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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Fazer bem compensa sempre

No dia em que o Pavilhão João Rocha completa dois anos de existência o Sporting vê confirmada a sua presença na mais importante competição de andebol europeu, como vem descrito hoje no site do clube:

"Pelo terceiro ano consecutivo, o Sporting Clube de Portugal vai participar na fase de grupos da EHF Champions League, a mais importante prova de clubes de andebol da Europa. O Comité Executivo da EHF colocou os Leões entre as equipas escolhidas para ocupar as vagas disponíveis e o anúncio foi feito esta sexta-feira.

O critério para a escolha das equipas incluía factores como as últimas participações, o pavilhão, os adeptos e questões relacionadas com a transmissão televisiva, o marketing e a imprensa. Face à boa impressão deixada pelo Sporting CP nas últimas duas épocas, a EHF decidiu incluir o Clube de Alvalade no mesmo lote que THW Kiel (Alemanha), Montpellier HB (França), MOL-Pick Szeged (Hungria), GOG (Dinamarca), Bidasoa Irun (Espanha), HC Eurofarm Rabotnik (Macedónia), Orlen Wisla Plock (Polónia) e IFK Kristianstad (Suécia).

O Sporting CP vai ficar inserido no grupo C ou no D da EHF Champions League, com o sorteio a realizar-se no próximo dia 27 de Junho em Viena, Áustria. Em 2018/2019, o conjunto verde e branco fez história ao ser a primeira equipa portuguesa a passar a fase de grupos da competição no modo ‘Champions League’."
É caso para dizer que fazer bem compensa sempre. A verdade é que a nossa equipa de andebol, apesar da seca de títulos este ano, teve uma participação honrosa nesta liga este ano, onde antingiu uns inéditos oitavos de final.. O público foi de facto um público de Champions, recolhendo elogios de diversos adversários e o Pavilhão João Rocha honra o nome que recebeu.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Pavilhão João Rocha inaugurado com um lugar vazio

Hoje é um dia de festa. 13 anos depois, o Sporting Clube de Portugal volta a ter um pavilhão condigno com o estatuto do Clube e o valor das suas modalidades. Desde 2004 quando a Nave, parte integrante do antigo estádio, foi derrubada, que as modalidades de pavilhão andavam com a casa às costas, com as equipas a jogarem onde não treinavam, e com os adeptos a terem que "voar" do Vistoso a Odivelas, de Odivelas a Alvalade, de Alvalade a Alverca, de Alverca para Cacilhas, e por aí fora. O meu agradecimento aos actuais dirigentes leoninos, que conseguiram pôr de pé esta magnifica obra.
Mas infelizmente nem tudo é alegria. Logo, na Inauguração, vai estar um lugar vazio. É o lugar do Vitor. Do Vitor Araújo. Um Leão que não falhava com o seu apoio, em qualquer jogo de qualquer modalidade. Há mais de 40 anos, que o conheço, em casa ou nos campos dos adversários, bem enquadrado por muitos sportinguistas ou sozinho no meio de um pavilhão cheio de adeptos adversários.

A sua ânsia de apoiar os Leões dentro de campo, fazia com que ignorasse totalmente comentários e provocações de adeptos adversários. De tal modo que muitas vezes assisti a adeptos de outros  clubes a repreenderem os seus próprios companheiros por estarem a provocar o grande Vítor, que, imperialmente, não lhes "ligava nenhuma".

Penso que o Vitor, "vai" feliz, ao saber que o Sporting volta, finalmente, a ter o seu Pavilhão João Rocha. E que logo pelas 18:30, lá onde estiver, surgirão 3 palmas ritmadas seguidas por um forte grito "SPORTING!"

Adeus Vítor! Descansa em paz!

Nota1: este post é da autoria do 8

Nota 2: O Vitor Araújo estava nomeado para os prémios Honóris Sporting 2017, na categoria de sócio do ano. O clube, muito bem, já emitiu nota de pesar na sua página oficial.Vitor Araújo foi prémio Stromp em 2011.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O alarme no pavilhão e o castigo da UEFA

Pavilhão
Foi com surpresa que fomos confrontados com a noticia da ruptura de contrato entre a empresa construtora a quem foi adjudicada a obra, a Somague, e o Sporting. Os motivos aduzidos pelo clube - aumento injustificado dos custos - parecem-me pertinentes. Falta ainda ouvir o que tem a dizer sobre isto a construtora, uma vez que o próprio clube admitiu no comunicado que havia trabalhos não previstos inicialmente, tais como ar-condicionado, acréscimo de balneários, acessibilidades para pessoas com dificuldades motoras, tabelas electromecânicas de basquetebol e alteração aos campos de futebol. 

O diferendo esteve, ao que percebi, nos valores propostos pela empresa para a realização daqueles trabalhos, tendo o Sporting, depois de consultada a FICOPE, empresa responsável pela gestão do projecto, não concordado com as condições propostas. A referida empresa entendeu que as verbas pedidas eram exageradas (618.900+IVA), tendo sido decidido entregar a obra à empresa Ferreira Build Power, a segunda classificada no concurso. Esta aceitou a realização das obras consideradas adicionais por cerca de metade do preço (297 mil+IVA).

