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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Do fecho do mercado fica um enorme leão no meio da sala e mais algumas notas

O mercado encerrou ontem com o Sporting a conquistar o titulo de clube mais activo no último dia. Um titulo que nos diz muito das dificuldades financeiras com que nos debatemos e que deixam também uma grande interrogação sobre o que foi a planificação da época. Todos nos lembramos que ainda há pouco mais de um mês nos era assegurado pelo presidente Frederico Varandas estar tudo planificado e a andar sobre rodas. O que saiu fora do controlo e tornou os últimos dias tão caóticos - mesmo descontando a histeria e a insanidade reproduzida nas redes sociais - é a explicação que se impõe e que certamente nos será dada em breve.

1- A primeira nota vai para o enorme leão no meio da sala que é a permanência do capitão Bruno Fernandes. Atendendo à quantidade de vezes que foi vendido aos mais diferentes clubes, atendendo à sua importância na equipa e provavelmente no balneário, a sua permanência pode ser considerada como a melhor aquisição do defeso. O Sporting foi seguramente obrigado a fazer um enorme esforço financeiro para o conservar. Só não a valoriza a sua permanência quem se apressaria a rasgar as vestes caso tivesse sido vendido.

2- A saída de Bas Dost foi mais um episódio traumático que rapidamente escalou e que marcará este defeso de forma particularmente negativa. A importância do jogador estendia-se para lá do elevado número de golos marcados, a sua relação com as bancadas era excepcional e, pelo que se viu nas despedidas, era também grande a sua preponderância no balneário. Compreendendo que não se lhe podia pagar, preferiria que saísse de outra forma. Ele também, seguramente. Todos seguramente. Ao empresário, de barriguinha cheia, tanto fez. Depois de tudo isto, fica por explicar porque, tendo o jogador antecipado a sua vontade de sair, porque não ficou o seu lugar acautelado.

3- O Sporting dispensou das mais diversas formas quarenta e sete jogadores (!) que constavam da sua folha salarial. Deu seguramente um passo em direcção à sustentabilidade e o número diz bem da urgência que havia em realizar grande parte destas operações. Como se chegou a estes números e como se pagaram salários a troco de quase nada a muitos deles, devia ser objecto de profunda reflexão, até porque tal nem sequer é inédito no nosso clube. 

4- A aposta prometida na formação foi um dos assuntos mais falados durante o defeso, por via da saída de alguns jogadores em quem os adeptos auguram um futuro promissor e reconhecem talento. Com mais ou menos concordância relativamente a alguns deles, creio que os interesses do clube ficaram acautelados relativamente aos que mais prometem (Geraldes, Matheus, Bragança, Barbosa, Ivanildo) ao manter-se-lhes o vinculo e permitindo-lhes que continuem a jogar, especialmente se não seriam chamados com regularidade. No final da época faremos as contas.

5- Foi com surpresa que se assistiu à partida de Thierry Correia. Trata-se de uma venda excepcional, especialmente se nos lembrarmos que Piccini, seu antecessor, mas com outro curriculum, tinha saído para o mesmo destino, há um ano, por oito milhões de euros. Foi seguramente pelo seu trajecto na formação que se chegou a estes números, com o clube espanhol a confiar no potencial do jogador, uma vez que as suas prestações até agora não auguravam tanta valorização neste mercado.

6- Os rumores de há dias, que vaticinavam a partida de Raphinha acabaram-se por confirmar. Os valores da venda são significativos e julgo que adequados ao valor actual do jogador. Marcado pela inconstância das suas exibições, precisa ainda de consolidar em valor o potencial que tem.

7- O encerramento do processo Podence foi conseguido com a obtenção de sete milhões de euros e ainda o salário de um ano de empréstimo de Bruno Gaspar. Um negócio muito razoável se feito antes da rescisão. O oportunismo do jogador merecia que o deixássemos a treinar no cacifo onde se terá escondido. Atendendo à morosidade que o processo levaria e a incerteza do seu desfecho, parece-me que se alcançou um acordo minimamente razoável. Comparar estes valores com os que eram pedidos pelo advogado ao nosso serviço como preparação para o processo litigioso é no mínimo irrealista e até desonesto.

8- Jesé é tudo menos aquilo que esperava ver chegar neste encerramento de mercado. Jogador de grande talento, mas que tarda em impor-se, está marcado pelos últimos anos sem nenhuma expressão. Tem no Sporting uma oportunidade para dizer se quer desaparecer como eterna promessa ou se quer voltar a aparecer para o futebol. Um perfil de jogador que surpreende por parecer em oposição ao que havia sido prometido em campanha pelo presidente e que tem, por isso, sido largamente explorado nas redes sociais. Depois, fica a grande dúvida: é ele que vem ocupar o lugar deixado vago por Bas Dost? Numa coisa podemos estar certos: um Jesé "normal" será uma das figuras desta Liga.

9 - Fernando é um dos eleitos - porque o nosso plantel tem ainda outros candidatos, como Plata e Camacho - para o lugar de Raphinha. Pelo que me foi transmitido por quem o viu aparecer no Brasil, tratava-se de um jogador claramente acima da média na sua faixa etária. Com 23 jogos o ano passado, sob a batuta de Paulo Fonseca não tinha a confiança de Luis Castro. O facto de não ter opção de compra revela que a confiança dos responsáveis ucranianos se mantém, mas torna a sua possível afirmação num mau negócio para nós, uma vez que apenas renderá no aspecto desportivo.

10- Voltamos a ter um Yanick, desta vez de apelido Bolasie. Mesmo com 30 anos já feitos, tem tudo para poder tornar-se num dos preferidos da bancada, se conseguir impor os seus dribles desconcertantes, a velocidade, imprevisibilidade a executar, Não é um goleador, é um extremo que é capaz de criar inúmeras assistências, no entanto o número de golos que marca não envergonha quem joga na sua posição.

11- Diaby foi um milagre. Talvez agora se perceba melhor como foi importante a forma como foi gerido seu inicio de época.

Aos últimos a chegar desejo sorte, que será também a nossa. Que lhes seja pelo menos concedida a oportunidade de mostrarem ao que vieram e que não sejam rapidamente transformados em mais uma arma de arremesso nas eternas discussões entre nós.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Sporting: os reforços de que se fala

Talvez possa ser uma afirmação muito precoce, mas a observação atenta do actual plantel continua a evidenciar um dos maiores problemas que contribuíram para a irregularidade da equipa Keizer. Mesmo deixando de fora uma questão tão determinante como a análise da movimentação da equipa nos diferentes momentos do jogo - até porque é preciso mais e melhores observações - parece claro que falta ainda neste plantel algum talento com imprevisibilidade.  

Talvez não seja por isso estranho que tenham surgido nomes de potenciais reforços com o selo de cooperação com o colosso Manchester City.  Brekalo, Abdulkadir Omur e, mais recentemente Thiago Almada têm em comum precisamente as características mencionadas. Falta ainda descodificar se esta procura existe de facto e se destina ao reforço da equipa com Bruno Fernandes, ou caso ele tenha guia de marcha em elaboração. O primeiro e último dos atletas mencionados são capazes de desempenhar várias posições no campo, entre as quais o 10 e o extremo. Por isso mesmo os elegemos para a apreciação mais detalhada.

Josip Brekalo (na foto que ilustra o post) é um wonderkid com uma história curiosa. A sua ascensão a internacional croata foi meteórica, tendo saltado rapidamente das bancadas, onde era fiel seguidor, para jogar no relvado em frente aos seus antigos companheiros de bancada. O croata é ambidextro e senhor de excelente passada, capaz de quebrar linhas com muita facilidade, a que associa, num cocktail venenoso, um drible demolidor e remate poderoso e certeiro. Tem uma capacidade de manobra extraordinária em espaços curtos, de onde resultam amiúde faltas perigosas. Remata, muita vezes com sucesso, de qualquer posição, é excelente a colocar a capacidade de criar oportunidades ao serviço dos colegas melhor colocados. Apesar de ser apontado ao Sporting via Manchester City, tem muitos clubes no seu encalço. Tem 21 anos, é oriundo das escolas do Dínamo de Zagreb, sendo actualmente jogador do Wolsburgo, antigo clube de Bas Dost.

Thiago Almada faz entretanto o pleno nos jornais da especialidade nacionais apontado como futuro leão. Foi uma das revelações do campeonato argentino, joga no Veléz Sarsfield e tem apenas 18 anos. Jogador criativo, com grande capacidade de aceleração e mobilidade aliadas a uma facilidade estonteante mudança de direcção, drible curto e excelente a definir. Um excelente parceiro para um jogador como Bas Dost. Senhor de uma velocidade excepcional, é mortal a contra-atacar. A sua baixa estatura faz dele quase inútil para o jogo aéreo. Mas o baixo centro de gravidade que lhe proporciona, junto com uma técnica imprevisivel, que lhe cola a bola à bota, torna o roubo de bola quase uma miragem. Um projecto de grande jogador já em plena execução, à espera do clube e enquadramento certo para vingar.Aquilo que se chama um autêntico abre latas, terrível nos jogos com espaços ou para desmontar autocarros.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

De Teo a Doumbia às promessas Acuña e Martinez

No mesmo dia que se soube da saída em definitivo de Teo Gutierrez começou a desenhar-se a confirmação da aquisição de Doumbia. E certamente não faltará muito para o mesmo acontecer com Mathieu e eventualmente com pelo menos um argentino Acuña, que até poderá não vir só. 

