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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Clube de malucos? Mas qual é a dúvida?

Clube de Malucos: mas alguém duvida? Só um clube de malucos é que passa a vida a dar tiros nos próprios pés ao longo de décadas, quase sempre com os mesmos actores, mais do que estafados e gastos, sem que alguém consiga fazê-los calar. Alguns deles com responsabilidades directas e indirectas na gestão, sem que da sua passagem pelo clube tenha resultado em particular beneficio para a instituição.
 
Clube de Malucos: mas qual é a dúvida? É preciso ter um elevado grau de insanidade para continuar a correr atrás da equipa para todo lado, ter um número razoável de assistências, face ao reduzido e tão espaçado no tempo de conquistas. De facto, o amor é cego e os adeptos do Sporting,NÓS, com todas as nossas diferenças e pertenças a grupos e grupinhos, amamos de paixão o clube para sempre, mesmo que o reneguemos mais vezes que Pedro renegou o Outro.
 
Clube de Malucos: obviamente que sim. Quem acha que amar e pugnar pelo êxito do clube se esgota na presença nos estádios e depois nestes começa a assobiar ainda no aquecimento dos jogos, e fora deles faz todo o contravapor possível e imaginário, minando, escavando, muito para lá do que é o direito inegável à critica, à diferença de opinião e até mesmo de visão estratégica e segue pensando que essa actividade é inócua senão é louco é parvo. Ou ambos.
 
Clube de Malucos: a começar pela primeira figura, o presidente. Não foi ele que disse a frase, mas deveria saber que, como de facto está a acontecer, que a autoria lhe seria imediatamente imputada. Porque sabe desde a primeira hora que todos os erros comunicacionais não apenas não passam despercebidos, como são amplificados, distorcidos, retorcidos até caberem nas narrativas. Mas pior, ainda que seja verdade, como creio que é, não é matéria para ser divulgado em prime-time num jornal e em ambiente senão hostil pelo menos desfavorável. Teria sido o discurso mais ajustado a uma conversa intimista, por exemplo, nos Leões do Minho, onde não pôde ir por estar ameaçado fisicamente.
 
Porque se sente acossado, FV veio finalmente falar das dificuldades que encontrou, quer do ponto de vista desportivo quer financeiro. Já o devia ter feito, mas no tempo certo. Já o faz tarde e soa a desculpa, que o é em grande parte. Porque o grande problema do Sporting é e tem sido a sua equipa de futebol, da qual ele se assumiu como responsável único. Tanto assim é que ainda ontem completou o ciclo de títulos no hóquei em patins, com a conquista da Taça Continental.
 
Sem estabilizar a principal equipa de futebol e ainda por cima com uma comunicação que tarda em encontrar o tom certo é FV que está a municiar os adversários e os muitos inimigos declarados. A esses está a juntar os que, não tendo qualquer intenção de se constituir oposição, não conseguem perceber os objectivos e as linhas orientadoras da sua actuação e manifestam legitimamente o rumo seguido. Desta forma compromete a continuidade das reformas já em curso, a sua equipa e até mesmo seu projecto para o clube.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O Sporting dos casos e casinhos

O Sporting é um clube "extraordinário"! Há três anos a "Tertúlia Leonina", um grupo de Sportinguistas que de forma livre resolveu constituir-se como um grupo de reflexão, realizou o seu primeiro jantar de Natal. Na altura esteve presente o então presidente do Sporting e daí não resultou qualquer polémica, pelo menos que me lembre.


Este ano o jantar repetiu-se e contou com a presença do actual presidente Frederico Varandas, do vice-presidente Francisco Salgado Zenha que creio é elemento integrante deste grupo, bem como de pelo menos um elemento do staff do futebol profissional.

De repente estalou o escândalo e o jantar bem, como o referido grupo, passou a ser escalpelizado como se se tratasse de acto de lesa Sporting. Este espírito de casos e casinhos e perca de tempo em discutir tudo e o seu contrário é bem o espelho do Sporting e pode ajudar a perceber - ou não - porque é que este clube tem tantas vezes adiado aquele que deveria ser mais vezes o seu destino natural: vencer mais vezes!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A vertigem do sucesso num clube sem tempo nem tolerância

Ontem celebraram-se, entre muitas outras, duas efemérides futebolísticas. Duas efemérides de sinal contrário, uma delas relacionada com o Sporting e a outro pertence já às lendas do futebol mundial. Uma coincidência interessante e que serve de ponto de partida para este post e com especial enfoque na actual situação do Sporting Clube de Portugal.

A coincidência:
A 6 de Novembro de 1986 Alex Ferguson foi nomeado treinador do Manchester United. Realizaria 1.500 jogos, contabilizaria treze Premier League, cinco FA Cups, quatro Taças da Liga, 10 Charity Shields Cup,  duas Champions League, 1 Supertaça de Europeias , uma Taça Intercontinental, um Mundial de clubes. 

Não se pense contudo que Sir Alex teve vida fácil em Manchester, como não havia tido em Aberdeen, de onde provinha. No clube da cidade escocesa de um dos mais importantes portos do Mar do Norte, demorou duas épocas para conseguir chegar à velocidade de cruzeiro nas conquistas. Frequentemente entalado entre Celtic, Rangers e Dundee United, o Aberdeen sairia do atoleiro onde se encontrava encalhado desde 1955, com Ferguson ao comando que daria o título, pela primeira vez na época 83/84, feito repetido na época seguinte. 

Como já vinha vencendo a Taça da Escócia há três temporadas seguidas, os "Dons" haviam carimbado o ingresso na já extinta Taça das Taças. Aí, obrigou a Europa do futebol a perguntar quem eram estes escoceses. Quando a resposta chegou já eles iam de regresso com a conquista da competição, isto depois de eliminar o Bayern de Munich do mestre Udo Latek e dos seus alunos Pfaff, Klaus Augenthaler Dieter Hoeness e Rummenigge. Bateria na final o sempre todo poderoso Real Madrid do mítico Di Stefano como treinador e jogadores Camacho, Juanito, Stielike e Santillana. Como registo curioso, assinale-se no ano seguinte o encontro nas meias-finais com FC Porto de Pedroto e Morais (que viria a ser técnico do Sporting por pouco tempo, vitimado por um acidente de viação) em que os da Invicta levariam a melhor até à final perdida de Basileia, ante a Juventus de Boniek e Platini.

Em Manchester seria bem pior. Já ninguém acreditava que este escocês de  Glasgow seria capaz de interromper mais de duas décadas sem ver o caneco maior da Liga Inglesa. Ia já no seu terceiro ano a ouvir assobios e ler tarjas a espelhar a descrença que se ia instalando, quando arranca do meio da tabela já em Novembro para um final em que deixa a dez pontos o Aston Villa. Para tal seria determinante o ingresso de Cantona e a sua associação virtuosa com Mark Hughes. O resto da história já foi contada acima. Pelo menos o resultado de muitas tardes e noites de glória pontuadas com cânticos personalizados em seu nome e honra.

No mesmo dia de Novembro, mas em 2009, Paulo Bento demitia-se do cargo de treinador do Sporting. Várias vezes apontado como um possível Ferguson à escala leonina, não resistiria a um mau começo de campeonato e seria vitima colateral das guerras internas e de uma presidência infeliz, com má relação com os adeptos e maus investimentos no futebol. O desgaste provocado por quatro anos sem nenhum campeonato nacional fez o resto. É no entanto um dos treinadores com mais tempo no comando técnico e o mais titulado deste século: duas taças de Portugal e duas Supertaças Cândido Oliveira. Sem nenhuma taça que testemunhe, ficou a aposta nos jogadores da casa, que acabaria por se reflectir nos cofres, no prestigio internacional e até mesmo com grande quota de responsabilidade na conquista do Europeu de França, pela selecção nacional.

Passou quase uma década desde então. O Sporting vive novamente um período conturbado e tantos têm sido os momentos semelhantes que deveria começar a equacionar incluir a palavra na sua heráldica institucional. Apresta-se a entregar a um novo treinador, um quase desconhecido, a responsabilidade de o resgatar a seu segundo período de maior jejum e o relógio continua a contar. Se quer dirigentes e adeptos não perceberem que um treinador é uma peça importante, mas apenas uma peça de uma engrenagem, o seu nome será mais um, apenas. 

