A amadurecer na Grande Macã
O Sporting empatou a 2 golos com o Tottenham e assegurou a conquista de um troféu que prestigia o nome do nosso clube, não só do lado de lá do Atlântico, mas também aqui pelo velho continente, tendo em conta os nomes dos participantes oriundos da Velha Albion.
Antes de me debruçar sobre a partida, convém salientar a participação dos portugueses e dos Sportinguistas nas bancadas do estádio. Foram muitas as camisolas de todos os clubes, da selecção nacional e em maioria das listas verdes e brancas. Em reportagem que pude visionar ontem num dos canais de televisão, foram até bastantes as camisas do novo equipamento alternativo, revelador de que o nosso clube mantém o seu estatuto de grande clube, como às vezes alguns parecem esquecer.
Sobre o jogo propriamente dito, e até sobre o torneio em geral, saúdo com satisfação uma evolução positiva relativamente ao jogo que fechou o estágio em França, que me havia desapontado profundamente. Há ainda muito trabalho para fazer, entre correcções posicionais e vícios antigos por eliminar - p. ex. a forma pouco pensada e por vezes sôfrega como se sai para o ataque - mas é notória uma abordagem mais empenhada e até mais confiante ao jogo. A base necessária para progressos que são ainda necessários. Não vejo pois razões para depressão e menos ainda para euforias desmedidas. A valia dos adversários defrontados justificam a esperança , mas as peculiaridades do futebol nacional, em que a maior parte das equipas jogam em registo muito diverso do Tottenham e Man. City, justificam as cautelas.
Com o dito acima, completaria a reflexão dizendo que dificilmente se poderia esperar mais de uma equipa que jogou de inicio com 5 elementos recém-chegados ao plantel. Por isso fará mais sentido uma análise individual do que a alguns aspectos deficientes na movimentação colectiva. E, neste momento, parece-me ser correcto afirmar que, em termos globais, este plantel oferece mais soluções ao treinador que o do ano anterior. O mesmo não é dizer que não faltem soluções pontuais, como por exemplo nos extremos ou na fiabilidade da oferta para as ligações pelo centro do terreno no ataque, por exemplo. Do que vi até agora não me parece haver receios quanto à qualidade dos reforços - falei aqui já sobejamente da estratégia seguida,de que discordo - sendo Valdés jogador para ter "peña" mais numerosa entre os adeptos que vão a Alvalade.
A atitude da equipa permite para já a esperança de reconciliação de alguns adeptos com o Estádio de Alvalade. Se assim for teremos dado pelo menos um passo importante, dos muitos que são ainda necessários. Como diz o Hugo,em frente Sporting!






