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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Sporting está unido

Todos os Sportinguistas o assumem: do ponto de vista desportivo este é o pior momento da história do Sporting. Se não é, é pelo menos o pior das nossas vidas. No entanto os comportamentos permanecem iguais aos de sempre, como se o Sporting vivesse no melhor dos seus dias. O resultado pode ser o eclodir de uma tempestade perfeita, cujos sinais parecem estar a ser ignorados, como se o Sporting pudesse permanecer eternamente intangível a todos os danos.

Ora, quer do ponto de vista desportivo quer financeiro o Sporting nunca terá estado tão exposto. Do ponto de vista da sua sua massa associativa, esta está mais fragmentada do que nunca, vivendo-se um clima irrespirável e insano. 

Esta é uma realidade nova para nós. E é muito mais complexa do que pode parecer à primeira vista pelo que a reflexão e cautela deveriam substituir-se aos raciocínios simplistas e aos velhos chavões do discurso Sportinguista. 

Vercauteren não tem conseguido distanciar-se da imagem de mais uma escolha errada e de uma perda de tempo mas, reflectindo 5 segundos, sou levado a concluir que nem na Bélgica seria campeão se a sua proposta de jogo fosse sequer semelhante ao que temos visto. Por isso urge perceber porque não consegue introduzir a mais pequena diferença estando cá a tempo suficiente para o fazer.

Quem viu o Wolfswinkel falhar o penalty com o Nacional pode pensar que ele fez de propósito (porque quer ir para um clube que lhe pague mais e que o livre dos nossos problemas) ou que o peso do momento nas camisolas e nas botas é tão grande que torna a baliza demasiado pequena, mesmo que vista apenas a 9 metros e apenas com um guarda-redes pela frente.Não era mais fácil do que marcar aquele golo, ontem, de cabeça?

Há quem ache insultuoso pensar que o Sporting luta neste momento pela manutenção na primeira liga. Essa é porém uma realidade insultuosa "apenas" para a grandeza de um clube como o nosso. Mas essa grandeza, que nos advém do passado rico e da importância do clube no mundo, não joga à bola. Quem joga à bola é a equipa e, a manter-se a jogar ao nível que o faz, não sairá da posição em que se encontra, sendo mais provável descer do que subir na tabela.

Talvez estivesse na hora de perguntar aos adeptos do FC Borússia Mönchengladbach, do Nottingham Forest, Newcastle, Atlético de Madrid, - exemplos aleatórios - se ainda hoje acreditam que descer de divisão era possível. Bom, pelo menos os do Nottingham não poderão desmentir o pesadelo, porque ele é ainda uma realidade...

Não pretendo aqui fazer o apelo ao discurso da união, porque não acredito nas suas premissas, pelo menos se ele significar a unicidade de pensamento ou uma lobotomia ao sentido critico. No essencial o Sporting está unido: no passado que nos é comum e no que o futuro nos trouxer. O barco é o mesmo e se for ao fundo não leva apenas o Godinho Lopes. Com ele vai também o Bruno de Carvalho, o Pedro Baltazar o Joaquim, o José, a Maria ou Ana, e cada um de nós. Talvez esta, mais do que gritar, seja a hora de simplesmente remar.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Fazer ao contrário e desejar/exigir que saia direito

Julgo que nem o mais pessimista dos Sportinguistas conseguiu antecipar que, por pior que corresse a época, nos encontrássemos na situação em que nos encontramos. O Sporting vive um momento de particular fragilidade que, por isso, merece um tratamento adequado às circunstâncias. Mas o que se tem visto, dos mais variados quadrantes do clube, e com raríssimas excepções, é precisamente o oposto.

Começando por quem toma as decisões, que são as acções cujos os efeitos mais rapidamente se fazem sentir, foi notório desde o inicio dos problemas - a pré-época deixava claro que havia questões essenciais para resolver - que não se estavam a escolher os melhores remédios para atalhar os sintomas de doença. Ao invés, como aqui o fui dizendo, mandava-se o bom sendo às malvas. Tal como acontece quando um avião cai, cometiam-se vários erros em simultâneo. Fosse apenas um e estaríamos a falar de meros percalços, não de uma hecatombe generalizada.

A renovação com Sá Pinto era quase inevitável face ao que foi o final da época sob o seu comando, apesar do desastre do Jamor. Mas se me parece impensável deixá-lo cair então, estender o contrato por mais do que um ano, sem se saber o que valia Sá Pinto a preparar uma época de raiz foi precipitado. Mais precipitado ainda se não se fazia a mínima intenção de viver com as consequências. Isso pelo menos é o que se depreende pela forma como o treinador foi ficando isolado e com uma equipa técnica claramente incapaz de o ajudar. 

É incompreensível que se tenha dado a Sá Pinto carta branca para tomar decisões sobre a constituição do plantel e se tenham produzido alterações de monta até do ponto de vista financeiro para, em 2 meses, entregar a criança nos braços de um pai adoptivo. Despedir o treinador, a 24 horas de um jogo no dragão, é também injustificável sob qualquer ponto de vista. Uma jogada nitidamente "à Duque", que tinha tudo para resultar mal, confirmando que o macete Materasi/Inácio foi a excepção que a regra não confirma.

Deixar o plantel entregue a um Oceano de dúvidas, a ver no que dava, num limbo de semi-interinidade, foi o momento de não retorno na actual crise. Não se conhecem bons resultados causados por soluções deste tipo. Subsistem ainda dúvidas se a escolha de Vercauteren foi a mais avisada mas, como é bom de ver, o que actual equipa produz é muito menos do que se tivesse sido ele a preparar a época, valendo o mesmo quase para qualquer outro treinador no comando desde inicio.

Mas se são as decisões dos dirigentes as que determinam o essencial, não se pode retirar da equação o que os adeptos fazem e dizem. E aqui também encontramos motivos para pensar que do nosso lado se continua a proceder de forma oposta ao que aconselharia pelo menos o bom senso. Exigir a demissão dos corpos sociais após cada derrota até é compreensível no estádio, com a emoção à flor da pele. Fora dele o Sporting precisa mais da razão e dispensa bem o excesso de emoção.

Como o meu amigo Virgílio e o MF aqui deixaram bem claro, a demissão pura e simples dos actuais corpos sociais não muda nada no imediato e, creio, só concorreria para acentuar ainda mais a crise que já se vive. Só vejo 2 razões para, neste momento se insistir nesta ideia: a vontade de punir de Godinho Lopes e convicção que a saída dos actuais dirigentes e a entrada de outros resolveria de imediato todo e qualquer problema. A minha convicção é exactamente a oposta, não só poderia resolver muito pouco para esta época, como seria provável agravar. A punição concreta de Godinho Lopes recairia em abstracto sobre todo o clube, que nem é apenas o futebol.

É óbvio que no Sporting se fala demais e, em grande parte, se fala na hora errada, acrescido de propostas que só são boas porque nunca serão confrontadas com a sua aplicação prática. Citando um leitor deste blogue "não é no desespero que perco a visão, somente luto pela minha lucidez e sobrevivência de mim, ou do meu Grande Amor."

Também aqui andamos ao contrário, falando quando o momento recomenda contenção, e não são apenas os "notáveis", como muitas vezes se quer fazer crer. Tenho dúvidas que o excesso de ruído chegue da mesma forma ao plantel - os jogadores vivem nos seus mundos muito particulares - como se propaga pelo clube , subindo das redes sociais, pela comunicação social até aos gabinetes de Alvalade. Pensar que esse ruído não afecta o discernimento de quem tem a tarefa de decidir é ingenuidade. Se atendermos a que o barulho é sempre maior quando mais preciso era o silêncio e a reflexão temos explicadas pelo menos uma parte significativa das precipitações.

Claro, uma boa liderança é impermeável às pressões e o ruído, dirão. Não sei se estamos a dizer que o dirigismo no Sporting é apenas acessível aos super-homens. Pior ainda é constatar que se apregoa que a liderança é fraca, o que por si só a fragiliza ainda mais quer interna quer externamente.

Proclama-se a preocupação com a situação financeira mas, na mesma frase, exige-se a venda  de uma série de jogadores que, face ao nosso momento e à conjuntura geral, só pode ser mau negócio. E pedem-se prendas de Natal para um final de época que pouco mais se pode ganhar do que reconstruir o amor próprio.

Redescobrem-se as virtudes da formação porque a equipa B é um sucesso, (ignorando-se "estratégicamente" a virtude  da decisão e sua autoria), mas rejeita-se a mesma formação que nos colocou uma série de jogadores na equipa sénior e que estão num estado mais evoluído das suas capacidades.

Promete-se apoio mas "com outros" e não "com estes" ignorando-se que um clube se constrói todos os dias, em cada momento. Julga-se o Sportinguismo na presunção de quem não só se acha mais Sportinguista que os outros, como se arvora o direito de decidir quem deveria ser ou não Sportinguista.

Não podia a fotografia ficar completa sem me debruçar pela ideia peregrina que é o protesto da Juve Leo. Compreendo como ninguém o seu desencanto e desespero face ao momento, que não será superior em nada aos demais. Mas a sua existência não faz sentido sem ser no estádio a apoiar a equipa quando ela mais precisa. Também o excesso de emoção parece estar a toldar o raciocínio a esta parte importante da família leonina.

Conheço muito bem o meio do futebol profissional para acreditar que os jogadores não querem ganhar ou que se aplicam menos por qualquer razão. Grande parte dessas teorias conspirativas não passam de mitos que servem como explicação para uma menor compreensão da importância que tem o treino e a táctica.

"Manguelas" há em todas as profissões, mas a regra é a necessidade do reconhecimento que só o jogar bem ou pelo menos as vitórias proporcionam. É o que que abre as portas aos melhores contratos para carreiras sempre pressionadas pela sua curta duração e pelas inúmeras vicissitudes. Pensar que os jogadores são o "inimigo"  é uma visão enviesada e perigosa da realidade. O barco onde navegamos, adeptos e jogadores, é o mesmo, mas eles são, em campo, a nossa tripulação. O que não lhes falta são outros barcos para navegar mas nós só temos este.

