O despertar
Os Sportinguistas têm um despertar muito lento. E parece que se recusam a acreditar no que vêem. E as más noticias não cessam (Izmailov, Pedro Mendes; NAC). Mas os sinais estavam á vista de todos, apenas nos recusamos a olhar para eles, como se isso mudasse a realidade. O que é hoje diferente do que era há um ano? Bem, estamos pior. Mas quem não quiser recuar tanto recupero aqui o que dizia a 20 de Agosto:
Ver agora os meus receios confirmados e até superados por uma realidade cruel em nada me alegra. Mas já estivemos pior. E porquê esta afirmação agora, naquele que parece o pior dos momentos? Porque se há dois meses atrás eram poucos os que se aperceberam das consequências de uma série de decisões que nos deixaram mais pobres e mais fracos, a actual situação do futebol do Sporting já deve ter produzido algum efeito na consciência dos adeptos. É que para mudar é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da necessidade e a urgência de o fazer.
O problema é o que fazer, como fazer e quem deve fazer a mudança.
Não vale a pena esperar por Paulo Sérgio que, ontem, depois de não ter conseguido corrigir nenhum dos defeitos que a equipa enferma de forma evidente, e depois de uma noite de horrores, ainda se atreveu a dizer que a equipa fez um bom jogo. (...) É impossível dissociar os nossos problemas das acções do treinador. Os treinadores adversários sabem como nos vencer e nós não sabemos nem como nos defender nem como atacar. (cada vez mais actual)
Não podemos esperar por Costinha, uma vez que os equívocos da sua acção estão agora expostos de forma muito evidente. No entanto esperava, sempre esperei, muito mais dele. Se os seus erros podem ser aligeirados pela inexperiência e impreparação, é no mínimo estranho que tenha desaparecido ontem, como D. Sebastião em Alcácer Quibir. Até Salema Garção soube, numa situação delicada como a de ontem, dar a cara. (ainda actual, sobretudo quando nos vem dizer hoje que o Estoril é dificil - hoje todas as equipas o são para nós - e se esquece da explicação que deve a todos)
De JEB ninguém espera nada. O que é um erro, porque se deve esperar o pior. (...)E prova-o a forma como soube controlar as vozes mais sonoras que o podiam contestar. Hoje a contestação à sua acção é feita de forma individual, por menos de uma mão cheia de blogger´s, não existindo qualquer movimento organizado que levante a voz. Como o conseguiu? Sabe-lo-emos em breve. Não deixa contudo de ser paradoxal que, tendo a Juve Leo impedido Mourinho de ser treinador do Sporting, ou chicoteado um treinador que levou o Sporting a uma final europeia ao fim de várias décadas, esteja agora mais mansa que um cão de porcelana na chapeleira de um carro, a abanar a cabeça. De facto JEB não é tolo.
Também não creio que a mudança se faça com uma revolução. O Sporting está hoje dividido em 4 grandes grupos: os que perderam qualquer interesse pelo clube, os que contestam a direcção e há muito alertam para o perigo, os que acham que se deve apoiar, “no matter what”, e os que nada pensam e, no fim de um jogo como o de ontem, abandonam Alvalade a falar do tempo, da economia, etc. (actualissimo) Sejamos claros: depois de uma eleição de um presidente a roçar a unanimidade, não há ninguém que se atreva a avançar. Muito menos passado um ano como o que acabamos de viver, que, afinal, parece ser apenas um “trailler” suave do que se prepara para cair sobre as nossas cabeças. Se todos percebemos que Bettencourt não se demite, tem a palavra quem o elegeu.
Receio pelos tempos que aí vêm. O Sporting, cuja redução à “expressão belenenciana” me recuso a aceitar, está de facto remetido ao fundo de um poço. Ou aproveita muito rapidamente para, fincando os pés, impulsionar o salto, ou, de forma lenta e inexorável, definhará, deixando de ser o que é, habituando-se a chafurdar na lama onde se encontra.
E já antes a 2 de Agosto:
Dito isto, estranho o silêncio que se instalou subitamente no seio de alguns sectores do clube e fico sem saber como o interpretar. Tirando uma declaração avulsa de Vicente de Moura, em que se revelava “inquieto e desapontado com o momento do clube”, não se conhecem quaisquer outras declarações que revelem pelo menos dúvidas ou receios. Serão isto tréguas, silêncios cúmplices, ou mera estratégia para ver no que “param as modas”? Sou levado a pensar que é um pouco de tudo.
