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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Erros meus, má fortuna

Como é fácil (a)bater no Sporting
Não mudo uma virgula ao que disse sobre o plantel do Sporting e a preparação da época no post anterior.  Mas antes de ir à análise do jogo e das respectivas consequências não posso deixar de dar aqui conta de mais uma encomenda entregue ontem pelo árbitro Nuno Almeida e o seu colega no VAR, Artur Soares Dias, velhos "amigos" e conhecidos nossos. 

Ainda a perder há um lance de cartão vermelho que é transformado em amarelo e um lance de amarelo (Bolasie) transformado em vermelho. No primeiro Nuno Almeida preferiu não ver que Ristowski já ia sem oposição e no segundo Soares Dias resolveu alertar o colega que não se fez rogado, preferindo ficar agarrado ao frame final e ignorar que aquele lance só acontece porque o jogador do Braga escorrega e Bolasie não tinha com mudar a abordagem ao lance, uma vez que já tinha iniciado o  movimento.

São demasiados erros para um lado só mas que infelizmente passam em branco sem que alguém do CD do clube diga alguma coisa sobre a matéria, marcando uma posição forte. E infelizmente os adeptos parecem estar tão conformados ou focados na destituição do CD que preferem ignorar que foram mais uma vez atirados borda fora. Assim não será de estranhar que no futuro o mesmo volte  a suceder. Como é fácil (a)bater no Sporting mesmo quando ele há muito está (a)batido.

Quanto ao jogo, foi doloroso ver o Sporting levar uma valente ensaboadela nos primeiros minutos de jogo, chegando mesmo a sofrer o primeiro golo. Jogadores como Paulinho, Fransérgio, Ricardo Horta, Galeno, André Horta e Trincão poderiam ser titulares no Sporting. Mas se alguém se lembrasse de tal não faltaria quem dissesse "Quem???". Parecemos uns fidalgos arruinados mas continuamos com tiques de grandeza e nomes bons só se forem estrangeiros. Esgaiowski e Palhoumbia ainda cá estariam. Assim o Braga cresce às nossas custas ao longo dos anos, está cada vez mais perto e é até mais influente, como se percebeu ontem e outros jogos anteriores.

Com o desfecho de ontem fica praticamente encerrada a época. Se preciso fosse um exemplo do enorme equívoco que foi a respectiva preparação chegou hoje Spohar, quando já nada há eSphoar a não ser acabar no terceiro lugar. É chegado o momento de o CD - e muito particularmente Frederico Varandas - se chegar à frente e dar as explicações que nos são devidas. Tudo o que podia correr mal correu ainda pior e, pese embora todas as dificuldades, há decisões incompreensíveis cujas consequências estão à vista de todos. Falarei a propósito deste tema no próximo post.

Nota importante: quem em 2018 esteve calado, assobiou para o lado, caucionou e apoiou a vergonhosa tentativa de golpe institucional então levada a cabo não perdeu o direito à opinião sobre o que passa hoje no Sporting. Esse direito é inalienável. Mas perdeu toda a legitimidade. Essa continuam a ter todos os sócios que se opuseram, independentemente das listas em que votaram. Os que ainda hoje vivem em 2018 deixem o clube entrar na nova década, com todos as suas imperfeições  e defeitos porque o futuro constroi-se todos os dias, a olhar para a frente por todos, sem necessidade de falsos profetas ou messias.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Legal versus ilegal ou a justiça poética

Tanta indignação que provocou um golo ilegal para, ao virar da página, acontecer isto que a foto documenta. Estavam quase tantos jogadores em fora-de-jogo e marcar um golo ILEGAL como os minutos de desconto dados para um golo LEGAL. E o video-árbitro? Estaria a consertar a bancada? Imbestigue-se!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quem segura a arbitragem pela trela?

A última vez de que me lembro ter havido um boicote, perdão, greve de árbitros foi em Agosto de 2011, quando o Sporting foi jogar a Aveiro, ante o Beira-Mar. A foto abaixo documenta esse momento infeliz, uma vez que as razões invocadas em nada poderiam justificar tal posição. Como pode haver quem não se lembre, recordo aqui um post, escrito um ano depois, pelo meu amigo Bruno Martins sobre a matéria, cuja leitura recomendo: 

Ataques cerrados



Ora, como esse post documentava em 2012, nem a célebre placagem de Luisão na Alemanha nem a recomposição da fachada principal do então árbitro e hoje presidente da Liga Pedro Proença, ou os calduços do diabo vermelho de Gaia foram suficientes para suscitar uma reação de indignação semelhante em gravidade e zelo.

Já agora, por estes dias, a segunda ameaça de greve dos árbitros vai ficar apenas por isso, por uma ameaça. Isto mesmo depois de o SLB, no seu canal, ter corrido a arbitragem nacional a corruptos para cima e para baixo. Ou mesmo depois da tentativa quase consumada de agressão de elementos da claque dos Superdragões ao árbitro Artur Soares Dias na Maia houve indignação suficiente para tomar medidas drásticas como foram tomadas em 2011 contra o, claro está, Sporting.

Não é preciso, mas se fosse necessário perceber quem são os donos disto tudo, a quem os árbitros têm medo de enfrentar, estavamos esclarecidos. Tanto medo que até aceitam fazerem de Pedro, na história com o Lobo: tantas vezes dizem que vão fazer greve, que agora é a sério, que a credibilização da classe é agora, que a independência e equidistância vem aí que, mesmo que tal aconteça, já ninguém acreditará. Já todos percebemos quem tem a mão na trela.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quando a credibilidade dos árbitros entra em greve

Julgo que ninguém percebeu ainda muito bem qual o real sentido ou que objectivo persegue a greve dos árbitros. Se olharmos para o comunicado da associação de classe concordamos imediatamente com uma parte substancial do mesmo:

"(...) “o clima no futebol português se tem degradado cada vez mais nos últimos tempos”.
Mas antes disso e a partir daí não se percebe como chegam à decisão de deixar de arbitrar os jogos da Taça da Liga porque “não existem condições para continuar a arbitrar”. Se assim é porque escolhem justamente a competição nacional mais desvalorizada e menos importante para exercer o seu protesto?

Ainda que concordando também que a generalidade dos dirigentes do futebol (associativos, federativos, de classe e dos clubes) deixa muito a desejar e que os últimos frequentemente se socorrem dos erros de arbitragem como "desculpa quando o resultado desportivo os compromete e precisam de encarar os seus adeptos” a reacção parece excessiva porque a greve deveria ser o último recurso e não consta que tenha havido da parte da classe qualquer sondagem ou propostas aos parceiros no sentido de introduzir melhorias.

A reacção parece ser também mal orientada por se destinar à competição de menor impacto, dando por isso azo à dúvida sobre as reais intenções sobre a forma inopinada como a APAF toma a medida. Mas sobretudo é desresponsabilizadora, quando exorta "os clubes profissionais a uma reflexão profunda onde o comportamento dos seus dirigentes seja um dos pontos centrais a refletir e origine uma nova era no desporto nacional", como se o seu próprio papel no processo fosse acima de qualquer critica ou até mesmo imaculado.

