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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Sporting orgulhosamente só?

No Sporting discute-se tudo e mais alguma coisa, muitas vezes coisas que até não fazem muito sentido. Por exemplo, discute-se se Rui Patrício era ou não o alvo preferencial dos engenhos pirótecnicos enviados da curva sul e constroem-se teorias sobre o assunto. A menos que me provassem o contrário não estou a ver que um dos ídolos da bancada, ou melhor, de todas as bancadas pudesse ser alvo de uma acção como estas e logo com origem naquela bancada em concreto. É, quanto a mim, um não assunto, um fait-divers.

Outras matérias há que, apesar da sua importância, tendem a escapar a um escrutínio e discussão dos adeptos. Por exemplo, a equipa B de futebol, estruturante para o sucesso da nossa formação na última década, vai ser extinta e substituída por outra sub-23, sem se perceber ainda muito bem que melhorias tal decisão visa obter. Isto sem falar da forma "silenciosa" com que a equipa se arrastou até à descida, carregando agora o titulo de primeira dos grandes a obter este "feito".

De igual modo não deveria ser questionado a actual estratégia de abandono e falta de comparência às reuniões da Liga, fazendo com que o Sporting, ainda que não tenha qualquer capacidade de influência ou decisão, pelo menos se faça ouvir e marque a diferença com as suas ideias e posições? O que ganhamos com este isolamento?

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Movimento G-15, qual é a estratégia do Sporting?

Não se sabe ainda que alterações serão capazes de produzir ao actual modelo de governo do futebol português o recém fundado grupo de quinze clubes, denominado G-15. Mas, atendendo ao seu número devem ser, pelo menos até ver, ser levados a sério. Dessa forma interessa saber qual é o posicionamento e a estratégia do Sporting e que consequências terão no futuro para o clube as decisões que daí resultarão.

Sem grande surpresa, até agora as coisas não parecem estar a correr muito bem para os nossos interesses e muito começou pela inabilidade com a questão foi abordada num primeiro momento. Sem perceber muito bem quem eram, que força tinham e a que se propunham, o Sporting começou logo por ameaçar os eventuais subscritores de decisões deste grupo com a nega ao empréstimo dos seus jogadores. 

Isto é aquilo que na gíria se chama uma "entrada de carrinho" ou se preferirem, a "falar grosso", saltando à evidência, de forma imediata, várias dúvidas:

Esta é a abordagem correcta para atrair, como nos interessava, o maior número possível de clubes para a nossa causa?

Temos força suficiente para fazer este género de ultimatos?

O eventual fim dos empréstimos seria mais penalizador para os clubes envolvidos, que poderiam recorrer sem problema, a outra fontes sempre mais "generosas", ou para o Sporting, como clube formador que é?

Pouco depois, mas já tarde para desfazer o equívoco inicial - talvez percebendo que se colocou em posição ideal para ser ultrapassado - o Sporting apresentou uma série de propostas [LINK] para serem discutidas na AG da Liga, de dia 29 de Dezembro. Do que li, devo confessar a minha desilusão pela falta de profundidade e pelo afunilamento das propostas a interesses e matérias da agenda mediática, sem nada de muito relevante e estruturante.

Como já hoje se sabe a reunião não correu bem, acabando com o abandono por parte do presidente do clube ao som de "cobardes" e classificando um processo decidido por maioria como um "processo antidemocrático"(!). Ainda que lhe assista a razão, nomeadamente em questões processuais, por certo que não será com esta dose de "vinagre que atrairá as moscas..."

Ao contrário, apercebendo-se do que pode vir a representar este movimento para os seus interesses, LFV manobrou no silêncio, negociou directamente pelo menos com um dos mentores do movimento, António Salvador, presidente do SCBraga. 

Pinto da Costa, que estava na referida AG, também haveria de abandonar a reunião, mas de forma mais discreta e sem hostilizar aqueles com quem sabe terá que voltar a encontrar e a discutir. Ainda assim manteve o seu representante. No seu "modus operandi" estará certamente já a negociar a reversão da aparente maioria que agora se formou ou a estudar como a reverter em seu favor.

O actual clima do futebol português não é favorável a alianças, mesmo quando existem interesses comuns, como é o caso dos chamados três grandes. É esse o mérito de António Salvador, sempre à espreita de uma boa oportunidade de fazer crescer o seu Braga. Ele sabe que se se entendessem os três grandes poderiam esmagar com relativa facilidade esta Revolta do Minho, desta vez comandada por uma Maria da Fonte de calças.

A menos que haja alguma reviravolta inesperada, o Sporting está agora completamente isolado, tão isolado como sempre teve, tendo demolido várias das pontes de entendimento que eram possíveis. Nomeadamente negociando directamente com os clubes com quem tem boas relações ou pelo menos normais, como por exemplo aqueles onde tem atletas emprestados.

