Mostrar mensagens com a etiqueta comunicação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comunicação. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

3 pontos sobre uma triste capa de jornal

1- "Soube" na passada sexta-feira que Bruno de Carvalho teria ido às instalações do Record, acompanhado com o novo director de comunicação. "Soube" entre aspas, porque a informação foi-me transmitida por terceiros e, como qualquer "comentador", não possuo fontes ou outras formas de confirmar a veracidade da notícia. De qualquer forma, a "noticia" não me surpreendeu, atendendo à entrada de funções da nova empresa de comunicação e o que foi a politica editorial daquele jornal ao tempo da anterior direcção. Estive para colocar um pequeno artigo dando conta do facto, a par de algumas considerações avulsas, não tendo feito por razões que explico abaixo. No sábado, fui meio surpreendido com a capa do referido jornal. Não totalmente porque, de alguma forma, ela era a confirmação de que a informação recebida era boa.

2- A capa é de todo infeliz e lamento ver o nome do Sporting nela envolvida. Não me parece mais do que uma história triste, inserida numa estratégia de sobrevivência e poder e que, atendendo ao seu teor (fragmentado), aproveita o discurso "oficial". Parecem juntar-se dois interesses que não são os dos sportinguistas, nem os dos portugueses, que melhor seriam defendidos por uma imprensa séria e independente. A tresandar a frete, não sei onde é possível compaginá-la nas exigências recorrentes de tratamento equidistante e imparcial, dando a ideia que quando temos os meios estamos dispostos a ir tão ou mais longe que aqueles cujo comportamento reprovamos. Uma história triste e sonsa de um jornal tentado limitar os estragos de meses de uma politica editorial nitidamente anti-Sporting e um presidente motivado por razões semelhantes, depois tempos difíceis  que, acima de tudo, tem que "agradecer" si próprio.

3- Porque é o presidente do Sporting abstenho-me de fazer juízos de valor sobre quem revela de forma directa ou indirecta conversas privadas (com ou sem "fortes abraços"). Contudo o que posso dizer é isto: pela primeira vez em muitos anos que escrevo sobre o Sporting tive medo de ser processado. Não sei o que isto diz sobre o Sporting, ou o que diz sobre mim, mas olho para os exemplos em que os críticos são silenciados desta forma e não fico confortável. Muito menos quando o Sporting era suposto "ser nosso outra vez" ou quando me lembro da adjectivação ofensiva e grosseira usada pelos mais fieis seguidores de Bruno de Carvalho toda e cada vez que alguém sai da estreita linha do discurso oficial.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Nova equipa de gestão de crises para o "sporten"

O Sporting contratou a empresa WL Partners, "empresa de comunicação especializada em relações com a comunicação social e gestão de crises" (segundo mensagem que foi distribuída ao Conselho Leonino). A referida empresa é uma cujo responsável é João Morgado Fernandes, um profissional com largo curriculum nesta área, e onde se assinala em particular a assessoria do governo de José Sócrates entre 2007 e 2011 e o grupo Mello Saúde até 2014.

Da necessidade de uma equipa profissional de comunicação
Parece-me inteiramente justificada a contratação de uma equipa profissional para a gestão da comunicação do clube. Não só pela importância do sector numa organização moderna e eficiente, como se deseja seja o Sporting, mas sobretudo o que têm sido os tempos mais recentes na comunicação do clube. A provar esta necessidade está a própria comunicação do presidente ao Conselho Leonino, esquecendo-se daquele que tem de ser sempre o alvo privilegiado: os sócios e adeptos, que desde anteontem sabem das noticias pelos meios de comunicação que não os oficiais. No site do clube não há qualquer referência à matéria. 

Uma entidade como o Sporting é uma fonte permanente de atenção. Se é certo que não pode controlar as noticias e rumores que surgem do exterior, não é menos certo que a politica seguida pela actual direcção, e sobretudo do presidente, têm colocado o clube numa quase permanente sobre-exposição. O Sporting tem de fazer muito melhor do que tem feito nesta área, sob pena de vulgarizar a sua imagem, com as respectivas consequências a reflectirem-se em cascata junto de concorrentes, parceiros de negócio, investidores, etc. As piores serão inevitavelmente junto do seu mais precioso activo, os sócios e adeptos. Há uma diferença entre ser passivo ou histriónico, entre ter bom-gosto e ser ridículo.

Estimo por isso que a nova empresa venha "assegurar, ao nível do clube e SAD, uma comunicação estratégica, elevada e integrada - apoiada num conhecimento forte que já tem do, e no meio", isto citando a comunicação do presidente ao Conselho Leonino. É no entanto importante considerar que, por mais profissional e qualificada que seja a nova equipa, ela nada poderá fazer se não puder contar com a colaboração activa da administração na implementação de uma nova estratégia de comunicação.

Sobre a importância do histórico
Há cerca de um ano o Sporting anunciava para a área da comunicação a contratação de uma nova empresa, a par de um despedimento colectivo cuja fundamentação dada a conhecer aos sócios e adeptos se apoiou nos seguintes fundamentos, então explicados em comunicado:

«O Sporting Clube Portugal decidiu, no âmbito do seu processo de reestruturação, ajustar o seu modelo de gestão de conteúdos e plataformas de comunicação, que implicou um processo de despedimento colectivo que envolveu sete trabalhadores afectos a esta área e que foi hoje concluído.

O Conselho Directivo definiu um modelo que tem vindo a ser implementado e que visa uma maior optimização dos recursos disponíveis, melhor qualidade e rigor de informação. Pretende-se uma gestão global e integrada dos conteúdos, com distribuição multiplataformas, através dos canais de comunicação actuais e futuros. Recordamos também que o projecto de integrar, melhorar e tornar mais eficiente a comunicação faz parte das medidas apresentadas por esta Direcção, nas eleições de 2013, e amplamente sufragada pelos Sócios.

A solução adoptada de externalização de serviços permite trazer competências e novas valências com maior racionalização ao nível dos custos, para fazer face aos desafios presentes e futuros da comunicação do nosso Clube. O YoungNetwork Group foi a entidade escolhida para parceira, por nos oferecer garantias claras de que o nosso projecto será bem sucedido.

O Sporting Clube de Portugal e o YoungNetwork Group acordaram, e ficou escrito no texto que rege essa colaboração, que todas e quaisquer pessoas a trabalhar no projecto de Media do Clube não serão apenas simpatizantes ou adeptos do nosso emblema: serão obrigatoriamente Sócios do Sporting Clube de Portugal!»

Não foram até agora explicadas como se integrarão ou irão interagir  as duas empresas. Não foi também explicado se a WL Partners ficará também obrigada por compromisso idêntico ao da sua concorrente de mercado, YoungNetwork Group, no que concerne à obrigatoriedade de contar apenas com sócios do Sporting nos seus quadros que no futuro se relacionarão com o clube. Não é que a ideia não me pareça hoje tão demagógica hoje como então. Mas não deixa de colidir de forma aparatosa com a forma como o João Morgado Fernandes, o futuro responsável pela assessoria de comunicação do clube ainda há relativamente pouco tempo se referia ao nosso clube, para ele o "sporten". Assim, sem mais, e com letra miúda.

Sempre advoguei, e não vou mudar agora, que o Sporting deve procurar sempre os melhores profissionais, tendo a questão clubistica um carácter diferenciador positivo, em caso de igualdade. Não faltam na área da comunicação profissionais de gabarito que acumulam essa qualidade importante, o facto de serem também Sportinguistas. Não tenho competência para julgar as qualidades profissionais do futuro assessor, mas não deixo de considerar que os grandes profissionais respeitam todas as instituições, sejam elas grandes ou pequenas, quando a elas e referem publicamente.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Back to black ou é só poeira (radioactiva)

No que à comunicação diz respeito o Sporting parece ter entrado numa fase de "cada cavadela, cada minhoca". Agora recorre-se novamente a essa figura de estilo "pintodacosteana", o blackout, tentando alijar as culpas próprias a terceiros, quando tem sido o próprio Sporting, em particular o seu presidente, a fornecer munições de elevado calibre que, ao fim e ao cabo, têm representado tiros nos próprios pés. 

Contudo o silêncio auto-imposto, apesar da aproximação aos piores exemplos da história recente do futebol português, se for respeitado, tem pelo menos o mérito de parar a hemorragia, a agitação. Quem sabe as rabanadas e os licores não introduzam agora a calma e o discernimento que tem faltado.

Como dizia ontem, como sócio e adepto do clube, acho este espectáculo deprimente. O discurso de Bruno de Carvalho foi-o, em particular a parte em que coloca publicamente em causa o trabalho do treinador sem que, ficamos a saber depois, o tenha feita em privado sequer. Alguns pormenores do discurso assemelham-se a letras pequeninas numa futura carta de despedimento. 

