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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Jardel na capa do jornal Sporting: "quem se esquece da história está condenado a vê-la repetir"

O que tem o passado de Cadete, Futre e Jardel em comum na história do Sporting? Além do facto de terem sido jogadores do clube, a forma premeditada e acintosa como decidiram interromper a ligação ao clube que sempre os havia tratado como ídolos. Num curto espaço de tempo os três são exonerados de toda a responsabilidade dos seus actos, aparecendo de passado branqueado, com honras de primeira página, no jornal do clube. Jardel, depois de 2013, é de novo premiado.

Do nosso passado recente não havia mais ninguém disponível para testemunhar histórias do derby? 

Ou quem gere hoje a comunicação no Sporting perdeu a memória ou não conhece a história recente do clube? Jordão? Manuel Fernandes? Pedro Barbosa?

É bem possível que assim seja e por isso aproveito para lembrar que a saída de Jardel foi uma golpada bem sucedida para derrubar o Sporting, montada pelos então dirigentes do S.L.B. de conluio com o empresário José Veiga. O Sporting tinha acabado de fazer a dobradinha (campeonato e taça) onde os quarenta e dois golos de Jardel no campeonato tinham sido determinantes e com ele arriscava-se a fazer o bi-campeonato. 

No inicio da época seguinte Jardel começou por não aparecer à concentração habitual de inicio de época, tentou todos os expedientes para rescindir e praticamente não jogou. Acabou por rescindir em 2003, já sem conseguir cumprir o mínimo que é exigido a um atleta profissional, sucumbindo ao consumo de drogas e nunca mais se conseguir recompor. As consequências da sua atitude foram-lhe fatais, pagando um preço pessoal elevado. Não menos o foram para o Sporting.

Folgo em saber que o pior dos seus problemas pessoais já terão passado. Mas não posso deixar de reprovar que se tenha metido a memória no bolso e se dê a primeira página do jornal do clube a alguém que, no passado ainda recente, nos prejudicou deliberada e e intencionalmente, como o próprio já admitiu. Ele que devia estar grato ao sacrifício feito pelo clube para lhe pagar um ordenado então sumptuoso e tudo ter feito (e conseguido) para lhe recuperar a carreira, como aliás então a prórpria esposa o reconheceu nesta entrevista:

"Não é qualquer clube que faz o que o Sporting fez pelo Jardel. Uma coisa é contratar um jogador que está bem e a marcar golos, outra é fazê-lo a um atleta que vinha de uma operação, estava parado há dois meses e psicologicamente em baixo. É preciso confiar muito no seu potencial. Por parte dos adeptos sentimos todo o carinho possível e isso fez o Jardel renascer e os responsáveis da SAD deram-lhe um apoio especial. Acredito que foi a pior fase da carreira dele e sei que o Jardel pensa da mesma forma que eu. Estamos muito gratos ao clube. Se me perguntar onde gostaria que o Jardel acabasse a carreira dele, eu respondia sem hesitar que é no Sporting. Mesmo que um dia saia, gostava que voltasse para terminar em Alvalade."

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Jorge Gonçalves: Por cada bigode do leão que cair outros se levantarão

Retirou-se ontem de forma trágica do mundo dos vivos Jorge Gonçalves, antigo presidente do Sporting. Apesar do seu mandato curto e da situação calamitosa em que deixou o clube, Jorge Gonçalves deixou bem vincada, na generalidade dos Sportinguistas, um profundo amor ao clube. Que essa memória se perpetue e sirva de exemplo.

Quem sabe o tempo não se encarregará de esclarecer de que lado, réu ou vitima, ficará na história do clube. Seja qual for o lugar parece evidente que a passagem pelo Sporting representou um sério revés na sua vida pessoal e profissional, talvez mesmo determinante para o desfecho dramático que a sua vida acabaria por ter. Que se cumpra um dos seus últimos desejos, expressos no passado dia quatro de Junho, quando se pronunciou sobre o regresso de Jorge Jesus ao Sporting pela porta grande:

"Vamos ver é se ele consegue levar o Sporting para onde nós queremos, que é o título"


 




segunda-feira, 27 de abril de 2015

A MINHA HOMENAGEM

Foto: www.sapo.pt

Dia 26 de Abril de 2015.

Uma data marcante, um dia triste. Ontem faleceu o meu Tio Zé. Partiu demasiado cedo e vai deixar imensas saudades.

