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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Até agora os melhores e muito dificeis de bater

O resultado de ontem assim o dita: o Sporting fez o melhor resultado da primeira jornada e isso já não nos podem roubar. Há por isso razões para entusiasmo, não se pode pedir aos adeptos que não o sintam porque isso é negar a natureza da sua ligação ao clube, que é essencialmente pautada pelas emoções, pela paixão desmedida. Queriam o quê, que estivéssemos hoje todos tristes, como se tivéssemos entrado pela Madeira dentro?

Mas o título não se deve à vitória de ontem porque contém 2 afirmações que não posso comprovar: por não ter visto a totalidade dos restantes jogos não sei fomos a melhor equipa até agora. E é ainda cedo para sabermos se somos difíceis de bater. Há ainda alguns pormenores a deixar algumas dúvidas na nossa organização defensiva que o Arouca só muito ao de leve conseguiu expor. Mas a resposta positiva ao infortúnio de sofrer primeiro e partir daí para uma boa exibição dá boas razões para acreditar.

Acreditar é dizer presente e a razão deste post é precisamente os outros artistas deste jogo que, para o serem, nem precisam de subir ao relvado. Não têm empresários, não são detidos e passados de mão em mão como mercadoria porque só são dali, daquelas bancadas ou onde o Sporting jogar e estão sempre lá, faça chuva ou faça sol. O seu sucesso não se mede pela fotos nas primeiras páginas dos jornais ou pelas cilindradas dos seus bólides. As medalhas ao peito são os inúmeros triunfos testemunhados na primeira pessoa, lado a lado com os imensos sacrifícios, desgostos e atribulações ganhos à custa da abdicação de uma outra vida. Gente que acredita sempre, mesmo até quando já é impossível e ao invés de receber paga para estar lá. Falo, como é óbvio, dos adeptos.

Agora que as claques se juntaram na Curva Sul a voz dos adeptos no estádio é mais nítida, mais forte, por oposição à cacafonia que durava já há demasiado tempo. Alvalade é assim mais, muito mais, a casa do Sporting e isso é o que os adversários podem voltar a recear. O tal 12º jogador que, não jogando, é decisivo a empurrar a equipa para frente.

Em matéria de apoio e dedicação, neste inicio de época, os Sportinguistas, tal como no passado, voltaram a liderar e a pôr a fasquia mais alta para os demais. E o mais notável, digno de registo e orgulho é fazê-lo apesar dos oráculos da desgraça. Sabemos que não vamos ganhar sempre, que eventualmente não ganharemos já o suficiente para honrar o passado glorioso. Mas não deixamos as nossas camisolas sozinhas e tal é afirmar que acreditamos, que não desistimos de fazer um Sporting maior.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Olhar para as redes sociais sem surpresa mas com muita pena

As redes sociais tornaram a calúnia e o boato uma arma uso fácil. A mais reles insinuação não necessita de qualquer indicio de prova para se propagar, tornando-se uma verdade insofismável. Planta-se e espera que floresça, adubado pelo pior que há a natureza humana. Uma fórmula bem sucedida porque as  redes sociais conferem hoje a um simples individuo um alcance quase ilimitado, potenciado por uma dinâmica colectiva difícil de contrariar. 

Neste sentido o dia de ontem - onde a blogosfera andou agitada com boatos e desmentidos envolvendo o presidente e familiares próximos - foi "apenas" mais um dia mau para o Sporting. Uma demonstração mais de que a saúde do Sportinguismo já conheceu melhores dias e não parece no caminho das melhoras no curto prazo. Novidade, e significativa, foi ter-se assistido a um desmentido de um dos visados, neste caso visada. Uma vez que é um dos elementos mais proeminentes de um dos grupos de Sportinguistas mais conhecidos no Facebook, espero que pelo menos retire do tratamento ignóbil a que foi sujeita a importância do respeito pelos outros.

Os já mais de 3 anos de blogger, muitos deles como alvo fácil de comentários ofensivos e caluniosos, conferem-me alguma autoridade sobre a matéria. Ainda assim não me dão muita força ou vontade de dissertar sobre ela. Como utilizador aceito as regras do jogo. Sem pretender fazer escola ou constituir exemplo, procuro pautar as minhas intervenções dispensando a terceiros o tratamento que quero para mim. 

Já falar sobre o Sporting é  muito diferente. A minha opinião representa-me apenas a mim, não falo em nome do clube. Mas tenho a noção bem clara que o uso do seu nome ou, mesmo que de forma indirecta, ver o meu nome associado ao clube, me proporciona uma visibilidade muito maior do que aquilo que sou e represento. Esta é uma noção que não foi imediata mas fui aprendendo e amadurecendo. O mínimo que posso fazer é ser criterioso e cuidadoso nas minhas intervenções de forma a que elas não belisquem o clube. Uma noção que se tornou mais aguda nas eleições de Março de 2011, um momento de particular fragilidade e que por isso requeria também particular cuidado, foi essa a percepção que fiz do momento.

Uma postura que nem sempre foi apreciada ou compreendida, em particular no último ano, estão aí as caixas de comentários dos diversos posts para o testemunhar. Desde acusações de uma agenda escondida, propagandista - ter-me-ia vendido e a troco de quê? - a outras de igual teor a por em causa o meu Sportinguismo e o meu carácter. O incómodo causado não foi porém maior que a consciência tranquila. Prefiro desiludir terceiros do que a mim mesmo.