Algumas considerações:

- Truques de acréscimo de preços por obras não orçamentadas em empreitadas são muito comuns. Aliás, a desorçamentação dos custos totais nos lançamentos de obras são o truque mais utilizado para justificar quer social quer politicamente grande parte das obras que se realizam neste país, porque quase ninguém se dá ao trabalho de saber qual o seu custo final. Não parece que seja este o caso.

- Até que se saiba mais sobre este caso, e se o agora sucedido foi tentativa abusiva de adulterar o que havia sido negociado previamente, a razão está do lado do clube.

- Há no entanto uma implicação directa imediata que é o facto daquele que tinha sido considerado o melhor projecto e com as condições mais favoráveis ter sido substituído pelo que tinha ficado em segundo lugar, por isso aparentemente não tão bom nem tão favorável.

- No custo final da obra não haverá diferença significativa no seu custo final uma vez que a obra adjudicada à Somague tinha o custo de 7,2 milhões inicialmente previstos e que ficaria no final, acrescentando os valores pedidos pela empresa para os trabalhos adicionais, em cerca de 7,8 milhões. Ora a Ferreira Build Power apresentou uma proposta de 7,5 milhões o que, acrescidos dos 297 mil euros pretendidos para execução do campo de futebol de 7, muros de suporte e tabelas de basquetebol, aquele valor é praticamente igualado.

- Fica então a pergunta: vale a pena ficar com o projecto e obra do pavilhão que não tinha sido considerados nem o melhor nem mais favorável  por uma diferença de verbas tão pequena, atendendo a que estamos a falar de uma obra de uma geração, ou até talvez mais?
- Qual foi o critério primordial para adjudicação: a qualidade do projecto, o preço ou a conjunção de ambos? Vale a pena lembrar os erros cometidos aquando da construção do estádio e o seu resultado?

- Não menos importante parece ser de salientar que, à altura do lançamento da primeira pedra, não havia contrato assinado nem projecto aprovado, e que a obra continua sem orçamento aprovado para a sua realização. Contudo a data prevista para o inicio das obras é o próximo mês.
Nota: Já depois de publicado o presente post tomei conhecimento do comunicado da Somague sobre a matéria em apreço, cujo conteúdo, sucintamente, remete para o clube as responsabilidades das alterações ao acordado para o clube dizendo que "pretendeu o Sporting considerar abrangido no preço da proposta trabalhos nela não constante e surpreender a Somague com a decisão do termo das negociações após todo o trabalho efectuado" (n.d.r elaboração dos projectos de arquitectura, escavação, contenção e estrutura de betão armado). Está assim aberto mais um novo contencioso.

Castigo UEFA
Face aos resultados financeiros de todos conhecidos (43 milhões de passivo em 2012/13) impendia sobre o clube a possibilidade de um castigo da UEFA a propósito da célebre lei do fair-play financeiro. Esta lei é necessária, atendendo ao objectivo principal de fazer com que os clubes gastem de acordo com as suas receitas. 

Porém ela contém alguns anacronismos que protegem os clubes mais ricos e que diferem do modelo associativo, como são a maioria. Um clube com um dono rico gasta mais do que tem, pelo menos enquanto este injecta capital, mas a UEFA não parece estar preocupada com o que acontecerá no futuro, caso um desses donos se canse de brincar aos clubes. 

Sem sentido nenhum é a possibilidade de existirem penalizações pecuniárias sobre os clubes que a própria UEFA reconhece estarem em dificuldade financeira. Será esse o caso do Sporting caso falhe num futuro próximo as condições que foram agora impostas, isto é, que "o Sporting não consiga um resultado positivo no actual exercício de 4,9 milhões de euros, necessário para atingir o limite de défice de 30 milhões de euros do conjunto das 3 últimas épocas."

Há ainda um aspecto nesta matéria que me parece merecer reflexão. Os resultados acima invocados e a possibilidade de um castigo pela UEFA ainda hoje condicionam a forma como se pensa ser a melhor estratégia para o clube que renovações de jogadores importantes como Carrillo trazem novamente à ordem do dia.

Ora o Sporting para melhorar a sua competitividade tem tido, entre outros, dois problemas facilmente identificáveis e que, sem a sua resolução, o impedirão de, realisticamente, almejar mais do que tem conseguido: 

- O Sporting tem revelado enorme dificuldade em diversificar as fontes de financiamento e de obtenção de receitas que o aproximem mais, mesmo que não da totalidade, das dos seus rivais.

