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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O despertar

Os Sportinguistas têm um despertar muito lento. E parece que se recusam a acreditar no que vêem.  E as más noticias não cessam (Izmailov, Pedro Mendes; NAC). Mas os sinais estavam á vista de todos, apenas nos recusamos a olhar para eles, como se isso mudasse a realidade. O que é hoje diferente do que era há um ano? Bem, estamos pior. Mas quem não quiser recuar tanto recupero aqui o que dizia a 20 de Agosto:


Ver agora os meus receios confirmados e até superados por uma realidade cruel em nada me alegra. Mas já estivemos pior. E porquê esta afirmação agora, naquele que parece o pior dos momentos? Porque se há dois meses atrás eram poucos os que se aperceberam das consequências de uma série de decisões que nos deixaram mais pobres e mais fracos, a actual situação do futebol do Sporting já deve ter produzido algum efeito na consciência dos adeptos. É que para mudar é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da necessidade e a urgência de o fazer.

O problema é o que fazer, como fazer e quem deve fazer a mudança.


Não vale a pena esperar por Paulo Sérgio que, ontem, depois de  não ter conseguido corrigir nenhum dos defeitos que a equipa enferma de forma evidente, e depois de uma noite de horrores, ainda se atreveu a dizer que a equipa fez um bom jogo. (...) É impossível dissociar os nossos problemas das acções do treinador. Os treinadores adversários sabem como nos vencer e nós não sabemos nem como nos defender nem como atacar. (cada vez mais actual)

Não podemos esperar por Costinha, uma vez que os equívocos da sua acção estão agora expostos de forma muito evidente. No entanto esperava, sempre esperei, muito mais dele. Se os seus erros podem ser aligeirados pela inexperiência e impreparação, é no mínimo estranho que tenha desaparecido ontem, como D. Sebastião em Alcácer Quibir. Até Salema Garção soube, numa situação delicada como a de ontem, dar a cara. (ainda actual, sobretudo quando nos vem dizer hoje que o Estoril é dificil - hoje todas as equipas o são para nós - e se esquece da explicação que deve a todos)

De JEB ninguém espera nada. O que é um erro, porque se deve esperar o pior. (...)E prova-o a forma como soube controlar as vozes mais sonoras que o podiam contestar. Hoje a contestação à sua acção é feita de forma individual, por menos de uma mão cheia de blogger´s, não existindo qualquer movimento organizado que levante a voz. Como o conseguiu? Sabe-lo-emos em breve. Não deixa contudo de ser paradoxal que, tendo a Juve Leo impedido Mourinho de ser treinador do Sporting, ou chicoteado um treinador que levou o Sporting a uma final europeia ao fim de várias décadas, esteja agora mais mansa que um cão de porcelana na chapeleira de um carro, a abanar a cabeça. De facto JEB não é tolo.

Também não creio que a mudança se faça com uma revolução. O Sporting está hoje dividido em 4 grandes grupos: os que perderam qualquer interesse pelo clube, os que contestam a direcção e há muito alertam para o perigo, os que acham que se deve apoiar, “no matter what”, e os que nada pensam e, no fim de um jogo como o de ontem, abandonam Alvalade a falar do tempo, da economia, etc. (actualissimo) Sejamos claros: depois de uma eleição de um presidente a roçar a unanimidade, não há ninguém que se atreva a avançar. Muito menos passado um ano como o que acabamos de viver, que, afinal, parece ser apenas um “trailler” suave do que se prepara para cair sobre as nossas cabeças.  Se todos percebemos que Bettencourt não se demite, tem a palavra quem o elegeu.

Receio pelos tempos que aí vêm. O Sporting, cuja redução à “expressão belenenciana” me recuso a aceitar, está de facto remetido ao fundo de um poço. Ou aproveita muito rapidamente para, fincando os pés, impulsionar o salto, ou, de forma lenta e inexorável, definhará, deixando de ser o que é, habituando-se a chafurdar na lama onde se encontra.

E já antes a 2 de Agosto:

Dito isto, estranho o silêncio que se instalou subitamente no seio de alguns sectores do clube e fico sem saber como o interpretar. Tirando uma declaração avulsa de Vicente de Moura, em que se revelava “inquieto e desapontado com o momento do clube”, não se conhecem quaisquer outras declarações que revelem pelo menos dúvidas ou receios. Serão isto tréguas, silêncios cúmplices, ou mera estratégia para ver no que “param as modas”?   Sou levado a pensar que é um pouco de tudo.

Nisto tudo há duas coisas que parecem preocupantes: que da excessiva contestação se passe ao unanimismo, tão perigoso um como a outra. E que não haja no Sporting quem corporize uma ideia coerente e autorizada sobre a política desportiva que melhor sirva o clube. E quem não fala agora não está legitimado para criticar depois. Como naquela célebre frase nos casamentos…

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tenho pena

Se fosse apenas de férias gabar-lhe-ia o gosto e recomendar-lhe-ia Dubrovnik. Assim tenho pena. Tenho pena que Tonel saia pela porta pequena para um clube menor e para a longínqua, futebolisticamente falando, Zagreb. Será com certeza, pelo seu profissionalismo e qualidade, um jogador idolatrado pelos Bad Blue Boys, a fiel torcida do clube da capital croata. Na hora da partida dos leões verdes de Portugal para os leões azuis de Zagreb agradeço a Tonel a forma briosa como se bateu sempre de camisola verde e branca ao peito. Ou, como diz a Dina, "o Tonel vai deixar saudades, foi quanto a mim um jogador muito profissional e que quando estava em campo dava tudo pela equipa e a cabeça dele tinha um óptimo relacionamento com a bola...". Tonel era um jogador "à Sporting" e bem podia ser um grande capitão. Não foi seguramente por não ter valor que saiu. E, sem saber o valor de Torsiglieri, não deixo de me questionar se não poderíamos ter poupado os 3 milhões que nos custam a sua gamebox para ver os jogos da bancada.

Tenho pena que Pongolle tenha sido contratado de forma pouco criteriosa e precipitada, numa altura que, estando a época decidida, nada podia acrescentar. Tenho pena que Pongolle saia assim sem mostrar ao que veio, porque, estou certo, ele vale muito mais que o nada que mostrou. Mais pena ainda tenho que, sem saber com nem porquê, tenhamos , correndo bem, perdido 1 milhão de euros numa passagem inútil e mais de cem mil euros por cada mês de estadia. A sua saída liberta recursos para um avançado que não precisará de fazer muito para o superar em rendimento e nas lembranças dos Sportinguistas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fazer o que ainda não foi feito

 Assim terminou a 'escalada'

Brondby, 0 - SPORTING CLUBE DE PORTGAL, 3
Com a licença do Sr. Pedro Abrunhosa, começo por iniciar esta crónica constatando que este seria sempre um jogo histórico. Para um lado, ou para o outro.

