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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Futsal: "A bitter sweet symphony"

Como dizia a "hashtag" fomos mesmo "até ao fim" e só depois daquela bola no ferro de Cavinato é que ficou definido o titulo de campeão de futsal 2018/19. Tendo sido uma época de grandes conquistas - Taça de Portugal, Supertaça e CAMPEÕES EUROPEUS - há uma nota amarga, quase cruel, na forma como termina uma época. Não tivesse sido exactamente contra o arquirival, não tivesse significado não alcançar o tão desejado e inédito tetra e não tendo sido no encerramento da época (a última impressão perdura...) e talvez a sensação de perda fosse neste momento mais suportável. 

A esse sentimento de amargura associa-se também a ideia de que estivemos poucas vezes ao nosso melhor nível e que os níveis de execução técnica e de concentração estiveram abaixo dos registados na Final Four da Champions. A isso não será certamente alheio o desgaste de uma época longa, que se manifestou na prontidão física de alguns elementos chave, como por exemplo, Cardinal, João Matos, Merlin, Cavinato.

Não pode ser porém esse resultado e esse momento a definir a época e muito menos a ligação à modalidade - e respectiva equipa - que mais alegrias nos tem dado de forma consecutiva nos últimos anos. É hora de lembrar todos, me particular Nuno Dias, responsável por alguns dos melhores momentos de sempre.

O tom de amargura deve ser aceite por um lado como nota recordatória de que em alta competição existem sempre três resultados possíveis, que jogamos com adversários que querem ganhar também e que não ganharemos sempre. Por outro como o momento em que começamos a pensar no que fazer para voltar a erguer aquela taça, levá-la para o museu e juntá-la a tantas outras que marcam a nossa hegemonia na modalidade. Essa será a única forma de não termos que estar outra vez a fazer a guarda de honra aos campeões. 

Quanto aos vencedores, estiveram quase sempre melhor do que nós. Reconhecer-lhes esse mérito e qualidade do respectivo jogo não invalida o apontamento relativamente às arbitragens dos cinco jogos. Jogamos quase sempre num campo inclinado por decisões absurdas, quer do ponto vista técnico, quer do ponto de vista disciplinar. Isto com a total colaboração da tutela federativa. Não há aqui, infelizmente, nada de completamente novo. A diferença foi que nas finais anteriores conseguimos superar o seguro de vida que as arbitragens deram ao adversário e nesta não fomos suficientemente fortes para jogar também contra esse factor.

Voltaremos para o ano. Voltarão a ouvir falar de nós!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Modalidades: uma boa altura para reflectir

Aproximam-se do seu epilogo os campeonatos nacionais das mais diversas modalidades. Ao contrário do que sucedeu na época passada,  o Sporting não arrecadará o pleno dos títulos das modalidades de pavilhão mais representativas: o andebol, o voleibol, o hóquei em patins e o futsal. A verdade é que a época transacta foi verdadeiramente excepcional no seu mais de um século de histórias e muito dificilmente repetível: limpou literalmente tudo o que havia limpar de forma categórica e incontestável. Tal situação não se irá repetir sendo que, neste momento, apenas o futsal tem uma intactas as aspirações de renovação. No hóquei, no voleibol e no andebol a questão está já encerrada.

Seguramente que estes resultados merecerão, ou estarão já a merecer, uma profunda reflexão interna, no sentido de voltar a colocar o Sporting na senda dos títulos. A primeira observação a ter em conta é que o Sporting, na generalidade destas modalidades, cumpriu a obrigação primordial, que é estar presente nas decisões do titulo. A outra igualmente obrigatória a considerar é a conquista de títulos europeus em duas delas - futsal e hóquei patins - e uma participação honrosa, alcançando fases das competições até agora inéditas entre nós, como se registou no andebol e voleibol. Isto é, o valor das equipas em causa é um excelente ponto de partida para reorganização dos respectivos plantéis e departamentos. Talvez a mais visível seja a que terá começado no voleibol, com a relocalização da equipa no Pavilhão João Rocha e mudança de técnico.

Porque é que estas duas observações são importantes? É que quando não se ganha, há tendência para  procura desenfreada dos culpados dos desaires quando, muitas vezes, eles são exactamente os que foram culpados pelos êxitos anteriores. Por vezes não há necessariamente um mau trabalho, apenas os adversários acabam por se reorganizar e voltar mais fortes. Aí há que acreditar no trabalho feito  e reconhecer o mérito dos adversários e olhar para o que fizeram de melhor para que rapidamente os possamos voltar a superar. Por outro lado, quantas vezes na hora dos festejos das vitórias que se começam a perder os campeonatos com o doping da conquista e invencibilidade?

No voleibol foi clara a superioridade do novo campeão nacional, o SL Benfica. Essa superioridade ficou marcada logo à nascença das competições desta época, aquando da disputa da Supertaça. Apesar do bom percurso europeu o Sporting deu mostras de alguma irregularidade nas competições internas e perdeu todos os títulos disputados com o rival, agora campeão. Para lá das considerações de ordem técnica, a introdução pouco sustentada pela falta histórico da modalidade faz com que a grande surpresa não tenha sido propriamente o resultado deste ano mas, antes sim, o titulo do ano passado. Alguns equívocos em algumas escolhas dos reforços também poderão ter ajudado ao resultado final. Fica a grande expectativa para a forma como a secção se reorganizará, quer ao nível da estrutura, dos reforços. Para já conheceu-se já o novo director desportivo, Miguel Pombeiro, um homem da casa e, apesar de ter passado por outras secções, um homem da modalidade. E é com grande expectativa que se aguarda o trabalho de alguém como Gérsinho, o novo treinador.

No andebol talvez tenha residido a maior surpresa. A equipa bi-campeã teve um começo deveras auspicioso, mesmo apesar de alguns resultados reveladores de alguma "distracção". Tomou o caminho europeu de forma entusiasmante, escrevendo novos capítulos. Foi precisamente no final da campanha europeia, quando regressa a "terra" que a equipa nunca mais se equilibrou. Falta de foco, desconcentração, cansaço físico numa equipa com alguma veterania, podem ter sido alguns dos problemas. Hugo Canela, bicampeão, sempre um pouco contestado pela sua juventude e falta de background, continua sem renovar o contrato, abrindo-se a possibilidade de uma substituição. Apesar de tudo esta é ainda uma equipa que conquistou os adeptos e escreveu momentos gloriosos. Não se sabe quantos dos actuais jogadores continuarão na próxima época, mas são eles, talvez mais do que ninguém, os principais interessados em rectificar a pálida imagem com que se despediram esta época.

O hóquei em patins e o futsal são as novos campeões em título. Mas a época ainda não terminou e o estatuto agora conquistado não  lhes dá outra alternativa que não seja a disputa dos títulos que lhes faltam (ao futsal é possível a dobradinha, ao hóquei a Taça de Portugal) até à última gota de suor. É isso que esperam os adeptos e seguramente os atletas e dirigentes daquela que é já uma época histórica.

