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domingo, 6 de maio de 2012

Enquanto foram 11 contra 14...

Enquanto jogou onze contra 14 o Sporting foi conseguindo disputar o jogo. A partir do momento em que a diferença numérica se acentuou o jogo foi descaindo para o colo do "vencedor". Não deixa de ser curioso que da correlação de forças e gestão de interesses à volta da arbitragem sobre do jogo de ontem a entronização de um árbitro benfiquista como árbitro do regime, tal como já tínhamos visto nos anos 80 António Garrido e depois Vítor Pereira, ditos sportinguistas, curvarem-se perante o papa.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sá Pinto crucifica Jesus e ressuscita o Sporting

O Sporting realizou hoje uma exibição realista, mas nem por isso menos vistosa. Aliás, com outra eficácia poderia até ter construído um resultado com números bastante generosos.

Para ser perceber o que se passou hoje não será e todo despropositado lembrar o que sofreu o Chelsea na passada quarta-feira, em vantagem na eliminatória e muito tempo em superioridade numérica, e a forma como o Sá Pinto dispôs a equipa, fazendo com que a nossa baliza estivesse sempre muito distante para os encarnados. A questão física nem se coloca tendo em conta que jogamos com menos um dia de descanso e com muitas mais horas de viagem.

Sá Pinto abdicou de pressionar a construção de jogo do SLB, estratégia oposta à seguida por Domingos no jogo da primeira volta e que, com 1 pouco de sorte nos poderia ter dado pelo menos um ponto. Mas, após passar a linha de meio campo, Gaitan, Rodrigo, Cardoso, Bruno César nunca dispuseram de espaço para penetrar na nossa zona central, como eles costumam fazer tão bem.

Do nosso lado entrega e concentração máximas, equipa solidária mas que, neste jogo, me parece ter subido um degrau na sua afirmação e dos jogadores que a compõem. Destaques individuais para Elias, com papel fulcral nos equilíbrios no meio campo, Matias muito bem na organização do ataque e temporização e um enorme Izmailov, que merecia pelo menos um golo naquele remate fulminante à trave, que ainda deve estar a tremer. Do lado negativo dois jogadores importantes que hoje estiveram menos felizes, Shaars e Wolfswinkel, especialmente o segundo demasiado perdulário. Não será alheio o cansaço na tomada de decisões pouco habituais em ambos os "laranjas".

Do lado da arbitragem não me pareceu, ao contrário de outras ocasiões, que o árbitro viesse com a lição estudada. Errou num penalty daqueles que só Polga é capaz de criar, e voltou a errar no lance de Garay sobre Wolfswinkel.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Benfica, Porto ou Braga?

Com o Sporting afastado do título, quem gostarias que fosse campeão? 

A questão já esteve na ordem do dia há 2 épocas quando Domingos (pois, o mesmo Domingos...) levou o Braga ao segundo lugar. O feito talvez não tenha sido tão valorizado como está a ser o que faz Leonardo Jardim mas é até muito provável que então o SCBraga tenha feito pontos que hoje, com igual resultado, o tornaria campeão.

Este ano a questão ganha outra acuidade, tendo em conta que o calendário caprichou em colocar o SCBraga em Alvalade na última jornada. Há, entre os sportinguistas, a ideia, absurda diga-se desde já, que o Sporting deveria facilitar a vida ao adversário para que FCP ou SLB não cheguem ao título.

Há pelo menos 3 razões que me ocorrem de imediato que me levam a rejeitar liminarmente a possibilidade que tal aconteça:

1- O Sporting de que gosto não é um clube de dar “jeitos” a ninguém e em qualquer circunstância! Isso pode ser concebível para quem tem da verdade uma ideia de conceito adaptável às necessidades do momento. O Sporting está obrigado a jogar sempre para ganhar e o facto de não viver um período feliz, que o afasta da luta pelo título, tem um percurso histórico para honrar. Transigir seria ficar ao mesmo nível dos que entendem que o fim justifica o emprego de qualquer meio e que levou ao abastardamento de muitos que hoje concorrem connosco.

2- Facilitar o titulo ao Braga equivaleria a disponibilizar  o estádio de Alvalade para salão de festas do adversário, ideia que obviamente declino.

3- O ponto anterior mais se justifica por se tratar precisamente do Braga de Salvador. Obviamente que há mérito no seu trabalho, embora por conveniência hoje a generalidade da comunicação social use de memória selectiva para ignorar o que foram os anos iniciais à frente do clube e quantos treinadores chegou a ter numa época, entre outras preciosidades. Mas, este ano em particular, tem sido um dos beneficiados por uma súbita simpatia dos associados da APAF, tendo geralmente aquilo que há muito peço para o meu Sporting: isenção. E aí tem sido também um dos que tem lucrado com a guerra que a APAF deliberadamente decretou ao Sporting. Nada acontece por acaso. Repare-se na mansidão com que quer o treinador quer o presidente aceitaram o resultado final, quando até tinham razões de queixa do critério do sr. Pode ser Ferreira usado para assinalar penalty’s. A mansidão de quem sabe que foi já compensado à priori e pode vir a ser no futuro.

Outro argumento invocado a favor do Braga é a de que o seu treinador é sportinguista. É bem possível que assim seja, mas nessa condição ele que celebre os títulos de campeão connosco, quando nos calhar a vez. 

Subestimar o Braga, por que é pequenino e engraçadinho é um erro muito comum e em que já incorreram muitos quando Pinto da Costa chegou ao poder e que ainda hoje não conseguem perceber na sua verdadeira dimensão. João Rocha percebeu-o como poucos quando foi presidente do Sporting. Com as receitas cada vez mais escassas, negligenciar aqueles que ficam à nossa frente é um erro que pode custar caro.

domingo, 1 de abril de 2012

Um importante regresso às vitórias

Heróis de Tavira (foto SCP)
Num curto espaço de tempo o Sporting efectuou um importante regresso às vitórias. No futebol, com o regresso às vitórias fora e no andebol, ao alcançar uma importante vitória no andebol nacional, o que não ocorria desde 2005, após a saborosa dobradinha.

Em Leiria os comandados de Sá Pinto voltaram a conquistar uma vitória fora o que não ocorria desde Outubro. E, convenhamos, dificilmente se repetirá se os jogos forem encarados com a mesma atitude diletante, como se a obtenção de um golo fosse algo de garantido. Tal viria a acontecer já quase no terminar do jogo, num livre de Matias. Golo fora que não se registava desde Braga.

El Crá continua em grande (foto maisfutebol)
Em termos individuais não me parece que se justifiquem destaques especiais, para lá de Patricio e para a confiança exibida por Carriço, num jogo marcado pelas muitas ausências. Elias passou ao lado do jogo, tal como Carrillo, e Rúbio sofreu os mesmos horrores que Wolfswinkel sofre quando a bola não chega com a qualidade mínima exigível. Shaars foi importante na reacção final, pela acção no campo e junto dos companheiros, tal como Matias pela clarividência no livre. Shaars é sem dúvida um capitão sem braçadeira!

