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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Enquanto nós esbracejamos em mais uma refrega eleitoral o mundo não pára

Enquanto nós nos aprestamos para percorrer mais uma via-sacra eleitoral o mundo à nossa volta continua a girar. Um bocado mais acima da 2ª circular o nosso rival SLB inicia um processo de reestruturação da sua dívida. Um processo em que perdemos a dianteira e  provavelmente a iniciativa, e cujas consequências estarão ainda para perceber.

A propósito de refrega eleitoral as afirmações de Carlos Severino ontem a propósito de Jesualdo Ferreira são a declaração da sua incapacidade para exercer o cargo a que candidata. Mais comentários para quê?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Silly Campaign



Depois das silly seasons geralmente assistidas nas pré-épocas, com toda a gente a querer identificar potenciais reforços para as nossas equipas, podemos entrar agora numa fase de silly campaign.

Porquê silly campaign? Bem, este é mais um dos momentos para animar a malta. As pessoas querem nomes, ideias, orientações, objectivos, metas a alcançar... Pouco parece interessar a capacidade, o realismo, a sustentação das ideias ou mesmo prioridades.

Defenderei sempre uma campanha honesta, frontal e sincera. Dizer o que toda a gente gosta de ouvir é o mais fácil mas conseguir pegar no clube a partir de dia 24 será certamente mais difícil. Por isso, os sportinguistas devem pensar no dia 24 em diante e não no folclore que se corre o risco de assistir nos próximos dias.

Ideias como:
- Vamos aumentar as receitas
- Vamos apostar na formação
- Vamos ter um pavilhão
- Vamos trazer as pessoas a Alvalade
- Vamos ter uma equipa mais competitiva
- Vamos bater-nos contra os nossos adversários

Não podem ser propostas de campanha. Devem ser sim, condições sine qua non se poderá assumir como presidente de todos os Sportinguistas.

Não procuro milhões, trutas ou pobres dos outros... No estado em que estamos - e a que fomos levados - já só quero um pouco de exigência, transparência, rigor e seriedade. O SPORTING tem de ser uma identidade, uma crença, uma fé, uma forma de estar na vida... Muito acima de nomes, feitos ou resultados, representando valores e ideais de referência no Desporto Nacional, não só no modelo profissional mas também no ideal de "mente sã em corpo são".

EM FRENTE SPORTING!


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Intenções de voto, programas, figuras, figurinhas e figurões

Intenções de voto
É ainda cedo para definir a minha intenção de voto, mas se as eleições fossem hoje não sentiria segurança para votar em qualquer candidatura. Num erro de análise, julguei que Carlos Severino não fosse até à apresentação das listas, pelo que não lhe prestei grande atenção, sabendo pouco do que propõe. A lista de Couceiro foi apresentada no último dia e não lhe conheço o programa, apenas as pessoas que a compõem. Bruno de Carvalho é o que tem tudo pronto mas, à semelhança do que aconteceu nas eleições passadas, continua a não merecer a minha confiança. Ou, se quisermos continua a ter a minha desconfiança, que sai ainda mais reforçada depois da leitura do seu programa.

Programas
Não dou muita importância aos programas, o verdadeiro programa de governo de um clube é ditado pela imposição da realidade e essa constrói-se através ou muito influenciada pelos resultados desportivos. Não adianta discutir se deve ou não ser assim, é um facto. De forma simplista pode-se dizer que, num clube como o Sporting, pode-se fazer tudo muito bem feito em todas as áreas, mas todas sucumbirão sob a ditadura dos maus resultados: estes trarão contestação, esta trará instabilidade. A falta de resultados encolhe a receita e esta, tornando-se pequena encolhe também a nossa capacidade de concorrer com os melhores apetrechados. O foco tem de estar na gestão desportiva, porque o Sporting é um clube e a sua actividade principal é a actividade desportiva e é por aí que todos os castelos se têm começado a desmoronar.

Também é um facto que quase ninguém se dá ao trabalho de ler os programas, o que no mínimo é lamentável, quer da parte dos associados quer até da comunicação social. Isto conclui-se pela ausência de análise e debate que estes suscitam, quer nos fóruns quer na dita comunicação social. Esta ausência critica leva-me a pensar que "o programa" existe não para ser discutido ou para o mérito e exequibilidade do que propõe ser analisado, mas para ser agitado como um trunfo eleitoral: eu apresentei um programa de x número de medidas. Na verdade ninguém se preocupa muito com os programas se os resultados desportivos forem os melhores, este só começa a ser invocado como arma de arremesso quando as coisas começam a correr mal.

Mas um programa diz-nos muito sobre a capacidade de quem o escreve. Não me interessam muito as considerações pessoais, ou sobre sintaxe ou semântica, mas o seu conteúdo. No programa de Bruno de Carvalho vejo elencadas um declaração de intenções, isto é, com o foco no resultado final, sem explicar muito bem o "quando" e o "como".

Disse já aqui que centraria a minha atenção nas medidas e nas pessoas que estarão ligadas à gestão desportiva e da leitura rápida do programa que tenho à frente muitas me suscitam dúvidas e outras perplexidade:

A constituição das equipas técnicas será da responsabilidade do treinador principal ou estará a cargo da direcção? Que treinador aceita a intrusão numa área tão sensível da sua competência ou na definição de do preparador físico ou

de um ou dois modelos base de jogo que permitam o desenvolvimento uniforme e positivo dos atletas desde as camadas de formação à equipa principal.

ou na

Polivalência de jogadores. O plantel do Sporting Clube de Portugal será sempre preparado com atletas que permitam a evolução de um ou dois sistemas táticos definidos e sobre os quais se fará um trabalho uniforme e homogéneo desde a formação à equipa principal.

