Mostrar mensagens com a etiqueta Liga NOS 18/19. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liga NOS 18/19. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O dia dos regressos felizes ao Jamor

Dificilmente poderei esquecer a última vez que estive no Jamor a acompanhar o Sporting. O prenúncio de um vendaval que haveria de varrer o Sporting tinha ficado anunciado naquela final e para o perceber não era preciso saber ler os oráculos. Ontem foi por isso um dia de regressos felizes aquele espaço mítico do futebol português. Como será bom repetir este regresso no dia 25!...

E desta feita também houve vendaval. Mas no seu local próprio, que é o relvado e em tom de recital de uma orquestra que ainda não toca de olhos fechados mas tem já direito a alguns solistas. Começou por ser Raphinha em dois lances que definiram o desfecho do jogo. Phellype continuou a executar a partitura "cada jogo um golo" e desta vez enfeitado com uma assistência para o regresso feliz e com sorrisos de Bas Dost. 

Mas, pela enésima vez este ano, o destaque vai para aquele que tem sido simultâneamente solista e maestro desta equipa: Bruno Fernandes, claro. Os número falam por ele e por nós. Tudo o mais que se possa dizer é de menos ou repetitivo.

sábado, 20 de abril de 2019

A Via Sacra que é não ter Bruno Fernandes

Para o comum dos adeptos, como eu sou, assistir a um jogo como o que fizemos frente ao Nacional acaba por ser um verdadeiro suplicio. Ou, para fazer jus ao dia, uma autentica Via Sacra. Não porque o Sporting tenha feito um mau jogo - mas a exibição também não encheu o olho -  mas porque não traduziu o domínio quase absoluto do jogo em número de golos. Ora, qualquer Sportinguista mais ou menos experimentado sabe que a possibilidade de sofrer um dissabor em jogos de registo semelhante é enorme. Talvez não tenha sucedido porque o Nacional não possua na sua equipa nenhum jogador que tenha jogado por nós. Ou porque é uma das equipas cujo modelo de jogo revele mais fragilidades deste campeonato...

Foi o golo do Phelyppe, "armado em Bas Dost", que acabou por reflectir no resultado alguma justiça. Mas talvez uma das ilações a retirar deste jogo seja a importância que Bruno Fernandes tem pata nós. Esta viagem à Madeira registou uma das exibições menos fulgurante do nosso actual capitão e extraordinário jogador. Deu certamente para percebermos que a falta que fará se se confirmarem os rumores que cada vez, de forma cada vez mais insistente, vão surgindo nos meios de comunicação social. Oxalá não se confirme...

Deste jogo há ainda a retirar a ideia de que Gudlej, não sendo um "seis" está longe ser tão mau como tem sido pintado e a sua produção subiu de qualidade com a subida colectiva. Por seu lado Doumbia que é mais um "oito" do que um "seis" parece ter mais possibilidades de resultar bem a sua adaptação à posição mais recuada da linha média. Nota para mais um grande jogo de Acuña, que me fez perder a aposta de que, tendo sido amarelado aos sete minutos, não acabávamos o jogo com igualdade numérica. Mas, mais uma vez, talvez sem dar muito nas vistas, foi Mathieu o jogador mais esclarecidos. Uma espécie de pivot a partir do lado esquerdo da defesa. Muita qualidade a ler o jogo, seja nas tarefas defensivas, antecipando muitas vezes os lances, seja a criar jogo, recorrendo aos passes a rasgar linhas na defesa nacionalista.

Três pontos mais do que merecidos com o único pecado a registar-se na escassez do resultado perante tanto domínio.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Demonstração de carácter e maturidade

Quando o nosso "amigo" Soares (tem quase sempre maus) Dias (quando arbitra o Sporting decide expulsar) Renan Ribeiro, no lance que resulta de desentendimento deste com Mathieu quem não pensou que dificilmente traríamos os três pontos de Vila das Aves? Pois o que os jogadores da nossa equipa acabaram por demonstrar foi uma enorme humildade, carácter e maturidade para superar todas as contrariedades que se foram colocando pela frente. Um penalty desnecessário, pela facilidade com que foi permitido, incluído.

Obviamente que não pode deixar de ser dado amplo destaque ao feito individual de Bruno Fernandes. Não foi apenas mais um golo do capitão, desta feita foi também um golo de cabeça, a juntar ao naipe de recursos que vem exibindo em cada relvado que pisa.  Mas, ao invés de jogos anteriores, houve agora muito mais equipa que apenas Bruno Fernandes. Registo para mais um jogo de aplicação exemplar de Acuña e de precioso golo à ponta-de-lança de Phellype. E até Ristowski se encheu de brios em centro de régua e esquadro, contabilizando  Graças a isso quase nunca se notou a inferioridade numérica, o que terá contribuído para confundir até alguns comentadores televisivos... 

Quantas vezes situações como as vividas neste jogo foram o suficiente para desestabilizar a equipa e, dessa forma, atirá-la para jogos deprimentes e perca de pontos? Deste jogo na Vila das Aves fica então um excelente mote para o que falta do resto da época.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Sem bússula à procura do Petit Maritimo

Foi mais uma vez penosa a nossa passagem pelos Barreiros agora renovados. Nada a dizer do empenho dos jogadores mas muito a reflectir sobre a orientação que lhes foi dada para este jogo. A começar por uma saída a jogar condenada ao fracasso perante um Maritimo à La Petit: lentidão de processos e muita previsibilidade, precisamente o oposto que o jogo exigia. A isso ajudou também o facto de jogadores nucleares estarem claramente penalizados pelo jogo da passada quinta-feira. Muito em particular Bruno Fernandes que, à medida que o tempo avançava, ia perdendo discernimento e falhava passes atrás de passes. E Bruno Fernandes, sendo apenas um, tem sido claramente a "equipa". Quase tudo o que de bom é feito é-o graças a ele. 