Proença foi de uma coerência irrepreensível, isto é, foi mau para o Sporting como bem o sabemos. Foi para lá de ridículo o critério aplicado às faltas, sempre diferente consoante eram praticadas pelo Sporting ou pela União.

Ficha do jogo:
Jogo no Estádio Municipal da Marinha Grande.

União de Leiria - Sporting, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador:
0-1, Matias Fernández, 90+11 minutos.

Equipas:
- União de Leiria: Oblak, Ivo Pinto, Haas, Edson, Shaffer, Marco Soares, Keita (Barkroth, 62), Marcos Paulo, John Ogu, Cacá (Elvis, 90+7) e Bruno Moraes (Djaniny, 86).

(Suplentes: Luiz Carlos, Manuel Curto, Barkroth, Luís Leal, Djaniny, Elvis e Hugo Gomes).

- Sporting: Rui Patrício, Santiago Arias, Daniel Carriço, Xandão, Evaldo, Renato Neto (Schaars, 46), Elias (Wolfswinkel, 90), Carrillo, André Martins (Matias Fernández, 64), Insua e Diego Rubio.

(Suplentes: Marcelo Boeck, Schaars, Wolfswinkel, Matias Fernández, Jeffrén, André Santos e Sebastian Ribas).

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Haas (100).

Assistência: Cerca de 4.000 espectadores.


Em Tavira o andebol interrompeu um longo jejum nas provas nacionais, numa modalidade onde temos grandes responsabilidades por força do nosso historial. Jogo muito difícil, como uma postura heróica por parte dos nossos jogadores ante o favoritismo do adversário. Uma importante injecção moral que talvez seja a pedra de toque que faltava a uma equipa que por vezes parece que não acredita no seu valor. Grande Hugo Figueira, não só pela defesa final mas por tudo o que fez durante o jogo. Mas, como é óbvio, foi uma grande conquista colectiva.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O fun-gá-gá da bicharada

"Ó da Guarda!..."
Na terra dos galos, quem primeiro fez a festa foi um… Galo. Na primeira oportunidade do jogo o brasileiro foi feliz. Ultrapassou Capel em velocidade - o que até nem é tão fácil assim - e vendo que mais ninguém surgia para contrariar o seu embalo resolveu rematar. E resolveu tão bem que colocou a bola dentro da baliza de Patrício. Até esse momento o Sporting não conseguia invadir o meio campo defensivo gilista. Nem com a bola dominada, nem bombeada desde os ‘lançadores’ Polga e Xandão. Haveria de assim continuar durante mais uns bons minutos. Até que Elias, com muita posse inconsequente, foi finalmente conseguindo descobrir os seus colegas mais avançados no terreno. Primeiro pela direita, recorrendo ao auxilio de João Pereira e Marat Izmailov. Mais tarde também os jogadores leoninos do outro flanco começaram a contribuir… Foi a partir dos 25-30 minutos que o perigo começou a rondar a baliza defendida pelos homens de Barcelos e as oportunidades foram-se sucedendo. Sem a eficácia desejada, já que a pontaria ou o último passe não surgiam da melhor forma. Apenas por uma vez Adriano, a livre de Ínsua, teve que defender o esférico para canto. Assim, surgia o intervalo com o Gil Vicente na frente, basicamente, porque teve melhor pontaria. 

E Depois? Depois bem… A apaixonada APAF entrou em jogo com todo o seu esplendor. E se todos até já tínhamos visto porcos a andar de bicicleta, hoje vimos um com um apito na boca a marcar dois penaltys seguidos… Daqueles que só se marcam ao Sporting Clube de Portugal. Indescritível como num repente se estraga um jogo… Mas o SCP, que já entrara bem na segunda parte, continuou a sua luta por marcar, jogando um futebol apoiado que André Martins e Jeffrén vieram consolidar. Elias, entretanto, recuava ainda mais para o lado de Xandão. Saíram Matias e Polga. Mas a Paixão voltaria a atacar e Schaars vê-se expulso, depois de ver um segundo amarelo após falta banal, numa jogada sem qualquer perigo. Isto depois dum primeiro cartão flagrantemente injusto. Com menos um, acabou-se o futebol apoiado. Acabou-se o jogo mas o degradante espectáculo continuou, com festival de cartões e… de olés. Venha a próxima palhaçada.

Ahhh.. Resta-me desejar um bom dia a todos os Pais. Até ao Pai do bruno paixão que não tem culpa nenhuma de ter um filho tão reles… Ou, às tantas, também estava sentado na  bancada contente com a farsa que se via no relvado a gritar Olés… Entretanto os aldrabões da TVI (porque é que a ‘informação’ desportiva deste 'canal' haveria de ser diferente?) continuavam com os seus comentários cretinos a fingir que o que se passava era tudo normal. O pior é que é mesmo… Se começaram os galos a fazer a festa, acabaram-na os porcos.  Já estamos habituados.


Ficha de jogo:

Futebol – Liga Zon Sagres – 23.ª jornada
2012-03-19
Estádio Cidade de Barcelos
Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal)
Ao intervalo: 1-0

Gil Vicente: Adriano Facchini; Eder (Richard, 65 m), Cláudio, Halisson, Júnior Caiçara, André Cunha, Luís Manuel; Rodrigo Galo, César Peixoto (João Vilela, 90 m), Guilherme e Hugo Vieira (Zé Luís, 76 m).
Treinador: Paulo Alves.
Suplentes não utilizados: Murta, Paulo Lima, Paulo Arantes e Luís Carlos.

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Xandão, Polga (André Martins, 45 m), Insúa, Elias, Schaars, Izmailov, Matías Fernández (Jeffrén, 45 m), Capel (Carrillo, 75 m) e Wolfswinkel.
Treinador: Sá Pinto.
Suplentes não utilizados: Marcelo, Carriço, Evaldo e Rubio.

Disciplina: Cartão amarelo para Cláudio (35 m), Schaars (53 e 69 m), Carriço (54 m), Hugo Vieira (76 m), Wolfswinkel (78 m) e Rodrigo Galo (78 m). Cartão vermelho para Schaars (69 m).

Golos: Rodrigo Galo (14 m) e Cláudio (55 m).

domingo, 11 de março de 2012

Apontando ao céu

Quando o Hugo pedia, no post anterior, que viesse o futebol certamente estaria longe de imaginar que ele, o futebol, viesse  às carradas e de mão cheia. Perante uma equipa que estava em ascensão e consolidando uma posição confortável na tabela classificativa o Sporting produziu a exibição mais segura da época, proporcionando uma noite (merecidamente) tranquila aos seus adeptos.

A época não pode começar hoje?
Mais importante que o resultado dilatado saliento precisamente a forma segura e tranquila como a equipa soube responder às exigências do jogo, sem se descontrolar nem táctica nem emocionalmente.Aliás são dois aspectos que estão ligados, como é óbvio. De tal forma que a equipa conseguiu evoluir do período negro em que havia caído e parecendo-me dar indicações de ter hoje mais soluções do ponto de vista colectivo do que foi capaz de fazer no seu melhor período do presente campeonato.