Não há no Sporting, dentro dos que lhes são mais próximos, quem o chame à terra, ou é tudo parecido com aqueles cãezinhos de trazer atrás nos automóveis, sempre a abanar a cabeça?

Compreendo o incómodo de Marco Silva e, como se costuma dizer, quem não se sente não é filho de boa gente. Mas não posso deixar de questionar o facto de ter feito exactamente o mesmo que o que tanto justificadamente lhe doeu: dizer em público o que lhe competia dizer na cara do presidente mas no recato de um gabinete. 

A ambos o ego inflamado roubou o discernimento, esquecendo-se que por trás deles está um nome e uma bandeira muito maior do que eles. Esquecem-se que cá fora há milhares de pessoas que sofrem  se agitam sempre que o nome do Sporting está em causa, não menos nem mais do que se tratasse de um assunto de família. 

De nada serve virem contarem-nos histórias da carochinha, dizendo que "é só poeira". Pois talvez seja, mas ao que se vai vendo, é radioactiva e deixará sequelas. Despedir um treinador com 4 anos de contrato ao fim de cinco meses é o maior atestado de incompetência que uma direcção pode passar a si mesma.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Proponho um minuto de silêncio (Porque não me interessa o campeonato dos comunicados)

Sempre defendi que o Sporting deveria ter uma comunicação muito mais interventiva e pro-activa do que aquela que, em algumas ocasiões, se limitava a ser passiva, reactiva e em tantas outras simplesmente ausente. Essa postura ignorava as melhores práticas da comunicação recomendada para uma entidade como o Sporting, concorrendo em prejuízo do clube.

Ora a actual prática, de constante bombardear de comunicados, vai no mesmo sentido. E pior do que a frequência é a falta de sentido de alguns deles, vivendo-se em permanente cacafonia e agitação que, ao invés de produzir algum efeito benéfico, só provoca ruído, instabilidade e prejudicam a imagem do clube. Não menos importante é constatar que a rajada de comunicados nem sempre cuida de informar sócios e adeptos como deveria. Repare-se no que aconteceu recentemente com as noticias da possível extinção da equipa B, que se soube através dos jornais e que não mereceu uma linha a desmentir.

Dois exemplos recentes de comunicações desnecessárias, que ainda por cima têm por base decisões lesivas dos interesses do clube:

O comunicado sobre a Supertaça de Andebol
A Supertaça de Andebol disputa-se amanhã no pavilhão de Águas Santas, Maia, e tem como adversário o FCP.  O Sporting alega em comunicado falta de condições de segurança e protesta contra o critério que tem por base a atribuição de um local tão próximo de um dos contendores. Como se sabe, o concelho da Maia é limítrofe do Porto, confundindo-se em muitos casos onde termina um e começa o outro.

O Sporting teria mais razão na contestação deste critério, não fosse dar-se o facto de estarmos a falar precisamente do mesmo recinto onde conquistou o direito a estar presente na final de amanhã, quando bateu o ABC de Braga no passado dia 13 de Abril. À altura, lembre-se, não se conheceu qualquer protesto. Pior parece-me ainda que  se tenham disponibilizado os bilhetes aos adeptos dias antes mas agora, no referido comunicado, se tenha adiantado já que não haverá qualquer representante do clube. Como se defende os interesses do clube desta forma, deixando ao abandono equipa e adeptos, é que caberá agora demonstrar.

A comunicação do Presidente
Bruno de Carvalho proferiu hoje uma extensa declaração que no essencial, dá conta da realização de uma AG no próximo ano para legitimação do mandato da actual direcção. A necessidade desta comunicação auto-extingue-se logo na sua primeira linha quando se reconhece a legitimidade dos eleitos. Se ela é reconhecida e ninguém a contesta para quê a AG?

Como diria o outro, o que Bruno de Carvalho quer sei eu!... Dito de outra forma, se Bruno de Carvalho soubesse que o seu lugar estaria em causa, duvido que o seu próximo acto fosse por o seu lugar à disposição. 

O que Bruno de Carvalho persegue é a unanimidade em torno dos seus actos e confunde a critica necessária e legitima em torno dos actos da sua gestão com afrontas à legitimidade, remetendo todo e qualquer desacordo para o "aumento exponencial dos inimigos internos." Este é talvez o ponto mais lamentável de uma declaração quase toda ela proferida em tom semelhante. Igualmente lamentável é o carácter difuso de acusações sem destinatário explicito, abrindo o caminho à especulação. Um exercício muito interessante consistiria em saber como foi recebido este comunicado pelos profissionais que trabalham no clube.

Num momento particularmente difícil, embora não crítico, do nosso futebol, a mola real do clube, preferiria da actual direcção mais sinais de estabilidade e serenidade que promoção do ruído e agitação. Pessoalmente não quero nem ver cair esta direcção nem eleições, mas sim que quem foi eleito honre os seus compromissos e o mandato que recebeu dos sócios há bem pouco tempo.

Sobre os quatro pilares que Bruno de Carvalho diz assentar a sua acção:

Necessidade de criar uma cultura de exigência
"Colocar o clube acima de tudo e de todos" Ninguém pode deixar de concordar com esta afirmação. Porém na prática, a actuação do presidente, está muito longe de se circunscrever nela. Desde logo a permanente confusão do Sporting com o seu presidente e respectivos interesses. E houvesse "cultura de exigência" e "luta contra a inércia e incompetência" e muito do que se passa no futebol profissional e na formação não estaria a ocorrer, por exemplo. É que os "inimigos internos" não jogam, não contratam, não tomam decisões.

Criar estruturas profissionais:
Basicamente ameaçam-se novos despedimentos. 

É preciso lutar por valores
Não me lembro do autor, mas lembro-me da citação: "Estratégia é onde decides lutar". Bruno de Carvalho contesta a ideia de auto-isolamento com as recepções em organismos internacionais e a recente organização em Alvalade do I Congresso Internacional "O Futuro do Futebol". A organização é meritória mas não ilude o essencial: as alterações que o Sporting persegue têm que ocorrer aqui em Portugal, os resultados práticos destes simpósios são em geral quase nulos. O auto-elogio implícito quando se afirma, sem qualquer prova,  que o evento "teve uma repercussão internacional relevante, considerado um dos mais importantes feitos no Mundo a nível de clubes" é mais do que questionável.

Para terminar os reforços de inverno não são muitos dos que foram enunciados. Mas concordo com o essencial: no actual momento é muito duvidoso que quem viu em Sarr, Slavchev, Sacko, Rabia, Geraldes reforços para um Sporting na Liga dos Campeões, possa encontrar muito melhor para nos fazer superar os atrasos e compromissos que ainda restam.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O apagão: comunicar também pode ser prevenir para não ter que remediar

O Sporting, através de comunicado, insurgiu-se contra a noticia de hoje do Correio da Manhã, onde, com honras de primeira página, se relacionava, de forma pelo menos pouco elegante, que o apagão se deveu a um despedimento de técnicos sem o devido acautelamento das funções desempenhadas. Apesar da noticia ser desmentida a relação de causa e efeito entre os dois factos - o despedimento e o apagão - o Sporting acaba por não esclarecer os reais motivos do ocorrido. 

Ora a noticia do referido jornal parece explorar a ausência de uma explicação cabal para o sucedido e que poderia ter assumido contornos de maior gravidade para o clube, atendendo à competição em causa. Por exemplo, tenho dúvidas que, tal como confidenciei entre amigos, se a competição fosse gerida pela Liga Portuguesa, teríamos beneficiado da mesma benevolência com que fomos brindados pelo delegado da UEFA e do Maribor, esperando quase uma hora pela resolução do problema.

Mais do que reagir às noticias do Correio da Manhã, o que todos gostaríamos de saber é se se tratou de um problema impossível de prever ou uma falha entretanto devidamente solucionada. Obviamente que se o problema for de elevada gravidade, como pretende o Correio da Manhã, ninguém espera que ele seja assim comunicado. Mas, não tendo feito qualquer referência ao sucedido, deixou o caminho aberto à especulação de que agora acusa o CM.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A(s) hora(s) do Presidente

O modelo
Só havia visto de raspão alguns dos programas anteriores exactamente pela mesma razão: o desagrado pelo modelo seguido, a fazer lembrar as "conversas em família", e programas semelhantes de outros protagonistas da história contemporânea. A comparação inevitável é desprestigiante para o clube e para o presidente, que perdem mais do que ganham com este formato. Não me parece que BdC esteja preocupado com isso, bem pelo contrário, o que lamento. 

