Mostrar mensagens com a etiqueta Pontos de vista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pontos de vista. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O renascer da esperança


O  meu amigo Eduardo Sá Ferreira solicitou-me a publicação do texto que hoje serve de post:

No dia 23 de Março, os sportinguistas votaram e mostraram de forma clara que desejam uma mudança radical na gestão do Sporting.

Com efeito,  a vitória do Dr. Bruno de Carvalho demonstra à evidência que a grande maioria dos sócios do Sporting estava farta do chamado “establishment”,  que há muitos anos “governava” o nosso querido clube.
Fui um dos que votaram no Dr. Bruno de Carvalho,  porque desde há muito venho defendendo a necessidade de mudar totalmente o “sistema” no Sporting, tendo até, e logo a seguir à eleição do Dr. José Eduardo Bettencourt,  intitulado “Se eu fosse José Eduardo Bettencourt” no qual, além do mais, referia a necessidade de afastamento de alguns dos barões, verdadeiras figuras “pardas”  que na sombra governavam o Clube.

A composição das listas do Dr. Bruno de Carvalho e o seu programa deram-me a garantia de que algo iria mudar no reino do leão. 

Por isso,  votei na Lista B.

Como parece ser o pensamento do novo Presidente, não espero grandes vitórias do Sporting nos próximos tempos,  e acho mesmo que os sportinguistas terão de  ser pacientes  e esperar com sportinguismo melhores dias.

Não enjeitando que o Dr. Bruno de Carvalho terá também em atenção a gestão desportiva, sobretudo do futebol, penso que a situação financeira deve ser a  sua grande preocupação,  tornando-se necessário procurar a  sustentabilidade do Sporting.  Não pensemos  em loucuras de grandes contratações e grandes lutas por títulos. Primeiro,  deve-se recuperar o doente e depois,  sim, reabilitá-lo.

Li com muita atenção os programas eleitorais de todos os candidatos,  e atraiu-me o extenso rol de medidas inovadoras do novo Presidente, com algumas das quais me identifico totalmente.

Refiro em especial as seguintes;

1-“Não concordamos com o atual modelo de Conselho Leonino. Pretendemos fazer uma reforma profunda no seu funcionamento, cabendo aos Conselheiros eleitos para o próximo mandato essa tarefa. Este mandato constitui a última oportunidade para o Conselho Leonino ser um Órgão Social verdadeiramente útil  e relevante para o Sporting Clube de Portugal. O Conselho Leonino não deve ser, e faremos tudo para que o não seja, um Órgão Social pouco interventivo e acomodado ao poder, à sua gestão e às suas decisões”.

Já atrás referi a necessidade de refrescar esse Órgão, concordando em absoluto com este ponto do programa.

2-“Ao contrário do que tem sido prática recente, o recurso a jovens criados na formação do Sporting deverá ser uma realidade, à semelhança daquilo que sempre foi tradicional no clube. É incompreensível que um Clube que possui uma das melhores escolas de futebol do Mundo, não aproveite convenientemente em termos desportivos, e por consequência no aspeto financeiro, o enorme investimento anualmente realizado na sua Academia. É bom ter em conta que a FIFA e a UEFA vão a breve prazo alterar as regras do jogo, no que à gestão económica e financeira dos clubes diz respeito, e quem estiver mais bem preparado e já levar uma prática de rigor e de respeito pelos orçamentos, estará em vantagem.”

Considero este ponto extremamente importante. Efectivamente,  é incompreensível o desaproveitamento da Academia,  e também aqui recordo um meu artigo com o título  “Academia para quê?” no qual questionava a razão de ser da Academia se dela não se estava a fazer pleno aproveitamento desportivo e financeiro.
Compreendo que muitas vezes a pressão dos adeptos na conquista de vitórias tenha conduzido a aquisições mal dimensionadas em prejuízo de jovens lá formados que possivelmente fariam muito melhor do que esses jogadores oriundos sabe-se lá de onde e os motivos da sua inclusão no nosso clube.


“Futebol como factor de apoio social
Estabelecimento de um jogo anual solidário de futebol, com a equipa principal, na pré-época ou no período do defeso, cuja parte relevante das receitas ou se possível a sua globalidade revertam para as Instituições Privadas de Solidariedade Social do Universo Sportinguista”.

Abstenho-me de comentar este ponto, pois tudo quanto  dissesse não seria bastante para elogiar esta proposição programática. O Sporting tem de ser muito mais do que uma equipa de futebol.

“Auditoria de Gestão. 
Uma das primeiras medidas depois das eleições será fazer uma auditoria de gestão ao Sporting Clube de Portugal e à Sporting SAD.”

Este ponto do programa é,  para mim,  um dos mais importantes, se não o mais importante. Com efeito,  sempre me bati pela necessidade de se efectuar uma verdadeira auditoria de gestão (não um remendo) que viesse a  apurar como se chegou a este ponto e quem são os responsáveis. Não sou dos que afirmam candidamente que o importante é o futuro,  devendo ser passada uma esponja pelo passado. Não. Sou dos que pensam que,  neste caso, como noutros, o eventual apuramento de gestão danosa deve ser responsabilizada. E, felizmente,  também esta ideia  parece ser a posição do novo Presidente, pelo que ouvi numa das suas intervenções na TV.Brincou-se com o património do Sporting e com os dinheiros dos sócios. Pois bem, prestem-se contas. Doutra forma,  nunca os sportinguistas  deixarão de viver na dúvida sobre a razão da evidente diminuição do património do Clube.

“O Sporting Clube de Portugal, enquanto grande instituição nacional e internacional com Sócios, Adeptos e Simpatizantes em todo o território Continental e Ilhas, nos países de língua oficial portuguesa e por toda a diáspora, requer para com todos eles um muito atento e cuidado acompanhamento, e a adopção e a aplicação de políticas concertadas de proximidade. Os Sócios, os Adeptos e os Simpatizantes são um dos mais decisivos e importantes activos do Sporting Clube de Portugal. O seu enquadramento e a sua participação organizada na vida do Clube devem constituir prioridade absoluta dos seus dirigentes.”

“É fundamental reforçar a divulgação da marca Sporting, e sistematizar e georeferenciar todos os Núcleos Sportinguistas espalhados pelo Mundo com vista à sua consolidação e à sua ampliação”.

Aqui está um ponto para mim muito querido, já que, durante a minha missão de cooperação,  fui o principal responsável pela criação de um Núcleo do Sporting em S. Tomé e Príncipe, o qual foi totalmente legalizado pelo Clube.  Infelizmente, e sem embargo  das várias informações e  chamadas de atenção, que por mim foram dadas a anteriores Presidentes do Conselho Directivo  e das Assembleias Gerais, sobre o seu  interesse na lusofonia, esse núcleo acabou por “morrer” e por certo, muito dificilmente será reabilitado. E bastariam uns  pequenos sinais para que esse povo maravilhoso e muito sportinguista o mantivesse vivo e actuante.

“Promoção das modalidades. 
É nossa intenção dar maior visibilidade às actividades desportivas do Clube, prestigiando o Sporting Clube de Portugal, atraindo as atenções dos Sócios, desportistas e população em geral. O ecletismo é uma característica inata do Sporting Clube de Portugal, à qual dedicaremos a atenção que merece. Ao defender o ecletismo, defendemos a nossa própria identidade. Esta é a verdadeira força motriz que tem de ser o pólo aglutinador e mobilizador da massa associativa e dos adeptos
do Sporting Clube de Portugal. Para criar uma nova Onda Verde e Branca Nacional, o Sporting Clube de Portugal redefinirá o seu caminho desportivo. Voltará a centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores.

Que bom seria ver de novo o Sporting a lutar no hoquei em patins, no basquetebol,  com grandes equipas de atletismo (para orgulho e satisfação dessa figura ímpar dos Órgão Sociais que é o extraordinário  Carlos Lopes),  e tantas outras modalidades. Certamente,  umas serão mais viáveis do que outras,  mas só a referência deste desejo de reavivar o eclectismo  é já uma esperança que nos aquece.

Todos esperam do Presidente o milagre da recuperação do Clube,  e que agora, sim, se possa afirmar, com esperança renascida e convincente que  “O Sporting está de volta”. 

Viva o Sporting!

Eduardo Sá Ferreira
(Sócio nº 5781-O”

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um enorme privilégio

O meu obrigado ao Tiago (@imago_route) pelo privilégio de poder partilhar aqui este momento de sublime de inspiração com raiz "smithsoniana":


Past the pub that wrecks your body
And the church, all they want is your money
The Queen is dead, boys
And it's so lonely on a limb
Life is very long, when you're lonely
The Queen is Dead

Vivido com maior ou menor fervor, grassa entre muitos este sentimento de monarquia moribunda. Nos últimos anos, mas particularmente nesta época futebolística interminável, que só agora e inexplicavelmente chega a meio, a falta de alegria e de futebol tem sido a pior das solidões. O sportinguismo, herdeiro de uma mitologia de nobrezas e partido pela inevitável pluralidade de classe e culturas, hesita sobre o regicídio. Morra ou não a rainha, o luto é inevitável.

Frankly, Mr. Shankly, I'm a sickening wreck
I've got the twenty first century breathing down my neck
I must move fast, you understand me
I want to go down in celluloid history, Mr. Shankly
Frankly Mr.Shankly

O internacional brasileiro, o centrocampista português do futuro, o fantasma pós-soviético do último terço, a todos bafeja no pescoço a felicidade de uma alternativa, longe desta equipa estagnada. Formados e fortalecidos à base de promessas e do crédito da academia, pedem compreensão e respeito por não olharem para trás quando partirem. O caminho para o êxito próprio é um passeio na fronteira entre o compromisso com o clube e a confiança no desconhecido; frequentemente uma escolha medida em euros.

I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
I know it’s over

Sá Pinto perdido em Székesfehérvár, no enterro de algo que acabou sem ter realmente chegado a começar. No Verão, a única opção parecia também a que tinha mais sentido e cada saída ao campo trazia mais terra para cobrir o caixão. É preciso ter coragem para ser gentil, para ser bom. Nas exéquias húngaras, culminou essa transformação mas acabou o jogo.