Ao invés Bruno de Carvalho preferiu o insulto. No "seu" Sporting é um novo normal insultar sócios que não concordam com ele e ao que parece ninguém se importa - o PMAG ainda deve continuar a apagar fogos... - vamos ver como funciona na LIGA...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

As perguntas que interessam sobre a abortada golpada na Liga

Preparava-se à socapa uma golpada na Liga Portuguesa de Futebol, hoje sobejamente falada em diversos órgãos de comunicação social e redes sociais. Pedro Proença, presidente da Liga, deu já conta da indignação que o referido movimento provocou no seio do organismo. No fundo, de forma simples, pretendia-se a retirada do poder que os clubes têm sobretudo no que diz respeito aos regulamentos de arbitragem e disciplina.

Para quem não se lembra, esta mudança já tinha ocorrido no sentido inverso, no inicio da década de 90 do século passado, ficando a Liga a deter competências que eram de exclusiva responsabilidade da FPF. Com isso pretendia-se modernizar o futebol português, o que deve ser lido "retirar o poder decrépito e com sinais latentes de corrupção" - que se viriam a confirmar de forma pública - detido pelas associações de futebol. Quem não se lembra dos "xitos" da AF do Porto, das grotescas negociações atrás das cortinas, de trocas de favores por lugares, etc? Pretender o regresso a este passado de má memória é pois muito difícil de entender.

Pelos vistos a golpada será objecto de uma interrupção involuntária ainda na sua gestação, pelo que tudo vai continuar na mesma na organização administrativa e legal no futebol português. Pedro Proença continuará a ser presidente da Liga, eleito com o apoio expresso do Sporting, já lá vão quase dois anos (28 de Julho de 2015). 

E é por isso, pela perspectiva de tudo ficar na mesma que se impõem as perguntas básicas:

Olhando retrospectivamente estamos melhor ou pior?

Como se pode avaliar o silêncio dos organismos que tutelam o futebol e a sua incapacidade em se regular e organizar?

Para o Sporting em particular não estamos ainda mais longe do que estávamos na capacidade de influenciar e devolver transparência e verdade às competições?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pedro Proença e o Sporting: a reedição da história da rã e o escorpião?

A fábula da rã e do escorpião, cuja autoria é atribuída a Esopo, é o exemplo perfeito para abordar o ainda curto historial de Pedro Proença como presidente da Liga. Para quem não a conhece, vou resumi-la de forma abreviada, numa das suas versões, porque há várias:

Um escorpião, por força de um incêndio de enormes proporções, tem a sua existência ameaçada e vê, no  atravessamento de um rio para outra margem  a sua salvação. Mas, após rápida observação, e depois de constatar o afogamento de outros animais imprevidentes, verifica não o poder fazer por meios próprios. Estava prestes a abandonar a ideia, quando avista uma rã, a quem propõe que esta a ajudasse a salvar a sua vida, atravessando o rio no dorso do batráquio. 

Esta, conhecedora do carácter pérfido do artrópode, recusa liminarmente a associação, por recear que em qualquer momento aquele lhe injectasse o veneno letal que usava indiscriminadamente. Após juras de fidelidade e gratidão do escorpião, a rã assente em conceder-lhe uma oportunidade para refazer a reputação que o precedia. Já no meio da travessia o escorpião acaba por não resistir a ser quem sempre foi e ferra a pobre e incauta rã. Esta, atónita, pergunta ao escorpião:

- És louco, porque fazes isto? Vamos morrer os dois!
- Desculpa-me rã, mas não consegui evitar, está na minha natureza.
Como é sabido, Pedro Proença foi eleito para o cargo de presidente da Liga com o apoio do Sporting e com o empenho directo e pessoal do presidente Bruno de Carvalho, que incluiu também homenagem institucional. Na ocasião Bruno de Carvalho afiançava que Pedro Proença era "o candidato de um novo caminho", que representava a possibilidade da impreterível "mudança no futebol, novas ideias, alguém que trouxesse novos paradigmas e modernização".  

Acontece que o Sporting não era o único apoiante de Pedro Proença. Entre outros, partilhou o apoio com o FCPorto de Pinto de Costa. Ora as relações pessoais do actual presidente da Liga e Pinto da Costa confundem-se, entre pródigos e públicos elogios, com as relações institucionais, tendo o clube da Invicta homenageado várias vezes o antigo árbitro. E, mesmo sendo conhecidas as ligações afectivas do árbitro ao SLBenfica, o histórico regista em momentos determinantes de alguns campeonatos, decisões polémicas em favor dos azuis-e-brancos.