No actual momento que o Sporting vive o treinador e até mesmo os jogadores são frequentemente usados como peças de xadrez num tabuleiro "politico" onde debatem interesses de pessoas, grupos e grupelhos. É provável que a tolerância seja reduzida e o tempo que o Sporting precisa para se reconstruir dos escombros dos últimos meses não venha ser concedido. Se for esse caso o Sporting nunca encontrará o seu Ferguson. E até a memória de Paulo Bento com apenas quatro troféus secundários parecerá um oásis muito longe de alcançar.

Terá sido por acaso que o período de domínio leonino do futebol luso tenha surgido da estabilidade dos anos de Joseph Szabo e tenha terminado após se iniciar a dança de cadeiras, mano a mano com a instabilidade directiva, que tem marcado a liderança técnica no Sporting?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que o Sporting tem a aprender com o Sporting

Ao conquistar de novo o campeonato de Futsal, o Sporting acentua a sua hegemonia na modalidade. O tri agora alcançado perfaz o décimo titulo no presente século e completa assim os quinze conseguidos até ao momento. O clube mais próximo de nós no número de títulos é o nosso eterno rival, o SLB, com menos de metade dos campeonatos. 

A estabilidade com que departamento tem sido gerido tem sido seguramente uma das razões da nossa vitalidade. A acumulação de conhecimento e experiência tem permitido ao clube dotar-se dos melhores profissionais, quer estes sejam técnicos ou jogadores. A semelhança registada com os orçamentos dos rivais é outra das explicações. Quando os campeonatos começam o Sporting ou parte à frente ou em igualdade de circunstâncias. 

Há muito tempo que não me lembro de algo semelhante no futebol e essa é, entre várias razões, a explicação para a ausência de títulos na nossa modalidade. 

A alegria desta nova conquista no futsal acabou ensombrada pelo trágico desaparecimento de um Sportinguista que os adeptos se habituaram a reconhecer através do nosso canal de televisão, Rui Rigueiro. Conhecido também como apoiante de Bruno de Carvalho, ainda na semana passada havia colocado no seu perfil no Facebook uma declaração, dando conta da sua surpresa por não ter sido saneado do canal por ter colada a si a imagem do passado recente. 


 A ideia de pacificar o Sporting e de que todos são importantes é fundamental para o presente e futuro do clube e não podia ser mais oportuna. Assim o queiramos tão grande como os nossos fundadores, cuja memória celebramos, assim o sonharam. À família do Rui Rigueiro os meus sentimentos. 

Ficam assim dois exemplos de que o Sporting sabe fazer bem. Sem prejuízo de olhar ao que de melhor se faz à sua volta, o Sporting pode e deve aprender com o que também de muito bom fazemos.

sábado, 1 de julho de 2017

Obrigado a todos os que fizeram estes 111 anos de história.

Obrigado a todos que fizeram deste símbolo uma presença incondicional nas nossas vidas. Um obrigado redobrado e muito especial a todos aqueles que deram o melhor de si, muitas vezes com elevados custos pessoais e familiares, de forma anónima e desprendida. Provavelmente não figuraram nos registos nem nas nossas fotos de ocasião e de família. Mas se é incontornável o papel dos nossos fundadores o deles não o é menos. Os nossos 111 anos também se devem a eles. Dos mais conhecidos até todos os mais relevantes, o Sporting tem os melhores adeptos do mundo e hoje é dia de os lembrar a todos sem excepção.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A melhor equipa

Estou a ficar velho mas ao contrário do que pensava, não estou mais amargo com a vida. Bem pelo contrário, aprecio-a cada vez mais. Em contrapartida, pelo embaraço em que frequentemente sou colocado, emociono-me com mais frequência, quer com estímulos de sinal negativo, quer por boas razões. Já antes, durante a semana, havia ficado do tamanho de um grão de areia perante a excelente iniciativa do Sporting e da Fundação Sporting, quando o plantel visitou o I.P.O. Ontem dei comigo, no final do jogo, a verter umas lágrimas que teimosamente não responderam à minha ordem de permanecerem no seu lugar de origem.

A tristeza era natural e mais que justificada por ficar tão perto da conquista do campeonato nacional e porém ter falhado. Mas maior ainda era a emoção de sentir a grandeza única do meu clube num momento tão difícil: os adeptos que tinham pintado Braga de verde e branco demonstraram que acreditar é ir até ao fim. E aí, quando o sonho ficou assim mesmo, um sonho, prestaram o tributo que a equipa que tão bem nos representou neste campeonato merecia. Tributo que se repetiu noite dentro em Alvalade, onde não me parece (espero) que se tenha celebrado outra coisa que não apenas o regresso do clube à discussão do titulo.

Definitivamente foi a emoção que me traiu, porque para quem ama um clube assim as razões de tristeza não se sobrepõem ao enorme orgulho de lhe pertencer. Não é fácil ser do Sporting, tudo parece ser sempre um pouco mais difícil para nós. Desta vez foi a mais fina ironia  de não bastar o elevadíssimo  número de pontos que normalmente significariam um campeonato relativamente fácil. Ou as grandes exibições e o elevado número de golos a contrastar com uma defesa que dificilmente se deixava bater. Todos os erros porém parecem custar-nos o dobro que aos demais.

Claro, podia ser de outro clube qualquer, que ganhasse mais vezes. Porém eu teria que ser outro que não eu. Como várias vezes aqui confessei, sou um Sportinguista sem pedigree, não tive ninguém que me fizesse ou ensinasse a gostar do Sporting. Todos os actos que paulatinamente me foram ligando a este clube foram conscientes e voluntários. A primeira vez que fui a Alvalade foi pelo meu próprio pé, sozinho. E assim muitas vezes acorri aos estádios pelo país fora*. Talvez por isso mesmo a minha relação com o clube tem sido à prova de tudo e de todas as provas. 

Deixarei para mais tarde o balanço do campeonato e as respectivas incidências, se ainda o entender oportuno. Mas obviamente que a pergunta que se arrastará ainda por muito tempo na minha cabeça - e certamente de quase toda a gente - é como perdemos este campeonato. A tentação de atribuir essa responsabilidade a alguém ou a um determinado momento é muito grande. Contudo, explicar assim o resultado de uma prova onde a regularidade e consistência de resultados é premiada, parece-me redutor.

As discussões centram-se agora em deliberar qual foi a melhor equipa. Esta não é uma discussão sobre a equipa que mais gosto e por isso a resposta para mim é simples e clara: a melhor equipa foi a que ganhou o campeonato, a do SLB. Mas foi-o "apenas" por isso mesmo, porque cumpriu com sucesso aquele que é o melhor e mais desejado objectivo: ser campeão. Ter jogado o melhor futebol e ter a proposta de jogo mais interessante para os adeptos não é o suficiente para ser melhor.

Ambas as equipas foram terrivelmente regulares na fase final  e ambas oscilaram em momentos diferentes da época. Os resultados dessas oscilações de performance ditaram o vencedor. Não perdemos por causa de um único jogo, de um único falhanço, mas do somatório de todos eles, obviamente.

Melhores são os que ganham. Digo-o hoje porque quero que digam isso de nós quando ganharmos, como espero e acredito que voltará a acontecer em breve.

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*Uma vez que o post descambou para um tom pessoal pouco habitual, vou um pouco mais longe. Hoje tenho a sorte de já não ir sozinho à bola. O pouco que dei até hoje ao clube o Sporting devolveu-me com profunda generosidade nos Sportinguistas que colocou no meu caminho. Não vou nomear nenhum porque, não sendo muitos, corria sempre o risco de me esquecer injustamente de alguém. Em nome de todos fica o meu reconhecimento ao Solar do Norte, pelo ponto de partida para sensação de pertença a grande clube que é feito de Grande Gente.

