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sexta-feira, 27 de abril de 2012

A jornada de Bilbao não foi um fracasso

 À porta do inevitável Gugenheim
Houve bolo em fartura mas faltou a cereja, isto é a qualificação, a coroar esta deslocação do Sporting a Bilbao. A cereja não é dispicienda, era até muito importante para a afirmação do Sporting, mas reduzir esta eliminatória e o jogo de ontem em particular à sua ausência é redutor. O Sporting disputou ombro a ombro a eliminatória, foi até a equipa que mais dificuldades terá criado ao Atletic, e podia sem favor estar no seu lugar na final de Bucareste. Não aconteceu e, apesar da inevitável dor que isso representa para todos nós, aceito-o com o inevitável desportivismo de quem sabe que defrontou uma equipa muito evoluída do ponto de vista técnico e táctico e com jogadores, na sua maioria jovens, de elevada valia. E só 1 equipa seguiria em frente.
Adeptos Leoninos invadiram Bilbao
Estou convencido que o tributo prestado pelos bascos no final do jogo ao Sporting e aos seus adeptos não resultou apenas de um mera retribuição da recepção de que foram alvo em Lisboa. Julgo que os adeptos do Atletic perceberam a grandeza do Sporting ao verem as suas ruas invadidas por adeptos que amam profundamente o seu clube, que o celebram com uma profusão de cânticos e a ele se entregam com generosidade. E perceberam também que eliminaram um adversário difícil, como foi realçado acima. Quando ontem os Sportinguistas abandonaram Bilbau, com toda a inevitável tristeza, deixavam o nome do Sporting num patamar bem elevado.
Deve-se também dizer que para a generalidade dos Sportinguistas que se deslocaram a Bilbao deve ter percebido que os bascos estão longe de ser um povo frio e sanguinário que a actividade extremista publicitou durante décadas. Orgulhosos da sua identidade são também calorosos e bons anfitriões, assim o foram pelo menos ontem. Isto é válido no que diz respeito aos adeptos mas que se extingue nas condições reservadas aos adeptos. Felizmente que o jogo se disputou nesta primavera fria, tal era o calor na gamela com rede à frente. (Onde é que já ouvi  a ideia de que as redes existem nos melhores estádios da Europa?)
As condições para os adeptos eram deploráveis
No que ao jogo diz respeito ele não nos correu de feição. Tento evitar os "como seria se" e os "mas" porque não ajudam à objectividade e muito menos pretendo transformar uma derrota em vitória. Por isso não vale a pena pensar como seria se estivesse Izmailov, ou Matias sem ter interrompido o seu ritmo competitivo, estando convencido que mesmo sem essas adversidades o jogo seria igualmente difícil. O timing dos golos foi-nos adverso , embora seja difícil de definir quando é que é mais favorável sofrer um golo. 
O convívio entre adeptos foi uma constante
O começo foi terrível para nós e as trocas de bola constantes acabaram por nos fazer sofrer o primeiro golo. Conseguimos reequilibrar e acabar por marcar,dando justiça no à igualdade no resultado que depressa foi desfeita. A segunda parte foi ainda mais difícil, que nos obrigou a ver a baliza basca sempre ao longe. Não conseguimos contrariar as qualidades do jogo basco, com a agravante de não conseguirmos ter bola com tempo e qualidade para sair a jogar. Apesar disso a crueldade do golo no final é ainda maior porque, quando aquele surge, o Atletic já estava longe do fulgor da primeira meia-hora.

A arbitragem foi  de um revoltante caseirismo, dando razão aos receios expressos por Sá Pinto antes do jogo. O critério britânico de deixar jogar foi aplicado apenas em beneficio dos da casa e quando existe esta evidente duplicidade ainda mais reforça a desconfiança.

Embora a frustração seja grande não deixarei que ela acabe por falar mais alto no momento em que deixamos a Liga Europa. Quem diria que seria possível fazer desta equipa uma das sem-finalistas da  Liga Europa há poucos meses atrás? E se me propusessem igual trajecto no próximo ano nesta competição compraria de bom grado. 

Parabéns a Sá Pinto e a todos os que trabalham directa e indirectamente no futebol profissional pela forma como souberam levantar a equipa e, de forma totalmente inesperada, projectar o nome do Sporting. Parabéns a todos os leões que, nesta jornada, contribuíram para levantar bem alto e longe o nome do nosso clube.

Temos razões de nos orgulhar no que somos e de confiar no que o futuro nos reserva.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mesmo à beira... do fim



foto GUSTAVO BOM/GLOBAL IMAGENS (JN)

O desperdício da primeira-mão, o primeiro golo precedido de lance ilegal do Athletic, permitir o segundo dos bilbaínos logo no minuto seguinte ao empate e mesmo à beira do intervalo. E, para finalizar, sofrer o terceiro mesmo à beira do fim... A sorte não esteve do nosso lado, nem o (perdoem-me o francês) CORNO do inglês...


De qualquer forma um grande aplauso pela caminhada, pela entrega e pela esperança que apenas soçobrou mesmo à beira do fim.



"E O SPORTING É O NOSSO GRANDE AMOR!"

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tornar Bucareste possível em Bilbao


Por altura da primeira mão desta meia final da Liga Europa troquei umas impressões com o nosso amigo @imago_route (Tiago, que vivendo longe, em Barcelona, tem o Sporting no coração) e havia-lhe solicitado um artigo que espelhasse algumas dessas ideias. No afã do trabalho e da viagem para Lisboa não me dei conta do e-mail que me enviou na véspera do jogo, "ficando no prelo" o artigo que hoje é publicado, depois de devidamente resgatado e actualizado alguns tempos verbais. Afinal Bilbao é possível e lá tudo será possível, inclusive o apuramento para a 3ª final europeia da história do nosso clube. O "AnortedeAlvalade" estará representado em Bilbao e disso daremos conta aqui no blogue.

A eliminatória contra o Athletic Bilbao é das que espero com mais ansiedade dos tempos recentes do futebol leonino. A ideia era dar-te alguns argumentos que explicam o porquê de ansiar tanto o jogo, excluindo evidentemente os óbvios: o facto de ser o Sporting e de ser uma meia-final europeia. Estes argumentos também não incluem longas reflexões e análises técnicas e tácticas ao futebol do Bilbao. Considero o Athletic um excelente rival e portanto uma grande oportunidade para fazer história. Isto não implica necessariamente ganhar, apesar de evidentemente torcer sempre para que isso aconteça.

Um dos grande motivos pelos quais o Athletic é um excelente rival é o entusiasmo e o respeito do seu treinador quando fala do Sporting. É comum ouvir o treinador rival fazer um elogio de circunstância mas sabe melhor ouvir um treinador com a experiência e a trajectória de Bielsa dizer, textualmente, “que está contente por competir com o Sporting” por considerar o futebol português atractivo e o Sporting uma expressão dessa ideia. Competir com o Sporting. Não contente por ser um rival mais ou menos acessível, comparando-o com rivais anteriores ou possivelmente posteriores. Contente por competir, por jogar contra uma equipa de quem espera bom futebol. É outro motivo pelo qual o jogo promete: porque Bielsa espera uma proposta futebolística semelhante à sua. E a sua é ofensiva, criativa, intensa e, muitas vezes, ganhadora.

Há muitas maneiras de jogar futebol e, logicamente, muitas maneiras de jogá-lo bem. Às vezes, jogar bem assenta na eficácia, outras vezes ficamos contentes mesmo que a eficácia não permita obter uma vitória. Esta questão do modelo de jogo é antiga e o Sporting, equipa em transição e à procura de um modelo há uns anos, tem uma grande oportunidade pela frente: de enfrentar uma equipa criada a partir de um modelo (que aliás, não é novo) de um treinador e enfrentar um grupo que assimilou as suas ideias sem grandes reservas e com uma valentia e uma intensidade por vezes arrepiante. 