Dizer que a época está totalmente perdida é um erro estratégico e simultaneamente contraditório com a exigência que se faz aos jogadores de respeitarem a camisola. É dizer que  todo e qualquer esforço é inútil, quando podemos perder ainda muito e o temos o orgulho leonino para restaurar. E isso só se faz ganhando.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vercauteren: em pouco tempo já nos conhece tão bem!

"Ser negativo, procurar culpados e apontar dedos nesta altura não adianta nada. Temos é de trabalhar juntos e puxar todos para o mesmo lado."

Julgo que não é preciso dizer mais nada, pois não?

Falta ainda saber se Vercauteren conseguirá ser tão assertivo na táctica como é na leitura do momento que vivemos e da forma como se está a reagir à adversidade. Mas quem fala como ele falou na conferência da imprensa tem que ter pelo menos o beneficio da dúvida e do tempo que é necessário para tentar remediar o que não foi possível evitar.

"Quando ganhamos é juntos e quando perdemos também o fazemos todos juntos. Estamos todos no mesmo barco, no Sporting. Se o barco andar, melhor, mas se se afundar, vamos todos com ele. O jogo de amanhã [hoje] é um jogo novo, o passado é passado e temos de o esquecer e tentar fazer melhor"

"A falta de golos não é só culpa do Ricky. Não é só responsabilidade do avançado, é dos laterais, dos médios, de todos, afinal, todos atacam. Claro que se pede mais golos a quem está na frente, mas isso não é só o trabalho de um jogador, depende das condições que lhe dão."

"Já o disse aos jogadores: agora só penso neste grupo. Janeiro é Janeiro e agora estamos em Novembro. A minha prioridade é melhorar com estes jogadores. O meu problema é o que vai acontecer amanhã [hoje], não o que vai acontecer em Janeiro"

"Temos de fazer escolhas. Tento optar pelos melhores. O Elias não jogou no início e agora está a jogar, o Adrien jogou no início e nos últimos jogos não."

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Só existe um Sporting


Nota prévia: Cuidado, este post devia ter uma bolinha no canto superior direito.
Desengane-se quem pensar que há muitos, Sporting Clube de Portugal, não há, só existe um e é deste que temos de cuidar. É oficial, esta é a pior época de sempre do Sporting, pode ainda terminar com alguns mínimos alcançados mas o presente é o pior momento de sempre. 
O presente é o corolário lógico das últimas décadas, Alvalade é uma trituradora, não de treinadores mas de tudo aquilo que lá se instale, projectos, dirigentes, treinadores, jogadores, sócios e adeptos. Conseguimos criar o mais perfeito clube de destruição maciça de que há memória.
Resolvemos os nossos problemas como meninos mimados, fazemos uma birra, agredimos a nossa família, exigimos brinquedos novos e quando a família, rica por sinal, nos atira com mais umas chupetas douradas calamo-nos durante uns tempos para voltarmos à berraria mimada da perpétua insatisfação.
Continuamos a acreditar que há escondido num nevoeiro qualquer um milagroso dirigente, técnico ou jogador que nos vai devolver a glória. Não há, já devíamos ter aprendido isso. A resolução dos problemas do Sporting não vai acontecer rapidamente, não existem varinhas de condão, fundos ou cheques que o façam. Há muito a fazer, há trabalho e responsabilidades para ocupar e criar cabelos brancos a centenas de Sportinguistas, talvez, ao ritmo que provocamos a rotação de pessoas nas cadeiras, para alguns milhares…
A Godinho Lopes pedia para fazer a seguinte reflexão pessoal, está disposto a ser Presidente do Sporting Clube de Portugal durante a próxima década? Se a resposta no seu íntimo for não, por favor saia depressa, precisamos com urgência de dirigentes que pensem, trabalhem e conquistem o futuro. O próximo jogo para mim não tem qualquer interesse, o fim da época já é passado e o futuro começou ontem. A situação é dramática e quem quiser ser solução e não problema tem de se apresentar depressa.
Por outro lado, se a resposta for sim, o esforço a fazer desde já é imenso. Neste caso pergunto, quem somos nós? Quem é o Sporting Clube de Portugal? Qual é a nossa função no mundo?
Nenhuma organização existe para pagar juros e dívidas, seja uma Nação, seja um clube desportivo, seja uma SAD. Sendo este reconhecidamente um dos nossos maiores problemas espero que não seja para isso que existimos, primeiro porque é uma actividade que dá pouco lucro, segundo porque é uma actividade chata e pouco emocional e eu sou Sportinguista por convicção e emoção, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe.
Preciso de saber urgentemente a quem é que tenho de partir o focinho quando saio à rua de cachecol e camisola do Sporting, do mesmo modo e com a mesma urgência preciso de saber quem devo abraçar e proteger. Sabe, muito melhor que eu, que as dúvidas nesta matéria podem levar a actos menos cívicos contra um Presidente recém-eleito e, por oposição, a deixar passear alegremente por Alvalade o filho mal parido de uma qualquer mãe incógnita que escolhe fotografias para a primeira página de um jornal.
Não escolha muitos alvos ao mesmo tempo, escolha um de cada vez até atingir um record.
São estas algumas das dúvidas que nos assaltam e perturbam os ânimos e que urge definir imediatamente. Mas há mais, somos um clube formador ou um entreposto comercial? Ou seja, tenho de andar pela rua a espiar cada puto que dê um pontapé numa pedra ou a jogar o FM2013 para saber quem é o último suco da barbatana do tubarão da Noruega, do Gana ou do Chile? Queremos muitos, Aurélio Pereira ou Jorge Mendes? Qual é a nossa identidade?
Tenho de andar a tecer loas à gestão de clubes rivais? A sério? Tenho mesmo de perder latim com quem nos quer apagar do mapa? Se sim, para quê? Ganhamos algo com isso? Não são as nossas ideias próprias melhores e desportivamente maiores para perder tempo com organizações mafiosas que por acaso se dedicam, também, ao desporto?
Já conseguimos saber o que queremos da arbitragem? É que a classe parece saber perfeitamente o que quer fazer de nós! Por mim tinha mantido o amador de Aveiro, mais vesgos que os oficiais, internacionais e outros anormais que são promovidos com brilhantes classificações ao seu trabalho não devem ser.
Para finalizar, caro Godinho Lopes, uma boa noticia, fiquei feliz em saber que o meu outro amor, a Associação Académica de Coimbra era a 2ª maior potência desportiva nacional, quem me disse foi o mestre-de-obras do clube da cidade vizinha da Capital Nacional da Cultura, disse o mestre e tem sido corroborado por uns assalariados e demais avençados, que o seu clube, não sei se de bolso ou de coração, é o 3º nacional! Já tinha ouvido o mesmo de um militar em reforma domiciliaria lá para os lados do bessa e de um barman da Madeira como ainda nenhum chegou aos calcanhares da Briosa suponho que a Académica seja a 2ª Nacional.
Só fico com uma interrogação, quem será a 1ª potência desportiva nacional?  Se calhar até é o Sporting e nós nem sabemos… parece que há vergonha em dizer isto bem alto…

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Este Sporting não é para fracos


Nota (editada já depois da colocação do post): hoje não haverá post após o jogo. Escrevo esta nota no intervalo do jogo e lembro-me de um ponto essencial das linhas abaixo: o treinador é a peça fundamental num projecto futebolístico. E, avaliar pelas primeiras ideias, espelhadas nas escolhas que fez para mudar, ou nos enganamos na escolha ou Vercauteren precisa ainda de muito tempo. E sim, com estas opções, Peseiro só de pode estar a rir de contente... E como ainda faltam 45m, até podemos golear, que eu não mudo uma linha.
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Diz o Hélder Barbosa hoje que o SCBraga é o terceiro grande, depois do FCP e SLB. E justifica isso de forma vaga, que talvez se prenda com a classificação actual do Braga. Talvez o moço não diga nem mais nem menos que alguns Sportinguistas já vão dando como certo e outros vão já agoirando.  Isto é mais o menos o mesmo que um condutor domingueiro, a meia de uma copiosa digestão, dá consigo a ultrapassar o Alonso, parado na berma da estrada, e crê-se ter ascendido à elite dos pilotos mundiais.

É um erro muito comum, um pouco bacoco, diga-se, pensar que o Sporting de hoje, que está meio avariado e em pane, é apenas isto. É isto mas não só. É também o passado e aquele que o futuro trará. E, pese o momento, não tenho razões para pensar que nos próximos anos tenhamos que nos preocupar com as ultrapassagens do Braga.

Mas convém ir retirando as devidas ilações dos erros cometidos. Continuo a pensar que o Sporting não resolverá os seus problemas enquanto não encontrar um treinador que lhe sirva. Porque essa é a peça fundamental da engrenagem, mesmo sem deixar de considerar a estrutura que o deve suportar.

Veja-se o caso do SLB. Todos temiam o pior com a saída apressada de Javi Garcia e Witsel. Um erro crasso de gestão desportiva cometido para tapar os furos de igual má gestão financeira, com a compra de jogadores a granel e com a péssima gestão do que sucedeu na Alemanha com Luisão, peça fundamental. Não fora o treinador a inventar soluções, a fazer aparecer jogadores que ninguém tinha "visto" antes - veja-se o caso de Melgarejo, condenado apressadamente, mas que o treinador não deixou cair, mesmo atravessando o próprio pescoço - e o descalabro, mesmo que não tão estrepitoso como o nosso, seria inevitável. Há quanto tempo não vemos um treinador em Alvalade que, se não conseguir valorizar o que tem em mãos, ao menos não desperdice?