Felizmente pendeu para o Sporting e com todo o merecimento. Foi o SCP que conseguiu uma reviravolta épica a uma eliminatória que, ao intervalo, estava bem lá no fundo. Mas o SCP começou a trepar a trepar, sofreu uma escorregadela de um incompetente árbitro auxiliar, mas não se atemorizou e, mesmo à beira de esgotar o tempo, saiu do poço… triunfante.

Hoje não há espaço para análises ao anárquico futebol da primeira parte. Nem a sistemas tácticos difíceis de descortinar tal a desorganização que por vezes se nota dentro do campo. Hoje é dia para festejar, respirar fundo, esfregar as mãos e voltar a ganhar alguma esperança em que este Sporting possa reencontrar-se…

Na segunda mão deste Play-off para a Liga Europa tivemos o que faltou há uma semana em Alvalade. Querer, brio, jogadores inspirados como André Santos, voluntariosos, como Maniche, e decisivos, como Evaldo, Nuno André Coelho ou Yannick. A sorte também nos protegeu, quando foi preciso.

O Brondby confiou que seria novamente premiado a jogar na expectativa, mas esqueceu-se que a estatística não favorece quem continuadamente aposta no jogo da retranca. Ainda bem. O Sporting, à excepção dos primeiros 10 -15 minutos assumiu sempre as despesas do jogo e alcançou o seu objectivo.

Parabéns ao nosso leitor MM na permanente aposta em Nuno André Coelho e ao nosso colega ‘nortenho’ JVL que acertou no resultado. O Zandinga tem dois potenciais sucessores. Parabéns a quem não deixou de acreditar. Hoje o 'coração' triunfou.


Parabéns Sporting Clube de Portugal!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Quinze meses em quinze anos

"É preciso levantar a cabeça..."



No seguimento dos excelentes e certeiros post’s dos meus colegas LdA e LT, que uma vez mais me obrigaram a reflectir sobre a nossa actual situação, a questão que coloco neste momento é: mas será que não chegam quinze meses de um total, incessante e inesgotável absurdo aos comandos do destino deste clube? É necessário mais tempo, exactamente para quê? Certificar se, realmente, os próximos quinze meses serão ligeiramente ‘melhorzinhos’, contando com a mudança da variável SORTE, ou confirmar a continuidade da vertiginosa queda? Sim, leram bem, queda, porque mesmo no fundo de um poço (para utilizar uma imagem actualmente em voga), ainda resta muito para onde descer…

Momentos como o vivido actualmente no Sporting ocorreram com tanta frequência nos últimos anos que é difícil dizer que este é o pior.

“Pior do que isto parece-nos difícil, mas a verdade é que continuamos a escorregar para o fosso a cada dia que passa.”


O título deste post refere-se a quinze meses. Mas é só por uma questão estilística, pretende-se fazer a concordância dos anos de “roquetismo” com os meses do mais enervante “palermismo”, aproveitando a coincidência do número. Na realidade, o actual estado do SCP conta com dez anos de participação (e de incompetência) do actual presidente do CD e SAD leoninas! D E Z! A N O S! Uma década. Como foi (é) possível isto, num clube que se quer (manter) grande?

Não, não está na hora. Estamos muito atrasados. Mas como vale mais tarde do que nunca e os abundantes elastimáveis factos estão aí, à vista desarmada, haja a suficiente coragem para colocar em prática ‘a’ decisão. E ‘a’ decisão só pode ser uma: cortar o mal pela raiz. Acabar de vez com este mal que nos atingiu e que apesar de multifacetado, tem origem comum, sendo o mal-branco, sem dúvida, a sua versão mais perturbadora...

Termino já com duas breves notas. Acreditem que é com mágoa que escrevo isto, com o coração apertado e num intenso conflito interno: entre aquilo que mais desejo (estar enganado) e aquilo que a razão me dita ao observar a realidade. Não será, certamente, a ultima vez que analiso a actual liderança do nosso SCP. Mas, independentemente do que a sucessão dos acontecimentos ditar, será a ultima vez que a manifesto. A minha opinião está formada. Muito dificilmente mudará. Mesmo desejando que se altere, não acredito que tal aconteça.

domingo, 22 de agosto de 2010

a morte de Alvalade


O Sporting é o Sporting, vive-se, sente-se, ama-se. Poderemos até estar cansados de ama-lo (eu estou cansado), mas o Sporting é imortal e far-nos-á voltar sempre a casa, sem sermos filhos pródigos.

Mas, o Sporting está pejado de filhos pródigos. Escuso-me a contar a parábola do filho pródigo, sobejamente conhecida de todos, mas olhando bem para Alvalade, não podemos deixar de constatar a abundância daqueles que vão e regressam em nome do seu próprio interesse, servindo-se sem servirem o Clube que os vai acolhendo.

O Sporting somos nós e sem nós não há Sporting. Quem somos nós? Os que pagamos as quotas, os que percorrem o país e a Europa a apoiar o clube, os que se dignam a ir às Assembleias Gerais, os que compram ou assinam o Jornal do Clube, os que vão fazendo pequenos sacrifícios em prol do seu sentimento, vivência e amor inexplicável, o Sporting.

Depois, há os tais filhos pródigos, Sportinguistas que gostam de percorrer os corredores do poder de Alvalade, não para tornar o Clube mais forte e competitivo, mas apenas porque é fino percorrer esse corredor, é fino ser-se do Sporting, além de dar jeito para a concretização de interesses e negócios que a todos servem, menos ao Sporting.

O meu negócio quando vou à bola, é beber umas cervejas com os amigos, torcer pelo Clube e regressar a casa, feliz da vida ou com uma cachola do caraças, como vem sendo hábito ultimamente. Diferentemente, há quem fume um bom charuto (nada contra) e vá vendo o jogo sem o mesmo fervor do adepto, porque o que mais lhe interessa é ser visto, falar com fulano e sicrano em prol do suposto interesse ou negócio. A bola não é um prazer, mas sim um álibi, um trampolim para algo mais do que o simples orgasmo que um golo leonino pode provocar.

