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terça-feira, 15 de março de 2011

O debate de ontem por quem lá esteve

Só quem mede a grandeza do Sporting pelos resultados da sua equipa de futebol ou pelas confrangedoras direcções que sucessivamente vêm tolhendo a força de um clube centenário se pode espantar com o que sucedeu ontem na apresentação das candidaturas na 2ª cidade do País. Além de uma sala cheia de sócios de todas as faixas etárias estavam presentes núcleos dos mais variados pontos do Pais tais como Paço D'Arcos, Estarreja, Vila das Aves, Vila da Feira, Parambos e Lousada e até um jovem sócio que se deslocou propositadamente de Londres para o evento. Não é por falta de adeptos com  representação transversal a toda a sociedade portuguesa, nem de fervor clubistico que o Sporting deixará, no imediato, de ser grande, mesmo considerando a erosão a quem tem sido sujeito. O que tem faltado a essa enorme e dedicada massa adepta é liderança e é isso que agora está em discussão e assume importância vital para o futuro do Sporting, que,  não se pode enganar, mais uma vez, na escolha.

Ao contrário do sucedido no debate na SIC desta vez houve mesmo debate e, do ponto de vista pessoal, foi altamente proveitoso. Ao contrário do que parece ser a inclinação da grande maioria dos meus consócios não vejo justificação para a bipolarização das atenções e das intenções de voto em apenas 2 das candidaturas em presença, isto é, entre BdC e GL. Todas as candidaturas suscitam dúvidas mais que justificadas e parece-me redutora esta discussão que se instalou, em que o bem o mal se reduz ás duas propostas aludidas. E nem Pedro Baltazar, nem Abrantes Mendes, nem Dias Ferreira, pelo que propõem e como perspectiva de liderança, são inferiores aos outros dois. Por isso ficou claro ontem no meu intimo  que o melhor para o Sporting nem é a continuidade personificada por GL nem a inconsistência de BdC, e que qualquer um dos outros pode fazer pelo Sporting o mesmo ou até melhor. Falarei disso no próximo post.

O debate de ontem vem sobejamente relatado de forma genérica nos diversos jornais pelo que deixo aqui a minha impressão pessoal do evento, que é afinal aquilo que justifica a existência do blogue. Se tiver que declarar um grande vencedor teria que indicar o Sporting Clube de Portugal pela vitalidade demonstrada e pela correcção generalizada como tudo aconteceu, apesar do clima emocional natural neste tipo de debates  No mesmo lugar do pódio colocaria a organização do evento, quer pela organização em si, a roçar a perfeição, mas sobretudo pelo seu resultado e pelo serviço prestado ao clube e aos associados desta zona do País.

De seguida farei a apreciação à prestação das candidaturas, e alguns episódios que me pareceram marcantes, que é importante que se perceba não é uma declaração de intenção de voto e muito menos um conselho.

A participação de José Pedro Rodrigues, em representação de Abrantes Mendes, ausente por doença, foi de longe aquela que me pareceu mais inteligente, mais assertiva, mais perspicaz e objectiva, demonstrando que é possível argumentar sem recorrer à demagogia e que se pode contestar de forma vigorosa nos argumentos sem o ser nos decibéis. Foi aquele que melhor justificou a razão pela qual estamos neste momento em eleições, tendo em conta o falhanço rotundo do Projecto Roquete, que há muito previa mas cujo estrondo estava longe de imaginar.  Protestou contra os excessos da campanha, seja na linguagem seja nos meios empregues. Pronunciou-se contra o fatalismo instalado, considerando que o Sporting é viável com união de todos os sportinguistas, sendo o que melhor caracterizou o que sucedeu nos últimos anos ao futebol do Sporting, falando desde as aquisições dispendiosas sem sentido, às disparidades irracional de salários no plantel: "Mas isto foi feito por alguém que percebe de futebol ou por uma criança de 10 anos?"

Dias Ferreira voltou a marcar pontos e é um candidato que me parece estar a gerir muito bem o excesso de bi-polarização e de ataques entre GL e BdC. Sem dúvida o mais popular, seguido de Inácio, e o único que teve palmas ao dirigir-se ao palanque para apresentar a candidatura. Aí teve um discurso à DF, forte, emotivo, revelando ser aquele que melhor conhece o clube e as suas mais variadas idiossincrasias, aqui e acolá com as suas habituais indirectas cujos destinatários não se percebiam muito bem. Longe de ser o meu estilo preferido, DF é um nome a ter em conta, o seu calcanhar de aquiles é Futre, o destinatário da maior vaia da noite.

Pedro Baltazar não é um comunicador, o nervosismo que dele se apodera na hora de passar a mensagem atraiçoa-o. Mas apesar de tudo  as suas propostas são claras e merecem discussão. Ao contrário da acusação feita por BdC no domingo, Baltazar foi quem mais contestou GL, nunca deixando de se dirigir a ele como "a continuidade".

Godinho Lopes fez um discurso bem estruturado, nitidamente bem assessorado, tentando desmontar as acusações de que foi alvo de todos os lados, como era fácil de esperar, quer uma coisa quer outra. Esforçou-se por se descolar da imagem de sucessor do projecto roquete, colando-se aos êxitos e esquecendo-se dos fracassos, como é óbvio. Dentro das possibilidades, defendeu-se vigorosamente.

A Inácio coube a defesa do projecto de Bruno de Carvalho e fê-lo repetindo mais ou menos os mesmos argumentos aqui relatados no domingo passado. Nitidamente o menos preparado para um debate que impunha conhecimentos que não tem quer sobre a própria lista que representa  quer sobre os temas em debate, mas era, a seguir a DF o mais popular da sala. Não deixo de repetir que não gosto do que propõe para o futebol, em particular da Academia, com a velha e estafada dicotomia entre professores e velhas glórias quando a discussão deve estar centrada na competência. Inácio esquece-se que um "dito professor" é apenas o melhor treinador do mundo e a mim ninguém me convence que a preparação e a competência adquirida pelo estudo é um embaraço. Há bons e maus treinadores de um lado e de outro e é sintomático que da geração de Inácio, com alguns dos melhores jogadores portugueses que vi jogar, não haja hoje quase nenhum nome digno de referência.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O fundo russo de Bruno de Carvalho

Cumpriu-se mais um episódio nestas eleições com a apresentação dos investidores que Bruno de Carvalho havia prometido. Surpreendentemente, ou talvez não, um dos 3 presentes era precisamente Leonid Tiagatchov que no sábado havia desmentido com veemência a sua participação nesta operação. José Milhazes, correspondente da Antena1, à pergunta se estes parceiros de BdC podem ser considerados credíveis respondeu: são pessoas muito influentes. Os investidores são Leonid Tigashov (ex-presidente do Comité Olímpico russo), Alexandre Nazarov (último governador da província russa CHUKOKTA, cargo que também foi ocupado por Abramovich) e Yuri Pachechnik (dono de uma empresa do ramo da construção civil e com ligações à portuguesa BRISA). Aguardemos então pelas cenas dos capítulos.

Duas desistências num só dia

O dia de ontem ficou marcado pela desistência quase simultânea de duas candidaturas à presidência do Sporting. Zeferino Boal desistiu e juntou-se a Abrantes Mendes e Abrantes Mendes desistiu de ser presidente ao declarar ao Record e à Antena! que "o Sporting é um clube de totós". Compreendo perfeitamente o que Abrantes Mendes quer dizer mas este discurso na boca de um candidato não mobiliza e é  até embaraçoso. 

