segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Flashback

Quando José de Alvalade proferiu a frase que com o seu nome se eternizou, formulava um desejo e uma vontade, que nenhuma consequência teriam se, com um grupo notável de homens (igualmente notáveis per si ), não se tivesse devotado a erguer de raiz esse edifício notável que é o Sportinguismo.

Quando José de Alvalade afirmou que queria construir "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa" não deve ter faltado quem se risse, ridicularizando quem se propunha competir com os maiores da Europa, num País cuja tradição na educação física se poderia comparar aos piores do mundo. Não se conformando com o fado luso ou dando ouvidos aos sempiternos velhos do Restelo, José de Alvalade e seus pares puderam contar com gerações consecutivas de seguidores para materializar o seu sonho.

Hoje o futebol não nos dá as alegrias pretendidas, e vivemos hoje o 2º maior jejum da nossa história, e ambos vividos na minha geração. As modalidades são cada vez menos, a sua representatividade e conquistas também. Olhando para o caminho trilhado desde o já longínquo ano de 1906, é difícil não sentir que algo se perdeu, ou pelo menos a rota que seguimos não é a que foi delineada.

Podemos refugiarmo-nos no saudosismo, polindo os troféus que testemunham a nossa glória, desistindo de multiplicar o seu número. Podemos olhar desconfiados uns para os outros, desculpando-nos connosco e com os outros. Lutar entre nós, tornando a vida fácil dos nossos adversários.

Ou, inspirando-nos na lição de José Alvalade, José Maria Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Alfredo Augusto das Neves Holtreman, Fernando Soares Cardoso Barbosa, José Stromp, Henrique Almeida, Leite Júnior, João H. Scarlett, Francisco Quintela Mendonça e Alfredo Botelho, esforçarmo-nos pelo Sporting, dedicarmo-nos ao Sporting, devotarmo-nos ao Sporting. Foi assim que “Glória” se tornou um sinónimo de Sporting. Voltando a olhar para o longínquo ano de 1906, a tarefa deles era então bem mais difícil do que a nossa é hoje. Para cumprir o seu destino de grande entre os maiores o Sporting precisa apenas e só da vontade de todos os Sportinguistas. Hoje somos muitos mais que então e devemos esse esforço aos nossos antecessores, se quisermos estar à altura do seu legado.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A estrela de Vuck

O Sporting somou hoje a sua terceira vitória consecutiva perante um Estrela da Amadora recheado de leões no onze inicial, que apesar de todas as dificuldades que enfrenta na presente temporada soube ser uma equipa determinada, ambiciosa e sobretudo digna de si mesmo.

Na primeira parte o losango do Sporting sentiu bastantes contrariedades, fruto da táctica apresentada por Lázaro Oliveira que soube manietar os laterais leoninos e com isso retirar profundidade ao futebol do Sporting. Silvestre Varela, foi um autêntico quebra-cabeças para a nossa defesa, querendo mostrar aos seus antigos companheiros que também deveria ter tido pelo menos mais uma oportunidade antes de na época 2004/2005 ter sido emprestado ao Casa Pia e dai para cá nunca mais ter tido a possibilidade de mostrar o seu futebol em Alvalade. Assim, aos 5 minutos Anselmo inaugurou o marcador para os da casa, após remate forte de Varela que “ludibriou” completamente Anderson Polga ainda fora da área leonina.

Apesar da reacção ao golo do Estrela não se ter feito esperar, com Izmailov a marcar um belo golo a passe de João Moutinho, a primeira parte foi paupérrima, fruto de um futebol lento, num campo muito difícil, pelas suas dimensões e relvado pesado, onde o Sporting demorou a acertar com a táctica do Estrela, que, com os campeões Nelson e Vidigal em campo, acompanhados pelo jovem leão Celestino e pelo brilho do atacante Varela, foi uma equipa mais perigosa e determinada, tendo criado algumas situações perigosas na baliza de Rui Patrício.

Na segunda parte os nossos leões traziam a lição melhor estudada. Sem alterar o modelo de jogo e parecendo que o filme da primeira parte ia continuar, Liedson, marca um excelente golo de cabeça na sequência de um cruzamento de Rochemback. A partir daqui o Sporting soltou-se e começou a controlar completamente o jogo, praticando um futebol mais atractivo e com outra velocidade.

O momento do jogo, que deve ficar retido na memória de toda a família leonina, servindo de exemplo para o resto de uma época que todos desejamos mais tranquila do que até ao presente momento e potenciadora de um espírito de união capaz de nos catapultar para uma dinâmica de vitória, aconteceu quando Simon Vukcevic foi chamado a entrar no jogo. Estou certo que a família Sportinguista apreciou o gesto de Paulo Bento. É um sinal de união e de paz, para o interior do clube, mas sobretudo para o exterior. Foi visível e reconhecida a motivação, confiança e estimulo que o treinador soube dar ao seu atleta. Os verdadeiros homens não são aqueles que não erram, mas aqueles que reconhecem o seu erro.

Vuck soube agradecer à família leonina e a sua estrela brilhou, fazendo o terceiro golo para o Sporting.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fora de Jogo

Estádio Municipal de Leiria, 3.ª Eliminatória da Taça de Portugal, entre a União Desportiva de Leiria e o Sporting Clube de Portugal. Aos 23 minutos, com o resultado em branco, Polga remata forte à barra, na recarga, Hélder Postiga cabeceia para o fundo das redes adversárias, fazendo o 1.º golo do Sporting, mas Carlos Xistra, árbitro da Associação de Futebol de Castelo Branco decidiu anular o tento por pretenso fora de jogo do atacante leonino, que na verdade, não existiu.

Estádio dos Arcos em Vila do Conde, partida realizada entre o Rio Ave e o Sporting a contar para 7.ª Jornada da Liga Sagres. Por volta do minuto 63 da 2.ª parte, o Sporting ganhava por 1 – 0. Liedson aproveitando a defesa incompleta de Paiva após remate forte de Rochemback, cabeceia para a baliza, mas Jorge Sousa, árbitro da Associação de Futebol do Porto, anula o golo por alegado fora de jogo, que na verdade, não existiu.

Estádio José de Alvalade, 10.ª Jornada da Liga Sagres, o Sporting recebe o Vitoria de Guimarães. Decorriam apenas 2 minutos de jogo, quando Duarte Gomes não assinala grande penalidade de João Alves sobre Izmailov, na sequência de um pontapé de canto. O melhor estava no entanto para vir, quando aos 72 minutos, Helder Postiga, após grande jogada de Pereirinha pela direita, remata para defesa fraca de Nilson, que vai buscar a bola dentro da baliza, sacudindo-a para fora, tentando evitar aquilo que toda a gente viu, menos Duarte Gomes, árbitro da Associação de Futebol de Lisboa.

A única diferença entre esta partida e as outras duas é que desta vez o golo do Sporting não foi anulado por suposto fora de jogo, porque, não restam duvidas de que há muito tempo que o nosso Clube está fora de jogo. Poderia relatar outras situações já ocorridas noutros desafios da Taça de Portugal e da Liga Profissional de Futebol na presente temporada, mas bastam estes 3 exemplos concretos para concluir aquilo que há muito tempo está decretado. O Sporting Clube de Portugal está fora de jogo.

Não era minha intenção, ainda por cima na segunda vez que partilho convosco as minhas ideias sobre o nosso Sporting, abordar a questão da arbitragem, ou do sistema em que ela se insere. Mas torna-se inevitável, especialmente porque a repercussão daquilo que se vai passando está a ser amplamente danosa para o nosso clube.

Não gosto de enveredar pelo discurso de critica aos árbitros. Eles fazem o seu trabalho, que na verdade, não é nada fácil. Os árbitros são peças de um sistema há muito implantado no futebol português. É esse sistema que deve ser criticado, desmontado e anulado, pela ética no desporto, pela verdade desportiva, pelo desenvolvimento educacional e formativo de uma sociedade que se quer saudavelmente competitiva, especialmente no plano desportivo, com regras e valores, com igualdade de oportunidades para todos os intervenientes.

O Sporting, tal como todos os restantes clubes em Portugal, na Europa e no mundo, já foi beneficiado e prejudicado pelas arbitragens. É perfeitamente natural que assim aconteça. Existem erros que se despirmos o fulgor clubista acabamos por considera-los normais. Acontecem em todas as profissões, fazem parte das vicissitudes da própria actividade profissional, acontecerão sempre apesar da evolução do homem e da ciência. Porém, existem erros deliberados, provocados, intencionais, que derivam de um sistema há muito implantado e que apenas servem os interesses de uma determinada oligarquia dominante no plano desportivo nacional.

Esse sistema levou um pequeno abanão, mas não ruiu como deveria ter ruído. É um castelo muito bem construído, cuja ocupação vai alternando, mas que jamais poderá ser ocupado por quem esteja interessado em manter a ética no jogo. Assim, quem está fora de jogo, arrisca-se às consequências nefastas que isso origina, quer no plano desportivo quer no plano financeiro. Ao invés, os ocupantes do castelo vão enchendo os museus de títulos e os cofres de dinheiro, tornando-se consequentemente mais fortes. Tudo gravita à volta disto e foi assim que o sistema se construiu, principalmente desde que as provas europeias passaram a ser cruciais para a gestão financeira dos clubes da envergadura do Sporting e seus directos competidores no plano nacional. As 14 épocas em que o nosso clube se viu privado de aceder à prova milionária, essencial do ponto de vista financeiro para o sucesso desportivo, podem caracterizar-se como o auge desse sistema.

A memória desportiva foi assinaladamente enterrada num célebre jogo realizado no Estádio José de Alvalade entre o Sporting e a Académica de Coimbra. Simbolicamente tentamos dizer que estamos fartos, cansados, frustrados de ver o nosso clube enxovalhado, desonrado e consecutivamente prejudicado, precisamente por não nos revermos no sistema instalado, no qual não queremos participar, mesmo que sejamos convidados a entrar. O Sporting prosseguiu a sua cruzada. Denunciou, apontou, ameaçou, pressionou, tentou de tudo para que o palco principal do desporto nacional não tenha cascas de banana estrategicamente colocadas para que os actores escorreguem no meio da peça.

Hoje o nosso clube parece estar adormecido, quase resignado nessa cruzada. Os adeptos e sócios de uma maneira geral, também se sentem cansados de assistir às situações descritas na primeira parte desta crónica. Já não acreditam e estão desmotivados. Essa é porventura a principal razão e pelos vistos ainda não apontada, para as fracas assistências registadas esta época em Alvalade.

Como disse, os Sportinguistas, não deixaram de amar o seu clube, muito menos de o viver na plenitude. Mas estão cansados de semana após semana verem o resultado do jogo em que o seu clube participa adulterado. A apatia é tanta, que alguns de nós, já nem manifestam veementemente aquilo que se tornou normal em Alvalade. Talvez fosse isso que Paulo Bento quis dizer quando afirmou que precisamos de criar mau ambiente a quem consecutivamente erra em nosso prejuízo.

