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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A razão e o coração

A missão difícil
Por certo que ninguém ignora que, se não conseguirmos o apuramento para fase de grupos da Liga Europa, grande parte desse insucesso de deverá ao jogo da 1ª mão, em casa. Assim, logo, a partir das 18:00 o Sporting bater-se-á contra vários adversários: i) a história, uma vez que nunca logrou contrariar fora de portas um resultado tão adverso em casa; ii) contra si mesmo, isto é, o seu próprio momento, tendo em conta o que têm sido as suas prestações em jogos oficiais; iii) o adversário propriamente dito, com as velas cheias do vento do resultado tão excelente como improvável, acrescido pela retaguarda entusiasmada e surpreendida dos seus adeptos. Complicado que foi o que já não era fácil, o que poderemos então fazer?

O general perdido no seu labirinto
O papel do treinador é primordial. E esse é neste momento o meu principal temor. Do que tenho visto, são vários os equívocos ainda por resolver no processo de jogo do Sporting, dos pés à cabeça. Paulo Sérgio tem-me feito lembrar, nas suas opções, os treinadores ingleses, para quem a táctica parece ser tratada como um mal necessário. O Sporting, na maior parte do tempo, se não tem jogado no pontapé para a frente, tem andado lá perto. E isto, meus caros, é a pré-história do futebol. Está para o futebol como os grelhados para a culinária.

A equipa tem dificuldade a jogar com bola: quando a tem em seu poder parece querer livrar-se dela o mais depressa possível. (O treinador e até alguns adeptos parecem querer inclinar-se para questões sempre perigosas como o carácter – a falta dele – dos jogadores. A mim parece-me que esta é uma questão de treino e de filosofia de jogo.).  A distância que medeia entre os sectores transforma a equipa no continente que deveria ser num arquipélago de 3 ilhas. A movimentação interior quase não existe e a penetração pelos flancos é, em regra, uma miragem. A saída de Postiga agravou a falta de apoio frontal para oferecer linhas de passe e temporizações que permitam subir os blocos. O esquema de duplo pivot faz as arrastadeiras parecer aviões supersónicos.

E se se joga deficientemente com bola, sem ela o panorama não é melhor. Paulo Sérgio quer a equipa a pressionar alto mas até agora o que se tem visto é uma tentativa anárquica para o fazer. E fazê-lo a todo o tempo é desgastante, residindo talvez aí a explicação entre as razoáveis primeiras partes e os sofríveis 45 minutos finais. E talvez esteja também aí a explicação para a anarquia: a pressão é feita , quando a respiração permite, a espaços, de iniciativa individual e não em bloco. As brechas nas costas, resultantes da descoordenação, oferecem chip´s para as SCUT´s que se abrem entre linhas até à nossa baliza.

E, para agravar o cenário, o Sporting tem jogado, do ponto de vista táctico, umas vezes assim, outras vezes assado, mas nunca em função, não do adversário, mas das suas debilidades. O que também é muito típico na arrogância (ignorância) táctica britânica. E é pois, com particular apreensão, que vejo o diagnóstico do treinador recair quase em exclusivo na falta de eficácia a explicação para o insucesso: “O Sporting já fez coisas boas, e talvez por essa falta de eficácia não tenhamos atingido os resultados desejados.”

Como é insensato o coração
Talvez eu seja um adepto atípico. Acredito na razão, na inteligência - no treino, da táctica, e até na inteligência emocional – como o factor decisivo e primordial para ganhar. Por isso, em regra os bons treinadores fazem as melhores equipas e por isso o futebol é a modalidade onde os mais baixos, os mais baratos e os desconhecidos ganham com mais frequência aos mais altos, mais caros e às estrelas. 

Antes e depois dos jogos sou levado pela razão e a frieza de raciocínio. Mas quando a bola começar a rolar os neurónios vão de férias. O coração bate descompassado, o sangue ferve, a emoção arrebata-me e acredito sempre. Eu ainda acreditava quando  terminou os 3-6, eu ainda hoje acredito que é possível ganhar a Taça UEFA e o jogo já terminou há 5 anos. Como posso eu acreditar que não somos capazes de ganhar,  a uns Viking´s de futebol desdentado, com táctica e sem ela, à Martim Moniz, à Padeira de Aljubarrota, à Miguel Garcia de Alkmar, e logo gritar como o Jorge Perestrelo: eu te amo meu Sporting? (Oh Jorge, nem que tenhas que descer lá de onde estás e marcar com a barriguinha…)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Atirar alfinetes ao poço

O Sporting joga amanhã em Alvalade a sua inclusão na Liga Europa 2010/11. O adversário é o Brondby, uma das duas mais representativas equipas do futebol dinamarquês. Disputa com o FC Copenhaga a primazia do futebol do país, numa rivalidade que se assemelha em muito à que partilhamos com o nosso vizinho de cima da 2ª circular, embora talvez sem o tempero latino que derramamos no nosso relacionamento. Foi do clube da cidade de Brondby, e de que herda o nome, de onde saíram para o estrelato uma infindável lista de grandes jogadores cujo expoente máximo é corporizado nos manos Laudrup e Peter Schmeichel. Não devem existir, por ora, no plantel dinamarquês, nenhum jogador que se lhes assemelhe em termos individuais. Colectivamente, os azuis e amarelos não são os mesmos dos anos 80. Mas serão seguramente melhores que os seus compatriotas do Nordsjland.

Infelizmente os nossos tempos áureos tardam, e o futebol que conseguimos até agora produzir não nos dá garantias de conseguir ver, sem sobressaltos, os dois jogos da eliminatória. É essa a lição a retirar dos três jogos já disputados na competição “a sério”. As fragilidades até agora evidenciadas são, na minha opinião, e ao contrário do que muitos sportinguistas afirmam, um problema de treino, de ideias e organização colectiva e não tanto de questões individuais, ou de necessidade de reforços. Essa é a lição particular de Paços de Ferreira, onde perdemos com uma equipa de recursos notoriamente inferior, mas que soube aproveitar com eficácia mas também com saber, a oportunidade que souberam criar. E falando de eficácia, lembro que se nós falhamos oportunidades (2 de Postiga, 2 Liedson, 1 Saleiro, 1 de Polga, num total de 6) o Paços de Ferreira, em acções miméticas, também as conseguiu em número razoável. O que revela que os nossos problemas não são apenas de eficácia ofensiva.