Mas concordo com ele quando diz que o problema do Sporting tem sido uma  " questão de gestão credível, de bom senso e pragmatismo", que esta campanha eleitoral tem sido marcada por uma "linguagem de prometer mundos e fundos" que além de irrealista não é a ruptura tão necessária, mas que todos reclamam.

Entretanto as atenções do Sporting concentram-se hoje na Rússia (!) onde Bruno de Carvalho foi propositadamente para apresentar o seu fundo.

domingo, 13 de março de 2011

Bruno de Carvalho, ontem no Solar do Norte

Ontem foi um dia especial por grande parte do tempo disponível ter sido preenchido pelo Sporting. Ao final da tarde ida para o estádio dos Arcos, onde debaixo de chuva e entre confraternização com alguns amigos que não via há algum tempo e a oportunidade de conhecer alguns Sportinguistas de carne e osso, cujo conhecimento era apenas virtual, assistimos a um dilúvio de mau futebol. Que só não foi traduzido em dilúvio de golos na nossa baliza por falta de pontaria dos avançados de Vila do Conde e que nos impediu de "comemorarmos"  os 7 anos de uma das derrotas mais embaraçosas dos últimos anos, por 4-0. Após o jogo deslocamo-nos ao Solar do Norte, onde decorreria a apresentação da candidatura da A.A.S. ao Conselho Leonino, da candidatura Ser Sporting ao Conselho Fiscal e Disciplinar assim como da candidatura de Bruno de Carvalho à generalidade dos órgãos sociais. Assim se explica a razão pela qual não pude contribuir nem acompanhar o debate aqui ocorrido no post "A excelência da prospecção de GLopes hoje ao Expresso", agradecendo a contribuição dos que o promoveram.

Há muito que acompanho a actividade da AAS e do movimento Ser Sporting, e que me identifico com generalidade das suas propostas pelo que contarão com o meu voto nas próximas eleições e cujas listas subscrevo. Tal como dizia Frederico Abreu na apresentação da sua candidatura, o Sporting teria ganho muito se existisse uma real separação de poderes entre os órgãos executivos, consultivos e fiscalizadores. Ganho seguramente em transparência e possivelmente em eficácia na utilização de recursos. Ao invés, assistimos à promiscuidade e à opacidade. Quer um quer outro órgão e sobretudo o clube têm a ganhar com a presença de listas independentes do Conselho Directivo. Ambas as candidaturas fizeram a apresentação das suas propostas, tendo Vítor Manuel Sousa feito a apresentação da candidatura da AAS, por ausência de Pedro Faleiro Silva, que na segunda-feira tem reunião Nyon com o staff de Platini, no âmbito das suas funções na F.S. E., federação de adeptos ao nível europeu. Da candidatura Ser Sporting a apresentação esteve a cargo do seu cabeça de lista Frederico Abreu.

A apresentação da candidatura de Bruno de Carvalho, feita pelo próprio, ficou marcada pela declaração prévia do candidato onde, além de refutar e repudiar de forma veemente as acusações de Godinho Lopes e Pedro Baltazar, demonstrou a sua indignação pela forma como nos últimos dias têm sido postos a circular rumores, que o próprio diz não terem fundamentos, sobre a sua vida pessoal e profissional. Quer as acusações quer o seu desmentido fazem hoje capa nos jornais. Se aceito que a questão da credibilidade de BdC esteja em cima da mesa, até porque questão foi introduzida pelo teor de algumas das suas propostas, não me parece que as acusações sem provas substanciais e antes até da apresentação e explicação do fundo que propôs façam sentido, pelo que me parece haver razões para o agastamento e a indignação por parte de BdC. De salientar que BdC não fez qualquer alusão à noticia do desmentido de Leonid Tiagatchov.

O programa da candidatura de BdC é público pelo que não vou enunciá-lo. Vou-me centrar naquela que foi a impressão pessoal deixada pelo candidato. BdC aparenta ser muito seguro de si e das ideias que tem para o Sporting. Enquanto o ouvia falar não pude evitar de ser assolado pela ideia de que o Sporting precisa de uma vassourada de alto a baixo para por fim ao desgoverno em que caiu e que BdC podia ser esse homem. Mas sei que isso não é tarefa para um homem só mas de uma equipa que, sem dúvida, precisa de um bom líder para encabeçar. Pode ser BdC? Talvez, mas, mas... O primeiro mas diz respeito à equipa que o acompanha. Uma das questões que lhe colocaria, se o tempo reservado às perguntas não tivesse permitido apenas 3 intervenções. O segundo “mas”segue no próximo parágrafo.

BdC tem-se feito acompanhar por Inácio como número 2, tendo-se ontem juntado Virgílio, naquilo que  BdC preconiza como o regresso das referências ao clube. Embora esta seja uma ideia que vende muito bem entre a massa adepta, ela incorre num erro óbvio: as velhas glórias do clube serão sempre uma referência para todos nós pelo que fizeram no passado e continuam a poder desempenhar um papel vital no reforço da identidade leonina, mas só serão úteis no futuro em lugares de decisão administrativa ou técnica se forem competentes e estiverem preparado para tal. Não sendo assim só os expomos desnecessariamente, desgastando-lhes e pondo em causa um estatuto que deveria ser perene. Nesses lugares e em favor do clube deveriam estar pessoas cuja aptidão estivesse acima de suspeita.

É esse o problema de Inácio e por consequência de BdC. Sempre manifestei as minhas dúvidas relativamente à qualificação de Inácio para a vice-presidência para o futebol. O facto de ser acima de tudo treinador desaconselhava-o. Inácio falou ontem como um treinador, imiscuindo-se em áreas que são do exclusivo domínio de um técnico, e, a menos que ele abdique de alguns dos princípios que enunciou, ou que encontre pela frente um treinador sem convicções, é fácil de prever problemas se e quando os resultados não surgirem. E para quem conhece a Academia como qualquer um de nós - Inácio vive na Maia, esteve os últimos 5/6 anos no estrangeiro e ligado à Naval e Leixões - revela ideias pré-concebidas, representantes de um futebol antigo que o próprio reconheceu serem as suas origens. Segundo o próprio os miúdos da Academia seriam muito melhor treinados por antigas glórias do que por "professores".

E o que dizer da falta de estrutura das suas propostas relativamente ao futebol: a equipa B só avança se puder disputar a Liga Orangina, o que, neste momento nem é legalmente permitido e demonstra que Inácio não percebe que a principal virtude da equipa B é continuar a formar e não tanto competir. Ou a formação de uma rede olheiros, aproveitando antigos jogadores estrangeiros que jogaram no Sporting, como Schmeichel, André Cruz e Vujacick, para o Sporting não "dar dinheiro aos empresários". Como uma coisa anularia a outra não se percebe e Inácio esqueceu-se ou não sabe que Vujacic já é olheiro do ManUtd desde o tempo de Queiroz. A ideia de impor o 4x3x3 e só aceitar um treinador que a isso se comprometa nem merece comentários.

O perigo de Inácio ser vice para área do futebol não se fica pois apenas pelo facto de as suas ideias para o futebol sénior deixarem razões para muitas dúvidas, mas também pelo que ontem parecem ser os seus preconceitos sobre a formação, o que desmente o próprio BdC, quando este afirma que a Academia produz a melhor formação do Mundo. Estando longe de concordar com este dogma, creio até que a Academia merece mais do que nunca uma profunda reflexão, mas que as mudanças não passam por trocar de "professores" por velhas glórias só pelo que estas fizeram no passado. Não fora este pequeno "pormaior" e BdC teria ganho um apoiante. Saí do Solar do Norte apreensivo com a possibilidade de Inácio ser o próximo homem forte do já se si fraco futebol do Sporting. Nitidamente o calcanhar de Aquiles de BdC.