Podemo-nos queixar da "habilidade" do  árbitro? Ou do anti-jogo dos insulares? Podemos, mas para tal se justificar e não soar a desculpa temos que fazer muito mais do que começar por desperdiçar os primeiros quarenta e cinco minutos. Ou os segundos sem acertar na baliza e sim no guarda-redes, fazendo dele um herói quando mais não foi do que um actor para passar o tempo, com a total complacência do árbitro. A verdade é que a qualidade das oportunidades criadas foi tão baixa que condenou à partida o respectivo sucesso.

Sabemos que no futebol português a palavra vergonha não existe. Se queremos lutar por alguma coisa contra as "equipas à La Petit", com quem sistematicamente perdemos pontos, não podemos usar desculpas ou alegar desconhecimento. O treinador do Marítimo mais uma vez consegue o que quer  (é quase inacreditável que nos tenha roubado oito pontos em nove jogos) e nós ficamos a lamentar como se não soubéssemos já ao que íamos.

Keizer precisa urgentemente de uma bússola para se orientar. O futebol português está longe de pedir as soluções que se oferecem no holandês. Se a bola não chega com qualidade à frente não adianta tirar médios por troca com avançados. É um facto que Wendel não estava a jogar, mas por o Phillipe para a molhada onde já estava Diaby perdido contribui apenas para acentuar a confusão e falta de discernimento que se acentuava à medida que o tempo decorria.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Fomos à Feira e trouxemos apenas o essencial

Fomos à Vila da Feira buscar o essencial: os três pontos. O nível exibicional continuou sofrível, particularmente a primeira parte, onde estivemos a desorientação foi tão grande que não teríamos sido capazes de ver a torre de menagem, ainda que tivéssemos encostados a ela. Na segunda parte as coisas melhoraram um pouco, mas muito mais em esforço do que por evidente superioridade que se deveria registar pela diferença individual  à disposição dos treinadores. A excepção foi mais uma vez Bruno Fernandes, cuja classe merecia muito melhor companhia.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Keizer? Bola!

Não gosto de desculpas, mas também não gosto de reacções a quente que mais não fazem do que introduzir ainda mais irracionalidade onde ela já abunda. Interrompo assim um longo intervalo sem publicar, muito por força do desaire miserável de ontem.

Antes de mais não faz qualquer sentido as atitudes de terra queimada. Os maus resultados recentes têm exactamente os mesmos responsáveis que os bons resultados iniciais. A entrada de Keizer foi um doping moral que se esfumou por várias razões muito concretas: não temos plantel para fazer "um passeio no parque" como muitos pensavam que ia ser após as vitórias consecutivas.

Com o cansaço dos jogos acumulados vêm ao de cima as limitações individuais que abundam no nosso plantel - grande parte dos golos sofridos, que são muitos, têm vindo daí - e os jogos consecutivos não permitem a intervenção do treinador.

O Sporting para ser campeão ou para acalentar essa ideia tem de defender muito melhor e não pode sofrer um golo ou mais por jogo. É um problema de treino e organização sim, mas também resulta da baixa qualidade geral dos jogadores de meio-campo que poderiam desempenhar essas tarefas. Há muito "lixo" para varrer. (não gosto de me referir assim aos jogadores mas é o que é...).

Quanto à diferença que poderia significar ter visto chegar mais jogadores mais cedo neste defeso, é verdade. Mas também é verdade que se o tivéssemos conseguido eles praticamente não teriam treinado, logo a possibilidade de poderem ser utilizados com proveito era praticamente nula. Constatar isto é também admitir que chegar ao 2º lugar é neste momento e nestas circunstâncias uma miragem. Temos que competir não com um mas com dois adversários, que estão melhor que nós e mais equilibrados. O 2º lugar é de um deles, a menos que o Sporting consiga melhorar significativamente. 

Mas quer se queira ou não, Keizer está num processo de aprendizagem, precisa de perceber o campeonato português e por isso a chegada de Raul José e Quaresma podem ser muito importantes. É aqui que acho que há razões para esperar algo de muito melhor, tem havido uma procura por dotar o departamento de futebol de conhecimento e profissionalismo e abandonar as decisões tomadas de forma errática pela cabeça de um um dois. Há razões para crer que pode resultar, não decidam os sportinguistas fazer o habitual: deitar a criança fora junto com a água do banho. Mas essa é uma das nossas especialidades e não falta quem ansiasse por este momento...

Mas voltando ao que aconteceu ontem, é preciso a humildade para perceber as especificidades do nosso campeonato, onde há bons treinadores que, não dispondo de tão bons jogadores como os grandes, conseguem montar equipas que se lhes opõem, dão lutam e muitas vezes lhes ganham. Essa humildade parece que esteve ausente desde o momento da convocatória, no alinhamento da equipa, na postura desta em campo e finalmente numa péssima leitura do jogo.  E quando vejo um treinador abdicar das suas ideias e do processo que fez crescer a equipa partir para o chuveirinho, recorrendo aos centrais, quando deixa ficar em Lisboa pelo menos um avançado que estaria mais confortável para esse desempenho, fico à espera do pior.