Trabalhou-se por estes dias em Alvalade
Não sabemos o que vai acontecer no futuro mas esta reabilitação da equipa tem um responsável: Sá Pinto. Sem tempo para treinar - o treino é fundamental, por isso é tão diferente ter Guardiola, Mourinho ou outro qualquer... - e recebendo uma equipa destroçada animicamente, foi conseguindo introduzir alterações à movimentação colectiva. 

Quem acha que esta mudança, que é necessário consolidar, é apenas anímica, não viu os jogos com atenção. O de hoje em particular. Grande preocupação em ter permanentes linhas de passe para assegurar a posse de bola, progressão no sentido vertical, com Matias em grande destaque entre as linhas do Vitória, proximidade de apoios ao portador da bola. Não menos importante a equipa não se desarticulava quando perdia a bola, impedindo os calafrios habituais quando perdíamos a bola.Isso contribuiu para que os jogadores se sentissem mais cómodos e confiantes, podendo explanar o talento indiscutível que possuem. A diferença ficou  registada no marcador.

FICHA DE JOGO


sábado, 3 de março de 2012

Foi tudo demasiado mau, mas foi tudo verdade

A exibição foi medonha,o Sporting tem de jogar a um nível muito acima do que hoje fez em Setúbal. E mesmo  jogando mal podia ter minimizado os estragos, quando dispôs de um penalty, falhado por Matias e cuja recarga foi também mal executada por Carrillo.

Dito isto não é menos verdade que teve que jogar contra mais do que 11.

A arbitragem foi uma gralha contínua, acumulando decisões inacreditáveis, numa actuação a fazer lembrar os melhores tempos da orquestra Guímaro & Cia. Sobram muitas dúvidas se a bola entrou no lance que foi considerado golo do Setúbal. O que é incontestável é que o auxiliar, no lugar onde se encontrava e com o posicionamento do Xandão, não pode ter a certeza na decisão que tomou.

Ficha do jogo:

Jogo disputado no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Vitória Setúbal - Sporting, 1-0.

Intervalo: 1-0.

Marcador:

1-0, Bruno Amaro, 19 minutos.

Equipas:

- Vitória de Setúbal: Diego, Peter Suswam (Tengarrinha, 65), Ricardo Silva, Amoreirinha, Igor, Hugo Leal, Miguelito, Bruno Amaro, Bruno Gallo, Targino (Djikiné, 93) e Rafael Lopes (Bruno Severino, 75).

(Suplentes: Ricardo, Tengarrinha, Djikiné, Bruno Severino, Gonçalo Graça, Gonçalo Reyes e Alex Zahavi).

- Sporting: Rui Patrício, Árias, Xandão, Polga (Rubio, 76), Insúa, Daniel Carriço (Matias Fernandez, 46), Elias, Schaars (Carrillo, 46), Izmailov, Capel e Ribas.

(Suplentes: Marcelo Boeck, Evaldo, Matias Fernandez, Carrillo, Pereirinha, André Santos e Diego Rubio).

Árbitro: André Gralha (Santarém).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Peter Suswam (14), Ricardo Silva (27), Capel (39), Ribas (58), Igor (65), Elias (66), Insúa, 90), Bruno Amaro (93).

Cartão vermelho para Carriço (após o final do jogo).

Assistência: cerca de 6.000 espetadores.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Que objectivos estão ainda ao alcance do Sporting?

Imagem retirada do blogue Loving Sporting
Falta agora um terço para terminar o campeonato. 10 jornadas, portanto. Com o Braga muito próximo de replicar a grande época de há dois anos, e desta vez com a companhia do FCP, o terceiro lugar é apenas uma miragem? Miragem não será, mas será uma tarefa bem difícil de alcançar, se atendermos ao desperdício de pontos em que caímos, após o derby na Luz. Vejamos então:

Uma coisa é irrefutável: para alcançar o terceiro lugar, de importância crucial para o futuro a curto prazo do clube, o Sporting já não depende apenas de si mesmo. Para lá chegar precisa que o SCB baixe a sua produção, que neste momento se cifra numa média de 2,3 pontos por jornada, contra os nossos magros 1,9. 

Isto quer dizer que, nesta média, que anda muito perto da sua melhor performance de sempre (2,36 por jornada, e que dificilmente poderá ser superada) o SCB pode chegar aos 69 pontos. O Sporting, mantendo a média actual, ficaria pelos 57 pontos. Para chegar aos 70 pontos o Sporting precisaria de somar mais 32 pontos aos 38 que já possui. Mas tem um problema: nas dez jornadas que faltam só estão 30 pontos em disputa!

Fica pois muito claro que se o SCB mantiver o nível actual resta ao Sporting lutar pelo 4º lugar. É difícil para o Braga manter a actual performance, mas está longe de ser impossível, pois  tal significaria perder apenas 7 pontos nos próximos 10 jogos, em que tem que jogar com FCP em casa, Sporting e SLB fora. Mas, tirando a próxima jornada, com a deslocação ao Nacional e os 3 jogos referidos, o Braga joga com as equipas da parte inferior da tabela, quer em casa quer fora (5 jogos em cada condição).

É pois claro que só uma ponta final de excepção e de grande superação pode levar o Sporting ao último lugar do pódio no presente campeonato. Um excelente desafio que, a ser alcançado, serviria para catapultar o Sporting para uma boa época 2012/13. Felizmente que o futebol não é uma mera contabilidade estatística. E há ainda a Taça, que é para ganhar.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma jóia do Czar por este Rio acima

O Sporting continua a remar contra a corrente e, não o fazendo ainda com o sincronismo desejável, continua pelo menos a cerrar os dentes para não ir corrente abaixo. Continua a ser verdade que do lado das exibições não se vêm ainda progressos mas do lado dos resultados somamos hoje a terceira vitória consecutiva. Para o campeonato foi a segunda, facto que não se registava desde Novembro e que explica porque estamos demasiado longe para poder agora aproveitar os deslizes alheios.

Julgo que as análises confluem todas no sentido de dividir o jogo pelos 2 períodos de 45 minutos. 

Na primeira parte, e beneficiando do Rio Ave não ter subido com o autocarro pelo túnel, o Sporting foi conseguindo ligar algumas jogadas, que podia, a primeira delas, terminado em golo. Este viria a suceder num quadro pintado superiormente por Izmailov, digno de figurar num qualquer Hermitage futebolístico. Saliente-se o facto de o golo e os respectivos 3 pontos saírem de uma jogada individual o que diz muito do que ainda (não) conseguimos fazer.

Na segunda parte voltamos ao "período Domingos". Apesar do jogo ter estado controlado, seja lá o que isso for em futebol, a equipa esteve sempre demasiado longe da baliza, em particular nos 20 metros frontais, onde o perigo criado fica sempre mais perto de ser transformado em golo. Muita pressa do portador da bola em desfazer-se dela e seguramente que muita fadiga acumulada do jogo intenso com os polacos, disputado 72 horas antes, contribuíram para perdidas em posse quase infantis.