Nisto tudo há duas coisas que parecem preocupantes: que da excessiva contestação se passe ao unanimismo, tão perigoso um como a outra. E que não haja no Sporting quem corporize uma ideia coerente e autorizada sobre a política desportiva que melhor sirva o clube. E quem não fala agora não está legitimado para criticar depois. Como naquela célebre frase nos casamentos…
Ver agora os meus receios confirmados e até superados por uma realidade cruel em nada me alegra. Mas já estivemos pior. E porquê esta afirmação agora, naquele que parece o pior dos momentos? Porque se há dois meses atrás eram poucos os que se aperceberam das consequências de uma série de decisões que nos deixaram mais pobres e mais fracos, a actual situação do futebol do Sporting já deve ter produzido algum efeito na consciência dos adeptos. É que para mudar é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da necessidade e a urgência de o fazer.
O problema é o que fazer, como fazer e quem deve fazer a mudança.
Não vale a pena esperar por Paulo Sérgio que, ontem, depois de não ter conseguido corrigir nenhum dos defeitos que a equipa enferma de forma evidente, e depois de uma noite de horrores, ainda se atreveu a dizer que a equipa fez um bom jogo. (...) É impossível dissociar os nossos problemas das acções do treinador. Os treinadores adversários sabem como nos vencer e nós não sabemos nem como nos defender nem como atacar. (cada vez mais actual)
Não podemos esperar por Costinha, uma vez que os equívocos da sua acção estão agora expostos de forma muito evidente. No entanto esperava, sempre esperei, muito mais dele. Se os seus erros podem ser aligeirados pela inexperiência e impreparação, é no mínimo estranho que tenha desaparecido ontem, como D. Sebastião em Alcácer Quibir. Até Salema Garção soube, numa situação delicada como a de ontem, dar a cara. (ainda actual, sobretudo quando nos vem dizer hoje que o Estoril é dificil - hoje todas as equipas o são para nós - e se esquece da explicação que deve a todos)
De JEB ninguém espera nada. O que é um erro, porque se deve esperar o pior. (...)E prova-o a forma como soube controlar as vozes mais sonoras que o podiam contestar. Hoje a contestação à sua acção é feita de forma individual, por menos de uma mão cheia de blogger´s, não existindo qualquer movimento organizado que levante a voz. Como o conseguiu? Sabe-lo-emos em breve. Não deixa contudo de ser paradoxal que, tendo a Juve Leo impedido Mourinho de ser treinador do Sporting, ou chicoteado um treinador que levou o Sporting a uma final europeia ao fim de várias décadas, esteja agora mais mansa que um cão de porcelana na chapeleira de um carro, a abanar a cabeça. De facto JEB não é tolo.
Também não creio que a mudança se faça com uma revolução. O Sporting está hoje dividido em 4 grandes grupos: os que perderam qualquer interesse pelo clube, os que contestam a direcção e há muito alertam para o perigo, os que acham que se deve apoiar, “no matter what”, e os que nada pensam e, no fim de um jogo como o de ontem, abandonam Alvalade a falar do tempo, da economia, etc. (actualissimo) Sejamos claros: depois de uma eleição de um presidente a roçar a unanimidade, não há ninguém que se atreva a avançar. Muito menos passado um ano como o que acabamos de viver, que, afinal, parece ser apenas um “trailler” suave do que se prepara para cair sobre as nossas cabeças. Se todos percebemos que Bettencourt não se demite, tem a palavra quem o elegeu.
Receio pelos tempos que aí vêm. O Sporting, cuja redução à “expressão belenenciana” me recuso a aceitar, está de facto remetido ao fundo de um poço. Ou aproveita muito rapidamente para, fincando os pés, impulsionar o salto, ou, de forma lenta e inexorável, definhará, deixando de ser o que é, habituando-se a chafurdar na lama onde se encontra.
E já antes a 2 de Agosto:
Dito isto, estranho o silêncio que se instalou subitamente no seio de alguns sectores do clube e fico sem saber como o interpretar. Tirando uma declaração avulsa de Vicente de Moura, em que se revelava “inquieto e desapontado com o momento do clube”, não se conhecem quaisquer outras declarações que revelem pelo menos dúvidas ou receios. Serão isto tréguas, silêncios cúmplices, ou mera estratégia para ver no que “param as modas”? Sou levado a pensar que é um pouco de tudo.
Nisto tudo há duas coisas que parecem preocupantes: que da excessiva contestação se passe ao unanimismo, tão perigoso um como a outra. E que não haja no Sporting quem corporize uma ideia coerente e autorizada sobre a política desportiva que melhor sirva o clube. E quem não fala agora não está legitimado para criticar depois. Como naquela célebre frase nos casamentos…