Será essa mesma postura que me permitirá ficar confortável agora. É ela que agora me permite condenar de forma clara o lançamento de calúnias e rumores e a vozearia orientada para fragilizar Bruno de Carvalho. Não se atinge um presidente sem melindrar também o clube que representa. Por mais coriácio e protegido que esteja não é imune ao desgaste. Há quem diga que Bruno de Carvalho provará agora do veneno que andou a espalhar enquanto oposicionista. Argumento que não colhe. Se era então impróprio insultar, caluniar o então presidente, hoje não pode ser diferente.

Bruno de Carvalho já não é apenas um sócio é já o presidente do Sporting Clube de Portugal e isso muda alguma coisa. Quase tudo, creio. Por todas as razões que se possam intuir e, do meu ponto de vista, por duas de valor essencial: 
1- O insulto mina a vontade, desmobiliza e desorienta.
2- Os Sportinguistas não podem, ou não devem, ficar à espera de ver surgir o próximo João Rocha para se mobilizarem em torno do seu clube. Porque ninguém vai ficar à espera do Sporting.

Pena que muita gente só agora o descubra. Pena que só agora tenham despertado para  necessidade de união - seja lá o que isso for - ou de remarmos todos para o mesmo lado. Pena que muitos dos que passaram os últimos dois anos a insultar o então presidente não percebam como isso concorreu para uma imagem ainda mais débil do clube. Os mesmos que hoje nem sequer concedem o direito à critica, mesmo que esta seja inteiramente justificada.

Os outrora auto-proclamados "exigentes" estão agora a descobrir isto. Veremos o que dirão depois dos negócios resultantes da venda de alguns - diz-se muitos - jogadores do plantel. À semelhança do que aconteceu com João Pereira ou Matias Fernandez, não são de esperar grandes valores. Porque da realidade de então pouco mudou. A necessidade já tantas vezes declarada - em contradição com o que foi prometido, assinale-se - será amplamente cobrada pelo mercado. À excepção de Patrício ninguém se valorizou. E mesmo este vejo com imensa dificuldade o Sporting conseguir uma verba superior a 7 milhões de euros. O mercado está cheio de guarda-redes disponíveis de valor técnico idêntico e até superior.

Para estes "exigentes" o mundo é um lugar fácil. Na mesma frase conseguem dizer que o Wolfs é um manco mas que 10 milhões é mau negócio. São os mesmos que acham que Jeffren não vale nada mas temos que o vender no minímo por quatro milhões. Não fosse uma perda de precioso tempo de vida dedicar-lhes-ia alguma atenção nos tempos mais próximos.

O mesmo acontecerá quando o Sporting apresentar as contas e olharmos para a parcela das comissões. Não é o Sporting que dita as regras e mesmo tentando moralizá-las sairá sempre a perder. Se pretender um jogador e se recusar a pagar a comissão ao agente este tudo fará para que o negócio se realize com quem pague melhor. Se vender e comprar muito esta será uma parcela com valores elevados e o contrário. Ao olhar para ela não serei eu, sem mais, a colocar em causa a honorabilidade de quem fez os negócios.

Três exemplos apenas de uma infinidade de outros que ficarão para melhor ocasião.

Quase todos anseiam por um Sporting diferente, um Sporting melhor, maior. Essa mudança será uma vitória colectiva que terá que começar a ser ganha por cada Sportinguista. O Sporting não pode continuar a ser uma máquina trituradora, especialmente dos que assumem a pesada responsabilidade de colocar o Sporting no lugar que todos entendemos ser mais que merecido.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um leão de cravo ao peito

Apesar do tempo muito curto não quero deixar passar em claro a data que hoje se celebra.

Começo pelo País que hoje somos, passados que estão 39 anos após a Revolução dos Cravos. As muitas desilusões, enganos e até os retrocessos não desmentem o essencial: 

valeu a pena! 

Mesmo não ignorando os indicadores de desenvolvimento humano e social que atestam a validade da demanda dos jovens oficiais, o facto simples, mas sem preço, de me poder exprimir de forma LIVRE obriga-me a dar este testemunho. A mim com maior responsabilidade, pois conheci o que éramos e o que hoje somos.

Acabo de forma inevitável debruçando-me sobre o meu SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. Só alguém de espirito muito mesquinho e enviesado pode pensar que o meu clube "tem um estigma" por ter nascido da vontade de pessoas à época consideradas "nobres". 

O Sporting tornou-se na maior potência desportiva nacional, que é muito mais do que ser apenas o melhor no pontapé na bola - por mais que me doa não o ser, certamente dói muito e muito mais a muitos mais que assim sejamos - porque é um clube transversal, interclassista, na sociedade portuguesa. 

É assim que se explicam os seus muitos milhões de seguidores, entre adeptos  e sócios por esse mundo fora. Fosse apenas um clube de viscondes ou de "gente de consoante dobrada" o Sporting não seria hoje muito mais do que a memórias de tempo que não voltam mais. 

Para os que duvidam lembro que o Sporting nasceu em 1906. 4 anos depois haveria de suceder uma dramática viragem politica e social, consubstanciada na implantação da República. Apesar das suas ligações de origem à classe dominante de então, cujos direitos e privilégios seriam colocados em causa e até abolidos, o Sporting, ainda de tenra idade, haveria de, mais do que sobreviver, prosperar. 