Com este histórico, o apoio do Sporting a Pedro Proença parecia um equívoco. Até porque, enquanto árbitro, sempre fez questão de exibir distanciamento, pelo menos... Das frases de apoio à candidatura em Julho, à discórdia agora em Dezembro distam apenas parcos seis meses, prefaciando um divórcio mais do que expectável. Este, a acontecer foi no entanto precedido de uma rápida dissensão entre as linhas orientadoras preconizadas pelo presidente do Sporting e o já presidente da Liga. Vejamos:

- Foi tema incontornável na campanha o desejo do Sporting que os árbitros deixassem de ser nomeados, passando a ser sorteados. Enquanto candidato Pedro Proença evitou o assunto, como quem tenta passar pelos pingos de uma chuva incómoda. Ele que sempre defendeu o sorteio sob o argumento de que "não há nenhuma liga evoluída" que use o sorteio.

-  Se a possibilidade de Pedro Proença intervir na matéria das nomeações/sorteio era remota, por ser da competência da F.P.F., havia muitas matérias em que poderia intervir directamente. A centralização dos direitos televisivos era uma delas. Não tendo feito nada de muito visível em prol da solução, acaba por elogiar o acordo conseguido por Luís Filipe Vieira. Este pode ser muito bom para o respectivo clube, mas estão muito longe de se vislumbrar benefícios evidentes para a generalidade do futebol português.

Mas talvez um maior equívoco de todos tenha sido a própria candidatura ao actual cargo e, por consequência, o apoio expresso dado pelo Sporting. Como presidente da Liga não faltariam candidatos que poderiam desempenhar o mesmo papel que Pedro Proença. A aridez do seu mandato só faz aumentar o leque de possibilidades. Mas a sua eleição acabou por obrigá-lo a saltar do cargo que desempenhava na Comissão de Arbitragem da UEFA, onde era residente e podia ser de facto útil ao futebol português, por incompatibilidade com o exercício do cargo de presidente da Liga.

Não creio que Pedro Proença fosse conhecedor dessa incompatibilidade. Ou mesmo Bruno de Carvalho, tendo em conta que o presença na UEFA era então visto por ele como mais um factor de recomendação. As consequências do afastamento do cargo europeu são agora mais evidentes, com os árbitros portugueses a terem que ver o Europeu na televisão, de pouco adiantando as exclamações de espanto e os lamentos. O mesmo se aplica aos erros grosseiros que afectam amiúde o percurso das equipas portuguesas nas provas da UEFA. As vantagens da sua presença na Liga é um longo caminho marítimo ainda por conhecer, onde certamente não faltam muitos adamastores por dobrar.

O Sporting acha-se agora prejudicado pelo facto de não poder inscrever nenhum jogador antes do dia 4 de Janeiro, ficando assim impedido de juntar algum dos jogadores entretanto adquiridos ao leque de opções de Jesus para o clássico como FCPorto, no dia dois de Janeiro. 

Era importante saber se o Sporting aprovou os regulamentos em vigor. Mas, antes de o sabermos, e olhando para os interesses dos clubes, alguém fica surpreendido que esta decisão prejudique sobretudo o Sporting? Isto porque, dos três grandes, é, pelo menos até ao momento, o que mais poderia beneficiar da inscrição de jogadores. Em particular de Bruno César, que é quem estaria mais apto para poder dar o contributo imediato à equipa.

Talvez seja excessivo considerar que Pedro Proença esteja a trair o apoio prestado por Bruno de Carvalho aquando da sua eleição. Talvez esteja apenas ser coerente com o seu trajecto, sempre muito próximo de Pinto da Costa. Mas Bruno de Carvalho pode-lhe sempre perguntar "porque fazes isto". Não deverá estranhar se a resposta for "desculpa lá, está na minha natureza". 

Afinal Pedro Proença cresceu e caminhou sempre ao lado do famigerado "sistema", de quem beneficiou e com quem se confundiu. Apesar da valorosa carreira e notoriedade internacional, não se lhe conhece qualquer frase ou atitude de oposição ou afrontamento. E, como sabemos, quem cala pelo menos consente. Fica sempre por saber se, nesse interim, também retira dividendos.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O sorteio dos árbitros é uma treta

A importância do resultado das eleições da Liga
Com o centro das grandes decisões localizado na FPF que importância pode ter a acérrima disputa da presidência da Liga que acabamos de assistir? Muita, se tivermos em conta de que a Liga congrega todos os clubes e que sem eles não há futebol. O que tem sucedido nos últimos anos é que, com o enfraquecimento da Liga, sob a égide de Mário Figueiredo, e por força da mudança legal que recentrou os poderes na FPF, esta, isto é, quem a dirige, detém o  poder quase absoluto. 

A arbitragem sempre como objectivo
Como é sabido, a AG da FPF não aprovou o sorteio dos árbitros, substituindo a actual nomeação. É evidente que, em condições normais, o sorteio não promove a ocorrência dos melhores árbitros para os jogos mais exigentes, como deveria ser. De igual modo não premeia os melhores árbitros com os jogos mais apetecíveis que, por serem os mais mediáticos e mais difíceis, são também os que proporcionam maior visibilidade e possibilidade de progredir. 