É sensato preconizar a formação de um departamento médico transversal a todas as modalidades do clube, quando tanto se fala na necessidade da especialização? Isto é sequer exequível sem um autêntico terramoto entre os diversos departamentos e a troco de que ganhos?

Como se vai reforçar a equipa com "cinco ou seis jogadores", na actual conjuntura,  se for "proibido aumentar o passivo da SAD por via da compra de passes de jogadores, investindo recursos que não estejam disponíveis"

Como é se transformam "Jogadores estrangeiros não adaptados ao futebol português" em "mais-valias claras."?

E podíamos continuar, mas não me pretendo substituir ao juízo individual que cada um deverá fazer. 

Deixo de fora as questões financeiras onde, mais do que soluções concretas, são elencados objectivos, alguns deles de difícil concretização em apenas um mandato. (P.ex) limitação dos gastos operacionais a uma percentagem dos rendimentos estimados (não incluindo valores de ganhos com alienação de ativos) entre 60% (objetivo) e 90%, no prazo de dois anos).


Figuras, figurinhas e figurões
Nestas eleições falar-se-á muito mais de pessoas do que de ideias. É uma tentação em que dificilmente nos deixamos cair. Estive até em tempos para publicar aqui um post dando conta de que listas onde constassem alguns nomes seriam imediatamente banidas das minhas intenções. Ora, sabendo que no Sporting o que não faltam são figuras, figurinhas e figurões, se fossemos por aí - isto é, dar-lhes a importância que tanto buscam - acabávamos por nos desligar do essencial.

Nos processos de constituição de listas há, desde sempre, uma tentação pela busca da personalidade mais conhecida, sem cuidar muito da sua adequação para a função. Aquilo que vulgarmente e de forma depreciativa se chamam os "notáveis". Veja-se o que foi e continua a ser a acção de Eduardo Barroso.

Podemos optar censurar os autores das escolhas, mas estes limitam-se a satisfazer a procura: na hora de votar os Sportinguistas preferem os mais conhecidos, ouvindo-se muitas vezes alegar que se desconhecem quem se propõe como alternativa.

Há pelo menos uma forma de fornecer aos sócios uma informação que os ajudaria a fazer as suas escolhas: a publicação dos "curriculum vitae" de todos os candidatos. No fundo o que cada um nós tem que fazer sempre que se candidata a qualquer função. E talvez não fosse de todo despropositado acompanhá-lo das últimas declarações de IRS. Estas seriam importantes para a definição dos vencimentos dos eleitos que venham a requerer remunerações resultantes do exercício das suas funções.

Se estas me parecem naturais, e aqui justifiquei, também me parece sensato que estabelecer um critério de razoabilidade, provavelmente indexando-as a uma percentagem máxima do que foram os melhores rendimentos de cada eleito, num determinado período.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Apresentação da lista de Bruno de Carvalho, a impressão que ficou

A nota mais importante da apresentação da lista de Bruno de Carvalho ontem, e que, não por acaso, é que a merece maior destaque hoje na imprensa nacional, é a vontade de "Se a actual direcção não cumprir com os estatutos e sair logo no dia 23, como já ouvi, sem resolver as despesas, como é sua responsabilidade, o nosso primeiro acto será abrir um processo judicial por gestão criminosa".

Interessará pouco discutir, pelo menos no imediato, os termos usados e a possibilidade de êxito de uma empreitada como esta. Importa o significado da vontade expressa, que não terá surpreendido ninguém que acompanhe, mesmo que de muito longe, os últimos anos do Sporting. De certa forma é a confirmação de que subsiste num núcleo de Sportinguistas, personificados em Bruno de Carvalho e seus apoiantes, que ficou petrificado na vontade de ajustar contas desde o dia 26 de Março de 2011. 

A afirmação é forte e, quanto a mim, é, mais do que uma mensagem para todos os sócios, uma mensagem directa para o seu núcleo duro, o que no fundo constitui um erro. A sua base de apoio há muito que está consolidada e, se BdC quiser ganhar as eleições, terá que fazer melhor do que isso. Um erro de comunicação crasso que marcará, estou certo, o seu percurso. Até porque o tempo é curto e será difícil apagar a impressão deixada.

Do ponto de vista pessoal tal não constitui uma surpresa e por isso não me posso confessar defraudado. Mas não posso deixar de expressar a minha preocupação ao constatar que o "primeiro acto de gestão" seja ir a correr para os tribunais, quando as atenções se deviam concentrar em arrumar a casa. É bom ter presente que foi a percepção da necessidade de "dar um rumo ao Sporting", - já nem interessa agora discutir se certa ou errada - que nos precipitou neste processo eleitoral em que, há medida que o tempo passa, mais me confirma a sensação de que o Sporting vai ganhar muito pouco, talvez nada. 

É verdade que a situação herdada é tenebrosa, mas convém lembrar a todos os candidatos que se apresentam a eleições que a última coisa que podem alegar é o seu desconhecimento e é por isso que eles hoje são candidatos. Por isso talvez fosse bom começarmos por discutir que soluções propõem. Não  que não me interesse ao apuramento de responsabilidades, mas a partir do dia 23 de Março a direcção eleita não vai poder dizer aos sócios e credores "esperem aí um bocadinho que estamos à espera da decisão do tribunal para apurar responsabilidades."