Mas não falta apenas saber escolher um treinador, que espero tenha acontecido agora com Vercauteren. Continua a faltar saber reagir às pequenas contrariedades, antes que elas se transformem em crises. Por norma a resposta à adversidade é a desagregação, quando aquela exige precisamente o contrário. E se a dos adeptos é a que se sabe, a que tem efeitos nefastos mais directos é a da equipa dirigente.

Não sei quais foram as razões que levaram à saída de Duque e Freitas e, como disse anteriormente, compreendo que o presidente chame a si a responsabilidade do futebol, tendo em conta os efeitos que os resultados produzem na relação com os adeptos. Já me custa mais a aceitar o timing escolhido, do qual é mais provável haver prejuízos que benefícios  A entrevista dada ontem por Manuel Fernandes leva-me a pensar se, mais uma vez, não houve o triunfo de uma linha de pensamento sobre a  que vigorava, levando a reescrever o guião pré-estabelecido.

A ideia de que, ao invés de todos remarem para o mesmo lado, se navega em barcos diferentes é muito comum no Sporting e é capaz de se justificar. E nem sequer estou a falar de "golpes palacianos", como vulgarmente vemos descritos. Refiro-me à viragem de rumo às primeiras dificuldades, sem dar tempo para verificar a bondade ou acerto das opções tomadas, tomando-se decisões apenas e só em função dos resultados. Talvez no futebol os projectos sejam apenas os resultados de cada fim-de-semana.

E o projecto apresentado por GL aos sócios para o futebol era, quero crer, mais do que apenas as pessoas,  uma ideia base: reformulação do plantel, com aquisição de jogadores que permitissem criar valor e sustentabilidade de forma a que, a médio prazo, a formação voltasse a ser preponderante, sem terem que ser os mais novos a arcar com as responsabilidades, como sucedeu no passado. Alguma coisa terá sido bem feita a avaliar pela resposta dada pelos adeptos, quer na recepção a Domingos, quer no jogo de apresentação da época passada. O resto sabemos como foi.

Falando de lições, se há alguma lição a retirar da última derrota em Setúbal é a de que podemos melhorar e ainda assim essas melhorias não se reflectirem na classificação. Pior, pode até acontecer o contrário e o jogo de mais logo, juntamente com o do Braga, no próximo fim-de-semana, podem constituir uma confirmação dessa possibilidade. 

Este realismo, que não deve ser confundido com pessimismo - até porque tenho uma secreta esperança que logo possamos voltar à normalidade - parece-me necessário, em particular neste momento. E é um pouco de normalidade que precisamos e que julgo que acabará por surgir. Esta "anormal tranquilidade" é inevitável, atendendo ao que valemos e que paulatinamente o Sporting acabará por subir na classificação, aproximando-se do topo. Mas é muito provável que o pior tenha já acontecido e, sem puder lutar por objectivos muito concretos, nos espere uma época de provações.

É por isso muito provável que a nossa relação com o clube seja mais uma vez posta à prova e, talvez como em muitas outras ocasiões - demasiadas para o nosso gosto - precisemos de um coração grande e forte. E talvez como nunca antes, perdoem-me o tremendismo, o Sporting precise de nós como nunca precisou antes. Mas duvido, e sem muitos receios de me enganar, que as consequências sejam o abandono e a deserção.

Muitos acharão que quer um, quer outra, serão compreensíveis, outros inevitáveis. Há sempre uma boa razão para se desistir - o custo de vida, a vergonha, o embaraço, a incomodidade, a revolta - mas a desistência é o que nos torna mais próximos do que o Hélder Barbosa gostava que fosse mas que a realidade desmente: o Braga  não é um grande como nós.

O Sporting de hoje está longe de ser o que gostaríamos que fosse, é um facto. Mas um pai não desiste de um filho porque ele não é o que ele projectou que fosse, um filho não abandona os pais porque eles já não são o que foram um dia. O Sporting, pelo lugar que ocupa no coração de todos os Sportinguistas, também não merece que lhe viremos as costas quando mais precisa de nós.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sporting, um clube a que nada nem ninguém serve

Este post nasceu durante o passado fim de semana, quando lia a noticia do convite efectuado por Godinho Lopes a Figo, com o objectivo de o tornar numa espécie de embaixador do clube na internacionalização e expansão das Academias e, por essa via, da marca Sporting. Duvido que se venha a concretizar, pois não me parece que tal actividade seja compatível com o cargo de dirigente do Inter de Milão com funções e objectivos semelhantes. Mas, para lá de Ronaldo, não vejo quem melhor do que Figo pudesse, nessa área em concreto, servir melhor os interesses do Sporting. 

Mas, se por um acaso qualquer, Figo encontrasse uma forma de retribuir o que o Sporting lhe deu, como é que isso seria aceite pelos adeptos, foi a pergunta que de imediato me ocorreu. Numa larga franja provavelmente mal. Também eu tenho presente ainda a forma como saiu do clube, preocupando-se apenas com os seus interesses, esquecendo-se do clube que o formou. E já não tinha gostado que tivéssemos tido que o ir resgatar ao outro lado da segunda circular, ainda nos seus primeiros anos de júnior, por um compromisso assumido de forma precipitada. 

Mas se esta fosse a forma de ex-jogador e clube se reencontrarem  e estabelecerem uma relação mais profícua, faria sentido opor-me, relevando apenas o que foi negativo em todo o processo e, sobretudo, impedindo o clube de progredir e retirar vantagens da associação com uma das suas melhores bandeiras de clube formador, considerado, ao seu tempo, o melhor jogador do Mundo? O Inter, onde Figo apareceu já no final da sua carreira e potencial,  não pareceu estar tão preocupado com as origens do jogador e não me parece que estejam menos preocupados do que nós com a sua identidade e com os valores do clube.

Veja-se o caso de Jefren, ontem completamente grelhado por causa de uma fotografia que me parece retirada de forma oportunista do contexto para causar o efeito que causou. Por norma insurgimo-nos quando os média nos tratam com falta de respeito, mas desligamos o sentido critico quando nos colocam  um prato como este pela frente, portando-nos como vulgares "vigilantes". Preferiu-se valorizar um episódio de contornos e até de ética muito duvidosos de quem deu a foto à estampa (com as máquinas actuais qualquer um pode ser apanhado a dormir, basta que baixe ou feche os olhos) e esqueceu-se o que devia ser relevado como um exemplo do que os jogadores estão dispostos a dar pelo clube: Pranjic, que jogou nove minutos com uma costela partida.

Não sei se os exemplos tomados sejam o melhores, mas julgo que esta temática representa um pouco o que é o Sporting actualmente: cheio de conflitos interiores, dissensões, com muito enfoque no "eles" e no "nós", de valorização de tudo o que é negativo. O "nós" somos os que ganhamos e é por causa "deles" que perdemos". "Nós" fomos os que nascemos num berço verde e branco e abençoados pelo divino espírito santo leonino, "eles" são os bastardos. Já nem o passado nos parece ser comum: "Nós", queremos o Sporting de volta, ganhamos uma Taça das Taças e enchemos a sala de troféus do Museu, "eles" perderam uma final da UEFA, "eles" estão a acabar com o clube.

Não é fácil ser Sportinguista por estes dias. A amargura causada pela falta de êxitos desportivos vai produzindo os seus efeitos na forma como olhamos o clube e a realidade envolvente não nos é favorável:

Se olhamos para o FCPorto vemos um clube que vive o melhor dos seus anos e que não voltarão a repetir-se. O SLB, que gasta muito mais do que nós e que nem por isso ganha mais, vive reconfortado com os êxitos do passado, pelo número dos seus adeptos, que lhe proporciona uma auto-estima que nem sempre a realidade justifica. E à perna temos o Braga, para quem, nesta fase da sua vida tudo é êxito. Há 4 anos íamos à Liga dos Campeões com pesar, porque era por causa do segundo lugar. Hoje eles desfrutam e são elogiados. Perderam uma final da UEFA e a cidade parou em festa. Um luxo que não nos podemos permitir ante uma derrota, e justificadamente, pois não somos o Braga, daí a depressão em 2005. Mas era necessário começar tudo de novo?

O mesmo podemos dizer dos jogadores. Quantos não prestavam e agora são convocados para a selecção nacional? Por isso desconfio sempre dos se lembram hoje que a formação é caminho. Provavelmente nunca levantaram um dedo para defender a permanência de Custódio ou Viana e são os que deixam cair Carriço, Pereirinha, André Martins e falam sempre dos que hão-de vir, mas nunca dos que estão. Ontem era catastrófico não renovar com Adrien, hoje ele não merece o lugar e o ordenado. Ou que afirmam que é preciso lutar com as mesma armas contra os bastidores do futebol mas ante o caso Cardinal e uma "real politik" muito softcore face às forças em jogo, se demarcam num ápice e invocam os valores do clube.

Hoje parece haver cada vez menos Sportinguistas mas proliferam os roquetistas, brunetes, lambuças, a corja, etc. etc.

Há dias "tropecei" num programa de TV onde falavam 2 Sportinguistas. Rogério Alves e Paulo Andrade. Enquanto ia reparando nas reacções negativas de alguns Sportinguistas nas redes sociais, comparava a forma elevada  como se referiam ao clube, por comparação com a forma tremendista e apocalíptica e que nos envergonha com que vemos semanalmente os comentadores habituais que "representam" o Sporting nas Tv´s.

O programa terminou com uma excelente proposta de Paulo Andrade, face ao momento do clube: a promoção de um encontro entre os actuais Corpos Sociais e os candidatos derrotados nas últimas eleições, numa tentativa de reduzir a confrontação permanente actual. Alguém acha isso possível, quando nem os últimos presidentes ainda vivos conseguimos sentar à mesma mesa?