É nestas situações, quando a emoção mais aperta, que a tendência para dissertar sobre o sentido da vida mais se reflecte e nem sempre obtemos respostas válidas. Com esses pensamentos surgem as recordações do ente querido que vemos partir.

O meu Tio Zé era especial para mim, como, estou certo, para muitos dos seus amigos, colegas e familiares. Dele apenas guardo memórias gratas o que, pensando uma segunda vez sobre tal facto, é caso bem raro. Pelo menos é-o comigo. A imagem que dele mais recordo, a sua “imagem de marca”, era o seu sorriso, que surgia genuíno sempre que nos cruzávamos, fossem esses encontros esperados ou espontâneos. Era um daqueles sorrisos mágicos que me acolhia de imediato, ainda antes de confirmar da sua boca as palavras sempre meigas que tinha para oferecer. O efeito era pronto e ainda antes de iniciar a conversa com ele, sabia, de forma instintiva, que quando terminasse o nosso diálogo estaria mais satisfeito, mais… pacificado. Há pessoas assim, que têm o dom de transmitir uma espécie de paz interior àqueles em que esta teima em fugir constantemente.

Era especial para mim também porque foi com ele que vivi alguns episódios marcantes. Um deles, em especial, definiu-me também naquilo que sou hoje. Foi com ele que iniciei, a sério, o meu sportinguismo, numa ida a um jogo de andebol do Sporting no pavilhão gimnodesportivo Afonso de Paiva, em Castelo Branco. A minha primeira experiência ao vivo. Na minha estreia era ele que se encontrava ao meu lado. Quando décadas mais tarde, no advento da blogosfera, dei inicio ao meu primeiro blogue, um dos primeiros posts desse blogue relata esse episódio. Foi com a emoção, o entusiasmo e o nervosismo dele; com a racionalidade, às vezes mesmo pessimismo, do meu Padrinho; a contenção e os sofridos silêncios do meu Pai e os comentários, celebrações e desilusões partilhados com o meu irmão e os meus primos que cresci e se moldou a maneira como me manifesto e sinto o SCP hoje em dia. Não há reunião familiar sem que o tema Sporting não venha à baila. Será, talvez, o nosso tema comum preferido. Ainda hoje, para ver ocasionalmente o meu primo Filipe, são os desafios de futebol transmitidos na Tv que servem de pretexto para nos juntarmos no café. Isto tudo porque ontem também foi um dia histórico para o SCP ao conquistar a meia dúzia de troféus europeus no Hóquei em Patins, a nossa segunda Taça CERS e eu quero pensar, acredito mesmo nisso, que não foi apenas uma coincidência e que nesta mais recente e gloriosa conquista de Igualada, a jogar a final-four na Catalunha contra dois adversários catalães, há dedo dele… Do meu tio Zé. De certeza…Não lhe passaria em claro… Logo a ele que adorava desporto tendo sido dirigente desportivo por muitos anos, inclusivamente presidente de direção de um clube ecléctico e com vocação e actividade predominantemente formativa, o Desportivo de Castelo Branco.

E o Sporting ao conquistar este título, homenageia também um devoto e fervoroso adepto leonino. Uma honra especial a um entre muitos milhões de leões. Na sua despedida.

Quanto às respostas que menciono no inicio do post e que todos filosoficamente procuramos, a procura pelo sentido da vida é contínua, mas hoje, para mim, um pouco menos, porque tive o privilégio de ter tido enquanto Tio um ser humano (e sportinguista) excepcional. A vida, quando partilhada com gente que nos faz (fez) feliz, só pode valer a pena.



NOTA: peço desculpa aos leitores se o tom do post for excessivamente pessoal e também pela sobreposição do post do LdA.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"Vi um tipo enorme e percebi que podíamos ser campeões"

Schmeichel completa hoje 50 anos. Lembrei-me logo desta passagem da entrevista de Sir Alexander Ellis, que pode ser lida na íntegra aqui:

(...) Como não esqueceu, anos mais tarde, o encontro improvável com Peter Schmeichel, quando estava de férias. Foi num supermercado em Cascais que deu de caras com o gigante dinamarquês, que acabara de chegar de Manchester. «VI um tipo enorme [abre os braços], a comprar o leite e o pão. Não era só alto, era mesmo enorme. Era o Schmeichel e percebi, nessa altura, que tínhamos hipóteses de sermos campeões» E foram mesmo. Alexander Ellis não estava em Portugal, mas acompanhou tudo à distância, em Bruxelas. Vi o jogo com o Salgueiros na televisão, com o meu bebé ao colo e um cachecol. Foi um dia glorioso, atira, com orgulho. Sempre que pode, Alexander Ellis vai ao estádio. 