E, claro, tem sido sempre um prazer contornar a impessoalidade do anonimato das redes sociais para conhecer adeptos com os quais normalmente acabo a concluir que o que nos une - o Sporting Clube de Portugal - é sempre muito mais do que as diferenças de opinião.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Actualidade: Somos os melhores adeptos da Europa? Bruno César, um custo com muitos zeros

Somos os melhores adeptos da Europa?
Numa votação que decorreu no site do canal Eurosport os adeptos do Sporting foram eleitos os melhores adeptos europeus. Para que tal sucedesse foi certamente decisiva a intervenção directa de muitos adeptos, ultrapassando assim clubes que à partida, pelo número dos seus seguidores, nos poderiam superar com grande facilidade.

Tendo em conta que das votações se podem extrapolar resultados muito diversos do que é obtido no final, e atendendo ao conceito tão lato e subjectivo que ser "o melhor adepto" representa, não vou fazer qualquer análise ao produto final da iniciativa do Eurosport. 

Neste âmbito, parece-me ser obrigatório assinalar que tem sido notável a mobilização em torno da equipa de futebol, de forma a hoje ficarmos a saber que se estende já a diversos continentes a vontade de ver o Sporting campeão. Por cá, e ainda recentemente, vimos os adeptos a ocorrer ao aeroporto, para incentivarem os jogadores, num momento que todos percebemos que a vitória era o único resultado que nos interessava, como demonstração de poder por parte da equipa. 

Certamente que aqui e ali poderão ser encontrados exemplos de excessos de optimismo que a realidade não confirma ou até de alguma fanfaronice mais conhecida noutras paragens, mas creio que a raiz onde nasce toda a mobilização é precisamente está na paixão incomensurável e na vontade de ver o Sporting triunfar.

Esta paixão é permanente, mas que agora se agiganta, por se sentir o sonho a materializar-se em cada golo, em cada ponto suado e em cada jornada conquistado. Não sei se somos os melhores, mas a magnitude da  paixão que a generalidade dos adeptos dedica ao clube não tem receio de ser equiparada com a de nenhuma outra organização do género ou semelhante. 

Bruno César, um custo com muitos zeros
Na sequência da actualidade, tem-se falado muito hoje da gorda comissão paga ao agente que intermediou a contratação de Bruno César e que é o mesmo que já havia mediado a contratação de Jorge Jesus no verão. 

As comissões e as relações com os empresários têm estado sobre cerrado escrutínio no clube, por força das diversas declarações pública, tendo mesmo sido várias vezes anunciada como uma das mais notórias mudanças de actuação dos actuais corpos sociais face aos seus antecessores. Sempre me pareceu um assunto tratado de forma mais populista que racional e que, assim tratado, era até mais prejudicial ao clube que verdadeiramente proveitoso.

Em primeiro lugar parece-me que o Sporting não se pode - pelo menos não se deve - abstrair das condições gerais do mercado onde os clubes seus concorrentes (não apenas os nacionais, como os estrangeiros que negoceiam no mesmo estrato) negoceiam com os agentes, clubes e financiadores. Ser conhecido no mercado como um clube que não paga comissões ou que é "forreta" é colocar-se de forma voluntária numa espécie de exílio que em nada beneficia a sua posição negocial, bem antes pelo contrário.

Porém onde o populismo nesta matéria é mais notório é na forma como se tratam as comissões, como se se estivesse a falar de uma verba que circula por baixo da mesa. Ora verbas que constam do relatório e contas, como as pagas agora por Bruno César (1,3 milhões) constarão [e já constaram as relativas a Aquilani (1 milhão) ou Teo Gutierrez (340 mil+470 mil/época)] são completamente transparentes e são parcelas para serem incluídas no custo total de aquisição do jogador. 

Se um qualquer dirigente de um qualquer clube se quiser valer da sua posição para ganhar dinheiro com transferências, essas verbas não vão aparecer num relatório e contas como comissões, mas podem estar incluídas no preço pago ao agente, que posteriormente encontrará milhentas formas de as fazer chegar.  

Abaixo fica a noticia do Record sobre esta matéria na íntegra:

"O Sporting contratou Bruno César a custo zero, mas um custo zero relativo. Na verdade, a SAD leonina acordou pagar uma comissão de 1,3 milhões de euros ao intermediário Costa Aguiar por ter negociado a transferência "em condições extremamente vantajosas, nomeada mas não exclusivamente pela ausência de qualquer pagamento ao clube ao qual o atleta se encontra contratualmente ligado", o Estoril.
Segundo o "contrato de representação" disponibilizado pelo Football Leaks a Record, o Sporting decidiu valorizar o "contributo decisivo" de Costa Aguiar – o agente que tratou do negócio de Jesus com os leões – na contratação de Bruno César e recompensou-o com um valor pouco usual, a que acresceu o pagamento de mais 299 mil euros do IVA.
Este contrato foi assinado um dia depois (a 14 de novembro de 2015) do Sporting ter efetivado a contratação de Bruno César até junho de 2020. Pela época em curso, o ex-estorilista ficou de receber 400 mil euros brutos. Em 2016/17, os leões acordaram pagar 800 mil e 40 euros, divididos por doze meses (66.670 euros/mês). Nas três temporadas restantes, o rendimento bruto de Bruno César será de 900 mil euros/ano, ou seja, 75 mil euros mensais.
O Sporting estipulou ainda um conjunto de prémios que poderão valorizar mais o rendimento de Bruno César. Por cada série de 15 jogos, o jogador receberá mais 50 mil euros, desde que cumpra pelo menos 46 minutos – até agora fez seis partidas, mas só em quatro cumpriu o requisito. Para além deste valor, Bruno César está ainda habilitado a receber os prémios de jogo. Nesta negociação, o Sporting fez-se representar por Costa Aguiar e o jogador declarou não ter recorrido a qualquer agente.
Estoril sem indemnização?
Record teve igualmente acesso ao acordo de revogação do contrato entre Bruno César e o Estoril, que foi válido entre agosto e novembro de 2015. Nele se percebe que o jogador acordou não ter qualquer valor suplementar a receber do clube canarinho, que, curiosamente, ficou sem indemnização. Pelo menos, na revogação assinada no dia 13 de novembro não há menção disso, a não ser que uma eventual compensação tenha sido concedida por outra via.
Enquanto jogador dos canarinhos, Bruno César cobrava 10.267 euros ilíquidos por mês, 112.938 euros a cada onze meses.
Traffic na jogada
Bruno César é o jogador dos movimentos financeiros faraónicas, pode escrever-se. O Benfica transferiu-o para o Al-Ahli Jedah, a 21 de janeiro de 2013, por 5 milhões de euros líquidos, mais 150 mil euros para cobrir os mecanismos de solidariedade previstos pela FIFA, e menos de um mês depois (10/2/2013), conforme os documentos a que Record acedeu, o clube da Arábia Saudita fez uma transferência de 400 mil dólares (358 mil euros) em benefício da Traffic, a empresa brasileira que agencia jogadores e controla a maioria da capital da SAD do Estoril.
Cinco meses depois (31/7/2015), a Traffic recebeu mais 300 mil dólares (268 mil euros). Neste caso, está por apurar a que se devem exatamente estas transferências – comissões? Dois anos depois, César chegou ao Estoril e depois ao Sporting."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ter ou não ter estofo de campeão, William, Adrien, Spalvis

Ter ou não ter estofo de campeão
É muito frequente, em particular quando os jogos correm mal, como foi caso do último jogo, que os adeptos questionem as decisões do treinador, as prestações e o empenho dos jogadores. Frequente e natural. Já menos natural é que um mau resultado sirva para colocar em causa aquilo que é indiscutivelmente um bom trajecto no campeonato nacional e, ainda mais importante, um enorme salto qualitativo, que nos coloca a disputar no mesmo espaço tido como quintal privativo dos nossos rivais SLB e FCP. 

Quando se fala de falta de estofo de campeão a apreciação não pode ficar apenas limitada à prestação da equipa, mas deve-se estender também à reacção dos adeptos. Não há nada que justifique o pessimismo, mesmo considerando o facto de a liderança isolada se ter perdido. Desde logo porque, apesar do bom campeonato, o Sporting não deixou de ser um outsider, o mesmo é dizer que o menos favorito dos três concorrentes. 