Mais preocupante é o facto de que neste momento, o único protagonista a contestar o evidente, seja Paulo Bento, na tentativa de proteger e preservar os seus jogadores. Que motivação poderá ter o plantel leonino quando entra em campo a pensar que o seu esforço, talento e golos marcados poderão ser anulados e não reconhecidos no final da partida?

O poder político, como de resto, a sociedade em geral, assiste impávida e serena a esta situação. Condena, lamenta, mas não actua verdadeiramente onde deve actuar. Tudo parece continuar na mesma e é neste estado de coisas, que domingo após domingo, os nossos filhos vão assistindo e verificando que afinal de contas, no desporto tudo vale para ganhar, porque o que interessa é isso mesmo, ganhar, mesmo que de forma desonesta.

O Sporting, deve continuar fora deste jogo, independentemente dos custos que isso continuará a originar para o clube e os Sportinguitas devem estar preparados para isso, porque para nós, nem tudo vale para ganhar. Mas não se deve nem pode demitir de liderar a cruzada para acabar com o mal endémico que prejudica gravemente o desenvolvimento harmonioso do desporto nacional, pela ética, honra e verdade desportiva, sob pena de todos deixarmos de acreditar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O prémio de Ronaldo, a Formação e o Sporting.

O prémio ganho por Ronaldo parece-me justo. Dos jogadores que o poderiam receber foi o madeirense aquele que maior destaque teve e, quanto a mim, maior consistência exibiu durante o ano que agora finda. O número de golos marcados em todas as competições é um facto digno de realce, num jogador que joga na sua posição.

Só por má-fé se podem retirar louros à formação do Sporting. É certo que o Ronaldo de hoje não é o que saiu de Alvalade e que a exposição que lhe permite o Manchester United e o campeonato inglês não se compara a que teria por cá. Por isso alcançar tal prémio seria praticamente impossível a Ronaldo caso permanecesse de Leão ao peito . Sendo o exposto verdade também me parece indiscutível que o Ronaldo pelo qual o Manchester se interessou estava bem longe, para melhor, de ser o miúdo franzino e irrequieto que havia saído da Madeira anos antes. No Sporting, e apenas num ano, Ronaldo duplicaria os seus índices físicos, como é relatado na prestigiosa menção que a Uefa recentemente fez à Formação do Sporting. Ronaldo é assim o 3º jogador português a ser galardoado com o prestigioso troféu e o 2º da Formação do Sporting! O facto fala por si e é por isso uma medalha de mérito e de competência para todos os que trabalham naquele departamento. Bom seria que o futebol sénior conseguisse proporcionar níveis de prestígio semelhantes ou aproximados.

Infelizmente as sucessivas grandes colheitas que se alcançam com dedicação e método poucas vezes revertem a favor do futebol profissional. À excepção de Figo, que ainda fez algumas - julgo que 5 - épocas consecutivas no plantel principal, os nossos melhores produtos são “degustados” por outros. Ultimamente, com estranha e vergonhosa frequência, pelos nossos rivais de sempre. Vender cedo e a preferência não exercer não tem dado saúde e não tem feito crescer, poderia ser o ditado a caracterizar as decisões infelizes que ultimamente foram tomadas. E dizer que o retorno dos jogadores seria caro não justifica tudo, porque caros são os Kokes, Gladstones, Buenos e quejandos.

Mas não é só na gestão dos "produtos prémium" que temos falhado. Outros há que veêm abruptamente interrompidos os bons níveis revelados nas camadas jovens aquando da chegada aos seniores, e acabamos por perdê-los e perderem-se. Nesse aspecto temos muito que aprender. O Porto, por exemplo, trata as suas jovens promessas de forma muito cuidada. Começa por ser mais paciente na gestão do tempo de ligação destes jogadores à casa-mãe. Fernando Couto, Bruno Alves e Ricardo Carvalho,voltaram definitivamente já com os 24 anos feitos e depois de rodarem em diversos clubes e campeonatos. Além disso preocupa-se em oferecer boas colocações aos seus jogadores. Os empréstimos são feitos de forma cuidadosa: os salários não são divididos com os clubes receptores em partes iguais. Quanto maior for o tempo de utilização menor é a percentagem a pagar pelo clube que recebe o jogador, em moldes que a titularidade do jogador assegura quase a gratuitidade da sua presença.

É preciso explicar mais? É preciso explicar porque os nossos jogadores, sendo pelo menos tão bons como os outros, têm, em igualdade de circunstâncias, mais dificuldades em conseguir mais tempo de jogo, e por conseguinte afirmar-se? Veja-se quanto tempo tinha Carriço o ano passado no Olhanense e os seus colegas orindos da Invicta. É que, feitas as contas, até a um passado recente, os dividendos revertidos para o clube eram bem superiores aos nossos. Mais uma vez a posição do futebol sénior nesta fotografia não é a mais confortável. A forma como é gerida a entrada dos nossos miúdos na idade adulta não me parece ser a melhor, e exemplos como os de Caiado, Paim e Zezinando, por exemplo, parecem multipilcar-se. Por isso exibir a bandeira da formação tem que, urgentemente, de corresponder a maiores proveitos. Sob pena de andarmos a arrotar o que os outros comem.

P.S.- Confesso que nunca me passou pela cabeça activar a funcionalidade "seguidores do blogue". Mas hoje, antes de postar, dou de caras com um mui ilustre seguidor e vai daí não hesitei. Não deixarei de agradecer aos que se quiserem juntar. Mas ter o Bulhão Pato ali à direita (mesmo que entretanto desista eu já fiz um print-screen para a posteridade...) é para um blogger caloiro como eu o mesmo que ter o Damas a assistir às minhas estiradas nas peladinhas lá na rua onde andava de calções. Vocês compreendem-me, não compreendem?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vitória tornada fácil

Um Vitória fácil
Confesso a minha apreensão para o jogo de ontem: vínhamos de um jogo traumatizante e tínhamos pela frente um adversário a precisar de fazer um bom jogo para afastar fantasmas. Às vezes aproveitam-se os jogos com os grandes para dar a volta por cima. Acabou por ser um Vitória fácil que nos ratificou uma vitória sem contestação. A abordagem ao jogo foi aquela que nós, os adeptos, gostamos e até temos o direito de exigir: tentar resolver o mais cedo possível, enquanto há força e discernimento e não deixar para depois o que se deve fazer de imediato. Tornar fácil para que não seja dificil ou impossível. Resultado: 2 golos nos 1ºs 20 minutos, qualquer um deles resultante de boas jogadas.

Ilusionismo
O momento alto do jogo estava reservado para a 2ª parte e contou com encenação a rigor. Com o jogo quase assegurado, o Sporting começou devagar, continuou devagarinho e, quando parecia que ia parar, acelerou de repente e Postiga faz o seu 2º da noite. Percebemos então que tudo era a encenação correcta para o momento da noite: num acto de prestidigitação de alto coturno, querendo, quiçá, rivalizar com outros momentos já vistos e revistos várias vezes em Alvalade, o árbitro assistente faz desaparecer um golo, não levantando a bandeira amarela. Os adeptos do Sporting de repente acordam (alguns literalmente, se o frio não os impediu de tirar um cochilo) e não devem ter dado o seu tempo por mal empregue: uma boa 1ª parte, uma vitória tranquila, e ilusionismo: que mais razões precisamos para ir a Alvalade?...

Vitória colectiva
Não me parece haver necessidade de grandes destaques individuais. Ontem o Sporting valeu pelo seu todo. Saliento no entanto o golo de Postiga, como que a dizer que finalmente alguém percebeu como deve solicitar o 23 e também Liedson. Por falar no Levezinho, é de mim ou ele joga menos com Postiga? Seria uma pena que assim fosse, pois têm tudo para fazer uma boa dupla. Questão de sotaque? Por falar em entendimento, alguém me explica porque joga Romagnoli? Alguém imagina o que faria Moutinho no seu lugar? Para finalizar, digo que gostei de Pereirinha mas, apesar de o melhor jogo que o vi fazer pelo Sporting ter sido naquela posição, aqueles pés têm futebol para muito mais que lateral-direito. Tendo em conta os resultados anteriores para o campeonato em casa e o jogo da passada quarta-feira, perdoa-se o menor fulgor da 2ª parte. Mas não deixa de ser preocupante a tendência que a equipa tem de se refugiar no controlo do jogo, como se a bola, o adversário e até os erros individuais fossem passíveis de ser controlados de forma absoluta.

Ensaio sobre a cegueira
A arbitragem esteve dentro do que lhe é exigido. Exigido não pelos adeptos do futebol mas por quem puxa os cordelinhos da arbitragem. Um penalty escamoteado logo aos 2 minutos, um golo que não foi, porque eles não estão lá para outra coisa, muito menos para enganar ninguém. A mim pelo menos não enganam. Muito menos esse artista português chamado José Lima. Ao lado dele Houdini seria apenas um aprendiz de feiticeiro.

sábado, 29 de novembro de 2008

Apresentação

As primeiras palavras são para o Leão de Alvalade pelo honroso convite que me fez para participar mais activamente neste espaço leonino, concedendo-me a oportunidade de partilhar convosco, a forma como vejo, sinto e vivo o nosso grande Sporting.

Quando visitei pela primeira vez este espaço não lhe pude ficar indiferente, nem encara-lo como mais um blogue onde se debate a vida do nosso clube. Para mim, enquanto sócio do Sporting no norte do país, este espaço assumiu uma elevada importância no mundo Sportinguista, porque contribui para uma salutar partilha de opiniões, estratégias, ideias e reflexões sobre o Sporting Clube de Portugal, a norte de Alvalade, onde existe uma incrível, dedicada e vibrante massa adepta do nosso clube.

Apesar de ser natural de Trás-os-Montes, vivo por razões profissionais na cidade do Porto. Aqui nem sempre é fácil ser-se Sportinguista. Mas respeitam-nos e de certa forma, têm por nós uma certa admiração. Aqui é-se leão por convicção, porque os valores do Sporting Clube de Portugal, são um lema de vida, uma forma de estar, sentir e agir, são, efectivamente uma crença.

Também vivi em Lisboa durante 7 anos. Precisamente nos últimos anos do antigo Estádio José de Alvalade e nos primeiros anos do novo palco de emoções. Por todo este percurso, conheço leões de todos os pontos do país, como devem calcular. Ainda na quarta-feira, quando me dirigia para Alvalade encontrei um leão de Benavente, que já não via há um bom par de anos. Esta visão transversal do Sporting permite-me dizer que somos efectivamente os adeptos mais dedicados e mais especiais.

