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terça-feira, 8 de abril de 2014

O negócio Elias como pretexto para falar do modelo de negócio para o Sporting

Devo dizer que me surpreendeu o desfecho do caso Elias. 

Surpreendeu-me o timing, porque não me parecia provável que o negócio se consumasse já com o mercado fechado. 

Surpreendeu-me o valor da transferência, pelo facto de se tratar de um jogador que completará meio ano sem competir e que tem quase 29 anos. 

A maior surpresa porém vem do facto de os ordenados passarem a ficar a cargo do Corinthians, precisamente pelo facto do clube brasileiro não poder contar com o jogador até Julho. 

Um excelente negócio para quem, como eu, entendia que o mal menor que representava vermo-nos livres do jogador apenas pelo valor poupado nos vencimentos já era bom.

Aproveito o encerrar deste caso para reflectir sobre o que poderá ser o modelo de negócio do Sporting, ficando para um post posterior análise mais pormenorizada sobre as relações com os diversos intervenientes no meio, nomeadamente os empresários, investidores, fundos e mesmo os jogadores.

Que modelo para o Sporting?
O segundo ano da actual actual administração ajudará a perceber melhor qual o modelo que adoptará para desenvolver o seu negócio no que diz respeito aos investimentos. O ano passado, por força das circunstâncias, deve ser considerado um ano zero. A falta do palco europeu não significou apenas ausência de receitas. Constituiu também seguramente um forte corrente contrária e dissuasora junto de alguns dos alvos definidos para o reforço do plantel, que se somava à incerteza do que seria o Sporting este ano, depois do "anno horribilis". Certamente que jogadores como Rafa teriam olhado para a proposta do Sporting com outros olhos se tivesse dons adivinhatórios. Atrevo-me mesmo a dizer que provavelmente Ghilas teria também ponderado de outra forma a decisão que tomou se soubesse tudo o que sabe hoje.

Mas não foram apenas os jogadores que temeram ligar-se ao Sporting. Conseguir parceiros de negócio que dividissem os riscos também não seria muito fácil e mesmo os empresários e clubes não teriam grande predisposição de negociar com um clube em profunda reestruturação. Isso mudará substancialmente no próximo ano, com maior acuidade se o Sporting conseguir o que todos tanto desejamos: o apuramento directo para a Liga dos Campeões. 

Salvo melhor opinião o Sporting necessita, para melhorar a sua competitividade face aos seus concorrentes directos, de encontrar forma de aumentar as receitas disponíveis, de forma a reinvesti-las na sua actividade principal e motor de toda a vitalidade do clube. Só dessa forma conseguirá manter os melhores jogadores que forma mais tempo e  disputar os jogadores que lhe interessam no mercado. 

Salvo também melhor opinião, pode fazê-lo de 2  formas: 

- Apenas com receitas próprias, geradas pela venda de jogadores, bilheteira, receitas de publicidade, televisão, etc, sem envolver capital alheio à SAD e clube.

- Recorrendo a investidor(es) e fundos

Ficando pelas receitas próprias, o que significaria também não partilhar os valores dos passes de jogadores, o Sporting contará apenas com as mais-valias que for capaz de gerar para refinanciar o seu negócio. Idealmente este é o meu preferido, e que se aproximaria da identidade de um clube formador. Muito próximo do que faz o Barcelona, que recorre ao mercado apenas para suprir o que os ciclos de formação não lhe proporcionam. 

Ao contrário do que se vai julgando e por vezes até afirmando, o Sporting nunca seguiu exactamente a mesma cartilha. Ao contrário do clube catalão, os jogadores que o Sporting forma têm sido, por força das vicissitudes, chamados a desempenhar responsabilidades mais cedo do que o desejável e até do exigível. A criação da equipa B foi uma excelente medida para suprir uma falha importante, mas é demasiado recente e, quanto a mim, requer ainda correcção de trajectórias para se poder considerar uma aposta ganha.

Quanto à segunda possibilidade, não me parece que o Sporting possa atrair no futuro próximo, e provavelmente nenhum clube português, um sheik árabe, seguindo o modelo inglês ou do PSG. Não vejo Bruno de Carvalho a partilhar o poder nem a última palavra e não acredito que haja quem invista sem dela dispor. Este é também o modelo que mais me desagradaria, detestaria ver o Sporting com dono.