Entre o distanciamento dos corpos sociais aos sócios que alguns dirigentes anteriores impuseram e a permanente exposição do actual presidente, há um encontro a meio do caminho que o bom-senso recomendaria. Acresce que exemplos, como as perguntas da plateia que fazem surgir um gráfico pré-elaborado debaixo da cadeira do presidente, são insultuosos para a inteligência dos espectadores e não ajudam a credibilizar o programa. O tempo interminável, e a fraca prestação de quem deveria não apenas colocar as questões, mas também exercer o contraditório, concorrem no mesmo sentido.

Os convidados
A presença dos directores dos principais jornais desportivos foi a razão que me levou a espreitar o programa. Fui demasiado optimista, a prestação dos três foi fraquíssima. Não apenas porque, talvez intimidados pelo cenário - algumas expressões faciais e linguagem corporal revelaram pelo menos constrangimento -  permitiram praticamente tudo a  BdC  como, em várias ocasiões, demonstraram pouco ou nenhum conhecimento dos temas.

A "entrevista"
Infelizmente houve monólogo a mais e entrevista a menos. BdC fugiu à generalidade das questões, sendo isso visível nos momentos inaugurais do programa, quando foi abordada a questão do relacionamento com os jogadores, (na sequência da pergunta sobre os efeitos da sua "comunicação" no Facebook), apesar de só aqui se terem consumidos os primeiros trinta minutos. Quase nunca usou o "sim", substituindo-o pelo "oiça", "deixe-me dizer-lhe uma coisa" e outras saídas evasivas. 

Ao contrário do que parece ser uma importante parte da opinião, não vejo grandes motivos de regozijo pela prestação presidencial. O prolongamento excessivo do programa contribuiu para acentuar uma das maiores debilidades que lhe reconheço: Bruno de Carvalho domina muito menos do que parece as matérias. E quando se refere a algumas delas, mesmo as que transformou em bandeiras dos seu mandato, não deixa de o fazer de forma superficial, usando chavões mas sem aflorar a sua essência. Não foi capaz de apresentar um número, mesmo que percentual, quando lhe foi perguntado, não foi capaz de nomear uma proposta das que o clube terá apresentado à liga, fala de modelos na formação sem mencionar, mesmo que ligeiramente, um conceito que permita a quem o ouve perceber o sentido das medidas. Contou com a prestimosa colaboração dos seus atónitos(?) entrevistadores.

O que me pareceu mais importante do que ontem foi dito


A formação: Dói quando um presidente apouca o historial do clube a que preside. Os titulos mencionados são inferiores aos que foram conquistados, o que deixa mal o presidente e quem lhe faz a assessoria na matéria. E um presidente que vem falar de títulos quando se fala de formação, comparando os últimos anos com os do seu mandato, para concluir que agora não se ganha menos, parece que não percebe que essa não é a principal medida de aferição do sucesso. (Convém lembrar que não tem nenhum titulo para mostrar). Mas mais adiante já menciona um estudo recente que dá o Sporting como um dos principais fornecedores de jogadores de equipas de topo e as Bolas de Ouro. 

O que nem BdC diz, nem  vejo comentar, é que isso é o resultado de décadas de uma aposta seguida pelo clube, e que o distingue dos rivais. O resultado da passagem de BdC no Sporting começará a ser melhor percebido daqui a alguns anos, apenas parte da sua acção está agora produzir efeitos. Mas, para já, o que tem acontecido, não dá motivos para grande sossego. 

Fica uma última nota: a mudança do treinador na equipa B, que considero a última etapa da formação, na véspera do inicio da época, justificada com falta de dinheiro, foi tão confrangedora como a ausência de reacção de quem o entrevistava.

Liga de futebol
Concordo, como aliás aqui foi dito oportunamente, que a eleição de Luís Duque como presidente da Liga, foi uma afronta ao Sporting. Não concordo é com a reacção, que me parece resultar de ingenuidade e impreparação. Afastando-se voluntariamente, o que o Sporting está a fazer é precisamente o que pretendia a "santa aliança". O que o Sporting deveria fazer era lutar pelas suas convicções no local certo, procurando influenciar decisões e angariar apoios. Assim dá menos trabalho, mais popularidade em alguns sectores, mas o resultado que BdC alcançará será mais ou menos o mesmo ou pior do que o alcançado pelos antecessores.

Taça da Liga
A confirmação da decisão tomada de forma impensada de não apresentar a melhor equipa é, quanto a mim, grave. Há quem veja aqui o mérito do cumprimento de uma promessa, eu vejo exactamente o mesmo problema que o não reconhecimento do erro que foi contratar Shikabala. Porém, se este, pelas diversas envolventes de risco, até posso compreender, permanecer num erro após a possibilidade de reflexão desgosta-me. Pode também aqui recolher aplausos e popularidade mas afasta-se da matriz que sempre me apaixonou no Sporting: o denodo e a perseverança com que sempre nos apresentamos perante as dificuldades. As naturais, que resultam da prática desportiva, e as que nos colocam no caminho. 

Recordo que esta tomada de posição resulta da decisão dos órgãos jurisdicionais da Liga e FPF em não dar provimento às queixas do Sporting na competição no ano transacto. A pergunta que fica é se, sendo coerente com as suas próprias afirmações, (de que deveríamos, descontados os erros de arbitragem, estar a dois pontos do segundo lugar) não deveríamos fazer o mesmo no actual campeonato?

Fundos e investidores
Registei o optimismo de BdC relativamente à futura regulamentação dos fundos. Ao contrário de BdC, não acredito na boa vontade nem benevolência da FIFA ou UEFA. Estas, como é tradição, preferem varrer para debaixo do tapete os assuntos incómodos, como o é a nebulosidade destes instrumentos, ignorando o efeito pernicioso no futebol de outras formas de financiamento, ao arrepio do que devia ser um verdadeiro fair-play financeiro. O que agora é permitido cava cada vez mais o fosso entre os muito ricos e os outros, mesmo entre clubes da mesma liga. 

Não me vou estender nesta matéria, até porque tenho de algum tempo para cá um post alinhavado especificamente sobre este tema, esperando que se cumpra o que foi agora anunciado. 

Para terminar este ponto lembro que o dinheiro da Doyen, do Portuguese Star Fund, da Holdimo é seguramente tão imaculado como seria o dos russos que anunciou. Quem quiser que acredite no contrário, no Pai Natal ou na Carochinha.

A auditoria
Se dúvidas houvesse sobre o que representa a auditoria para BdC, elas ficaram desfeitas com a observação feita às criticas de Dias da Cunha. Responder com uma ameaça desvelada foi também um aviso para todos os ex-dirigentes que tencionem produzir declarações que não se insiram na sua linha de pensamento. Muito feio e sobretudo descredibilizador da própria auditoria.

Nota final
A entrevista, muito mediatizada, tem contudo uma importância prática muito reduzida na vida do Sporting. O  mesmo já não digo relativamente à cada vez maior sujeição e confusão do clube com o seu presidente e com a aceitação por vezes tácita, noutros sectores com regozijo e aclamação, perante cada silaba pronunciada pelo presidente. Um erro já cometido anteriormente, cujas consequência vigorarão por muito tempo. Um erro mais grave do que os anteriores pela repetição e pelos sinais claros que Bruno de Carvalho dá de precisar de se conter e ser contido.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ciclotimia presidencial

A propósito destas declarações de Manuel Fernandes (18/09/2014)


O presidente Bruno de Carvalho reagiu assim:


Agora, por ocasião do resultado de Guimarães, o próprio presidente Bruno de Carvalho declara sobre as prestação da equipa A e equipa B:

Saúde-se o facto de o presidente usar o plural mas não creio que faça algum sentido colocar em causa a sua dignidade ou a dos restantes profissionais do clube por causa de uma má prestação que redundou num mau resultado. Entendo até como profundamente injusta uma acusação desta gravidade - a dignidade está intimamente ligada honorabilidade - quando a prestação geral da equipa tem sido irrepreensível, mesmo até quando não se ganha, como foi o caso recente em Gelsenkirchen. 

Ao contrário dos que acreditam que esta "pancada" é necessária e e vai fazer com que os jogadores "corram mais e tenham mais garra", logo fiquemos mais próximos de ganhar o próximo jogo, parecem-me que estas declarações tendem mais a produzir danos do que a melhorar a produção da equipa. Isto porque garra e vontade de vontade são apenas uma das muitas componentes para se sair vitorioso de um jogo, mesmo que considerando o seu carácter basilar. Depois porque, se as palavras do presidente tiverem soado imerecidas no balneário, o sentimento de injustiça ao invés de agregador tendem a produzir fragmentação. 

