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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Barcos? e nós a vê-lo passar

Um dia vamos perceber porque fomos buscar Barcos e despachamos Montero. Mas nunca saberemos se o colombiano tivesse ficado poderíamos ter evitado três nulos fatais (Rio Ave em casa, Guimarães fora, SLB casa) e com isso uma sorte diferente no campeonato.

O que nunca perceberemos é porque fomos buscar um jogador que estava parado e, agora que fez toda a pré-época, e a menos de dez dias do inicio do campeonato, ele já vai de saída. Dizem que é para ir buscar uma truta, mas agora sem Barcos, só se for à linha, a partir da extensa linha de rio que banha Lisboa.

Brincadeiras à parte, já estive muito mais tranquilo com o que se vai passando esta pré-época em Alvalade. É muito o fumo (William, Adrien, João Mário, Patrício, Slimani) para não haver nenhum fogo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Hadi(r) para o Sacko

Depois de Paulo Oliveira, André Geraldes, Junnya Tanaka, Ryan Gauld, Slavchev, Naby Sarr, Oriel Rosel, Ramir Rabia e Nani, chega agora Hadi Sacko. Como o próprio reconheceu já, vem para aprender. 

Felizmente há Nani para contrariar a impressão generalizada de que a ideia base da politica de aquisições foi o futuro. Logo num ano em que se assume declaradamente a candidatura ao titulo e há o regresso à Liga dos Campeões. No futebol o futuro é o próximo jogo.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

"A vida real só é atingida pelo que há de sonho na vida real." Hoje todos somos Nanis

"A vida real só é atingida pelo que há de sonho na vida real."* 

Num acto apenas o regresso de Nani cumpre a realização de vários sonhos: 

- O do próprio Nani de voltar a jogar de leão ao peito, exprimindo gratidão e sentimento de pertença à família leonina. 

- É a realização do sonho de muitos adeptos ver um dos melhores jogadores formados em casa voltar ao Sporting na plenitude das suas faculdades, de mote próprio, pelo coração e não por mera conveniência. 

- O regresso de Nani é, acima de tudo, o regresso de um Sportinguista a casa, o sonho de todos e cada um de nós. No sonho que ele transformou em realidade, hoje somos todos Nanis.

*Clarice Lispector

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Slimani e Rojo, prevenir para não remediar. Rabia e Jonathan os últimos não fecharam a porta

Slimani e Rojo: o melhor é prevenir para não ter que remediar
Dois jogadores com duas situações diferentes mas que o recente mundial no Brasil, ao valorizá-los, veio unir num desejo comum: partir para novos e melhor remunerados desafios. A sua valorização tornou quase obrigatório ao Sporting equacionar a sua partida. O protelar dos negócios só pode ser entendido como uma tentativa de melhor defender a posição do clube, uma vez que se afigura difícil a manutenção dos jogadores. 

Difícil e contraproducente, porque nem o clube ganha se eles, contrariados, sentirem que lhes cortaram as pernas e porque o prolongar indefinido, até ao fecho do mercado, funciona também contra o Sporting. Quanto mais tempo demorar a encontrar uma solução, mais difícil será a tarefa de Marco Silva. Não só a repensar a equipa sem aqueles jogadores, como a aguentar um balneário que, naturalmente, não pode passar incólume a tanto ruído. Preço do sucesso e da cobiça, bem mais desejável do que o alheamento e ausência de interesse nos nossos jogadores. Dores de parto de um Sporting melhor, mas que obriga a uma gestão de filigrana, tantos são os factores a ponderar.

Rojo
Quando no dealbar do fim-de-semana passado Rojo passa a seguir o perfil do Twitter do Manchester United estava a anunciar não apenas um mero desejo, compreensível em qualquer profissional de futebol, de querer representar o colosso britânico. Estava a dar conta de algo muito mais concreto, facto que agora parece cada vez mais confirmado. 

Não daria para já grande (ou pequeno) crédito às noticias que circulam, afirmando que o jogador hoje se recusou a treinar. Se o fez, fez mal, uma vez que o extremar de atitudes não ajuda a resolver o problema, muito menos favorece a sua intenção. O facto é que, desde o Mundial do Brasil, era cada vez mais claro que seria dificil encontrar um caminho comum, com os os interesses do jogador e do clube em conflito. A entrada em cena do Manchester precipita os acontecimentos, tendo em conta o prestigio, que se soma a um vencimento que não podemos igualar. 

A questão agora é o tempo que demorará para que a Doyen, detentora de 75% do passe do jogador argentino, e o Sporting, encontrem para se entenderem. Aqui o exemplo do negócio de Mangala não se aplicará, quase por certo. Não apenas porque parecem ser dignas de crédito as noticias de um relacionamento institucional difícil e, para lá de Labyade e Viola, cujos futuros são incerto, não se advinham novas trocas. 

A questão da percentagem detida tem sido apontada como um dos óbices à realização do negócio. Ora o Sporting despendeu cerca de 2,4 milhões de euros (A Doyen pagou os 3 milhões que perfizeram os 5,4 milhões recebidos pelo Spartak de Moscovo) que agora, na pior das hipóteses (caso não haja negociação desse valor), dobrará. Está longe de ser um mau negócio.

Vale também recordar que a percentagem detida não parece nunca ter sido tida como um factor prioritário pela administração da SAD. A cláusula de opção para aquisição de mais 25% do passe à Doyen Sports, pela quantia de 750 mil euros, válida até final de 2013, nunca chegou a ser exercida, preferindo a alocação de verbas para aquisições de passes de diversos jogadores, cujos últimos foram Héldon e Schikabala. Só o jogador cabo-verdiano custou ao Sporting o dobro daquele valor. O exercício da cláusula valeria, pelos números de hoje, mais 5 milhões ao clube. Não tendo prevenido, resta agora remediar. A minha sensação neste negócio é que ele estará já em fase de negociação e que o Sporting e a Doyen Sports chegarão a um entendimento, uma vez que o conflito não serve o interesse de nenhum deles.

Slimani
Não tem nenhum colosso como o Manchester, mas a Bundesliga (Schalke04), a Premier League (Leicester, Whest Ham) ou a Turquia do tutor do seu sucesso no Mundial, Vahid Hallidozic, têm propostas para fazer perder o sono a um jogador de 26 anos que sabe que estas águas não passam duas vezes debaixo da ponte de uma carreira. A fazer fé no que se diz hoje no DN, os 13 milhões do clube bávaro, mesmo que a 3 prestações, seria talvez o melhor negócio de sempre do Sporting, atendendo ao rácio custo/valor do jogador. Metade desse valor daria para o Sporting adquirir, com relativa facilidade, um jogador de valor semelhante. Basta ver quanto custou o Derlei ao SLB, valor já inflacionado pelas mais-valias do Marítimo que, na origem, terá pago bem menos do que os 2,5 milhões que agora cobrou.

Rabia e Jonathan os últimos não fecharam a porta
As partidas quase certas dos dois jogadores supracitados vai obrigar a recompor o plantel, uma vez que as entradas recentes destes dois jogadores não a lograrão evitar. 

Jonatham Silva
Um lugar em aberto desde o ano passado é o destino deste jovem argentino. E como Jefferson anda a pedir por concorrência. As referências são as melhores, mesmo em alguma literatura mais especializada consultada na net. Porém, as cautelas impõem-se, basta lembrar o caso de Grimi, lateral-esquerdo revelação do Apertura, contratado e tão rapidamente recambiado pelo Milan para... Alvalade. O futebol sul-americano reserva para os defesas-laterais missões mais próximas de um médio ala, com poucas preocupações defensivas, muitas vezes com recurso a três centrais. Por acaso, não era essa a opção do treinador dos Estudiantes, pelo que se espera que Jonatham demore menos a integrar-se.

Rami Rábia
Será provavelmente a primeira tarefa do jogador egípcio: jogar muito à rábia. Brincadeiras à parte, isto para dizer que Rábia não vem apenas de uma lesão, vem de um campeonato semi-parado, acumulando apenas 10 jogos oficiais no respectivo campeonato, acumulando apenas 859 minutos, o ultimo dos quais em Maio passado. Nas restantes competições, CAF Champions League, Mundial de Clubes e CAF Supercup completou mais 588 minutos.É descrito habitualmente como um dos jogadores mais promissores do seu continente de origem, tem agora uma oportunidade de se confirmar ou desmentir.