O mesmo haveria de suceder na Revolução de Abril. Apesar de ter, nos seus dirigentes à época, ligações com o poder instalado, o Sporting fez uma transição pacifica para a democracia, conhecendo com o João Rocha, um presidente eleito antes da revolução, talvez um dos seus períodos mais prósperos e pujantes.

O Sporting é um clube de elite, é assim que eu o vejo. Não no sentido do privilégio ilegitimo,  mas da elite representada na nobreza da sua missão e e dos seus ideais. É esse o Sporting que me conquistou e que, aos meus olhos continua a ser possível. Mesmo que, entre muitos de nós se sinta, aqui e acolá, tiques que apontam para uma semelhança cada vez maior com os nossos adversários e rivais. 

Foi a nobreza e exclusividade da sua mensagem e ideais que construiu a história que hoje conhecemos. Sem aqueles somos cada vez mais parecidos com todos os outros e por isso faremos cada vez menos sentido.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Afundar ou refundar, eis a questão

QUEREMOS QUE O SPORTING SEJA UM GRANDE CLUBE, TÃO GRANDE COMO OS MAIORES DA EUROPA!

A esta frase histórica, que se transformou na missão de todos nós, de todos os dias, José Alvalade juntou o verde, cor da esperança. Refundar o Sporting é lutar por isto, apontar mais alto. Projectar um Sporting nos campeonatos regionais é afundá-lo.

O Sporting é dos resistentes, não dos desistentes! Eu já escolhi a minha t-shirt!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Da acumulação de enormes prejuízos

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O relatório e contas relativo ao primeiro trimestre do exercício de 2012/13 revelou um prejuízo superior a 7 milhões de euros, juntando-se a uma série de resultados semelhantes anteriores. 
Não faltarão análises de mais ou reputados economistas que não nos dirão mais do que óbvio e que qualquer um de nós já há muito tempo percebeu: São obviamente preocupantes estes resultados económicos, porque não são excepcionais, antes são uma regra cada vez mais viciosa.

Não creio que o diagnóstico dos versados nas matérias de economia e finanças seja dispensável, eles possuem um conhecimento necessário e imprescindível, mas apenas complementar à gestão do "negócio" do Sporting Clube de Portugal: a competição desportiva. Os prejuízos económico-financeiros são a consequência inevitável da ausência de resultados desportivos e, quando conhecidos em simultâneo com os lucros dos nossos concorrentes, mesmo que de circunstância, agravam ainda mais o sentimento de frustração no seio da família Sportinguista.

É verdade que as contas de praticamente todas as SAD´s são motivo de preocupação,ou deviam sê-lo, dos adeptos dos respectivos clubes. As da nossa SAD são muito pior do que isso, reflectem em cada cêntimo as angústias, as desilusões e as amarguras que cada Sportinguista experimenta há algum tempo, demasiado tempo. Os maiores prejuízos não são os que se registam nos livros de contabilidade, são os que se cravam na alma e no ânimo dos Sportinguistas.

A conjunção de maus resultados desportivos e financeiros aprofunda em muitos a ideia, dentro e fora do clube, que não somos mais tão grandes como eles e isso tem custos. Os económicos, mais fáceis de contabilizar no imediato pela perda de receitas, e todos os outros que resultam na deserção de muitos. Este sim é um problema, porque a grandeza de um clube não se mede apenas pelo momento circunstancial ou pela sua história, afere-se pelo número de adeptos e pela transversalidade da sua influência no universo em que insere. Por isso, talvez como nunca, todos são preciosos e é nos piores momentos que se testa a saúde e grandeza de uma instituição. 

Os que gostam de proclamar o seu "grande amor" pelo Sporting podem, devem dar-lhe nestes momentos a dimensão prática indispensável  - dentro do possível tornarem-se sócios ou pelo menos acompanhar os jogos, etc - ou podem refugiar-ser nas desculpas de ocasião. Há dias, quando se lembrava o exemplo do Dortmund, que praticamente renasceu, alguém acrescentou aqui um dado importante: o clube alemão manteve-se grande porque os seus adeptos, nos piores momentos, não abandonaram o clube (o estádio continuou a registar grande afluência) e foi por isso que assim conseguiu inverter o destino menor que muitos lhe agoiraram.
 

Não sei se nos merecem crédito os relatos saídos na comunicação social da última reunião do Conselho Leonino.  Alguns deles reportavam até actos de conselheiros que nem estiveram presentes. Por outro lado também não deixei de notar a auto-promoção que alguns dos seus elementos não conseguiram evitar, provavelmente os mesmos que depois se queixam que no Sporting tudo se sabe... Mas dessa reunião preocupa-me o enfoque novamente dado à questão financeira que, aparentemente, pouco se tenha falado da vertente desportiva. 

Não que não me preocupe a palavra "prejuízo" que aparece a cada relatório trimestral. Mas preocupa-me mais deixar de haver referência ao plano pré-anunciado e que a imagem do post faz referência. Vai haver alteração da estratégia?

E preocupa-me também que, neste relatório e nos ecos do Conselho Leonino,  pouco se fale do que será feito para reconstituir o Departamento de Futebol, que se continue a faltar a uma promessa que considero crucial, a definição de um organigrama.

