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terça-feira, 21 de julho de 2015

Um sentimento de enorme preocupação que se sente no ar

Este ano anda muito boa gente preocupada com os gastos do Sporting, especialmente os nossos adversários. Ele é o Gaspar Ramos, que acha que "pagamos loucamente" por JJ e que iremos ter que fazer o mesmo com os jogadores que, segundo o próprio, ele imporá. É o José Augusto, um notável magriço, mas a quem ninguém reconhecerá muito mais do que ter sido um bom futebolista, a vir preocupar-se com uma possível esparregata: segundo ele o Sporting poderá estar a dar um passo maior que as pernas. Até o Mourinho veio na maré cheia, aproveitando o ensejo para mais um acerto de contas com Casillas.

Ora, até agora, o Sporting não gastou assim tanto dinheiro para suscitar este tipo de reacção.

É certo que, com o ou sem prémio de assinatura, o clube comprometeu-se a pagar a JJ um salário elevado para as receitas habituais do clube, o que obrigará a uma ginástica considerável para o cumprir. Mas este é um caso claro de que as contas se fazem no fim, havendo a probabilidade - e já agora o desejo e a esperança - de o seu trabalho até não ser caro ou até mesmo ficar barato. 

Já quanto a jogadores o Sporting tem sido no mínimo parcimonioso. Podemos questionar a estratégia - algo de que gostaria de escrever em breve - e a sustentabilidade do modelo de investimento até agora seguido, ao contratar jogadores com o final de carreira no horizonte próximo, mas não se pode dizer que o clube esteja propriamente a atirar as pratas de família pela janela para adquirir os atletas. 

Ora o ano passado por esta altura o Sporting haveria de despender uma soma próxima dos quinze milhões de euros (cito de cor), muito mais do que me parece ir fazer este ano. Mas, à medida que o enorme rol de nomes eram anunciados, os adversários assistiam calados ou ficavam-se pelos comentários politicamente correctos de "o Sporting é sempre um candidato", bem demonstrativos do quão a sério levavam a nossa auto-proclamada partida na pole-position.

A preocupação dos adversários, mesmo quando disparatada ou ridícula, ao invés de me indignar, agrada-me. O contrário é que me preocuparia. Não sei se o Sporting vai ser campeão, até porque só pode ser um a cada ano. Mas este ano, ao afastar-se de um certo conforto miserável do "é o que se pode...", decidindo ousar sem perder a razão, acredito que o Sporting pode acabar mais forte. Se tal acontecer está mais perto dos objectivos que sempre deve perseguir: ser o melhor e vencer.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Maxi e Antero: vergonha alheia


Abro uma excepção ao que é a normalidade editorial do blogue - que é a quase exclusividade de matérias sobre o Sporting - para não deixar passar em claro uma das novidades que marcará o presente defeso bem como o próximo campeonato: a troca de clube de Maxi Pereira. 

Este caso de troca de jogadores entre rivais não é o primeiro nem será o último, sendo que nós, no passado, já fomos presa e predadores também. Mas se há imagem que fala por si e vale por mil palavras é esta. O cinismo, a falta de vergonha e ausência de memória dos protagonistas é total, conseguindo por isso fazer quase a unanimidade na rejeição entre os adeptos dos dois clubes e dos adeptos em geral.

E se entre os benfiquistas o desencanto é natural nos portistas a decepcção, certamente inflacionada pela atribuição de uma camisola mítica a um jogador que até há um mês era visto como um "inimigo", é o que se vê:

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A SIC no "coração da águia" e gala de Martunis

A SIC começou ontem a difundir uma reportagem(?) sobre o SLB, que se estenderá por mais dois episódios. Aguardava com alguma curiosidade o programa depois de ter visto o seu anúncio.  Então, a minha primeira reacção foi bastante favorável à iniciativa, adivinhando-lhe uma visão moderna na promoção de um clube. Essa parte dessa previsão veio-se a confirmar, mas verificando com incredulidade e estupefação que, ao invés de uma reportagem de carácter jornalístico/informativo o canal de Carnaxide embarcou na promoção quase pornográfica do actual presidente do clube da Luz, Luís Filipe Vieira. Dizer isto não significa desconsiderar que é tão grande o demérito de quem produziu e realizou a peça como é mérito de quem assim se fez promover de borla e em horário nobre.

Há nesta peça duas perspectivas que me importam. A primeira é dos accionistas da Empresa, holding que detém o canal televisivo. É a que menos me interessa, uma vez que não o sou.  Como consumidor das diversas plataformas de TV que a empresa detém confesso o meu desapontamento pelo embuste. Se fosse accionista cuidaria de saber como é que se difunde pro bono matéria que deveria ser paga, uma vez que o clube em questão detém uma SAD cotada em bolsa.

Há outra perspectiva que me parece importante ter em conta, quer como observador anónimo do fenómeno futebolístico, quer mesmo como adepto rival. Aí não posso deixar de observar a profunda transformação que o clube rival sofreu com Luís Filipe Vieira. A peça, apesar do exagero promocional, não deixa de reportar um clube moderno e profissionalizado, cujos resultados se fazem sentir de forma transversal na vertente desportiva e empresarial. Os resultados alcançados este ano não são um acaso, um acaso seria, nas condições criadas, que eles não estivessem a acontecer. 

Alguns exemplos, sem ser exaustivo:

Ao nível de marketing enquanto estamos encalhados há anos, eles rentabilizam quase todo o milímetro quadrado que dispõem, apoiados numa estrutura profissionalizada.

No que ao merchandising diz respeito vimos o país inundado de vermelho nas celebrações do titulo, enquanto nós, tendo vencido a segunda competição nacional, não soubemos aproveitar a ocasião.

O pormenor da recriação do balneário da casa em todos os jogos fora é todo um outro nível. Quantos pontos valeu?

Pode haver quem prefira negar estas evidências, quem sabe, deixando-se cegar pela rivalidade. Pode até ser reconfortante mas é também ilusório. Não o querer perceber é ignorar o muito que precisamos de fazer para poder lutar com iguais oportunidades. Constatar isto é ainda mais importante no preciso momento em que conseguimos ir buscar o melhor dos activos do nosso rival. É importante, mas não é tudo e há ainda um longo caminho a percorrer. Claro, podemos sempre entretermo-nos a arranjar desculpas. Pode ser reconfortante mas apenas nos condena à auto-comiseração e estagnação.

Martunis
Da gala de ontem resultaram muitos motivos de interesse e análise. Pelo destaque dado, e para não lateralizar o post em demasia, fico por Martunis. Do meu ponto de vista pessoal, não o teria eleito a "surpresa da noite", como se pode depreender pelo destaque que lhe foi dado. Admito os mais diversos argumentos sobre o tema, que vão do interesse humanitário, ao puro oportunismo mercantilista, até à interpretação que aponta para o populismo que o uso do nome do adolescente indonésio pode suscitar.

Mas não me desvio do essencial da acção do Sporting: trazê-lo até nós não vai mudar apenas a vida de Martunis por uns tempos. Vai dar-lhe a oportunidade de crer que o futuro é possível. Isso é afinal o que a esperança nos oferece a cada um de nós. Só quem não sabe o que são as condições de vida de um país e terceiro mundo é que pode negligenciar o alcance deste acto. O Sporting pode não poder mudar o mundo, mas vai seguramente mudar o mundo de Martunis e daqueles que lhe são próximos. E isso é bom!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Scheiße happens, ou mais um funeral em Munique

Quando ontem assistia à hecatombe do FCP em Munique ocorreu-me, em jeito de brincadeira, que os alemães enganaram os portistas com um velho truque de futebol de rua: quando uma equipa de bairro alcança a superioridade relativamente aos seus vizinhos acaba por ter dificuldade em arranjar adversários. Para conseguir resolver esse problema vai aos bairros dos vizinhos jogar propositadamente mal para, depois, na volta sová-los na sua casa, apanhando o adversário confiante que é possível ganhar. Não foi isso que aconteceu, claro está.