- O modelo até agora seguido de contratar muitos jogadores baratos, oriundos de campeonatos tidos como emergentes, não tem sido muito eficaz em aportar valor ao plantel, sem o qual se torna difícil de competir ao nível dos rivais.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ecos da Assembleia Geral e o processo crime a José Eduardo


Sobre a necessidade da AG: Julgo que poucos terão dúvidas, sobretudo atendendo ao timing em que foi anunciada, que a AG se inseriu algures na tomada de decisão de despedir Marco Silva. Grande parte do interesse da reunião esfumou-se com a marcha atrás na decisão, o que acabou por fazer regressar uma certa "normalidade" ao seio do clube. A AG, que provavelmente serviria a uma espécie de teste de stress à gestão desportiva, deixou de ser necessária. 

Quanto a mim nunca o seria por este motivo, as direcções não precisam de convocar AG's sempre que tomam decisões, por mais difíceis que sejam. Salvo situações excepcionais, esse julgamento deve ser feito no final de cada ciclo directivo e não ao sabor do espírito do momento.

Sobre a relevância AG: Tendo em conta a relevância da informação prestada e das matérias tratadas ter-se-ia prestado um melhor serviço à generalidade da comunidade Sportinguista, especialmente aos que não vivem em Lisboa, efectuando a respectiva divulgação pelos canais habituais. Assim, atingir-se-ia um universo maior que os menos de um milhar que se disponibilizaram a estar presentes. 

No meu caso pessoal, que vivo longe e num fim-de-semana em que me vi fortemente condicionado por uma gripe das antigas, tive que andar a recolher informação nos mais diferentes canais, quando até o site do clube é omisso em muitos pormenores. Por exemplo os artigos noticiosos não referem a entrada de um novo investidor para a SAD, não pormenorizam a futura composição daquele organismo, não divulgam o relatório e contas consolidado relativamente ao período 2013/14. 

Saúda-se pelo menos o tom elevado em que parece ter decorrido o concilio e a satisfação expressa pelas horas de convívio e de grande fervor Sportinguista.


Pavilhão João Rocha: a grande noticia do dia, com a direcção a vincular-se à data para a sua finalização. Trata-se de um anseio antigo e a sua concretização é um reforço significativo da identidade do clube. 

As imagens divulgadas dão ideia de uma obra condigna com a imagem do clube. A lotação de três mil espectadores parece-me ser sensata, atendendo à actual realidade das modalidades e do próprio clube. O facto de a generalidade das actuais modalidades de pavilhão poderem realizar aí as suas actividades, incluindo o hóquei em patins, é uma boa decisão. O facto de se aproveitar a nova construção para se dar nova cara à Loja Verde e sobretudo ao Museu do clube também o é. 

Sobre este último devo dizer duas coisas: a sua localização é fundamental. Idealmente deveria estar colocado no cimo da escadaria que grande parte dos que procuram o Estádio de Alvalade têm que subir. Era indiscutivelmente o local ideal para a sua divulgação. E o surgimento dos seus congéneres nos nossos rivais obriga-nos a actualizar os seus conceitos base, é o senão de ser pioneiro.

Não consegui recolher a informação relativamente ao que sucederá caso parte das verbas que a SAD irá disponibilizar ao Clube, no âmbito do negócio Rojo/ManUtd, venham a ser reclamadas pela Doyen, caso esta obtenha decisão favorável.

Novo investidor mistério: Foi anunciado um novo investidor que terá já entregue à SAD uma verba de 18 milhões de euros. No entanto esta entrada de capital não foi objecto de nenhum comunicado por parte da CMVM ou do clube. O negócio parece estar abrangido por um acordo de confidencialidade, o que, à priori, atendendo à soma envolvida, torna obrigatória a divulgação do(s) titular(es). A carecer de maior esclarecimento.

Quase ninguém reparou mas, como consequência directa desta nova alienação, e somadas às já feitas anteriormente, o Sporting deve estar muito próximo de deter apenas metade (50%) da totalidade da SAD. Ainda há bem pouco tempo isto seria motivo de uma enorme discussão e troca de argumentos, isto mesmo atendendo a que estes valores podem vir a sofrer alterações com os resultados finais da reestruturação financeira.

Processo de Marco Silva a José Eduardo: A gravidade das acusações feitas por José Eduardo, e o facto de o ter feito de forma reincidente e sem retratação, não deixou outra alternativa ao treinador. Mas, mesmo reconhecendo-lhe o direito, devo dizer que, como sócio e adepto, preferia não ter que assistir a uma disputa do género. Um assunto que poderia deixar de o ser com uma boa mediação.

Note-se que, das testemunhas arroladas,- Rui Patrício (capitão do Sporting), Fernando Santos (seleccionador nacional), Joaquim Evangelista (presidente do Sindicato de Jogadores), José Pereira (presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, a ANTF), Nicolau Santos (director adjunto do Expresso), Carlos Daniel (jornalista), João Coimbra, Gonçalo Santos (ambos ex-pupilos no Estoril), Carlos Gonçalves (empresário) e Tiago Ribeiro (presidente da SAD do Estoril) - Marco Silva não nomeou ninguém da actual administração, o que não pode deixar de ser um dado importante na leitura que o treinador fez dos acontecimentos mais recentes.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Missão Pavilhão: O que é do coração e o que é da liderança?

