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segunda-feira, 7 de março de 2011

À atenção do candidatos (e dos adeptos)

A SORTE E A FALTA DELA

Não consigo entender quando se explica uma série de resultados com a sorte ou a falta dela. Um resultado ou outro, pontualmente, pode depender da bola na barra ou de um falhanço individual, do guarda-redes ou do avançado, mas mesmo nestes casos estamos já também no domínio da competência. Ou da falta dela.(...)

(...) A sorte também não tem nada a ver com a qualidade. Ou a falta dela, que é eliminatória. O Portimonense tem um plantel de segunda divisão, pura e simplesmente. O Sporting está na segunda divisão da luta pelo título. Só 2 ou 3 jogadores dos algarvios jogariam numa equipa com outras ambições, e só 2 ou 3 do Sporting lutariam por um lugar no onze de FCPorto ou Benfica.

Um bom treinador pode dar mais luta mas não consegue vencer o seu destino, sobretudo se, como diz a canção, o mundo dos outros é mais forte do que ele. FCPorto e Benfica são, hoje, de outro campeonato, porque têm os melhores jogadores guiados pela competência, já indiscutível, de Villas-Boas e Jesus. A sorte não tem nada a ver com isso.

PS: Rijkaard merece mais que o benefício da dúvida. Já quando oiço falar de Zico, Quique ou Scolari para o Sporting, fico a pensar: metam-se nisso (até pelos salários) e depois queixem-se da sorte. Ou da falta dela.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Só promessas não!

Apesar das dificuldades inerentes a uma situação financeira gravíssima e de difícil solução, começo a chegar à conclusão de que o lugar de presidente do Sporting continua a ser apetecível. Mesmo sendo públicas e notórias as debilidades de um clube que tem vindo a “descolar”, em termos competitivos, dos seus mais diretos rivais e tendo, ainda, em conta o panorama interno pouco atrativo e agravado pela situação criada com a renúncia de José Eduardo Bettencourt, a verdade é que há indicações claras de que já não se coloca a hipótese de um “vazio” irreparável no histórico clube de Alvalade, como chegou a recear-se.

Já aqui escrevi que não voto em nomes mas sim em projetos, o que significa que me decidirei pelo nome que apresente um projeto realista, viável, credível e que assegure, de facto, o investimento que é necessário fazer. Assim espero que proceda a maioria dos sócios do Sporting. Porque não é suficiente que um candidato garanta que vai tentar atrair investidores ou diga que é possível que fulano, sicrano, beltrano as Empresas X e Y invistam, em força, no Sporting. Também não chega prometer que procurará negociar com a Banca uma nova solução para a dívida acumulada e respetivos juros. São importantes – direi mesmo indispensáveis – dados concretos em que possamos acreditar.

É dever dos candidatos esclarecerem os associados acerca do seu projeto, sem promessas vagas ou simples intenções, e que “conceito de clube” propõem se forem eleitos. Um “conceito” que deverá trazer profundas alterações na área do futebol. Não temos a memória tão curta que nos impeça de recordar um passado recente em que as promessas megalómanas e o aventureirismo de alguns – ainda que à sombra de muitos sonhos líricos e ingénuos – empurraram o Sporting para um plano inclinado que por pouco não o conduziu a um abismo sem… regresso possível. 

Ainda pode aparecer quem prometa a vinda de nomes sonantes de craques e de um treinador “milagreiro”. Pela minha parte, há muito que aprendi a não me deixar embalar com promessas deste tipo. Lembro-me sempre do velho “conto do vigário” que, embora ainda dê sinais de vida, pelo menos já não comporta “histórias” tão ingénuas como a de um pobre provinciano que, nos distantes anos 30, veio à capital, a conselho de um velho amigo de in- fância, ao encontro de um sobrinho deste que era subgerente do Montepio. Viajara, propositadamente, para fazer um depósito que lhe daria um rendimento razoável. À chegada, foi abordado por um vigarista que disse trabalhar na Carris e o convenceu a comprar um… “elétrico”, negócio muito mais rentável do que um depósito a prazo. O vigarista ofereceu-se para tratar de tudo, entregou-lhe um ”recibo” dos cem contos que ficaram em seu poder e deu-lhe um cartão para ir no dia seguinte à estação de Santo Amaro, onde o “elétrico” lhe seria entregue. Em conclusão, o pobre homem ficou sem os cem contos que, naquele tempo, era dinheiro e sem o… “elétrico”!