When you walk without ease
On these
Streets where you were raised
I had a really bad dream
It lasted twenty years, seven months, and twenty seven days
I never, I'm alone, and I
Never, ever oh, had no one ever
I never had no one ever

Conhecer tão bem as escadas, os torniquetes, os portões verdes, aquele não-lugar de terraço sobre o descampado, memorial ao antigo estádio. Ou sobre a segunda circular, lá em cima, descomunal face ao adepto errante, impossível de atravessar como os anos, meses, dias que dura a desilusão. Crescer nas ruas do clube e arrastar esta solidão, mas continuar a percorrê-las, confiantes, até ao fim do pesadelo.

A dreaded sunny day
So I meet you at the cemetry gates
Keats and Yeats are on your side
While Wilde is on mine
Cemetery gates

Tarde solarenga, infecta, e entramos juntos no Jamor. Tu com as odes a um futebol sensível e a insinuar rupturas com o passado, e nós entregues à beleza da equipa, a um retrato que veríamos envelhecer e definhar com o passar das horas. Cada ida ao Jamor é também um passeio pelas campas de caídos e elegias a glórias passadas, exercício de recordar e reviver. Nessa tarde, nessa ida ao cemitério, ficou algo enterrado que não voltaria a renascer.

Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race
Bigmouth strikes again

Muitas vozes na ronda, disparos incessantes de projectos, idéias e certezas na ebulição ruidosa do clube. Num festim de herdeiros por jus sanguini e jus soli, todos são demasiado importantes para não serem mártires. E entretanto, as paredes de vidro de um clube aberto, continuam a embaciar-se.

The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A plundering desire for love
How can they see the Love in our eyes
And still they don't believe us?
The boy with the thorn in his side  


Odeia-se a si próprio quando falha e às vezes parece que falha por odiar-se. Só agora começa a recuperar um pouco o fôlego, a sacudir o incómodo com a cara bem alta quando vê a bola dentro da baliza. À procura desse amor das bancadas que nunca parece incondicional, ou totalmente correspondido, enquanto cresce, Ricky van Wolfswinkel. É duro o ofício de manter o desejo, mas vale a pena, absolutamente.

It was worthwhile living a laughable life
To set my eyes on the blistering sight
Of a Vicar in a tutu
He's not strange
He just wants to live his life this way
Vicar in a tutu

O pavor ao ridículo, à exposição à humilhação, é outra metástase do fracasso desportivo. Quando acaba o jogo, começa o desafio que dura dias: marcação homem a homem à vergonha, goleadas na mesa do café e cada manchete amarga como um penalty falhado no último minuto. E no meio do pânico, da desconfiança, perde-se muito atrevimento. Há uma audácia à espera que se quebre a paralisia.

To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
There is a light that never goes out

Falamos do fim como uma prova de amor, deste vínculo quase matrimonial de tão quotidiano na saúde e na doença. Porque o clube é um privilégio e se há coisa que as séries de derrotas têm em comum com as grandes vitórias é a intensidade. Uma pulsão vital que, virada do avesso, redescobre o sportinguismo, essa luz ao fundo do túnel que parece sempre mais longo do que pensamos conseguir aguentar.

From the ice-age to the dole-age
There is but one concern
I have just discovered :
Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others

Há muitas medidas de grandeza e as mais importantes costumam parecer objectivas: os troféus, a altura, os quilómetros percorridos, os passes acertados, os preços preços preços dos jogadores e dos bilhetes e das camisolas, mais as viagens e a cerveja sem álcool, micrometáfora da bancada da bola moderna. Costumam parecer, dizíamos, mas lá no fundo sabemos, pelo menos alguns, que não são. O maior quer dizer melhor e o melhor é sempre o nosso.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

De um Sporting pouco conhecido

Da caixa de comentários deste blogue retiro algumas observações aqui deixadas pelo nosso consócio  Francisco Fernandes. A razão do destaque tem um motivo principal: são poucas as vezes que este estrato de associados tem voz na blogosfera, mas são uma parte incontornável de um todo.

O comentário, que pode ser lido na íntegra no post "O Sporting está unido"é um "grito de alma", e tem referências históricas que merecem reflexão. É também revelador da preocupação que todos sentimos sobre o momento do clube. Para que a sua leitura possa ser feita sem "desvios de atenção" foram-lhe retiradas algumas referências à actualidade.

Factos foram os que vivi muito antes do Sr. João Rocha, o melhor presidente que o nosso clube teve! Por pouco me faltar para perfazer 70 anos e ser sócio desde os meus 20 anos, com passagem pela Guiné na tropa e Moçambique em trabalho sem nunca deixar de pagar as minhas quotas como sócio correspondente neste último caso, sei muito bem apreciar a grandeza do SPORTING e o sofrimento que nos causam os momentos menos bons que volta e meia atravessa. 

Acompanhei in loco certas AGs e tive com outros consócios de defender o JR de indivíduos vestidos como motards de ser agredido com os seus capacetes, erguendo uma barreira humana no palco onde discursava, no pavilhão mais próximo do estádio. Vivi muitos momentos menos bons do Sporting e nunca senti como agora as tensões e as fragmentações que se constatam actualmente, em que a internet tem o papel de caixa de repercussão dos dislates que se dizem e que a CS aumenta exponencialmente.

Continuo a afirmar que o momento não é nada bom e que jamais esperava ver o que se passa hoje com a nossa equipe principal de futebol. Se calhar também estou gágá e cegueta, como já li terem chamado ao expoente máximo do ecletismo do Sporting, quando ele afirmou que mesmo que acabasse o pontapé na bola o Sporting não morreria!

Eu comecei a adorar o SPORTING ainda criança por causa do ciclismo, numa aldeia dos contrafortes da Gardunha, ouvindo as chegadas da Volta a Portugal. Sofri e chorei com a final perdida na Taça Latina com o golo do Rogério "pipi", para os nossos rivais de sempre. Alegrei-me com as vitórias memoráveis que o futebol nos proporcionou na Taça das Taças, o hóquei nos tempos do nosso pavilhão a rebentar pelas costuras para apoiar o Ramalhete, o Rendeiro, o Chana, o Livramento, etc., também com o andebol, basquetebol, atletismo, ténis de mesa e futsal, e fiquei triste com desaires inesperados, como acontecia com tantos e tantos sportinguistas que na altura acompanhavam tudo o que era SPORTING.

Não recebo lições de sportinguismo de ninguém, mas também não me acho superior a qualquer outro que comungue do mesmo sentir. Penso pela minha cabeça e não vou nunca atrás de quem se afirma o dono único da verdade. Com o tempo e a idade aprendi que é preciso dar tempo ao tempo e nada acontece com um simples estalar de dedos e muito menos com violência, seja ela física ou verbal.

O barulho e o ódio só trazem ainda mais barulho e ódio, com as consequentes confusões e divisões. É o triste espectáculo a que se assiste hoje entre os sportinguistas para gáudio dos nossos adversários. Será que o ditado que diz: dividir para reinar se aplicará aqui?

Com um viva o SPORTING despede-se o Sócio nº 3.617-0 com game box desde que elas existem com lugar no sector A3,fila 7, lugar 25, nem sempre presente por morar em Abrantes,os jogos serem quase sempre à noite, usar óculos e ter que trabalhar, apesar de reformado, voluntariamente numa IPSS, como membro da direcção.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ao pé do Sporting o carnide não é nada


Do nosso lado estará Paulo Sérgio. Do outro Jesus. Aquele que serve a freguesia de Carnide e o seu desportivo, e não o da Galileia, obviamente. Torsiglieri, Evaldo, possivelmente Maniche, possivelmente Yannick, ou Polga ... todos eles do nosso lado. Saviola, Aimar, Coentrão, Javi, Gaitan e Cardozo, do outro. Roberto, o Roberto estará também do outro lado, importa não esquecer. O Levezinho, esse, já não estará.  Mas está o Rui Patrício, o Daniel Carriço, o João Pereira, Hélder Postiga, Valdés, Pedro Mendes e o André Santos. Estes estarão. Ainda do nosso lado, estarão 12 pontos de desvantagem, muitos empates, muitas derrotas, muitos problemas ... demasiados problemas. Estarão 2 ou 3 épocas de futebol miserável, escasso em qualidade, ausente de chama e muito curto de resultados. Estará a memória recente de uma classe de dirigentes que tudo faz para nos envergonhar. Com sucesso, diga-se. Dirigentes rápidos a vender e a dispensar o bom, e igualmente rápidos a comprar e chamar o mau. Estará em campo, amanhã, uma fome grande de qualquer coisa boa, e a esperança num resultado diferente daqueles que o passado muito recente nos tem oferecido. Tudo isto estará do nosso lado, e tudo isto penaliza-nos. Penaliza-nos bestialmente. 

Do outro lado, estará uma equipa saudável, apesar de quase arredada da disputa do título. Uma equipa que joga bom futebol apesar de uma sofrível e envergonhada participação na Liga dos Campeões. Envergonhada, sim, porque vergonhosa deixa de se-lo quando se repete ao longo do tempo. É um problema de condição, ajuste ao contexto, faz parte da vida. Por vezes, temos a tentação de achar que o Benfica envergonha o futebol português, mas por vezes sinto que tal assumpção é um erro. O Benfica, e o Porto, já agora, não envergonham nada nem ninguém, mais. Os primeiros no campo, principalmente, mas também fora dele. Os segundos, fora do campo, em exclusivo, e num registo muito superior ao dos primeiros, diga-se também. Não envergonham - uns e outros - por um motivo simples: os seus contextos são esses. Faz parte daquilo que são, enquanto clubes. É assim que os conhecemos e nem daqui a 200 anos serão alguma ou qualquer coisa de diferente. Todavia, e apesar de fenómenos clubísticos, amanhã apresentar-se-á em Alvalade uma boa equipa de futebol. Uma, pelo menos, marcará presença. A do Benfica. É este facto é impossível negá-lo. Se aparecerá uma segunda, teremos de esperar para ver. Nós, infelizmente, não lutamos internamente por nada, ou se lutamos é por um quase-nada. Do mesmo modo, se fora de portas lutamos futebolísticamente por alguma coisa, apenas o futuro próximo poderá sobre isso dizer-nos qualquer coisa. O Benfica, não. O Benfica luta por objectivos internos e agarra-se a uma pequena esperança. Pequena, mas existente. Este Benfica, aquele Carnide de quase-sempre aparecerá diferente amanhã em Alvalade. Quase-sempre, porque melhor, sem dúvida. Melhor preparado, munido de excelentes futebolistas e de um excelente treinador. O Sporting, está no estado que todos conhecemos. Está também ele diferente, mas para pior. Muito pior.