Quando Bielsa chegou ao Espanyol, em 1998, uma das suas primeiras declarações foi afirmar que “o grande objectivo é dar ao Espanyol um perfil, que as pessoas vejam jogar o Espanyol e vejam esse perfil”. Hoje o Athletic tem esse perfil, menos de uma época depois de chegar a Espanha, menos de uma temporada completa na Europa em toda a sua vida de treinador, e esse perfil é o de uma equipa de ataque. Trata-se do mesmo treinador que nao tem pejo em dizer abertamente, que é “um obsessivo do ataque, que vê vídeos para atacar, nao para defender” e que a sua táctica para defender é “simples: corremos todos”.

A questão da obsessão e dos vídeos é outra que denuncia outro ponto de interesse deste partido: Bielsa nao só está entusiasmado por defrontar o Sporting como aborda obsessivamente o jogo. Um detalhe que já é parte da mitologia do treinador sao o facto de, no decurso e no pós-negociação do seu contrato com o candidato à presidência do Athletic, que viria a ganhar e por isso a confirmar a sua contratação, Bielsa viu vídeos de todos os jogos da sua possível futura equipa, para estar seguro da sua escolha e, no caso de assumir a equipa, conhecer de antemão o grupo e o jogo que herdava. Outro, mais sério e mais relacionado com o Sporting, é o facto de Bielsa e os seus colaboradores mais próximos terem visto 42 jogos do Schalke04 entre o momento do sorteio o jogo da primeira mão da eliminatória entre ambas equipas. Acho fantástico que o Sporting tenha a oportunidade de competir e de se bater contra um grupo e um treinador que lhe tenha dedicada tanta ou mais atenção que os que mais têm estudado o nosso clube nos últimos tempos. Que haja da parte do rival um investimento de esforço e importância supremo, coisa que parece nao ter acontecido por parte do Man City e que, mesmo tendo tido um grande resultado para o clube, tornou o jogo em si mais desinteressante. Espero que o Sporting possa tirar conclusões  da forma como o Athletic se apresentar e como interpretou os seus pontos fortes e debilidades e que essas conclusoes permitam à equipa e ao treinador crescer e evoluir.

Estas observações sobre Bielsa e a sua equipa atraem também o treinador do Sporting, que hoje se confessou um admirador dos princípios de jogo do treinador do Athletic, sendo por isso também interessante ver como reage o Sá Pinto e a equipa contra um oponente que nao só conhece bem como um com o qual se identifica. Como adequar uma estratégia de anulação de um tipo de jogo que no fundo é o seu. Ou como não anular, para ser fiel aos pontos de contacto, mas sim jogar em positivo. Se a isto juntamos o facto de este jogo também permitir a Sá Pinto reacender uma rivalidade antiga com o principal rival do seu ex-clube no país basco (e ele que nunca perdeu como txuri-urdín contra o Athletic), há mais um ponto de interesse: essa salvaguarda perante antigos adeptos seus de uma honra recuperada no País Basco em exílio forçado, depois de a perder em Portugal.

Outro motivo de interesse adicional é a possibilidade de jogar em San Mamés. A Catedral, o único estádio espanhol que acolheu todas as edições da 1ª Divisão espanhola desde a sua fundação, um estádio marcado por uma identidade autónoma (e que a selecção espanhola nao visita desde 1967) e habitado por uma das massas associativas mais fieis e intensas de Espanha. Uma equipa em crescimento e em consolidação como é a do Sporting, com muitos dos jogadores influentes com menos de uma temporada de casa e que não se cansa de mencionar os adeptos como parte essencial na sua recuperação anímica, deve beneficiar dessa visita a um campo monumental e com o ambiente também criado por uma massa associativa de grande apoio e de apoio saudável, liberto de fantasmas de perigo ou hostilidade aberta contra adeptos rivais. E em San Mamés estarão muitos sportinguistas que esperemos que participem na festa e que a façam no final mais do que os adeptos locais.

Um último motivo de interesse adicional para este jogo é a oportunidade de marcar a diferença num momento triste e que requer solidariedade, mais do que entre clubes, entre quem gosta de ir ao futebol. E essa diferença já ficou estabelecida na forma como os bascos foram recebidos em Alvalade. 

Como se sabe, a polícia basca, a Ertzaintza, matou com uma bala de borracha um adepto do Athletic, Iñigo Cabacas, alegadamente ao tentar reprimir confrontos entre adeptos do Athletic e do Schalke04 após o jogo da UEFA. A tese dos confrontos (e do envolvimento de Iñigo nalgum tipo de violência) já foi desmentida por várias testemunhos e o próprio governo basco abdicou do uso deste tipo de armamento em controlo de multidões. Mas um adepto inocente morreu devido à brutalidade policial, pretensamente legitimada pela crença que um adepto de futebol é um potencial hooligan e, nos tempos que correm, de crise geral e de tensão basca em particular, um potencial terrorista. 

O Sporting tem na sua história episódios recentes de violência indiscriminada contra os seus adeptos por parte de forças policiais e episódios não tão recentes de violência mortal tratados com uma negligência e brandura policial incompreensível e inaceitável. Assim, uma das esperanças para amanha é também que a maioria dos adeptos seja consciente desta história, da necessidade de responsabilização de todos os intervenientes no jogo (a começar pelos que vão armados e com licença para agredir) e que se estabeleça algum tipo de solidariedade manifesta entre ambas massas associativas num momento em que o futebol será cada vez mais uma válvula de escape para um mal estar social crescente. E a resposta policial será cega tanto para os que gritam pelo seu clube pelos que clamam por justiça social, como muitos adeptos e militantes portugueses e bascos infelizmente sabem por experiência própria. 

Dito isto, o que mais me irrita no jogo de amanha é não poder lá estar.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pride and Joy


Orgulho e alegria! A eliminatória está a meio bem sei, faltam 90 minutos de jogo intenso, mas hoje após esta primeira parte de luxo, apenas quero reter estes dois sentimentos, Orgulho e Alegria.

Excelente jogo em Alvalade, todos os Leões que estiveram hoje nas bancadas vão guardar aquele bilhete para um dia mais tarde recordar com orgulho e dizer com um sorriso imenso:
– Eu estive lá!
- Eu gritei!
- Eu apoiei quando a sorte virou as costas!
- Eu carreguei a equipa! Eu e muitos milhares de Leões fomos os onze que lutaram em campo!
- Eu estive lá!

Ah, se o Sá Pinto desse uma oportunidade de jogar ao Sr. João no Sector B14, aquele pastilho do Insúa estava lá dentro, a D. Isabel no B27 marcava naquele remate o Wolfswinkel, aliás no outro do Wolfswinkel até o miúdo Miguel da A04 marcava, o Cristóvão lá na tribuna era aquela cabeçada, pimba lá para dentro, vez Ricky estás a dever 3 golos em Bilbao. Para finalizar o Zé algures pelo A17, assistido pelo Hugo após recuperação do Virgílio não falhavam o remate do Carrillo. 

Grande jornada companheiros! 

Parabéns ao Sporting, a todo o universo Sporting!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Esta despedida de Alvalade é obrigatória

Amanhã será provavelmente o dia que me despedirei de Alvalade esta época e aproveito a ocasião para lembrar a todos que tenham essa possibilidade para fazer o mesmo. Será também a despedida dos grandes jogos em casa na presente época e estes são aqueles jogos com que sempre sonhamos e acabam por ocupar um lugar especial nas nossas memórias. Afinal estamos a falar de uma meia-final de uma competição europeia, a quinta da nossa história.