Havendo ainda muito que decidir, não pode deixar de se constatar a vantagem que detemos no confronto directo com ambos os adversários e que dificilmente poderá ser anulada. O pessimismo é tão prejudicial como foi a basófia registada aqui e ali, quando tinhamos vários pontos de conforto a separar-nos dos segundos classificados. O que o Sporting mais precisa é de ter os pés bem assentes no chão, sem derrotismo ou euforias sem sentido. Isso também é ter estofo de campeão.

William Carvalho
Em breve vamos ficar a saber se a renovação pendente era o factor de distracção que o estava a arredar do que melhor pode dar a equipa. Provavelmente era apenas um dos vários factores, a que juntaria a auto-confiança. Os passes que tem falhado, e até linguagem corporal no momento de execução, são um sinal indicativo nesse sentido. Tenho uma certeza: não irá melhorar com os assobios, como os que foi brindado no jogo passado.

Adrien
Não o escondo, sempre foi dos meus jogadores preferidos da sua geração por lhe reconhecer um potencial que, todavia, tardava em demonstrar. A isso não terá sido alheio o facto de ter sobrevivido a vários anos de profunda instabilidade. Não é um sobredotado, mas as equipas não se fazem apenas de Messis e Ronaldos. Adrien, para lá das suas qualidades técnicas, pela sua vontade indómita de vencer, tem tudo para ser considerado um jogador à Sporting. Ao prolongar a sua ligação ao clube, e sendo já o capitão de equipa, tem tudo para escrever o seu nome junto ao lote exclusivo de jogadores cuja carreira é uma referência para os vindouros, sejam eles adeptos ou jogadores oriundos da formação.

Lucas Spalvis
Vamos ter que esperar para ver o que tem este jovem ponta-de-lança lituano para nos oferecer. Não é de todo um desconhecido, pois há vários apontamentos de scouting com o seu nome, em particular no capítulo de "jogadores promissores a bom preço". Esperemos que confirme a nota é o máximo que se pode dizer neste momento. Se assim for não deixará de se considerar uma boa jogada de antecipação num mercado tradicionalmente dominado por alemães, holandeses e eslavos (Rússia e Ucrânia).

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A Norte, onde o amor é mais forte

(Pedido de divulgação dos organizadores do evento)
Caro/a Sportinguista,

Na celebração do seu 24º aniversário, o Solar do Norte junta-se ao lançamento do Movimento de Sportinguistas de Matosinhos, num almoço que contará com a presença do nosso presidente Bruno de Carvalho e em que haverá ainda lugar à merecida homenagem a dois grandes Sportinguistas, Aurélio Pereira e Bernardes Dinis.

O almoço decorrerá no próximo dia 1 de Novembro a partir das 12h00 no Espaço ELM em Leça da Palmeira.
Este almoço é uma organização conjunta do Solar do Norte e do Movimento de Sportinguistas de Matosinhos que tem em vista a aglutinação dos matosinhenses para a fundação do Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Matosinhos.
Adultos:  15 €
Crianças: 7.5 €

(Por favor divulgue entre os seus amigos)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Decisões difíceis de compreender, as suas consequências nem por isso

Um breve post para dar conta de algumas decisões pouco felizes e cuja matéria não é assim tão complexa ou exija grandes estudos. Os efeitos perniciosos de algumas delas - como o "ruído" desnecessário que elas provocam e até eventual desmobilização de uma parte, mesmo que menor, de alguns sócios e adeptos, seriam fáceis de fáceis de evitar fazendo uso do bom senso na hora da tomada da decisão. Algumas delas parecem resultar de decisões mal pensadas ou nem pensadas sequer. 

Troféu 5 Violinos - marcar a apresentação do novo plantel para a época 14/15 para uma sexta-feira à noite não me parece uma decisão feliz. Para lá do simbolismo que reveste o momento não será menos importante salientar que se trata da primeira oportunidade para realizar uma receita com a bilheteira desde 11 de Maio, altura em que recebeu o Estoril em casa no fecho do campeonato. Ambas as razões concorrem para a necessidade da maior mobilização possível para que o estádio esteja cheio, a que acresce a importância de os jogadores sentirem desde já que os adeptos estão com eles e, especialmente os que acabam de chegar, sintam a força e grandeza da instituição que vão representar.  

Quem vive em Lisboa e nos seus arredores não terá grande problema em estar presente, excepto os que estão de férias longe de casa. Mas quem vive longe, e esses são muitos Sportinguistas, e estiver a trabalhar, dificilmente consegue conciliar a presença sem abdicar de pelo menos meio-dia de trabalho, custo que acresce aos bilhetes, gasolina, portagens, etc. É também de salientar que um evento num 1º de Agosto vai apanhar muita gente em trânsito: ou a preparar as saídas de férias ou o seu regresso.

Obviamente que neste momentos do ano não é possível conciliar as necessidades de todos mas parece-me que a realização ao fim-de-semana poderia ser uma decisão que facilitaria a vida a muitos mais sportinguistas do que a uma sexta-feira à noite. Não terá sido por acaso que os nossos rivais realizaram as suas apresentações no fim-de-semana passado, de forma certamente a evitar este tipo de constrangimentos.

Assinale-se, ainda dentro do âmbito desta matéria - os agendamentos dos eventos - que há pouco tempo o presidente Bruno de Carvalho se queixou da fraca adesão dos sócios à última A.G., sem contudo dar importância à decisão que levou ao seu agendamento para uma segunda-feira à noite e em vésperas da Gala Honóris. Quem tem uma vida activa e preenchida de responsabilidades debatia-se com a dificuldade de marcar duas noites na mesma semana. Quem dispendeu 50.00 € para a gala a realizar no dia seguinte automaticamente fez a sua escolha. Quem vive fora de Lisboa tem este problema mais as das já aludidas despesas e tempos de viagens. Fácil torna-se depois julgar as ausências.

O mesmo se poderá dizer da marcação de jogos. Há um ano o Sporting marcou para um dia escaldante de verão a recepção ao Arouca. Esperava-se que o sacrifício - os adeptos acorreram em massa - fosse recompensado com a repetição de mais jogos num horário mais amigável, especialmente no ano passado, cuja ausência de Europa permitia maior jogo de cintura. Porém o que veio a suceder foi uma série de jogos em casa marcados para as noites de domingo. Obviamente que não é fácil rasgar a camisa de forças que representam os interesesses da SportTv, que conflituam com os dos adeptos e, por isso, também com os dos clubes de que estes são mais do que a mola real, o esqueleto, o sangue e o oxigénio. Mas, até prova do contrário, fica a noção que é possível fazer mais e melhor.

Decisões como esta, que afastam ou dificultam a vida aos adeptos, (ou como a dos equipamentos, que mexem com a noção de identidade) são totalmente inesperadas numa direcção que teve a sua génese precisamente num movimento de adeptos. Seguramente que decisões de carácter mais complexo foram já tomadas com muito maior felicidade e acerto do que estas aqui abordadas.

Para finalizar uma breve menção às dificuldades de comunicação em projectos essenciais como sejam a Missão Pavilhão e o ingresso de novos sócios e compras de Gamebox, de que este post (O Sporting é dos sócios). São inúmeras as queixas de sócios e de outros que o querem vir a ser. Por vezes fica a sensação, nas piores versões, de se ser atraído para uma armadilha. Na maior parte dos casos sobrevém a impressão de se estar a viver um daqueles lamentáveis episódios que se tornaram referência das más práticas da administração pública, como se a relação fosse da mesma natureza que os contribuintes mantêm com um Estado que lhes exaure as parcas poupanças. 

Fica ideia de que o  clube  joga todas as fichas no lado irracional dessa ligação, sem cuidar sequer de potenciar a paixão que suscita nos seus adeptos o que, com as imensas solicitações e possibilidades hoje ao dispor de todos, algumas delas muito mais baratas, me parece uma confiança excessiva, tendente a produzir resultados menos favoráveis ao próprio clube.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Algumas notas sobre a Gala Honoris Sporting

A direcção do Sporting decidiu criar um evento próprio para celebrar o aniversário do clube e simultâneamente "reconhecer aqueles que, individual e colectivamente, contribuíram para o engrandecimento do Clube nas suas múltiplas dimensões, pelo talento e boas práticas desenvolvidas(...)." As categorias eleitas a premiar são: Futebol, Modalidades, Universo Sporting e Dirigismo. Adicionalmente serão entregues os emblemas aos sócios que completam os 75 e 50 anos. (A noticia no site não menciona os emblemas respeitantes aos 25 anos, não sei se por esquecimento ou se a respectiva aposição já terá ocorrido anteriormente e dela não me ter apercebido.)