Artur Agostinho no Record

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Momentos gratos da minha vida, e um Sonho numa Noite de Inverno *

A abrir a recordação de alguns dos muitos bons momentos da minha vida que devo ao Sporting Clube de Portugal, cumpre-me agradecer ao amigo José Duarte Pereira e ao seu excelente blog "ANortedeAlvalade" o convite que me foi dirigido para escrever – com muito agrado - o  artigo seguinte para o referido blog.

Ser uma pessoa de idade tem seguramente algumas desvantagens, sobretudo por se ter ultrapassado o fio invisível que assinala a metade da vida humana. Não posso dizer o contrário. Mas tem igualmente as suas vantagens, materializadas na experiência adquirida e num capital enorme de boas e más recordações. No tocante aos momentos desportivos que retenho na memória, muito devo ao grande clube de que sou apaixonado desde a minha infância. 

Não sou, por norma, dos que dizem “no meu tempo é que era bom”.

Mas os meus setenta e três anos deram-me a vantagem incomensurável de viver alguns episódios gloriosos do nosso Clube, que situo entre meados da década de 40 e o ano de 1985. Aqui, sim, digo com muita convicção e frequentemente: “no meu tempo é que era bom”. Enganam-se os que pensam que me refiro unicamente ao futebol e mais concretamente à época dos “cinco violinos”.

O Sporting já foi um clube de projecção internacional, não só no futebol, mas noutras modalidades desportivas geradoras de grandes alegrias aos seus adeptos.

Não podendo falar de todos os factos (e muitos são) de que me recordo, constitutivos da “minha história de encantar”, abordarei unicamente alguns dos que mais me marcaram no futebol, no atletismo e no ciclismo

Começarei pelo capítulo FUTEBOL.

Para quem hoje pode facilmente e em directo ver os jogos do nosso campeonato - e não só -, será difícil entender que, no tempo dos cinco violinos (entre 1946 e 1953), o acesso aos jogos de futebol ou se fazia presencialmente (o que, para mim, era difícil por viver longe de Lisboa), ou através dos relatos da Emissora Nacional feitos, primeiro, pelo relator (assim lhes chamávamos) Quádrio Raposo, e mais tarde por Amadeu José de Freitas.

Com que ansiedade o relato era aguardado, antecedido sempre por marchas militares, igualmente emitidas no intervalo. Não havia comentários. Ouvia-se o relato e era um pau.

Em meados da década de 40, começa a formar-se a grande equipa do Sporting, a qual viria a atingir o seu auge com os “cinco violinos”, designação que lhe foi dada pelo jornalista Tavares da Silva, mestre em atribuir cognomes a jogadores. Lembro-me de ter chamado “Malhoa” a Vasques, - um dos “violinos” - por este grande jogador realizar o seu jogo em pinceladas, designando-o também como “galgo de raça”, pela forma elegante como corria e jogava.

Nessa época, a baliza do Sporting era defendida por João Azevedo, para mim o melhor guarda-redes português de sempre. Recordo um jogo entre o Sporting e o Benfica para decidir o Campeonato de Lisboa. Tinha eu ainda nove anos. João Azevedo lesionou-se num braço, com gravidade, na primeira parte do pleito. Como as substituições não eram então permitidas, Veríssimo foi para a baliza. Se bem me lembro, aos 15 minutos da segunda parte, com o jogo empatado, Azevedo voltou ao campo, com o braço lesionado imobilizado. Mesmo assim diminuído, Azevedo defendeu tudo o que foi à baliza. Um fenómeno! O Sporting venceu por 3-1, e o próprio público adepto do Benfica aplaudiu, no final, Azevedo. Nesse tempo, não se falava em “fair play”, mas a correcção existia no futebol. Eu, junto da “telefonia”, dava saltos e os deveres escolares ficaram esquecidos.