Nota importante: Quando se começou a planear a época que agora se inicia e se começaram a conhecer alguns nomes como sendo possíveis  para o Sporting (falava-se já de Rabia, Gazhal) alertei aqui para a  exposição do plantel ao CAN 2015. O campeonato decorrerá entre 17 de Janeiro e 8 de Fevereiro de 2015 e Marrocos, mas a fase de qualificação terá jogos a realizarem-se já em Setembro. Mesmo descontando Slimani, que pode já cá não estar, restam ainda Rábia e Schikabala, do Egipto, Helton de Cabo-Verde. Isto caso não venha mais algum jogador africano.

domingo, 10 de agosto de 2014

Pré-época do Sporting:entre elogios precoces e derrotismo antecipado, a realidade chega no sábado

Imagem do Twitter do  
Uma derrota e uma vitória são um saldo ambivalente do nosso regresso ao prestigiado Torneio Teresa Herrera. Essa sensação mista marca uma pré-época em sentido descendente, que a vitória de hoje não apaga por completo. Hoje, nenhum golo de bola corrida adensa a ideia das dificuldades de construção de jogo atacante, que se confirma pelas dificuldade se penetração e registo de jogadas envolventes no último terço. A ausência de golos na nossa baliza permite algum alivio, com abertura para os julgamentos mais optimistas: voltamos ao bom caminho. No outro extremo considerar-se-á que Sarr, tendo melhorado de forma quase dramática em relação à má prestação anterior, dificilmente encontrará tão poucas dificuldades.

O meio-campo será aquele, se William ficar. Um sector que até começou bem mas que, subitamente, perdeu fulgor, quer no apoio à frente, quer na segurança para o sector recuado. O ataque sofre com a "ausência" de Montero, que a presença de Slimani não anula, a que se soma a debilidade dos extremos. Talvez os elogios iniciais tenham sido precoces, e o derrotismo de há dias seja exagerado, a dúvida, que se justifica, é se há qualidade para as exigências desta época. Especialmente se os reforços não serão apenas aquisições, a dúvida presente em grande parte das conversas. 

A realidade começará a dar-nos as suas respostas, sendo que me parece determinante a forma como a equipa conseguir chegar à jornada com o SLB.

sábado, 9 de agosto de 2014

Sinais de preocupação

A derrota por 2 golos sem resposta ante uma equipa que habitualmente disputa lugares da metade da tabela para baixo na Liga espanhola, (e que agora está na divisão inferior) seria sempre motivo para causar alguma apreensão. Mas, tratando-se de um jogo de um torneio particular, cujo resultado até seja algo injusto e inflacionado, não lhe atribuiria grande importância.

Porém as notas de preocupação que este resultado, inserido no quadro da pré-época, a uma semana do inicio da época me suscitam são:

- Salvo o jogo para a Taça de Honra, o Sporting teve sempre grandes dificuldades, sempre que encontrou adversários que exibiram alguma organização, perdendo dois desses jogos. Assinale-se que nenhum desses adversários são equipas de topo, dentro do género dos que podem sair a caminho nas viagens europeias. Equipas muito ao género de Bragas, Nacionais, aquelas que nos podem fazer perder pontos "desagradáveis".

- A falta de eficácia da equipa, associada ao normalmente reduzido número de oportunidade criadas. 

- A prestação defensiva, cuja responsabilidade não se esgota nos centrais. Os golos hoje sofridos são inadmissíveis em alta competição. Contudo acrescem as dúvidas sobre que dupla  iniciará o campeonato e que confiança nela depositar, especialmente se Rojo sair, como será possível e compreensível.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A defesa central de Dier

A entrevista de Dier hoje ao jornal Record, que publicaremos abaixo, será, estou certo, um fonte de decepção. Não minha, mas de todos aqueles que viam nela a possibilidade de explorar a narrativa do "jogador ingrato" e que "fugiu pelo dinheiro". Ao invés, a entrevista confirma as impressões que Dier já havia deixado nos 12 anos de passagem pelo Sporting. E essas foram de uma pessoa bem formada e esclarecida.

É uma entrevista diferente do que estamos habituados, talvez pela ascendência britânica do nosso ex-jogador, e que merece referência pela elevação com que sempre se refere ao Sporting. Dier não confunde o clube com as pessoas que se atravessaram no seu caminho e o levaram a mudar a vontade que havia exprimido há um ano de apenas sair do Sporting como uma grande figura do clube. 

A lição de Dier vai até mais longe, ao escusar-se a abordar as causas da súbita decisão de regressar a Inglaterra, não se abstendo de elogiar o que lhe parece estar a ser bem feito em Alvalade. E, não menos importante, não renega a sua condição de adepto Sportinguista.

Certamente que esta entrevista de Dier fará regressar as conversas sobre a formação, a necessidade de formar homens e jogadores, porque saem tantos jogadores de forma traumática, etc. Neste âmbito, há que perceber o que são as questões que decorrem da normal actividade e são comuns a todos os clubes e o que é ou pode ser um problema especifico do Sporting. 

Jogadores que saem antes de completarem no clube o trajecto que prometiam para irem à procura da afirmação noutros locais são situações comuns a todos os clubes. De outra forma não conseguiríamos contratar jogadores como, por exemplo, Gauld ou Slavchev. Pelo critério que aplicamos aos nossos que saem, teríamos também que os considerar também mercenários, quando mais não fazem do que procurar legitimamente as melhores condições para se afirmarem como profissionais.

Outra coisa bem diferente é quando se estabelece um padrão, com ocorrência simultânea de sinais de mau estar, decisões de carácter administrativo legitimo, mas que não se podem furtar ao também legitimo escrutínio dos adeptos. Era disso que aqui se falou quando surgiram noticias de "insatisfação na formação" num artigo de alguma forma premonitório sobre o que viria a ser o desfecho do caso Dier do André Carreira de Figueiredo, do qual extraio este excerto que me parece importante até no presente caso do Eric Dier:


"Tanto no Futebol Profissional como na Formação, há vários jogadores descontentes nestes últimos 13 meses, e o dinheiro é uma das razões desse descontentamento, mas está longe de ser a única. O Sporting pode não ter mais dinheiro para dar aos seus atletas e funcionários, mas pode melhorar a relação que tem para com eles de outras formas. Profissionalmente, depois do dinheiro, não há nada mais importante do que o respeito, a confiança e a lealdade."
«Estive no Sporting 12 anos e saio sem uma palavra do presidente? Para mim, é estranho» 

RECORD – Deixou o Sporting depois de ter estado no clube desde os 8 anos, numa transferência que muitos adeptos consideram ter sido “péssima” para o Sporting. Foi difícil tomar esta decisão?

ERIC DIER – Claro que não foi uma decisão fácil… Estive no Sporting muitos anos, mas quando surgiu a oportunidade de assinar pelo Tottenham não tive dúvidas. Tinha de vir, pois era ótimo para mim. Passei a pré-época com isto sempre na cabeça. Estive no Sporting desde os 8 anos e continua a ser a minha segunda família.

R – No comunicado publicado após a sua saída, o Sporting diz ter tentado renovar o seu contrato, mas que o Eric “não desejava continuar”, mesmo que os leões igualassem a oferta. O processo foi mesmo assim?


ED – Não gostei do comunicado. É estranho tratarem alguém assim, que estava no clube desde os 8 anos, que respeitou sempre o Sporting e que tentou fazer sempre tudo bem feito. Depois, na altura da saída, vejo um comunicado daqueles? Sinceramente, é um pouco estranho…


R – Sai magoado do Sporting?


ED – Magoado, não. [silêncio] Surgiu a proposta, tinha a cláusula dos 5 

milhões no contrato. A culpa não é minha. Essa cláusula está lá desde os 16 anos. Tiveram 4 anos para mudar e esta direcção até já tem um ano e meio de mandato… Ninguém mudou.

R – Mas houve a intenção de mudar a cláusula dos 5 milhões de euros?


ED – A única vez que me fizeram uma proposta foi neste verão. Essa foi a primeira vez que houve conversas.


R – Mas na altura em que lhe foi apresentada a proposta do Sporting, já tinha surgido o Tottenham…


ED – Na altura não sabia nada do Tottenham. Fomos negociando e só depois é que apareceu o Tottenham. O Sporting tinha a opção de igualar as condições que me foram oferecidas, mas optaram por não o fazer. Ao mesmo tempo, deram a entender que também não tinham interesse na minha continuidade. Se quisessem que eu ficasse, tentavam igualar. Nesse sentido, é impossível que eles digam que eu não ficaria se eles tivessem tentado igualar a proposta, pois isso nunca foi uma possibilidade. É um comentário que não faz sentido...


R – A proposta de renovação apresentada pelo Sporting estava longe daquilo que o Eric Dier queria?


ED – As pessoas podem pensar que estou a mentir, mas o problema nunca foi o dinheiro. As cláusulas que o Sporting queria impor é que dificultaram as negociações.


R – Está a falar de um aumento da cláusula de rescisão de 20 milhões para 45 milhões, certo?