É indiscutível que o Sporting nos últimos anos anos se reorganizou e reinventou, começando os resultados a aparecer de forma mais consistente nos últimos dois/três anos. É dessa forma que o Sporting termina com a hegemonia do FC Porto no andebol, intromete-se na luta bi-partida no hóquei, triunfa no regresso do voleibol e mantém a soberania no futsal. Tal parece ter apanhado de surpresa os adversários numa fase inicial, o que os obrigou a rapidamente se habituarem a voltar contar com o Sporting.

Que ninguém se iluda: as máquinas de Benfica e FC Porto continuam bem oleadas e com estruturas muito bem sustentadas, fruto de anos ininterruptos de funcionamento ao mais alto nível. O que o andebol do FC Porto e o voleibol do Benfica fizeram na preparação desta época, demonstra-o. O que o SL Benfica está a fazer na preparação da próxima (tem já sob contrato quatro jogadores - Borko Ristovski, Kevin Nyokas, René Toft Hansen e Petar Djordjic  - que seguramente causarão grande impacto na competição) suscitam um enorme esforço e reacção por parte do Sporting. Veremos qual será a resposta do Sporting a esta inversão de papéis.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Lágrimas de ouro!

Nuno Dias: A forma como os jogadores interpretaram [o jogo] e como lutaram foi extraordinária e, acima de tudo, aqueles sentimentos que nós trouxemos para o Cazaquistão e hoje para o jogo foram absolutamente indispensáveis para este triunfo. Assim como todo o espírito de equipa, toda a união, garra e solidariedade, a confiança que hoje demonstrámos em todos os momentos de jogo e a forma como nos unimos quando estávamos em dificuldades, porque o Kairat é uma excelente equipa. Mas, acabámos por ser felizes e merecemos toda a felicidade pela qual estamos a passar e agora é usufruir."

Miguel Albuquerque: "É um objectivo cumprido, era algo que nos fugia há uma vida. Competimos durante 16 anos na UEFA Futsal Cup, nunca conseguimos conquistar a competição e na primeira edição da UEFA Futsal Champions League o Sporting CP escreve o seu nome na história. Acho que é justo para eles [jogadores], fizeram tudo… uma equipa que elimina o SL Benfica, o Inter FS e que vem ganhar a Almaty merece. Há coisas que às vezes parecem que estão escritas na história: foi aqui que perdemos a primeira e a segunda final e foi aqui que, à terceira tentativa, conquistámos a competição. Eu falei nisso muitas vezes, sempre que cá vínhamos, algum dia tinha de ‘cair’ para o nosso lado e esse dia foi hoje”

"Toda a gente merece isto, os Sportinguistas merecem este troféu, espero que todos o consigam festejar, é um troféu muito importante na história do Sporting CP. Espero que amanhã (segunda-feira) os Sportinguistas consigam dar uma resposta daquilo que é a força do Clube e do nosso eclectismo e consigam ir receber estes heróis ao aeroporto, eles merecem porque são fantásticos"
Frederico Varandas: Um título que era perseguido há mais de uma década e no primeiro ano em que a UEFA agarra nesta modalidade e lhe dá uma dignidade máxima, organizando a primeira Champions League de futsal, essa nos livros da história será do Sporting Clube de Portugal. É um orgulho tremendo, um orgulho neste grupo, nos jogadores, na equipa técnica, no técnico de equipamentos, no departamento médico. É um grupo muito forte e é uma prova para toda a gente porque à entrada para este torneio nós não éramos os favoritos, mas a história diz que os heróis nunca partem favoritos antes das batalhas e antes dos jogos, e estes senhores escreveram história, tornaram-se imortais na história do Sporting Clube de Portugal"



sábado, 10 de novembro de 2018

...E a confirmação aí está!

E chegou com uma imagem que brilhantemente representa o basquetebol do Sporting. O editor da notícia com a confirmação oficial do Clube da entrada na próxima época na Liga Placard teve a excelente ideia de escolher a imagem de Manuel Sobreiro, cheia de dinamismo e perspicácia.

Sobreiro foi, e continua a ser, uma figura emblemática do basquetebol leonino. Apareceu, ainda sem idade para poder jogar oficialmente, no campo da sede da Rua do Passadiço e logo nesse ano começou a vestir a listada verde-e-branca que só deixou de vestir quando terminou a sua carreira de jogador.

E o exemplo de Sobreiro é emblemático porque representa o arranque de uma época de brilhantismo do basquete Leonino. Tinha terminado o ciclo de uma equipa brilhante onde sobressaíam nomes como Fonte Santa, Garranha ou Abílio Ascenso (também grande praticante de atletismo) e onde estavam a chegar à veterania homens como José Mário ou Hermínio Barreto.

Decidiu então o Sporting contratar o treinador brasileiro Prof. Guilherme Bernardes, que veio para Portugal para exclusivamente ser treinador de basquete, coisa nunca vista na altura. Bernardes treinava todas as equipas do Clube. Seniores (1ª e 2ª categoria), juniores e infantis os únicos escalões existentes. Nos escalões de infantis e juniores chegou a haver quatro equipas por escalão. Chamávamos, por graça, Academia do Passadiço.

Formaram-se aí as bases para o Sporting voltar ao topo do basquetebol português, que começou com o título nacional de 1969 e que terminou com os campeonatos de 1981 e 1982, quando intempestivamente a secção foi “suspensa”.

Para o próximo arranque as bases já estão lançadas. Já vamos na sétima época depois de alguns amantes do Clube e do basquete fazerem voltar o nome do Sporting aos pavilhões onde se joga a bola-ao-cesto. Estamos na terceira época em que o basquetebol já é modalidade oficial do Sporting. Os resultados obtidos pelas diversas equipas mostram que se tem feito um bom trabalho. Confiemos.
Frederico Varandas, Miguel Afonso e Miguel Albuquerque têm agora oito longos meses pela frente para, aproveitando o que já está feito, criar as estruturas necessárias para que o regresso do basquetebol leonino ao mais alto nível seja um sucesso.

terça-feira, 1 de maio de 2018

O regresso em glória do voleibol!

Demorou vinte e quatro anos a construir a ponte que assinala o regresso aos títulos na modalidade de voleibol e logo no ano em que se assinala o nosso regresso à modalidade. Com muito bem assinalou o treinador Hugo Silva, trata-se também da interrupção da hegemonia de quase uma década do nosso adversário de hoje, uma dificuldade acrescida que exponencia o feito hoje alcançado.

Este titulo terá sempre por isso um significado especial que é amplificado pela conjunção de elementos que tornam a conquista de hoje ainda mais saborosa: a celebração em ambiente de grande fervor clubistico sob a tutela de João Rocha, nome que o pavilhão eternizou e cuja construção tão ansiada teve hoje aquela que esperamos seja a primeira grande celebração. A passagem de testemunho do titulo pelas mãos de Miguel Maia, campeão também em 1994, é outro dos factos digno de registo.

Parabéns a todos os que tornaram este momento possível, nomeadamente a actual direcção que levou a efeito a construção do pavilhão e o regresso da modalidade, aos atletas, técnicos, seccionistas  envolvidos, que acreditaram sempre que este momento era possível.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Hasta siempre... Comandante!



Não, não são os atletas #mimados;

Não, não são os adeptos menos exigentes com #OsMeninos;

Não, não são os treinadores com #desculpas...