A seu tempo, se o tiver, debruçar-me-ei aqui sobre o programa de BdC e restantes candidatos. Numa leitura rápida devo dizer que considerações genéricas do tipo "alargar a base de investidores sem perder a maioria" não me dizem nada se não se me explicarem como é que isso se consegue. Ou a intenção de construir o tão desejado pavilhão, que "não é uma promessa", mas não se diz como se consegue com o clube imerso na sua maior crise financeira. Isto já GL fez com os resultados que se conhecem.

Em anexo segue um press- release da AAS, sobre o seu posicionamento nas actuais eleições:

 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Breve reflexão sobre os prós e contras da remuneração dos eleitos

Não sei se corresponde ou não a uma intenção declarada ou apenas a mais uma especulação do momento, mas o que hoje vem relatado no DN faz todo o sentido: parece ser intenção de Couceiro constituir um Conselho Directivo reduzido e remunerado, logo uma direcção profissionalizada. Não só faz sentido como já vem tarde. 

Se os números que vou citar de cabeça estiverem certos, o Sporting tem um orçamento anual a rondar os 60 milhões (Sporting Clube 18 milhões + SAD 40 milhões ). Mesmo que o orçamento da SAD venha a encolher dramaticamente, adequando-se à realidade, os números em causa continuam a ser elevados. 

Se a gestão da SAD já é profissionalizada e remunerada há algum tempo, ainda o orçamento era metade do actual, porque não é ainda o do clube, que movimenta quantias semelhantes? 

Que empresas que movimentam valores semelhantes são geridas em part-time, depois de uma dia de trabalho, muitas vezes exigente, como o são praticamente todos?

Poder-se-á dizer que o Sporting já remunera profissionais, figuras equiparadas a directores gerais, para esses efeitos. Mas quem assume as responsabilidades "politicas" da gestão são os eleitos. Sendo eles que dão a cara, não devem ser eles a assumir responsabilidades directas na gestão?

A remuneração dos cargos de direcção é sempre motivo de alguma controvérsia. Como em quase tudo na vida há a cara e a coroa. As más razões são frequentemente apontadas e sobejamente conhecidas e obviamente não devem ser negligenciadas. As boas são poucas vezes defendidas, pesem os méritos que possam encerrar, podendo representar vantagens para o clube e uma alteração positiva considerável nos resultados  obtidos.

A profissionalização da gestão abre o leque de recrutamento dos seus dirigentes. O Sporting não pode exigir simultaneamente bons resultados sem dedicação exclusiva, obrigando os seus dirigentes a abdicarem das carreiras profissionais e familiares, ou permitindo apenas o acesso aos que estão "bem de vida", mas não necessariamente os mais competentes ou mais motivados. Ainda assim, e tendo em conta o limite temporal dos mandatos, tais cargos representarão sempre o assumir de riscos consideráveis na gestão da vida particular dos interessados.

NOTA IMPORTANTE: tendo em conta que estamos a atravessar um período eleitoral, factor que contribui para limitar a objectividade e razão, agradece-se que se comente este post sem o transformar num pretenso apoio à candidatura de Couceiro apenas porque ele aparece referenciado.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Eleições: como falar é fácil, cada um diz o que quer

Caminha-se a passos largos para o encerramento do prazo de entrega de candidaturas e é cada vez mais evidente que da correria para o cumprimento dos prazos para o preenchimento dos muitos lugares vagos nas listas (Conselho Leonino, Conselho Fiscal, Conselho Directivo) é, mais do que uma corrida contra o tempo, uma corrida contra a coesão e racionalidade. Um processo assim tem pelo menos um mérito, reduz as expectativas, a possibilidade de me defraudar é cada vez mais diminuta.

No Sporting os erros repetem-se -  nos chavões e nos métodos - e essa acusação tanto serve para qualificar as administrações passadas como os que se opõem, mimetizando os movimentos dos ratinhos de laboratório, nas suas voltas sem fim. As poucas coisas quem mudam são  os dias, os meses e os calendários, subsistindo os mesmos problemas que, por não se darem solução, também mudam, mas de dimensão, tornando-se mais difíceis de resolver ou simplesmente minimizar o seu impacto.

Se a vitalidade de uma instituição se pode avaliar pela forma como responde aos desafios, em similitude como o corpo humano replica às infecções, facilmente se conclui que o Sporting está senão declaradamente doente pelo menos debilitado, asténico. Essa conclusão depreendo-a da forma como se tem respondido às sucessivas crises e que mais uma vez se verifica neste processo eleitoral: de forma fragmentada, parcelar, em que a ideia de agregação soa à mais abjecta heresia. Paradoxalmente foi nessa matriz associativa que se fundou um dos mais titulados modelos associativos que a sociedade portuguesa gerou: o Sporting Clube de Portugal.

Ontem, ao fim de muito tempo a evitá-lo, dei uma vista de olhos pelos famigerados programas "sobre futebol" que infestam os canais de televisão. De futebol não têm nada mas tinha alguma curiosidade de perceber o posicionamento dos nossos paineleiros relativamente ao momento do Sporting e ao acto eleitoral em concreto. Pura perda de tempo.