É por isso que a importância do jogo de amanhã cresce. A equipa do Sporting, em particular Paulo Sérgio, tem a oportunidade de demonstrar aptidão e inteligência, fazendo o diagnóstico que nos permita corrigir os erros, permitindo com isso o crescimento da equipa. A hora dos discursos bonitos mas ocos terminou, (“a melhor equipa do mundo”, “a responsabilidade é toda minha”) há apenas tempo para a acção.

Mas, por via das dúvidas, mais vale ir atirando uns alfinetes ao poço, que, em algumas paragens, é tido, de forma supersticiosa, como um chamamento da sorte. Infelizmente, no actual panorama, dependemos muito mais dela do que deveríamos depender da competência. E, neste caso,com alguma propriedade, uma vez que o símbolo do adversário é precisamente um poço, no qual seguramente não queremos cair.

É neste quadro que a presença dos adeptos ganha relevo. E se ela é natural nos grandes momentos, é nestes que podemos fazer a diferença. Não podemos resolver os problemas de treino, de concepção de jogo, de falta de ideias correctas, mas podemos, estando presentes, ser o fermento necessário para levedar as vitórias. Nada é mais triste que a casa vazia de uma família grande. É assim que penso, porque o Sporting é nosso e o Sporting somos nós!

P.S. - Ajudaria muito lavarmo-nos dos preconceitos ou ideias feitas sobre os nossos jogadores. Polga foi melhor que Nuno André Coelho, que até comprometeu, mas foram para o brasileiro as piores criticas e totalmente desprovidas de sentido. Postiga tem sido mais útil que Liedson, mas continua a ser alvo das piores alfinetadas. Patrício opôs-se com garra à nossa humilhação. Se é connosco que eles devem contar, nós não temos outros. Ah, e não se distraiam com as dinamarquesas.

Nota: No momento em que escrevia o post o clube comunicou à CMVM  a conclusão do acordo com a banca relativamente à famigerada e tão adiada reestruturação financeira. Se outros comentários ficam para depois, como por exemplo o da oportunidade ou do tempo perdido, não posso deixar de estranhar ter conhecimento da comunicação pelo Record e não através do site do clube, que, até agora, não contém qualquer referência. Há hábitos difíceis de perder...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Não é mais um, é o derby!

Já foram escritos verdadeiros rios de tinta sobre o derby do futebol nacional, pelo que pouco ou nada poderá ser escrito de verdadeiramente novo quando se joga o 282º o episódio da saga mais popular do futebol português.  É sabido por todos que este não é mais um derby. É o derby, porque, apesar da história que o antecede, o próximo é sempre o mais importante, é o resultado desse jogo que marcará as memórias e ditará o teor das conversas, até que outro suceda e lhe tome o lugar. Por isso tem pouca importância o lugar que cada um ocupa e o seu trajecto ao longo do campeonato, e o resultado final é sempre um grande ponto de interrogação.

Mas as circunstâncias em que o derby sucede não podem ser negligenciadas. A equipa de Jesus é a grande candidata ao título nacional, chega a esse jogo com a moral elevada, mas temperada pela ida a banhos a Liverpool. Talvez por isso Jesus use agora vestes mais humildes ao analisar as dificuldades que a partida de logo encerra, deixando para trás a cagança dos “permenores” tácticos com que julgava ir embrulhar Benitez. Veio de lá embrulhado e com 4 lacinhos dourados, a condizer com a arrogância quase generalizada com que o “a melhor equipa do Universo  e quiçá de todo o Mundo” abordou o jogo.

Do nosso lado pareceu-me excessivamente humilde a forma como Carvalhal abordou o derby, falando de capacidade de sofrimento. Compreendo-o, face a toda a pedra que teve que partir para fazer o seu caminho, mas preferiria uma abordagem mais “à Sporting”: p.ex. “não temos nada a temer, apenas um 3 pontos a perder e um jogo grande para desfrutar e ganhar, como nos compete”.  Obviamente que Carvalhal também sentirá que foram dados trunfos ao adversário, ao permitir este estranho adiamento, que atirou um derby para uma terça-feira e que deu 10 dias de “férias” ao plantel. Mas há vantagens: não poderão ser invocadas as desculpas de cansaço que serviram de cortina de fumo para os 4 de Liverpool, e não estou a falar dos Beatles. Para lá de considerações tácticas, sempre importantes, penso que este detalhe poderá ser importante: férias e atitude competitiva são conjunturas que não costumam rimar, por isso me parece muito importante a forma como o Sporting abordará os momentos iniciais da partida.

domingo, 14 de março de 2010

Que a alegria continue

Jogo muito interessante de seguir é o que me parece ser o que logo nos oporá ao Vitória de Guimarães. Trata-se de uma equipa bem orientada, que tem dado excelente réplica aos grandes neste campeonato, e que vê neste jogo a possibilidade, em caso de vitória, a possibilidade de nos roubar o 4º lugar. Os vimaranenses estão num bom momento, como indicam as 3 vitórias consecutivas (Leixões, Leiria e Nacional) com que chegam a Alvalade. Este duelo colectivo terá no relvado uma luta muito particular: Nilson e Patrício não sofrem golos há 391 minutos e quererão ambos prolongar essa contabilidade.

O Sporting chega a este jogo no seu melhor momento da época, como reconhece Carvalhal. E por isso, mais do que qualquer preocupação especial com o adversário, é o que a equipa for capaz de fazer que ditará a sorte do jogo, uma vez que não se discute a nossa vantagem em termos individuais. Há contudo alguns desafios para Carvalhal. Grimi está impedido de jogar na 5ª feira, pelo que seria aconselhável dar minutos a Pedro Silva, seu potencial substituto. O mesmo seria recomendável fazer com o eclipsado Caneira, uma vez que Tonel é uma carta fora do baralho e Carriço também o parece ser. Pelas mesma razões impunha-se a rodagem de Pereirinha, uma vez que Vukcevic deixou de contar depois do jogo com a Académica.