Há neste post talvez algum excesso e a última coisa que pretendo é que ele seja entendido como uma lição, pois a esse nível, como tenho aqui dito muitas vezes, não tenho nenhuma a dar e muito a aprender com os que todos os dias se devotam por fazer do Sporting o clube grande que é. Mas parece-me urgente perceber com actual excesso de ruído e truculência entre Sportinguistas somos cada vez menos o clube que poderíamos ser.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E depois do adeus (à Taça)?

Estive ontem em Moreira de Cónegos e não fiquei surpreendido com o resultado. Nem com a exibição. Surpresa seria se, face ao que a equipa vinha produzindo, fizéssemos uma exibição de encher os olhos. 

Agora importa pouco falar sobre a justeza do resultado, o facto, incontestável e doloroso, é que estamos apeados da Taça de Portugal na primeira eliminatória e ante um adversário perfeitamente ao nosso alcance.  Naturalmente são muitos hoje os diagnósticos, que vão da qualidade do plantel até às responsabilidades da SAD.

As dúvidas sobre a qualidade do plantel são naturais quando se acumulam resultados negativos ainda por cima com adversários do calibre do Moreirense ou Rio Ave. Mas, por muitas que sejam essas dúvidas, e por mais legítimas que possam ser, não me parece que o problema esteja aí. Neste momento quase nenhum dos jogadores do plantel joga a mais de 30% (valor meramente abstrato, sem rigor) do que é capaz e isso faz parecer que qualquer jogador adversário teria lugar no Sporting. Este equívoco já nos foi fatal no passado, quer na hora de dispensar quer na hora de contratar.

Serei dos poucos que, pelo menos até ontem, cria que o nosso principal problema tem origem em questões técnicas, relativas à concepção do modelo de jogo e muito provavelmente no treino e respectiva operacionalização. Problemas que se arrastam desde o inicio de época, que redundaram na saída de Sá Pinto e não era crível que Oceano os resolvesse em duas semanas. Depois do jogo de ontem visto in loco, parece-me claro que a questão psicológica é um factor a ser também trabalhado. É nítida, e também compreensível, a falta de confiança dos jogadores na hora de decidir, e que os leva a valer muito menos do que podem.

E seria inevitável não ver posto em causa o trabalho da SAD. Não foi por acaso que a frase mais ouvida ontem na bancadas fosse "tiveram 15 dias para contratar um treinador e nada". Isto dentro das que são publicáveis, obviamente. Sobre isso pronunciei-me no post anterior a que se seguiu um silêncio voluntário. Hoje ainda mais sentido me parece apontar a indecisão da substituição do treinador como erro grave e  aos mais variados níveis.

É sobretudo um erro estratégico que desde o inicio desprezou todas as variantes possíveis, entre as quais se deveria incluir o que sucederia após o jogo de ontem. Não há nenhuma garantia de que um novo treinador garantiria outro resultado mas pelo menos os Sportinguistas teriam ficado com a ideia de que se tinha feito algo. 

A sensação que foi apreendida pela maioria - que é a conta - é que a SAD e o presidente não tinham uma ideia para o dia seguinte à tomada de decisão de despedir Sá Pinto  e por isso o controlo do que vai suceder a seguir pode já estar fora seu alcance. À imagem de desnorte fica associada a de orfandade da equipa num momento particularmente sensível. Ontem, quando o autocarro da equipa abandonou o estádio, não se avistam responsáveis da SAD, já a caminho de Lisboa há algum tempo. Não surpreende por isso que já decorra há alguns dias recolha de assinaturas para convocação e uma AG com vista à convocação de eleições. Veremos o que vai acontecer mas ao escolher o presente caminho não duvido que GL alienou não só muitos indecisos como também muitos apoios.

Devo ser dos poucos que não vejo nas eleições como a solução para os problemas que afectam neste momento, e de há anos para cá, o nosso futebol e que se repercutem em cascata, ou circulo vicioso se preferirem, por todo o clube. E porquê?

Não é de agora, é já de há muitos anos, que não emerge no Sporting uma liderança forte e carismática, o que contribui para uma pulverização de grupos, de ideias mais ou menos dispersas, ao som do momento e muito em função dos resultados. Não há quem personifique no Sporting um discurso inspirador e uma figura aglutinadora. Se da SAD estamos conversados o que dizer da figura patética de um PMAG, simultâneamente paineleiro, colunista e sei lá que mais, anunciar que "vai apertar o Godinho", proclamar publicamente a iminente extinção do clube e que convoca um Conselho Leonino onde nem sequer estará presente? Esta é um pouco a imagem do Sporting actual: muita gente disposta a falar e poucos com vontade de contribuir para um momento melhor.

Julgo que o ambiente vivido nas anteriores eleições nos devia ter ensinado algo. É muito provável que assistamos à mesma profusão de candidaturas e no final, com resultados mais ou menos próximos, se construa a mesma suspeição e, no final de contas, estejamos mais ou menos no mesmo ponto onde estamos hoje. Mas, como sempre, serão os sócios a tomar as decisões. E é cada vez maior o número dos que acham que está na altura de baralhar de dar de novo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Sporting (não) é isto

Corre desde ontem, por quase toda a blogosfera leonina, um texto com origem no Fórum Sporting que terá sido publicado por alguém que terá estado nos tristes acontecimentos ocorridos no Porto, que se estenderam do Solar do Norte, passando pelo hotel onde estagiou a equipa, até ao estádio do dragão, onde se disputou o jogo.

Sobre o que se passou no Solar do Norte dei aqui a minha opinião ontem. 

A situação em que o Sporting vive hoje é motivo de sofrimento, indignação e até de revolta. Esse sentimento não é exclusivo de ninguém, todos o sentimos. O argumento, muitas vezes usado, dos sacrifícios feitos em prol do clube, também não colhe, só os faz quem quer. 

Os Sportinguistas não podem ficar refém dos que têm mais força, falam mais alto ou têm maior predominância para poderem opinar, reunir e confraternizar. E isso depende de todos, dos que querem manifestar o seu descontentamento e da forma como o escolhem fazer, dos que todos os dias radicalizam cada vez mais o discurso, fomentando a violência, até aos que, de forma conivente ou fugindo às suas responsabilidades, fazem de conta que não se passa nada.

Sou um confesso apreciador do papel das claques - para mim é o melhor sitio para ver um jogo do Sporting. O que se passa entre claques não me cabe a mim julgar, porque desconheço o meio com a profundidade necessária para o fazer, há muitos dados que me escapam. A única coisa que posso dizer relativamente ao assunto é que não me revejo em qualquer acto de violência, muito menos entre Sportinguistas, venham eles de onde vierem.

Mas, e não é de agora, há em tudo isto algo está profundamente errado quando, seja em Alvalade, seja nas deslocações que fazemos pelo país fora, além de termos que nos preocupar com as recepções dos adversários, ainda temos que andar a fugir uns do outros. Todos nós, mas acima de tudo o Sporting, merecemos muito mais do que isto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dias mau para o Sportinguismo

São dias mau para o Sportinguismo.

Perder no Porto já quase se tornou um hábito, tão comum como ser espoliado pela arbitragem. O que torna tudo ainda mais incompreensível é que até em jogos como o de ontem, em que fomos particularmente inofensivos, não tenha faltado mais uma vez o pé na cabeça a tentar tudo para que à derrota fosse associada uma humilhação. Um anti-sportinguismo primário, visceral que me enoja.

Mau para o Sportinguismo é também ver acumular exibições no dragão jogando a medo, exactamente da mesma forma que jogava o FCP sempre que atravessava a ponte da Arrábida, nos anos da grande depressão azul, que foram nem mais nem menos que as primeiras 8/9 décadas da sua existência.

Reagiu o Sporting pela boca de Luís Duque e também pelos jogadores que, ainda em campo, se olhavam incrédulos para o que se passava. Mas, no que aos dirigentes diz respeito, é chorar após o leite estar há muito derramado. Talvez por estarem demasiado ocupados em fazer uma das chicotadas psicológicas mais ridículas que conheço - insisto: o que se pretende com uma mudança de treinadora 48 horas de um jogo? A forma cabisbaixa como a equipa se apresentou confirmou os meus maiores temores -esqueceram-se de contestar a nomeação do superdragão Jorge Sousa, fundador do núcleo de Lordelo daquela claque. 

Mas pior. O presidente do Sporting, seja ele qual for, não pode elogiar a "competência" de Pinto da Costa, esquecendo-se do que foram os últimos 30 anos do futebol português, sem com isso não estar a divorciar-se dos sócios que representa. Não se pode continuar a sentar ao seu lado quando, por muito menos, se escusou a fazê-lo no camarote presidencial da Luz.

Para terminar este tema fica a contabilidade dos clássicos Antas/Dragão (30anos): G.P. FCP - 15 / G.P. contra FCP - 3 / Expulsões FCP - 10 / Expulsões SLB e SCP - 37. É preciso dizer mais alguma coisa?

Mas o dia de ontem foi muito pior para o Sportinguismo do que apenas uma derrota, mais uma, no dragão. Como foi tornado público ontem, o presidente do Sporting foi vaiado e insultado aquando da recepção no Solar do Norte por uma facção do Directivo XXI, insultos que se estenderam ao hotel onde a equipa estagiava. Só quem tem um enorme vácuo entre os dois pavilhões auriculares pode aplaudir estes métodos para exprimir a indignação, justa diga-se, pelos resultados negativos acumulados.

Este é um sintoma muito claro de que a ausência de vitórias está a contribuir para a degeneração do Sportinguismo pelo qual me apaixonei. E essa forma de estar era diferente, ou pelo menos assim a percepcionava, dos demais na vitória e na derrota. E esses sinais são cada vez mais evidentes na autofagia que alastra, pouco falta para estarmos a comer o cotovelo.