Fim-de-semana em cheio para o andebol, ao renovar a conquista da Taça de Portugal, reforçando assim o estatuto de clube mais vencedor da modalidade. Uma boa oportunidade para falar do pavilhão, interesse redobrado pelo lançamento da Missão Pavilhão. Parabéns a todos quantos tornaram esta vitória possível!

Sobre a necessidade de um pavilhão junto ao estádio José Alvalade ninguém contestará a necessidade. As soluções poderiam ser diversas mais ninguém porá em causa que essa é a ideal. Com a definição do terreno onde o erigir acordada entre clube e CM de Lisboa faltará apenas aprovar o projecto arquitectónico (informação que carece de confirmação, mas é a minha impressão pessoal) e erigi-lo. O plano de pormenor esse está aprovado pela edilidade.

No passado sábado o Sporting lançou a "Missão Pavilhão". A informação é ainda escassa, o que de relevante se conhece é que cada sócio ou adepto Sportinguista é chamado a contribuir com 50€, sendo que "dos 50 euros doados, 40 serão para a construção do recinto e cada um dos contribuintes recebe a «Camisola 12 Missão Pavilhão» e um vale no valor de 24 euros em quotas. Quem já for sócio, pode oferecer este vale de 24 euros em quotas a um amigo ou familiar", citando o próprio site do clube.

Aguardo que os contornos e objectivos pretendidos sejam melhores esclarecidos para que melhor se perceba o que agora nos pedido. Contudo deixo as primeiras impressões que o anúncio me suscitaram:

- Nada tenho a opor à modalidade anunciada, pelo menos em abstracto. O apelo ao coração (e carteira...) dos sócios, em particular dos que dispuserem de maior desafogo financeiro, para tornar possível um sonho acalentado há décadas faz sentido. Atrevo-me a dizer que muitos de nós, se pudessem, custeariam do seu próprio bolso o pavilhão.

- Parece-me porém extemporâneo solicitar a participação dos sócios, onerando-os em despesas e responsabilidade pelo êxito da operação, sem previamente se conhecer i) o projecto, ii) os respectivos custos e, o mais importante, qual iii)o contributo da direcção. 

- Liderar é muito mais do que pedir dinheiro para gastar. Neste âmbito há muito a que a direcção está obrigada antes de chamar os sócios a participar. A obtenção de patrocínios (publicidade estática, venda de lugares, etc.)  e o eventual naming do pavilhão são apenas alguns dele, é uma responsabilidade decisiva para o êxito do empreendimento, da qual a direcção não se pode demitir. Só depois deste trabalho feito os sócios deveriam saber o que lhes poderia ser pedido em acréscimo. 

- De outra forma entendo como muito difícil o êxito da missão e o risco de se assemelhar a uma "operação coração" falhada é enorme. O custo estimado de 10 milhões de euros dificilmente podem ser suportados apenas por donativos. E mesmo para que estes tenham o relevo necessário, têm de ter subjacente ideias e projectos muito concretos e transparentes.

terça-feira, 10 de julho de 2012

João Rocha fica bem ao lado de José Alvalade

Quando hoje se diz que o Sporting vive um dos piores períodos da sua história isso só pode ser o resultado da frustração ou do desconhecimento dessa mesma história. Quer antes quer depois do consulado de João Rocha o Sporting viveu momentos bem mais dramáticos. Foi num período assaz complicado que o Sporting viu surgir um dos seus melhores dirigentes de sempre.

João Rocha chegou ao Sporting num momento de profunda crise directiva, sem que ninguém quisesse assumir a presidência. O presidente Valadão Chagas havia sido eleito no dia  29 de Março de 1973 mas abandonaria o cargo no dia seguinte (!) à tomada de posse, 4 de Abril, em direcção ao governo de Marcelo Caetano, deixando na gestão interina o seu Vice-Presidente Manuel Nazareth. Este havia deixado bem claro que não tinha vontade nem ambição para o cargo. A crise estender-se-ia até Setembro desse ano, mais propriamente até  dia 7, quando João Rocha chega à presidência do clube.

Quando tomou posse João Rocha, que era até um sócio relativamente recente, de imediato revelou a ambição que o trazia: "Julgo que se deu uma nova tomada de consciência, um certo empolgar da alma colectiva. Fascina-me a ideia de erguer uma grande obra, apoiada por milhares ou milhões de pessoas e que possa representar uma viragem nos nossos clubes desportivos".  Palavras essas que seriam materializadas por inteiro nos 13 anos em que presidiu ao clube. 