A equipa dos “cinco violinos” fazia exibições que eram verdadeiros recitais. Daí, o seu nome. Mas a equipa não era só constituída pelos cinco avançados que lhe deram o nome. Para além de Azevedo, lembro três grandes defesas: Cardoso, o capitão, Barrosa, excelente central, e Manuel Marques, defesa esquerdo, o tal que jogava sempre com um lenço na ilharga do calção, (não sei porquê). Canário, um médio de grande precisão de passe, acompanhado por Veríssimo e – por vezes – Juvenal, eram os municiadores dos cinco avançados, todos estes com um poder de passe, finta, corrida e remate terríveis. Que o digam o Lille (França) e o Norrkoeping (Suécia) ambos com 8-2 nas algibeiras, e ainda o Atlético Aviación (o actual Atlético de Madrid), derrotado no seu estádio por 6-3, com todos os golos marcados pelo extremo direito Jesus Correia. Foram, na verdade, jogos particulares, mas com projecção, por não existirem quaisquer torneios internacionais entre clubes.

Por falar em torneios internacionais, o Sporting teve a honra de abrir esse capítulo, primeiro na Taça Latina em 1949, ganha pelo Barcelona e, depois, na primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus. Com que nervoso, sofrimento e alegria eu ouvia os relatos nesses rádios manhosos, a fazerem uma chiadeira dos diabos! 
 
Tive a sorte de viver esses tempos de glória. Habituado às vitórias, qualquer empate me deixava embirrento durante uns dias, com dificuldade de estudar e comer a sopa, o que me valeu alguns tabefes. Só as vitórias interessavam.

Para mim, pese embora a categoria de todos os outros jogadores, e um deles - José Travassos -, foi mesmo o primeiro jogador português a jogar numa Selecção da Europa (hoje qualquer bicho careta joga nessas selecções, mas nesse tempo isso não era possível), o meu ídolo dessa equipa era Fernando Peyroteo, por ser ele quem me dava mais vezes a alegria do golo e obrigava o relator a gritar “goooooooooolo do Sporting! É de Peyroteo!” Que grande goleador!

Apesar de viver longe, assisti a vários jogos dos “cinco violinos”, que afinal eram onze, mas lembro-me particularmente de um realizado no velho Estádio do Lima, do Porto, onde jogámos e vencemos o F.C. do Porto. Recordo-o, porque no intervalo tive oportunidade de participar, como os outros milhares de assistentes, nas filmagens do “Leão da Estrela” em que nos pediram para acenar, bater palmas e realizar outras manifestações, que depois entrariam no filme, com natural regozijo dos adeptos do Sporting, pela vitória alcançada. No filme, ganhámos e, na realidade, também.

Há, porém, um jogo que me marcou profundamente, e me fez saltar tanto na cama, que parti as tábuas de suporte do colchão. Foi o Sporting-Manchester United,  da Taça das Taças de 1964,  em que vencemos por 5-0,  e eliminámos uma grande equipa, recheada de jogadores mundialmente famosos,  ultrapassando os 4-1 da derrota sofrida em Manchester. A vitória da Taça das Taças foi boa, mas a emoção desse jogo, onde brilhou Osvaldo Silva, foi incrível! 

Depois da década de 50, o Sporting ainda teve grandes equipas de futebol. Lembro-me das equipas de 1961/62, de Fernando Mendes, Figueiredo – o “Altafini de Cernache”-, Geo, Lino e Hilário; a de 1965/66, uma equipa constituída por grandes jogadores, como Morais (o do cantinho na final da Taça das Taças, efectuada em Antuérpia), Alexandre Baptista, José Carlos, Peres, Pedro Gomes, Hilário, Carvalho, Lourenço (o dos 4 golos ao Benfica, na Luz) e Oliveira Duarte. Quase Todos eles foram convocados para o Mundial de 1966, mas alguns não tiveram oportunidade de jogar, apesar, de estarem em grande forma, como Peres e Lourenço, o que valeu grandes críticas ao seleccionador, sócio do Benfica (pois claro!); a equipa de 1973/74, de Damas - para mim, o segundo melhor guarda-redes português de sempre - e do famoso Yazalde; a equipa de 1979/80, de Jordão e Manuel Fernandes, famosa pelos 7-1 ao Benfica, com 4 golos desse grande capitão e sportinguista. Grandes épocas do Sporting em que ganhámos vários campeonatos, taças e torneios. Sim, “no meu tempo é que era bom”.
 
