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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Quem são como e com quem jogam os adversários do Sporting na Champions League
O @ruimalheiro realizou um trabalho de apreciação dos adversários do Sporting na fase de grupos da Champions League. É uma espécie de introdução ao que nos espera na competição, seguramente que, mais tarde, voltaremos ao tema de forma mais personalizada, aquando dos jogos com cada um dos adversários em questão.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Grupos e objectivos possíveis da Champions League: sonhos de uma qualquer noite de verão
Aproxima-se a hora do sorteio para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, embora haja ainda jogos a disputar que definirão adversários possíveis, já é possível avaliar o que nos pode esperar na competição.
Objectivo mínimo a cumprir: dignificar o nome do Sporting Clube de Portugal é o primeiro de todos. Depois o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa. Pode parecer pouco ambicioso mas, avaliando adversários e o actual plantel à disposição de Marco Silva, pode, aos mais realistas, já parecer uma corda no limite da tensão. Acresce à valia individual e colectiva do plantel a falta de experiência em jogos internacionais, o peso dos cenários também contará, e muito.
Neste momento os potes contêm os seguintes "rebuçados"( a bold os clubes nacionais que nesta fase não podem ficar alinhados no mesmo grupo e com asterico os que creio virem a ser apurados, os do pote 3, onde estamos incluídos, também não contam):
POTE 1
Real Madrid
Barcelona
Bayern Munique
Chelsea
Benfica
Atlético Madrid
Arsenal*
FC Porto
POTE 2
Schalke 04
B. Dortmund
Juventus
Paris SG
Shakhtar Donetsk
Basileia
Zenit
Manchester City
POTE 3
Bayer Leverkusen*
Olympiacos
CSKA Moscovo
Ajax
Nápoles*
Liverpool
Sporting Clube de Portugal
Galatasaray
POTE 4
Anderlecht
Salzsburgo*
Roma
Steaua Bucareste*
Apoel Nicósia
Bate Borisov
Maribor
Mónaco
Adversário do pote 1: Arsenal ou Atlético de Madrid. Todos os adversários são fortes, em teoria deveríamos considerá-los apurados e capazes de nos causarem sérios embaraços. O clube de Wenger não é o mais acessível é apenas o que me parece ser mais plausível de poder ter um dia não. Já dois será mais difícil. O Arsenal tem ainda o atractivo de transplantar por um jogo o cenário dos grandes jogos, para os quais fizemos o novo Alvalade.
Talvez o Atlético de Madrid, pelo que vi na passada jornada da Liga Espanhola, se aproxime de um adversário mais ao nosso nível, especialmente se os obrigarmos a ter que assumir o jogo. Todos os outros me parecem "dispensáveis". A minha escolha, apesar de prever uma eliminatória quente dentro e fora do relvado.
Adversário do pote 2: Shaktar ou Basileia. É ao olhar para o segundo pote que os adeptos começam a por os pés no chão e a perceber a dificuldade da tarefa. Alemães, não obrigado. Italianos, não obrigado. Paris é uma cidade linda para passear. St. Petersburgo é monumental mas muito longe. Shaktar seria uma guerra dura de travar mas apostava na instabilidade reinante, que dificilmente não se estende à equipa, que jogará longe (em principio, embora as últimas noticias possam fazer crer que a situação ucraniana está a estabilizar) da Donbass Arena. Uma ida a Basileia não seria a procura do chocolate de leite, teríamos que funcionar como um relógio suíço. Mas se não podermos para estes dois, mais vale nem pensar sequer na... Liga Europa e ficar em casa a pensar na... Taça da Liga.
Adversário do pote 4: Todos menos a Roma. Sentimentos mistos em relação ao Mónaco. Se for para os deixar para trás na classificação e acertar umas contas com o Jardim: a contratação do Magrão, a titularidade do Maurício sobre o Dier (espero que tenhas bons streams...), o equívoco do Héldon, adjudico. Se for para lhe agradecer o resultado final do seu trabalho, também, porque a gratidão é um sentimento nobre, assim o é também o Sporting Clube de Portugal.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Ponto final, parágrafo, mudar para a 2ª linha
Cordeiros e leões
Fomos eliminados, ponto final na Champions League. Parágrafo, mudar 2ª linha europeia. É verdade que a eliminatória se começou a perder em Lisboa. No apito de Kassai. Na loucura de Vukcevic. Nos ofertas defensivas. O acerto da 1ª parte de ontem perdeu-se no imobilismo táctico perante as mudanças Viola. Fomos avisados em Lisboa do génio de Jovetic. Fomos avisados ontem, na 1ª vez que tocou na bola. À 2ª não perdoou. Havia 2 formas de mudar: ou mudando o posicionamento dos jogadores ou fazendo substituições, sabendo que o primeiro terço dos 45 minutos finais seriam decisivos. O recuo de Veloso foi insuficiente, uma vez que o espaço que muito bem ocupou na 1ª metade, ficou transformado numa auto-estrada italiana. Preferimos esperar como cordeiros, em vez de, a ter que morrer, morrer como leões. A entrada de Tonel consumou a capitulação do nosso futebol, viabilizando o caldo de cultura onde o futebol dos italianos medra e vence.