Notas individuais para Marcelo que, sempre que tem sido chamado tem cumprido e isso é o melhor que se pode dizer de um guarda-redes suplente. Exibição segura dos centrais, onde Xandão também tem cumprido, revelando que, ao contrário de Onyewu, tem pés. Jogo muito importante de Elias, nitidamente com outro andamento que dos restantes colegas. E obviamente mais um preciosa jóia do Czar, que voltou hoje a jogar um jogo quase completo. Mau momento de Wolfswinkel, não por ter falhado golos, uma vez que não teve chances, mas a perder quase todas as bolas quando recuava à procura de participar no jogo.

FICHA DE JOGO

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Domingos levou com ele toda a Paciência?

Foram ténues as diferenças notadas no jogo, em particular no momento da construção do jogo, com Elias e Schaars a serem chamados a participar mais activamente. Parece-me uma boa ideia, que certamente obrigará a ter mais paciência dos adeptos, porque a equipa demorará mais a chegar à baliza mas privilegiará a posse de bola. Não estavam fartos dos pontapés para a frente?

Mas as alterações são ainda insuficientes para produzir alterações de monta na qualidade exibicional, faltará ainda muito até, pelo que se viu hoje. Mas o resultado foi na linha dos melhores dos últimos tempos, como o foi o resultado de quinta-feira em condições adversas, e isso não deveria deixar de ser retido como o mais importante do jogo de hoje. 

Estranhamente ouviram-se mais assobios hoje do que nos jogos anteriores o que se torna difícil de compreender. A impaciência revelada parece-me incompreensível atendendo a que não foi hoje que as dificuldades do Sporting começaram e não era provável que, em menos de uma semana, elas terminassem. Se 7 meses eram pouco para Domingos, uma semana teria que ser mais do que suficiente para Sá Pinto?

Saliência  para a prestação de Schaars, de volta aos bons jogos e sobretudo de Patricio, mais uma vez o garante dos 3 pontos.




Ficha de Jogo:


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Uma questão de... pitons

Mais uma escorregadela...



E à 18.ª jornada mais um trambolhão do (no) Ca(l)deirão. O SCP escorregou, literalmente, durante os 90 minutos do jogo que terminou à momentos no Funchal perante o Marítimo e caiu para o 5.º lugar da classificação geral da Liga Zon Sagres. De facto, viu-se ultrapassado pelo adversário de hoje, trocando de lugar. A actual posição é um ‘prémio’ justo se tivermos em conta a qualidade do futebol que esta equipa do Sporting pratica. Chega a ser penoso ver jogadores tão categorizados a tentar jogar cada um por si, sem que consigam, colectivamente, produzir uma jogada digna desse nome. Cai, também por terra o mito de que com Rinaudo o SCP não perdia… De que com Rinaudo tudo seria diferente (para melhor, supunha-se). Para além de ser falso (provam-no os factos do passado), este jogo vem provar à evidência, se mais uma vez tal fosse necessário, de que o mal não é individual. O mal está entranhado e não resulta da ausência do argentino, ou de outro colega de Fito. Qualquer que ele seja. Não confundamos: Fito é um excelente jogador, como é Schaars, ou Elias, ou Matias, até o jovem Carrillo. Como são outros que hoje nem sequer se sentaram no banco… Recordo-me de André Martins, que sempre que jogou deu nas vistas.

A crónica do jogo de hoje é muito fácil de relatar: nunca se sentiu que a equipe leonina conseguisse fazer mossa à defesa madeirense, pelo que a vitória esteve sempre demasiado longe. O Marítmo vulgarizou o SCP e foi-lhe sempre superior, mesmo quando no decorrer da segunda parte baixou as suas linhas e permitiu a iniciativa aos inofensivos ‘leões’. A estratégia funcionou na perfeição e acabaram com o jogo cedo. A consequência desta derrota, a quarta consecutiva fora, também é ela fácil de determinar: a ausência da próxima edição da Champions League. Perante tamanha diferença de SC Braga e Sporting Clube de Portugal, quer ao nível do momento, quer da própria qualidade das duas equipas, o apuramento do SCP será pouco menos do que um milagre. E milagres não acontecem com tanta frequência assim. Dêmo-nos por satisfeitos com o portento de nos termos apurado para a final de 20 de Maio. Aliás, é extremamente complicado comparar Sporting com Braga, quando o esforço de memória que tem que se fazer para recordar um jogo em que o SCP tenha produzido melhor futebol que o seu adversário, qualquer um da principal Liga lusitana (esqueçamos por momentos os reservas do Moreirense…) ao longo dos 90 minutos, é já considerável.

Claro que para Domingos, só falta ter paciência. Para mim falta muito mais, falta, por exemplo, arranjar uns pitons de jeito para as chuteiras dos jogadores leoninos e acabar com os escorreganços. É que a cada escorregadela é preciso levantar a cabeça (e o resto do corpo também convém…).

Acaba o périplo pela Madeira, tal como começou: em crise. Acentuada. De futebol e de resultados.

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FICHA DO JOGO:

Futebol – 18.ª jornada do Nacional
2012-02-11 Estádio dos Barreiros (Madeira).
Árbitro: Cosme Machado (Braga).
Árbitros assistentes: Alfredo Braga e Nuno Eiras.

MARÍTIMO, 2

(1)Peçanha; (21) Briguel, (16) Roberge, (44) João Guilherme e (18) Luís Olim; (8) Roberto Sousa, (25) Rafael Miranda e (81) Benachour; (20) Heldon, (17) Sami e (30) Danilo Dias. Treinador: Pedro Martins.

Substituições: 71 m – Saiu Benachour e entrou João Luís (28); 82 m – Saiu Heldon e entrou Fábio Felício (48); 89 m – Saiu Danilo Dias e entrou Robson (3). Suplentes não utilizados: (77) Salin, (22) João Diogo, (29) Tchô e (35) Fidelis.

Disciplina: cartões amarelos a Benachour (18 m) e Heldon (50 m). Golos: Benachour (20 m) e Danilo Dias (59 m).

SPORTING, 0

(1)Rui Patrício; (19) Santiago Arias, (5) Onyewu, (93) Xandão e (48) Insúa; (21) Rinaudo, (77) Elias e (14) Matias Fernandez; (25) Bruno Pereirinha, (18) Andre Carrillo e (9) van Wolfswinkel. Treinador: Domingos Paciência. Substituições: 45 m – Saiu Carrillo e entrou Marat Izmailov (10); 45 m – Saiu Bruno Pereirinha e entrou Schaars (8); 62 m – Saiu Rinaudo e entrou (32) Seba Ribas. Suplentes não utilizados: (12) Marcelo Boeck, (6) Evaldo, (4) Polga e (31) Renato Neto. Disciplina: cartões amarelos a Onyewu (19 m), Insúa (32 m), Xandão (39 m), Elias (76 m),

Resultado ao intervalo: 1-0.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A sorte do Sporting nos pés Rinaudo

31 a 6
Já era comum ouvir os adeptos suspirarem por Rinaudo, ontem chegou a vez de Domingos. Parece que a panaceia para todos os males se resume à ausência/regresso de Rinaudo, o que me parece uma falácia. Isto porque reduzir os problemas de uma equipa de 11 à ausência de 1 jogador é já si admitir que algo está a funcionar mal. E é também injusto para o jogador uma vez que, por muito bom que seja, não conseguirá estar à altura do que dele se espera. Rinaudo é de facto bom, mas nem sequer é genial, não fazendo por isso qualquer sentido esperar-se assim tanto dele. E admiti-lo, como ontem fez Domingos, além de parecer a leste dos reais problemas, confessa um mau planeamento, como se pode ver pela ausência de um jogador ou um plano que substitua Rinaudo. Renato Neto, que não cresceu naquele lugar, é um erro infeliz, acumulado com a embirração com André Santos. Até a dormir faria melhor que o Neto, mesmo não sendo o ideal para o lugar.