Quem primeiro abandona o barco à deriva durante a tempestade que chegou e ameaça intensificar-se? #OsRatos dos dirigentes... Olha que tamanha é a surpresa...

E o #projecto que começa a desmoronar-se por dentro... Dois meses depois dos #OitentaeSeisPorCento

Ahhh! De quem é a "culpa"? Ora... Seguramente dos #ProfetasdaDesgraça, como se a desgraça, ela própria, não tenha já ultrapassado há muito a profecia,

A "culpa", dizia eu, será também do #Godinho! E dos supostos saudosistas de um tipo que "desapareceu" há mais de quatro anos. Está bem visto, pois então...


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Regresso do basquetebol: um passo em frente e dois atrás.

O Sporting anunciou ontem  o regresso do basquetebol como modalidade oficial do clube. Num primeiro momento não prestei grande atenção, só tendo lido o titulo da noticia. Na altura pensei estar a ser anunciado algo semelhante ao que já havíamos assistido com o hóquei em patins, com o clube a chamar a si a responsabilidade que é sua, mas havia sido assumida por alguns carolas que, por paixão ao clube e à modalidade, a haviam reerguido da extinção.

O espanto foi grande perante o absurdo da decisão: afinal o clube vai chamar a si apenas alguns dos escalões de formação (até sub-14, não sendo explicado se aproveita os já criados pela Associação) e, sem se comprometer com calendarizações ou objectivos definidos, aponta de forma vaga para a abertura progressiva de novos escalões "até se atingir os escalões competitivos mais elevados". Desta forma é alienado o trabalho empregue na formação dos atletas (masculinos e femininos) que atingiriam agora o escalão sub-16. Um decisão que deveria ser antes de mais explicada aos atletas e pais que confiaram no clube.

Ainda mais inexplicável é a extinção do protocolo com a Associação Basquetebol SCP, cuja equipa feminina sénior havia subido a pulso à principal divisão nacional, onde completou agora o sempre difícil ano de estreia. Quando o mais difícil parecia estar finalmente alcançado e o esforço de todos os envolvidos esperava pelo apoio do clube na consolidação da modalidade, de forma a que esta se mantivesse ao mais alto nível, este cortar abrupto de pernas é pelo menos absurdo. Mais ainda quando se espera que em breve o clube possa fazer uso do tão desejado pavilhão.

Anunciar desta forma o regresso do basquetebol é legitimo, mas que não deixa de encerrar em si uma profunda contradição, com a extinção do escalão que estava em melhores condições de representar o clube. Duvido que tal venha a suceder, mas o clube tem ainda tempo de reconsiderar aquilo que é claro tratar-se de uma má decisão ou pelo menos dar uma explicação cabal do que a sustentou, para que esta possa ser entendida e aceite.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A MINHA HOMENAGEM

Foto: www.sapo.pt

Dia 26 de Abril de 2015.

Uma data marcante, um dia triste. Ontem faleceu o meu Tio Zé. Partiu demasiado cedo e vai deixar imensas saudades.

É nestas situações, quando a emoção mais aperta, que a tendência para dissertar sobre o sentido da vida mais se reflecte e nem sempre obtemos respostas válidas. Com esses pensamentos surgem as recordações do ente querido que vemos partir.

O meu Tio Zé era especial para mim, como, estou certo, para muitos dos seus amigos, colegas e familiares. Dele apenas guardo memórias gratas o que, pensando uma segunda vez sobre tal facto, é caso bem raro. Pelo menos é-o comigo. A imagem que dele mais recordo, a sua “imagem de marca”, era o seu sorriso, que surgia genuíno sempre que nos cruzávamos, fossem esses encontros esperados ou espontâneos. Era um daqueles sorrisos mágicos que me acolhia de imediato, ainda antes de confirmar da sua boca as palavras sempre meigas que tinha para oferecer. O efeito era pronto e ainda antes de iniciar a conversa com ele, sabia, de forma instintiva, que quando terminasse o nosso diálogo estaria mais satisfeito, mais… pacificado. Há pessoas assim, que têm o dom de transmitir uma espécie de paz interior àqueles em que esta teima em fugir constantemente.

Era especial para mim também porque foi com ele que vivi alguns episódios marcantes. Um deles, em especial, definiu-me também naquilo que sou hoje. Foi com ele que iniciei, a sério, o meu sportinguismo, numa ida a um jogo de andebol do Sporting no pavilhão gimnodesportivo Afonso de Paiva, em Castelo Branco. A minha primeira experiência ao vivo. Na minha estreia era ele que se encontrava ao meu lado. Quando décadas mais tarde, no advento da blogosfera, dei inicio ao meu primeiro blogue, um dos primeiros posts desse blogue relata esse episódio. Foi com a emoção, o entusiasmo e o nervosismo dele; com a racionalidade, às vezes mesmo pessimismo, do meu Padrinho; a contenção e os sofridos silêncios do meu Pai e os comentários, celebrações e desilusões partilhados com o meu irmão e os meus primos que cresci e se moldou a maneira como me manifesto e sinto o SCP hoje em dia. Não há reunião familiar sem que o tema Sporting não venha à baila. Será, talvez, o nosso tema comum preferido. Ainda hoje, para ver ocasionalmente o meu primo Filipe, são os desafios de futebol transmitidos na Tv que servem de pretexto para nos juntarmos no café. Isto tudo porque ontem também foi um dia histórico para o SCP ao conquistar a meia dúzia de troféus europeus no Hóquei em Patins, a nossa segunda Taça CERS e eu quero pensar, acredito mesmo nisso, que não foi apenas uma coincidência e que nesta mais recente e gloriosa conquista de Igualada, a jogar a final-four na Catalunha contra dois adversários catalães, há dedo dele… Do meu tio Zé. De certeza…Não lhe passaria em claro… Logo a ele que adorava desporto tendo sido dirigente desportivo por muitos anos, inclusivamente presidente de direção de um clube ecléctico e com vocação e actividade predominantemente formativa, o Desportivo de Castelo Branco.

E o Sporting ao conquistar este título, homenageia também um devoto e fervoroso adepto leonino. Uma honra especial a um entre muitos milhões de leões. Na sua despedida.

Quanto às respostas que menciono no inicio do post e que todos filosoficamente procuramos, a procura pelo sentido da vida é contínua, mas hoje, para mim, um pouco menos, porque tive o privilégio de ter tido enquanto Tio um ser humano (e sportinguista) excepcional. A vida, quando partilhada com gente que nos faz (fez) feliz, só pode valer a pena.



NOTA: peço desculpa aos leitores se o tom do post for excessivamente pessoal e também pela sobreposição do post do LdA.

domingo, 22 de março de 2015

Taça CERS, o regresso onde já fomos felizes

Ninguém que tenha tido o privilégio de assistir à gloriosa final de 7 de Julho de 1984, quando o Sporting, tendo o Novara pela frente, dá a volta a um resultado adverso de 4-1 e conquista a Taça CERS não mais de esquecerá. Nesse dia, além da memorável exibição, o Sporting tornar-se-ia na primeira equipa a conquistar a totalidade das taças europeias, um feito absolutamente notável.