Este é o contexto do jogo. Um contexto em tudo idêntico ao do ano passado. Sporting enfraquecido.Carnide fortalecido.

O que é que nos resta então?

Para além de um jogo que servirá apenas para ganhar ou perder mais ou menos 3, 2 ou 1 ponto que não nos farão avançar ou recuar do sítio onde estamos, o que é que nos resta? Resta aquilo que todos muito bem conhecem. A procura por um resultado bom num jogo especial, porque emotivo. Se-lo-á sempre, não existem sobre isto dúvidas. Nem que o Carnide amanhã aparecesse em 6º lugar ou fora da Europa, nem aí, nesse hipotético, absurdo e muito improvável cenário ... ... a sua recepção far-se-ia de modo diferente. Restam os contornos de um jogo especial, portanto. Resta-nos isso. E resta-lhes isso. Resta-lhes, a eles, claro. Respeitar a camisola que vestem, e o símbolo do Sporting que usam, respeitar a memória do Clube e de todos aqueles que brilhantemente o serviram antes de si. Respeitar-nos ... nós, adeptos, porque merecemos esse respeito e essa consideração: temos uma história ilustre, ganhadora, ímpar em Portugal, vasta, larga e longa, no tempo. Tempo demais e suficiente para que cheguemos ao dia de hoje perfeitamente capazes de acolher e digerir sucessos, bem como insucessos. Estes, títulos e vitórias, são fáceis de somar e fáceis de entender. 

O Sporting há mais de 100 anos que não faz outra coisa, em Portugal e no resto da Europa e mundo. Aquilo que no Sporting nunca é fácil de encaixar são falhas outras. Faltas de respeito ou comportamentos indignos ao serviço do Clube e da sua história. Tudo o mais, cada um de nós terá, sobre amanhã, a sua pessoal dose de favoritismo e crença num bom resultado. No fim do jogo cá estaremos todos para contar como foi. Uma das vantagens de ser-se e pertencer-se a um Clube com a grandeza do Sporting é a de que frequentemente, em Clubes desta nossa singular espécie, os estados pouco dizem. A camisola e o símbolo pesam muito, e pesando, fazem-se sobrepor a momentos, condições e eventuais fraquezas ...

A equipa do Sporting e os seus jogadores que tenham isso em mente, amanhã, e que se lembrem da quantidade de gente que por eles sofre. Se o fizerem, tudo ficará mais fácil, porque estarão cientes da noção e do significado que para muita gente terá o próximo resultado, e a próxima vitória. Que não desperdicem e passem ao lado desta oportunidade ... porque ela é uma honra, uma honra como mais nenhuma existe. Muito mais do que um desafio, problema, ou algo que nos amedronte. O carnide, ao pé do Sporting, não é nada.

Texto da autoria do nosso amigo e leitor MM

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Viver à altura de um lema



Viver à altura de um lema: “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória... Eis o Sporting” 

Agradeço o amável convite que o Leão de Alvalade me fez para compartilhar convosco algumas ideias sobre o Sporting neste espaço de excelência.

No princípio da década de oitenta, era eu pequeno, comecei a praticar ginástica no Sporting; como vivia ali ao pé frequentava assiduamente o Estádio, via treinos e meetings de atletismo em que brilhavam atletas como Fernando Mamede e Carlos Lopes acompanhados de perto pelo Prof. Moniz Pereira, conheci campeões como Pedro Miguel Moura do ténis de mesa, bem como muitos outros atletas que, mais ou menos anonimamente, tinham um enorme orgulho em envergar o símbolo do Leão rampante. Mas o futebol sempre fez com que o coração batesse mais forte e nesse capítulo tive o privilégio de conhecer o Senhor Travassos, uma das lendas do nosso clube. Junto à 10-A esperei e incentivei os nossos jogadores e do campo guardo na memória momentos épicos protagonizados pelo nosso grande capitão 'Manel' Fernandes, Jordão, Oliveira, Damas, Oceano, Pedro Barbosa e outros mais.

Porém, o clube foi mudando para pior, com o projecto Roquette – recheado de boas ideias, mas eivado de más práticas – passámos da mais forte associação multi-desportiva do país para um conjunto de sociedades comerciais dispendiosas, fracas e banco-dependentes. O nosso património foi dissipado, as eleições tornaram-se uma miragem e o ideal do clube foi posto na prateleira até ao momento em que o projecto rebentou estrondosamente e colocou o clube na unidade de cuidados intensivos, impondo a todos os que amam o clube o dever de zelar por ele em domínios que estão muito para lá da paixão (“engenharia” financeira, questões legais e
politiquices).

Apesar do ecletismo ser, justamente, um dos maiores orgulhos do Sporting, devendo continuar a sê-lo, não podemos escamotear a circunstância do futebol ser o motor do clube. E o futebol em si mesmo é um jogo simples, mas o facto de ser jogado por homens introduz-lhe tantas variáveis quantos os seus participantes, dentro e fora do relvado. Há variáveis que não controlamos e outras que um verdadeiro sportinguista nunca quererá controlar, mas há pontos em que, sejam quais forem as variáveis, tornam a segurança nos bons resultados uma realidade mais próxima.

São eles:

Liderança: um bom líder é fundamental para reconhecer e reforçar as virtudes de todos, se for um óptimo líder até consegue fazer das fraquezas pontos fortes; a selecção de líderes intermédios e de topo tem de ser criteriosa, devendo recair, preferencialmente sobre sportinguistas, que reúnam algumas características fundamentais: experiência, sabedoria, ética e carisma. Diga-se de passagem que no momento e de acordo com estes critérios, nenhum dos três responsáveis pelo futebol do clube ficaria no seu posto;

Ética: se há um elemento que faz parte do ADN do Sporting e que deve continuar a fazer é uma firme postura ética e de fair play, mas isso também implica não compactuar com quem desvirtua o futebol e o desporto em geral através de métodos indignos. O desporto sem ética não passa de um espectáculo encenado e quem anui directa ou complacentemente com isso torna-se cúmplice dessa farsa;

Competência: devemos exigir a máxima competência de quem enverga o nosso símbolo, fomentando a exigência faremos com que atinjam o seu máximo, que é o mínimo que se deve pedir a quem tem a honra de envergar o Leão rampante, símbolo com 104 anos de história com muitas páginas de ouro do desporto português;

 e finalmente,

Estratégia: há que definir estratégias claras para o clube; no caso do futebol, há muito que concordo com o modelo defendido por alguns sócios (como o PLF), que preconizam que ao formar dezenas de jovens em diferentes escalões com um determinado modelo de jogo, este deveria estender-se até à equipa principal (veja-se o maravilhoso trabalho do hóquei). Por sua vez, a equipa principal apenas deveria ser enriquecida com a contratação de jogadores que, após sinalização e criteriosa observação pelo clube, encaixassem no seu modelo de jogo. A própria escolha do treinador tinha de ter como condição o respeito, ainda que parcial, por esse modelo de jogo.

O texto já vai longo e peço que me desculpem se vos maço. Mas sou sócio há vinte e três anos, a minha filha também é sócia e tento pensar sob que critérios é que devo avaliar quem está, ou quer estar à frente dos destinos do nosso clube, do nosso grande amor. Este é o resumo das minhas ideias, mas só com o nosso esforço, a nossa dedicação e a nossa devoção podemos atingir a glória. A solução está no lema e cabe-nos a nós cumpri-lo -não temos o direito de nos intitularmos Leões se não tentarmos.

Saudações Leoninas.

10A / Pedro Ruivo

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Momentos gratos da minha vida, e um Sonho numa Noite de Inverno *

A abrir a recordação de alguns dos muitos bons momentos da minha vida que devo ao Sporting Clube de Portugal, cumpre-me agradecer ao amigo José Duarte Pereira e ao seu excelente blog "ANortedeAlvalade" o convite que me foi dirigido para escrever – com muito agrado - o  artigo seguinte para o referido blog.

Ser uma pessoa de idade tem seguramente algumas desvantagens, sobretudo por se ter ultrapassado o fio invisível que assinala a metade da vida humana. Não posso dizer o contrário. Mas tem igualmente as suas vantagens, materializadas na experiência adquirida e num capital enorme de boas e más recordações. No tocante aos momentos desportivos que retenho na memória, muito devo ao grande clube de que sou apaixonado desde a minha infância. 

Não sou, por norma, dos que dizem “no meu tempo é que era bom”.

Mas os meus setenta e três anos deram-me a vantagem incomensurável de viver alguns episódios gloriosos do nosso Clube, que situo entre meados da década de 40 e o ano de 1985. Aqui, sim, digo com muita convicção e frequentemente: “no meu tempo é que era bom”. Enganam-se os que pensam que me refiro unicamente ao futebol e mais concretamente à época dos “cinco violinos”.

O Sporting já foi um clube de projecção internacional, não só no futebol, mas noutras modalidades desportivas geradoras de grandes alegrias aos seus adeptos.

Não podendo falar de todos os factos (e muitos são) de que me recordo, constitutivos da “minha história de encantar”, abordarei unicamente alguns dos que mais me marcaram no futebol, no atletismo e no ciclismo

Começarei pelo capítulo FUTEBOL.