Foram nesses anos que o Sporting saiu da letargia em que se encontrava para dos pouco mais de 40 mil sócios chegar aos 130 mil. O período de João Rocha ficou assinalado por mais de 1200 títulos nacionais, 52 Taças de Portugal, 8 Taças dos Campeões Europeus de Corta-Mato, uma Taça dos Campeões Europeus, duas Taças das Taças, uma Taça CERS em Hóquei em Patins. O Sporting chegou a movimentar cerca de 15000 atletas em 22 modalidades! O nome do Sporting chegou a todo mundo quando Carlos Lopes ganhou a primeira medalha de ouro nuns Jogos Olímpicos. Entre 1981 e 1985 realizaram-se quatro(!) Congressos Leoninos, em Lisboa, no Rio de Janeiro, em Toronto e na Madeira e nos Açores! Pode-se dizer com propriedade que o Sporting viveu uma verdadeira refundação.

Uma marca da passagem de João Rocha pelo Sporting foi sempre a sua quase omnipresença junto das diversas equipas e atletas, fossem quais fossem as circunstâncias. Manuel Fernandes, o grande capitão, testemunhou-o, depois de lhe oferecer a sua camisola, quando em 1982 acabava de conquistar a dobradinha, vencendo a Taça de Portugal no Jamor: "O presidente merece. Tem-nos acompanhado nos bons e nos maus momentos, Quando perdemos vai às cabines e moraliza-nos: Chega inclusive a fazer-nos vento com a toalha...".

Foi no futebol que João Rocha conheceu mais dificuldades. Nos 13 anos de mandato ganhou apenas três Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça. A isso não será alheio o aparecimento de Pinto da Costa. Sustentado numa estratégia de quem percebeu que o futebol português suporta a muito custo a existência de mais de 2 grandes clubes, o ainda presidente do FCP elegeu como primeiro alvo o Sporting, contra quem foi travando as suas primeiras grandes batalhas. Ficou célebre a sua frase após mais uma acesa disputa com João Rocha: "enquanto eu for presidente o Sporting não voltará a ser campeão!". Hoje sabemos (como e porquê) que apenas por 2 vezes a sua vontade não foi cumprida.

Não se pense que apesar do indiscutível sucesso que João Rocha não conheceu oposição à sua passagem. Nesse âmbito foi estrepitosa e nem sempre de bom tom a disputa das eleições de 1982 com Marcelino de Brito. Como ficou célebre a crise provocada em 1980, em que desafiou uma oposição que moía mas não dava a cara, como se provou ao ter que concorrer sem adversários. Eram também muitas as suas queixas relativamente às dificuldades causadas pela falta de compreensão da tutela na resolução da sustentabilidade financeira dos clubes. Por isso dizia já há muito "É preciso redefinir o clube e encontrar uma filosofia que permita ao Sporting seguir em frente sem o perigo de fechar a porta."

O problema da sustentabilidade financeira era algo que já preocupava João Rocha desde a sua tomada de posse. Antecipando em muitas décadas as SAD´s, criou a Sociedade de Construções e Planeamento que em 9 de Março de 1974 emitiu 2.500.000 acções de valor nominal de 100 escudos. Esta, tal como todas as outras cotadas em bolsa, haviam de se esfumar passado pouco mais de um mês com o advento da revolução dos Cravos, em Abril de 1974. 

Foi já cansado e doente que em 1986 João Rocha abandonaria a presidência do Sporting, abrindo um período em que, de forma paulatina e por vezes acelerada se foi desbaratando muito do que foi construído. Hoje, passados estes anos, ocorre-me que a saída de João Rocha nunca foi querida e muito menos preparada.

Não sei se João Rocha foi o melhor presidente de sempre do Sporting porque, nos seus recentemente celebrados 106 anos de vida, há muito da sua história que não foi vivida e testemunhada. Por isso não gostaria de cometer o habitual erro de paralaxe de quem observa a história separada por diferentes ângulos de observação. Mas João Rocha é hoje considerado, e com toda a justiça, um dos maiores presidentes da história do Sporting e ao seu tempo de presidência corresponde um dos períodos mais pujantes da nossa história. 

Seja ou não atribuído o seu nome ao pavilhão a construir nas imediações do estádio (felizmente temos uma história rica e com muita gente merecedora da distinção ) esse é um facto que a história se encarregará de confirmar. Mas se tal ocorrer só posso dizer que o nome de João Rocha ficará muito bem ao lado do estádio que tem o nome de José Alvalade.

P.S.- Ouro sobre verde seria o próprio João Rocha descerrar a placa do pavilhão...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pavilhão: do pesadelo à realidade

Burocraticamente (autorizações, licenças, planos, etc., só faltam as gorjetas para os fiscais) parece tudo resolvido. Finalmente! Chegou com 8 anos atraso. Então, comparado com outros a quem tudo deram, e pagaram, em tempo recorde, a nós só foram criadas dificuldades. Desejo muito que não sejamos nós, agora, que levantemos mais dificuldades.

Penso que, há já algum tempo, foi negociado e assinado com a CGD um patrocínio que financiaria a construção do nosso Pavilhão. O pequeno-almoço agendado entre Godinho Lopes e a CGD tem de se efectuar rapidamente, fazendo valer os “direitos adquiridos” pelo Sporting.

