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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bruno de Carvalho, o que parece e o que é

Ninguém ficou surpreendido com a apresentação da candidatura de Bruno de Carvalho. E ninguém ficou surpreendido que o anúncio ontem efectuado corresponda à primeira candidatura para ser levada a sério (que me perdoe o consócio Carlos Severino). Bruno de Carvalho nunca chegou a sair de cena, mantendo sempre a sua presença na actualidade do clube. É por isso, neste momento, o candidato melhor colocado para ganhar as eleições e, a manterem-se as perspectivas actuais, Bruno de Carvalho só não ganhará as eleições se... as perder. 

Eu explico: parece-me que, na actual conjuntura, BdC só perderá as eleições se cometer algum deslize, ou se a isso for levado por algum dos que venham a ser os seus futuros oponentes. Será assim também o seu "destino" se chegar a presidente: mais do que superar o legado recebido, BdC confrontar-se-á com o que o foi dizendo, fazendo e exigindo. A fasquia será aquela que ele mesmo colocou. Mas, voltando ao principio, parece não ser muito polémico afirmar, e usando a linguagem futebolistica, que BdC depende (sobretudo) de si próprio para alcançar os objectivos a que se propôs.

Durante o processo que culminou no actual desfecho, muito se falou do papel da MAG, pondo em causa a sua isenção, colando a sua acção à vontade de beneficiar BdC. Sobre este ponto, mantenho a minha opinião aqui anteriormente expressa, no sentido de que a MAG nem sempre foi o que dela esperava, mas não tenho nenhum dado que confirme algo que se assemelhe a uma cabala. Pode até parecer, mas o que é verdade comprovada é que se BdC vê quase oferecida a sua "cadeira de sonho" pode agradecê-lo à... gestão de Godinho Lopes, em particular a muitas das decisões tomadas esta época.

Vi o anúncio da sua candidatura, mas abstenho de fazer grandes considerações sobre o seu conteúdo. BdC teve a sabedoria de contornar o "como fazer", ligando-se apenas ao que se propõem fazer, de forma genérica. Não fica, pelo menos para já, preso a números e modelos de acção muito concretos que lhe possam vir a espartilhar os movimentos. Cada um lê isso como quiser, do ponto de vista mediático julgo que até funciona bem. E estará aí a campanha para ajudar a fazer luz - ou não... - sobre as mais diversas matérias.

Ainda sobre Bruno de Carvalho, e atendendo a que hoje é o dia do seu aniversário, aproveito a referência para lhe endereçar os parabéns pelos seus  41 anos. Que nos próximos 41, e nos que os superarem, possa ele ver o Sporting no lugar que merece.

Uma nota para finalizar:

Bruno de Carvalho apresentou-se sozinho, o que é  um sinal de que a sua lista está por concluir. Diz-se que já recebeu alguns "nãos" de pessoas que seriam importantes para a sua afirmação. O mesmo vai acontecer a todos os outros candidatos e isso não é propriamente um drama. O que é dramático, ou pode vir a ser, é o curto período que os candidatos e proto-candidatos têm disponível para tomadas de decisões.

A isso referi-me aqui oportunamente, acabando por merecer comentários disparatados e insultos. A isso se referiu também Tomás Fróis (apoiante da candidatura de P. Baltazar em 2011), colocando a questão da forma que me parece correcta, quando afirma que "será quase impossível formar equipas com pessoas competentes e disponibilidade imediata" por óbvia dificuldade de compaginação com compromissos pessoais e profissionais.

Como é óbvio valorizo muito mais esta opinião e a minha do que a dos "trols" que infestam a blogosfera. Foi isso que disse quando escrevi que, nestas condições, "o aparecimento de bons candidatos e de boas propostas para o Sporting está por isso muito mais dependente de uma conjunção favorável dos astros do que pelas boas oportunidades que lhe  conseguimos proporcionar neste momento da nossa história." 


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A (entrevista) profecia de Elias: "Nos próximos anos vai ser dificil o Sporting competir com SLB e FCP"

A capa do jornal "O Jogo" dá hoje destaque a Elias remetendo-nos para uma entrevista que está longe de justificar tamanha notoriedade, pela escassez do conteúdo. O interesse resumir-se-á precisamente à capa, onde estão condensadas talvez os pormenores mais interessantes: a evidência de que, pelo menos para alguns jogadores, o despedimento de Domingos não foi bem digerido e a profecia de que o Sporting nos próximos 5 anos não conseguirá competir com os seus rivais SLB e FCP.  Vamos por partes.

As presentes declarações de Elias sobre o despedimento de Domingos à luz dos acontecimentos da presente época braqueiam a situação que se vivia na altura do despedimento do treinador e desresponsabilizam-no. O Sporting tinha feito o maior investimento da sua história recente, do qual não se pode ilibar as responsabilidades do treinador, quanto mais não seja por omissão. 

Quando Domingos sai a equipa não jogava um caracol, acumulava lesões musculares atrás de lesões musculares e encontrava-se já no quinto lugar, atrás dos seus rivais, do Braga e do Marítimo. Hoje, face ao que se seguiu, e muito fácil dizer que teria sido melhor manter Domingos, à luz de então talvez sim, talvez não. A ideia era mudar para melhor, o que parece ter funcionado num primeiro momento, mas que se revelou o desastre que hoje se conhece, com implicações muito directas na crise institucional que hoje se vive. 

Visto aos dias de hoje foi-nos fatal, mas não nos permite adivinhar o que se teria passado se Domingos tivesse permanecido. Isto porque ninguém sabe responder o que teria acontecido no final da Taça, ou se as meias-finais na UEFA teriam ocorrido. Isto é, se os resultados de Domingos se mantivessem a actual crise podia até ter surgido ainda mais cedo.

Quanto à profecia de Elias, que nos remete para cinco anos de duro penar, a comer o pó que os nossos rivais deixam para trás, tem alguma razão de ser face à realidade. Mas não tem o valor de uma condenação irremissível.  Pode ser assim como pode ser pior, e não faltam exemplos que sustentem qualquer das teorias. O destino será traçado no que for feito no imediato. 

O que fazer então para que a profecia não se cumpra ou pelo menos não veja o seu prazo dilatado?

Realismo, acima de tudo. É uma asserção "lapalissiana" bem sei, mas indispensável. Só a percepção do real valor - qualidades e fraquezas - e do valor relativo permite um bom diagnóstico e daí chegar às melhores soluções. E aí parece-me fundamental fazer 3 considerações:

1- Estamos muito atrás dos nossos rivais e, neste preciso momento, também do SCBraga. Em relação a este último é possível no curto prazo inverter posições. Atingiu o zénite com o segundo lugar de Domingos mas não tem massa critica para fazer mais do que isto: brilharetes esporádicos.