Acontece que, no que a arbitragem diz respeito (árbitros, nomeações, observadores, classificações, etc), há tudo menos normalidade. As nomeações não apenas permitem escolher os árbitros certos para os jogos que dão mais jeito, como determinar a gestão das respectivas carreiras (quem chega a internacional,p.ex.) oferendo-lhes os jogos melhores e, não menos importante, decidindo os que ganham mais ou menos. Daí que não estranha que, quando existe suspeições, e ela no nosso futebol é permanente, que se encare o sorteio como opção. É uma treta, é um facto, mas é a treta preferível à verdadeira treta que têm sido as nomeações.

Mas há outra razão, talvez ainda mais importante, para considerar esta pugna pelo sorteio uma treta. Nas recentes eleições da Liga, os clubes acertaram as suas contas com Luis Duque, culpabilizando-o assim pelo falhanço da não aprovação do sorteio. Acontece que elegeram Pedro Proença para presidente, ele que desde sempre defendeu a nomeação, afirmando publicamente que "não há nenhuma liga evoluída que use o sorteio dos árbitros". Ora se ele defender no futuro o sorteio dos árbitros não só admite presidir a uma Liga que difere radicalmente das mais evoluídas numa questão central como a arbitragem como, sobretudo, aliena a credibilidade imprescindível  para o exercício do cargo.

A arbitragem e a suspeição em seu torno estão sempre no centro de todas as disputas, sendo dificil por vezes quem é quem e defende o quê. A carreira de Pedro Proença é um excelente exemplo dessa nebulosidade: construiu com actuações sólidas uma imagem de profissionalismo e credibilidade inatacáveis no exterior, ao pronto de ter sido considerado o melhor entre os seus pares. Cá, apesar de ser dos melhores, nunca conseguiu dissipar algumas dúvidas sobre a sua independência e imparcialidade. O Sporting ainda assim decidiu confiar nele, veremos se ele a sabe merecer.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A vitória na Liga - Há quem nunca aprenderá

A mais importante ilação a retirar da vitória de Pedro Proença na Liga é que se trata de uma vitória pessoal de Bruno de Carvalho. Primeiro homenageou-o, após a sua retirada da arbitragem e depois promoveu-o a candidato à liderança da Liga, conseguindo a sua eleição. Veremos se se transformará numa vitória do Sporting, sendo indiscutível que o exercício do respectivo mandato nos responsabilizará. Pessoalmente a figura e o passado do ex-árbitro e as especificidades do futebol português suscitam-me as maiores dúvidas. 

Independentemente da minha opinião pessoal, não deixo de considerar que, à semelhança do que sempre aqui defendi, esta parece-me ser a estratégia adequada para que o Sporting ganhe peso institucional e contrarie os diversos poderes instalados. O Sporting sabe que tal não sucederá de forma fácil ou gratuita, sabe que coleccionará derrotas no caminho, mas tal não deverá ser motivo para não lutar pela formação de massa critica que permita a geração das maiorias indispensáveis para a regeneração do futebol português.

Há sempre quem não resista a mandar foguetes antes da festa. Infelizmente a comparação de adversários, número de jogos e resultados não me permite encarar o jogo da Supertaça ou até mesmo o campeonato com este misto de optimismo lampiónico e complexo de inferioridade deste colunista-comentador-papagaio. O Sporting em que me revejo terá sempre o SLB ao alcance, mas cuida de ganhar primeiro e festejar depois.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Eleições para a Liga: alianças e contra-alianças

Para um adepto de futebol é difícil de perceber que interesses motivam as alianças que se formam por altura da disputa de poder,como são as eleições para a Liga ou FPF, por exemplo, e que depois tão depressa se esfumam. Habitualmente, a impressão que fica é que de todos os interesses em disputa, e apesar das frases bonitas de ocasião, é que o futebol e as suas conveniências são o ultimo item de uma extensa lista.

Por exemplo:

- Que outro interesse teve a associação de SLB e FCP para eleger Luis Duque, que não fazerem uma demonstração de força e afrontarem o Sporting?

- Como é que o Sporting tentou defender a permanência do anterior presidente da Liga perante a evidência do descalabro da sua acção?

- O recente divórcio de SLB e FCP mais não é do que a confissão da mudança do centro de poder que se situava algures no final da VCI para a Segunda Circular,em frente ao Colombo?

- Ver o FCP e o Sporting a apoiarem o mesmo candidato não é tão estranho como esperar que o azeite e a água se fundam num só liquido?

- Se era imaginável que, pelas razões conhecidas de todos, que o Sporting não apoiasse Luís Duque, que razões objectivas tem o Sporting para confiar em alguém com o passado de Pedro Proença?