Depois de 1980, para mim, o Sporting nunca mais teve equipas de futebol que garantissem elevadas prestações em anos sucessivos, pese embora o grupo onde pontificavam Jardel e João Pinto, que durou apenas um ano. Foi um fogacho.

O Sporting deste período era um Clube verdadeiramente eclético praticando um número elevado de modalidades desportivas, com atletas e equipas de grande craveira nacional e internacional. Isto permitia que, em épocas de baixa da equipa de futebol, o “ego” sportinguista se mantivesse elevado, por força dos êxitos dos seus atletas noutras disciplinas desportivas. Desde o Hóquei em Patins até ao Basquetebol, passando pelo Voleibol, Andebol, Ginástica e noutras modalidades, o Sporting brilhava no País e no estrangeiro.

Mas nesta minha crónica para o “A Norte de Alvalade” não posso deixar de referir em especial, o atletismo e o ciclismo, duas modalidades que, por força de quatro figuras do meu imaginário sportinguista, deram renome mundial ao nosso Clube.

No ATLETISMO, avulta, desde logo, na minha memória, a figura ímpar dessa grande referência do Sporting, que é o Sr. Prof. Moniz Pereira, responsável por várias épocas de glória do nosso atletismo, criando - é o termo adequado -, atletas como Manuel Faria, Fernando Mamede e Carlos Lopes, todos eles a espalharem a sua classe por todo o Mundo, e constituindo uma equipa de atletismo vencedora da Taça dos Campeões Europeus em vários anos. Esta grande figura do nosso Sporting merece a gratidão de um novo estádio especialmente vocacionado para o atletismo, e não um simples campo de treino, como parece ser o que estão a edificar.

Recordo os relatos da Emissora Nacional, feitos a altas hora da madrugada, das provas da S.Silvestre de São Paulo, onde Manuel Faria se sagrou vencedor por várias vezes (não me lembro quantas)! Note-se que, naquele tempo, a S. Silvestre de São Paulo, onde também Carlos Lopes viria a triunfar, era a grande corrida de atletismo da passagem de ano. Agora, qualquer terrinha, em Portugal e no estrangeiro, tem a sua S. Silvestre. Dessas, já nem há relatos, porque a importância e a dimensão das provas não é comparável com a do Brasil.

Vivi com entusiasmo os recordes da Europa de 10 mil metros, estabelecidos por Fernando Mamede, em 1981 (Lisboa), e depois em 1983 e 1984, respectivamente em Paris e Estocolmo, onde também se fixou, com a respectiva marca, um novo recorde do Mundo. Um grande atleta. Não consigo entender o motivo por que nunca obteve uma medalha nos Jogos Olímpicos.

Recordo também as vitórias de Carlos Lopes, nos Campeonatos do Mundo de Cross, e emocionei-me, sobretudo, com a medalha de ouro (a primeira que Portugal obteve) alcançada por esse grande atleta na prova da maratona dos Jogos Olímpicos de Atalanta. Nessa madrugada, milhões de portugueses escutaram “A Portuguesa”, pela primeira vez, em Jogos Olímpicos, e viram pela televisão, com orgulho patriótico, a Bandeira Nacional a subir lentamente no mastro central do estádio, assim se encerrando (da melhor maneira, para nós), as provas de atletismo. Oh que noitada! “No meu tempo é que era bom”.

Deixo para o final o CICLISMO.
Tivemos grandes corredores (João Rebelo, João Roque, Marco Chagas e outros) mas a figura de Joaquim Agostinho destaca-se a grande altura. Sendo um corredor que apareceu tarde (25 anos) e faleceu prematuramente, teve, contudo, tempo de se alcandorar a figura mundial do ciclismo. Participou na Volta a França, pela primeira vez em 1969, ficando em 8º lugar, e vencendo duas etapas. Nunca nenhum corredor português tinha ganho qualquer etapa no Tour. Lembro-me de um episódio ocorrido comigo, que não resisto a revelar.

Estando eu, nesse ano, a estudar em França, e por me encontrar de férias, fui a Revel, perto de Toulouse, a fim de presenciar o final da etapa. Lá estava eu, com a bandeira do Sporting, à espera dos corredores, quando não foi o meu espanto, vejo o “Agostinô”, como diziam os franceses, a chegar em 1º lugar e a vencer a etapa. Não tenho vergonha de dizer que chorei como uma criança. Tive um orgulho tremendo em ser português e poder dizer que esse corredor - que no final tive a possibilidade de cumprimentar - era um atleta do meu clube: O SPORTING! E aqui também sou obrigado a dizer ““No meu tempo é que era bom”.