É verdade que tanto a blogosfera como a imprensa estão carregadas de crónicas e dissertações sobre o momento actual do clube, momento esse que perdura e teima em manter-se actual. Num mundo cada vez mais volátil é interessante verificar que em Alvalade está tudo na mesma de há uns anos a esta parte, ou seja, tudo decadente, sem alma, sem crença nem glória. Não vou entrar na discussão já estafada, sobre os conhecidos problemas que estão a matar o Sporting.

Na Revista do Expresso da semana passada, o Presidente do FCP, Pinto da Costa, concedeu uma interessante entrevista, onde, entre outros temas, abordou as relações com os rivais. Já não há rivais. Apenas há um rival. O Sporting? Esses “são nossos amigos”, referiu o edil Portista.

Pinto da Costa tornou o seu Clube no segundo grande e afastou-nos para terceiro por muito que nos custe admitir. Tratou-nos quase sempre como amigos, ao longo dos anos, adormecendo-nos e explorando ao máximo a nossa rivalidade histórica com o velho rival. Nós, (os filhos pródigos de Alvalade) foram quase sempre na cantiga. O resultado está bem à vista de todos. Pinto da Costa sairá do FCP quando este ultrapassar o SLB em número de troféus conquistados e morrerá com a esperança de que o seu neto pode vir a pertencer ao maior Clube Português, mesmo em número de adeptos.

O Sporting, por razões históricas derivadas do seu código genético, jamais poderia pautar a sua actividade mediante determinadas práticas menos éticas, nada condizentes com os valores e pergaminhos do Clube que sempre se soube diferenciar dos seus rivais quanto à postura social e desportiva dentro e fora das quatro linhas.

Isso é legítimo, admirável, defensável e devemos continuar a pugnar pela verdade, pela irradiação dos apitos, dos túneis e da fruta do futebol português, que está falido e com a reputação pelas ruas da amargura. Não significa isso que se abandone a cruzada contra o sistema conhecido, outrora liderada por nós, que não se tenha posição sobre nada, continuando a ser anjinhos, completamente apáticos, parecendo que nada importa, mesmo quando está em causa a defesa dos nossos mais elevados interesses do Clube.

Parece que já não contamos, somos constantemente ignorados, ninguém nos teme, ninguém nos passa cartão. Tornou-se banal ganhar um jogo ao Sporting, tornou-se banal prejudicar o Sporting, tornou-se normal tratar mal o Sporting, porque quem representa o Clube, pouco ou nada se importa com isso nem nada parece estar a fazer de forma assertiva para alterar esta penosa situação que se abateu em Alvalade.

20.057 almas, estiveram quinta-feira em Alvalade num jogo europeu. Eu estive lá. Fiz meia dúzia de telefonemas a amigos, antigos companheiros de lugar em Alvalade, todos sócios, todos residentes na área de Lisboa. Nota dominante: todos continuam sócios, todos pagam quotas, nenhum vai a Alvalade. Estão realmente cansados de amar este Sporting. Estão cansados de se deitar e acordar no dia seguinte com o sabor amargo da derrota, do desvario, da falta de rumo e de horizonte, precisamente aquilo que no "nosso amigo" a norte não se passa.

O Sporting como o conhecemos, parece já não existir, parece estar a morrer, padecendo de uma doença crónica que todos os dias vai comendo um pouco mais da nossa alma. É todo o pomar que parece estar podre. É mau de mais, como diz Santana Lopes, o homem que tem medo dos elevadores do dragão, "responsável" pela debandada de milhares de sócios quando foi Presidente do nosso Clube.
Mas o nosso Sporting existe, ainda vive, não precisa de ser ressuscitado, porque não morreu. Não estamos reduzidos às cinzas do antigo estádio que parece que nos levou a alma e a mística. A morte de Alvalade parece ser uma certeza para muitos. Pior do que isto parece-nos difícil, mas a verdade é que continuamos a escorregar para o fosso a cada dia que passa. Não haverá reestruturação financeira que nos valha se continuarmos reduzidos a este fosso, a este vazio, a este penoso caminho.

Há quem acredite na morte do Sporting. Nós podemos salvar o Sporting. Os meus amigos, sócios, que ficam em casa, podem salvar o Sporting. Todos aqueles que deixaram de ir a Alvalade pelas razões que sabemos, podem salvar o Sporting. Há certas alturas na vida, que é preciso dizer bem alto: o povo é quem mais ordena. Aquele povo de que Marco Aurélio falou, pode salvar o Sporting, precisamente para evitar a morte de Alvalade e acabar com o estigma.

sábado, 21 de agosto de 2010

Amar também cansa

    A hora do cansaço
    As coisas que amamos,
    as pessoas que amamos
    são eternas até certo ponto.
    Duram o infinito variável
    no limite de nosso poder
    de respirar a eternidade.

    Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
    dar-lhes moldura de granito.
    De outra matéria se tornam, absoluta,
    numa outra (maior) realidade.

    Começam a esmaecer quando nos cansamos,
    e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
    de aspirar a resina do eterno.
    Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
    Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
    rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

    Do sonho de eterno fica esse gozo acre
    na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

    Carlos Drummond de Andrade

Momentos como o vivido actualmente no Sporting ocorreram com tanta frequência nos últimos anos que é difícil dizer que este é o pior. Mas é impossível fechar os olhos à magnitude e frequência de uma série infindável de más decisões e consequentes insucessos e não constatar a erosão que os mesmos estão a provocar no Sportinguismo. Os sinais são tão evidentes que elencá-los é uma tarefa tão fastidiosa como dolorosa.

Dizia ontem que de JEB já nada espero. Mas é bom que se perceba que quando me refiro ao nosso presidente incluo todos os que o acompanham nos órgãos sociais do clube e da SAD, cujo silêncio não é mais que a demissão das suas responsabilidades ou a aprovação tácita da actual gestão, responsável pela situação em que os encontramos.

Dizia também que vejo como muito difícil o surgimento de uma alternativa à actual gestão, tendo em conta os resultados eleitorais de há um ano. Com a agravante da letargia, conformismo e resignação com que a generalidade dos Sportinguistas aguentou um ano de gestão ruinosa para o espírito Sportinguista, seja ela avaliada pela gestão desportiva ou económico- financeira. Quem se sentem inspirado pela tarefa de  ser presidente de um clube de acomodados?

O Sporting não tem hoje oposição constituída, o que é tão preocupante como estranho, face ao momento do clube. Compreendo o difícil papel de todos os meus consócios que se queiram apresentar como alternativa, porque os critérios e a exigência com que são avaliados pelos sócios é de uma duplicidade angustiante. Faz algum sentido dizer ainda hoje que o antigo candidato Paulo Cristóvão que não tinha credibilidade, quando tudo vem sendo permitido ao Presidente Bettencourt?