- Em matéria de alianças é mais confiável LFV ou PdC?

- Apesar de tudo, a Liga não tem o poder de outrora pelo que não seria mais "normal" que se reconhecesse o indiscutível bom trabalho de Luís Duque na recuperação económica e do prestigio da instituição do que apoiar um candidato cujas qualidades são uma incógnita?

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Do "pateta alegre" ao "orgulhosamente só", que comunicação e que estratégia para o Sporting?

Se havia matéria em que, de forma rara, as opiniões dos Sportinguistas tendiam a coincidir, eram as relativas aos comportamentos dos presidentes e demais representantes, em relação aos seus homólogos rivais. Sobretudo quando estavam em causa respostas ou reacções a acções daqueles, no contexto das quase sempre tortuosas relações entre os grandes. 

Na memória dos Sportinguistas estão, de forma genérica, a importância das acções do FCP, de Pinto da Costa, no sentido de menorizar o papel do Sporting, no que teve prestimosa colaboração interna, na inépcia de uma parte importante da nossa classe dirigente. Ou, de forma muito particular, em episódios como os da camisola de Rui Jorge, e referências insultuosas directas - "o cabelos brancos" a Bettencourt, ou "falou antes ou depois do almoço?" a Soares Franco - com os visados a ignorarem olimpicamente as ofensas, indo por vezes ainda mais longe, ao conviverem alegremente entre si, como se nada tivesse passado. A totalidade dos Sportinguistas que conheço indignavam-se e não se sentiam representados pelos seus eleitos, a quem muitas vezes acusavam de fazer a figura do "pateta alegre".

Com alguma razão os nosso vizinhos lisboetas iam-nos acusando de andarmos a reboque das estratégias de Pinto da Costa, acusação que se justifica pelo menos pela lassidão das reacções ou, por vezes, total  inacção perante os vexames a que éramos sujeitos, sem a devida resposta.

A entrada de Bruno de Carvalho para a presidência do clube equivaleu, logo nos seus primeiros instantes, a uma altercação com uma das figuras gradas do séquito de Pinto da Costa, Adelino Caldeira. Não sei se estamos a falar de um acto casual ou estratégico nas relações com os clubes. E dizer isto é também confessar que qualquer uma das hipóteses sugeridas poderia ter origem em qualquer um dos lados. O que é facto hoje por todos testemunhado é que não há relações institucionais entre os dois clubes e o episódio acima referido assumiu um carácter determinante. Pior do que isso são os relatos do que têm sido as trocas de mimos entre as diversas comitivas, cada vez que os clubes se encontram. 

Sobre esta matéria a minha opinião, como sócio e adepto do clube, é assumidamente ambivalente. Da minha vontade, o Sporting não daria nunca inicio a este tipo de confrontação, porque não me parece que tal honre o estatuto que detém ou o legado que recebeu dos que nos antecederam. Já no que às reacções diz respeito, não sou muito de dar a outra face muito menos a quem, de forma reiterada, não partilha dos mesmos critérios no que às regras de urbanidade, civismo e conduta desportiva diz respeito. E, no que concerne ao FCP, o histórico acumulado é tal, que nem sempre consigo manter a coerência relativamente aos princípios que me foram incutidos pela educação recebida e pelo que representa a responsabilidade de ser do Sporting.

Há no entanto excepções ou limites que convém manter, sob pena de perdermos a legitimidade. Por exemplo mencionar o "clube visitante" sem o nomear, não hastear a sua bandeira, não me parece correcto. O FCP é uma da maiores instituição desportivas nacionais que não deve ser confundida com a pequenez de quem a dirige. É assim que espero que o Sporting seja também sempre entendido e não confundido.

Ao nível do discurso do presidente referências pouco edificantes a "septuagenários" ou outras de estilo semelhante, merecem o meu total repúdio. E o acicatar de ânimos nas vésperas dos jogos deste teor, já de si com uma carga emocional normalmente elevada, é imprevidente. Ao contrário do que parece ser a preocupação do presidente, não é nos camarotes e balneários que ocorrem as situações de maior perigo para a integridade física das pessoas que frequentam os estádios. São os adeptos que muitas vezes tanto têm que fugir dos "ladrões" como dos policias. Certamente que BdC é já conhecedor de factos ocorridos recentemente na cidade do Porto, que pelo menos indiciam que o clássico pode, antes e depois do jogo, constituir um perigo para qualquer um que ostente o verde e branco, o que tornam as suas declarações pelo menos imprudentes.

Num contexto mais lato, apenas mais um ponto sobre a comunicação do presidente do clube: quantas vezes falou ou foi citado esta semana aos órgãos de comunicação social, sobre os mais diversos assuntos? Se, como julgo, o Sporting tem assessores de imprensa ou profissionais especializados em comunicação não será a altura de os ouvir?