No canal do jornal "A Bola"  José Eduardo dava uma lição do que há de mais vulgar na blogosfera, dissertando sobre o "milagre do Dortmund", com ar grave e sério de quem vai finalmente revelar a formula da pedra filosofal.

No canal de cabo da TVI Barroso revelava algum distanciamento relativamente a Bruno de Carvalho nos últimos 2 anos, (lista onde foi eleito...), para concluir que o seu voto e eventual apoio público a uma lista candidata iria não para o melhor projecto, para uma ideia vaga ou estruturada, mas contra qualquer lista onde se incluam ou alinhem os seus ódios de estimação, "aquela gente".

Na SIC Dias Ferreira tresandava ressabiamento por todo o lado, acusando Ricciardi de tudo e do seu contrário, esquecendo-se que nem todos perderam a memória nem o significado ou importância da palavra "accountability"

Dias Ferreira escolheu a saída mais fácil, dizendo o que é, neste momento, o mais popular e conveniente. Ou o PMAG ao tempo de Betttencourt, por sinal Dias Ferreira, e na sua qualidade de representante de  todos sócios, não deveria ter colocado aos senhores do Conselho Fiscal, onde já estava Ricciardi, as perguntas que ontem deixou:
"-  Então para que é que serve o Conselho Fiscal?"
"- Para que servem os auditores?"
"- O Conselho Fiscal não tem obrigação de chamar a atenção para os negócios que são feitos?"
"- Vêem os ordenados que são pagos, os negócios, etc, e não alertam para estas situações?”
Mas não só. Dias Ferreira que explique aos sócios onde estaria hoje o Sporting se estivéssemos a pagar o ordenado a Frank Riijkaard, a Futre e se este trouxesse a sua famosa lista de reforços, onde constavam Donadel, Trochovski, Taiwo, Wendt, Brian Ruiz, Stekelemburg, ou Alex Sanchis.

Para estes e muito outros o Sporting é um ponto algures depois da linha que dista do seu nariz ao umbigo. Por isso o "eu isto" e o "eu aquilo" vem sempre antes das propostas, das ideias e das soluções.  E estes programas de TV estão para o Sporting como os receptadores da arte antiga para o património nacional: pagam a poucos e a bom preço o uso e o abuso do que de é muitos e que muitas gerações se danaram a erigir.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Figo, Paiva dos Santos e Couceiro: equívocos e certezas

Chamavam-lhe um... Figo
O alivio de uns é agora o pesar de outros, mas é já certo que Luís Figo não será candidato à presidência do Sporting. Prefiro não cair na quase incontornável discussão sobre o Sportinguismo de Figo. Não que não tenha opinião sobre a forma como saiu do Sporting ou sobre o festejar ou não um golo ou uma vitória sobre o clube que diz ser seu. Ou até sobre a aparente necessidade que o nosso ex-jogador tem de cifrões para lhe lubrificar os interesses. 

Não falta quem o julgue e condene, como não faltam exemplos de quem, a coberto do propalado amor ao Sporting o prejudique muito mais do que o há muito tempo distante ex-jogador. O que prefiro relevar são as reiteradas declarações públicas do jogador, reafirmando a sua condição de Sportinguista e não apenas um mero adepto, mas sócio de pleno direito. E continuo a pensar que o Sporting não deveria desperdiçar a projecção de Luís Figo, até como forma de receber uma parte do muito que lhe deu.

Relativamente à possibilidade aventada de Figo concorrer às próximas eleições, era um processo condenado à partida cuja morte à nascença é preferível ao nascimento de um filho torto. Haverá imensas condições que um candidato deva preencher à priori para se dispor ao sufrágio dos seus consócios. Mas há uma elementar, onde radicarão todas as outras: a vontade própria. E essa nunca pareceu ser a de Luís Figo, pelo menos neste momento. Ao contrário do processo que parece ter sido iniciado, não tinha que ser Luis Figo a ser convencido a ser presidente do Sporting, ele é que tinha que nos convencer - a todos os associados - da sua vontade e da bondade das suas propostas.

Falar em Pedro Paiva dos Santos com areias movediças debaixo dos pés
É-me indiferente que o próximo presidente seja branco, negro, amarelo ou vermelho. Ou que seja muçulmano, judeu, católico, hindu, ou professe qualquer outro credo. E também me são indiferentes as suas opções politico-partidárias, desde que inseridas no espectro dos partidos democráticos.  Mas seria um embaraço ter um presidente do Sporting com uma relação equívoca em relação ao passado recente do meu País e com o culto de personalidades e tempos em que em Portugal ter a simples opinião era considerado um delito sumariamente condenado e arduamente expiado. 

É isso que se depreende do que  uma das suas páginas de uma das muitas redes sociais ainda ontem exibia, e que hoje sofreu um rápido facelift, desaparecendo a fotografia do "Presidente do Conselho" ou da ponte que ontem era "Salazar" que hoje ainda não é "25 de Abril" mas apenas "Sobre o Tejo". Pior do que ter convicções discutíveis é não estar convicto das suas próprias convicções. Sei o quanto isto é polémico e quão pouco ou nada o Sporting precisa de mais uma polémica, mas é uma questão de principio que não estou disposto a fechar os olhos, o que não obsta a que cada um faça o julgamento que entender.