Como diria o outro, ontem para Keizer foi bola! Bola!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A metamorfose de um leão manso em leão devorador

A imagem da Patrícia Melo, no Expresso, é ilustração perfeita do que esteve ontem na raiz da reviravolta épica: entrega total, quase raiva, para dar a volta ao que estava a ser o pior momento desde a chegada de Keizer a Alvalade. 

As tão temidas fragilidades defensivas foram postas à vista de todos e a ser exploradas à exaustão pela bem montada equipa de Costinha. Redução dos espaços logo a partir dos centrais do Sporting, provocando um curto-circuito entre aqueles e o meio-campo. 

Dessa forma vieram ao de cima os piores defeitos individuais. Gudelj quase sempre mal posicionado nas coberturas que não fazia, e o meio campo insular a reinar no enorme buraco que se abriu entre as linhas. Bruno César sem ritmo deixava ainda mais expostas as fraquezas de um flanco esquerdo com Jefferson. 

Na frente, a bola ou nunca chegava ou chegava sem qualidade e os jogadores leoninos eram quase sempre apanhados sem linhas de passe para dar continuidade ao jogo. Magistral a forma como Costinha, dessa forma,  consegue tirar Bruno Fernandes do jogo. A sua "entrada" no jogo, especialmente na segunda parte, seria determinante para o sucesso que parecia estar quase fora o nosso alcance. Para isso contou muito a entrada de Miguel Luís, a dar serenidade à organização do nosso jogo.

Sem ser brilhante, por ter abdicado dos melhores atributos do seu jogo, tão elogiados até agora, a os homens de Keizer equiparam-se ao intervalo de um pragmatismo que lhe valeu os três pontos. Não podendo construir o jogo a partir de trás, com constantes trocas de passes, a equipa viu-se obrigada a optar por transições rápidas, quebrando dessa forma a linha constante de pelo menos quatro nacionalistas.

Sexto jogo e sexta lição em que Keizer foi aluno e também mestre. É notório que a cada jogo aumenta o grau de dificuldades colocados pelos treinadores adversários e é também notório que as provas têm sido superadas com distinção. Ontem mais do que pela sageza do treinador, que o ponto de vista individual dispõe de poucas soluções em alguns lugares, foi a força de vontade e aplicação dos jogadores que contribuiu para a superação de uma prova que a dado momento parecia uma tarefa impossível.

A forma como a equipa se transfigura de leão assustado em leão devorador neste jogo é uma amostra de inconformismo que tanto um bom augúrio para nós como um aviso a todos que vamos ter pela frente.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Onde está a mão do Ronny quando o Mota mais precisa dela?

Vou começar esta crónica pelo final:

Há uns anos atrás José Mota, no comando do Paços de Ferreira, veio ganhar a Alvalade com um golo de Ronny, marcado com a mão. Os pontos perdidos nesse jogo seriam suficientes para nos ter dado o titulo nesse época. O José Mota saiu tão satisfeito com o resultado que nem se conseguiu referir ao lance na conferência de imprensa a seguir ao jogo. Ontem chorou baba e ranho por uma qualquer razão que ainda estamos para perceber. Como se a sua equipa tivesse perdido como ele nos havia ganho: por um erro de arbitragem.


O José Mota que tanto teclamou com a arbitragem e com a organização do futebol português é ainda o mesmo treinador do clube que não foi à Liga Europa porque a administração do clube se esqueceu de inscrever a equipa na competição. O José Mota deve urgentemente fazer uma consulta de neurologia por causa destes esquecimentos? Não creio. Sofre provavelmente da mesma amenésia que o Folha, quando lhe perguntaram se a sua equipa tinha sido prejudicado no jogo com o FCP. Nem uma palavra sobre o penalty perdoado e o golo sofrido com o fora-de-jogo a anteceder...

Quanto ao jogo, foi um jogo algo estranho. O Sporting, que já tinha superado com distinção algo semelhante com o Karabaq, não se deu bem com a marcação 1x1 do Aves. Porque a pressão foi maior e exercida no espaço curto deixado por uma defesa muito subida. A segurança em posse perdeu-se e a equipa revelou o natural incómodo. Mas, ao contrário do que se poderia supor, o Aves não abdicou do ataque, fê-lo foi de forma surpreendente ao abdicar de um elemento fixo e ao colocar 3 elementos rápidos, O suficiente para ensaboar o juízo aos nossos defesas e, isolando-os, expor as suas debilidades. 

Mas, ao contrário do que é habitual, a equipa está a ser construída da frente para trás. Isso ou é aí que a diferença de qualidade individual é mais notória e acaba por se fazer sentir. Foi graças ao enorme jogo de Bruno Fernandes, ao golo estratosférico de Nani e à eficácia de Dost - 3 remates, 2 golos -  que demos a volta ao resultado e construímos mais uma goleada. Mas ficou o aviso, e enquanto for apenas em forma de aviso podemos nós muito bem.


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Rio Ave 1 - Sporting 3: parece que temos gente!...