Ao conquistar o acesso à final a quatro desta competição o Sporting regressa a pela porta grande a uma competição onde já fomos muito felizes. Parabéns a todos pelo fantástico trabalho, empenho e dedicação, ao conseguirem resgatar uma modalidade tão querida no clube das profundezas das divisões inferiores até ao regresso internacional. Absolutamente notável o discurso de Nuno Lopes, após o jogo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

De regresso ao Sporting

A selecção está no topo da actualidade mas obviamente que para um Sportinguista o clube nunca é remetido para segundo plano. Por força de algumas limitações de tempo e outras de carácter pessoal ficaram por abordar alguns temas cuja referência me parece incontornável. Fica aqui o registo das principais, em modo semi-telegráfico, sem que isso signifique que alguns dos assuntos não venham a constituir um ou mais posts exclusivos, assim o interesse o justifique.

Tiro no porta-aviões da "cultura de exigência e rigor"
Cultura de exigência e rigor têm sido das qualidades mais referenciadas pelos actuais corpos sociais, especialmente pelo presidente Bruno de Carvalho nas muitas alocuções que tem feito sobre clube. O triste episódio do vídeo de promoção da SportingTV, amplamente referido entre os Sportinguistas, é um exemplo muito concreto do que é precisamente fazer o inverso. O que me chocou mais na peça não foi tanto a falta de qualidade geral, o que até pode ser desculpado pela escassez de meios. Chocante é o plágio de um trabalho sobejamente conhecido e o desleixo de ainda assim publicar o vídeo na página oficial do clube.

As recentes mudanças há pouco efectuadas no sector de comunicação do clube - o despedimento do que restava do corpo de redacção do jornal, a entrega à  empresa Youngnetwork e, quase em simultâneo, a nomeação de Bruno Roseiro como coordenador do novo projecto de média (que poucos dias antes(!) tinha lançado o livro de carácter autobiográfico sobre Bruno de Carvalho "O presidente sem medo" ) - levariam a supor que estes episódios com um "acentuado cheiro ao antigamente" não seriam de todo possíveis.

Esta peripécia é uma péssima saída de jogo que, pelo mau gosto revelado, deixa uma nódoa retinta, lançando dúvidas no ar sobre o que ainda nos possa estar reservado. É muito fácil agitar as águas nas redes sociais com soundbytes, muito diferente é promover a imagem de uma instituição centenária com as responsabilidades e o peso do Sporting.

Títulos em modalidades
Apesar da austeridade o Sporting continua a coleccionar títulos (judo, futsal) e, mesmo perdendo, a discutir até ao final a possibilidade de os ganhar, como aconteceu no andebol. Nesta modalidade há sobretudo que não esmorecer, porque há sinais evidentes de retoma de competitividade, face ao adormecimento à sombra da bananeira, que nos custou a perda de uma hegemonia que tanto nos orgulhava. No judo e futsal os ciclos vitoriosos falam pela qualidade do trabalho desenvolvido, não é possível ganhar tantas vezes por acaso. Notável que se aprofunde a nossa hegemonia nestas modalidades enquanto se aperta o cinto. 

Não fecho este titulo sem prestar homenagem a Deo e Divanei cujo exemplo foi muito além do mero profissionalismo. E também a João Pina, um campeão de judo e de sofrimento que encerra a carreira de titulo ao peito.

"Um dos dias mais felizes da minha vida!"
Foi assim, com esta frase de tão profundo significado, que Gilberto Borges qualificou o regresso do Hóquei em patins ao seio do Sporting, depois do abandono da modalidade e do trabalho de ressuscitação absolutamente notável cuja etapa mais difícil agora termina. Um justo reconhecimento para a equipa de Gilberto Borges, a alma, o coração e sabe-se lá que mais deste projecto. Uma medida justa e, creio, há muito desejada, pelo que merece todo o nosso reconhecimento. O hóquei nacional precisa de um Sporting forte, não apenas pelos pergaminhos do clube na modalidade, mas também como lufada de ar fresco, face aos que foram os últimos anos de guerrilha SLB/FCP.

Muita formação, zero títulos
Muito curiosa a postura habitual dos Sportinguistas relativamente à formação: pouco interessados em suportar as dores de parto e crescimento, quando os míúdos, muitas vezes de forma extemporânea, são chamados a assumir responsabilidades de quem chega com fama de craque, mas cujo proveito pouco mais se faz sentir do que nas suas contas bancárias. Porém, uma vez que se vive em escassez de resultados (vitórias) lá se iça a bandeira da formação para lembrar que as bases das selecções são de alicerces verde e brancos e outras tretas do género. 

A razão mais válida para se apostar em formação é fazer dela uma bandeira com títulos. De outra forma é pouco mais que mera cumulação de frustrações e desenganos. Esse é um desígnio possível não uma quimera. Mas a sua concretização requer muito mais do que os muitos ziguezagues estratégicos ao sabor de quem passa, quase sempre de forma fugaz, pela direcção técnica e institucional.

Pode parecer um contra-senso, mas onde a exigência de títulos menos se justifica é precisamente na formação, cuja principal missão deve estar obviamente centrada na missão de fornecer os melhores jogadores à equipa principal onde, aí sim, a orientação para vencer deve ser total.  

A provar o que acima se afirma está o historial da competição de júniores e juvenis. Entre as décadas de 70 e 90 (inclusive) o Sporting logrou apenas 4 títulos de campeão nacional de júniores, 5 de tendo, nesse período, formado dois jogadores considerados os melhores do mundo (Figo e Ronaldo) e um rol notável de grandes jogadores, cuja nomeação seria até penosa. Nos anos seguintes o Sporting passou a dominar as competições nacionais de formação, sem que isso alterasse o rácio de títulos no escalão sénior. Isto é, exactamente na mesma do que sucedeu quando ganhou poucas vezes.

Isto dito não invalida a avaliação de percurso sempre necessária, mesmo quando se ganha mais do que se perde. Perguntas como:

Que competências têm os treinadores das camadas jovens, quem as avalia, "que", "como" e "quem faz" a prospecção e selecção estão sempre na ordem do dia e cujas respostas poderão ajudar a explicar os resultados ou uma tendência. 

Após o segundo ano da B que balanço fazer? Quantos jogadores foram aproveitados ou podem vir a ser para a equipa B? 

É justificável o corropio de entrada e saída de jogadores como a que se assistiu este ano, com jogadores de percurso de referência no clube e selecções verem os seus lugares ocupados por jogadores de qualidade e até idades duvidosas?

Que evolução se pode assinalar nos jogadores, sobretudo nos que, tendo mais talento, mais se espera? O meio  que o Sporting lhes proporciona é o mais adequado ao seu triunfo ou o contrário?

Que significado e importância tem a  ausência de títulos combinada com o aparecimento de novos actores (os titulos de Guimarães e Braga), bem como a perda de número de jogadores nas selecções nacionais?

Estamos a falar de o fim de um ciclo ou de ocorrências esporádicas, sem exemplo?