O que poderia ser diferente com Rinaudo?
Quando rebobino os jogos recentes do Sporting pergunto-me o que poderia o argentino, com as funções que tem habitualmente atribuídas, melhorar a prestação da equipa onde ela tem sentido mais dificuldades, que é na organização ofensiva. Isto porque o problema não me parece ser deste ou daquele jogador mas sim da concepção do jogo. 

Como jogamos com os mais pequenos?
O Sporting sai normalmente para o ataque através do central (Polga e ontem Rodriguez) que ou opta pelo passe médio/longo por endossar a bola ao lateral, que avança enquanto pode para entregar ao extremo. Em norma este procedimento, há muito identificado pelos adversários, redunda num regresso da bola atrás, até ao central ou eventualmente ao 6, que varia de flanco, até encontrar as mesmas dificuldades. Raras vezes o 6 é chamado a intervir no processo e quando o faz encontra os companheiros de sector muito distantes, vendo-se obrigado a efectuar lançamentos de mais de 15/20 metros, ou devolver a bola ao central. Se a bola chega ao destinatário este encontra-se de costas para o jogo e tem dificuldades em prosseguir verticalmente, vendo-se pois obrigado ou a fazer regressar a bola ao ponto de partida ou a arriscar voltar-se para a baliza, elevando o risco de perda de bola. Quando tal não acontece faz o passe demasiado pressionado, com elevada percentagem de poder vir a falhar ou fazê-lo de forma menos assertiva, criando um problema para quem vai receber a bola. Com isto, chegar às imediações da área é mais difícil do que dobrar o cabo das tormentas e o ponta-de-lança um parente afastado.

Talento à deriva
Pode Rinaudo mudar tudo isto? Não creio e quem o faz pode vir a ter uma grande desilusão… Daí o titulo do post, uma vez que sendo o futebol o miocárdio do clube, qualquer enfarte ou bloqueio faz perigar a sua saúde, como se vai notando em alguns movimentos oportunistas… O mesmo acontece já relativamente à forma como é olhado o valor dos jogadores, dos quais Elias é o melhor exemplo. O mesmo sucede com Ribas, de quem é dificil, ao fim do terceiro jogo, fazer uma avaliação. Alguém se lembra de um momento em que foi bem servido nestes 3 jogos? Podia dizer o mesmo de Capel, cuja importância para a equipa vem decaindo, parecendo-me que falta quem, da equipa técnica, lhe elucide o óbvio: ficar colado à linha à espera do jogo faz dele um “sitting duck”. E receber a bola e correr numa paralela à linha lateral não só serve de pouco, como foi chão que deu uvas. Repararam há quanto tempo não vemos sequer um centro “à Capel”? Mesmo que Ribas seja um exímio cabeceador (parece-me mais do que isso, embora sem a mobilidade de Wolfswinkel) como o vai poder demonstrar?

Des(confiança)
Como Domingos já declarou que “não vai mudar nada” vejo com pessimismo o futuro imediato do Sporting nas 2 competições onde ainda pode fazer alguma coisa, que são as taças da Liga e de Portugal. Porque quer Gil Vicente quer o Nacional ( a quem temos mesmo que ganhar ou empatar por mais de 2 golos) são equipas que já nos viram jogar e são capazes de nos fazer a vida negra. Os resultados são fundamentais, mas jogando bem está-se sempre mais perto de ganhar, o que não vem acontecendo. Duvido que, com as dificuldades sentidas, a vitória de ontem tenha reforçado a confiança da equipa.

Os resultados não todos iguais
Os resultados nem sempre dizem tudo. Lembro-me dos jogos com o Olhanense, um adversário acessível mas com o qual perdemos 4 pontos. Quando empatamos em casa na primeira volta fiquei convencido que, jogando como o fizemos, ganharíamos quase todos os jogos com equipas abaixo dos outros 2 rivais. Ao ver o jogo da jornada passada em Olhão pareceu-me que, ao contrário, iremos sofrer muito na 2ª volta, onde teremos que discutir os pontos renhidamente. O que não me parece fazer muito sentido face ao talento disponível e que me parece cada vez mais desperdiçado.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Regresso pouco feliz às vitórias

Estava longe de pensar que o Sporting iria apenas conseguir a primeira vitória de 2012 já nos últimos dias de Janeiro. Depois de conquistados os primeiros 3 pontos da 2ª volta do campeonato não será de todo injustificado pensar que a ausência de vitórias pode muito bem não ser obra do acaso. É que, finalizados os 90 minutos, nada mudou no jogo do Sporting, antes se acentuou a incapacidade de construir jogo e até de o controlar. 

Quantas vezes mais o Sporting terá a possibilidade de ganhar um jogo em que praticamente não criou jogadas de golo? Preocupante, até porque Domingos já tinha assumido na conferência de imprensa que antecedeu o jogo que não mudaria nada. E assim o fez na preparação do jogo, na disposição dos jogadores e nas substituições.

FICHA DE JOGO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A crise de resultados. O que está a falhar?

Muitos têm sido os diagnósticos sobre as causas da crise de resultados que assola o Sporting e que alguns identificam como tendo começado no início do presente ano. Hoje deixamos o espaço livre à análise dos nossos leitores, deixando alguns tópicos que obviamente não os obrigam:
  • A SAD não criou as condições necessárias para o sucesso, nos meios humanos e condições de trabalho disponibilizados.
  • A culpa é dos adeptos que (i) gerem mal as expectativas criadas (ii) pressionam excessivamente o treinador e/ou os jogadores., e (iv) não apoiam a equipa como seria necessário.
  • Domingos não tem sabido (i) lidar com a pressão de treinar um clube grande, (ii) criar um modelo de jogo eficaz (iii) (iv) lidar com as adversidades. (v) A preparação física é deficiente e a análise e conhecimento dos adversários deixa muito a desejar.
  • O problema centra-se na (i) excessiva juventude do plantel, (ii) no desconhecimento dos respectivos elementos, (iii) necessidade de adaptação a novas realidades ou (iv) falta de qualidade individual.
  • O azar do número excessivo de lesões, que impede a consolidação aptidões adquiridas no treino.
  • Falta de sorte em alguns jogos.
  • As arbitragens e outras "particularidades" do futebol português.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Liga por um canudo…

Braga por cima...