Mais uns treininhos
Estamos quase lá. Com mais uns treininhos a coisa vai lá. Após a 1ª dezena estamos em pé de igualdade, na quantidade pelo menos, com o que se faz onde o futebol jogado é referência. É pena é que a preparação seja efectuada em competição. Saleiro saiu da proveta dos treinos para o campo sem um único minuto jogado. Tonel não tem 2 jogos nas pernas como defesa e jogou a ponta-de-lança e, no banco, depauperado pelas lesões, a situação era semelhante. É justo avaliar um jogador, o seu valor ou a sua forma circunstancial, quando obrigado a competir com adversários de preparação muito mais adiantada? Imaturidade porque se joga com a formação ou porque não se potencia o seu valor? Jovetic tem 19 anos…
O Liedson nacional não é bom
Não deve ser por acaso que Liedson está na forma que está. Não aceito o argumento selecção até porque ele seria o primeiro a querer justificar a chamada. Mas falando nisso afirmo-o já: a sua chamada não é boa para o Sporting, não é boa para o próprio e não é boa para a Selecção sobretudo para o seu futuro. Os critérios de representação da selecção nacional deveriam ser mais apertados, mas aberta a caixa de Pandora arriscamo-nos a ver a equipa e todos nós como a dos 6 milhões: um escaparate de nacionalidades.
Não deve ser por acaso que Liedson está na forma que está. Não aceito o argumento selecção até porque ele seria o primeiro a querer justificar a chamada. Mas falando nisso afirmo-o já: a sua chamada não é boa para o Sporting, não é boa para o próprio e não é boa para a Selecção sobretudo para o seu futuro. Os critérios de representação da selecção nacional deveriam ser mais apertados, mas aberta a caixa de Pandora arriscamo-nos a ver a equipa e todos nós como a dos 6 milhões: um escaparate de nacionalidades.
Coragem, qual coragem?
Não posso exibir qualquer satisfação pelo sucedido ontem em Florença. Logo porque fomos eliminados. Não aceito o argumento que jogamos bem, porque o futebol são 90 minutos. Salienta-se a aplicação dos jogadores, quando essa é a sua obrigação. Há Sportinguistas que hoje demonstram regozijo e/ou alívio por não ter que nadar ao lado dos tubarões do futebol, como se não fosse maior o risco perder com os piores. Quando se chega aqui ou nos contentamos com o futebol propofol, de que nos falava ontem o JVL, ou temos coragem para mudar. Não a coragem infantil que não mede as consequências, ou da loucura que ignora o perigo. Falo da coragem do arrojo e da audácia de mudar, do inconformismo perante um destino menor cada vez mais certo. Não é mudar apenas o treinador, este ou aquele dirigente ou jogador, mas esta forma de estar. Partimos derrotados quando temos medo de perder.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Fiorentina - Sporting Clube de Portugal
O Sporting alinha com:
SPORTING: Rui Patrício; Pedro Silva, Daniel Carriço, Anderson Polga e André Marques; Miguel Veloso, Pereirinha, Moutinho e Matias; Djaló e Liedson.
Suplentes: Tiago, Adrian, Rochemback, Saleiro, Caneira, Tonel e Abel.
Spoooooooooooooooorting!
Spoooooooooooooooorting!
Spoooooooooooooooorting!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Vuk, O Impulsivo!
(Fotos: site oficial SCP)Estádio José de Alvalade, 58 minutos de jogo… O Sporting perde por uma bola a zero num desafio europeu de carácter decisivo!... André Marques arrisca um remate… Cá de longe … Do meio da 'rua', como é habito dizer-se… Sai com força mas resulta disparatado, tal a falta de direcção… As hipóteses de êxito adivinham-se impossíveis… A bola ressalta uma… duas vezes e, como por artes mágicas de pingolim, Vuk isola-se dentro da grande área… Na cara do golo… A tensão dispara, as pernas dos adeptos arqueiam-se nas bancadas, a expectativa perante o sucesso que ainda à décimas de segundo parecia altamente improvável, aumenta radicalmente… Vukcevic domina a bola, enquadra-se com a baliza, calcula a posição do guardião adversário que lhe diminui, célere, o ângulo do sucesso… O seu pé esquerdo encontra a bola que segue, segue… O guarda-redes francês da equipe transalpina tenta opor-se-lhe… O esférico segue, ainda… Os olhos do Estádio calculam a sua trajectória… O tempo suspende-se quando, por fim, chega ao seu destino e beija as malhas da baliza… GOOOLOOOO!!!!
Uma explosão de alegria incendeia Alvalade, leões rugem, fazem a merecida festa… O gáudio ameaça converter-se em loucura pura, no estádio, no sofá, à mesa de jantar, à mesa do café, até dentro do carro ao ouvir o clamor roufenho do relatador e que se escapa das colunas do velhinho auto-rádio… Tantos e tantos milhares de leões espalhados pelo mundo expressam-se livremente, soltam-se… Libertam, finalmente, a adrenalina e tensão acumuladas durante uma hora de injúrias arbitrais e da malfadada fortuna.