Talvez se devesse ter aprendido alguma coisa com a passagem de Teo. O valor realizado pela sua venda é inferior a metade do que se pagou por ele. Os dividendos desportivos são mais que duvidosos, não estando incluídos os custos de aquisição e salários pagos. É aí que o entusiasmo pela chegada de Doumbia esmorece, embora este não tenha o registo de instabilidade emocional do colombiano.

Os valores ainda por confirmar nesta transacção serão seguramente altos, os prémios de assinatura também o serão e os ordenados igualarão os de Bas Dost. Será porém muito difícil que a retribuição desportiva do marfinense possa igualar a do holandês, acrescendo que os 30 anos (?) de idade serão um sério obstáculo à realização de mais valias num futuro, que não poderá ser obviamente muito distante. Do ponto de vista da sustentabilidade este é indiscutivelmente um investimento de elevado risco. 

Acrescem ainda as minhas dúvidas sobre a adequação das características do avançado às do nosso campeonato. A sua principal arma é a mobilidade que imprime aos lances a partir de trás - o que o faz parecer mais veloz do que é - aparecendo em frente aos centrais já quase impossível de parar. Se terá espaço para isso no nosso campeonato, é a minha principal dúvida, juntamente com a da compatibilidade com Dost.  Doumbia é contudo um goleador de uma eficácia terrível, senhor de apurado instinto e sentido posicional letais dentro da área, falhando muito pouco quando visa a baliza.

As dúvidas são sempre muitas na hora de contratar, especialmente quando se fala de valores tão elevados, e que não estávamos habituados. Mas a qual(idade) paga-se e é por isso que o preço a pagar por Acunã  e Pity Martinez será sempre elevado. Mas, para lá das inevitáveis dúvidas na adaptação dos sul-americanos ao futebol europeu, estamos a falar de bons jogadores que, em condições normais, permitirão ao clube realizar elevadas mais-valias quer desportivas, quer financeiras. 

Sendo dois bons jogadores, Acuña é "mais normal" e Martinez é especial. E não é só pelo seu drible rápido e curto, e saídas das linhas para o centro (diagoanais) que desarticulam os adversários. O passe é uma das suas melhores armas, assistido por uma visão de jogo e capacidade de bem decidir notáveis. Terá ainda muito que aprender quanto à importância de recuar e gerar reequilíbrios quando a equipa perde a bola, o que será provavelmente mais fácil para Acuña, um jogador mais versátil e capaz de realizar mais funções na equipa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Fim do mercado: do "all in" de verão à debandada de inverno

Não se pode dizer que tenha constituído grande surpresa o comportamento muito discreto no mercado de Inverno por parte do Sporting. O insucesso desportivo reduziu significativamente as possibilidades do clube quer de contratar quer de rentabilizar o forte investimento feito no verão. Ora muito desse insucesso começou a desenhar-se na incapacidade demonstrada em reforçar-se, apesar da generosidade dos gastos efectuados. Daí que as palavras chaves deste período tenham sido "reduzir" e "redimensionar" (a quantidade no plantel para o compromisso restante) "emagrecer" (a folha salarial). Mesmo esses objectivos ficaram aquém do desejável e só os mercados que ainda permanecerão em aberto permitirão realizá-los.

O número de jogadores continua assim excessivo, alguns dos excedentes são caros (p.ex. Douglas) e permaneceram por resolver os problemas resultantes da falta de soluções de qualidade em que os laterais são o exemplo mais notório. Mas não o único. Jorge Jesus certamente que terá que por uma velinha em vários altares a pedir a intervenção de todos os santos para que Bas Dost não se lesione ou seja castigado.

Não se pode dizer contudo que o plantel tenha ficado mais fraco, atendendo a que a participação dos jogadores que saíram mediaram entre o nada e coisa nenhuma no que ofereceram ao nosso jogo. O recurso agora à prata da casa, mais uma vez em momentos de aflição e não por convicção, terá pelo menos a vantagem de trazer sangue novo de jogadores que se identificam com o clube.

Ala, que se faz tarde
Meli
Ao contrário do que a brincadeira que se poderia fazer com o nome do jogador foi uma contratação sem nenhum açúcar. No máximo pode-se dizer que foi uma oportunidade única de viver seis meses de férias bem pagas numa das cidades da Europa com cada vez maior procura.

Markovic
Se a ideia era contrariar os rumores de uma morte antecipada como promessa de craque, o sérvio perdeu o seu tempo e nós o nosso dinheiro. 

Elias
Foi dos que mais jogou, o que só contribuiu para acentuar a imagem já desgastada que havia deixado. O risco da sua contratação não compensou e percebe-se agora que narrativa posta a circular de ter no horizonte um negócio da China não passou de fantasia ou propaganda para justificar o equívoco.

Petrovic:
Se Markovic e Elias ainda se podem perceber pelo que conseguiram fazer num passado recente ou longínquo a vinda do sérvio só se pode compreender por teimosia e desconhecimento da totalidade dos jogadores à disposição e em particular os oriundos da formação. Um problema que poderá ser reeditado na nova época, uma vez que vai sob empréstimo para o Rio Ave.


Acabou-se o recreio para os miúdos
Para a generalidade dos regressos significa um corte abrupto em participações que até estavam a ser proveitosas para os jogadores. Para que se justifique é necessário oferecer-lhes condições reais para singrarem, porque entrar esporadicamente ou nos minutos finais dos jogos não o são.

Palhinha
Foi ali a Belém comer uns pastéis que reforçaram a convicção do erro que foi a contratação de Petrovic. Não se pense porém que é o substituto ideal de William, trata-se de um jogador mais posicional que o habitual titular. Isso trará eventualmente mais segurança em momentos defensivos mas obrigará Jesus a repensar a forma como a equipa se comportará na hora de construir, algo em que William é peça fundamental.

Francisco Geraldes
É sobre ele que se concentrarão todas as atenções sendo por isso o primeiro desejo é que tal não lhe tolha as muitas qualidades que demonstra há algum tempo e que os seis meses no nível competitivo mais elevado confirmaram.

Podence
Não terá na maior parte dos jogos que o Sporting ainda tem para realizar o mesmo espaço no horizonte que desfrutou em Moreira de Cónegos. Isso é capaz de obrigar a reconfigurar-se. Se conseguir domar os seus impulsos e perceber os momentos adequados para fazer valer a velocidade que possui preparará com sucesso a sua integração no plantel do próximo ano.

Acabou-se o recreio mas talvez não ainda a brincadeira
Já sobre Spalvis, André Geraldes e Gauld impendem as maiores dúvidas sobre a sua prontidão para jogar, isto sem deixar de constatar que as razões do seu regresso nada tiveram a ver com a vontade do treinador, antes se deveram a decisões administrativas cuja bondade e acerto são altamente questionáveis. 

Spalvis acabou por ser recambiado por não ter condições de poder jogar no imediato. André Geraldes e Gauld foram arrancados a uma época positiva para agora não saberem sequer se poderão ser inscritos. Ainda que a sua inscrição venha a ser considerada regular, não deixa de constituir um embaraço para quem assumiu como primordial a luta por valores mais elevados no relacionamento entre os diversas entidades que constituem o universo do futebol. Dificilmente os jogadores não deixarão de se sentir usados e prejudicados, vendo os seus interesses mais básicos serem atirados para debaixo do tapete.

Embora, como é dito acima, seja possível que mais jogadores saiam para os mercados ainda em aberto, e sendo muito pouco provável qualquer admissão, estarão encerradas as portas do mercado 2016/17. E antes que se comece a falar no próximo é imperativo analisar exaustivamente as decisões tomadas nos últimos meses no que diz respeito à formação do plantel. 

É que, desde a gestão do potencial dos jogadores da casa, à política de empréstimos (para fora e para dentro), ao perfil adequado aos novos jogadores a integrar, há muita decisão a merecer análise profunda para que os mesmos erros de avaliação não sejam repetidos. 

Seguramente que dos que agora foram cometidos resultarão condicionamentos futuros na abordagem do mercado da próxima época. Dificilmente o Sporting encontrará no final do presente ano o mesmo volume de receitas que obteve no inicio da presente época. E, se o conseguir, terá que o fazer à custa da desvalorização do seu lote de titulares, ficando a interrogação se será desta que consegue suprir com acerto e realismo os lugares que venham a ficar vagos na titularidade.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Este já está ganho!

O Sporting foi o grande triunfador do campeonato das transferências que ontem encerrou. Foi o clube que mais dinheiro ganhou, que menos gastou e que - mais importante de tudo - melhor se reforçou. As duas primeiras afirmações são factualmente confirmáveis, a segunda, apesar da subjectividade inerente, está muito perto de recolher a unanimidade não apenas entre os Sportinguistas, mas estender-se à generalidade dos comentadores e adeptos rivais.

De que me lembre este é também um dos melhores, senão o mesmo o melhor, trabalhos realizados por uma direcção no reforço do plantel. Que rivalize com este a esse nível talvez só a época em que trocamos Horvath, MPenza e Spehar com Jardel, juntando o ponta-de-lança brasileiro a um lote de internacionais portugueses (Dimas, Rui Jorge, Beto, Vidigal, Pedro Barbosa, Paulo Bento, João Pinto, Quaresma, Sá Pinto) e estrangeiros (André Cruz, Prates, Niculae) com o resultado que se conhece: fomos campeões. 