P.S.- Uma palavra de apreço e gratidão ao Solar do Norte, em particular ao Bruno Martins e Diogo Maia, pela magnifica realização que se completa na próxima segunda-feira, com a apresentação da totalidade das candidaturas no Porto, cujo evento é promovido na barra lateral deste blogue. A escassez do tempo reservado ao período de perguntas e respostas não é da sua responsabilidade, antes do atraso da chegada de BdC ao Solar.

sábado, 12 de março de 2011

A excelência da prospecção de GLopes hoje ao Expresso

Godinho Lopes dá hoje uma entrevista ao Expresso que por falta de tempo disponibilizo sem muitos comentários. Não posso no entanto deixar passar em claro a excelência da prospecção de GL ( certamente com a prestimosa colaboração de Carlos Freitas) que consegue descobrir o talento de Adebayor. E com esse talento prospectivo descobriremos também Trezeget, Henry e Nistelrooy, enquanto os nossos adversários e rivais não conseguem fazer melhor do que encontrar Falcão, Hulk, Cardozo, etc. E seguindo a linha de pensamento do candidato na entrevista, não se percebe que referências têm os "coitados" que estão sentados no bancos dos nossos rivais. Deve ser essa uma das razões pelas quais não ganham...

(clique na imagem para ampliar)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quantos Vales e Azevedos cabem no Sporting?

À medida que o tempo para as eleições encurta vai-se assistindo ao endurecer dos discursos. Bruno de Carvalho lembrava hoje no Record a "eficiência" de Duque e Freitas e Godinho Lopes respondeu forte e feio, literalmente diga-se, atirando com um “Um Vale e Azevedo de terceira categoria”.

Seria um mau serviço prestado ao Sporting que este fosse o primeiro indicio de uma escalada de insultos desabridos, como se no fim pudesse ganhar o que fosse capaz do pior. E seria também um indicio de falta de nível para o cargo a que se propõem os candidatos, porque não somos um clube como os outros e essa diferença tem que se estabelecer mas práticas e não em dissertações grandiloquentes .

Este é também um primeiro indicio que Godinho Lopes, e quem lhe faz a imagem, percebeu já que a vitória, a acontecer, será difícil e que sabe bem quem está melhor posicionado para o impedir de se sentar na cadeira presidencial. Mas, ou por desespero ou por mau aconselhamento, dificilmente conseguirá o que pretende com a gratuitidade de acusações como estas, que podem muito bem - é dos livros - funcionar como um boomerang e rebentar-lhe no colo. Se GL pretende descredibilizar Bruno de Carvalho ou espera que o próprio falhe ou revela dados concretos dos muitos rumores que por aí circulam. Caso contrário está apenas alimentar-lhe as sondagens.

Quem se divertirá com tudo isto é o próprio Bruno de Carvalho. O endurecimento do discurso de GL é o reconhecimento público da sua importância e a porta aberta para demonstrar se está ou não preparado para o lugar a que se candidata, se evitar descer ao mesmo nível. E Bruno de Carvalho e alguns dos restantes candidatos têm ainda do seu lado a história recente do nosso clube, onde não faltam discípulos obstinados do célebre presidente do nosso vizinho e rival. Se não se equivalem ao nível do embuste para proveito próprio equiparam-se pelo menos ao nível da devastação causada à sua passagem.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um pirómano na bomba de gasolina e outras escolhas

Escolher as pessoas certas para o lugar o certo é meio caminho andado para o sucesso de uma liderança e o contrário é potenciar o fracasso. Serve esta tirada digna de La Palisse, pontuada por chavões, para comentar as escolhas de Eduardo Barroso para Presidente da Assembleia Geral do Sporting e da pretensão de Godinho Lopes em reconduzir Nobre Guedes no cargo de responsável pelas finanças.

Eduardo Barroso é um insigne cirurgião nacional, responsável por um trabalho notável e por todos elogiado, e que certamente nos orgulha por ser também Sportinguista. Mas é notório que no exercício das suas funções profissionais não usará da mesma irracionalidade que também o notabiliza no programa semanal na TVI. Tê-lo à frente de uma assembleia geral, onde as discussões acaloradas e a exaltação de ânimos são comuns, parece-me tão avisado como por um pirómano à frente de uma bomba de gasolina. E com isto nem sequer discuto se o cargo não recomendaria um jurista em vez de um clínico.

Reconduzir Nobre Guedes na responsabilidade de gerir as finanças do clube é uma situação mais ou menos semelhante, com a agravante de que já existe um histórico que não lhe permite gozar do estado de graça ou pelo menos do beneficio da dúvida que terá quer ser concedido a Eduardo Barroso, por este se estrear em funções. Histórico esse que é agravado pelas noticias de hoje e de ontem relativamente à situação financeira da SAD. Uma escolha assim é tão avisada como oferecer um garrafão a um alcoólico e esperar que ainda assim dê bom resultado.

Continuando-me a  servir de clichés, prevenir é não ter que remediar e aqui parecem-me estar duas decisões de discernimento muito duvidoso. Prudentes é que não são de certeza...

Eleições debatidas no Porto


NOTA: actualização, todos os candidatos estão confirmados, excepto Bruno Carvalho que será substituído por Augusto Inácio.

Na próxima segunda-feira, dia 14 de Março, pelas 21h00, o Solar do Norte organiza uma sessão de apresentação conjunta dos candidatos à presidência do Sporting no Hotel Vila Galé (Campo 24 de Agosto, Porto). Com as presenças confirmadas de Godinho Lopes, Dias Ferreira, Pedro Baltazar e Zeferino Boal (Bruno de Carvalho e Abrantes Mendes darão a resposta final nas próximas horas), esta sessão é a única acção de campanha que junta os candidatos e é o maior evento pré-eleitoral fora de Lisboa.

Até ao momento, dezenas de sportinguistas, Núcleos, Filiais e Delegações confirmaram a sua presença, uma vez que é rara a oportunidade de ouvir as propostas dos candidatos de viva voz. Todos estão convidados a participar e todos serão muito bem-vindos. Por todos estes motivos, e uma vez que a entrada é livre, contamos com uma grande presença de sportinguistas, demonstrativa da importância que esta região tem para definir o carácter nacional do nosso clube.

Todos os Núcleos, Filiais e Delegações estão convidados a associar-se a este evento do Solar do Norte, e nesse caso solicitamos que nos escrevam para geral@solardonorte.org.

Como sempre, o A Norte de Alvalade estará presente e trará ecos do que se passar no Vila Galé. Esperamos que seja um grande momento para os sportinguistas de todo o Norte de Portugal e contamos com todos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um Debate Diferente Sobre o Futuro do Sporting (Leitura Obrigatória)

O texto que se lê abaixo é apenas excerto do que  pode e deve ser lido na íntegra aqui (siga o link):

Manifesto Por Um Debate Diferente Sobre o Futuro do Sporting



O debate sobre o futuro do Sporting tem sido conduzido, a nosso ver, de forma deslocada e inconsistente. Não tem havido sequer um verdadeiro debate. Não pretendemos ouvir nomes de treinadores ou jogadores. Não queremos promessas de dinheiro. Tememos populistas. e suspeitamos dos que apresentam a sua proximidade ao poder ou dinheiro como uma vantagem para o Sporting. Temos apenas a convicção de que é preciso discutir o Sporting de forma diferente.

Neste momento, a prioridade do Sporting é, acima de qualquer outra, recuperar a sua identidade. Tivemos um longo período da nossa história em que perdemos muito sem perder o entusiasmo. Hoje, ao fracasso soma-se a perda de entusiasmo. A razão é simples: deixámos de nos identificar com a equipa.