Para lá da festa que a ocasião irá representar é preciso não esquecer o jogo. Esse será seguramente difícil e exigirá nervos de aço não apenas aos jogadores e equipa técnica mas também aos adeptos na bancada. O futebol, na sua aleatoriedade, tende por vezes a ridicularizar as mais firmes previsões e a deitar por terra muitas convicções tidas como inabaláveis e é talvez por isso que tanto gostamos da modalidade. Mesmo assim arrisco que o jogo de amanhã deixará tudo em aberto para o jogo de Bilbao, onde espero estar e assistir à qualificação do Grande Sporting!

Ficar em casa amanhã só por necessidade ou obrigação. O Sporting precisa de nós e merece o melhor de nós!

TUDO É POSSÍVEL! NÓS SOMOS O SPORTING!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cognome: O Gigante!

Rui, O Gigante foi herói em Carcóvia

Ainda o jogo da segunda-mão dos quartos-de-final da Liga Europa não tinha começado e já algo me fazia acreditar mais… Sá Pinto preferiu a qualidade de passe do baixinho André Martins à capacidade física do alto mas ‘trapalhão’ Renato Neto. Seria uma aposta acertada. André não só é melhor tecnicamente que Renato, como demonstrou um posicionamento e uma percepção do jogo superior… A ele pode-se dever, por exemplo, as variadíssimas vezes que colmatou as ‘ausências’ de João Pereira no flanco direito. Do lado esquerdo, também devido ao menor pendor ofensivo, Schaars e Ínsua não davam abébias aos adversários. Como se esperava o Sporting dava a iniciativa ao Metalist nos primeiros minutos, mas a equipa ucraniana não conseguia fabricar lances de perigo. O primeiro quarto de hora passou com relativo descanso para Patrício. A excepção foi uma cabeçada de Cristaldo a fugir nas costas de Xandão. A partir dos 30 minutos as camisolas amarelas começaram a multiplicar-se e as ameaças à baliza leonina também. Taison – confirma-se a qualidade deste brasileiro – entrava em duelo com Rui Patrício. O Sporting sempre que podia atacava e mantinha em alerta a defesa do Metalist e foi mesmo à beira do intervalo que Capel, até aí desaparecido em combate, coloca uma bola redonda com o pé direito (!) em Ricky. O jovem lobo faria o resto. Aos 44 minutos o Sporting marcava e saía em vantagem  para o intervalo .

Para a segunda parte era crucial aguentar os primeiros minutos mas um João Pereira adormecido parecia não partilhar dessa opinião. Valeu Polga a recuperar evitando o golo do empate… Que não demoraria. Devic, entrado ao intervalo, combina com Cristaldo, desta vez Polga não corta e permite o remate ao argentino que Xandão e Patrício foram incapazes de suster. O empate surgia muito cedo e o Sporting tremia. As forças também começavam a faltar, Sá Pinto pressente e mexe na equipa. Sai Matias e André Martins (grande jogo), e entra Renato Neto e André Santos. O Sporting recua, recua, até surgir o lance que marcaria o encontro e a eliminatória, estávamos nos 64 minutos. O árbitro escocês, marca uma grande penalidade muito discutível de Ínsua sobre um espalhafatoso Devic. Cleiton Xavier preparava-se para enganar Rui Patrício pela segunda vez na eliminatória, mas o Marrazes fez-lhe um manguito de pernas… O lance marcou o resto do encontro, os sul-americanos de Kharkiv continuaram a atacar mas o perigo nunca mais seria o mesmo. Coube aos nossos rapazes defender o empate que lhes garantia o apuramento com unhas e dentes de leão.

Como dizia na crónica do jogo da semana passada, a chave estava em marcar fora. Conseguimos e o Sporting está nas meias-finais da Liga Europa. Cabe-lhe representar o resto da Europa contra a Armada Espanhola. O primeiro oponente chama-se Athletic de Bilbau e como o jogo de que estamos a falar não é pelota basca, hoje, mesmo com a equipa nos seus limites físicos, temos de acreditar que Bucareste está a dois pequenos passos de se concretizar… Sonhar não custa e apoiar o Sporting com todas as nossas forças no sentido de alcançar esse desiderato, também não!
  
VAMOS SPORTING!

Ficha de jogo:


Estádio do Metalist, em Kharkiv (Ucrânia)
5 de Abril de 2012

Árbitro: William Collum (Escócia)
Árbitros assistentes: Derek Stewart Rose e Alaisdair Raplh Ross. 
Árbitros adicionais: Euan Campbell Norris e Steven Mclean. 
4.º Árbitro: Robert Madden. 

SPORTING: Rui Patrício, João Pereira, Polga, Xandão, Insúa, André Martins (André Santos,71 m) , Shaars, Izmailov, Matias Fernandez (Renato Neto, aos 60 m), Capel (Evaldo, 81 m) e Wolfswinkel.

Treinador: Ricardo Sá Pinto. 


Suplentes não utilizados: Marcelo, Carrillo, Seba e Rubio. 

Acção disciplinar: Xandão (63 m) e Evaldo (89 m)

Golo: Wolfswinkel (43 m)

METALIST: Goryainov, Villagra, Berezovchuk, Edmar (Devic, 45 m), Cleiton Xavier, Sosa, Pshenychnykh (Blanco, 85 m), Torres (Marlos, 71 m), Cristaldo, Obradovic e Taison. 

Treinador: Myron Markevich. 

Suplentes não utilizados: Disljenkovic, Shelayev, Valvayev e Readchenko. 

Acção disciplinar: cartão amarelo para Berezovchuk (40 m), Sosa (59 m), Torres (68 m), Taison (83 m)

Golo: Cristaldo (56 m).

Lições de Inglaterra

Quando logo se iniciar  o jogo em Carcóvia é provável que ainda se façam sentir os ecos de uma bela exibição do nosso rival em Londres mas que, ainda assim não evitou a derrota e a respectiva eliminação. A primeira lição que gostaria que a equipa do Sporting retirasse e que se devia estender aos adeptos, é a que a força de uma equipa pode ser muito maior do que apenas a soma linear do valor individual dos jogadores que a compõem.

Foi assim que ontem o SLB conseguiu superar as ausências dos seus centrais com centrais improvisados e mesmo tendo neles incluindo Emerson, por hoje o bode expiatório de todos os pontos perdidos dos vermelhos. Terá que ser assim, como uma verdadeira equipa e de forma solidária que o Sporting terá que superar os ucranianos. Raras vezes se perde ou ganha apenas por causa de um.

Terá que ser essa a receita para logo, a mesma usada contra o City, até porque os ucranianos, não sendo um dos colossos europeus, valerá hoje, do ponto de vista colectivo mais do que o "papão Chelsea" do qual vimos hoje um vago holograma. Veremos como respondem às ausências de Papa Gueye e Marco Torsiglieri. (A propósito a UEFA no seu site diz que  Cleiton Xavier também não pode jogar, o que somado às ausências dos centrais, seria uma melhor noticia, uma vez que o jogo dos ucranianos começa quase invariavelmente nos seus pés). Mas sobram ainda muitos artistas como Sosa (5 assistências para golo, menos 1 que Xavier...), Cristaldo, Taison e Devic.

Ainda de Inglaterra sobra a teoria da conspiração carpida alto e a bom som nas palavras de jogadores, treinadores e presidente. Seguramente estribada em maus hábitos pois é muito provável que o João Pode ser Ferreira, Duarte Gomes e outros não tivessem coragem para em tão pouco tempo punir o SLB com um penalty claríssimo e uma expulsão justa que se fica a dever, na sua essência, a um excesso de Maxi, que tinha acabado de ser amarelado no penalty. Ao invés de protestar contra Skomina ou Platini os protestos deviam ser direccionados para Vítor Pereira e APAF pela incompetência generalizada dos árbitros nacionais. É a  impunidade que permitem a  Xavi, Luisão e Maxi e outros que os leva à impreparação exibida. 