Couceiro, uma certeza
Não tenho uma opinião formada sobre Couceiro como presidente do Sporting, já tenho poucas dúvidas que é uma mais-valia que o Sporting deveria aproveitar. Não é uma opinião nascida "porque sim" é uma convicção que resulta do que lhe fui ouvindo e lendo e que se cimenta pela recente participação no programa Zona Mista, que pode ser visto na íntegra aqui. Um discurso seguro e fundamentado em conhecimento que significa uma grande e assinalável diferença em relação ao desfiar de vulgaridades, chavões e barbaridades à mistura.

Equivoco colectivo
É sempre difícil saber da representatividade das vozes que a blogosfera dá como maioritárias. Basta para isso ter em conta o que foram os resultados das AG´s mais recentes, ou até os mais recentes resultados eleitorais. Mas fosse qual fosse a sua importância é-me cada vez mais evidente que o momento escolhido para fazer cair a direcção - acabaram por cair todos - foi o pior. 

Algumas dessas razões são abordadas por Couceiro no referido programa, outras têm sido trazidas à discussão por Jesualdo Ferreira nas suas conferências de imprensa. A perigosa situação em que a equipa se encontra na tabela classificativa, com duas alarmantes derrotas consecutivas, cada vez mais vinca a ideia de uma errada percepção da realidade complexa em que o clube está imergido, bem como duma equívoca avaliação das prioridades. Infelizmente isso aqui isso não foi muitas vezes bem interpretado.

P.S.: Agradecimentos a B. K. pela colaboração na elaboração do post
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Nota:
Deixo a seguinte nota a pedido da Candidatura Independente (CI) ao Conselho Fiscal e Disciplinar do SCP.

Se pretenderem subscrever a candidatura (acto cujo único compromisso que acarreta é o de ajudar na admissão desta lista ao acto eleitoral), deverão:

1) Imprimir, preencher e assinar este documento: http://cfdindependente.files.wordpress.com/2011/03/recolha-de-assinaturas-cfedi1.pdf

2) Fazer "scan" do documento, bem como do BI/CC e do cartão de sócio

3) Enviar tudo para cfdindependente@gmail.com.

Como não há ainda a garantia de que a assinatura digitalizada será aceite, pedimos que enviem o documento assinado para a morada Rua Marcos Portugal, nº6- 2º Direito, 1495-091 Algés, ou em alternativa que me contactem para este e-mail, que alguém irá ter convosco para recolher o documento.

Se for possível angariar mais assinaturas entre os vossos familiares, amigos e conhecidos, agradecemos.

Notas importantes:
1) Para a assinatura ser válida, é necessário ter a quota de Janeiro paga aquando da verificação das assinaturas (~ 21 de Fevereiro).

2) Para poder votar na AG eleitoral, é necessário ter a quota de Fevereiro paga até ao dia 3 de Março (20 dias antes).

Poderão consultar toda a informação (lista, programa, historial, etc.) sobre a CI no site http://cfdindependente.wordpress.com/.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bruno de Carvalho, o que parece e o que é

Ninguém ficou surpreendido com a apresentação da candidatura de Bruno de Carvalho. E ninguém ficou surpreendido que o anúncio ontem efectuado corresponda à primeira candidatura para ser levada a sério (que me perdoe o consócio Carlos Severino). Bruno de Carvalho nunca chegou a sair de cena, mantendo sempre a sua presença na actualidade do clube. É por isso, neste momento, o candidato melhor colocado para ganhar as eleições e, a manterem-se as perspectivas actuais, Bruno de Carvalho só não ganhará as eleições se... as perder. 

Eu explico: parece-me que, na actual conjuntura, BdC só perderá as eleições se cometer algum deslize, ou se a isso for levado por algum dos que venham a ser os seus futuros oponentes. Será assim também o seu "destino" se chegar a presidente: mais do que superar o legado recebido, BdC confrontar-se-á com o que o foi dizendo, fazendo e exigindo. A fasquia será aquela que ele mesmo colocou. Mas, voltando ao principio, parece não ser muito polémico afirmar, e usando a linguagem futebolistica, que BdC depende (sobretudo) de si próprio para alcançar os objectivos a que se propôs.

Durante o processo que culminou no actual desfecho, muito se falou do papel da MAG, pondo em causa a sua isenção, colando a sua acção à vontade de beneficiar BdC. Sobre este ponto, mantenho a minha opinião aqui anteriormente expressa, no sentido de que a MAG nem sempre foi o que dela esperava, mas não tenho nenhum dado que confirme algo que se assemelhe a uma cabala. Pode até parecer, mas o que é verdade comprovada é que se BdC vê quase oferecida a sua "cadeira de sonho" pode agradecê-lo à... gestão de Godinho Lopes, em particular a muitas das decisões tomadas esta época.

Vi o anúncio da sua candidatura, mas abstenho de fazer grandes considerações sobre o seu conteúdo. BdC teve a sabedoria de contornar o "como fazer", ligando-se apenas ao que se propõem fazer, de forma genérica. Não fica, pelo menos para já, preso a números e modelos de acção muito concretos que lhe possam vir a espartilhar os movimentos. Cada um lê isso como quiser, do ponto de vista mediático julgo que até funciona bem. E estará aí a campanha para ajudar a fazer luz - ou não... - sobre as mais diversas matérias.

Ainda sobre Bruno de Carvalho, e atendendo a que hoje é o dia do seu aniversário, aproveito a referência para lhe endereçar os parabéns pelos seus  41 anos. Que nos próximos 41, e nos que os superarem, possa ele ver o Sporting no lugar que merece.