SP. BRAGA - 2 ; SPORTING CLUBE DE PORTUGAL -1

Ao virar da primeira para a segunda volta, cai o Sporting do pódio e diz, definitivamente, adeus ao título. Há que ser realista, neste momento voltamos a lutar… para recuperar o terceiro lugar. Depois de observar este jogo, mesmo esse objectivo não se afigura fácil. O Braga foi (é) hoje uma equipa superior ao SCP. Demonstrou-o ao longo de quase toda a primeira parte, com um jogo colectivo e apoiado que o Sporting não conseguiu obstaculizar e raramente pôde… imitar. Os minhotos entraram ambiciosos e tiveram um primeiro quarto-de-hora em que encurralaram autenticamente os leões. O Sporting foi reagindo e equilibrou. Oportunidades de golo não foram muitas, tendo Matias desperdiçado a ultima num remate fora da área muito perigoso, mesmo à beira do intervalo. Curiosamente, ou talvez nem por isso, numa rara combinação realizada pelo centro do terreno: Schaars descobre o chileno desmarcado junto à grande-área bracarense com um passe vertical realizado magistralmente. É necessário multiplicar este tipo de lances, para o Sporting criar muito mais perigo do que aquele que vem conseguindo pelas… laterais.

A segunda parte começa como o final da primeira, com Matias a protagonizar lance individual muito perigoso. Desta vez, já dentro da área, o chileno fica com a baliza de Quim à sua mercê, mas acerta no poste. Depois foi o descalabro… Quando, finalmente, o Sporting dava mostras de querer superiorizar-se, surgem erros defensivos inadmissíveis: Onyewu e Pereira deixam incrivelmente escapar uma bola dentro da pequena área permitindo a Hélder Barbosa todo o tempo do mundo para abrir o marcador. Depois, em mais uma saída de um dos centrais leoninos para o ataque, uma perda de bola de Rodriguez apanha a sua equipa desequilibrada e num contra-ataque rápido, o bracarense Lima isola-se, superando João Pereira em força e velocidade, batendo Rui Patrício pela segunda vez. Domingos mexe, entra Carrillo, mas o Sporting acusa o golpe e leva tempo a reagir. Foi preciso Quim falhar para os leões entrarem na disputa por equilibrar novamente o resultado. Faltou arte e engenho no resto do tempo disponível de jogo e dobramos a Liga sentados num modesto quarto lugar.

Domingos tem tido tudo: estabilidade directiva, jogadores talentosos, resultado de um investimento como há muito não se via no SCP, até o apoio incondicional dos adeptos leoninos, cuja união tem sido notória graças ao esforço que notou na novel equipa directiva. O reforço da equipa de futebol e as disposições que procurou adoptar de forma a melhorar o ‘ambiente’ no seio da família leonina e, consequentemente, proporcionar mais e melhores condições de sucesso, têm que ter outra correspondência. É certo que o início do campeonato foi trágico, resultado duma desastrosa e persecutória arbitragem, trazendo um atraso pontual mas levando as ‘tropas’ a unir-se ainda mais. Depois, surgiu a recuperação que nos permitiu acreditar... Mas, à onda verde seguiu-se onda de lesões, o melhor conhecimentos dos jogadores e do futebol do SCP por parte dos adversários, situações às quais Domingos não tem conseguido dar resposta positiva. Eis-nos a onze pontos da liderança e em risco de desbaratar o que de positivo vinha sendo conseguido. Hoje, pela primeira vez, Domingos tentou mudar algo no sistema táctico que vem preferindo. Recuou Schaars e Elias, mas a equipa voltou a cometer os mesmos erros do passado, isto é, a atacar encostado às linhas laterais onde facilmente os adversários nos vêm anulando. É natural que hábitos adquiridos e vícios repetidos custem a esquecer e sejam reparados, assim, de um jogo para o outro.

E depois do Adeus?

A conquista da Liga passou a ser uma utopia, mas como afirmei anteriormente há mais para conquistar nesta época. Outros títulos estão em disputa e há que apostar no crescimento desta equipa, melhorar o seu desempenho e continuar a apoiar. Se assim for, se nos mantivermos unidos, estou certo de que este (péssimo) momento será ultrapassado.

E destaques individuais? Não vale a pena crucificar Ribas, por praticamente não se ter dado por ele, pois não? Nem João pereira por continuar a defender de forma displicente e a errar frequentemente nas suas opções, pois não? Nem Rodriguez pelo erro, quando a única opção de passe que tinha era tremendamente arriscada… Nem Onyewu por falhar os charutos que Polga falhava… Nem Rui Patrício por teimar em apanhar bolas dentro de área resultado de ressaltos nas coxas dos colegas… Nem Capel por não procurar jogar e combinar mais com os colegas situados no miolo do relvado… Nem… Caros, o mal é colectivo… E depois do Adeus? Perguntava à pouco… Cabe a Domingos responder.

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FICHA DO JOGO

Estádio AXA, em Braga

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Árbitros assistentes: Nuno Roque e Tiago Rocha
4.º árbitro: Jorge Sousa.

Ao intervalo: 0-0

Sp. Braga: (1) Quim; (25) Salino, (5) Ewerton, (44) Douglão, (20) Elderson, (27) Custódio, (45) Hugo Viana, (30) Alan (cap.), (8) Mossoró (Luís Alberto (88), 68 m), (10) Hélder Barbosa (Carlão (83), 78 m) e (18) Lima (Paulo César (9), 87 m).
Treinador: Leonardo Jardim.
Suplentes não utilizados: (32) Berni; (6) Vinicius, (11) Rivera e (21) Nuno Gomes.

Sporting: (1) Rui Patrício; (47) João Pereira (cap.), (5) Onyewu, (2) Rodriguez, (6) Evaldo, (8) Schaars, (77) Elias (André Martins (28), 71 m), (14) Matías Fernandez; (11) Capel, (48) Insúa (Carrillo (18), 53 m) e (32) Ribas (Bojinov (7), 67 m).
Treinador: Domingos Paciência
Suplentes não utilizados: (12) Marcelo Boeck; (3) Carriço, (4) Polga e (25) Pereirinha.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Elias (28 m), Rodriguez (35 m), Insúa (49 m), Hugo Viana (52 m) e Paulo César (88 m).

Golos: Hélder Barbosa (51 m), Lima (64 m) e Carrillo (74 m).

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sporting - FCP: dores de crescimento?

Quem teve a sorte de presenciar ontem ao vivo o clássico dificilmente poderá, ao fazer o balanço dos ganhos e perdas, ter dado o seu tem por mal empregue. É indiscutível que o Sporting não obteve um bom resultado, face às suas pretensões e posição na tabela classificativa, e isso é bem evidente ao poder, no fecho da jornada ver o SLB mas longe e o SCBraga encostar-se no terceiro lugar. Mas do jogo no relvado ficou reforçada a ideia de que o Sporting cresceu face aos seus rivais, ideia essa já vincada no derby, e das bancadas foi indiscutível o sinal de força de um grande clube. Não fosse assim e seria impossível assistir-se ao espectáculo proporcionado, com um Alvalade cheio e vibrante, com quase 50 mil batendo o recorde assistências em jogos do campeonato no novo estádio.