O episódio é ainda mais lamentável porque o associa o nome de um bastião de Sportinguismo na mui nobre e Invicta cidade do Porto e do Norte do País, que muitas vezes são ambos confundidos com os métodos soezes e linguagem torpe de Pinto da Costa. Mais lamentável ainda porque nos faz parecer iguais e porque passa por cima do esforço que muitos fizeram e continuam a fazer para manter o Solar do Norte como ponto de encontro de muitos Sportinguistas. Ao Carlos, ao Bruno, ao Diogo, Gabriel, Tiago, Hugo, Nuno e ao Sr. Leite (espero não me ter esquecido de ninguém, das pessoas que conheço melhor) o meu abraço solidário.

Nota importante: Corre o rumor, cada vez mais insistente, de que Scolari será o próximo treinador do Sporting. Espero que não passe disso mesmo mas, como se costuma dizer, não há fumo sem fogo. A ser verdade isto significaria mais uma fuga para a frente, muito longe de contribuir para resolver o(s) problema(s) do  nosso futebol, além de mais um passo para gastar uma fortuna que não temos. Tal obrigar-me-à a repensar o meu relacionamento com o clube. Serei sempre Sportinguista, mas há momentos em que, por auto-preservação, somos obrigados repensar a forma de melhor nos relacionarmos com os que não são caros.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

E porque os adeptos são imprescindíveis a sua opinião conta

Inquérito europeu de opinião: problemas actuais do futebol

A Associação de Adeptos Sportinguistas (AAS) é parte integrante do projecto internacional “Improving Football Governance through Supporter Involvement and Community Ownership” (Melhorar a governação do futebol através do envolvimento dos adeptos e da propriedade associativa dos clubes) que é financiado pela Comissão Europeia e que é coordenado pela organização britânica Supporters Direct (http://www.supporters-direct.org/).

O projecto envolve a participação de 9 parceiros internacionais em vários países, e destina-se a estabelecer e expandir uma rede europeia de adeptos que pretendem envolver-se nos processos de decisão dos seus clubes, reforçando a dimensão associativa dos mesmos. Nestes tempos de clubes como PSG e Manchester City, mas também de Glasgow Rangers e tantos outros, a Comissão Europeia entende ser esta uma boa forma de desenvolver os laços entre o fenómeno do futebol e a sociedade, o que acabará por se reflectir positivamente na organização e na governação deste nosso desporto. A AAS é a única organização portuguesa que participa neste consórcio europeu, em relação ao qual se pode encontrar mais informações nestes links: página da AAS http://www.aasporting.org/improving-football-governance/ e página da Comissão Europeia http://ec.europa.eu/sport/preparatory_actions/documents/annexe-i-034.pdf. 

Uma parte importante deste projecto é, precisamente, perceber qual é a realidade actual no que diz respeito a estes temas. Para isso, está a ser feito um inquérito europeu pretendendo captar as percepções dos adeptos acerca da sua participação no dia-a-dia dos seus clubes e acerca de problemas transversais ao futebol nacional e europeu. O inquérito pode ser encontrado aqui http://www.aasporting.org/inquerito-online/, e solicitava a todos que o preenchessem e o divulgassem, dando a vossa opinião acerca dos problemas do futebol europeu em geral e do português, em particular. Quanto mais participarmos e nos envolvermos nos nossos clubes, mais difícil será ignorarem que o futebol é, foi, e será, um desporto para os seus adeptos.

Post de autoria de Bruno Martins

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Sporting não pode ser um vício, é uma paixão!


Ao contrário do ano passado, nos meus posts deste inicio da época tem prevalecido a dúvida sobre o trabalho realizado pela equipa técnica comandada por Sá Pinto. Dúvida que não tem tanto a ver com os resultados mas sim com os processos de jogo e parece-me legítima em relação ao que se tem presenciado. 

Mas hoje não vou voltar a repisar as mesmas ideias porque, além de fastidioso, não contribui em nada para dissipar as dúvidas e, sobretudo, não me interessa engrossar a espiral de amargura e negativismo que já assola grande parte dos Sportinguistas que se pronunciam sobre o tema.

Ter dúvidas não significa ausência de esperança. No futebol não há certificados de garantia e as decisões finais, em regra, só ocorrem quando soa o último apito do árbitro. Ao expressar as minhas dúvidas revelo preocupação e tristeza por que sei da importância que assumem os resultados nas dinâmicas internas do clube e como estas podem provocar turbulência nefasta em torno da equipa.

Como é óbvio não é me é indiferente que o Sporting ganhe muito ou pouco, mas os resultados não contam para pautar a minha ligação ao Sporting. Não me surpreende que aqui e ali (leia-se nas caixas de comentários deste blogue) me considerem de forma mais evidente ou velada como um sportinguista apócrifo, como por exemplo quando escrevo "José de Alvalade" ou me pronuncio sobre os efeitos da publicidade nas camisolas.

Não sou um sportinguista com "pedigree leonino", não tive ninguém que me ensinasse o que e quem era o Sporting, dei comigo a gostar do clube pelo seu espírito, pela forma de estar no desporto, pelas lições que ia recebendo. E, nos jornais onde, cada vez com mais afã, procurava diariamente noticias sobre o clube, era comum ver assim escrito o nome do nosso fundador. A publicidade parece-me um mal necessário em que se perde alguma coisa para receber outra em troca e o negócio tem de ser vantajoso para ambas as marcas, ou não se faria.

Fui sozinho pela primeira vez a Alvalade (e foi muitas vezes sozinho que vi os jogos do Sporting)  e com dinheiro que juntei para o efeito. Não é possível descrever a sensação que foi ver um estádio inteiro a vibrar com a entrada da equipa mas apenas a certeza que era ali que queria estar, eu era um sportinguista. 

Não dou lições de sportinguismo a ninguém, encontro sempre à minha volta quem tenha feito muito mais e melhor do que eu, sobrando-me sempre o sentimento, sem falsa modéstia, de que cheguei sempre tarde ou com demasiados hiatos e fiz pouco. Nem o facto de ter vivido sempre longe de Alvalade serve de desculpa, como constato à minha volta.

Mas a geração espontânea do meu sportinguismo tem pelo menos uma grande virtude: não tenho dúvidas sobre a forma como o quero exercer. Serei sempre sócio, uma conquista pessoal de valor inestimável, apesar de tardia, e que não dependerá nunca de quem for o presidente, o treinador ou de vitórias estrondosas ou copiosas derrotas. Aliás, apesar de "acreditar" que há algo de "destino" no facto de uma das grandes conquistas internacionais do Sporting ter sucedido no ano em que nasci, quando dei comigo a gostar do clube tenho a certeza que esse sentimento não foi produto de um título, vitória ou momento feliz. Quando me perguntam, muitas vezes com ironia de quem se acha melhor porque tem episodicamente ganho mais vezes, eu costumo retorquir com genuína convicção: mas há outro (clube)?

A existência deste blogue deve-se essencialmente a essa má consciência, (juntamente com a necessidade de criar um escape para a pressão de quem, como muitos, pensa todos os dias no seu clube): a de nunca ter feito o suficiente pelo meu clube e assim procurar, à sua reduzida escala, equilibrar o saldo devedor.

Apesar da consciência tranquila, sei que poderia ter sido melhor e ter feito mais. E não me orgulho de muitos posts desbragados  ao tempo do "ciclo Bettencourt", (e ainda antes de se confirmar a sua eleição), isto apesar da história poder vir a justificar alguma brandura numa possível condenação. Mas, mesmo que tenha sido justo nas apreciações, era-me cada vez mais penoso falar do Sporting quase sempre pela negativa, e por vezes de forma ácida e corrosiva.

Infelizmente essa é cada vez mais única forma de estar de muitos dos meus consócios e adeptos como eu. As exibições desta pré-época vieram carregar nas tintas já de si bem escuras, depois daquela fatídica tarde no Jamor. Muitos não se recompuseram do choque de uma derrota quando já tinham celebrado antecipadamente a vitória que era impossível não alcançar. Não ignoro também que para alguns também seja conveniente (para a sua estratégia) o "quanto pior melhor" e que por isso ou aguardem em silêncio que tudo se desmorone para aparecer no seu cavalo branco, ou que bramam já alto e a bom som "já vimos este filme" ou "vem aí mais do mesmo". Creio, contudo, que a maior parte exprime como pode a sua apreensão, remetendo-se  a uma defensiva que, em última análise, visa proteger um coração fervoroso mas com muitas cicatrizes.

É com tristeza que noto que para muitos o Sporting é hoje mais um vicio do que uma paixão. Não sei qual o seu valor numérico mas é pelo menos ruidoso e maligno. As expressões muitas vezes usadas entre sportinguistas superam em muito as que usam os nossos adversários e inimigos, porque também os temos. O nome do clube é muitas vezes referido como se se tratasse de uma substância aditiva perigosa mas que pouco ou nenhum prazer remunera aos que o "consomem". O Sporting, para alguns, parece ter-se tornado um vicio diário e um escape para as agruras de uma vida cada vez mais difícil e menos um prazer e uma paixão.

Embora, repito, não tenha lições para dar a ninguém, essa é uma postura que me lembra muito aquilo que, apesar das influências exercidas por familiares próximos e pelos resultados, eu não queria ser: pertencer ao clube em que a maior parte dos adeptos vive permanentemente descompensado, crendo-se sempre os maiores na primeira vitória e em profunda depressão porque a realidade os desmente a cada passo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Brunetes, lambuças e croquetes: o Sporting é isto!

Carlos Barbosa demitiu-se no dia 1 de Fevereiro deste ano mas esperou que o Sporting se apresentasse na Academia para iniciar uma nova época, depois de um ano difícil, de sinais contraditórios, para finalmente fazer o balanço da sua passagem tão meteórica como ridícula pelos corpos sociais.