No actual período há ainda a acrescentar um volume de vendas absolutamente extraordinário (76,7 milhões de euros) tendo conseguido o reforço da equipa com cerca de um terço desse valor, embora se deva assinalar que constituiu compromissos para o futuro que não surgem ainda contabilizados, como é o caso de Meli. Ainda assim foi aqui também o clube triunfador, como se pode ver no quadro acima.

Este trabalho de excelência é naturalmente visto com entusiasmo pelos adeptos, mas este não deve ser substituído pela euforia e muito menos pela arrogância. Os seus efeitos são semelhantes à da embriaguez: toldam os raciocínios. O Sporting ficou mais forte, sem dúvida mas não ganhou nada ainda que não seja um campeonato que não conta para quase nada. E o campeonato que vai recomeçar será difícil, contará com adversários igualmente fortes e não nos será colocado no colo. Contraímos, isso sim, enormes responsabilidades desportivas e económico-financeiras.

As responsabilidades desportivas são as de sempre: a nível interno o Sporting está obrigado sempre a ganhar. Na minha perspectiva, depois de se ter reforçado com a qualidade com que o fez, e resolvendo pelo menos de forma aparente algumas das suas fragilidades tornou-se no principal candidato. Assumir isso não significa o menosprezo das demais candidaturas.

A nível externo, não existindo a obrigação de ganhar títulos, o elevado nível de investimento e massa salarial obriga a olhar para a Liga dos Campeões com maior ambição que a tida no ano passado. A falta de sorte no sorteio empurra-nos para fora da competição em termos teóricos, mas continuamos incumbidos de tentar. Nesse trajecto, se as exibições forem vistosas granjeamos prestigio e promovemos jogadores, o que nos permitirá permanecer no carrocel, que agora entramos, dos clubes que fazem grandes negócios. Pelo meio é importante realizar receita não só com a bilhética mas também a que resulta da conquista de pontos pois, com o plantel que temos, a continuidade na Liga Europa deve ser vista como objectivo.

Do ponto de vista financeiro são enormes os desafios e as responsabilidades. A massa salarial do actual plantel deve ter ficado perigosamente num nível muito aproximado - se não o excede - do das receitas ordinárias. Até Janeiro jogar-se-á, de forma umbilicalmente ligada com os resultados desportivos, muito do destino dos resultados económicos da época. A sustentabilidade financeira estará agora sob maior pressão seguramente, pelo que a gestão tem de ser ainda mais criteriosa. 

Como mais uma vez se comprova "o petróleo de Alvalade" são as mais valias realizadas com a venda de jogadores. E aqui há sinais mistos que convém estar atento: 

- Acréscimo considerável de jogadores de jogadores de "idade avançada", que dificilmente poderão render, mas cujos honorários estão no topo da folha de pagamentos. 

- Acréscimo considerável do número de jogadores sob contrato.

- O risco de descaracterização do que é a imagem de marca do clube e da qual os seus adeptos tanto se orgulham, que são os jogadores da casa, por sinal as que mais procura continuam a ter.

Ainda no âmbito económico fica a menção a uma boa noticia dada como se fosse de cariz negativo: a obrigação do Sporting em reembolsar os credores em determinado valor percentual das receitas obtidas com a venda de jogadores. Ora é aqui precisamente que o Sporting pode dar um grande impulso e até mudar a relação de forças relativas entre os grandes do futebol português. Se uma parte substancial dos proveitos agora obtidos forem encaminhados para o abate da dívida o Sporting está a reduzir automaticamente o serviço da divida, podendo assim libertar mais dinheiro para investir, invertendo o circulo vicioso dos últimos anos - desde sempre, no que é igualado pelos seus rivais - e transformando-o num ciclo potencialmente virtuoso.

Ao contrário de todo o spin e  aparências, os nossos rivais também estão estrangulados pelos compromissos com os bancos e demais credores. Se o Sporting conseguir ser o primeiro a fazer esta inversão, mantendo-se competitivo, pode estar a lançar as bases de uma nova hegemonia no futebol português. Uma ambição que requer estratégia para lá da gestão do dia corrente actualmente praticada e que obriga também a um reforma estrutural do clube. Um tema interessante, mas que não cabe hoje aqui.

Creio que este será o cunho distintivo da actual época: um clube saído de uma das suas mais profundas crises à procura da recuperação do seu prestigio, que finalmente inscreve o seu nome no campeonato indispensável campeonato dos proveitos económicos significativos. Os resultados conseguidos terão efeitos determinantes e que se repercutirão tanto no imediato, como no médio / médio, longo prazo. Precisamos de sorte, mas também de muito rigor. Não faltam exemplos na nossa história de grandes e auspiciosos passos que, pelas mais variadas razões, redundaram em amargos dissabores.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Fecho do mercado: A grande aquisição, o negócio do século, os negócios estranhos, os hóspedes e as encomendas

A grande aquisição
Fechou ontem o mercado de futebol. Não totalmente, uma vez que há ainda muito jogador livre, alguns dos quais interessantes, e em Inglaterra pode-se contratar até ao final da tarde. Como balanço pode-se concluir que este período até não correu nada mal para o Sporting, uma vez que apenas perde um dos titulares indiscutíveis, Cédric, atendendo a que Nani não era do nosso campeonato. A estabilidade do plantel será, por certo, a grande aquisição do defeso. Não menos importante foi o saldo entre gastos e proveitos, porque a sustentabilidade é um bem precioso.

O caso especial
Carrillo, aquele que, por circunstâncias especiais, seria o principal candidato a fazer as malas, parece que se vai manter por cá. Um risco quer para o clube quer para o jogador. O clube porque não poderá mantê-lo a jogar por muito mais tempo sem conseguir renovar o contrato. O jogador porque não deve querer que o resto da sua época se resuma entre visitas aos treinos em Alcochete e a bancada. 

Neste momento desta novela peruana, quem está em posição mais frágil na negociação é o clube, que se arrisca a ver partir o jogador sem qualquer contrapartida. Isto pressupõe alguma flexibilidade, quer no que diz respeito à fixação da cláusula de rescisão - o jogador não vai querer ficar atado a um cláusula absurda a três meses da carta de alforria - quer no ordenado a oferecer, pelas mesmas razões. Dessa forma poderia aliciar o jogador a estabelecer um compromisso que, envolvendo risco, tem também muito para compensar. Carrillo, tendo uma visão menos imediatista, mas também de grande risco, pode apostar numa grande época e fazer o contrato de uma vida no final da época. A seguir os próximos capítulos.

Negócio do século
Conseguir que alguém esteja interessado em Shikabala já se afigurava muito difícil. Lograr alguém que pague por ele e não o contrário é mesmo o negócio do século.

Negócios estranhos
Rúbio, Héldon, e Wilson Eduardo negociados com clubes que normalmente nos são hostis, como é o caso do Braga, ou que o verdadeiro dono (Jorge Mendes, no caso do Rio Ave) tem na mão mas em rédea curta, é muito estranho. Estranho aqui também vale como surpreendente. Mais estranho e também surpreendente quando se sabe que não ficamos com Hassan porque o empresário não quis. O mesmo jogador, que não foi para o rival SLB por razões estranhas, serviu de tampão a Rúbio, quando este podia ter ido para Braga, por intervenção directa do empresário.

Entre Rúbio e os outros dois jogadores há também outra diferença: a idade. Rúbio ainda pode ser que..., mas Héldon é que mantém a ligação contratual ao clube e Rúbio foi dado. Estranho. Parece que andamos a dormir com o inimigo.

De Betinho já tinha falado aqui. Um jogador promissor, com boa relação com o golo e que renovou com o clube por cinco anos, com cláusula de sessenta milhões de euros, é entregue de bandeja ao Belenenses, sem sequer haver uma cláusula de opção ou mesmo de recompra é estranho. Sim, o Belenenses, que tem servido de barriga de aluguer do SLB e aliado incondicional nas estratégias de poder.

Chaby volta ao U. Madeira, que ajudou a subir. Mas onde já não está o treinador anterior, mas sim Norton de Matos, ligado ao rival SLB. Vamos ver...

Wallyson também já mereceu aqui destaque anterior. O que foi surpreendente, para lá de não ter ficado no plantel, tendo o Sporting gasto a soma mais elevada do defeso num jogador que pode desempenhar funções semelhantes, foi a cláusula - quinze milhões - que lhe põe o regresso como incerto.

Capel é um bom exemplo de como o futebol é o momento. No final da primeira época chegou a ter vários clubes interessados a abrir as bolsas e um estádio a cantar o seu nome, para sair pela porta pequena e quase de borla. Perdeu ele e certamente perdemos nós.

Miguel Lopes não terá ficado pelos custos relacionados com o seu vencimento. Fica a pergunta se, entre os valores associados à contratação do segundo, mais respectivos vencimentos, não teria sido melhor manter o primeiro. Do ponto de vista estritamente desportivo não era pior seguramente.

Hóspedes que partem
Gazela, Ciani e Geraldes,foram embora, depois de um curto e anónimo período de hospedagem. O último ainda mantém ligação ao clube. Tal como vários outros que aqui são falados, correspondem a período de expansão experimentalista, sem resultados que o justificassem

Expedição de encomendas
Talvez os melhores exemplos do que é dito na derradeira afirmação do parágrafo anterior sejam Sarr, Slavchev e Rábia. Só o búlgaro permanece com ligação ao clube. O que de melhor se pode dizer deles é que saíram melhor do que a encomenda...