Como é sabido, trata-se de uma inovação, uma vez que, até hoje, não havia prémios institucionais regulares, para lá dos acima mencionados emblemas de sócios. Sem carácter oficial mas com grande significado e tradição, os galardões mais desejados e prestigiados eram até agora os conhecidos Prémios Stromp. Prémios que sofreram desvalorização a que não será alheio o facto de a glória para dividir ter sido escassa e uma notório contágio pela turbulência em que a vida interna do clube tem sofrido nos últimos anos. É inevitável que os Prémios Stromp venham agora a passar a segundo plano, o que não colide com a legitimidade da iniciativa dos órgãos sociais.

Algumas considerações sobre a cerimónia:

Quem dá e quem recebe? - Não foi divulgada, pelo menos até ao momento, a existência de uma comissão que delibere sobre os prémios a atribuir. Provavelmente a autoria será do Conselho Directivo, não sendo de estranhar que a Mesa da A.G., tendo em conta a sua natureza e representatividade, também possa estar envolvida. Ora isto elimina logo à partida a atribuição de prémios aos elementos que a constituem, por razões óbvias, o que também pode configurar alguma injustiça. Uma questão a merecer algum cuidado e atenção.

Objectivos ambiciosos - organizar uma cerimónia como a que certamente se pretende - um momento de exaltação e celebração do clube - num espaço tão amplo como a Meo Arena é reveladora de ambição mas é também um risco, uma vez que, tratando-se de uma estreia, é difícil de avaliar a adesão que obviamente desejamos seja elevada para que se cumpram os objectivos pretendidos. Estou certo que este risco foi devidamente avaliado.

Custo elevado - Um dos possíveis óbices à adesão é o custo relativamente elevado para aceder à cerimónia (50€). Este valor seria sempre difícil de suportar na actual conjuntura. Para os Sportinguistas ainda mais, especialmente os mais fiéis. Quotas de associado, Gamebox's, Missão Pavilhão, bilhetes (jogos não incluidos na GB, por exemplo), actualização anual de equipamento, viagens, etc, etc. Este número não deve andar muito longe dos 30 mil, mais dezena, menos dezena, se atendermos aos números médios de assistências e números de sócios com quotas em dia. A fidelidade tem um custo elevado.

Premiar a fidelidade - Esta será uma boa ocasião para premiar os sócios mais fiéis, não apenas os completam o número de associação acima mencionados, mas sobretudo os que participam de forma activa nas diversas actividades do clube. Por exemplo, os que acumulam a sua condição de associados com as GB's de futebol e modalidades.  Ou os que mantêm a sua condição de associados vivendo longe do País e por isso não podem comparecer com a assiduidade que certamente desejariam. 

A estas ideias avulsas certamente que poderão acrescer outras melhor estruturadas e amadurecidas recolhidas no seio da imensidão de Sportinguistas. 

Resta-me desejar que a Gala Honoris seja isso mesmo: uma honra para o Sporting!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

12 perguntas sobre o Sporting

O Bruno Jacinto é um Sportinguista que conheço de uma das redes sociais, neste caso o Twitter. É o autor de um blogue de opinião generalista, "O Sino". O Bruno decidiu ouvir alguns dos seus seguidores que com ele partilham a paixão pelo Sporting Clube de Portugal, colocando-lhes  perguntas. Deu-me a honra de auscultar a minha opinião, consideração que agradeço. São essas perguntas e as respostas que dei que aqui coloco hoje, convidando os leitores a deixarem as suas próprias respostas. Mais uma vez os meus agradecimentos ao Bruno Jacinto, a quem deixo um caloroso abraço leonino.

Como classificas a tua presença na Internet, e redes sociais no que toca ao Sporting?
Antes de responder directamente à pergunta gostava de contextualizar o que é a minha presença nas redes sociais. Tenho um blogue, o A Norte de Alvalade, um perfil do mesmo blogue no Facebook e um perfil no Twitter. Além disso tenho perfis de cariz pessoal no Facebook e no Twitter. O perfil pessoal no Facebook criei-o para poder acompanhar alguns familiares que vivem há muitos anos no estrangeiro e em diversas partes do globo. O perfil pessoal no Twitter é usado para tudo e mais alguma coisa. Na verdade não tenho qualquer estratégia de comunicação por detrás de qualquer desses perfis. O do Twitter, especialmente, é uma ferramenta de escape, onde, em 140 caracteres aproveito para dizer coisas sérias e os maiores disparates, tentanto uma abordagem humorada e falando quase sempre do Sporting.

Não tenho qualquer pretensão em ter audiências, ser uma referência, muito menos fazer opinião. Represento-me apenas mim mesmo. Mas tenho consciência que o meu nick (leaodealvalade) e o facto de escrever em ritmo quase diário sobre o Sporting me proporciona uma visibilidade muito maior do que a minha representatividade, como individuo. É essa noção, especialmente quando escrevo sobre o Sporting, que define a generalidade das minhas intervenções. Não procuro ser um exemplo, obviamente, mas uma abordagem que seja fiel aos valores que a história do clube nos transmite: respeito pelo desporto, pelos adversários e que não há pior derrota do que pelo menos não tentar. 

Que modalidades acompanhas regularmente?
O futebol é a modalidade que acompanho com maior proximidade e assiduidade. Mas tento acompanhar todas em que o Sporting está envolvido. Este ano foi contudo dos que teve prestação mais pobrezinha da minha parte, futebol incluído. Isto por razões de ordem pessoal que gostaria muito não se voltassem a repetir nos próximos tempos. 

Como classificas a prestação da equipa durante esta época?
Se tivesse que dar uma nota de 10 a 20 daria um 16. Um Bom claro portanto. A carreira foi de todo surpreendente. Se fosse levasse apenas em conta os resultados a nota seria mais elevada e o mesmo sucederia se fosse apenas pelo empenho dos jogadores, técnicos e dirigentes. O nível praticado arredonda por baixo a nota. 

Que terias mudado na abordagem que o Sporting teve esta época?
Essa é a pergunta mais fácil de responder depois da época acabar, porque há uma perspectiva clara do que foi realizado. Porém, não diria muito diferente do que disse antes e durante a época. Sendo um ano de transição e de grande tolerância, talvez tivesse dado maior protagonismo a jogadores da casa que viram os seus lugares ocupados por jogadores que não lhes são superiores, como Dier/Maurício João Mário/Magrão, antes pelo contrário. Creio que este fenómeno na B ainda se fez sentir mais. Talvez não tivesse dispensado os mesmos jogadores, mesmo considerando a dificuldade do processo e a necessidade de reduzir custos. Podia mencionar outros aspectos, mas pouco importantes neste momento, tendo em conta os resultados alcançados que, há um ano, pareciam apenas uma miragem. 

Qual a melhor coisa feita pelo presidente Bruno de Carvalho neste primeiro ano?
Antes de responder gostaria de dizer que é difícil responder em termos absolutos. Para uma organização as grandes coisas, o excepcional, tal como as más, as catastróficas, não se atingem com uma decisão mas com um punhado delas a contribuírem para o desfecho final. Daí que não nomeie apenas uma mas um conjunto de decisões que passam pela escolha de Jardim e pelo núcleo muito restrito conseguido em torno do futebol. Os resultados são essenciais e sem eles tudo fica em causa e, neste momento particular da sua história, o Sporting precisa de estabilidade para, paulatinamente, poder repor o clube no patamar que é seu de direito, pelos sua grandeza e pelos seus adeptos. 