Mas é indiscutível que o Sporting carece de uma liderança forte. Que, para se constituir e ganhar força entre nós, não pode falar apenas quando as coisas correm mal. E ainda ajuda menos não haver alguém que ofereça, com um discurso sólido e coerente, um projecto desportivo consistente, em alternativa à mediocridade vigente. É com muita pena e com arrepios na espinha que leio considerações tão superficiais como absolutamente disparatadas sobre o que são as necessidades do futebol leonino. Para dizer e fazer disparates já lá temos gente há muito tempo. Quem quiser ser visto de forma credível, tem que dizer e fazer muito mais e melhor do que apenas aquilo que os adeptos gostam de ouvir. Falar verdade é o caminho. Num dos piores momentos da história de Inglaterra Churchill mobilizou a vontade de uma nação dizendo clara e cruamente: "Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor."

Temo pelos próximos tempos, porque, no actual estado da alma leonina, a recuperação de todas as outras condições está fatalmente condenada. São muitos os Sportinguistas que, cansados, não estão dispostos a ser testemunhas da nossa falência, que, mais do que financeira é anímica. Como diz Drummond de Andrade, “As coisas que amamos (…) são eternas até certo ponto,” e (…)Começam a esmaecer quando nos cansamos”. Não me parece que seja a hora de atirar a toalha ao chão, ficando na história do nosso cube como os que “rebaixaram o amor ao estado de utilidade”, deixando de aspirar para o Sporting “a resina do eterno”.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Porque temos 104 anos e somos o Sporting Clube de Portugal

O Sporting comemora hoje 104 anos de existência e é o único clube, dos 3 grandes, que pode afirmar a sua idade sem receio de ser desmentido.

“O Sporting Clube de Portugal tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902 por iniciativa de dois irmãos, Francisco e José Maria Simões. Dois anos depois, tendo o Belas Football Clube realizado um único jogo de futebol contra o Sport Lisboa, alguns dos seus sócios Fundadores criaram o Campo Grande Football Clube. Apesar do nome, esta associação dedicava-se especialmente a festas, bailes e piqueniques, o que gerou alguns conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação. Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objectivo da instituição levaram à saída de 5 membros. Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Visconde de Alvalade, Dr. Alfredo Augusto Neves Coelho de Alvalade Holtreman.”

Os dez sócios fundadores foram José Alvalade, José Maria Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Alfredo Augusto das Neves Holtreman, Fernando Soares Cardoso Barbosa, José Stromp, Henrique Almeida, Leite Júnior, João H. Scarlett, Francisco Quintela Mendonça e Alfredo Botelho. Realizaram a primeira Assembleia Geral em 8 de Maio de 1906 com o objectivo de eleger a direcção. Foi então eleito o Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman como Presidente da Direcção, sendo-lhe conferido o título de "sócio-protector" em virtude de todo o apoio prestado à criação do novo clube. Nesta reunião, Holtreman afirmou que pretendia que o clube, na ocasião ainda sem nome definido, fosse "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa". E conseguimos fazer do sonho realidade! A 26 de Maio foi adoptado o nome Campo Grande Sporting Clube mas, a 1 de Julho, por sugestão de António Félix da Costa Júnior, a Assembleia Geral aprovou a alteração definitiva para Sporting Clube de Portugal. Esta foi uma data marcante uma vez que, em Julho de 1920, por proposta de Nuno Soares Júnior, a Assembleia Geral adoptou a data de 1 de Julho de 1906 como a da fundação oficial do Sporting.”

Ao contrário de outros, o Sporting Clube de Portugal não recorre à data das fundações das entidades progenitoras para datar a sua origem. Da mesma forma que qualquer um de nós ostenta no bilhete de identidade a respectiva data de nascimento e não a dos seus pais, avós ou bisavós. São por “pormaiores” como este, que se podem juntar a muitos outros ocorridos ao longo da sua história, que o Sporting pode afirmar com propriedade que é um clube diferente e de cuja história nos podemos orgulhar! O futuro será o que, agora no presente, estamos a construir.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Conta-lhe como foi...

Se há alguém que pode ajudar Marco Torsiglieri a perceber a grandeza do Sporting é Tiago, que, na foto surge precisamente ao lado do novo recruta. Ele que lhe faça uma visita guiada ao Mundo Sporting e de seguida lhe conte como foi a festa no dia 14 de Maio de 2000.

Do site do Sporting:
Marco Torsiglieri é o mais novo reforço dos «leões». O argentino, defesa-central esquerdino, assinou contrato válido até 2014 e garante que tudo fará para ser uma opção válida para o treinador Paulo Sérgio.

Sporting - Como encarou a vinda para o Sporting Clube de Portugal?
Marco Torsiglieri - Estou muito contente por ter sido uma opção para ingressar no Sporting. Vim com muita expectativa, humildade e com muita vontade de trabalhar.

- O Sporting é um Clube que tem como filosofia lançar jovens e ajudá-los a vencer na carreira (casos de Cristiano Ronaldo, Figo, Nani, por exemplo). Esta forma de estar na vida do Sporting foi determinante para a sua escolha, uma vez que também é ainda tão jovem?
- Sim, sei que o Sporting é um Clube que lança muitos jogadores da sua "cantera" e, por ser um Clube grande, ajuda-os a crescer e a ir longe. É uma grande iniciativa por parte do Clube. Quanto a mim, vir para o Sporting vai ser uma boa experiência, pois estou certo de que vou evoluir bastante enquanto jogador.

- Está ansioso por começar a trabalhar?
- Estou muito ansioso por conhecer os meus novos companheiros e treinadores. Pretendo estar bem fisicamente para ser uma boa opção para o «mister».

- O que vai acrescentar à equipa? O que podem os adeptos esperar de si?
- Sou um jogador muito «agressivo» na marcação, sou forte na antecipação e também tenho boas capacidades em termos de futebol aéreo. Creio que estas vão ser as minhas mais-valias junto do grupo.

- O Sporting tem uma massa associativa muito exigente e, ao mesmo a mais fiel do campeonato português. Que mensagem quer deixar aos sportinguistas?
- Da minha parte, tudo farei para não desapontar quem apostou em mim, bem como a todos os sócios e adeptos. Vou trabalhar com todo o afinco, humildade, uma vez que o meu maior objectivo é ajudar o grupo a conquistar o título. O Sporting é um grande Clube, por isso, tem que ser Campeão. 
- // -
O Director para o futebol do Sporting, Costinha, falou com optimismo e esperança sobre a chegada de Marco Torsiglieri e prometeu mais novidades para breve. Mas deixou bem claro que Hugo Viana não será um dos reforços a apresentar...