2- A importância da manutenção de Jesualdo. Desde logo no imediato. A sua saída agora podia-nos ser fatal e a sua continuidade evita ter que começar de novo. Ter coragem de não mudar o que está bem é tão importante como a necessária para fazer alterações dolorosas. Jesualdo pode ter a mesma importância para o Sporting e sobretudo para a próxima gestão como JJ teve para LFV. Isto mesmo considerando que o Sporting actual não poderá por ao dispor do seu treinador os meios que de que JJ pôde então beneficiar. Não vejo no universo Sporting quem, a nível técnico, ofereça melhor que Jesualdo.

3- Não fazer considerações precipitadas sobre o valor individual dos jogadores que compõem o plantel. 

3.1 -É obrigatório ter em conta que este ano foi um ano perdido, fazendo com que alguns jogadores estagnassem ou até regredissem e todos, excepção de Patricio, ficassem aquém do valor que deles se esperava.

3.2 - A juventude  em excesso do plantel - no último jogo Rinaudo era o jogador mais velho, mas tem apenas 25 anos! - tem do seu lado a possibilidade de evolução do já muito razoável valor mas, para um clube instável e à procura da sua identidade ganhadora, é também um problema adicional. O facto de não dispormos de grandes recursos pode até "ajudar-nos", por não ser possível uma nova revolução ao invés de ajustes necessários. 

Mas as questões de maturidade não se põem apenas em abstracto, devem ligadas ligadas directamente à competição. Ontem o Miguel Nunes dizia-nos aqui na caixa de comentários com alguma razão que o actual meio-campo "nem para limpar as botas a Veloso, Moutinho, Izmailov, Romagnoli" que, com Paulo Bento, até nem conseguiram ser campeões. 

Uma meia-verdade seguida de uma verdade incontestável: "Não adianta ter bons gestores se depois à frente do que mais toca a todos estão patetas a tomar decisões que prejudicam o futebol e consequentemente todo o funcionamento do clube". Este tem sido "o problema-mãe" de quase todos os outros que dele nascem em cascata: a falta de resultados, os problemas financeiros, a contestação. Temas que de certa forma já tinham sido abordados aqui, no Lateral Esquerdo.

Antes da análise a uma e a outra um parêntesis. Ajudará muito ao sucesso do clube resolver na cabeça dos seus adeptos o que parece ser uma crise de identidade. O Sporting não será mais pequeno se, neste processo, não conseguir ganhar no imediato. O Sporting é grande pelo seu passado e pela sua matriz, mesmo que esta esteja a precisar de lustro. O Sporting nunca se identificará como um clube formador - a excelência da sua escola é um valor incontestável - se os seus adeptos olharem apenas para o passado - Damas, Manuel Fernandes, Futre, Figo, Simão, Nani, Ronaldo, etc - ou para o futuros quiméricos se não souberem sofrer as dificuldades dos que, no presente, precisam do tempo e do espaço para se afirmarem. O Miguel Nunes fala-nos de um valor nunca reconhecido, especialmente de Pereirinha ou Carriço e concordo inteiramente com análises que faz.

Primeiro a meia-verdade. À época Moutinho, Veloso, Romagnoli e Izmailov tinham também o mesmo problema de que enfermam os actuais jogadores do actual plantel: eram jovens, o seu valor era também contestado, bem como os dirigentes que os comandavam. O seu valor adivinhava-se mas nem sempre o seu rendimento lhe era equivalente.

Moutinho só viu o seu valor inteiramente reconhecido quando mudou para uma equipa e clube estável, onde as suas preocupações se devem resumir em treinar, jogar, evoluir, ser melhor, ganhar. Sem isto, o valor facial do jogador diminui e o seu potencial será sempre uma promessa por cumprir. E isto é muito do que os jogadores do Sporting não têm tido, nem então e muito menos esta época. Isto é um dado objectivo que se sobrepõe a outras considerações com um grau de subjectividade muito maior.

Depois a verdade incontestável. Todo e qualquer dirigente tenderá a fracassar se não conseguir reconstruir o departamento de futebol. O Sporting tem sido um cemitério de ilusões, um pira permanente de profissionais e dirigentes. Olhando para os exemplos recentes de Izmailov ou até de Moutinho, podemos ser levados a concluir que o Sporting está sujeito ao karma de contratar apenas maus profissionais. Isto equivale a  enterrar a cabeça na areia.

Repare-se no caso de Izmailov. Mal chegou ao FCP foi-lhe posto à disposição um tradutor. É de pasmar que um jogador que está há 6 anos em Portugal não saiba ainda falar português. Isso diz-nos alguma coisa sobre o seu insucesso relativo no Sporting, da sua pessoa como individuo, mas diz-nos muito como trabalham os dois departamentos de futebol. O FCP não se deteve em raciocínios mais ou menos "filosóficos" do género  "mas que raio de gajo é este que há tanto tempo em Portugal não fala português" tratou de resolver o problema. Com isso protege o seu investimento, promove as condições para o seu mais rápido sucesso, revela profissionalismo. 

Como é que ninguém se lembrou disto no Sporting? Pois... Isto ajudará muito a perceber como surgem casos como o de Stojkoivic, por exemplo. Lembro-me perfeitamente de uma entrevista em que o irmão e então empresário Vladan protesta contra o comportamento do Sporting, já decorria então o processo que levaria à sua saída, em que o jogador, acabado de chegar e sem saber falar português, não dominava os vários aspectos relacionados com as acusações que lhe eram feitas. Hoje damos graças à confirmação do valor de Patrício mas esta não teria que ser mutuamente exclusiva com o de Stojkovic, e em particular do clube, que não viu ressarcido o investimento realizado.

Juntamente com a incontornável questão financeira - sem dinheiro não há vicios e a necessidade dramática de um valor considerável é por isso um ponto crucial e não de somenos como alguns pretendem - estes serão os aspectos que levarão à ponderação do meu voto.

Estas é que são as questões cruciais para o Sporting, juntamente com a compreensão da matriz eclética do nosso clube. Mas, como também agora se vê, até podíamos ser campeões em todas as modalidades - o que nem vai ser o caso - que será sempre o futebol a decidir o destino dos próximos dirigentes como já decidiu os anteriores.

Infelizmente as mais acaloradas discussões andarão à volta do "croquetismo", do "terrorismo", do "verdadeiro sportinguismo" e outros "ismos", modalidade em que nos tornamos campeões sem outros adversários que não nós mesmos, os Sportinguistas. 

Por vezes sou levado a pensar que tal sucede porque em relação a estas matérias há também um profundo desconhecimento do que propor e é por aí que se funda o reino do silêncio, das banalidades ou até o da asneira.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Amor próprio e amor ao clube

É ainda cedo para saber quantas e quais serão as candidaturas aos diversos órgãos sociais do Sporting mas ninguém se surpreenderá que número de listas iguale ou até supere o das últimas eleições. É-me difícil qualificar como um sinal de vitalidade  a proliferação de candidaturas face à situação em que o clube se encontra. 

Não me refiro em exclusivo à situação financeira ou à situação desportiva, mas a um cada vez mais notório acantonamento de grupos de pressão e de expressão, com muito poucos pontos de contacto ou convergência que lhes permita encontrar uma base minimamente estável para apresentação de candidaturas conjuntas. 

