-esperança

A bola só amanhã se joga no relvado mas pode-se dizer que o derby já começou. 

E começou muito bem com Eric Dier a dizer o que deve ser dito a propósito destes jogos: "os derbys são para ganhar". Pudera, não há vitória mais saborosa do que as obtidas sobre os rivais de sempre. É um campeonato dentro do próprio campeonato. 

Jardim, na conferência de imprensa, respondeu com acerto às questões que lhe foram colocadas e que sintetizam a abordagem que pretendo fazer ao jogo:

"Neste jogo não existem favoritos mas na nossa casa queremos controlar o jogo, queremos vencer"

"Nós temos uma identidade que estamos a trabalhar há dois meses e não são os adversários que vão mudar a nossa forma de jogar e trabalhar. Claro que temos de ter atenções."

"O Benfica é forte no jogo pelos corredores, tem qualidade técnica e é forte nas bolas paradas ofensivas, onde há lances com falta e acima da lei"

"Três substituições poderão ser extremamente importantes".  

Concordo, não existem favoritos em jogo deste teor. Mas creio que partimos com uma ligeira vantagem, por estarmos num momento psicológico muito bom e, pelo que se pôde ver até agora em campo, estarmos também um par de passos à frente na organização colectiva e na assimilação das ideias do treinador.

Isso não invalida reconhecer que Jesus tem à sua disposição mais e melhor qualidade individual, o que muitas vezes se revela decisivo a partir do momento em que o jogo caminha para uma definição e o treinador tem que/pode recorrer ao banco. Aí Jardim tem menos por onde escolher.

Tudo pesado não posso deixar de confessar o meu optimismo por um bom resultado e esse só pode ser assim considerado se for uma vitória. O futebol é, acima de tudo, um jogo colectivo e o nosso melhor momento colectivo, aliado à "força brutal" que descerá das bancadas até ao relvado, constituirá um factor diferenciador. Amanhã Alvalade será um enorme jardim verde de esperança.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Missão de Leonardo: fazer de Alvalade um Jardim de futebol em Alvalade plantado

Infografia retirada de ZeroZero
Algumas considerações antes de ir ao tema do post. Creio que se justificam, uma vez que eles decorrem quer do período que a antecedeu a conferência de imprensa, quer esta propriamente dita.

As portas fechadas a Jesualdo
Foi ontem avançado pelo Record que Jesualdo Ferreira foi dispensado a seguir ao jogo com o Beira-Mar. Decisão que se compreende, face ao anúncio que se pretendia fazer do acordo com Leonardo Jardim. Menos compreensível seria a confirmação da noticia de que o treinador lhe viu negada a possibilidade de se despedir dos jogadores. A gratidão e as portas abertas da despedida oficial seriam assim contrariadas na prática sem uma razão aparente que tal justificasse. Agir assim não honraria o clube.

A incomodidade pelo 3º elemento
Motivo de muita conversa em campanha afinal o 3º elemento era como a pescada, antes de ser já o era, é o próprio presidente. Nunca me mereceu atenção muito particular, nunca percebi a necessidade de secretismo. Se ela havia seria mais justificada aplicar-se a Inácio, que estava a trabalhar num clube com o qual teríamos que disputar ainda um jogo. Não me parece que a solução encontrada possa merecer alguma recriminação, pelo menos se a decisão resultar de uma ponderação entre o que foi idealizado e, na aplicação prática, se ter entendido resultar melhor assim.

Serei dos menos (ou até nada) incomodado com a revelação. A ideia de um circulo restrito ao nível decisório é-me muito mais grata que uma profusão de cabeças pensantes. Foi essa a critica que deixei em tempo de campanha ao modelo sugerido, a que acrescia ou virão acrescer ainda Freitas Lobo e Tomás Morais. Quem então "morreu" pela sua bondade e acerto que se incomode. Ou dê uma cambalhota... 

Escolha de Leonardo Jardim
Tornei clara a minha posição relativamente à continuidade de Jesualdo. No entanto, percebendo que o entendimento entre ele e o presidente resultaria difícil, o final da relação entre o clube e o treinador era inevitável. Preferível agora que a meio do campeonato. Entendê-lo assim foi o último serviço prestado ao clube pelo professor e uma boa decisão do presidente. Deveria ser sempre assim em qualquer circunstância, com as dificuldades que se adivinham no imediato, o pior que poderia suceder seria uma relação resultante de um armistício artificial e não desejado. Uma paz a apodrecer no tempo e com as dificuldades e a espalhar-se pelos corredores. 

Jardim não era até anteontem um técnico da minha preferência, isto pelo que representava o futebol das equipas que treinou. Na verdade também Jesualdo não o era e acabei por gostar do trabalho que realizou. 

Só por ingenuidade se pode pensar que escolha de Jardim foi feita em 24 horas ou aproximado, como vi muitas vezes reproduzido. Mas foi indiscutivelmente bom que o seu anúncio fosse feito de forma célere. Foi uma decisão ecológica, poupou-se muita tinta e árvores para papel. 

Já o referi anteriormente, dos técnicos falados, era talvez a escolha mais segura. Um talvez porque, como ontem muito bem referiu o LMGM, o Sporting é uma realidade muito específica e sem paralelo. Fossem apenas as suas qualidades e teríamos razões para estar descansados. São pelo menos suficientes para tal, talvez para mais do que isso.