Não acredito que CC faça uma revolução, o jogo de logo é importante para as nossas aspirações e prestigio, tal como o da próxima quinta-feira. Dos adeptos aos jogadores, muitas das cabeças já estarão nesse jogo. Se esquecermos o de logo ele será muito difícil de ganhar. Era muito bom que a alegria continuasse.

Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Tiago;
Defesas: Abel, João Pereira, Pedro Silva, Polga, Tonel, Caneira, Grimi;
Médios: Adrien, Pedro Mendes, Miguel Veloso, Izmailov, Matías, Pereirinha, Moutinho;
Avançados: Saleiro, Liedson e Sinama-Pongolle

P.S. Logo, pelas 13h, Naíde Gomes ataca o titulo mundial de salto em comprimento em pista coberta. Estou impossibilitado de assistir mas espero que seja mais um título, ou pelo menos mais uma medalha, a premiar a matriz ecléctica do nosso clube.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Demonstração de grandeza


Comenta-se com alguma perplexidade mal disfarçada a mobilização dos adeptos Sportinguistas, que desde hoje de manhã marcam presença nas principais ruas de Madrid. Só quem não nos conhece é que não percebe que estamos com vontade, e muitos de nós com saudade, de viver momentos de glória e  que não é pela sua massa de apoio que o clube não os vive com frequência. Os adeptos não  têm dúvidas que apoiam um grande clube.

A demonstração de grandeza pelo número de apoiantes, que acorreram de todo o País e de alguns pontos do estrangeiro, sairá daqui a pouco de uma das praças emblemáticas de Madrid para se desaguar no Vicente Calderon. Aí o clube e os adeptos, em dois momentos distintos, deixarão expressa uma manifestação do nobre espírito leonino. No inicio do jogo Moutinho entregará uma coroa de flores em memória dos madrilenos vitimas do 11 de Março de 2004. Aos 11 minutos de jogo, a solicitação da Associação de Adeptos Sportinguistas  e da sua congénere colchonera, o jogo será “suspenso” por um minuto de aplausos, lembrando simbolicamente a forma brutal como foi interrompida a vida há 6 anos na capital madrilena.

Respaldada  por um apoio sem precedentes num jogo em solo estrangeiro, espera-se que a equipa jogue como um grande. Estima-se que não caia em tentação de jogar demasiado recuada, que saiba esperar e não desperdiçar a oportunidade para infligir danos. As ausências de Carriço e Djaló são uma limitação à estratégia, mas também uma oportunidade para surpreender. Quique sabe como jogamos com eles (deve ter visto os jogos recentes) não sabe como o faremos sem eles. Uma demonstração de grandeza é que todos esperamos de logo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Contas a acertar

"Para mim é igual. Talvez seja bom, porque joguei em Lisboa e actuei no Sporting. De qualquer modo, não simpatizam comigo em Alvalade. Por isso é-me indiferente. O que verdadeiramente me interessa é que estamos nos oitavos-de-final da Liga Europa. Agora, seja o que for com o adversário que nos calhar". Não é difícil de adivinhar o autor destas palavras. O que me leva a concluir que o melhor que este menino tem foi o que lhe ensinaram em Alvalade, que foi a jogar futebol. E escusam de culpar a formação do Sporting, porque o mau carácter e ingratidão deste fulaninho é a sua marca distintiva. Como alguém disse “A gratidão perfuma as grandes almas e azeda as pequenas”. Cobrar coercivamente a tal dívida que ele falava quando assinou pelo Barcelona é acicate especial para a “Missão Madrid”.

"A priori não parece provável que 2.800 adeptos do Sporting se desloquem a Madrid num dia de trabalho, quinta-feira." Era esta a previsão que fazia o “El Mundo Deportivo” (tradução livre) na passada sexta-feira. Pois eles não sabem com quem se meteram. Acontece que os cerca de 3.000 bilhetes já têm dono, e a invasão a Madrid será uma realidade. O "ANortedeAlvalade" estará lá! Estima-se que esse número possa até ser ligeiramente superior, uma vez que há Sportinguistas que já estão hoje em Madrid à procura e ingresso.

domingo, 7 de março de 2010

Communication breakdown


Foi tudo menos pacífica a saída de cena de António Sousa Duarte do cargo de director de comunicação. Uma saída consensual, negociada, não acontece de forma abrupta e sem assegurar soluções de continuidade de funções. Assim o Sporting prosseguiu o seu papel inovador no panorama do futebol português este ano: que me recorde foi a 1ª vez que não se conheceram os convocados para um jogo de uma equipa da I Liga. Costinha prometeu um novo período na comunicação para o Sporting e ninguém duvida que mais silêncio à volta e sobre o balneário são medidas que deviam ser para ontem. Mas convém não exagerar…

De igual modo não deve ter sido fácil para Carvalhal saber por terceiros que o Sporting anda à procura de treinador, sem ainda lhe ter comunicado o que pretende fazer com a opção que está clausulada no seu contrato. Assim como não será fácil enfrentar mais logo a bateria de jornalistas. O Sporting tem todo o direito de escolher novo técnico, não pode, ou não devia fazê-lo prescindindo de regras éticas que deveriam ser norma num clube que gosta de ser visto como padrão no meio desportivo. Pelo meio fica “uma mensagem aos Sportinguistas” que de nada serve. Ou se desmentia vigorosamente a noticia, ou ignorá-la apenas serve para lhe dar sentido.

E é assim que se chega ao jogo do Restelo. Onde não se espera outra coisa que não uma vitória ante uma equipa que apenas conseguiu vencer 1 vez. Gostava que o Belenenses, clube com o qual nutro simpatia, superasse este momento.Os seus  adeptos merecem-me especial  solidariedade pelas sucessivas atrocidades que a sua classe dirigente tem cometido num clube que há 30 anos era claramente um grande e que hoje está confinado ao seu pequeno reduto. Espero que a recuperação fique para depois do jogo de logo.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

É para jogar bem!