Isto é no mínimo estranho e um primeiro mau presságio, se atendermos que os recursos necessários no curto médio prazo - 20 a 25 milhões - não se encontram na feira semanal de Odivelas ou similares. O caminho, mais uma vez, será o mais difícil e a futura liderança terá que lançar as raízes da sua própria afirmação num terreno estiolado pela refrega eleitoral e competindo com a improbabilidade de sucesso desportivo no curto prazo.

A este fenómeno de candidaturas como cogumelos em bosque outonal não será certamente alheio o valor promocional da marca Sporting. Basta atender ao passado recente e olhar para as candidaturas do último acto eleitoral. 

No universo Sporting quem já tinha ouvido falar em Brás da Silva, apesar da sua actividade empresarial na Finertec ter alguma relevância em Portugal e Angola? 

Bruno de Carvalho, com trabalho feito na Fundação Aragão Pinto não era um desconhecido para muitos Sportinguistas?

A quem deve Dias Ferreira o facto de o seu nome ser hoje reconhecido em qualquer lado?

Godinho Lopes, que até já tinha sido vice-presidente, não era também ele um ilustre desconhecido?

Quantos tinham ouvido falar de Pedro Baltazar antes de ele se tornar um investidor na SAD?

Algo semelhante podíamos dizer de Sousa Cintra, quando apareceu, Dias da Cunha e tantos outros que entraram na onomástica leonina e daí transitaram para o panorama nacional. Todos eles ganharam com a associação ao nome do Sporting, oxalá o clube pudesse fazer igual balanço.

O Sporting tem sido bom a estimular muito amor-próprio. Este, na devida medida é indispensável e vital à saúde de um individuo, mas não deve ser confundido com a ambição desmedida e a soberba. E em certa medida, quando os passos são maiores do que as pernas, produzem o efeito contrário, expondo, pela incapacidade demonstrada, ao ridículo. 

Para nós, Sportinguistas, o problema começa quando ele extravasa a esfera dos seus autores e atinge o clube. Neste momento de muita indefinição e alguma apreensão poupem-nos (os candidatos e proto-candidatos) pelo menos às fracas figuras, evitem o ruído e não nos façam perder tempo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Enganos, promessas e desculpas não!

Começo pelo dia ontem vincando a minha convicção: a agora confirmada demissão dos órgãos sociais foi a saída possível, mas não necessariamente a que melhor serve os interesses do Sporting. Talvez um mal menor, face à alternativa que se perfilava, mas não a que mais e melhores soluções permite. São poucos os dias a separar-nos do acto eleitoral, o que compromete a apresentação de candidaturas a vários níveis:

1- À priori ficam eliminados todos os que se poderiam considerar válidos - e que resulta primeiro de uma decisão individual - mas que são surpreendidos pelo momento.

2- Na formação das equipas que constituirão as listas. O sucesso de uma gestão depende não apenas de um líder esclarecido, mas em larga medida da equipa que a suporta. E isto é válido não apenas para os dirigentes a eleger, mas também pelos profissionais das mais variadas áreas cujo saber deverá estar no suporte às decisões. Ponha-se os olhos no recente caso Niculae: quando a proposta de contratação chega a esse nível de decisão todas as condicionantes do negócio têm que constar do dossier previamente elaborado, não é o presidente que tem de saber se ele jogou onde, como, porquê, se se lesionou x vezes. Há muito a fazer a este nível em Alvalade.

3- Na elaboração de um plano de campanha. Talvez o mais fácil, uma vez que os Sportinguistas estão sempre ávidos de participar e de se informarem.

4- Na elaboração de uma proposta devidamente estruturada para o governo do clube. (Que não deve ser confundido com um rol de definições genéricas ou vagas promessas). Para que tal possa ser realizado é fundamental conhecer a realidade do clube, não só da que venha espelhada nos recentes R&C, como também da evolução que entretanto se possa ter registado. Haverá tempo para tudo?

Desconsiderar estes pontos, que surgem de uma reflexão pouco demorada, não percebendo que a pressa concorre para a dificuldade do surgimento de soluções para um clube já de si pouco atractivo, ou atribuir a estas preocupações "passividade" perante a actual situação, nem me apetece qualificar. 

As dificuldades de quem for eleito serão imensas, como percebemos já, e isso exigirá de todos um esforço como provavelmente nunca nos havia sido pedido. A desculpa do desconhecimento da gravidade da situação do clube não poderá ser usada.  Foi precisamente pelo descontentamento que essa situação gerou que se chegou ao actual desfecho. Enganos, promessas e desculpas por favor, não!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Da AG às eleições, começando pelo amor ao Sporting

Há dias, numa das minhas incursões pela garrafeira de uma grande superfície, ocorreu-me a ideia feliz de juntar duas garrafas e com elas conseguir materializar a declaração que a foto documenta. Alguns dias depois coloquei-a na página deste blogue no Facebook tendo verificado a sua disseminação, como é habitual suceder naquela plataforma. 

Mais curioso que o fenómeno da propagação foi verificar que a declaração que a imagem reproduz era o único ponto comum no seio de uma profusão de análises, propostas ou simples comentários não apenas contraditórios como completamente antagónicos entre si. Julgo fazer pouco sentido as discussões individualizadas sobre "o amor ao Sporting" e as medições de grau subjacentes. Mas é cada vez mais actual a necessidade de reflectir sobre o efeito prático desse amor. Este post falará um pouco disso.

Talvez seja demasiado ousado partir de um fenómeno tão superficial extrapolando para a actual conjuntura do clube. Talvez... Mas não posso deixar de constatar, neste prenúncio de final de um tempo, a minha desilusão pelo resultado final, bem como a minha apreensão pelo que nos possa estar reservado.

São indiscutíveis os erros cometidos pela administração ainda em funções, alguns deles até indesculpáveis. E, sem desresponsabilizar quem os cometeu, até porque são estes os que tendem a ter um  impacto directo nas instituições, juntou-se à voracidade dos erros a vontade de comer de uma envolvente demasiado truculenta e justiceira. Haverá, quando esta direcção cair, muitas vitórias individuais e até de alguns grupelhos, mas tenho sérias dúvidas dos ganhos futuros que o Sporting possa vir a contabilizar. Por tudo isto parece-me indiscutível que o Sporting poderá sair mais fraco.

Há contudo ganhos imediatos. A conjunção de factores que concorreram para a tal tempestade perfeita - espiral de erros na administração desportiva, com praia-mar a registar-se nesta janela de transferências, somados à falta de resultados e consequente contestação - tornaram o ambiente irrespirável e a demissão em conjunto de que se fala hoje constituirá, num primeiro momento, num desanuviamento de tensões. E talvez o fim da "psicose godinhista" a que se reduzem muitas análises.