Perfil
Jardim é discreto. Assim o entendo por ter a noção que a sua passagem até agora pelo futebol não está marcada por declarações marcantes apesar do tempo que leva já no futebol nacional. As referências de quem com ele trabalhou são as melhores: organizado, objectivo, estudioso, versão benevolente do workaholic. Ter conseguido "sair a nado" da Madeira também nos diz alguma coisa. Não é fácil num mundo futebolístico tão reduzido conseguir ser notado e, até agora, ter justificado a atenção.


Ser Sportinguista é uma característica distintiva. Adivinho que seja essa uma das razões que estará na base da sua decisão de rumar a Alvalade. Não apenas o cumprimento de um sonho de criança. Também um misto de espírito de uma missão que cabe a cada um de nós adeptos e a atracção pelo risco de triunfar profissionalmente numa necrópole de treinadores e de sonhos.


Curriculum
Jardim chega com 2 títulos a Alvalade. O da II divisão com o Chaves na fase inicial da carreira e de campeão da Grécia no último trabalho. Não completou o campeonato mas não é possível não lhe reconhecer o mérito, atendendo ao facto de ter saído com apenas um empate e 10 pontos de avanço sobre o segundo classificado e ainda com um jogo a menos. 

Não é a primeira vez que o seu nome aparece ligado ao Sporting. Foi dos nomes mais falados para ser o primeiro treinador de Godinho Lopes, juntamente com Laudrup e depois Domingos. Comprometeu-se com o Braga de Salvador quando este, por Janeiro,e com o Braga em dificuldades, deixou de acreditar em Domingos. Domingos havia de "ressuscitar" e levar o Braga a uma impensável final europeia, Salvador torceu-se, mas já era tarde.


Sair. É o verbo que marca as suas últimas ligações. Foi assim com o Beira-Mar, quando estava a ser a equipa sensação da prova. Quando nada o fazia suspeitar, após uma boa época em Braga. E, como foi lembrado acima na Grécia. Neste último tendo sido ligado a um boato tão inverossímil como cómico, face às circunstâncias. 

A saída do Olimpiacos começou a ficar desenhada numa vitória de Pirro: ganha ao Arsenal mas fica de fora da segunda fase da Champions, com 9 pontos! Os adeptos gregos não gostavam da forma como a equipa ganhava os jogos, não lhes chegava o colosso de Rhodes que era a distância pontual, queriam nota artística. Um problema que, infelizmente, não é plausível virmos a ter no curto prazo...


Objectivos
Sem se saber qual a matéria humana à sua disposição é difícil estipular metas. Em teoria não me parece saudável que o Sporting abdique logo de inicio da vontade pelo 3º lugar. Não pela história, ou pelos pergaminhos, mas por razões de dimensão lógica: mesmo com uma drástica redução orçamental o Sporting continuará dispor de mais dinheiro do que os demais que competirão abaixo do segundo lugar. Não tem sido a sua falta que nos tem atirado para os lugares que tanto estranhamos.

Missão
As circunstâncias são-lhe favoráveis, é difícil fazer pior do que a época que agora acabou. Serão, como quase sempre os resultados  a marcar a sua passagem. Para mim não apenas os 3 possíveis em cada jogo de futebol, isto para quem joga de mãos limpas. A formação do plantel, a rentabilização dos jogadores à sua disposição, o crescimento dos miúdos que lhe calharão em sorte também é importante. Mesmo quando não se ganha não tem que se perder tudo e a criação de valor com vista à sustentabilidade é quase obrigatória.

Uma equipa que honre a forma de ser e estar do Sporting: qualidade, abnegação, respeito pelo jogo, pelo adversário, pela camisola, pelos adeptos. Os Sportinguistas saberão reconhecer. Boa Sorte Leonardo Jardim!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Apresentação de Bruno Leonardo de Carvalho Jardim

Foi mais ou menos isso que sucedeu na apresentação de Leonardo Jardim. Um grande Carvalho plantado no Jardim de Leonardo. Não faltarão ocasiões para ouvir ambos, gostava de ter ouvido mais de Jardim porque esse era o seu momento. 

Num primeiro momento pode resultar, é uma novidade. A médio prazo torna-se cansativo, o risco de ser facilmente caricaturável é grande. A rábula das desculpas por não trabalhar 24h é um maná. Não tenho nenhuma vontade ou prazer de ver o presidente do Sporting, seja ele quem for, alvo de chacota. Porque, seja ele quem for e independentemente do tempo que esteja à frente do clube, ele representa o Sporting.

O mesmo para o tratamento dispensado aos jornalistas. Bruno de Carvalho pode impedi-los de fazer as perguntas mas, uma vez na redacção, não pode controlar o que eles escrevem. Há quem exulte com a aspereza do tratamento, vendo nele uma espécie de terapia de choque. Duvido que no médio/longo prazo também isso resulte a favor do Sporting. Duvido muito que esse seja o caminho para dispensarem o respeito que merecemos e que, indiscutivelmente, muitas vezes nos negam.

Sei que estas matérias têm uma importância quase nula para muitos e nenhuma para ganhar ou perder um jogo, muito menos um campeonato. Por isso mais tarde falarei do que mais importa: a missão de Leonardo Jardim.

Sei também que não faltará quem, no seu registo binário, de que só se pode ser contra ou a favor,  reclame destas linhas. Sinais de um tempo que o próprio tempo se encarregará de normalizar.

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