Fala-se, por vezes, da identidade do Sporting mas não se discute em que consiste e como a recuperar. Pelo contrário, o que temos ouvido até agora acentua a esquizofrenia que tem dominado a sua gestão nos últimos anos: um discurso puramente racional sobre a gestão do clube e uma prática passional e errática na gestão do futebol. Disseram-nos que tínhamos de separar o negócio que sustenta o futebol da emoção do futebol. Só que o negócio do futebol é a emoção. Um clube não tem consumidores mas sim adeptos. Não vende produtos ou serviços em si mesmos mas a identidade que lhes está associada. O clube não soube gerir o futebol como negócio de emoções. A aceitação de uma certa modéstia desportiva em nome da suposta boa gestão financeira foi o grande mote do Sporting nos últimos anos. O resultado tem sido uma efectiva modéstia desportiva e uma duvidosa gestão financeira.

(...)Do ponto de vista desportivo, necessitamos de preparar e avaliar seriamente as nossas escolhas desportivas. Que perfil de jogador tem oferecido mais rendimento? Há um verdadeiro modelo de jogo? A saga dos treinadores no último ano, culminada com a vinda de Paulo Sérgio em vez de André Villas Boas, é um bom exemplo do que acontece quando se tomam decisões desportivas sem essa reflexão prévia.(...)Num clube que tanto tem reclamado a necessidade de uma gestão racional as opções desportivas parecem ser feitas muitas vezes sem critério. Para responder a isso, fazemos duas propostas originais. Primeiro, sendo verdade que o Sporting não parece ter dinheiro para contratar um grande treinador, temos seguramente o suficiente para pagar uma consultadoria sobre a nossa política desportiva a três treinadores de topo (nomes internacionais como Sachi ou Hiddink conjugados com alguma ex-glória do Sporting).: desde o modelo de jogo à qualidade do nosso scounting tudo deve ser avaliado. Este grupo de sábios (chamemos-lhe assim) deveria, igualmente, ajudar o clube a definir um perfil de treinador e a selecioná-lo. Segundo, que os treinadores passem a ser avaliados não apenas pelos resultados mas também pelo público que atraem ao estádio, de forma a premiar a qualidade do futebol mesmo quando a juventude da equipa não lhe permita sempre vencer títulos.

 (...)Os sportinguistas precisam de se reencontrar com o Sporting e o Sporting precisa de reavivar a cultura que fez dele um clube com forte tradição identitária. Quantas vezes não ouvimos recentemente que as crises oferecem uma oportunidade. O Sporting é conhecido por falhar muitas oportunidades... Esperemos que as próximas eleições não sejam apenas mais uma bola na trave. Comecemos por maximizar o número de oportunidades melhorando a qualidade do debate.

Nota: tendo em conta a natureza deste texto e o facto de ele estar disponível no sítio indicado pelo link   e os seus autores estarem disponíveis para debate e esclarecimento do seu conteúdo, faz todo o sentido que, quem assim entenda, coloque nesse local os respectivos comentários, independentemente de o querer fazer aqui também ou não.

Em quem votar dia 26?

Faltam 2 semanas e meia para o acto eleitoral e parece estar definido o primeiro sentido de voto dos Sportinguistas, como revela a sondagem ontem publicada pela "Bola". É talvez uma boa altura para reflectir sobre o que até agora tem sido proposto aos Sportinguistas. Uma vez que, à medida que o tempo encurta, são cada vez em maior número os comentários desprovidos de objectividade e sem qualquer relação com os artigos aqui escritos gostava de deixar claro 3 aspectos fundamentais: (i) não tenho nenhuma pretensão em fornecer qualquer indicação de voto ou de aconselhar alguém, até porque (ii) não tenho nenhuma decisão tomada, (por razões que se entenderão abaixo), e (iii) e não tenho qualquer reserva mental em relação a nenhuma das candidaturas em presença. Se, no interesse do clube, estivesse certo de que havia uma candidatura capaz de devolver ao Sporting o seu estatuto e di-lo-ia abertamente, tal como fiz nas anteriores eleições.

Antes da apreciação propriamente dita às candidaturas devo dizer que o debate em torno das  respectivas propostas tem sido decepcionante, porque estas se têm centrado em questões laterais, com doses maciças de emoção, sem grande substância, ou fixação num passado que não voltará. Primeiro eram os fundos de Braz da Silva, agora são os milhões de GLopes, os fundos de BdCarvalho, tendo-se assistido, no debate decorrido na SIC, a algumas propostas absolutamente caricatas. Por outro lado não vislumbro em nenhuma das candidaturas a promessa de uma liderança simultâneamente esclarecida e agregadora, que nesta altura seria crucial no sentido de o Sporting recuperar o tempo perdido. Muito menos a ruptura que todos reclamam encarnar. Das propostas até agora avançadas há alguma garantia de melhor aproveitamento dos recursos, melhor utilização do dinheiro, de maior mobilização dos Sportinguistas em torno do clube e sobretudo melhor prestação desportiva, que assim seria sim a ruptura necessária? Com tanto por definir por parte das candidaturas surpreende-me a segurança com que se vai tomando partido, que mais me parece  uma nova série de cheques em branco.

Bruno de Carvalho tem sido anunciado por todos como a lista da ruptura e com isso granjeado muitos apoios, também porque, de todos, tem sido o que tem sabido cavalgar melhor a onda de descontentamento. E quando vejo o que hoje se diz de BdC lembro-me inevitavelmente do que foi dito sobre a lista Ser Sporting encabeçada por PPCristóvão. À lista Ser Sporting apontava-se falta de credibilidade, apesar de pouco ter prometido e ter por trás uma linha de pensamento com vários textos publicados, desde o Leão de Verdade (designação infeliz, mas com conteúdo em que me revi muitas vezes) até à constituição do movimento Ser Sporting. E, ao contrário do que agora acontece com BdC, havia uma equipa a que se juntou um cabeça de lista. De BdC conhece-se apenas o próprio e mais logo ficaremos a saber quem acompanha, mas a questão da credibilidade e da sua capacidade não parece agora ser importante.

Não sou dos que vê na idade de BdC um problema e mesmo que o desconhecimento do seu percurso é um óbice. Concentro-me apenas do que conheço das suas propostas para ter dúvidas e receios. Dúvidas de que o próprio é responsável por até ao momento não esclarecer como vai arranjar os 50 milhões, quem são os investidores que o acompanham, e em que moldes disponibilizam o dinheiro ao Sporting, não sendo nenhum dos itens despiciendo. Dúvidas por não ter avançado ainda com o nome do seu treinador, tendo apenas anunciado que é português ou estrangeiro! Isto é, qualquer um. E muitos receios me provocam o pouco que tornou claro. Desde a escolha de Inácio para o acompanhar, cujo Sportinguismo não duvido, mas cuja competência é mais que questionável. Entre ele, Futre e Freitas parece-me o menos capaz, duvido do seu conhecimento do mercado e das suas ideias para o futebol, e entre os 3 o diabo que escolha. Receios que entre ele e Inácio tenham já escolhido 8/9 jogadores, como anunciou já BdC, sem ter ainda treinador. Receios quando ouço dizer que se quer implementar o 4x3x3 em todo o futebol do Sporting e que se for preciso contrata um preparador físico. Porquê o 4x3x3 e não o 4x1x3x2,  ou o 4x2x3x1? Que treinador conceituado ou não aceita este tipo de intromissão no seu trabalho? Paulo Sérgio?... Alguém ouviu Florentino Peres ou Sandro Rosel ou mesmo LFV ou PdC pronunciar-se sobre tácticas? Estamos a eleger um presidente ou um treinador de bancada?