E a pior?
Esta pergunta e anterior podiam ser respondidas no mesmo parágrafo com este preâmbulo: é muito difícil ser espectador da história e apreendê-la em toda a sua abrangência. E é muito fácil julgar, desconhecendo-se em profundidade as circunstâncias que levam às decisões. Um ano é muito pouco para julgar e até mesmo para se perceber a direcção em que se vai. Mais do que eleger a pior coisa que Bruno de Carvalho tem feito vou dizer o que tenho gostado menos. E isso tem sido a quase total subjugação de um clube à figura do seu presidente e correspondente endeusamento. Desconfio sempre do excesso de poder e da ausência de espírito crítico. Tenho algumas dúvidas relativamente à sua capacidade de ouvir outros que não apenas os que concordam com ele. 

Que jogador da equipa principal, que tenha sido titular regularmente, te parece menos indicado para permanecer neste plantel?
Talvez Capel, pelo que representam os seus vencimentos e o que foram este ano as suas prestações. 

Acompanhas as camadas jovens ou equipa B? Se sim, quem te parece pronto para ser o próximo jogador a agarrar o lugar na equipa principal?
Este ano acompanhei menos que em anteriores. Talvez Dramé ou Esgaio. Com pena minha que não seja o Iuri Medeiros ou mesmo Chabi. Talento não lhes falta. 

Achas que o titulo esta época foi justamente entregue?
Acho que o campeão tem o melhor plantel, é a melhor equipa, a que melhor futebol praticou. Nem sempre isso significa reunir todas as condições para ser campeão. Acho que o momento decisivo foi a vitória no “derby das placas voadoras”. A distância que se estabeleceu a partir daí deu segurança não antes vista e que permitiu o embalar para o titulo. 

Notas mudanças na maneira como os adeptos dos nossos rivais nos tratam nas redes sociais, em relação à época passada?
Noto algumas, sobretudo em relação aos do FCP, por razões óbvias. Já em relação aos do SLB notei sobretudo no inicio da época, especialmente quando andamos na frente. Depois depressa voltaram ao normal. Neste capitulo gostava de dizer que há algumas características que destingem os diversos grupos de adeptos, mas estas, nas redes sociais, tendem a esbaterem-se cada vez mais. O anonimato “dá” muita coragem… 

Que expectativas tens da nova estrutura do Jornal Sporting? Concordas com as mudanças feitas?
Do jornal do Sporting espero que melhore. Não parece dificil, tendo em conta um longo passado, mas a verdade é que dificilmente isso acontece sempre que se efectuam mudanças. Sobre as mudanças feitas mais do que certezas tenho perguntas como as que fiz no meu blogue em artigo sobre o assunto. Pode ser lido aqui (seguir link) 

E o que esperas da Sporting TV? O que esperas que contenha, e o que ficarás desiludido se não tiver?
Espero que tenha qualidade suficiente para orgulhar os adeptos do clube. Os projectos dos clubes rivais tornam a tarefa complicada porque as comparações serão inevitáveis. Isso é obviamente importante, quase tão importante como a qualidade dos conteúdos. Se estes me permitirem inteirar com maior facilidade das actividades do clube e estiverem à altura do que representa o Sporting dar-me-ei por satisfeito.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vou querer uma destas

Ora cá está uma medida de marketing inteligente:

Segundo noticia hoje o Record: "a camisola 12 passa a ser de uso exclusivo dos adeptos e associados do Sporting. A decisão assumida pelo conselho diretivo presidido por Bruno de Carvalho é extensiva a todas as modalidades do clube e aplicável a todas as categorias."

Vou querer uma destas. E desejar que à medida corresponda a venda de muitas camisolas com o número 12 estampado.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mais uma actuação do Enviado e a defesa de Jesus

O Enviado
Carlos Xistra é um nosso velho conhecido, O seu historial a apitar jogos do Sporting fala por ele. Há duas épocas o Sporting partia para o campeonato com uma equipa renovada e a jogar bom futebol. Os adversários e comunicação social reconheciam um enorme potencial no plantel reunido e os adeptos enchiam o estádio de Alvalade para ver o primeiro jogo da época. A então actuação de Xistra não deixou dúvidas, um golo mal anulado, um penalty perdoado ao Olhanense, somadas a uma expulsão que ficou por acontecer ainda antes das primeira meia-hora de jogo. 

Claro que não empatamos só por causa disso. Tal como não empatamos com o Rio Ave "só porque" não se marcou uma daquelas penalidades tão claras que até fere a vista. Tal como sábado, também então falhamos muito, o que tudo devidamente misturado, permite quase sempre uma airosa saída para o árbitro: se os jogadores falham, o árbitro também pode falhar. 

Não poderia estar mais de acordo se o árbitro não fosse Xistra ou alguém com o seu historial e o lance do penalty não fosse tão fácil de ajuizar. Como se vê na imagem abaixo, ou Xistra acredita em fantasmas, ou acha que o jogador do Rio Ave não tem braços ou então é cego. Qualquer uma das hipóteses não o recomendam para arbitrar jogos de futebol.
Para finalizar a posição de Jardim. Compreendo-a, embora hoje, depois de ter ouvido novamente e dormido 1 noite sobre o assunto (.n.d.r: o post foi escrito ontem, ao final do dia) parece-me que foi longe de mais. Esteve bem ao ser coerente e não se pronunciar sobre o trabalho de Xistra, uma vez que não se pronunciou sobre os lances anteriores nos quais fomos beneficiados, se bem que a natureza dos lances e respectivas dificuldades no seu juízo é completamente diferente. Porém discordo completamente da ideia de que os três grandes são os mais beneficiados. O Sporting não pode ser metido no mesmo pote do FCP e SLB, que  entre há muito si disputam as influências e conseguem os favores de toda uma panóplia de intervenientes na arbitragem. 

Já havia dito aqui que as facturas dos golos Montero com SLB e Olhanense nos seriam apresentadas. Não foi preciso esperar muito. Creio que a direcção não o percebeu e, tendo-se calado então, sente-se provavelmente em dificuldade para falar agora. Mas Xistra tem sido um enviado do sistema para nos "fazer descer à terra
pelo que o silêncio agora configura um consentimento que não podemos oferecer de mão beijada.


A defesa de Jorge Jesus
A atitude de Jorge Jesus defendendo um adepto do SLB da violência policial é já desde ontem o tema da ordem, e assim continuará nos próximos dias. Independentemente do desfecho que o caso venha a ter, não posso deixar de me pronunciar sobre ele.

É frequente as primeiras páginas dos jornais e aberturas de telejornais estarem pejadas de imagens de violência praticada por e entre adeptos do futebol. Normalmente retiradas de qualquer contexto e procurando apenas o lado mais sensacionalista, o que vende mais. Também não vale a pena pintar o mundo das claques de cor-de-rosa, é claro para toda a gente que há uma lógica de violência associada, que começa na maior parte dos casos dentro de cada uma delas e que ganha a sua dimensão mais visível quando se confrontam entre si. 

O que raras vezes, ou mesmo nunca, interessa à comunicação social é o lado da actuação policial. Dados como vitimas dos excessos dos adeptos, há muito que, a coberto do crachá, há agentes - não sei se organizados, se representam a força ou apenas alguns elementos - que praticam actos de brutalidade indescritível e que nunca chegam ao conhecimento da opinião pública. Desde adeptos seleccionados aleatoriamente, para "pagarem" a factura de uma claque que expôs a policia ao ridículo ou simplesmente "deram muito trabalho", até à perseguição, isolamento e posterior tareia às escondidas, que acabam em camas de hospital, tem havido de tudo um pouco. Com adeptos do Sporting até já em Alvalade assistimos a actuações deste género mais de que uma vez.

Não sei qual foi a motivação de JJ para ontem sair em defesa dos adeptos e de um particular. Já ouvi várias interpretações, fico-me pela minha: tal como a mim, também a JJ incomoda este actuação excessiva e cobarde, pelo que se viu forçado a tomar uma posição. As imagens não deixam dúvidas, um agente da PSP agride um adepto pelas costas, não me parecendo que a manifestação em causa o justificasse. A menos que a situação seja desmentida, tratava-se de uma invasão pacifica e, mesmo que excessiva face aos regulamentos, não justifica uma intervenção deste tipo. Ontem foi com estes, amanhã é connosco.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Afinal quais são os objectivos e as ambições para o Sporting?