ED – Exato. Nunca poderia aceitar isso. Queriam meter cláusulas impensáveis. Uma cláusula de 45 milhões implica um ordenado ao mesmo nível. Além do mais, ficamos completamente presos ao clube. Sou um central e queriam-me pôr uma cláusula de 45 milhões com um salário que não justifica esse valor? Nem pensar… Para mim não faz sentido, mas respeito os meus colegas que aceitaram estas condições.


R – Então, o principal motivo da mudança para o Tottenham não foi apenas financeiro?


ED – Nunca ia tomar uma decisão apenas baseada no dinheiro. Tive várias oportunidades para sair e nunca o fiz. Isso demonstra que não era essa a questão.


R – Acha que foi bem tratado pelo Sporting nestes últimos meses, principalmente pelo presidente que, em última análise, é a cara da direcção?


ED – No último ano e meio fui muito maltratado. Nunca vou esconder isso. Para alguém que estava no clube desde os 8 anos e que nunca tinha tido problemas com ninguém…


R – Ou seja, desde que Bruno de Carvalho chegou ao Sporting…


ED – Exatamente, desde que esta direcção assumiu a presidência.



R – Esse foi um dos motivos que levaram à sua saída?


ED – Não quero juntar as coisas. Acho que fui maltratado e as pessoas dentro do Sporting sabem disso. Esta não é a altura certa para estarmos a falar sobre tudo, mas um dia no futuro as coisas irão sair cá para fora.


 R – …


ED – Prefiro não dizer mais nada...


R – Ilori foi para o Liverpool, mas não teve sucesso. Bruma no Galatasaray teve azar... Acha que com o Eric Dier as coisas serão diferentes?


ED – Conheço bem o Tiago [Ilori] e o Bruma e somos os três ambiciosos. Eu e o Tiago nunca escondemos que queríamos jogar na Premier League. Quero sempre desafiar os melhores, treinar-me com os melhores e evoluir. Não tenho receio do futuro. Vou tentar adaptar-me ao futebol inglês. Não vou impor metas. Vou dar o meu melhor pelo Tottenham. Sempre.


R – Despediu-se de Bruno de Carvalho?


ED – (silêncio) Fui à Academia de Alcochete na quinta-feira de manhã para ir buscar as minhas coisas e despedir-me de toda a gente. O presidente estava lá, cumprimentou-me e não disse nenhuma palavra. Seguiu em frente. Não me desejou boa sorte nem nada, o que é um pouco estranho… Estive no Sporting 12 anos e saio sem uma palavra do presidente? Para mim, é estranho.


R – Acha que foram feitos todos os esforços por parte da SAD para que o Eric Dier renovasse contrato com o Sporting?


ED – Não. Não mesmo.


R – Por quê?


ED – Eles tiveram a opção de igualar a oferta e não o fizeram. Nem sequer mostraram interesse… Por isso, penso que não há muita margem para dúvidas.


R – Como foi dizer adeus a Portugal e ao Sporting?


ED – Sentia que estava na altura de colocar um ponto final. O Sporting será sempre a minha segunda família e vou ter saudades de várias pessoas. Cozinheiros, empregados, motoristas, jogadores, treinadores... É a essas pessoas que quero agradecer e de quem sentirei falta. Sou inglês, mas há muito de português em mim. Senti que estava na altura de sair, surgiu o clube certo e não tenho dúvidas de que tomei a opção correta.


R – Perguntei-lhe há pouco se tinha saído magoado do Sporting e resposta foi negativa. Perante as respostas, vou insistir. Sente-se magoado com os últimos desenvolvimentos?


ED – Sou uma pessoa muito pacífica e tento não levar as coisas a mal. Não acho é que este tipo de atitudes esteja correto. É preciso muito mais do que isto para me magoar.


«Não me vejo a jogar num outro clube em Portugal»


R – Não está impedido de regressar a Portugal. Aceitaria representar o FC Porto ou o Benfica?


ED – Isso é uma pergunta muito teórica…


R – Ganharia o coração ou o lado profissional (isto se as propostas fossem superiores)?


ED – Para mim é 50/50: coração e profissão. Sou do Sporting, por isso… Acho que o coração pesaria mais na minha decisão. Não me vejo a jogar num outro clube em Portugal.


«Sporting está no bom caminho»


R – Como foi trabalhar com Marco Silva?


ED – Fantástico. É um óptimo treinador. Os treinos e a teoria de jogo são muito bons e tem uma mentalidade muito forte.


R – O que diferencia Marco Silva de Leonardo Jardim?


ED – Há muitas coisas semelhantes. Mas o Marco Silva gosta de um futebol mais trabalhado e ofensivo. O míster Jardim tinha a sua teoria de jogo e fixava-se muito nela; o Marco Silva quer um futebol mais “complicado”, mais dinâmico. O Marco Silva é mais próximo dos jogadores, dá para falar melhor com ele.


R – Acha que ele tem o perfil certo para levar o Sporting ao desejado título?


ED – Espero que sim. Por tudo o que vivi neste arranque de pré-época, acredito que o Sporting está no bom caminho.


R – O que lhe disse Marco Silva quando chegou?


ED – Nunca falei muito com ele sobre aspetos fora do futebol. Marco Silva mostrava confiança em mim ao meter-me a jogar e ao colocar-me em situações de relevância dentro da equipa.


R – E o que acha que o Sporting pode fazer na Champions?


ED – A Champions não é fácil para nenhum clube. Vamos esperar pelo sorteio dos grupos...


R – Apesar do orçamento ser mais baixo, o Sporting pode ser campeão?


ED – Demos uma boa luta na temporada passada, a base da equipa continua a ser a mesma e eu pergunto: por que não?


«Marco Silva é um espectáculo»


R – O que lhe disse Marco Silva no momento da saída?


ED – O míster é um espectáculo. Toda a gente no Sporting gosta muito dele: da forma de trabalhar; da sua relação com o grupo de trabalho. Desejou-me boa sorte e que tudo me corresse bem.


R – Marco Silva contava consigo para 2014/15. Não pensa que poderá ter perdido uma boa oportunidade para ser titular numa equipa que vai estar na Liga dos Campeões?


ED – Temos de lutar pelo nosso lugar seja em que clube for. Tenho a certeza absoluta de que dei um passo em frente na minha carreira.


R – Há pouco mais de um ano, sublinhou numa entrevista a Record que "o Sporting era o clube ideal" para si. O que mudou?


ED – Na altura não tinha dúvidas disso. A última temporada não me correu bem. Não tive pré-época devido à presença no Mundial de sub-20 e isso prejudicou-me muito. A partir daí, foi difícil ganhar um lugar no onze de Leonardo Jardim.


R – O que é que aconteceu na época passada? A sua ausência das opções iniciais de Jardim foi meramente por opção tática, ou houve razões "administrativas" que impediam a sua utilização?


ED – Não, não… Jardim tinha as opções dele e eu respeitava.


R – A contratação de Paulo Oliveira e o interesse em Rabia desmotivou-o?


ED – É bom ter concorrência. Faz com que evoluas. O Paulo [Oliveira] é muito bom jogador e já gostava dele no V. Guimarães. Faço o meu trabalho e eles fazem o deles.


R – Maurício e Rojo foram os titulares. Sem falsas modéstias, acha que tinha qualidade para ser titular?


ED – Sim. Tenho de ter confiança em mim. Se eu disser que não, quem é que iria dizer que sim? Quero jogar sempre.


R – Um golo em 33 jogos na equipa principal do Sporting. Esperava mais?
ED – Muito mais.


R – O que correu mal?


ED – Muitas mudanças no comando técnico. Esperava que o ano passado fosse a minha temporada de total afirmação, mas isso não aconteceu.


R – O que mudou com Bruno de Carvalho?


ED – Foram feitas mudanças positivas. A equipa ficou mais unida e humilde. Havia um melhor ambiente no balneário e isso ajudou. Jardim também foi importante. O clube voltou a acreditar na formação.


R – A presença do presidente no banco motiva ou intimida?


ED – Para mim é indiferente. Para os outros não sei. Estar no banco ou na bancada é igual.


«William Carvalho vale 45 milhões»


R – William Carvalho tem lugar na Premier League?
ED – William Carvalho tem lugar em qualquer equipa do Mundo. Fisicamente e tecnicamente não terá problemas para se adaptar ao futebol inglês. Não tenho dúvidas disso.


R – William Carvalho vale, então, os 45 milhões de euros da cláusula?


ED – ... (risos)


R – Falámos há pouco de cláusulas de rescisão…


ED – Para mim… vale.


R – Adaptavam-se facilmente. Mas, sinceramente, acho que qualquer jogador do Sporting poderia atuar na Premier League. Se quiserem, todos eles têm qualidade para isso.


ED – Slimani e Marcos Rojo também se podem juntar ao Eric Dier na Premier League…


R – Qual o melhor treinador com o qual trabalhou?