Ora para a generalidade dos adeptos a classe que a APAF representa o que mais sobram são as dúvidas sobre a qualidades  consideradas indispensáveis para o exercício da função: imparcialidade, equidistância e independência. Aliás, todo o percurso das últimas décadas apontam precisamente para o inverso, ficando apenas por definir as cores das quais estão mais próximos ou até mesmo dependem ou prestam vassalagem.

Nesse sentido esta greve é mais um tiro pela culatra que acerta em cheio na já de si depauperada credibilidade da classe. Antes disso há muito que esclarecer, nomeadamente a presença do nome de vários deles - entre os quais o sr. Nuno Almeida, do último jogo na Vila das Aves - em e-mails que tresandam a conluio, tráfico de influências ou até mesmo corrupção, isto para falar apenas em alguns escândalos recentes.

Quem sabe se também não fossem mais proactivos com a introdução de medidas que desanuviem a suspeição ou lhes fossem úteis às tomadas de decisão, tornando o seu trabalho mais fácil, cresceriam em credibilidade aos olhos dos adeptos. Ao invés, parecem é estrebuchar por lhes ser retirada a possibilidade de orientar ou até manipular o curso dos acontecimentos nos relvados e, consequentemente, adulterar a verdade desportiva.

Na verdade, e atendendo à realidade instalada, talvez o titulo mais adequado a estas linhas fosse:

Quando é que a credibilidade da arbitragem sai de greve?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Tem um VAR que é cego


Aquando do anúncio da introdução do VAR como ferramenta de apoio à decisão dos árbitros escrevi aqui oportunamente:


Como ontem se viu no jogo entre o SLB e o SCB a polémica vai continuar e essa deriva sobretudo da falta de confiança nas pessoas que aplicam as leis, por serem as mesmas que anteriormente revelaram uma estranha forma de cegueira selectiva, a que vê bem ou mal consoante as camisolas e os emblemas.

Já agora era importante perceber quem disponibilizou e como as imagens que o VAR teve acesso, tendo em conta que a realização é da responsabilidade do... SLB.
 
Como diria Jô Soares num dos muitos momentos de humor com que nos brindou, tem um VAR que mesmo com tantas câmaras é cego...



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sem memória e sem vergonha!

Não era preciso ter havido o "caso Guímaro" e nem sequer o "apito dourado" para confirmar que o se via pelos estádios fora e se falava à boca pequena era verdade: todo o edifício do futebol nacional tinha em lugares-chave homens de mão ou na mão de Pinto da Costa. Mas a verdade é que ele aconteceu e depois disso nada deveria ter continuado como antes.

Mas, passado todo este tempo, verificamos agora que afinal nada se provou, com Pinto da Costa a sair ilibado. Perante isto faltam adjectivos para qualificar a actuação da justiça portuguesa, quer na sua versão civil como desportiva. Perante tantas falhas, sobretudo no carreamento de provas e no respectivo julgamento, é impossível não pensar estarmos ainda na presença de tentáculos do mesmo polvo. Mas, para lá das suspeitas e das convicções, é bem claro que o  resultado final deste processo mancha de vergonha todos os intervenientes, lançando pesado manto de vergonha e descrédito das instituições. 

Quando, algures no final da década de 80, Pinto da Costa proferiu a célebre frase "enquanto eu for presidente do FCPorto o Sporting jamais será campeão" estava a profetizar o que seriam as próximas décadas. E sabia porque o fazia porque à altura já cevava em bom ritmo o "monstro" que havia de o por a salvo da bola dos imponderáveis de que o futebol é fértil. O mesmo é dizer que estava a ponto de garantir que a falta que era fora da área passava a ser penalty se fosse em seu favor, os cartões vermelhos podiam subitamente empalidecer e outros fenómenos que não há decisões administrativas que as apaguem da nossa memória. 

Obviamente que isto tem a ver com todos os clubes, mas muito particularmente com o Sporting. Espero por isso que o clube tome uma posição oficial e tudo faça dentro do que estiver ao seu alcance para a memória deste caso não seja reescrita. Seria uma ofensa sem desculpa à memória de todos os Sportinguistas. E quem não tem memória arrisca-se a ver repetida a história, o que pode muito bem já estar a acontecer com o caso dos e-mails.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Benfica 10 anos à frente da concorrência

É impossível não concordar com o presidente do conselho de arbitragem na sombra e que acumula funções também como presidente do SLB. As revelações que aos poucos vêm sendo feitas pelo director de comunicação do FCP no Porto canal vão confirmando o lugar que LFV escolheu para si e que põe o clube que dirige muitos anos à frente da concorrência. 

Vou até mais longe: como é bom perceber isto é apenas a parte visível do imenso esgoto em que se debate o futebol nacional e que escorreu para o exterior. Mas é já o suficiente para confirmar aquilo que se intuía jornada após jornada. Árbitros  e dirigentes condicionados ou mesmo comprometidos com um desígnio: que o SLB fosse campeão custasse o que custasse.    

Os momentos  e reacções que se seguirão serão esclarecedores sobre o grau de comprometimento dos árbitros, via reacção da APAF. Vai haver boicote corporativo ou vão finalmente querer expurgar a classe da fruta apodrecida? A Liga de Clubes, tão preocupada o fumo, vai finalmente preocupar-se com as fogueiras e os incendiários a credibilidade do futebol nacional? A FPF e até mesmo o governo vão continuar a assobiar para o lado e desviar os olhos?

PS: Não deixa de ser "engraçado" ver o nome de Manuel Mota como "nosso amigo" (deles) na boca da máquina benfiquista. Eu que o tinha como amigo do peito do Sporting. Uma  bela arbitragem diz o Janela!
E quem não se lembra, entre muitas outros favores do Mota, a anulação deste golo limpo de Slimani, em dezembro de 2013. Uma amizade já com vários anos. Este senhor, que todos já tínhamos percebido que não tinha condições para arbitrar,  vai continuar no activo? Se sim ao menos que finalmente se cumpra o sonho que há muito deve acalentar, e apareça vestido de águia ao peito. Como muito bem lembrava hoje o Cantinho do Morais, este golo ter-nos-ia colocado então em primeiro lugar


sexta-feira, 5 de maio de 2017

VAR: um estranho e quase inédito caso de consenso entre os clubes nacionais

De entre os muitos jogos em que o Sporting tem razões para sentir prejudicado e para empreender a luta que agora vê compensada, o que a imagem que ilustra o post reporta é dos mais emblemáticos. É por isso que se saúda o  inesperado anúncio, feito pela FPF,  da introdução do video-árbitro de forma permanente já a partir do próximo campeonato. Sabemos do que falamos. Lembro que de forma provisória e isolada  a sua utilização já estava prevista por ocasião do final da Taça de Portugal.

Do ponto de vista estrito do organismo em causa, a intenção pode até ser a melhor, mas esta medida por si só não alterará significativamente o ambiente agónico em que vive actualmente o futebol português. Poderá até, em casos extremos, agudizá-lo, eternizando as discussões.

Sem mudança de comportamentos e mentalidades o video-árbitro tenderá a ser uma oportunidade perdida. Embora esta alteração me pareça inevitável e deva ser saudada, as minhas dúvidas justificam-se. Porque as regras são aplicadas e ractificadas por pessoas e essas serão exactamente as mesmas. E não mudando estas ou a sua forma de actuar...