Acidente de percurso?
Desenganem-se os que pensam que o que ontem aconteceu na capital da Baviera foi um acidente. O acidente tinha acontecido uma semana antes, com o Bayern a dar 3 borlas de avanço, o que abriu a porta do sonho dos portistas. Um sonho que afinal era apenas a premiere de um pesadelo, que pode ocorrer com uma larga maioria de equipas que se cruzem com os alemães. Já sabemos o que isso é, já tivemos o nosso quinhão. Nestas matérias não há bandeiras imaculadas, e quem ri por último pode ser apenas o próximo a ser o alvo do riso alheio. Com tantos anos de futebol há quem ainda não tenha percebido isto...

Há perder e há sair derrotado
Perder com o Bayern ou mesmo ser eliminado com uma grande diferença de golos é uma ameaça real da qual não há nenhum clube que se possa considerar a salvo. E perder, por mais desagradável que seja, é um dos três resultados possíveis em qualquer jogo de futebol. Já sair dobrado sobre o peso de uma goleada, sem quase nada ter feito para o contrariar, transidos de medo e petrificados ante o espectro da derrota é o maior sacrifício a que pode ser sujeito um adepto de futebol. É também a punição severa mas correcta para quem abdica da sua identidade e dos melhores princípios, deixando-se à mercê dos acontecimentos. Como adepto, são estas as derrotas mais difíceis de superar. 

É a táctica estúpido, ou o como o dinheiro não é tudo 
O poder económico dos clubes explicam grande parte das diferenças conferidas pelos resultados. Mas não explicam tudo. Ninguém duvidará que o FCP podia ter feito muito melhor, com estes mesmos jogadores, especialmente depois da improvável vantagem alcançada na primeira mão. Ou que o dinheiro aplicado em alguns deles poderia ter tido melhor uso. Os fundos voltarão à liça, mesmo que na semana passada os seus mais acérrimos detractores estivessem particularmente amnésicos. Contudo, independentemente da fonte e do montante, tão ou mais importante do que ter dinheiro continua a ser saber gastá-lo.

Por o dinheiro não ser tudo é que o PSG, com orçamento descomunal, perdeu a eliminatória com o Barcelona por uma diferença de 5-1. E o City e outros gastadores já lá não andam há algum tempo e não é por falta de talento dos seus jogadores. Ou que, por exemplo, o Brasil não é campeão do Mundo mais vezes. O papel dos treinadores é cada vez mais diferenciador.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

3 ideias depois da vitória do FCP sobre o Bayern

A vitória do FCP sobre o Bayern não deixou ninguém indiferente muito pelo seu carácter excepcional: foi a primeira vez que o colosso bávaro perdeu em Portugal e, como se tal não bastasse, os alemães sofreram nesse jogo tantos golos como haviam sofrido em todos os jogos anteriores por aqui disputados. O carácter excepcional desse resultado merece aqui meia-dúzia de linhas agora.

Começando justamente por aí, pelo carácter excepcional, é minha convicção que o azuis e brancos beneficiaram de uma conjunção de factores que tonaram possível uma vitória que, pelos números verificados, dificilmente assistiremos à sua repetição. As lesões de jogadores determinantes na frente de ataque e três golos literalmente oferecidos foram alguns desses factores.O mérito, que não pode ser diminuido, esteve em saber aproveitar as circunstâncias. Deu seguramente muito trabalho a ter a sorte que teve.

Aparentemente a vitória do FCP não tem nada a ver com o Sporting, mas tem. Como aliás têm todos os resultados que as equipas portuguesas conseguem nas competições europeias. A rivalidade que resulta de apenas um clube poder ser campeão todos os anos choca com o interesse comum em conseguir o maior número de pontos nas competições europeias. É a forma de garantir a presença do maior número de equipas no ano seguinte na Liga dos Campeões, competição que não apenas confere prestígio como o suporte financeiro para manter a competitividade. 

Essa necessidade é mais premente em clubes de países como o nosso, com pouca capacidades de expandir o público alvo e este tem reduzida capacidade económica. Não somos apenas poucos, são poucos os que podem acorrer as vezes que gostariam ao futebol e ao dispêndio que lhe está ligado. A isso soma-se uma Liga pouco atractiva, para lá dos clássicos e derbys. As receitas obtidas internamente são insuficientes para permitir o mínimo de competitividade internacional e a ideia de nos termos que circunscrever ao nosso pequeno rectângulo futebolístico é contrariar a ideia de grandeza que acalentamos para os nossos clubes.

Do rescaldo da vitória inesperada do FCP e do que disse acima deixo três ideias para reflexão e discussão:

- Há ou não necessidade de uma estratégia comum para o futebol português, de forma a criar uma base de entendimento para uma reflexão critica sobre os quadros competitivos, desde as formações de base até às seniores? Temas como o número de equipas, como contornar os efeitos da Lei-Bosman, por exemplo, são obrigatórios. 

- Os fundos. A vitória do FCP ante o Bayern, ou sobretudo as finais do SLB e Braga, mais a conquista da Liga Europa nos últimos anos devem relançar a questão sobre que alternativa há para contrariar a cada vez maior distância para os grandes clubes europeus. 

- O dinheiro não é tudo, os jogadores e os treinadores continuam a ser os actores principais. Os melhores são os mais caros e os que falham menos. É essa a explicação para a eliminação com o Wolsburgo, que ontem foi sovado em casa pelo Nápoles. Como então disse, teria bastado o Jackson para estarmos na eliminatória seguinte. E já não vale a pena falar sobre o jogo de Maribor...

- O Sporting tem recebido mais do que tem dado, uma vez que tem retirado mais do que tem contribuído para o ranking dos clubes portugueses. Certamente que não há nenhum Sportinguista que se reveja neste quadro. A actual estratégia desportiva e económica é a mais adequada para nos aproximarmos dos dois rivais?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O fim da PT e do BES e os novos (grandes) desafios

Não colhe ninguém de surpresa as noticias de que quer o Novo Banco (ex BES) quer a PT (não a PT SGPS mas a PT Portugal) vão deixar de ser os grandes patrocinadores dos três grandes. O BES já há algum tempo que havia saído das camisolas, a PT, via MEO desaparecerá no final da época. A noticia, de que a imagem do post dá conta, saiu no Expresso este fim de semana, e é aqui agora aproveitada para lançar algumas questões que, mais tarde ou mais cedo, estarão na agenda do clube.

Quantos somos, até onde e a quem chegamos? A pergunta faz cada vez mais sentido quando, apesar de todas as promoções e descontos as bancadas do Estádio José Alvalade dificilmente ultrapassam os 40 mil espectadores e só em ocasiões muito especiais. Não serão estes números reveladores de uma dificuldade de alargamento do seu leque de adeptos? Não estarão, por isso, os sacrifícios constantemente exigidos a ser suportados permanentemente pelos mesmos, com os consequentes perigos de saturação/erosão da sua base de apoio?

Que importância tem de facto o Sporting na sociedade portuguesa, para lá dos míticos, mas pouco científicos, mais de três milhões? Que imagem projecta o clube de si mesmo e que importância essa imagem tem como veículo de promoção?

Que capacidade tem o clube de influenciar decisões, não apenas no âmbito desportivo mas, sobretudo no caso agora em apreço, as de ordem comercial, em directa concorrência com os seus rivais?

Conseguirá o Sporting manter patrocínios de valor equivalente ao FCP, como era o caso das camisolas (3,7 milhões ano)? Superar ou igualar as propostas para o naming das bancadas ligadas à PT? 

Estas deviam ser as questões que devíamos saber nós, ou pelo menos os nossos dirigentes. Saberão com certeza os parceiros que se disporão a negociar na hora de propor cachet's e as respostas a estas perguntas chegarão de uma forma mais prática que qualquer discurso de ocasião. Com elas se decidirão muitas das condições que os três grandes disporão para concorrer entre si. Condições que serão determinantes para a a disputa dos pontos em disputa a cada jogo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Luis Duque e o regresso do Sporting ao poder

Duque é um aristocrata do futebol e dos tribunais
A chegada de Luís Duque ao cargo de presidente da Liga marcará o regresso de um Sportinguista a um alto cargo no futebol português. Se a minha memória não me falha, Luís Duque sucederá a a Silva Resende como presidente da FPF - cujo consulado correspondeu à consolidação da infecção de que hoje enferma o futebol português - e de Hermínio Loureiro como presidente do mesmo organismo que, pelos vistos, presidirá. A estes nomes juntaria Vítor Pereira e até mesmo o recentemente desaparecido António Garrido que, depois de pendurar o apito, sempre preferiu a sombra dos corredores, mas nem por isso deixou de ter um papel preponderante, como hoje se sabe. 