Talvez Godinho Lopes (e esta direcção) não tenha ainda percebido o essencial: os que querem apenas manter a panela de água a ferver, como o vêm fazendo desde o dia 26 de Março, encontrarão sempre razões e meios para o fazerem. 
A maior parte dos Sportinguistas não se preocupa com as contas mas com os resultados desportivos e com razão: Não apenas por motivos tão prosaicos como de de poderem enfrentar as segundas-feiras no trabalho, mas porque são os bons resultados que promovem os jogadores, que assim promovem os bons negócios, e que trazem , se não os investidores, pelo menos os patrocinadores. E é por aí que se transformam prejuízos em lucro.
No panorama desportivo, há já muito pouco a fazer esta época, que não seja restaurar o orgulho leonino a cada jogo. Mas há muito a fazer pelo futuro e, nesse sentido, há muito trabalho pela frente. Espero por isso que a direcção esteja mais atenta aos sinais da sua equipa de futebol (está o novo treinador a perceber os problemas e a criar soluções?...), a perceber o que é necessário para tornar finalmente o departamento de futebol estanque e profissional e menos aprisionada pelo medo da sua própria sobrevivência. Porque aí já depende muito pouco de si mesma, mas sobretudo dos resultados...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Quando 1 calcanhar provoca dores do cotovelo

Um dos melhores dias de férias
Ontem, para ver o jogo e ser um dos privilegiados que a ele puderam assistir ao vivo, tive que gozar um dia de férias antecipado. Sacrifício? Não, sacrifício seria ter que ficar em casa, mais uma vez, sentado no sofá e ainda por cima contribuir para as audiências da SporTv, cujo monopólio engorda enquanto esmifra o mais que pode o nosso clube. 

Com isto consegui assegurar antecipadamente, com quase total garantia,  um dos melhores dias de férias a que terei direito este ano. Sempre tive confiança neste grupo de trabalho e fui-o aqui dizendo quer no passado sábado (Medo? Comprem um cão mas não faltem 5ª feira!) quer mesmo ontem (O Sporting fez-se grande pelos que acreditaram sempre). Afinal o Sporting devolve-nos sempre com juros elevados o esforço despendido, é só preciso saber aguardar o momento certo.  

Porque não jogamos sempre assim?
Esta parece ser a pergunta do dia e, quanto a mim, parece-me ser totalmente desprovida de sentido. Não jogamos sempre assim porque não jogamos todos os dias contra o City, os Setúbais que nos saem ao caminho também não jogam assim contra nós, finalmente porque os jogos não sendo todos iguais, colocam necessidades de respostas diferentes. 

A pergunta serve talvez de hall de entrada para a discussão sobre o empenhamento dos jogadores. Descontando o facto de estes serem os jogos que todos os jogadores gostam de jogar, julgo que os problemas deste ano nunca estiveram na falta de entrega dos jogadores, não me parecendo por isso que tenham sofrido menos do que a generalidade dos adeptos com as decepções ou que se tenham descomprometido com os objectivos e exigências do clube. A questão sempre me pareceu estar centrada nos métodos de treino e nas opções do treinador.

O que se ganhou ontem?
Ganhou-se um jogo que antes de se realizar todos vaticinavam ser inevitável perdê-lo e quase todos iam no sentido de uma goleada humilhante. Hoje são esses os mesmos que afirmam que o Sporting só ganhou porque o City foi arrogante e se desdobram em explicações onde quase não cabe o mérito do treinador, dos jogadores e obviamente dos adeptos presentes. Na prática isto é quase tão importante como virar um resultado adverso e já dilatado.

Poucas vezes se viu, nos tempos mais recentes, apoio incondicional e vibrante como o de ontem. Não foi por acaso que Sá Pinto referiu no final do jogo que todos do mesmo lado somos mais fortes. Ganhou-se vantagem na eliminatória e ganhou-se espaço precioso nas noticias, projectando o nome do Sporting. Ganhou-se um jogo apenas, mas foi a uma das equipas do momento, que é "apenas" o principal candidato à Premier League. Mas também é notório que, com o calcanhar de Xandão, houve muito boa gente a ganhar uma dorzita de cotovelo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A prenda que o Sporting merece

O Sporting celebra hoje 105 anos de vida. Mais de um século de sonhos, conquistas e reveses. Todos eles são indispensáveis à nossa história, porque se as glórias conferem a grandeza da nossa instituição, os desaires e infortúnios são cicatrizes que ficam para lembrar a nossa capacidade de nos levantarmos, de nos refazermos, de nos reinventarmos.

São 105 anos muito bem contados porque desde o dia 1 Julho de 1906 que somos o Sporting Clube de Portugal facto capaz de resistir a qualquer contestação ou verificação. Isso é uma marca distintiva de que nos orgulhamos e que diz muito dos valores que defendemos e que norteiam a forma de estar no desporto. Mais do que os milhares de títulos que ostentamos e que se confundem com a história dos melhores feitos do desporto do País que temos no nosso nome, é aí que encontro a razão de ser da minha identificação com o clube de que tanto me orgulho de dizer que pertenço.