Há um ganho evidente e imateriaizável e que corresponde à não realização da A.G. Esta, a ocorrer, tinha todos os ingredientes para se tornar num momento tão marcante como o da própria fundação e julgo que não há aqui qualquer dramatização. Por melhor que tenham sido as intenções dos signatários e dos proponentes, entendo que as suas consequências nunca foram bem medidas.

E com isto não me estou a referir exclusivamente à possibilidade de ocorrerem episódios degradantes como os vistos recentemente na Sala Artur Agostinho. Não sendo de todos improváveis, parecem-me mais difíceis de ocorrer naqueles moldes e com origem na actuação da Juve Leo. Mas não estranharia que sucedessem com alvos muito concretos, como já aconteceu no passado. Mas, com a crispação no seu auge, não eram  de todo inverosímil que ocorressem entre adeptos isolados.

Mesmo que muito remota, haveria sempre a hipótese de, por força da imprevisibilidade do que se seguiria à queda da direcção, esta não cair. Isto seria terrível porque poderia ser interpretado como voto de apoio  que me parece não corresponder à realidade. Seria uma grande surpresa, é certo, mas quem viu Bettencourt ganhar com quase 90% de votos tem obrigatoriamente que ser cauteloso. Mas, ganhasse quem ganhasse, talvez não demorasse muito a constatar-se que há vitórias que é preferível não saborear.

De fora ficam as questões legais. Se as providências cautelares ainda pendentes podiam não vir a ser ajuizadas em tempo útil, as muitas dúvidas que o requerimento suscita, bem como a justa causa invocada tinham muito lastro para bloquear ou até anular as decisões da AG. O precedente seria também uma caixa de pandora, e não estranharia que este expediente venha a ser em breve a ser usado. O que é que isto representaria na vida do Sporting, onde os sinais de desagregação são cada vez mais evidentes? 

As eleições são a saída possível nesta altura. Mas o prazo de 45 dias é escasso para a criação de listas e formulação de programas, mesmo valendo o que valem na hora de os praticar. É também escasso para quem tem uma vida profissional preenchida se organizar. Aliado ao clima turbuluento dos últimos 4 anos, o aparecimento de bons candidatos e de boas propostas para o Sporting está por isso muito mais dependente de uma conjunção favorável dos astros do que pelas boas oportunidades que lhe  conseguimos proporcionar neste momento da nossa história. Mas o  amor que lhe declaramos achamos que é inquestionável. E, como em quase todos as disputas deste género, entre os actores envolvidos, dos protagonistas aos mais dissimulados, inocentes há muito poucos.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Falta agora saber se se quer ouvir todos os sócios ou apenas alguns



O Conselho Directivo, reunido extraordinariamente esta sexta-feira e antecipando a reunião da próxima segunda-feira, decidiu reforçar a intervenção pública do presidente do Sporting Clube de Portugal a propósito da intenção de realização de eleições antecipadas. 


O Conselho Directivo vem assim reafirmar o que já tinha dito ao presidente da Mesa da Assembleia Geral do Clube, no final do ano passado, de que estava disponível, fora do momento de transferências e de reestruturação financeira, a dar a voz aos associados em eleições antecipadas.

O Conselho Directivo manifesta, inequivocamente, a sua disponibilidade para a realização do referido acto eleitoral logo após o final da época futebolística.

Assim, o Conselho Directivo reitera o seu desejo de ouvir os associados, mas em circunstâncias, espaço e tempo compatíveis com a segurança e dignidade do Clube e dos seus associados.
1 Fevereiro de 2013


O Conselho Directivo


Finalmente um assomo de clarividência e razoabilidade que, mesmo que tardio, merece ser aproveitado. Veremos então se a ocasião é aproveitada para devolver efectivamente a voz a todos os sócios ou pelo menos a um leque muito mais alargado do a que seria possível numa AG. Até porque o essencial do que se procurava da sua realização está praticamente alcançado: a cessação do mandato do actual CD.

Ou o que será que, sob esse pretexto, se pretende proceder a um auto-de-fé, quiçá útil para aplacar alguns ódios, mas do qual o Sporting Clube de Portugal dificilmente sairá a ganhar?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

AG será "apenas" mais um episódio de uma tempestade perfeita

Começo pelo fim: a triste rábula de Nicolae a que todos fomos assistindo ontem é a demonstração clara e que organização administrativa do Sporting está muito longe de estar à altura da história do clube. Essa é uma fragilidade há muito detectada mas sempre irresolvida . Dessa forma, ao invés de fornecer soluções é mais um problema a potenciar a tomada de más decisões, expondo ao ridículo o clube, de sócios a dirigentes por atacado. Como ainda se viu esta semanas, erros todos cometem, até os mais excelsos e incensados  departamentos de futebol. Aqueles porém de têm que constituir excepções e não regras repetitivas.

Somada à impossibilidade de pagar tanto como a concorrência esta declarada incompetência afasta os melhores profissionais. No post anterior falei da última equipa campeã e, olhando para a sua constituição, percebe-se que eram os melhores da altura. Sem os melhores o Sporting travará uma dura luta para igualar a concorrência. Alguém fica surpreendido que o Kléber - que até está longe de ser um valor incontestado - não tenha querido vir? O que pensará hoje Jesualdo? E que repercussões terá este triste episódio no seio do balneário?

E, como um mal nunca vem só, a sessão de esclarecimento realizada pela MAG contribuiu para mais uma entrada para o álbum dos horrores do nosso clube. O comportamento exibido, de forma premeditada, por alguns dos participantes, com arremessos de objectos e insultos à mistura, merecem total e inequívoca reprovação.

Devo dizer contudo que tal não me surpreendeu. Face ao momento, cada individuo responde conforme a formatação conferida pela sua condição e por isso não será de estranhar que elementos ligados a uma claque assim se manifestem. Só estranho é a surpresa e a indignação de quem, no dia a dia, nas redes sociais e nos mais diversos fóruns, usa o insulto e as provocações com igual facilidade para dirimir naturais diferenças de opinião. E não vi igual reacção em situações idênticas ou com ameaças físicas bem mais evidentes.

Mas não ficaram por aqui as surpresas desagradáveis. Daniel Sampaio não conseguiu resistir a deixar alguns remoques que indiciam parcialidade numa matéria em que tem que dar cumprimento aos estatutos, mas não apenas ao requerimento que foi apresentado por alguns associados. A MAG não pode prescindir de representar TODOS os sócios, sob pena de alienar o que é de mais nobre na função que lhes foi confiada.

É-me também difícil de perceber as razões que podem justificar a pressa desta A.G., de forma a que ela decorra no Estádio em pleno inverno, quando poderia acontecer num pavilhão no dia 2 de Março, como foi dito. É certo que, para dar cumprimento aos estatutos, a AG deve decorrer após os 30 dias depois de verificadas a existência de todas as condições. Esta não deveria ser uma delas?