Um exemplo muito prático, do qual todos se lembrarão: os lances de Pizi e posteriormente de Nélson Semedo, que deveriam ter sido sancionados com penalty's e procedimento disciplinares correspondentes.

Os elementos responsáveis pelo VAR alertariam o árbitro para os lances?

O árbitro recorreria às imagens e após o seu visionamento mudaria as suas decisões?

Tenho dúvidas e essas já as tinha expressado aqui anteriormente:

 "as novas tecnologias não substituirão a soberania na decisão dos árbitros, não mudarão nada na apreciação do respectivo trabalho por parte dos observadores, não farão as nomeações, não designarão os internacionais, etc, etc. Como certamente já perceberam estou a referir-me a aspectos muito particulares do futebol português que, permanecendo como estão, tornarão a introdução das tecnologias no futebol numa inutilidade.

Para sustentar a afirmação feita no parágrafo anterior socorro-me do sucedido no último dérby. (ndr: o mesmo jogo do exemplo acima) Basta ver o que disseram comentadores e sobretudo árbitros consagrados sobre a evidência dos lances para se perceber como a classe está comprometida com interesses de terceiros ao ponto de não possuírem condições essenciais ao exercício da função de julgar: independência e imparcialidade. E que dizer da nota do árbitro, quando quem o avalia fica indiferente ao que observa na televisão?".
Isto é, a medida é obviamente boa no sentido de introduzir maior justiça e rigor - e por isso o Sporting esteve bem na luta que empreendeu para a introdução da medida - mas ela é escassa. A FPF, que, juntamente com a LIGA, se têm mantido estranhamente alheadas ao que se passa em seu redor, tem que ir mais longe para que a novidade do VAR não seja o tradicional "algo tem que mudar para que tudo fique na mesma."

E neste âmbito há mesmo muito a mudar. Continuam a subsistir "fenómenos" difíceis de explicar e que, tendo importância para o desfecho dos jogos e até da competição, não serão resolvidos com a introdução da tecnologia no futebol, se esta não for acompanhada de uma maior equidade e imparcialidade. De outra forma a suspeita que infecta o futebol português subsistirá.

Um exemplo aleatório: a diferente aplicação dos critérios disciplinares, que resultam nos números tão dispares na quantidade de cartões e suspensões por equipas.

E aqui chegados confesso que tenho poucas esperanças, porque as mesmas pessoas que contribuíram para o ambiente que se instalou no futebol e para o qual contribuem de forma praticamente diária com frases, discursos, comunicados, posts, etc, são exactamente as mesmas. Por isso, da mesma forma que um lance é agora discutido com base nas opiniões mais convenientes para os interesses do(s) comentador(es), como se fossem vários, e não apenas com base nos factos que nele ocorreram  é muito provável que o mesmo se passará com as decisões tomadas com base no VAR.

Daí que me sinta tentado a concluir que o consenso quase inédito no futebol português sobre o VAR que assistimos deste ontem terminará assim que o próximo campeonato começar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

As medidas mal medidas para a arbitragem

A causa é justa mas o serviço prestado pelo Sporting na discussão dos problemas da arbitragem com a divulgação de onze medidas avulsas é inútil e ineficaz. Quer quanto à forma quer quanto ao conteúdo esta divulgação é a melhor forma de fazer muito fumo mas pouco lume, pelo que o mais natural é que não produza nenhuma alteração.

Oxalá os acontecimentos venham a desmentir a minha convicção que a divulgação das medidas no Facebook não é apenas inútil, é contraproducente, por ser uma ferramenta que o próprio Bruno de Carvalho se "esforçou" em desvalorizar por uso descuidado. Dificilmente a comunicação será entendida como mais substancial que um desabafo ou a expressão de um estado de alma. Os SMS's  poderão funcionar para efeitos de convocação de flash mobs mas dificilmente produzirão efeitos junto da formalidade e imobilismo que caracterizam os clubes profissionais e respectivas direcções.

O mesmo se aplicará ao conteúdo, cuja redacção descuidada aparenta ter ocorrido entre duas actividades distintas ou em simultâneo. E ainda que se reconheça validade e pertinência em algumas delas, esta forma de as propor, bem como a superficialidade que a caracteriza, é uma forma de as auto-desvalorizar, oferecendo assim argumentos aos que não têm qualquer interesse em mudanças. 

Se o Sporting quiser alterar uma virgula que seja aos regulamentos e ao status quo da arbitragem tem de ser consequente com a sua vontade e liderar o processo, pondo os pés no caminho, que muitas vezes encontrará enlameado e armadilhado. É preciso resiliência, porque os revezes acontecerão antes da obtenção de qualquer ganho, por pequeno que seja. Para este fim é necessário unir esforços e vontades, mesmo que a principio sejam poucos, porque a pregar sozinho o mais que se consegue é ruído. 
Alguém no seu perfeito juízo acredita que vai haver um milagre e os relatórios vão começar a ser divulgados no imediato? 

Que o cancro dos observadores, perpetuador de jeitos, favores e influências, vai  acabar amanhã?

Que as nomeações vão começar a ser marcadas por critérios de sensatez e decoro?

Que vale a pena iniciar já a aplicação do "vídeo arbitro" sem uma limpeza prévia e sem acautelar uma regulamentação que proporcione transparência no seu uso?
Para tal é preciso convocar, reunir, deliberar e seguidamente o mais difícil, que é constituir uma maioria que, em sede de votação ou influência consiga plasmar nos regulamentos as mudanças pretendidas. E embora elas sejam necessárias no imediato o horizonte temporal exequível dificilmente poderá ser outro que não a próxima época e deveria ser essa a ambição.

Ora, como é bom de ver, isto não é compaginável com a vida absorvente de um clube com actividade permanente. Nomear uma pessoa com credibilidade e reputação inatacáveis que represente o Sporting (em tempos foi aqui sugerido Jorge Sampaio para efeitos semelhantes) e que alavanque um movimento de regeneração profunda do futebol português, que vá desde os quadros competitivos até aos regulamentos, sejam de arbitragem ou não é uma das medidas possíveis.

Como facilmente se percebe este é um empreendimento tão necessário como de dificuldade extrema para se levar a efeito. Com representantes ou directamente o Sporting, pela sua índole e por necessidade de sobrevivência do seu estatuto, tem aqui um desafio tão importante e necessário como o da reestruturação financeira. São já mais de três décadas de tratamento desigual, enquanto os seus rivais dividem entre si influências e benesses.

De outra forma, e com a falta de coerência e profundidade que o Sporting tem dedicado à matéria, dificilmente será levado a sério e não terá mais atenção do que a que de um clube que só se queixa quando as coisas correm mal.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Tremenda injustiça para com Jorge Sousa

Não se compreende o que os jogadores do Benfica fizeram a Jorge Sousa. Foi um boicote, do mais infame que tenho visto em Portugal! Jorge Sousa foi à Luz para tentar bater o recorde de João Capela (4 penaltis não assinalados contra o Benfica, no mesmo jogo) e os maquiavélicos jogadores de vermelho apenas lhe deram a possibilidade de não assinalar dois. Louve-se Pizzi que quis colaborar, passando a bola de uma mão para outra, mostrando bem que devia ser penalti, mas que Jorge Sousa nunca iria apitar. Luisão então esteve vergonhoso: nem um dos seus habituais golpes de Karaté executou. Nem Lindelof andou com os braços pelo ar como costuma. Boicotaram a tentativa de recorde de Jorge Sousa. Lamentável!!!