ED – Jesualdo Ferreira


R – Essa resposta foi muito rápida…


ED – Ajudou-me muito. Já disse várias vezes que aprendi mais com ele em 6 meses do que com qualquer outro treinador em 5 anos. Foi uma experiência incrível. Falei com ele apenas uma ou duas vezes depois que ele saiu do Sporting. É professor e isso diz tudo. Aliás, acho que o Ilori e o Bruma também diriam a mesma coisa. Ajudou-nos muito, deu-nos confiança e isso fez-nos crescer. Foi muito bom para nós.


R – E o melhor jogador com o qual partilhou o balneário?


ED – O Tottenham não conta! Foi o William Carvalho, claro.


R – O que se passa com Fredy Montero? Já não marca desde dezembro de 2013, frente ao Gil Vicente…


ED – Os pontas-de-lança vivem na base da confiança que os golos transmitem. É normal que Montero não esteja tão confiante devido à situação que atravessa. No entanto, trata-se de um jogador de grande qualidade e, se continuar a fazer as mesmas coisas que tem feito, não tenho dúvidas de que vai voltar aos golos. Quando entrar o primeiro, depois entra o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, e por aí fora.


R – E o Tanaka? É mesmo goleador ou os 5 golos marcados na pré-época foram “sorte de principiante”?


ED – (risos) Passei três ou quatro semanas com ele na pré-época, por isso não posso dizer muita coisa. É um bom jogador, uma excelente pessoa e muito trabalhador. Espero que continue a marcar.


R – Ele anda sempre com um dicionário japonês-português…


ED – Sim, sim! Tem que se dar muito valor a isso! Tenho muito respeito por ele pois, logo desde início, está a tentar adaptar-se e aprender a língua. Isso é muito bom.


R – Qual foi o reforço do Sporting que mais o surpreendeu?


ED – São todos muito bons, mas não vou contar o João [Mário] como reforço! Sem faltar ao respeito a nenhum deles, só conhecia o Paulo [Oliveira] e o Geraldes. No entanto, aquele que mais me surpreendeu foi mesmo o Oriol Rosell. A mim e a toda a gente dentro do balneário.


«Central é onde estou confortável»


R – Central ou médio?


ED – Sem dúvida, central.


R – Chega de experiências, então?…


ED – (risos) Sou central desde miúdo e é a posição onde me sinto mais confortável. Mas jogo em qualquer lado.


R – Nem os elogios de Jesualdo Ferreira o fizeram mudar de ideias?


ED – Se o míster Jesualdo continuasse, se calhar até me podia ter 

transformado num médio. Acho que tenho capacidade para isso. No entanto, as coisas não seguiram esse caminho.

R – Leonardo Jardim colocou-o a médio-defensivo no dérbi com o Benfica (1-1) e as coisas não correram muito bem…


ED – O facto de o jogo ter corrido mal não me abalou absolutamente nada. Mas não correu mal só a mim. Treinei-me sempre a central e entrar para o meio-campo num jogo daqueles nunca é fácil… Não correu bem, não vale a pena esconder!


«Não vou impor metas para esta temporada»


R – Segue-se a aventura no Tottenham. Quais os objetivos imediatos? Tentar agarrar a titularidade ou crescer durante esta temporada?


ED – Não vou impor metas para esta época. Vou fazer o meu melhor, mas claro que todos os jogadores querem jogar sempre. Vou trabalhar muito para mostrar serviço ao treinador.


R – Como estão a ser os primeiros dias no Tottenham?


ED – Muito bons! Fui muito bem recebido por toda a gente. Claro que é mais fácil por ser inglês, pois falo o mesmo idioma e entendo tudo o que se passa à minha volta. Sinto-me muito bem aqui e estou a gostar muito desta primeira experiência.


R - Mauricio Pochettino já falou consigo?


D – Já falei com o míster Pochettino e com toda a sua equipa técnica. Deu-me as boas-vindas ao clube e disse-me que não havia pressão nenhuma. Disse-me, ainda, para continuar a fazer o mesmo trabalho que vinha a desenvolver no Sporting. A única coisa que me pediu foi que desse sempre o meu melhor.


R – O “fantasma” de André Villas-Boas ainda paira por White Hart Lane?


ED – (risos) Já me falaram nele por ser português. No geral, a opinião que as pessoas do Tottenham têm de André Villas-Boas é muito positiva.


R – Falaram-lhe sobre Jorge Jesus e a eliminação do Tottenham às mãos do Benfica?


ED – Não, não! Ninguém me falou em nada disso. Pelo menos por agora!


«Não há ninguém que diga que o Gauld não é bom jogador»


R – Ryan Gauld pode ter sucesso em Alvalade?


ED – Sabes que um jogador tem qualidade quando chega a um clube e os companheiros lhe reconhecem de imediato capacidades. Não há nenhuma pessoa no Sporting que diga que o Gauld não é bom jogador. Nesse sentido, não tenho dúvidas de que ele vai brilhar no Sporting. Ainda é muito novo e tem de adaptar-se a Portugal. Eu sei do que falo, pois a mim aconteceu-me o mesmo. É um excelente jogador.


R – Ele pediu-lhe ajuda nesse processo?


ED – Falámos muitas vezes. Ficámos sempre no quarto juntos. É muito determinado e tenho a certeza que vai tudo correr bem.


R – A pressão de ser o “mini-Messi” não deverá ser fácil de lidar…


ED – Mas ele não liga nada a isso. Essa questão não será, certamente, um problema para ele.


ANÁLISE AOS REFORÇOS

Geraldes
Muito bom jogador. É um defesa-direito extremamente ofensivo. Humilde e trabalhador. [Dor de cabeça para o Cédric?] Espero que sim, pois fará bem aos dois e é bom para o Sporting.

Paulo Oliveira
É um jogador jovem e isso tem importância quando falamos de centrais. É uma excelente pessoa, muito empenhado em tudo o que faz. Já provou na Liga que é um bom jogador. Tem tudo para continuar a crescer no Sporting.


Rosell
Um médio superinteligente. Lê muito bem o jogo e isso torna a vida mais fácil aos centrais. Foi o reforço que mais me surpreendeu nesta pré-temporada do Sporting.

Slavchev
Não vi tanto pois esteve lesionado durante o período em que estive no Sporting. Parece-me ser um médio muito forte fisicamente. Trabalha bem a bola e tem tendência a jogar mais apoiado.


Gauld
Muito bom tecnicamente. Inteligente na forma como aborda o jogo. [A sua frágil compleição física será um problema?] É pequeno mas muito agressivo! Além do mais, se jogou na liga escocesa, não terá problemas em Portugal.

Tanaka
Finalizador nato. Tem uma técnica evoluída e combina bem com os jogadores do meio-campo. É um jogador parecido com o Montero, pois é também muito móvel e bom tecnicamente.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Porto em 1º lugar, Benfica a querer o lugar do Sporting. Onde ficará o Sporting?

A quinze dias do inicio do campeonato quem parece estar melhor colocado para o pontapé de saída? 

Que possibilidades e responsabilidades têm cada um dos grandes, em função do que decorre do resultado do trabalho realizado na preparação da temporada é essa a proposta de análise superficial deste post. Superficial porque se refere às primeiras impressões deixadas pelas três equipas, onde o conhecimento de causa é obviamente maior no que ao Sporting se refere. E a análise limita-se ao campeonato, por ser a competição mais apetecida e também porque não faz qualquer sentido estendê-la às restantes competições quando estas

Futebol Clube do Porto
O mercado ainda não fechou e o clube da Invicta já despendeu mais de 28 milhões de euros em compras. Este valor é apenas uma parte visível do grande investimento feito, a que se deve adicionar uma subida vertiginosa dos encargos mensais com salários. Já lá vão os tempos em que se ia a Espanha comprar azeite e caramelos a bom preço. Ora quem compra como o FCP tem comprado, não apenas anuncia as suas ambições à candidatura ao titulo, contrai também grandes responsabilidades. Responsabilidades que saem ainda acrescidas pelo facto de os seus oponentes e rivais serem ou mais cautelosos (Sporting) ou estarem num acelerado e aparentemente descontrolado processo de desinvestimento (Benfica).

As grandes dúvidas que se colocam incidem sobre o trabalho do treinador, o recém-chegado Lopetegui, mais particularmente se esse trabalho conseguirá representar a cola necessária para fixar todos os "cromos" recém-chegados aos que já residentes na caderneta azul e branca. O treinador espanhol dificilmente terá atenuantes em caso ausência de resultados porque o esforço financeiro é de monta. Soará a desculpa invocar o elevado número de jogadores a integrar: essa foi a sua opção e é também por ela que terá que ser responsabilizado, assim como serão dele os louros em caso de sucesso. Não se pode negar que Lopetegui pôs muitas fichas no pano verde, porque é muito duvidoso que alguns jogadores dispensados, como, Ghilas e Josué, por exemplo, não significassem mais ou menos o mesmo que alguns forasteiros, e aqueles já nem de adaptação necessitavam.

