Dr. Silas estanca a hemorragia
Nota prévia: Foi preciso o Silas chegar o Sporting para se levantar uma onda de indignação sobre a certificação dos treinadores. Esteve bem o Sporting a levantar a questão da legitimidade da ANTF. Pelos vistos a associação que o devia proteger parece que não o considera ao nível de alguns doutores da bola. Pois o nosso treinador que me perdoe a analogia mas, como diz o povo na sua sabedoria, antes bom burro que ruim cavalo.
Teriam sido catorze jogos consecutivos a sofrer golos se não tivéssemos tido sorte logo nos lances iniciais, em que a bola devolvida pela barra é pontapeada a razar o poste do lado contrário da baliza de Renan. Assim foram treze jogos consecutivos a sofrer golos, uma anormalidade que testemunha a fragilidade de uma equipa que, a par disso, também não tinha uma proposta de jogo dominadora que lhe permitisse suprir essa falha com um maior número de golos marcados.
O novo treinador começou assim pelo principal e mais urgente: estabilizar a equipa a partir de trás, procurando devolver os níveis de confiança mínimos de forma a que os jogadores conseguissem executar mais de acordo com aquilo que podem fazer. Estancar a hemorragia de golos sofridos era determinante e esse era um diagnóstico fácil de fazer a quem assistiu aos últimos jogos, nomeadamente à hecatombe que se seguia a cada golo.
Falta ainda muita coisa, como é bom de ver. Por sorte, talvez com excepção de Bruno Fernandes, quase todos os jogadores da frente de ataque estarão disponíveis para Silas no próximo mês de paragem do campeonato. Essencial para trabalhar o jogo ofensivo, muito curto ainda, como se constatou no decurso do jogo.