Tenho visto muitos Sportinguistas a dizerem ponderar se devem, ou não, “desligar-se” do fenómeno futebol, devido aos consecutivos atropelos que adulteram a verdade desportiva e, normalmente, sempre no mesmo sentido. 

Também eu já, por várias vezes ao longo dos anos, me deparei com a mesma dúvida. E, irritado, revoltado, com vontade de ir para cima dos vigaristas, dos chefes dos vigaristas, dos propagandistas defensores da vigarice, e dos DDT, e dar-lhes um aconselhamento físico que os fizesse perceber que “vigarices nunca mais”, porque era perigoso para a sua integridade física, caio em mim e penso: “isto é uma luta contra o Sporting”, “eles querem é deitar abaixo o Sporting”, e outros pensamentos semelhantes.

É ai que me revolto (ainda mais), e que penso se o que “eles” querem é isso, então vamos lutar. Lutar mais ainda! Apoiar, proteger, e lutar contra os inimigos do Sporting. Em todas as frentes. No apoio às equipas, no desmascarar nos media e nas redes sociais, e em tudo o que é opinião publica, todas as vigarices de que o Sporting é alvo.

Aproveitando a “deixa” de inúmeros comentadeiros pós- derby que argumentam que venceu a eficácia, e que o Sporting não foi eficaz, temos de dizer que não há equipas perfeitas, todas cometem erros, mas que a umas aparece o colinho salvador para corrigir os erros, enquanto que a outras inventam-se mais erros, para ajudar a estragar o trabalho feito.

Não podemos desistir. Temos de lutar contra as vigarices do futebol em Portugal, e não só.

Esforço, dedicação, devoção e gloria. Eis o Sporting!

Nota importante: a autoria do post é do editor "8" deste blogue.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Relativamente ao poder dos nossos adversários, estamos avisados

Começo desde já por saudar, sem ironia, o apuramento do FCP para a Liga dos Campeões. Somos declaradamente rivais mas no percurso europeu une-nos um interesse comum: além do prestigio do futebol português, quanto mais pontuarmos mais possibilidades temos de nos vermos incluídos no pote dos milhões. E como nunca sabemos em que lugar podemos ficar no final do campeonato.

Por coincidência seremos nós, o Sporting, a testar o novo FCP de Nuno Espírito Santo, cujas primeiras indicações deixam antever uma equipa mais competitiva do que tem conseguido ser nos últimos anos. Pelo menos ao nível da moral é de esperar um adversário mais forte do que aquele que defrontamos no ano passado. Antevejo um embate difícil, até porque os primeiros jogos deram indicação de não estarmos ainda na plenitude das nossas qualidades.

Já o nosso rival do outro lado da estrada, continuará seguramente forte dentro de campo, pelo menos assim que regresse Jonas. Para já fora dele, continua na liderança: a pressão feita após o jogo já rendeu dividendos. Ao despejar na jarra o nome de Manuel Oliveira - o mesmo se aplica ao árbitro do jogo FCP - Estoril... - o árbitro do empate ante o Setúbal, o Conselho de Arbitragem "emite um comunicado" bem claro: não há tolerância para os erros dos árbitros nos jogos com o SLB se este não ganhar. 

Nota: Como alguém lembrava hoje, o jogo Roma - FCP registou mais cartões vermelhos para os da casa do que em toda a época passada para o actual campeão nacional.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O ferrari vermelho, o colete encarnado e o barrete verde

O spin da máquina benfiquista continua a trabalhar bem. Veja-se o caso das nomeações para a última jornada o que foi dito sobre a possibilidade da nomeação do Hugo Miguel e o que se diz agora (hoje, depois de escrito este artigo, já há gosma a escorrer sobre a matéria...). Uma atoarda lançada de forma cândida por quem sabe antecipadamente que o que está a afirmar é mentira, uma vez que ligação do árbitro à Macron não é ao nível de o tornar elegível em caso de prémio.

O mais extraordinário é que não há até agora Fontelas* de onde jorre o mínimo repúdio pelo ignóbil atentado à honorabilidade do árbitro quando se apontou a possibilidade de ele ser parte interessada no titulo do Sporting. A indignação ou falta dela, consoante quem fala, é o melhor indicador para saber de quem é a voz do dono.

O que é lamentável, apesar de não ser surpreendente, é ver que o spin rasteiro foi o suficiente para Vítor Pereira ficar em sentido. É difícil não pensar que o spin e a decisão resultaram de articulação entre as partes, tal a precisão da máquina e o seu resultado. Senão, vejamos: além de colocar um árbitro que nem sequer é internacional (Nuno Almeida) quando o podia fazer, oferece ao auxiliar Pais António o prémio de se poder juntar à possível festa no final do jogo. É que é tão descarada a tendência do "bandeirinha" que o faz ser conhecido no meio como o ferrari vermelho.

A espuma dos dias tem o dom de fazer naufragar algumas memórias, pelo que se justifica trazer outra vez à tona o nome e sobretudo o currícullum de Pais António. Para não ser fastidioso, vou apenas lembrar dois eventos: a mão de Rony em 2006, e o "penalty" marcado a Pedro Silva que mudaria o sentido do jogo e o resultado final daquela que ainda hoje é conhecida como a Taça Lucilio, em 2009. Em ambos os casos um mesmo actor: Pais António. 

Quem se lembra do lance (quem o poderá ter esquecido) certamente que recorda a proeza e inovação que constituiu a marcação do penalty, com indicação do auxiliar que estava a mais de 50 metros do local onde o lance ocorreu, enquanto o seu colega a quem competia ajuizar nada assinalou. E o que dizer das justificações então dadas?


Obviamente que a missão de arbitrar é difícil e muitas vezes ingrata. Mas o que é mais intrigante em tudo isto é como é que um personagem como este (e tantos outros), e depois de erros tão grandes e de tão importantes consequências, consegue escapar entre os pingos da chuva e fazer uma carreira. Lucilio Baptista, por exemplo, depois de uma carreira "auspiciosa" também continua ligado à arbitragem. Em quantas actividades existe este nível de impunidade? Como é que ela é possível numa industria que movimenta milhões?

Infelizmente a isto Vítor Pereira vai respondendo com o barulho ensurdecedor das suas nomeações. E, das poucas vezes que fala, é quase sempre uma oportunidade perdida no sentido de clarificar ou desanuviar. Será essa a marca da sua passagem pela arbitragem, uma profunda decepção que a ausência de árbitros portugueses no próximo europeu é merecido epitáfio. Pode ostentar o barrete verde para dizer que é Sportinguista, mas é de colete encarnado vestido que abandona a arbitragem.


Por certo não lhe faltarão homenagens, como é habitual aqui na Lusa Pátria. Eu dava-lhe o prémio António Garrido porque afinal partilham a mesma dissimulação, só escolheram foi cores diferentes.