A poucas horas do clássico são pouco importantes as palavras. À equipa do Sporting peço apenas que jogue o que sabe, que jogue o que está ao seu alcance. E se o fizer estará meio resultado feito. O resto ficará a cargo dos factores aleatórios de qualquer modalidade desportiva. Tendo em conta a importância do jogo na decisão da Liga Sagres, esperemos que não haja qualquer manobra para inclinar o campo. Poucos têm sido os jogos com o adversário de logo em que isso não tem acontecido. Para melhor oportunidade ficará a análise à convocatória para o jogo de logo.

Não termino sem deixar a excelente sugestão do nosso leitor Nastase, que muito nos honra. Provavelmente já não a tempo do jogo de logo, mas muito pertinente, por estar relacionado com um esquecimento muito comum entre os Sportingistas:O Sporting é de Portugal e do mundo inteiro, onde existem Sportinguistas e não apenas de um bairro ou cidade.

Já se sabe que num clássico desses, tem vindo a ser cantado de forma recorrente o "Cheira bem, Cheira a Lisboa". Eu não sou de Lisboa. Uns 60Km mais a Norte. Apesar de ser uma cidade que trago no coração, não me revejo nesse cântico pois o Sporting, como toda a gente sabe, é de Portugal.

Por isso gostaria de sugerir uma nova letra para ser cantada sobre a mesma melodia:

Uns Leões de vitórias esfomeados,
Cheira bem, cheira ao Sporting!
Uma história de glória centenária,
Cheira bem, cheira ao Sporting

Do Futebol, basquetebol ao hóquei!
Andebol, atletismo ou futsal!
Cheira bem porque é o Sporting,
O Sporting Clube de Portugal!

Pode parecer pouco mas julgo que este seria um bom incentivo para nos apropriarmos de uma melodia muito conhecida e relembrar às pessoas que o Sporting é, de facto, um Clube de Portugal! O único com o nome da nação!

Pedro Anastácio aka Nastase
Sócio nº 61.107

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sejamos realistas

1- Mais do que a categoria individual dos jogadores tem sido a condição psicológica a determinar a época do Sporting. Desde o seu início que as mais diversas peripécias têm minado a confiança individual e colectiva, e é difícil de recordar um jogo que tenha sido ganho de forma categórica do principio ao fim, independentemente da valia do adversário. As primeiras contrariedades, normais num jogo de futebol, fazem soçobrar a equipa, com esta a resignar-se a qualquer sorte.

2- Não é por isso surpreendente para ninguém que, independentemente das opções tácticas dos 2 treinadores que até agora a orientaram, só muito espaçada e intermitentemente a equipa mereceu essa designação. E se o losango se esgotou, o(s) modelo(s) que o sucederam não representaram melhorias significativas.

3- É pois um grupo fragilizado psicologicamente e sem mecanismos colectivos sólidos que hoje decide a continuidade na 2ª prova da UEFA. Não é por acaso que as casas de apostas remuneram bem a passagem do Sporting à fase seguinte. E isso acontece também porque o contraste entre os momentos de Sporting e Everton é evidente. Se o futebol for apenas um cálculo de probabilidades, auxiliado por dados estatísticos, o Sporting tem já traçado o seu destino.

4- Mas o futebol é muito mais do que isso. E o resultado conseguido em Liverpool diz-nos isso. Isto é, uma equipa que, como o Everton, ganha em casa do Chelsea e semi-goleia o poderoso Manchester, deveria ter-nos aplicado um correctivo exemplar no jogo da 1º mão. Não foi o que aconteceu e, apesar daqueles 20 m da 2ª parte, mostramos argumentos muito mais poderosos que a triste época até agora realizada faria supor.

5- Dito isto, quero dizer que eu acredito que temos ainda uma palavra a dizer. Estes são os jogos que os jogadores gostam de jogar, pelo que a condição psicológica importa menos. Com o factor motivacional resolvido, volta a ter peso a organização da equipa. Não ter medo de subir no terreno, jogando com a maior proximidade dos sectores, de forma a, simultaneamente, afastarmos o poderio físico inglês das zonas mais recuadas e a esticar o alcance do nosso ataque parece-me ser, em termos genéricos, a disposição adequada.

6- Lamento que CC não tenha sido consequentemente convicto na implementação de um modelo onde a opção pelos extremos nos permitisse acelerar e dar profundidade ao nosso jogo. É assim que explico a minha opção para o jogo de logo, face aos convocados. Patrício na baliza. Abel, Tonel, Carriço e Veloso. Pedro Mendes (meter Adrien seria queimá-lo, face às opções recentes…) Moutinho do lado direito (Pereirinha não tem tido a oportunidade, nem o ritmo) Yanick do lado esquerdo e Yzmailov ao centro, onde o fogo de meia-distância ganha poder, nas costas de Liedson. E muito querer e capacidade de sofrimento.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ameaça ou oportunidade?

Carvalhal põe a questão da forma que me parece correcta para uma equipa que, num curto espaço de tempo, voltou a mergulhar no abismo da falta de confiança: o jogo de logo é uma oportunidade, pela competição e pelo palco, para os jogadores demonstrarem o seu valor. Ao contrário, se encarado com temor, o resultado pode até ser… qualquer um.

O jogo de logo porá frente a frente duas equipas em rotas opostas. Os anfitriões da cidade dos Beatles estão no seu melhor momento da época, como provam os resultados recentes e o Sporting vem da cidade dos móveis com a mobília em cacos. Num jogo em que pude acompanhar ao vivo, ficou por demais evidente que a bola queima os pés dos jogadores, que na maior parte das ocasiões, não a querem passar, antes ver-se livre dela. Foi, quanto a mim, o pior jogo da era Carvalhal, sendo também a sua pior abordagem a uma partida desde que assumiu o comando. Mas, convenhamos, seria preciso ser de aço para manter a serenidade, depois de ter ficado isolado à sua sorte pelas palavras do presidente.