A primeira nota vai para a precaução tomada na hora de escrever este post: antes de o começar a redigir fui buscar uma âncora ao Rio Ave (não ao clube) que me obrigasse senão a manter sempre os pés no chão pelo menos que me fizesse lá voltar, de vez em quando. É que tão mal habituado que estava ao futebol exibido no passado recente que, depois do jogo de ontem, posso ser traído pelo entusiasmo e começar a sonhar já com a Liga dos Campeões. Como o tempo se encarregará de provar, para lá chegar vai ser preciso remar muito mais, com mais acerto e vigor.

A segunda nota é de penitência, o que pode soar um pouco estranho, quando estamos a menos de um mês do Natal e Quaresma ainda vai longe. Mas sinto-me obrigado a ela por honestidade intelectual para com aqueles que me vão lendo. Estou a referir-me aos receios aqui manifestados por altura da chicotada psicológica em Peseiro, sobretudo em relação ao "timing" escolhido. Como se prova em menos de meia dúzia de jogos, era possível outro futebol, usando exactamente os mesmos jogadores. Bastou para tal simplificar processos e ideias. 

Como se vê, o futebol não é propriamente uma ciência oculta, embora também se recomende algum estudo e preparação. A ideia de satisfação pelo jogo e simplificação de processos é o que transparece hoje quando se vê o nosso Sporting jogar. Ao contrário do passado recente, em que parecia a cada jogada que os jogadores paravam para efectuar uma equação de terceiro grau ou para fazer um complicado cálculo de geometria e fisica aplicada. Tudo isso para calcular um atraso ao guarda-redes ou mandar a bola para fora, que eram então as nossas jogadas melhor estudadas e preparadas. 

Depois, os jogadores jogavam tão longe uns dos outros que quase precisavam de walkie-talkies para comunicar. Sendo que alguns, pelas distâncias entre si, só se deveriam ver ao intervalo. E nós imaginando como deveriam ser efusivos os cumprimentos - ou quiçá saudades até... - do Dost com o Bruno Fernandes ou Nani: "há quanto tempo, pah!" ou "também vieste hoje? Até pensei que não tinhas sido convocado!". Isto sem falar de quantas eram as vezes que o Gudelj se imaginou em Viseu, tantas eram as rotundas que tinha que fazer para se virar para o lado correcto, cada vez que era chamado a conduzir uma jogada.

Ontem, pelos vinte e cinco minutos de jogo e já com belas jogadas e golos, cheguei a pedir o intervalo, tanto era o desgaste emocional e até físico que ver jogar futebol me estava a causar. Um homem já de uma certa idade como eu desabitua-se e depois aquela calma com que trocam a bola em sucessivos emparelhamentos e triangulações provoca muito mais suspense que uns charutos para o ar e para a frente. É que enquanto a bola ia e vinha dava para ir ao site das Autoridade Tributária validar umas facturas, optimizando-se assim o tempo e o dinheiro do bilhete. 

Assim agora sinto-me obrigado a estar sempre a olhar para o relvado, não vá eu perder o Wendell a parar uma bola como se a chuteira e a bola tivessem velcro. Ou o Jovane a dizer ao guarda-redes em que canto da baliza ele vai ver sair o Pai Natal com as renas ou as coelhinhas (já não sei bem quem é quem nestas novas versões natalícias que todos os dias os meus amigos me mandam, via whatsapp...). Uma canseira!

Mas convém não embandeirar em arco e para isso tínhamos ontem o Renan e o seu acordo com uma clínica de cardiologistas (que mais tarde ou mais cedo será revelado pelo CM em primetime). Ou que esta equipa ainda tem alguns elementos que nos fazem lembrar quando tínhamos que por a mesa, e a mãe, entre a paciência infinita e a perplexidade nos dizia: esse talher que aí está não tem nada a ver com os restantes, não se vê tão bem? O que ela diria hoje se tivesse visto o Diaby ou o Bruno Gaspar...

Há mais razões para contermos o entusiasmo. Por exemplo, há demasiados Xistras neste campeonato e poucos oftalmologistas. Só assim se percebe que não tenha expulso o Vinicius, esse jovem e encorpado jogador,  muito interessante de facto. Mas há homicídios que começaram por muito menos do que aquela entrada sobre o Jefferson.

Vinicius, esse sem dúvida muito interessante jovem jogador que o treinador do Rio Ave não trocava por Bas Dost. O que se compreende, porque ele não deve gostar de futebol, gosta é de pieguices e picuisses. Quem se queixa do lance do nosso primeiro golo não gosta de golos, logo não gosta de futebol, talvez de rendas de bilros. Claro que assim se percebe que não queira trocar Bas Dost e fique lá com o Vinicius. Que eu não me importava de ter no Sporting e que, se se acabasse de revelar tão bom como o Castaignos, sempre tínhamos quem rachasse a lenha que não se parte sozinha nem vai em filinha para a lareira.

Mas há um enorme mérito nesta mudança que nunca será reconhecido. Não estou a falar do Frederico Varandas, que em quinze dias montou a equipa técnica, apesar da preguiça revelada na escolha do treinador e ser incapaz de inovar:  foi descobrir Keizer onde já tínhamos descoberto Vercauteren. Nem do próprio Keizer, que só está a fazer aquilo que se pede a um treinador: por uma equipa de futebol a jogar... futebol. Não me estou a referir a eles, mas sim à equipa de professores que em duas semanas puserem o treinador a falar português e todo o plantel a falar inglês e holandês. Só assim se percebe as rápidas melhoras da nossa equipa.