* Fontelas Gomes é o actual presidente da APAF e putativo presidente do CA da FPF

terça-feira, 3 de maio de 2016

A hora das malas no futebol português

Nunca é tarde para exercer boas práticas por isso saúdo aqui o facto de finalmente ter sido Octávio Machado a dar, como se costuma dizer, "o corpo às balas" à barragem (desen)formativa que a muito forte e muito bem montada máquina de propaganda benfiquista tem instalada para distrair a opinião pública de um facto cada vez mais evidente: o seu controlo sobre as instituições que tomam decisões no futebol português.  

Como sempre aqui defendi, não cabe a Bruno de Carvalho desgastar-se no combate a figuras menores dos clubes rivais ou outras. Não só porque os resultados desta acção, da forma como vem sido exercida, são de utilidade e acerto duvidosos, mas porque parecia cada vez mais óbvio que estava a cair na armadilha instalada propositadamente para o expor e desgastar. De tal forma que Luís Filipe Vieira se arriscava cada vez mais de, ao seu lado, parecer um estadista.

Bem sei que há quem entenda precisamente o contrário e que até quem avance com a ideia de que essa actuação, nestes termos, é necessária. E até quem vai mais longe pretendendo que tem influencia a nosso favor, por exemplo, no recente clássico no Dragão. Quem o afirma não percebe o que anda a fazer Jesus e a sua importância na profunda alteração, com melhoria evidente, da nossa performance. Se lhe querem tecer loas (a BdC) estão no seu direito, mas que o façam de forma a que a inteligência - a deles e a nossa - não seja tão insultada. Bastava lembrar que foi Bruno de Carvalho que contratou Jesus, correndo os riscos sabidos, face às circunstâncias.

Convém recordar, a este propósito que o Sporting tem duas agências de comunicação sob contrato, a quem cabe zelar pela boa imagem do clube e da sua figura mais representativa. Se não o fazem ou é porque tal não lhes está a ser permitido ou porque não estão a desempenhar bem a função. Qualquer que seja o caso a sua seria uma despesa que deixa de se justificar. 
Jogo de espelhos
Por falar em máquina de propaganda, aí está bem à mostra, desde o inicio da semana, que há quem não estivesse muito à espera da vitória do Sporting no Dragão. E, certamente, muito menos que esta tivesse acontecido numa exibição de força e autoridade, como aconteceu. É por isso natural que ainda a semana mal tinha começado e já o carvão esteja a quase a esgotar, tal a quantidade que vem sendo metida na fornalha. 

Para os mais desatentos as suspeições lançadas para o ar merecem a nossa atenção. Para quem anda há algum tempo nisto e tem um pouco de memória estas insinuações como a do "jogo da mala" são uma manobra canhestra e até algo indolente. Foram buscar episódios tornados célebres por terem sido práticas próprias, como foi o caso da famosa mala "Luis Vuitton". Pior ainda é virem-se queixar de os adversários serem competitivos e oferecerem resistência, como aconteceu a propósito do jogo com o Vitória. Esta coisa de andar a jogar jogos amigáveis com o Belenenses está a criar maus hábitos...

As nomeações de Vítor Pereira
Já aqui me havia referido ao mau agoiro que representava o anúncio da saída de Vítor Pereira e que convido a (re)lerem aqui (LINK). Bem sei que o quadro de árbitros que nos deixa está ao nível da confiança que os mercados depositam no papel comercial do antigo BES, mas convém disfarçar. 

O Fábio Veríssimo vai até à Madeira e continua sem explicar como pôde passar entre os pingos da chuva de uma arbitragem vergonhosa em Braga, que nos pôs fora da Taça de Portugal. Talvez seja porque reparte com Tiago Martins, que ainda ontem abençoou a passagem do SLB à final da Taça Lucílio, a ascensão meteórica. Com ou sem mala, tudo tem que se pagar nesta vida, não é?...

Horário dos jogos 
A última inovação do futebol português é a ausência de jogos decisivos em simultâneo nas últimas três jornadas. Isto num campeonato infectado pela suspeição. Isto quer dizer que no domingo o SLB jogará na Madeira a saber já o resultado do Sporting. Pode não querer dizer nada mas a informação vale muito, não é?

A Liga, de forma a sacudir a água do capote, já veio lembrar que tal resulta da alteração promovida no ano passado, por decisão dos clubes. Certamente que o fizeram a pensar nas receitas televisivas, pelo menos. É o que dá quando se deixa serem os cifrões a tomar decisões que deviam ser tomadas pelos neurónios. Por curiosidade gostava de saber como votou então o Sporting, que até agora não se pronunciou sobre a matéria quando, em defesa dos seus interesses, já o devia ter feito.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A saída de Vitor Pereira e os almoços destes e os jantares daqueles

Ficamos ontem a saber que Vítor Pereira vai deixar o comando (nunca uma palavra terá sido tão bem empregue) da arbitragem nacional. Não podia fazê-lo de forma também tão justificada como a actual: o seu mandato não foi apenas decepcionante, transformou-se num logro, marcado por esse ritual de passagem de poder azul para tons a vermelho e branco. 

Aquele que era o objectivo mínimo do seu mandato - a redução da suspeição, pela adopção de medidas que favorecessem a transparência - perdeu-se por completo e o futuro campeonato europeu deserto de árbitros portugueses é um triste epitáfio a jazer sobre a sua actuação ao longo dos anos em que foi presidente do Conselho de Arbitragem. 

Ao contrário do que possa parecer numa análise primária, a sua saída agora publicitada não é uma boa noticia. Desde logo porque a folha de serviços do que se perfila como seu substituto (Duarte Gomes) não é propriamente inspiradora de novos ventos para a arbitragem. Mas sobretudo porque o fim anunciado do seu mandato significa que Vítor Pereira deixou de depender em absoluto do juízo que os clubes e demais agentes farão do seu trabalho para manter o poder que ainda detém. Torna-se naquilo que os ingleses chamam "loose cannon", alguém que age sem controlo e de forma imprevisível. Vamos saber em breve o que é que isso quer dizer para o que resta do campeonato. Mas a amostra não augura nada de bom.

Por falar em suspeições têm sido recorrentes as noticias sobre jantares de jornalistas com dirigentes ou funcionários de clubes e hoje até entre dirigentes actuais e antigos de clubes rivais. Sem saber se a ética está a ser integralmente respeitada no caso dos jornalistas, quer-me parecer que se está a ir longe de mais nas teorias da conspiração. Se alguém quiser conspirar não o vai fazer num local público à vista de toda a gente. Logo hoje, em que abundam as possibilidades de estabelecer contactos e fazer chegar mensagens. Obviamente que não podemos ser ingénuos  mas convém não exagerar, sob pena de nos cobrirmos de ridículo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Campeonato do mergulho ao rubro

Na vigésima terceira jornada da presente Liga parece que o futebol decidiu fazer um intervalo e dar lugar a um campeonato de mergulho, tantos foram os casos de simulações de jogadores que os árbitros acabaram por sancionar com grande penalidade, contribuído para influenciar o resultado final. Dos casos que vou abordar todos eles estão marcados por essa agravante: alteram o curso do resultado a favor de uma das equipas.