Nunca vi Schemeichel de tão perto, mas lembro-me precisamente de sentir o mesmo que Alexander Ellis ao saber da sua contratação.  Grandes jogadores, desde que empenhados, acabam por ser baratos.  

Parabéns Grand Danois!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Jardel recuperou a memória, mas alguém no Sporting a perdeu



Depois de Cadete, agora Jardel.

Jardel diz na primeira página do Jornal do Sporting que nunca se esquecerá da forma como foi tratado pelos adeptos. Ainda bem que recuperou a memória que parece ter perdido subitamente no verão de 2002, em que se borrifou completamente para forma principesca como foi recebido e tratado  enquanto vestiu de verde-e-branco. 

Como a qualquer outro ser humano desejo-lhe muita saúde e prosperidade, mas não deixo de lamentar o destaque que lhe é dado, esquecendo a forma como saiu do clube e quanto isso nos prejudicou. Há seguramente no universo leonino quem mereça muito mais o espaço e o tempo que lhe é dedicado.

sábado, 18 de maio de 2013

Entrevista "exclusiva" a Ronaldo numa sexta-feira triste e cinzenta

Ronaldo apareceu, na hora e local combinado, de semblante carregado. A derrota no seu reduto, ante um vizinho rival e presenciada pelos adeptos do clube que representa, havia deixado marcas. 

Entrevistador: Boa-noite Ronaldo. A ocasião não será a mais feliz mas é um honra e um orgulho poder   ter esta conversa contigo. Nada faria prever este desfecho, marcaram cedo, um golo teu, estavam a dominar o jogo e depois...

Ronaldo: Pois, quantas vezes não viste isto acontecer no futebol? Uma equipa a dominar, marcar, bolas nos postes de todas as maneiras e feitios ou salvas em cima da linha. Não marcas, o adversário começa a acreditar que a sorte se lembrou dele esta noite e acredita. Apesar de seremos melhores e mais fortes começamos a sentir o inverso. Quando dás conta já estás a perder e numa situação complicada para dar a volta.

Entrevistador: Aquela expulsão também não ajudou nada...

Ronaldo: Pois não...

Entrevistador: Queres falar sobre isso?...

Ronaldo: Não há muito a dizer. Por vezes não conseguimos controlar algumas emoções. Seres travado constantemente sem qualquer respeito pelo jogo, por vezes com a complacência dos árbitros e veres o tempo a esgotar-se sem conseguires alterar a situação não ajuda muito.

Entrevistador: No fim não apareceste para receber a medalha. Mourinho também não. Diz-se nos mentideros que por trás disso está uma estratégia para sair para Inglaterra. Tu para o Manchester, ele para o Chelsea.

Ronaldo: Isso é uma idiotice. Não sei o que vai na cabeça de Mourinho, mas não tenho nenhuma estratégia concertada com ele para sair do clube. Tenho muito repeito pelos adeptos. São eles que nos dão tudo, directa ou indirectamente, muitas vezes com sacrifícios pessoais enormes, enquanto a nós não nos falta nada. Saí a bem de Manchester, deixei o clube com muitos títulos e proporcionei-lhe uma receita directa e indirecta que lhes permitiu continuar a sua hegemonia no futebol inglês. Tenho contrato com o Real, o respeito e o carinho da aficcion, e se ele for interrompido será sempre dentro do mesmo espirito.

Entrevistador: Então o que se passou para não apareceres perante os adeptos e o Rei? Tens noção do quanto isso foi chocante para muitos e até para a tua própria imagem?

Ronaldo: Sim agora tenho essa noção, basta ler o que dizem a meu respeito. Mas na altura nem me apercebi das implicações ou consequências. Estava ainda sob o efeito da expulsão, da derrota, perante os nossos adeptos, no último momento da época em que podias dar-lhes uma alegria. Senti que falhei. Falhei com eles. Mas sobretudo falhei comigo e com os valores que me foram ensinados quando comecei a jogar futebol no Sporting. Por vezes essas são as falhas que mais te custam a superar, porque não te representas a ti mesmo apenas, estás a "falar" por muita gente... Mas isso são águas passadas, preferia ter agido de forma diferente, é uma lição que a vida me dá e aprenderei com ela. Sou um homem como qualquer outro, posso falhar. Mas sou também um grande profissional que luta todos os dias com a mesma vontade e alegria para ser melhor. Para minha satisfação pessoal acima de tudo, sem esperar que reconheçam o meu valor ou que já consegui alcançar.