O Sporting é cada vez mais isto: uma grande propriedade cada vez mais fragmentada em minifúndios, onde se entrincheiram as mais diversas facções. E sempre que a oportunidade surge - e se não surgir arranja-se - aproveita-se para destilar o mais venenoso fel, desancar nos inimigos fidagais, num exercício autofágico patético e confrangedor, completamente desligado dos danos que inflige ao clube que, de forma não menos grotesca, fazem juras de amor. É triste ver que a camisola do Sporting é cada vez mais trocada pela camisola da quintinha a que se pertence. É triste que os gritos dos insultos (Brunetes, lambuças e croquetes) se façam ouvir mais alto que os de apoio.

A entrevista de Carlos Barbosa é mais um desses exercícios - como poderia ser o comentário de ontem aqui deixado no blogue: "Que vergonha, ter pseudo adeptos destes no meu clube. Odeio-vos mais que o benfica". Veremos o que dizem agora que os sempre se queixaram da actuação deste ex-vice-presidente, mas a quem as actuais declarações dão muito jeito para a sua estratégia.

No meio de isto tudo estão milhares de Sportinguistas que, entre a vergonha que sentem pelos erros alheios, sonham com um clube forte, mas não sentem mais do que um grande desperdício da sua energia. E, já cansados, vêem como cada vez mais difícil ou até improvável o regresso do grande Sporting porque com amigos destes ninguém precisa de Pintos da Costa, de APAF´s ou Filipes Vieiras. Temos cá dentro quem nos faz bem pior!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"RIP Sporting Clube de Portugal (1906-1995)"

A frase não é minha foi aqui deixada na caixa de comentários suponho que por um Sportinguista. Segundo o que se depreenderá dela o Sporting Clube de Portugal terá morrido algures em 1995.

Talvez não devesse dar-lhe muita importância e deixá-la apodrecer na caixa de comentários. Mas como é uma frase muitas vezes repetida e parece ganhar cada vez mais adeptos, é difícil ficar-lhe indiferente. Ela representa uma falta de respeito e um insulto a um clube que, depois dessa data, se tornou centenário e com todas as vicissitudes, continuou a ser uma instituição incontornável e um baluarte do desporto nacional. É também um insulto a todos os dirigentes, atletas e colaboradores que, com a sua dedicação e perseverança lutam contra adversários e pelos vistos também contra a vontade de alguns Sportinguistas em reconhecer-lhes valor.

Se o Sporting morreu em 1995 quem foi o clube que foi campeão nacional de futebol em 2000 e em 2002?

Quem foi o vencedor da Taça de Portugal em 2002, 2007 e 2008?

Quem vencedor da Supertaça Cândido Oliveira em 2000, 2002, 2008 e 2009?

Que clube construiu de raiz o novo Estádio de Alvalade?

Que clube é permanente elogiado pela sua capacidade de formar jogadores em quantidade e qualidade?

Que clube formou Ronaldo, já considerado o melhor jogador do mundo, bola de ouro, e bota de ouro?

De quem seria a hegemonia no futsal ou no ténis de mesa se o Sporting tivesse de facto desaparecido em 1995?

Que clube teria ganho o infindável número de títulos internacionais no atletismo já depois de 1995 (mais de 50)?

Qual seria o primeiro clube a ganhar um titulo colectivo europeu em andebol?

E, nos exemplos que cito de cor, faltam seguramente muitos outros nomes e modalidades, não sou sequer um bom exemplo de quem cita de cor a historia do Sporting.

No comentário que antecede o que elegi para titulo outra questão era levantada e que tinha (julgo eu) a ver com a A.G. do passado fim-de-semana. Como sabemos hoje a reunião, apesar de pouco concorrida, teve vários momentos em que se extremaram posições, acabando o o orçamento por ser aprovado por pouco mais de 60% dos votos. 

Os tais sócios que "acenam com a cabeça"  e que votaram favoravelmente prejudicaram mais o clube do que os que se opunham à sua aprovação?

E se o orçamento do clube (não da SAD) não fosse aprovado quem o prejudicaria mais, criando uma crise no momento em que se definem os contornos de toda a actividade desportiva, não apenas do futebol, do clube, os que impediriam a sua aprovação ou os que votavam favoravelmente?

Os interesses do Sporting, tantas vezes invocados para justificar acções e comentários, ficariam melhor defendidos com uma crise directiva em qualquer momento? 

Até onde é justo e legitimo ir?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

"A Big , Big Love"


A banda sonora do momento. Tem tudo a ver com o post de ontem. Com o seu título. Com o seu protagonista individual: Rui Patrício. Com o feito colectivo no futebol ao atingir as meias-finais da Liga Europa e, como lembrava na caixa de comentários o Leão Transmontano, também em Andebol e Futsal se alcançaram feitos semelhantes. Acima de tudo isso, tem a ver com o Sporting Clube de Portugal e o Amor que muitos sportinguistas lhe dedicam. Esta musica é para todos esses homens, mulheres e crianças que têm o SPORTING no coração, mas hoje, é especialmente dedicado aos adeptos leoninos que prescindiram do justo sono após desgastante (de nervos) jornada televisiva e compareceram em massa para receber a equipa do SCP, já esta madrugada, em Figo Maduro. 

Gigantic thank you!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Afinal Bilbau pode ser impossível

Foto via @NunoMourão
Não consegui evitar ontem, na viagem de regresso, começar a fazer contas de cabeça para a viagem a Bilbau. Não por desrespeito aos adversários - e até ao próprio futebol - mas sobretudo por crer que as nossas ambições se mantêm intactas. Hoje porém temo que tal seja praticamente impossível, mesmo que cheguemos, como espero, às meias-finais. É que, tal como se vê na ilustração do post, os bascos carregaram nos preços para a recepção ao Shalke04, pedindo 90 euros por cada ingresso. A ser assim Bilbau para mim pode mesmo ser impossível.

A reclamação dos alemães faz todo o sentido, mais ainda vindo de adeptos de uma liga que vive um período áureo. Tal é testemunhado pela enorme afluência aos estádios, que faz do futebol alemão a 2ª liga do Mundo de desportos profissionais em número de espectadores, só ultrapassada pela NFL. Os estádios alemães superam os 90% de taxa de ocupação!

Provavelmente esse sucesso tem por base um profundo respeito pelos adeptos, demonstrado não apenas nos preços dos espectáculos mas também na transparência das regras e sua aplicação prática. Para que se tenha uma ideia mais aproximada do que é ser adepto alemão, os preços dos bilhetes de época variam entre os 120 euros do Bayern Münich e os 212 euros do Mainz 05. Estamos a falar dos cidadãos da CE com melhor poder de compra! No entanto, para não transformar a ida ao estádio privilégio para poucos as vendas de bilhetes de época estão normalmente limitadas aos 50% do total da lotação. Além disso existe um sem número de bilhetes específicos para grupos especiais como crianças, reformados, inválidos, etc.

Esse respeito estende-se também aos horários dos jogos, dando-se prioridade ao adepto que vai ao estádio em detrimento do adepto de sofá, não havendo impedimentos para os jogos à mesma hora. O que me interessa a mim que o jogo do clube xpto jogue à mesma hora que o Sporting, se eu puder estar no estádio?

Olhando para o exemplo alemão e para o que se passa em Portugal parece que estamos a falar do último filme de ficção científica que estreou nas salas de cinema. Há dias chamava-me à atenção a preocupação e cuidado do presidente da FPF com a situação dos árbitros. A seguir será com os clubes falidos, com os que descerão de divisão e quase sempre se esquece a razão da existência de toda a máquina e interesses que giram à volta do futebol: o adepto.

O caso particular do Sporting tem passado um pouco ao longe das atenções dos média mas há algum tempo que os adeptos que seguem o clube de forma próxima sofrem as consequências de uma guerra surda sem quartel por parte as autoridades, sobretudo a ala da PSP que monitoriza as claques. Desde isolamento de alguns elementos pré-identificados e subsequente espancamento, tareias indiscriminadas, filmagens inopinadas ao melhor jeito orwelliano, tem acontecido de tudo um pouco. À atenção da direcção do Sporting.

 Ontem, mais uma vez, e de forma totalmente despropositada, houve mais uma carga policial, aqui relatada na Antena1. Sabemos que as claques não são propriamente "clubes de leitura" mas há limites que já foram nitidamente ultrapassados e se a violência gratuitamente for a resposta encontrada para os problemas que as claques possam colocar para que precisamos de dispendiosos "tasks forces" e especialistas?

Notas Bibliográficas: consultar o artigo "La Bundesliga y su magnífico trato a los aficionados"

terça-feira, 20 de março de 2012

Eduardo mãos de tesoura


Por muito eu queira é incontornável não voltar a abordar o jogo de ontem, mesmo que ele sirva para introduzir o post de hoje. É incontestável que a arbitragem de Paixão influiu no resultado mas isso nem foi o que mais me preocupou no sucedido ontem. Mais preocupante são as circunstâncias em que ocorre mais esta intervenção. É o acentuar de uma tendência que se repete desde o inicio de época e quando parece que o Sporting tem razões para regressar a um nível de jogo mais consentâneo com o seu estatuto. 

O mais estranho é que já não contamos para o campeonato – embora seremos com certeza um factor de decisão… - e facto de acontecer contra um o clube pequeno. Os lances das grandes penalidades são reveladores de uma realidade perturbadora: ante um pequeno o árbitro revela total desrespeito pelo grande, facto que dificilmente ocorreria em qualquer campo, e muito menos envolvendo os nossos rivais e atrevo-me mesmo a dizer com o SCBraga. Há uma guerra evidente lançada pela cúpula da classe arbitral, encabeçada pelos árbitros internacionais e seguida pela generalidade dos restantes membros da APAF e respectivos dirigentes. 

O facto do Sporting ter jogado mal a primeira trintena de minutos não é razão que justifique qualquer atenuante para o comportamento de Paixão, que não passou apenas pela dualidade de critérios técnicos mas se estendeu também aos disciplinares. Até porque, como bem disse Carlos Freitas, a actuação do árbitro foi clara no sentido de deixar o jogo resolvido.

