Mostrar mensagens com a etiqueta Liga dos Campeões 2016/17. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liga dos Campeões 2016/17. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A autópsia ao cadáver de Légia

Vão ser precisas mais horas de distância sobre o jogo de ontem para poder restabelecer-me de mais um desaire que "não podia" ter acontecido. Dizer não podia não é aqui desrespeitar a equipa que nos venceu porque foi mais competente do que nós ou muito menos o futebol e o desporto em geral. Mas já passou o tempo suficiente para pelo menos poder olhar para o jogo e discorrer sobre ele e em particular sobre o levou a este desfecho, tão amargo para nós.

Mantenho o raciocínio que presidiu ao post anterior: o jogo começou por ser perdido na cabeça de Jorge Jesus. Mais uma vez me parece que foi vitima da sua sobranceria, ao não dar o valor devido ao adversário. A surpresa que julgava ir causar acabou por redundar naquilo que se costuma dizer "ir buscar a lã e acabar tosquiado".

Jorge Jesus não mudou apenas o sistema de jogo que a equipa tem mais tempo de treino e jogo, mas mudou também jogadores das posições que habitualmente jogam. A defesa nunca se conseguiu articular entre si, sendo notório o desconforto do trio, incluindo o de Coates, que terá feito um dos piores jogos com a nossa camisola. As hesitações de Semedo e Oliveira também denunciaram esse desconforto. Mas os três acabaram por ser sobretudo vitimas da anarquia que reinou no sector que os precedia no terreno.

Com duas penadas infelizes JJ desarticulou toda a equipa: falo das posições escolhidas para Bruno César e Gélson. Não apenas perdemos toda a profundidade e imprevisibilidade que Gélson dá ao flanco direito, bem como a ligação com as assistências a Dost, como perdemos a inteligência na ocupação de espaços como a ligação entre sectores que Bruno César tem oferecido. As acções de William e Adrien tornaram-se quase inúteis perante as saídas rápidas dos polacos nas suas costas, aparecendo facilmente em frente ao derradeiro trio defensivo.

O conforto que retirou aos seus jogadores ofereceu-o aos adversários, ao conceder-lhes espaço e liberdade de acção quando esta devia ter-lhes sido condicionado  a que a nossa superioridade técnica actuasse como valência em nosso favor. Para se chegar à conclusão do erro cometido basta aliás o reconhecimento tácito de JJ, ao voltar à fórmula habitual, logo após o intervalo e a consequente melhoria registada, mas ainda assim insuficiente para repara o mal entretanto feito.

Infelizmente para o que aconteceu ontem já não há remédio. A ideia de que talvez até seja bom, porque a Liga Europa é uma maçada, tem jogos à quinta-feira, não dá muito dinheiro até é apelativa, se alguém conseguir explicar como é que sair com três míseros pontinhos, por uma porta das traseiras da competição, é mastigável e deglutível.

Ah, pois, temos as competições internas para nos afirmar como prioridade, é aqui que vamos escalar até ao topo do ranking da UEFA, o tal que nos permite "ter mais sorte" nos sorteios. Porque é nas competições internas que vamos conquistar os pontos que precisamos para continuar a aceder aos sorteios da Liga dos Campeões.

Ah, pois, é aqui, na tal "afirmação interna", que vamos encontrar o financiamento adequado e suficiente para sustentar o disparar dos custos da SAD, na busca de um nivelamento mais próximo dos orçamentos e consequente competitividade dos nossos rivais, de forma a interromper um ciclo "nem, nem" (nem dinheiro, nem títulos) que nos afastou dos da frente?

O discurso de JJ ontem no final é decepcionante. Porque não explicou as suas opções (o que se até se compreende, atendendo ao resultado) mas sobretudo porque já preparou a próxima desculpa, caso domingo volte a registar novo insucesso. Alguém tem que lhe explicar que de facto o futebol do Sporting não tem ganho assim tantas vezes como gostaríamos, mas foi precisamente para inverter esse rumo que o clube lhe dá a ele o que até agora nunca ninguém havia tido: dinheiro para gastar e autonomia para decidir. 

E, lendo e ouvindo o que se vai dizendo por aí, parece-me que JJ já cá está há mais tempo do que parece: tal como muitos adeptos, parece já se ter especializado em álibis e desculpas: é o tempo que ora passa devagar ou a correr, a bola que infelizmente é redonda, o frio que é gelado, sempre um bocadinho mais para  nós e contra nós do que para os outros.