Não há crises de militância. Os Sportinguistas não renegaram o clube, não deixaram de ser e sentir o seu clube. Mas é preciso encontrar as razões que levaram muitos Sportinguistas a interagir com o clube de uma forma mais distanciada ou menos presente. As Assembleias Gerais são menos participadas, os estádios não estão tão coloridos de verde e branco como antigamente acontecia. Não quer dizer que os adeptos não continuem a sentir o clube com a mesma paixão, mas é evidente que se distanciaram um pouco, talvez para se preservarem, porque a realidade do futebol português, a sua jurisdição e nomenclatura assenta em estruturas diferentes do modelo desportivo que defendemos, talvez porque entendam que os valores e princípios que regem o Sporting Clube de Portugal estão de certa forma um pouco desvirtuados do caminho que os seus fundadores preconizaram.

Nos meus tempos de infância, na velha escola primária situada mesmo no centro da vila onde nasci, jogaram-se os maiores derbys da história da paixão clubista entre Sportinguistas e adeptos do eterno rival. Lembro-me da facilidade que tínhamos em fazer as equipas com 11 rapazes para cada lado, ficando ainda alguns de fora que iam rodando, para que todos tivessem a oportunidade de participar no eterno derby. Vivíamos os tempos do mítico trio, Manuel Fernandes, Jordão e Oliveira, cuja última conquista nacional em 1982 marcou definitivamente a minha geração, precisamente por ser a última, aquela que nos fez resistir, aguentar, crescer com a alma cheia de orgulho, afirmando sempre o nosso Sportinguismo. Na minha terra há um Núcleo do Sporting com cerca de 500 associados, entre eles, muita juventude e adolescentes. Já viveu melhores dias, mas tem resistido e vai-se aguentando. A desertificação e as constantes políticas erradas para o interior do país acabam também por se repercutir na estabilidade e vida das instituições. Mas não há final da taça em que o núcleo não esteja presente. E não imaginam como é mítico fazer uma viagem de 500 km, rumo ao Jamor, por esse Portugal fora, convivendo saudavelmente com o mundo Sportinguista que nesse dia vai assinalando a sua passagem por todo o território nacional. Ai sim, percebe-se bem a mística e a paixão que este clube desperta nos seus adeptos.

A minha participação neste espaço tem como primordial objectivo, ajudar a contribuir para engrandecer ainda mais o nosso clube, através do debate, da reflexão e partilha de ideias, tornando viva a força leonina que se faz sentir a norte de Alvalade. O Sporting foi fundado, para ser um dos maiores clubes Europeus. Compete-nos no dia-a-dia continuar esse caminho, de construção, de renovação e afirmação dos ideais leoninos, afirmando os nossos valores e princípios.

Recentemente, numa entrevista concedida por Rodolfo Moura a um jornal, perguntaram-lhe qual era a marca do Sporting, ao que ele respondeu: “É um clube distinto, com uma forma de estar diferente. O que senti no Sporting é que o mais importante na vida não são os resultados, mas sim o desporto.” Perante esta resposta o jornalista questionou se isso não teria um preço nos resultados, tendo o preparador físico dito que sim, obviamente.

Nos sabemos que sim, que tem um preço nos resultados a todos os níveis. Resistimos durante 17 épocas, 14 das quais sem participar na milionária prova europeia. Mas continuamos ser o clube que somos, precisamente porque estamos dispostos a pagar esse preço e é isso que faz de nós um clube tão grande como os maiores da Europa.

Viva o Sporting.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Renovação

Não é fácil ser sportinguista, nos tempos que correm. A ideia de um clube grande, entre os grandes da Europa, apontada pelos nossos fundadores, aplicada à nossa realidade actual é o equivalente a olhar para um foguetão que lenta mas inexoravelmente se afasta do planeta mãe. Os áureos anos 40 no futebol estão a anos-luz. O domínio imperial das modalidades dos anos 70 e 80 parece ter ficado no lado escuro da lua, tal como as prestigiosas participações do atletismo e outras nas competições de nível mundial. Por fim o futebol, tão amado mas sempre ingrato, continua a ganhar pouco e a entusiasmar menos, com os resultados que se sabem no número de sportinguistas em Alvalade e pior quando o Sporting joga fora.

O advento da “era SAD” pretendia cuidar do corpo disfuncional (as finanças) de um clube ancião mas não envelhecido. Nesse percurso esqueceu-se da alma (os sportinguistas, adeptos e sócios) e o corpo não se percebe se melhorou ou piorou e o prognóstico mantém-se reservado. Para perceber isso será preciso recuperar das terapias erradas e das inúmeras anestesias que precederam as mais diversas intervenções pretensamente cirúrgicas.

Este não é, no entanto, ainda um post de desalento ou desânimo. O Sporting fez-se grande pela dedicação, perseverança e inconformismo de muitos. O Sporting fez-se grande porque é de Portugal e não de um bairro ou cidade apenas. É desse espírito que nos alimentamos e esse espírito que este blogue persegue. Aqui escreve-se por amor à camisola. “A Norte…” é-se leão por convicção. Porque não vivemos perto de casa. Porque para ir a casa é oneroso, demorado e contra-indicado a quem tem uma actividade profissional exigente (quem não tem hoje?) ou uma família para velar e amar. Não fomentamos porém regionalismos bacocos, que serviram de gazua para arrombar muitas fechaduras e permitiram a instalação da “Idade Média” no futebol português, com os senhores feudais e respectivos vassalos. Estando longe nunca estamos distantes.

O Sporting precisa de se refundar no espírito dos fundadores e abrir-se a todos os sportinguistas. Aos que são sócios e aos que ainda são só adeptos, num movimento abrangente. Porque há leões em todo o lado. Aqui, a partir de hoje, temos um Leão do Nordeste. Não, não recrutamos no Ceará, Baía ou Maranhão. Fomos a Trás-os-Montes, onde ainda hoje existe uma vasta comunidade de Sportinguistas. Não é por acaso que existe o ditado “para lá do Marão mandam os que lá estão”. Tal como os sportinguistas em particular, os transmontanos nunca viram nada oferecido de mão beijada, antes conquistam a pulso tudo o que têm. É dessa consciência que precisamos também no nosso clube e tenho a certeza que será isso que o Leão do Nordeste aqui nos deixará vincado. Bons posts. Sê bem-vindo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

É obrigatório lutar pela vitória. Hoje como sempre.

Eu sou daquela espécie de sportinguistas que acredita que é sempre possível ganhar. Sou daqueles que sonha, muitas vezes acordado, algumas a dormir, com jogos épicos de superação e crença, de comunhão entre a equipa e os adeptos, contra adversários poderosos e históricos como é hoje o caso de Barcelona. Hoje não estarei em Alvalade, apesar de o núcleo aqui da zona ter organizado a excursão, pela 1ª vez nesta edição da Champions. Também não verei mais do que o resumo alargado da RTP1. Mas, naquela sala iluminada pela a luz de um projector, serão várias as vezes em que me ausentarei para Alvalade por breves ou demorados segundos. Acredito que podemos vencer. Desde que os jogadores decidam correr atrás e ao lado dos barcelonitas e não à frente deles…

domingo, 23 de novembro de 2008

Almirantes e grumetes

É possível ganhar uma batalha à Naval mesmo quando 2 dos porta-aviões da frota verde e branca se põem a jeito dos mísseis que saem dos apitos. Esta é a ilação mais importante a retirar do jogo de ontem. Mas esta só serve para frotas inimigas como a da equipa figueirense, que se dá melhor no papel de corsário, pilhando e fugindo, do tendo que invadir e conquistar. Digo isto para que sirva de aviso a Caneira e Derlei. Ontem portaram-se mais uma vez pior que os meninos da Escola Naval de Alcochete. Do árbitro a dúvida que me fica é se usaria o mesmo critério apertado caso os equipamentos fossem outros.

Foram precisamente os grumetes de Alcochete que tiveram que remar e retirar a balde a água que entrava a rodos nos rombos deixados pelos almirantes. O habitual na Marinha. E um hábito que parece querer instalar-se na frota verde e branca. É hoje realçado por muitos o facto de o Sporting ter terminado o jogo com uma maioria de jogadores oriundos da cantera, como se isso correspondesse a uma estratégia e não a factores casuísticos como o elevado número de lesionados e das expulsões aludidas.

Desmistifiquemos: apenas Moutinho e Veloso são apostas seguras. Patricio foi obrigado a crescer à pressa, nas circunstâncias sabidas,lançado numa fogueira onde se queima e nos chamusca de vez em quando. Ontem dividiu com Liedson as culpas da vitória. Carriço está muito bem, confirmando que o muito que dele se espera é mais do que justificado. Mas só lá está porque Tonel está de baixa. Adrien jogou ontem os primeiros minutos no campeonato e deixou evidente que precisa de confiança, coisa que não conseguirá sendo lançado apenas uns minutos e em fogueiras como a de ontem. Pereirinha está longe do miúdo franzino e tímido que apanhou o metro nos Olivais e chegou ao Campo Grande em Janeiro de 2007. Mas também só aparece quando parece não haver mais ninguém e assim, tal como a Adrien, será injusto pedir mais do que têm dado.

Seria injusto não destacar a forma como a equipa de uniu e não se afundou perante o infortúnio (a lesão de Abel) e o disparate (Derlei e Caneira). Assim como seria injusto não destacar entre todos a acção de Liedson, que, com 2 e por vezes 3 guardas a ocuparem-se dele em exclusivo, atenuou a inferioridade numérica em que havíamos caído. Um almirante dos pés à cabeça. Não fora ele e Patricio mais o colectivo na hora de entrincheirar, e estaria a escrever-vos uma história trágico-maritima.

Do resto um jogo pobre. Mais um em que poderia ter cabeceado de tédio no sofá não fora o tal critério apertado de um e falta dele de outros (2). Mais um jogo em que fico satisfeito por ter ganho e apreensivo com o que esperar do resto da época.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Intercalar para quê?

Quando sabemos que 1 jogador como Adrien ainda não tem qualquer minuto jogado na Liga Sagres, vendo que os outros 3 (!!!) guarda-redes mais Ronny e Tiuí se encontram nas mesmas condições, espantados com os 50 minutos de Vukcevic e somada a escassa utilização de Pereirinha, pergunto-me para que se inscreveu o Sporting na Liga Intercalar. Para rodar os juniores? Será legitimo esperar ou até exigir que estes jogadores, sem qualquer ritmo competitivo, respondam de forma competente a qualquer momento em que sejam chamados?

Eu julgava que a inscrição na Intercalar visava justamente dotar os jogadores menos utilizados de ritmo competitivo, para testar modelos colectivos ou experimentações individuais. Pelo que tem sucedido, estava enganado. Confesso que não me passou pela cabeça exigir vitórias nesta competição, mas via nela a utilidade acima aludida. O que vem sucedendo é uma apresentação de equipas mistas de juniores, uma outra vez de juvenis e seniores e até de jogadores não inscritos, com o Sporting a alcançar apenas hoje a primeira vitória. Assim visto, para que serve a Intercalar? Pensando melhor, quem dita a politica desportiva no Sporting?

domingo, 16 de novembro de 2008

Jogo da Glória: 3 casas atrás.