Tivessem os erros ocorrido no decurso de um resultado já favorável às equipas beneficiadas e a sua gravidade seria menor. Estes casos ganham ainda maior projecção porque estamos a entrar numa altura decisiva do campeonato, em que todos os erros (dos jogadores, treinadores e árbitros) contam tanto como os que se registaram anteriormente, mas restam cada vez menos oportunidades para as equipas anularem os seus prejuízos.

Jogadores a tentar enganar árbitros para as respectivas equipas daí retirarem vantagem haverá sempre como sempre existiram no passado. No caso concreto do futebol português ao problema dos erros dos árbitros, comuns em todos os campeonatos, junta-se a suspeição relativamente à isenção de alguns dos árbitros, que é também agravada pelo facto de desde ao presidente até a vários elementos do Conselho de Arbitragem terem comprometida a imagem de isenção e de se comportarem como se fossem um dos lados dos três concorrentes ao título.

Sintomaticamente tem sido o SLB o menos critico da sua actuação, quando não é até o seu defensor. Isso quererá dizer alguma coisa, mais ainda quando se conhecem as violentas criticas que aquele clube ainda muito recentemente fazia a Vitor Pereira. Não é por gostarem mais de futebol e que assim o queiram proteger, parece mesmo que é por estarem satisfeitos com o curso dos acontecimentos.

Por ordem cronológica começo pelo jogo Paços de Ferreira – SLB. Quem vê futebol há algum tempo sabe que o Jorge Ferreira é um mau árbitro. Foi essa a impressão que deixou no jogo em causa, ao revelar uma duplicidade de critério na análise de lances em tudo semelhantes. Se o lance do Jonas é penalty o lance ocorrido momentos antes com Bruno Moreira teria que ter decisão semelhante. Acresce que no lance de Jonas o árbitro está muito bem colocado para se deixar enganar.

O erro existirá sempre mas quando um árbitro, num mesmo jogo, exibe um critério diferente abre o caminho à suspeição e lança sérias dúvidas relativamente à sua independência e capacidade de julgar com insenção. Com o passado de Jorge Ferreira ainda mais.

O FCP beneficiou também de um penalty que ocorre também num momento em que a primeira parte se encaminhava para o final. Com o resultado em 0-2 no inicio da segunda parte é pelo menos claro que teria pelo menos tempo para alterar o resultado, com todas as implicações que tal representaria. De todos este parece-me o lance mais difícil de ajuizar. Não só porque Maxi é um artista neste tipo de lances, mas também porque a perspetiva do árbitro era de todo desfavorável. Não é penalty mas compreendo a decisão.

Sem estar envolvido na luta pelo campeonato o jogo Braga – Vitória é um clássico do nosso futebol e ontem teve ainda a particularidade de ter sido apimentado por muitos golos e uma decisão que alterou significativamente o resultado final. Falo do penalty “cavado” por Otávio, que além da punição com o castigo máximo acabou por ditar a expulsão injusta do defensor do Braga. Mais do que o árbitro quem sai completamente chamuscado deste lance é o auxiliar porque o jogador brasileiro efectua a simulação a poucos metros dos seus olhos.

Casos como estes seriam facilmente resolvidos com o recurso a imagens de auxilio à decisão da equipa de arbitragem. Como sabemos, e agora cada vez mais e de forma mais pormenorizada, as entidades que superintendem o futebol especializaram-se em negócios de cariz mafioso, ao invés de se preocuparem e tornar o futebol numa modalidade mais transparente e justa. Mas mesmo enquanto o uso de todas os meios para o fazer continua por legislar, houvesse vontade por parte dos organismos nacionais e estes tipo de lances poderiam ser dissuadidos com o recurso ao castigo dos jogadores prevaricadores. Mas parece que essa vontade começa e acaba apenas para ameaçar o Slimani com um castigo…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

De Adrien, o Capitão a Cosme o catedrático, até à troca do Avioncito por Barcos

Antes de ir propriamente dito aos temas suscitados no titulo, ficam uma linhas breves sobre o jogo com a Académica. Pormenores de última hora impediram-me de ver o jogo ao vivo e, quando me sentei no sofá, ia preparado para ver um jogo do género "Anita vai ao parque" quando, passados menos de dez minutos já constatava que afinal o género seria o terror.  De forma breve:

- Muitas mexidas, algumas obrigatórias, outras nem por isso. A presença de Semedo (regular) a titular é a confirmação de que Ewerton deixou de contar, como aqui já havia vaticinado. Fica para nova observação, mas parece que Jefferson tem agora concorrência a sério. Registe-se a equipa inicial com seis jogadores formados pelo clube.

- Jogo ganho pela vontade indómita dos jogadores, suportada por um público insuperável de crença e dedicação total. O "colinho" desta equipa são os adeptos, indiscutivelmente.

- Se os adeptos são o "colinho" Adrien tem sido a nossa locomotiva. É ele que por vezes arrasta a equipa para a frente, pela vontade imprimida, outras vezes põe-a a deslizar, tal a classe com que executa. E golo, senhores? Um capitão a sério e com um "C" maiúsculo.

- Não foi um jogo brilhante do ponto de vista colectivo. A influência de Ruiz não se fez sentir tanto como em ocasiões anteriores e viu-se mais o recurso ao centro que às jogadas de envolvimento. Por acaso o lance do golo nasce de uma jogada assim, mas ficam dúvidas se tal seria possível com uma equipa que defenda melhor que a Académica.

- Infantilidade e falha de concentração (de vários, mas em especial de Mané, que estava a dormir na cabeça da área) a ditar o primeiro golo sofrido. Também com uma equipa mais forte poderíamos ficar em maus lençóis. Quem sabe aconteceu na altura certa, com a equipa certa.

Cosme, o catedrático
Em dia de Académica calhou-nos o Cosme. A presença de um árbitro destes, sem qualquer qualidade que o justifiquem, diz tudo do estado do futebol português. Um dos piores árbitros, um catedrático do erro todas as épocas, mas que permanece no quadro principal. Quem é o padrinho, a quem ele dá jeito, é a pergunta obrigatória? Um sinal do poder da associação de futebol a que pertence? E o que dizer da encenação da admissão de culpas, seguramente que patrocinada pelo Conselho de Arbitragem, em especial por Vítor Pereira. Já agora a sua nota também vai ser conhecida? A arbitrar assim quem sabe não acaba em internacional...

Seria fastidioso voltar a enumerar aqui os lances do jogo, uma vez que tal já foi feito até à exaustão. Lembro apenas um episódio já aqui anteriormente relatado e que demonstra a inaptidão total para a função de Cosme Machado:


"Jogava-se ontem o Académico de Viseu - FCPortoB quando, na sequência de uma tentativa de evitar que uma bola saísse do terreno do jogo, um jogador da equipa da casa fica ferido, como a imagem documenta. Ao invés, o que é bem claro na imagem e no som (apesar da fraca qualidade e pelo facto peço as minhas desculpas) é o total alheamento de Cosme Machado para com o estado do jogador e uma pressa inusitada em dar continuidade ao jogo que, há altura, se encontrava empatado a zero. Cosme Machado avança para o jogador aos gritos insistentes de "ou sais ou levas amarelo". É isto um árbitro de futebol?