Parece que afinal até temos gente. Gente na equipa, porque Sportinguistas há muitos, como ontem se viu numa noite de segunda-feira de futebol. E acreditem que há poucas coisas de efeito mais terapêutico do que ir com os amigos ver o Sporting voltar a jogar numa noite de nevoeiro e dar a boa nova  aos amigos que ficaram em casa a torcer por fora.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Pedimos desculpa por esta vitória, o caos volta já a seguir

Foi fechada da melhor forma a semana futebolística do Sporting, tão recheada de eventos. De todos o despedimento de Peseiro e a contratação de um novo treinador dominaram as nossas atenções. Mas não só as nossas mas, como é óbvio, a de todos os que vivem do futebol e à sua volta.

O despedimento do treinador e o que se vai dizendo de Keiser é o exemplo acabado de como para muita gente o Sporting é um clube maldito e que só o simples mencionar do seu nome lhes provoca as maiores descargas de bílis. Isto apesar de o clube andar arredado há muito das grandes vitórias. Por isso certamente que o melhor seja pedirmos desculpa pela vitória nos Açores, que a tantos deve ter custado a deglutir. E nesses tantos, infelizmente, contam-se alguns cada vez mais infelizes de se considerarem Sportinguistas... Não deve haver cera disponível para tanta vela posta a pedir que o caos se volte a instalar.

Sobre o jogo propriamente dito, há muito pouco a dizer de diferente do que se vinha dizendo. Não há milagres e nenhum treinador iria conseguir mudanças substanciais só pelo simples facto de calçar as chuteiras e dar um treino. Foi mais ou menos isso que fez o Tiago Fernandes. Mas fez mais alguma coisa. Promoveu Lumor, fazendo com isso que Acuña assumisse maior preponderância no nosso jogo. O jovem treinador foi feliz e teve a estrelinha que têm aqueles que não se conformam com o destino. Essa opção acabaria por ser decisiva para o resultado final, quer pelo golo, quer pela acção do médio argentino ao longo do jogo. A falha de Lumor no golo é bem menor que a de Renan, que estava de frente para o lance, embora se deva considerar também que a acção do vento favoreceu o movimento do homem que faz o golo, José Manuel.

Se ninguém esperaria nota artística de uma equipa que ainda anda à procura de o ser, não há quem possa reclamar do seu empenho perante um cenário completamente desfavorável, que se agravou consideravelmente com o tempo e o resultado. Com a agravante de que, no segundo tempo, a equipa ter que lutar contra o vento, embora com a tarefa facilitada pela expulsão infantil de Patrick. Se aquela veemência toda era por causa de um penalty claro, deveria ver o seu castigo agravado com uma ida compulsiva ao oftalmologista. Pelo menos... 

O resto do jogo a partir do golo que nos dá a vitória foi uma ilustração de quão incipiente são as defesas desta equipa perante qualquer adversário e até de si mesma. Quando se olha para a classificação é quase inacreditável que quem joga tão poucochinho esteja onde está e de esperanças intactas. E que até consegue dar a volta ao resultado a jogar com chuva e contra o vento...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O inverno chegou no Algarve

O nosso inverno chegou quando no outono ainda é verão. Com duas exibições a roçar o miserável, nem o resultado favorável na ronda europeia na remota Ucrânia pode deixar nos fazer questionar sobre o trabalho desenvolvido por Peseiro até agora e o que futuro nos reserva a continuar este registo. Já aqui o tinha dito anteriormente, a bola do nosso jogo estava no campo de Peseiro mas este tarda a respectiva devolução para um patamar superior. 

A questão da sua permanência será a primeira grande decisão que Frederico Varandas será obrigado a tomar, depois da herança pesada que recebeu em mãos, tanto no futebol sénior como na formação, entre várias outras. Talvez mesmo a única decisão possível neste momento, uma vez que não pode incorporar jogadores num plantel onde escasseiam as alternativas e a qualidade disponível é diminuta. Uma decisão difícil, porque mudar por mudar não muda nada e não se vislumbram treinadores disponíveis que ofereçam uma solução com o mínimo de segurança. 

Tudo isto sem ignorar o óbvio: no actual estado a que o nosso futebol foi atirado  e com tanto "amigo" dentro de portas a rezar pelo caos e pelo insucesso não precisamos de inimigos. Poucos treinadores terão o interesse, coragem ou a loucura que Peseiro teve há um par de meses para meter aqui o pescoço. Isso eu tenho que reconhecer, mas  a minha gratidão termina no momento em que Peseiro ao invés de ser uma solução parece ser mais um dos muitos problemas em mão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O caso Nani, os assobios a Peseiro e uma providência cautelar para os 3 pontos.

As notas de maior destaque do passado final de semana tendo como ponto central o jogo em Alvalade foram o castigo a Nani e os assobios a Peseiro e à equipa, especialmente na segunda parte. Vamos por partes, analisando os factos que vieram a público e deixando de fora as especulações:

Peseiro:
Podemos discutir se fez bem ou mal trazer o caso à conferência de imprensa que antecipava o jogo, voltando a dar-lhe a notoriedade que havia perdido com o passar dos dias. Podia ter optado por não fazer outra referência que apenas "este é um assunto que foi resolvido internamente", evitando a punição pública do jogador. Acontece que a gravidade dos insultos que aparentemente lhe foram dirigidos de forma pública lhe reservava o direito de reacção de igual teor. 