Uma nota para finalizar:

Bruno de Carvalho apresentou-se sozinho, o que é  um sinal de que a sua lista está por concluir. Diz-se que já recebeu alguns "nãos" de pessoas que seriam importantes para a sua afirmação. O mesmo vai acontecer a todos os outros candidatos e isso não é propriamente um drama. O que é dramático, ou pode vir a ser, é o curto período que os candidatos e proto-candidatos têm disponível para tomadas de decisões.

A isso referi-me aqui oportunamente, acabando por merecer comentários disparatados e insultos. A isso se referiu também Tomás Fróis (apoiante da candidatura de P. Baltazar em 2011), colocando a questão da forma que me parece correcta, quando afirma que "será quase impossível formar equipas com pessoas competentes e disponibilidade imediata" por óbvia dificuldade de compaginação com compromissos pessoais e profissionais.

Como é óbvio valorizo muito mais esta opinião e a minha do que a dos "trols" que infestam a blogosfera. Foi isso que disse quando escrevi que, nestas condições, "o aparecimento de bons candidatos e de boas propostas para o Sporting está por isso muito mais dependente de uma conjunção favorável dos astros do que pelas boas oportunidades que lhe  conseguimos proporcionar neste momento da nossa história." 


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A (entrevista) profecia de Elias: "Nos próximos anos vai ser dificil o Sporting competir com SLB e FCP"

A capa do jornal "O Jogo" dá hoje destaque a Elias remetendo-nos para uma entrevista que está longe de justificar tamanha notoriedade, pela escassez do conteúdo. O interesse resumir-se-á precisamente à capa, onde estão condensadas talvez os pormenores mais interessantes: a evidência de que, pelo menos para alguns jogadores, o despedimento de Domingos não foi bem digerido e a profecia de que o Sporting nos próximos 5 anos não conseguirá competir com os seus rivais SLB e FCP.  Vamos por partes.

As presentes declarações de Elias sobre o despedimento de Domingos à luz dos acontecimentos da presente época braqueiam a situação que se vivia na altura do despedimento do treinador e desresponsabilizam-no. O Sporting tinha feito o maior investimento da sua história recente, do qual não se pode ilibar as responsabilidades do treinador, quanto mais não seja por omissão. 

Quando Domingos sai a equipa não jogava um caracol, acumulava lesões musculares atrás de lesões musculares e encontrava-se já no quinto lugar, atrás dos seus rivais, do Braga e do Marítimo. Hoje, face ao que se seguiu, e muito fácil dizer que teria sido melhor manter Domingos, à luz de então talvez sim, talvez não. A ideia era mudar para melhor, o que parece ter funcionado num primeiro momento, mas que se revelou o desastre que hoje se conhece, com implicações muito directas na crise institucional que hoje se vive. 

Visto aos dias de hoje foi-nos fatal, mas não nos permite adivinhar o que se teria passado se Domingos tivesse permanecido. Isto porque ninguém sabe responder o que teria acontecido no final da Taça, ou se as meias-finais na UEFA teriam ocorrido. Isto é, se os resultados de Domingos se mantivessem a actual crise podia até ter surgido ainda mais cedo.

Quanto à profecia de Elias, que nos remete para cinco anos de duro penar, a comer o pó que os nossos rivais deixam para trás, tem alguma razão de ser face à realidade. Mas não tem o valor de uma condenação irremissível.  Pode ser assim como pode ser pior, e não faltam exemplos que sustentem qualquer das teorias. O destino será traçado no que for feito no imediato. 

O que fazer então para que a profecia não se cumpra ou pelo menos não veja o seu prazo dilatado?

Realismo, acima de tudo. É uma asserção "lapalissiana" bem sei, mas indispensável. Só a percepção do real valor - qualidades e fraquezas - e do valor relativo permite um bom diagnóstico e daí chegar às melhores soluções. E aí parece-me fundamental fazer 3 considerações:

1- Estamos muito atrás dos nossos rivais e, neste preciso momento, também do SCBraga. Em relação a este último é possível no curto prazo inverter posições. Atingiu o zénite com o segundo lugar de Domingos mas não tem massa critica para fazer mais do que isto: brilharetes esporádicos.

2- A importância da manutenção de Jesualdo. Desde logo no imediato. A sua saída agora podia-nos ser fatal e a sua continuidade evita ter que começar de novo. Ter coragem de não mudar o que está bem é tão importante como a necessária para fazer alterações dolorosas. Jesualdo pode ter a mesma importância para o Sporting e sobretudo para a próxima gestão como JJ teve para LFV. Isto mesmo considerando que o Sporting actual não poderá por ao dispor do seu treinador os meios que de que JJ pôde então beneficiar. Não vejo no universo Sporting quem, a nível técnico, ofereça melhor que Jesualdo.

3- Não fazer considerações precipitadas sobre o valor individual dos jogadores que compõem o plantel. 

3.1 -É obrigatório ter em conta que este ano foi um ano perdido, fazendo com que alguns jogadores estagnassem ou até regredissem e todos, excepção de Patricio, ficassem aquém do valor que deles se esperava.