Guerra da Guiné perdida
Ninguém terá esquecido o folhetim de Bruma, faz agora um ano. Muitos dos seus mais suculentos episódios estão ainda por revelar, pode ser até que nunca conheçam a luz do dia para a maior parte de nós. O que resulta de mais claro da guerra iniciada com Cátio Baldé é que o Sporting ganhou uma batalha com a venda de Bruma por valores quase impensáveis, mas que, de seguida acumulou 3 derrotas amargas com as saídas de 3 dos melhores e mais promissores jogadores que tinha na formação. Pior foi ter visto encerrado a exploração do filão da Guiné, que o empresário dominava quase em exclusivo e com relações privilegiadas com o Sporting. Os jogadores não perderam, porque permanecem intactas as possibilidades de progredirem nas carreiras. O empresário não deixou de fazer negócios nem coleccionar comissões. O que ganhou o Sporting?

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Um titulo de futsal vale quase nada"

A frase que dá o titulo ao post foi certamente a conclusão a que chegaram ontem rapidamente uns largos milhões quando o Sporting começava a festejar o 11º título da modalidade. Uma vitória que nos orgulha, um campeão justo, como há muito não se via na modalidade, tamanha foi a diferença de qualidade desta equipa em relação a todos os adversários.

Parabéns então aos campeões! Parabéns aos dirigentes pelo trabalho desenvolvido ao longo dos tempos, pela luta incessante pelo aperfeiçoamento, independentemente do sucesso o momento. Um exemplo para os demais departamentos competitivos das diversas modalidades. Parabéns ao Nuno Dias, pelo conhecimento e pela atitude e discurso vencedores, indiscutivelmente a chave deste título. Parabéns aos jogadores pelo empenho, pela alegria e coragem de nunca dar um lance como perdido. Este reconhecimento do valor de todos os envolvidos neste saboroso título teria que existir independentemente do resultado deste play-off.

Em frente Sporting!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ecletismo: "cortar nas gorduras" ou ir ao osso e ferir a alma?

Muito se tem falado dos cortes a efectuar em todo o clube. A discussão tem sido quase sempre centrada no futebol mas foi nas modalidades onde as suas consequências práticas se fizeram sentir de forma mais célere. O abandono de João Pinto no andebol é já um facto, a que se podem juntar em breve outros nomes. Não se sabe ainda que repercussões vão ter os cortes no futsal ou no atletismo, citando as mais emblemáticas. Na verdade sabe-se apenas que vai haver cortes, a profundidade da incisão é ainda desconhecida, mas adivinha-se profunda.

Pode-se dizer que ninguém ficaria muito surpreendido com a necessidade de racionalização de meios, face à realidade do clube ou à conjuntura. Mas poucos esperariam cortes substanciais que colocarão em causa a competitividade das equipas que representarão o clube nas diversas modalidades. Isto porque não foi isso que foi a impressão deixada nos sócios durante a campanha eleitoral por nenhuma das listas concorrentes,  não foi bem esse o compromisso assumido no programa eleitoral que os sócios votaram. E digo não foi bem esse porque, como veremos no parágrafo seguinte, o referido programa acaba por ser contraditório nas suas promessas e asserções.


O compromisso com os sócios no programa eleitoral
Na introdução ao programa pode-se ler:
"A Formação será prioritária em todas as modalidades com vista ao respectivo desenvolvimento e crescimento sustentado, para garantir um Clube ecléctico e orgulhoso de ser um dos maiores do mundo com o contributo e pujança das suas modalidades."

No capítulo Modalidades
"Modalidades Auto-Sustentáveis. Não havendo recursos financeiros para manter, em plenitude, as modalidades históricas ou que os Sócios pretendam implementar no Clube terá de ser política do Conselho Directivo apoiar a criação e manutenção de uma determinada modalidade, criada, ou já existente, pela vontade de seus Associados, desde que estes, autonomamente encontrem meios financeiros para suportar os custos da sua actividade."

"Para criar uma nova Onda Verde e Branca Nacional, o Sporting Clube de Portugal redefinirá o seu caminho desportivo. Voltará a centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores."

"A construção de um Pavilhão junto ao Estádio José de Alvalade e o seu projeto desportivo terá de passar por uma análise séria das modalidades existentes"

"Aumento do Patrocínio e Receitas das Modalidades.
É nesse espírito de Glória que o Sporting Clube de Portugal poderá difundir ainda mais o seu nome, fidelizar e angariar mais Sócios e aumentar o volume dos seus patrocínios e rendimentos
".

Como facilmente se depreende, este arrazoado dá para o lado que pontualmente for mais útil. O conceito de auto-sustentabilidade das modalidades é abstracto e pode, no limite, querer dizer que se aquela condição não se verificar a direcção poderia até encerrar a modalidade. Não me parece que fosse isto que os sócios estivessem à espera e que choca com o reconhecimento da importância do ecletismo e com a promessa de "centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores".
Como é óbvio, sem a existência de modalidades competitivas faz pouco sentido enveredar pelo tão almejado pavilhão. O corte agora anunciado também não honra o compromisso de  "aumentar o volume dos seus patrocínios e rendimentos." Abordaremos mais adiante o que é uma equipa competitiva à escala do Sporting.


A mensagem passada após as eleições
Pouco tempo após a tomada de posse do novo conselho directivo a equipa do Sporting de futsal venceria a Taça de Portugal. No momento em que o departamento da modalidade entregava, de forma simbólica, o troféu no Museu do clube Vicente Moura afiançava que se estavam a criar condições para "vencermos em todas as modalidades". Na sequência da vitória sobre o FCP, na Taça de Portugal de Andebol o presidente afirmaria com veemência que "começámos um novo ciclo e que os outros comecem a habituar-se ao sabor derrota."  

Nesta altura já era do conhecimento do conselho directivo - que não dos demais sócios - as condições impostas pelos credores, pelo que este discurso reiterado menos se compreende. O contraditório entre estas declarações e a realidade que agora se projecta remetem-nos para o inefável Carlos Barbosa. Não se pode falar com esta ligeireza sem alienar ou por em perigo o capital mais importante de uma liderança: a confiança.


A pior postura no melhor momento e a herança recebida
Este é o momento de graça do conselho directivo. É preciso recuar ao tempo da eleição de Bettencourt para constatar um nível tão grande de tolerância relativamente ao CD e em particular ao seu presidente. A infelicidade dos anteriores mandatos em muito ajudam, pena é que em muitos sectores se viva um unanimismo doentio. Este é o sentimento pior que se pode esperar quando se tomam decisões estruturantes. O que de mal se fizer agora demorará muito tempo a reconstruir. Olhe-se para o que sucedeu no basquetebol e no hóquei. Ou quanto tempo demorou a ter uma equipa competitiva no andebol. O pior que nos pode suceder é esta, ou qualquer direcção, sentir que tem carta branca ou desobrigada de qualquer exigência.

É pacifico entre todos que a herança recebida em mãos pelo CD é pesada. Mas não é menos verdade que quer o andebol ou o fustal têm das melhores equipas dos últimos anos, fruto de boas decisões do passado. O andebol começou a ser reconstruído ainda no tempo de Bettencourt, os resultados começam a aparecer, apesar da hegemonia do FCP, que foi construída numa base directiva e técnica muito mais sólida. O futsal é um exemplo de boa gestão desportiva, mantendo-se no topo das discussões da modalidade. Tendo um dos melhores treinadores da modalidade, Orlando Duarte, adivinhou-se em Nuno Dias um passo à frente. O mesmo se pode dizer do atletismo, apesar da profusão de meios que o SLB tem feito desaguar na modalidade e que nos faz sombra cada vez maior.