Onde me parece que possam existir razões de queixa na actuação do árbitro é nos critérios usados na atribuição dos cartões amarelos e em algumas jogadas a meio campo, quase sempre desfavoráveis aos vermelhos. Mas de pouco adiantam agora as lágrimas de crocodilo  de Luís Filipe Vieira, especialmente quando se refere à "pequenez do futebol português". É pena que se lembre de Stª. Bárbara apenas quando troveja no seu quintal. Que acção concertada procurou até hoje realizar (tem quase 10 anos de mandatos!) de forma a inverter este cenário que até é recorrente quando as nossas equipas actuam no estrangeiro? Este é afinal o mesmo espectáculo deprimente dado aquando da expulsão mais do que justa de Aimar.

Ainda depois do jogo de ontem ficam a indecorosa prestação de Carlos Daniel na RTPi na análise ao jogo. Se era para isto deixasse lá estar o Gobern ou chamem Máximo o taxista ou o Barbas.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Afinal Bilbau pode ser impossível

Foto via @NunoMourão
Não consegui evitar ontem, na viagem de regresso, começar a fazer contas de cabeça para a viagem a Bilbau. Não por desrespeito aos adversários - e até ao próprio futebol - mas sobretudo por crer que as nossas ambições se mantêm intactas. Hoje porém temo que tal seja praticamente impossível, mesmo que cheguemos, como espero, às meias-finais. É que, tal como se vê na ilustração do post, os bascos carregaram nos preços para a recepção ao Shalke04, pedindo 90 euros por cada ingresso. A ser assim Bilbau para mim pode mesmo ser impossível.

A reclamação dos alemães faz todo o sentido, mais ainda vindo de adeptos de uma liga que vive um período áureo. Tal é testemunhado pela enorme afluência aos estádios, que faz do futebol alemão a 2ª liga do Mundo de desportos profissionais em número de espectadores, só ultrapassada pela NFL. Os estádios alemães superam os 90% de taxa de ocupação!

Provavelmente esse sucesso tem por base um profundo respeito pelos adeptos, demonstrado não apenas nos preços dos espectáculos mas também na transparência das regras e sua aplicação prática. Para que se tenha uma ideia mais aproximada do que é ser adepto alemão, os preços dos bilhetes de época variam entre os 120 euros do Bayern Münich e os 212 euros do Mainz 05. Estamos a falar dos cidadãos da CE com melhor poder de compra! No entanto, para não transformar a ida ao estádio privilégio para poucos as vendas de bilhetes de época estão normalmente limitadas aos 50% do total da lotação. Além disso existe um sem número de bilhetes específicos para grupos especiais como crianças, reformados, inválidos, etc.

Esse respeito estende-se também aos horários dos jogos, dando-se prioridade ao adepto que vai ao estádio em detrimento do adepto de sofá, não havendo impedimentos para os jogos à mesma hora. O que me interessa a mim que o jogo do clube xpto jogue à mesma hora que o Sporting, se eu puder estar no estádio?

Olhando para o exemplo alemão e para o que se passa em Portugal parece que estamos a falar do último filme de ficção científica que estreou nas salas de cinema. Há dias chamava-me à atenção a preocupação e cuidado do presidente da FPF com a situação dos árbitros. A seguir será com os clubes falidos, com os que descerão de divisão e quase sempre se esquece a razão da existência de toda a máquina e interesses que giram à volta do futebol: o adepto.

O caso particular do Sporting tem passado um pouco ao longe das atenções dos média mas há algum tempo que os adeptos que seguem o clube de forma próxima sofrem as consequências de uma guerra surda sem quartel por parte as autoridades, sobretudo a ala da PSP que monitoriza as claques. Desde isolamento de alguns elementos pré-identificados e subsequente espancamento, tareias indiscriminadas, filmagens inopinadas ao melhor jeito orwelliano, tem acontecido de tudo um pouco. À atenção da direcção do Sporting.

 Ontem, mais uma vez, e de forma totalmente despropositada, houve mais uma carga policial, aqui relatada na Antena1. Sabemos que as claques não são propriamente "clubes de leitura" mas há limites que já foram nitidamente ultrapassados e se a violência gratuitamente for a resposta encontrada para os problemas que as claques possam colocar para que precisamos de dispendiosos "tasks forces" e especialistas?

Notas Bibliográficas: consultar o artigo "La Bundesliga y su magnífico trato a los aficionados"

Avaliar a extensão do traumatismo ucraniano


A piada é fácil mas o seu uso retrata na perfeição o sucedido ontem em Alvalade já depois de esgotados os noventa minutos de jogo. Já se fazia festa (e que festa!) em Alvalade quando Cleiton Xavier marca o penalty que altera de forma drástica e traumática a qualificação quase certa que ditaria o 2-0 . Falta agora avaliar a extensão dos danos pelo súbito traumatismo causado pelo golo “ucraniano” do bom jogador brasileiro.

Há pouco heroísmo no suicídio
Foi pouco agradável assistir à primeira parte mas, ao contrário das reacções generalizadas, compreendi a atitude conservadora da equipa. Acima de tudo procurou não ser apanhada desprevenida. Talvez tenha havido algum excesso que atribuo a duas razões: inevitavelmente por força do dispositivo do adversário, que soube quase sempre atalhar as nossas saídas para o jogo, e pelo menor acerto no passe e controlo da posse de bola dos nossos jogadores.  Estão ambas obviamente relacionadas mas por vezes pareceu ser maior o nosso desacerto que o mérito do adversário. 

Mas aceitei o conservadorismo da nossa postura porque, pelo menos no que ao futebol diz respeito, o suicídio tende em regra a ter um carácter mais patético que heróico. Isto porque, como se veria mais adiante, o Metalist pode não ser conhecido mas está longe de ser uma equipa de metalúrgicos que se juntou para fazer umas peladinhas, como muitos pareciam pretender. Por alguma razão os ucranianos sofreram apenas ontem a primeira derrota fora na competição. Poderíamos ter feito melhor? Seguramente que sim, mas também podíamos estar agora a lamentar a falta de cautela…

Perdemos com as substituições
Até à saída de Carriço o Metalist não conseguiu fazer o que é quase sempre mais perigoso, que é penetrar pelo centro em direcção à baliza. Carriço não oferece grande capacidade de construção (nem me parece que tal lhe deva ser exigido) mas a anular o jogo interior dos ucranianos esteve perto da perfeição. Após a sua saída a diferença foi evidente, isto porque Neto (continuo com muitas dúvidas que tenha qualidades para a posição),  não tem o “nervo” de Carriço, teve dificuldade em entrar no ritmo de jogo (normal em quem vem do banco) e porque Schaars já não tinha a mesma disponibilidade física para o auxiliar a travar os vários amarelos que apareciam pela frente. Carrillo e Jeffren não conseguiram oferecer a posse de bola que necessitávamos, embora o peruano, mais “explosivo”, com outra maturidade, poderia ter resolvido a eliminatória. E obviamente que Wolfswinkel ainda não é tudo aquilo que precisamos de um camisola nove. Eu perdia amor a 40 milhões de euros e ia buscar o Falcão. Aposto que ninguém discutia a medida que iria onerar drasticamente o passivo. (O encerramento deste parágrafo não é para levar a sério…)

Casaco e suspensórios à 5áPinto todos, já!
Apesar do dito no parágrafo acima não posso deixar revelar a minha satisfação pela actuação do nosso treinador. O que vem fazendo, levando em linha de conta as condições físicas, anímicas e técnicas em que lhe foi depositada a criança nos braços, é digno de nota. Seguramente que na preparação do jogo a imensa lista de indisponíveis, o “ruído” introduzido pelas fragilidades de Capel, Izmailov, Carriço e também o pouco conhecimento do adversário (fez 2 jogos depois do sorteio) e a forma sensata como dispôs a equipa deve ser relevado. O mesmo para a atitude dos seus jogadores que jogam muito à sua imagem e que a ilustração do post personifica.