E quando as desculpas se esgotam é a vez dos números de prestidigitação (sem esquecer as manobras evasivas com o rival, para entreter  a populaça), acenando com amanhãs luminosos, porque o futuro é já a seguir, é o campeonato . Sim, esse mesmo que entregamos de bandeja no ano passado e cujo segundo lugar ainda foi ampla e ruidosamente festejado, com direito a voltareta presidencial e o treinador premiado com chorudo aumento.

Por isso é que quando nos perguntamos porque nos acontecem tantas vezes estes "episódios Légia" talvez a resposta não seja assim tão difícil de encontrar. É que para ganhar mais vezes, ser campeão, é preciso mais do que 90% de concentração. É preciso querer ganhar mais do que apenas nos títulos de jornais e falar menos e só depois de ganhar. É preciso trabalhar mais mas sobretudo melhor.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Légia 1 - Sporting 0: Paragem Cerebral


Perdemos o jogo e fomos eliminados ainda antes de subir ao relvado. Tudo começou e acabou na cabeça de Jorge Jesus, o Cérebro. No que foi igualado por William, ao fazer-se expulsar num momento que todos eram poucos para tentar remediar o que já se adivinhava. O melhor é não me alongar mais, nestas horas de frustração e mágoa o melhor é respirar fundo várias vezes. 

PS: No final do jogo, no âmbito da iniciativa #Sporting160, juntamente com o @bancadeleao e o autor do programa, o @castrojr76, gravamos um podcast em que se analisam estes últimos dias, que nos levam de Varsóvia ao dérby e que pode ser ouvido neste [Link] de Varsóvia a Lisboa.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sporting 1 - Real Madrid 2: quando e porquê os deuses se zangaram connosco?

Não há palavras para descrever o orgulho que é ser Sportinguista. Não há palavras que expliquem o que é o amor incondicional por este emblema, pelas nossas camisolas, que nos leva a nunca virar as costas, em qualquer circunstância. Foi o que hoje ficou demonstrado num espectáculo sem par dado pelos adeptos nas bancadas em Alvalade e que leva os que nos visitam a perguntar: como é possível esta abnegação inquebrantável com tantos anos sem ganhar? 

Não é o parágrafo acima a sublimação da frustração pelo resultado de hoje ou a expressão do regozijo possível à falta de melhor e muito menos a celebração da derrota. A cada dia que passa a vitória nas principais competições que o clube disputa é ainda mais urgente e necessária. Mas, uma vez mais como em muitas outras ocasiões, de todo o erro cometido é-nos emitia de forma imediata uma amarga factura. 

Foi o que hoje sucedeu mais uma vez quando Semedo prefere adornar um passe fácil e o que nos poderia dar um contra-ataque rápido acabou num livre fatal e pontuado pela sorte merengue, com a bola a acabar na nossa baliza. Ou o incorrigível João Pereira, que mesmo sem merecer expulsão, não fez mais do que pôr-se a jeito da teatralidade de Kovacic e da discricionaridade do árbitro, mas ainda assim inadmissível a este nível e num jogador experiente? De assinalar que ambos os lances acontecem em momentos em que o Sporting estava completamente por cima do jogo.

Parece que algures no tempo os deuses do futebol se zangaram connosco, quando as nossas vitórias se multiplicavam e lhes faziam inveja, penalizando-nos agora a cada oportunidade e tornando as nossas vitórias nos custam mais do que o suplicio de Tântalo ou os trabalhos de Sisifo

Obviamente que as razões para a derrota não devem ser encontradas na construção de uma mitologia privada para as nossas derrotas ou aceites como um fado mas sim explicada antes de tudo nas nossas falhas recorrentes. De outra forma a possibilidade de as corrigir e inverter a ausência de títulos só estará a ser prolongada, excepto o campeonato da auto-desculpabilização.

Não somos nós contra o mundo nem o mundo contra nós, não é a Europa do futebol que não nos quer, somos nós que ainda não somos suficientemente competentes para vencer. Aceitar o azar e a desgraça é descrer da inteligência, é uma forma de desistir.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Dortmund 1 - Sporting 0: confirmam-se os piores diagnósticos

No post que antecede este tentava diagnosticar os principais problemas que a equipa do Sporting enfrenta para reverter o período medonho que atravessa. O jogo de ontem serviu para confirmar os piores receios. Embora a equipa tenha estado uns níveis acima do que vinha fazendo ultimamente, deixou bem claro que:

- Existe uma crise de confiança, fazendo com que os jogadores executem abaixo daquilo que já demonstraram ser capazes.

- Essa falta de confiança é agravada pela falta de rotinas no nosso jogo, em particular no que é mais difícil e mais demorado de alcançar, que são as rotinas na organização do ataque. Quer em transição quer em ataque posicional - sobretudo esta - são hoje muito inferiores às que víamos a equipa executar há um ano a esta parte. 