O que é um mero corte cego e o que é estratégia?
Esta é uma discussão que qualquer português já teve nos últimos anos. Não há qualquer sabedoria ou preparação quando se decide cortar a direito, sem se olhar onde e como se corta, sem se olhar às consequências. Por alguma razão existem cirurgiões, uns melhores que outros, mas que se distinguem facilmente do melhor dos talhantes.  Podemos estar obrigados a dar um passo atrás agora para podermos mais adiante dar, mesmo que devagar e de forma preferencialmente bem sustentada, dois passos à frente. Mas para isso tem de haver uma estratégia por trás de cada medida de gestão. A não ser assim, cortar é apenas a demonstração inequívoca de impreparação e falta de capacidade de gerar sinergias e incompreensão da importância do ecletismo, ao contrário do proclamado.


O que queremos e o que somos
Não há qualquer estratégia que possa ser bem sucedida que não respeite o que é o espírito ou alma de um clube. Podemos estar agora obrigados a reagrupar, ao indispensável saber esperar. Mas não podemos mudar o nosso desígnio ou a nossa missão sem passarmos a ser uma qualquer outra coisa que não o Sporting Clube de Portugal que recebemos em mãos com mais de uma centena de anos e milhares de troféus. O Sporting está por isso obrigado  lutar pelos melhores lugares com os melhores. Se as modalidades, que até eram a nossa melhor possibilidade de continuar a ganhar troféus, passarem apenas a terem como obrigação competir, perderemos com os melhores. Tornando-nos iguais a tantos outros, definharemos porque nunca nos sentiremos confortáveis numa posição subalterna. 
Este post começou a ser escrito depois da leitura deste comentário: 

O Belenenses tinha modalidades amadoras (semi-profissionais) a competirem nos escalões principais, mas sem dinheiro foram fechando secções e reduziram-no a um clube de futebol. Espero que esse não seja a caminho do SCP.

Dentro deste tema recomendo a leitura deste post:

Parcelas pequenas para uns, vida ou morte para outros

domingo, 2 de junho de 2013

Uma bi-Taça para o Andebol e uma equação que urge resolver

O Sporting revalidou hoje o título de vencedor da Taça de Portugal, ao vencer o FCP por 30-28, após prolongamento. Um jogo difícil, que a poucos minutos do final do tempo regulamentar parecia inclinar-se para o adversário mas que, por acerto e decisões felizes do treinador Frederico Santos e aplicação inexcedível dos seus atletas, acabou por trazer para o museu de Alvalade a 14ª Taça da modalidade.

Num momento em que se fala em cortes draconianos nas verbas para as modalidades em geral, sendo que para o andebol pode significar o fim da luta pelas vitórias, seria uma boa altura para reflectir sobre que modelo se pretende para o clube. Esta reflexão é ainda mais importante quando o futebol, que concita todas as atenções e muitos dos recursos, terá que fazer uma travessia do deserto e continuam a ser as modalidades a levantar mais alto a bandeira e nome do clube.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os objectivos, a falência iminente,etc, etc

Os objectivos
Godinho Lopes declarou há dias que os objectivos para esta época são: «Queremos lutar pelo primeiro lugar». Eu diria mais, temos que lutar pelo primeiro lugar. 

Mas há quem não concorde. Há quem ache que, face ao passado recente, que a identificação clara do titulo como objectivo é errado do ponto de vista estratégico. O Sporting, pese a redução do orçamento e, de forma realista, ter que admitir que parte atrás dos seus principais rivais, terá sempre que se assumir como candidato ao titulo. Aposto que Sá Pinto, que é o que tem nas mãos a tarefa mais difícil, (mas também a mais aliciante e desafiadora) concorda comigo.

A falência iminente 
Há anos que nos habituamos a ouvir que os clubes portugueses vivem no limiar da falência e o lugar de principal candidato é o único que nos é atribuído sem qualquer relutância. Apesar disso ano após ano tudo recomeça e "a vida continua". Mas os sinais de que os tempos mudaram multiplicam-se. Há dias foi o Glasgow Rangers que foi obrigado a descer aos infernos para renascer. Ontem, e aqui ao nosso lado, foi o FCP que se viu obrigado a extinguir a secção profissional do basquetebol, para ficar apenas com a formação.

A decisão do FCP mais que o regozijo pelo falhanço que indiscutivelmente representa, obriga-nos a reflectir. Este fim de caminho nas que eram antigamente designadas como modalidades amadoras, mas agora são também tão profissionais como o futebol, estava há muito anunciado. As receitas, publicidade incluída, não se aproximam das enormes despesas, sendo que estas, em quase todas as modalidades, basquetebol incluído, pela guerra aberta SLB/FCP. 

A desistência do FCP poderá abrir o espaço necessário para uma reflexão mais racional sobre os modelos a adoptar. O Sporting, que fruto do grande empenho de alguns, vai aos poucos fazendo regressar modalidades que havia extinto, é um espectador atento. O modelo de autonomia pode ser percursor mais uma vez no desporto português, como o fomos muitas vezes no passado. Não deixa de ser caricato constatar que uns estejam a fechar e nós a abrir e os falidos e maus gestores sejamos nós.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Análise ao derby em Andebol


Em termos exibicionais, fiquei muito mais satisfeito com a exibição de há 15 dias do que a partida de ontem, embora tenha ficado como a maioria de vós a sensação de que poderíamos ter saído ontem com uma vitória. De facto, faltou muito pouco para tal.

Estava à partida confiante para este jogo convencido que teríamos mais jogadores à disposição em relação a esse mesmo jogo. Senti naquela partida que provavelmente a ausência do Carol reduziu as nossas soluções atacantes e que caso ele tivesse continuado, poderíamos ter outro tipo de jogo. Porém, no jogo de ontem, também foi escassa a sua utilização.

Causa natural surpresa a utilização do Ricardo Dias em toda a primeira linha - mas até ao adversário criou. Quero acreditar que foi mais uma estratégia do que propriamente um recurso, mas depois ao ver o Yailan a jogar numa partida destas sem quase ter somado minutos noutros jogos, fiquei na dúvida.

Voltando ao Ricardo: A estratégia pode não ter criado grandes situações de perigo e tornou o nosso ataque ainda mais confuso, mas ao mesmo tempo, confundiu bastante a manobra defensiva do Benfica. Na minha óptica, o principal objectivo seria com esta confusão toda, criar espaços para o Bruno Moreira e ainda dar a possibilidade do Rui Silva usar o seu repentismo. Resultou por breves momentos, tendo sido estes jogadores os autores dos primeiros golos.