Se o grande lema por trás da realização da AG é "ouvir os sócios" - poderíamos discutir se num evento do género e sob o actual condicionalismo há condições para tal... - porque razão se marca a AG para as 10:30 da manhã? Para a MAG serão porventura coisas comezinhas mas, se até para quem mora em Lisboa o horário é despropositado, para os muitos Sportinguistas que moram longe é um completo absurdo. E não apenas porque têm, uns mais do que outros, de prescindir de horas de descanso, mas porque o evento seguramente que entrará pela hora de almoço dentro e prosseguirá durante a tarde. A AG é do Sporting Clube de Portugal ou apenas o de Lisboa?

Mas não é tudo. Nas explicações referentes à escolha do local, Daniel Sampaio deu conta que a MAG procurava desde Outubro um local para a realização de uma AG. Interpelado por um sócio que o confrontou com o facto de o requerimento ter sido apenas entregue em Janeiro, indagando a razão da procura em Outubro, Daniel Sampaio desmentiu-se de uma forma plácida mas indecorosa. Quem da mesa veio em seu auxilio acabou por o desmentir novamente, deixando entender a existência desses contactos prévios.

A pressa e a falta de transparência deste processo dão razões para aos que pensam estarmos na presença senão de um "putsch", para colocar algum delfim no poder, pelo menos a um ajuste contas pessoal ou relacionado ao pedaço de mais recente da nossa história, iniciado nas eleições de 26 de Março de 2011. É que os rumores de conspirações não estão exclusivamente indexados ao CD, conhecem-se várias movimentações de elementos da MAG, quer nos "apelos à luta" quer para os momentos "post AG".

Dos argumentos/acusações mais estúpidos que tenho sido sujeito é a de que as minhas posições indiciam conformismo ou até satisfação face situação do clube. E isso é quase tão estúpido como fazer crer que essa situação se resolverá melhor fazendo cair a direcção, deixando o clube entregue a uma comissão de gestão. Sabendo que o Sporting precisa mensalmente de 4 milhões de euros para satisfazer os seus compromissos mais prementes e da fragilidade que representa uma figura gestionária tão precária, fazer juizos destes é muito mais do que temerário, roça a inconsciência.

Disto nos têm alertado várias personalidades que, pelo que fazem na vida, deveriam ser consideradas idóneas e insuspeitas. Ou também são avençados de GL?

António Pires de Lima dizia há dias:

A única coisa que digo é que do ponto de vista do interesse da instituição e como associado defendo que uma avaliação desta direcção só devia ser feita em AG no fim da época. E se for feita, como parece ser um facto assumido pelo presidente da mesa da AG, já em fevereiro, vamos ser forçados, mesmo aqueles que não se revêem totalmente na direcção do eng. Godinho Lopes, a apoiá-lo, pois o Sporting não pode ficar ingovernável, o Sporting não pode ter como única alternativa um vazio completo que ainda por cima pode atirar o clube para um aventureirismo que pode ser mortal."

Trataram logo de ir buscar uma fotografia dele ao lado de Pinto da Costa, com uma camisola à Porto, numa acção de campanha da empresa, da qual é CEO, considerada um modelo na sua área. Isto, claro, para não ter que discutir o essencial das suas afirmações.

Pedro Guerreiro, director do jornal de negócios:

É uma guerra. Uma guerra de guerrilha. A sublevação da assembleia geral do Sporting, um movimento liderado por Daniel Sampaio, contra a direcção do clube, de Godinho Lopes, é um golpe institucional. Possivelmente, a lei impedirá o "movimento" da assembleia geral. Mas também não impedirá o movimento de desagregação do clube.


 Já aqui escrevi: o problema do Sporting não foi causado por Godinho Lopes, que herdou uma situação financeira e desportiva descontrolada. Mas o presidente foi incapaz de resolver o problema, revelando ademais falta de capacidade de liderança. Dito isto, é difícil de compreender que se queira defenestrar Godinho Lopes do Sporting violando a letra e provavelmente o espírito dos estatutos do clube, começando pela falta de equidistância que supostamente a assembleia geral tem de representar. Contra a falta de golpe de asa de Godinho, uma golpada da assembleia geral?


Tudo isto acontece numa altura aparece um plano B no Sporting. No relvado, a equipa parece ter começado a ganhar tino.Nas finanças, há um projecto que inclui um perdão de dívida pela banca. Um perdão de 60 milhões, além de uma nova extensão de prazos e baixa do juro cobrado. Caído do céu. Mas dependente de uma injecção de 40 milhões. Isto quer dizer que o projecto de encontrar um investidor que trouxesse 100 milhões de euros fracassou. O mesmo valor será conseguido de outra forma, se o for: 60 milhões perdoados, 40 milhões investidos. Alguém investe?


Veremos. O rumo do Sporting continua sinuoso. Godinho Lopes tem rédea solta e vida curta, que só poderá estender se, além de ter encontrado Jesualdo, encontrar um russo ou um árabe que passe cheques. Sem dinheiro, o Sporting está e continuará em maus lençóis. E passará da assembleia geral para a assembleia de credores.

O Sporting está neste momento sob uma tempestade perfeita em que, como tantas vezes sucede, vários dos seus intervenientes têm falhado os seus timings. De um lado, a actuação de GL na condução desportiva tem dado um novo significado à lei de Murphy, tendo em simultâneo negligenciado a necessidade de esclarecer a sua base de apoio, convocando eleições. Do outro lado uma MAG que de há muito tem procurado, mais do que soluções, capitalizar o descontentamento geral.

Uns alinham-se de um lado ou de outro e outros, creio que muitos,  olham atónitos e ficam preocupados, e com sérias razões para assim estar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Que Rumo dará ao Sporting uma A.G.?

Guerra aberta entre CD e MAG
A decisão de dar provimento à realização da AG solicitada pelo movimento Dar Rumo ao Sporting é apenas mais uma batalha na guerra entre a MAG e o CD e, por isso, dificilmente constituirá uma surpresa. Mas significa também uma escalada e a passagem de uma fase de guerrilha para uma guerra aberta e declarada. 

A uma direcção claramente descredibilizada e a viver o seu momento mais baixo junto dos sócios e até da opinião pública, junta-se uma MAG claramente comprometida com um dos muitos lados. (Só alguém muito ingénuo pode pensar que as declarações de um dos promotores da AG e a marcação de uma conferência de imprensa de Bruno de Carvalho antes de ser tornado público que ia ser dado provimento ao requerimento, foi fruto do acaso e não correspondeu ao seu conhecimento prévio). Ambos os factos e o desenvolvimento da própria guerra estão a magoar profundamente a imagem do Sporting.

Dar Rumo ao Sporting
Desde o seu lançamento que manifestei a minha oposição à oportunidade da realização da AG por razões que aqui fui explicitando e que não me parece tenham deixado de existir. A situação da equipa de futebol no campeonato está longe de estar consolidada num patamar mais seguro, como o último jogo deixou bem claro. A abertura do período de transferências vem encontrar uma direcção, já de si considerada inábil a negociar, ameaçada de destituição perante o mercado. E já nem me refiro à tão falada renegociação do passivo bancário em curso, porque esta nunca foi assumida oficialmente, embora, a realizar-se nos termos até agora conhecidos, poderia fazer o Sporting respirar muito melhor ao final de cada mês. Por si só os dois factos previamente aduzidos constituiriam motivos que deveriam merecer ponderação relativamente à oportunidade da realização da iniciativa.