A ausência de João Mário - sobretudo este - e Slimani são seguramente importantes, mas tendo já três meses de trabalho conjunto é caso para perguntar o que é que se tem andado a fazer em Alcochete. E aqui remeto novamente para o post anterior: 

- fazem sentido  as apostas erráticas sem qualquer continuidade que permita aos jogadores ganhar ritmo e confiança? Como se salta de Alan Ruiz para Markovic, depois para André e agora para Castaignos, sem parente critério?

- Faz sentido o recurso a um sistema de jogo radicalmente diferente do que a equipa está habituada a jogar, com a integração de um terceiro central, cujo tempo de treino deve ter sido insuficiente, ao invés de apostar no que está mais rotinado? 

- Como pretende o técnico recuperar a confiança dos seus jogadores se reincide constantemente na sua desvalorização pública? Depois do que disse a seguir ao jogo em Madrid - " a diferença está no treinador" - agora é o reconhecimento de "perda de qualidade", logo quando o clube só em dois jogadores para a frente de ataque  - Alan Ruiz e Bas Dost - gastou quase vinte milhões de euros?

Sem dúvida que este é um problema de ordem técnica cuja resolução está em grande parte nas mãos de Jorge Jesus. Mas é também um problema de organização do próprio clube, pelo que não se percebe que, mais uma vez, quando o foco devia estar em agregar forças para vencer este momento, se persista em comunicações laterais sobre questões ligadas ao atletismo, que podiam ser abordados posteriormente em Lisboa. Muito menos deveria estar sobre as eleições, usando expressões como "hibridos" que fazem parecer os discursos dos seus antecessores ditos "roquetistas" cantos angelicais. E isto ainda sem oposição visível ou constituída.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sporting 1 - Borússia 2: Liga para campeões, não para falhas e hesitações


Há que dizê-lo sem subterfúgios: esta equipa está a dever apenas a si mesma - e , por conseguinte, aos adeptos - uma situação bem mais confortável e vantajosa do que aquela que está a ocupar na Liga dos Campeões. O mesmo se pode dizer relativamente ao campeonato. 

Sejamos também claros no que às ambições do Sporting diz respeito: em teoria, o terceiro lugar deve ser considerado uma normalidade aceitável. Na prática, e atendendo ao que vimos em campo ontem e em Madrid, somos obrigados a ambicionar mais do que derrotas épicas ou o regozijo um bocado pacóvio de "obrigar o Dortmund a fazer anti-jogo" ou assobiar o hino da Liga dos Campeões.  

A astúcia também é uma componente essencial nas grandes equipas e a nossa não a tem tido. Ou estamos na presença de falta de maturidade ou da soberba de pensar que os jogos se ganham apenas a fazer reviengas e chicuelinas para bancada aplaudir. Com astúcia ou, se preferirem, a matreirice, não teríamos perdido em Madrid ou dois pontos em Guimarães. Este é um dos muitos aspectos por onde a equipa tem que crescer. Astúcia é saber parar o jogo quando o adversário está por cima, para refrear ímpetos. Ontem na primeira parte quase não fizemos faltas

Quem viu a primeira parte do jogo facilmente foi levado a concluir que aquele não foi bem preparado ou os jogadores não cumpriram o que lhes foi pedido. Seja qual tenha sido a razão, é de todo inadmissível a prestação da equipa quando os alemães vieram fazer exactamente aquilo que se previra. Não por acaso, o golo surgiu cedo, mas a forma como ele foi pré-anunciado, sem qualquer reacção para obstar às movimentações do Dortmund, dão bem a ideia do quanto andou a equipa à deriva.

Ainda antes do golo já Zeeglaar abria a cancela ao corredor esquerdo, tornando-o mais parecido com uma autoestrada alemã sem limite de velocidade. No lance do golo, foi Semedo que ficou mal na fotografia, mas muito por culpa de William, ao perder a bola em local e momento proibidos, apanhando o defesa esquerdo em contra-pé, obrigando o central a acorrer ao lance, onde chegaria décimos de segundo atrasado. A movimentação de Aubameyang foi em tudo a precisamente a esperada.

Seguiram-se vários outros lances de perigo com cheiro de golo e este acabaria por surgir com naturalidade. A forma descansada com que a equipa saiu a jogar, um dos trunfos consabidos do seu jogo, diz tudo sobre a nossa impreparação para lhes fazer frente.

Vale a pena visualizar a prestação de Weigl neste curto vídeo [LINK]para se perceber o quão ineficazes fomos. Imagens onde é bem clara a total ausência e inutilidade de Markovic, a quem cabia o condicionamento do médio alemão na saída de bola. Ele estava sempre lá, é um facto, mas apenas com o olhar e na falta de intenção e intensidade com se opôs.