Entrevistador: Falas no Sporting no clube onde te formaste. Porquê? Não foi já há muito tempo para voltar a esse lugar?

Ronaldo: Para muitos pode ser, não para mim. Falei-te há pouco no respeito pelos adeptos, não foi? Foi das primeiras coisas que lá me ensinaram: "menino, respeito pelo jogo, pelos adversários, pelos adeptos, para que possas também exigir respeito para ti". A importância do exemplo, mais do que as palavras. 

Entrevistador: Foi assim tão marcante esse período? Ainda por cima saíste muito cedo, com apenas 17 anos. 

Ronaldo: Claro que foi marcante. Saí muito cedo, não era ainda o jogador que me tornei, mas tinha todas as ferramentas para o fazer, além das minhas próprias qualidades, claro. Mas é impossível não pensar se o que sou hoje seria possível se alguém como o Sr. Aurélio Pereira não decidisse ir ver um jogador franzino, ainda por cima à Madeira e me tivesse levado com ele. Imaginas quantos jogadores havia em Portugal semelhantes e mais perto? Ou até com melhor possibilidades?

Entrevistador: Tu és um expoente, o diamante mais vistoso de uma colecção. Mas que também contabiliza fracassos. Há dias vi numa televisão portuguesa um tal Paim, de quem tu dizias que iria ser melhor do que tu e nem jogador é hoje sequer.

Ronaldo: São duas coisas diferentes. Quanto à colecção de que falas, não podes ignorar Figo. Quantas escolas conheces com 2 jogadores que foram considerados os melhores entre os melhores? Mas há um patamar ligeiramente mais abaixo de enormes jogadores, alguns deles nunca puderam beneficiar da exposição mediática de que hoje beneficiamos. Não te esqueças de Futre. Ou Nani, Simão, Moutinho e muitos outros. Estes dois são um bom exemplo do que a formação do Sporting é capaz. Quantos clubes acreditariam em jogadores com 1,70 ou menos para jogar no meio de homens?

Quanto aos fracassos é injusto imputá-los à formação em exclusivo. Terá as suas responsabilidades que, estou certo, quererá apurar, como fazem todos as organização de excelência como ela é. A formação do clube dá-nos as ferramentas mas temos que ser nós a usá-las. 

Um exemplo:

Queres saber como ir de Madrid a Barcelona. Eles dizem-te, tens o comboio, entre eles o AVE e outros mais lentos. Tens o avião. Podes ir de camioneta, à boleia de um amigo, etc. Dão-te o custo das respectivas opções e tu fazes as tuas escolhas. Há quem não consiga pagar um bilhete de avião e vai de comboio. Desses alguns não têm dinheiro para o AVE, vão num intercidades. E por aí a fora. Alguns chegam aos seus destinos, mais tarde ou mais cedo, consoante as opções e capacidades. Outros param em Saragoça e ficam-se por lá. Outros não têm sorte, há um acidente na Castelhana e, quando chegam a Atocha o comboio já partiu. Outros perdem-se nos shopping´s, num último chupito, que é o primeiro de muitos e quando dão conta a vida não esperou por eles. Nunca espera por ninguém. Talvez tenha sido esse o caso de Fábio. 

Entrevistador: Mas tornaste-te sócio só agora. Porquê agora, depois de tanto tempo?

Ronaldo: É daquelas coisas que tu pretendes fazer, não marcas uma data e quando dás conta já passou muito tempo. Há quem olhe para o tempo que ficou para trás. Eu prefiro olhar pelo que está pela frente e nesse tempo vou ter certamente muitas ocasiões para ajudar o meu clube. Ser sócio é já uma delas. E ajudo-me a mim mesmo também, pela satisfação e o orgulho que me proporciona este estreitar de laços com aquilo que considero ser a minha família desportiva. 

Entrevistador: Família desportiva que não vive um momento muito feliz. O sucesso não tem andado muito a pairar por aqueles lados...