A candidatura de Godinho Lopes assumiu-se inicialmente como uma candidatura de consenso, facto que foi desmentido pela pulverização de candidaturas, como antes assinalei. E esse desmentido é mais inequívoco ao aparecerem 2 candidaturas que saem de elementos que fizeram parte de corpos sociais (Dias Ferreira) ou da SAD (Baltazar) e que lhe pode fazer perigar a eleição por dispersão de votos. Sem querer por em causa o legitimo exercício de cidadania de todos os seus constituintes, parece-me que, face aos resultados dos últimos anos, era altura de esta linha de gestores ter já abdicado de livre vontade, por óbvia  falta de competência, deixando os sócios escolher outros protagonistas. O clube merecia essa grandeza de espírito. Assim é até bem provável serem encaminhados até à porta, pela expressão dos votos dos associados. Para isso concorrerá muito uma péssima escolha para cabeça de lista GL, que tem gravado na testa o despesismo e a incompetência. Embora GL se tente colar aos 2 títulos ganhos nos 4 anos em que fez parte da direcção do Sporting, do que ele não se consegue esquivar é que na área que lhe competia ficou um estádio anacrónico, e uma série de operações imobiliárias nebulosas. O status quo desta vez facilitou como nunca e deu mais uma vez como garantida a eleição, tendo ainda a veleidade de negociar com aquele que designou como sucessor a saída de Liedson e as contas do clube. E as dúvidas são a dobrar sobre como se irá financiar no dobro do que promete BdC.

Dias Ferreira
está longe de ser um desconhecido como BdC mas partilha com ele os procedimentos: anunciou o seu homem para o futebol, indo um pouco mais longe e indicando o seu treinador, onde não foi de economias: campeão europeu como jogador e treinador e ainda por cima um nome que deixou água na boca aos Sportinguistas. Se o nome de Rijkaard é um trunfo o de Futre é daninho para os seus interesses e os mais de 10 pontos percentuais que o afastam dos da frente demonstram-no. Tal como BdC não se conhece quem o acompanha, constituindo uma surpresa a inclusão do seu compagnon de route Paulo Abreu na lista de GL. Há quem até já tenha proposto a fusão da sua candidatura com BdC, o que poderia desequilibrar em definitivo as preferências em favor daquele. Não creio que seja possível porque nem DF nem BdC aceitarão ser número 2 um do outro. Não negligenciaria de imediato o potencial de DF, pela sua exposição pública e por poder espreitar os deslizes dos que o precedem nas preferências. No debate na SIC foi DF quem teve a pose presidencial que me parece mais adequada às necessidades do clube: o clube é um projecto desportivo, o valor real do ecletismo, desmitificando as relações com os nossos principais credores, os bancos.

Sobre os outros 3 candidatos abrevio o discurso. Começo por Baltazar, aquele que mais me decepcionou. Se a sua participação no debate fez da sua candidatura uma nada-morta o enunciado das suas propostas é absolutamente fatal. Esperava muito mais de uma lista que se anunciava como uma "ruptura inteligente". É um óbvio sinal de fraqueza a tentativa de fusão em curso  com BdC e este só teria perder. Abrantes Mendes é aquilo que se pode considerar uma reserva moral do Sporting, pela seriedade do seu discurso e por denunciar há muito o resultado inevitavelmente desastroso das opções que fomos tomando. Mas nunca conseguiu libertar-se da imagem daquele que aparece apenas nas horas más, sem oferecer alternativas, nem do estigma de ter estado associado a Jorge Gonçalves. Zeferino Boal é capaz de ser  primeiro desistente e provavelmente em favor de BdC. Vai uma aposta?

terça-feira, 8 de março de 2011

Sondagens e publicidade enganosa

São conhecidas hoje os resultados das primeiras sondagens sobre as eleições do dia 26 de Março. A que me parece ter um resultado mais consentâneo com a realidade é que faz a capa do jornal “Abola” ao atribuir 25,1% dos votos a Bruno de Carvalho e 23,1% a Godinho Lopes, com Dias Ferreira a ficar com 11,5% das opiniões. O “Jogo” juntamente com a  Sport TV, TSF, DN/apresenta igualmente uma sondagem onde se atribuem 39,1% a Godinho Lopes, 35,2% a Dias Ferreira e 1,8 a Bruno Carvalho. A empresa responsável é a Eurosondagem de Rui Oliveira e Costa e está tudo dito, nem vale a pena ler a ficha técnica da consulta.

Mas sondagens como a do Jogo e notícias que mais parecem publicidade paga serão o dia-a-dia até às eleições, o que obriga os sócios do Sporting saberem ler as linhas e o que vem nas entrelinhas. Por exemplo, no mesmo jornal “O Jogo” aparece um artigo sobre a escolha de Godinho Lopes para treinador que encaixa perfeitamente no perfil de uma página de publicidade. Por outro lado, no jornal “Abola” há uma entrevista exclusiva a Abrantes Mendes que nem mencionada vem na 1ª página, o que certamente já terá levado o candidato a interrogar-se porque perdeu tempo com os homens do encapotado órgão oficial do SLB. O facto de me encontrar longe de casa impede-me de a divulgar como é hábito, de modo a possibilitar a sua leitura aos nossos leitores que vivem fora de Portugal.

E não termino sem lembrar mais uma prestação tristemente épica do nosso consócio Barroso na TVI ontem, onde lhe foi permitido um vergonhoso tempo de antena, a merecer protestos dos demais candidatos. E quem sabe também do próprio Bruno de Carvalho, porque tendo a capacidade de julgamento anteriormente demonstrada por este “notável” consócio, na altura da escolha de Bettencourt, em que se prestou à mesma figura de gosto duvidoso, um discurso como o dele pode ser considerado mau presságio e, em consequência, indesejável má publicidade.

domingo, 6 de março de 2011

Debate na SIC, a análise

Acabado de assistir ao debate entre as candidaturas a primeira conclusão que tiro é que não foi conclusivo e, tal como dizia no post anterior, dificilmente podia ser com tantos candidatos. E por isso, tal como acontece na politica, o mais natural é que cada um se incline agora para o candidato que já preferia no momento anterior ao debate. Devo saudar no entanto, porque é importante para a imagem que o clube projecta de si neste momento particularmente difícil  da sua vida, o tom cordato em que o debate decorreu.

Não creio que tenha havido um vencedor claro do debate, mas parece-me que Dias Ferreira foi o que esteve globalmente melhor na resposta a todas as questões postas pelo moderador do debate e Bruno de Carvalho o que tenha marcado mais pontos ao ser o mais incisivo no tom com que confrontou Godinho Lopes que é quem representa tinha neste debate, por razões óbvias, o papel mais difícil. Abrantes Mendes lembrou que já diz desde 1999 (recorte da Bola) o que muitos só repararam há pouco mais de 15 dias, o que não é pouco. Mas quer ele quer Zeferino Boal, que alternou demonstrações pertinentes com divagações, parecem-me fora da corrida. Pedro Baltazar surpreendeu-me positivamente, pelo conhecimento dos dossiers que só se pode comparar com o de Godinho Lopes pela informação privilegiada que obteve junto de Nobre Guedes.