Os fundos têm sido o principal parceiro de negócio dos nossos rivais e concorrentes directos. Graças a eles o FCPorto conseguiu encostar-se a uma classe média alta de clubes europeus chegando mesmo a dois títulos europeus. Uma boa prospecção de mercado tem encontrado disponibilidade financeira para concretizar negócios. O sucesso desportivo proporciona valorização. A respectiva realização de mais-valias ajuda a suprir a falta de receitas para aguentar planteis dispendiosos. O SLB não tem sido tão feliz mas é inegável que a sua competitividade subiu e que se aproximou do FCPorto.

Inegável é também que o mesmo tipo de operação não correu bem no Sporting. Creio que tal não se deveu propriamente ao modelo mas sim à gestão ou ausência dela. Com todas as desvantagens que acumula, o Sporting tem pelo menos uma vantagem por estar novamente na casa de partida: não precisa, não deve, cometer os mesmos erros. Os seus e os dos seus rivais, especialmente no que respeita à acumulação de passivo. 

Mesmo com todos os riscos que hoje sabemos, creio que o Sporting não se deve auto-limitar, impondo a si mesmo restrições que lhe tolham as perspectivas, considerando todas as possibilidades que o jogo do mercado lhe coloca à disposição. O contrário seria tão nefasto como, no relvado, a equipa do Sporting não saber/poder usar todas as ferramentas do jogo para chegar ao golo e consequentemente às vitórias. Seria o mesmo, mal comparado, que não poder/saber marcar um canto ou até mesmo concretizar um penalty.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O grande Elias uma breve reflexão sobre os fundos de jogadores

O titulo do post remete-nos para um filme português dos anos 50, protagonizado por António Silva,  e outros nomes grandes do cinema português. O enredo tinha no centro uma família portuguesa  que contornava as dificuldades em que estava emergida graças às remessas de uma abastada tia brasileira que julgava terem os seus parentes lusos iguais condições.

Uma relação equívoca, algo semelhante à que uniu o Sporting a Elias. Este, como muitos outros que chegaram com ele, viu  no Sporting um meio para projectar a sua carreira e o Sporting viu no brasileiro um jogador de qualidade, um investimento seguro e rentabilizar e até um líder, oferendo-lhe a braçadeira de capitão. Ambas as expectativas saem frustradas.

No inicio da época passada poucas contratações me entusiasmaram tanto como a de Elias. Conhecia o jogador, contemporâneo de Ronaldo, o Fenómeno, no Corinthians, e a sua ascensão até à selecção brasileira. Conhecido como "o guerreiro", as suas características de jogador técnico qb, mas que se devotava com grande intensidade ao jogo, parecia cair na perfeição no que era identificado como o modelo típico nas equipas de Domingos. Os quase nove milhões não pareciam, em condições normais, difíceis de rentabilizar num curto/médio prazo.

Hoje todos sabemos que as tais condições, entendidas como normais, nunca se proporcionaram e a contratação de Elias foi um fracasso. As causas desse fracasso compreendem-se entre as que dizem respeito ao insucesso desportivo consubstanciado no falhanço da aposta em Domingos, e do desmoronamento de todo o edifício desportivo que se seguiu este ano com Sá Pinto, após um começo prometedor que terminou numa das tardes mais inglórias e frustrantes no Jamor.

Mas, no caso de Elias, não há apenas "culpas" no falhanço do projecto desportivo que veio encontrar no Sporting.  Há também muita responsabilidade pessoal. Há poucos dias, o jogador dava conta que não se sentia feliz no Sporting, que gostava de lutar por títulos. Se essa vontade for a que demonstrava em campo, em particular nos últimos jogos, completamente descomprometido da sorte da equipa, sem qualquer esforço pela procura da bola, resguardando-se do jogo, Elias nunca lutará por títulos, com sorte ganhá-los-á por inércia.

Elias foi entretanto cedido ao Flamengo, certamente inserido numa estratégia de contenção de custos mais do que necessária tendo em conta o actual contexto e o vislumbre do que podem ser as receitas futuras. Ao contrário do que parece ser o entendimento maioritário, é uma boa decisão. A sua permanência, no contexto actual do clube e do próprio jogador, só equivaleria a uma desvalorização ainda maior. A sua venda, neste momento, seria, isso sim, um mau negócio porque dificilmente deixaria de ser feita abaixo do preço de custo. O seu regresso ao Brasil pode equivaler a uma valorização, até porque é feito para um clube com pergaminhos e com visibilidade para proporcionar o regresso à montra que é a selecção brasileira.