Para quem hoje pode facilmente e em directo ver os jogos do nosso campeonato - e não só -, será difícil entender que, no tempo dos cinco violinos (entre 1946 e 1953), o acesso aos jogos de futebol ou se fazia presencialmente (o que, para mim, era difícil por viver longe de Lisboa), ou através dos relatos da Emissora Nacional feitos, primeiro, pelo relator (assim lhes chamávamos) Quádrio Raposo, e mais tarde por Amadeu José de Freitas.

Com que ansiedade o relato era aguardado, antecedido sempre por marchas militares, igualmente emitidas no intervalo. Não havia comentários. Ouvia-se o relato e era um pau.

Em meados da década de 40, começa a formar-se a grande equipa do Sporting, a qual viria a atingir o seu auge com os “cinco violinos”, designação que lhe foi dada pelo jornalista Tavares da Silva, mestre em atribuir cognomes a jogadores. Lembro-me de ter chamado “Malhoa” a Vasques, - um dos “violinos” - por este grande jogador realizar o seu jogo em pinceladas, designando-o também como “galgo de raça”, pela forma elegante como corria e jogava.

Nessa época, a baliza do Sporting era defendida por João Azevedo, para mim o melhor guarda-redes português de sempre. Recordo um jogo entre o Sporting e o Benfica para decidir o Campeonato de Lisboa. Tinha eu ainda nove anos. João Azevedo lesionou-se num braço, com gravidade, na primeira parte do pleito. Como as substituições não eram então permitidas, Veríssimo foi para a baliza. Se bem me lembro, aos 15 minutos da segunda parte, com o jogo empatado, Azevedo voltou ao campo, com o braço lesionado imobilizado. Mesmo assim diminuído, Azevedo defendeu tudo o que foi à baliza. Um fenómeno! O Sporting venceu por 3-1, e o próprio público adepto do Benfica aplaudiu, no final, Azevedo. Nesse tempo, não se falava em “fair play”, mas a correcção existia no futebol. Eu, junto da “telefonia”, dava saltos e os deveres escolares ficaram esquecidos.

A equipa dos “cinco violinos” fazia exibições que eram verdadeiros recitais. Daí, o seu nome. Mas a equipa não era só constituída pelos cinco avançados que lhe deram o nome. Para além de Azevedo, lembro três grandes defesas: Cardoso, o capitão, Barrosa, excelente central, e Manuel Marques, defesa esquerdo, o tal que jogava sempre com um lenço na ilharga do calção, (não sei porquê). Canário, um médio de grande precisão de passe, acompanhado por Veríssimo e – por vezes – Juvenal, eram os municiadores dos cinco avançados, todos estes com um poder de passe, finta, corrida e remate terríveis. Que o digam o Lille (França) e o Norrkoeping (Suécia) ambos com 8-2 nas algibeiras, e ainda o Atlético Aviación (o actual Atlético de Madrid), derrotado no seu estádio por 6-3, com todos os golos marcados pelo extremo direito Jesus Correia. Foram, na verdade, jogos particulares, mas com projecção, por não existirem quaisquer torneios internacionais entre clubes.

Por falar em torneios internacionais, o Sporting teve a honra de abrir esse capítulo, primeiro na Taça Latina em 1949, ganha pelo Barcelona e, depois, na primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus. Com que nervoso, sofrimento e alegria eu ouvia os relatos nesses rádios manhosos, a fazerem uma chiadeira dos diabos! 
 
Tive a sorte de viver esses tempos de glória. Habituado às vitórias, qualquer empate me deixava embirrento durante uns dias, com dificuldade de estudar e comer a sopa, o que me valeu alguns tabefes. Só as vitórias interessavam.

Para mim, pese embora a categoria de todos os outros jogadores, e um deles - José Travassos -, foi mesmo o primeiro jogador português a jogar numa Selecção da Europa (hoje qualquer bicho careta joga nessas selecções, mas nesse tempo isso não era possível), o meu ídolo dessa equipa era Fernando Peyroteo, por ser ele quem me dava mais vezes a alegria do golo e obrigava o relator a gritar “goooooooooolo do Sporting! É de Peyroteo!” Que grande goleador!

Apesar de viver longe, assisti a vários jogos dos “cinco violinos”, que afinal eram onze, mas lembro-me particularmente de um realizado no velho Estádio do Lima, do Porto, onde jogámos e vencemos o F.C. do Porto. Recordo-o, porque no intervalo tive oportunidade de participar, como os outros milhares de assistentes, nas filmagens do “Leão da Estrela” em que nos pediram para acenar, bater palmas e realizar outras manifestações, que depois entrariam no filme, com natural regozijo dos adeptos do Sporting, pela vitória alcançada. No filme, ganhámos e, na realidade, também.

Há, porém, um jogo que me marcou profundamente, e me fez saltar tanto na cama, que parti as tábuas de suporte do colchão. Foi o Sporting-Manchester United,  da Taça das Taças de 1964,  em que vencemos por 5-0,  e eliminámos uma grande equipa, recheada de jogadores mundialmente famosos,  ultrapassando os 4-1 da derrota sofrida em Manchester. A vitória da Taça das Taças foi boa, mas a emoção desse jogo, onde brilhou Osvaldo Silva, foi incrível! 

Depois da década de 50, o Sporting ainda teve grandes equipas de futebol. Lembro-me das equipas de 1961/62, de Fernando Mendes, Figueiredo – o “Altafini de Cernache”-, Geo, Lino e Hilário; a de 1965/66, uma equipa constituída por grandes jogadores, como Morais (o do cantinho na final da Taça das Taças, efectuada em Antuérpia), Alexandre Baptista, José Carlos, Peres, Pedro Gomes, Hilário, Carvalho, Lourenço (o dos 4 golos ao Benfica, na Luz) e Oliveira Duarte. Quase Todos eles foram convocados para o Mundial de 1966, mas alguns não tiveram oportunidade de jogar, apesar, de estarem em grande forma, como Peres e Lourenço, o que valeu grandes críticas ao seleccionador, sócio do Benfica (pois claro!); a equipa de 1973/74, de Damas - para mim, o segundo melhor guarda-redes português de sempre - e do famoso Yazalde; a equipa de 1979/80, de Jordão e Manuel Fernandes, famosa pelos 7-1 ao Benfica, com 4 golos desse grande capitão e sportinguista. Grandes épocas do Sporting em que ganhámos vários campeonatos, taças e torneios. Sim, “no meu tempo é que era bom”.
 
Depois de 1980, para mim, o Sporting nunca mais teve equipas de futebol que garantissem elevadas prestações em anos sucessivos, pese embora o grupo onde pontificavam Jardel e João Pinto, que durou apenas um ano. Foi um fogacho.

O Sporting deste período era um Clube verdadeiramente eclético praticando um número elevado de modalidades desportivas, com atletas e equipas de grande craveira nacional e internacional. Isto permitia que, em épocas de baixa da equipa de futebol, o “ego” sportinguista se mantivesse elevado, por força dos êxitos dos seus atletas noutras disciplinas desportivas. Desde o Hóquei em Patins até ao Basquetebol, passando pelo Voleibol, Andebol, Ginástica e noutras modalidades, o Sporting brilhava no País e no estrangeiro.

Mas nesta minha crónica para o “A Norte de Alvalade” não posso deixar de referir em especial, o atletismo e o ciclismo, duas modalidades que, por força de quatro figuras do meu imaginário sportinguista, deram renome mundial ao nosso Clube.

No ATLETISMO, avulta, desde logo, na minha memória, a figura ímpar dessa grande referência do Sporting, que é o Sr. Prof. Moniz Pereira, responsável por várias épocas de glória do nosso atletismo, criando - é o termo adequado -, atletas como Manuel Faria, Fernando Mamede e Carlos Lopes, todos eles a espalharem a sua classe por todo o Mundo, e constituindo uma equipa de atletismo vencedora da Taça dos Campeões Europeus em vários anos. Esta grande figura do nosso Sporting merece a gratidão de um novo estádio especialmente vocacionado para o atletismo, e não um simples campo de treino, como parece ser o que estão a edificar.

Recordo os relatos da Emissora Nacional, feitos a altas hora da madrugada, das provas da S.Silvestre de São Paulo, onde Manuel Faria se sagrou vencedor por várias vezes (não me lembro quantas)! Note-se que, naquele tempo, a S. Silvestre de São Paulo, onde também Carlos Lopes viria a triunfar, era a grande corrida de atletismo da passagem de ano. Agora, qualquer terrinha, em Portugal e no estrangeiro, tem a sua S. Silvestre. Dessas, já nem há relatos, porque a importância e a dimensão das provas não é comparável com a do Brasil.

Vivi com entusiasmo os recordes da Europa de 10 mil metros, estabelecidos por Fernando Mamede, em 1981 (Lisboa), e depois em 1983 e 1984, respectivamente em Paris e Estocolmo, onde também se fixou, com a respectiva marca, um novo recorde do Mundo. Um grande atleta. Não consigo entender o motivo por que nunca obteve uma medalha nos Jogos Olímpicos.

Recordo também as vitórias de Carlos Lopes, nos Campeonatos do Mundo de Cross, e emocionei-me, sobretudo, com a medalha de ouro (a primeira que Portugal obteve) alcançada por esse grande atleta na prova da maratona dos Jogos Olímpicos de Atalanta. Nessa madrugada, milhões de portugueses escutaram “A Portuguesa”, pela primeira vez, em Jogos Olímpicos, e viram pela televisão, com orgulho patriótico, a Bandeira Nacional a subir lentamente no mastro central do estádio, assim se encerrando (da melhor maneira, para nós), as provas de atletismo. Oh que noitada! “No meu tempo é que era bom”.

Deixo para o final o CICLISMO.
Tivemos grandes corredores (João Rebelo, João Roque, Marco Chagas e outros) mas a figura de Joaquim Agostinho destaca-se a grande altura. Sendo um corredor que apareceu tarde (25 anos) e faleceu prematuramente, teve, contudo, tempo de se alcandorar a figura mundial do ciclismo. Participou na Volta a França, pela primeira vez em 1969, ficando em 8º lugar, e vencendo duas etapas. Nunca nenhum corredor português tinha ganho qualquer etapa no Tour. Lembro-me de um episódio ocorrido comigo, que não resisto a revelar.