Em suma, julgo que estas eleições, salvo fusões de última hora que alterem o equilíbrio actual,  se decidirão entre Dias Ferreira, Godinho Lopes e Bruno de Carvalho. Dos 3 este último seria provavelmente o meu escolhido não soubesse eu já que conta Inácio para homem para o futebol, que está longe de me inspirar confiança. E ficar a saber que os 2 já escolheram 8/9 nomes para o próximo plantel do Sporting do próximo ano, sem ter ainda treinador, ainda mais intranquilo me deixa. E falta saber ainda quem são os investidores que acompanham Bruno de Carvalho. Aguardo então pelas cenas dos próximos capítulos.

sábado, 5 de março de 2011

Assim vão as candidaturas (Nova sondagem)

Serão muitos os Sportinguistas com os olhos postos no debate de mais logo na SIC. Mas poderão as 2 horas de programa previstas ser esclarecedores? Confesso-me pessimista. Por melhor que possa ser o moderador do programa e por mais apurado que seja o modelo acordado parece-me muito difícil que o que venha a acontecer seja realmente proveitoso para os Sportinguistas e para o Sporting. Não é difícil de imaginar um debate acalorado, de troca de acusações, pontuado por muita retórica mas pouca objectividade, revelando as posições extremadas que se conhecem. E porque no fundo a maioria das candidaturas tem-se limitado a atirar nomes para o ar, esquecendo as ideias e os projectos. E muitas delas além da falta de ideias consistentes têm também muitos buracos para preencher nas suas listas. (ver infografia do DN abaixo). Era bom que todos os presentes não se esquecessem que independentemente das diferenças que os separam naquelas 2 horas representam já o Sporting Clube de Portugal.

Houvesse serenidade e um debate objectivo sobre o muito que há a fazer no Sporting, e que não passa apenas pelos problemas do futebol, e os candidatos poderiam, por exemplo, falar da dificuldade que é preencher uma lista para a qual são necessários quase 100 nomes. Assim, e se todas as actuais listas chegarem a votos terão que ter conseguido o apoio de quase 500 associados. Cada candidatura tem que apresentar uma lista constituída por cerca de 80 elementos, que se distribuem, grosso modo, por 50 elementos para o Conselho Leonino mais 30 para os restantes órgãos.  Este formalidade anacrónica começa por ser o principal obstáculo à constituição de listas fortes e coerentes. Não faltará em todas as candidaturas quem nem sequer se conheça entre si e provavelmente nem partilhe dos mesmos princípios.

Nota: após 1 semana de votações e mais de 500 votos expressos encerramos hoje a consulta feita aos nossos leitores sobre a identificação com as candidaturas apresentadas. Se as eleições fossem hoje 67% dos votantes continuavam por se rever nas candidaturas apresentadas. Não sendo uma amostra rigorosa permite ter uma ideia aproximada sobre o que pensam os Sportinguistas das propostas que lhe foram feitas. De seguida, e até às eleições, colocaremos uma consulta sobre as intenções de voto dos Sportinguistas, que servirá depois de comparação com os próprios resultados eleitorais.

(clique para aumentar)

sexta-feira, 4 de março de 2011

O factor "valeeazevedo" nas eleições do Sporting

O verdadeiro período eleitoral está prestes a começar. A minha primeira dúvida é que as seis listas que agora se propõe cheguem todas a apresentar-se às urnas, sendo natural assistir-se a desistências e/ou alianças há medida que for ficando evidente a pouca aceitação de algumas propostas. Por curiosidade, e tal como ontem avançava o DN, a manterem-se as actuais 6 listas, os próximos corpos sociais podem ser eleitos com apenas 18% dos votos. Um cenário pouco entusiasmante,  revelador que os primeiros passos do próximo presidente têm que ir no sentido de restaurar a confiança e a unidade mínima indispensável para que a sua acção possa ser bem sucedida.

A pulverização de candidaturas revela bem o estado de desagregação a que chegamos. Um sinal bem evidente que a principal falha no Sporting está longe de ser de militância antes de sim de liderança. Aí andamos numa linha paralela com o País: do mesmo modo que quem olha para o Portugal de hoje ninguém diria como é que fomos capazes de nos espalhar pelos cinco continentes, dando “novos mundos ao Mundo”, quem olha hoje para o Sporting não identifica o clube com o acervo ímpar de conquistas nem com o pioneirismo que lhe era peculiar.

Sem dúvida que fracos reis foram fazendo fracas gentes outrora fortes. E é ainda sob os “auspícios” de um dos mais fracos e irresponsáveis reis que há memória nas cortes leoninas que chegamos a estas eleições, neste momento post-Alcácer-Quibir, à procura do restauro do brilho perdido.

Mas o factor Bettencourt está aí para durar, só não se sabe por quanto tempo. E ele é evidente nos programas e nas propostas dos candidatos, elaborados de forma apressada e desconexa com a realidade e na confusão que se instalou nos Sportinguistas, desconfiados e confusos por se sentirem não só enganados como abandonados e com a criança nas mãos.  Estou convicto que, não fora a deserção apressada de Bettencourt, e havendo eleições apenas no final do mandato, teríamos projectos elaborados de forma mais  consistente e, em consequência, sócios muito mais esclarecidos e seguros.

Já tivemos o nosso Vale e Azevedo, à boa maneira Sportinguista com duas consoantes no apelido, falta saber quanto tempo mais nos vão continuar a cair as facturas por pagar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Santana Lopes ou o Cerebrum esgotou nas farmácias

Têm sido tantas as novidades relativamente às movimentações eleitorais que se torna difícil, julgo que até para os profissionais da comunicação social, estar completamente actualizado. Torna-se porém demasiado óbvio para passar despercebida a escalada na procura de nomes de peso, os chamados notáveis. Os candidatos parecem perceber como ninguém que o que tem valido nos últimos tempos são os nomes, mesmo que os projectos que os acompanhem se percam no meio de uma folha A4. 


Mas Pedro Baltazar, que hoje apresentou a sua candidatura parece-me ter levado as coisas longe de mais ao escolher Santana Lopes. A menos que os Sportinguistas sofram em massa de Alzheimer ou outras doenças que afectem a memória a nomeação do ex-primeiro ministro, ex-secretário de estado, ex-presidente do Sporting e com muitos outros ex no curriculum é um verdadeiro tiro no pé. Ou, servindo-me do que dizia Bruno de Carvalho sobre ases e duques, parece-me que Pedro Baltazar vai começar com cartas a menos no baralho eleitoral.

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Godinho Lopes, sem preconceitos (actualizado)

Nota Prévia: o derby de logo é mais um derby - Jardel não diria melhor -  mas na actual conjuntura o seu resultado está longe de merecer o dramatismo que se lhe quer colar. A época do Sporting está há muito perdida e ganhe ou perca logo esse sentimento generalizado não será afastado. E, tal como dizia aqui ontem e Couceiro apontou depois na conferência de imprensa, muito mais importante para o futuro próximo do Sporting é alcançar o terceiro lugar. Mas independentemente de qualquer apreciação o jogo de logo é para ganhar.

O futuro esse joga-se muito mais nas eleições de 26 de Março e por isso as atenções estão concentradas na campanha eleitoral. Esta será com certeza marcada pela entrevista de hoje dada por Godinho Lopes. Pelo seu conteúdo creio que esta terá o mesmo efeito que a aparição de Braz da Silva teve no inicio da campanha, obrigando os restantes candidatos a responder ao mesmo nível. A minha análise, sem qualquer preconceito:

Os 100 milhões
Pela primeira vez alguém fala em milhões despido de demagogia. Muito do dinheiro que vai ser preciso injectar no Sporting é para necessidades de curto prazo. Para pagar ordenados, para o serviço da dívida, para suprir o buraco gerado pela antecipação de receitas, etc, etc. Ou seja 60% dos 100 milhões de que fala GL não é para gastar em reforços mais ou menos sonantes mas sim para para assegurar a sobrevivência. Se as contas estão bem feitas isso dá uma perspectiva da dificuldade que o próximo conselho directivo vai ter que vencer. É a primeira vez que alguém conotado com aquilo que os Sportinguistas chamam de "continuidade" fala com esta clareza das contas do seu antecessor. Falta apenas uma pergunta: perante este cenário realmente de pré-catástrofe - e  para que ela aconteça basta que a conjuntura económica ponha pequenos grãos na engrenagem - GL vai exigir as responsabilidades? A situação não configura pelo menos a abertura de um inquérito interno e eventual procedimento disciplinar ou acções legais com o objectivo de ressarcir o clube?