Foi assim que sofremos o segundo golo, onde William está mais uma vez envolvido no lance, mas a forma como Zeeglaar lhe endossa a bola é um convite a perdê-la. A tudo isto assistiu impávido e sereno Markovic que, ao invés de olhar para ontem, deveria ter acompanhado o movimento do médio alemão. Elias estava bem posicionado, em contenção, não se justificando as criticas aqui.

E assim oferecemos a primeira parte, onde o árbitro foi também um precioso aliado dos alemães. Não apenas nos lances capitais como o da não marcação do penalty - estava bem colocado - ou do golo anulado porque o guarda-redes chocou com o Bas Dost, mas nos pormenores que revelaram tendência.

A segunda parte aconteceu para nos lembrar duas coisas:

- A ambição de ganhar era perfeitamente justificada. A equipa alemã nesta fase estava perfeitamente ao alcance daquilo que achamos que a nossa é capaz de fazer no seu melhor.

- A este nível não se pode falhar tantas vezes. Se na primeira parte oferecemos os golos, ma segunda desperdiçámos oportunidades que, certamente, o lado contrário não o faria. Esta foi a grande diferença entre as equipas e que contribuiu para a frustração de sentir este resultado como injusto.

Creio que, a esta altura, se justificam algumas considerações:

- A conversa dos laterais está já um pouco gasta mas a cada jogo ganha sempre mais um motivo para voltar a ela. Para quem acha que eles não têm importância na equipa veja-se quanto jogo atacante se perde sem conseguirem fazer uma assistência, mesmo com jogadores bem colocados, como várias vezes aconteceu ontem com Schelotto, ou quantos buracos se abrem nas suas costas, como vimos com Zeeglaar e quanto isso nos está já a custar em apenas dois meses de competição.

- A conversa da ausência de Adrien está também estafada mas à medida que o tempo passa cada vez mais é evidente que é algo mais do que apenas a ausência de um jogador. Hoje é fácil culpar William e Elias mas gozassem William e Elias da liberdade de Weigl e demais alemães ao invés de estarem quase sempre em minoria e em esforço... E depois, convenhamos, num plantel tão extenso como o nosso não haver substitutos à altura ao ponto de nos deixar expostos só pode ser considerado mau planeamento. 

- Onde andam os reforços de que tanto se esperava? Para lá de Dost, jogamos praticamente sempre com os mesmos do ano passado mas sem João Mário e Slimani, quem muita falta estão a fazer, embora à primeira vista não pareça. Markovic está com a natural falta de confiança mas estará onde quer? Quem é veio para o lugar de João Mário, um jogador determinante no equilíbrio da equipa? Ruiz, um grande jogador, vai jogar sempre, mesmo passando ao lado dos jogos?

- É impossível não reagir com frustração ao resultado de ontem, bem como de alguns que o antecederam. É o sentimento natural de quem acredita que esta equipa pode fazer muito mais. É ela e o treinador que têm agora a palavra para que as razões de crença não passem afinal apenas de sonhos de um adepto. Mas o tempo não espera e essa resposta terá que surgir imediatamente, sob pena de vermos a esperança de uma época de sonho transformar-se num enorme pesadelo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Liga dos Campeões: Gigante alemão aqui mesmo à mão

Por vezes o desenrolar dos jogos acabam por defraudar expectativas muito elevadas, mas dificilmente será esse o caso do nosso próximo jogo para a Liga dos Campeões. Frente a frente estarão dois treinadores que privilegiam a preparação minuciosa das suas equipas, sendo frequentemente apontados como inovadores. Sem dúvida um grande jogo em perspectiva, não apenas nos aspectos tácticos, mas também pela importância dos pontos em disputa, uma vez que grande parte das ambições de ambas as equipas terão que ser justificadas nos confrontos entre si. Um jogo que deverá merecer ser gravado para visionamento posterior.

Estarão em confronto duas equipas que debatem ainda na procura do seu equilíbrio, como o demonstram os resultados e as classificações abaixo do esperado. Porém estes jogos da Liga dos Campeões têm a sua própria dinâmica, que não é exclusiva apenas dos adeptos: são estes os jogos que qualquer jogador gosta de jogar. Mas é claro que nenhuma das equipas, pelo que tem sido o respectivo trajecto, desfruta de níveis de auto-confiança ideais, pelo que o percurso do marcador poderá adquirir influência decisiva no desfecho da partida.

São do conhecimento geral os constrangimentos que Thomas Tuchel, treinador alemão, encontrará para formar o seu onze e fechar a lista de convocados para a partida, tão extensa é a sua lista de lesionados. Por isso e pelo facto da sua equipa, na sua irregularidade de resultados e exibicional, estar ainda num processo de evolução e assimilação das ideias do seu treinador esta é capaz de ser mesmo a altura ideal para os defrontar.