Estando eu, nesse ano, a estudar em França, e por me encontrar de férias, fui a Revel, perto de Toulouse, a fim de presenciar o final da etapa. Lá estava eu, com a bandeira do Sporting, à espera dos corredores, quando não foi o meu espanto, vejo o “Agostinô”, como diziam os franceses, a chegar em 1º lugar e a vencer a etapa. Não tenho vergonha de dizer que chorei como uma criança. Tive um orgulho tremendo em ser português e poder dizer que esse corredor - que no final tive a possibilidade de cumprimentar - era um atleta do meu clube: O SPORTING! E aqui também sou obrigado a dizer ““No meu tempo é que era bom”.

Há muitos anos que o Sporting não me dá alegrias sustentadas. Lá vem um fogacho ou outro que me fazem sonhar, mas que rapidamente se apaga. Sonho com um Sporting eclético, com o nome respeitado em todo o Mundo. Com o aparecimento de figuras da estatura do Senhor Prof. Mário Moniz Pereira. Sonho com um Sporting de liderança forte, com uma voz escutada por adversários, e instituições civis e políticas.Sonho com um Sporting a lutar em todas as modalidades desportivas pelo primeiro lugar, e nunca afirmando que é bom ficar em segundo…

Sonho com as Filiais, Núcleos e Delegações a serem mais participativos na vida do Sporting e com as suas claques a darem civilizadamente espectáculos coloridos de verde e branco, nas bancadas. Sonho com um clube que de novo arraste multidões em todas as modalidades. Sonho com a recriação de uma mística própria em que os atletas não desejem sair, a fim de irem para outros clubes nacionais ou estrangeiros, e sobretudo não manifestem o seu desencanto e desagrado pelos anos em que representaram o Sporting.

Sonho com uma formação que, para além de gerar grandes atletas, reforce o gosto e o amor à nossa camisola, para que, por quaisquer motivos das vidas, hajam de seguir para outros clubes, fiquem, todavia, sempre gratos e agarrados aos seus anos de formação, e não se levantem do banco a festejar golos contra nós.

Sonho, enfim, com um Sporting ao nível daquele que tive a felicidade de viver.

…Mas acordo, muitas vezes, com o pesadelo de ver o meu clube (no futebol) longe do primeiro lugar e quase à mesma distância pontual dos lugares de despromoção, portanto muito afastado da vitória no campeonato, enquanto os seus mais directos responsáveis afirmam candidamente que “cumprem o seu dever” e não desistem do primeiro lugar. Como se falassem para um escasso número de matarruanos, e não para milhares de sportinguistas, que têm o seu clube no coração. Haja, ao menos, bom senso no que se diz…      

Para todos os sócios e simpatizantes do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, e para a Direcção e leitores deste blog, os meus votos de Bom Natal um Feliz Ano de 2011 e Saudações Leoninas.


Eduardo Sá Ferreira
(Sócio nº 6753)


*O "ANortedeAlvalade" orgulha-se de publicar este artigo redigido pelo Dr. Eduardo Sá Ferreira, consócio de um Sportinguismo vibrante e cujo discurso me cativou desde o primeiro momento. Entre muitas outras qualidades que o caracterizam - o seu empenhamento no relançamento do Núcleo de S.Tomé e Príncipe e da filial S.C. de S. Tomé falam por si - há uma que ressalto e que é evidente neste post: apesar de ter conhecido o Sporting no seu esplendor não acredita que esse tenha sido o seu zénite, não desistindo por isso de ver o  Sporting recolocado na trajectória devida. Um testemunho importante quando se diz muitas vezes que os sportinguistas mais velhos se acomodaram com o passar dos anos. Essa não é seguramente a postura do escriba de hoje. Obrigado Dr. Eduardo Sá Ferreira.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os Sportinguistas falam assim

Da discussão do post de ontem, que registou vários excelentes contributos, destaco, com a devida vénia aos autores, os seguintes:
Hugo Malcato:
Ver os mais variados discursos e intervenientes preocupados em detectar e apontar o dedo aos descontentes em vez de se ter a honestidade e humildade de admitir que as coisas estão mal e que não é por existirem pessoas que não gostam de determinado rumo que são culpadas pela situação a que este mesmo rumo nos trouxe...

Contudo, importa também pegar no comentário do Dezperado, pois existem de facto diversas facções que se assumem como os verdadeiros sportinguistas e senhores da razão. Sejam eles, situacionistas, oposicionistas, cordeirinhos, terroristas, entre todos os outros rótulos colocados hoje em dia aos diferentes sportinguistas...
PLF:
Há muito que digo que é preciso uma ideia para o Sporting. Sugeri uma ideia que, quanto a mim, é estruturada em torno dos valores que aprendi a reconhecer no Sporting: valores como o desportivismo, o ecletismo, a superação, a dedicação, o espectáculo, a formação pelo seu intrínseco valor social, o respeito pelos adversários, entre outros, os valores que formam uma Cultura Sporting. Não são apenas "expressões bonitas" mas um conjunto de princípios orientadores de medidas programáticas e participadas, em que se rejeitaria - por exemplo - o modelo do nosso amigo portista de procurar a vitória a qualquer preço.

JEB deu o mote e o Costinha a estocada final e hoje o Sporting está descaracterizado. Está descaracterizado naquilo que é mais importante que são os seus princípios. Em vez de desportivismo e de respeito pelo adversário temos um odiozinho pelo Benfica que só nos empobrece. Em vez de uma cultura de ecletismo, em tudo o que isso poderia gerar em sinergias, tem-se uma cultura de sobrevivência. Em vez de uma cultura de formação e de dedicação, o Sporting tem uma estrangulado a sua base social de apoio, encaminhado todos os recursos para a competição profissional, isolando e nem sequer compreendendo o que pode acrescer valor. E em vez de uma cultura de mérito, temos uma cultura de desresponsabilização. Neste campo, no campo da desresponsabilização, estamos muito bem.
Bruno Azevedo Rodrigues:
A nós adeptos compete-nos olhar para o clube, gostar do clube, mais do que os profissionais que os servem. Moutinho foi profissional em campo, mas não foi leal ao clube. Contudo, numa óptica profissional essa lealdade é relativa. Há mais marés que marinheiros e há mais Moutinhos. Acima de tudo, há mais Sporting. Porém, é preciso que se defenda o Sporting. A tese da maçã podre foi (senti-o pessoalmente) ofensiva. Senti que ofendiam a minha inteligência e o meu discernimento.

Como dizem os espanhóis, o porto meteu-nos um golo. Encontre-se as explicações que se quiser para isto. Contudo, não esqueçamos que Moutinho saiu. Mal. Que faça a sua vida, que ao Sporting já não diz nada. Bolas de golf são inadmissíveis. Cânticos não fazem o meu estilo (mas não me incomodam).

Porém, quem semeia ventos para se desresponsabilizar, não deve exibir espanto ou contragosto quando colhe tempestades. Este ponto é que incomoda: a necessidade de desresponsabilização e a tentativa quase ingénua de conter o dano a posteriori.

Que o Sporting ganhe, com Moutinho em campo, e que não mais necessitemos de teorias sobre maçãs, porque soubemos cuidar do pomar em tempo e bem. E, por último, se tivermos de vender anéis para conservar dedos, que tenhamos a elevação Sportinguista de o dizer, não contribuir para tal facto, assim como o bom senso e o engenho de impedir que no futuro a situação se repita.

Acima de tudo, saibamos pensar e: concordar / discordar, apoiar / opormo-nos, mas esqueçamos as inimizades entre Sportinguistas. Somos todos diferentes, e ainda bem. Que cada um faça o melhor que pode, se e quando pode e que coloque nesta questão os interesses do Clube em primeiro lugar, porque o Sporting precisa de ser bem tratado.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pontos de Vista*



O presidente dos 90 por cento de votos, 100 por cento profissional e
100 por cento incompetente, prossegue a política cobardolas e suicida
de "rugir para dentro e miar para fora".

Nos dias de leão sanguinário, ar assassino, juba branca espigada e
sobranchelhas carregadas de um cinza temível, ouvimos o terrível
rugido...

-- Vou expulsar todos os terroristas, cretinos e sem estatuto, de
sócios do clube

No dia seguinte o empresário Jorge Mendes deparou-se com um gatinho
pequenino, mansinho e fofinho.

-- Miau, miau, o senhor Jorge é que sabe. Se quer o seu amigo
Costinha, que ainda anteontem era jogadora da Atalanta, a
director-desportivo, não se fala mais nisso. Está escolhido e pronto!
Afinal o senhor é o empresário mais poderoso do mundo, e eu adoro
dar-me com pessoas poderosas e que movimentam milhões.

No outro dia, de rabo a dar a dar, diante do amigo do empresário...

-- Miiiaauuuu, o senhor Francisco é que sabe. Se quer dar 6,5 milhões
por esse tal Cinema Sem-Gol e 3,5 por esse argentino com cara de
Torsionário, merece todo o crédito. Eu preferia o Paulo Torres como
braço-direito do Paulo Bento II, mas se o senhor quer o seu amiguinho
Nuno Valente, quem sou eu para o contrariar? Afinal o senhor é amigo
do empresário mais poderoso do mundo, e eu adoro dar-me com pessoas
poderosas e que vestem fatos de tão fino corte.

No outro dia ronroa sem parar à vista do todo-poderoso Papa...

-- Miiiiiaaauuuuu, Miiiiaaauuu, Miiiiiaaaaauuuuu, ai que prazer tão
grande estar na presença da pessoa mais importante do futebol
português! O senhor Jorge Nuno não imagina a honra que tenho por saber
que aceita sentar-se comigo à mesma mesa. Adoro dar-me com pessoas
poderosas e respeitáveis. Então o senhor acredita que o malandro do
meu capitão de equipa diz que não joga mais no Sporting e que só
aceita vestir a camisola do FC Porto? Parece impossível! Não sei quem
é que lhe meteu essa ideia na cabeça! Olhe, vendo-lhe esta maçã podre
a preço de amigo, por metade do preço do mercado, e se me der uma
mãozinha neste problemão ficar-lhe-ei eternamente grato,
miiiiaaauuuuuuuuuuu...