Mas do meu ponto de vista há algo ainda de mais grave.


Que solução nos oferece este movimento para que um sócio, de forma responsável, vote a destituição da direcção? 

Como serão os meses que se seguirão e quanto tempo levará até o Sporting ter novamente uma direcção mandatada pelos sócios? 

Há quem esteja disposto a integrar uma comissão administrativa ou órgão equiparado?

Faz sentido apear uma direcção que "já não se considera legitimada" - por força das muitas peripécias e por ter perdido alguns dos elementos tidos como fulcrais na sua eleição - para sermos geridos por uma comissão que não é eleita?

E, não menos importante, é não levar em linha de conta o potencial disruptivo de uma refrega como esta, num seio de um clube já estilhaçado e cujos sinais são cada vez mais óbvios em cada argumento ou discussão. 

Estas questões parecem-me óbvias e necessárias à ponderação individual na horas que antecederem a tomada de uma decisão.



Nós ou o caos
Não deixa de ser caricato que muitos dos que muitas vezes invoquem o argumento da "exigência" e agora pugnem por este autêntico tiro no escuro. As perguntas acima fazem todo o sentido e espelham o meu receio pelas consequências de um acto de que cujas consequências não foram devidamente avaliadas. Colocá-las não é a "teoria do nós ou caos", não significa "cegueira" ou "conformismo" pela situação em que o Sporting se encontra. Significa a preocupação de ver o clube atirado para uma situação ainda bem pior. Há quem diga que pior não pode ser, o que é desmentido até pela história do próprio clube.

Cumprimento dos estatutos
Parece estar agora aberta uma disputa legal pela realização da AG. Os argumentos invocados de falta de respeito pelos estatutos e de manobras dilatórias são, em si mesmos contraditórios. Não duvidando que aquelas possam existir, é bom lembrar que os estatutos não têm que se cumprir apenas porque um número de sócios requer uma AG. Os mesmos estatutos têm normas que estabelecem as regras para o fazer e a sua não observação constitui também um desrespeito passível de contestação. De facto o Sporting é dos sócios mas é de todos e todos merecem ser tratados por igual. 

P.S.- Não faltará quem, lendo o que aqui escrevo, me cole todo o tipo de etiquetas com insultos incluídos. Se estivesse preocupado com isso já há muito teria deixado de o fazer. Não votei na direcção actual e, por razões exporei em tempo oportuno, se sentir necessidade de o fazer, não votarei em GL, caso ele se recandidate. 

Preocupa-me essencialmente, mais do que lamentos e queixas, contribuir para uma discussão da qual o Sporting retire algum proveito ou, na sua impossibilidade, esta seja inócua. Não me parece que, sob o pretexto de "ouvir os Sportinguistas" se esteja a empurrar o Sporting para uma situação pelo menos dúbia e, quanto a mim, bem pior do que a que se encontra actualmente.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quem com ferros mata...

Soube-se ontem (pelo menos foi quando tomei conta da noticia) que foram expostos os contactos pessoais dos funcionários do Sporting encarregues da verificação da conformidade das assinaturas que subscreveram o requerimento a solicitar a AG. 

Antes de mais convém lembrar que os  referidos funcionários, por inerência de funções, não lhes é dado a escolher as tarefas a realizar e, entre eles, até podem estar elementos que concordam com o proposto no requerimento, o que ainda torna mais inclassificável uma acção deste tipo. Veremos se este comportamento ignóbil também vai gerar uma procissão de indignados...

Não duvido que este é um exemplo extremo e creio que isolado. Mas serve como amostra de uma realidade crescente e que se torna omnipresente em quase todas a discussões. E nelas há quase sempre um pretensiosismo totalitário e insultuoso, que começa por considerar que "quem não pense como eu" não só "está errado", como "está satisfeito", "tem uma agenda escondida" ou é "peão de brega" de alguém. Ou pior, emite opinião no seu próprio interesse, "à procura de tacho" ou com o objectivo de manter o que já tem.

Isto merece-me 3 comentários:

1- Sobre a "agenda", "o tacho", etc, veremos o que o futuro próximo nos reserva. Veremos como muitos dos que hoje fazem estas acusações não se apresentarão eles próprios a um qualquer cargo numa futura lista concorrente a eleições. Estarão eles próprios à procura de tacho? Ou acham que podem ficar abrigados dos pingos da chuva caluniadora que reservam aos outros?

2- A forma como reagimos às contrariedades e às crises em geral é em si mesma reveladora da nossa própria natureza e por isso mesmo tem uma vantagem clarificadora. E se isto é válido a nível individual é-o também ao nível colectivo. Nesse sentido, o que têm sido os últimos meses - ou anos?.. - da vida do Sporting, é pouco reconfortante para quem gostaria de ver um Sporting saudável e pujante.

3 -Este discurso é profundamente divisionista e, por isso mesmo, é em si mesmo responsável por um afunilar de opções. É que se a mim, muitas vezes aqui visado, isso me faz pouca impressão, duvido que haja alguém que tenha uma vida profissional e pessoal pelo menos satisfatória e que, face a isto, se disponha a perder tudo isso por não se sabe muito bem o quê, mas que não é nada de bom. Isso é o que deve estar pensar que neste momento quem equacione ser dirigente no Sporting.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quem representam Daniel Sampaio e Eduardo Barroso?

Daniel Sampaio, vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral, saltou agora para o centro das noticias sobre o Sporting, embora antes já fosse evidente um protagonismo a que não estávamos habituados de alguém que tivesse exercido funções iguais. 

O protagonismo não é um problema, desde que ele corresponda ao exercício das funções conforme estas estão previstas nos estatutos. Mas que tem a seu cargo representação de todo o universo leonino e não apenas parte dele está obrigado à equidistância e a isso ajudaria muito ser discreto nos actos e nas palavras. 

Ora andar a pedir a demissão do CD, ainda por cima invocando motivos circunstanciais (“está em risco de descer de divisão") insere-se em que artigo das suas competências? Ou Daniel Sampaio também faz declarações à EB, uma frase como adepto, outra como cronista da Bola, outra como paineleiro, outra como PMAG e quem o lê e ouve que descodifique?

Daniel Sampaio, agora também defendido por Eduardo Barroso, diz que está a ser alvo de um ataque e nega as acusações de que foi alvo. E que acusações são essas?

Primeiro foi a acusação da Juve Leo, que denunciava o aliciamento feito pelo referido vice-presidente da MAG, a troco de bom comportamento na AG que se avizinha. O facto da claque dar conta do seu inequívoco apoio à direcção e por se tratar de uma claque retira credibilidade à afirmação. Mas a conversa, que não foi negada, mas sim o referido aliciamento,  não foi apenas testemunhada pelo Nuno Vieira e pelo próprio Daniel Sampaio, e pode não ser apenas a palavra de um contra o outro...