Entretanto, quase simultaneamente, em Lisboa, no conforto de uma sala de um hotel, o nosso consócio José Eduardo falava num clube falido e à beira da extinção. Não se pense, com o que seguir avanço, que o Sporting não precisa da reflexão séria e participação activa dos seus sócios. Muito antes pelo contrário. Mas, do que é hoje relatado na comunicação social, o que José Eduardo, veio cantar foi uma canção já conhecida – e certamente baseada em factos sobejamente conhecidos de todos - mesmo com uma orquestração ligeiramente diferente. E foi infeliz.

E não foi só infeliz no timming, pelas razões acima aduzidas. Não apenas porque naquele dia jogava o Sporting e o lugar dos que se querem constituir como elites pensantes do clube, e pelo seu maior desafogo financeiro, é em primeiro lugar estar ao lado da equipa, onde quer que ela jogue, como o fazem muitos com muito mais sacrifício. Não apenas porque não podia adivinhar o que Paixão faria horas depois. Mas, porque o essencial da sua comunicação foi o repisar dos muitos diagnósticos há muito realizados, sem apontar soluções, seguido de algumas vacuidades Com coragem devia dizer quais dos 19 jogadores não teria contratado. Desses 19 quais seriam os oito que ficariam. Se possuía alguma informação interna sobre os relatórios médicos, hoje, passados 9 meses não é um pouco tarde para contestar as decisões?

O Sporting está há muito tempo diagnosticado, faltam as soluções e, uma vez que nem todos estamos à altura de as fornecer, falta da parte de muitos outro comprometimento com o clube. Não só na presença nos estádios mas também na gestão da comunicação e do silêncio. Na participação activa em prol do clube e acima até das preferências pessoais. 

Nesse sentido, dentro da multitude de organizações e sensibilidades internas, vejo na AAS um bom exemplo de comprometimento com o clube. Muito low-profile nas suas interacções com o clube, que são muito mais vastas do que as que chegam ao conhecimento público, e prontidão nem sempre aproveitada e compreendida pelas sucessivas direcções que têm passado por Alvalade. A par disso os seus elementos estão em todas, das modalidades ao futebol, é difícil não encontrar alguém da associação nos pavilhões e estádios onde quer que o Sporting jogue. E esse comprometimento com o clube não os impede de tomar posições por vezes até bastante incómodas para quem dirige, muitas vezes é esse ele mesmo o motivo do afrontamento. É um mero exemplo, não faltarão outros por certo.

Do que não duvido é que o Sporting que todos gostamos precisa de um outro envolvimento por parte de todos. O Sporting precisa de dar uma resposta institucional aos Paixões, APAF´s e outros da sua igualha que pululam no futebol português. E uma resposta institucional não é a que é dada por uma direcção mais ou menos contestada internamente e por isso sempre fragilizada no exterior. 

A instituição Sporting são todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes que abarca o cidadão vulgar mas também muitos elementos destacados da sociedade portuguesa, que vão de ex-presidentes da República, actual presidente da CE, muito dos empresários que destacadamente contribuem para o PIB português, elementos destacados do mundo universitário, do direito, da justiça, da cultura e espectáculo. Há mais de 30 anos que ou ignoramos ou encolhemos os ombros à guerra lançada ao Sporting, e nos entretemos a disputar entre nós as culpas e responsabilidades. Neste caminho não nos sobra muito tempo para uma indignação da qual o clube retire proveito.

Por melhor que tenha sido a intenção José Eduardo ela foi também um reforço dos Paixões do nosso futebol. Hoje não faltará quem junte o sucedido ontem, a jornada de Manchester e todos os Josés Eduardos para não nos levar a sério e subestimando a importância do Sporting como um clube grande que é. Não só pela sua história, que mesmo gloriosa não deixa de ser passado, mas pelo seu presente como clube de implantação nacional.

PS: Discordo do comunicado da direcção do Sporting sobre o evento organizado por José Eduardo. Em si mesmo parece-me um erro de comunicação por ser feito à priori, dando-lhe o foco que certamente não queria. Se a intenção era desvalorizar o melhor era o silêncio e eventual reacção à posteriori. Por outro lado remeter para AG’s as participações dos sócios é o mais ou menos o mesmo que mandar calar porque nos moldes em que aquelas se realizam ninguém consegue falar mais do que 5 minutos e muitos nem ao palanque conseguem chegar. 

PPS: O acima dito não invalida que, sendo José Eduardo membro do CL, tinha aí palco privilegiado para fazer as suas intervenções. Assim não pareceu mais do que meter as mãos na tesoura e retalhar mais um pouco o que já de si já está muito retalhado. Quando se diz que o inimigo não está dentro isso devia ser interpretado nos dois sentidos...

terça-feira, 6 de março de 2012

Aí está o Sporting (velho) de volta

Um Sporting velho de volta

O leão esquizofrénico que rodopia em torno do seu próprio rabo está de volta. Da exigência de cabeças no cepo, a novas eleições até à refundação ouve-se um pouco de tudo, como se os problemas do Sporting se resolvessem mudando incessantemente de baralho, certos de que um dia, não se sabe quando, sairá uma "boa mão". Quem assim pensa esquece-se que esta é a forma de perpetuar o regresso ao ponto de partida, recomeçando sempre do zero e por isso sempre atrás dos que nos têm precedido na classificação. 

Critica digna de registo é escassa e substituída por raciocínios primários, com base nos resultados e muito mais comprometidos com  interesses pessoais, de grupos, baseados em mexericos do que no que realmente interessa ao Sporting. É nestas alturas que me sinto abençoado por viver longe de Alvalade, não conhecer quase ninguém que se movimente em cada uma das trincheiras, não possuir outra avaliação que não aquela que me é ditada pelo que me dita a minha observação.

No que à época em curso diz respeito continuo a pensar que foi feito mais do que suficiente para não termos que passar pela actual desilusão. Disse-o na altura devida, não tenho razões para mudar a minha anuência ou as minhas criticas. O Sporting contratou o melhor treinador disponível, contratou bons jogadores, quase todos jovens e com capacidade de progressão. A respectiva valorização está muito mais dependente da envolvente colectiva do que do seu valor individual.

Neste sentido, o percurso de Wolfswinkel na difícil relação com a opinião da bancada é paradigmática: de "jogador caro", "flop", quando não jogava passou a "futuro titular da selecção holandesa", cuja cláusula rescisória (20 milhões) "era barata" e por isso um acto de gestão negligente. Hoje é o mesmo, ainda com um largo caminho pela frente, mas outra vez mais próximo da pouca valorização inicial. O que mudou? A capacidade ofensiva da equipa, que é incapaz de por uma bola redonda em zonas de finalização.

Continuo a pensar que grande parte da situação em que nos encontramos tem sobretudo origem num falhanço que ninguém conseguiu antecipar. Essa foi a impreparação de Domingos para gerir o Sporting nas actuais circunstâncias - construir uma equipa de raiz, com jogadores de múltiplas origens e dotá-la de um modelo de jogo pelo menos eficaz - e a sua falta de reacção à estagnação da equipa perante o melhor conhecimento dos adversários. Como disse antes, isso não retira o mérito do treinador no percurso feito anteriormente, nem o impede de alcançar o êxito novamente no futuro. Defensor desde o inicio da sua contratação, não por ver nele o "Guardiola do Sporting", (tema que abordarei em post futuro), via no seu percurso o que nós precisávamos no imediato: capacidade de alcançar resultados e objectivos previamente fixados. Ora, quando saiu, Domingos já não estava capaz de satisfazer a exigência mínima: encostar aos da frente.

Parece-me pois erro no alvo e um desperdício de energia  procurar razões internas para a principal razão do falhanço que esta época pode vir a significar. Percebê-lo é uma lição útil, uma vez que o que agora sucedeu pode vir a repetir-se no futuro, seja com a actual direcção seja com outra. Isso deveria ser percebido por todos, principalmente pelos que têm ambições mais ou menos veladas e agora se põem em bicos de pés.

Mas é, parece-me, essencial que seja percebido pelos que, como eu, não têm outra ambição que não ver o Sporting de volta ao que o clube merece. Saber que por vezes tudo fazer para ser melhor não é suficiente é uma lição que a vida nos dá porque nela há muito de aleatório. O suficiente para, na famosa asserção, que os prognósticos infalíveis são feitos depois do jogo. O compromisso com o clube vê-se especialmente na adversidade, embora seja muito mais fácil deixar-se levar pelas emoções e pelo que é mais sonoro e visível no momento. Quem não os tem no sitio para viver a dureza deste momento não os terá para fazer o tal novo Sporting que tanto queremos.

domingo, 4 de março de 2012

Medo? Comprem um cão mas não faltem 5ª feira!

Conjuntura adversa
O Sporting não teve apenas azar quando lhe calhou em sorte (???) o Manchester City como próximo adversário. A hora do jogo também não ajuda. Um jogo que começa às 18h, e ainda por cima no actual clima económico-social são factores que concorrem para pouca adesão do público. O resultado de ontem só vem agravar esta conjuntura.

Medo? Medo tenho dos Gralhas & Cia!
A apreensão para o jogo de quinta-feira é mais do que justificada. Ele vai ocorrer num momento em que as exibições são demasiado pobres para permitir grandes esperanças e há até quem tenha medo que ocorra uma humilhação. Compreendo a apreensão mas não se justifica o pânico. Dificilmente faremos pior do que fez recentemente o FCP ou até o Manchester United, quando foi sovado por 6 golos esta temporada. Medo tenho dos Gralhas e do seu clube, a APAF, que quase todos os anos vence o campeonato da incompetência. É que o futebol jogado no relvado tem, ao longo de mais de um século, deixado exemplos que a única derrota certa é que ocorre por falta de comparência, sejam quais forem os valores em confronto.