O impacto dos primeiros resultados será determinante, o futebol raras vezes consegue segundas oportunidades. Basta lembrar o passado no Dragão para o constatar: os que ficaram e fizeram história ganharam sempre à primeira. A profunda impressão causada com a chegada de Mourinho ou Vilas Boas são ainda muito recentes na memória dos portistas e dois passes transviados num resultado a zero despertam de imediato os assobios no Dragão.

Sport Lisboa e Benfica
O já acima referido desmantelar da equipa campeã abriu o espaço à cautela, aqui e ali ao pânico, dos adeptos benfiquistas. O discurso, habitualmente pontuado pela grandiloquência, é agora substituído pela moderação, como que a querer remeter o clube vermelho ao papel de outsider, estatuto de que beneficiamos na época passada.  A poucos dias do inicio de campeonato não seria de todo surpreendente que se lhes fosse entregue a possibilidade de assegurar desde já também o que foi o nosso lugar na tabela classificativa na época transacta ouvíssemos de imediato um sonoro e aliviado: Compro!

Convém porém não esquecer a importância da continuidade de Jorge Jesus, treinador residente desde 2009. O discurso do "pobrezinho" também dificilmente se adequa: o SLB tem no seu plantel jogadores como Jara (5,5 milhões) Sidnei (5,5+2 milhões) Ola John (9 milhões) Lima (5 milhões), valores que pagariam o orçamento de um ano da SAD do Sporting. Quatro exemplos ao acaso, mas que ilustram que, só por amnésia, se pode pretender que todo o valor se sumiu.

Ainda falta ver o que o mercado trará até ao seu encerramento. Se as saídas de Enzo, Gaitan e Sálvio se confirmarem dificilmente as entradas poderão compensar os efeitos que a despressurização causada pela fuga do talento inevitavelmente provocará. Mas, os exemplos como os dados acima, ainda que de forma aleatória, demonstram que não é pelo que resta do muito dinheiro gasto nos últimos anos que o plantel ficou enxuto de qualidade. Ou então que se gastou em farelo o dinheiro que devia ser para comprar a farinha, uma avaliação que cabe sobretudo aos adeptos benfiquistas fazer.

Nós, o Sporting Clube de Portugal
Pelo orçamento não poderíamos almejar mais do que o terceiro lugar, algo que esta época que passou, e em várias outras épocas anteriores, nos encarregamos de desmentir. O grande desafio para Marco Silva é superar a eficácia da equipa de Jardim, uma vez que a sua proposta de jogo é agradável a quem vê e, na minha opinião, mais de próximo do que são as qualidades dos jogadores que tem à mão e mesmo do que era a escola na formação. Mas é um desafio de monta, muito mais difícil de dizer do que fazer, até porque, pelo se pode observar até ao momento, a vida do jovem técnico não está a ser facilitada.

Julgo estar muito próximo da consensualidade afirmar que o Sporting hoje, em comparação com a época transacta, tem uma melhor segunda linha, mas não logrou aportar a qualidade necessária para dar um grande salto qualitativo que o aproximasse dos seus rivais. Essa parece ser também a opinião tácita de Marco Silva, quando oferece a titularidade absoluta aos jogadores do ano passado. Se o Sporting parece estar mais próximo, como parece, do SLB, tal deve-se sobretudo por decréscimo deste. Fica ainda por saber o que representará a capacidade colectiva do FCP, porque quanto às individualidades estamos conversados. Este é um ponto que terá de ser determinante no momento de avaliar o trabalho do treinador. A manter-se como está o plantel, terá que ser a força colectiva a superar o que talento individual não permite. Mas é este que tende a fazer a diferença, especialmente em jogos onde impera o equilíbrio táctico.

A dúvida que está em cima da mesa é saber quem ainda poderá sair e se a essas saídas corresponderá a entrada de capital necessária para fechar o plantel com qualidade que acrescente às existências, não descurando a importância de pelo menos igualar quem saia. Tendo em conta os jogadores que despertam maior apetite a quem nos observa do exterior, a saída de Slimani e Rojo só seriam problemáticas se quem chegasse não os fizesse esquecer, o que não se me afigura tão difícil de satisfazer como perder William.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Digressão egipcia de resultado esfingico serviu para acentuar... dúvidas

Dois factores positivos nesta digressão relâmpago ao Egipto, mais propriamente a Alexandria: o prestigio de ser convidado para a comemoração do centenário do clube anfitrião, o Al Ittihad, bem como o valor do cachet, uns importantes 300 mil euros. O jogo em si não terá fornecido grandes indicações para o futuro, uma vez que o facto de Marco Silva ter optado por um misto maioritariamente constituído por um grupo de jogadores que dificilmente se encontrarão juntos em jogos a doer distorce não só as ilações a tirar do ponto de vista da movimentação colectiva como as prestações individuais. O facto de o jogo se disputar sob condições atmosféricas adversas - temperatura e humidade altas - antecedido de uma viagem, longa também não terá ajudado. Serviu no entanto o jogo um dos objectivos primordiais de uma pré-época, o de dar algum ritmo competitivo aos jogadores, o que só resulta jogando.

Muito diferente teria sido se a opção fosse a inversa, isto é, se o treinador optasse por integrar alguns jogadores que têm aparecido menos. Uma equipa com rotinas oferece um outro suporte aos jogadores que buscam uma maior integração para poderem revelar o melhor das suas qualidades, esbatendo as debilidades que a falta de adaptação e o jogo sem dinâmica colectiva acentuam. Daí que as conclusões sobre as prestações individuais que resultam da observação do jogo de Alexandria devam ser algo relativizadas. Ainda assim ficam algumas referências esparsas que, mais do que serem conclusivas, acentuam as dúvidas anteriores, que só o tempo permitirá esclarecer.

André Geraldes: As suas participações não têm sido famosas, bem antes pelo contrário. Cada vez sua participação ocorre no mesmo jogo que Esgaio acentua-se a legitimidade da pergunta: para que se gastou despendeu o valor da sua aquisição? Terá ainda muito que melhorar para a pergunta deixar de fazer sentido.

Nabbi Sarr: Não é legitimo retirar conclusões do primeiro jogo de um jogador recém-chegado, ainda por cima jogando numa equipa secundária. Algumas hesitações e posicionamento deficiente parecem indicar que está ainda verde por dentro, sendo evidente que, do ponto de vista físico, tem todas as condições para singrar. A rever.

Paulo Oliveira: Talvez a melhor observação que já li feita a este central é de que parece que a camisola lhe está a pesar. Isso e a ânsia de triunfar, o que o levará a cometer erros que não lhe eram comuns no Vitória. Ontem foi uma dessas noites.

Rosell: É o jogador em destaque do lado das aquisições. Ontem alternou o bom com a descrição, o que não deve ser alheio o facto de estar a jogar numa equipa sem rotinas.

João Mário: Um regresso que será seguramente muito útil. Uma espécie de seguro para um treinador que, no decurso de um jogo, pode ter, por necessidade,  - lesão de um colega, alteração das características do jogo,  do resultado, etc. - de mover uma peça de 10 para 6 ou até um 8. E até faz golos.

Shikabala: Um jogo de sensações mistas. Um faraó no seu país que tarda em ser um sequer um príncipe com ou sem sorte entre nós. A nota mais positiva deste jogo pareceu-me ser a tendência menos acentuada para querer fazer tudo sozinho, procurando ser mais disciplinado tacticamente, o que talvez denuncie que já ouve melhor o que Marco Silva lhe pede. Porém, a falta de entendimento com as movimentações dos colegas não o ajudaram.

Tanaka: Não se espere exuberância de Shikabala nem sequer o despontar meteórico de Montero, no ano passado, porque esse não é o seu estilo. Porém a sua eficácia tem sido o pão que muitas vezes tem dado de comer à equipa. Jogou grande parte do segundo tempo ao lado de Montero, no que pode ser uma opção para alguns jogos - ou mais do que isso? - para Marco Silva. Curiosidade para ver como se dá com as equipas fechadas e que batem em tudo o que mexe do nosso campeonato.

Slavchev: Mais uma "falta de comparência"...

Mané: Voltou mais trapalhão do que o que vimos fazer o ano passado. Talvez porque jogue mais afastado do centro, ou em movimentos que o aproximem desde a linha até ao interior, que o ano passado fez tão bem e com alguns bons resultados.