Confiança no apuramento
O futebol é demasiado imprevisível para qualquer resultado dar garantias. O de ontem muito menos. Como costumo dizer é uma espécie de “meio a zero”. O empate sem golos basta mas é suicidário jogar para tal desfecho. Em condições normais e com jogadores cruciais disponíveis temos equipa, atitude e crença para chegar às meias-finais. Tal constituiria um marco, passados sete anos e numa época de resultados colectivos insatisfatórios. Necessário e possível. E se é verdade que perdemos Carriço eles perderam a dupla de centrais de uma assentada, pode estar aí também uma vantagem para nós.

Alvalade, salão de festas
Numa época em que acumulamos frustrações é também digno de menção a participação dos adeptos. E a generalidade dos presentes soube sofrer com a equipa e, tal como os jogadores, não mereciam a desfeita final. Para alguém que vive longe e com responsabilidades pessoais e profissionais é cada vez mais difícil resistir ao apelo viciante de estar presente em todos os momentos. E, não menos importante que tudo isso o Sporting igualou o Barcelona que havia ganho sete jogos seguidos em Camp Nou na Liga dos Campeões. Esta época, na Liga Europa, o Sporting conseguiu o mesmo registo caseiro nas competições europeias. E 6 milhões, devidamente contabilizados são os espectadores até agora registados em Alvalade, desde a sua inauguração.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Maldito nonagésimo minuto

2.º golo do SCP!

  
Avisado que estava para o poder ofensivo do Metalist fora de portas o SCP preparou-se. Mas preparou-se de uma forma demasiado respeitosa. Pelo menos assim transpareceu durante toda a primeira parte. É certo que anulou tal poder e Rui Patrício teve um primeiro tempo descansado. Mas também como se auto-anulou, atacando sempre com muito cuidado para não se disposicionar e permitir os temidos contra-golpes adversários. Apesar desse temor, ainda foi o SCP a equipa que mais perigo levou à baliza contrária. Não criou lances flagrantes, mas andou mais perto de marcar que a equipa ucraniana. Com Daniel Carriço, autor de dois remates de fora da área e Wolfswinkel, num ressalto de bola após livre de Matias sobre a esquerda, que acertou de rosca na bola. O jogo era demasiado lento e táctico e o nulo, logicamente prevaleceu. Havia que arriscar mais um bocado, para atingir a sétima vitória consecutiva na competição, igualando um feito detido pelo colosso Barça.


A estratégia de Sá Pinto surtiria efeito, já que os segundos 45 minutos tiveram um cariz completamente diferente. Izma ameaça logo na primeira jogada. Não precisaria de muitos mais minutos para inaugurar o marcador. Capel acelera pela esquerda dando inicio a uma boa jogada de combinação colectiva que o russo se encarregaria de concluir com êxito. O mais difícil estava feito. Seguia-se o melhor período do SCP: tranquilo, confiante, controlador. Ínsua marca de livre conquistado por um endiabrado Matias. Dois a zero e a eliminatória muito bem encaminhada. O enorme Carriço sai, amarelado, entra Renato Neto. Pouco depois, Jeffrén substituía o seu compatriota Diego Capel. O ambiente escaldava com holas mexicanas e o hino nacional novamente cantado nas bancadas. A noite era nossa e de… Patrício… Com duas defesas do outro mundo mantinha os leões de Sá Pinto com as redes invioladas em Alvalade. Carrillo teve o 3 a 0 no pé esquerdo, mas hesitou: nem caiu, nem rematou, nem matou a eliminatória… Nonagésimo minuto e… penalty. Após mais uma excelente defesa de Rui, este precipitou-se e permite que Devic conquiste um penalty . Destino seria mais uma vez cruel para connosco (com Patrício a não merecer tamanho castigo) quando ao soar do gongo os homens de Carcóvia conseguiam o golo de honra através de Cleiton Xavier. O brasileiro enganou o guarda-redes leonino na marcação da grande penalidade e reduziu o marcador para a diferença mínima. Bom jogo do SCP que viu uma vitória segura beliscada no último suspiro do encontro.

Na Ucrânia, temos que explorar as debilidades defensivas que esta equipa do Metalist confirmou. Será essa a chave da eliminatória. Marcando em Carcóvia, o SCP tem tudo para seguir para as meias-finais.

Aplauso  final para os mais de 40.000 leões nas bancadas. Bravos leões!


Ficha do jogo:
Jogo realizado no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Sporting - Metalist, 2-1.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores:
1-0, Izmailov, 51 minutos.
2-0, Insua, 64.
2-1, Cleyton Xavier, 90+1.
Equipas:
Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Anderson Polga, Xandão, Insua, Daniel Carriço (Renato Neto, 70), Stijn Schaars, Matias Fernandez, Izmailov (Carrillo, 79), Diego Capel (Jeffren, 72) e Ricky Van Wolkswinkel.
(Suplentes: Marcelo Boeck, Evaldo, Renato Neto, André Martins, Jeffren, Andre Carrillo e Diego Rubio).
Metalist: Goryainov, Villagra, Gueye, Torsiglieri, Obradovic, Torres, Cleyton Xavier, Sosa (Valyayev, 90+3), Blanco (Marlos, 77), Taison e Cristaldo (Marko Devic, 65).
(Suplentes: Disljenkovic, Berezovchuk, Shelayev, Valyayev, Pshenychnykh, Marlos e Marko Devic).
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Torsiglieri (33), Izmailov (43), Cleyton Xavier (52), Daniel Carriço (57), Gueye (59) e Rui Patrício (90).
Assistência: 40.512 espetadores.

domingo, 18 de março de 2012

Notas de Manchester, a partir do estádio


A jornada de Manchester ficará para sempre gravada na memória de todos os sportinguistas, que por esse mundo fora sofreram a bom sofrer até aos 95 minutos de jogo. Os felizardos que tiveram a hipótese de viver esta jornada no City of Manchester viveram uma aventura épica, com todos os contornos de um drama intenso com final feliz: orgulho, vingança, sofrimento, alegria e celebração. Esforço, dedicação, devoção e glória na terra dos milionários do futebol.

Os sportinguistas presentes no estádio eram cerca de 1000, vindos de Portugal e de toda a Europa, maioritariamente concentrados no nível 1 do south end do estádio, mas distribuídos também pelo segundo anel desta bancada e pela central, onde se encontravam umas largas dezenas de adeptos vindos de Lisboa no dia do jogo em charters fretados por uma agência de viagens. Ainda que poucos, permitiram a espaços reproduzir no estádio o diálogo entre bancadas que é característico em Alvalade desde a década de 90.

Para o início do jogo estava preparada a abertura de duas faixas gigantes trazidas de Lisboa onde se poderia ler “We don’t sell our club” e “Sporting is ours”. A ideia, surgida nas semanas que antecederam o jogo, era deixar uma mensagem contra o sistema de propriedade do Manchester City, clube que abandonou o modelo associativo para se tornar propriedade de um milionário. As centenas de milhões de libras gastas nos últimos anos não tornaram o Manchester City num grande clube, não lhe trouxeram história e, com a excepção de uma Taça de Inglaterra, não lhe trouxeram títulos. Manchester é ainda a cidade em que um clube foi fundado em 2005 por adeptos do Manchester United descontentes com a aquisição do seu clube pelos Glazer. 7 anos volvidos e três divisões acima, o FC United of Manchester é hoje uma realidade muito interessante que merece ser conhecida, e que já foi objecto de posts aqui no A Norte. No dia a seguir ao jogo reuni com o presidente do Clube e visitei o terreno onde, a partir de Maio de 2012, o seu estádio, com capacidade para 5000 espectadores, será construído de raiz com fundos provenientes dos seus sócios.