Mais uma travessia de Barcos
O fecho do mercado trará ainda novidades e será certamente objecto de post a propósito. São muitos os rumores que circulam, há também algumas confirmações. No topo da actualidade está a possível troca, a ser confirmada a qualquer momento, de Freddy Montero por Hernan Barcos. Uma troca de meio de transporte na frente de ataque, trocando o Avioncito por Barcos.

Trata-se de um globetrotter argentino (onze clubes, em três continentes!), com um perfil físico que parece ser típico nas preferências de Jorge Jesus. Apesar da sua estatura não estamos a falar de um tosco. Como é óbvio há vários vídeos das suas performances, escolhi o seguinte como um dos seus melhores golos para ilustrar a frase anterior.



É fácil de perceber que Montero era o terceiro na lista de preferências do treinador, mas não é demais lembrar que, apesar do seu perfil pouco mediático, Montero deixa atrás de si um número de respeito, sobretudo se for considerado o pouco que tem jogado no último ano: 34 golos. 

Seria mais expectável e natural a saída de Teo Gutierrez, o que ainda pode acontecer até ao fechar do mercado, logo à noite. Não está em causa a qualidade do jogador, apesar de só a ter demonstrado em pequenos fogachos. Mas quando é cada vez mais evidente que a luta pelo título vai ser dura e todos os campos, é bom que só contemos com quem está cá de com o corpo e com a cabeça. E se Teo está, não parece nada...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Porque aconteceu o caso Naldo

Não me espantou absolutamente nada o caminho (com sua licença, prof. Rui Vitória) que está a tomar o caso Naldo. Isto porque desde o seu principio ele foi tratado com total parcialidade face aos factos ocorridos. Ontem de manhã a comunicação social mencionava apenas o empurrão de Naldo a Lito Vidigal, deixando passar em branco o facto de aquele ter respondido a uma acção absolutamente impensável e imperdoável do treinador, como certamente toda a gente teve oportunidade de ver já. 

O que não vi mencionar em nenhum momento (e não consigo compreender como é que se pode ignorar olimpicamente) é o facto de a entrada em campo do treinador do Arouca ser já a segunda no jogo, como toda a gente - adeptos, autoridades, membros da LIGA, árbitros auxiliares, quarto árbitro - que esteve no estádio pôde presenciar. Tivesse essa prevaricação inicial sido devidamente punida - e que ocorreu minutos antes da expulsão de Naldo - o actual "caso Naldo" nunca teria chegado a acontecer.  Como é que o árbitro auxiliar e o quarto árbitro ignoram o sucedido, que ocorre justamente à sua frente, também deveria ser objecto de inquérito pela LIGA, obviamente.

Ora isto não é desculpar o acto de Naldo, que certamente terá que merecer punição. Mas está carregado de atenuantes, enquanto não faltam agravantes para o comportamento de Lito Vidigal, pelas acções e pelas funções que exerce. A possibilidade de Naldo ficar castigado dois meses é um insulto à justiça desportiva. Mas se for essa a pena aplicada, quanto tempo teria que apanhar Vidigal para que houvesse equidade nas decisões?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Arbitragem: critérios de geometria variável


Nota prévia: o post foi revisto e aumentado já depois da sua publicação.

Critério 1
A APAF e o Conselho de Arbitragem (C.A.) foram céleres a clamar por justiça, após as declarações de Bruno de Carvalho sobre a nomeação de Jorge Ferreira e de JJ sobre este, durante o jogo. Ao menos podiam disfarçar e dar mais 24h.

As declarações merecem averiguações? Se os regulamentos não permitirem declarações como as que Bruno de Carvalho (duvido, mas...) fez que se punam em conformidade. Se encontrarem no que JJ disse durante o jogo razões para qualquer tipo de punição (duvido, mas elas são de ãmbito tão lato que dá para explorar o que se quiser de forma conveniente...) que se puna em conformidade.

Celeridade que, sem surpresa, não houve para se pronunciarem sobre as acusações de Bruno de Carvalho, relativamente aos kit's oferecidos aos árbitros. Independentemente das considerações que se possam fazer relativamente à natureza das ofertas - a mim parece-me excessivo considerar a oferta como corrupção, mas revela pelo menos promiscuidade - é incontestável que estas deveriam já ter merecido muito mais do que o encolher de ombros da FPF, pelo menos do C.A. e Liga. Este silêncio revela senão comprometimento, pelo menos desconforto e inépcia.

Mas pior foram ainda os episódios relacionados com as declarações de Marco Ferreira. Sejamos claros: as suas declarações teriam outro valor se feitas num enquadramento diferente, em que o árbitro assumiria a sua oposição ao modus operandi a partir de dentro e não apenas depois de o sistema o ter usado, mastigado e cuspido e ele, certamente, disso retirado dividendos pessoais. E que ainda por cima as faça dando com uma mão e tirando com outra, não indo até às últimas consequências.

Vejamos as declarações do árbitro: "Não digo que o Benfica pede a Vítor Pereira que este diga aos árbitros para favorecerem o clube. Não estou a dizer isso. O que eu digo é que Vítor Pereira faz isso porque sabe que o Benfica é o único que o apoia. Por isso não quer que um árbitro que desagrade ao Benfica apite os jogos desse clube. O Benfica nunca falou comigo e pediu qualquer favorecimento. Mas, Vítor Pereira sim."

"O SLB nunca falou comigo" é para enganar tolos, só pode. Pois porque o havia de fazer directamente se Vitor Pereira, presidente do CA, lhe servia de porta-voz, o fazia? Então se o árbitro afirma peremptoriamente que ele lhe ligava porque sabe que o Benfica é o único que o apoia está a dizer o quê? Que quer Vitor Pereira quer o SLB representam interesses comuns, que Vitor Pereira deixou de ser o presidente do C.A. de toda a Arbitragem da FPF mas apenas o presidente do C.A. da Arbitragem do SLB. São declarações demasiado graves para poderem ficar-se apenas com a interposição de processo crime. Pela sua gravidade, Vitor Pereira deve explicações públicas, sob pena de ver comprometida a indispensável independência, basilar para o desempenho do cargo.

Conclui-se pelo histórico, sem qualquer parcialidade, que as declarações, quaisquer que elas sejam, por parte do Sporting, parecem funcionar como um poderoso laxante verbal para árbitros, organismos e dirigentes.

Há alguém que se surpreenda por isso com a ameaça de um novo boicote, figura apenas usada pela classe dos árbitros contra o Sporting? Não, obviamente.

O que lhes dói não são as declarações, antes sim sentir um Sporting forte e candidato, que ainda por cima está no topo da classificação. Um Sporting que não os trata bem, que não lhes dá nada e com quem não podem contar para os habituais jogos de influência. Um Sporting que se ganhar, não distribuirá dividendos. Percebe-se o quanto isto possa ser desestabilizador. Mas tenham pelo menos a vergonha e disfarcem, finjam-se sérios.