Infelizmente não espero muito melhor de Luís Duque do que dos supracitados e esta afirmação é proferida com uma enorme vontade que o futuro próximo a desminta. Mas a esperança é diminuta, uma vez que a importância do cargo se encontra esvaziada com a transferência de poder para a FPF. É sabendo isso que a "Santa Aliança" - que muitos julgam ser um mito mas que existe, e os resultados práticos estão na partilha de cargos e benesses - não faz agora mais do que propor a Luís Duque que se torne num verbo de encher, não deixando de repetir, desta vez com sucesso, a provocação já anteriormente tentada com o convite a Godinho Lopes. É pois com profunda vergonha que vejo um Sportinguista aprestar-se a mais este triste papel, ignorando de forma olímpica a afronta que se pretende com esta nomeação que, ao que parece, é unânime.

Como já aqui havia dito anteriormente, não acredito nos frutos do auto-isolamento que direcção do clube parece preferir. Para mudar alguma coisa é preciso estratégia, massa critica e isso implica planear a médio/longo prazo, o que é bem mais difícil do que simplesmente dizer não. Mas esta súbita unanimidade em torno de Luís Duque só por muita ingenuidade não pode ser entendida como uma afronta deliberada ao Sporting. Ora, como não se atiram pedras a árvores que não dão frutos isto revela que o Sporting está a incomodar e, mais uma vez, os interesses aparentemente antagónicos são capazes de ter na oposição ao clube um interesse comum. Um bom sinal, ao fim e ao cabo. Muito mais entusiasmante e revelador do que as palavras de circunstância a dar conta da necessidade, para o bem do futebol português, de um Sporting forte.

Com Luís Duque na presidência da Liga o Sporting não chega ao poder, é o poder que pretende atingir o Sporting.

domingo, 19 de outubro de 2014

Leões refastelam-se com xanfana servida no Dragão

Foto ZeroZero
É comum no futebol usar-se a expressão "matar o borrego" quando uma equipa alcança uma vitória há muito tempo fora do seu alcance. O termo por certo refere-se ao ritual de matar um dos melhores animais do rebanho para celebrar um acontecimento festivo. No caso de ontem talvez fosse melhor pensar num animal mais velho, uma cabra já com sete anos de idade, tantos quantos o Sporting não ganhava naquele recinto. E aí não houve meias medidas, o Sporting matou a dita cabra, esfolou-a, confeccionando de seguida uma bela chanfana, com que se refastelou até ao último ossinho. Uma vitória categórica que se vê no resultado e se viu quase sempre no relvado.

S. Marco, caçador de dragões
Pela segunda vez consecutiva Marco Silva fere de morte o dragão na sua própria toca. Tal como se imaginava, Marco Silva apostou numa equipa pressionante, reduzindo o espaço de jogo com uma defesa subida e condicionando a saída de jogo do adversário, com elevado grau de agressividade, logo desde que a bola caía nos pés dos centrais. Se é verdade que Lopetegui tem alguma razão quando refere que os seus jogadores falharam em demasia num jogo desta importância, a sua afirmação não pode minimizar o enorme mérito dos jogadores do Sporting, cuja acção contribui de forma decisiva para os erros dos seus adversários. 

Há quantos jogos não marca Montero?
Foi assim quando Montero apareceu a tentar cabecear, fazendo com Marcano se desarticulasse, e seria o mesmo Montero a pressionar quase na linha de fundo, a obrigar Maicon a errar para, uns metros acima, servir com mestria Nani. A provar, se preciso fosse, que a importância de um avançado não se resume nos golos que obtém, por mais que sejam apenas estes que servem para avaliar a sua produção. Quando, de forma insistente, se refere que, com esta retaguarda, a presença do colombiano tenderia a render proveitos é a isto que se tem em mente. A mim, desde que o Sporting ganhe, é-me indiferente quem marca, o importante é por a redondinha lá dentro da baliza. A pergunta do parágrafo pode ser importante para fazer manchetes, mas não belisca a qualidade do colombiano, um dos melhores do nosso plantel.

A muralha
Foi preciosa a lembrança do Cantinho ao lembrar o azar dos que pretendiam apoucar Patrício. Uma atitude bacoca e provinciana. Ignorante até do facto de o nosso guardião estar a viver talvez o melhor período da sua carreira. A morte de Patrício foi, após o Mundial, mais uma vez anunciada prematuramente. A sua capacidade de superação e indiferença perante a mesquinhez e azares próprios da posição em que joga é absolutamente notável!

Um moinho no meio-campo
William está aos poucos a regressar ao que melhor conhecemos dele. Ontem, talvez por Marco Silva lhe tenha pedido que voltasse a ser mais posicional do havíamos visto em alguns jogos anteriores este ano, esteve ao nível que o tornaram um dos jovens mais apetecíveis do mercado europeu.

Um gigante invisível
Este não é o Nani que vendemos ao Manchester United. Esse era muito mais inconsequente e inseguro que o que temos o deleite e o orgulho de ver de leão ao peito. O azar do FCP ontem foi não o conseguirem ver, enorme, gigante, a empurrar a equipa para a frente e, para lá da miséria que ia fazendo a médios e defesas azuis e brancos, ainda teve tempo para mandar bolas ao poste, marcar golos e assistir. 

A âncora que impede o barco de navegar a todo o vapor
Marco Silva começou por ganhar o jogo quando sentou Sarr. Mas ainda há alguma coisa para fazer para a equipa poder ser considerada tão candidata como os seus rivais: a consistência defensiva. Algo que não passa apenas pela qualidade individual, mas pelas dinâmicas colectivas. A quantidade de oportunidades que concedemos aos adversários são ainda demasiadas, e ainda por cima grande parte delas apenas com Patricio na frente dos adversários. Se encontrarmos um melhor equilíbrio neste aspecto do jogo então aí a conversa muda completamente.

Os omnipresentes
Onde tu fores eu vou lá estar é um lema que os adeptos cumprem a rigor. Ontem, por circunstâncias especiais, pude assistir de posição privilegiada a um verdadeiro show de bola dos nossos adeptos, que fez lembrar os anos em que pintávamos de verde e branco a velha superior norte do estádio das Antas. Um consolo para quem não pôde celebrar os golos com a euforia desmedida de sempre, como de devem celebrar todo e qualquer golo do Sporting, como se fosse o primeiro ou o último. Chanfana já era um dos meus pratos preferidos, desde ontem ainda um pouquinho mais.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O canto do Moniz (e de outras sereias)

Enquanto o Benfica e o Porto (com menos êxito no último ano) seguiam, com o apoio do BES, uma estratégia que lhes permitiu ir adquirindo os melhores jogadores e acumulando títulos, o Sporting, não por estratégia assumida, mas por necessidade, fazia o caminho inverso. Agora que a torneira deixou de pingar levanta-se um coro de aflitos a exigir as mesmas condições que o Sporting negociou com os seus credores que, diga-se, são quase draconianas. 

Compreendo a aflição mas não é já um bocado tarde e até patético este estertor? É que não me lembro do sr. Moniz, e os que já falaram e os que virão a falar, enquanto saboreavam o filet mignon que o BES lhes ajudava a por à mesa, vir exigir que o Sporting tivesse acesso às mesmas condições de que beneficiavam.

Isto sem considerar que, para quem passa a vida a tecer considerações sobre a excelência da sua gestão, isto parece a admissão da maior das imprevidências, isto é, a sua própria negação.