Ronaldo: São duas coisas diferentes, o sucesso e a pertença. Pode ser muito importante para outras famílias, na nossa não se é do Sporting porque se ganha. Isso é um pouco difícil de explicar a quem está de fora. Não que as derrotas nos sejam leves, que não percamos noites a dar voltas, como se cada uma dessas voltas pudesse alterar o destino da bola que não entrou, ou tirar uma outra do fundo da nossa baliza. Temos tido muitas, muitas mais do que estávamos preparados para aguentar. E, ao contrário do que possam pensar, por serem muitas, quando a próxima surge ao virar de uma qualquer jornada, ela não doí menos que a primeira que nos lembramos.

Mas a contabilidade de um Sportinguista é muito mais complexa que o deve ou o haver das derrotas ou das vitórias, dos títulos arrecadados, que são muitos, ou dos que contávamos ganhar e acabamos por perder. Há uma noção telúrica de pertença, uma identificação natural que discursos ou proclamações grandiloquentes não fazem justiça. 

Como se Alvalade fosse o nosso centro magnético e nós, leões de um ADN único e invulgar, fossemos impelidos pela urgência imposta pelo sangue que nos corre nas veias a estar e ser dali. E estar e ser com os nossos, que não sabemos quem são, mas que vemos nas faces correr as mesmas lágrimas que seguramos nos nossos olhos, que não sabemos quem são, mas desaguamos nos mais apertados abraços a cada golo e fundimos num bruá imenso que grita Spooooorting!

Isto nasce contigo, está ali à espera que desperte, no colo de um pai que te leva pela primeira vez a um estádio ou pavilhão, que te oferece uma caneta, uma bandeira, uma camisola. Ou quando te dás conta nasceu do nada. Sabes que és dali e não poderias ser de mais lado nenhum.

É verdade que o clube não vive um momento feliz. Mas vai dizer aquela gente que não pode ser diferente, que não pode ser melhor. Foi ali que aprendi a fintar o meu destino. Nasci numa família de recursos limitados e estava fadado para assim viver.

Hoje posso comprar quase tudo o que quiser, mas o prazer de entrar em Alvalade, reconhecer os cheiros, as cores das camisolas e das bandeiras, o arrepio dos cânticos a troar, a emoção a levantar cada pêlo do teu corpo não tem preço. Infelizmente têm sido poucas as vezes que a vida me tem permitido esse luxo. Espero que ela me compense depois. Da mesma forma que me ensinaram a mim, juntos conseguiremos fintar este momento.

Nota: Esta entrevista não aconteceu. Mas gostava de a ter realizado, para assim lhe retirar as "comillas". Estas e algumas outras que o dia de ontem pôs no caminho de Ronaldo. Pelo que representa para nós sportinguistas, pelo que já fez pelo futebol, pelo que merece a sua dedicação à modalidade. Pelo seu exemplo.

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Ontem foi uma sexta-feira triste e cinzenta. Completaram-se 17 anos da morte de Rui Mendes no estádio nacional, num dia em que a memória se apagará do sitio e do momento em que recebi a noticia mas não apagará a dor e a incredulidade com que a recebi. Habituado desde os 9 anos de idade a ir sozinho ao futebol, nunca julguei que naquela tarde se anunciava um tempo diferente, em que os estádios deixariam de ser um local de celebração de alegrias e tristezas e as únicas mortes possíveis eram as dos sonhos. A impunidade dos responsáveis é um soco permanente que nos ajoelha de dor e descredibiliza a justiça.

Foi ontem também que o Sporting viu igualado um feito até então só seu. O FCP alcançou ontem o pentacampeonato em andebol, igualando um feito por nós alcançado há 4 décadas. A seguir ao atletismo é a nossa modalidade mais titulada, creio. O orçamento da secção deve custar menos que muitos ordenados de alguns dos nossos futebolistas. Já que parece haver revolução à vista no plantel que se tenha isto em conta.E quem vos diz isto adora o futebol

Foi também uma sexta-feira que anunciou uma final da UEFA perdida em Alvalade. Um dia em que pelo país fora muitos foram os portugueses que depressam descobriram afinidades com o clube russo que ergueria a taça. A não esquecer, especialmente esta semana...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Da ausência das competições europeias nasceu isto. Não leia se a realidade o incomoda.

São muitas as saudades de um Sporting Feliz
Ficamos a saber que o nome do Sporting estará ausente quer das competições europeias, quer do pódio das competições internas, uma espécie de mínimo olímpico suportável. A dureza da constatação não deverá ser menor do que viver e experienciá-lo. Devemos ao Sporting que nos foi entregue pelos que nos precederam fazer deste momento uma excepção, recusando conformarmo-nos ou habituarmo-nos ao sabor amargo que ficou.