Ontem prontificou-se a resolver o problema da churrascaria do Kadahfi
dos pneus...

-- Miiiaaaauuuuuuu, ai que prazer tão grande estar à mesma mesa e
almoçar com o presidente do clube que os sportinguistas mais adoram!
Disseram-me que o senhor Luís Filipe precisa de um guarda-redes...
Olhe, tenho lá um óptimo, tão alto como aquele barrete que o Jesus
trouxe de Espanha, mas que é titular da selecção e até defendeu
penáltis no Mundial. Não lhe custa um chavo: troco por aquele mono com
ar de King-Kong que o Paulo Bento II vê como parceiro ideal do nosso
Levezinho. Olhe, enquanto pensa nisso vai desculpar-me mas prescindo
da boleia de regresso a Alvalade. É que estou a ver lá fora os tipos
do Correio da Manhã e não quero aparecer na manchete de amanhã como
pendura no seu carrão topo de gama. Ainda pensam que tem um gatinho ao
seu lado...



*Pontos de Vista é uma rubrica em que publicamos artigos enviados pelos nossos leitores. No presente caso trata-se de um texto de Jacques Ferreira.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

É para jogar bem!



A poucas horas do clássico são pouco importantes as palavras. À equipa do Sporting peço apenas que jogue o que sabe, que jogue o que está ao seu alcance. E se o fizer estará meio resultado feito. O resto ficará a cargo dos factores aleatórios de qualquer modalidade desportiva. Tendo em conta a importância do jogo na decisão da Liga Sagres, esperemos que não haja qualquer manobra para inclinar o campo. Poucos têm sido os jogos com o adversário de logo em que isso não tem acontecido. Para melhor oportunidade ficará a análise à convocatória para o jogo de logo.

Não termino sem deixar a excelente sugestão do nosso leitor Nastase, que muito nos honra. Provavelmente já não a tempo do jogo de logo, mas muito pertinente, por estar relacionado com um esquecimento muito comum entre os Sportingistas:O Sporting é de Portugal e do mundo inteiro, onde existem Sportinguistas e não apenas de um bairro ou cidade.

Já se sabe que num clássico desses, tem vindo a ser cantado de forma recorrente o "Cheira bem, Cheira a Lisboa". Eu não sou de Lisboa. Uns 60Km mais a Norte. Apesar de ser uma cidade que trago no coração, não me revejo nesse cântico pois o Sporting, como toda a gente sabe, é de Portugal.

Por isso gostaria de sugerir uma nova letra para ser cantada sobre a mesma melodia:

Uns Leões de vitórias esfomeados,
Cheira bem, cheira ao Sporting!
Uma história de glória centenária,
Cheira bem, cheira ao Sporting

Do Futebol, basquetebol ao hóquei!
Andebol, atletismo ou futsal!
Cheira bem porque é o Sporting,
O Sporting Clube de Portugal!

Pode parecer pouco mas julgo que este seria um bom incentivo para nos apropriarmos de uma melodia muito conhecida e relembrar às pessoas que o Sporting é, de facto, um Clube de Portugal! O único com o nome da nação!

Pedro Anastácio aka Nastase
Sócio nº 61.107

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Pontos de Vista*


A importância desta época para o Sporting

Os erros cometidos têm uma vantagem: permitem-nos ficar a saber o que não se deverá repetir!
E é isto que devemos exigir ao Presidente José Eduardo Bettencourt.

JEB ganhou claramente as últimas eleições do Sporting. E se 90% dos sócios do Sporting votou em JEB para Presidente do clube, ele tem o direito, e o dever, de dirigir o clube. E todos nós, adeptos mais ou menos fervorosos, e mais ou menos expressivos nos comentários, devemos colaborar com o Presidente nessa tarefa. Será esse apoio, mais ou menos público, que nos deixará de “consciência tranquila” na hora de julgar o seu desempenho como Presidente do clube!

Mas este “dever de saudável Sportinguismo” não nos obriga a fechar os olhos a tudo o que acontece no nosso clube. Pelo contrário, a nossa missão, de Sportinguista “pagante”, “militante”, “apoiante” ou só “sofredor”, terá que ser sempre de alerta a tudo quanto diz respeito ao clube. E eu só reconheço o Sportinguismo quando há paixão, amor e sofrimento pelo clube! E isso significa concordar com o que achamos correcto, e levantar a voz quando discordamos de algo.

O Presidente JEB tem trabalhado com dedicação e paixão pelo clube, é inegável. Resolveu-se o problema com a Câmara de Lisboa, abriram-se perspectivas para a construção do Pavilhão Desportivo, investiu-se na equipa de futebol e fez-se alguma coisa pela recuperação de sócios e antigas glórias do clube. Mas, se isto é verdade, também não deixa de o ser a tristeza que a todos nos invade. E, lamentavelmente, isso deve-se sobretudo às infelizes declarações do Presidente:

- Tivemos o episódio do “Paulo Bento forever”;

- Foram as 2 horas de conferência de imprensa de despedida do P. Bento e a apresentação electrónica do Carvalhal (imagine-se a confiança com o novo técnico terá arrancado…);

- Foi o triste episódio da “guerra com o sócio 90 e tal mil”;

- É esta “luta pelo 4º lugar”, que, sendo esse o lugar que a equipa ocupa, significa que basta olhar para baixo, sem qualquer ambição em chegarmos à frente;

- É a graçola (desculpem, mas não vejo termo mais apropriado) de que se ainda cá estivesse o P. Bento seriam 2 a dar o corpo às balas…!

São já demasiados os exemplos de … vou chamar-lhe «falta de cuidado nas palavras». Por favor, haja alguém próximo do Presidente que o chame à atenção para o que tem dito! Ele é o nosso Presidente, repito, tem o direito e o dever de presidir ao clube…mas queremos que o faça bem. O Presidente dum clube como o Sporting não pode estar constantemente a dar tiros nos próprios pés. Ao máximo responsável pela entidade tem que se exigir demonstrações de confiança em quem tem ao serviço do clube, e não em ex. treinadores do clube.

Agora, dado que para esta época o objectivo está traçado, queremos que se prepare atempadamente a equipa de futebol para a próxima – estamos em Fevereiro e desta vez não haverá a desculpa de que não houve tempo! Mas, com um Director Desportivo e um Treinador a prazo, mais responsabilidades terá que assumir JEB, embora, pela amostra do que se tem passado com o Izmailov, as coisas não pareçam caminhar pelo melhor. E não podemos limitar os horizontes da equipa, quando ainda temos uma prova Europeia em disputa e que pode servir, no mínimo, para elevar o moral de Jogadores e Adeptos, ao mesmo tempo que servirá de montra para junto dos grandes clubes europeus valorizar os nossos atletas!

Os sócios e adeptos do Sporting vivem, e sofrem, por este clube uma paixão única, por isso querem – e merecem – um clube Grande, Organizado e que a estes princípios se saiba conjugar a Ambição de ser o melhor.

Carlos Martins

*Pontos de Vista é uma rubrica onde são publicadas opiniões enviadas pelos leitores do "ANortedeAlvalade"

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

(Mais) uma história de amor

Nos dias que correm é mais fácil “deixar falar a dor” do que olharmos para os exemplos que demonstram que o Sporting continua a ter muita gente que não se entrega e não desiste. É este o caso que hoje vos trago, contado por um dos protagonistas desta história de amor pelo clube, que amanhã tem um final feliz. Final que se deseja seja o também o inicio de uma história de sucesso.  Havia-me comprometido com o Tiago Marques em dar o meu pequeno contributo, rendendo aqui a minha homenagem a todos quantos conseguiram que a sede de distrito de Aveiro tenha novamente um núcleo. Faço-o apenas hoje, em vésperas de reabertura daquele espaço, devido à intensa actualidade Sportinguista dos últimos dias. Era bom que os Sportinguistas que tenham essa possibilidade acorram amanhã a Aveiro.

"O Núcleo Sportinguista de Aveiro deriva de encontros entre Sportinguistas da região de Aveiro, sendo o seu primeiro espaço uma garagem de um dos sócios fundadores, onde todos discutiam o momento do Sporting Clube de Portugal.

Devido a uma grande adesão das pessoas, começaram-se a combinar almoços e jantares em diversos restaurantes de Aveiro até que, a 15 de Novembro de 1993, se fundou oficialmente o 100º Núcleo Sportinguista: o de Aveiro.Entre 1993 e 1998 o Núcleo teve um grande crescimento e grande dinamismo. Os sócios apareciam em grande número e os eventos eram cada vez mais, desde as deslocações a Alvalade aos almoços e jantares.

A garagem tornou-se pequena para tanta actividade e os dirigentes do Núcleo optaram por se deslocar para diversos espaços até se estabelecer de vez onde está hoje. A sede do Núcleo passou por diversos locais de Aveiro, desde a rua da Palmeira no bairro da Beira Mar, até Taboeira tendo pelo meio passado por Aradas. Hoje, situa-se em Esgueira, na Rua Bento Moura, nº55. Isto deve-se a um desejo, expresso pelo falecido pai de um dos actuais elementos do Núcleo, o Sr. José Carlos, cujo desejo era que o Núcleo se sediasse numa das suas casas... E assim foi!

Entre 1998 e 2004 o Núcleo manteve-se conhecido mas já a diminuir a sua dinâmica, com excepção feita às épocas de 1999/2000 e 2001/2002 que teve um grande dinamismo devido ao título ganho pelo Sporting Clube de Portugal que, durante a época, empolgou toda a gente.

De 2004 até 2009 o Núcleo perdeu o gás, tendo começado a desaparecer do mapa. Oficialmente existia mas não criava eventos, não puxava pelos Sportinguistas de Aveiro e começou-se mesmo a dividir, facto que levou ao surgimento de outro Núcleo Sportinguista na cidade de Aveiro mas com o nome de Núcleo Sportinguista de São Bernardo (uma das freguesias de Aveiro).