No relvado, os jogadores leoninos correm com a pulsação a mil à hora ao encontro do n.º 10… A pele arrepia-se-lhes, o seu espírito rejubila, da garganta de alguns sai um grito misto de revolta, satisfação e justiça… As bancadas continuam num enorme brado comum, a plenos pulmões, uns pulam, outros abraçam o estranho que passou o jogo todo a impacientá-los, agitam-se cachecóis, avistam-se bandeiras verdes, brancas, frenéticas, atiram-se papelinhos em tons esmeralda e pérola, esvoaçam objectos mal presos nos bolsos, no pulso, na cabeça… Enfim, cada um festeja a sua maneira, perde-se, também, a razão e a Alma domina sobre tudo e todos, que nos permitimos perder o juizo momentaneamente…
Todos??? Não… O obreiro, que possibilita toda essa alegria incontida, NÃO PODE extravasar os seus sentimentos.
Esse, tem que ser comedido, ponderado, racional… Naquele momento em que todos em seu redor exultam, tem que friamente pensar nos milhões que aufere, num conceito muito sério denominado por ‘profissionalismo’, no cartão amarelo que recebeu no início do jogo, não-se-sabe-bem-há-quantos-larguissimos-minutos-atrás, numa confusão armada por um calmeirão do catenaccio que arriou porrada no colega… Ao fim de uma porção significativa de suor derramado no relvado e esforço até então vão, tem, finalmente, que pensar que existe uma lei com regras estúpidas, incompreensíveis, mesmo abjectas, consumada por um punhado de septuagenários emproados em ultra-confortáveis gabinetes situados, algures, num impressionantemente luxuoso hotel suíço… Tem que racionalizar à semelhança dos soberanos dos gabinetes que, muito provavelmente, ignoram o que é competir ao nível duma Champions League e que, quiçá, jamais pisaram um relvado de futebol…
Simon, nesta hora de critica feroz, quero declarar-te o seguinte: não és tu que estás mal, é a lei que está errada! E quero também agradecer-te: obrigado pela tua emoção espontânea, pura, contagiante. E, já agora, pelo primeiro golo ‘oficial’ de um jogador do S.C.P. na época 2009-2010. Que seja o primeiro de muitos.
Uma explosão de alegria incendeia Alvalade, leões rugem, fazem a merecida festa… O gáudio ameaça converter-se em loucura pura, no estádio, no sofá, à mesa de jantar, à mesa do café, até dentro do carro ao ouvir o clamor roufenho do relatador e que se escapa das colunas do velhinho auto-rádio… Tantos e tantos milhares de leões espalhados pelo mundo expressam-se livremente, soltam-se… Libertam, finalmente, a adrenalina e tensão acumuladas durante uma hora de injúrias arbitrais e da malfadada fortuna.
No relvado, os jogadores leoninos correm com a pulsação a mil à hora ao encontro do n.º 10… A pele arrepia-se-lhes, o seu espírito rejubila, da garganta de alguns sai um grito misto de revolta, satisfação e justiça… As bancadas continuam num enorme brado comum, a plenos pulmões, uns pulam, outros abraçam o estranho que passou o jogo todo a impacientá-los, agitam-se cachecóis, avistam-se bandeiras verdes, brancas, frenéticas, atiram-se papelinhos em tons esmeralda e pérola, esvoaçam objectos mal presos nos bolsos, no pulso, na cabeça… Enfim, cada um festeja a sua maneira, perde-se, também, a razão e a Alma domina sobre tudo e todos, que nos permitimos perder o juizo momentaneamente…
Todos??? Não… O obreiro, que possibilita toda essa alegria incontida, NÃO PODE extravasar os seus sentimentos.
Esse, tem que ser comedido, ponderado, racional… Naquele momento em que todos em seu redor exultam, tem que friamente pensar nos milhões que aufere, num conceito muito sério denominado por ‘profissionalismo’, no cartão amarelo que recebeu no início do jogo, não-se-sabe-bem-há-quantos-larguissimos-minutos-atrás, numa confusão armada por um calmeirão do catenaccio que arriou porrada no colega… Ao fim de uma porção significativa de suor derramado no relvado e esforço até então vão, tem, finalmente, que pensar que existe uma lei com regras estúpidas, incompreensíveis, mesmo abjectas, consumada por um punhado de septuagenários emproados em ultra-confortáveis gabinetes situados, algures, num impressionantemente luxuoso hotel suíço… Tem que racionalizar à semelhança dos soberanos dos gabinetes que, muito provavelmente, ignoram o que é competir ao nível duma Champions League e que, quiçá, jamais pisaram um relvado de futebol…
Simon, nesta hora de critica feroz, quero declarar-te o seguinte: não és tu que estás mal, é a lei que está errada! E quero também agradecer-te: obrigado pela tua emoção espontânea, pura, contagiante. E, já agora, pelo primeiro golo ‘oficial’ de um jogador do S.C.P. na época 2009-2010. Que seja o primeiro de muitos.