Para finalizar uma breve reflexão sobre a estratégia de relacionamento que o clube adoptou, parecendo cada vez mais encaminhado para o "orgulhosamente só". Voltando ao passado recente, era também queixa comum entre nós verificar que o Sporting não lograva nem fazer-se ouvir nos órgãos de decisão nem deles fazer parte integrante. Os resultados e a factura que hoje ainda pagamos por isso são conhecidos de todos.

Esta senda de isolamento não vai conduzir, por um caminho diferente, ao mesmo destino? Caminho que, todos o sabemos, não é fácil, atendendo ao que é o futebol português. 

Mas, um clube como o Sporting tem mais a perder ou a ganhar isolado, a correr por fora, do que participando e fazendo-se ouvir não apenas nos jornais, mas também nos centros de decisão? Ou estamos à espera que nos venham buscar a Alvalade e dizer que temos toda a razão?

Se a maioria dos clubes tem uma visão diferente da nossa relativamente à Liga, por exemplo, e para citar o caso mais recente, seria melhor o Sporting afastar-se, como parece ter acontecido, ou permanecer e procurar influenciar positivamente os demais com a sua própria visão?

Que peso tem este isolamento para um clube formador que teria muito a ganhar se conseguisse colocar alguns dos seus talentos emergentes (Esgaio, Iuri, Chabi ou até mesmo Rúbio, Zezinho e Semedo, que se arrastam por campeonatos sem expressão) a competir num escalão de nível mais exigente do que aquele que é a II Liga?

E que reflexos tem ou terá um excessivo acantonamento face à abrangência e universalidade da imagem que o Sporting Clube de Portugal deve projectar de si mesmo junto de futuros adeptos e até mesmo de parceiros e patrocinadores?

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Eleições na Liga: a confusão (re)pariu um Figueiredo

De golpe de teatro em golpe de teatro as eleições para a presidência da Liga ditaram a até então improvável reeleição de Mário Figueiredo. Todas as peripécias em torno do acto eleitoral revelam o profundo desprezo que uma parte relevante dos dirigentes devotam à modalidade, privilegiando os seus interesses e estratégias pessoais. 

Provavelmente este é apenas mais um capitulo de um filme cujo epílogo está ainda por escrever. Sobram muitas dúvidas sobre a legalidade de alguns actos que conduziram à rejeição de duas das listas, o que faz supor impugnações e recursos aos tribunais. Mas até se conhecer o(s) desenlace(s) há perguntas por responder:

Que força têm uns corpos sociais a quem uma parte significativa dos que deviam ser os seus representados nem compareceu ao acto eleitoral?

Quem é que está por trás de Mário Figueiredo e quem é que o teme?

Sabendo-se que o Sporting compareceu e votou, em que sentido foi o seu voto?

Se o Sporting votou a favor de Mário Figueiredo, o que espera ganhar ou pelo menos não perder?

Será que vê afastada assim a possibilidade de registar decisões tão ridículas como a proferida este ano no caso da Taça da Liga?

Curiosa a reacção de Luís Filipe Vieira que parecia jogar no cavalo do Seara, mas que já apareceu a cavalgar Mário Figueiredo. Será que a mansidão da reacção de Seara face ao que o próprio considerou uma "imensa indignação" perante a "violação frontal e grave do direito associativo" foi orientada por comando à distância?

E o que pensa e sobretudo como reagirá Pinto da Costa? Ou as atenções depositadas na preparação de uma nova época e facto de o verdadeiro poder estar agora concentrado na FPF o levam a não dispersar atenção e energia?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vai saltar a carica da Taça Lucilio?

Circula hoje o rumor de que a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga Portuguesa de Futebol "responsabiliza do FCPorto pelo atraso de 3 minutos" que se registou no inicio do último jogo da fase de grupos da Taça da Liga. Há uma versão que não indica qual o castigo proposto e uma outra que aponta para a exclusão do referido clube da competição. A acontecer, isso faria com que o Sporting disputasse a meia-final com o SLBenfica.

Acho pouco provável a versão do Correio da Manhã, que refere a segunda possibilidade acima descrita. Por razões que se prendem com a credibilidade do jornal obviamente, mas também porque se me afigura muito difícil de provar o dolo ou intencionalidade. Acresce que, a acontecer uma decisão desse teor, seria apenas uma decisão de primeira instância, passível portanto de recurso. Tal contribuiria para que as meias-finais da competição fossem sucessivamente adiadas, podendo inclusive não serem disputadas ainda esta época. Se, depois de recurso, a decisão se mantivesse favorável, podíamo-nos ver confrontados com a necessidade de disputar jogos dessa competição encaixados num calendário muito mais exigente do que é o da época em curso. Dos actuais 8 poderíamos ver-nos envolvidos num 80 que em nada favorecia os nossos interesses.