Ontem foi a acusação do Conselho Directivo, dando conta que "Daniel Sampaio convidou várias pessoas para integrarem uma comissão administrativa para entrar em funções a seguir à Assembleia-Geral que visa demitir o Conselho Directivo, à revelia do presidente da Mesa, Eduardo Barroso". E ao que parece Daniel Sampaio foi ainda mais longe ao convidar elementos do CD a apresentarem a sua demissão, procurando que aquele caisse por falta de quórum. 

Daniel Sampaio tem já desmentiu. Mas tem dois problemas:

Primeiro tem um amigo desbocado. Em declarações ao DN, EB na mesma frase deixa um desmentido "Essa notícia é inacreditável." e a afirmação implícita de que algo está já em curso "É preciso sabermos quem poderá estar disponível para essa comissão de gestão, que até pode governar o Sporting por seis meses antes de se provocar eleições, temos de ver os cenários todos". 

Como nota adicional e, se preciso fosse, para aferir a razoabilidade EB, atente-se na preciosidade desta afirmação, ainda nas mesmas declarações:  "Quero tranquilizar os adeptos do Sporting, porque os problemas estão a atingir um ponto em que começo a ter medo, isto está a atingir as raias do inqualificável."

Mas o principal problema de Daniel Sampaio, e do seu desbocado amigo, é que estão a agir para lá do que lhes é pedido para o exercício dos cargos que ocupam. No cumprimento do que está nos estatutos a principal preocupação de ambos devia estar na reunião de condições para dar cumprimento ao requerimento que lhes foi apresentado para a realização de uma AG, o que já não pouco para fazer. 

Neste sentido porque razão a MAG tem de ouvir "sportinguistas anónimos e notáveis, entre eles as claques" voltando a arremessar de forma parcialmente indecorosa que "poucos ou quase nenhuns eram favoráveis à permanência da actual direcção."?

Esta é a forma que encontram para estar à altura de representar todos os associados leoninos, até os que não partilham das suas ideias e dos seus métodos?

Mas a pergunta mais importante, muito mais importante que estas tricas, é saber se no caso de concretização da queda da actual direcção quem é que dormirá tranquilo sabendo que o Sporting pode ficar entregue seis meses a estes senhores ou a uma comissão administrativa?

 Há quem pense que o Sporting não pode ficar pior do que está. Pois talvez fosse clarificador, apesar de doloroso, constatar que não é bem assim.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Finalmente uma boa noticia e uma boa pergunta

Ninguém duvida que a actual crise em que o Sporting mergulhou a pique tem a sua origem nos resultados da equipa de futebol. E esses resultados são tudo menos casuais, resultam da forma como foi preparada a época e dos erros então cometidos. 

A situação actual é produto não apenas dos erros, que só não comete quem nada faz, na preparação da época, foram hesitações e más decisões acumuladas, mas, acima de tudo, falta de conhecimento e preparação técnica para criar soluções para os problemas. Em síntese, de Sá Pinto a Vercauteren, passando por Oceano e por todas as equipas técnicas que lideraram nunca foram dadas respostas adequadas aos problemas e o afundamento da equipa era inevitável.

A chegada de Jesualdo Ferreira, acompanhado dos seus adjuntos, tenderá a impor alguma normalidade, apesar da dificuldade da tarefa ser mais ou menos equivalente a mudar um pneu em andamento. É que não haverá muito tempo para fazer o que é necessário fazer, que é praticamente tudo o que tem a ver com a construção de uma equipa de futebol e, eventualmente, até reorganização de todo o departamento de futebol. Na sua apresentação, Jesualdo deu uma demonstração de segurança e assertividade que nos poderão ser úteis a breve trecho.

Mas, como todos sabemos, o sucesso de Jesualdo não depende em exclusivo de si, dos seus adjuntos e dos jogadores à sua disposição, depende de toda uma evolvente que vai da estrutura que lhe deve dar suporte até aos adeptos. Olhar para a tabela classificativa e constatar o quão delicada é a situação em que nos encontramos deveria corresponder a uma reflexão responsável do que têm que ser, deveriam ser, as prioridades.

Infelizmente a disposição geral mais notória e, ao que tudo indica, maioritária é a de que o trabalho de Jesualdo, ou qualquer outro treinador no seu lugar, pode ser levado a cabo sem se deixar permeabilizar pelo ambiente que o circunda. Eu tenho sérias dúvidas que isso assim ocorra.

É verdade que não é a primeira vez que o Sporting terá que disputar eleições em simultâneo com a realização do campeonato. Mas é a primeira vez que, ao que tudo indica, partirá para uma AG para destituir os órgãos sociais e, em simultâneo, se envolverá numa disputa eleitoral enquanto luta para fugir para lugares mais cómodos, sem a linha de água a molhar os pés.

Serão os meus receios infundados ou falta a muito boa gente a percepção correcta dos perigos que o momento encerra?

E porque é um documento que vale a pena ouvir com atenção aqui fica o que foi dito por JF na sua apresentação:

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Obrigado Vercauteren, obrigado Jesualdo.

No post anterior elogiava a postura de Franky Vercauteren desde que assumiu a tão difícil incumbência de treinar o Sporting, quer como homem quer como profissional. Cedo se percebeu que o treinador belga não estava a conseguir ser uma mais-valia na intricada situação em que o nosso futebol mergulhou. Agora que a breve ligação terminou resta-me agradecer o esforço despendido. Os caminhos de Vercauteren e do Sporting cruzaram-se em altura pouco oportuna. 

Obrigado também a Jesualdo por se dispor a por a cabeça no cepo. Boa sorte e sobretudo muita competência, que é que nos tem faltado.

Sobre o actual momento do Sporting

Quando uma imagem vale por mil palavras
Já desde Novembro que aqui vinha dizendo que o Sporting era das piores equipas da 1ª Liga e que a classificação devolvia o seu justo valor. E mais ou menos em simultâneo fui deixando antever que, se nada fosse alterado, acabaríamos por nos ver imersos na luta pela manutenção. Não foi preciso muito tempo para que o então parecia uma heresia ser hoje uma dolorosa realidade para todos nós. A minha única surpresa é que, face ao que vinha acontecendo, este facto constitua surpresa para quem quer seja, custando-me a entender as reacções de incredulidade dos adeptos após cada desaire. Qual é afinal a surpresa quando, jogo após jogo, não se nota a mais ligeira alteração qualitativa no nosso jogo?