Por tudo isto, foi uma pena que as autoridades do Man. City não permitissem a entrada no estádio destas faixas, apesar dos meritórios esforços de Vitor Marcelino, o oficial de ligação dos adeptos (SLO, na sigla inglesa) do Sporting, em funções há poucas semanas. O que entrou no estádio foram dez potes de fumo que criaram uma atmosfera ainda mais efervescente no sector leonino aquando da entrada em campo das equipas. Durante mais de uma hora, os bravos leões de Manchester foram os únicos a fazer-se ouvir no estádio, acompanhando uma primeira parte de luxo dos homens de Sá Pinto. A incredulidade do resultado foi-se esbatendo à medida que a crença na passagem se foi adensando. Dizíamos entre nós que só um início de segunda parte catastrófico nos poderia tirar a concretização do sonho.

A segunda parte, bem… A segunda parte. A segunda parte no estádio não foi diferente da segunda parte das casas dos sportinguistas. Nervosismo, desespero, choro, enfim, um sofrimento horrível que jamais se esquecerá, mas que foi recompensado com um apito final que soou a marcha triunfal. Num misto de alegria esfuziante e alívio, Renato Neto era talvez o mais efusivo nos festejos, batendo com a mão no peito e berrando desalmadamente. Quase toda a equipa se dirigiu para junto dos adeptos, e aí sim, a festa atingiu o clímax. O grande Sporting está aí para quem o quiser conhecer, para quem quiser ver a realidade com olhos de ver.

A derrota de Manchester foi quase tão boa como a derrota de Alkmaar, mas, ao contrário desta última, não nos qualificou directamente para uma final. Mas, se nos apanharem em Bucareste a 9 de Maio, saberemos que uma etapa mítica foi cumprida em Manchester.

Sporting sempre!

sexta-feira, 16 de março de 2012

De Manchester a Carcóvia: o sonho continua


Foto Record
Se há coisas que não têm explicação racional são os palpites, as crenças. E, não sei porquê, desde o momento do sorteio, que sonhava acordado com a possibilidade de o Sporting eliminar o City todo-poderoso. Na verdade era mais do que um sonho, era um pressentimento. De tal forma que fui de propósito a Alvalade para presenciar a primeira mão, mesmo sendo obrigado a, para isso, ter que operar uma pequena revolução. O pressentimento cresceu com o resultado da primeira mão e ontem manteve-se, mesmo que não prescindindo do necessário realismo, quando ao intervalo não dava a eliminatória como um dado adquirido.

O homem do momento
Sá Pinto é o homem do momento. Com pouco tempo para treinar, a forma mais eficaz para impor as suas ideias, pegou na alma dos jogadores para, com pequenas correcções tirar a equipa do atoleiro futebolístico e emocional onde a encontrou para fazer dar pequenas mas importantes amostras do talento indiscutível que desde o primeiro momento reclamo para este plantel. Grande pormenor o de finalizar a conferência de imprensa lembrando Big Mal, grande figura do City e do Sporting.

A primeira parte do jogo no Ehtyad será lembrada pelo acerto da disposição táctica e pela resposta dada pelos jogadores ao que lhes foi pedido pelo treinador. A segunda é uma história com 2 capítulos. A que se escreveu até ao golo inicial e depois disso. Fiquei com a impressão que Sá Pinto mexeu cedo de mais e sem muito acerto e que teria sido essa a razão do recuo excessivo da equipa. Não me parece – não de ontem mas de todos os jogos – que Renato Neto seja homem para estas andanças, que sem Matias ficou a faltar alguém capaz de fazer chegar a bola ao último terço e que Carrillo não conseguiu perceber que  devia ajudar a defender e que não era o momento de arriscar em grandes slalons (que nunca conseguiu realizar) antes sim de ter a bola com segurança. 

Mas também é bom reconhecer que, face ao poderio do adversário e ao desenrolar dos acontecimentos, o sufoco se tornou mais ou menos inevitável. O mesmo que sentiria alguém que tenha que segurar por muito tempo um saco de cimento em cada braço. A partir de uma determinada altura não havia nenhuma indicação que Sá Pinto pudesse dar para o relvado que tivesse resposta prática. Mas o que interessa é o que o registo que história fará com mais ou menos pormenor: era ele o treinador quando o Sporting cometeu a proeza de eliminar um dos mais poderosos e um dos favoritos da competição.


Faz pouco sentido falar em individualidades quando os méritos da vitória deve ser repartido por muitos, incluindo os bravos adeptos que calaram os milhares de ingleses. Mas não consigo evitar os seguintes comentários:

Patricio
Quem este gajo? Uma das melhores aquisições desta época, sem margem para dúvidas.

Pereirinha
Tivesse ele as oportunidades de João Pereira e fosse usada a mesma benevolência que se usa na apreciação de ambos... Veja-se o golo de Wolfswinkel e atente-se à recepção da bola e à qualidade do passe. Para quem tem alguma memória lembre-se quantas vezes vemos o João Pereira fazer loucas correrias para entregar a bola completamente à toa no último passe, deitando todo o esforço despendido a perder. Só no jogo da primeira mão recordo de 3 situações em que devia dar a bola no espaço (tal como Pereirinha fez no lance do 2º golo) a Matias (1) e Izmailov (2)  e não no pé. Também seria bom para Pereirinha ter um pouco mais de confiança, o que não será muito fácil tendo em conta o que aparenta ser o seu carácter e a forma desastrosa como tem sido gerida a sua carreira. Guimarães de Manuel Machado e Kavala?????

Izmailov
Era, a par de Carrillo (lá está, nem sei porquê), a minha crença para resolver a eliminatória. O russo é um jogador fabuloso (que passe para o golo!!!) mas sem qualquer tique de vedeta. Sempre à procura de fazer o que é melhor para equipa, mesmo que isso signifique andar atrás do Kolarov como um perdigueiro atrás da lebre. Quantos jogadores da sua classe o fazem?

Matias
El Crá. Foi preciso chegar à terceira época e ao sexto (!) treinador para conseguirmos ver um pouco do muito do que é capaz. Decisivo nos últimos jogos em que tem participado, incluindo o da sua selecção. Um regalo para a vista o seu livre, uma das suas especialidades que, por estranho que pareça, tentou tão poucas vezes nos últimos anos.

Jeffren
Que tenha vindo para ficar. O futebol precisa de jogadores com talento e ele indiscutivelmente têm-no!

A sorte
A sorte é sempre necessária, nem que seja numa dose mínima. Não sei se fará muito sentido dizer que a tivemos ontem. Com um pouco mais de “sorte” o lance do penalty, resultado de uma pantominice sem classe de Aguero, e com a cumplicidade do sr. Norueguês, não passaria disso mesmo e teríamos protelado um pouco mais o sufoco que foram os 15 minutos finais.