Pode-se olhar de várias formas para este desfecho, levados a pensar que se tratou de um acidente, fruto das circunstâncias que o clube viveu este ano. Em certo sentido sim. Não se julga muito provável que o Paços de Ferreira nos próximos anos repita a gracinha de nos anteceder na classificação. Mas já é temerário afirmar o mesmo relativamente ao Braga, que nos precede em duas épocas consecutivas. Ou até que não haja outro clube a corporizar o epifenómeno este ano assumido pela equipa de Paulo Fonseca. 

Há dias, reflectindo sobre o modelo Sporting debruçava-me aqui sobre aquilo que foram as épocas de ouro do nosso futebol, iniciada nos anos 30 e que se estendeu até aos anos 70, conhecendo o seu ocaso a partir dos anos 80 até hoje. A contabilidade daí resultante torna a actual época mais preocupante. Mais do que um acidente parece confirmar uma tendência: estamos mais próximos dos debaixo do que dos rivais de sempre e é necessário olhar para o distante ano de 2008 para nos lembrarmos do último troféu conquistado. 

Cenário mais ou menos idêntico, com algumas honrosas excepções, vive-se nas modalidades que ainda restaram, depois do domínio construído e consolidado de forma imperial por João Rocha. Da hegemonia no futebol primeiro, e nas ditas modalidades depois, ficou um historial riquíssimo e durante muito tempo incomparável. Mas é notório que o clube se debate de forma sofrida para manter o seu estatuto ímpar e, a menos que altere a trajectória, será inapelavelmente ultrapassado. Por quem e quando é uma questão de somenos.

Em nenhum momento esta constatação deve ser confundida com o pessimismo. Continuo a acreditar na viabilidade de um Sporting como o que foi sonhado pelos fundadores. Mas tal só se concretizará se o clube inverter um rumo que de há muito o afastam das virtudes em que se fundaram as suas origens, da sua missão, da sua mensagem e  dos valores que representa.

Há dias espantou a comparação dos números de treinadores que passaram pelo Sporting enquanto Sua Majestade, Sir Alex Ferguson, criava uma marca que perdurará no futebol mundial. Foram nada menos que 40, ao que podíamos somar o elevado número de presidentes, directores desportivos e de outra índole  a somarem passagens fugazes por Alvalade.

Embora haja muito quem ache que o Sporting "tem um estigma por ter ligado à sua origem viscondes" essa é a sua maior riqueza. Não a da classe social dos seus fundadores per si, da sua origem ou do seu carácter restrito e exclusivista. A ser assim o Sporting não seria hoje mais do que associado a jogos de bridge, canasta, ou bailes de debutantes. Isto se tivesse sobrevivido ao tempo e às mudanças.

O Sporting nasceu, cresceu e consolidou o seu estatuto pela qualidade excepcional dos fundadores e dos que os sucederam, por conseguirem percepcionar o meio envolvente, visionar o futuro e, pela sua acção, muitas vezes antecipá-lo, ou pelo menos moldá-lo, criando as condições para o sucesso. Mais do que o mero poder económico de alguns privilegiados, foi isso que os destacou e tornou grande o que nada era em 1906. Grande porque arrasta atrás da sua bandeira milhões e acumula milhares de troféus em dezenas de modalidades.

Desse tempo constam inúmeros registos do pioneirismo do clube. Não faltam exemplos aos quais é impossível não associar uma relação de causa e efeito. Não há aqui espaço nem tempo para não os analisar de outra forma que não aleatória. Ainda assim, conhecedor dos riscos que tal implica, atrevo-me a citar alguns.

Em 15 de Fevereiro de 1921 foi empossado o Conselho Técnico. Teve como mentores Francisco Stromp, Salazar Carreira e Júlio Araújo e tinha como missão pensar as infraestruturas e os métodos de treino. Falamos de homens com anos de permanência no clube, numa multitude de tarefas e cargos. Mais tarde, dando corpo a uma ideia de Retamoza Dias, vogal desde 1924, e então já vice-presidente de Joaquim Oliveira Duarte,o Sporting construiria o primeiro centro de estágios de que há registo. Olhando para a hegemonia que o Sporting exerceu nos anos seguintes é difícil não encontrar aqui os alicerces. 