A direcção da SAD
A presença de Nani na tribuna no pavilhão João Rocha e depois no jogo foi uma tomada de posição esclarecedora por parte da SAD. Independentemente de haver ou não sanções ao jogador, e de se saber como e por quem foi tomada a decisão de afastar o jogador, este não será banido nem ostracizado. 

Nani
Nani esteve muito mal, e a sua tomada de posição é ainda mais grave por se tratar do capitão. Dessa forma pôs em causa o seu estatuto de capitão, minando a sua autoridade no seio do plantel que lidera. A liderança exerce-se mais do que com palavras com o exemplo. 

A minha opinião
Casos como estes são tão necessários como noticias de doenças graves, especialmente neste momento especial em que o Sporting continua imerso. Preferiria que a reacção inicial de Peseiro fosse a que optou após o jogo. Fosse ela qual fosse, não tenho é qualquer dúvida que o treinador seria sempre criticado. Provavelmente pelos mesmos que aplaudiram a reacção bem mais destemperada de Sérgio Conceição no caso Marega. Ou que acusavam Peseiro desde o caso Rochemback de não exercer autoridade. Mas especialmente por aqueles que esgravatam tudo à procura de algo que lhes dê a atenção e o protagonismo para a sua causa, que obviamente nada tem a ver com o Sporting Clube de Portugal.

O jogo
É precisamente por aí que vou começar a análise ao jogo, pelo treinador e pelos assobios, especialmente os que ouviram durante a segunda parte. Sendo claro que a exibição no segundo tempo foi medíocre, não é menos claro que o Marítimo praticamente nem soube quem estava na nossa baliza nesse período.

Aí, por muitas criticas e diferenças sobre o trabalho do treinador, tenho que  manifestar a minha incompreensão e incómodo pelo que assisti. É bom lembrar que, especialmente no ano passado, mesmo quando a estabilidade directiva ainda existia e o plantel era outro, as vezes que fomos brindados por exibições ridículas, algumas vezes finalizadas com resultados que acabaram por comprometer a época e redundar na hecatombe final. Muitas vezes sob a justificação ridícula do "futebol à italiana". 

Até agora, apesar de muito longe de deslumbrar pelo futebol jogado, mantemos intactas as nossas ambições, tendo jogado inclusive duas vezes no terreno dos dois primeiros classificados. Tem havido notório compromisso da equipa em campo, o que torna ainda mais imerecidos os assobios. Como Peseiro muito bem lembrou, terminamos o jogo com apenas três jogadores titulares da época passada. Assobios por causa das substituições? De facto o tempo e o modo escolhidos são muito questionáveis, mas a verdade é que as opções são muito reduzidas, especialmente em qualidade.

A nota geral do jogo foi sofrível, é um facto. Mas o resultado não foi, especialmente pela envolvente que nos trouxe até ele. uma sequência negativa que nos levou da primeira derrota a ter que enfrentar um caso disciplinar com o capitão de equipa. Sairmos vivos e de ambições intactas foi o melhor que nos podia ter acontecido.

Se alguém não gostou dos três pontos que ponha uma providência cautelar e meta os assobios no... saco. Alvalade é a nossa casa e tem de ser a nossa fortaleza, especialmente em momentos como este. Se alguém tem que temer a nossa casa são os adversários e não a nossa equipa, os nossos jogadores ou os nossos treinadores.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Primeira derrota. E agora?

Peseiro teve razão na apreciação que fez ao resultado: foi injusto, pelo que as duas equipas fizeram, perder o jogo foi injusto para o Sporting sair derrotado da pedreira. Mas um resultado de um jogo de futebol não é uma decisão de tribunal, ganha quem marca e quem marca merece ganhar. O Sporting não marcou, apesar de o poder ter feito e aí se estabeleceu a decisão final.

Por ser um resultado duplamente doloroso - primeira derrota e descida de vários lugares - a forma como a equipa vai reagir vai constituir um momento definidor do carácter do seu carácter e até mesmo das nossas reais possibilidades nesta competição. Em Braga a equipa demonstrou que tem vontade, que tem um lote de jogadores para fazer melhor, mas que existe um fosso entre esses e outros que estão longe de os poder acompanhar ou sequer substituir. 

A isso acresceu também um facto que poderá ser determinante e que já funcionou ontem a favor do Braga: a eliminação precoce das competições europeias permitiu-lhes maior frescura e discernimento nos momentos finais da partida, em especial pelo forte calor que se fazia sentir. Jogadores que poderiam conduzir o Sporting a uma reacção ao golo sofrido - Nani, Montero, Bruno Fernandes, Gudjeli, Raphinha - ou já não estavam em campo ou quando estiveram pouco fizeram. 

Se em todas as derrotas o foco recai sobre o treinador, nesta não há excepção. No caso de Peseiro mais ainda, pelas razões que se conhecem: é um alvo fácil de se lhe bater. Abel antecipou-se-lhe nas substituições e, embora não tenha sido por aí que ganhou o jogo, foi isso que ficou registado em termos mediáticos. Mas o golo nasce de um erro numa transição e é consolidado por uma série de erros de posicionamento e avaliação que as substituições dificilmente poderiam ter evitado.