Essa identidade só a senti completamente realizada no dia em que me tornei membro de pleno direito da comunidade  verde e branca ao tornar-me sócio do clube. Hoje, em dia de aniversário, e com a possibilidade de efectuar a inscrição de forma gratuita – uma excelente iniciativa que talvez merecesse o prolongamento por uma semana – quem sabe esta não é altura de dar ao Sporting Clube de Portugal a prenda que merece.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Boas noticias! (umas melhores que outras)

De juba eriçada
Fim-de-semana em cheio para o Sporting, agora que falta tão pouco para começar a nova época. Títulos conquistados em diversas modalidades, conforme descrito nas publicações anteriores e a surpreendente manifestação de Sportinguismo que ocorreu na festa do Jubas. Pela descrição de quem esteve presente, o evento surpreendeu quer os participantes quer os organizadores pelo elevado número de aderentes. O facto terá impressionado o novo recruta Ricky Van Wolfswinkel, que, impressionado com o entusiasmo dos adeptos, nos pediu a continuidade desse apoio.

Domar o leão das emoções
Pessoalmente também fiquei surpreendido, tendo em conta o nosso ponto de partida e o muito que falta ainda definir da próxima época. Para lá do sentimento de pertença e da partilha e comunhão de identidade não há razões para grandes euforias. Tal como não haverá para grandes depressões quando ocorrerem os primeiros reveses, que serão inevitáveis. Seguramente que grande parte do êxito da próxima época passa pela ligação dos adeptos à equipa, pelo que o equilíbrio, sempre tão difícil quando se vive uma relação de paixão, será com certeza uma chave para o sucesso. Se é certo que a dieta nem aos doentes faz feliz, cautelas e caldos de galinha também não matam ninguém.

O sucesso pode falar "chileno"
Matias voltou aos grandes golos e se há jogador que continua a prometer muito é ele. Se os jogadores pudessem jogar numa redoma, onde se emulasse todo o ambiente da sua terra natal, ele seria um dos principais candidatos, tendo em conta a diferença de produção quando joga longe dos seus. Certamente que é uma questão táctica, mas é também uma questão pessoal e até de todos nós, como clube, encontrar uma forma que proporcione ao chileno um rendimento de acordo com a sua categoria. O mesmo se passará com o seu compatriota Valdés. Ambos partilham de alguma fragilidade física e pouca disponibilidade para participar em todos os momentos do jogo. Veremos o que Domingos conseguirá fazer com eles, o sucesso também pode passar por aí…

O Sporting não corre sozinho pelo que o que se passa nos rivais não pode deixar de merecer nota.

Farewell AVB
A saída de AVB é, à primeira vista, uma boa notícia, mas é também indiscutivelmente uma boa medida de gestão. De gestão pessoal da carreira do treinador, não só pelo dinheiro envolvido, (talvez o aspecto menos importante) mas sobretudo porque a próxima época só podia ser pior, com todas as consequências que daí adviriam. É-o também pelo clube que o vende, porque não me lembro de algum treinador custar 15 milhões de euros, o que, de acordo com o raciocínio anterior, torna este num momento único para o fazer. Para nós é uma boa noticia porque, aparentemente, tudo tem de começar de novo, é uma substituição difícil de executar e que deixará um sentimento de orfandade espalhado no balneário, e isto se também não o deixar mais pobre. É uma porta que se abre a todos os candidatos ao titulo, onde nos incluímos. Fica a curiosidade de saber o nome que PdC escolherá para treinar o clube nacional onde, pelas boas e más razões, é mais fácil fazê-lo. Isto quando as coisas correm bem, sendo certo que PdC também se engana a escolher.A minha aposta pessoal no novo treinador diz-me que a escolha poderá passar por um nome nosso bem conhecido ou no actual braço direito de AVB…

E mexe e remexe...
Do outro lado da segunda circular as mexidas em número e forma no plantel e a nível directivo são indicadores de que a época passada deixou marcas profundas. Não serei propriamente um especialista em "assuntos SLB", mas não deixo de considerar estranho que jogadores como Kardec e Airton sejam recambiados para o Brasil depois de um pretenso período de adaptação, no que me parece tempo desperdiçado e sintoma de desnorte. Aliás, o que me parece mais estranho é que para aquelas bandas ainda não se ter compreendido  que a carreira o actual campeão nacional tornou o titulo impossível aos demais e assim pouco fazer sentido por tudo em causa agora. Isto é interessante para nós. O mesmo pode ocorrer com a lista de dispensas, tendo em conta o número sem fim de jogadores já contratados.

PS- Não incluí a contratação de Árias nas boas noticias. A boa noticia poderá vir a ser se ele se vier a tornar num reforço.

Paixão




Já decidi: na próxima semana, vou comprar a gamebox.

É por causa da Direcção e do trabalho que está a fazer? Não, tanto que como aqui disse, não era a minha lista nem me identificava com a mesma.
É por causa da prestação da equipa de futebol? Não! As prestações das duas últimas épocas foram de tal forma excelentes que curariam qualquer um que não fosse tão "doente" pelo SCP.

Será então devido aos reforços já anunciados? Também não. Nunca foram os reforços a levarem-me ao estádio e não seria agora, apesar de ter uma impressão positiva relativamente ao trabalho até ao momento desenvolvido.
O treinador? Tem que ser não é? Novamente, não. Como também aqui afirmei, Domingos não seria a minha escolha e não será certamente a razão que motiva a minha compra do bilhete de época, apesar da melhoria significativa que representa a sua contratação. Principalmente se compararmos com a miséria que era o forcado.