Antes de chegar a possíveis críticas ofensivas - a grande parte delas já aqui apontadas - penso que a grande diferença esteve nas defesas. Dois estilos totalmente diferentes, dois tipos de jogadores totalmente diferentes e Sporting com muito mais dificuldades a defender do que o adversário e muito pouco se deveu ao jogo colectivo deles já que muitos dos golos e situações de perigo resultaram de:

- Embalos do Claudio Pedroso a rodar o braço por cima do Bruno ou do Solha
- Oscilações para a ponta, sobretudo para o David Tavares
- Bola no pivot (dois armários que eles têm) quase sempre para ganhar livre de sete metros

Já se falou da exibição do Figueira mas sinceramente não há muito que se possa apontar. Defendeu remates, sofreu golos de azar, mas acima de tudo, levou com muitos remates com o rematador com tempo e espaço para pensar na colocação que queria dar à bola. Do outro lado, o Candeias com um jeito mais "intuitivo", conseguiu com agilidade travar os remates com alguma felicidade e ainda aproveitou a confiança que tem nos seus defensores, ocupando o segundo poste para travar os remates de primeira linha.

O Ricardo Correia está de parabéns pois com aquelas 3 defesas galvanizou a equipa e permitiu-nos passar para a frente no marcador.

Ofensivamente, no fundo, tivemos poucas soluções como tem sido característico ao longo das últimas 2 ou 3 épocas (pelo menos) e a própria rotatitvidade sucessiva também não ajudou. Por último, se calhar perdemos a oportunidade de ganhar o jogo exactamente no mesmo capítulo que nos foi mantendo no jogo: O Muresan a meio do segundo tempo parecia dos poucos com disponibilidade para assumir o jogo e com isso marcou 3 ou 4 golos seguidos, mas logo depois fez dois remates que foram defendidos. Não estou a criticar o Daniel nem a destaca-lo em relação a outros, apenas constato que à semelhança do Rui Silva em certos momentos, o Daniel é das poucas unidades sem problemas de se assumir em jogo.

Quanto à arbitragem, bem, esteve péssima para qualquer um dos lados. Os especialistas dirão que falharam 4 ou 5 lances para cada lado e por isso foi equilibrado, mas volto a frisar a questão psicológica que determinadas decisões podem ter para o comportamento dos jogadores. Os comentadores ontem falavam quase sempre para o mesmo lado mas não diziam que cada bola aos 6 metros no pivot dava quase sempre livre de sete metros, até aqueles lances em que o Zé Costa não tinha qualquer hipótese de receber a bola. Tivemos alguma sorte, já que o Portela escapou-se à exclusão num par de situações em que parece fazer "gravatas" ao Carlos Carneiro.

A apontar ainda à arbitragem mais três lances:
- Deixaram escapar em minha opinião um vermelho ao Cláudio Pedroso que mandou uma cotovelada no Solha ainda no primeiro tempo quando o SCP queria partir para o contra-ataque
- Penso que estava 20-21 e o Sporting a atacar à procura do 20-22 e o Rui Silva vai a fazer um bloqueio para entrada do Fábio e é completamente empurrado pelo adversário para cima do jogador do Benfica e a esperteza saloia dos árbitros assinala falta atacante.
- No lance a seguir, carambola que o Carneiro ou o Inácio deixam cair na zona dos 7 metros e o Zé Costa com os braços abertos a afastar dois jogadores do Sporting não apanha a bola e lá se arranja mais um livre de 7 metros.

Mas penso que a arbitragem foi apenas mais um fator para o péssimo jogo apresentado pelas duas equipas.

Finalizando, uma vez mais as minhas saudações leoninas aos adeptos (e adeptas Wink ) que estiveram no pavilhão e fizeram-se ouvir alto e em muito bom som.

Siga a marcha... Empatar na Luz não é um mau resultado.


EM FRENTE SPORTING!



domingo, 11 de março de 2012

Venha o futebol


Vivemos momentos altos e baixos que nos abalam mas não derrubam as bases do nosso sportinguismo. A vitória da passada quinta-feira sobre o City trouxe um novo alento à nossa família, principalmente tendo em conta que o futebol sempre foi e sempre será o "motor" da nossa atividade.

No que diz respeito às modalidades, este tem sido um fim-de-semana em pleno:

- Andebol ultrapassa Benfica e Águas Santas e alcança o 2º lugar na classificação geral, aproximando-se também do líder FC Porto que escorregou na Madeira;

- Futsal vence GS Loures por 4-1 com estreia de Daniel Japonês na lista de marcadores do Sporting. Uma boa reacção após a eliminação para a Taça de Portugal na passada quarta-feira;

- Hóquei em patins continua a sua caminha em direcção à I Divisão, batendo o Sporting de Tomar, 3º classificado, por 7-5 em Tomar;

- Ténis de Mesa bate o Oliveirinha por 4-2;


E ainda, o principal destaque em termos de ecletismo deste fim-de-semana vai para as nossas equipas de Atletismo, tanto masculina como feminina, que se sagraram em Guimarães, campeãs nacionais em corta-mato.

Com todos estes resultados, resta-nos esperar que tudo isto se trate de um bom prenúncio para a partida desta noite da equipa de futebol.

EM FRENTE SPORTING!

sábado, 19 de novembro de 2011

Os amigos de Alex

SPORTING - 5 ; Iberia Star de Tiblissi - 5

Mais uma alegria que o nosso futsal nos proporciona. O Sporting acaba de garantir a participação na final four da UEFA FUTSALCUP, a 'Champions League' da modalidade, que se realizará no próximo mês de Abril de 2012.


O empate a cinco golos no marcador final serviu para concretizar esse objectivo. O jogo constituiu mais uma reviravolta épica dos futsalistas leoninos, que depois de perderem o colega Cary por lesão logo no início do desafio e de se verem em desvantagem por 3 golos em diversas fases do jogo: 0 – 3 ao intervalo e 1-4 já no decorrer do segundo tempo, conseguiram arranjar forças, garra e crença para dar a volta a todas as adversidades.

A chave deste sucesso estaria, como de resto em anteriores ocasiões, na colocação de Alex enquanto guarda-redes avançado. Foi com Alex nessa posição que se conseguiram recuperar os três golos de desvantagem, empatando o jogo a 4. Finalmente o jogo parecia querer encarrilar para o nosso lado, mas uma infelicidade de João Matos (um dos jogadores mais carismáticos deste Sporting), permitiu nova vantagem aos georgianos. Seria novamente Alex, enquanto guarda-redes avançado, após uma defesa e saída rápida em contra-ataque, a permitir ao colega Leitão colocar o ponto final no jogo a pouco mais de um minuto do fim. Depois aconteceu mais uma festa bem regada dentro do Pavilhão de Odivelas, à qual nem os jornalistas da RTP2 escaparam…

Ficha de Jogo:

Pavilhão Multiusos de Odivelas
19 de Novembro de 2011

Árbitros: Francesco Massini (Ita) e Borut Sivic (Esl).

Sporting: João Benedito, Leitão (1), Pedro Cary, João Matos (1 p.b.), Déo (2), Paulinho, Marcelinho (1), Caio, Alex (1), Buiu, Cristiano, Bruno dos Santos e André Galvão.

Treinador: Orlando Duarte.

Acção disciplinar: cartão amarelo para João Matos (36 m) e Deo (38 m).

Iberia Tbilisi: Toni, Betinho, Roninho, Bruno Melo (1), Romário, Akopov, Udu, Dzabiradze, Luiz Negão (2), Daniel Sakai (1) e Fufi.

Treinador: Oleg Solodovnky.