Bons negócios
É um bom negócio dar tempo de jogo a Kikas, Mica Pinto, Luís Ribeiro, Semedo, Palhinha e Iuri Medeiros. Os três primeiros dificilmente alguma vez farão parte da primeira equipa, mesmo considerando que são bons jogadores, à semelhança de tantos outros que todos os anos saem de Alcochete. De Iuri, como aqui disse anteriormente, preferia que tivesse voltado a Arouca, como parece que era a também a intenção dele, por causa do treinador.

Inscrições de última hora
Depois de não ter conseguido alienar Viola, Labyad, Edilino Ié, Cissé e Salomão o Sporting acabou por inscrevê-los. O que é preferível, tendo que lhes pagar os ordenados, de forma a que sua contribuição, se necessária, seja possível. Além de que o Sporting não pode ter um discurso moralizador para fora e um comportamento laxista dentro.

Os dois primeiros podem muito bem ter lugar na primeira equipa, quando se vai instalando a dúvida se Ruiz e Teo têm toda a corda necessária para tanta solicitação. Sobre os três últimos não seria preferível, mesmo pagando o ordenado na íntegra, como tem que ser, oferecê-los para rodar, do que ficar parados ou na equipa B a fazer sombra?

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O segredo para contratar Danilo e outros Brumas

O segredo para contratar Danilo é precisamente o segredo, que é a alma deste ou de qualquer negócio. Ora, sendo verdade o que diariamente tem aparecido nos jornais, parece que as negociações estão a decorrer numa sala de vidro transparente, com os pretensos pormenores a escorreram para a comunicação social. 

Como o Sporting tem menos argumentos financeiros para convencer jogadores, clubes e empresários, fica logo com uma posição fragilizada relativamente à concorrência. Que, diga-se, tanto pode ter interesse real no jogador como pode estar apenas a marcar território para encarecer a operação. Foi essa a impressão/dúvida com que fiquei quando dei de caras com a fotografia de Antero Henrique ao lado do empresário (ou um dos?) do jogador. Nada naquele registo fotográfico aconteceu por acaso.

Vamos ver como tudo isto acaba, ao que parece o jogador está mesmo de malas feitas para a Invicta. Devo confessar que não contratar Danilo está longe de significar um grande revés para o Sporting. Mesmo sem saber ainda da continuidade de William, pelo valor e pelo preço que se diz o Marítimo está a pedir pelo jogador, o que não faltam são jogadores para cumprir o lugar com igual ou superior competência que o Danilo ofereceria.

Já a saída de Jefferson em troca do regresso de Bruma já me parece interessante. Jefferson tem mercado e está longe de ser insubstituível e Bruma, não sendo o Nani e nem sequer um Carrilo, é uma solução com um potencial interessante. Especialmente se, nos anos que passaram, o jogador estiver agora mais maduro. 

Na sequência das negociações com o Marítimo aventa-se agora a ideia de que o Sporting tem uma cláusula de preferência sobre Marega, avançado do clube insular. Sendo rápido, possante e com técnica individual q.b., parece mais adequado a equipas que, jogando mais em transição, potenciem essas qualidades, o que é dizer que é duvidoso tratar-se de uma aquisição que recomendaria. Mas como tem algumas semelhanças físicas com um ilustre desconhecido que passou em Portugal para se tornar goleador em Inglaterra - Jimmy Hasselbank - já não digo mais nada.

E que dizer da hipótese Bruno Alves? Bom, estaríamos a contratar um grande profissional e um jogador experiente, características que indiscutivelmente necessitamos no plantel. Acresce o facto de ser um líder, daqueles capazes de se destacar e erguer a voz de comando quando tudo à volta parece estar a abanar. Quanto é que isto vale em pontos no fim do campeonato ninguém sabe exactamente mas que é necessário é. Essa é a única razão pela qual, se se confirmar, lá terei que fazer como se faz às crianças para tomar um remédio amargo: tapar o nariz para abrir a boca.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Querer Uvini ou a embriaguez do mercado

Não haverá grande surpresa se se concretizar a aquisição de mais um central para o plantel à disposição de Marco Silva. Surpresa foi a contratação de um jogador, Ewerton, para vir fazer a recuperação de uma longa paragem por lesão a Lisboa. Sobre este jogador mantenho tudo o que disse anteriormente: parece-me uma aquisição interessante, face ao que foi a sua passagem pelo Braga de Leonardo Jardim. A dúvida está em saber quando e como regressará, a certeza é que Marco Silva tem apenas 2 centrais disponíveis minimamente confiável.

Hoje fala-se em Bruno Uvini, um jogador com um curriculum interessante, estando habituado a liderar e a vencer desde cedo. Campeão e capitão paulista de júniores com apenas dezoito anos, repetiu o feito em 2011, capitaneado a selecção brasileira que se sagraria vencedora no campeonato sul-americano, célebre pelos 0-6 com que cilindrou o Uruguai. Jogo que Uvini já não jogaria mercê de uma grave lesão, fractura da tíbia, que havia contraído. Não deixou por isso de ser uma referência no seu escalão etário e não constituiu surpresa ter repetido o feito, desta vez jogando todos os jogos, no Mundial sub-20 do mesmo ano. Completaria o ciclo fazendo parte do lote de sub-23 que representaria o Brasil nas Olimpíadas de Londres em 2012.

Senhor de uma estampa física de respeito (1,87m), não é um jogador conhecido pela sua rapidez, fazendo por isso da antecipação e da robustez as suas principais armas. Com vinte e três anos apenas parece estar a precisar de assentar arraiais numa equipa que lhe ofereça uma outra estabilidade que o saltar de clube em clube não permite. Desde que saiu do S. Paulo vai já no terceiro país (Brasil, Inglaterra, Itália) e cinco clubes (S. Paulo, Tottenham, Nápoles, Siena e Santos). 

É na falta de afirmação plena que poderá residir agora a possibilidade de o Sporting contratar, por preços mais acessíveis, um jogador que difere bastante do experimentalismo barato cujos resultados estão há vista. Nomeando de cor, este poderá ser o oitavo central que o Sporting contrata para os seus planteis a seguir a Maurício, Sambinha, Ewerton, Rabia, Sarr, Hugo Sousa, Matias Perez, sem que se perceba o porquê de tanta quantidade e tão reduzida qualidade.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Arrivederci Mauricio e ciao Ricardo Costa?

O Sporting anunciou há pouco o empréstimo de Maurício à Lázio, ficando o clube italiano com a obrigação de comprar o passe do defesa brasileiro, pagando, no final da época, a soma de 2,650 milhões de euros. O Sporting fica ainda com direito ao encaixe de mais 20% sobre a mais valia que o clube italiano possa vir a realizar.

Ao jogador é tempo de agradecer o tempo e a forma como defendeu a camisola que vestiu. Se há coisa que não se lhe pode apontar é falta de empenho. É também o tempo de lhe desejar os maiores sucessos na carreira que agora virou agulhas para Itália.

Sobre os valores do negócio, estes parecem-me muito razoáveis. É certo que o Sporting está a vender um titular, tendo em conta que actuou o ano passado em trinta e um jogos incompletos, perfazendo 2.610 minutos. Este ano registava já vinte e uma aparições nas diversas competições, num total de 1.796 minutos em campo. Mas também é certo que o defesa, que regista sobretudo um jogo aéreo irrepreensível, bem como uma forte disposição para a marcação individual, não é um prodígio de técnica nem a sua leitura de jogo é particularmente feliz.

Neste momento particular, é inevitável não me lembrar de um post colocado aqui no inicio de época, ao tempo em que Maurício e Sarr formavam a dupla de centrais, sob o titulo: 

Da melhor geração de sempre a uma das piores duplas de centrais. Que defesas centrais para o Sporting? 

Agora, quando se regista a estabilização da dupla de centrais em níveis mais desejáveis, fica a dúvida se à saída de Maurício vai corresponder a entrada de mais algum elemento para o sector. Os rumores dos últimos dias falavam com alguma insistência em Ricardo Costa. Será a hora dele?

 


 

 

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que deve o Sporting esperar e procurar no mercado de Inverno?

Estamos a cerca de duas semanas do final da actual janela de mercado pelo que é agora que se vão registar as movimentações decisivas. Tal como outro qualquer clube o Sporting tem aqui uma oportunidade de refazer o seu plantel em função das ofertas que lhe venham a ser feitas e das possibilidades que o orçamento lhe permita.

Saídas
Voltaram os rumores sobre a possibilidade de saída de William Carvalho, desta vez com o Arsenal a aparecer no lugar do Manchester como principal pretendente. Pelos valores que circulam nos rumores (32 milhões) aceitaria de bom grado o negócio, pese a importância que o jogador tem na manobra da equipa. Porém, ao contrário de Carrillo, por exemplo, a sua saída seria mais facilmente suprida. Não que considere a posição de “6” mais fácil mas a de um desequilibrador é mais difícil e mais cara. Acresce que o Sporting precisa de liquidez para resolver algumas renovações que me parecem cruciais. Por exemplo, as do próprio Carrillo, Martins ou Cédric. O mesmo poderei dizer em relação a Jefferson. Obviamente que as verbas a obter serão consideravelmente mais baixas, mas de quatro milhões para cima por um lateral-esquerdo é razão pelo menos para nos sentarmos a negociar. O que seguramente não deve e certamente não sucederá é registar-se a saída de mais do que um titular habitual.