Pensar contudo que os alemães se deixarão comer como uma salsicha em pão é puro delirio. Apesar das dificuldades que enfrenta, com a ausência de algumas das suas individualidades, a sua força assenta no colectivo. Se houvesse uma figura geométrica para definir o jogo ofensivo dos alemães ela deveria ser o triângulo. É frequente descortiná-la nas movimentações e posicionamentos dos jogadores alemães como suporte à progressão da equipa. A atenta e rigorosa marcação à zona será a única forma de contrariar a liberdade que os jogadores alemães utilizam para se movimentar em ataque posicional, explorando com frequência e eficácia os espaços entre as linhas adversárias. 

A velocidade com que se movimentam e executam, explorando  tanto a largura como a verticalidade, baralhando marcações e rompendo linhas, são de um predador atrás da presa. É aí que frequentemente aparece Aubameyang, em rápidas diagonais, quer a partir do exterior quer do interior, seja para finalizar, seja para assistir colegas melhores colocados. Este ano conta com a preciosa ajuda de Osmane Dembelé, um miúdo desconcertante de dezanove anos. Se no final do jogo os nossos defesas, em particular os laterais, tiverem mais cabelos brancos, certamente a responsabilidade deverá ser dividida por estes dois.

Será um pouco por causa deles que, com ou sem Semedo no onze, dificilmente veremos uma defesa tão subida como habitualmente vemos o Sporting em Alvalade por causa da facilidade com que exploram a profundidade. No rigor defensivo residirá a principal dor de cabeça para Jesus. Não que o seu plano de jogo não o preveja, mas têm sido as muitas falhas individuais a sobrepor-se às boas ideias do treinador.

O número de golos sofridos por jogo nesta época é quase escandaloso, quando comparado com os números da época passada. Onze, na sua totalidade e olhando com minúcia ressalta à vista algo que não pode ser visto apenas como coincidência: mais de 60% desses golos ocorreram na ausência do capitão Adrien. Acontece que a sua ausência está já confirmada, constituindo um poderoso contratempo.

Veremos como JJ resolve esta intrincada equação. Adrien seria muito importante, pelo comportamento individual, que acaba por contagiar o colectivo, na reacção à perda de bola, mas também na forma como sabe sair da pressão, que os alemães recorrem, sendo muitas vezes quase asfixiantes. Aí Elias estará já mais à vontade do que na recuperação, mas serão William e Gélson quem melhor apetrechados estão para infligir danos, aproveitando os desequilíbrios defensivos que pontualmente surgem, quando o Borússia coloca muitos jogadores na zona da bola. William com os seus passes a quebrar linhas e Gélson com a sua criatividade imprevisível. A rapidez de Markovic, desde que mais assertivo do que tem sido até agora, não deveria deixar de ser convocada.

Como foi dito acima, será deste resultado que se construirá muito do destino de ambos os clubes na competição. A vitória daria o conforto, mesmo que temporário, de assumir um lugar de qualificação e o alento para a evolução de confiança que a equipa parece estar à procura. Muita concentração, rigor e capacidade de sofrimentos, complementados pelos indispensáveis querer, coragem e ambição e tudo será um pouco mais possível.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Sporting 2- Légia 0: Da promessa de goleada à atracção pelo controlo

A ideia de que poderíamos ter pela frente um jogo fácil, com a possibilidade de construir um resultado volumoso pode ter perpassado pela cabeça, especialmente depois de termos alcançado o par de golos e de criarmos jogo ofensivo e oportunidades em catadupa. É provável que essa ideia tenha mesmo chegado aos pensamentos dos jogadores, tal era a vontade de adornar os lances, incluindo as finalizações.

A segunda parte aconteceu para nos lembrar que a este nível não há equipas fáceis e que a eficácia, sempre tão importante, é muitas vezes a diferença entre ser feliz ou não. Pelo que se pôde ver hoje esta talvez esta tenha sido a última oportunidade para apanhar o pior Légia, o que começou mal a época, onde o único feito relevante foi precisamente o apuramento para esta fase da competição e onde foi já goleado copiosamente.

Muitas das razões para a subida de produção dos polacos devem-se à perda do controlo do meio-campo, por incapacidade de resposta à subida no terreno das respectivas linhas. Ficou ainda  pior quando o treinador tirou surpreendentemente o elemento mais avançado (Nikolic), acentuando a maioria de número no meio-campo e deixando os defesas centrais sem uma referência para seguir. 