Critério 2
O Sporting tinha, a propósito do sucedido no jogo do passado fim-de-semana, uma boa oportunidade para fazer valer os seus argumentos em favor da introdução das novas tecnologias no futebol de apoio às decisões dos árbitros. Para ela ser bem sucedida o Sporting precisa de construir em torno da sua argumentação massa critica de clubes, organismos e adeptos para isso tem que deixar demonstrado de forma inequívoca que empreende esta luta pela verdade desportiva, quer quando esta lhe favorece quer quando a sua aplicação é contra os seus interesses.

Acresce que o Sporting não tem nada a temer nas contas que se possam vir a fazer do que aconteceu esta jornada. Beneficiou de um lance de fora-de-jogo para marcar o único golo que lhe garantiu os três pontos? Sem dúvida! Mas o jogo não começou e terminou aí. Já antes nos havia sido negado um penalty claro e anulado uma jogada em que Teo fica isolado, por fora-de-jogo inexistente. É claro e objectivo que não fomos beneficiados mas, ainda que o fossemos, deveríamos lembrar que se as nossas sugestões fossem atendidas era um problema a menos para o futebol e um grande passo para a sua credibilização. De outra forma parecerá que nos queixamos apenas quando perdemos e quase sempre o que parece, é.

sábado, 24 de outubro de 2015

"Vítor Pereira só telefona aos árbitros antes dos jogos do Benfica, não o faz com mais nenhum clube"

Excerto da entrevista de Marco Ferreira ao ÁS via DN

Agora só falta investigar.  

"Não vou dizer que o Benfica pede ao Vítor Pereira que fale com os árbitros para favorecer o clube. Não digo isso. O que digo é que ele faz isso porque sabe que o Benfica é o único clube que o apoia. Por isso, não quer que nenhum árbitro que não goste do Benfica apite os seus jogos. O Benfica nunca falou comigo e nunca pediu para os favorecer. Mas Vítor Pereira sim"

"Numa semana em que eu tinha um jogo do Benfica, ele telefonava a dizer que tinha que ter cuidado, que o jogo tinha que correr bem. E só o fazia antes de jogos do Benfica. Nunca me telefonou antes de um jogo do FC Porto, por exemplo. Não só a mim, mas a muitos companheiros..."

"Eu e muitos colegas recebíamos chamadas na mesma semana em que estávamos nomeados para arbitrar o Benfica. Vítor Pereira tem muitos inimigos e opositores, entre eles as pessoas do próprio Conselho de Arbitragem e muitos clubes da I Liga. Não o querem lá. Então, o único clube dos grandes que apoia Vítor Pereira é o Benfica"

"Nomeou-me para um Rio Ave-Benfica. Nessa semana ligou-me duas vezes, quarta e quinta-feira. Na quinta-feira disse-me que tinha que fazer um bom jogo, se não não me nomeava para o Benfica-FC Porto, que era em abril. Disse que eu tinha que ter cuidado, pois 'eram os que se queixavam' e 'era o jogo do título para o Benfica'

"Antes do Sp. Braga-Benfica foi mais ou menos a mesma conversa. Disse-me que o jogo tinha que correr bem e que eu não devia ligar 'caso viesse ruído do banco"

"Vítor Pereira só telefona aos árbitros antes dos jogos do Benfica, não o faz com mais nenhum clube", e garante que já denunciou a situação "à Federação e ao Comité Disciplinar da Liga Portuguesa", denúncia feita "na semana passada"

"Eles (os árbitros) têm medo que Vítor Pereira acabe com as suas carreiras como acabou com a minha. Sou um exemplo para eles daquilo que se pode passar. Eu era árbitro internacional e nunca na história de Portugal um árbitro internacional tinha descido à segunda categoria"

"Fui árbitro de I Liga durante nove anos e nunca o Benfica, nem sequer nenhum outro clube, algo vez me ofereceu algo para o beneficiar. Eu penso que esta é uma iniciativa do próprio Vítor Pereira com o interesse de agradar ao único clube que o apoia"

"Ele nomeou-me (final da Taça)
porque era um jogo de uma máxima rivalidade, escaldante; se eu fizesse algo de mal, já tinha um motivo para despromover-me. O problema é que fiz tudo bem e ficou sem argumentos. Fui o primeiro e único árbitro internacional da história da Madeira. Para mim fica esse orgulho.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O agente da Macron

Não caiu bem em Vila do Conde a nomeação do árbitro Hugo Miguel para o jogo Rio Ave - Sporting do próximo domingo. O pretexto é que o referido árbitro é agente da marca de equipamentos Macron que, como sabemos, equipa o Sporting.

A indignação justifica-se pelo potencial conflito de interesses, mas sobretudo por não proteger nenhum dos intervenientes no jogo, como deveria ser acautelado por quem nomeia os árbitros. Se o árbitro errar e dos seus erros resultar o prejuízo de um dos clubes fica exposto a todo o tipo de suspeições. Ou porque protegeu pretensos interesses pessoais e comerciais, caso o beneficiário seja o Sporting, ou errou a favor do Rio Ave para, por via da contestação à priori, não ser acusado de favorecimento. A suspeita estará sempre presente de qualquer lado das bancadas e é impossível que não atinja o árbitro, especialmente se o jogo começar por lhe correr mal.

Não ver isto é uma falha grave que funciona como uma declaração tácita de incompetência e impreparação para a função. Isto quando já de si muito é duvidoso que a actividade comercial do árbitro seja compatível com a qualidade de profissional da arbitragem que já possui. Casos como este compreender-se-iam melhor caso a presença do árbitro no jogo tivesse resultado de sorteio, mas continuaria ainda assim, pelos motivos expressos acima, por defender o interesse dos intervenientes e acima de tudo do futebol.

 
Sobre esta questão há outra que ressalta à vista quando se fala da Macron, a fornecedora de equipamentos. Há já algum tempo que se pode observar que a página oficial da marca não coloca o nome do clube na sua lista de destaque na abertura como se pode ver na imagem acima. Para ver o emblema do Sporting é necessário ir ao fundo da página procurar no "E-shop catalogue". É-me muito difícil de compreender que uma marca que se quer promover ignore o nome de um clube com o nosso historial, independentemente de dar ou não o destaque a outros que lá figuram. 

Um pormenor a ter em conta quando voltar a estar em cima da mesa a renegociação dos contratos. Até porque este é um daqueles casos em que o valor liquido da proposta pode ser apenas uma parte do total dos valores envolvidos em que uns são mais tangíveis que outros. O poder da projecção do nome do clube que a associação com uma grande marca proporciona é um deles. Não apenas pelo prestigio, mas também pela visibilidade. Isto sem falar do imenso leque de realizações a que se pode aceder, como por exemplo os torneios de inicio de época, em que cachet's e adversários competitivos e renomados estão presentes.

Nos valores intangíveis devem-se incluir também o poder das marcas junto dos organismos oficiais, das quais são muitas vezes patrocinadoras. Este tema é ainda mais candente quando sabemos o quanto nos custou termos-nos cruzado o ano passado com uma equipa cujo patrocinador era também patrocinador da UEFA.

Já agora, sabe quem é a marca que veste o CSKA? Pois, é Adidas que também é a patrocinadora da Champions League. Não estou aqui a postular que foi por isso que fomos postos borda fora. Estou só apenas concordar com o espanhol: "no creo em bruxas pero que las hay, hay" e, se preferível, é melhor que estejam do nosso lado.

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