Nota: Os casos Slimani e Rojo, já aqui abordados anteriormente, e que, do que foi dito, mantenho o essencial, terão que merecer nova abordagem. Porém, a falta de tempo e os novos desenvolvimentos (os comunicados da Doyen e do Sporting), acabaram por remeter para o lixo grande parte do post que estava já escrito. Espero ainda hoje poder publicar uma nova avaliação da situação.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Porto em 1º lugar, Benfica a querer o lugar do Sporting. Onde ficará o Sporting?

A quinze dias do inicio do campeonato quem parece estar melhor colocado para o pontapé de saída? 

Que possibilidades e responsabilidades têm cada um dos grandes, em função do que decorre do resultado do trabalho realizado na preparação da temporada é essa a proposta de análise superficial deste post. Superficial porque se refere às primeiras impressões deixadas pelas três equipas, onde o conhecimento de causa é obviamente maior no que ao Sporting se refere. E a análise limita-se ao campeonato, por ser a competição mais apetecida e também porque não faz qualquer sentido estendê-la às restantes competições quando estas

Futebol Clube do Porto
O mercado ainda não fechou e o clube da Invicta já despendeu mais de 28 milhões de euros em compras. Este valor é apenas uma parte visível do grande investimento feito, a que se deve adicionar uma subida vertiginosa dos encargos mensais com salários. Já lá vão os tempos em que se ia a Espanha comprar azeite e caramelos a bom preço. Ora quem compra como o FCP tem comprado, não apenas anuncia as suas ambições à candidatura ao titulo, contrai também grandes responsabilidades. Responsabilidades que saem ainda acrescidas pelo facto de os seus oponentes e rivais serem ou mais cautelosos (Sporting) ou estarem num acelerado e aparentemente descontrolado processo de desinvestimento (Benfica).

As grandes dúvidas que se colocam incidem sobre o trabalho do treinador, o recém-chegado Lopetegui, mais particularmente se esse trabalho conseguirá representar a cola necessária para fixar todos os "cromos" recém-chegados aos que já residentes na caderneta azul e branca. O treinador espanhol dificilmente terá atenuantes em caso ausência de resultados porque o esforço financeiro é de monta. Soará a desculpa invocar o elevado número de jogadores a integrar: essa foi a sua opção e é também por ela que terá que ser responsabilizado, assim como serão dele os louros em caso de sucesso. Não se pode negar que Lopetegui pôs muitas fichas no pano verde, porque é muito duvidoso que alguns jogadores dispensados, como, Ghilas e Josué, por exemplo, não significassem mais ou menos o mesmo que alguns forasteiros, e aqueles já nem de adaptação necessitavam.

O impacto dos primeiros resultados será determinante, o futebol raras vezes consegue segundas oportunidades. Basta lembrar o passado no Dragão para o constatar: os que ficaram e fizeram história ganharam sempre à primeira. A profunda impressão causada com a chegada de Mourinho ou Vilas Boas são ainda muito recentes na memória dos portistas e dois passes transviados num resultado a zero despertam de imediato os assobios no Dragão.

Sport Lisboa e Benfica
O já acima referido desmantelar da equipa campeã abriu o espaço à cautela, aqui e ali ao pânico, dos adeptos benfiquistas. O discurso, habitualmente pontuado pela grandiloquência, é agora substituído pela moderação, como que a querer remeter o clube vermelho ao papel de outsider, estatuto de que beneficiamos na época passada.  A poucos dias do inicio de campeonato não seria de todo surpreendente que se lhes fosse entregue a possibilidade de assegurar desde já também o que foi o nosso lugar na tabela classificativa na época transacta ouvíssemos de imediato um sonoro e aliviado: Compro!

Convém porém não esquecer a importância da continuidade de Jorge Jesus, treinador residente desde 2009. O discurso do "pobrezinho" também dificilmente se adequa: o SLB tem no seu plantel jogadores como Jara (5,5 milhões) Sidnei (5,5+2 milhões) Ola John (9 milhões) Lima (5 milhões), valores que pagariam o orçamento de um ano da SAD do Sporting. Quatro exemplos ao acaso, mas que ilustram que, só por amnésia, se pode pretender que todo o valor se sumiu.

Ainda falta ver o que o mercado trará até ao seu encerramento. Se as saídas de Enzo, Gaitan e Sálvio se confirmarem dificilmente as entradas poderão compensar os efeitos que a despressurização causada pela fuga do talento inevitavelmente provocará. Mas, os exemplos como os dados acima, ainda que de forma aleatória, demonstram que não é pelo que resta do muito dinheiro gasto nos últimos anos que o plantel ficou enxuto de qualidade. Ou então que se gastou em farelo o dinheiro que devia ser para comprar a farinha, uma avaliação que cabe sobretudo aos adeptos benfiquistas fazer.

Nós, o Sporting Clube de Portugal
Pelo orçamento não poderíamos almejar mais do que o terceiro lugar, algo que esta época que passou, e em várias outras épocas anteriores, nos encarregamos de desmentir. O grande desafio para Marco Silva é superar a eficácia da equipa de Jardim, uma vez que a sua proposta de jogo é agradável a quem vê e, na minha opinião, mais de próximo do que são as qualidades dos jogadores que tem à mão e mesmo do que era a escola na formação. Mas é um desafio de monta, muito mais difícil de dizer do que fazer, até porque, pelo se pode observar até ao momento, a vida do jovem técnico não está a ser facilitada.

Julgo estar muito próximo da consensualidade afirmar que o Sporting hoje, em comparação com a época transacta, tem uma melhor segunda linha, mas não logrou aportar a qualidade necessária para dar um grande salto qualitativo que o aproximasse dos seus rivais. Essa parece ser também a opinião tácita de Marco Silva, quando oferece a titularidade absoluta aos jogadores do ano passado. Se o Sporting parece estar mais próximo, como parece, do SLB, tal deve-se sobretudo por decréscimo deste. Fica ainda por saber o que representará a capacidade colectiva do FCP, porque quanto às individualidades estamos conversados. Este é um ponto que terá de ser determinante no momento de avaliar o trabalho do treinador. A manter-se como está o plantel, terá que ser a força colectiva a superar o que talento individual não permite. Mas é este que tende a fazer a diferença, especialmente em jogos onde impera o equilíbrio táctico.

A dúvida que está em cima da mesa é saber quem ainda poderá sair e se a essas saídas corresponderá a entrada de capital necessária para fechar o plantel com qualidade que acrescente às existências, não descurando a importância de pelo menos igualar quem saia. Tendo em conta os jogadores que despertam maior apetite a quem nos observa do exterior, a saída de Slimani e Rojo só seriam problemáticas se quem chegasse não os fizesse esquecer, o que não se me afigura tão difícil de satisfazer como perder William.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Saldos no Colombo são boas noticias. Outras nem por isso

O desmantelar da equipa do campeão nacional foi o aperitivo para este post. Embora o blogue seja obviamente dedicado ao Sporting, a análise do que vão fazendo os nossos principais adversários é incontornável, porque o valor da nossa equipa é-lhes sempre relativo.

A debandada dos melhores jogadores do SLB era inevitável e provavelmente, do ponto de vista das mais avisadas regras da boa gestão financeira, está ser feita no limite da resistência. Os mais pessimistas dizem que é já tarde. Foi no entanto o "aguenta, aguenta" do ano passado que lhe permitiu chegar ao titulo. Do ponto de vista desportivo, que é o que me interessa agora analisar, é uma boa noticia para qualquer adversário, situação onde se inscreve o Sporting.  As saídas já anunciadas de Oblak, Siqueira, Garay, Markovic, Rodrigo, André Gomes, estando ainda em aberto as saídas de Enzo Peres, Gaitan, Cardozo, farão descer vários níveis o valor da equipa que dominou as competições nacionais e que, face ao que era capaz de produzir, a grande surpresa foi não ter feito o pleno, ao perder a Liga Europa com o Sevilha. 