Lembro-me dos meus tempos de meninice das noites de verão no Alto-Minho, em que a canícula contra-indicava o contacto com os mais finos lençóis de cama, tornando-se assim uma aliada da pequenada na hora de recolher. Era o tempo em que as estações do ano eram facilmente identificadas, e ainda longe dos solitários jogos electrónicos, das infinitas emissões televisivas, da Internet, dos blogues. Um dos passatempos mais populares era o jogo da glória, jogado num tabuleiro, pinos de cores diferentes a representar cada jogador, ditando os dados o número de casas a avançar. O objectivo final era atingir a casa da glória. No percurso para lá chegar uma das casas mais temidas era a que nos fazia recuar a um determinado ponto do tabuleiro.

No seu caminho para a Glória neste campeonato o Sporting ontem tropeçou pela 2ª vez na casa que o faz andar 3 pontos para trás. A diferença entre o jogo da minha meninice e o jogo que o Sporting fez ontem é que no 1º contava exclusivamente a sorte ditada pelos dados. Ao contrário, nos jogos que o Sporting faz para ser campeão, conta mais a forma regular com que se exerce a competência colectiva e individual, a qualidade do jogo e a atitude com que se abordam os jogos. O factor sorte também conta, como em qualquer jogo. Ontem, em Alvalade, vimos uma equipa displicente porque jogou dando ares que “aquilo” mais tarde ou mais cedo se resolveria. Vimos uma equipa incompetente na hora de sentenciar a partida nos falhanços de Romagnoli, Postiga e até Carriço. E uma equipa sem sorte pela forma como, em 10 minutos, perdeu 2 jogadores por lesão.

E que fez o Leixões? Aguentou-se enquanto pode, sem se desagregar. Marcou um golo, oferecido a meias pela inépcia de Izmailov e Patricio, e voltou a saber sofrer mesmo que o Sporting não tenha sido um oponente particularmente sádico. José Mota pode ser considerado um verdadeiro destruidor de losangos!

Nas notas individuais tenho que falar 1º em Paulo Bento. Não tem a desculpa de ser um treinador estagiário ou inexperiente. Nas últimas décadas não há nenhum treinador que tenha tanta experiência de Sporting como ele e o período de estágio há muito terminou. Estranha-se por isso que ainda não tenha apostado numa alternativa ao seu mui estimado losango, porque aquela dos 3 centrais não pode ser considerada como tal. Estranha-se também que se despachem os extremos e se desaproveitem os que saem de Alcochete sem uma única oportunidade e, depois, na hora do aperto, se ponham jogadores como Djaló a fazer essa função. Por outro lado o guarda-redes: quanto mais nos vai custar a falta que faz um elemento com categoria e experiência naquele lugar? Quantos pontos ganham os bons guarda-redes numa equipa campeã? E que dizer de Romagnoli? Hoje por hoje deve ser um dos jogadores mais caros de sempre do clube se tivermos em conta o tempo em campo e a sua utilidade para a equipa.

A realidade é que, desde ontem, deixamos de depender de nós para sermos campeões, se os nossos vizinhos hoje ganharem. E se ainda dependêssemos de nós, desta equipa e treinador, como poderíamos nós confiar perante estes desempenhos?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mais uma medalha para Paulo Bento

A queixa da APAF promete apresentar na Liga contra Paulo Bento bem poderá ser considerada como uma medalha de mérito desportivo para a sua curta carreira.

Estamos a falar de uma organização de classe que durante décadas esteve calada perante a indigência moral de muitos dos seus associados, que optou pelo silêncio perante pressões, coacções e tentativas bem sucedidas ou não de corrupção. Que conviveu estreita e alegremente com os autores e mentores do regabofe contando com a aquiescência ou omissão dos órgãos federativose da Liga, da justiça comum e até da tutela governamental. Por isso qualquer queixa com origem numa organização com esta bandeira é como uma condecoração para o visado.

Nós, os sportinguistas do Norte sabemos bem do que fala Paulo Bento. A arbitragem mete nojo há muito tempo, mesmo que nos tenhamos habituados ao seu mau cheiro.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Da epifania ao hara-kiri

A sorte também protege os mais fracos
Devem estar satisfeitos os apologistas do futebol feio e desarticulado: ontem a eliminatória sorriu à pior equipa em campo e que em determinados momentos – toda a 1ª parte e em quase todos os momentos do jogo – esteve quase sempre dominada e controlada. Nem sequer se pode dizer que o FCP foi uma equipa calculista ou que tenha revelado qualquer audácia que merecesse a sorte que teve. Os azuis e brancos nunca quiseram evitar o prolongamento ou os penaltys, preferindo a lotaria à competência.

Da epifania ao hara-kiri
A melhor exibição da época revelou que esta equipa pode jogar muito melhor do que o vinha fazendo, embora o resultado final abra a porta aos cínicos que acham que uma equipa tem de abdicar do bom futebol para ganhar mais vezes. Ironicamente o único golo marcado resultou de uma oferta do adversário e não de uma das muitas boas jogadas que por inúmeras vezes o encostaram às cordas. Usando a sua qualidade de anfitriã simpática a equipa não quis ficar atrás e devolveu a oferta de forma quase ridícula. Como é possível marcar um canto atrasando uma bola para o meio-campo e da perda de bola sofrer um golo? Foi o espetar da lâmina que havia de ser enterrada até ao punho com a incompetência na hora de marcar os penaltys. Sim, porque não é azar perder praticamente todos os jogos que requerem este tipo de desempates: assim de cor vejo todas as últimas vezes que fomos eliminados na Taça (2 pelo FCP, 1 pelo SLB) e a final da Taça da Liga. Talvez não por acaso os falhanços foram dos jogadores que estiveram ligados ao pior do Sporting: Abel esteve desastrado em todo o jogo, sendo sempre pelo seu lado que o perigo surgiu. Rochemback atingiu o nível da anedota no lance do golo e marcou o penalty como marca os livres: fecha os olhos e remata.

A diferença esteve na experiência
Na hora dos penaltys faltou a Patricio o que sobrou a Helton: a experiência. Pelo menos 3 penaltys do FCP foram tão mal apontados que só entraram porque em todos eles Patricio se precipitou quando bastaria ter ficado no lugar. A mesma precipitação que o levou a empurrar Hulk num lance absurdo que ditaria a expulsão de Caneira. Pese a dificuldade para um guarda-redes neste tipo de lances, é estranho que vendo a bola entrar pelo centro da baliza mais que uma vez não tenha optado por esperar uma vez que fosse. São pormenores que, tendo em conta as circunstâncias, não deslustra a evolução deste miúdo num contexto muito adverso.

Paixão por arbitrar mal
A arbitragem de Paixão não me surpreendeu: esteve ao seu nível habitual. A expulsão de Caneira roçou o ridículo, mas aí o mal deve ser dividido pelo árbitro-auxiliar, que indicou ao árbitro um cartão injustificado, e pelo próprio Caneira, que já sabe o que a casa gasta: já foi assim que havia sido expulso na última meia-final com o FCP, no Dragão. Somos o único dos 3 grandes a quem os árbitros-auxiliares gostam de brindar com a sua incompetência. Por isso, de acordo com Paulo Bento.

sábado, 8 de novembro de 2008

Não é só Taça...


Encerramento da Cimeira Luso-Ucraniana
Poderia ser amanhã a final da recente cimeira luso-ucraniana, que juntou em jogos da Champions League as 2 melhores equipas dos últimos anos de cada país. Os caprichos de 2 sorteios diferentes decidiram juntar as 2 equipas, como que se de uma final se tratasse, após as recentes vitórias nos seus confrontos europeus.

Prova de aferição
Os jogos entre grandes têm uma tendência histórica de ganharem uma vida própria, indiferente aos momentos e tendências de qualquer das equipas em confronto. Mas o jogo de amanhã servirá pelo menos para 2 coisas: esclarecer se a recente vitória de Jesualdo em Alvalade, para o campeonato, encerrou ou não a sua propensão para perder com Paulo Bento e que repercussões tiveram as importantes vitórias europeias na confiança das equipas.

A importância das vitórias
Vencedor das úlltimas edições da competição em disputa, este Leão das Taças tem um estatuto a defender. Amanhã é por isso um dia de ganhar. Não só para assegurar a sua continuidade na prova, mas porque a equipa que o conseguir empurrará o adversário para o purgatório da dúvida sobre si própria, que ambas as equipas querem deixar após o jogo europeu. E poderá deixar lesões no ânimo que indiciava a retoma de ambos. Por isso é tão importante ganhar aos rivais: o bem que nos faz ao ego é-lhes inversamente proporcional e pode deixar marcas que nos ajudarão no campeonato. Por isso amanhã não é só Taça. E para um "Leão a Norte" as vitórias sobre o FCP têm um sabor especial e duradouro, prolongando-se pela semana fora.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Saber ler e escrever ainda melhor!

A história far-se-ia sempre. Ao alcançar a vitória que proporciona um momento inédito na história do clube, a equipa inaugurou um capítulo diferente. Um capítulo onde escolheu a função que nele quis desempenhar, sem ficar à espera dos papeis sobrantes ou das vagas de ocasião. Ontem a equipa soube ler e perceber a importância do momento e escreveu-o de forma ainda mais eficaz.

Independentemente do ranking circunstancial que as equipas possam ocupar, era para mim incontestável que os meios humanos à disposição de Lucescu tornariam os jogos com o campeão ucraniano uma tarefa árdua e difícil para o Sporting. Quantos dos jogadores do Shaktar não seriam titulares indiscutíveis no Sporting? As 2 vitórias alcançadas nos 2 jogos são por isso um feito assinalável e cujo mérito deve ser atribuído por inteiro antes de mais a Paulo Bento. A forma coerente com os seus princípios de jogo com que tem orientado a equipa começa a dar os seus frutos, um bocado contra a corrente generalizada de opinião e deste escriba em particular. Pelo que vi e li ainda não há a magia das exibições mas há um novo patamar alcançado, de onde se pode ver um clube com mais exposição internacional até Fevereiro. E, por inerência, com quase meio orçamento anual para a equipa de futebol já garantido. E como tenho dito, se a equipa e Paulo Bento podem ser criticados quando não jogam bem nem ganham, seria quase esquizofrénico zurzir-lhes por ganharem e seguirem em frente. Nem que o façam à pazada…

Obviamente que os jogadores não podem ser esquecidos. São sempre os protagonistas e desta vez o papel principal foi o da equipa. Parece que ontem todos devem ter sentido que o pontapé certeiro de Derlei foi de todos um pouco.