Na sua última entrevista o presidente Bruno de Carvalho, quando instado a pronunciar-se sobre os objectivos do Sporting para a presente época, contornou a questão, dizendo que só se pronunciava sobre a matéria no final da época. Compreendo e concordo a intenção de não querer colocar pressão sobre a equipa, estabelecendo um compromisso público com um objectivo, mas discordo da estratégia, pelas razões que explicarei a seguir.

Em primeiro lugar porque o Sporting, pelo estatuto que detém, não pode ter um objectivo qualquer indefinido, de vaguear algures pela tabela classificativa. Mesmo que, em determinado momento, como no presente, esse estatuto possa constituir um fardo que as reais possibilidades custam a suportar.

Depois porque, nestas matérias, mais do que as proclamações de propósitos, são os resultados que impõem as expectativas e são estas que começam a desenhar os objectivos na cabeça dos adeptos. E, como se tem visto esta semana, também na cabeça dos jogadores e comentadores. Maurício já veio falar em "mostrar que vamos lutar pelo título", já com o foco no possível resultado do derby. Tal veio de encontro ao que alguns comentadores já afirmaram também: o Sporting seria candidato ao título caso vencesse o derby de sábado. 

Discordo em absoluto desta linha de pensamento. O resultado do derby não interferirá no imediato em qualquer candidatura ao título. É demasiado cedo para ter o potencial de arredar algum candidato do palco principal e de igual modo de para colocar alguém da corrida.

Assumir um objectivo claro parece-me ter duas virtudes: ajudaria a amainar os ímpetos de euforias desmedidas e, nos piores momentos - que também os vamos ter... - seria um precioso auxilio para controlar súbitas descidas de pressão no optimismo que muitas vezes se transformam em depressões auto-destrutivas.

Esse objectivo passaria pela obtenção de pelo menos um lugar no pódio. Tal parece-me realista, numa época de transição e face ao maior poderio dos nossos rivais FCP e SLB. Isto sem prejuízo de manifestarmos a ambição de lutar pela vitória a cada próximo jogo, ambição que não belisca minimamente os pergaminhos do clube. 

Retirar a palavra título da cabeça dos jogadores - sobretudo - e dos adeptos não significa abdicar dessa pretensão. Mas é talvez a medida suficiente para retirar uma pressão de todo indesejada e que deve ser suportada e, por isso, endereçada, a quem gastou mais. E é também a dose de realismo em medida exacta que não abafe a emoção que constitui a ligação indispensável e umbilical que une os que, de forma incondicional, choram, gritam e amam a verde e branco: os sócios e os adeptos.

No fim fazemos as contas.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Até agora os melhores e muito dificeis de bater

O resultado de ontem assim o dita: o Sporting fez o melhor resultado da primeira jornada e isso já não nos podem roubar. Há por isso razões para entusiasmo, não se pode pedir aos adeptos que não o sintam porque isso é negar a natureza da sua ligação ao clube, que é essencialmente pautada pelas emoções, pela paixão desmedida. Queriam o quê, que estivéssemos hoje todos tristes, como se tivéssemos entrado pela Madeira dentro?

Mas o título não se deve à vitória de ontem porque contém 2 afirmações que não posso comprovar: por não ter visto a totalidade dos restantes jogos não sei fomos a melhor equipa até agora. E é ainda cedo para sabermos se somos difíceis de bater. Há ainda alguns pormenores a deixar algumas dúvidas na nossa organização defensiva que o Arouca só muito ao de leve conseguiu expor. Mas a resposta positiva ao infortúnio de sofrer primeiro e partir daí para uma boa exibição dá boas razões para acreditar.

Acreditar é dizer presente e a razão deste post é precisamente os outros artistas deste jogo que, para o serem, nem precisam de subir ao relvado. Não têm empresários, não são detidos e passados de mão em mão como mercadoria porque só são dali, daquelas bancadas ou onde o Sporting jogar e estão sempre lá, faça chuva ou faça sol. O seu sucesso não se mede pela fotos nas primeiras páginas dos jornais ou pelas cilindradas dos seus bólides. As medalhas ao peito são os inúmeros triunfos testemunhados na primeira pessoa, lado a lado com os imensos sacrifícios, desgostos e atribulações ganhos à custa da abdicação de uma outra vida. Gente que acredita sempre, mesmo até quando já é impossível e ao invés de receber paga para estar lá. Falo, como é óbvio, dos adeptos.

Agora que as claques se juntaram na Curva Sul a voz dos adeptos no estádio é mais nítida, mais forte, por oposição à cacafonia que durava já há demasiado tempo. Alvalade é assim mais, muito mais, a casa do Sporting e isso é o que os adversários podem voltar a recear. O tal 12º jogador que, não jogando, é decisivo a empurrar a equipa para frente.

Em matéria de apoio e dedicação, neste inicio de época, os Sportinguistas, tal como no passado, voltaram a liderar e a pôr a fasquia mais alta para os demais. E o mais notável, digno de registo e orgulho é fazê-lo apesar dos oráculos da desgraça. Sabemos que não vamos ganhar sempre, que eventualmente não ganharemos já o suficiente para honrar o passado glorioso. Mas não deixamos as nossas camisolas sozinhas e tal é afirmar que acreditamos, que não desistimos de fazer um Sporting maior.


sábado, 17 de agosto de 2013

Sobre as entrevistas de Bruma

Bruma afinal não deu apenas uma entrevista mas sim duas e logo aos jornais de maior tiragem. Entrevistas que não me despertam grande curiosidade porque é minha convicção que, mais do que as suas próprias palavras, Bruma diz o que lhe mandaram dizer. "Jogo no clube que o meu agente me arranjar" é suficientemente elucidativo de quem detém o poder de decisão.  É essa a minha convicção também em relação à peça fundamental deste puzzle: não foi por Bruma que este processo teve os desenvolvimentos que hoje é do conhecimento de todos. 

Voltando às entrevistas propriamente ditas fica claro o seu objectivo: a poucos dias da decisão da CAP Bruma prepara os episódios que se podem seguir. Não sabemos se o faz já conhecedor da decisão, o que não seria de estranhar. Mas escolhe o pior momento - na véspera do inicio do campeonato - e que, somado ao teor das suas declarações - "fico orgulhoso do interesse do Benfica, não descarto nenhum clube" -representa um corte com ligação mais importante que detinha com o clube, a do afecto dos adeptos. Para nós, mesmo para os que reconhecem o direito de qualquer profissional a escolher a sua entidade patronal, não é indiferente constatar que o clube onde se formou está agora em pé de igualdade nas suas escolhas com os rivais que Bruma se habituou a defrontar e muitas vezes a ganhar. Bruma não chegou ontem e não é um Fariña, ou um Pizzi qualquer.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A permanência de Patricio, a equipa B e o preço dos bilhetes


A permanência de Patricio
Muito se tem especulado sobre a possível partida de Patrício. Dificilmente ela acontecerá para o Mónaco, que era tido como o potencial "cliente" do nosso jogador. O clube do principado acaba de acordar o empréstimo de Sérgio Romero, internacional argentino, com a Sampdória e por empréstimo, com opção de compra por 5 milhões no final da temporada. 

Para quem, como o Mónaco, andava a distribuir dinheiro pela Europa em aquisições milionárias, este movimento conservador no mercado de transferências pode ser visto de vários ângulos.

Do ponto de vista do Mónaco, prossegue a indefinição sobre a questão da fiscalidade sobre os jogadores, havendo um movimento de opinião cada vez mais numeroso que preconiza que "para campeonato igual, condições iguais". O mesmo é dizer que a tributação especial dos jogadores do clube monegásco é tida, e quanto a mim bem, como um factor desequilibrador de concorrência entre clubes. Se tal se concretizar, isso significaria que clube ou jogadores teriam que arcar com os valores a pagar à fazenda francesa, o mesmo é falar de cortes de mais de 50% no valor dos ordenados ou de um fortuna colossal a sair do bolso de Dmitry Rybolovlev. De tal forma que já correm rumores de que Jorge Mendes já terá posto o nome de Falcão sobre as secretárias de alguns directores desportivos/treinadores/presidentes de alguns clubes capazes suportar os valores da transferência e assegurar ao jogador idênticos rendimentos.