O SLB continuará a ter em Jesus o principal suporte para a sua competitividade, mas teria que ter um defeso mais do que perfeito para que todas as incorporações lhe deixassem no nível que terminou o campeonato passado. Mas mesmo com o nome como o que ostenta, é capaz de se estar a pedir muito a um treinador que já mostrou anteriormente ser capaz de fazer milagres com jogadores quase perdidos - Coentrão é o melhor testemunho - ou de reinventar futuros como fez para Matic, Fesja, Enzo, Gaitan. E mesmo admitindo a que a facilidade de refinanciar vai subsistir, e com isso conseguir preencher os lugares em aberto no plantel, é difícil estimar que pelo menos uma parte significativa do domínio exercido não se desvaneça. Noticias como a de incorporação de Bebé são boas para os adverários, a menos que Jesus consiga o milagre de o fazer crescer numa época o que não conseguiu na totalidade da carreira. A venda de alguns jogadores a desconto ou por valores que a pressa impõe também deve ser assinalada. Continuará obviamente a ser candidato, mas dependerá muito mais do que os seus adversários forem capazes do que anteriormente.

O FCP de Lopetegui começou por ser destacado pela bizarria de uma torre no campo de treinos. A única bizarria deste facto foi o destaque merecido, uma vez que o recurso a estes meios, que permitem a sistematização da informação recolhida nos treinos, é já usada pela generalidade dos clubes, mesmo que de forma menos evidente. Ao contrário da generalidade das opiniões que fui vendo por aí, a contratação do treinador espanhol, sendo arriscada, correspondeu mais do que à busca de um curriculum - o que é sempre fácil para quem tem que decidir - à procura de um perfil. 

O facto de ter apenas sido treinador principal de selecções jovens ao invés de um problema, e face aos resultados obtidos e sobretudo pela qualidade do futebol jogado, vi como uma boa aposta. Porque não creio que seja mais fácil treinar jovens jogadores e obter resultados. E seguramente não é mais fácil treinar equipas de selecção, que se reúnem esporadicamente, muitas vezes conflituando com interesses dos clubes que os jogadores privilegiam, e obter resultados. Se dessa forma eles são alcançados não será, pelo menos em teoria, consegui-los com uma equipa que se treina em bases diárias? Obviamente que não há uma resposta óbvia para a pergunta, o futebol de uma equipa é o produto de uma série de circunstâncias, umas manipuláveis mas muitas delas imprevisíveis e impossíveis de prever ou sistematizar.

O que o FCP de Lopetegui trará a este campeonato é ainda um incógnita, mais ainda se o dispêndio de mais de 7 milhões num jogador tão limitado como Martins Indi - um Maurício muito caro, resumiria - o for da sua autoria e o que tal representaria como testemunho da sua visão do futebol a implantar. Mas a última coisa a esperar serão facilidades. Indi é um nome forte pela selecção que representa, mas fraco em relação aos colegas com divide o estatuto de recém-chegado, com Adrian Lopez e Tello no extremo oposto do holandês do Barreiro. Os melhores anos do FCP foram precedidos de falhanços mais ou menos estrepitosos como o da época transacta. Não menosprezaria nunca a vontade de vencer a todo o custo - expressão que deve ser lida e entendida de forma literal - do clube das Antas. 

Do nosso lado, todos os dias são boas noticias quando nenhum dos jogadores titulares da época passada não são confirmados noutros clubes. Manter um fio condutor entre o que de bom se fez no passado recente e acrescentar-lhe qualidade ao jogo e ao plantel são as tarefas pendentes. Porém, como se sabe, isso dificilmente se consegue sem refinanciar a SAD por via de realizações de mais-valias com os jogadores mais valorizados pelo mercado. Ora até ao momento tal não aconteceu, o que parece estar a travar os passos necessários para fechar o plantel. O ideal seria que a integração dos últimos reforços acontecesse a tempo destes participarem o mais possível na pré-época, nomeadamente nos jogos já agendados. Os movimentos de avanço e recuo no mercado, de que Rafael Martins e Kapino dão nota, podem muito bem estar relacionados com essa indefinição.

Dos 6 jogadores até agora contratados não há nenhum nome particularmente entusiasmante, o que não é particularmente significativo ou definidor, atendendo sobretudo ao desconhecimento que envolve a totalidade dos reforços, excepção feita a Paulo Oliveira. Do meu ponto de vista são jogadores a mais para as limitações financeiras apregoadas (e reais) e que, à excepção de Rosell, não prevêem as saídas mais esperadas. Isto pelo menos a fazer fé no que se vai dizendo pela imprensa, que avança diariamente com o nome de 2 defesas centrais para o lugar de Rojo (confirmado pelos jogadores e agentes mencionados, Rabia e Milosevic) mais a menção de vários nomes de extremos (Gerson Cabral e Kostic) e profusão de nome de pontas-de-lança levam a crer que há mais jogadores, para lá dos mundialistas, a poder sair antes do primeiro dia de Setembro.

Para terminar a boa noticia há muito ansiada: A Sporting TV inicia hoje a transmissão regular. O primeiro dia será assinalado com uma entrevista do presidente, Bruno de Carvalho, de que daremos conta se houver algo de relevante a assinalar.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O que nos interessa saber da contratação de Lopetegui

O FCP anunciou ontem a contratação de Julen Lopetegui para o lugar de técnico principal. Uma escolha que surpreendeu a generalidade da critica e até dos adeptos, azuis-e-brancos ou não.

Como adversário do FCP o que retenho desta contratação:

O timing da comunicação poderá ser considerado como uma tentativa - bem sucedida, parece-me - de colocar os adeptos a pensar no futuro, assim tirando o foco do annus horribilis e dando-lhes mais do que pensar do que escrever nas paredes das casas de alguns correlegionários. Assinale-se porém que não se trata de uma decisão de cariz populista. Seria mais fácil a Pinto da Costa, neste momento, apresentar um nome seguro na praça, com curriculum.

O que de mais importante retenho é que parece estarmos na presença de uma decisão pensada e amadurecida. Por trás do perfil do treinador há uma ideia de jogo, que se baseia num modelo que dá importância à posse e circulação de bola, que cola bem com o estilo de jogo do clube da Invicta, por oposição a outros critérios, como o futebol da força e da altura. A decisão de um novo técnico, este ou outro qualquer, envolveria sempre um risco elevado, esta decisão tem um cariz estratégico que é importante reter.

Mais importante do que o curriculum ou a experiência, porque nos falam do passado e de uma realidade muito diversa da que o treinador basco irá encontrar no FCP, será a idealização de um modelo que sirva as necessidades da sua equipa no contexto muito especifico do campeonato português e que seja adaptável, compreendido e interpretável pelos jogadores à sua disposição.

O nome, este ou outro qualquer, não nos diz nada sobre o sucesso da decisão que, inevitavelmente se terá que traduzir em resultados, e está dependente de uma imensidão de factores, que não dependem apenas do treinador, mas também da qualidade do plantel que lhe será colocado à disposição. 

Mas parece-me pelo menos sensato não menosprezar o FCP e a respectiva candidatura ao próximo campeonato. Não sé porque seria incorrer no mesmo erro que o FCP cometeu com o Sporting este ano. Depois do que sucedeu esta época, a vontade e a importância de voltar a ganhar é agora mais premente. Ao Sporting certamente que interessava mais um FCP sobranceiro e acomodado da época passada que pensava que para chegar a campeão qualquer treinador pegaria de estaca.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Os casos Elias e decisão sobre a Taça da Liga

O caso Elias não acabou. A prová-lo está a reacção do Corinthians à tomada de posição do Sporting relativamente ao que, na óptica da SAD, foram as negociações com o referido clube brasileiro e ainda com o Flamengo. Não vou fazer uma análise pormenorizada de todo este imbróglio por ter a sensação de que muito do que lhe deu origem me escapa ao conhecimento. Dessa forma restar-me-ia especular, o que está muito longe de me interessar.

A passagem do jogador pelo Sporting foi infeliz, como parece ter que suceder com todos os "jogadores mais caros de sempre". Foi assim com Rodrigo Tello, foi bem pior com Pongolle. É verdade que várias foram as vezes que Elias pareceu ficar muito aquém do que se exige a um profissional, particularmente aos que se concede a honra de usar a braçadeira de capitão e o privilégio de ser dos mais bem pagos. 