O meu interesse pelo Núcleo vem desde pequeno. Juntamente com um grande amigo (André Reis que também pertence à Direcção do Núcleo) dizíamos que um dia iríamos poder ajudar o Sporting com o nosso trabalho, nem que fosse como dirigentes do Núcleo Sportinguista de Aveiro. E assim aconteceu.

Em 2009 tornei-me mais activo, talvez por já ter uma maior formação (sou finalista da licenciatura em Finanças) e comecei a fazer por mim mesmo o que podia pelo Sporting Clube de Portugal.

Tornei-me sócio do clube (já tinha sido mas havia deixado de pagar devido às dificuldades vividas na altura de Santana Lopes para pagar as quotas à distância) e criei a petição online para o Derlei ficar mais um ano no Sporting, petição que me levou a tornar-me um pouco mais conhecido em Aveiro devido às entrevistas dadas para a Sport TV e para a Rádio Renascença, entre outros anúncios nos mais diversos jornais.

No Verão de 2009, tive o prazer de ir a Lisboa gravar o anúncio da Gamebox e em conversa com algumas pessoas ligadas ao Sporting Património e Marketing e mesmo alguns jornalistas (lembro-me que na altura dei uma entrevista para O Jogo) surgiu-me a ideia de realizar um estudo sobre os 3 grandes na cidade de Aveiro, onde procurei saber qual o clube mais apoiado, o jornal de um clube mais vendido, a existência de material oficial e de núcleos/casas dos clubes). E é aqui que me aventuro pelo Núcleo.

Devido a ter umas conclusões que não me deixaram indiferente, achei que estava na hora de fazer ainda mais pelo meu clube (adormecido na região de Aveiro) e que já tinha capacidade para o fazer.

Solicitei uma reunião com o antigo presidente do Núcleo (agora presidente da mesa de assembleia geral do Núcleo) onde dei a conhecer alguns eventos que eu achava pertinentes para o Núcleo realizar.Tal foi o meu discurso que fui logo convidado a formar uma lista e candidatar-me a eleições que, curiosamente, iriam ser marcadas naquela altura.

Assim fiz. Realizei uma equipa de pessoas da minha máxima confiança, aos quais juntei alguns dos sócios fundadores do Núcleo pois a sua experiência e conhecimento é fundamental, apresentei-me às pessoas, apresentei um projecto eleitoral e uma lista de ideias e venci por maioria absoluta as eleições. 


A tomada de posse foi feita a 19 de Dezembro de 2009, altura que aproveitamos para fazer um Almoço de Natal com a cerimónia incluída. Solicitou-se ao Sporting Clube de Portugal um representante oficial e tinha-se tudo combinado com o Jorge Cadete para também estar presente mas, devido a questões de força maior (internas ao clube) não foi possível... Pelo que a cerimónia se realizou sem qualquer presença de figuras do clube.

Chegou o fim do ano e a pessoa que estava a explorar o snack-bar / restaurante do Núcleo terminou o seu contrato e abandonou. Chegou-se a acordo com uma nova pessoa e em Janeiro fechou-se a sede para se realizarem todas as obras e remodelações necessárias. Assim, a 13 de Fevereiro será a reabertura oficial da sede e restaurante do Núcleo (que começará a funcionar a partir de 1 de Fevereiro) num almoço tipo buffet na sede, com o custo de 10€ para quem nos quiser visitar. Este evento conta com a presença garantida de representantes oficiais do Sporting Clube de Portugal, amigos do Núcleo como Jorge Cadete (ex avançado), Madjer (futebol de praia), Isabel Trigo Mira (ex vice-presidente) e Nuno Mourão (Sporting Apoio). 

Tiago Marques

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Correio do Leão


Um dos nossos leitores lançou-nos um apelo (ler aqui), que em termos gerais perguntava:

1) Quem são as referências no futebol do Sporting?
2) Que mensagem deve incutir aos restantes elementos da estrutura?
3) Existe lugar paras as glórias do Sporting?

Assim, vou dar a minha visão pessoal, atendendo ao pouco que vou conhecendo do funcionamento do futebol do Sporting.
Referências no Futebol do Sporting

Considero que actualmente existem três figuras principais no futebol leonino: José Eduardo Bettencourt, Pedro Mil-Homens e Carlos Carvalhal. Poderia incluir aqui um Director Desportivo, mas atendendo atendendo à sua inexistência e às declarações de Sá Pinto aquando assumiu o cargo, considero que nem ele nem o agora interino Salema Garção podem ser considerados homens fortes na matéria.

José Eduardo Bettencourt logo na sua candidatura declarou que seria ele quem ia assumir os destinos da SAD, entidade responsável pelo futebol leonino. Ao contrário de Roquette (que teve Norton de Mattos e Luís Duque, p.e.) e Soares Franco (que contou quase sempre com Carlos Freitas), JEB contou naturalmente com intervenções de Pedro Barbosa e depois Sá Pinto, mas parece ter maior participação em contratações e acompanhamento da equipa do que os seus antecessores. A ele deverá reportar o futebol profissional, o futebol de formação e a Prospecção.

Pedro Mil-Homens, professor académico e conhecedor de metodologia desportiva, é há alguns o administrador da SAD com a pasta do futebol de formação, além de ser director da Academia de Alcochete. Assim, presumo que a ele reportem todos os responsáveis e intervenientes nos escalões jovens.

Carlos Carvalhal é neste momento quem conduz a equipa profissional do Sporting, ou seja, a última "etapa", aquela onde os jogadores querem estar. Coloco-o como uma das referências pois considero que o principal treinador do Sporting deve ter destaque dentro da estrutura e deve trabalhar em conjunto com o futebol de formação, prospecção e reportar situações extra-desportivas que possam estar a influenciar o rendimento dos seus jogadores, para que sejam acompanhadas e tratadas.

Mensagem

Julgo que repetirei esta frase até ao fim dos meus dias "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal". Certamente parecerá trivial mas no fundo é esta a mensagem fundamental.

A partir dos valores do nosso clube é possível interpretar que é necessário correr, é necessário amor à camisola, é necessário conhecer a história e os pergaminhos do nosso clube e assim será possível corresponder às expectativas (que devem ser elevadas).

Velhas Glórias

Naturalmente, precisamos de ter "figuras históricas" por perto, mas também não podemos ser como outros sítios, que se tornaram autênticas Santas Casas da Misericórdia. Mística e amor à camisola são bem-vindos mas obviamente é necessário algo mais que isso.

Tome-se o exemplo dos nossos escalões de formação, onde muitos dos delegados são hoje em dia pessoas que estiveram largos anos ligados a outras modalidades onde o Sporting foi dominador. Ou seja, mesmo sem ser figuras "públicas", diariamente os nossos jovens lidam com referências e exemplos de puro sportinguismo.

Noutros tempos, tivemos ex-jogadores a liderar as equipas jovens (como Fernando Mendes, Carlos Pereira, Osvaldo Silva, Zezinho, entre outros) porém o treino de futebol tem vindo a evoluir, sendo cada vez mais uma "Ciência". Para tal, basta ver a quantidade de cursos de Ensino Superior nesta área. Por isso, creio que a "simples" entrega de equipas a jogadores que foram referências poderá não ser suficiente...

Veria sobretudo com bons olhos a hipótese do Sporting colocar ex-jogadores como Técnicos-Adjuntos, de modo a lança-los numa nova fase. Caso possuam perfil para lidar e ensinar jovens, terão a oportunidade de iniciar um outro tipo de carreira, sem descurar a formação e a actualização do conhecimento, de modo a corresponder com uma actividade cada vez mais exigente e onde os pormenores podem contar muito.

Sinto também a falta de uma destas figuras, junto do nosso balneário. Escrevi recentemente um artigo, onde realcei a importância de alguém com mística para controlar as pessoas e servir de ponte entre o balneário e a direcção do clube.

Agora, algumas questões se levantam:
- Qual foi o último capitão do Sporting, verdadeiramente sportinguista?
- Qual foi o último jogador que terminou a carreira em grande no Sporting, ao ponto de ser para nós, uma referência?
- Quem hoje em dia conseguirá assumir-se como uma figura que incuta respeito?

EM FRENTE SPORTING!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

E porque não?


Aprecio com gosto as candidaturas apresentadas por estes dias nos jornais aos lugares a preencher no Sporting. Esta sensação de “late silly season” desvia-nos os pensamentos de um inicio de época frustrante e conturbado. Cajuda sentado no banco do Sporting soa-me ao mesmo absurdo que seria contratar Saramago como antídoto para o “efeito-Jesus”. Pelo menos não teríamos que ouvir “Ívertom” nas conferências de imprensa com toda a certeza.

Enquanto não se ocupam os lugares vagos pelo Bento, proponho-vos a análise de uma proposta muito interessante que o meu amigo Gabriel Almeida fez o especial favor de elaborar para discussão aqui no “ANorte”. Este artigo resultou de uma conversa tida em pleno Afonso Henriques e que foi muito em defendida por este nosso consócio, com quem partilho a condição de Sportinguista de geração espontânea. De facto, não tivemos familiar ou amigo que nos transmitissem a genética leonina, demos connosco a sentirmo-nos Sportinguistas. O Gabriel é daqueles sócios que se mete no carro para ir Lisboa a uma AG, eleitoral ou não, e voltar de seguida para ir trabalhar.

Pois aqui fica a ideia de Gabriel Almeida. Como ele dizia pelas suas próprias palavras, um relvado sintético provocaria nos nossos adversários uma sensação semelhante à que tem um pugilista que habituado a treinar e a lutar com dextros se vê obrigado a lutar com um esquerdino.

Porque não um relvado sintético?
Cíclica e frequentemente o relvado do Estádio José Alvalade fica em estado lastimoso. Ora é por causa do fungo “A” ou do fungo “B”, ora porque o clima é assim ou assado, ora porque houve um concerto, etc.. Uma coisa é certa apenas o nosso relvado necessita de tantos cuidados e preocupações. Os outros relvados, dos outros clubes, duram, duram, duram…

O nosso relvado nunca fica estragado por incompetência humana; isso não, nunca ninguém assumiu qualquer culpa.