Fokobo: Não fez nada de especial, nem teve tempo para isso. Fica só como sinal de satisfação por ter prolongado a sua ligação ao clube. Não é um Rosell nem um William, mas tem muito a ganhar se, olhando para o que eles fazem, perceber que o futebol precisa de mais do que apenas força e impetuosidade. Se assim for será um jogador útil no médio prazo.

sábado, 2 de agosto de 2014

5 Violinos: o Triféu é nosso!

O Sporting conquistou o o tri no torneio "5 Violinos" vencendo todas as competições até ao momento. Esta é a primeira nota a salientar do jogo de preparação de ontem, a que soma ainda outra: até agora o Sporting conquistou todos os troféus que disputou na presente pré-época. Sendo verdade que o principal objectivos destes jogos é preparar as equipas, não o é menos afirmar que é mais fácil fazê-lo a ganhar do que a coleccionar reveses.

Obsessão pela bola 
Não sei exctamente qual é o valor do adversário de ontem, a Lázio. Mas sabendo o que se sabe da b oa organização defensiva das equipas italianas merece referência a forma como o Sporting parte para conquista da bola e no preciso momento em que a perde. E isso acontece porque se encontra quase sempre organizada e equilibrada, sem permitir grande tempo ou espaço o adversário para se organizar. Qaundo conquistou o Sporting não revelou pressa em desfazer-se dela, procurando construir o ataque com segurança e, quando assim não parecia possível, não tinha "vergonha" em voltar atrás, fazendo a bola voltar a circular desde zonas mais baixas. 

Confesso que esta filosofia me agrada, como equipa grande que é o Sporting tem que mandar no jogo (especialmente para os jogos do campeonato) e não ficar a aguardar que este lhe ofereça alguma coisa. Veremos se os adeptos do Sporting, em particular nos jogos em casa, compreendem esta ideia, especialmente quando os jogos se prolongarem sem o marcador funcionar. A paciência ou falta dela nas bancadas poderá vir a ser um factor decisivo. Outro aspecto a ter em conta para que a ideia tenha sucesso é grande disponibilidade física que implica. Veremos como reagem os jogadores quando os jogos acontecerem de 3 em 3 dias. Igualmente importante para o sucesso é o maior acerto no passe, uma vez que foram inúmeras as más entregas, por excesso ou força deficiente. A

Dúvidas para a finalização
Apesar de ter dominado o jogo e empate até poder ser interpretado como uma prenda para os convidados, esse dominio não foi traduzido em muitas oportunidades de golo e estas, quando surgiram, não foram aproveitadas como podiam ter sido. O decorrer do jogo foi construindo a ideia que falta acabar o telhado da casa no nosso futebol. Nesta altura da época é uma fragilidade que se aceita, mas parece ir-se confirmando a ideia de que é preciso mais "qualquer coisa" dos jogadores do ataque. Montero, que joga muito bem com ou sem bola,continua sem ser devidamente servido.

Certezas, ou nem por isso, na defesa
Parece também confirmar-se a ideia de que o Sporting encurtará o campo, aproximando os sectores. Isso facilita a ideia de jogo acima referida, bem como a rápidas progressões no campo, mercê da mobilidade dos jogadores do sector intermédio. Tal implica uma atenção muito particular com o alinhamento da defesa,o que ontem nem sempre foi bem conseguido, carecendo de melhor afinação. Algumas dúvidas também na eficácia dos centrais para a construção do jogo, uma vez que não parece que Marco Silva vá solicitar o lançamento directo, avinhando-se que aqueles terão muitas mais vezes as bolas nos pés. Certo é o quarteto defensivo, isto se o mercado não fizer das suas até o último dia de Agosto.

Destaques individuais
Saliência para o regresso de Patricio, como se a época não tivesse parado e sem cicatrizes do acidente brasileiro que foi a campanha no Mundial. Nota de igual tom para Rojo, e William (este já melhor do que no jogo anterior) todos ainda com poucos minutos de treino.

Nota alta para André Martins, que aos poucos vai demonstrando o seu valor aos mais cépticos. O facto de marcar golos ajuda bastante, a verdade é que este é o mesmo jogador do ano passado, a diferença está nas funções que agora desempenha. Pode-se discutir se serão as mais adequadas para as suas características, porém o facto de ter maior liberdade de acção e de estar mais voltado para a frente do jogo favorece-o.

Nota baixa para a displicência de Jefferson no lance do empate final que atirou a equipa para o desempate por grandes penalidades. A somar a actuações defensivas deficientes aqui e ali,talvez a lembrar que precisa urgentemente de correr pelo lugar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Saída de Eric Dier: a incompetência, as mentiras piedosas, as contradições e o que é para inglês ver

O desfecho da relação de Eric Dier com o Sporting surpreendeu-me. Já havia percebido que Dier ia sair, porque desde o ano passado se havia começado a construir em redor do jogador e do seu pai e representante uma novela mexicana que fazia supor o que agora sucedeu. Contudo, a aparição do "documento dos 5 milhões", foi um twist cénico que fugiu até às imaginações mais férteis.

A incompetência
O futebol é jogado maioritariamente com os pés e também com a cabeça nos relvados. Mas, muito do que aí acontece, é jogado nos bastidores na cabeça de quem toma as decisões. Se o referido documento existe de facto, a única conclusão a tirar é que quem o permitiu usou os pés para decidir. Na verdade, uma cláusula de 5 milhões com validade para Inglaterra, para um jogador inglês com o potencial de Dier, não é uma cláusula, é um chamariz para clubes ingleses e um atestado de incompetência para quem a aceitou.

As mentira piedosas
Lido e relido o comunicado que o Sporting, SAD emitiu há várias conclusões a retirar. A principal das quais é que a SAD sai fragilizada pelo que a respectiva redacção demonstra: ou está a faltar à verdade ou não foi competente. Declarar-se surpreendida por uma cláusula existente no contrato de um jogador seu quando se aprestava para o renegociar junto do seu representante não é muito abonatório da competência de uma organização. Desconhecê-la quando a referida cláusula já havia sido referida numa noticia de há um ano (a do DN) é no mínimo estranho. Que eu, um mero adepto, não lhe tenha atribuído importância, parece-me aceitável. Que a SAD o desconhecesse passado um ano, já não. A outra hipótese, de a SAD do Sporting mentir de forma deliberada num comunicado oficial, também não é melhor do que a anterior.

Admitindo como verdade que a referida cláusula existe, o que neste momento é a parte da história em que prefiro acreditar, e que ela tem  carácter mandatório irrevogável, deve-se assinalar que quem a pretendesse revogar ou renegociar teria uma tarefa de difícil sucesso. A cláusula funcionaria para o jogador como um seguro de vida, ou um salvo conduto, sempre que a permanência no Sporting lhe deixasse de interessar, o que deve ser considerado agora. A sua referência agora, ao jeito de surpresa, no limite permite disfarçar as responsabilidades de quem a deveria conhecer e teve 18 meses para fazer reverter. Se assim for, tal seria uma mentira piedosa sem necessidade, uma vez que, como referi acima, dificilmente alguém no seu perfeito juízo abriria mão dela sem uma boa contrapartida.

O que é importante perceber é porque deixou Dier de querer continuar no Sporting (entrevista de há um ano). Dier já havia rejeitado no passado propostas  muito superiores de outras paragens em favor de continuar a sua evolução no Sporting. O que o levou a agora a mudar de ideias é que deveria ser objecto de reflexão para os Sportinguistas, ao invés de invocar as tradicionais ladainhas ou diabolizações de carácter  sempre que fenómenos como este sucedem. (Dier, Bruma, Ilori  para falar nos mais recentes. Dificilmente o Sporting conseguirá juntar numa geração tantos bons jogadores no futuro e perdê-los quase todos de uma assentada.)  É óbvio que o Sporting não pode competir pelo dinheiro e sempre que deixar que esse passe a ser o horizonte mais palpável para um jogador o Sporting perde argumentos. 

No caso concreto do Dier, quem viu de fora a última época, dificilmente descortina um ambiente propicio à sua evolução, como o próprio pai fez questão de vincar, após uma época em jogou muito pouco. A contratação de defesas centrais em série - Maurício, Sousa, Matias Perez, Paulo Oliveira, Sarr, Rabia são sinais evidentes de falta de confiança nos que já estão. Permitem também a suspeita de que a SAD do Sporting já estava a preparar o actual cenário. Perante a possibilidade de ficar mais um ano entre a equipa A e B, a receber pouco parece-me natural que Dier aceite o risco de fazer o mesmo em Londres, sendo muito melhor remunerado. Conquistando a titularidade sai-lhe a sorte grande e avança várias casas na sua afirmação como jogador.

Naturalmente que alguns adeptos preferem acomodar a realidade à forma que mais lhes convém. Mais do que implicações práticas imediatamente contabilizáveis -  Dier não era titular - a saída do jogador constitui um duro revés para o orgulho dos Sportinguistas, ao ver um jogador com o potencial de Dier sair por tão pouco dinheiro. 