Não deixa também de ser verdade que  o período da sua passagem pelo Sporting foi dos piores para qualquer profissional se valorizar. O regresso do jogador ao Brasil significou também a recuperação da imagem do jogador, tornando-o num dos possíveis eleitos por Scolari. O tempo de paragem por força do fim do período de empréstimo ao Flamengo anulou por completo essa possibilidade e dificilmente se conhecerão novos desenvolvimentos até ao reabrir do mercado.

Fico-me por isso pelas evidências: a pior solução para o Sporting é a actual. 

Um jogador com um ordenado ilíquido superior a 200 mil euros/mês é um peso incomportável para o Sporting. Ter um jogador a passar pela tesouraria a cada mês o cheque sem devolver o mínimo de contributo para o clube é até imoral para os todos os profissionais que trabalham no clube, incluindo os que viram já os seus ordenados reduzidos e mesmo os que perderam os seus vínculos na recente reestruturação. Não o é menos para todos associados que se sacrificam para pagar as suas quotas e deslocações para acompanhar o clube. E cada dia que Elias passa sem jogar o seu valor diminui, aumentando consideravelmente o risco de termos que lhe pagar cada cêntimo até ao fim sem receber nada em troca. 

Por tudo isto não duvido que a melhor solução é deixá-lo sair, mesmo que sem qualquer valor em troca, poupando pelo menos os ditos mais 200 mil euros mês. Nas actuais circunstâncias e atendendo à idade do jogador (28 anos) dificilmente o Sporting conseguirá melhor do que, numa futura transacção, ser compensado do valor que está comprometido a pagar ao fundo de investimento, quase 4 milhões de euros. Quanto mais o  tempo passar maior será o risco de não receber nada e ainda ter que pagar o referido valor, acumulando dessa forma prejuízos.

Quem entende que desta forma se dá uma qualquer lição ao jogador, ao pai, seu empresário, a Jorge Mendes, ao mercado, aos fundos que custeie do seu próprio bolso essa estranha forma de pedagogia. O clube certamente que agradeceria.

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Muito pouco mais há a dizer sobre a decisão final do Conselho de Justiça. Afigura-se muito difícil ser dado como provada a existência de dolo. Reconhecer a sua existência nos actos praticados pelo FCPorto e depois concluir que tal não visava prejudicar terceiros é quase hilariante. É seguramente uma decisão que envergonha mais uma vez o futebol e creio que mesmo o direito.

Espero que Bruno de Carvalho reconsidere a sua posição relativamente à participação na competição. Não há vitórias mais saborosas dos que a que são conseguidas sobre a batota. E para mim o Sporting entra sempre para ganhar todos os jogos e competições. Assim está obrigado pelo seu historial e pela finalidade da sua génese:  concorrer para o engrandecimento do desporto e do País.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O que significam 8 pontos de vantagem?

Não podia ter corrido melhor a jornada do passado fim-de-semana no que à luta pelo segundo lugar diz respeito. Já quanto à miragem do primeiro lugar aconteceu precisamente o inverso, acentuando a vitória do SLB ante o SCBraga o carácter cada vez mais quimérico da nossa pretensão ao lugar mais alto do pódio.

A vantagem real do Sporting não é de 8 pontos mas sim de 7, por força da desvantagem nos jogos realizados com o FCPorto. 7 pontos que significam mais ou menos metade dos pontos que ainda falta disputar. 

Um facto que não tenho visto destacado é que o Sporting não perdeu nenhum jogo a não ser com os seus rivais. Dessa forma, e ao contrário do que aconteceu várias vezes em anos anteriores, nunca perdeu nenhum jogo de forma consecutiva, o que diz bem da consistência dos resultados e da carreira da equipa.

Os momentos mais críticos viveu-os entre o empate com o Nacional em casa (jornada 14) e a derrota na Luz (jornada 18), onde coleccionou apenas um vitória. Esta somou-se a 3 empates e uma derrota, equivalendo à perda de 9 dos 15 pontos em disputa.

Faltam neste momento cinco jogos para o final do campeonato (o que equivale a 15 pontos em disputa):

Paços de Ferreira (f); 
Gil Vicente(c), 
Belenenses(f)
Nacional(f)
Estoril(c)
Pode a vantagem ainda ser anulada? 

Que influência terá no comportamento do principal adversário o facto de o 2º lugar ter ficado mais distante e as restantes provas onde pode ganhar alguma coisa lhe sobrecarregarem o calendário?

Tratando-se de futebol é evidente que tudo pode, não me parece porém muito provável. A acontecer significaria um desvio telúrico daquela que tem sido a trajectória da equipa. Três vitórias em cinco jogos resolveriam a questão. Contudo nenhuma delas se afigura fácil. 

O Paços de Ferreira não está completamente seguro de não cair na zona de despromoção. Aí está o Belenenses que, se chegar vivo ao embate connosco fará do jogo uma questão de vida ou morte. Nacional e Estoril são das melhores equipas da presente competição e degladiam-se entre si pelo primeiro lugar logo a seguir ao pódio, com vantagem para os canarinhos que não enjeitariam um pouco mais se o FCPorto facilitar. Só o jogo com o Gil Vicente aparenta mais tranquilidade mas, como se sabe, as aparências iludem.

Nota: espero amanhã publicar o post anteriormente prometido sobre o ano de mandato da actual direcção.

domingo, 16 de março de 2014

Obrigado Abdoulol por não te teres constipado hoje

As minhas desculpas aos leitores mas hoje não me apetece fazer a crónica do jogo. Há uma justiça poética, quiçá divina, quando ganhamos ao FCP com erros de arbitragem e a satisfação que me provoca impede-me de falar de coisas sérias. O Bruno de Carvalho devia exigir à FPF, face ao histórico das últimas décadas, que este tipo de vitórias valessem 6 pontos. Pelo menos.

Não me esqueço de agradecer ao Abdoulol por não se ter constipado hoje, gostei de te ver hoje, especialmente no golo do Slimani. 

E agora tenho que ir ali fazer GIF´s dos toques do William, tenho que começar já, para ver se acabo a tarefa antes de o próximo jogo começar e correr o risco de ficar com o trabalho acumulado.

P.S.-Lembro aos nossos amigos que dizem que somos amigos do FCP que já era tempo de os fazerem perder uns pontitos de vez em quando. Tantos como temos feito já era alguma coisa...

quinta-feira, 6 de março de 2014

O fim do império azul é, para já, um mito

Há já demasiada gente a apressar-se a declarar o fim do império azul e branco. Uma precipitação que está longe de se sustentar em dados objectivos e que pode vir a trazer algumas surpresas provavelmente desagradáveis. 

O que começou sobretudo por um problema de ordem técnica e de liderança - o trabalho de Paulo Fonseca e os respectivos resultados - juntou-se agora também, de forma inevitável, a questão anímica, de que o recente jogo em Guimarães é o melhor exemplo. Porém parece-me ainda cedo para deitar foguetes. A época em curso está longe de se poder considerar perdida. A nível interno, e face ao actual espectro, o segundo lugar no campeonato e a vitória numa ou ambas as taças ainda em disputa podem constituir alivio bastante rápido dores até agora sentidas, especialmente porque, a acontecer, seriam alcançadas à custa dos rivais. Mas, mesmo que a época em curso não traga melhorias de monta - o que é até bem provável - nada há de definitivo que indique que a próxima época se lhe assemelhe. As razões para este meu raciocínio vêm abaixo explanadas e são o motivo do meu post de hoje.
 
Se olharmos para o plantel agora à disposição do novo treinador, Luís Castro, facilmente se constata que há ainda muito valor individual disponível à espera de melhor enquadramento para subir de rendimento. Isto mesmo considerando que a politica de reforços seguida foi algo atípica, o que equivaleu a um plantel com alguns desequilíbrios evidentes. As mexidas do mercado de Janeiro revelam não apenas necessidades urgentes de tesouraria, com o alívio da folha salarial, mas, atendendo ao que vai comentando nos mentideros, também ao saneamento do balneário, face a tensões que Paulo Fonseca e a estrutura que o devia suportar não conseguiram prevenir ou resolver de forma menos fracturante. Porém, são episódios circunstanciais que não têm que significar um estado permanente, basta para tal resolver os problemas criados pela passagem de Paulo Fonseca.