Possivelmente a participação da CGD não cobrirá a totalidade da obra. Aí têm de entrar os donos do Sporting: nós. Em tempo de dificuldades globais não fica mal a ninguém, antes pelo contrário, juntar os seus membros para fazer obra.

Há muitas maneiras simples de ajudar. Voluntariado, é uma delas, e parece que noutras zonas já estamos a saber aproveitá-lo. Pequenas contribuições, que podem parecer não ter nada a ver com a construção do Pavilhão, também podem ajudar um pouco.

Vou dar um exemplo: como velho, que sou, em 1956 o meu nome já aparecia no jornal do Sporting. Estava-se na campanha para a angariação de fundos para ajudar à construção do Estádio. Tudo era bom para ajudar. Na altura andavam os ferros-velhos de porta em porta a comprar jornais velhos e garrafas usadas. Em minha casa compravam-se dois jornais diários, e entre os vizinhos também se compravam bastantes. Os meus pais guardavam os nossos, e com mais alguns dos vizinhos, ainda se fizeram uns tostões que embora pouco serviram para ajudar o Clube a construir aquele que seria o nosso orgulho.

Entre 3 milhões de Sportinguistas basta querermos ajudar, sairmos um pouco do nosso comodismo e de certeza conseguirmos “facilitar” a construção do Pavilhão, tão necessário que ele é.

Somos nós Sportinguistas, de todo o mundo, que teremos de demonstrar que queremos o NOSSO PAVILHÃO.

Assinado: 8

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A propósito do Dia Multidesportivo.

Comemora hoje o Sporting Clube de Portugal, o grande SPORTING, o Dia Multidesportivo, no Multidesportivo Sporting, junto ao Estádio José Alvalade.
Boa iniciativa. Todas as iniciativas que sirvam para trazer os sócios e adeptos à sua casa serão sempre atitudes positivas. O Sporting precisa urgentemente de mostrar uma imagem ganhadora, uma imagem de juventude com futuro, uma imagem de entusiasmo que congregue os adeptos à volta do Clube e que atraia muitos outros para se juntarem a nós.

A equipa de futebol tem, com os seus últimos desempenhos, “agitado as massas”, e é um prazer ver a onda de entusiasmo que está a gerar, com assistências (então a norte…) que praticamente só nos lembramos nos anos em que fomos campeões. Os escalões de formação também vão cumprindo a sua missão, porém não têm a visibilidade, melhor, não lhe dão a visibilidade (vide, por exemplo a NextGen Series) que faça crescer o orgulho leonino e atrair mais adeptos ao Clube.

No respeitante às modalidades, futsal e andebol vão fazendo pela vida, tal como hóquei e ténis de mesa, embora estas com outro nível de notoriedade na comunicação social. Não querendo ser injusto, e posso estar a esquecer algumas, as restantes modalidades praticadas no Clube não têm qualquer relevo, muitas nem sequer qualquer notícia, na CS generalista, o que independente do valor dos seus atletas, que não se discute, não traz grande visibilidade ao Sporting, excepção talvez ao judo e, episodicamente, à natação.

Claro que não esqueci o atletismo. Antes pelo contrário, guardo para ele um espaço próprio. Quantos que hoje são Sportinguistas, não o são graças às vitórias de Carlos Lopes? As figuras de topo, os grandes olímpicos e vencedores internacionais, tornam-se ídolos de miúdos ainda sem as suas preferências clubisticas bem definidas, passando a ser do clube do seu ídolo.

E o que vemos nós no atletismo? No Clube do ecletismo e das grandes referências olímpicas (o Sporting) vão-se deixando sair, directa ou indirectamente, um a um, os grandes nomes e os possíveis futuros grandes ídolos para o grande rival.

Subliminarmente, vai-se dando a justificação: não há dinheiro! Eu pergunto: depois de perdermos o último CN de ar livre, teremos esperança de ganhar algum nos próximos 10?, 20? anos. Resposta de qualquer pessoa que acompanhe minimamente o atletismo: Não! Então faça-se prospecção, formação e acolha-se no Clube quem quer praticar atletismo, acabe-se com a equipa colectivamente, o atletismo é fundamentalmente um desporto individual, e aposte-se apenas nos 1ºs planos, e em quem tem possibilidades de vir a ser um nome grande, e deixemos os açambarcadores correrem sozinhos.

Compreendendo a dificuldade que é “ressuscitar” o ciclismo para trazer novos Agostinhos, não só por estar totalmente entregue a marcas comerciais, mas também pela sua exposição negativa no tocante a substâncias dopantes, não consigo compreender a ausência do Sporting em modalidades tão badaladas como o voleibol e o basquetebol, ou em grande expansão como o râguebi, uma modalidade que é das mais valiosas a nível de formação do carácter do indivíduo.