Sendo assim, porquê? Pela razão principal: o SCP!

Pela paixão que tenho pelo SCP, paixão essa que tantas vezes nos últimos anos foi desvalorizada por quem nos dirigia, e que parece voltar a estar na ordem do dia. Futebol é paixão e quando lhe tiram isso, tiram-lhe a magia.
Quero voltar a vibrar com a minha equipa, quero voltar a ver futebol bem jogado e quero voltar a ter um campo intransponível para quem nos visita. Aplaudir os nossos jogadores e mostrar o meu desagrado se for caso disso.

Não acredito que "para o ano é que é" mas acredito que seja muito melhor que os últimos dois. E por favor, não me desmintam que já bastou a época passada.

SCP SEMPRE!!!

PS: Uma mênção para a conquista do bi-campeonato em futsal conquistado de uma forma categórica e sem nunca perdermos a nossa identidade, como bem disse o Orlando Duarte.

PPS: Grande resultado, mais um, do João Pina no Grand Slam do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fabregas e o Sporting

Cesc Fàbregas, jogador do Arsenal, teve declarações curiosas esta semana, que julgo deverem ser realçadas como exemplo do que é um profissional bem formado. Apesar de ser sabida de todos a sua condição de adepto culé, e do clube da cidade condal estar interessado no seu concurso, faz ponto de honra em respeitar a sua ligação à sua actual entidade patronal e sobretudo aos adeptos arsenalistas que lhe devotam uma admiração sem fim. Um exemplo raro nos dias que correm, especialmente num meio que se interessa quase em exclusivo pelos que jogam apenas bem com os pés mas não o fazem tão bem com a cabeça. 

Fosse um jogador do Sporting que se encontrasse na mesma situação e falasse assim, não só o compreenderia perfeitamente, como aumentaria a minha consideração pessoal.

No Record:

“Estou frustrado por não ganhar títulos. Qualquer jogador que não se sinta da mesma forma é porque não tem ambição”, afirmou o espanhol à TVE. 

Em relação à cada vez mais provável transferência para o Barcelona, Fàbregas foi peremtório: “Não vou estar a dizer todos os dias o mesmo. Sonho jogar no Barça desde os 11 anos. Se vai acontecer ou não, é outra coisa. Não tenho esse poder.”

O internacional espanhol sublinha ainda que não irá forçar a saída do Arsenal, a quem tem muito que agradecer. 

“Ainda não falei com Wenger. Eles é que sabem se me querem vender ou não. Tenho os meus valores e ao fim de oito anos aqui não vou estragar tudo”, acrescentou. 

Questionado sobre o suposto interesse do Real Madrid, rival do Barcelona, Fàbregas não confirmou nem desmentiu. 

“Não vou falar de nenhuma equipa, mas nunca se pode dizer nunca. Não sei o que se passará no futuro”, finalizou o capitão dos gunners.

terça-feira, 7 de junho de 2011

"No Sporting é tudo feito ao Deus dará"

A Bola hoje escolhe para “teaser” da crónica semanal de MST a frase “no Sporting é tudo feito ao Deus dará” e coloca-a na primeira página. Dou com o título na minha revista de imprensa diária e hesito em trocar o pequeno almoço pela resposta adequada. Pondero se vale a pena fazê-lo, se isso não seria dar importância, como soe dizer-se, “a quem não a tem”. As minhas conclusões deram origem ao post de hoje, alterando até o que me tinha já proposto.

Começo por dizer que estranho porque o Sporting possa merecer a atenção de Miguel Sousa Tavares. O seu clube teve uma das mais brilhantes épocas desportivas, nas mais diversas modalidades, ao contrário do Sporting. Fosse ao contrário, não estou a ver nenhum Sportinguista a dedicar 2 sílabas ou um pingo de tinta sobre o clube azul e branco. Já não o fazemos por norma, a menos que salte para a actualidade as misérias que saem debaixo dos cobertores que, pela dimensão e volume, ou sentimento de impunidade dos seus dirigentes, se tornam impossíveis conter.

Creio que MST não está até nada preocupado com o Sporting, nem com o que se faz em Alvalade, tem apenas o ego ferido pelo banho que levou de Diogo Quintela. E digo banho em sentido figurado, sem sucumbir à tentação fácil do “diz que diz” sobre a sua higiene pessoal. Mais concretamente a falta dela.

Também não vou pensar, como pensariam muitos,  que o artigo de hoje de MST teve como musa uma refeição bem regada,  ou um fígado impertinente que, ao cair da noite, e sem loja de conveniência por perto, deu de caras com o stock de gin a zero. Prefiro encarar a realidade.

E o que realidade me diz é que MST é um comentador de sucesso, um opinion maker, que o jornal onde escreve é um dos mais lidos a nível nacional e que, por essas razões, a frase que constitui o título do post de hoje vai ser lida por milhares de pessoas. E não adianta escamotear a realidade: quase todos nós, Sportinguistas, fomos levados a pensar, no passado recente ao longínquo,  que por vezes “no Sporting é tudo feito ao Deus dará”. Não sei até se alguma vez aqui o escrevi literalmente, mas devem ter sido muitas as ocasiões que, crendo ter razão para o fazer, escrevi algo equivalente e sem receio de ser desmentido.