Mas não sai apenas um jogador que pode chegar longe no futebol. A possibilidade de chegar até à selecção do seu país continuará a falar alto pela qualidade da formação do Sporting, embora já de forma deferida. Mas Dier não é apenas um potencial jogador de selecção inglesa, era já o melhor central que o clube detinha sem que disso tenha tirado grande proveito. A sua saída torna ainda mais difícil a saída de Rojo, ou pelo menos altamente desaconselhável. E, face ao que fica à disposição de Marco Silva, é uma mentira piedosa acreditar que a saída nos será indiferente no imediato.

As contradições
Este desfecho é também um manancial de contradições. O Sporting diz que, no decorrer do presente mês, encetou negociações com o representante do jogador, o seu pai. Este, há pouco diz havia dado conta de que o jogador se encontrava feliz no clube e que não havia negociações. Bruno de Carvalho dizia há dias que não tinha propostas por jogadores para a noticia da saída de Dier ser confirmada no dia seguinte. 

Alguém está a faltar à verdade, obviamente. Admitindo, como me convém, que seja o Sporting a falar verdade, realço a forma célere como tudo se resolveu, sem que o Sporting parecesse interessado em fazer muito mais. A ainda não anunciada oficialmente contratação de Rábia, mas já conhecida há mais de uma semana, levam contudo a supor que o Sporting estava há muito sabedor deste desfecho, querendo rapidamente resolver a situação, para que a saída de Dier ficasse consumada antes do dia de hoje, dia da apresentação da equipa.

Para inglês ver
Fica-se assim sem saber quais destas declarações - do pai  e do clube - são para inglês ver. E os adeptos aprestar-se-ão a acreditar no que lhes for mais conveniente. Igualmente para "inglês ver" é atribuir a todas as saídas recentes de jogadores talentosos da nosso formação a falhas de carácter, ao apreço preferencial pelo dinheiro. Por alguma razão os clubes que pescam na nossa formação não vêm buscar o Maurício, o  Sousa o Matias Perez e outros cuja a contratação é sempre mais fácil para nós do que renovar com Dier, Illori e Bruma. É o talento que estes possuem que os ingleses vêm e preferem e é esse talento que lhes dá a margem negocial que os demais não possuem. 

O resto - as diabolizações do jogador e do seu representante - são confissões de impotência, mau perder e elas sim, reveladores de mau carácter, por não respeitarem um percurso até agora exemplar de um jogador que sempre deu a sua preferência ao Sporting. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Twente 2 - Sporting 0 - Não podia ter corrido melhor

Do ponto de vista dos objectivos de um jogo de preparação da próxima época o jogo que o Sporting acaba de perder há pouco com o Twente não podia ter corrido melhor. Há ainda muito trabalho pela frente, muitas debilidades que os adversários anteriores não permitiram expor. Este é também o tempo de avaliar se as ideias do treinador estão a ser assimiladas pelo plantel. O próprio treinador tem também tempo para se interrogar sobre as suas opções e sobre a qualidade do plantel à disposição.

Se não havia razões para pensar que íamos caminhar de vitória em vitória, com a elegância de um elefante de nenúfar em nenúfar, também não há agora razões para pensar que o futuro é negro.  Isto também não é dizer que está tudo bem, porque há alguns sinais de que há muito ainda a fazer para que a nossa candidatura ao título seja realista. Esta é a conversa habitual de qualquer época que começa, pelo que não vale a pena maçar mais os leitores.

domingo, 27 de julho de 2014

3 ao Utrecht e a chegada de mais um central

O Sporting prosseguiu a sua preparação na Holanda, elegendo para adversário uma equipa que significava um importante acréscimo de dificuldade. Por isso a equipa que Marco Silva escolheu para subir ao relvado foi praticamente a mesma que havia jogado a final da Taça de Honra.

Apesar da equipa ser a mesma a sua colocação em campo foi diferente, dando indicações prováveis do que será o Sporting na maioria dos jogos do campeonato nacional. Uma defesa mais subida, proporcionando uma pressão mais forte sobre a construção de jogo dos adversários e uma maior proximidade dos médios de Montero, em particular de Martins (com funções mais alargadas no campo, não se limitando ao descaimento sobre a direita) e e Adrien, permitindo-lhes não só um maior apoio mas também chegadas com maior perigo à baliza adversária. Foi possível ver também a intenção de Marco Silva em envolver mais os laterais no jogo ofensivo. Defensivamente, e enquanto o jogo não decaiu de interesse com as substituições, não foram permitidas grandes veleidades, excepção aos momentos iniciais da partida em que o Utrech podia ter chegado ao golo.

Face ao que têm sido as escolhas de Marco Silva é já notória uma consolidação de alguns processos bem como de alguns lugares na equipa e algumas disputas de titularidade interessantes. Rosell é muito mais intenso que William quando a equipa não tem bola mas não oferece tanta segurança e soluções quando em posse e talvez por isso Adrien tenha sido chamado mais vezes a descer até aos centrais para lançar o jogo. André Martins tem aparecido em grande neste inicio de época, conseguindo até ser decisivo, mas a ameaça de João Mário permanece. A defesa parece consolidada nos actuais quatro elementos, Cédric, Mauricio, Dier e Jefferson. Carrillo tem arriscado menos mas tem sido mais consistente e mais envolvido nas tarefas defensivas. Montero precisa de marcar urgentemente para ter a confiança minima que se exige a um jogador naquela posição.

Saliência para os adeptos leoninos, cuja presença se fez sentir e ouvir antes, durante e após o jogo.

E, enquanto isto, o Sporting adquire mais um defesa central, um gigante francês, de seu nome Naby Sarr. Não parece que seja o jogador "que vai substituir o Rojo", tendo em conta a sua fraca participação na sua anterior equipa, contabilizando menos de 300 minutos de utilização. Não conhecendo o jogador mas apenas o facto de ter feito parte das selecções sub-19 e sub-20 francesas resta aguardar para perceber quanto vale e o que lhe vai ser pedido - se intergra a equipa A ou B - para perceber a utilidade de um negócio que, para a posição em causa, está longe de ser considerado prioritário.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Estágio na Holanda: os calcanhares de Achilles, os que não valem um Chaby e as minas de Gauld

Com a pré-época a decorrer há imensas ocorrências dignas de nota que infelizmente têm ficado para trás. O jogo de ontem na Holanda, por ser o último e o mais notório, servirá de pretexto para abordar algumas dessas matérias. Ficarão para melhor oportunidade as recentes saídas e renovações, bem como as dispensas.

O jogo propriamente dito não merecerá assim tanta atenção, tendo em conta que do objectivo do jogo, a equipa eleita e as incidências que dele decorrem não terão qualquer repercussão transcendental para a época que se avizinha.

Evitarei neste post usar o chavão "aposta na formação" bem como a sua negação. Esta tem sido uma discussão feita de forma quase sempre enviesada, excessivamente "politizada", mas será evidente, a quem ler este post, que muitas das questões levantadas lhe estão relacionadas. Porém não me parece ser este o momento para realizar esse debate, comprometendo-me a fazê-lo posteriormente, em altura mais oportuna.

As virtudes da convocação dos jogadores da equipa B
Indiscutivelmente uma excelente ideia a convocação dos jogadores da equipa B para o presente estágio da Holanda. Não apenas como medida motivacional para os jogadores em causa e para os que são agora precedidos por estes e que, na Academia, aguardam oportunidades para demonstrarem o seu valor. É também a forma mais adequada de Marco Silva, um treinador com um compromisso longo com o clube, conhecer melhor os jogadores que tem à sua disposição na segunda equipa do clube.

Embora tenha sido apenas um jogo, ainda por cima de uma equipa constituída por jogadores que, na sua grande maioria, jogaram juntos pela primeira vez e orientados por um técnico cujas ideias estão ainda em assimilação, o decorrer dos noventa minutos deixaram algumas evidências e não menos interrogações. 

Ao permitir a observação directa, em igualdade de circunstâncias, de alguns jogadores considerados reforços para este ano e outros que militam na equipa B, o jogo teve pelo menos uma virtude, nem por isso muito desejada: a de lançar interrogações sobre a virtude de algumas das escolhas feitas de jogadores para incorporar na presente época em detrimento da equipa B.

Em jeito de conclusão deste capitulo diria que a incorporação dos jogadores da equipa B, sendo uma medida de indiscutível mérito, tem alcance imediato muito limitado. Não é provável que, mesmo que se conclua que o seu valor é inferior nuns casos e idêntico noutros, que os jogadores agora contratados troquem de posições com os da equipa B. Não é também provável que, pelo menos até a Dezembro e em muitos casos até à próxima época, algumas dessas medidas possam ser corrigidas ou os seus danos limitados. Em alguns casos, porque o tempo é por vezes cruel, o destino acaba por ficar traçado. 