Há muitos anos que o Sporting não me dá alegrias sustentadas. Lá vem um fogacho ou outro que me fazem sonhar, mas que rapidamente se apaga. Sonho com um Sporting eclético, com o nome respeitado em todo o Mundo. Com o aparecimento de figuras da estatura do Senhor Prof. Mário Moniz Pereira. Sonho com um Sporting de liderança forte, com uma voz escutada por adversários, e instituições civis e políticas.Sonho com um Sporting a lutar em todas as modalidades desportivas pelo primeiro lugar, e nunca afirmando que é bom ficar em segundo…

Sonho com as Filiais, Núcleos e Delegações a serem mais participativos na vida do Sporting e com as suas claques a darem civilizadamente espectáculos coloridos de verde e branco, nas bancadas. Sonho com um clube que de novo arraste multidões em todas as modalidades. Sonho com a recriação de uma mística própria em que os atletas não desejem sair, a fim de irem para outros clubes nacionais ou estrangeiros, e sobretudo não manifestem o seu desencanto e desagrado pelos anos em que representaram o Sporting.

Sonho com uma formação que, para além de gerar grandes atletas, reforce o gosto e o amor à nossa camisola, para que, por quaisquer motivos das vidas, hajam de seguir para outros clubes, fiquem, todavia, sempre gratos e agarrados aos seus anos de formação, e não se levantem do banco a festejar golos contra nós.

Sonho, enfim, com um Sporting ao nível daquele que tive a felicidade de viver.

…Mas acordo, muitas vezes, com o pesadelo de ver o meu clube (no futebol) longe do primeiro lugar e quase à mesma distância pontual dos lugares de despromoção, portanto muito afastado da vitória no campeonato, enquanto os seus mais directos responsáveis afirmam candidamente que “cumprem o seu dever” e não desistem do primeiro lugar. Como se falassem para um escasso número de matarruanos, e não para milhares de sportinguistas, que têm o seu clube no coração. Haja, ao menos, bom senso no que se diz…      

Para todos os sócios e simpatizantes do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, e para a Direcção e leitores deste blog, os meus votos de Bom Natal um Feliz Ano de 2011 e Saudações Leoninas.


Eduardo Sá Ferreira
(Sócio nº 6753)


*O "ANortedeAlvalade" orgulha-se de publicar este artigo redigido pelo Dr. Eduardo Sá Ferreira, consócio de um Sportinguismo vibrante e cujo discurso me cativou desde o primeiro momento. Entre muitas outras qualidades que o caracterizam - o seu empenhamento no relançamento do Núcleo de S.Tomé e Príncipe e da filial S.C. de S. Tomé falam por si - há uma que ressalto e que é evidente neste post: apesar de ter conhecido o Sporting no seu esplendor não acredita que esse tenha sido o seu zénite, não desistindo por isso de ver o  Sporting recolocado na trajectória devida. Um testemunho importante quando se diz muitas vezes que os sportinguistas mais velhos se acomodaram com o passar dos anos. Essa não é seguramente a postura do escriba de hoje. Obrigado Dr. Eduardo Sá Ferreira.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O caso Maniche: reflexões sobre a estratégia de um plantel*

*in Público, por Carlos Barbosa da Cruz:

1. A generalidade da comunicação social imputou a derrota do SCP contra o V. Guimarães à expulsão do jogador Maniche, que agrediu um adversário, em gesto alegadamente irreflectido.

2. Maniche, não obstante o brilho da sua carreira, foi sempre um jogador instável e temperamental, características que não se têm atenuado com a idade; no Colónia, seu anterior clube, pagou a maior multa de que há memória, por comportamento incorrecto com o público.

3. Já no SCP tinha exteriorizado algum destempero, com o arremesso de uma garrafa de água no final do jogo com o Benfica, o que lhe custou um jogo de suspensão.

4. O que surpreende, portanto, é que alguém ainda se surpreenda com estas instabilidades de um jogador que a Europa não quis e que o SCP resolveu acolher, numa linha de aproveitamento de jogadores em fim de carreira que já com a contratação de Ângulo não tinha dado grandes resultados.