Mais, parece que estamos condenados a ser alvo de chacota porque o nosso relvado resvala demasiadas vezes para níveis inaceitáveis; chegam a falar dum “batatal”!

Qual a solução? Colocar pessoas competentes a tomar conta do assunto? Ou?

E se o Sporting instalasse um relvado sintético?

Um relvado sintético acabaria com aqueles problemas e ainda tornava mais barata a sua manutenção.

Mas para mim a maior vantagem era desportiva! E porquê?

O Sporting passaria a ter uma grande vantagem desportiva sempre que jogasse em casa. Os adversários enfrentariam uma grande desabituação a este tipo de piso, mesmo que treinassem em relvado sintético durante a semana anterior à visita ao Estádio José Alvalade. O Sporting para lá da vantagem de jogar em casa, teria ainda um tipo de piso onde estaria muito acostumado que, é óbvio, seria outra enorme vantagem.
E quando o Sporting fosse jogar fora de casa? Neste caso os nossos jogadores jogariam na relva natural; e, claro, teriam uma pequena desvantagem. No entanto esta desvantagem seria muitíssimo menor que a vantagem de jogar em casa num piso sintético. Como teríamos de jogar 17 jogos fora, logo acabaríamos por estar preparados para a relva natural. Ao invés os nossos adversários que apenas fariam um jogo por ano em piso artificial nunca conseguiriam se habituar a este tipo de relva artificial.

A probabilidade de ganhar vantagem nos 17 jogos em casa seria muito superior que a probabilidade de partir em desvantagem nos 17 jogos fora.

Tudo isto só seria possível enquanto os outros clubes continuassem com os pisos de relva natural.

Gabriel Almeida

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pontos de vista

OS PECADOS DO PORTO-SPORTING
Caros Leões, o que aconteceu antes e depois do último FCP – SCP é demasiado preocupante para que olhemos para este jogo como, mais uma, derrota. Desde a indigitação do árbitro do jogo até aos comentários após o mesmo, foram tantos os pecados que para mais facilmente se perceber a sua importância, teremos que os agrupar:
1. Comissão de Arbitragem
2. Direcção do Sporting
3. Duarte Gomes
4. Paulo Bento
Comissão de Arbitragem – nomear um árbitro que tem (e não, “tinha”!) um conflito com o SCP por resolver é uma autêntica PROVOCAÇÃO. E, reparem que não existe qualquer desculpa para esta nomeação..: os clubes em causa não têm litígio com qualquer outro árbitro; vamos ainda na 6ª jornada e, portanto, não existem árbitros “sobrecarregados” de jogos; e, porque foi o 1º jogo entre os grandes, não havia qualquer incompatibilidade de nomes. Ou seja, o Sr. Vítor Pereira (VP) só nomeou o Duarte Gomes porque lhe apeteceu! E assim provocou o que nunca se deve fazer: colocar a arbitragem no centro de todas as atenções, e discussões, antes do jogo.É óbvio que pode existir outro motivo..: desviar as atenções (e a pressão!) que inevitavelmente recairiam sobre o campeão nacional, que vinha de 2 derrotas seguidas, estava com os mesmos pontos duma equipa que está a fazer um péssimo arranque de época, a 3 pontos do SLB e a 5 pontos do Braga. Seria “Maquiavélico”? Pois seria, mas é o passado do FCP que nos permite tal conclusão - imaginem o que seria, à 6ª jornada, termos o FCP a 5 ou 6 pontos do Benfica e a 7 ou 8 do Braga!
Direcção do Sporting – já deviam saber como é que “isto funciona”…! De que adiantou vir dizer “…não vamos condicionar a arbitragem antes do jogo…”? Ela já estava condicionada pelo Vítor Pereira! O que se exigia da direcção do SCP era a realização de uma conferência de imprensa, para explicar, factualmente, porque é que o SCP discordava da nomeação: era imperioso eliminar a ideia que o VP deixou de que “o caso com este árbitro está ultrapassado”, e era fundamental atribuir, desde logo, as consequências do que se viesse a passar durante o jogo para as mãos do VP.Se antes do jogo a Direcção não fez o que devia … o mesmo se pode dizer depois do jogo: não chega “mandar pró exterior” um comunicado qualquer! Veja-se como fez o FCP (logo à 1ª jornada), no caso do Hulk: conferência para o efeito, mil imagens “a jeito”…e o jogador deixou de ser um arruaceiro (passou o jogo de Paços a dar cotoveladas, a ter entradas perigosas, e a insultar o árbitro) para ser uma vítima. Agora é o que se vê - repare-se só no que aconteceu no FCP-SCP e nas faltas “cavadas” pelo Hulk: livre que deu o golo do FCP, amarelo ao Veloso, amarelo ao Abel, penalty e expulsão do Polga. Tratamento exemplar…à FCP!E o SCP o que faz? Limita-se às intervenções do Paulo Bento no fim do jogo, que só servem para destabilizar a equipa e castigar o treinador. Exige-se que uma Direcção profissional tenha alguém para fazer a defesa da equipa do SCP.
Duarte Gomes – teve uma arbitragem, no mínimo, habilidosa. Condicionou a defesa do SCP com amarelos inexistentes ao Veloso, ao Abel e ao Polga (todos na 1ª parte), e teve a “distinta lata” de não fazer o que toda a gente considerou inevitável: expulsar o Raul Meireles aos 39 minutos de jogo! Naturalmente que não sabemos o que daria o jogo após a expulsão…mas ninguém tem dúvidas que poderia ser totalmente diferente daquilo que foi.
Paulo Bento – tem confundido atitude com desprezo, e confiança com teimosia. Continuar a apostar no Polga é não querer ver o evidente…e assim lá vai a equipa sofrendo golos atrás de golos: em 10 jogos oficiais o SCP sofreu 10 golos.E quanto à atitude que teve aquando da expulsão do Veloso no fim do jogo com o FCP, não é possível concordar-se com o que fez. Se é certo que “um homem não é de ferro”, o treinador do SCP não pode fazer cenas daquelas – o que se exige ao treinador nestes momentos é que proteja os atletas e evite males maiores para a equipa!
Saudações Leoninas!
Carlos Marcelino Martins
P.S.- Pontos de vista é um artigo onde damos voz aos leitores do blogue.

sábado, 25 de julho de 2009

Pontos de vista

Inauguramos hoje um novo espaço destinado a dar a voz aos nossos leitores, sempre que a situação o justifique. Em bom rigor, a abertura aos nossos leitores foi feita no aqui no dia 4 de Julho, - que data poderia ser mais apropriada - dando conta da forma como o orgulho de ser Sportinguista é vivido em terras do Tio Sam. O facto de ter sido um artigo do nosso leitor "8" ainda mais sentido fez, tendo em conta a estima e o carinho que lhe tributamos aqui no blogue. A pertinência do e-mail de João Melo justifica o destaque.

Uns são mais iguais que outros
"O futebol português, por força de ser o reflexo de uma sociedade pouco desenvolvida em termos éticos e morais, não pára de nos surpreender pela negativa: a recente decisão do Concelho de Disciplina da FPF a propósito do jogo do campeonato nacional de Juniores é disso um bom exemplo, de tão baixa e inqualificável que é a consequência da decisão do ponto de vista da composição dos valores em presença.

Todavia, venho aqui alertar para outro fenómeno – que não tenho visto comentado em lado algum - igualmente revelador do que é o futebol em Portugal: o sponsor da Liga, financiador do torneio, imagem de marca do evento, é simultaneamente patrocinador de um dos competidores!!!!!!!

Será que o dito sponsor – que investe à espera do respectivo retorno, legitimamente – tem especial interesse no sucesso da marca da concorrência, ou prefere o triunfo da sua?Parece-me óbvia a resposta… Serão estes interesses compatíveis? Deveria ser permitido? Do ponto de vista dos negócios, da ética e da transparência, não!
No futebol português talvez…
Saudações leoninas
João Melo"

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) Acuña (2) Adan (2) Adán (1) adeptos (98) Adrien (19) AdT (1) adversários (85) AFLisboa (2) AG (24) AG destitutiva (4) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (38) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (6) antevisão (41) Antunes (3) APAF (14) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) aquisições 2020/21 (1) arbitragem (97) Associação de Basquetebol (7) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (5) auditoria2019 (1) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (8) basquetebol (2) Bastidores (72) Batota (20) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) blogosfera (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borja (1) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Bragança (3) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (8) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) castigo máximo (1) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) chumbo (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (10) clássico 19/20 (1) clássicos (9) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) covid19 (1) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) Dar Futuro ao Sporting (1) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (45) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) Derby 2020/21 (1) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) e-toupeira (1) Ecletismo (66) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (65) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) época 18/19 (2) época 19/20 (1) época 20/21 (3) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (10) Fedal (3) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (29) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (94) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (3) futebol internacional (1) Futre (2) Futre és um palhaço (4) futsal (28) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (30) Gamebox (3) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Gonçalo Inácio (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (10) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (2) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jordão (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (4) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) Keizer (12) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa 19/20 (3) Liga Europa 20/21 (1) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga NOS 19/20 (14) Liga NOS 20/21 (7) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Luiz Phellype (2) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mathieu (2) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Max (1) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (46) Meszaros (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (30) modelo (3) modlidades (2) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (6) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (5) Nuno Mendes (2) Nuno Santos (4) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (4) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Gonçalves (3) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Marques (1) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) Plata (2) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Porro (2) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (7) pré-época 20/21 (6) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (2) presidente (5) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (13) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Amorim (5) Rúben Amorim (2) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silas (6) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporar (2) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (3) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (4) Supertaça 19/20 (1) sustentabilidade financeira (46) Tabata (1) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça da Liga 19/20 (1) Taça da Liga 20/21 (1) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tiago Tomás (2) Tio Patinhas (4) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (94) treino (5) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (2) Varandas (17) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Vietto (2) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (2) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)