Mas é quando se olha para o banco que se percebem as dificuldades que Peseiro sentirá na hora de mexer na equipa: além de Jovane, entraram Castaignos, Diaby e ficaram no banco os jogadores de campo Jefferson, Marcelo e Petrovic. Como de facto aconteceu, apenas o primeiro significava uma possibilidade real de mexer com o jogo. 

Não vale a pena voltar a repisar aqui as razões que nos conduziram aqui. Nem isto equivale a desculpar inteiramente Peseiro, porque me parece que a equipa tem de ainda por onde crescer e parece tardar pelo lado das ideias expressas em jogo. Ou elas não estão a passar ou não estão a ser trabalhadas. 

Mas embora o resultado seja muito frustrante e penalizador para nós, não creio que haja razões para grande desespero. O ano passado fizemos apenas um ponto com este adversário e tínhamos em teoria melhores argumentos. O desânimo só pode ter apenas a duração do intervalo entre o próximo jogo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O reforço mais importante afinal sempre chegou

Terminou da pior forma a janela de mercado. Um colossal desastre comunicacional exponenciou expectativas que dificilmente poderiam ser cumpridas, mesmo que o Sporting se encontrasse nos seus melhores momentos, o que sabemos bem é precisamente o oposto. Jogadores como Bacca, Muriel e outros dificilmente querem correr o risco de tentar relançar a sua carreira numa liga periférica e em paulatina perda de competitividade internacional. E muito menos o fariam num clube que passou os últimos meses a ser noticia não pela conquista de títulos na modalidade de que são profissionais mas pela sua profunda crise interna. 

O trabalho de Sousa Cintra na reconstituição do plantel acaba assim por ser contaminado pelas últimas imagens: a falha na aquisição de um ponta-de-lança e Fábio Coentrão. Depois de informações desencontradas percebe-se hoje que o Sporting pouco ou nada fez para ter o lateral de volta. Há dois factos surpreendentes aqui: 
Que não se tenha contratado um defesa-esquerdo à altura da exigência das nossas ambições, uma vez que isso acabará por nos sair caro, como aliás já se vai vendo, nas limitações que isso impõe ao nosso jogo, quer do ponto de vista ofensivo como defensivo. 

E as reacções de indignação por não contratarmos um jogador do Jorge Mendes. Tão indignadas como as que se registam sempre que se comenta uma noticia de que o Sporting estaria a negociar um qualquer jogador com origem naquele empresário. O universo leonino não para de nos surpreender na sua ciclotimia.
Felizmente o mais importante e desejado reforço acabou por chegar já quase no encerramento não do mercado mas dos noventa minutos do jogo com o Feirense. E esse reforço tem nome e sobrenome: quatro jogos, dez pontos, primeiro lugar.

Duas razões de fundo para que tal tenha sucedido:
O nosso processo de jogo carece ainda de muito trabalho de aprimoramento  mas sobretudo de melhores ideias mestras. O intervalo que se segue será fundamental para as por em prática, bem como de integração dos últimos reforços.

O Feirense de Nuno Manta não é uma equipa qualquer. Não se remeteu à defesa e quando teve que o fazer ou o fez bem ou teve um guarda-redes intransponível. A excepção que confirmou essa regra resultou de um lance de muita sorte para que a bola tivesse chegado ao nosso joker, Jovane.
Uma palavra final para José Peseiro. Já se percebeu o quanto mudou e ele mesmo fez questão de o lembrar na conferência de imprensa final, que constituirá um marco desta época, seguramente. O que conseguiu até agora talvez só existisse na sua cabeça e nos nossos melhores sonhos. Mas saberá tão bem como nós que a equipa tem muito que crescer para manter a performance. 

Uma menção também para os jogadores, cujo empenho tem superado as deficiências colectivas resultantes das mais diversas condicionantes conhecidas de todos. Não merecem os assobios impacientes das bancadas que não só ignoram as circunstancias como o quanto ajudam os nossos adversários. E depois ainda se queixam no final que a equipa jogue sem ligação e pontapé para a frente, especialmente quando o jogador em posse não se desfaz da bola rapidamente. Até quando???

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Um dérby sob o signo da ilusão

NDR: post escrito ao abrigo da cooperação com o site Fairplay

Poucos poderiam supor que o Sporting, partindo atrás de todos os outros, nomeadamente dos seus competidores directos, pudesse sair do primeiro dérby do campeonato na cabeça do pelotão da Liga. A instabilidade directiva que o assola fez com que começasse fora de tempo e incapaz de tomar decisões urgentes de forma oportuna. Os trabalhos do plantel começaram mais tarde do que o que estava previsto, a mudança do responsável técnico ocorreria em cima da hora e com uma profusão de pontos de interrogação no lugar dos nomes e lugares por preencher no plantel.

Começando pelo trabalho nos gabinetes, há a considerar o trabalho realizado por Sousa Cintra e respectiva equipa, que resultou no regresso de alguns dos jogadores mais importantes, como Bas Dost, Bruno Fernandes mas também Battaglia. Mesmo sem desconsiderar importantes questões de natureza ética, que poderão ter levado à melhoria dos respectivos contratos, é bem claro que o Sporting não tinha estofo financeiro para substituir aqueles jogadores por outros de idêntica qualidade. 