Para os que sempre se opuseram ao recurso aos fundos, que, como tudo na vida têm vantagens e inconvenientes, talvez percebam agora melhor que o Sporting, ao alienar a percentagem do passe deste jogador, não alienou apenas parte dos lucros de uma futura venda. Partilhou também o risco do investimento feito e, correndo tudo pelo pior, tem pelo menos asseguradas as verbas que já recebeu, isto é, 50% do passe.

O problema para o Sporting nunca foram os fundos, como também não são as comissões. Esta tem sido a solução adoptada e com o sucesso conhecido no FCP e, menos, no SLB. A virtude deste modelo não é apenas a de partilhar riscos. Está também na possibilidade de proporcionar aos clubes a quem eles recorrem o acesso a jogadores cujo preço seria proibitivo. A falta de transparência obrigou já a UEFA preparar legislação para lhes por termo, demonstrando um parcialidade condenável, quando nada faz para impedir a meia batota que é a compra de clubes por magnatas, cujo dinheiro não é digno de menos suspeita.

O problema para o Sporting é e sempre foi a gestão desportiva. O looping permanente entre o recomeço e um novo fracasso impede o Sporting de alcançar os da frente. O consequente afundamento económico e financeiro e as convulsões que daí resultam fazem o resto. A entrada de Elias para o polémico compêndio do "jogador mais caro do Sporting" e dos fracassos a ele associado, é capaz de nos fazer manter por muito tempo longe do acesso a jogadores de qualidade que nos permitam encurtar o fosso que nos separa dos nossos rivais. O pior é que eles, a par dos treinadores, são os que ditam muita da nossa sorte e do nosso azar ao jogo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sabe a quem pertencem os jogadores do Sporting?

(Clique para ampliar)
Artigo publicado no Público. Aconselho, a propósito do mesmo assunto, a leitura do artigo aqui publicado "A bomba deste verão"
 
A questão é actualíssima, pelas questões que levanta, e que vão desde a transparência à concorrência leal. Para o Sporting, e como adepto, interrogo-me se, face ao que fazem há muito os nosso rivais, se podíamos ficar de fora por muito tempo. Que alternativas podíamos explorar?

Há jogadores do FC Porto que estão parcialmente nas mãos de empresas holandesas, luxemburguesas, inglesas e maltesas. Há 20 jogadores do Benfica no fundo de futebolistas criado pelo clube e o Sporting cedeu percentagens dos direitos económicos de 15 jogadores ao seu fundo e de sete a um fundo sediado na Irlanda. Esta é uma realidade cada vez mais frequente no futebol português e, numa altura, em que se discute o recurso a este instrumento que serve para obter liquidez, o PÚBLICO fez um levantamento dos principais parceiros dos três "grandes" (ver infografia).

Um dos negócios mais curiosos envolve João Moutinho. O FC Porto comprou o passe do médio ao Sporting em Julho de 2010 por 11 milhões de euros e três meses depois vendeu 37,5% a uma empresa holandesa chamada Mamers B.V, por 4,125 milhões. Segundo os dados obtidos pelo PÚBLICO na base de dados de empresas D&B, esta sociedade é detida por uma fundação (Stiching Mamers), cujos corpos directivos são o empresário português António Fernando Maia Moreira de Sá e o filho Flávio Moreira de Sá. António Moreira de Sá é um empresário do Norte do país com interesses na construção civil e também membro suplente do conselho superior do FC Porto (um órgão consultivo do clube).

O PÚBLICO questionou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para saber se existe alguma incompatibilidade, algo a que o órgão regulador respondeu negativamente: "Nessa data, António Fernando Moreira de Sá não integrava os órgãos sociais da Futebol Clube do Porto - Futebol SAD." O PÚBLICO também tentou obter uma explicação do FC Porto (que recusou responder a perguntas) e de António Moreira de Sá, que não se disponibilizou para falar.