sábado, 8 de agosto de 2009
L'Indesiderata (a indesejada)
O discurso do Presidente tem andado algo descuidado, quiçá ainda não refeito da visão do inferno. Não o de Dante, mas uma muito própria, que teria sido a nossa eliminação ante o Twente. JEB compreende bem os Sportinguistas: perder esta eliminatória, com uma equipa sem pergaminhos e sobretudo praticando tão mal futebol teria sido uma afronta infernal. Ele sabe que os Sportinguistas são generosos e não regateiam apoio quando sentem que se trabalha com rigor e afinco. O contrário também é verdade: a irritação é sonora quando se vê desperdiçar os recursos de que se dispõe.
O outro “lapsus linguae” do presidente acabou premiado. O sorteio foi caprichoso ao presentear-nos com a equipa indesejada por Bettencourt: a Fiorentina. Estima-se agora ambição, uma vez conhecido o adversário. A admissão ao clube restrito com direito a disputar a prova de clubes mais mediática é exigente e que perigos corremos com os italianos que não correríamos com espanhóis, escoceses ou até romenos, que acabaram de despachar a última vencedora da Taça UEFA? Continuo a pensar que o Sporting, para este ou qualquer encontro, não se deve preocupar excessivamente com o adversário, mas sim concentrar-se nos problemas que lhe pode criar.
A equipa indesejada por JEB acabou o campeonato italiano em 4º lugar, o que lhe garantiu o direito a entrada directa para o Play-off, não estando obrigada, como nós a uma pré-eliminatória. Cesare Prandelli é um técnico feliz na bela cidade toscana. Propuseram-lhe um trabalho de longo prazo que vem dando os seus frutos. Alimentou quase até final do campeonato transacto a possibilidade de ficar no pódio da série A, objectivo que transita para este ano.
Apesar de ter perdido Filipe Melo para a Vechia Signora de Turim, e ainda não lhe ter encontrado substituto, a Squadra Viola que atracará em Alvalade terá argumentos para tornar a nossa passagem difícil. Jogando habitualmente num 4x2x3x1, e ainda à procura de alguns reforços – fala-se em Luisão, o que seria uma boa noticia para Liedson…- manterá uma estrutura defensiva sólida, difícil de expugnar, e que tem no experiente no guarda-redes Frey a última e difícil fronteira. Kuzmanovic e Montolivo são os sapadores e o nosso meio-campo vai-se cansar de os ver correr. Vargas é um peruano que chamará a atenção. A chegada de Marchionni, ex-Juve, demonstra que Prandelli gosta de ocupar toda a largura do campo. O ataque tem em Mutu e Gilardino 2 peças de artilharia móvel e oportuna. O romeno ex-Chelsea, teve uma época pontuada por lesões mas em condições normais é temível. As suas ausências abriram a janela à nova estrela de Montenegro, Jovetic. O compatriota de Vukcevic tem já sobre si a atenção de gente com vontade de abrir as bolsas. Gilardino é o melhor de todos e vive as graças da ressurreição, após uma passagem pelo decrépito Milan. O fulgor perdido não lhe afectou as qualidades.
Os jogadores do Sporting têm nesta eliminatória a oportunidade que todos os jogadores esperam: luzes da ribalta, grandes palcos, plateias vibrantes, adversários difíceis, com pergaminhos. Afinal que mais querem para querer ganhar?
O outro “lapsus linguae” do presidente acabou premiado. O sorteio foi caprichoso ao presentear-nos com a equipa indesejada por Bettencourt: a Fiorentina. Estima-se agora ambição, uma vez conhecido o adversário. A admissão ao clube restrito com direito a disputar a prova de clubes mais mediática é exigente e que perigos corremos com os italianos que não correríamos com espanhóis, escoceses ou até romenos, que acabaram de despachar a última vencedora da Taça UEFA? Continuo a pensar que o Sporting, para este ou qualquer encontro, não se deve preocupar excessivamente com o adversário, mas sim concentrar-se nos problemas que lhe pode criar.
A equipa indesejada por JEB acabou o campeonato italiano em 4º lugar, o que lhe garantiu o direito a entrada directa para o Play-off, não estando obrigada, como nós a uma pré-eliminatória. Cesare Prandelli é um técnico feliz na bela cidade toscana. Propuseram-lhe um trabalho de longo prazo que vem dando os seus frutos. Alimentou quase até final do campeonato transacto a possibilidade de ficar no pódio da série A, objectivo que transita para este ano.