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Betinho (11 m), Roninho (19 m) e Luiz Negão (22 m).

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A propósito do Dia Multidesportivo.

Comemora hoje o Sporting Clube de Portugal, o grande SPORTING, o Dia Multidesportivo, no Multidesportivo Sporting, junto ao Estádio José Alvalade.
Boa iniciativa. Todas as iniciativas que sirvam para trazer os sócios e adeptos à sua casa serão sempre atitudes positivas. O Sporting precisa urgentemente de mostrar uma imagem ganhadora, uma imagem de juventude com futuro, uma imagem de entusiasmo que congregue os adeptos à volta do Clube e que atraia muitos outros para se juntarem a nós.

A equipa de futebol tem, com os seus últimos desempenhos, “agitado as massas”, e é um prazer ver a onda de entusiasmo que está a gerar, com assistências (então a norte…) que praticamente só nos lembramos nos anos em que fomos campeões. Os escalões de formação também vão cumprindo a sua missão, porém não têm a visibilidade, melhor, não lhe dão a visibilidade (vide, por exemplo a NextGen Series) que faça crescer o orgulho leonino e atrair mais adeptos ao Clube.

No respeitante às modalidades, futsal e andebol vão fazendo pela vida, tal como hóquei e ténis de mesa, embora estas com outro nível de notoriedade na comunicação social. Não querendo ser injusto, e posso estar a esquecer algumas, as restantes modalidades praticadas no Clube não têm qualquer relevo, muitas nem sequer qualquer notícia, na CS generalista, o que independente do valor dos seus atletas, que não se discute, não traz grande visibilidade ao Sporting, excepção talvez ao judo e, episodicamente, à natação.

Claro que não esqueci o atletismo. Antes pelo contrário, guardo para ele um espaço próprio. Quantos que hoje são Sportinguistas, não o são graças às vitórias de Carlos Lopes? As figuras de topo, os grandes olímpicos e vencedores internacionais, tornam-se ídolos de miúdos ainda sem as suas preferências clubisticas bem definidas, passando a ser do clube do seu ídolo.

E o que vemos nós no atletismo? No Clube do ecletismo e das grandes referências olímpicas (o Sporting) vão-se deixando sair, directa ou indirectamente, um a um, os grandes nomes e os possíveis futuros grandes ídolos para o grande rival.

Subliminarmente, vai-se dando a justificação: não há dinheiro! Eu pergunto: depois de perdermos o último CN de ar livre, teremos esperança de ganhar algum nos próximos 10?, 20? anos. Resposta de qualquer pessoa que acompanhe minimamente o atletismo: Não! Então faça-se prospecção, formação e acolha-se no Clube quem quer praticar atletismo, acabe-se com a equipa colectivamente, o atletismo é fundamentalmente um desporto individual, e aposte-se apenas nos 1ºs planos, e em quem tem possibilidades de vir a ser um nome grande, e deixemos os açambarcadores correrem sozinhos.

Compreendendo a dificuldade que é “ressuscitar” o ciclismo para trazer novos Agostinhos, não só por estar totalmente entregue a marcas comerciais, mas também pela sua exposição negativa no tocante a substâncias dopantes, não consigo compreender a ausência do Sporting em modalidades tão badaladas como o voleibol e o basquetebol, ou em grande expansão como o râguebi, uma modalidade que é das mais valiosas a nível de formação do carácter do indivíduo.

Claro que, inicialmente, todas estas modalidades teriam de ser sem custos acrescidos para o Clube, mas tudo o que seja trazer juventude para o Sporting é cada vez mais importante. Com tantos núcleos espalhados pelo país, não há gente capaz de agarrar uma destas modalidades e, começando por baixo, trazer de novo as camisolas verde brancas até à ribalta?

Depois deste arrazoado que mais não pretende que o Sporting, com os recursos que dispõe, grandes e ricos em valores humanos e parcos materialmente, continue a crescer e a engrandecer-se e ao desporto português, resta-me perguntar:

Para quando o Dia do Pavilhão?

Imagens retiradas do Tesouro Verde

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais do mesmo




Passados alguns anos, voltei a ver um programa desportivo composto por paineleiros dos três grandes. Isto tudo para ver a entrevista que GL concedeu a semana passada à SIC.

Confirmou tudo o que já pensava dele: é uma pessoa sem carisma, sem perfil de líder e que terá muito trabalho pela frente para conquistar quem nele não votou.
Não senti qualquer empatia em relação à figura que nos irá representar. Pior, demonstrou que dificilmente o que nos foi dado, nestes últimos anos, mudará substancialmente. Será portanto mais do mesmo mas em versão mais compacta. E se fosse preciso confirmação, ela veio nas declarações após o jogo de Guimarães.

Seria uma hipocrisia da minha parte dizer que o GL é o meu presidente. Não é. Poderá vir a ser mas para tal, é necessário que faça muito mais do que dizer que vai trazer X jogadores para depois dizer que não os tinha prometido mas sim que os tinha referenciado, as incoerências relativas ao treinador pretendido ou fazer uma campanha carregada de calúnias para depois pedir desculpa por algumas palavras mais fortes usadas.
No entanto, isto vai para além de buscar os jogadores X ou Y, apesar de este tópico mostrar o que aí vem.

Essencial para mim, e algo que tem que começar a ser demonstrado desde já, é que o SCP ditará o seu caminho, sem alianças ou subserviências. Não podemos permitir que nos desrespeitem como tem sido hábito nos últimos anos, seja por parte de árbitros com a mania de vedetas, pelo presidente desta classe ou presidentes de outros clubes. E aqui não englobo só os dos rivais.

Quando a Direcção do SCP começar a mostrar as garras aos nossos adversários externos ao invés de atacar outros Sportinguistas, talvez aí possamos começar a vislumbrar o início da união Sportinguista.

Quanto ao jogo de Guimarães, continua a agonia. Não queria ver o jogo mas após um bombardeamento de SMS's, lá liguei a TV. Ia já em 15 minutos e até não desgostei da primeira parte. Quanto mais não seja pelo prazer que dá ver o Matías jogar. Desde já um abraço caloroso aos últimos três treinadores por remeterem-no sistematicamente ao banco ou a jogar a espaços.
Já a segunda parte...alguém ficou surpreso com o empate, tendo em conta os segundos 45 minutos? Posso dizer que nada esta época me surpreende ou escandaliza.

Na sexta-feita tinha comentado com amigos meus que o SCP perderia o 3º lugar esta jornada. Nem sequer é uma "previsão" difícil, diga-se. Difícil seria dizer que o SCP conseguiria manter o 3º lugar até ao fim do campeonato sem sobressaltos, tendo em conta as deslocações a Guimarães, Braga e Porto.
Carlos Freitas apresenta como explicação o facto da equipa ter problemas psicológicos; já eu digo que foi a linha "Freitiana" do "compre 7, aproveite meio" que nos trouxe a este ponto.

Valham-nos, neste fim de semana, o andebol e futsal que nos deram alguns motivos para sorrir. Importantíssima a vitória sobre o ABC para continuarmos na corrida para o título. A equipa tem um comportamento irregular, será difícil recuperar a desvantagem mas quem sabe?

Resta-nos acreditar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

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