De fora do mérito não pode ficar a Administração da S.A.D., a escora de Paulo Bento em todos os momentos. Mesmo assim não isenta de críticas pela forma como tem gerido a comunicação interna e a intervenção mediática. Com todos os seus defeitos e virtudes, Paulo Bento e Filipe Soares Franco têm sido os únicos a aparecer em todos os momentos. Justiça seja feita a Ribeiro Telles e Barbosa que, quando ganham – sim, porque a vitória também é deles – não se põem em bico de pés. Ontem “ninguém os viu”. Mas, em termos mediáticos, para o interior e exterior, Bento e Franco não devem os únicos pontos de apoio de uma trave difícil de carregar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Encontro com a história

Sem prenda
Quis o acaso que se juntasse ao dia do meu aniversário o dia em que o Sporting pode alcançar pela 1ª vez na sua história os oitavos de final da Champions League. A prenda que eu acho que bem merecia era ter a possibilidade de estar presente no apoio ao meu clube neste momento decisivo da sua vida e que pode ser um passo importante na afirmação do seu prestígio a nível internacional. Infelizmente o fascínio e o gozo de uma noite em Alvalade ficará reduzido aos resumos que possam ser visionados a partir das 10.30 p.m., hora a partir da qual ficarei livre de compromissos.

Dar para receber
Para mim, adepto de coração, e que não tenho que gerir a tesouraria, o prestigio e afirmação internacional do meu clube, é muito mais importante que o dinheiro que possa resultar de uma possível qualificação. Se quiserem oferecer-nos essa prenda, a nós adeptos, que mais dia menos dia celebramos a existência, não faltarão os momentos para retribuirmos com gratidão.

Atencipar-se aos deuses
Não deixar a decisão da qualificação para as calendas ou para a sempre imprevisível boa-disposição dos deuses é aquilo que se pede hoje à equipa. O cenário de hoje é o mesmo que em ocasiões anteriores, igualmente decisivas, nos ditou um encontro com a materialização dos nossos piores pesadelos. É também por isso importante que, com uma vitória, se esconjure o fatalismo que muitas vezes nos parece perseguir nos momentos decisivos.

Categoria
A classe e o carácter são qualidades imprescindíveis a quem quer vencer mais e mais vezes e, por norma, o melhor antídoto para a malapata. Porque se não há vencedores sem sorte, perder sistematicamente nos momentos decisivos não pode ser imputado apenas ao azar. Hoje far-se-á história. Que a equipa decida escrever por si a forma como quer ser lembrada. Ou outros o farão em seu lugar.

Mais vale tarde...
Finalmente parece ter chegado o bom-senso na politica de preços para os sócios. Cabe-nos agora corresponder ao desafio.

domingo, 2 de novembro de 2008

Missão cumprida


Destaque
Do jogo de ontem parece-me merecer nota de destaque o bom trabalho colectivo. O trabalho que foi feito na preparação deste jogo desde o gabinete técnico até ao relvado. Vi os jogos anteriores (via tv) do Rio Ave contra os nossos rivais e temia que a nossa equipa não se desse bem com os ares de Vila do Conde, tal como havia acontecido em Paços de Ferreira e por razões idênticas: a extrema combatividade da equipa, um meio-campo superpovoado, para contrapor à menor capacidade colectiva face aos adversários mais cotados.

Os alicerces sólidos da vitoria
Paulo Bento delineou bem a estratégia, anulando completamente o adversário. A equipa percebeu as indicações e executou-as com precisão, mas com excessiva lentidão. Tendo dominado o adversário, faltou-lhe uma execução mais rápida e maior exploração das alas para materializar em golos esse domínio. Esse é talvez o maior problema desta equipa e do seu futebol: exerce um domínio por vezes demasiado platónico, esquecendo-se que mesmo dominando não se consegue controlar a sorte e o azar inerentes ao jogo, ficando à mercê desse factor aleatório.

Sem aproveitar não há ganho
Uma nota de realce também para a execução dos pontapés de canto, que foram muitos ontem. Além da excessiva passividade com Rochemback se arrasta para a sua marcação, estes são normalmente mal executados e de forma inofensiva. Uma arma como esta não pode ser assim desperdiçada. Mesmo a ausência de Tonel não pode explicar tudo. O Rio Ave ontem percebendo que daí não vinha perigo fartou-se de enviar bolas pelo fundo sem cerimónias.

Os mais e os menos
Tendo sido uma vitória colectiva é de realçar a exibição segura e personalizada de Patrício, a quem se deve a manutenção da vitória, com uma estirada magnifica respondendo ao livre que havia ditado a expulsão de Derlei. O Ninja teve uma sombra do que foi e ainda por cima reincidiu numa atitude digna de um “rookie”. Não via que vantagem teria a sua inclusão no lugar de Postiga e vi confirmadas as minhas razões. Liedson é um caso à parte neste plantel em categoria e atitude. Várias foram as vezes que o vi protestar com os colegas por demorarem a executar os lances ou recolher as bolas.A entrada de Veloso e a saída de Romagnoli pecou por não ter sido logo no início do jogo. O argentino arrasta-se em campo e de jogo para jogo.

Estes devem ter jogado na dupla 1X...
A arbitragem foi vergonhosa e piorou na 2ª parte, sintomaticamente depois de terminarmos o 1º período a ganhar. O péssimo trabalho dos assistentes (se pudessem ter anulado o nosso golo tê-lo-iam feito), foi sempre sancionado por Jorge Sousa. O assistente colado ao banco deve ser guarda de passagem de nível de profissão: levantava a bandeira sempre que passava o ataque do Sporting. Ou então respondia às ordens do treinador do Rio Ave, sempre encostado a ele. Se considerarmos certa a expulsão de Derlei por pontapear a bola, na jogada a seguir o defesa-direito do Rio Ave fez igual e nada lhe aconteceu.

Adeus triste e frio
Em post a colocar amanhã darei conta de incidências que escaparam à transmissão televisiva. Mas deixo aqui já o meu protesto pela forma como a equipa saiu do relvado, com metade a ignorar os adeptos presentes, que nunca se calaram. Moutinho, o capitão, esteve presente num adeus distante e pouco consentâneo com o agradecimento que os sportinguistas mereciam. No entanto, dada a dispersão dos jogadores, quando Moutinho se virou já muitos se tinham ido. Se alguém deveria ter promovido esse contacto deveria ter sido Pedro Barbosa, que não está lá só para estar calado quando deve falar ou para levar os jogadores à linha para as substituições.

Missão cumprida em Vila do Conde, onde os adversários deixaram 2 pontos.

sábado, 1 de novembro de 2008

Viagem aos Arcos: redenção ou calvário?

Não é a altura de falar em pormenor da conferência de imprensa de ontem não posso deixar de referir o seguinte:

1) É urgente proteger Paulo Bento. Em primeiro lugar dele mesmo. O ridículo mata. E quando não o faz fere. Foi o que aconteceu ontem na conferência de imprensa. Saiu ferida a imagem de Paulo Bento e com ela a do clube.

2) Talvez fosse bom falar um pouco mais de futebol, de tácticas e da prestação de jogadores. Corremos o risco de ver as conferências de imprensa do nosso treinador principal confundidas com as do Ricardo Costa, da C.D. da Liga, tantos são os casos disciplinares. Ou ser levados a pensar que estas conversas são tidas com o propósito de afastar as perguntas que deveriam ser feitas como por exemplo: porque joga tão pouco e é tão perra a equipa? Ou porque em vez de evoluir em segurança e qualidade de jogo a equipa parece regredir. Ou se sente segurança para afirmar que, com este jogo, é possível ser campeão.

3) Porque fala tanto daquilo que não existe? Se o ambiente no balneário é bom, os jogadores são cumpridores e empenhados então porque se fala tanto no oposto? E porque tem de ser o treinador o intérprete de Moutinho, que até é português?

4) Paulo Bento pode sempre escolher. Se escolher perder e não mudar alguém o fará por ele.

Terei que voltar aqui um destes dias. Mas é evidente que, com a pressão a subir por via dos resultados – lembro que para o campeonato vimos de D-D-E, com 4 golos sofridos e apenas 1 marcado – e com o elevar do tom da contestação pelo decepcionante estado de coisas, é necessário que o treinador se concentre na sua principal tarefa que é por a equipa a jogar a um nível que seja mais fácil ganhar ou então a ganhar simplesmente.

Daqui a umas horas lá estarei no estádio dos Arcos. Provavelmente um dos mais desconfortáveis da I Liga, especialmente quando chove ou apenas venta. O jogo vem na melhor altura, se a equipa decidir rectificar a impressão que não é capaz de contrariar adversários menos dotados mas aguerridos. É que são muitas as semelhanças entre os jogos de Paços e de Vila do Conde. Já saímos de ambos os sítios com copiosas derrotas de 4-0. E virá na pior altura se a equipa persistir em contemplar o adversário.

Se se confirmarem as noticias, Hélder Postiga ficará no banco. Acho mal a intermitência na aposta, mas é evidente que Liedson gosta mais de Derlei a seu lado. Se tal acontecer, Postiga que explique aos jogadores como joga a equipa da sua terra: à imagem da maioria dos associados, homens que se não temem o mar, não temem jogar contra quem seja.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Estabilidade ou liderança?

Durante muito tempo defendi que o silêncio do director desportivo era excessivo, deixando adensar os psicodramas diariamente expostos na imprensa. Ontem ficou evidente que Barbosa geriu mal o seu tempo e, quando finalmente veio a terreiro, já nada do que disse realmente interessava. O barulho à volta da equipa é demasiado grande e as palavras de Barbosa diluíram-se no ruído.

É cada vez mais difícil interpretar os sinais que se recebem do interior do Dep. de futebol do Sporting. Onde uns vêm a mão de ferro de Paulo Bento outros entendem que finalmente existe alguém com coragem de confrontar os jogadores com tiques de primadonnas. Eu duvido que essa seja uma guerra que mereça ser disputada e que até possa ser vencida. Tradicionalmente o jogador quer jogar sempre e acha-se mais merecedor da titularidade do que os seus pares. E onde se sente mais à-vontade é no seu ambiente natural, entre o relvado e o balneário e não em reuniões de gabinetes ou à frente de microfones. Se dúvidas houvesse basta ver a reincidente falta de senso ou até de inteligência de Moutinho. Depois de ter dito que queria sair veio agora dizer que não sabe se entraria ou não no SLB. Por muito que Barbosa se esforce em decretar o arquivamento, este assunto não é nem pode ser esquecido com facilidade pelos sportinguistas. Coincidentemente ou não, desde que Moutinho preferiu falar para os microfones parece ter perdido o jeito de falar com os pés.

Se Barbosa não percebe porque se ganha e as assistências descem talvez seja melhor interrogar-se se, para lá da qualidade do jogo e dos troféus conquistados, a acção e discurso do treinador e dos dirigentes e a postura da equipa correspondem ao que os adeptos deles esperam.