Apesar de ter perdido Filipe Melo para a Vechia Signora de Turim, e ainda não lhe ter encontrado substituto, a Squadra Viola que atracará em Alvalade terá argumentos para tornar a nossa passagem difícil. Jogando habitualmente num 4x2x3x1, e ainda à procura de alguns reforços – fala-se em Luisão, o que seria uma boa noticia para Liedson…- manterá uma estrutura defensiva sólida, difícil de expugnar, e que tem no experiente no guarda-redes Frey a última e difícil fronteira. Kuzmanovic e Montolivo são os sapadores e o nosso meio-campo vai-se cansar de os ver correr. Vargas é um peruano que chamará a atenção. A chegada de Marchionni, ex-Juve, demonstra que Prandelli gosta de ocupar toda a largura do campo. O ataque tem em Mutu e Gilardino 2 peças de artilharia móvel e oportuna. O romeno ex-Chelsea, teve uma época pontuada por lesões mas em condições normais é temível. As suas ausências abriram a janela à nova estrela de Montenegro, Jovetic. O compatriota de Vukcevic tem já sobre si a atenção de gente com vontade de abrir as bolsas. Gilardino é o melhor de todos e vive as graças da ressurreição, após uma passagem pelo decrépito Milan. O fulgor perdido não lhe afectou as qualidades.
Os jogadores do Sporting têm nesta eliminatória a oportunidade que todos os jogadores esperam: luzes da ribalta, grandes palcos, plateias vibrantes, adversários difíceis, com pergaminhos. Afinal que mais querem para querer ganhar?
terça-feira, 4 de agosto de 2009
euromilhões
Quando milhares de Sportinguistas se preparavam para dar continuidade ao rol de críticas e demais impropérios vociferados durante os tenebrosos e paupérrimos 90 minutos de futebol com que a equipa do Sporting nos vem habituando, eis que, num pequeno momento, numa fracção de segundos, tudo acaba por se alterar e mudar a história de uma eliminatória que mais uma vez abalou o coração desgastado dos Sportinguistas.
Tão raro acontecimento não deve passar sem destaque até porque o povo diz que a sorte protege os audazes. Recordei a propósito, o golo de Miguel Garcia na meia-final de Alkmaar, também no último minuto do encontro. Só que a diferença é que em 2005 o Sporting praticava dos melhores futebóis da Europa e hoje arrisca-se a mais uma vez a passar uma enorme vergonha na liga milionária.
Ainda nos recordamos do pesadelo de Lisboa e da tragédia de Munique. Parece que somos sempre capazes de fazer pior e hoje, não fazendo pior, voltamos a deixar uma pálida, péssima, o que quiserem, imagem, nada dignificante para uma equipa que no ranking da UEFA se encontra na 31.ª posição.
Sinceramente eu já nem sei abordar a questão táctica. O nosso Sporting tem hoje um problema táctico, técnico e físico. De resto, esta frase já foi e irá a continuar a ser devidamente exprimida em toda a blogosfera e imprensa desportiva.
É triste, muito triste, quando, continuadamente, sempre com fé, com mística, com amor e carinho, esperamos por aquela exibição, por aquela época, por aquele jogo que nos encha o ego, que nos preencha, que nos dê confiança, que nos motive, que nos acarinhe, enfim, que nos retribua o amor que damos, e o que vemos, é uma equipa desnorteada, sem alma, sem história, desconfiada e desorientada, onde nem o peso da camisola parece contar.
O Sporting de hoje fez-me lembrar aquele género de pessoas que pouco fazem pela vida, sem qualquer rasgo ou iniciativa capaz de alterar o lamento constante em que vivem, a quem de repente sai o euromilhões. Resta saber, quando assim é, se depois há capacidade para administrar a fortuna e lidar com a sorte.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Decisão
Twente
O Twente enfrentará o Sporting com uma jornada já disputada no campeonato holandês. Na deslocação a Roterdão, onde jogou com o Sparta local, a equipa de Steve Mclaren ganhou por um categórico 2-0, golos de Nkufo e Ruiz. Precisamente 2 dos jogadores que mais deram nas vistas em Alvalade e que acabariam por fazer história. O ponta-de-lança alcançou a melhor marca de sempre no que diz respeito aos golos marcados no clube de Enschede - 103 golos, desde a sua chegada em 2003 - num golo precedido de falta sobre o guarda-redes adversário. Ruiz marcou um golo do fantástico, confirmando a impressão que havia deixado em Alvalade. Contratado ao Gent da Bélgica, pela maior soma que o clube holandês pagou até hoje por um jogador, o costa-riquenho parece querer cumprir com rigor a missão de fazer esquecer Elia, que saiu para o Hamburgo.
Registaram-se mudanças no 11 inicial dignas de nota: o central Douglas, que pareceu ser o elo mais fraco da defesa, foi substituído por Rajkovic, lateral-esquerdo em Alvalade . Nessa posição alinhou o ex-Vitesse Kuiper . Será provavelmente esse o 11 inicial holandês, sem o guarda-redes Boschker, uma vez que viu o cartão vermelho na 1ª mão. Uma equipa moralizada por 2 resultados positivos consecutivos.
Sporting
Uma vez conhecida a convocatória, não se pode considerar surpreendente a inclusão de Filipe Caicedo. O mesmo talvez não sediga do afastamento de Pedro Silva, que sai da titularidade directamente para a bancada. Tendo em conta o que produziu em campo, estranho apenas ter-lhe sido permitido tanto tempo de jogo.