A hipótese de apresentar uma equipa que privilegie a posse de bola, com Pedro Mendes, Veloso, Moutinho e Matias na intermediária parece-me correcta, ante um opositor forte fisicamente e igualmente rápido. Mesmo assim a nossa exposição ao jogo directo ou nas bolas paradas será uma permanente ameaça. A defesa subida, encurtando os espaço e mantendo a bola longe da área foi já demasiadas vezes ensaiada sem sucesso, uma vez que os velhos hábitos acabam sempre por prevalecer. Ameaça ou oportunidade? No momento actual julgo que a grande maioria dos adeptos olha com receio o desfecho de logo.

PS: Já são conhecidos os preços dos bilhetes para o jogo da 2ª mão. Fazê-lo antes de saber o resultado da 1ª mão é uma imprevidência. Marcá-los a 20€ é uma insensatez. Ah, e não se guiem pelo site do clube se quiserem saber a hora do jogo…

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Afinação de pormenor

Não foi na sexta-feira que perdemos o campeonato, assim como não seríamos mais candidatos caso o desfecho do jogo nos tivesse sido favorável, como muito bem poderia ter acontecido. Mas se alguma frustração resulta do jogo de Braga, ela acontece porque foi evidente uma melhoria qualitativa no nosso jogo. Foi essa melhoria que fez muitos pensar que um milagre seria possível ou acalentar a esperança de que o veredicto final poderia ser adiado.

Mas o que há de sustentável nessa melhoria? Foi alcançado um patamar sólido na progressão da equipa, permitindo pensar que não há regresso a um passado indesejado e porém tão próximo? Não consigo responder a estas 2 simples questões sem receio de deixar que a objectividade se deixe iludir pelo desejo que as respostas sejam afirmativas. E a dúvida é legitima, uma vez que faltam ainda as vitórias sempre que o grau de dificuldade sobe. Foi assim contra o Hertha, o U. Leiria e frente ao Braga.

Carvalhal conseguiu devolver alguma auto-estima ao jogo da equipa, fazendo com que esta deixasse de ter medo de si e da própria sombra. Mas a ambição natural e obrigatória num clube da grandeza do Sporting não permite grande satisfação com a obtenção de mínimos. Digamos que Carvalhal conseguiu retocar a pintura, tapando as mazelas e pôr o carro novamente a trabalhar. Mas falta afinar um motor que ainda se engasga, e saber fazê-lo ou não é a dúvida que paira agora sobre o treinador. Por um carro a andar é uma coisa, torná-lo numa máquina de competição é outra bem diferente. É a altura da afinação dos pormenores.

Falta ainda alguma consistência ao nosso jogo, falta-lhe velocidade de execução, falta-lhe profundidade e presença perto da baliza. Com o modelo de jogo estabilizado é hora de perceber se este é o que melhor se adequa e se os seus intérpretes são capazes de o interpretar. Veremos. Não ainda hoje, porque um clássico é sempre um jogo onde o passado e o futuro começam e acabam nos 90 ou 120m de jogo.

Mas os pormenores não são apenas questões técnico-tacticas. Poder contar com o empurrão que por vezes - demasiadas - beneficiam os seus congéneres nos rivais também ajuda. Na Madeira foi ao apito que os azuis acordaram de 30m de um sonho feio, e o Guimarães poderia ter feito sentir o sabor da espada, se o árbitro visse o que fez Chavi Garcia. Um penalty e um jogador a menos costumam fazer a diferença.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O mês de todas as oportunidades (e perigos)

O Sporting inicia hoje um ciclo competitivo terrível? Prefiro desafiador. Isto porque, tendo em conta o sucedido até agora, o risco de falhar é muito menor do que o de reequilibrar o saldo da época. Por isso, mais do que o perigo, eu vejo aqui uma boa oportunidade.

Tem-se falado muito em reforços. João Pereira e Pongolle chegaram, mas apenas o lateral direito conta, uma vez que o francês só agora está disponível. Continuamos a precisar de melhorar o plantel? Não há plantel planteis perfeitos e o nosso estaria longe de o ser, pelo que a chegada de 2 elementos não resolveria nunca os nossos problemas na totalidade. Mas a melhoria registada servirá pelo menos para provar que, mais do que um problema de qualidade individual, havia um problema de orientação técnica. Tão óbvio que não foi preciso um treinador consagrado para o demonstrar. Esse é o mérito indiscutível de Carvalhal, cujo trabalho, realizado sob condições extremamente difíceis, merece referência.

Mas não é possível falar em reforços sem comentar os tratos de polé que o nome Sporting vem recebendo e que até se vem tornando recorrente de há anos para cá. Em Alvalade “herrar é umano”, parece. Todos nos lembramos das promessas pós-eleitorais de uma “equipa de luxo” e os “artigos de fancaria” que desaguaram em Alvalade. Agora, na abertura do mercado foi o “gastar o que for preciso”, mas esse gastar tem correspondido apenas a rios de tinta nos jornais, emprestando o nosso nome para assinalar, qual farol, as referências de mercado. É isto o que se chamou “scouting de qualidade”? E quem o paga? Quando não se sabe comunicar, inflacionando as expectativas, que sentido faz penalizar depois os adeptos por ficarem deprimidos?

Por fim, mas não menos importante, os empresários. Não adianta protestar, eles estão aí e não os podemos ignorar. São como os sacos plásticos que embalam o arroz, são um mal necessário e se os dispensarmos, os grãos espalham-se pelo chão… E por isso mesmo, não servem para mais nada. É por isso que me custa perceber como podia Jorge Mendes representar o Sporting, representar Manuel Fernandes e negociar com o Totenham ou o Inter. No fim de tudo quem ficou a ganhar? O próprio, o jogador e eventualmente o Inter. Censurá-lo por defender os seus interesses? Censuro sim quem devia defender os nossos e não o faz. Contudo confesso-me aliviado. Duvido que Manuel Fernandes renda tanto quanto custaria mensalmente.