Acresce que, com o ciclo de jogos de elevada dificuldade, como por exemplo o de amanhã, a possibilidade de acumulação de resultados adversos - que, por exemplo, no limite poderia deixar-nos mal colocados até para o apuramento para a UEFA - a instabilidade e a descrença se instalarem. Ora o presidente do Sporting tem de ser, para o interior do balneário e para a bancada, um referencial de estabilidade e não o combustível para a habitual ciclotimia do adepto. Por isso quer pela forma quer pelo momento estas declarações merecem a minha total discordância. Com a agravante de, por muito menos, ter posto em causa alguém como Manuel Fernandes.

Pior mesmo foi o castigo aplicado à equipa B, a quem foi cortada a folga e posta a correr na praia. Como me dizia um amigo, será que os responsáveis pelos três treinadores esta época, pelo esvaziamento de qualidade, com as aquisições de jogadores sem qualquer outra recomendação que não sejam os quilos e os centímetros, também vão por os pezinhos na areia?

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Do "pateta alegre" ao "orgulhosamente só", que comunicação e que estratégia para o Sporting?

Se havia matéria em que, de forma rara, as opiniões dos Sportinguistas tendiam a coincidir, eram as relativas aos comportamentos dos presidentes e demais representantes, em relação aos seus homólogos rivais. Sobretudo quando estavam em causa respostas ou reacções a acções daqueles, no contexto das quase sempre tortuosas relações entre os grandes. 

Na memória dos Sportinguistas estão, de forma genérica, a importância das acções do FCP, de Pinto da Costa, no sentido de menorizar o papel do Sporting, no que teve prestimosa colaboração interna, na inépcia de uma parte importante da nossa classe dirigente. Ou, de forma muito particular, em episódios como os da camisola de Rui Jorge, e referências insultuosas directas - "o cabelos brancos" a Bettencourt, ou "falou antes ou depois do almoço?" a Soares Franco - com os visados a ignorarem olimpicamente as ofensas, indo por vezes ainda mais longe, ao conviverem alegremente entre si, como se nada tivesse passado. A totalidade dos Sportinguistas que conheço indignavam-se e não se sentiam representados pelos seus eleitos, a quem muitas vezes acusavam de fazer a figura do "pateta alegre".

Com alguma razão os nosso vizinhos lisboetas iam-nos acusando de andarmos a reboque das estratégias de Pinto da Costa, acusação que se justifica pelo menos pela lassidão das reacções ou, por vezes, total  inacção perante os vexames a que éramos sujeitos, sem a devida resposta.

A entrada de Bruno de Carvalho para a presidência do clube equivaleu, logo nos seus primeiros instantes, a uma altercação com uma das figuras gradas do séquito de Pinto da Costa, Adelino Caldeira. Não sei se estamos a falar de um acto casual ou estratégico nas relações com os clubes. E dizer isto é também confessar que qualquer uma das hipóteses sugeridas poderia ter origem em qualquer um dos lados. O que é facto hoje por todos testemunhado é que não há relações institucionais entre os dois clubes e o episódio acima referido assumiu um carácter determinante. Pior do que isso são os relatos do que têm sido as trocas de mimos entre as diversas comitivas, cada vez que os clubes se encontram. 

Sobre esta matéria a minha opinião, como sócio e adepto do clube, é assumidamente ambivalente. Da minha vontade, o Sporting não daria nunca inicio a este tipo de confrontação, porque não me parece que tal honre o estatuto que detém ou o legado que recebeu dos que nos antecederam. Já no que às reacções diz respeito, não sou muito de dar a outra face muito menos a quem, de forma reiterada, não partilha dos mesmos critérios no que às regras de urbanidade, civismo e conduta desportiva diz respeito. E, no que concerne ao FCP, o histórico acumulado é tal, que nem sempre consigo manter a coerência relativamente aos princípios que me foram incutidos pela educação recebida e pelo que representa a responsabilidade de ser do Sporting.

Há no entanto excepções ou limites que convém manter, sob pena de perdermos a legitimidade. Por exemplo mencionar o "clube visitante" sem o nomear, não hastear a sua bandeira, não me parece correcto. O FCP é uma da maiores instituição desportivas nacionais que não deve ser confundida com a pequenez de quem a dirige. É assim que espero que o Sporting seja também sempre entendido e não confundido.

Ao nível do discurso do presidente referências pouco edificantes a "septuagenários" ou outras de estilo semelhante, merecem o meu total repúdio. E o acicatar de ânimos nas vésperas dos jogos deste teor, já de si com uma carga emocional normalmente elevada, é imprevidente. Ao contrário do que parece ser a preocupação do presidente, não é nos camarotes e balneários que ocorrem as situações de maior perigo para a integridade física das pessoas que frequentam os estádios. São os adeptos que muitas vezes tanto têm que fugir dos "ladrões" como dos policias. Certamente que BdC é já conhecedor de factos ocorridos recentemente na cidade do Porto, que pelo menos indiciam que o clássico pode, antes e depois do jogo, constituir um perigo para qualquer um que ostente o verde e branco, o que tornam as suas declarações pelo menos imprudentes.

Num contexto mais lato, apenas mais um ponto sobre a comunicação do presidente do clube: quantas vezes falou ou foi citado esta semana aos órgãos de comunicação social, sobre os mais diversos assuntos? Se, como julgo, o Sporting tem assessores de imprensa ou profissionais especializados em comunicação não será a altura de os ouvir?

Para finalizar uma breve reflexão sobre a estratégia de relacionamento que o clube adoptou, parecendo cada vez mais encaminhado para o "orgulhosamente só". Voltando ao passado recente, era também queixa comum entre nós verificar que o Sporting não lograva nem fazer-se ouvir nos órgãos de decisão nem deles fazer parte integrante. Os resultados e a factura que hoje ainda pagamos por isso são conhecidos de todos.

Esta senda de isolamento não vai conduzir, por um caminho diferente, ao mesmo destino? Caminho que, todos o sabemos, não é fácil, atendendo ao que é o futebol português. 

Mas, um clube como o Sporting tem mais a perder ou a ganhar isolado, a correr por fora, do que participando e fazendo-se ouvir não apenas nos jornais, mas também nos centros de decisão? Ou estamos à espera que nos venham buscar a Alvalade e dizer que temos toda a razão?

Se a maioria dos clubes tem uma visão diferente da nossa relativamente à Liga, por exemplo, e para citar o caso mais recente, seria melhor o Sporting afastar-se, como parece ter acontecido, ou permanecer e procurar influenciar positivamente os demais com a sua própria visão?

Que peso tem este isolamento para um clube formador que teria muito a ganhar se conseguisse colocar alguns dos seus talentos emergentes (Esgaio, Iuri, Chabi ou até mesmo Rúbio, Zezinho e Semedo, que se arrastam por campeonatos sem expressão) a competir num escalão de nível mais exigente do que aquele que é a II Liga?

E que reflexos tem ou terá um excessivo acantonamento face à abrangência e universalidade da imagem que o Sporting Clube de Portugal deve projectar de si mesmo junto de futuros adeptos e até mesmo de parceiros e patrocinadores?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sporting TV - O inicio e a entrevista: as criticas às TV's dos outros e a Missão Pavilhão

A data histórica não foi tão histórica quanto foi almejado mas foi-o a hora: 19:06. Uma excelente lembrança para assinalar a concretização de um projecto há muito ansiado, a Sporting TV. 

Não tendo podido estar à frente do ecran nos momentos iniciais, foi o primeiro acto realizado assim que entrei em casa: ligar a televisão e mudar para o canal 35. Um acto que certamente foi repetido ontem, vezes sem conta, com muita emoção à mistura, pelos Sportinguistas espalhados pelo país. 

Alguns apontamentos do pouco que me foi possível ver porque, além do adiantado da hora, a emissão de ontem centrou-se na retransmissão da I Gala Honoris, evento a que já havia assistido quase na totalidade, em directo. 

- O logotipo resulta muito melhor em execução no ecran do que da forma como foi visualizado, de forma estática, quando foi anunciado. 

- Algum nervosismo e algumas pequenas imperfeições - ruídos de fundo nalgumas reportagens, o que nem sempre pode ser controlado e sobretudo em alguns programas pré-gravados e ontem anunciados -  nalguns momentos, o que deve ser considerado natural. Trata-se de uma emissão inicial  e se é natural que se exija profissionalismo, também o é que se seja tolerante numa fase como a que estamos a viver. A pior coisa que podemos fazer a este projecto, que nos é tão caro, é sentarmo-nos no sofá de caderno de apontamentos na mão, a anotar erros e imperfeições. 