Falta ainda saber qual seria, perante este cenário, o comportamento do FCPorto. Não tenho como liquido que o clube de Pinto da Costa contestasse a decisão de ser afastado da competição. A braço com inúmeros problemas, dos quais a sua capacidade competitiva é apenas um de muitos, não me surpreenderia que, aproveitando o ensejo, se deixasse cair da competição, não prescindindo da devida encenação e cortina de fumo, ganhando assim tempo e espaço para outras competições mais apetitosas. 

Estes são apenas alguns dos cenários que se podem vir a colocar porque, como sabemos, o futebol português é capaz de superar a imaginação dos melhores argumentistas de Hollywood. Nessa conformidade, o meu interesse para que a decisão venha a ser favorável ao Sporting é nulo. Marcamos uma posição, expusemos a trapaça e não gostaria de ver o clube prejudicado porque teve razão, como pode, pelo exposto, vir a acontecer. Eles que levem lá a taça e a carica da Taça Lucílio.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A revolução que o Sporting propõe

  

















O jornal "O Jogo" dá hoje destaque à proposta do Sporting Clube de Portugal de alteração de diversos regulamentos e procedimentos. Ela será hoje apresentada a um número estimado de metade dos clubes da primeira e segunda linha em Alvalade, depois de, na semana passada ter sucedido o  mesmo junto dos partidos que compõem a Assembleia da República e da FPF. Fica aqui para divulgação, análise e comentário, se assim o entenderem. 

Ainda sem ler o documento original e sem reflectir sobre as mudanças propostas - mérito, exequibilidade, p.ex - não posso deixar de olhar para estas propostas como uma proposta de revolução, tantas são as áreas onde se propõe intervir.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Teoria da conspiração

Mário Figueiredo, presidente da Liga de Clubes, deu ontem a cara pelo organismo que tutela relativamente à decisão tomada por aquela, ao sancionar a marcação do jogo das equipas A e B do Sporting. Não fez mais do que a sua obrigação diga-se, apesar de o  que vem escrito no regulamento ser completamente o oposto do que a Liga permitiu. Isto porque o número 2 do artigo 13.º do anexo V (regulamento de inscrição e participação de equipas B), diz claramente que "os jogos das equipas B não podem ter lugar no mesmo dia de calendário dos da equipa".

A interpretação dada pelo presidente da Liga parece-me demasiado lata, embora sensata:

"Temos de interpretar as normas no seu texto e no seu contexto e também pelo objetivo com que foram concebidas e, neste caso, foram feitas para proteção dos clubes que têm equipa B e não no sentido de os obrigar a jogar em datas diferentes. Como o objetivo não foi esse, e talvez a sua redação não seja a mais feliz, são os próprios clubes que pedem a alteração da data ou concordam, porque lhes é pedida, essa marcação de jogo, em seu prejuízo"

A minha dúvida porém é se os poderes inerentes ao cargo que ocupa lhe permitem ir tão longe e se a questão na deveria ser esclarecida por um órgão disciplinar. Sendo tão raro ver assumir, por parte das instâncias tutelares, posições favoráveis e de forma tão célere, não deixo de me questionar se tal teria sucedido se o Sporting tivesse sido o único clube envolvido. O que é normal no tratamento que nos é dispensado é deixar os rumores ferverem em lume brando para que os vapores da incerteza causem a respectiva instabilidade. 

Será que a reacção tão pronta de Mário Figueiredo não teve a ver com o facto de o Marítimo ser o outro clube envolvido e o presidente da Liga quis poupar um sustozito a nem mais nem menos que o seu próprio... sogro?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rir do vizinho

Alguns benfiquistas parecem não ter percebido que a razão da chacota de que hoje são alvos está na arrogância, de todo injustificada, com que se vêm comportando ao longo do campeonato. Esse comportamento é afinal a evidência que, para aqueles lados ganhar não é assim tão natural nem tão comum, mas acima de tudo um sinal de menor inteligência: mais cedo ou mais tarde haviam de dar com os burrinhos na água, e desta feita até foi com muito estrondo: de 4!

Mas não quero fazer deste espaço um consultório psiquiátrico para recuperação de depressões alheias e muito menos achincalhar os adversários da próxima terça-feira. Preocupa-me isso sim ser cada vez mais comum ver os grandes de Portugal cada vez mais pequenos cada vez que passamos de Badajoz para cima. E apesar de o fazerem pelo ar, no conforto dos mais modernos aviões, estamos cada vez mais perto do figurante da mala de cartão e sapatos enlameados nos salões do futebol europeu. Não há grande que nos últimos anos não tenha sido sovado com mais do que uma goleada nas competições da UEFA, pelo que o riso pelo vizinho arrisca-se sempre a ser transformado em lágrimas bem amargas. 