Treinador como Mourinho
Isso todos querem mas só o Real Madrid é que tem. Fica muito bem dizê-lo mas é muito mais difícil de conseguir. Sem sabermos o nome do treinador não saberemos o que GL pensa ser um treinador como Mourinho. Mas há uma frase inquietante: "Não me interessa se é como jogador ou treinador, tem é de estar completamente adaptado à pressão e ser ganhador." Quantos grandes jogadores, com grandes carreiras, se tornaram sequer bons treinadores ou excelentes como Mourinho que, como jogador, não passou da mediocridade?  Por falar em treinador, o que leva Pedro Baltazar a contratar Zico? Alguma vez viu as suas equipas jogar?

Estrutura da SAD
GL assume a responsabilidade, Luis Duque fala ou decide quem fala abaixo dele. Nada a dizer. Fica por saber à rédea para Duque e Carlos Freitas e que comprimento é que tem.

O estádio e as derrapagens
Da explicação dada por GL não tenho meios para contraditar. Mas sei, todos o sabemos, que, além dos custos, há muita coisa que correu mal na construção do estádio de Alvalade e cujo prejuízo está longe de estar contabilizado mas é evidente: a anacronia do fosso, dos azulejos, das cadeiras e o próprio projecto imobiliário em si: um pavilhão que não o é, um espaço comercial que nos envergonha. E quando fala de Diogo Gaspar Ferreira...

Futebol Profissional
GL marca pontos falando de coisas realmente importantes: (i) a disparidade salarial entre vários jogadores do plantel,( "um guarda-redes que não joga e ganha duas vezes mais do que o titular, um médio que ganha seis vezes mais do que outro, de dois alas em que um deles tem um salário dez vezes superior ao outro, dois defesas centrais em que "um ganha oito vezes mais do que o seu parceiro de dupla"). (ii) Um plano de carreira para os jogadores oriundos da formação, (iii) com a criação da equipaB, (iv)  um modelo de jogo para o Sporting e (v) recuperação dos valores leoninos a partir da Academia, sem cair no populismo de evitar nomes que são reconhecidos em todo o mundo como grandes jogadores de futebol e levam o nome do Sporting aos quatro cantos do mundo.

Actualização: Vai mesmo haver debate com os seis nomes que concorrem à presidência do Sporting: No próximo sábado, dia 5 de Março, os seis nomes que correm à presidência no clube leonino vão estar na SIC-Notícias a partir das 22h.

terça-feira, 1 de março de 2011

Um treinador para o Sporting

Uma das formas mais clarificadoras e distintivas das candidaturas que cheguem até às eleições seria a divulgação antecipada das suas apostas para o comando técnico do clube. Talvez até mais importante do que saber quem é que propõe para o Conselho Leonino, se compararmos a relevância que os respectivos cargos têm na vida do clube, isto mesmo considerando que o período eleitoral é pródigo em medidas demagógicas.

Falando em treinadores, não sei que crédito dar ao rumor que corre deste ontem que Leonardo Jardim será o treinador de Godinho Lopes, caso a lista por ele encabeçada ganhe as eleições. Justificar-se-ia assim a sua abrupta saída do comando técnico do Beira-Mar para, segundo próprio, "ir descansar". A ser verdade faria 2 comentários: vi jogar 2 ou 3 vezes o Beira-Mar e não sendo o suficiente para formular um juízo definitivo, foi pelo menos o suficiente para ficar preocupado com a hipótese de o rumor se poder concretizar, por me parecer que estaríamos a contratar uma espécie de Paulo Sérgio mas com sotaque. Por outro lado não me parece que seja promissor para o Sporting contratar alguém que se desembaraça assim dos compromissos que assumiu com o clube que lhe deu a mão e tirou do anonimato. Suponhamos que ele treina o Sporting com sucesso, despertando a cobiça de um "tubarão" maior do que nós. Não nos faria exactamente o mesmo?

Tendo em conta o passado recente julgo ser pouco aconselhável a contratação de um treinador português para o Sporting. Do lote dos desejáveis Mourinho não conta e Vilas Boas e Jesus estão comprometidos e dificilmente voltarão tão cedo à órbita de clubes nacionais. Dos que me parecem possíveis poria Domingos à frente dos demais, mas têm sido notórias as dificuldades que tem sentido agora que os adversários se opõe ao seu Braga de forma semelhante quando defrontam um grande. Rui Vitória já me havia chamado à atenção quando treinou o Fátima mas ainda não se sabe como seria se tivesse que por a sua equipa a contornar autocarros todas as semanas, como têm que fazer os 3 grandes e o mesmo se aplica a Daúto Faquirá. Acima destes todos está ainda Carvalhal, cujo valor me parece ter sido desperdiçado em Alvalade e quase ninguém reparou nisso. Por todos eles gerarem desconfiança e esta ser uma má companhia na hora de recomeçar, a contratação de um treinador português parece-me perigosa.

Mas contratar um treinador estrangeiro, mesmo que consagrado, não é uma tarefa cujo sucesso está garantido. A designação de consagrado é desde logo subjectiva: Quique venceu a última Taça UEFA, Benitez foi campeão europeu e nenhum deles me parece ser desejável para o Sporting. E o facto de terem arrecadado títulos no passado não é certificado que garanta consegui-los no futuro. E em regra os treinadores estrangeiros são mais caros que os portugueses. Claro que grande parte dos Sportinguistas parece estar mais atenta aos nomes do que à competência ou não estaríamos estes anos a andar para trás.

A questão do dinheiro, como tentei comprovar anteriormente e como ontem deixou bem claro JM Ricciardi está longe de ser principal causador do insucesso. Não será essa que nos impedirá de contratar um treinador aqui ou lá fora. Assim antes de discutir nomes deve-se-ia definir um perfil que tivesse em conta as especificidades do campeonato português, do estatuto do Sporting e da sua identidade, que tem na formação recursos sub-aproveitados e uma bandeira que o projecta muito para lá dos reveses que acumula no escalão principal.

Decidir é muitas vezes correr riscos a escolha do treinador é provavelmente a decisão mais arriscada num clube de futebol pela importância que o cargo tem no seu sucesso. O sucesso do próximo presidente vai jogar-se muito no momento em que escolher o técnico. Não me considero possuidor de conhecimentos que me permitam sugerir ou antecipar essa escolha. Mas o que conheço do futebol permite-me afirmar com um grande grau de certeza que muito do sucesso do novo treinador se jogará na possibilidade de ter ou não que enfrentar uma pré-eliminatória da Liga Europa. Daí que assegurar o terceiro lugar pode muito bem ser o primeiro alicerce de uma boa campanha.