Mas a observação não é inútil, longe disso, até porque dela, além do melhor conhecimento do treinador, pode resultar a iniciativa de Marco Silva de solicitar a colocação de alguns jogadores como Chaby, Iuri, ou até mesmo Tobias Figueiredo a rodar em equipas de I divisão, assim houvesse treinadores e equipas interessadas, embora tal se me afigure muito difícil. 

Os calcanhares de Achilles (I) e os que não valem um Chaby
Ora o que resultou claro do jogo de ontem foram as semelhanças de qualidade, apesar dos diferentes graus de experiência, de Paulo Oliveira com Tobias. Da prontidão da resposta de Wallyson perante mais um engasganço de Slavchev. Pelo segundo jogo consecutivo se percebe que Geraldes ou está com sérios problemas de adaptação ou não vale um Esgaio. Que Héldon não vale um Chaby, pese a experiência que possa ter, e todo o dinheiro e tempo que dedicamos a um em detrimento de outro são deitados pela janela fora. 

Como é evidente os casos não são todos iguais. Não se trata de dizer que Paulo Oliveira ou Slavchev (o jogador parece-me, pela linguagem corporal, que está acusar cansaço, o que o limitaria e dessa forma também a sua prestação e respectiva avaliação) são maus jogadores, ou que não tenham futuro, mas sim interrogar a necessidade da sua contratação e do poder disruptivo que a sua chegada tem na afirmação dos jogadores de nível semelhante cujo lugar vêm ocupar. O custo de oportunidade de decisões deste teor ultrapassa em muito o valor pago nas respectivas transferências, uma vez que ficam por apurar quando o clube perde por não promover os jogadores de valor semelhante cujos direitos desportivos e económicos já são seus.

Calcanhares de Achilles (II): aquisições ou reforços?
Neste momento parece mais ou menos consensual que o Sporting, (quem o dirige, obviamente) tomou uma boa decisão quando contratou Marco Silva. Talvez a melhor possível, no actual contexto. Porém a escolha do treinador, sendo decisiva em percentagem que é muito difícil estimar mas largamente maioritária para sorte de um clube, não é tudo. Ele depende em muito dos meios que se lhe colocam à disposição. Por isso é que, quando se fizer a história da época que começa sensivelmente daqui a um mês, se terá que ter em conta o que foi oferecido a Marco Silva. Até ao momento apenas Rosell "disse" que com ele estamos mais fortes. Dos jogadores que falamos acima isso está longe de se poder confirmar. Ora o que se pede este ano ao actual treinador é muito mais do que foi exigido a Jardim: assumimo-nos como candidatos ao título e não como underdogs, faltando nesta equação uma participação honrosa no lado de tank-shark da Liga dos Campeões. Para isso é preciso não apenas jogadores com futuro, mas com presente e qualidade. 

As minas de Gauld
Num campo oposto podemos colocar o exemplo de Gauld. Não sei, ninguém sabe, se um jogador como Chaby (especialmente este pela semelhança no toque de bola) e Iuri Medeiros tivesse a oportunidade de ter jogador no Dundee e se se teriam destacado como Ryan Gauld. Assim como não sabemos se Gauld tivesse feito o mesmo percurso que os dois mencionados não estariam ainda hoje à espera de uma oportunidade como a que o Dundee lhe concedeu. É uma discussão estéril.  Mas percebe-se, nos poucos minutos de observação do escocês que o Sporting tem ali uma mina de ouro. A forma como recebe a bola e levanta a cabeça, como a procura servir ao colega melhor colocado, não engana ninguém. Mas ter uma mina de ouro, um poço de petróleo, não é por si só o garante de prosperidade. O crescimento de Gauld, de Chaby, Medeiros e outros com muito talento depende deles mas muito dos meios que o Sporting como organização lhes souber proporcionar. Um deles é indiscutivelmente uma boa equipa e os bons resultados.

sábado, 19 de julho de 2014

Vitória na Honra, sem brilho

Não é fácil fazer uma avaliação justa de uma equipa que está a trabalhar há apenas 15 dias. A resposta dos jogadores nos jogos surge muitas vezes condicionada pelas dificuldades impostas no plano físico pelos primeiros dias de trabalho, mesmo que já estejam em desuso as grandes cargas físicas de outrora. A essas acrescentam-se a total compreensão do que lhes é pedido no plano táctico e o respectivo desempenho prático. Respostas que surgem de forma individualizada, porque cada jogador reage a todas estas condicionantes de forma muita própria. Por isso os primeiros jogos são sobretudo indicativos de determinadas tendências, que se podem vir a confirmar ou não.

No caso especifico do jogo de ontem creio que não é muito conclusivo. Marco Silva optou por manter a titularidade dos jogadores da época passada, com excepção de Rosell, que ontem foi uma espécie de William branco. Usando a gaffe da estreia da Sporting TV pode-se dizer com alguma propriedade que tivemos em campo um William Rosell. 

Como interpretar o conservadorismo de Marco Silva? Há várias respostas possíveis, pode até dar-se o caso de não ser apenas uma, mas um misto de várias. 

A primeira que ocorre é que o treinador quer servir-se da base de trabalho de Jardim, dos mecanismos deixados pelo anterior treinador, antes de introduzir o seu cunho pessoal. Dessa forma a equipa caminha sem grandes sobressaltos que a introdução de novos mecanismos podem suscitar. Outra resposta possível é que a atitude prudente do treinador visará que os novos reforços tenham uma introdução gradual, não os expondo numa equipa e futebol que ainda desconhecem. A menos desejável de todas é que os que chegaram não conseguem oferecer mais do que os que já cá estavam. Só o decorrer do tempo poderá esclarecer estas dúvidas.

Indo ao jogo de ontem em concreto, podemos dizer que teve duas partes distintas. A primeira, com a equipa preenchida com a quase totalidade de jogadores do ano passado, com acima foi aludido, o Sporting chegou ao intervalo com um resultado muito melhor do que a exibição produzida. Assinalem-se também a excelência dos golos de Wilson e Martins. Contudo, o que o 2-0 mascaram foi uma enorme dificuldade em ligar o jogo, com uma distância entre sectores a isolar os jogadores da frente, em particular Montero, que não foi servido uma única vez. 

A dificuldade em contornar as 3 linhas que Lito Vidigal posicionou à frente da bola, a partir da linha do seu meio-campo só uma ou duas vezes foi ultrapassada pelo interior por André Martins, mas em jogadas que não tiveram sequência. Dessa forma o Sporting teve que "voltar"ao ano passado, bombeando bolas a partir das laterais, mas sem criar grande perigo. A forma compacta como o Belenenses defendia permitia-lhe sair com vários jogadores para o ataque, criando quase sempre perigo, numa defesa que se via a braços com dificuldades com os jogadores azuis a chegarem à sua frente sem grande oposição e com a bola controlada. Melhor o resultado, que penalizou os azuis, e que deu uma sensação enganadora de domínio, mas que não passou de controlo relativo, que a exibição produzida. 

A segunda parte foi condicionada pelas muitas alterações introduzidas. Marco Silva ainda tentou diminuir o seu impacto no ritmo da equipa fazendo-as de uma assentada ao invés das entradas às pinguinhas. Mas, com o Belenenses a perder e com necessidade de correr atrás do resultado, o Sporting pressionou pouco permitindo várias chegadas à sua área com perigo, não conseguindo, por outro lado, fazer uso do maior espaço agora concedido à sua frente.  A saída de Rosell acentuou um certo desnorte, deixando de haver respostas colectivas organizadas. Mais do que o golo consentido - Geraldes esteve muito mal, aquela postura nem numa peladinha, acabando por ser penalizado - foram a quantidade de oportunidades consentidas que mereceram destaque. 

Estou convencido que Marco Silva terá gostado muito pouco do que viu nesse período. É também para isto que servem estes jogos, onde errar não tem o carácter destrutivo de um jogo a sério. Uma vitória sem brilho, o que talvez seja pedir muito nesta fase da época, mas a deixar várias interrogações para resolver na cabeça do treinador. 

No plano individual, para lá do destaque feito a Rosell, assinale-se a prestação de Boeck e Dier. O guarda-redes brasileiro, sem ser um jogador excepcional, é bom no que faz. impressionando a sua postura séria e profissional nos treinos, nos aquecimentos, nos jogos. Dier esteve quase sempre imperial, quer a defender quer a tentar sair a jogar. Muita confiança exibida e disponibilidade física de André Martins, faltando uma unha, aqui e acolá, na forma como decidiu alguns lances.

Dos restantes reforços, fica a apreciação para próxima observação, uma vez que saem nitidamente prejudicados pelo momento pouco favorável em que participaram. Embora, como é óbvio, parte dessa responsabilidade lhes cabe a eles como protagonistas. Em jeito de agência de rating ficam sob observação Paulo Oliveira e Slavechev. Já Tanaka foi muito difícil descortinar o que esperar dele, se um 9 ou um 10...

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