As movimentações em torno do passe de João Moutinho, porém, não ficaram por aqui. A dado momento (entre Outubro de 2010 e Agosto de 2011), esses 37,5% dos direitos económicos de Moutinho foram cedidos ao Soccer Invest Fund, um fundo registado na CMVM cujos nomes dos accionistas não são conhecidos publicamente (só o regulador sabe quem são). Este fundo é gerido pela MNF Gestão de Activos, uma empresa que tem entre os seus administradores João Lino de Castro, que à data da venda de Moutinho ao FC Porto era secretário da mesa da assembleia-geral do Sporting e em Setembro de 2010 foi cooptado para a administração da SAD leonina, então presidida por José Eduardo Bettencourt. Em Agosto de 2011, o Soccer Invest Fund vendeu 22,5% do passe de Moutinho ao FC Porto, por 4 milhões de euros, ficando com 15%.

Também aqui a CMVM recusa a existência de qualquer incompatibilidade, até porque "na data em que foi comunicada esta transacção entre o Soccer Invest Fund e a Porto SAD, João Lino de Castro não integrava os órgãos sociais da Sporting SAD." O PÚBLICO também tentou ouvir o ex-administrador leonino, mas não foi possível.

Que fundos?

Na cada vez mais comum partilha de direitos económicos de futebolistas com terceiros podemos distinguir dois tipos de parcerias: uma são os fundos de jogadores registados na CMVM e as outras são negócios pontuais com empresas nacionais ou estrangeiras.

O Benfica e o Sporting constituíram fundos próprios, que são supervisionados pela CMVM e ambos geridos pela Espírito Santo Activos Financeiros (ESAF), uma empresa do BES. Publicamente não são conhecidos os investidores nestes dois fundos, embora a ESAF e a CMVM saibam quem são.

No caso do Benfica Stars Fund (40 milhões de euros), o relatório e contas revela que há seis investidores, um com mais de 25%, quatro com quotas entre 10 e 25% e um com uma parcela abaixo dos 2%. Oficialmente sabe-se apenas que clube da Luz detém uma parcela de 15%.

Paulo Gomes, membro do conselho de administração da Ongoing Internacional, admitiu ao PÚBLICO, em Outubro de 2009, que a empresa detinha uma participação no fundo do Benfica. "Temos uma participação razoável, mas não somos o maior", afirmou o administrador - fonte do mercado estimou que a participação rondará os 15 a 20%. Joe Berardo também confirmou ao PÚBLICO a sua participação, afirmando que investiu inicialmente um milhão de euros e que não tem a certeza se reforçou essa parcela. "Só sei que não vendi. É um investimento cultural."

Pouca informação

No caso do fundo do Sporting (15 milhões de euros), não se conhece nenhum investidor e o número de participantes só será divulgado no primeiro relatório e contas. Já o FC Porto cedeu os passes de alguns jogadores ao já referido Soccer Invest Fund, que tem apenas um investidor, segundo o último relatório e contas.

Fora da alçada da CMVM, embora o regulador supervisione os negócios efectuados pelas SAD, há várias parcerias. O Sporting cedeu parcelas dos passes de sete jogadores a um fundo sediado na Irlanda, que está ligado a Peter Kenyon, antigo director-geral do Chelsea e Manchester United.

O FC Porto, no entanto, é quem tem mais ligações ao exterior. Segundo os dados recolhidos pelo PÚBLICO, o clube portista tem, ou teve, parcerias com empresas sediadas na Holanda, Luxemburgo, Malta e Inglaterra. Em muitos casos, sabe-se pouco sobre estas empresas e o clube também não fornece dados sobre os parceiros. Questionada pelo PÚBLICO sobre se investigou as empresas que têm sido parceiras das SAD portuguesas, a CMVM respondeu que "não se pode pronunciar sobre esta matéria".

A Pearl Design Limited, sediada em Inglaterra, tem 25% do passe de Walter e é gerida por um empresário português, Mário Jorge Queiroz Castro, igualmente administrador de várias empresas em Espanha e Portugal. A agência Bloomberg chegou mesmo a noticiar que a UEFA estava a investigar este negócio, algo que foi depois desmentido pelo organismo que gere o futebol europeu.