Tendo em conta a lista de convocados, apostaria na titularidade de Patrício, com Caneira à direita, Carriço e Polga ao centro, e Veloso à esquerda. É uma solução de recurso, que utilizaria a contragosto, uma vez que é o nosso melhor 6 e ainda por cima em boa forma. Acontece que é neste momento a única opção que daria garantias na lateral-esquerda, face ao impedimento de Grimmi e à recente lesão de Marques, que tem apenas 45m nas pernas.
Na linha média, a minha opção recairia nos duplos pivot´s Rochemback e Moutinho, conferindo maior presença ao centro sempre que obrigados a defender e prescindindo de um 10 puro que, como vimos ao longo dos últimos tempos no losango de PB, quer com Romagnoli quer agora com Matias, acaba por ser uma unidade nula, quer na hora de atacar ou defender. Pereirinha e Vukcevik nas alas. Confesso que Vuk na esquerda não é entusiasmante, mas é verdade que pior seria lá sacrificar Moutinho, como já vimos por diversas vezes PB fazer. Na frente Postiga e Liedson.
Este 4-4-2 clássico, não sendo uma opção rotinada, constituiria um risco, mas, em teoria, parece-me a melhor para contrariar o 4-3-3 dos holandeses, e sobretudo para contrariar os nossos próprios problemas.
Penso que esta seria a atitude correcta para encarar o jogo: concentrarmo-nos no que somos capazes de fazer e fazê-lo bem feito, procurando sempre criar problemas ao adversário, desde o 1º minuto. Jogar na expectativa, com receios e de forma subserviente, é dar força ao adversário. Este deve ser respeitado, uma vez que, enquanto jogou com 11 em Alvalade, foi-nos sempre superior. Este Twente não será mais poderoso que nós, se nós conseguirmos, antes de os vencermos, vencermos as nossas já costumeiras hesitações e debilidades.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Na champions não se pode falhar
Na liga dos campeões não se falham penáltis.
A crónica deste jogo até poderia terminar aqui. Mas seria injusto não deixar uma palavra de apreço aos 37.313 leões que proporcionaram em Alvalade um ambiente digno de grande noite europeia, das verdadeiras e não de fantasia, apoiando a equipa do primeiro ao último toque. Se tivermos em conta que na época passada, nem os gigantes Barcelona e Bayern levaram mais público a Alvalade e se realçarmos ainda que em todas as competições nacionais, apenas uma vez se ultrapassou a fasquia dos 37.000 espectadores, fica completamente esbatida a tão falada crise de militância que o anterior Presidente do nosso Clube tanto apregoou na imprensa.
Bem pode o incansável e fervoroso José Eduardo Bettencourt, acompanhado da sua dinâmica equipa, renovar o contrato a mais e mais Sportinguistas todas as semanas. Se o losango, o famigerado losango continuar a não dar frutos, mesmo numa equipa que joga praticamente junta há 4 épocas sob o comando do mesmo técnico, não há militância que resista.
Desde o minuto 23 a jogar contra 10, não se pode dizer que jogamos mal de todo. Na Champions não se falha, sob pena de essa falha, ainda que seja só uma falha, poder ser fatal. Esse minuto foi efectivamente fatal. Não só falhamos o golo, como o Twente fez entrar Nikolay Mihaylovum, um Guarda-redes que decidiu defender tudo que lhe foi aparecendo pela frente. Podemos também dizer que o árbitro não marcou deliberadamente um ou dois penáltis, mas isso pouco conta quando se falham os que são assinalados e não se marcam outros golos.
Continuo a pensar que neste jogo faltaram alas. A táctica certa contra esta equipa deveria assentar num jogo fluído e pelas alas, considerando que o ponto fraco deles é a defesa. Gostei de Veloso e de Fernández. Veloso, deixando-se de modas e outras loucuras, será dono do lugar. Fernández não engana. De resto, nesta altura ainda há jogadores que não estão naturalmente na sua melhor forma, como Liedson, Moutinho e Vuck. Mas acima de tudo, o problema desta equipa é continuar refém de um sistema táctico sem alternativa, sem plano de contingência.
E se ao minuto 23, o Twente não ficasse reduzido a 10? Jogaria com 11, é a melhor resposta. O jogo terminou com uma assobiadela monumental. Outra coisa não seria de esperar. De que vale afinal a estabilidade?
Na liga dos Campeões não se falham penáltis.
terça-feira, 28 de julho de 2009
SCP - Twente
O SCP joga amanhã contra o Twente na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Apesar de não ser a equipa holandesa de maior renome, convém que nós, adeptos e equipa, não pensemos que serão favas contadas. Aliás, tendo em conta apenas o estado anímico da blogosfera leonina, duvido que haja alguém que pense que "já está no papo".
A pré-época este ano reservou-nos apenas 3 jogos: Nottingham Forest (derrota), a apresentação com o Feyenoord (derrota) e o jogo contra o Guimarães (empate). Fosse eu um optimista, que não sou, ou jornalista d'A Bola a falar de outro clube que não o SCP, diria que estamos em crescendo.