Podemos reagir das mais diversas formas ao que diz MST. Desde logo com repúdio por não o crer à altura para nos dar lições. Mas como adeptos que somos TODOS, dos anónimos, como eu, aos dirigentes, prefiro olhar para o que diz o escritor como um desafio. Não podemos alterar o passado. Nem o devemos esquecer, pela lição que constitui sobre os erros que não precisamos de cometer. 

Colemos então na testa a frase de MST, coloquemo-la nos PDA´s, telemóveis, carteiras e espelhos de forma a lembrarmo-nos que, todos os dias, TODOS podemos fazer um pouco melhor pelo Sporting. Essa é a única via de deixar o MST ser ainda mais ridículo do que, sem qualquer esforço, consegue ser. Mas, acima de tudo a fórmula mais certa para devolvermos ao Sporting a grandeza que merece.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Orçamento, Domingos e objectivos

(imagem retirada daqui)


Depois de anos a fio a ouvir sempre a mesma ladaínha acerca do orçamento, com muitos Sportinguistas a abraçarem-na e a utilizarem-na como justificação para quase tudo, esquecendo-se - assim como a Direcção - que formamos jogadores pelos quais os nossos rivais pagam milhões lá fora, e desde o ano passado cá dentro, eis que, um pouco por toda a parte, os elogios à contratação do Domingos se sucedem e se baseiam num ponto: o de conseguir extrair o melhor de cada jogador e com os meios à disposição, superar as expectativas. No fundo, aquilo que sempre se pretendeu e que o tal discurso servia para escamotear.

Depois de duas épocas miseráveis, que nunca poderão nem deverão ser esquecidas, é necessário que a próxima seja o início de um virar de página. Seremos claramente "outsiders" na próxima época no que ao título diz respeito, o que não significa que abdiquemos dessa luta. Poderá até ser uma posição confortável para uma época que se pretende completamente distinta das duas últimas.

Ninguém exigirá a Domingos a conquista do título já para a próxima época mas sim que apresente trabalho, um onze base e futebol. Chegámos a um tal ponto em que a mera presença destes três factores, servirão para catalogar a próxima época como positiva. Adiante.

Tenho visto muitos Sportinguistas entusiasmados com a vinda de Domingos e ainda bem. Confesso que a mim não me entusiasmou por aí além mas o que é importante, é que para muitos, a sua contratação é o suficiente para voltarem a ir ao estádio, pagar quotas e gameboxes, etc.

Estamos adormecidos, envoltos numa letargia que dura já há demasiado tempo, e precisamos de voltar a mostrar a nossa força, principalmente no nosso estádio. Para que os Duarte Gomes desta vida, pensem duas vezes antes de tomarem certas atitudes.

No meu caso, considero que foi dado um passo em frente, no que à questão do treinador diz respeito. Deixámo-nos de experiências, de ver se "será este o próximo Mourinho?" e optámos por um treinador que tem vindo a construir uma carreira sólida e em ascensão, com resultados tremendamente meritórios, principalmente no Sp. Braga.

Começam a chegar os reforços - que espero que o sejam mesmo - e se uns podem ser vistos numa perspectiva de médio-longo prazo como Carrillo, outros serão para o imediato, como Rodríguez. Tenho pena que não seja dada uma oportunidade ao Adrien na pré-época mas espero que uma época na qual possa jogar regularmente, num campeonato competitivo e perto de Portugal, lhe permita demonstrar que tem capacidade para jogar no SCP.

Quero voltar a seguir entusiasmado o futebol, sentir a ansiedade e o nervoso miudinho próprio de um derby ou clássico, na expectativa que o fim de semana chegue - e por fim de semana entenda-se de 6ª a 2ª (obrigado Oliveirinhas...) - para poder assistir a mais um jogo do SCP, ao invés de fazê-lo quase como uma obrigação, sabendo que me enervarei muito mais do que desfrutarei do jogo.

Esse será para mim, o primeiro objectivo que Domingos terá que alcançar. O título virá a seguir.

domingo, 17 de abril de 2011

É dia de clássico




É dia de clássico. Um clássico que nada define em termos de título nacional mas ainda assim, não deixa de ser um clássico, um jogo que não se limita aos três pontos.

Espero ver um SCP entrar com a atitude certa, com vontade de ganhar, dando o seu máximo. Porque essa tem que ser a postura do SCP, entrar em cada jogo para ganhar! Se assim for, nada lhes poderá ser apontado. Se ganharem, excelente; se não que tenha sido porque o seu adversário foi superior.

Estando a fazer uma época ainda pior que a anterior, que deveria ter sido impossível bater pela negativa, encontramo-nos novamente limitados a alcançar os "serviços mínimos" e mesmo esses estão em risco.
Enquanto nós nos deslocamos ao Dragão para defrontar o novo campeão nacional, o Sp. Braga vai à Choupana enfrentar um Nacional bem mais fraco que o dos últimos anos. Em caso de vitória arsenalista na Madeira e derrota no Dragão, deixamos de depender de nós para alcançarmos o terceiro lugar.