Quanto ao jogo propriamente, foi um jogo forte de emoções, mas sem grande riqueza técnica. Domingos acabou por dar mais de 45 minutos de avanço a um Vitor Pereira sagaz na forma como montou a equipa, revelando conhecimento das nossas virtudes e fraquezas. A colocação de Neto a 6 pareceu-me despropositada, confirmando que falta ao jogador a agressividade e rapidez de raciocínio para a função, mais evidente ainda quando o FCP lhe devotou particular atenção, impedindo-o quase sempre de jogar de frente para o jogo. Com Shaars naquela posição o Sporting viveu os seus momentos mais estáveis e com isso conseguiu construir mais do que havia feito até aí. Beneficiou e muito também, há que dizê-lo, da colocação de Matias sobre a esquerda, ensaboando o pobre Maicon, coisa que Capel nunca conseguiu fazer. 

No futebol não resultados justos ou injustos. Há quem marque e quem não marque. Desta feita nenhuma das equipas o conseguiu fazer, embora o golo pudesse ter acontecido am qualquer das balizas. Embora me pareça que o adversário tenha estado genericamente mais confortável no jogo, revelador talvez de maior maturidade, o maior número de oportunidades e a sua qualidade pertenceu ao Sporting.

Apesar da vontade revelada pareceu-me evidente a falta de discernimento e frieza no momento de definição das jogadas, em todo o campo mas em particular no último terço. Terão sido provavelmente esses os factores que, mais do que a pressão do adversário, que conduziram a um elevado numero de perda de bolas e consequente morrer de jogadas capazes de levar o perigo à defesa adversária. Izmailov, que se lesionou novamente, podia ter matado o jogo nos minutos finais, assim como Wolfswinkel, que paulatinamente vem perdendo acerto e fulgor. Esse tem sido o principal problema do Sporting nos últimos jogos do campeonato onde perdeu pontos (Luz, Coimbra e ontem) onde a eficácia faltou. 

O mau resultado acaba por penalizar mais o Sporting, e com o decorrer do tempo para o final do jogo o FCP pareceu dar-se por satisfeito com o empate. Esse é um sinal de que, apesar da distância que nos continua a separar, nos reconhecem qualidade. Muito diferente de um passado recente em que o Sporting se remetia a uma toada demasiado cortês quando tinha que atacar adversário e sempre muito angustiado quando se remetia à defesa. Sinal evidente de crescimento (que se estende à demonstração de vitalidade do clube dado pelos adeptos) e cuja dores ficam patentes num resultado adverso e penalizador. Saber  viver com essa adversidade e procurar evoluir é o próximo desafio de Domingos e da equipa que comanda.

Apesar da diferença para os da frente  acredito que o Sporting ainda está na luta pelo campeonato e será um dos actores principais na sua decisão.

Nota: O jornal Públicoteve o tratamento que se esforçou por merecer. Quem não nos respeita fica à porta de casa.
Ficha do jogo:

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sporting regressa à casa de partida

O Sporting, ao empatar hoje em Coimbra, regressa à casa de partida quando, desde Paços de Ferreira, arrancou para a recuperação de sete pontos de atraso. Mas, ao contrário de então, e ante uma equipa muito mais evoluída, só não ganhou porque desperdiçou golos suficientes para ganhar um quarto de volta neste campeonato. Wolfswinkel, que tem resolvido, hoje esteve em dia não, em particular quando, aos três minutos, falhou de forma absolutamente escandalosa um golo de feito. Estava dado o mote para o resto do encontro. Um empate que penaliza o esforço de recuperação encetado até agora e que sabe a derrota.

FICHA DE JOGO
Estádio Cidade de Coimbra.
Académica - Sporting, 1-1.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: 1-0, Éder, 28 minutos. 1-1, Elias, 80.

Académica: Peiser, Cédric, Berger, Abdoulaye, Hélder Cabral (Nivaldo, 46), Habib, Adrien, Diogo Melo (Danilo, 69), Marinho (Sissoko, 84), Diogo Valente e Éderzito. (Suplentes: Fábio Santos, Sissoko, Hugo Morais, Fábio Luís, Rui Miguel, Nivaldo e Danilo).

Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Polga, Onyewu, Ínsua, Daniel Carriço (Bojinov, 57), Schaars, Elias, Pereirinha (Carrillo, 46), Capel (Evaldo, 62) e Van Wolfswinkel. (Suplentes: Marcelo, Evaldo, Bojinov, Carrillo, Árias, André Santos e André Martins).

Árbitro: Rui Costa (Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Éderzito (28), Diogo Melo (41), Peiser (65), Nivaldo (72), Elias (84 e 89). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Elias (89).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Assim dizem os números: o Sporting está de volta!


Na passada jornada o Sporting foi responsável por 57,8% do volume de espectadores da Liga Zon Sagres. Ou seja, os mais de 40 mil espectadores presentes em Alvalade estabeleceram um maioria confortável sobre os mais de 64 mil portugeses que acorreram aos estádios. O facto de nem SLB nem FCP terem jogado em casa em nada desvalorizam o feito, até porque o Sporting é o segundo clube com maior número de espectadores no seu estádio, 199.996. O SLB, no site da Liga segue em terceiro, mas sem serem contabilizados os números do último derby, pelo que deve ser o comandante desta lista.

 Acontece que quer o FCP quer o SLB já tiveram pelo menos um jogo grande em casa, coisa que não aconteceu ainda com o Sporting. Parece termos aqui um sinal inequívoco de que antes dos demais, são os Sportinguistas aqueles que mais acreditam na sua equipa.  Mas não só, porque segundo o barómetro de “O Jogo”, o Sporting é actualmente o favorito à conquista do titulo, segundo 37,7 % dos inquiridos.

Outros números complementam o testemunho do regresso do Sporting. É a equipa com a maior série de vitórias, 7, a segunda no número de pontos fora de casa, 13, menos um ponto que FCP e mais um que SLB. Detém a maior goleada da prova, ocupando também o segundo lugar no número de golos marcados ex-aequo com o SLB e atrás do FCP que leva 30 apontados. Se é verdade que o número de golos sofridos nos atira para fora do pódio, também é verdade que 7 dos 11 golos até agora sofridos aconteceram até à 5 jornada, sendo que, a partir daí, o Sporting não sofreu mais do que um golo por jogo, ficando com a sua rede sem balançar em cinco jogos. Em termos individuais o destaque vai para Wolfswinkel, que, no terceiro está a 2 golos do comando de Babá e menos um que Edgar.

O Sporting está de volta e isto é já mais que um slogan de campanha, os números servem-lhe de sustentação.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Goosh dá e Patrício Segura

Quem anda à chuva... molha o bico e amealha 3 pontos.