5. Causa assim alguma apreensão ouvir o treinador do SCP dizer que contava com o Maniche para trazer estabilidade e maturidade à equipa, contribuições para que ele claramente não está talhado.

6. Este episódio traz acuidade a uma questão mais vasta e importante que é a de saber qual a estratégia subjacente ao actual plantel da equipa profissional de futebol do SCP.

7. Eu sei que o SCP tem especialistas, conselheiros, entendidos, scouters, olheiros e tutti quanti, que seguramente se pronunciam sobre o movimento de aquisições e dispensas.

8. Simplesmente, essa realidade, por muito respeitável que seja, não preclude as interrogações que as escolhas feitas no actual plantel suscitam.

9. Na reabertura do mercado de 2009, o SCP foi comprar o João Pereira e o Sinama-Pongolle, que não podiam jogar a Liga Europa, na qual o SCP estava empenhado, sendo a única frente em que poderia ainda brilhar; ao ver o SCP a tentar marcar um golo (que valeria a eliminatória) ao Atlético de Madrid em Alvalade, não pude deixar de me lembrar de tamanho paradoxo.

10. Simon Vukcevic foi dispensado do plantel para o Olympiakos de Atenas no final da época passada; recambiado para Lisboa (porquê?), é hoje dos poucos jogadores com perfume que ainda fazem Alvalade sonhar, mas, como critério de escolha, estamos conversados.

11. Adrien, Pereirinha e Wilson Eduardo estão fora alegadamente a rodar, o que, no caso dos dois primeiros, que já jogaram na Champions, é algo paradoxal; face ao que tenho visto, penso que onde eles fazem falta é no SCP.

12. Custa-me a perceber a gestão do dossier Izmailov. Mesmo tratando-se de um jogador difícil, ou com um empresário difícil, não haverá talento no SCP para cativar o jogador e evitar (mais) uma perda anunciada?

13. Continuo a achar que a "maçã podre" João Moutinho é uma história mal contada e tenho seguido com alguma azia o jeito que ele tem feito ao FCP.

14. Visivelmente, Torsiglieri escolheu Alvalade para aprender a jogar futebol; a decisão será boa, mas interrogo-me se o SCP tem de pagar por isso.

15. Nuno André Coelho e Zapater vieram à troca, sendo por definição jogadores que os clubes a quem vendemos jogadores não precisavam e usaram para baixar a factura, ou seja, não terão sido escolhas, mas conveniência, como os factos se têm encarregado de demonstrar.

16. Caneira, Purovic, Stojkovic, Pedro Silva e o próprio Grimmi são de nenhuma utilidade ao plantel, só se fazem sentir no final do mês.

17. A isto há que somar o Liedson e o Pedro Mendes, mais atreitos a paragens por força da idade, o Yannick e o Saleiro, em clara regressão evolutiva, e o Hélder Postiga, que parece só jogar em ano de final de contrato.

18. Não me pronuncio sobre um tal Tales, contratado no último dia do mercado regular, porque nunca tive o prazer de o ver jogar.

19. Claro que há coisas boas, a progressão notável do Daniel Carriço, a estreia do Cédric ou a afirmação do Rui Patrício.

20. Só que - e com muita mágoa o digo - as coisas más são mais do que as coisas boas.

21. A equipa de futebol vem, de forma paulatina mas inexorável, diminuindo o seu valor e enfraquecendo a sua performance; basta olhar para os resultados e para a sua composição.

22. Mais do que profissões de fé de acrisolado sportinguismo e promessas de amanhãs que cantam, importa ter a consciência que, com este plantel, o SCP dificilmente ganhará o que quer que seja.

23. E não acho que seja só por causa do (pouco) dinheiro; não encontro na montagem da equipa do SCP um critério discernível e objectivo, uma estratégia, a equipa continua macia, baixa e leve, vejam-se os golos que o SCP sofre de bola parada e os que não marca da mesma forma.

24. Claro que seria muito mais cómodo ignorar esta situação e continuar a prometer que é para a próxima, que não há mais margem de erro e outros lugares-comuns já estafados, mas, com essa atitude, o clube não vai a lado nenhum.