- Só quem nunca participou ou assistiu a uma emissão em directo não percebe o que os picos de adrenalina e stress podem obrigar a fazer ou dizer um repórter. Ora, a generalidade dos repórteres seleccionados são jovens e com pouca experiência, pelo que juntar o Wilson com o Carvalho não merece outra nota que não a humorística feita por Bruno de Carvalho, quando foi entrevistado. Provavelmente a repórter também não é muito familiarizada com o futebol,  é muito difícil que alguém que o seja cometa o mesmo tipo de gaffe, pelo que, se assim é, a culpa deve ser remetida a quem a colocou lá.

- Há outros pormenores porém, porque podem ser controlados, que merecem mais cuidado. Por exemplo, vários atletas foram entrevistados, alguns deles "à civil", isto é, com a sua própria roupa. Pelo menos um deles exibia um grande logo de uma marca de roupa, a quem acabamos por fazer publicidade de borla. Se isto não é controlável em direto, é-o num programa gravado. A banalização deste tipo de ocorrências acaba por desvalorizar a importância e o poder da imagem da nossa televisão.

- Uma nota lateral para a menção a Moutinho como sucesso da formação. Compreendo a critica pelo lado da emoção e dos sentimentos que o jogador suscita pela forma como saiu e, depois disso, pela forma como se refere ou esquece o clube onde se formou. Mas é indiscutível que Moutinho é um sucesso assinalável para a formação do clube. Ainda há dias vi menções ao jogador pela sua fraca participação no Mundial, é certo, mas inserido num grupo de 50 de quem mais se esperava na competição. Estamos a falar de um jogador que provavelmente se teria perdido noutro clube qualquer, atendendo às suas caracteristicas. Mesmo que assim não fosse, foi o Sporting que acreditou nele, dando-lhe a titularidade desde os 18 anos. Compreendo as dúvidas sobre a referência ao seu nome no nosso espaço televisivo mas o sucesso da formação do Sporting no caso dele é indiscutível.

- A preferência por profissionais experimentados, nestas áreas, paga os seus dividendos. O ex-jornalista da SIC, Nuno Graça Dias esteve sempre muito seguro e em muito bom nível.

A entrevista a Bruno de Carvalho
Foi um presidente diferente do que aquele a que Bruno de Carvalho nos habituou em momentos semelhantes. Devo dizer que este registo me agrada mais e se aproxima mais do que espero de um presidente do Sporting, pelo menos em contraste com o que foram algumas aparições menos felizes dos últimos tempos. E este registo nada tem a ver com um presidente passivo e submisso. E esteve muito bem na forma como relativizou a gaffe mais notória da noite, a já aludida fusão entre Wilson Eduardo e William Carvalho. 

Da excepção à apreciação positiva da prestação do presidente deixo 2 notas:

Missão Pavilhão
O presidente referiu-se ao passado afirmando que o pavilhão só não existia porque não o quiseram construir porque "quiseram transformar este clube num clube de futebol". Uma generalização que não me parece justa nem respeita o rigor histórico que documenta a (i) perda do pavilhão, nos anos 80, ainda com João Rocha na presidência, (ii) a perda da Nave, com a demolição do velho Alvalade até à (iii) transformação do pavilhão projectado para o novo estádio num polidesportivo, para se ir atrás das mais de 50 mil pessoas de lotação para podermos albergar uma meia-final do Europeu e uma final da UEFA, de triste memória. Muitos erros de avavaliação cometidos que conduziram ao estado actual mas nem todos pela razão apontada por Bruno de Carvalho. 

Não tenho falado propositadamente sobre a Missão Pavilhão. Mas lembro que, do que Bruno de Carvalho recebeu em mãos pouco ou nada foi alterado. Lançar a obrigação para cima das costas dos sócios e adeptos é muito menos que os serviços minimos. O pavilhão não tem projecto constituído, não tem financiamento, duas responsabilidades dos corpos sociais, que têm que fazer muito mais do que lançar um peditório. Da forma como está dificilmente não estará condenado ao insucesso.

As criticas às televisões dos outros
As criticas deixadas às televisões dos nossos rivais pareceram-me imprudentes e desajustadas.

Imprudentes porque estando nós a começar estamos obrigados a produzir ao mesmo nível para nos podermos colocar num plano de podermos atirar pedras para os quintais dos outros.

É por isso que me parecem desajustadas as criticas. Quer FCP quer SLB souberam criar condições para a realização das suas TV´s que se ajustam às suas necessidades. 

O FCP soube contornar muito bem as dúvidas que se colocavam sobre a viabilidade de um canal exclusivo, por eventual falta de audiência que o justificasse. Associando-se ao Porto Canal, encontrou um espaço para a difusão institucional na plataforma TV sem grandes preocupações com logistica, beneficiando inclusive de uma imagem já instalada e reconhecida.

O SLB, depois de um começo cheio de altos e baixos no que à qualidade dos conteúdos diz respeito - um caminho que vamos ter que fazer obrigatoriamente com muito melhor nível, o que está longe de estar garantido - soube encontrar uma forma de alargar o alcance das suas emissões a uma clientela mais generalista, com a conquista do espaço que lhe abrem as emissões dos jogos da Liga Inglesa. Um passo ousado que lhe assegura a liderança das audiências dos canais deste género e de forma muito segura. Falta saber se a ousadia pagará o investimento, mas essa é a última das minhas preocupações, claro está. 

E não ficou bem a Bruno de Carvalho menosprezar as transmissões directas dos jogos da nossa principal equipa. Nas razões aduzidas (Não acreditamos propriamente no modelo em que os clubes transmitem os próprios jogos até por uma questão de coerência. Se queremos rigor e verdade desportiva, não nos parece que para esse rigor seja bom os clubes fazerem a transmissão dos próprios jogos) faltam precisamente a coerência porque vamos transmitir os jogos da equipa B em casa e só não fazemos o mesmo fora porque não temos licença para o efeito. E precisamente hoje, vamos transmitir em diferido o jogo da Taça de Honra, numa subalternização à Benfica TV que me parece indesejável.

Depois é bom lembrar que, nos anos que já levam de transmissão, a SportTV está longe de ser uma referência de rigor e verdade desportiva. Nos comentadores que selecciona e nos comentários que estes produzem e até nas imagens que selecciona. 

Convém acrescentar que serão precisamente as transmissões dos jogos do Sporting pela SportTV, ou de outro canal que as venha a produzir no futuro, que o Sporting enfrentará a mais dura concorrência e a mais difícil de contrariar. Quando o Sporting jogar, as audiências da Sporting TV estarão naturalmente às moscas, sendo de esperar que figuras tristes e lamentáveis produzidas pela Benfica TV em momentos idênticos, que hoje engrossam o anedotário nacional, não se repitam no nosso canal. Mas convenhamos que não é fácil ser o responsável pela programação nesses momentos.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O que há a destacar no logotipo da Sporting TV?

É conhecido de todos a primeira proposta para o logotipo da Sporting TV e a polémica que suscitou. E que foi a rejeição quase generalizada obrigou à reformulação da imagem e que conduziu à logo que agora se conhece e que, ao que parece, já é visível para os clientes da NOS (ZON).

Não surpreende por isso que a nova proposta (creio que seja já o símbolo definitivo) seja menos "criativa", recolhendo-se a uma maior sobriedade. Porém, não provocando rejeição, também não entusiasma. O trauma do primeiro "susto" deixou marcas, produzindo um logótipo básico, sem chama, nem garra. 

Afinal se a opinião dos sócios e adeptos era assim tão importante (como não podia deixar de ser) porque não se fez uma consulta pública de ideias? Dificilmente não traria melhores resultados, não?

Que todo este processo desnecessariamente rocambolesco - estamos a falar de um logotipo, não do naming do estádio ou de outra qualquer questão fracturante - não constitua um mau presságio para o projecto que agora se inicia e que tão desejado é pelos Sportinguistas.

terça-feira, 17 de junho de 2014

De regresso ao Sporting

A selecção está no topo da actualidade mas obviamente que para um Sportinguista o clube nunca é remetido para segundo plano. Por força de algumas limitações de tempo e outras de carácter pessoal ficaram por abordar alguns temas cuja referência me parece incontornável. Fica aqui o registo das principais, em modo semi-telegráfico, sem que isso signifique que alguns dos assuntos não venham a constituir um ou mais posts exclusivos, assim o interesse o justifique.

Tiro no porta-aviões da "cultura de exigência e rigor"
Cultura de exigência e rigor têm sido das qualidades mais referenciadas pelos actuais corpos sociais, especialmente pelo presidente Bruno de Carvalho nas muitas alocuções que tem feito sobre clube. O triste episódio do vídeo de promoção da SportingTV, amplamente referido entre os Sportinguistas, é um exemplo muito concreto do que é precisamente fazer o inverso. O que me chocou mais na peça não foi tanto a falta de qualidade geral, o que até pode ser desculpado pela escassez de meios. Chocante é o plágio de um trabalho sobejamente conhecido e o desleixo de ainda assim publicar o vídeo na página oficial do clube.