3.2 - A juventude  em excesso do plantel - no último jogo Rinaudo era o jogador mais velho, mas tem apenas 25 anos! - tem do seu lado a possibilidade de evolução do já muito razoável valor mas, para um clube instável e à procura da sua identidade ganhadora, é também um problema adicional. O facto de não dispormos de grandes recursos pode até "ajudar-nos", por não ser possível uma nova revolução ao invés de ajustes necessários. 

Mas as questões de maturidade não se põem apenas em abstracto, devem ligadas ligadas directamente à competição. Ontem o Miguel Nunes dizia-nos aqui na caixa de comentários com alguma razão que o actual meio-campo "nem para limpar as botas a Veloso, Moutinho, Izmailov, Romagnoli" que, com Paulo Bento, até nem conseguiram ser campeões. 

Uma meia-verdade seguida de uma verdade incontestável: "Não adianta ter bons gestores se depois à frente do que mais toca a todos estão patetas a tomar decisões que prejudicam o futebol e consequentemente todo o funcionamento do clube". Este tem sido "o problema-mãe" de quase todos os outros que dele nascem em cascata: a falta de resultados, os problemas financeiros, a contestação. Temas que de certa forma já tinham sido abordados aqui, no Lateral Esquerdo.

Antes da análise a uma e a outra um parêntesis. Ajudará muito ao sucesso do clube resolver na cabeça dos seus adeptos o que parece ser uma crise de identidade. O Sporting não será mais pequeno se, neste processo, não conseguir ganhar no imediato. O Sporting é grande pelo seu passado e pela sua matriz, mesmo que esta esteja a precisar de lustro. O Sporting nunca se identificará como um clube formador - a excelência da sua escola é um valor incontestável - se os seus adeptos olharem apenas para o passado - Damas, Manuel Fernandes, Futre, Figo, Simão, Nani, Ronaldo, etc - ou para o futuros quiméricos se não souberem sofrer as dificuldades dos que, no presente, precisam do tempo e do espaço para se afirmarem. O Miguel Nunes fala-nos de um valor nunca reconhecido, especialmente de Pereirinha ou Carriço e concordo inteiramente com análises que faz.

Primeiro a meia-verdade. À época Moutinho, Veloso, Romagnoli e Izmailov tinham também o mesmo problema de que enfermam os actuais jogadores do actual plantel: eram jovens, o seu valor era também contestado, bem como os dirigentes que os comandavam. O seu valor adivinhava-se mas nem sempre o seu rendimento lhe era equivalente.

Moutinho só viu o seu valor inteiramente reconhecido quando mudou para uma equipa e clube estável, onde as suas preocupações se devem resumir em treinar, jogar, evoluir, ser melhor, ganhar. Sem isto, o valor facial do jogador diminui e o seu potencial será sempre uma promessa por cumprir. E isto é muito do que os jogadores do Sporting não têm tido, nem então e muito menos esta época. Isto é um dado objectivo que se sobrepõe a outras considerações com um grau de subjectividade muito maior.

Depois a verdade incontestável. Todo e qualquer dirigente tenderá a fracassar se não conseguir reconstruir o departamento de futebol. O Sporting tem sido um cemitério de ilusões, um pira permanente de profissionais e dirigentes. Olhando para os exemplos recentes de Izmailov ou até de Moutinho, podemos ser levados a concluir que o Sporting está sujeito ao karma de contratar apenas maus profissionais. Isto equivale a  enterrar a cabeça na areia.

Repare-se no caso de Izmailov. Mal chegou ao FCP foi-lhe posto à disposição um tradutor. É de pasmar que um jogador que está há 6 anos em Portugal não saiba ainda falar português. Isso diz-nos alguma coisa sobre o seu insucesso relativo no Sporting, da sua pessoa como individuo, mas diz-nos muito como trabalham os dois departamentos de futebol. O FCP não se deteve em raciocínios mais ou menos "filosóficos" do género  "mas que raio de gajo é este que há tanto tempo em Portugal não fala português" tratou de resolver o problema. Com isso protege o seu investimento, promove as condições para o seu mais rápido sucesso, revela profissionalismo. 

Como é que ninguém se lembrou disto no Sporting? Pois... Isto ajudará muito a perceber como surgem casos como o de Stojkoivic, por exemplo. Lembro-me perfeitamente de uma entrevista em que o irmão e então empresário Vladan protesta contra o comportamento do Sporting, já decorria então o processo que levaria à sua saída, em que o jogador, acabado de chegar e sem saber falar português, não dominava os vários aspectos relacionados com as acusações que lhe eram feitas. Hoje damos graças à confirmação do valor de Patrício mas esta não teria que ser mutuamente exclusiva com o de Stojkovic, e em particular do clube, que não viu ressarcido o investimento realizado.

Juntamente com a incontornável questão financeira - sem dinheiro não há vicios e a necessidade dramática de um valor considerável é por isso um ponto crucial e não de somenos como alguns pretendem - estes serão os aspectos que levarão à ponderação do meu voto.

Estas é que são as questões cruciais para o Sporting, juntamente com a compreensão da matriz eclética do nosso clube. Mas, como também agora se vê, até podíamos ser campeões em todas as modalidades - o que nem vai ser o caso - que será sempre o futebol a decidir o destino dos próximos dirigentes como já decidiu os anteriores.

Infelizmente as mais acaloradas discussões andarão à volta do "croquetismo", do "terrorismo", do "verdadeiro sportinguismo" e outros "ismos", modalidade em que nos tornamos campeões sem outros adversários que não nós mesmos, os Sportinguistas. 