Por muito que se queira bater nos jornalistas que publicam inverdades não foram eles que transformaram a ausência de Vukcevic de opção técnica em falta de aplicação nos treinos, metendo pelo meio um desmentido público de Miguel Ribeiro Telles. Por isso se Veloso e Djaló tiverem sido afastados por razões disciplinares ninguém poderá estranhar. Por muito que custe, são as intervenções fora de tempo ou a falta delas que põe tinta nas parangonas dos jornais. Se isto é estabilidade eu digo que o que nós precisamos acima de tudo é de liderança! Liderança na SAD, no balneário e em campo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Crise? Qual crise?

Contas de cabeça

Fazendo uma comparação com os jogos realizados até ao momento com os mesmos adversários o ano passado chega-se à conclusão que ganhámos 3 pontos em relação ao Braga do ano passado, mantivemos o mesmo número de pontos obtidos com o Belenenses (3) e perdemos com o SLB (1), com o FCP (3) e com o Paços de Ferreira (2). Fica de fora a apreciação ao trofense por este se ter estreado esta época. Se juntarmos a esta derrapagem o facto de em 18 pontos possíveis conquistamos apenas 10, ficamos com uns sofríveis 55, 55 % de pontos conquistados. Mantendo a actual média chegaremos ao final do campeonato com aproximadamente 50 pontos. Na classificação do ano passado, após uma época sofrível, fizemos 55 pontos. Com os dito 50 ficaríamos não em 2º mas em 4º. É preciso dizer mais? Para o nosso treinador os jogos nunca são decisivos mas que faltam no farão no futuro os 8 pontos ora desperdiçados? Fossem as exibições mais prometedoras e estes números não seriam preocupantes. Assim, o que vemos é a possibilidade de entre o S. Martinho e o Natal já só estarmos a pensar em taças, correndo bem.

De desperdicio em desperdicio

Desperdiçámos já a vantagem que nos atribuíam por sermos o plantel que privilegiou a estabilidade. Mas esta só nos trouxe até agora a continuação da mediocridade que reinou o ano passado. Somamos a isso os casos e as tricas de balneário. O que prova talvez que estejamos a precisar mais de uma rotura do que desta estabilidade pantanosa. A rotura não tem que ser feita com a exclusão de ninguém, pelo menos numa 1º fase. Mas tem que se fazer um corte abrupto nas posturas táctica, anímica e até individual que, comprovadamente, não nos levam a lado nenhum.

De equívoco e equívoco

Como li algures na blogosfera, uma equipa que se dá ao luxo de jogar mal para os seus adeptos tem a obrigação de ganhar. Senão que sentido faz? Por isso pouco ou nada bati na paupérrima exibição de Donetsk. Mas em Paços de Ferreira jogamos contra a pior defesa do campeonato e deixámo-la inviolada. A 1ª vez esta época. Cometemos o equívoco de tentar jogar directo, obrigando os nossos avançados de média estatura a dar as costas a defesas possantes, anulando assim a vantagem que nos distinguia favoravelmente. O Paços passou a maior parte da sua vida a jogar assim pelos pelados deste País. Está-lhe no sangue.

Uma questão de estofo

Foi pena que não aproveitassem a viagem à capital do móvel para mandar estofar os bancos do autocarro. É que a actual estofagem não é digna de nela se assentarem campeões. Ou então a equipa tem os estofos que merece. Equipa que se diz candidata ao título não desperdiça as poucas oportunidades que surgem para igualar ou ultrapassar os adversários.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

NO ENTANTO ELA MOVE-SE...

Vivemos num período singular da nossa história: desde a década de 70 do século transacto que o clube não ganhava com tanta frequência como tem sucedido na presente década e, apesar disso, os sportinguistas não andam felizes.

São mais que muitas as razões que podem ser apontadas para tamanha insatisfação, que alguns até apelidam de ingratidão para com a actual Administração da S. A. D. bem como para com Paulo Bento. Da minha parte fica o devido respeito por quem se dedica ao clube e ao trabalho, como por exemplo Paulo Bento e os jogadores que fizeram com que o clube alcançasse a sua 5ª vitória fora na Liga dos Campeões. Leram bem: 5ª vitória fora.

A admiração, essa, é que tarda em chegar. Essa consegue-se com outros níveis exibicionais. Os actuais, além de não encantarem, deixam-nos de respiração suspensa, sempre à espera do pior, que podia ter acontecido na Ucrânia, tal com aconteceu recentemente com os nossos adversários directos na Liga Sagres. Liedson é o único capaz da sublimação, que o retira da vulgaridade reinante.

É isso que nos traz o descontentamento: estamos mais perto da mediocridade do que da excelência. Não somos tão bons como julgávamos poder ser, entrados que estamos na 3ª época com o mesmo treinador e depois dos “tais” investimentos cirúrgicos, que, vistos hoje, mais parecem transplantes rejeitados. Rochemback veio para ser trinco? Veloso foi em Donetsk a 4ª solução para a esquerda defensiva, Abel não melhora, as 3 jogadas por jogo de Romagnoli são insuficentes, Moutinho faz 3 posições num jogo quando deveria fazer 3 jogos na mesma posição, pelo menos.

No entanto a equipa ganhou e ficou a uma vitória em casa com o Shaktar para conseguir os pontos e os contos que tanto necessita e que darão um apuramento inédito. “No entanto ela move-se”. E quando se constata isso é cedo para acender a fogueira. Por que de facto ela move-se, mesmo que desajeitada e sem graça. Esta equipa dá-nos de comer mas não nos mata a fome.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

FALTA POUCO PARA SABER

Por ironia do destino quis a sorte que os 2 melhores clubes dos últimos 3 anos em Portugal medissem forças com as 2 equipas mais representativas da Ucrânia. O 1º dos 4 embates foi ontem, com o resultado que se conhece. Sendo a Ucrânia um dos nossos adversários directos na disputa dos melhores lugares do Ranking da Uefa, os efeitos dos resultados alcançados nestes 4 jogos estender-se-ão muito para lá da possibilidade de termos ou não clubes portugueses na fase seguinte da presente edição da Champions League.

Hoje em Donetsk o Sporting decidirá uma percentagem muito grande do seu destino nesta edição Champions League. Quando se analisa o adversário de logo, percebe-se que só com um infundado optimismo ou até uma irresponsável superficialidade na análise se poderá afirmar que os 2 jogos com os ucranianos são para ganhar de caras. Quem o faz não viu o jogo com os catalães. Pois, e nós não temos nenhum Messi.

Objectivamente se constata que em Donetsk há muito dinheiro para gastar. Por isso o seu técnico é reputado e com curriculum consagrado por conquistas de campeonatos nacionais – é tri-campeão com o Shaktar – e internacionais, onde ostenta uma invejável Supertaça Europeia, conquistada no improvável Galatasaray, ante o Real Madrid. É esse desafogo financeiro que lhe permite contratar excelentes sul-americanos, na sua maioria brasileiros. Consegue estender o seu campo de recrutamento aos seus vizinhos eslavos. Juntando a isto tudo, tem uma falange de apoio entusiástica, como logo a equipa do Sporting irá constatar mal saia para aquecimento.

Dito isto, fica claro que não é tarefa fácil a que espera a equipa do Sporting. É necessário, para que a viagem à Ucrânia não seja torne numa viagem tipo peixe-espada - chata, comprida e negra – que haja grande acerto nas opções tácticas, jogando forte nas opções seguramente comprovadas e abdicando de aventureirismos tácticos, semelhantes ao que se viu contra o FCP. É também necessário que os jogadores se entreguem abnegadamente ao colectivo e sejam solidários. Que a equipa tenha a humildade de saber sofrer, sem tiques masoquistas. E que saiba responder sem tendências sádicas estéreis, preferindo o instinto matador. Uma equipa como Shaktar, que em casa tem que procurar a vitória, terá que, ao puxar a manta para a frente, destapar um bocado a cabeça. São estes os jogos que os jogadores gostam. E estas oportunidades são águas que não passam 2 vezes por debaixo da mesma ponte.

O jogo de logo à noite dir-nos-á muito do que é realmente este Sporting 2007-08. Falta pouco para o sabermos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

AFORISMOS

Gosto de ditados populares. Eles espelham o saber empírico que resulta da observação dos factos ou fenómenos e da passagem geracional do conhecimento adquirido. Não lhes deve ser conferido valor cientifico por razões óbvias, mas quando um acontecimento se enquadra num ditado popular, na maioria das ocasiões aquele acaba por vingar.

O que torto nasce tarde ou nunca endireita.

E tem sido assim a época de Vukcevic. Quando parecia que o caminho para a normalidade estava desimpedido, eis que um arrealiador estado febril devolve o jogador às primeiras páginas e aos caminhos tortuosos e pouco claros da especulação. Interessa-me pouco o que não posso comprovar e por isso o que me parece importante neste caso é saber porque jogou o jogador em Lecce, Itália, e acaba por fazer a viagem de regresso com a sua selecção para a remota Podgorica quando podia ter embarcado no dia seguinte para Lisboa. É igualmente preocupante que o treinador principal diga que acredita nas palavras do jogador e a seguir se desminta a si próprio admitindo que não é espião. Para que é necessário um espião quando se confia? Desajustadas a um capitão também me parecem as palavras de Moutinho. Não tem ele outras fontes de informação que um vulgar adepto como eu? Bem pode Miguel Ribeiro Telles desmentir a existência de um caso. Para os adeptos é estranho que um jogador como Vukcevic quase não jogue pelo clube que lhe paga e o faça pela selecção. Tal com Stojkovic. 2 casos que se arrastaram da época transacta e que uma vez entortados dificilmente endireitarão. Pelo menos acautelando os interesses do clube.

Junta aos bons e serás como eles.

Desde o final da semana passada que este espaço é membro do projecto Futebol Magazine. Num momento em que muitos não se revêem na imprensa tradicional, deve ser saudado o surgimento de um espaço aglutinador das diferentes sensibilidades, identificadas de forma descomprometida, e aberta de forma efectiva ao contraditório. Integrar este projecto é uma honra e representa a esperança de que o ditado se cumpra: poder ser tão bom como os melhores, que antes de mim, fundaram o Futebol Magazine.

domingo, 19 de outubro de 2008

Assim tão devagar não se vai longe!

Desta vez o calendário foi favorável, tendo em conta as circunstâncias: nada melhor do que um jogo de Taça, com um adversário do escalão inferior, para recuperar de 2 desaires que deixaram marcas na auto-estima dos adeptos e na relação destes com a equipa.

O adversário

Ocupando um modesto 13º lugar, com um saldo negativo de 1 vitória, 2 empates, 2 derrotas e um 3-4 de golos marcados e sofridos, o U. Leiria era o adversário ideal para o cenário pretendido. Paulo Alves tem um grande desafio pela frente, que é integrar um enorme lote de novos jogadores e simultaneamente pontuar, para justificar as pretensões de regresso ao escalão maior. Não será fácil e Bartolomeu não é conhecido pela sua temperança. Os leirienses estão a entrar num processo de credibilização da sua existência, tendo em conta os desafios que se lhes colacam. Ou deixam à evidência que têm vivido ligados a uma máquina de suporte de vida constituída pelos desmesurados apoios da autarquia mais a teimosia do seu truculento presidente.