As recentes mudanças há pouco efectuadas no sector de comunicação do clube - o despedimento do que restava do corpo de redacção do jornal, a entrega à  empresa Youngnetwork e, quase em simultâneo, a nomeação de Bruno Roseiro como coordenador do novo projecto de média (que poucos dias antes(!) tinha lançado o livro de carácter autobiográfico sobre Bruno de Carvalho "O presidente sem medo" ) - levariam a supor que estes episódios com um "acentuado cheiro ao antigamente" não seriam de todo possíveis.

Esta peripécia é uma péssima saída de jogo que, pelo mau gosto revelado, deixa uma nódoa retinta, lançando dúvidas no ar sobre o que ainda nos possa estar reservado. É muito fácil agitar as águas nas redes sociais com soundbytes, muito diferente é promover a imagem de uma instituição centenária com as responsabilidades e o peso do Sporting.

Títulos em modalidades
Apesar da austeridade o Sporting continua a coleccionar títulos (judo, futsal) e, mesmo perdendo, a discutir até ao final a possibilidade de os ganhar, como aconteceu no andebol. Nesta modalidade há sobretudo que não esmorecer, porque há sinais evidentes de retoma de competitividade, face ao adormecimento à sombra da bananeira, que nos custou a perda de uma hegemonia que tanto nos orgulhava. No judo e futsal os ciclos vitoriosos falam pela qualidade do trabalho desenvolvido, não é possível ganhar tantas vezes por acaso. Notável que se aprofunde a nossa hegemonia nestas modalidades enquanto se aperta o cinto. 

Não fecho este titulo sem prestar homenagem a Deo e Divanei cujo exemplo foi muito além do mero profissionalismo. E também a João Pina, um campeão de judo e de sofrimento que encerra a carreira de titulo ao peito.

"Um dos dias mais felizes da minha vida!"
Foi assim, com esta frase de tão profundo significado, que Gilberto Borges qualificou o regresso do Hóquei em patins ao seio do Sporting, depois do abandono da modalidade e do trabalho de ressuscitação absolutamente notável cuja etapa mais difícil agora termina. Um justo reconhecimento para a equipa de Gilberto Borges, a alma, o coração e sabe-se lá que mais deste projecto. Uma medida justa e, creio, há muito desejada, pelo que merece todo o nosso reconhecimento. O hóquei nacional precisa de um Sporting forte, não apenas pelos pergaminhos do clube na modalidade, mas também como lufada de ar fresco, face aos que foram os últimos anos de guerrilha SLB/FCP.

Muita formação, zero títulos
Muito curiosa a postura habitual dos Sportinguistas relativamente à formação: pouco interessados em suportar as dores de parto e crescimento, quando os míúdos, muitas vezes de forma extemporânea, são chamados a assumir responsabilidades de quem chega com fama de craque, mas cujo proveito pouco mais se faz sentir do que nas suas contas bancárias. Porém, uma vez que se vive em escassez de resultados (vitórias) lá se iça a bandeira da formação para lembrar que as bases das selecções são de alicerces verde e brancos e outras tretas do género. 

A razão mais válida para se apostar em formação é fazer dela uma bandeira com títulos. De outra forma é pouco mais que mera cumulação de frustrações e desenganos. Esse é um desígnio possível não uma quimera. Mas a sua concretização requer muito mais do que os muitos ziguezagues estratégicos ao sabor de quem passa, quase sempre de forma fugaz, pela direcção técnica e institucional.

Pode parecer um contra-senso, mas onde a exigência de títulos menos se justifica é precisamente na formação, cuja principal missão deve estar obviamente centrada na missão de fornecer os melhores jogadores à equipa principal onde, aí sim, a orientação para vencer deve ser total.  

A provar o que acima se afirma está o historial da competição de júniores e juvenis. Entre as décadas de 70 e 90 (inclusive) o Sporting logrou apenas 4 títulos de campeão nacional de júniores, 5 de tendo, nesse período, formado dois jogadores considerados os melhores do mundo (Figo e Ronaldo) e um rol notável de grandes jogadores, cuja nomeação seria até penosa. Nos anos seguintes o Sporting passou a dominar as competições nacionais de formação, sem que isso alterasse o rácio de títulos no escalão sénior. Isto é, exactamente na mesma do que sucedeu quando ganhou poucas vezes.

Isto dito não invalida a avaliação de percurso sempre necessária, mesmo quando se ganha mais do que se perde. Perguntas como:

Que competências têm os treinadores das camadas jovens, quem as avalia, "que", "como" e "quem faz" a prospecção e selecção estão sempre na ordem do dia e cujas respostas poderão ajudar a explicar os resultados ou uma tendência. 

Após o segundo ano da B que balanço fazer? Quantos jogadores foram aproveitados ou podem vir a ser para a equipa B? 

É justificável o corropio de entrada e saída de jogadores como a que se assistiu este ano, com jogadores de percurso de referência no clube e selecções verem os seus lugares ocupados por jogadores de qualidade e até idades duvidosas?

Que evolução se pode assinalar nos jogadores, sobretudo nos que, tendo mais talento, mais se espera? O meio  que o Sporting lhes proporciona é o mais adequado ao seu triunfo ou o contrário?

Que significado e importância tem a  ausência de títulos combinada com o aparecimento de novos actores (os titulos de Guimarães e Braga), bem como a perda de número de jogadores nas selecções nacionais?

Estamos a falar de o fim de um ciclo ou de ocorrências esporádicas, sem exemplo?

Guerra da Guiné perdida
Ninguém terá esquecido o folhetim de Bruma, faz agora um ano. Muitos dos seus mais suculentos episódios estão ainda por revelar, pode ser até que nunca conheçam a luz do dia para a maior parte de nós. O que resulta de mais claro da guerra iniciada com Cátio Baldé é que o Sporting ganhou uma batalha com a venda de Bruma por valores quase impensáveis, mas que, de seguida acumulou 3 derrotas amargas com as saídas de 3 dos melhores e mais promissores jogadores que tinha na formação. Pior foi ter visto encerrado a exploração do filão da Guiné, que o empresário dominava quase em exclusivo e com relações privilegiadas com o Sporting. Os jogadores não perderam, porque permanecem intactas as possibilidades de progredirem nas carreiras. O empresário não deixou de fazer negócios nem coleccionar comissões. O que ganhou o Sporting?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Bruno de Carvalho tem alguma razão mas não a sabe ter

Vergonha
Não tenho como dizer de outra maneira: senti vergonha pelas declarações de ontem do presidente do meu clube. Fossem apenas do Bruno de Carvalho e seria apenas vergonha alheia por um momento menos feliz. Mas são as declarações do Presidente do Sporting Clube de Portugal - o meu presidente e do meu clube - e por isso a vergonha também é minha.

A parte da razão de Bruno que cabe a Bruno de Carvalho
Reconheço parte da razão a Bruno de Carvalho. As dores que sente pela luta desigual contra um sistema bicéfalo que se auto-alimenta para constranger os adversários, sistema que estrebucha e se revolve sempre que o Sporting dá sinais de se fortalecer, são também as nossas. Dores perfeitamente compreensíveis para quem dá a face, o corpo ao manifesto, para ver concretizadas as expectativas de uma mole imensa de adeptos que anseia ver o Sporting no lugar que é seu, mas que esbarra numa infinidade de contrariedades, as naturais e as que lhe são plantadas no caminho.

Mas estou longe de concordar com a generalização das suas declarações sobre o futebol português. É tão verdade que o futebol português nos seus bastidores está cheio de "trampa" como ele tem sido muito melhor que a generalidade das outras actividades e proporcionado momentos de orgulho nacional cada vez mais raros.

Foi o futebol que nos deu os Cinco Violinos, o Zé da Europa, o inalcançável  Peyroteo, os títulos internacionais sobre os colossos europeus, os Magriços da gesta de 66, dos Patrícios de 84, do agridoce segundo lugar de 2004 ou do Eusébio, Figo e Ronaldo figuras mundiais. Sim, esse mesmo futebol dos xitos, da corrupção consabida e por muitos tolerada mas ainda por punir, dos apitos dourados.

Para o Sporting é sempre mais difícil, e ainda bem!
Nenhum Sportinguista ignora o quão difícil é a tarefa de recolocar o Sporting no seu devido lugar e quão desgastante é o vigor a energia que ela requer. Tarefa que exige contundência no discurso e intransigência na acção, mas estas não podem descambar na vulgaridade. O discurso do Presidente do Sporting não pode, por comparação, fazer parecer intelectuais o Barbas ou o Taxista, ou ganhar aos pontos no campeonato dos dislates a um tal presidente com queda para alternadeiras e que nas horas vagas é conselheiro matrimonial. 