E agora a Ucrânia
Ao contrário do adversário que deixamos pelo caminho, a eliminação deste não trará grande glória que não seja chegar à fase seguinte. E facilidades é coisa que não encontraremos, seguramente. A viagem é longa, pode haver tanto frio como em Varsóvia e, claro, quem eliminou o Olimpiacos pode-nos fazer o mesmo, por muito duro que isso possa parecer. Só então será legitimo pensar na viagem a Bilbao(?). E, conseguindo-o, teremos o confronto de dois underdogs que puseram a cidade de Manchester em silêncio. Grande jogo de futebol em perspectiva, El Loco é o homem do momento do outro lado da fronteira . Ah, e temos contas muito antigas a ajustar…

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sporting Clube de Portugal: A Citizen of Europe

El Crá (foto maisfutebol)
As minhas desculpas aos leitores mas não é o momento de escrever, é o momento de celebrar. O Sporting cumpriu hoje o seu destino, ganhando e sendo fiel ao seu lema "ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA". Os Citizens de Manchester lembrar-se-ão do Sporting, equipa que continua um Citizen of Europe. É pois a hora de festejar.  

NOTA: Uma vez que o ANortedeAlvalade esteve presente no estádio, teremos aqui amanhã com essa visão particular de quem viveu e participou pessoalmente neste momento histórico do Sporting Clube de Portugal.



Ficha de Jogo:

sexta-feira, 9 de março de 2012

Quando 1 calcanhar provoca dores do cotovelo

Um dos melhores dias de férias
Ontem, para ver o jogo e ser um dos privilegiados que a ele puderam assistir ao vivo, tive que gozar um dia de férias antecipado. Sacrifício? Não, sacrifício seria ter que ficar em casa, mais uma vez, sentado no sofá e ainda por cima contribuir para as audiências da SporTv, cujo monopólio engorda enquanto esmifra o mais que pode o nosso clube. 

Com isto consegui assegurar antecipadamente, com quase total garantia,  um dos melhores dias de férias a que terei direito este ano. Sempre tive confiança neste grupo de trabalho e fui-o aqui dizendo quer no passado sábado (Medo? Comprem um cão mas não faltem 5ª feira!) quer mesmo ontem (O Sporting fez-se grande pelos que acreditaram sempre). Afinal o Sporting devolve-nos sempre com juros elevados o esforço despendido, é só preciso saber aguardar o momento certo.  

Porque não jogamos sempre assim?
Esta parece ser a pergunta do dia e, quanto a mim, parece-me ser totalmente desprovida de sentido. Não jogamos sempre assim porque não jogamos todos os dias contra o City, os Setúbais que nos saem ao caminho também não jogam assim contra nós, finalmente porque os jogos não sendo todos iguais, colocam necessidades de respostas diferentes. 

A pergunta serve talvez de hall de entrada para a discussão sobre o empenhamento dos jogadores. Descontando o facto de estes serem os jogos que todos os jogadores gostam de jogar, julgo que os problemas deste ano nunca estiveram na falta de entrega dos jogadores, não me parecendo por isso que tenham sofrido menos do que a generalidade dos adeptos com as decepções ou que se tenham descomprometido com os objectivos e exigências do clube. A questão sempre me pareceu estar centrada nos métodos de treino e nas opções do treinador.

O que se ganhou ontem?
Ganhou-se um jogo que antes de se realizar todos vaticinavam ser inevitável perdê-lo e quase todos iam no sentido de uma goleada humilhante. Hoje são esses os mesmos que afirmam que o Sporting só ganhou porque o City foi arrogante e se desdobram em explicações onde quase não cabe o mérito do treinador, dos jogadores e obviamente dos adeptos presentes. Na prática isto é quase tão importante como virar um resultado adverso e já dilatado.

Poucas vezes se viu, nos tempos mais recentes, apoio incondicional e vibrante como o de ontem. Não foi por acaso que Sá Pinto referiu no final do jogo que todos do mesmo lado somos mais fortes. Ganhou-se vantagem na eliminatória e ganhou-se espaço precioso nas noticias, projectando o nome do Sporting. Ganhou-se um jogo apenas, mas foi a uma das equipas do momento, que é "apenas" o principal candidato à Premier League. Mas também é notório que, com o calcanhar de Xandão, houve muito boa gente a ganhar uma dorzita de cotovelo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

City – mais um freguês a ser servido

Comentava eu na caixa de comentários deste post do Sector que acreditava numa exibição digna do Sporting e que, num dia bom com uma pitada de sorte, também o resultado nos poderia sorrir. Pois bem, não fomos só nós, os adeptos leoninos mais optimistas, a acreditar… A equipa também acreditou. Acreditou tanto, lutou tanto, que conseguiu.

Partimos com uma vantagem magra para a segunda mão, ainda assim é uma vantagem contra mais um representante dos nossos fregueses habituais: os ingleses. A tradição será mais uma variável que deverá manter-nos a esperança em ultrapassar esta eliminatória. Com a sua ajuda é possível a este Sporting, que vimos hoje, ultrapassar este City, mas será sempre muito difícil. Esta equipa do Manchester City é poderosíssima, principalmente no ataque e hoje demonstrou-o. Se não marcou, ao nosso acerto defensivo e também à fortuna, há que reconhecer, se deve. Acompanhe-nos também a sorte até Manchester, que os nossos rapazes se encarregarão de fazer o resto.

Quanto ao jogo, começo por lastimar, mais uma vez, o horário da sua realização. Quem trabalha e tem deveres profissionais para cumprir, não basta o apelo e o amor ao clube para comparecer em frente ao televisor mais próximo, quanto mais responder afirmativamente com a sua presença física no estádio… Foi o meu caso e apenas a partir dos 25-30 minutos da primeira-parte me pude juntar a esta bela jornada europeia. Ainda assim e face às actuais circunstâncias, os quase 35.000 leões presentes nas bancadas do Estádio José de Alvalade, deram uma resposta cabal de crença e vitalidade sportinguista.

Xandão foi o herói improvável com a obtenção de um golo de calcanhar, um gesto técnico primoroso também imprevisível de imaginar ao brasileiro. Quase no fim do encontro impediria o empate ao cortar um remate com a coxa que se encaminhava para a baliza deserta, após a bola ter ultrapassado Rui Patrício. Dois lances decisivos a que juntou uma boa exibição, sempre com muita entrega. Na verdade a mesma dupla de centrais que claudicou perante um modesto Vitória de Setúbal, não falhou perante craques do calibre de Dzeko, Kun e Balotelli… à excepção da bola na barra do italiano. Mas não foi só o City a estar perto do empate. Antes disso e aproveitando uma toada mais vocacionada para o contra-ataque, conseguimos criar lances para ampliar a vantagem, com Wolfswinkel a dispor da oportunidade mais flagrante.

Hoje toda a equipa está de parabéns e apenas lamento que Izma e Matias tenham saído em dificuldades físicas. Oxalá não seja nada de grave e apenas reflexo de ainda não se encontrarem na posse das suas totais capacidades atléticas.

Os cânticos que encantam: mais uma vez o povo verde-e-branco deu um exemplo de apoio criando um ambiente espectacular. Aos nossos cânticos mais marcantes, juntou-se mais um: o hino nacional é uma boa contratação para o reportório.

O árbitro espanhol esteve quase sempre bem, mesmo a analisar vários lances de bola na mão que acontecerem em ambas as áreas. Imaginem a confusão que estaria agora armada se a APAF entrasse nestes campeonatos…

Por fim: Obrigado, Sporting!

---

Ficha do jogo:
Sporting - Manchester City, 1-0.