O Sporting

Apresentando-se no seu 4x4x2 habitual, Paulo Bento aproveitou para rodar Tiago e Pedro Silva, descansando Rochemback. A titularidade de Liedson é um acontecimento natural, tal como me parece ser nesta altura a companhia de Postiga no ataque. Pareceu-me correcta a insistência em Grimi, depois do sucedido no último jogo. Paulo Bento proibiu os jogadores de pensar em ucraniano mas ele fê-lo, justificadamente. Rochemback e Abel precisavam de uma pausa por razões diferentes, Liedson de minutos com Postiga, Grimi de confiança, Polga de aquilatar as mossas da lesão. Parecia-me ser um bom jogo para Pereirinha.

O jogo

Já vi jogos amigáveis com maior intensidade. Um Leiria simpático com o seu visitante deu de caras com um Sporting parcimonioso com o anfitrião. Paulo Bento achou que a equipa jogou bem, eu diria que jogou demasiado devagar para errar muito e o adversário não lhe colocou problemas. Eu também faço números de malabarismo bonitos com apenas um ovo na mão, mas se forem 2 ou mais e tiver que aumentar a velocidade as coisas não são bonitas de ver. A lentidão de processos foi o principal pecado e quem televisionou o jogo poderia ser levado a pensar que estava a ver a partida em slow-motion. Percebo que 2 derrotas podem afectar a confiança dos jogadores, e isso até se possa reflectir na forma de ligar os lances entre os diversos sectores. Mais difícil é perceber que os jogadores abdiquem de pressionar o adversário e em muitos momentos o deixem espreguiçar pelo relvado, mais ainda quando este nem parece disposto ou não tem armas para fazer melhor do que isso. Paulo Bento bem pode urdir as tácticas que quiser, mas se os jogadores encararem os jogos com a mesma exigência de um treino, as coisas dificilmente melhorarão. Como apontamentos individuais ficam-me na retina uma evolução na continuidade no desacerto de Grimi, bem como o apagamento de Moutinho. Pedro Silva não comprometeu e, com mais ritmo, não fará pior do que Abel tem feito em alguns jogos.

O melhor

Um jogo como estes não poderia nunca resolver os problemas que mais afligem o Sporting. Mas poderia ajudar. Gostava de acreditar que pelo menos a vitória servirá para dar alento à equipa mas a forma como foi conseguida parece-me indicar que tudo ficará na mesma. O regresso de Liedson neste quadro mais não é mais que um xarope para a tosse para um paciente que indicia um quadro mais preocupante. A entrada de um jogador num processo colectivo emperrado ajuda se o jogador tiver o nível do Levezinho, mas não resolve. O melhor foi mesmo o apito final do árbitro. Passado 5 minutos nem me lembrava que o Sporting tinha jogado.

O pior

Os árbitros assistentes não estavam ali para brincar e levaram tudo muito a sério. Fizerem o que puderam enquanto puderam. Se dependesse deles o golo de Liedson às tantas não tinha acontecido. Eram bem capazes de marcar a falta que precedeu o regresso do Levezinho ao balançar das redes.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O sargento Queiroz

Há indivíduos que são avaliados mais pela enorme sombra que projectam do que pelo seu real tamanho. Queiroz é um deles. A sua silhueta é constantemente ampliada pelos holofotes de uma imprensa invulgarmente benévola para quem pouco conseguiu desde que abandonou as selecções jovens.

Quem nasceu para ser um bom sargento não tem que ser um mau general. Queiroz pode ser bom a planificar, a descobrir novos valores e a prepará-los para o jogo, como o fazem os míticos sargentos nos filmes de Hollywood. Mas na hora de dispor as tropas no terreno é um general pouco esclarecido e esclarecedor. Foi isso que se viu ontem em Braga, é disso que nos lembra a sua passagem por Alvalade.

Confesso que via na continentalização do futebol do Manchester, que os alcandorou às recentes conquistas, o dedo do professor. Esperava eu que a companhia de Ferguson lhe tivesse feito bem. Mas parece que ele não nasceu para aprender, para ouvir. Nasceu para ser escutado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O cavaleiro da triste figura

Dias da Cunha esforça-se por desbaratar a consideração que me merece qualquer sportinguista, em especial os que dedicaram o seu tempo ao clube. Segundo as suas palavras, arriscamo-nos a ver desaparecer o Sporting tal como o conhecemos. Pois que acabe Sr. Dias da Cunha! Se isso significasse ver acabar este Sporting cada vez mais pequeno e nos devolvesse o Sporting dos tempos em que, mesmo quando não ganhava, como não ganhamos agora, éramos efectivamente grandes, que acabe já hoje!

Enquanto isso não acontece, poupe-nos e não se sirva do nosso clube – meu, seu e de todos – como palco das suas rixas pessoais. O buraco está lá, é grande e não apareceu de geração espontânea, embora ninguém o deseje perfilhar, por ter crescido feio e sem controlo. Olhe, como sportinguista que é, prefiro lembrar-me de si como o último presidente campeão!

Por estas e mas também por outra, hoje é um dia triste para mim.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O ovo e galinha

Os números não mentem. São cada vez menos os leões em Alvalade. O presidente interpreta os números como uma crise de militância. Afirma que tem falhado “a ligação emocional da família leonina ao Sporting”. Mas o que apareceu primeiro: o ovo ou a galinha?

FSF está provavelmente demasiado assoberbado e divido pelas imensas tarefas entre a administração de um clube tão grande como o nosso e o seu grupo empresarial. Não lhe deve sobrar tempo para percorrer os núcleos, aproveitando as deslocações da equipa principal. Também não me parece que leia a rica blogosfera leonina. Se o fizesse não proferiria tal afirmação. O mais que poderia concluir era que há uma enorme insatisfação. Resignação e falta de militância não.

Os sportinguistas não gostam menos do Sporting. Provavelmente não sentem que este Sporting goste e precise deles.

Para perceber porque se afastam os sportinguistas FSF tem que olhar para si próprio e para a sua liderança. Sem essa reflexão arrisca-se a não perceber o que se passa à sua volta. Perceber o que é o ovo e a galinha e qual apareceu primeiro. Se foi a falta de liderança ou a falta de militância.

Para os interessados a entrevista de Moutinho ao Record está no sitio do costume.

domingo, 12 de outubro de 2008

As entrevistas vistas por um pacóvio

Convém esclarecer desde já que me tenho em boa consideração. Não me considero mal apessoado de corpo ou de espírito. Mas no que toca ao meu clube sinto-me um pacóvio. Tudo o que diz respeito ao meu clube interessa-me sobremaneira, emociono-me com as vitórias, quando vou a Alvalade entro de boca aberta e custa-me a vir embora, deprimem-me as derrotas, etc, etc. Por vezes é o próprio clube que me trata como pacóvio: na actual campanha de angariação de sócios demoraram cerca de meio ano a enviarem-me o cartão, apesar de ter sido dos poucos a aderir. Há uns anos atrás, muitos, nunca me chegaram a responder à proposta devidamente preenchida que enviei. Pode estar aqui uma das explicações porque o Sporting é um clube diferente: selecciona meticulosamente os seus associados e não gosta de pacóvios como eu.

Mas o tema é as entrevistas de FSF, o nosso presidente. Convém esclarecer que FSF não me encanta mas também não me provoca qualquer rejeição. Acho que é presidente do meu clube porque, ao contrário da inexistente mas barulhenta oposição, tem uma ideia para o clube. O problema é que os sócios ainda não perceberam muito bem qual é e ele também não ajuda. Seja por causa dos "zigs" ou dos "zags". Para mal do clube quem se lhe opõe a única mensagem que deixa passar é que é contra porque não, e não porque tem algo de diferente e concretizável para o clube. Nas aludidas entrevistas saúdo a assumpção de responsabilidades e espanta-me a falta de tacto que é fazer comparações com o slb.

O afastamento dos sportinguistas acaba por ser o tema mais saliente e que já é assunto de discussão há algum tempo. O reconhecimento por parte de FSF da existência de uma crise de militância é uma prova de lucidez, a contrabalançar com a sua incapacidade de ajuizar a qualidade do futebol praticado. É útil se for encarado como um ponto de partida para alterar os procedimentos que a ele conduziram. E alguns são conhecidos de todos. Por exemplo:

(i) Esta SAD afastou-se dos adeptos, prescindiu de comunicar com eles. MRT, Barbosa e até o presidente falam pouco e com pouco apelo emocional. Não duvido do seu sportinguismo, porque senão não estariam onde estão. Mas o discurso tecnocrático sobrepôs-se ao discurso da paixão pelo clube. Se não o sabem ou não o querem fazer entreguem a tarefa aos que nós identificamos como os elos mais fortes com as nossas emoções, como são as antigas glórias do clube. À míngua de vitórias no presente, unam-nos em torno de uma memória das vitórias passadas. Lembrem-se dos núcleos quando a equipa joga fora. E que dizer dos preços?

(ii) O enfoque dado à resolução do passivo é correcto, mas esqueceram-se que os adeptos não querem ser tratados pelo seu clube como o faz o Teixeira dos Santos ou o Belmiro de Azevedo: nós não somos nem contribuintes nem clientes, somos sportinguistas. Não foi pelos campeonatos que o Sporting ganhava que me tornei sportinguista, como não é condição que os ganhe agora para atrair mais gente aos estádios, mesmo concordando que ajudaria. É preciso é recuperar a identidade, perceber o que se perdeu e como.

(iii) Por outro lado este argumento de afastamento da SAD tem servido de álibi a muitos sportinguistas para irem mais vezes ao cinema, ou ao circo, como afinal preconiza Paulo Bento a quem quer ver espectáculos. Se compreendo com dificuldade que não se vá a Alvalade nem que seja para assobiar, não consigo perceber que se deixe de pagar as cotas por causa de não se gostar dos acima citados. São desculpas de mau pagador.

(iv) Há muito que não há um lote de jogadores com quem os sportinguistas se identifiquem. Alguém se lembra de algum jogador afirmar que gosta do clube e gostaria de fazer aqui a sua carreira? Estamos é habituados às facadinhas no matrimónio e daí ao divórcio é um ai.

(v) A “luta ideológica” que nasceu na campanha para as eleições que legitimaram esta direcção não esmoreceu e produziu os seus efeitos. Não é comum que sejam os protagonistas das facções vencedoras a fazer a paz com os vencidos. A não ser que a união se desse em torno de vitórias, mas estas não têm sido convincentes. O facto vermos os glaciares derreterem mais depressa que o passivo também não ajuda. Veremos como ficará no final do mandato.

