Como é crua a realidade
Há quem advogue que o Sporting deve começar de imediato a preparar a nova época, e que para tal deveria refazer o seu plantel de alto a baixo, prescindindo de um grande número de jogadores, para então, com os proveitos dessas alienações, reforçar a equipa.
Acontece que parece escapar a quem defende tal posição que o mercado apenas está interessado nos nossos melhores jogadores. Não é de estranhar por isso o interesse em Moutinho, Izmailov e Veloso ou outros que se seguirão. Mas o mercado actua como um predador implacável, sabendo explorar as debilidades da presa. Com uma época miserável, com anos consecutivos em que os nossos melhores elementos parecem ter estagnado ou eclipsado, as ofertas são feitas por baixo, pelo limiar em que dizer não ou sim merece aturada reflexão. O caso de Izmailov é apenas o prenúncio de que ofertas irrecusáveis dificilmente chegarão.
A crua realidade estará aí então para nos lembrar que o nosso maior problema está naqueles, não tão poucos como isso, que não têm mercado, ou terão que ser alienados sem proveitos, continuando muitos deles a pesar na nossa depenada tesouraria. Esses sim serão os nossos verdadeiros activos tóxicos. Da mesma forma que um produtor de queijo da serra não verá os seus problemas de produção vendendo as melhores ovelhas ficando com as doentes, é do senso comum que o Sporting não ficará mais forte se alienar os seus melhores activos. Mesmo que tivesse muita sorte e saber na hora de ir ao mercado para os substituir.
E quando se sabe que, com tudo o que há para fazer, que o departamento de futebol do Sporting começa e acaba em Carvalhal – Freitas Lobo afirmou-o, e conhecendo pessoalmente CC, devia saber do que falava... – e o próprio treinador está em fim de linha, não será de estranhar que a próxima época possa já estar a começar ser perdida.
Acontece que parece escapar a quem defende tal posição que o mercado apenas está interessado nos nossos melhores jogadores. Não é de estranhar por isso o interesse em Moutinho, Izmailov e Veloso ou outros que se seguirão. Mas o mercado actua como um predador implacável, sabendo explorar as debilidades da presa. Com uma época miserável, com anos consecutivos em que os nossos melhores elementos parecem ter estagnado ou eclipsado, as ofertas são feitas por baixo, pelo limiar em que dizer não ou sim merece aturada reflexão. O caso de Izmailov é apenas o prenúncio de que ofertas irrecusáveis dificilmente chegarão.
A crua realidade estará aí então para nos lembrar que o nosso maior problema está naqueles, não tão poucos como isso, que não têm mercado, ou terão que ser alienados sem proveitos, continuando muitos deles a pesar na nossa depenada tesouraria. Esses sim serão os nossos verdadeiros activos tóxicos. Da mesma forma que um produtor de queijo da serra não verá os seus problemas de produção vendendo as melhores ovelhas ficando com as doentes, é do senso comum que o Sporting não ficará mais forte se alienar os seus melhores activos. Mesmo que tivesse muita sorte e saber na hora de ir ao mercado para os substituir.
E quando se sabe que, com tudo o que há para fazer, que o departamento de futebol do Sporting começa e acaba em Carvalhal – Freitas Lobo afirmou-o, e conhecendo pessoalmente CC, devia saber do que falava... – e o próprio treinador está em fim de linha, não será de estranhar que a próxima época possa já estar a começar ser perdida.