O parceiro mais recente do FC Porto é o Doyen Group Investments, uma empresa sediada em Malta, que adquiriu 33,3% dos passes de Mangala e Defour. Esta empresa está ligada ao Doyen Group, a quem o PÚBLICO perguntou quem são os seus accionistas, mas não obteve resposta. O Doyen Group patrocina as camisolas de alguns clubes espanhóis (Getafe, Atl. Madrid e Gijón), tendo igualmente, segundo o diário espanhol El País, adquirido parcelas de jogadores como Pedro de León, Negredo, Reyes ou De Gea. O presidente do Getafe chegou a dizer publicamente que este fundo é gerido por empresários portugueses, mas não se sabe quem são. De outras empresas, como a Gol Luxembourg (que comprou 35% de James Rodríguez), a Maxtex (que deterá 5% do passe de Hulk) ou Jazzy Limited (que teve metade de Ramires), não foi possível recolher muita informação, mesmo em bases de dados de empresas.

Lucros?

O recurso a fundos e parcerias é, acima de tudo, uma forma de obter liquidez, numa altura em que o crédito bancário escasseia. No que diz respeito a lucros, há negócios e negócios. O Sporting, por exemplo, lucrou com a passagem de Jeffren, Capel e Rinaudo para o seu fundo. Por exemplo, o clube de Alvalade comprou o passe de Jeffren em Agosto de 2011 por 3,75 milhões de euros e vendeu 25% ao fundo, em Setembro, por 1,375 milhões - se fosse ao preço de compra, um quarto do passe valeria somente 937.500 euros.

Em sentido contrário, o Sporting pagou 8,850 milhões de euros por Elias, mas a metade vendida ao fundo Quality Football Ireland valeu apenas 3,850 milhões (e não 4,425 milhões). O FC Porto, por exemplo, vendeu 37,5% de Moutinho por 4,125 milhões de euros em Outubro de 2010 e quase um ano depois, quando recomprou 22,5%, já o fez por quatro milhões, bem mais caro do que havia vendido.

Percentagens sem dono conhecido
Na análise que fez aos relatórios das sociedades anónimas desportivas (SAD) do Benfica, FC Porto e Sporting e aos comunicados enviados à CMVM, o PÚBLICO deparou-se com algumas dúvidas sobre o paradeiro de partes de passes de jogadores dos três "grandes". É o caso de 5% de Hulk e 10% de James Rodríguez (FC Porto), 30% de Nélson Oliveira e 15% de Matic (Benfica), bem como de 20% de Rui Patrício, 20% de João Pereira e 25% de Matias Fernández (Sporting). Vamos por partes. O FC Porto detinha 90% de Hulk mas no último relatório anual aparece apenas 85%. A explicação é que os restantes 5% terão sido cedidos à empresa Maxtex, embora o clube não comente oficialmente. No caso de James Rodríguez, o FC Porto comprou 70%, depois vendeu 35% e recomprou 30%. Ou seja, deveria ter 65% e não os 55% que constam do relatório. No Benfica, o clube esclareceu que agora possui 100% de Maxi Pereira (antes só tinha 70%), mas não fez comentários sobre Nélson Oliveira e Matic. O clube da Luz tem 45% do passe do português, o fundo de jogadores tem 25%, mas não se sabe de quem são os restantes 30%. Já no caso de Matic o Benfica só tem 85%. Jardel também era uma das dúvidas (o clube da Luz tem 50%), mas um responsável da Traffic explicou ao PÚBLICO que a outra metade é do Desportivo Brasil, um clube detido por esta empresa que também administra o Estoril Praia e agencia vários jogadores. Já no caso do Sporting, o clube detém 80% dos passes de João Pereira e Rui Patrício, desconhecendo-se de quem são os restantes 20%. O mesmo acontece com Matias Fernández. Em Junho, o Sporting tinha a totalidade dos direitos económicos e no relatório do primeiro trimestre desta época comunica só ter 75%. O PÚBLICO tentou obter uma explicação da SAD leonina, mas não foi possível. A CMVM, por seu lado, diz que as SAD não são obrigadas a comunicar ao mercado as partes dos passes que não detêm. Ela só é feita quando a transacção tem impacto nas contas da SAD H.D.S.

sábado, 25 de junho de 2011

Negócios em curso e a bomba deste verão?

foto Record
Terror à esquerda?
Atila Turam é noticiado como certo no plantel do próximo ano, confirmando uma noticia dada em 1º mão pela RR. A confirmar-se, tudo indica tratar-se de um excelente negócio, tendo em conta a possibilidade de o custo do jogador ficar reduzido à indemnização pela formação e a valia do jogador, que, mais do que qualquer vídeo no Youtube é atestada pelas internacionalizações em todos os escalões de formação da selecção gaulesa, num total de 37, desde os sub-16 aos sub-19. 