– Marco Torsiglieri era um reforço há muito pretendido?
– Era um jogador por nós referenciado há algum tempo e que o treinador também conhecia. Trata-se de um central canhoto, o que é sempre importante, e um jogador com características diferentes dos que temos no plantel. É mais um para juntar ao «nós»! Acreditamos que vai integrar-se rapidamente e ajudar o Sporting a ser mais forte.

– Estão mais reforços previstos para breve?
– Tal como eu e o presidente já referimos, a equipa vai ser reforçada mas sempre dentro das nossas possibilidades. Estamos a trabalhar sempre em sintonia com o Paulo Sérgio e, a seu tempo, os adeptos do Sporting terão novidades... Mas vai haver mais reforços.

– Para esclarecimento dos sportinguistas pergunto: Hugo Viana é hipótese?
Não, Hugo Viana não será um dos reforços. O Sporting está a preparar o futuro com equilíbrio e dentro da realidade que tem neste momento. Além disso, nunca discutiremos contratos ou negociaremos com jogadores através da Comunicação Social... Nem é nossa política comparar salários ou outro tipo de condições contratuais. Os jogadores não são todos iguais... O Hugo Viana sabe o que quer para a sua vida, o Sporting sabe o que quer para o seu plantel. Apresentámos uma proposta ao jogador mas o Hugo Viana não abdicou do que ganhava em Valência, portanto, não será hipótese para o Sporting.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais fortes!

Já aqui me havia referido ao que penso sobre a aquisição de Maniche e Evaldo, pelo que não vou massacrar os que fazem o favor de nos ler, repetindo os mesmos argumentos. Há nestas 2 aquisições 2 dados que não abordei então e que julgo pertinentes. No caso de Maniche é uma jogada de risco de Costinha, quando contrata um jogador que às naturais reservas que a sua idade e preço suscitam junta o facto de ser seu amigo pessoal. Pagar 3 milhões por 90% passe de Evaldo é um excelente negócio para o Sporting que equipa de vermelho e é da cidade dos arcebispos, e uma bela forma de eles encurtarem as distâncias que ainda julgamos que nos separam. Acrescento apenas que tenho dúvidas que, se a ideia é vender Veloso e Moutinho para ficar com Maniche e Hugo Viana, duvido que ficaremos mais fortes. Mas uma contratação com o peso de Maniche deixa-nos pelo menos mais fortes na… balança.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sinais de doença infecciosa

No dia em que se fazia o velório de uma época terrível, marcada por resultados desastrosos e por não menos deploráveis incidentes, festejaram-se em Alvalade os golos no Dragão. Tão feio como estar na cabeceira da cama de um ente querido doente a dar vivas à sorte do seu antagonista de sempre. Este ridículo não mata mas fere o meu orgulho leonino.

No dia em que se homenageava um jogador que os adeptos elegeram como exemplo de entrega, dedicação e amor ao clube, Alvalade declarou a preferência por um “Domingos campeão”, entre insultos a Rui Patricio, homem da casa, que nem jogou. O mesmo Domingos que Iordanov viu, com terrível eficácia, (acolitado pelo Valente e outros imortais…) destruir as nossas aspirações de matar o jejum antes de este completar a maioridade. Foi essa eficácia que Sousa Cintra cobiçou e tentou devolver ao ponta-de-lança diminuído por um exílio dourado nas Canárias. O melhor que conseguiu foi vê-lo fazer meia viagem em direcção a Lisboa e outro tanto para o colo de Pinto da Costa.

Há nestes dois episódios muito pouco de Sporting. Pelo menos do Sporting que se diz diferente e dos adeptos que se têm como os melhores do mundo. Indigno-me ainda mais quando apontam o exemplo dos adeptos da Lazio, que este fim-de-semana vitoriaram o Inter. Isto porque a derrota do seu próprio clube se oponha às pretensões da Roma alcançar o título! Talvez resida nesta dissoluta permissividade a explicação para o pobre palmarés “lazialle” em 110 anos de história. No mesmo pecúlio onde conta apenas 2 magros títulos italianos, abunda uma condenação por corrupção nos anos 80.

Há aqui sintomas de doença. De nada vale contestar os dirigentes quando somos nós os adeptos a baixar o nível. Ou querem-me fazer crer que podemos matar adeptos adversários com verilights, apenas porque uns desgraçados já o fizeram antes? E que autoridade temos de contestar Bettencourt por se sentar ao lado de Pinto da Costa, se somos nós que saltamos com os golos do FCPorto?

Para quem não percebe o que está em jogo pergunto: Alguém imagina o Manuel Fernandes aos saltos, cantando: “eu só quero o Domingos campeão”? Lembrem-se das circunstâncias da morte dos dois adeptos cuja memória hoje celebramos. Alguém os imagina aos pulos com os golos do FCPorto, mesmo sabendo que, tal como eu, não gostariam de ver o SLBenfica campeão?

Este está longe de ser o melhor momento da história do nosso clube. Mas sucumbir ao desgosto, abdicar dos nossos valores e do que representa o nome Sporting Clube de Portugal é prescindir do espírito campeão que não se deixou vergar durante 18 anos de provações. Não sou pelo “politicamente correcto” ou pela “moral e bons costumes”. Sou pela irreverência e o inconformismo que já foram imagem de marca em Alvalade. Eu tenho memória! Se somos os melhores não nos servem os exemplos alheios, nós é que ditamos o padrão. Copiam-nos a nós e não o contrário. Na semana em que os nossos adversários nos deram mostras da sua verdadeira natureza, devíamos ter sabido mostrar a distância que nos separa.

Por falar em carácter, espírito indomável e vencedor, lembro-me de Nelson Mandela, cujo exemplo serviu de inspiração  a Clint Eastwood para realizar o filme Invictus. Apesar de preso 27 anos numa cela cujas paredes conseguia tocar de braços abertos, Mandela não cedeu ao ódio. O poema Invictus, de Ernest Henley, serviu-lhe de inspiração, a mesma que havia de partilhar com a equipa de râguebi, que se haveria de sagrar campeã mundial. Esse foi talvez o primeiro e quiçá ultimo grande momento de união de uma nação. Sei que a poesia não está na moda, tal como parece acontecer com o melhor do espírito leonino, mas mesmo assim arrisco a partilhar com os leitores do “ANorte”.

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por minha alma indomável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Hoje é dia de festa!