O que seria normal para uns é demasiado vulgar para o Sporting. É mais difícil, por vezes parece até ser injusto, mas é por isso que somos o Sporting Clube de Portugal, cuja diferença mais do que apregoada aos quatro ventos, deve ser exercida a cada dia, a cada minuto. 

Bruno de Carvalho tem razão no que diz de uma parte muito importante do futebol português, mas tem que o saber dizer de outra forma. Sob pena de não só não ser levado a sério como de ser ridicularizado. Exactamente o contrário do que o Sporting precisa e do que a sua grandiosa história reclama.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O comunicado: o que se sabe e o que fica por saber

O Sporting acabou por emitir um comunicado (ler aqui) visando o esclarecimento das acções tomadas pelo Conselho Directivo sobre o jornal do Sporting, tendo como pano de fundo o despedimento do que restava do corpo de redacção da referida publicação.

Ficamos assim, através da sua leitura, a saber que :

1- O processo de despedimento envolveu sete trabalhadores (e não 8, como aqui havia sido reportado, seguindo as fontes disponíveis) e que tal se insere num processo de restruturação e ajustamento da gestão de conteúdos e plataformas de comunicação.

2- As medidas tomadas correspondem a um modelo definido pelo CD visando melhor organização, maior qualidade e rigor na informação institucional. 

3- A gestão de conteúdos e plataformas de comunicação ficam concessionadas à empresa YoungNetwork Group.

4- Os elementos que virão a trabalhar na área actualmente concessionada terão que ser obrigatoriamente sócios do Sporting.

Alguns comentários avulsos ao comunicado:

1- O despedimento tem implicações mais abrangentes, não se circunscreve apenas ao Jornal do Sporting.

2- O actual comunicado podia muito bem ter sido prévio à divulgação da noticia pelos órgãos de comunicação social, tendo em conta que a elaboração do seu conteúdo não estava pendente de nenhum dado estratégico que não pudesse ter sido divulgado anteriormente. Não é muito importante, é uma questão de forma, mas que evitaria muita da especulação que surgiu sobre o tema.

3- É abordada a existência de um modelo mas cujos contornos não se conhecem e que, valha a verdade, não precisam de ser detalhadamente divulgados. Mas trazer ao conhecimento geral de sócios e adeptos da estrutura que se pretende para esta área - Comunicação e Marketing - ajudaria não só a perceber melhor o que se pretende fazer e o que vai mudar. Por exemplo:

- O Jornal do Sporting, qual é a sua viabilidade? 

- Qual é a sua importância para a relação com adeptos e sócios, nomeadamente com os de faixa etária mais elevada, que são assinantes há décadas e não usam nem usarão as plataformas mais modernas como as digitais?

- O site do clube vai ser remodelado quer no layout quer na variedade de conteúdos, mas sobretudo no que diz à qualidade da informação produzida?

4- Fica-se a saber da concessão dos serviços mas nada é dito sobre o tempo de concessão. Mais importante do que isso é não se perceber qual o(s) critério(s) que presidiu à decisão:

Porquê a YoungNetwork Group? 

Que experiência tem a referida empresa na gestão de conteúdos e de plataformas de comunicação? 

Porque não foi feita uma consulta de mercado?

Ao despedimento dos funcionários e à sua contratação corresponderá não só a esperada melhoria dos serviços prestados, mas também à economia de recursos financeiros? Eles são quantificáveis?

5- A questão de serem apenas elegíveis sócios do Sporting a trabalhar nesta área levanta-me ainda mais dúvidas, algumas delas preocupantes: 

- Como é que a referida empresa chega o conhecimento e como recrutará esses elementos? 

- É-lhes cedida uma lista de sócios elegíveis pelo CD? 

- Aceitam-se candidaturas espontâneas? 

- O facto de ser sócio do Sporting é maior garantia do que ser um bom profissional de comunicação? 

- Se a referida empresa vai cobrar os serviços ao Sporting, se vai ter que pagar aos colaboradores de que necessitará e ainda terá lucro, não seria menos oneroso para o clube assegurar os serviços pelos seus próprios meios, recorrendo na mesma aos préstimos dos associados, muitos deles disposto a fazê-lo pro bono?

6- Esta mudança tem pelo menos um mérito: deixará de ser possível o tradicional "desculpismo". O clube tem agora, como cliente, a capacidade de exigir a qualidade dos serviços que lhe prestam. Parece-me contudo que os problemas de que a área da comunicação enfermavam, poderiam ser dos recursos humanos à disposição, mas passavam também muito pela coordenação e gestão que, ao longo dos anos tem sido deficiente, isto para ser económico e simpático.

7- Convenhamos que muitas destas questões nem são assim tão importantes. Mais importante me parece:
 
- A forma como o CD tomou as decisões, sem se preocupar por exemplo com a transparência das medidas agora tomadas. As intenções podem ser as melhores, o critério adoptado afunila a margem de actuação de quem as toma: os resultados têm também que ser também os melhores sob pena de serem questionadas as decisões e quem as tomou.

- A avaliar pelas reacções gerais o estado do clube balança entre o total alheamento, o deferimento tácito, ou pelo aplauso e aclamação, sem qualquer análise ou raciocínio critico. Sabemos por experiência própria o resultado a que isso pode conduzir.

terça-feira, 22 de abril de 2014

E depois do último despedimento, que futuro para o Jornal do Sporting?

Não é de agora, há muito tempo, infelizmente demasiado, que o jornal do clube não consegue atrair novos leitores, apesar das várias tentativas feitas nesse sentido pelas diversas direcções. Há pouco mais de um ano foi dado um passo que se julgava determinante, o formato digital, sem que se tivesse conhecido resultados encorajadores.

É fácil atirar as culpas para os potenciais destinatários, os sócios e adeptos, mas a reflexão impõem-se: 

Os conteúdos e a periodicidade são suficientemente atractivos? 

Como é gerido o jornal e por quem e qual a sua experiência na área?

O formato papel e agora digital da publicação continuam a fazer sentido?

Não é possível alargar a publicação a outras plataformas?

Tendo em conta a ameaça permanente à sua manutenção, e sem prejuízo da avaliação acima sugerida, não era aconselhável, por exemplo, a indexação de uma verba das quotas para que o jornal chegasse a todos os sócios, de forma a que a mais antiga publicação europeia do género continuasse a constar do nosso património colectivo?

Isto vem a propósito da noticia que desde ontem circula dando conta do despedimento colectivo do que restava do corpo redactorial do referido jornal que, ao que se diz terá sido substituído pela empresa YoungNetwork, a mesma que trabalha com Bruno de Carvalho desde o momento da sua candidatura. 

O "diz-se que" só surge aqui porque até ao momento não existe qualquer comunicado oficial do clube informando os sócios, o que se lamenta. Provavelmente ela surgirá mas a destempo, tendo a informação chegado por via indirecta, quando podia uma pequena nota no site do clube ter feito toda a diferença.

O facto de se tratar de uma empresa de confiança do presidente parece-me natural, não podia ser o inverso. Porém apenas como situação de recurso e não como decisão definitiva. Não apenas porque o processo de atribuição de competências editoriais em nome do clube deve ser transparente, auscultando o que o mercado tem para oferecer. Mas também porque, a acontecer uma concessão ou outsourcing, há uma mudança radical de modelo de gestão que não pode passar sem se ouvir o que os sócios têm para dizer.

Aguardemos. Mas, tal como disse em ocasiões anteriores, o Sporting tem entre os seus sócios e adeptos, dos melhores profissionais na área que poderiam ser ouvidos ou até mesmo considerados para dinamizar um sector - informação institucional e marketing - que há anos, muitos mesmo, sofre por uma gestão moderna e profissional.

Um nota final mas incontornável:

Não conheço nenhum dos profissionais envolvidos. São os últimos oito de um grupo de sessenta abrangidos por medida idêntica. Lamento o que este este fim abrupto representará nas vidas dos envolvidos. Num grupo tão extenso de pessoas é natural que existam muitos que nunca mereceram a honra de trabalhar no clube. Mas para outros este momentos não é apenas o final de um trajecto profissional num momento particularmente difícil para ficar desempregado, é também o fim de uma ligação especial ao clube do coração. 

Para muitos trata-se de o fim de uma ligação de algumas décadas, não tendo logrado  ao  longo deste tempo, por falta de melhores decisores, melhor enquadramento para as suas qualidades e ambições. É porém de todo indiscutível que o actual molde de funcionamento era até já embaraçoso para a imagem do clube, como se pôde verificar por exemplo na sua última edição.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O desabafo do Presidente no Facebook

Ontem o presidente do Sporting recorreu à sua página no Facebook para dar conta do incómodo que lhe suscitou por, e vou citar, lhe custar "a forma fácil e rápida com que se coloca todos em causa. Ser críticos, exigentes e demonstrar tristeza é um direito a que todos assiste. Infelizmente perder a noção dos limites e do ridículo também."