As saídas de Fokobo e Iuri Medeiros para o Arouca estão consumadas. Estimo que o camaronês venha a ter missão mais facilitada que Iuri. Pela posição que ocupa no terreno e pelo que é habitualmente o jogo que o Arouca tem que fazer, embora seja claro que terá que fazer muito mais do que tem feito para tirar o lugar a Rui Sampaio. Já Iuri não terá que temer tanto pelo confronto directo com a concorrência mas sim pelas dificuldades que representam jogar na frente numa equipa como Arouca.   

Outras como de Capel, Heldon, Slavchev, Rabia, Sarr, Esgaio, Geraldes, por exemplo, não teriam reflexos na competitividade, como representariam alivio da folha salarial e oportunidades para crescer para os mais novos.

Entradas
O que deve o Sporting procurar no mercado de inverno e com que objectivo, parecem-me ser as perguntas primordiais. 

Olhando para o plantel e sobretudo para o onze habitual e banco à disposição de Marco Silva há “buracos” que são pacificamente aceites: falta de um central ao nível das pretensões do Sporting, falta de substitutos à altura de Carrillo, Adrien. Nani não entra nestas contas pelo seu valor, mas obviamente que também tem que ser considerado que os podem entrar para o seu lugar e têm sido chamados têm estado abaixo dos mínimos exigíveis. 

Não é tão consensual a falta de um avançado que jogue a “9” embora essa seja a minha opinião porque, apesar do actual “hype” em volta de Tanaka, não o acho como um jogador para esse lugar especifico, porque não me parece um “9” e, além disso, não me parece sequer um jogador para o nível do Sporting.

Obviamente que o Sporting não iria nunca resolver estas situações no mercado de inverno. No actual contexto, ainda menos o deve fazer. E que contexto é esse? É o dos objectivos realizáveis. 

O campeonato é uma miragem que ficou dos melhores  sonhos de verão. O segundo lugar, não sendo impossível, está já no limite da linha do horizonte. O que me parece ao alcance é obviamente o terceiro lugar, (é o que se pode chamar de serviços mínimos), e sobretudo a Taça de Portugal. A Taça UEFA deve ser encarada como uma etapa de formação, ao jeito de uma pós-graduação. Importante sim, mas determinante, nesta fase da vida do clube, é a afirmação nas competições nacionais.

Faz sentido, para alcançar estes objectivos de tão curto prazo, realizar um significativo esforço para se reforçar? 

Pois, não me parece. Assim ainda menos sentido fazem aquisições como as de jogadores como Ricardo Costa. Não faz sentido, não por não ter valor, porque tem em nível suficiente para se tornar titular. Mas porque é caro e sobretudo porque representa uma incompreensível inflexão à politica de aquisições empreendida esta época, em que se se procuraram jogadores jovens para afirmação num futuro de curto prazo. Se o fizesse a SAD ou estaria a admitir que errou, o que até se aceitaria melhor do que transparecer que, na verdade, não tem uma estratégia definida.

Em jeito de conclusão o que me parece fazer mais sentido nesta altura e com os objectivos de curto prazo enunciados, é que o foco esteja já no próximo campeonato. Perceber com quem se deve contar como “imprescindível”, quem precisa de estágio para poder representar no médio prazo uma opção (não faltam jogadores nessas condições, quer na A, quer na B) e quem não se deve contar no futuro. As possíveis receitas obtidas com negócios de ocasião deveriam ser canalizadas primordialmente para o reforço do plantel com jogadores que possam ser determinantes na Liga 15/16.

Não duvidando do que digo no parágrafo acima como a politica mais conveniente para o clube faço aqui uma meia ressalva. Em ambas as competições  com possibilidades de alcançarmos os tais “serviços mínimos", - a Taça de Portugal e terceiro lugar  - teremos provavelmente como principal oponente o SCBraga, o que torna a missão do Sporting um pouco mais complicada em caso de insucesso. Uma coisa são os diferentes resultados alcançados com os nossos principais rivais. Outra é com os emergentes, em particular com arrivistas como António Salvador. Para o orgulho dos adeptos e para a imagem que o clube projecta para o exterior o pior que poderia acontecer era dar a ideia que está mais longe dos seus habituais rivais e mais perto dos que sempre lhe estiveram atrás.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

11 jogadores e quase 18 milhões depois*

O mercado fechou e, depois de 11 novos jogadores contratados, quase 18 milhões gastos (*números que circulam hoje nos jornais, aguardo a confirmação oficial, mas que se devem cifrar algures entre os 14 e dezassete milhões), a pergunta que se impõem é: 

estamos mais fortes, tão fortes como precisaríamos de estar, para enfrentar os compromissos da época 2014/15?

Impressão geral: pouca felicidade e acerto nas aquisições que a excelente operação Nani e a contratação de Rosell não iludem. Talvez o fosso entre as segundas linhas e os titulares tenha diminuído mas não de forma significativa e desejável.

Não pode deixar de se assinalar o pelo menos até agora aparente desvio da ideia defendida por BdC: a aposta em jogadores nacionais, de preferência da casa, e opção por jogadores estrangeiros que constituíssem uma mais-valia clara. Dos 11 jogadores contratados 8 são estrangeiros e apenas um deterá esse estatuto.

O tema foi já sobejamente discutido entre os Sportinguistas, pelo que não vale a pena aprofundar os argumentos. Acrescentaria apenas dois pontos: 

(i) a procura feita com base na quantidade que me parece não ter justificação plausível quando a qualidade é que "faz a diferença".

(ii) A juventude da generalidade dos recrutados permite acalentar a possibilidade de os jogadores "crescerem" e com isso se tornarem as tais "mais-valias" que se procuraram. Isso será muito difícil de ocorrer se a generalidade dos jogadores permanecer sem jogar com regularidade. E, no futebol, o futuro é o próximo jogo.

O recado do mercado: Há uma diferença significativa entre o valor real - que terá que ser sempre o que é espelhado em propostas concretas - e o valor afectivo ou que os adeptos atribuem aos seus jogadores. Não houve propostas irrecusáveis a não ser por Rojo que, não por acaso, foi titular da selecção vice-campeã mundial.

Análise por sectores:

Guarda-redes: Não houve mudanças pelo que o valor se manteve em relação à época passada.

Defesa: muitas entradas - Sarr, Rábia, Geraldes, Paulo Oliveira, Jonathan Silva - para poucas saídas - Dier, Rojo, Piris (Welder não pode contar, Piris) - onde apenas um era titular. Nenhum dos jogadores entrados se aproxima do valor de Dier e Rojo, as primeiras impressões sobre o Sarr ficaram expressas no post anterior, muitas dúvidas sobre os restantes. 

O que o derby nos disse é que o reforço indiscutível já cá estava e chama-se Esgaio. Um mea culpa que aqui fica registado, quando havia dito que não o via como defesa direito. Muitos furos acima de Jefferson a defender e ainda a ter que se preocupar com o Maurício. Quem sabe Tobias não venha a imitar, se Marco Silva lhe der uma oportunidade?

Intrigante a lesão de Rábia ontem comunicada. Uma pubalgia mal debelada e não detectada nos exames médicos (uma lesão como esta não é uma anomalia facilmente detectável neste tipo de exames) ? Era esta a lesão de que o jogador se queixava ainda no Egipto, ou apenas azar em 2 semanas de treino e um jogo pelos B's? Tanto ele como Jonatham aguardam por provas mais exigentes que o que foi possível registar até agora. Geraldes é, até ver, um acto falhado.

Um estranho ocaso de Paulo Oliveira não pode deixar de registar. Embora aqui tenha dito que não seria a minha opção, reconheço-lhe muito mais valor do que até agora conseguiu demonstrar. Várias questões se podem levantar, desde logo a mudança para Lisboa, que o passado regista como um grande problema para tantos valores tidos como seguros, a juntar à mudança para uma camisola que pesa muito mais. Será um reforço importante se conseguir superar o desafio.

Médios: Um grande reforço, personificado na continuidade de William e dois bons reforços na chegada de Rosell e no regresso de João Mário. Um ligeiro mas importante nivelamento por cima que estas opções conferem, mas não apagam as incógnitas sobre Slavchev, que não tem correspondido minimamente ao que se anunciava. Ryan Gauld está muito longe de poder significar uma opção no curto prazo. A minha dúvida relativamente ao escocês não está sequer no seu valor como jogador mas em saber se trouxe algo que não tínhamos já (Chaby), se veio para um modelo que joga sem o 10 tradicional que ele é e, não menos importante, que evolução esperar numa equipa, a B, que joga um futebol que privilegia a força, onde ele de certeza não cabe.


Avançados (extremos): A chegada de Nani é a grande bomba deste verão, não apenas para nós mas para o futebol português. Uma das razões acrescidas para querer ainda mais o sucesso da nossa equipa este ano, para lhe poder agradecer a generosidade de querer contribuir para ele, ser parte activa e determinante para o sucesso. Assim será, estou certo, desde que tudo aconteça com normalidade e sem azares, porque categoria não lhe falta.