Claro que, inicialmente, todas estas modalidades teriam de ser sem custos acrescidos para o Clube, mas tudo o que seja trazer juventude para o Sporting é cada vez mais importante. Com tantos núcleos espalhados pelo país, não há gente capaz de agarrar uma destas modalidades e, começando por baixo, trazer de novo as camisolas verde brancas até à ribalta?

Depois deste arrazoado que mais não pretende que o Sporting, com os recursos que dispõe, grandes e ricos em valores humanos e parcos materialmente, continue a crescer e a engrandecer-se e ao desporto português, resta-me perguntar:

Para quando o Dia do Pavilhão?

Imagens retiradas do Tesouro Verde

sexta-feira, 8 de abril de 2011

9-10 de Abril: Sporting por todo o lado!


A construção do novo pavilhão foi um dos temas mais discutidos pela positiva ao longo do mandato de José Eduardo Bettencourt, altura em que foram dados passos extremamente importantes para este marco tão desejado pelos Sportinguistas.

Este fim-de-semana teremos muita acção em diversos desportos, um pouco por todo o lado e sempre com o Sporting a jogar em casa:

- Hóquei em Patins no Tojal pelas 16h30 (juvenis)
- Futsal em Loures pelas 17h
- Futebol em Alvalade às 20h15 (Agradeço a correcção do Riga)

Para Domingo, destaque para a partida de Andebol no Casal Vistoso frente FC Porto, numa altura em que estamos separados por apenas 3 pontos.

Faz-nos pensar noutros tempos e noutras tardes de longas sessões desportivas. Numa altura de decisões importantes nas diversas competições, quão preponderante não será o factor casa? E fosse mesmo na NOSSA casa?

EM FRENTE SPORTING!

PS: Estou satisfeito ao ver o sucesso das equipas portuguesas nas competições europeias e ao mesmo tempo desiludido ao ver o pouco espaço que o SCP consegue cativar nas capas dos jornais.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ecletismo?




Com mais um conjunto de conquistas históricas por parte das diferentes modalidades em que o Sporting Clube de Portugal compete o tema está de novo aberto na sociedade leonina. A força demonstrada pelo nosso andebol e atletismo foram um bálsamo precioso para a nossa auto-estima após uma época desastrosa no que ao futebol de onze diz respeito.

Foi com orgulho que observei, à distância, o realizar do nosso lema, Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, Eis o Sporting. Vi cada uma daquelas palavras ser encarnada por diferentes sectores do nosso clube. Todos, dirigentes, técnicos, atletas e adeptos estão de parabéns. Foi bonita a festa.

Mas a história não termina aqui. As questões principais continuam por esclarecer e por assumir, não só por uma parte dos intervenientes mas por todos os intervenientes. E que questões são essas? O que fazer com o ecletismo actual? O que fazer com peso histórico do ecletismo no universo Sporting? O que fazer com as camadas jovens das modalidades extintas? Que recursos e infra-estruturas existem ou podem ser viabilizadas para o projecto desportivo do Sporting Clube de Portugal?

O primeiro passo decisivo julgo estar dado e ser irreversível, a construção do pavilhão junto ao estádio, mas há problemas em aberto, que modalidades vão ser possíveis de albergar no pavilhão, que lotação, existirá espaço para treinos de formação ou só para os escalões seniores. Estes problemas obrigam a decisões que não serão consensuais, gostava que a discussão fosse séria mas que não abrisse novo(s) motivo(s) de clivagem no interior do Sporting. Os recursos disponíveis são e serão sempre escassos para a ambição de que o Sporting se deve alimentar, este facto não deve fazer com que desprezemos cada realização, cada passo seguro que é dado no caminho certo nasce do esforço de muitos sócios anónimos e a construção de um pavilhão, seja qual for a sua tipologia, é sempre um momento de grande alegria para todos e não de divisão.

Ninguém tem dúvidas que se o Sporting no próximo ano estiver de novo numa final de um torneio europeu em andebol, futsal ou atletismo qualquer pavilhão vai ser pequeno para sentar toda a nossa devoção, mas e durante todo o restante ano? Durante aquele jogo em Novembro entre o Sporting e o Xico quantos espectadores estarão presentes? 50? 200? 1000?

Será racional construir um pavilhão com 5.000 lugares sentados para estar cheio só em três ou quatro jogos por ano (se tanto…)? Não será mais correcto ter uma estrutura junto ao estádio que permita a realização do máximo de jogos possível de diferentes modalidades (seja em que escalão for) e guardar os grandes momentos para casa emprestada?

A minha raiz desportiva é a Associação Académica de Coimbra, por essa razão, para mim, um clube com menos de 10 modalidades é só um rapaz simpático, não é um clube a sério e muito menos uma instituição na qual perca tempo e à qual dedique paixão. Este facto teve muita influência no desenvolver do meu Sportinguismo, na primeira vez que visitei o antigo estádio José de Alvalade fiquei mais impressionado pelo símbolo olímpico que engalanava a tribuna presidencial do que pelo Lito que fazia séries a subir e descer a bancada ali mesmo ao meu lado.