Certamente também não será alheio o facto de ter contado com os melhores treinadores - Szabo, Cândido de Oliveira, Fernando Vaz, ou Randolph Galloway.  Joseph Szabo treinou o Sporting durante 9 épocas, o que emulado para o padrão latino, é bem capaz de suplantar o alcançado por Sir Alex... Acresce o importante facto nesses períodos o clube ter um plantel estável e de qualidade sem igual. Estabilidade é hoje uma palavra ausente do léxico leonino.

Poder-se-á pensar que os tempos mudaram, e que os tempos seriam então mais fáceis. Dizer isso é ignorar o contexto em que o clube viveu os primeiros e frágeis anos: um País profundamente subdesenvolvido, as em convulsões resultantes da implantação da República, e em simultâneo com duas guerras mundiais. Acresce ainda que o desporto de competição dava os primeiros passos em todo o mundo, não havendo por isso saber constituído. Também não existiam os diversos canais de divulgação do conhecimento e a mobilidade era reduzida.

É a qualidade das decisões que distingue os que inscrevem os seus nomes na história e os que passam. "Qualidade é excelência. Excelência não é um acto é um hábito". O Sporting hegemónico no futebol e restantes modalidades era habitualmente excelente pelo conjunto de factores aludidos.

Numa palavra, o Sporting Clube de Portugal descaracterizou-se. O clube está hoje profundamente dividido e tem que olhar constantemente para trás para encontrar referências. De uma referência de estabilidade e alfobre de ideias e valores tornou-se num exemplo de disrupção, falha e recomeço. Seguramente que não foi por ser o que é hoje que se tornou numa referência incontornável do desporto passado poucos anos da sua criação.

Ao contrário do que já se tornou um mito urbano este não é um problema dos últimos 18 anos. O nosso  muito querido João Rocha despediu Allison, antes de se completar um ano após a dobradinha. A saída do próprio João Rocha,  passado pouco tempo, que nunca foi compensada com alguém que estivesse à altura do seu legado, afundou o clube. Cintra tornou-se célebre por despedir um treinador quando ia em primeiro lugar.

O período hoje classificado de "roquetismo" foi, na sua organização interna, tudo menos a propalada "continuidade".  Do Sporting campeão após 18 anos de José Roquette, em particular do departamento de futebol, não sobrou pedra sobre pedra um ano depois. O mesmo havia de suceder em 2005, a chamada época do quase. O Sporting de Paulo Bento não encantava, mas era necessário arrasá-lo por completo para se construir um Sporting novo? O resultado está à vista hoje. Nenhuma organização, país ou associação de condóminos é eficiente neste modelo.

Decidir é, em certa medida, desenhar o futuro. Quando os dirigentes do Sporting levaram às últimas consequências a contratação de Travassos, não desistindo perante a insistência do FCP, (chegaram a raptar o jogador) não asseguraram apenas um jogador fabuloso.Viabilizaram a composição do melhor quinteto de cordas, (invulgar, por ser constituído apenas por violinos) de que o futebol nacional tem memória, com o que isso representa na nossa história.

Ao contrário, quando o Sporting decide ir buscar Eusébio a Moçambique e dá o negócio concretizado sem o preto no branco, ou mais tarde deixa suceder o mesmo com Futre para um adversário em ascensão, condicionou o seu destino. O Sporting não acabou por causa disso, fez-se um Sporting diferente.

Será assim com a renovação de Jesualdo. Aparentemente não há aqui nada de dramático. (Sirvo da circunstância como exemplo, não pretendo fazer qualquer análise sem conhecer o desfecho). Inscreve-se na mesma linha do que sucedeu com a possibilidade de ter Mourinho e se decidiu reconduzir Inácio. Ou trocar Vilas Boas por Paulo Sérgio.

A decisão de não reconduzir Jesualdo só será um erro se no seu lugar estiver alguém menos capaz. Ai será um duplo erro, que agravará consideravelmente os efeitos da decisão tomada, como sucedeu nos dois exemplos citados. Obviamente o Sporting não acabará, estará mais longe de atingir o sucesso. E isso sim será dramático. Tem-o sido aliás.