Com uma equipa melhor apetrechada tecnicamente talvez estivéssemos agora a lamentar mais do que um mero calafrio, quando um jogador do Légia falha um golo quase feito poucos metros atrás do sitio do penalty. A entrada de Petrovic acabaria por dar algum conforto à equipa, especialmente a William e Adrien, permitindo regressar ao melhor nível e deixando pistas para variações ao 4x4x2 de Jesus.

Destaque individual para o grande jogo de Adrien, que é não apenas o capitão e farol desta equipa, mas está um jogador enorme, maior a cada jogo que passa.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Rescaldo de Madrid: Aprender para crescer, porque não há lugar no museu para vitórias morais

Por muito cruel e amargo que tenha sido o resultado de ontem há algumas atitudes/posturas em que não podemos cair:

- Contentarmo-nos com a exibição, indiscutivelmente de grande nível, mas sem perceber que ela não foi imaculada, tendo os erros cometidos, mesmo que poucos, contribuído para o desfecho final.

- Individualizar em excesso o foco nos erros cometidos, sem assentir que o resultado final é o somatório de todos, bem como o produto do confronto com uma grande equipa, por sinal a titular da competição.

- Atribuir importância excessiva aos erros de terceiros, como o árbitro, sem olhar para os nossos.
- Menorizar o que foi feito em Madrid, que equipas com outros pergaminhos não têm conseguido, ignorando o crescimento colectivo para um nível do qual temos estado afastados há muito tempo.

- Não enquadrar o que foi já alcançado num processo de crescimento que não acontece de um dia para outro, e quando ainda se integram os últimos reforços.

Para reflectir:

Bruno de Carvalho: A dado momento da transmissão há uma imagem brutal dele, sozinho no banco, de braços cruzados, já com o resultado em 0-1. Não é preciso ser adivinho para pelo menos pressentir o turbilhão de pensamentos e emoções que lhe estariam a ocorrer naquele momento. Algumas dessas emoções acabaram por ser verbalizadas na comunicação feita à imprensa após o jogo. O excessivo enfoque dado à arbitragem parece-me um erro. Não que não lhe reconheça razão no essencial, mas porque nem a arbitragem tem erros assim tão claros e só para um lado para lhe sustentar a narrativa. E ver os árbitros serem simpáticos com o Real Madrid, seja em casa ou fora, é já tão natural como as noites se sucederem aos dias.

Tendo o Sporting estado tão bem dentro e fora das quatro linhas, conseguindo a atenção e o espanto de muitos, teria sido mais útil capitalizar esses momentos aos microfones para afirmar pela positiva o nome do clube, com afirmações do género:

"Há três anos, quando chegamos, estávamos arredados dos contactos internacionais, algo de impensável e inadmissível para um clube que tem estes adeptos ferverosos que vocês viram hoje. Ninguém o diria, quando nos viram hoje aqui. Este é o Sporting que queremos e que estamos a construir e que queremos que a Europa do futebol se habitue novamente a pronunciar".

Certamente muito mais construtivo para a imagem do clube e até para a própria equipa. Isto quando sabemos que a UEFA não aprecia particularmente estes puxões de orelhas e que lhe evitaria a comparação indesejada com Pinto da Costa por parte da comunicação social espanhola. Pior mesmo só, já sem a desculpa de estar a falar quente, virmos insistir na mesma tecla, via comunicação do director de comunicação. Querer fazer crer que o Sporting perdeu ontem por culpa exclusiva da arbitragem é não querer ser melhor, não querer crescer.

Jorge Jesus: é pacifico afirmar que grande parte da responsabilidade pela bela exibição de Madrid tem que lhe ser imputada. Depois do jogo é muito fácil afirmar que deveria ter mexido ali, tirado aquele, naquele determinado momento. Falarei em pormenor mais abaixo de algumas das mais comentadas, mas a única critica que me parece justa e que lhe devia merecer reflexão advêm de uma constatação feita pelo próprio : "teria sido muito mais difícil para o Real Madrid se eu estivesse ali nos minutos finais". Alguém em quem confiamos a tarefa de nos resgatar da ideia de "jogar como nunca, mas perder como sempre"e que não é propriamente um novato, tem de ser mais contido e perceber o contexto onde se movimenta para depois não ter que se lamentar.

Laterais: fazer um enorme esforço para construir uma equipa forte e esquecer as laterais da nossa defesa, é ter as portas abertas a todas às correntes de ar e depois estranhar por se ter apanhado um resfriado. Quer à direita quer à esquerda venha o diabo e escolha. Ontem isso ficou mais evidente com o cansaço de todos e depois de perdidos os auxílios e compensações de Gélson, quando saiu, e  de Ruiz e Bruno César quando estoiraram.