O problema é que neste momento, e atendendo ao que nos foi dado a ver, está tudo como antes. Espectáculo não existe e o que ainda poderia disfarçar esse travo amargo - resultados - ainda não veio de férias.
Não quero também agarrar-me ao histórico existente nos encontros contra equipas holandesas. Se há coisa que o SCP com Paulo Bento tem feito, é a de não ligar à História, tanto positiva como negativa.
Gostaria que amanhã entrássemos com espírito de vitória, de conquista. Que após o 1º golo, fossemos em busca do 2º e assim sucessivamente e deixássemos de lado o "controlar do jogo" que se tem traduzido em defender a vantagem mínima. Que conseguíssemos criar lances de perigo em bolas paradas - ajudava bastante que o Roca e o Moutinho não marcassem os livres directos - e que os mesmos não fossem uma aflição na nossa área.
De ver o MV no meio-campo, no lugar onde, desde de que tenha cabeça limpa, pode vir realmente a ser um jogador de eleição; do Abel do primeiro ano ou à falta de melhor, de não o ver a centrar depois do meio-campo; de ver trocas de bola com princípio meio e fim ao invés do charuto para a frente sem nexo; de ver alguém vestido de verde comemorar golos.
Como complemento à homenagem ao Vítor Damas, conseguirmos uma vitória sem sofrer qualquer golo. Seria o ideal para o início oficial da protecção do Campeão.
O meu 11 para amanhã seria: RP, Abel, Polga, Carriço, Caneira, MV, Moutinho, Vuk, Fernandez, Liedson e Postiga.
O nervoso miudinho já se instalou. Que seja a entrada com o pé direito nos jogos oficiais. FORÇA SPORTING!!!!
PS: O Tiuí pede um milhão para sair do SCP. É o que dá ficarmos com um jogador como agradecimento por ter marcado 2 golos na final da Taça de Portugal. É exactamente essa a sensação que tenho, atendendo ao tempo de jogo que teve a época passada.
A pré-época este ano reservou-nos apenas 3 jogos: Nottingham Forest (derrota), a apresentação com o Feyenoord (derrota) e o jogo contra o Guimarães (empate). Fosse eu um optimista, que não sou, ou jornalista d'A Bola a falar de outro clube que não o SCP, diria que estamos em crescendo.
O problema é que neste momento, e atendendo ao que nos foi dado a ver, está tudo como antes. Espectáculo não existe e o que ainda poderia disfarçar esse travo amargo - resultados - ainda não veio de férias.
Não quero também agarrar-me ao histórico existente nos encontros contra equipas holandesas. Se há coisa que o SCP com Paulo Bento tem feito, é a de não ligar à História, tanto positiva como negativa.
Gostaria que amanhã entrássemos com espírito de vitória, de conquista. Que após o 1º golo, fossemos em busca do 2º e assim sucessivamente e deixássemos de lado o "controlar do jogo" que se tem traduzido em defender a vantagem mínima. Que conseguíssemos criar lances de perigo em bolas paradas - ajudava bastante que o Roca e o Moutinho não marcassem os livres directos - e que os mesmos não fossem uma aflição na nossa área.
De ver o MV no meio-campo, no lugar onde, desde de que tenha cabeça limpa, pode vir realmente a ser um jogador de eleição; do Abel do primeiro ano ou à falta de melhor, de não o ver a centrar depois do meio-campo; de ver trocas de bola com princípio meio e fim ao invés do charuto para a frente sem nexo; de ver alguém vestido de verde comemorar golos.
Como complemento à homenagem ao Vítor Damas, conseguirmos uma vitória sem sofrer qualquer golo. Seria o ideal para o início oficial da protecção do Campeão.
O meu 11 para amanhã seria: RP, Abel, Polga, Carriço, Caneira, MV, Moutinho, Vuk, Fernandez, Liedson e Postiga.
O nervoso miudinho já se instalou. Que seja a entrada com o pé direito nos jogos oficiais. FORÇA SPORTING!!!!
PS: O Tiuí pede um milhão para sair do SCP. É o que dá ficarmos com um jogador como agradecimento por ter marcado 2 golos na final da Taça de Portugal. É exactamente essa a sensação que tenho, atendendo ao tempo de jogo que teve a época passada.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Sopa de pedra
Depois de todo o suspense em redor da continuidade ou não de FSF, eis que afinal, parece, vai cumprir o que disse. Como o próprio disse, o SCP já é passado. Gaffe número 934 registada.
Quanto ao sucessor desta linha, aquele que irá pegar na tocha da continuidade, está difícil. Tantas críticas foram dirigidas à "oposição" por não apresentar um projecto, candidato, enfim qualquer coisa, que pensei eu, teriam obviamente quem desse o passo em frente. Afinal de contas, tantos eram os que apoiavam o projecto financeiro de FSF, que mais acerto menos acerto, seria uma questão de escolher um nome. Nem sempre o que parece fácil, é.