Para que tal aconteça será importante a presença de um Carrillo consistente, como nunca o conseguiu ser. Um grande reforço que poderia ser, indubitavelmente. Ou um Capel mais atento ao jogo do que o foco permanente e quase exclusivo na bola e no relvado onde ela rola. Sacko não conta para já, é a minha impressão. Conto mais com a irreverência e atrevimento de Mané.

Avançados (pontas-de-lança): Provavelmente Tanaka ficar-se-á pela primeira designação, sem parêntesis. Em conversa com amigos dizia há dias que precisávamos de um avançado que desse a profundidade de Slimani, com o jogo de cabeça deste e os pés de Montero. Um Islam Montero ou Freddy Slimani. Não me parece que o japonês o seja mas, se a sua veia goleadora for a da pré-época, isso seria muito bom para nós. Para já foi importante na vitória com o Arouca. 

Slimani ter ficado é apontado como um grande reforço. Não escondo que preferia uma outra solução. Talvez seja mesmo o melhor para continuar a jogar como temos feito.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Saldos no Colombo são boas noticias. Outras nem por isso

O desmantelar da equipa do campeão nacional foi o aperitivo para este post. Embora o blogue seja obviamente dedicado ao Sporting, a análise do que vão fazendo os nossos principais adversários é incontornável, porque o valor da nossa equipa é-lhes sempre relativo.

A debandada dos melhores jogadores do SLB era inevitável e provavelmente, do ponto de vista das mais avisadas regras da boa gestão financeira, está ser feita no limite da resistência. Os mais pessimistas dizem que é já tarde. Foi no entanto o "aguenta, aguenta" do ano passado que lhe permitiu chegar ao titulo. Do ponto de vista desportivo, que é o que me interessa agora analisar, é uma boa noticia para qualquer adversário, situação onde se inscreve o Sporting.  As saídas já anunciadas de Oblak, Siqueira, Garay, Markovic, Rodrigo, André Gomes, estando ainda em aberto as saídas de Enzo Peres, Gaitan, Cardozo, farão descer vários níveis o valor da equipa que dominou as competições nacionais e que, face ao que era capaz de produzir, a grande surpresa foi não ter feito o pleno, ao perder a Liga Europa com o Sevilha. 

O SLB continuará a ter em Jesus o principal suporte para a sua competitividade, mas teria que ter um defeso mais do que perfeito para que todas as incorporações lhe deixassem no nível que terminou o campeonato passado. Mas mesmo com o nome como o que ostenta, é capaz de se estar a pedir muito a um treinador que já mostrou anteriormente ser capaz de fazer milagres com jogadores quase perdidos - Coentrão é o melhor testemunho - ou de reinventar futuros como fez para Matic, Fesja, Enzo, Gaitan. E mesmo admitindo a que a facilidade de refinanciar vai subsistir, e com isso conseguir preencher os lugares em aberto no plantel, é difícil estimar que pelo menos uma parte significativa do domínio exercido não se desvaneça. Noticias como a de incorporação de Bebé são boas para os adverários, a menos que Jesus consiga o milagre de o fazer crescer numa época o que não conseguiu na totalidade da carreira. A venda de alguns jogadores a desconto ou por valores que a pressa impõe também deve ser assinalada. Continuará obviamente a ser candidato, mas dependerá muito mais do que os seus adversários forem capazes do que anteriormente.

O FCP de Lopetegui começou por ser destacado pela bizarria de uma torre no campo de treinos. A única bizarria deste facto foi o destaque merecido, uma vez que o recurso a estes meios, que permitem a sistematização da informação recolhida nos treinos, é já usada pela generalidade dos clubes, mesmo que de forma menos evidente. Ao contrário da generalidade das opiniões que fui vendo por aí, a contratação do treinador espanhol, sendo arriscada, correspondeu mais do que à busca de um curriculum - o que é sempre fácil para quem tem que decidir - à procura de um perfil. 

O facto de ter apenas sido treinador principal de selecções jovens ao invés de um problema, e face aos resultados obtidos e sobretudo pela qualidade do futebol jogado, vi como uma boa aposta. Porque não creio que seja mais fácil treinar jovens jogadores e obter resultados. E seguramente não é mais fácil treinar equipas de selecção, que se reúnem esporadicamente, muitas vezes conflituando com interesses dos clubes que os jogadores privilegiam, e obter resultados. Se dessa forma eles são alcançados não será, pelo menos em teoria, consegui-los com uma equipa que se treina em bases diárias? Obviamente que não há uma resposta óbvia para a pergunta, o futebol de uma equipa é o produto de uma série de circunstâncias, umas manipuláveis mas muitas delas imprevisíveis e impossíveis de prever ou sistematizar.

O que o FCP de Lopetegui trará a este campeonato é ainda um incógnita, mais ainda se o dispêndio de mais de 7 milhões num jogador tão limitado como Martins Indi - um Maurício muito caro, resumiria - o for da sua autoria e o que tal representaria como testemunho da sua visão do futebol a implantar. Mas a última coisa a esperar serão facilidades. Indi é um nome forte pela selecção que representa, mas fraco em relação aos colegas com divide o estatuto de recém-chegado, com Adrian Lopez e Tello no extremo oposto do holandês do Barreiro. Os melhores anos do FCP foram precedidos de falhanços mais ou menos estrepitosos como o da época transacta. Não menosprezaria nunca a vontade de vencer a todo o custo - expressão que deve ser lida e entendida de forma literal - do clube das Antas. 

Do nosso lado, todos os dias são boas noticias quando nenhum dos jogadores titulares da época passada não são confirmados noutros clubes. Manter um fio condutor entre o que de bom se fez no passado recente e acrescentar-lhe qualidade ao jogo e ao plantel são as tarefas pendentes. Porém, como se sabe, isso dificilmente se consegue sem refinanciar a SAD por via de realizações de mais-valias com os jogadores mais valorizados pelo mercado. Ora até ao momento tal não aconteceu, o que parece estar a travar os passos necessários para fechar o plantel. O ideal seria que a integração dos últimos reforços acontecesse a tempo destes participarem o mais possível na pré-época, nomeadamente nos jogos já agendados. Os movimentos de avanço e recuo no mercado, de que Rafael Martins e Kapino dão nota, podem muito bem estar relacionados com essa indefinição.

Dos 6 jogadores até agora contratados não há nenhum nome particularmente entusiasmante, o que não é particularmente significativo ou definidor, atendendo sobretudo ao desconhecimento que envolve a totalidade dos reforços, excepção feita a Paulo Oliveira. Do meu ponto de vista são jogadores a mais para as limitações financeiras apregoadas (e reais) e que, à excepção de Rosell, não prevêem as saídas mais esperadas. Isto pelo menos a fazer fé no que se vai dizendo pela imprensa, que avança diariamente com o nome de 2 defesas centrais para o lugar de Rojo (confirmado pelos jogadores e agentes mencionados, Rabia e Milosevic) mais a menção de vários nomes de extremos (Gerson Cabral e Kostic) e profusão de nome de pontas-de-lança levam a crer que há mais jogadores, para lá dos mundialistas, a poder sair antes do primeiro dia de Setembro.

Para terminar a boa noticia há muito ansiada: A Sporting TV inicia hoje a transmissão regular. O primeiro dia será assinalado com uma entrevista do presidente, Bruno de Carvalho, de que daremos conta se houver algo de relevante a assinalar.

terça-feira, 17 de junho de 2014

De regresso ao Sporting

A selecção está no topo da actualidade mas obviamente que para um Sportinguista o clube nunca é remetido para segundo plano. Por força de algumas limitações de tempo e outras de carácter pessoal ficaram por abordar alguns temas cuja referência me parece incontornável. Fica aqui o registo das principais, em modo semi-telegráfico, sem que isso signifique que alguns dos assuntos não venham a constituir um ou mais posts exclusivos, assim o interesse o justifique.

Tiro no porta-aviões da "cultura de exigência e rigor"
Cultura de exigência e rigor têm sido das qualidades mais referenciadas pelos actuais corpos sociais, especialmente pelo presidente Bruno de Carvalho nas muitas alocuções que tem feito sobre clube. O triste episódio do vídeo de promoção da SportingTV, amplamente referido entre os Sportinguistas, é um exemplo muito concreto do que é precisamente fazer o inverso. O que me chocou mais na peça não foi tanto a falta de qualidade geral, o que até pode ser desculpado pela escassez de meios. Chocante é o plágio de um trabalho sobejamente conhecido e o desleixo de ainda assim publicar o vídeo na página oficial do clube.

As recentes mudanças há pouco efectuadas no sector de comunicação do clube - o despedimento do que restava do corpo de redacção do jornal, a entrega à  empresa Youngnetwork e, quase em simultâneo, a nomeação de Bruno Roseiro como coordenador do novo projecto de média (que poucos dias antes(!) tinha lançado o livro de carácter autobiográfico sobre Bruno de Carvalho "O presidente sem medo" ) - levariam a supor que estes episódios com um "acentuado cheiro ao antigamente" não seriam de todo possíveis.

Esta peripécia é uma péssima saída de jogo que, pelo mau gosto revelado, deixa uma nódoa retinta, lançando dúvidas no ar sobre o que ainda nos possa estar reservado. É muito fácil agitar as águas nas redes sociais com soundbytes, muito diferente é promover a imagem de uma instituição centenária com as responsabilidades e o peso do Sporting.