Não termino sem contudo afirmar que eu acredito no valor do nosso actual plantel, assim como acredito na viabilidade do nosso clube como um dos grandes entre os maiores. Às vezes, para que tal aconteça, bastaria fazer o óbvio. Ah, é óbvio que logo estarei em Braga, onde o ANortedeAlvalade terá representação de peso.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Sporting errado


Qualquer Sportinguista que olhe para a tabela classificativa da Liga Sagres deve compreender bem o que quer dizer o título deste post. Há de facto um Sporting a comandar o campeonato, só que para nós é o Sporting errado. Uma vitória no jogo de amanhã não permitirá inverter a situação ou colocar-nos no lugar que devia ser o nosso mas esse é o único resultado que nos interessa. Porque desde logo é assim que deve ser encarado qualquer jogo e este em particular. É o primeiro de série que pode mudar o cariz tristonho desta época, é a equipa sensação do campeonato, seguindo invicta no confronto com os “big 3”. E nunca é demais lembrar que Domingos disse, aquando do jogo da 1ª volta, que o Braga queria calar Alvalade e conseguiu-o. Ontem Paulo César deu a sua equipa como favorita.

É também o Sporting errado aquele que caia na tentação de facilitar a vida ao adversário, só porque ele compete com o nosso rival de sempre. É que não consigo descortinar como “perder” possa rimar com o  “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!” do nosso lema. Muito menos percebo como como isso se podia compaginar com uma história secular de muitos sacrifícios para afirmar o nome Sporting como a maior potencia desportiva nacional. Como diria o Octávio, vocês sabem do que eu estou a falar…

PS: Já depois de editar este post dei de caras com esta noticia fabulosa. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

De metralhadoras apontadas


Carvalhal deu hoje a entender, em conferência de imprensa que percebe bem as dificuldades da sua tarefa no Sporting, quando reconhece que as metralhadoras estão apontadas de todo o lado, sem contudo identificar quem as empunha.  A verdade é que por vezes elas surgem de onde menos se espera, seja pelo estado da relva ou pela aceitação da marcação de um jogo (Naval 1º de Maio) a 48 horas de distância de uma deslocação a Berlim, para a Liga Europa.

A noção das dificuldades é ainda mais evidente quando afirma “Compreendo a exigência que gravita à volta do treinador do Sporting, mas poucas pessoas têm compreendido a minha posição. Encontrei uma equipa em grandes dificuldades. A densidade competitiva tem sido muito grande, e essas dificuldades têm sido superadas passo a passo. Não com resultados exuberantes, mas com resultados”. A estreia na dramatização do seu discurso é ainda consubstanciada num “Vivo para o Sporting. Entro na Academia às 8:30 sai por volta das 18:30 e vou para casa analisar jogos".

É precisamente um resultado positivo – a vitória - que se pede para o jogo de amanhã, dia em o futebol se disputará a horas decentes novamente (17) e que, sendo dia de núcleos, se estima que esteja uma casa composta. Bom seria que fosse um passo para a reconciliação com o bom futebol em Alvalade, estendendo-se do relvado às bancadas. E que as metralhadoras  que se oiçam mais alto sejam as dos nossos artilheiros.

Saliente-se, na lista de convocados, as ausências de Caicedo e Pedro Silva e a presença de Izmailov, que recuperou do traumatismo sofrido em Setúbal. Dando livre curso à minha costela de treinador de bancada a minha equipa inicial seria: Patricio, Abel; Carriço, Polga e Caneira; Veloso, Moutinho, Izmailov e Vuk, Matias; Liedson;

Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Tiago.
Defesas: Daniel Carriço, Polga, Caneira, Tonel, Grimi e Abel.
Médios: Adrien, Izmailov, Matias Fernandez, Miguel Veloso, João Moutinho, Bruno Pereirinha e Vukcevic.
Avançados: Liedson, Carlos Saleiro e Postiga.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Oásis


Pela velha ordem de pensamento dir-se-ia que Carvalhal tem sido bem sucedido: 3 jogos em 3 competições diferentes – uma coincidência de assinalar - e em todas elas manteve os objectivos intactos ou atingidos. Não sendo falso, está longe de corresponder ao que seria o interesse do Sporting e o passado jogo com Heerenveen  veio relançar as dúvidas sobre a valia do plantel e sobre as opções e aptidão de Carvalhal.

Por isso continuam em alta as notícias sobre cortes e enxertias no plantel, após a saída, que apenas surpreende pelo timing, de Angulo. A este propósito reforço a postura do espanhol, que, em fim de carreira, podia muito bem ter continuado à espera da transferência bancária no final de cada mês, até ao final da época. Pelo que (não) lhe vi fazer, a decisão é boa, não há qualquer ângulo do Angulo de outrora. Com isto acaba por ser inevitável que não surjam rumores de que Caicedo pode ser devolvido à procedência. Luís Aguiar e o novo Naybet juntam-se agora à lista cada vez mais longa de reforços possíveis, muitos deles apenas imaginários.

Espero que este ambiente de pré-época – novo treinador, novos métodos e sistemas tácticos, reforços – não desvie as atenções do que é realmente importante. É que vem aí um jogo decisivo, como são todos e qualquer um do campeonato. É um dos 3 jogos que nos separam da paragem de inverno e que o Sporting tem obrigatoriamente que ganhar: Setúbal, Leiria, e Naval, sendo o do meio o único em casa. Isto com o Braga a dar sinais de fraqueza e com um SLB-FCP em vésperas de Natal o Sporting.

Neste campeonato o Sporting tem feito figura de um viajante perdido no deserto. Mal preparado para a difícil jornada, mal apetrechado e tomando más decisões, está, com 11 jogos disputados, em 7º lugar, com mais pontos perdidos do que ganhos e quase o mesmo número de golos marcados e sofridos. Pede-se pois um último esforço para chegar ao oásis que poderá constituir a paragem do campeonato. (A propósito: não faria sentido pensar em, ao invés da habitual debandada, reunir as tropas num mini-estágio?). Retocar o plantel de forma tão há hábil como faria um microcirurgião, restaurar o ânimo, sedimentar processos é a janela de oportunidade que se abre na paragem de Inverno. É que, como dizem os Oásis, estamos a ficar sem tempo...