História
Merecer a honra dos que fizeram a história do Sporting é acreditar sempre. Não fora isso e, em 1964, quando fomos goleados na 1ª mão em Manchester e dados como "mortos" para a competição, não teríamos respondido em Alvalade com 5-0. Ora na próxima quinta-feira o jogo começa a zero, cenário, apesar de todas as adversidades, mais favorável que virar um resultado adverso. A eliminação do Sporting é dada como certa e é até natural que ocorra. Mas se se fizer história o que vais querer dizer aos teus quando falares sobre o assunto? Que estavas a ver o jogo pela SportTv, ou por um streaming de má qualidade ou que assististe no estádio, ao lado dos teus habituais companheiros de tantas jornadas?

P.S.- Vá a Lisboa e assista ao jogo com o Solar do Norte. Consulte o site, onde pode ver as condições e os horários. http://www.solardonorte.org/bilhetes


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Da lição polaca dar uma lição de amor

Foi algo embaraçosa para todos a lição dada pelos suportters polacos no jogo da passada quinta-feira. Durante quase todo o jogo o clamor do seu apoio abafou o das varias claques, dando a sensação que jogariam em casa e estariam em número mais elevado que o nosso, o que não era obviamente verdade.

Esse embaraçoso fenómeno não foi registado em Alvalade pela primeira vez. Quem assiste aos jogos com os nossos maiores rivais (FCP e SLB) ou com equipas com alguns pergaminhos na Liga (SCB e VSC) decerto já o pôde constatar, especialmente quando as coisas correm mal e o ânimo esmorece. Ora precisamente quando a equipa mais precisa, o que anula ou minimiza o factor casa. A explicação é óbvia: tal sucede pela distribuição das claques pelo estádio, fazendo com que os incitamentos se sobreponham e até se confundam por vezes. O que devia ser sincronizado e poderoso resulta numa desagradável cacofonia, fazendo cair por terra o principal objectivo: apoiar e dar força aos jogadores.

No inicio da época foram feitas algumas tentativas da direcção no sentido de juntar as claques. Ouvi alguns reparos em relação à abordagem feita, ouvi também as habituais razões que todos lhes julgam assistir para manter a situação actual. Não será fácil fazer convergir o interesse de todas as partes para que o interesse do Sporting prevaleça.

A questão resolver-se-à precisamente por aqui: assim que se coloque o interesse do Sporting acima dos interesses pessoais, das mágoas, dos antagonismos pessoais estará dado o primeiro e essencial passo para tornar Alvalade uma casa forte para nós. Uma lição de amor que o Sporting merece, até porque ele é, na sua essência, aquilo que nos une. Muito mais poderoso, estou certo, que o que nos separa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O dia do juízo final ou do final do juízo?

Jogo da época, do tudo ou nada, do juízo final são algumas das expressões usadas para qualificar o jogo de amanhã frente ao Nacional. Obviamente que, tendo o Sporting "facilitado" no jogo da primeira mão, alguma da sorte da qualificação já está jogada e, até face ao momento da equipa, ninguém ficará surpreendido com nenhum dos resultados possíveis.

O que fazer em caso de fracasso (eliminação na prova) é o que muitos se interrogam e apontam já soluções.

O que fazer então?

Para responder a esta questão façamos uma avaliação prévia e sucinta ao papel dos principais protagonistas.

Clube/SAD
O trabalho efectuado no inicio de época mereceu o aplauso, interno e externo, a roçar a unanimidade. Subiu de tom por altura das vitórias consecutivas para conhecer o seu ponto mais baixo agora que se registam os piores resultados. Nada de surpreendente, afinal, de adeptos a analistas, o sentido critico tende a esgotar-se nas contas das vitórias, empates, derrotas, golos marcados e sofridos. Não percebo o que possa ter mudado assim tanto para mudar a agulha na apreciação a não ser a falta de coerência e a procura de bodes expiatórios. Senão vejamos:
  • O Sporting adquiriu aquele que era dado como melhor treinador da Liga que estava disponível e incluído recentemente no top 10 mundial. 
  • Adquiriu um lote de jogadores quase todos internacionais, com provas dadas ou promissores.
  • Soube criar o elan necessário junto dos adeptos na fase que antecedeu a época, fazendo com que Alvalade registasse as maiores assistências de sempre, desde a sua inauguração.
  • Além das condições dadas ao treinador, o grupo de trabalho parece blindado, não se conhecendo registos de devassa até ao momento, e o  período negativo já se alastra há algum tempo.
  • Hoje tanto se acusa a SAD de falar muito, como de não falar. No essencial parece-me que, apesar de não ser inquestionável, tem falado quem de direito, em momento oportuno.
Obviamente que não há estratégias infalíveis. Pode-se questionar, como muito bem o fazia ontem Couceiro, se ter feito tábua rasa no plantel, recomeçando do zero, não é hoje um dos grandes problemas de Domingos, assim que começaram a surgir as lesões em jogadores chave. Mas é bom lembrar que não só não se conhece quem se tenha oposto a esta linha de orientação como havia muitos pediam que se fosse ainda mais longe. 

Hoje, percorrendo os meses que nos trouxeram aqui o principal erro que aponto ao Clube/SAD foi a gestão da informação relativamente à auditoria interna. Em teoria, o cumprimento de uma promessa eleitoral deveria merecer a aprovação generalizada, mas quem julgava isso possível seguramente que não conhece o Sporting e as suas dinâmicas internas. Tornar públicos os resultados nesta altura só acrescentou ruído e cacofonia, para ser optimista. 

Não me parece haver justificações para o isolamento de Luís Duque e os consequentes ataques. Goste-se ou não, ele tem sido uma das bases onde acenta o tripé do futebol leonino, depois de Godinho Lopes e antes de Domingos. Claro que daria muito jeito a quem não gosta do Sporting ver ruir este pilar e sentir os seus corredores mais desimpedidos. É que, como muito oportunamente alguém me lembrou, com Luis Duque no Sporting houve quem não visse o caneco durante 3 anos, por exemplo.

Treinador
Quem lê o que aqui vou  escrevendo já percebeu que entendo que está na falta de resposta do treinador às dificuldades criadas pelos adversários a principal razão do actual momento. Querido por uma enorme franja de adeptos, teve recepção apoteótica nunca vista a nenhum treinador. Tem tido aquilo que se chama na gíria as costas forradas pela SAD, que o tem apoiado de forma inequívoca. Quem não gosta do Sporting já se apressou a afirmar que o problema está na matriz do clube, como se o Sporting tivesse perdido em definitivo o caminho para as vitórias. Quem não gosta de algumas pessoas que estão no Sporting, resguarda o treinador das criticas. 

Mas quem vê o Sporting jogar dificilmente pode ignorar que é ao treinador que compete preparar a equipa para ultrapassar os adversários que comodamente se instalam em 2 linhas atrás da bola e desferem contra-ataques. Hoje até o Moreirense eo Gil Vicente podem ter êxito, de forma continuada, contra o Sporting o que é dificilmente justificável, face à diferença de valores.

O papel do treinador é crucial num clube de futebol, como todos certamente reconhecem. O exemplo de Jesualdo Ferreira no Panatinaikos na Grécia é paradigmático. Num país imerso no caos, num clube que emula o país e está sem direcção há mais de um ano e num campeonato canibalizado por um Olympiacos todo-o-poderoso, que beneficia da benevolência dos média e do poder federativo, o técnico tem conseguido liderar o campeonato. A derrota recente, surpreendente, e que o deixa muito perto de perder o lugar da frente não é suficiente para lhe retirar o mérito.

Com isto não quero fazer de Domingos um caso perdido ou a causa de todos os males. É a sua primeira época no Sporting, é a sua primeira época como treinador de um grande onde as exigências e a pressão são incomensuravelmente maiores que as que conheceu até hoje. Apesar dos sinais de evidente desorientação já dados, na escolha das equipas, nas substituições, nas conferências de imprensa e até nas suas expressões confio na sua inteligência e sagacidade para aprender com os erros.

Indiscutivelmente Domingos ainda não acertou no modelo para o nosso jogo é essa a sua principal falha mas é ele, para o bem e para o mal, o único a quem compete a tarefa.   

Plantel
Não perderei muito tempo, apenas reafirmarei que é talvez, na sua valia técnica e humana, dos melhores que tivemos nos últimos tempos. Há desequilíbrios óbvios, de responsabilidades repartidas entre o treinador e SAD, mas nada que uma equipa bem preparada e treinada não consiga superar. E ajustes há sempre, mesmo até em equipas campeãs. Qualquer observação actual sobre a valia dos seus componentes tenderá a pecar por defeito, quase todos já demonstraram ou prometeram ser capazes de melhor ou até muito melhor.


Adeptos
Pode-se dizer que assumiram o protagonismo da época ao regressar em força a Alvalade. É sempre fácil gerir emocionalmente o sucesso, mas difícil é viver com o seu contrário. Mas é nos piores momentos que se pedem as melhores decisões. E em alguns deles o melhor é tão só não precipitar as decisões. Não me parece que, para o Sporting, que muitos gostam de cantar como "O Nosso Grande Amor" o melhor seja começar outra vez tudo de novo. Para poupar no latim, que isto já ai longo, socorro-me do que diz hoje Octávio Machado, no Jogo:

A época decide-se amanhã? Se for eliminado da Taça de Portugal, que consequências devem existir e o que resta ao Sporting até ao final da temporada?

A seguir há a Liga Europa, onde o Sporting tem feito uma época extraordinária; há o terceiro lugar na Liga para obter a qualificação para a Liga dos Campeões; e, acima de tudo, tem de se construir uma equipa que permita atingir patamares mais elevados no futuro. Em termos desportivos, a época não acaba aqui, só a possibilidade de ganhar uma competição, já que ganhar a Liga Europa é muito complicado. Mas há muito para além da meia-final da Taça de Portugal...

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