O futebol português sofreu um sério revés com as transformações produzidas por uma UEFA entalada entre a espada dos interesses dos grandes clubes e a parede de satisfação das suas próprias conveniências. E vive  também ele entalado entre a falta de visão dos seus dirigentes e anemia da economia nacional, bem como do nosso fraco potencial demográfico, face aos concorrentes. Infelizmente “não há” FPF ou LIGA, apenas a gestão dos interesses de quem, circunstancialmente, se consegue sentar “por cima da carne seca”, que se confundem entre a hegemonia e a tentativa de asfixia do adversário, através de golpes na arbitragem, disciplina, etc.

Era bom que todos os clubes percebessem que este caminho tem a palavra FIM ao virar da esquina  e não possibilita inversão de marcha ou viragem à esquerda ou à direita. E por isso era bom que se tratassem de entender, reservando o relvado para as disputas. Que é onde os adeptos, de qualquer cor, e na sua grande maioria, gostam de ver as suas cores triunfar.

terça-feira, 23 de março de 2010

Desliga Loureiro

Fiquei muito surpreendido quando, após os conhecidos desacatos que antecederam o jogo da Liga Europa em Alvalade, li declarações de Hermínio Loureiro, entre o receio e a convicção, da pesada mão disciplinar da UEFA. Enquanto o seu congénere espanhol deveria estar certamente a desenvolver discretamente esforços para que as provocações da claque do Atlético de Madrid passem mais uma vez impunes, o presidente da Liga preferiu a sua visão enviesada dos acontecimentos para lançar achas para a fogueira onde se pode queimar um clube que devia defender. Estranhei e fiquei a aguardar pelo que sucederia no Algarve pela final da Taça da Liga, que tinha todos os ingredientes de um desastre anunciado. Estranhei  também o silêncio do Sporting  e porque nunca tinha visto Hermínio tão interessado pelos assuntos referentes ao Sporting, tão preocupado andou pela guerra surda em SLB e FCP. Hoje todos sabemos o sucedido no domingo.

Passadas mais de 24 horas não se conhece qualquer tomada de posição pública do presidente do organismo que tutela a organização e a disciplina da prova. E continuo também sem perceber as autoridades, que continuam a ignorar de forma complacente e até conivente a estratégia do clube de Vieira: apoia subrepticiamente o que publicamente diz não reconhecer. Se a claque do clube da Luz não é legal porque lhe é permitido a entrada nos estádios e reservado o mesmo tratamento que às que o são? Não é mesmo que obrigar uns a tirar a carta de condução e permitir a outros conduzir sem estar habilitados?

Hermínio vai-se embora e não deixará grandes saudades ao futebol profissional. Sempre muito pródigo em vangloriar a sua actuação à frente da Liga, não tem, nos resultados práticos, qualquer razão para tanto inchaço. A não ser que este resulte do aumento do ácido úrico, tantos são os almoços e jantares onde se debatem os problemas do futebol português, sem que nada se resolva.

Os clubes portugueses estão hoje mais pobres, o público deserta paulatinamente dos estádios, e a nosso comportamento no ranking da UEFA é semelhante ao de um caranguejo: por cada passo em frente damos pelo menos um para trás. As goleadas dos nossos melhores clubes nas grandes competições parecem tornar-se normais e aceitáveis. A Taça da Liga é a imagem do seu criador: uma prova de boas intenções de que está cheio o inferno do futebol português. Aquela que podia ser a grande bandeira do seu mandato, o Apito Dourado, vista aos olhos de hoje, não parece ter sido mais do que o mudar de cor e de mãos do poder discricionário da justiça e da arbitragem nacionais.

As eleições da Liga estão aí à porta e o futebol português precisava de um organismo saudável e forte. De um presidente que saiba fazer a ponte entre os diversos clubes, privilegiando os interesses comuns, e reservando a luta pela hegemonia para seu palco natural: os relvados. Um presidente e um organismo que não seja a alavanca dos interesses dos que estão circunstancialmente melhor. O Sporting, sendo dos 3 grandes o único que parece não ter a tentação de querer ganhar de qualquer forma, mas apenas marcando mais golos que os outros, tem aqui uma palavra a dizer.

P.S.- Já depois da edição deste post ficou-se a saber que a Liga decidiu multar os dois clubes finalistas com 2.250.00 € cada pelo comportamento incorrecto do público. Ainda há poucos dias lembrava aqui a disparidade de critérios da Comissão Disciplinar da Liga quando nos aplicou 3.400.00€ de multa por atraso no começo de um jogo e aplicava 1.500.00€  ao SLB pelo "comportamento negligente" no famoso caso do túnel e 3.500.00€ pelas 2 agressões à equipa de arbitragem num jogo com o FCP, em Setembro de 2008.

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