Godinho Lopes "morreu"
GL, atendendo às convulsões do seu mandato, especialmente no futebol, decretou a si mesmo a impossibilidade de errar quando deu conta pública de que passaria a ter a seu cargo directo o futebol. A perda de tempo e pontos que significou a indecisão do "anda comigo ver o que dá o Oceano", a má decisão na escolha de Vercauteren - indiscutivelmente um bom homem e um grande profissional, mas não o que precisávamos - foram cavadelas fundas na sepultura. Assistir inerte à derrocada de todos os objectivos da época no espaço de 2 meses, já sob a tutela de Vercauteren, foi construir o seu próprio caixão. Neste momento, e face ao que se parece adivinhar, pouco mais pode fazer do que escolher demitir-se ou ser demitido. E, como mais adiante tentarei demonstrar, isso pode fazer toda a diferença.

Dar um porco por um chouriço e outras considerações sobre a estratégia desportiva
O recente negócio Izmailov é um sintoma grave de falta de tacto e alheamento do que é o sentir dos adeptos, mesmo até dos mais moderados. Não só porque o negócio é com quem é - e isso é muito importante para muitos de nós, os que temos memória - mas porque o negócio é mau. 

A menos que Izmailov esteja de facto acabado para o futebol - como passaria nos testes médicos? - estamos reforçar um adversário de quem estamos cada vez mais longe, acentuando ainda mais o fosso que nos separa. Se jogar no imediato fica desfeito mistério da origem de tantas lesões...

Contratar Miguel Lopes para onde temos Esgaio, Cedric, Arias e Pereirinha insere-se em que item da recente - mais uma - inversão de estratégia, com a aposta na formação?

Oferecer mais ou menos a mesma remuneração a um jogador nitidamente menos qualificado onde se insere na propalada necessidade de reduzir custos? Ainda neste âmbito não somos nós que arriscamos perder mais ao ficar com os 50% remanescentes do passe de Izamilov do que o FCP ao ficar com igual percentagem do passe de Miguel Lopes?

Adiar é não resolver, é agravar os problemas
Sendo já muito limitada a sua margem de manobra, GL meteu-se num beco sem saída e o que está em causa neste momento não é sequer a sua sobrevivência mas a da equipa principal de futebol. Talvez a partir da última jornada a realidade tome conta das consciências, percebendo que a cada jogo já não conta a história mas apenas o presente. E, nesse sentido, quanto mais se adiar a substituição de Vercauteren pior. E, uma vez que não creio que Jesualdo seja milagreiro, tendo em conta o muito que é preciso fazer para que a equipa jogue como tal, prevejo um resto de campeonato penoso, com algumas melhorias e  muitas recaídas.

A inutilidade da AG
Ao contrário do que muitos entendem como a panaceia de todos os males, a AG que ontem foi pedida pelo Dar Rumo ao Sporting é para mim uma inutilidade. O seu resultado é mais do que sabido, e a sua realização constituirá um desperdício de tempo e energia e, muito provavelmente, um exercício de auto-flagelação. Mas também uma terrível falta de sensatez porque vai introduzir ainda mais instabilidade em torno da equipa, num momento já de si particularmente difícil. Não ter este dado em conta pode ser fatal.

Ouvir os Sportinguistas
O cenário de eleições é inevitável e GL devia compreender que ele acabará por se realizar mais tarde ou mais cedo. Porque me interessa mais oferecer soluções do que ajustar contas - sem prescindir nunca que quem dirige tem que  as prestar - não duvido que a convocação de eleições para finais de Maio, inicio de Junho permitiria uma melhor planificação das listas a apresentar. Seria também uma forma mais abrangente, e por isso mais democrática, de ouvir os todos os Sportinguistas, que não apenas o número sempre reduzido de uma AG.

Devo contudo dizer, e terminando o já extenso post, que desconfio do que o futuro nos trará. São particularmente preocupantes as declarações dos Sportinguistas que se pronunciam sobre o actual momento, em particular dos que se podem encarar como possíveis candidatos, e não apenas ao cargo de presidente, pela sua incipiência e desconhecimento do principal problema do Sporting: a gestão desportiva.  

É também pouco reconfortante olhar para o que sempre têm sido as escolhas dos Sportinguistas nos últimos actos eleitorais e perceber o que querem afinal os Sportinguistas. A proposta que mais se aproxima do que hoje todos parecem defender - contenção nos custos, não gastar mais do que se tem, aposta na prata da casa - pouco passou dos 2% dos votos...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ainda há algum bom senso no Sporting

Notas breves sobre a actualidade do Sporting, com o mote dado pelas declarações sensatas (e únicas dentro deste tom, até agora) de Abrantes Mendes. Se ainda há algum bom senso no Sporting ele parece estar consubstanciado nas suas declarações:
"Neste momento o ambiente é de explosividade latente para que haja uma AG serena e pacífica como se quer."
 
"Deverá ser Godinho Lopes a resolver a situação e ser ele a convocar eleições."

Com a mesa da AG a dar claros sinais de que deixou de representar todos mas apenas uma parte dos sócios, cabe a Godinho Lopes perceber que eleições a curto prazo, antecedidas por um por um debate cada vez menos civilizado sobre se deve haver ou não AG, a que se seguiria uma campanha eleitoral de cariz idêntico, em nada beneficiam o Sporting. Pior, serão um elemento adicional de instabilidade no seio de uma equipa que está muito mais perto da linha de água do que dos lugares do pódio. 

É curioso assistir ao bramir dos Sportinguistas após cada derrota, vendo-se de seguida pugnar por soluções que em nada alteram o essencial do problema e que podem muito bem concorrer para o agravar. O clube em geral pouco tem a ganhar com mais uma disputa eleitoral preparada à pressa. A menos que a intenção de quem tem que decidir não seja a de que apareçam soluções, mas apenas "a solução"...

Assim, e tornando-se o cenário de eleições incontornável, Godinho Lopes deveria considerar a apresentação da sua demissão e procurando que as eleições, concorrendo ou não, fossem marcadas para o final da época futebolística. Dessa forma permitia 

i) algum desanuviamento em torno da equipa e do clube em geral.

ii) a formação de listas com tempo, procurando-se pessoas para os cargos e não apenas encher as listas.

iii) a preparação atempada da próxima época. Todas as listas concorrentes ficavam com espaço temporal para escolher equipas técnicas e jogadores.

iv) evitava o desgaste desnecessário aos novos corpos sociais que, de outra forma, terão que aguentar com os restos de uma época desastrosa.

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Jurei a mim mesmo não comentar as declarações de Eduardo Barroso ao jornal "ABola".  Mas aproveito para lembrar o que disse aqui sobre escolha para o cargo que agora ocupa:

Eduardo Barroso é um insigne cirurgião nacional, responsável por um trabalho notável e por todos elogiado, e que certamente nos orgulha por ser também Sportinguista. Mas é notório que no exercício das suas funções profissionais não usará da mesma irracionalidade que também o notabiliza no programa semanal na TVI. Tê-lo à frente de uma assembleia geral, onde as discussões acaloradas e a exaltação de ânimos são comuns, parece-me tão avisado como por um pirómano à frente de uma bomba de gasolina. E com isto nem sequer discuto se o cargo não recomendaria um jurista em vez de um clínico.

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