Substituições: Antes de deliberar em definitivo sobre a qualidade e utilidade dos jogadores que entraram (Elias, Markovic e Campbell) e sobre a justeza das opções, há que considerar que todas ocorrem no melhor momento do adversário. Como agravante há que ter presente que o lhes foi pedido era de elevada exigência para as suas circunstâncias particulares: pouco tempo de identificação com a equipa e o elevado ritmo de jogo, que equivale a algo semelhante a tirar o carro da garagem directamente para uma autoestrada de grande circulação.

Bas Dost: Temos que nos habituar à ideia de que Slimani já não mora aqui. Provavelmente, se morasse, a história de ontem teria um epílogo diferente. E, embora valha a pena lembrar o que era o argelino quando chegou, e que o holandês está já em patamares mais elevados, não deixa de ser ainda um corpo estranho nesta equipa. Mas talvez seja melhor começarmos a interiorizar a ideia de que será tão útil ou ainda mais, mas num registo completamente diferente. No imediato, veria como muito útil jogar com algum apoio mais próximo e não de forma tão solitária.


Lado A e lado B: A exibição de chamou à atenção de todos, ouvindo-se os mais rasgados elogios. Se isso é indiscutivelmente bom para o prestigio do clube e a tão necessária valorização dos nossos jogadores, para os jogos que restam nesta fase da competição deixamos de contar com a possibilidade de surpreender, o que ainda vai tornar ainda mais exigente os próximos compromissos.

Ronaldo: É um grande profissional, algo que também aprendeu a ser connosco. Sendo uma das nossas maiores bandeiras, seria no mínimo absurdo aliená-lo porque fez o que lhe competia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Cruel, cruel, cruel!

Não é possível dizer muita coisa depois do que acabamos de assistir. A história registará uma derrota, daqui a pouco este será apenas mais uma vitória do Real Madrid, quando o que se assistiu foi uma exibição personalizada, de uma grande equipa, ainda em construção, mas já capaz de fazer o Real Madrid sentir-se posto em causa na sua própria casa. Esta foi provavelmente a melhor exibição internacional do Sporting em muitos anos. Não merecíamos sequer empatar - todos, mas em especial os adeptos em Madrid - que fará perder. 

Cruel, cruel, cruel!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Liga dos Campeões: Sporting entre o Real e o coração

Algumas considerações breves sobre a estreia do Sporting na presente edição da Liga dos Campeões:

Em futebol existem sempre favoritos e underdogs até a bola começar a rolar no relvado. Depois disso o dinheiro, as diferenças de qualidade entre os jogadores e treinadores continuam a ter importância, o que já sucede menos relativamente ao peso do historial de cada clube em confronto. Apesar das diferenças abismais a separar-nos do Real Madrid, vamos escrever uma nova página, é aproveitar a oportunidade para dignificar o nome do Sporting. 

Um aspecto importante dentro do azar que nos calhou em sorteio, onde os dois primeiros lugares já estão "reservados", é que não poderá haver, à semelhança do que fizemos o ano passado, um investimento a meias tintas na competição. Se jogando ao mais elevado nível ainda é difícil fazer frente ao Real Madrid, entrar a medo ou pouco convicto, é abrir a porta aos desastre e à humilhação.

Entre as dificuldades especificas deste adversário devem ser consideradas:
- Uma equipa consolidada e que Zidane conseguiu trazer ao melhor plano, não pela excelência de uma proposta de jogo muito elaborada, mas justamente pela simplicidade de colocar os jogadores no lugar certo e deixar que a qualidade que as partes possuem fale pelo colectivo.

- Uma estrutura sólida apoiada em Pepe, Ramos, Kros, Modric, Bale e Ronaldo que Casimiro ajudou a estabilizar. Habituado a ter que assumir o jogo este Real vai rodeando os adversários como impassividade esqualiforme, à espera de um momento de vulnerabilidade dos adversários, seja por distracção ou cansaço.

- A complementaridade da simplicidade matemática e precisão geométrica do jogo de Kroos com a descrição furtiva mas letal de Modric a abrir autoestradas para Bale, Morata (na ausência forçada de Benzema) e Ronaldo são a marca da actual equipa madridista.