Títulos em modalidades
Apesar da austeridade o Sporting continua a coleccionar títulos (judo, futsal) e, mesmo perdendo, a discutir até ao final a possibilidade de os ganhar, como aconteceu no andebol. Nesta modalidade há sobretudo que não esmorecer, porque há sinais evidentes de retoma de competitividade, face ao adormecimento à sombra da bananeira, que nos custou a perda de uma hegemonia que tanto nos orgulhava. No judo e futsal os ciclos vitoriosos falam pela qualidade do trabalho desenvolvido, não é possível ganhar tantas vezes por acaso. Notável que se aprofunde a nossa hegemonia nestas modalidades enquanto se aperta o cinto. 

Não fecho este titulo sem prestar homenagem a Deo e Divanei cujo exemplo foi muito além do mero profissionalismo. E também a João Pina, um campeão de judo e de sofrimento que encerra a carreira de titulo ao peito.

"Um dos dias mais felizes da minha vida!"
Foi assim, com esta frase de tão profundo significado, que Gilberto Borges qualificou o regresso do Hóquei em patins ao seio do Sporting, depois do abandono da modalidade e do trabalho de ressuscitação absolutamente notável cuja etapa mais difícil agora termina. Um justo reconhecimento para a equipa de Gilberto Borges, a alma, o coração e sabe-se lá que mais deste projecto. Uma medida justa e, creio, há muito desejada, pelo que merece todo o nosso reconhecimento. O hóquei nacional precisa de um Sporting forte, não apenas pelos pergaminhos do clube na modalidade, mas também como lufada de ar fresco, face aos que foram os últimos anos de guerrilha SLB/FCP.

Muita formação, zero títulos
Muito curiosa a postura habitual dos Sportinguistas relativamente à formação: pouco interessados em suportar as dores de parto e crescimento, quando os míúdos, muitas vezes de forma extemporânea, são chamados a assumir responsabilidades de quem chega com fama de craque, mas cujo proveito pouco mais se faz sentir do que nas suas contas bancárias. Porém, uma vez que se vive em escassez de resultados (vitórias) lá se iça a bandeira da formação para lembrar que as bases das selecções são de alicerces verde e brancos e outras tretas do género. 

A razão mais válida para se apostar em formação é fazer dela uma bandeira com títulos. De outra forma é pouco mais que mera cumulação de frustrações e desenganos. Esse é um desígnio possível não uma quimera. Mas a sua concretização requer muito mais do que os muitos ziguezagues estratégicos ao sabor de quem passa, quase sempre de forma fugaz, pela direcção técnica e institucional.

Pode parecer um contra-senso, mas onde a exigência de títulos menos se justifica é precisamente na formação, cuja principal missão deve estar obviamente centrada na missão de fornecer os melhores jogadores à equipa principal onde, aí sim, a orientação para vencer deve ser total.  

A provar o que acima se afirma está o historial da competição de júniores e juvenis. Entre as décadas de 70 e 90 (inclusive) o Sporting logrou apenas 4 títulos de campeão nacional de júniores, 5 de tendo, nesse período, formado dois jogadores considerados os melhores do mundo (Figo e Ronaldo) e um rol notável de grandes jogadores, cuja nomeação seria até penosa. Nos anos seguintes o Sporting passou a dominar as competições nacionais de formação, sem que isso alterasse o rácio de títulos no escalão sénior. Isto é, exactamente na mesma do que sucedeu quando ganhou poucas vezes.

Isto dito não invalida a avaliação de percurso sempre necessária, mesmo quando se ganha mais do que se perde. Perguntas como:

Que competências têm os treinadores das camadas jovens, quem as avalia, "que", "como" e "quem faz" a prospecção e selecção estão sempre na ordem do dia e cujas respostas poderão ajudar a explicar os resultados ou uma tendência. 

Após o segundo ano da B que balanço fazer? Quantos jogadores foram aproveitados ou podem vir a ser para a equipa B? 

É justificável o corropio de entrada e saída de jogadores como a que se assistiu este ano, com jogadores de percurso de referência no clube e selecções verem os seus lugares ocupados por jogadores de qualidade e até idades duvidosas?

Que evolução se pode assinalar nos jogadores, sobretudo nos que, tendo mais talento, mais se espera? O meio  que o Sporting lhes proporciona é o mais adequado ao seu triunfo ou o contrário?

Que significado e importância tem a  ausência de títulos combinada com o aparecimento de novos actores (os titulos de Guimarães e Braga), bem como a perda de número de jogadores nas selecções nacionais?

Estamos a falar de o fim de um ciclo ou de ocorrências esporádicas, sem exemplo?

Guerra da Guiné perdida
Ninguém terá esquecido o folhetim de Bruma, faz agora um ano. Muitos dos seus mais suculentos episódios estão ainda por revelar, pode ser até que nunca conheçam a luz do dia para a maior parte de nós. O que resulta de mais claro da guerra iniciada com Cátio Baldé é que o Sporting ganhou uma batalha com a venda de Bruma por valores quase impensáveis, mas que, de seguida acumulou 3 derrotas amargas com as saídas de 3 dos melhores e mais promissores jogadores que tinha na formação. Pior foi ter visto encerrado a exploração do filão da Guiné, que o empresário dominava quase em exclusivo e com relações privilegiadas com o Sporting. Os jogadores não perderam, porque permanecem intactas as possibilidades de progredirem nas carreiras. O empresário não deixou de fazer negócios nem coleccionar comissões. O que ganhou o Sporting?

terça-feira, 8 de abril de 2014

O negócio Elias como pretexto para falar do modelo de negócio para o Sporting

Devo dizer que me surpreendeu o desfecho do caso Elias. 

Surpreendeu-me o timing, porque não me parecia provável que o negócio se consumasse já com o mercado fechado. 

Surpreendeu-me o valor da transferência, pelo facto de se tratar de um jogador que completará meio ano sem competir e que tem quase 29 anos. 

A maior surpresa porém vem do facto de os ordenados passarem a ficar a cargo do Corinthians, precisamente pelo facto do clube brasileiro não poder contar com o jogador até Julho. 

Um excelente negócio para quem, como eu, entendia que o mal menor que representava vermo-nos livres do jogador apenas pelo valor poupado nos vencimentos já era bom.

Aproveito o encerrar deste caso para reflectir sobre o que poderá ser o modelo de negócio do Sporting, ficando para um post posterior análise mais pormenorizada sobre as relações com os diversos intervenientes no meio, nomeadamente os empresários, investidores, fundos e mesmo os jogadores.

Que modelo para o Sporting?
O segundo ano da actual actual administração ajudará a perceber melhor qual o modelo que adoptará para desenvolver o seu negócio no que diz respeito aos investimentos. O ano passado, por força das circunstâncias, deve ser considerado um ano zero. A falta do palco europeu não significou apenas ausência de receitas. Constituiu também seguramente um forte corrente contrária e dissuasora junto de alguns dos alvos definidos para o reforço do plantel, que se somava à incerteza do que seria o Sporting este ano, depois do "anno horribilis". Certamente que jogadores como Rafa teriam olhado para a proposta do Sporting com outros olhos se tivesse dons adivinhatórios. Atrevo-me mesmo a dizer que provavelmente Ghilas teria também ponderado de outra forma a decisão que tomou se soubesse tudo o que sabe hoje.

Mas não foram apenas os jogadores que temeram ligar-se ao Sporting. Conseguir parceiros de negócio que dividissem os riscos também não seria muito fácil e mesmo os empresários e clubes não teriam grande predisposição de negociar com um clube em profunda reestruturação. Isso mudará substancialmente no próximo ano, com maior acuidade se o Sporting conseguir o que todos tanto desejamos: o apuramento directo para a Liga dos Campeões. 

Salvo melhor opinião o Sporting necessita, para melhorar a sua competitividade face aos seus concorrentes directos, de encontrar forma de aumentar as receitas disponíveis, de forma a reinvesti-las na sua actividade principal e motor de toda a vitalidade do clube. Só dessa forma conseguirá manter os melhores jogadores que forma mais tempo e  disputar os jogadores que lhe interessam no mercado. 

Salvo também melhor opinião, pode fazê-lo de 2  formas: 

- Apenas com receitas próprias, geradas pela venda de jogadores, bilheteira, receitas de publicidade, televisão, etc, sem envolver capital alheio à SAD e clube.

- Recorrendo a investidor(es) e fundos

Ficando pelas receitas próprias, o que significaria também não partilhar os valores dos passes de jogadores, o Sporting contará apenas com as mais-valias que for capaz de gerar para refinanciar o seu negócio. Idealmente este é o meu preferido, e que se aproximaria da identidade de um clube formador. Muito próximo do que faz o Barcelona, que recorre ao mercado apenas para suprir o que os ciclos de formação não lhe proporcionam. 

Ao contrário do que se vai julgando e por vezes até afirmando, o Sporting nunca seguiu exactamente a mesma cartilha. Ao contrário do clube catalão, os jogadores que o Sporting forma têm sido, por força das vicissitudes, chamados a desempenhar responsabilidades mais cedo do que o desejável e até do exigível. A criação da equipa B foi uma excelente medida para suprir uma falha importante, mas é demasiado recente e, quanto a mim, requer ainda correcção de trajectórias para se poder considerar uma aposta ganha.