Convocados para o jogo do Bonfim:
Guarda-redes: Rui Patrício e Baptista;
Defesas: Daniel Carriço, Anderson Polga, Abel, Pedro Silva, Caneira, Tonel e Grimi;
Médios: Adrien Silva, Izmailov, Matías Fernandez, Miguel Veloso, Bruno Pereirinha e João Moutinho;
Avançados: Liedson, Postiga, Saleiro e Caicedo


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Antevisão VSC - SCP




O SCP joga hoje em Guimarães contra a equipa local. Honestamente, pouco me apetece desenvolver este tema, ficando-me pelo essencial.
É por norma, uma deslocação tradicionalmente difícil, como os últimos resultados atestam (na época 06/07, o Guimarães estava na Honra):

05/06: 0-1
07/08: 2-0
08/09: 1-2

Atendendo à distância que já temos para o líder da prova e aos próximos encontros que iremos disputar, o único resultado aceitável é a vitória. Aliás como sempre, por muito que nos tentem vender a banha da cobra. O SCP é um grande, mesmo se atendendo ao discurso de muitos dos seus funcionários, não pareça.


PS: Em relação à iniciativa que levamos actualmente a cabo, teremos nos próximos 2 dias os 2 posts finais, fechando em beleza com a participação de um ex-atleta e campeão nacional e um ex-director do clube.

domingo, 4 de outubro de 2009

Somos melhores!


Vão longe os dias em que um Sporting - Belenenses era motivo de grande romaria e estádio cheio. O clube de Belém já há muito que desatrelou a sua carruagem do comboio dos grandes de Portugal. A minha geração foi testemunha desses momentos, e ouviram muitos apelos, chamadas de atenção e até gritos de revolta por parte de adeptos do clube da Cruz de Cristo, clamando contra os desmandos directivos. Não foram ouvidos, provavelmente eram da oposição, eram seguramente minoritários. O Belenenses é hoje aquilo que se vê: um velho no Restelo a olhar para as águas onde desaguaram os melhores dias. O clube não morreu mas está confinado ao horizonte delimitado pelo bairro que lhe dá nome e demorará muito a reerguer-se para voltar a ter dimensão nacional. Um bom “case-study” para nós Sportinguistas.

Por sinal o Belenenses está-me guardado para sempre no lado amargo das melhores memórias. Em 81/82 jogávamos em Alvalade perante um estádio cheio, com muita gente de Belém. Tínhamos um novo treinador, um Sr. Inglês chamado Malcom Allison, um guarda-rede de bigode –que coisa estranha, o Damas não tinha bigode, pensei eu então… - e a equipa que mais gostei de ver jogar e ser campeã. Oliveira Jordão, Manuel Fernandes será a minha tripla forever. A expectativa era muita mas as coisas correram mal: empatamos 2-2, apesar de Melo, o guarda-redes azul, ter sido expulso e os de Belém terem jogado largos minutos com 10. Voltei a ver-me azul de raiva quando, no inicio da época 2001/02, à 2ª jornada, nos deslocamos ao Restelo. Começamos o jogo de forma demolidora, com um penalty logo nos primeiros minutos. Niculae, que entrara endiabrado, falharia e afundar-se-ia pelo jogo fora e com ele toda a equipa. Perdemos por 3 secos e no banco sentava-se um senhor chamado Jardel, quem sabe a começar aí a tingir de poeira uma carreira que podia ser memorável. Vi esse jogo no meio da JL, com alguns de fato e gravata, fugidos à socapa de casamentos e baptizados. Eu aproveitei o embalo, rumei a Norte, e já não voltei ao Algarve, de onde tinha fugido.

O denominador comum destas 2 histórias pessoais é que o Sporting em ambos os casos se sagrou campeão nessas épocas. Mas, na actual, perder pontos com os do Restelo é um luxo que não podemos ousar. Como mostra a foto, somos melhores (mt melhores, diria…) que os nossos adversários em qualquer dos parâmetros. “Só” temos que não ter medo de o assumir e mostrar em campo. Que é onde se ganham e perdem os campeonatos.

sábado, 8 de agosto de 2009

L'Indesiderata (a indesejada)

O discurso do Presidente tem andado algo descuidado, quiçá ainda não refeito da visão do inferno. Não o de Dante, mas uma muito própria, que teria sido a nossa eliminação ante o Twente. JEB compreende bem os Sportinguistas: perder esta eliminatória, com uma equipa sem pergaminhos e sobretudo praticando tão mal futebol teria sido uma afronta infernal. Ele sabe que os Sportinguistas são generosos e não regateiam apoio quando sentem que se trabalha com rigor e afinco. O contrário também é verdade: a irritação é sonora quando se vê desperdiçar os recursos de que se dispõe.

O outro “lapsus linguae” do presidente acabou premiado. O sorteio foi caprichoso ao presentear-nos com a equipa indesejada por Bettencourt: a Fiorentina. Estima-se agora ambição, uma vez conhecido o adversário. A admissão ao clube restrito com direito a disputar a prova de clubes mais mediática é exigente e que perigos corremos com os italianos que não correríamos com espanhóis, escoceses ou até romenos, que acabaram de despachar a última vencedora da Taça UEFA? Continuo a pensar que o Sporting, para este ou qualquer encontro, não se deve preocupar excessivamente com o adversário, mas sim concentrar-se nos problemas que lhe pode criar.

A equipa indesejada por JEB acabou o campeonato italiano em 4º lugar, o que lhe garantiu o direito a entrada directa para o Play-off, não estando obrigada, como nós a uma pré-eliminatória. Cesare Prandelli é um técnico feliz na bela cidade toscana. Propuseram-lhe um trabalho de longo prazo que vem dando os seus frutos. Alimentou quase até final do campeonato transacto a possibilidade de ficar no pódio da série A, objectivo que transita para este ano.