25. Desejo vivamente que o presidente, a SAD e toda a estrutura consigam dar a volta a esta tão delicada equação. Os sportinguistas, esses, ficar-lhe-iam, de certeza, eternamente gratos. 

Carlos Barbosa da Cruz é ex-dirigente do Sporting

sábado, 13 de novembro de 2010

Uma réstea de esperança?

Ernesto Ferreira da Silva é considerado por muitos como uma eminência parda do regime instalado em Alvalade desde Roquette. Atribui-se-lhe a ele, por exemplo, as "soluções" Filipe Soares Franco e Bettencourt, quando esteve em causa a continuidade da regência no clube.

Mesmo desconhecendo o conteúdo do seu artigo de opinião hoje em "ABola",  - arriscando muito, portanto - não deixo me congratular com a frase em destaque: "justificar derrotas com expulsões é mitigar a realidade". Vindo de alguém tão próximo de Bettencourt significa pelo menos uma réstea de esperança, sinal de que por Alvalade o actual momento do clube ainda suscita alguma reflexão, ao invés da habitual desculpabilização pelos maus resultados.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Como a Sagres ajudou o Benfica a ser campeão

1. O multipresente CEO da Sociedade Central de Cervejas (SCC) tem-se desdobrado em declarações públicas, verberando o afastamento que, no ano de 2009, o Sporting Clube de Portugal (SCP) tomou a iniciativa de promover e protestando a sua disponibilidade para reatar as antigas relações comerciais.

2. Relativamente a esta matéria, importará esclarecer um par de coisas, sobre as quais tem recaído conveniente mistificação; a primeira é que o SCP, em Abril de 2009, não rejeitou a SCC como "sponsor", por mero capricho, outrossim porque entendeu - por unanimidade do Conselho Directivo de então - ter sido desconsiderado enquanto parceiro e instituição.

3. Os factos são simples de relatar: em Novembro de 2008, a SCC dava conta ao SCP da sua dificuldade em encaixar dentro do seu orçamento de 2009, o aumento no montante do patrocínio (andebol, futsal e estádio) negociado com o clube. Em 31 de Dezembro desse ano, com pública pompa e circunstância, a mesma SCC que alegadamente não tinha dinheiro para pagar ao SCP, celebrou um acordo com o rival Sport Lisboa e Benfica (SLB) por um prazo dilatado e cobrindo acrescidamente o patrocínio das costas da camisola da equipa de futebol profissional, entretanto desertado pelo BES, ou seja e por outras palavras, um contrato mais abrangente e logo mais substancial.

4. Fique claro que a SCC nunca manifestou posteriormente ao SCP disponibilidade para celebrar um contrato de idêntica natureza e extensão ao celebrado com o SLB, nomeadamente o patrocínio das costas das camisolas, o que provocou a compreensível ruptura da parceria existente.

5. Tudo isto poderia ser levado à conta das tormentosas vicissitudes da mundivivência do futebol português, não fora o facto de os reflexos desta situação se terem projectado significativamente da vertente económica para a vertente desportiva.

6. Aqui também os factos são claros; ao abrir-se a porta para um contrato de sponsorização a longo prazo, fica propiciada a alavancagem financeira sobre as receitas futuras do mesmo, permitindo, se for o caso, encaixe antecipado das mesmas e obviamente os argumentos desportivos daí decorrentes.

7. Não interessa para o caso se e quando essa alavancagem foi feita, mas uma coisa é certa: por via da actuação de um agente na área da sponsorização, as condições de concorrência entre o SCP e o SLB que até então vigoravam, foram abruptamente alteradas, em desfavor daquele.

8. Dir-se-á, perante o exposto, caberia ao SCP "fazer pela vida" e procurar um sponsor que substituísse a SCC, que ostensivamente o tinha preterido; isso é verdade e foi feito, mas, nos tempos que correm, não só é difícil encontrar quem queira investir no futebol, como e sobretudo, com essa amplitude temporal.

9. Tanto quanto sei o contencioso entre a SCC e o SCP está hoje ultrapassado e com certeza o SCP tê-lo-á feito pelas melhores razões.

10. Outra coisa é porém o juízo que deve ser feito pelos sportinguistas, de como a Sagres ajudou o SLB a ser campeão na época 2009/2010.

Carlos Barbosa da Cruz é ex-dirigente do Sporting

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