Hoje é dia de festa e a alma leonina cantará finalmente a homenagem devida a Ivailo Iordanov. Uma celebração apropriada ao restauro do espírito leonino, após época de profunda erosão, que permitirá o convívio com outros nomes que conquistaram um lugar na história recente do nosso clube. E como é bom ouvir André Cruz ou Marco Aurélio a falarem como um de nós. Faça-se então a festa.

Mas se tudo está bem quando acaba bem é bom que todo o processo que conduziu a este desfecho tenha servido de lição. Não aos adeptos, mas a quem foi eleito para nos representar. E se há caso que em o contrato que obriga os eleitos a interpretar e executar os desejos dos Sportinguistas foi negligenciado ou até rasgado foi o da homenagem a Iordanov. É bem provável que, face ao sucedido, a história registe o acto de hoje como uma homenagem feita compulsivamente, ao abrigo de um acordo sem alternativa, face a decisões já ratificadas por sucessivas instâncias da Magistratura Judicial. Se tal suceder, poucas vezes terá ficado tão distorcida a realidade e a vontade dos Sportinguistas. Ainda bem que Bettencourt percebeu a tempo o erro dos seus antecessores.

É pois mais que justa a homenagem ao Mochilas. Mas é minha convicção que muitas outras deviam e podem ainda ser feitas. É que se o búlgaro representa a entrega e a dedicação, há outros que ainda acrescentam classe e Sportinguismo do berço até ao fim dos seus dias. E se as homenagens não devem ser banalizadas também não podem ser esquecidas. Assim como nem todas têm que culminar num jogo de homenagem.

Mas parece-me não haver dúvidas que o Clube, sobretudo quem o dirige, precisa de saber conviver mais e melhor com aqueles que fizeram deste o clube que hoje somos e de que nos devemos de orgulhar, mesmo que os tempos não sejam os que gostaríamos que fossem. A propósito, quando é que se dá cumprimento à decisão do Congresso, ( pelo menos essa…) tornando Moniz Pereira final e muito justamente Presidente Honorário?

sábado, 1 de maio de 2010

A ver os comboios passar


Dizia ontem o Daniel Oliveira na sua crónica semanal no Record: "O Sporting merece os muitos pontos de distância a que está do primeiro. Foi um ano dominado por uma sucessão extraordinária de disparates. Mas vem de antes. A verdade é que o Sporting acredita que pode resolver os seus problemas financeiros sem resolver os seus problemas desportivos. É impossível: precisa de valorizar os jogadores que forma na academia, de público no estádio, de sócios e da venda de merchandising. E tudo isto só se consegue com vitórias. Infelizmente, os gestores do clube estão mais preocupados com os seus pequenos poderes. Preferem um treinador mais frágil que não os conteste, a alguém que os leve à vitória mas lhes faça exigências. E, aparentemente, não se preocupam com o poder interno dos bancos e dos agentes de jogadores. Esta e as anteriores direções do Sporting têm vistas curtas. E nós só chegamos até onde os nossos olhos veem."

É verdade. Isto é apenas o que os nossos olhos vêem. Falta saber o que estará para lá do seu alcance. Mas o que já se avista não será suficiente para os Sportinguistas se interrogarem se é este o clube que desejam e se o caminho que vem sendo seguido é o mais indicado? Alguns de nós já fazem essa reflexão há muito, muitos outros há ainda mais tempo que concluíram e alertam que é preciso mudar. Mas enquanto a maioria legitimar em votos, em palavras ou em silêncios cúmplices, passando verdadeiros cheques em branco a troco de nada, dificilmente podermos esperar melhor.

Parece-me que os Sportinguistas, a grande maioria, preferiu sentar e esperar para ver. (A mim parece-me mais pagar para ver, e creio mesmo que essa factura será bastante elevada). Mas importa pouco o que penso. Importa mais o que pensa a maioria de que falo acima. E essa grande fatia de Sportinguistas entende que esta direcção tem um mandato para cumprir e que deve ser apoiada. E eu penso exactamente da mesma forma. As minhas divergências com essa maioria são porém insanáveis quando acham que esse apoio deve ser incondicional. Apoio incondicional merece-o apenas o clube que é o Sporting Clube de Portugal. A direcção, seja ela qual for, tem de saber merecer o apoio, dirigindo, cumprindo o mandato que lhe foi confiado. Mas o papel dessa maioria não se esgotou no momento do voto, apenas deu inicio a um novo capítulo. Cabe a todos não só apoiar como também exigir, assim como também se opor ao que não serve os interesses do Sporting. Sem uma actuação pró-activa e interessada ganhamos o direito de reclamar. Estão todos satisfeitos e tranquilos com o rumo seguido?

Desenganem-se os que pensam que, se este novo parágrafo da nossa história arguir e culpar os actuais dirigentes, não seremos todos nós igualmente sentenciados, ou que ficaremos isentos de prestação de contas às gerações que se seguirem. Como dizem os estatutos compete-nos “honrar o Clube e defender o seu nome e prestígio”. Tenho cada vez mais dúvidas que estejamos a cumprir o nosso papel e de há muito a esta parte. Por vezes parece-me que estamos apenas sentados a ver os comboios passar. Dizia ontem o presidente em Castelo Branco: "Deixem-me só fazer mais algumas coisas". Pois não nos pode acusar de não saber esperar.

Ou como diz o Jack Johnson:
Must I always be waiting, waiting on you   
Must I always be playing, playing your fool.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Morais recolheu ao seu cantinho


Soube hoje ao fim do dia da morte de João Morais. Desde há algum tempo que sabia que esta noticia acabaria por chegar, infelizmente mais cedo do que todos desejaríamos.

Tive oportunidade de o entrevistar por ocasião do 45º aniversário do maior feito internacional de sempre do nosso clube. Julgo tratar-se da sua última entrevista, e por isso ficará como um marco histórico que orgulhosamente partilhamos com os nossos leitores. Mas a entrevista foi apenas um pequeno episódio, uma pequena gota de um mar de emoção e orgulho que foram os dias que a antecederam ou sucederam. Tive a honra de o ter sentado no lugar de honra da minha mesa de jantar (a foto dá esse testemunho) e de, para lá das glórias e decepções que a vida lhe proporcionou, ter permanecido um dentro dele um menino tão traquinas como amável, que a idade não conseguiu domar. Provavelmente a mesma irreverência que o levou, naquele dia que o tornou célebre, a apontar, de forma directa, o que normalmente se faz para a molhada. Dizia ele então, respondendo a uma pergunta minha:

O que lhe deu para marcar aquele canto daquela forma? Foi por acaso?
Não foi nada por acaso. O Gilberto Cardoso era o nosso treinador do inicio de época, que saiu para dar lugar ao Anselmo Fernandes. Com o Gilberto Cardoso treinava muitas vezes aquele lance. E quando fui marcar o Manuel Marques (massagista, grande figura Sportinguista) disse-me para marcar dessa forma. Eu agarrei na bola, fiz a minha reza e disse-lhe: anda lá minha menina, vais entrar ali naquela baliza. Quando a bola me bateu na bota, naquele sitio que eu sabia, senti logo que ia entrar. E entrou mesmo!