Do nosso ponto de vista é a constatação que o mercado é muito concorrencial, sendo relativamente fácil encontrar soluções satisfatórias sem despender os valores que achamos que Patrício vale. A contratação de Romero é mais um ponto para esta inevitável reflexão. 

Duas coisas saltam à vista com este negócio: 

1- Dificilmente nos darão o valor afectivo de que Patrício desfruta hoje junto dos adeptos.

2- Com este negócio e com os problemas que se registam no Mónaco, o mais provável é que Patricio fique esta época em Alvalade. 

Fica mas não joga o primeiro jogo da época. Esta nota é editada já depois de redigido o post, e por isso sem tempo de verificar se não há antecedentes que tivessem resultado de forma diferente para jogadores de outras cores. Não seria surpreendente se houvesse.

EquipaB
Joga hoje a equipa B em Alvalade. Vi parte do jogo inaugural com o Atlético e mais do que a derrota deixou-me apreensivo a forma pouco consistente como a equipa se bateu. Foi-me muito difícil perceber as ideias de Abel, e é por aí que tudo começa. A rever.

Infelizmente parece que este ano não haverá transmissões dos jogos em casa. Não sei quanto estas custaram  no ano passado mas sei como elas foram importantes no fortalecimento dos laços dos adeptos com o clube. Mesmo sabendo do esforço de contenção orçamental, este é um caso que merece ponderação, porque nem todo o dinheiro que sai é gasto, há também muito investimento em cada transmissão realizada.

O preço dos bilhetes
Não são baratos os preços dos bilhetes para a primeira jornada da Liga. E não o são normalmente em qualquer estádio do País, se tivermos em conta o momento muito particular da nossa economia. Se a comparação for o que compramos - espectáculo, condições e verdade desportiva - quando vamos ao estádio com o que, por exemplo, compram os adeptos alemães, então aí já estamos ao nível da exorbitância. 

Este é um ano excepcional, em que nos vão ser pedidos grandes sacrifícios. As receitas diminuíram em cascata - transmissões televisivas, publicidade - por via da ausência das competições europeias. Para que o ajustamento necessário não tenha efeitos ainda mais drástico na nossa competitividade é necessário um equilíbrio difícil entre o que o clube precisa e o que está ao nosso alcance dar. É nessa perspectiva que olho a tabela de preços acima mencionada. Ficamos sempre na dúvida se à descida de preços corresponderia a respectiva procura. Em teoria sim. Honestamente, quando penso nisso, chego sempre a uma conclusão: ainda bem que não me cabe a mim decidir.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Este tu não vais querer perder, este tu não podes perder

Desconheço o grau de dificuldade que envolveu as negociações entre a SAD do Sporting e a Olivesdesportos no sentido de antecipar o jogo inaugural da época 2013/14 para domingo quando aquele já havia sido previamente marcado para segunda-feira à noite. Mas não é preciso ser particularmente perspicaz para reconhecer que nos dois lados da mesa se sentavam interesses opostos. Um jogo segunda-feira à noite, dia morto para este segmento de televisão, a das transmissões de jogos, com um grande do futebol português, proporciona muito mais share, logo mais receitas, do que um jogo a meio da tarde de um domingo de verão. Para o Sporting e sobretudo para os Sportinguistas não é bem assim. Para muitos segunda-feira é um dia proibido para ir a Alvalade. Domingo, sendo um dia livre, permite pelo menos a escolha entre ir ficar. 

Como sempre que o Sporting joga é importante que a equipa sinta o respaldo dos adeptos e sinta que não está sozinha no duro caminho que está pela frente. Agora que as tardes de futebol estão de regresso a Alvalade essa importância é acrescida, é altura de dizer presente. 

Para quem vive a norte do País, em particular na zona do Grande Porto, a tarefa está facilitada pois mais uma vez o Solar do Norte está a organizar uma excursão que permite a ida ao jogo de forma cómoda e mais barata. Para quem nunca viajou com o Solar do Norte convém frisar que estes eventos são pautados por salutar convívio, e usado por muitos para se fazer acompanhar pelos seus familiares e amigos mais próximos.
  • Hora de partida: 10:00
  • Viagem: 17.50 €
  • Viagem +bilhete: 27.50 €
Mais informações, condições e reservas: http://www.solardonorte.org/bilhetes

 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

De um Sporting pouco conhecido

Da caixa de comentários deste blogue retiro algumas observações aqui deixadas pelo nosso consócio  Francisco Fernandes. A razão do destaque tem um motivo principal: são poucas as vezes que este estrato de associados tem voz na blogosfera, mas são uma parte incontornável de um todo.

O comentário, que pode ser lido na íntegra no post "O Sporting está unido"é um "grito de alma", e tem referências históricas que merecem reflexão. É também revelador da preocupação que todos sentimos sobre o momento do clube. Para que a sua leitura possa ser feita sem "desvios de atenção" foram-lhe retiradas algumas referências à actualidade.

Factos foram os que vivi muito antes do Sr. João Rocha, o melhor presidente que o nosso clube teve! Por pouco me faltar para perfazer 70 anos e ser sócio desde os meus 20 anos, com passagem pela Guiné na tropa e Moçambique em trabalho sem nunca deixar de pagar as minhas quotas como sócio correspondente neste último caso, sei muito bem apreciar a grandeza do SPORTING e o sofrimento que nos causam os momentos menos bons que volta e meia atravessa. 

Acompanhei in loco certas AGs e tive com outros consócios de defender o JR de indivíduos vestidos como motards de ser agredido com os seus capacetes, erguendo uma barreira humana no palco onde discursava, no pavilhão mais próximo do estádio. Vivi muitos momentos menos bons do Sporting e nunca senti como agora as tensões e as fragmentações que se constatam actualmente, em que a internet tem o papel de caixa de repercussão dos dislates que se dizem e que a CS aumenta exponencialmente.

Continuo a afirmar que o momento não é nada bom e que jamais esperava ver o que se passa hoje com a nossa equipe principal de futebol. Se calhar também estou gágá e cegueta, como já li terem chamado ao expoente máximo do ecletismo do Sporting, quando ele afirmou que mesmo que acabasse o pontapé na bola o Sporting não morreria!

Eu comecei a adorar o SPORTING ainda criança por causa do ciclismo, numa aldeia dos contrafortes da Gardunha, ouvindo as chegadas da Volta a Portugal. Sofri e chorei com a final perdida na Taça Latina com o golo do Rogério "pipi", para os nossos rivais de sempre. Alegrei-me com as vitórias memoráveis que o futebol nos proporcionou na Taça das Taças, o hóquei nos tempos do nosso pavilhão a rebentar pelas costuras para apoiar o Ramalhete, o Rendeiro, o Chana, o Livramento, etc., também com o andebol, basquetebol, atletismo, ténis de mesa e futsal, e fiquei triste com desaires inesperados, como acontecia com tantos e tantos sportinguistas que na altura acompanhavam tudo o que era SPORTING.

Não recebo lições de sportinguismo de ninguém, mas também não me acho superior a qualquer outro que comungue do mesmo sentir. Penso pela minha cabeça e não vou nunca atrás de quem se afirma o dono único da verdade. Com o tempo e a idade aprendi que é preciso dar tempo ao tempo e nada acontece com um simples estalar de dedos e muito menos com violência, seja ela física ou verbal.

O barulho e o ódio só trazem ainda mais barulho e ódio, com as consequentes confusões e divisões. É o triste espectáculo a que se assiste hoje entre os sportinguistas para gáudio dos nossos adversários. Será que o ditado que diz: dividir para reinar se aplicará aqui?

Com um viva o SPORTING despede-se o Sócio nº 3.617-0 com game box desde que elas existem com lugar no sector A3,fila 7, lugar 25, nem sempre presente por morar em Abrantes,os jogos serem quase sempre à noite, usar óculos e ter que trabalhar, apesar de reformado, voluntariamente numa IPSS, como membro da direcção.

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