No actual estado do futebol do Sporting a principal dúvida é saber com vai o plantel responder ao calendário difícil que se avizinha, com um treinador que se sabe não conta para o ano: Beira-Mar, Académica, Portimonense e Setúbal em casa e Rio Ave, Guimarães, Porto e Braga fora. Assim e mesmo considerando os riscos inerentes não tenho dúvidas que o melhor mesmo era que o plantel, a partir do dia 27 treinasse sobre as ordens de alguém que fosse claro ter poder de decisão no futuro próximo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A lista do policia e dos ladrões

Quando resolvi criar este blogue estabeleci um compromisso pessoal de manter afastado deste espaço temas externos ao Sporting e que poderiam constituir motivos de fractura entre os Sportinguistas., como questões religiosas, políticas ou mesmo versando assuntos públicos envolvendo Sportinguistas mas que não diziam directamente respeito ao Sporting.

Podemos discordar  no diagnóstico das causas mas não discordaremos ao assentir que o Sporting está sobejamente dividido para precisar de acessórios que ainda produzam maior fragmentação. E afinal o Sporting sempre foi um instituição aglutinadora das mais diversas correntes, sensibilidades e origens. Foram essas as duas principais razões desse meu comprometimento pessoal. Apesar de assim poder parecer à primeira vista a quem lê o titulo, não é agora que o vou quebrar.

Como é óbvio para quem me lê, este artigo refere-se à apresentação hoje feita da candidatura de Godinho Lopes à presidência do Sporting. Dita de consenso, alberga no seu seio um notável número de notáveis, mesclando gente nova, quer em idade quer no dirigismo do clube.  Fica por explicar que consensos que se geraram na nação Sportinguista, quando estas serão as eleições que provavelmente envolverão o maior número de candidaturas. Mas esta é sem dúvida a primeira candidatura para levar a sério porque, ao contrário das restantes, (i) apresenta listas praticamente fechadas com todos os seus constituintes e (ii) tem no seu elenco elementos que estiveram ligados aos últimos órgãos sociais do clube, beneficiando por isso de uma exposição junto dos associados que os seus concorrentes vão ter que escalar.

Talvez o Sporting precise mesmo do consenso que a lista hoje apresentada reclama. Eu não sou um dos que assim pensa. Como anteriormente aqui afirmei, o Sporting precisa mais de uma ruptura com o passado e não apenas o recente. Ruptura essa que não pode ser apenas feita com pessoas diferentes mas sobretudo com ideias diferentes. Ruptura que quebre os laços com os interesses particulares, com o imobilismo e com a auto-comiseração que se instalou no Sporting.  Que só vi parcialmente em Bruno Carvalho, Zeferino Boal e nada em Dias Ferreira, ao chamar até si quem já escreveu o suficiente na história do clube. Vi mais um Sporting virado para o passado e algum dele de muito duvidoso Sportinguismo. E que se me afigura difícil de conseguir por uns corpos sociais constituídos por uma amalgama que junta no mesmo lado gente que, pelo seu passado, é responsável pela actual situação do clube e outros que se tornaram conhecidos pelas sua luta contra os procedimentos que a ela conduziram. Parece-me tão difícil como fazer do circulo um quadrado.

Paulo Pereira Cristóvão foi há sensivelmente 2 anos o rosto de uma vontade de ruptura que não foi sufragada pelos sócios. Alguns dos que o apoiaram viam nele o policia que o Sporting precisava para por fim ao desregramento em que há muito se vivia em Alvalade. Como vai ele conviver com gente que roubou muito do presente que hoje não temos e que nos ameaça o futuro é uma das minhas interrogações. Mas o que me intriga e, porque não dizê-lo, repugna em tudo isto é que alguns deles apareçam hoje montados nos seus cavalos brancos, de armaduras polidas, sem nunca terem sido obrigados a prestar contas sobre o que tornou o que era o Sporting de há 15 anos no que é hoje o Sporting. Seja pelo estádio, pelas operações imobiliárias ruinosas, ou pelos milhões hoje inscritos no passivo na compra de jogadores que serviram muito mais para promoção pessoal do que em proveito do clube.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Triunvirato




"Maravilhosa estupidez
Porque será que só tu não vês?
Esse prodígio extraordinário
Tens o toque de Midas, só que ao contrário!"

Ouvi este tema musical na rádio e lembrei-me imediatamente de alguém. De modo que pensei em dedicá-lo a essa pessoa que tem um jeito singular, um toque especial e um dom tão invulgar. Mas depois reconheci tais qualidades noutras pessoas, fiquei indeciso, pensei melhor e, agora que também já chegou a moda das sondagens ao “ANorte”, deixo à V/ consideração:


A qual membro do seguinte triunvirato é que os Pinto Ferreira se basearam para escrever esta letra?

 
 
Nota: Agora que, finalmente, se encerrou o período de (des)mando deste triunvirato, só falta mesmo acabar com a idade da estupidez no SCP!


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A grande surpresa destas eleições

É já desgastante e quase inútil comentar as palavras do ainda treinador do Sporting. O mesmo que depois do jogo triste de Glasgow foi capaz de classificar como uma prestação de qualidade, no que foi rapidamente secundado após o derby pelo seu adjunto Cabral, em declarações de teor igualmente desencontradas com a realidade. Por isso os Sportinguistas partilham com Paulo Sérgio o mesmo anseio, mesmo que por motivações diferentes: que "as eleições dêem a volta".

Mas até lá o prestigio do Sporting continua em jogo e assim não podemos deixar de exigir a qualificação para os oitavos-de-final, que está perfeitamente ao alcance. E sabendo já que, caso tal suceda, PSV e Lille serão os adversários seguintes, podemos sonhar com a possibilidade de alcançar os quartos-de-final que, no quadro de uma época de horrores, seria o menor dos males e quiçá uma surpresa.

Mas com um futebol pouco confiável é natural que as atenções dos adeptos se concentrem por estes dias nas movimentações eleitorais. Bruno de Carvalho tem sido, após a desistência de Braz da Silva, quem tem sabido captar as atenções com a apresentação das suas propostas. Hoje é  também dada como praticamente garantida a candidatura de Pedro Baltazar, que antes da confirmação assume desde já a vontade de romper com o passado recente. Todos já perceberam que essa será a palavra chave destas eleições, falta saber se à palavra corresponderá a prática.

Por o perceber bem ruptura foi também a palavra usada por Paulo Pereira Cristóvão quando assumiu a sua participação na lista dita de consenso que se diz vir a ser encabeçada por Godinho Lopes. Confesso a minha total surpresa, para não dizer estupefacção pela opção de PPC, quando ele poderia ser considerado um dos triunfadores com a deserção de Bettencourt, ganhando bom trunfo eleitoral que podia ter capitalizado. Não sou por isso dos que acha que PPC quer é tacho, como já ouvi dizer. Podia ser cabeça de lista, concitando muito mais atenções do  que terá ao ser arrumado numa vice-presidência secundária em termos mediáticos.

Posso até conceder que PPC se junte a quem combateu nas eleições anteriores pelas melhores intenções, porque afinal o essencial que une os Sportinguistas prevalece, em principio, sobre o resto. Mas afigura-se-me difícil como possa Paulo Pereira Cristóvão prescindir em coerência de uma das principais bandeiras da sua anterior candidatura, que era a auditoria às contas do Sporting. Pode até não desistir dessa intenção, mas contará com apoio junto dos que o acompanham, quando com ele estão agora muitos dos que sempre se bateram contra esta clarificação indispensável? Como seria se, por exemplo, em sede de auditoria, houvesse indícios de administração danosa na EJA, a empresa do grupo Sporting responsável pela edificação do Estádio de Alvalade, e presidida então por Godinho Lopes?

Sem dúvida que a posição de PPC é para mim, e até já, a surpresa destas eleições.

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