Menezes Rodrigues diz que:
"Farei aquilo que sempre disse que pretendia fazer. Vou esperar até quinta-feira [amanhã] e então poderei anunciar a minha candidatura autónoma. Defendo uma linha de continuidade, seguindo o trabalho efectuado até aqui. Todos sabem que são essas as ideias que defendo" e que os seus apoiantes são os associados do SCP.
Caso se apresente a votação, acredito que obterá uma votação mínima mas julgo ainda menor, será o tempo que esta candidatura durará.
Pedro Silva foi castigado em 3 jogos e Paulo Bento em 12 dias. Um já não participa neste campeonato, o outro ainda consegue mas por pouco. Moutinho vê o seu processo arquivado. Na Liga devem ter pensado que após a renovação, o mais certo é ele ser transferido e vai daí, ainda para mais em tempo de crise, não quiseram prejudicar a economia portuguesa.
Curiosamente, na época de Fernando Santos, os últimos 3 jogos da temporada foram determinantes para nos afastarem da LC. Será mais do mesmo? Desengane-se quem pensa que a história não se repete. Os exemplos abundam.
Acabo de ver a meia-final entre Chelsea e Barcelona que terminou empatada a 1. Um jogo em que apenas uma equipa atacou - o Barça - e o Chelsea limitou-se ao contra-ataque, pertencendo-lhe as melhores ocasiões de golo. Mesmo contra 10 - expulsão do Abidal (obrigado Virgílio) - não abdicaram de defender com 10.
Aos 90+3 num lance cheio de erros, que teve um bom centro de Daniel Alves, possivelmente o único de toda a partida, uma péssima recepção de Eto'o, uma tentativa de alívio de Essien - marcou um golo fantástico na 1ª parte - que coloca a bola nos pés de Messi que assiste Iniesta para um bom golo que vale ouro, foi colocada justiça não na eliminatória mas no futebol.
Muitas vezes dizemos que o futebol é injusto. Pois bem, desta vez não o foi. A final será entre Man Utd e Barça e qualquer que seja o vencedor, ficarei agradado por diferentes motivos. Só peço que seja um jogo aberto e de ataque.
PS: Para todos aqueles que criticam por tudo e por nada o CR e que chegam a dizer que o Messi é muito superior, vejam o jogo que Messi fez hoje. É que dias maus todos têm, inclusivé os melhores do Mundo.
Quanto ao sucessor desta linha, aquele que irá pegar na tocha da continuidade, está difícil. Tantas críticas foram dirigidas à "oposição" por não apresentar um projecto, candidato, enfim qualquer coisa, que pensei eu, teriam obviamente quem desse o passo em frente. Afinal de contas, tantos eram os que apoiavam o projecto financeiro de FSF, que mais acerto menos acerto, seria uma questão de escolher um nome. Nem sempre o que parece fácil, é.
Menezes Rodrigues diz que:
"Farei aquilo que sempre disse que pretendia fazer. Vou esperar até quinta-feira [amanhã] e então poderei anunciar a minha candidatura autónoma. Defendo uma linha de continuidade, seguindo o trabalho efectuado até aqui. Todos sabem que são essas as ideias que defendo" e que os seus apoiantes são os associados do SCP.
Caso se apresente a votação, acredito que obterá uma votação mínima mas julgo ainda menor, será o tempo que esta candidatura durará.
Pedro Silva foi castigado em 3 jogos e Paulo Bento em 12 dias. Um já não participa neste campeonato, o outro ainda consegue mas por pouco. Moutinho vê o seu processo arquivado. Na Liga devem ter pensado que após a renovação, o mais certo é ele ser transferido e vai daí, ainda para mais em tempo de crise, não quiseram prejudicar a economia portuguesa.
Curiosamente, na época de Fernando Santos, os últimos 3 jogos da temporada foram determinantes para nos afastarem da LC. Será mais do mesmo? Desengane-se quem pensa que a história não se repete. Os exemplos abundam.
Acabo de ver a meia-final entre Chelsea e Barcelona que terminou empatada a 1. Um jogo em que apenas uma equipa atacou - o Barça - e o Chelsea limitou-se ao contra-ataque, pertencendo-lhe as melhores ocasiões de golo. Mesmo contra 10 - expulsão do Abidal (obrigado Virgílio) - não abdicaram de defender com 10.
Aos 90+3 num lance cheio de erros, que teve um bom centro de Daniel Alves, possivelmente o único de toda a partida, uma péssima recepção de Eto'o, uma tentativa de alívio de Essien - marcou um golo fantástico na 1ª parte - que coloca a bola nos pés de Messi que assiste Iniesta para um bom golo que vale ouro, foi colocada justiça não na eliminatória mas no futebol.
Muitas vezes dizemos que o futebol é injusto. Pois bem, desta vez não o foi. A final será entre Man Utd e Barça e qualquer que seja o vencedor, ficarei agradado por diferentes motivos. Só peço que seja um jogo aberto e de ataque.
PS: Para todos aqueles que criticam por tudo e por nada o CR e que chegam a dizer que o Messi é muito superior, vejam o jogo que Messi fez hoje. É que dias maus todos têm, inclusivé os melhores do Mundo.