O facto de ter escolhido exactamente aquele meio e não um veículo institucional ao seu dispor leva-me a considerar esta comunicação como um desabafo pessoal embora, como era inevitável, ele tenha sido  assumido pelos órgãos de comunicação social como tendo sido feita pelo "presidente do Sporting".

Seguramente que não partilho das mesmas fontes de leitura do presidente porque, do extenso rol de blogues e artigos que leio habitualmente redigidos por Sportinguistas, não me cruzei com nenhuma afirmação que justificasse aquela reacção. Não li ninguém que pusesse em causa o presidente, os órgãos eleitos ou os profissionais do clube. Vi isso sim, e aqui escrevi sobre isso, manifestações de desagrado e criticas pontuais à forma como a equipa se apresentou no derby. 

As criticas mais veementes feitas à equipa vieram de dentro, pela voz do treinador:

"Fosse qual fosse a estratégia, o Sporting não ganharia este jogo depois da falta de atitude e empenho que a equipa demonstrou."

Com ou sem razão para as fazer julgo que elas ficariam melhor no recato do balneário, seguindo a velha máxima "elogios públicos, criticas privadas". Também não há aqui razões para dramas, Jardim tem um lastro muito volumoso junto dos associados e adeptos e não será muito diferente junto do grupo de trabalho.

O que vi de mais ridículo foi a crónica ao jogo no site do clube que, felizmente, foi riscada. Certamente para evitar que aquele momento confrangedor não pusesse o Sporting ao nível da propaganda daquele famoso general de Saddam Hussein.

Devo a propósito dizer que deixei há muito de ligar ao que a generalidade dos Sportinguistas escrevem no Facebook, sendo, até por uma questão de sanidade mental, cada vez mais selectivo, reduzindo a um número muito restrito as minhas leituras com essa origem, tendo feito o mesmo às interacções. Por vezes até leio e nem comento. Falta-me por isso essa vertente da opinião dos meus congéneres que eventualmente se poderiam enquadrar no juízo feito por Bruno de Carvalho.

Podemos gostar mais ou menos de algumas opiniões, há que sobretudo reconhecer em primeiro lugar o direito a ela. Na mesma linha há que reconhecer que o estranho seria se, perante o que foi dado observar, os Sportinguistas nada tivessem a dizer a propósito. Isso sim, creio que seria motivo para um presidente do Sporting protestar, manifestar desagrado e estranheza. Mal andaremos que uma derrota, sofrida da forma que foi, e ainda por cima com o rival e vizinho, tivesse deixado na sua passagem os Sportinguistas conformados.

Confesso também a minha estranheza pela preocupação e relevo dado à matéria de opinião por um presidente que tem tido a taxa de aprovação que Bruno de Carvalho tem recolhido sempre que tem chamado os Sportinguistas a pronunciar-se. Parece-me uma exposição desnecessária e que acima de tudo o o desgasta.

Depois o inimigo não está dentro. Seria lamentável ver hoje repetidos episódios semelhantes aos protagonizados por outros presidentes que não o perceberam. No caso de Bruno de Carvalho mais ainda, por se assumir como autor de mudança relativamente a esses comportamentos e atitudes. Ler o que escreveu torna difícil não lembrar por exemplo o "episódio dos terroristas" protagonizado por Bettencourt.

O facto se terem multiplicado as manifestações de desagrado pela exibição sofrível de terça-feira passada é também um sinal que os Sportinguistas elevaram as expectativas em relação ao que esperam sejam as prestações da equipa. Por isso, ao invés de incomodarem, deviam ser olhadas como um sinal responsabilizador obviamente. Mas também um elogio implícito ao que tem sido a carreira da equipa na presente temporada.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Comunicados fortes, decisões fracas

Já depois de publicado o último post de ontem tomei conhecimento do comunicado do Sporting, publicado na página oficial do clube. Infelizmente ele revela no essencial que o Sporting se deixou ultrapassar pelos acontecimentos, ao não cuidar de, no momento próprio, de os modificar em seu favor, como podia e devia ter acontecido. Ao dar o seu beneplácito a que o jogo se realizasse hoje sem cuidar de avaliar outras possibilidades à sua disposição, o Sporting auto-condicionou-se e não defendeu, como lhe competia, os seus interesses.

E é isso mesmo que, em jeito de conclusão, o comunicado explica quando afirma que "a manter-se a decisão da realização do jogo sem a referida vistoria" etc... Independentemente das condições - inclusivé as que os seus adeptos se venham a ter que sujeitar - não resta outra alternativa senão jogar quando o SLB e a Liga disserem que tem que o fazer. O SLB já deixou clara ontem a sua posição e o presidente da Liga já pré-anunciou a sua decisão e de que lado está nesta questão ontem num programa de televisão. 

E que interesses eram esses?

Podia colocar desde logo a possibilidade de ganhar o jogo na secretaria, explorando a possibilidade que os regulamentos prevêem e que vêm explicados no post anterior. 

Como é mais ou menos evidente o Sporting não chegou sequer a colocar essa hipótese, provavelmente por desconhecimento do próprio regulamento. Reconhecer, como vem expresso no comunicado "que, independentemente das responsabilidades que tenham de ser assacadas, o sucedido não teve o intuito de prejudicar o jogo em si" é, no mínimo, um argumento pífio.  

Como óbvio o Sporting poderia e deveria conseguir para si uma ocasião mais favorável para jogar com o SLB, aproveitando a oportunidade que o próprio SLB lhe concedeu ao não cuidar devidamente da manutenção do seu recinto, colocando-se a jeito do que prevêem os regulamentos. No nosso lugar essa seria uma possibilidade que o clube encarnado não só não enjeitaria como agarraria com unhas e dentes.

Devo dizer que ganhar o jogo na secretaria é uma possibilidade que a mim não me agradaria de todo, mas não me parece que se, no nosso lugar, o SLB lhe pudesse deitar mão, a desdenharia. As vitórias que me agradam sobre o SLB são as que são obtidas com pelo menos mais um golo, ponto final.

Com William Carvalho castigado e Jefferson lesionado o Sporting fica se não mais fraco pelo menos de opções limitadas. Jogar mais tarde, em que pelo menos William pudesse, de castigo já cumprido, dar o seu contributo à equipa e com o adversário imerso em momentos decisivos nas diversas competições em que ainda participa, era procurar uma melhor ocasião para si e logo uma pior para o seu adversário.

Esta era uma forma óbvia de melhor zelar pelos seu melhores interesses, mas parece que a preocupação primordial no passado domingo no estádio foi de ser simpático e cordato com a Liga e com o SLB. Precisamente com o SLB, que ainda há cerca de um ano não usou da mesma simpatia e nos obrigou a jogar com menos de 48 horas de descanso. Não o fez então apenas na defesa do que lhe pareciam ser os seus interesses - adiar o jogo por um dia também o podia ser - mas com o óbvio intuito de marcar uma posição que, a prevalecer, como veio a suceder, significaria uma vitória sobre um rival. A rivalidade alimenta-se de vitórias, das grandes e das pequenas. 

O problema do comunicado é a contradição. O Sporting veio falar grosso mas, quando podia fazer alguma coisa por si, preferiu ser simpático e cândido e piou fininho.

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) Acuña (1) adeptos (98) Adrien (19) AdT (1) adversários (85) AFLisboa (2) AG (23) AG destitutiva (3) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (38) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (5) antevisão (41) APAF (13) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) arbitragem (95) Associação de Basquetebol (7) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (5) auditoria2019 (1) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (8) basquetebol (2) Bastidores (72) Batota (20) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) blogosfera (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (6) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) castigo máximo (1) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (10) clássico 19/20 (1) clássicos (9) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (44) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) e-toupeira (1) Ecletismo (66) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (65) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) época 18/19 (2) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (10) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (28) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (93) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (2) futebol internacional (1) Futre (1) Futre és um palhaço (4) futsal (28) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (30) Gamebox (3) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (10) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (1) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jordão (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (1) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) Keizer (12) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa 19/20 (2) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga NOS 19/20 (5) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Luiz Phellype (2) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (43) Meszaros (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (30) modelo (3) modlidades (2) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (6) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (5) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (4) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (7) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (2) presidente (5) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (12) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silas (3) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (3) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (4) Supertaça 19/20 (1) sustentabilidade financeira (45) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tio Patinhas (3) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (94) treino (5) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (1) Varandas (15) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Vietto (2) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (2) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)