Por vezes sou levado a pensar que tal sucede porque em relação a estas matérias há também um profundo desconhecimento do que propor e é por aí que se funda o reino do silêncio, das banalidades ou até o da asneira.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Amor próprio e amor ao clube

É ainda cedo para saber quantas e quais serão as candidaturas aos diversos órgãos sociais do Sporting mas ninguém se surpreenderá que número de listas iguale ou até supere o das últimas eleições. É-me difícil qualificar como um sinal de vitalidade  a proliferação de candidaturas face à situação em que o clube se encontra. 

Não me refiro em exclusivo à situação financeira ou à situação desportiva, mas a um cada vez mais notório acantonamento de grupos de pressão e de expressão, com muito poucos pontos de contacto ou convergência que lhes permita encontrar uma base minimamente estável para apresentação de candidaturas conjuntas. 

Isto é no mínimo estranho e um primeiro mau presságio, se atendermos que os recursos necessários no curto médio prazo - 20 a 25 milhões - não se encontram na feira semanal de Odivelas ou similares. O caminho, mais uma vez, será o mais difícil e a futura liderança terá que lançar as raízes da sua própria afirmação num terreno estiolado pela refrega eleitoral e competindo com a improbabilidade de sucesso desportivo no curto prazo.

A este fenómeno de candidaturas como cogumelos em bosque outonal não será certamente alheio o valor promocional da marca Sporting. Basta atender ao passado recente e olhar para as candidaturas do último acto eleitoral. 

No universo Sporting quem já tinha ouvido falar em Brás da Silva, apesar da sua actividade empresarial na Finertec ter alguma relevância em Portugal e Angola? 

Bruno de Carvalho, com trabalho feito na Fundação Aragão Pinto não era um desconhecido para muitos Sportinguistas?

A quem deve Dias Ferreira o facto de o seu nome ser hoje reconhecido em qualquer lado?

Godinho Lopes, que até já tinha sido vice-presidente, não era também ele um ilustre desconhecido?

Quantos tinham ouvido falar de Pedro Baltazar antes de ele se tornar um investidor na SAD?

Algo semelhante podíamos dizer de Sousa Cintra, quando apareceu, Dias da Cunha e tantos outros que entraram na onomástica leonina e daí transitaram para o panorama nacional. Todos eles ganharam com a associação ao nome do Sporting, oxalá o clube pudesse fazer igual balanço.

O Sporting tem sido bom a estimular muito amor-próprio. Este, na devida medida é indispensável e vital à saúde de um individuo, mas não deve ser confundido com a ambição desmedida e a soberba. E em certa medida, quando os passos são maiores do que as pernas, produzem o efeito contrário, expondo, pela incapacidade demonstrada, ao ridículo. 

Para nós, Sportinguistas, o problema começa quando ele extravasa a esfera dos seus autores e atinge o clube. Neste momento de muita indefinição e alguma apreensão poupem-nos (os candidatos e proto-candidatos) pelo menos às fracas figuras, evitem o ruído e não nos façam perder tempo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Enganos, promessas e desculpas não!

Começo pelo dia ontem vincando a minha convicção: a agora confirmada demissão dos órgãos sociais foi a saída possível, mas não necessariamente a que melhor serve os interesses do Sporting. Talvez um mal menor, face à alternativa que se perfilava, mas não a que mais e melhores soluções permite. São poucos os dias a separar-nos do acto eleitoral, o que compromete a apresentação de candidaturas a vários níveis:

1- À priori ficam eliminados todos os que se poderiam considerar válidos - e que resulta primeiro de uma decisão individual - mas que são surpreendidos pelo momento.

2- Na formação das equipas que constituirão as listas. O sucesso de uma gestão depende não apenas de um líder esclarecido, mas em larga medida da equipa que a suporta. E isto é válido não apenas para os dirigentes a eleger, mas também pelos profissionais das mais variadas áreas cujo saber deverá estar no suporte às decisões. Ponha-se os olhos no recente caso Niculae: quando a proposta de contratação chega a esse nível de decisão todas as condicionantes do negócio têm que constar do dossier previamente elaborado, não é o presidente que tem de saber se ele jogou onde, como, porquê, se se lesionou x vezes. Há muito a fazer a este nível em Alvalade.

3- Na elaboração de um plano de campanha. Talvez o mais fácil, uma vez que os Sportinguistas estão sempre ávidos de participar e de se informarem.

4- Na elaboração de uma proposta devidamente estruturada para o governo do clube. (Que não deve ser confundido com um rol de definições genéricas ou vagas promessas). Para que tal possa ser realizado é fundamental conhecer a realidade do clube, não só da que venha espelhada nos recentes R&C, como também da evolução que entretanto se possa ter registado. Haverá tempo para tudo?

Desconsiderar estes pontos, que surgem de uma reflexão pouco demorada, não percebendo que a pressa concorre para a dificuldade do surgimento de soluções para um clube já de si pouco atractivo, ou atribuir a estas preocupações "passividade" perante a actual situação, nem me apetece qualificar. 

As dificuldades de quem for eleito serão imensas, como percebemos já, e isso exigirá de todos um esforço como provavelmente nunca nos havia sido pedido. A desculpa do desconhecimento da gravidade da situação do clube não poderá ser usada.  Foi precisamente pelo descontentamento que essa situação gerou que se chegou ao actual desfecho. Enganos, promessas e desculpas por favor, não!

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