Motivação para este jogo não faltará e passo a nomear alguns:

  1. É o SCP que entra em campo e isso é o mesmo que dizer a maior potência desportiva nacional;
  2. É um clássico e por isso NÃO é um jogo como os outros;
  3. Infligir a primeira derrota e impedir que se sagrem invictos;
  4. Ganhar na casa de um rival

Para este jogo não faria modificações à equipa que derrotou a Académica e entraria com:

RP, Abel, Polga, Torsi, Evaldo, Zapatero, André Santos, Matías, Vuk, Djaló e Postiga.

E se o regresso do Izmailov for coroado com uma vitória e um golo seu, ainda melhor!

SCP SEMPRE!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Amar também cansa

    A hora do cansaço
    As coisas que amamos,
    as pessoas que amamos
    são eternas até certo ponto.
    Duram o infinito variável
    no limite de nosso poder
    de respirar a eternidade.

    Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
    dar-lhes moldura de granito.
    De outra matéria se tornam, absoluta,
    numa outra (maior) realidade.

    Começam a esmaecer quando nos cansamos,
    e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
    de aspirar a resina do eterno.
    Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
    Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
    rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

    Do sonho de eterno fica esse gozo acre
    na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

    Carlos Drummond de Andrade

Momentos como o vivido actualmente no Sporting ocorreram com tanta frequência nos últimos anos que é difícil dizer que este é o pior. Mas é impossível fechar os olhos à magnitude e frequência de uma série infindável de más decisões e consequentes insucessos e não constatar a erosão que os mesmos estão a provocar no Sportinguismo. Os sinais são tão evidentes que elencá-los é uma tarefa tão fastidiosa como dolorosa.

Dizia ontem que de JEB já nada espero. Mas é bom que se perceba que quando me refiro ao nosso presidente incluo todos os que o acompanham nos órgãos sociais do clube e da SAD, cujo silêncio não é mais que a demissão das suas responsabilidades ou a aprovação tácita da actual gestão, responsável pela situação em que os encontramos.

Dizia também que vejo como muito difícil o surgimento de uma alternativa à actual gestão, tendo em conta os resultados eleitorais de há um ano. Com a agravante da letargia, conformismo e resignação com que a generalidade dos Sportinguistas aguentou um ano de gestão ruinosa para o espírito Sportinguista, seja ela avaliada pela gestão desportiva ou económico- financeira. Quem se sentem inspirado pela tarefa de  ser presidente de um clube de acomodados?

O Sporting não tem hoje oposição constituída, o que é tão preocupante como estranho, face ao momento do clube. Compreendo o difícil papel de todos os meus consócios que se queiram apresentar como alternativa, porque os critérios e a exigência com que são avaliados pelos sócios é de uma duplicidade angustiante. Faz algum sentido dizer ainda hoje que o antigo candidato Paulo Cristóvão que não tinha credibilidade, quando tudo vem sendo permitido ao Presidente Bettencourt?

Mas é indiscutível que o Sporting carece de uma liderança forte. Que, para se constituir e ganhar força entre nós, não pode falar apenas quando as coisas correm mal. E ainda ajuda menos não haver alguém que ofereça, com um discurso sólido e coerente, um projecto desportivo consistente, em alternativa à mediocridade vigente. É com muita pena e com arrepios na espinha que leio considerações tão superficiais como absolutamente disparatadas sobre o que são as necessidades do futebol leonino. Para dizer e fazer disparates já lá temos gente há muito tempo. Quem quiser ser visto de forma credível, tem que dizer e fazer muito mais e melhor do que apenas aquilo que os adeptos gostam de ouvir. Falar verdade é o caminho. Num dos piores momentos da história de Inglaterra Churchill mobilizou a vontade de uma nação dizendo clara e cruamente: "Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor."

Temo pelos próximos tempos, porque, no actual estado da alma leonina, a recuperação de todas as outras condições está fatalmente condenada. São muitos os Sportinguistas que, cansados, não estão dispostos a ser testemunhas da nossa falência, que, mais do que financeira é anímica. Como diz Drummond de Andrade, “As coisas que amamos (…) são eternas até certo ponto,” e (…)Começam a esmaecer quando nos cansamos”. Não me parece que seja a hora de atirar a toalha ao chão, ficando na história do nosso cube como os que “rebaixaram o amor ao estado de utilidade”, deixando de aspirar para o Sporting “a resina do eterno”.

sábado, 29 de maio de 2010

Serenidade





Calmo. É como me sinto neste momento e é assim que espero que o SCP hoje se apresente, em Almada, no jogo que nos poderá dar mais um título europeu, ao nosso já vasto e nobre palmarés desportivo.
Já eu, com o decorrer do tempo sei que não será assim. A serenidade dará lugar ao nervoso miudinho, a voz irá sair castigada e as mãos ficarão a ferver.

Com uma vantagem de 2 golos trazida da Polónia, espero que o SCP se mostre ambicioso e não acomodado com a mesma ou expectante mas que saiba jogar com a cabeça e coração, sem nunca entrar em desvarios. O apoio do público será importante e já se viu que esta equipa, no verdadeiro sentido da palavra, se galvaniza com o mesmo.
Como dizia o Hugo, há uma relação estreita entre eles e nós. E ainda bem que assim é.

Hoje, irei assistir a mais um capítulo da História centenária do SCP. Tenho confiança que seja pela positiva.

E após estas palavras, começa a instalar-se o nervoso miudinho...

ECLETISMO SEMPRE!!!

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