O poder que estendeu de forma tentacular a todos as organizações da pirâmide onde assenta a organização(?) do futebol português permanece intacto. Esse poder começa nas Associações, nas respectivas comissões de arbitragem, onde se promove e faz marcar passo quem interessa, e estende-se aos restantes órgãos nacionais. Nos tempos mais recentes o FCP tem sido obrigado a disputar ombro a ombro alguns bastiões com o SLB, disputa silenciosa que se estende também a nível nacional e onde o Sporting não tem participado. Poder que assenta também num núcleo de clubes amigos que com ele coopera, a que acresce o número daqueles que, por temerem as consequências de represálias, não fazem mais do que falar baixinho sem se lhe opor. É esse poder que o Sporting decidiu finalmente enfrentar. Se a estratégia é a adequada ou não é ainda cedo para se perceber.

Nas razões do sucesso do FCP há que não esquecer o saber constituído e acumulado ao longo dos últimos anos. O FCP de hoje é muito diferente do de há uma ou duas décadas, por exemplo. O domínio azul e branco não teria conhecido a importância que se regista hoje no número de títulos nacionais e internacionais se, além da movimentação nos bastidores, não tivesse um departamento de futebol competente, provavelmente o melhor dos três grandes. 

Ninguém melhor para explicar a forma de trabalhar do FCP que o actual homem forte do futebol, Antero Henrique (dados retirados e compilados de entrevistas recentes quer a órgãos nacionais quer estrangeiros):

A nossa prioridade é o sucesso desportivo e dentro disto há três factores que entendemos como fundamentais: recrutamento, desenvolvimento e rendimento. O recrutamento articula-se com 'scouting', o desenvolvimento com a formação e o rendimento com a produtividade do jogador na equipa principal. 

Não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação. (No que é um remoque bem claro para o Sporting).

Podemos ter equipas com muitos jogadores portugueses. Mas queremos é grandes equipas com grande potencial.

Queremos ser o mais competitivos e ter uma boa formação porque o nosso lema é formar campeões até do ponto de vista cultural e sociológico. Não há campeões sem jogadores robustos e aque não falo em jogadores que correm muito e são pesados. Queremos jogadores com determinadas características para uma equipa de elite.

Organizamos o FCP sob um lema: "um plantel, três equipas" porque queremos uma migração natural entre a equipa A, equipa B e sub-19. O ciclo de treino acaba por ser o mesmo para todos os jogadores do plantel, o que permite planteis mais reduzidos e menor desperdício.  

Não se pode dizer que o discurso seja incoerente com a prática e os resultados falam por si. São as suas consequências práticas que permitem a valorização de activos que proporciona retorno financeiro para a cada ano renovar os investimentos. Um amplo reconhecimento no mercado e relações de preferência com os melhores actores ajudam não apenas a escoar os activos, assim como a conseguir o financiamento necessário. 

Por outro lado, quem conhece e acompanha o fenómeno futebolístico de perto sabe que o nível de acompanhamento dispensado aos seus profissionais de qualquer dos escalões, a jogar na casa mãe ou emprestados, supera em muito o que é prática comum nos outros grandes da capital. Associado ao êxito quase permanente, tal torna o clube como um destino apetecido de muitos profissionais.  

Não podia terminar o post sem abordar aquela que é provavelmente a questão crucial: a liderança. Ninguém é eterno e isso é cada vez mais evidente a cada aparição pública de Pinto da Costa. Mesmo antes que a sua influência directa nos destinos do clube cesse, as suas melhores qualidades sofrerão o inexorável declínio. A sua sucessão será um desafio para toda a entourage que o acompanha e forma como ela ocorrer decidirá o futuro próximo.

Contudo, e embora haja aqui e ali já sinais de aparente declínio, é ainda muito pouco para de decretar o final dos tempos para o clube de Pinto da Costa. Como estes parágrafos tentam demonstrar, há razões de sobra para ter como muito pouco provável que o império que construiu se esboroe e esfume num ápice. O poder de que ainda dispõe - o valor dos seus activos, o poder dos bastidores e o saber constituído - ainda lhe asseguram suficiente poder de fogo em qualquer um desses campos que será imprudente menosprezar.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A verdade desportiva é uma treta

Faltam apenas nove jornadas para o final do campeonato e não se afigura nada provável que o SLB venha a perder os seis pontos que detém de vantagem sobre o Sporting ou os nove sobre o FCP. O campeonato está por isso quase entregue e, tal como já havia dito aqui oportunamente, parece-me que, neste momento, a questão não é tanto se o SLB pode conquistar o campeonato, mas se não é suficientemente competente que o leve a perdê-lo.

A minha análise de então era baseada em argumentos estritamente desportivos. Não me custa reconhecer as evidências: Jorge Jesus é um dos melhores treinadores portugueses e tem à sua disposição o melhor lote de jogadores. Jogadores daqueles cuja capacidade individual é capaz de, num dado momento, desfazer os equilíbrios ou, se quisermos, desatar os nós que as equipas e técnicos adversários recorrem para anular vantagens.

Nesse raciocínio não eram tidos em conta factores extra-desportivos, porque essa é uma matéria que causa alergia a quem gosta do futebol que se joga estritamente dentro das quatro linhas, como é o meu caso. Porém no nosso futebol, com mais ou menos comichão ou urticária, esse é um tema incontornável.

No que à verdade desportiva diz respeito tivemos mais um fim-de-semana de luto carregado. Para demonstrar a minha afirmação nem preciso de recorrer a todos os jogos, basta-me centrar em apenas 3 deles. E, ao contrário do que possam pensar, não serão os erros arbitrais os pontas-de-lança dos meus argumentos.

Carlos Xistra - Vejam o golo anulado ao Vitória de Setúbal, que lhe daria o empate nos últimos minutos em Barcelos.

Abdoulaye - Enquanto esteve emprestado ao Vitória de Guimarães estava sempre indisponível por lesões súbitas quando a equipa que lhe proporcionava a evolução que o seu clube não lhe podia dar. Ontem, na primeira oportunidade que surge para defrontar o Vitória, não lhe faltaram as forças. Nada que não tenhamos visto antes com jogadores emprestados pelo FCPorto.

Miguel Rosa - Ontem o ex-jogador(?) do SLBenfica foi subitamente afectado pelo "síndroma de Abdoulaye" e que já o havia vitimado na jornada da primeira volta. O clube da Luz pode até alegar que nada fez para que o árbitro anulasse um golo limpo à equipa da casa ou que se "esquecesse" de exibir o segundo cartão amarelo a Fesja e quem quiser acredita ou não. Mas já não pode assobiar para o ar relativamente a este comportamento batoteiro deliberado e persistente. Fazê-lo quando nem precisa desse tipo de expediente é revelador. Querer, a par disso, arvorar-se em arauto da transparência e da moralização do futebol português é, como dizem os brasileiros, conversa para boi dormir. 

Este e outro tipo de comportamentos semelhantes  - "pode ser Ferreira", etc, - fazem de Luis Filipe Vieira um "Pinto da Costa wanna be", mas com muito eficácia nos bastidores e com muito menos títulos. 

À atenção dos corpos sociais do Sporting. A credibilidade da luta que o clube empreendeu, encabeçada pelo Presidente, também passa por aqui. O Sporting não pode apontar baterias ao FCPorto e ignorar o que se passa a poucos quilómetros do seu estádio. Até porque sabemos já que resultados deram no passado acções semelhantes.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Longos vicios têm 30 anos


O jornalista está ali não para recolher a informação que acha pertinente para o seu auditório, é visto apenas como um mero instrumento para veicular a informação que se entende útil.


Não se reconhece a autoridade como tal e o interesse público - evitar desacatos - tem de se subjugar ao interesse de uns poucos.