O resto podem ler em:

De um cantinho para a Glória: entrevista com João Morais

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bring the boys back home

Enquanto os jornais parecem querer superar com a chuva de nomes de técnicos e jogadores a água que tem caído por estes dias no Rio de Janeiro, os Sportinguistas aguardam com ansiedade noticias que os tranquilizem relativamente à época 2010/11. Porque não querem ver os erros da que agora termina repetidos e por perceberem que a época que se avizinha será de disputa intensa. SLB e SCB quererão manter o nível deste ano e o FCP tudo fará para manter o nível de conquistas dos anos anteriores.

Ninguém duvida que a tarefa de JEB e Costinha é difícil. O dinheiro não abunda, facto que nunca parece ser levado em linha de conta pelos adeptos quando formulam as suas longas listas de aquisições e dispensas. É que além de fortalecer todo o Dep. de Futebol é também importante chamar os Sportinguistas de volta ao estádio. E para isso Carvalhal já deixou ficar um esboço, como se viu nas eliminatórias da Liga Europa. Jogar para ganhar, sempre mais fácil de dizer do que demonstrar na prática, é o futebol do Sporting de que me tornei adepto e sócio e é esse que traz gente a Alvalade. 

Por isso a decisão do novo treinador é a mais importante. Pensar nela e ao mesmo tempo pensar numa solução barata é de imediato condicionar o êxito da escolha. A competência, a motivação pessoal, e a disponibilidade total são condições imprescindíveis. Antes da saída de Paulo Bento parecia-me que este plantel, mais do que uma “varridela” de nomes precisava de uma revolução mental e táctica. Com parte desse trabalho já entretanto executado, o Sporting precisa de um treinador que ponha outra vez o Sporting a jogar à Sporting. E assim os Sportinguistas voltarão em força a Alvalade.

Bring the boys and girls back home!!!


domingo, 14 de março de 2010

Que a alegria continue

Jogo muito interessante de seguir é o que me parece ser o que logo nos oporá ao Vitória de Guimarães. Trata-se de uma equipa bem orientada, que tem dado excelente réplica aos grandes neste campeonato, e que vê neste jogo a possibilidade, em caso de vitória, a possibilidade de nos roubar o 4º lugar. Os vimaranenses estão num bom momento, como indicam as 3 vitórias consecutivas (Leixões, Leiria e Nacional) com que chegam a Alvalade. Este duelo colectivo terá no relvado uma luta muito particular: Nilson e Patrício não sofrem golos há 391 minutos e quererão ambos prolongar essa contabilidade.

O Sporting chega a este jogo no seu melhor momento da época, como reconhece Carvalhal. E por isso, mais do que qualquer preocupação especial com o adversário, é o que a equipa for capaz de fazer que ditará a sorte do jogo, uma vez que não se discute a nossa vantagem em termos individuais. Há contudo alguns desafios para Carvalhal. Grimi está impedido de jogar na 5ª feira, pelo que seria aconselhável dar minutos a Pedro Silva, seu potencial substituto. O mesmo seria recomendável fazer com o eclipsado Caneira, uma vez que Tonel é uma carta fora do baralho e Carriço também o parece ser. Pelas mesma razões impunha-se a rodagem de Pereirinha, uma vez que Vukcevic deixou de contar depois do jogo com a Académica.

Não acredito que CC faça uma revolução, o jogo de logo é importante para as nossas aspirações e prestigio, tal como o da próxima quinta-feira. Dos adeptos aos jogadores, muitas das cabeças já estarão nesse jogo. Se esquecermos o de logo ele será muito difícil de ganhar. Era muito bom que a alegria continuasse.

Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Tiago;
Defesas: Abel, João Pereira, Pedro Silva, Polga, Tonel, Caneira, Grimi;
Médios: Adrien, Pedro Mendes, Miguel Veloso, Izmailov, Matías, Pereirinha, Moutinho;
Avançados: Saleiro, Liedson e Sinama-Pongolle

P.S. Logo, pelas 13h, Naíde Gomes ataca o titulo mundial de salto em comprimento em pista coberta. Estou impossibilitado de assistir mas espero que seja mais um título, ou pelo menos mais uma medalha, a premiar a matriz ecléctica do nosso clube.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Resistência e lição colectiva

O Sporting fez o que lhe competia para trazer um bom resultado de Madrid. Disposição táctica adequada, postura e atitudes dos jogadores ajustadas à importância do que estava em disputa. Carvalhal e sus muchachos estiveram à altura do esforço dos adeptos, muitos deles vítimas nas ruas de Madrid, por parte da polícia local, da mesma arbitrariedade que os jogadores tiveram que sofrer no relvado. Há quanto tempo não se via este sentido colectivo e capacidade de sofrimento? O critério do árbitro encarregou-se de desequilibrar um jogo em que podíamos ter conseguido um resultado muito mais favorável. Enquanto estivemos 11 no relvado fomos a equipa mais equilibrada e a que esteve mais perto de marcar.

A decisão da eliminatória será em Alvalade, onde nos espera um jogo difícil, sem dúvida, mas os quartos-de-final estão perfeitamente ao nosso alcance. Não posso terminar sem falar do artista do apito. É fácil bater no Grimi, mas a verdade é que o critério que lhe valeu o 1º amarelo nunca foi aplicado aos espanhóis. A expulsão de Tonel é ridícula. O Atlético pôde fazer faltas que a nós eram sancionadas. Vergonhosa actuação, digna daquelas que vemos nos relvados nacionais.Depois  de ter retirado a possibilidade de o Vitória de Guimarães alcançar a 1ª presença na Champions League, este sr. bem esforçou para nos encostar às cordas.

Demonstração de grandeza


Comenta-se com alguma perplexidade mal disfarçada a mobilização dos adeptos Sportinguistas, que desde hoje de manhã marcam presença nas principais ruas de Madrid. Só quem não nos conhece é que não percebe que estamos com vontade, e muitos de nós com saudade, de viver momentos de glória e  que não é pela sua massa de apoio que o clube não os vive com frequência. Os adeptos não  têm dúvidas que apoiam um grande clube.