Não tenho grandes dúvidas que foi o excelente trabalho que tem vindo a ser feito nas modalidades que exerceu a pressão definitiva para se partir para a construção do pavilhão. Haverá modalidades que continuarão a ser adiadas, não posso esquecer o trabalho feito no hóquei em patins, que com a carolice de alguns mandaram às malvas as tristezas de não ter apoios, instalações e carinho do público para apresentar trabalho de excelência. E isto é só um exemplo o Sporting teima em não deixar morrer ou em manter vivo e disponível o basquetebol, o rugby, o ciclismo, etc..

Esta matriz desportiva, esta matriz ecléctica está fundida no sangue leonino e independentemente das decisões a tomar no futuro serem contrárias aos seus interesses é a continuidade deste trabalho brilhante que vai tornar a pressão insustentável sobre quem toma as decisões difíceis. Os vários exemplos que vão surgindo possibilitam que se olhe para o futuro com a confiança de que está para breve o renascer da maior potência desportiva nacional em todo o seu esplendor.

Não encaro o futuro pavilhão como um fim, será somente o primeiro pavilhão que estamos a construir (algo que me disseram ser impossível no dia da inauguração do estádio) e acima de tudo será o símbolo do trabalho invisível de muitos sócios que teimam em não deixar morrer o nosso maior património, a saber, mais de 100 anos de Glória desportiva ao serviço do Sporting e de Portugal.

A minha pergunta inicial foi, ecletismo? A resposta só pode ser uma.

Sim, Ecletismo Sempre!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Case Study: Estratégia para horários


Nem todos os sportinguistas têm a possibilidade de se deslocar a Alcochete para ficar a conhecer as nossas equipas jovens, por isso, será sempre vista com bons olhos a possibilidade de realização ocasional de jogos das camadas jovens (principalmente juniores) no Estádio José Alvalade.

Este sábado, realiza-se em Alvalade pelas 15h, o desafio da nossa equipa de Juniores frente ao Odivelas Futebol Clube, relativo à Zona Sul do Campeonato Nacional de Juniores.

À mesma hora, no Multidesportivo Açoreana, a equipa de Ténis de Mesa (líder da I fase do campeonato nacional) recebe a equipa da Ponta do Pargo no jogo que decidirá o primeiro classificado da fase regular e que disporá da vantagem de realizar duas partidas em casa durante os playoffs.

Não está obviamente em causa a importância do evento do futebol - ou do futebol em si, já que é naturalmente o motor do nosso clube - mas não deixa de me causar algum desagrado. Bem sei que a maioria dos sportinguistas nem haverá qualquer tipo de hesitação e a deslocar-se a Alvalade, será pelo futebol. Da minha parte, a escolha está feita e fica a frustração de abdicar de uma para ver a outra quando se calhar tudo podia ter sido melhor articulado...

Este caso vem mesmo a calhar numa altura que se começam a conhecer novos pormenores sobre o futuro Pavilhão de Alvalade e no site da CML já estão disponíveis informações sobre o PDM para a localização do recinto (ver aqui). Agora que o Pavilhão começa a avançar, muitos sportinguistas vêem a concretização de um sonho a aproximar-se: as "Tardes" ou "Noites" em Alvalade, com grandes "sessões" desportivas.

Para mim, o caso deste Sábado é um exemplo do que não se deve fazer. Em termos estratégicos, sugiro que a opção dada aos sportinguistas não seja "A ou B?" mas sim "A e depois B?".

EM FRENTE SPORTING!

sábado, 10 de outubro de 2009

"A Norte" nas modalidades

Depois de na semana passada ter feito uma maratona desportiva ao longo da tarde de sábado, assistindo às partidas da equipa de futsal (derrota frente ao Fundão em Loures) e da equipa de andebol (vitória sobre o Marítimo no Pavilhão do Inatel).

Embora não haja futebol da equipa principal, não quer dizer que o Sporting pare. Hoje, desloquei-me ao Multiusos em Alvalade para assistir à partida da nossa equipa de Ténis de Mesa.

Como sabem, somos actuais campeões nacionais e temos "apenas" 30 títulos nacionais.

Adoro cada vez que vou assistir a uma partida das nossas modalidades. No fundo, muita da nossa mística está ali e mesmo num momento de "crise" no futebol, a paixão vive-se de forma intensa e os atletas sentem-se motivados face ao apoio que recebem por partes dos apaixonados pelo clube. E quem se deslocou à Sala do Ténis de Mesa saiu satisfeito ao ver que o seu apoio resultou numa vitória por 4-0 (3-0, 3-1, 3-0 e 3-2) frente ao CD 1º de Maio.

A propósito do Ecletismo, deixo aqui a ligação para um excelente artigo do Arq. Pedro Silva, que ajuda a reflectir sobre os benefícios associados a um complexo desportivo onde agora parece ser possível o Sporting construir um pavilhão.

EM FRENTE SPORTING!

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