Apesar de ter perdido Filipe Melo para a Vechia Signora de Turim, e ainda não lhe ter encontrado substituto, a Squadra Viola que atracará em Alvalade terá argumentos para tornar a nossa passagem difícil. Jogando habitualmente num 4x2x3x1, e ainda à procura de alguns reforços – fala-se em Luisão, o que seria uma boa noticia para Liedson…- manterá uma estrutura defensiva sólida, difícil de expugnar, e que tem no experiente no guarda-redes Frey a última e difícil fronteira. Kuzmanovic e Montolivo são os sapadores e o nosso meio-campo vai-se cansar de os ver correr. Vargas é um peruano que chamará a atenção. A chegada de Marchionni, ex-Juve, demonstra que Prandelli gosta de ocupar toda a largura do campo. O ataque tem em Mutu e Gilardino 2 peças de artilharia móvel e oportuna. O romeno ex-Chelsea, teve uma época pontuada por lesões mas em condições normais é temível. As suas ausências abriram a janela à nova estrela de Montenegro, Jovetic. O compatriota de Vukcevic tem já sobre si a atenção de gente com vontade de abrir as bolsas. Gilardino é o melhor de todos e vive as graças da ressurreição, após uma passagem pelo decrépito Milan. O fulgor perdido não lhe afectou as qualidades.

Os jogadores do Sporting têm nesta eliminatória a oportunidade que todos os jogadores esperam: luzes da ribalta, grandes palcos, plateias vibrantes, adversários difíceis, com pergaminhos. Afinal que mais querem para querer ganhar?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Decisão

Twente
O Twente enfrentará o Sporting com uma jornada já disputada no campeonato holandês. Na deslocação a Roterdão, onde jogou com o Sparta local, a equipa de Steve Mclaren ganhou por um categórico 2-0, golos de Nkufo e Ruiz. Precisamente 2 dos jogadores que mais deram nas vistas em Alvalade e que acabariam por fazer história. O ponta-de-lança alcançou a melhor marca de sempre no que diz respeito aos golos marcados no clube de Enschede - 103 golos, desde a sua chegada em 2003 - num golo precedido de falta sobre o guarda-redes adversário. Ruiz marcou um golo do fantástico, confirmando a impressão que havia deixado em Alvalade. Contratado ao Gent da Bélgica, pela maior soma que o clube holandês pagou até hoje por um jogador, o costa-riquenho parece querer cumprir com rigor a missão de fazer esquecer Elia, que saiu para o Hamburgo.

Registaram-se mudanças no 11 inicial dignas de nota: o central Douglas, que pareceu ser o elo mais fraco da defesa, foi substituído por Rajkovic, lateral-esquerdo em Alvalade . Nessa posição alinhou o ex-Vitesse Kuiper . Será provavelmente esse o 11 inicial holandês, sem o guarda-redes Boschker, uma vez que viu o cartão vermelho na 1ª mão. Uma equipa moralizada por 2 resultados positivos consecutivos.

Sporting
Uma vez conhecida a convocatória, não se pode considerar surpreendente a inclusão de Filipe Caicedo. O mesmo talvez não sediga do afastamento de Pedro Silva, que sai da titularidade directamente para a bancada. Tendo em conta o que produziu em campo, estranho apenas ter-lhe sido permitido tanto tempo de jogo.

Tendo em conta a lista de convocados, apostaria na titularidade de Patrício, com Caneira à direita, Carriço e Polga ao centro, e Veloso à esquerda. É uma solução de recurso, que utilizaria a contragosto, uma vez que é o nosso melhor 6 e ainda por cima em boa forma. Acontece que é neste momento a única opção que daria garantias na lateral-esquerda, face ao impedimento de Grimmi e à recente lesão de Marques, que tem apenas 45m nas pernas.

Na linha média, a minha opção recairia nos duplos pivot´s Rochemback e Moutinho, conferindo maior presença ao centro sempre que obrigados a defender e prescindindo de um 10 puro que, como vimos ao longo dos últimos tempos no losango de PB, quer com Romagnoli quer agora com Matias, acaba por ser uma unidade nula, quer na hora de atacar ou defender. Pereirinha e Vukcevik nas alas. Confesso que Vuk na esquerda não é entusiasmante, mas é verdade que pior seria lá sacrificar Moutinho, como já vimos por diversas vezes PB fazer. Na frente Postiga e Liedson.

Este 4-4-2 clássico, não sendo uma opção rotinada, constituiria um risco, mas, em teoria, parece-me a melhor para contrariar o 4-3-3 dos holandeses, e sobretudo para contrariar os nossos próprios problemas.

Penso que esta seria a atitude correcta para encarar o jogo: concentrarmo-nos no que somos capazes de fazer e fazê-lo bem feito, procurando sempre criar problemas ao adversário, desde o 1º minuto. Jogar na expectativa, com receios e de forma subserviente, é dar força ao adversário. Este deve ser respeitado, uma vez que, enquanto jogou com 11 em Alvalade, foi-nos sempre superior. Este Twente não será mais poderoso que nós, se nós conseguirmos, antes de os vencermos, vencermos as nossas já costumeiras hesitações e debilidades.

sábado, 16 de maio de 2009

Marítimo - SCP

Depois das emoções de ontem e da fantástica tarde-noite passada a falar com o "SCP" e do SCP, temos hoje a penúltima jornada despida de qualquer pressão ou ansiedade. O que é uma pena pois significa que já não estamos na corrida pelo título.

Apesar de ser um jogo para cumprir calendário, das ausências que teremos que colmatar e de um 11 a apresentar longe do habitual, temos a obrigação de jogar para ganhar e trazer os 3 pontos. Por uma questão de brio e honra e para não aumentar a diferença para o fcp. Porque é completamente diferente acabar a 6 pontos ou, no pior caso, a 12.

Para este jogo, o meu 11 seria:

RP, Abel, Tonel, Carriço, Ronny, Adrien, MV, Moutinho, Pipi, Liedson e Postiga.

Hoje também, joga-se pelas 14:45, o primeiro jogo dos quartos-de-final de Futsal entre o SCP e o Freixieiro. Temos a vantagem casa o que, como se viu na recente eliminatória no andebol, é bastante importante nesta fase. Que o ambiente se repita e que ajude o SCP a colocar já, um pé na próxima fase.

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