Só os ratos é que fogem para a Galiza, quando previamente informados, porque os jogadores têm que enfrentar a turba irada.

É assim que pensa e age quem, ao longo de 3 décadas, se sentiu fora do alcance da lei. A audácia de empurrar jornalistas ou de um segurança empurrar um policia perante a complacência geral cresceu e foi engordada por esse sentimento de impunidade. O "normal" para eles é isto. Para os jornalistas e policias infelizmente também.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nós, o Porto e Benfica: que alterações trouxe o mercado?

Tal como prometido em post anterior, aqui darei conta breve da impressão pessoal que as alterações de mercado produziram quer no Sporting quer nos outros dois grandes.

Sport Lisboa e Benfica
Perde um jogador crucial na estratégia do seu treinador, Matic, e um dos melhores do campeonato. Os primeiros indícios dão conta que a saída de um jogador tão importante não provocou a instabilidade que seria suposto observar. Aparentemente a antecipação da titularidade de Fejsa está a resultar ou pelo menos a não comprometer. É necessário observar o que se vai passar com os adversários mais exigentes, quer nos próximos embates connosco e com o FCP, quer nos compromissos europeus.

As saídas de Ola John e Mitrovic só contam para a contabilidade da SAD, uma vez que os jogadores não eram levados em conta por Jesus. No mesmo plano estão as vendas de André Gomes e Rodrigo, que fizeram do clube encarnado o clube que mais dinheiro arrecadou neste inverno. Aguarda-se pelo relatório e contas da SAD para se entender o que é liquido e o que é gasoso nestes milhões mas, até lá, não posso deixar de considerar um grande negócio. 

Pretendo voltar a este tema (mercado, fundos, etc) debruçando-me em específico sobre o Sporting, mas o que aparentemente foi conseguido foi a tal chuva necessária no nabal ( as contas das SAD´s em geral e do SLB em particular merecem a comparação) e o sol no relvado.

Rodrigo é um dos melhores na sua posição, apesar de não impressionar muito. O que é facto é que raras vezes falha em frente à baliza e isso é um dom raro, ainda por cima num jogador tão jovem na posição. E 30 milhões, comparados com os 25 de Matic é um jackpot.

André Gomes é diferente. Trata-se de um negócio puramente especulativo, o jogador além de quase não jogar quando o faz não revela nada de extraordinário. Se o valor alcançado for o real tenho que tirar o meu chapéu a quem o fez.

O clube encarnado continua a ser, na minha óptica, o principal candidato ao título. Não só porque já vai na frente, mas tem o melhor plantel em qualidade e quantidade. A questão não é tanto se pode conquistar o campeonato, mas se não é suficientemente competente que o leve a perdê-lo.

Futebol Clube do Porto
As noticias da morte do dragão parecem-me manifestamente exageradas porque a distância pontual não é irremediável e vai ser reduzida pelo menos relativamente a um - podem ser os dois - dos adversários no próximo fim-de-semana. Mas se os pontos que os separam de cima não constituem razão para alarme, já a qualidade dos jogo e os casos que se avolumam o são. A tão propalada estabilidade e qualidade decisória parece ter ido atrás do anticiclone dos Açores, não parando de chover rumores e casos em seu redor e seio.

Fernando caiu do pedestal, deixando de ser uma referência para ser um proscrito. A renovação já confirmada por Pinto da Costa ainda não aconteceu. Seja qual for o resultado o FCP dificilmente sairá vencedor da contenda. Se for verdade, como se diz por aí, que está na disposição de igualar as propostas de City, Juve, etc, tal significará que a cabeça está ausente do processo de decisão. Se o jogador sair a custo zero a cúpula da SAD vê a aura de infalibilidade beliscada, registando uma perda muito importante quer nos cofres quer na competitividade.

Otamendi, um caso de falta de empatia ou compreensão entre jornalistas e adeptos, era provavelmente o melhor do seu sector. Sair por menos de metade da cláusula de rescisão inflaciona as dúvidas sobre o que realmente se passa na Torre das Antas. Bem vistas as coisas o jogador parece ter sido mais escorraçado do que vendido. 

Pressão alta na tesouraria? Problemas de balneário? Com tanta turbulência no ar não será a entrada de Quaresma que constituirá o remédio milagroso para todos os males.

Como disse no inicio, esta não é uma análise exaustiva. Mas, também como foi dito no inicio do capitulo, é ainda cedo para passar a certidão de óbito. Sendo óbvio que os problemas de Paulo Fonseca com o modelo de jogo - mais até com a dinâmica  - enfraquecem a moral da equipa e dos adeptos, é também evidente que um possível "regresso do além" constituiria o habitual tónico tão apreciado naquelas paragens. 

As meias-finais com o SLB e o regresso das competições europeias tanto podem constituir uma reviravolta como o toque de finados. Na minha opinião, a haver queda, ela não será estrondosa, mas dentro do registo actual de permanente sobressalto e irregularidade.

Nós, o Sporting Clube de Portugal
Termos sido o clube que mais contratou no mercado de inverno é revelador de ambição. Ao contrário do que foi o discurso dos corpos sociais e em particular do presidente, sempre me pareceu que a intenção era de, pelo menos, ir à procura do terceiro lugar. A súbita e surpreendente descida pontual dos dois rivais melhor apetrechados torna o campeonato num sonho apetitoso e possível. Não creio que fosse pela busca do terceiro lugar que o Sporting se mexeu como mexeu no mercado.

Já aqui havia falado de Shikabala anteriormente pelo que vou tecer algumas considerações avulsas sobre a sua contratação. A sua qualidade parece ser consensual tal como infelizmente parece ser a sua disponibilidade para a por ao serviço das equipas. Quem o conhece bem - Manuel José - teceu-lhe os mais rasgados elogios há poucos dias no programa de televisão onde é comentador. E ajudou a desmistificar alguns rumores de que teria falhado na Grécia, para onde foi apenas com 18 anos e onde o treinador português o foi buscar. Shikabala terá tido sucesso e foi isso que despertou o interesse de Manuel José. A confusão com 2 contratos assinados, o castigo que se seguiu e o facto de o campeonato do Egipto estar parado há 2 anos impediram-no de alcançar melhor visibilidade. 

Foi por isso surpreendente para muitos que Jardim tenha assumido que o egípcio só começará a entrar nas contas no espaço de 1 mês. E ainda assim numa perspectiva de grande optimismo, tendo em conta que o ritmo de competição não se compadece com grandes paragens. É, por isso, talvez uma contratação mais para o próximo ano e com direito a estágio no ano corrente.

Para o imediato estará mais apto Heldon, um cabo-verdiano que este ano desatou a marcar golos pelo Marítimo. Extremamente veloz,  tem também um grande sentido de baliza, onde chega muitas vezes a partir do seu lugar em qualquer dos extremos do campo. Aos 25 anos tem a sua oportunidade e a sua contratação revela que  Jardim procura algo mais que Capel, Carrillo e Wilson Eduardo não lhe estão a dar.

A incursão em África parece não ficar por aqui, uma vez que já se anuncia a vinda de Sami no próximo ano. Mais um extremo, o que pressupõe que haverá saídas a curto prazo no actual plantel. Esta preferência por África poderá levantar a breve trecho um novo problema: a exposição do plantel aos jogos das respectivas selecções na qualificação para o CAN 2015. Não só porque viajar naquele continente e de e para ele não é exactamente a mesma coisa que viajar noutros continentes, mas sobretudo pela possibilidade de o clube se ver privado no ano da competição de elementos que podem vir a assumir enorme preponderância no seu seio, tais como Slimani, Heldon e Shikabala. A ver com atenção.

Falta falar da melhor aquisição deste período: a estabilidade. Jardim vai poder continuar a contar com a totalidade do plantel, não a vendo amputada dos principais valores. Independentemente do que venha a acontecer no próximo dérby, o Sporting vai continuar a ser um dos protagonistas do campeonato. E se os outros 2 se distraírem nunca se sabe até onde poderemos chegar...

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