2 notas finais:

1 – PauloBento não se pode queixar de falta de solidariedade. Fica evidente nas palavras de FSF que há PB a mais e pouca SAD, tendo em conta o que se tem ganho e a falta de qualidade do jogo. É mau para PB e sobretudo para o clube.

2- FSF diz que de nada vale desenterrar cadáveres, referindo-se, suponho eu, ao movimento que tem lutado por uma auditoria às contas do clube. Felizmente os responsáveis pelas gestões anteriores estão bem vivos, pelo que não se justifica o uso da palavra cadáver. A não ser que FSF se refira à pouca transparência senão das contas, que estão auditadas, pelo menos de alguns procedimentos cujo odor não precisa da confirmação dos famosos cães ingleses para indiciar a existência de algo em adiantado estado de decomposição. Como até pode não ser nada, não fica bem a FSF, por ser parte interessada, inviabilizar o procedimento pretendido por alguns sócios. Mesmo que eu pense que eles, além de bons sportinguistas que são com certeza, gostam menos do FSF que do PC…

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A mecânica das coisas

A propósito de mais esta excelente cacifada ocorreu-me esta história:

Tive um carro em tempos. Não tinha sido uma pechincha e cumpria bem o que dele esperava. Era então um recém-encartado e de carros sabia o mais importante: os que os tinham safavam-se melhor do que os outros. Um dia o gajo não pegou de manhã. Chamei o mecânico e o veículo acabou por fazer uma humilhante viagem em cima do reboque. Uma vez na oficina pegou à primeira, como deve acontecer sempre a qualquer topo de gama, que ele não era.

Quebrou-se ali a minha relação de confiança com o bicho, agravada por rumores pouco abonatórios para a fiabilidade da marca. De tanto me avisarem da minha má opção, comecei a achar que o carro adornava em demasia nas curvas, perdendo a direcção. Despachei-o à pressa para um “caridoso” amigo. Perdi algum dinheiro, que me deu para adquirir um carro mais barato e pior. Não dava tanto nas vistas, tinha uma cor desmaiada, mas eu confiava nele porque me dizia quem sabia que o podia fazer. E de facto assim era. Depressa estabeleci com o novo veículo uma relação de inabalável confiança: sabia precisamente quando falhava: sempre que os dias amanheciam frios mais os outros em que menos se esperava. Um carro de carácter vincado.

Só mais tarde percebi, numa viagem a Braga, que o meu antigo carro, não só não dava notícias de falhar como fazia as curvas muito bem e bem depressa. Claro que não o consegui reaver e para comprar outro igual já não tinha dinheiro suficiente.

Quando olho para o que tem acontecido com alguns do nossos recursos humanos vêm-me à ideia que o problema pode muito bem ser o mesmo que o meu: falta um encartado com experiência no meu clube. Ou alguém que perceba de mecânica. Ou ambos os dois, um com o outro.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Post de avanço

Resolvi fazer como faz a minha equipa. Dou este post de avanço. Entre este e outro mais substancial. Não por preguiça ou por desinspiração, mas para não dar espaço à amargura e ao desencanto. Que assente o pó no chão onde a toalha nunca há-de tombar sozinha.

É a hora de cerrar os dentes e ser lúcido: enquanto não é possível comemorar as vitórias que desejamos, é preferível não ganhar com esta camisola do que alcançar todas as glórias com outra qualquer vestida.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Equipa Prozac

Podemos ter descoberto nos resultados desta época uma forma de abatermos rapidamente o passivo: jogarmos com equipas em crise, para lhes levantarmos o ânimo, cobrando o cachet correspondente, que, como é bom de imaginar, tem de ser alto! Esta equipa consegue melhores resultados no ânimo dos adversários que qualquer bateria de psicólogos ou até do famoso bruxo de Fafe.

Senão vejamos:

No Nou Camp já se tinham visto lenços brancos no jogo anterior à nossa deslocação. Contando com a nossa prestimosa colaboração, o Barcelona fez uma espécie de treino de conjunto com uma equipa perfeita para o efeito, sem pingo de agressividade, porque jogadores como Xavi e Iniesta, Messi ou Etoo são demasiado caros para se lesionarem. O Barcelona deveria ter-nos entregue o prémio de vitória, pois serviços destes são caros e nem sempre produzem os efeitos pretendidos de forma tão imediata: De lá para cá foi só ganhar.

Os nossos eternos rivais do outro lado do Colombo andavam a jogar um futebolzinho pouco consistente, com muitos golos sofridos, e, além dos adeptos até os próprios jogadores já pareciam duvidar da sua própria sombra. Nada melhor do que encontrar a nossa equipa pela frente. Entramos para matar, coisa que não deveria estar no programa, pois depressa retornamos à condição de “sofá de psicanalista”: “deite-se aqui senhor adversário, de forma confortável e fale-me dos seus problemas, que não há nada que não se resolva”. “Causa-lhe sofrimento tanta insegurança? Deixe estar, arranja-se um 2-0, porque os senhores têm que resolver esse problema rapidamente, para o jogo com os italianos e com o Leixões.”

Vão os andrades de passeio até Londres, donde regressam com humilhante e hilariante derrota (e Capello a Wenger, toda a gente se riu nos Emirates), para apanharem pela frente equipa mais profilática do que Prozac, porque nem tem efeitos secundários. Interessada em vincar a sua atitude afável, de equipa capaz de convalescer um dragão moribundo, oferecemos-lhes aquilo que eles pagariam muito para ter: um regresso tranquilo. Um descanso até para seguradora do parque automóvel do fcp: uma derrota poderia ser mais uma noite de cristal…

Como vivemos uma crise financeira, há muita gente a perder no banco. É também o que nos tem estado a acontecer. No Colombo PB adormeceu e quando acordou já era tarde. Pelo menos teve, em sonhos, uma agradável 1ª parte. Ontem começamos a perder no balneário. Que visionário poderia por a jogar a 10 um jogador que não consegue receber e passar uma bola com a eficácia que se exige a um júnior? Quanto ainda teremos que pagar pelo amadurecimento de Patrício? Se tivéssemos trocado de guarda-redes não teríamos perdido o jogo. Tirar Postiga até se compreende, porque, inconformado como estava, era capaz de interromper a recuperação do dragão…

Da minha viagem a Alvalade fica o divórcio entre a equipa e o público. Não que não tenha havido apoio, antes pelo contrário. Mas os sportinguistas ontem apoiaram mais que nunca o clube e menos esta equipa. Esta não é a equipa dos sportinguistas, nem no alinhamento dos disponíveis, nem na atitude, nem na qualidade do futebol praticado. Pelo cheiro, a paz está mais que apodrecida. Mesmo assim lá enchi os pulmões até às mitocondreas, porque mesmo com odor desagradável, é este o meu Sporting e não sei quando lá voltarei.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A propósito dos assobios

Ao folhear os jornais hoje, dei de caras com relatos de crimes passionais. Foi o remédio de escaravelho que caiu na sopa do marido infiel. É a mulher que, qual leve corça, foi apanhada a saltar a cerca e, tendo-se livrado de ser perseguida pela matilha, já não se livrou das cartuchadas. Enfim, tragédias que é melhor nem ver nos jornais ou na televisão.

Ao passar os olhos nestas misérias percebi os sportinguistas que assobiaram na 4ª feira: sentem-se traídos! A equipa com o modelo de jogo consolidado, o plantel mais estável, os reforços cirúrgicos, o treinador e equipa com o casamento mais longo dos 3 grandes aprestava-se para, á frente de todos, tal como em Madrid, Barcelona e Colombo, deixar-se levar e abrir as pernas ao inimigo. Queriam o quê, que batessem palmas, para marcar o ritmo?

Os jogadores e treinador ainda se queixam! Não fora o amor pelo clube e ele veriam como a palavra “saraivada” também pode ser usada antes outras mais contundentes que "assobios".

Olhem, se querem saber, até acho que foi isso que os despertou.

Deixo-lhes a visão do Presidente da A.G., que é um pouco diferente da minha.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Chocolate suiço com pouco cacau

Para que servirão estes 3?
Ganhar os primeiros 3 pontos, mais os 600 mil € correspondentes, foi uma tarefa executada sem brilho e num registo de esforço pouco consentâneo com os pergaminhos do adversário. Servirão para o apuramento?

Crise, que crise?
Tal como previa no post anterior, não são este o tipo de exibições que chamarão os adeptos a Alvalade. Como se viu ontem nem a totalidade dos clientes das gameboxes comparecem. Não pode ser só a crise financeira a arcar com as culpas.

Mais vale tarde do que nunca, mas...
Quem vai aos jogos da Champions sabe que se arrisca a chegar tarde ao seu lugar. Amanhã falarei sobre isso. Ontem foi a equipa que teve o mesmo problema. Aqueceram 10 minutos e depois “evaporaram-se”. Regressaram na 2ª parte. Este filme, rodado vezes sem conta, desde o ano passado, em Alvalade e em muitos estádios onde o Sporting passa, começa a fatigar os sportinguistas. E isso notou-se ontem. Paulo Bento também não deve ter visto a 1ª parte, porque senão não teria dito o que disse.

Assobiar para o ar
Não creio que ouvir assobios enquanto se está trabalhar seja muito estimulante e ajude a discernir quem já está baralhado. Mas os jogadores e o treinador devem perceber que a paciência tem limites. Depois de Barcelona e do aviário colombino aquela 1ª parte ameaçava tornar-se num filme de terror visto e revisto. E não adianta vir com a história do 1º lugar e da Supertaça entretanto conquistada, porque a jogar como na 1ª parte de ontem, na 2ª com o slb, e como em todo o jogo de Barcelona, habilitamo-nos a não ganhar mais do que desilusões e insónias. É isso que os sportinguistas temem e a 1ª parte de ontem justificou os temores. Os assobios, naquela altura, provavelmente não.

Barco adornado
Rochemback funciona nesta equipa como uma âncora demasiado pesada: se não fosse cortada ao intervalo, o barco adornado da 1ª parte poderia ter naufragado. Moutinho não está um primor, Veloso defende pouco e muito só e Romagnoli funciona em vai-vem. Mais vai que vem, mas sempre veio na 2ª parte. Também de que vale ter um 10 se as bolas circulam pelo ar? Grimi não justificou ainda tanto dinheiro e vai ser difícil se o Polga insistir em fazer aqueles passes a queimar. Gostei dos 2 avançados. Seriam melhores se fossem melhor servidos, coisa que poucas vezes aconteceu. Apesar de satisfeito por marcarmos, não posso deixar de, realisticamente, agradecer à sorte por 2 golos fortuitos: carambola de bilhar no 1º e escorregadela no 2º.

Saldo a zero
O resultado final, conjugado com a reviralho de Messi na Ucrânia, transformou-nos o saldo negativo da 1ª ronda num saldo a zeros. Todas as esperanças são legítimas porque as hipóteses de qualificação estão incólumes. Em teoria. Isto se a prática melhorar muito.

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