Jogo no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores:
1-0, Xandão, 51 minutos.
Equipas:
Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Xandão, Anderson Polga, Insúa, Daniel Carriço, Matias Fernandez (Renato Neto, 69), Schaars, Izmailov (Pereirinha, 59), Van Wolfswinkel e Diego Capel (Carrillo, 75).
(Suplentes: Marcelo, Rodríguez, Evaldo, Carrillo, Pereirinha, Renato Neto e Diego Rubio).
Manchester City: Hart, Clichy, Kolo Touré, Kompany (Lescott, 12), Kolarov, Milner, De Jong, Barry (Nasri, 59), David Silva, Dzeko (Balotelli, 71) e Aguero.
(Suplentes: Pantilimon, Lescott, David Pizarro, Adam Johnson, Savic, Nasri e Balotelli).
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Izmailov (45), De Jong (45+1), Anderson Polga (78), João Pereira (81), Renato Neto (84) e Kolarov (90+4).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não houve ópera, houve operários

Não sei se alguma vez conseguiremos ver o Sporting de Sá Pinto a fazer grandes exibições mas, num momento caótico como é o de uma chicotada psicológica, tem pelo menos conseguido resultados. E hoje,num jogo difícil, frente a uma equipa polaca poderosa fisicamente, que desde o primeiro minuto procurou partir o jogo, deu uma lição de querer e de capacidade de sofrimento.

Falta ainda muito comprimento ao nosso futebol mas também é verdade que a partida esteve quase sempre controlado até surgirem três lesões consecutivas, que fizeram a equipa abanar, deixando-a entregue à sorte do jogo. Isto porque do lado polaco a força nunca suplantou o saber.

A dúvida que fica agora é o que poderá Sá Pinto fazer em 15 dias para esta equipa crescer, do ponto de vista táctico mas também do ponto de vista fisico. Muito pouco obviamente, e isso poderá ser decisivo, tendo em conta a dimensão física do jogo defensivo dos Citizens. Julgo que neste momento não restam dúvidas que o plantel está completamente nas cordas, sendo mais próprio esperar que o tónico necessário venha dos resultados positivos do que dos treinos.

FICHA DE JOGO

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A primeira pera de Sá Pinto

Quem esperava grandes mudanças, fosse na constituição da equipa ou na forma desta evoluir em campo, teria obrigatoriamente que dar o seu tempo por perdido. Não havia tempo para Sá Pinto introduzir alterações substanciais e o estado do relvado e a temperatura contribuíam para adensar os problemas, atenuando a vantagem que detínhamos no confronto dos valores individuais.

Mas o novo treinador do Sporting acabaria por ter uma participação fundamental no desfecho da partida, pela forma como soube ajustar a equipa às necessidades especificas que o jogo foi colocando. Melhor foi terem resultado desses ajustamentos precisamente os golos que nos iluminam agora o caminho para a passagem à eliminatória seguinte. Era importante iniciar este novo ciclo com um resultado positivo que não só recuperasse o ânimo da equipa e oferecesse a esperança em dias melhores. É para isto que servem as chicotadas psicológicas. 

Em termos individuais saliência para a prestação importante de Patrício que, em momentos cruciais, evitou uma hecatombe  parecia iminente.

FICHA DE JOGO

Estádio: Pepsi Arena, em Varsóvia.

Legia Varsóvia-Sporting, 2-2.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: 1-0, Wawrzyniak, 37 minutos. 1-1, Daniel Carriço, 60. 2-1, Janusz Gol, 79. 2-2, André Santos, 88.

Légia: Kuciak, Jedrzejczyk, Zewlakow, Wawrzyniak, Komorowski, Gol, Vrdoljak, Rneznicjak (Wolski, 71), Zyro, Ljuboja (Hubnik, 82) e Rybus (Kosecki, 61). (Suplentes: Skaba, Kielbowickz, Astiz, Wolski, Hubnik, Kucharczyk e Kosecki).

Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Polga, Onyewu, Insúa, Rinaudo, Schaars (Pereirinha, 46), Matías Fernandez, Izmailov (Daniel Carriço, 46), Carrillo (André Santos, 74) e Van Wolfswinkel.

(Suplentes: Marcelo, Carriço, Xandão, Evaldo, André Santos, Pereirinha e Ribas).

Árbitro: Matej Jug (Eslovénia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Oneywu (44), Wolfswinkel (45), Kosecki (81), Insúa (86) e Vrdoljak (90+2)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Notas de Roma (por quem esteve no estádio) a caminho de Varsóvia


Ver um jogo do Sporting no estrangeiro vale sempre a pena. A maior parte desses jogos revela uma face diferente do universo verde-e-branco, que acrescenta dimensão e abrangência à imagem que temos do mundo Sporting. É nestes jogos que se vê muito do sacrifício que os adeptos fazem para estar presentes, e é também aqui que a escala verdadeiramente europeia da nossa família leonina se revela.

A partida de quarta-feira passada, em Roma, não fugiu à regra. Apesar da quase irrelevância desportiva do jogo com a Lázio, estiveram no Olímpico de Roma cerca de 400 adeptos sportinguistas. A maioria viajou de diversos pontos de Portugal, mas muitos outros viajaram de vários países europeus. Suíça, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, e Itália, entre outros, foram locais de partida de romaria à capital italiana. Os cerca de 400 sportinguistas ficaram colocados na mítica Curva Sul, onde, desde os anos ’60, os ultras da AS Roma ergueram uma das mais respeitadas e admiradas curvas de Itália, que ainda hoje impressiona. Como se sabe, o Olímpico é partilhado pela Lázio e pela Roma, sendo que os adeptos da Lázio ficam na Curva Norte e os da Roma na Curva Sul. Os adeptos visitantes, portanto, alternam de localização consoante o adversário que visitam.

A excelente carreira que a Lázio tem feito no campeonato italiano tem feito cair a atenção dos laziali na Liga Europa, e por isso as bancadas do Olímpico estavam pouco preenchidas. A Curva Nord concentrou a quase totalidade dos adeptos italianos mas não apresentou o vigor que se esperava. Por variadíssimas vezes as vozes leoninas fizeram-se ouvir, sobretudo na segunda parte, onde se assistiu a um verdadeiro festival verde-e-branco. Verde-e-branco – e violeta.

Como muitos saberão, desde meados dos anos ’90 existe uma amizade entre os grupos do Sporting e os da Fiorentina. Aquilo que começou como uma iniciativa individual de alguns destacados adeptos leoninos cresceu de forma sustentada e, hoje, tornou-se numa realidade impressionante. Estou há um mês em Florença e constato isso permanentemente. Cachecóis e camisolas do Sporting na sede dos vários grupos, bandeiras do Sporting na Curva Fiesole, uma amizade genuína que é verdadeiramente impressionante. No Olímpico de Roma, isso ficou bem patente, com a presença de 30 adeptos da Fiorentina, de vários grupos, que viajaram os 200 km que separam as duas cidades para se juntar aos seus amigos sportinguistas. O resultado foi uma festa memorável durante a partida e, sobretudo, durante os longos 45 minutos que separaram o apito final do momento em que os adeptos sportinguistas foram encaminhados pela polícia para os autocarros que nos levaram para a estação de Termini.

As duas notas finais vão para episódios isolados que ficam na retina. No final do jogo, quando os nossos jogadores vieram junto aos adeptos agradecer o nosso apoio, uma das camisolas atiradas veio para junto de mim. Felizmente não a apanhei, porque um senhor acima de mim voou duas filas para a apanhar, caiu estatelado mais abaixo mas teve a alegria da vida dele. Nunca me vou esquecer das lágrimas que vi na sua cara ao ver que era camisola do Bojinov e que a ia dar de presente ao seu filho. A outra nota vai para o facto de um adepto ter perdido a carteira no caminho para o estádio, ele que tinha chegado de Portugal umas horas antes. Lá tinha bilhete e a identificação, sem a qual não se pode entrar. Ficou à porta enquanto os outros entraram. Um dirigente do Sporting foi avisado da situação e, após falar com a equipa de segurança, foi ele próprio à entrada buscá-lo. E ele viu a segunda parte connosco. Todos juntos. A nossa família é sagrada.

Texto de autoria de Bruno Martins 

Nota: Sporting tem como adversário o Légia de Varsóvia e na eliminatória seguinte o vencedor do FCPorto - ManCity!

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