A falta de estofo financeiro é também notório na dificuldade em arranjar forma de fechar o buraco deixado por William. Porque de facto não há muitos como ele e a sua saída pode até ter aberto não um, mas dois lugares. Há poucos jogadores a jogar naquela posição que, além de fornecer segurança defensiva “qb”, sejam capazes de lançar o jogo ofensivo da sua equipa, seja em passes a rasgar linhas, seja a quebrá-las em condução com a bola controlada. Por isso é bem provável vermos Peseiro deitar mão de uma solução de dois homens a complementarem-se atrás, ensaiando subidas e descidas coordenadas, de forma a compensaram-se mutuamente.

O mesmo acontece relativamente ao substituto de Bas Dost, cuja necessidade ninguém antecipou para momento tão precoce. Mas acontece que essa necessidade é agora ainda mais premente. Com uma grande segurança de não ser desmentido, quase ninguém, talvez até nem mesmo o próprio, acredita que Diaby seja o “tal”. Dúvida que ainda é reforçada pelo facto de se saber que Diaby vem de longa inactividade.

Foi neste enredo de pontas soltas que o Sporting chega ao terreno do arquirrival para ser trucidado. Subestimar um leão, mesmo que com ar pouco saudável, é um erro muito comum que sai caro a muitos caçadores incautos. Não tendo feito uma exibição de luxo, conseguiu um jogo geralmente competente, pelo menos enquanto houve pernas e cabeça. A dupla argentina Battaglia / Acuña empurrou enquanto pôde o jogo do adversário para as laterais, anulando assim os elementos que vinham sendo mais preponderantes na armada benfiquista: Gedson e Pizzi.

A verdade é que o leão sobreviveu. E para o conseguir nem teve que fazer pior figura do que no jogo do campeonato passado, onde também então se apanhou a vencer. Mas aí sim, após ter conseguido também adiantar-se no marcador, recusou o papel de rival igual ao seu rival, para se remeter a uma defesa porfiada mais habitual em equipas menores. Basta olhar para a equipa com que termina este ultimo derby para se perceber que Peseiro conseguiu fazer o mesmo com muito menos e em piores circunstâncias. Talvez esteja aí o seu maior mérito, baseado numa gestão marcadamente conservadora das opções à sua disposição mas também de cunho realista.

Mas a bola ficou agora a saltar no campo de Peseiro. O que conseguiu até agora relativamente à produção da equipa, criou uma ilusão de apronto e competência muito útil mas que é manifestamente insuficiente para sustentar a posição em que se encontra e as ambições ao título. É certo que nem tudo depende dele. O Sporting para se tornar mais forte tem de crescer pelo acrescento de qualidade individual ao plantel, mas também muito pelo treino e pelas soluções colectivas que ainda faltam. 

Terá que ser um trabalho coordenado entre a SAD e a equipa técnica. Não havendo um esforço por parte da SAD em colmatar as evidentes lacunas no plantel esse crescimento é possível, mas ficará muito limitado. Além das faltas já citadas acima, a clara falta de qualidade na extrema-esquerda defensiva talvez seja a mais notória, se bem que não a única. 

Mas há ali matéria humana para conseguir maior dinâmica, nomeadamente no jogo ofensivo, criando mais e melhores oportunidades que, inevitavelmente terá que ser conseguido envolvendo mais jogadores no apoio ao isolado Montero. Mesmo sem recorrer ao mercado, jogadores como Raphinha e Matheus terão que ver o seu indiscutível talento convocado e potenciado. De outra forma o actual primeiro lugar não passará de uma ilusão de óptica que depressa se desvanecerá.

O próximo jogo com o Feirense encerrará a primeira etapa, após a qual o leão terá depois mais tempo para lamber as feridas. Porque tempo foi o que lhe faltou até agora. Mas é preciso reconhecer-lhe o mérito pois, como se viu até nos rivais, com outro tempo e condições, está tudo ainda muito longe da consolidação de processos. Se os próximos passos de Cintra e Peseiro forem dados com precisão a ideia de que o leão não contava poderá não ter passado de uma ilusão de algumas noites de verão.

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) Acuña (1) adeptos (98) Adrien (19) AdT (1) adversários (85) AFLisboa (2) AG (23) AG destitutiva (4) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (38) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (5) antevisão (41) APAF (13) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) arbitragem (96) Associação de Basquetebol (7) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (5) auditoria2019 (1) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (8) basquetebol (2) Bastidores (72) Batota (20) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) blogosfera (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borja (1) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (8) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) castigo máximo (1) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (10) clássico 19/20 (1) clássicos (9) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) Dar Futuro ao Sporting (1) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (44) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) e-toupeira (1) Ecletismo (66) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (65) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) época 18/19 (2) época 19/20 (1) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (10) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (29) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (93) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (2) futebol internacional (1) Futre (1) Futre és um palhaço (4) futsal (28) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (30) Gamebox (3) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (10) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (2) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jordão (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (1) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) Keizer (12) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa 19/20 (3) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga NOS 19/20 (10) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Luiz Phellype (2) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (43) Meszaros (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (30) modelo (3) modlidades (2) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (6) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (5) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (4) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) Plata (1) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (7) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (2) presidente (5) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (12) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Amorim (1) Rúben Amorim (1) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silas (6) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporar (1) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (3) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (4) Supertaça 19/20 (1) sustentabilidade financeira (46) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça da Liga 19/20 (1) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tio Patinhas (4) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (94) treino (5) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (2) Varandas (17) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Vietto (2) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (2) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)