Quanto à segunda possibilidade, não me parece que o Sporting possa atrair no futuro próximo, e provavelmente nenhum clube português, um sheik árabe, seguindo o modelo inglês ou do PSG. Não vejo Bruno de Carvalho a partilhar o poder nem a última palavra e não acredito que haja quem invista sem dela dispor. Este é também o modelo que mais me desagradaria, detestaria ver o Sporting com dono.

Os fundos têm sido o principal parceiro de negócio dos nossos rivais e concorrentes directos. Graças a eles o FCPorto conseguiu encostar-se a uma classe média alta de clubes europeus chegando mesmo a dois títulos europeus. Uma boa prospecção de mercado tem encontrado disponibilidade financeira para concretizar negócios. O sucesso desportivo proporciona valorização. A respectiva realização de mais-valias ajuda a suprir a falta de receitas para aguentar planteis dispendiosos. O SLB não tem sido tão feliz mas é inegável que a sua competitividade subiu e que se aproximou do FCPorto.

Inegável é também que o mesmo tipo de operação não correu bem no Sporting. Creio que tal não se deveu propriamente ao modelo mas sim à gestão ou ausência dela. Com todas as desvantagens que acumula, o Sporting tem pelo menos uma vantagem por estar novamente na casa de partida: não precisa, não deve, cometer os mesmos erros. Os seus e os dos seus rivais, especialmente no que respeita à acumulação de passivo. 

Mesmo com todos os riscos que hoje sabemos, creio que o Sporting não se deve auto-limitar, impondo a si mesmo restrições que lhe tolham as perspectivas, considerando todas as possibilidades que o jogo do mercado lhe coloca à disposição. O contrário seria tão nefasto como, no relvado, a equipa do Sporting não saber/poder usar todas as ferramentas do jogo para chegar ao golo e consequentemente às vitórias. Seria o mesmo, mal comparado, que não poder/saber marcar um canto ou até mesmo concretizar um penalty.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nós, o Porto e Benfica: que alterações trouxe o mercado?

Tal como prometido em post anterior, aqui darei conta breve da impressão pessoal que as alterações de mercado produziram quer no Sporting quer nos outros dois grandes.

Sport Lisboa e Benfica
Perde um jogador crucial na estratégia do seu treinador, Matic, e um dos melhores do campeonato. Os primeiros indícios dão conta que a saída de um jogador tão importante não provocou a instabilidade que seria suposto observar. Aparentemente a antecipação da titularidade de Fejsa está a resultar ou pelo menos a não comprometer. É necessário observar o que se vai passar com os adversários mais exigentes, quer nos próximos embates connosco e com o FCP, quer nos compromissos europeus.

As saídas de Ola John e Mitrovic só contam para a contabilidade da SAD, uma vez que os jogadores não eram levados em conta por Jesus. No mesmo plano estão as vendas de André Gomes e Rodrigo, que fizeram do clube encarnado o clube que mais dinheiro arrecadou neste inverno. Aguarda-se pelo relatório e contas da SAD para se entender o que é liquido e o que é gasoso nestes milhões mas, até lá, não posso deixar de considerar um grande negócio. 

Pretendo voltar a este tema (mercado, fundos, etc) debruçando-me em específico sobre o Sporting, mas o que aparentemente foi conseguido foi a tal chuva necessária no nabal ( as contas das SAD´s em geral e do SLB em particular merecem a comparação) e o sol no relvado.

Rodrigo é um dos melhores na sua posição, apesar de não impressionar muito. O que é facto é que raras vezes falha em frente à baliza e isso é um dom raro, ainda por cima num jogador tão jovem na posição. E 30 milhões, comparados com os 25 de Matic é um jackpot.

André Gomes é diferente. Trata-se de um negócio puramente especulativo, o jogador além de quase não jogar quando o faz não revela nada de extraordinário. Se o valor alcançado for o real tenho que tirar o meu chapéu a quem o fez.

O clube encarnado continua a ser, na minha óptica, o principal candidato ao título. Não só porque já vai na frente, mas tem o melhor plantel em qualidade e quantidade. A questão não é tanto se pode conquistar o campeonato, mas se não é suficientemente competente que o leve a perdê-lo.

Futebol Clube do Porto
As noticias da morte do dragão parecem-me manifestamente exageradas porque a distância pontual não é irremediável e vai ser reduzida pelo menos relativamente a um - podem ser os dois - dos adversários no próximo fim-de-semana. Mas se os pontos que os separam de cima não constituem razão para alarme, já a qualidade dos jogo e os casos que se avolumam o são. A tão propalada estabilidade e qualidade decisória parece ter ido atrás do anticiclone dos Açores, não parando de chover rumores e casos em seu redor e seio.

Fernando caiu do pedestal, deixando de ser uma referência para ser um proscrito. A renovação já confirmada por Pinto da Costa ainda não aconteceu. Seja qual for o resultado o FCP dificilmente sairá vencedor da contenda. Se for verdade, como se diz por aí, que está na disposição de igualar as propostas de City, Juve, etc, tal significará que a cabeça está ausente do processo de decisão. Se o jogador sair a custo zero a cúpula da SAD vê a aura de infalibilidade beliscada, registando uma perda muito importante quer nos cofres quer na competitividade.

Otamendi, um caso de falta de empatia ou compreensão entre jornalistas e adeptos, era provavelmente o melhor do seu sector. Sair por menos de metade da cláusula de rescisão inflaciona as dúvidas sobre o que realmente se passa na Torre das Antas. Bem vistas as coisas o jogador parece ter sido mais escorraçado do que vendido. 

Pressão alta na tesouraria? Problemas de balneário? Com tanta turbulência no ar não será a entrada de Quaresma que constituirá o remédio milagroso para todos os males.

Como disse no inicio, esta não é uma análise exaustiva. Mas, também como foi dito no inicio do capitulo, é ainda cedo para passar a certidão de óbito. Sendo óbvio que os problemas de Paulo Fonseca com o modelo de jogo - mais até com a dinâmica  - enfraquecem a moral da equipa e dos adeptos, é também evidente que um possível "regresso do além" constituiria o habitual tónico tão apreciado naquelas paragens. 

As meias-finais com o SLB e o regresso das competições europeias tanto podem constituir uma reviravolta como o toque de finados. Na minha opinião, a haver queda, ela não será estrondosa, mas dentro do registo actual de permanente sobressalto e irregularidade.

Nós, o Sporting Clube de Portugal
Termos sido o clube que mais contratou no mercado de inverno é revelador de ambição. Ao contrário do que foi o discurso dos corpos sociais e em particular do presidente, sempre me pareceu que a intenção era de, pelo menos, ir à procura do terceiro lugar. A súbita e surpreendente descida pontual dos dois rivais melhor apetrechados torna o campeonato num sonho apetitoso e possível. Não creio que fosse pela busca do terceiro lugar que o Sporting se mexeu como mexeu no mercado.

Já aqui havia falado de Shikabala anteriormente pelo que vou tecer algumas considerações avulsas sobre a sua contratação. A sua qualidade parece ser consensual tal como infelizmente parece ser a sua disponibilidade para a por ao serviço das equipas. Quem o conhece bem - Manuel José - teceu-lhe os mais rasgados elogios há poucos dias no programa de televisão onde é comentador. E ajudou a desmistificar alguns rumores de que teria falhado na Grécia, para onde foi apenas com 18 anos e onde o treinador português o foi buscar. Shikabala terá tido sucesso e foi isso que despertou o interesse de Manuel José. A confusão com 2 contratos assinados, o castigo que se seguiu e o facto de o campeonato do Egipto estar parado há 2 anos impediram-no de alcançar melhor visibilidade. 

Foi por isso surpreendente para muitos que Jardim tenha assumido que o egípcio só começará a entrar nas contas no espaço de 1 mês. E ainda assim numa perspectiva de grande optimismo, tendo em conta que o ritmo de competição não se compadece com grandes paragens. É, por isso, talvez uma contratação mais para o próximo ano e com direito a estágio no ano corrente.

Para o imediato estará mais apto Heldon, um cabo-verdiano que este ano desatou a marcar golos pelo Marítimo. Extremamente veloz,  tem também um grande sentido de baliza, onde chega muitas vezes a partir do seu lugar em qualquer dos extremos do campo. Aos 25 anos tem a sua oportunidade e a sua contratação revela que  Jardim procura algo mais que Capel, Carrillo e Wilson Eduardo não lhe estão a dar.

A incursão em África parece não ficar por aqui, uma vez que já se anuncia a vinda de Sami no próximo ano. Mais um extremo, o que pressupõe que haverá saídas a curto prazo no actual plantel. Esta preferência por África poderá levantar a breve trecho um novo problema: a exposição do plantel aos jogos das respectivas selecções na qualificação para o CAN 2015. Não só porque viajar naquele continente e de e para ele não é exactamente a mesma coisa que viajar noutros continentes, mas sobretudo pela possibilidade de o clube se ver privado no ano da competição de elementos que podem vir a assumir enorme preponderância no seu seio, tais como Slimani, Heldon e Shikabala. A ver com atenção.

Falta falar da melhor aquisição deste período: a estabilidade. Jardim vai poder continuar a contar com a totalidade do plantel, não a vendo amputada dos principais valores. Independentemente do que venha a acontecer no próximo dérby, o Sporting vai continuar a ser um dos protagonistas do campeonato. E se os outros 2 se distraírem nunca se sabe até onde poderemos chegar...

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