- A paciência que usa na construção do ataque antes de fazer funcionar o marcador depressa se transforma numa equipa cínica, adoptando uma postura pretensamente defensiva, de linhas mais próximas da sua área, convidando os adversários a subir à procura do golo. 
Não se pense que o Sporting não tem qualquer oportunidade em Madrid, apesar de tudo o que disse acima, a que há ainda uma circunstância agravante que deve ser considerada: o jogo de Madrid acontece uns meses cedo demais porque tudo indica que a integração dos últimos reforços fará crescer a equipa. Por exemplo, é impossível não imaginar a "miséria" que uma dupla como Campbell e Markovic poderiam espalhar nas últimas linhas dos merengues se já estivesse bem identificada. Sendo reconhecidamente reduzidas as nossas possibilidades, elas serão um pouco melhores se:

- O condicionamento psicológico tem de ser a de uma equipa madura. A equipa do Sporting é constituída por jogadores experimentados, quase todos eles internacionais pelas suas selecções e habituados aos grandes palcos, pelo que o habitual pânico provocado pelo cenário do Bernabéu deve ser transformado em vontade de ganhar e de ser notado. 

- A maturidade será determinante nos momentos de maior pressão e sobretudo em caso de desvantagem. Permanecer sereno e obedecer ao plano de jogo é essencial. E muita atenção na marcação à zona, nos lances de bola parada.

- Saber aproveitar auto-confiança, por vezes alguma soberba, de quem está habituado a ganhar e que acha que mais tarde ou mais cedo o céu se vai abrir em que por vezes cai a equipa merengue.

- Aproveitar a posse de bola para enervar os madridistas que não gostam muito de a ter longe dos pés. O espaço entre as linhas mais recuadas, atacar espaço dos centrais e destes com os laterais, obrigando-os a desposicionarem-se é algo que resulta habitualmente muito bem e que JJ sabe trabalhar como ninguém.

- Saber sofrer quando tiver que ir à procura da bola, sem vacilar e sem desesperos, mantendo a serenidade. Algo que a equipa de JJ não está muito confortável, pois no panorama nacional está habituada a ser o predador e não o acossado.
Este ó lado mais racional do embate. Porém, para um simples adepto como eu e tantos outros quando o Sporting joga o único cérebro que funciona é o do JJ. O resto é tudo coração, a alma, desejo e crença de ver o Sporting triunfar e cumprir o seu destino: ser grande entre os maiores. É a nossa fé, é clube que nasceu um dia, que aprendemos a amá-lo, e a trazer no coração.Por falar nisso vou estrear-me no jogo Placard e apostar dez aéreos na vitória do Sporting e cinco no empate.

A todos os Leões que por estes dias rumam a Madrid um forte abraço e desejos de uma noite histórica para o álbum das grandes recordações.

P.S. - Por inerência da participação na Liga dos Campeões o Sporting competirá também na Youth League amanhã. Uma boa prova de aferição para a nossa formação. A seguir com atenção.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sorteio da Liga dos Campeões: há que cair no Real

Ai e tal, que azar, calhou-nos um grupo tão dificil! Quem diz isto depois de ter a possibilidade de ver jogar o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e o entusiasmante Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund de Thomas Tuchel (e de Weindenfeler, Subotic, Rafael Guerreiro (sim, pois...), Gotze, Reus e Aubemeyang) não merece mais do que ficar condenado a assistir aos sorteios da Taça da Liga e respectivos jogos em estado vazio, em noites de inverno sem fim. Vamos cair no Real Madrid, no Signal Iduna Park (e sem menosprezar o Légia!) cheios de moral e sem receios, fazer tudo o que pudermos para reclamar o lugar que nos pertence: entre os grandes da Europa.

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) Acuña (1) adeptos (98) Adrien (19) AdT (1) adversários (85) AFLisboa (2) AG (23) AG destitutiva (4) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (38) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (5) antevisão (41) APAF (13) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) arbitragem (96) Associação de Basquetebol (7) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (5) auditoria2019 (1) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (8) basquetebol (2) Bastidores (72) Batota (20) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) blogosfera (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borja (1) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (8) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) castigo máximo (1) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (10) clássico 19/20 (1) clássicos (9) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) Dar Futuro ao Sporting (1) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (44) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) e-toupeira (1) Ecletismo (66) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (65) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) época 18/19 (2) época 19/20 (1) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (10) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (29) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (93) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (2) futebol internacional (1) Futre (1) Futre és um palhaço (4) futsal (28) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (30) Gamebox (3) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (10) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (2) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jordão (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (1) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) Keizer (12) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa 19/20 (3) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga NOS 19/20 (10) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Luiz Phellype (2) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (43) Meszaros (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (30) modelo (3) modlidades (2) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (6) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (5) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (4) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) Plata (1) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (7) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (2) presidente (5) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (12) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Amorim (1) Rúben Amorim (1) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silas (6) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporar (1) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (3) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (4) Supertaça 19/20 (1) sustentabilidade financeira (46) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça da Liga 19/20 (1) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tio Patinhas (4) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (94) treino (5) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (2) Varandas (17) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Vietto (2) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (2) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)