Haverá muito quem não aprecie este choque com que a realidade nos colhe. Porém ele parece-me imprescindível porque, sem realismo pessoa ou instituição percepciona a necessidade de melhorar a sua condição. E o Sporting precisa de mudar, de perseguir a excelência de que já foi capaz. Mais do que de dinheiro ou da importação de modelos de quem deveria ter muito a aprender com a nossa história.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pergunta o jornal do Sporting onde anda Cadete? Foi aqui que o vi pela última vez

Ontem, numa das redes sociais, interrogava-me (provavelmente com alguma ingenuidade) porque é que a comunicação social dedicava tanto tempo e preocupação em saber o que pensa Jorge Cadete sobre os mais variados assuntos relacionados com a vida do Sporting. Qual não é o meu espanto quando dou com a primeira página do Sporting a perguntar o que é feito do Jorge Cadete.

Não sei quem é o responsável pelo artigo. Presumo que seja alguém muito novo ou então com problemas de memória e por isso aproveito o post de hoje para lhe responder à pergunta. Só nessas circunstâncias, ou outras que me escapam, é possível que não se lembre do que se passou num qualquer dia de Abril de 1996.

Estava a equipa do Sporting prestes a entrar em estágio, quando Jorge Cadete se some, aparecendo em seu lugar um fax do seu empresário a pedir a rescisão do contrato, invocando atraso no pagamento de salários. Se a memória não me falha o jogo era com o Marítimo e ficávamos apenas com Paulo Alves para jogar na frente de ataque. Acabámos por ganhar o jogo. O jogador seguiu para o Celtic, vindo-se a provar mais tarde que a razão da rescisão não existia, facto que era sabido de todos ter sido usado como mero expediente para se por a mexer. 

A carreira de Cadete prosseguiu e perdi-lhe o rasto e o qualquer interesse quando assinou pelo SLB de Vale e Azevedo. Acabava de fechar o ciclo de uma traição a um clube e adeptos que até então o idolatravam, não podendo ser responsabilizados um e outros pelas más relações que então manteria com Carlos Queiróz, treinador à época, e que o afastou da titularidade. 

Ao ser humano Jorge Cadete desejo o mesmo que aos demais, que a vida lhe seja fácil e que viva longos anos. Mas, como qualquer um de nós, que viva de acordo com as opções que tomou. Se se diz Sportinguista, não serei eu a desmenti-lo. Mas, nessa qualidade está longe de ser uma referência - e portanto, de merecer qualquer destaque de primeira página no jornal do clube - a menos que se queira ensinar na Academia como se cospe no prato onde se comeu. 

O amor pelo clube pode-se proclamar mas vale sobretudo pelo exemplo. E do Cadete foi dos piores que me lembro. Haja memória e respeito!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Aquele querido mês de Agosto

Foto: site oficial SCP




Faz hoje precisamente sete anos que deixei férias, família, amigos, praia, sol, trezentos e tal quilómetros de asfalto para trás. Faz hoje sete anos que entrei, pela primeira vez, no nosso novo Santuário!

Poucos dias antes tinha saído de casa para passar a primeira quinzena de Agosto de férias em Lagos. Na bagagem levava uma carta recebida na véspera da partida, remetida pelo SCP, que mais do que apresentar uma terminologia pioneira, uma tal de ‘Gamebox’, permitia-me a ultima hipótese de cumprir com um desejo enorme que já julgava impossível de alcançar: estar presente na inauguração da nossa nova casa! Em cima da abalada para o Algarve e dos últimos preparativos da viagem, não me restou outra hipótese que zarpar com a minha malta para a cidade Lacobrigense e sair para a secretaria de Alvalade logo na manhã do dia seguinte, de forma a tentar assegurar (sem qualquer garantia) a aquisição da tal ‘Gamebox’. Escusado será dizer que, na hora da fugidinha-surpresa do Algarve para Alvalade, fui incapaz de evitar um grande buzinão de reclamações e incompreensão perante a minha decisão…

Passados poucos dias nova viagem à capital, sozinho…para me aliar a mais 50 mil leões em festa. Ao intervalo do jogo recebo um telefonema do malandreco do meu irmão que, sem eu saber, também se tinha desenrascado à ultima da hora, como manda a tradição ‘tuga’. Diz-me ele, num tom todo lampeiro:

- “Então, sabes onde é que eu estou?”

Respondi-lhe eu, adivinhando a resposta correcta e devolvendo no mesmo tom: - “ No mesmo sitio que eu!”

No final da cerimónia/jogo da estreia, não foi possível juntarmo-nos nas imediações do local do Mundo em que mais desejávamos estar naquele dia, mas não faltariam outras oportunidades nos meses seguintes.

Tempos de enorme esperança e alegria, aqueles que vivíamos em Agosto de 2003!...

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