SPORTING, 1 VS NACIONAL, O

Podemos começar pelo que de mais positivo resultou neste sábado invernoso, que constituiu uma verdadeira jornada de sportinguismo com epicentro nas bancadas do Estádio José de Alvalade, já que contou com a presença de muitos sportinguistas dos núcleos entre os quarenta mil ‘ferozes’ e ruidosos leões: no futebol, para além dos três pontos que permite ao Sporting continuar colado com a liderança, tivemos lá longe, na Polónia, as nossas crias a brilhar, confirmando a excelência da nossa Academia. Ainda na formação, seguiu-se o primeiro confronto com os nossos ancestrais rivais. Os Juniores, comandados por Sá Pinto, obtiveram uma saborosa vitória em mais um derby quentinho, dentro e fora do relvado. Também aqui, muitos dos espectadores do jogo, que teve lugar na nossa Academia, representavam os núcleos do SCP espalhados pelo País. O segundo derby, no Futsal, saldou-se por empate a uma bola, alcançado no reduto do ‘inimigo’ e que, por diversas vezes, esteve para ser desfeito nos últimos momentos do jogo. Marcão, e o poste impediram-no. E um pouquinho mais de sorte. O dia corria a gosto e estava tudo bem encaminhado para acabar em festa…


Voltando ao epicentro… Em jogo dedicado aos núcleos caberia ao Nacional visitar Alvalade, mas os madeirenses não se apresentaram com grande espírito de colaboração. O Jogo foi partido, com duas partes muito distintas. A primeira dominada pelo Sporting, a segunda… nem por isso.

O jogo começou trapalhão, nervoso, com muitas perdas de bola de parte a parte até que Carrillo e Capel começaram a inventar jogadas perigosas pelas alas. A primeira grande oportunidade surgiria ao quarto de hora, com o espanhol a descobrir Ricky desmarcado dentro da área. O jovem lobo holandês não foi, porém, suficientemente lesto a desviar de cabeça, permitindo a defesa de Marcelo Valverde. Entretanto já o (pequeno) mestre André começava a dar nas vistas e se posicionalmente não ‘fazia’ de Schaars, função mais a cargo de Elias, substituía o internacional da selecção das tulipas na marcação das bolas paradas. E foi precisamente numa dessas bolas, perfumadamente batida por André Marques, que surgiria o único golo da partida. Falta cobrada pelo 28 e após desvio de Ínsua ao primeiro poste, Oguchy antecipar-se-ía ao guardião do nacional no segundo, chegando ao 10º andar para desviar a bola de cabeça para dentro da baliza nacionalista. Estavam decorridos 21 minutos e o ambiente tornou-se ainda mais fervoroso. Até ao fim dos primeiros 45 minutos, o SCP fez o suficiente para se sentir como justa a vantagem com que se chegaria ao intervalo, até porque o Nacional apenas assustou num lance fortuito mas que quase atraiçoava Rui Patrício, quando Mehalic centrou e acertou na barra…

A segunda parte começa igualmente trapalhona, mas desta vez seria a equipa madeirense a ganhar a iniciativa e domínio do encontro. As ameaças nacionalistas foram crescendo de perigo e o risco eminente de empate aumentou. Felizmente, Rondon estava desinspirado. Ao contrário de Patrício que tudo fez para o SCP conservar os três pontos, nomeadamente através de duas enormes defesas por volta dos 75 minutos. È certo que na segunda defesa, o lance seria anulado por fora-de-jogo, mas esse facto não lhe retira o mérito do trabalho realizado. Antes, já Domingos mexera na equipa, mas sem grandes efeitos práticos. O primeiro sacrificado foi o apagado Carrillo (só se lhe viram alguns bons pormenores técnicos embora inconsequentes no inicio do jogo) que saiu substituído por Pereirinha. André Santos e Árias também entraram no jogo, saindo Capel (o melhor no ataque) e André Martins, mas o SCP só voltaria a estar confortável próximo do final do desafio após a expulsão de Stojanovic por duplo cartão amarelo.

A festa chegou com o ultimo apito de Vasco Santos e conjuntamente com um suspiro de alívio.

Entretanto o sábado vai aproximando-se do fim trazendo-nos mais boas notícias: vitória no Hóquei em Patins fora de casa perante um dos principais adversários. Vitória confortável no Ténis de Mesa, também fora. No Andebol, seguimos em frente na Taça.

Para o pessoal dos núcleos, uma boa viagem de regresso a casa. Valeu malta. Vocês são o Sporting!

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Ficha de jogo

Estádio José Alvalade

Assistência: 40.405 espectadores.
10 de Dezembro de 2011

Árbitro: Vasco Santos (Porto)

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu, Polga e Insua; Elias, Carriço e André Martins (André Santos, 67 m); Carrillo (Pereirinha, 58 m), Van Wolfswinkel e Capel (Arias, 85 m).

Treinador: Domingos Paciência.

Suplentes não utilizados: Marcelo Boeck, Evaldo, Diego Rubio e Bojinov.

Acção disciplinar: cartão amarelo para André Martins (66 m) e João Pereira (89 m).

Golo: Onyewu (22 m).


NACIONAL: Marcelo; Claudemir, Felipe Lopes, Luís Neto e Stojanovic; Todorovic, Mihelic (Oliver, 71 m), e Diego Barcellos; Candeias (Edgar Costa, 58 m), Rondón e Mateus

Treinador: Pedro Caixinha.

Suplentes não utilizados: Vladan, Tomasevic, Skolnik, João Aurélio e Eliseu.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Stojanovic (24 e 78 m), Diego Barcellos (37 m) e Mateus (89 m). Cartão vermelho a Stojanovic (78 m)


sábado, 26 de novembro de 2011

O Sporting está mesmo de volta

Pode uma equipa perder um jogo e simultaneamente fazer uma afirmação de personalidade e categoria, saindo com a sensação de ter crescido e com o dever cumprido? Penso que foi isso que aconteceu no jogo de hoje.

Sem virar às costas à realidade que nos diz que ficamos agora a 4 pontos do primeiro lugar e sem querer cair na justificação da injustiça ou reivindicar uma vitória moral, o Sporting de hoje é uma equipa muito mais capaz do que as que precederam em muitos anos, e merece que a confiança dos seus adeptos se mantenha. Contudo não é uma equipa ainda consolidada, como se viu quando ficou em vantagem numérica e não conseguiu escolher a melhor forma de chegar ao último reduto do adversário. É talvez cedo para pedir tudo, mas,por este caminho o tempo corre a nosso favor.

Ficha de jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz

Benfica - Sporting, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador:

1-0, Javi Garcia, 42 minutos.

Equipas:

- Benfica: Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay, Emerson, Javi Garcia, Witsel, Gaitan (Nolito, 86), Bruno César (Ruben Amorim, 68), Aimar (Rodrigo, 65) e Cardozo.

(Suplentes: Eduardo, Ruben Amorim, Nolito, Rodrigo, Matic, Miguel Vítor e Saviola).

- Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Onyewu, Polga, Insua (Bojinov, 80), Carriço (André Santos, 65), Schaars, Elias, Matias Fernández (Carrillo, 26), Capel e Wolfswinkel.

(Suplentes: Marcelo, Evaldo, Bojinov, Carrillo, Arias, André Santos e Rubio).

Árbitro: João Capela (Lisboa)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Elias (02), Carriço (20), Aimar (45+1), Wolfswinkel (48), Cardozo (48 e 63), Carrillo (80), André Santos (84) e Schaars (87). Cartão vermelho por acumulação Cardozo (63).

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