Adiado Terror da tesouraria?
Pongolle foi ontem confirmado pelo St. Etienne, num empréstimo com duração de um ano e opção de compra. Oxalá as minhas previsões não se confirmem e que daqui a um ano não andemos à procura de outra barriga de aluguer que nos poupem pelo menos os salários. O que talvez até nem seja difícil de conseguir. É que o francês está longe de ser um mau jogador, pelo que tê-lo por empréstimo pelo valor dos salários até pode ser um bom negócio. Mas 6,5 milhões?...

Moutinho é sinónimo de mau negócio?
Moutinho é nome de mau negócio para os clubes que lhe pagam o salário. Julgo que esse é um facto consensual entre os Sportinguistas , independentemente dos juízos que se façam sobre o carácter do jogador. Isto porque o Sporting podia ter feito mais dinheiro com ele e sobretudo nunca se deveria ter tornado num “accionista de referência” no financiamento de uma campanha de reforço de qualidade de um rival. Moutinho é hoje reconhecido por quem percebe “algo da coisa” como o ponto de Arquimedes do FCP de Villas Boas e, por dedução, um dos possíveis reforços do Chelsea.

Ora o que ninguém diria é que o Sporting, parte interessada no negócio, por ter direito a uma percentagem das mais-valias que o clube do Porto venha a realizar, possa vir a ganhar quase tanto como o actua patrão de Moutinho. É pelo menos o que se infere do que, a ser verdade, pode ser considerado uma verdadeira bomba e que vem publicado no site Futebol Portugal, de onde retiro alguns excertos e onde pode ser lido o original:

“Tudo começa no dia 15 de Outubro de 2010. No Dragão era preciso dinheiro para dar conta das despesas correntes com os salários dos seus atletas, e lá se vendeu 37.5% do J. Moutinho a uma empresa qualquer holandesa por 4.125 M€.

Para um jogador com o cláusula de rescisão de 40 milhões, receber pouco mais de 4 milhões por mais de 1/3 do passe parecia muito pouco. Seria de esperar que o clube conseguisse um valor maior, perto dos 6 a 8 milhões, o que valorizaria o jogador para 18 a 24 milhões de euros.

A empresa com quem o FCP fez o negócio chama-se Mamers B.V. e é holandesa. Só tem um accionista que é a “Stichting Mamers” que tem no seu conselho de administração Fernando Duarte Rodrigues Cordeiro (presidente), Fernando Duarte Rodrigues Cordeiro Filho (filho do presidente), António Fernando Maia Moreira de Sá e Flávio Azevedo Moreira de Sá.

António Fernando Moreira de Sá foi eleito para o Conselho Superior do FCP e é amigo de longa data de Pinto da Costa. (…)

Fernando Duarte Rodrigues Cordeiro é accionista da extinta SLN e foi membro do conselho de superior do BPN. Interessante frisar que já após a intervenção do estado no BPN, este senhor conseguiu que lhe fosse paga uma fatura de mais de 200 mil euros. É sócio em vários negócios e amigo do peito de António Fernando Moreira de Sá, tendo também relações próximas com Rui Moreira, Pinto da Costa e Reinaldo Teles.

(…)

Imaginem por exemplo que João Moutinho é vendido por 25 Milhões de Euros. O Porto depois de pagar 25% das mais valias ao Sporting, os 5% de direitos de formação (ao Sporting e ao Portimonense) e os 37.5% a esta empresa, ficariam com pouco mais de 11.5 M€ que somados aos 4.125 recebidos desta empresa daria cerca de 15,5 M€. Subtraindo os 11 milhões que lhes custou o passe… seria 4.5 M€ de lucro (uma margem de lucro de pouco mais de 20%). Enquanto isso a Mamers B.V. receberia quase  9 M€, tendo um lucro de quase 4.8 M€ (muito mais que 100%) em menos de um ano.

Acreditam vocês que as 2 famílias serão as únicas a facturar? (…)"

Convém acrescentar que o negócio da alienação ao fundo foi comunicado à CMVM.
Sei, e digo-o com contentamento, que "isto" no Sporting não aconteceria com o beneplácito e o silêncio cúmplice da totalidade de adeptos e associados. No FCP acredito que sim, basta ver as reacções às publicações das escutas para o perceber. 

É evidente que, por ali, as vitórias encandeiam o bom senso e entorpecem  as consciências.

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