A demonstração de grandeza pelo número de apoiantes, que acorreram de todo o País e de alguns pontos do estrangeiro, sairá daqui a pouco de uma das praças emblemáticas de Madrid para se desaguar no Vicente Calderon. Aí o clube e os adeptos, em dois momentos distintos, deixarão expressa uma manifestação do nobre espírito leonino. No inicio do jogo Moutinho entregará uma coroa de flores em memória dos madrilenos vitimas do 11 de Março de 2004. Aos 11 minutos de jogo, a solicitação da Associação de Adeptos Sportinguistas  e da sua congénere colchonera, o jogo será “suspenso” por um minuto de aplausos, lembrando simbolicamente a forma brutal como foi interrompida a vida há 6 anos na capital madrilena.

Respaldada  por um apoio sem precedentes num jogo em solo estrangeiro, espera-se que a equipa jogue como um grande. Estima-se que não caia em tentação de jogar demasiado recuada, que saiba esperar e não desperdiçar a oportunidade para infligir danos. As ausências de Carriço e Djaló são uma limitação à estratégia, mas também uma oportunidade para surpreender. Quique sabe como jogamos com eles (deve ter visto os jogos recentes) não sabe como o faremos sem eles. Uma demonstração de grandeza é que todos esperamos de logo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sporting, mucho más que fútbol

Já se joga a próxima eliminatória da Liga Europa dos 2 lados da fronteira. Enquanto por cá se fazem os preparativos para a grande invasão de quinta-feira, naquilo que se espera seja uma demonstração da grandeza do nosso clube, do lado é para já na imprensa onde se podem observar algumas reacções.  Não , não se preocupem, que não vou perder tempo com declarações infelizes de infelizes.

Num artigo que merece leitura atenta, o Mundo Deportivo, compara-nos com o Atletico de Madrid, “Si hablamos estrictamente de fútbol, podríamos definir al Sporting de Portugal como el Atlético de Madrid del país vecino”. Não comento a justiça da comparação, por não ter uma noção exacta da implantação do nosso adversário no tecido social espanhol, embora me pareça bem menor do que a que nos equivale em Portugal. Por isso talvez o jornalista acrescente que “El conjunto lisboeta cuenta con más de 100.000 'socios' y más de 300 peñas en todo el mundo.”

Mas o que me parece digno de reflexão da nossa parte, é a quando se compara a trajectória histórica de ambos os clubes, dando conta da divergência do actual Atlético de Madrid  com aquele que foi criado, tornando-se num clube cada vez mais de apenas futebol. “Con el paso de los años el cuadro rojiblanco fue perdiendo sus secciones,”, “algo que no sucedió con el Sporting que a día de hoy tiene equipos en más de 20 disciplinas deportivas a parte del fútbol”, quando tiveram os 2 clubes, na sua criação uma filosofia comum “Entonces se creó (o Sporting) como una entidad multidisciplinar, algo que también sucedió con el Atlético.” O artigo prossegue fazendo-nos justiça, que por vezes é por nós e pelo País esquecida "el Sporting es el club deportivo, por detrás del Barcelona, más laureado del mundo.” A ler e meditar, no dia em que a formação foi mais uma vez objecto de atenções mundiais via CNN. Apetece-me perguntar: que modelo de clube é que andamos à procura? Não seria melhor trabalhar mais e melhor o que nos fez grandes e soubemos fazer como ninguém?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Leão morde onde dói mais!

O Sporting feriu hoje de morte o dragão, colocando-o fora da disputa da Liga Sagres, razão para encher de orgulho os adeptos. O Sporting de que eu gosto não faz fretes, tem uma camisola para honrar.

Exibição quase irrepreensível, num jogo que começou a ser ganho no gabinete do treinador e complementada no campo com a agressividade e empenhamento. A qualidade individual e postura colectiva fizeram o resto. Este ano quando existiu uma verdadeira equipa ganhamos ou pelo menos disputamos os jogos do princípio ao fim conseguindo ocultar os seus pontos fracos. Por certo hoje ninguém consegue apontar um jogador que não tenha merecido a vitória!

Não pode passar em branco a devolução do correctivo da Taça, devolvendo uma eliminação,desta vez no campeonato. Como esteve diferente esta equipa hoje! Defendendo longe da área, manietando os extremos e estendendo o nosso ataque, assegurando presença na área no ataque. No 1º e no 3ª golo tinhamos 4 jogadores dentro do último reduto azul. No lançamento do jogo pedia para jogarmos bem, conseguimo-lo e por isso ganhamos!

É para jogar bem!



A poucas horas do clássico são pouco importantes as palavras. À equipa do Sporting peço apenas que jogue o que sabe, que jogue o que está ao seu alcance. E se o fizer estará meio resultado feito. O resto ficará a cargo dos factores aleatórios de qualquer modalidade desportiva. Tendo em conta a importância do jogo na decisão da Liga Sagres, esperemos que não haja qualquer manobra para inclinar o campo. Poucos têm sido os jogos com o adversário de logo em que isso não tem acontecido. Para melhor oportunidade ficará a análise à convocatória para o jogo de logo.

Não termino sem deixar a excelente sugestão do nosso leitor Nastase, que muito nos honra. Provavelmente já não a tempo do jogo de logo, mas muito pertinente, por estar relacionado com um esquecimento muito comum entre os Sportingistas:O Sporting é de Portugal e do mundo inteiro, onde existem Sportinguistas e não apenas de um bairro ou cidade.

Já se sabe que num clássico desses, tem vindo a ser cantado de forma recorrente o "Cheira bem, Cheira a Lisboa". Eu não sou de Lisboa. Uns 60Km mais a Norte. Apesar de ser uma cidade que trago no coração, não me revejo nesse cântico pois o Sporting, como toda a gente sabe, é de Portugal.

Por isso gostaria de sugerir uma nova letra para ser cantada sobre a mesma melodia:

Uns Leões de vitórias esfomeados,
Cheira bem, cheira ao Sporting!
Uma história de glória centenária,
Cheira bem, cheira ao Sporting

Do Futebol, basquetebol ao hóquei!
Andebol, atletismo ou futsal!
Cheira bem porque é o Sporting,
O Sporting Clube de Portugal!

Pode parecer pouco mas julgo que este seria um bom incentivo para nos apropriarmos de uma melodia muito conhecida e relembrar às pessoas que o Sporting é, de facto, um Clube de Portugal! O único com o nome da nação!

Pedro Anastácio aka Nastase
Sócio nº 61.107

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