sábado, 22 de agosto de 2009

Foi de Domingos, Paciência...

Domingos tem melhores jogadores do que o ano passado. Como consequência lógica montou uma equipa melhor. Se então nos tirou 4 pontos com menos, hoje foram 3 de uma assentada. Nós havemos de lá chegar porque há estabilidade. Porque depois fazemos uma boa ponta final e lá conseguimos ficar à frente do slb. O jogo foi ingrato, sofrendo um golo imerecido. Mas quantas vezes isso não acontece num jogo? A verdade é que depois disso, nunca mais conseguimos ligar uma jogada, sem criar dificuldades a um adversário que jogou como quis. Domingos Paciência conseguiu fazer melhor e mais rápido com um plantel muito mexido, num clube novo, do que Bento, com as condições sabidas. Paciência...

Farto

O SCP acaba de perder contra o Sp. Braga em casa por 1-2. Num jogo em que novamente se voltou a viver de iniciativas individuais, Djaló marcou um grande golo. Do Braga, marcaram Alan - grande golo também - e Meyong, num lance onde novamente ficou à vista de TODOS, qual o sector mais necessitado de ser reforçado.

Estou farto de me enervar a ver os jogos do SCP. Farto de ver uma equipa amorfa e sem saber o que fazer em campo e um treinador que insiste nas mesmas substituições, nos mesmos erros e que por vezes, parece impotente para mudar o rumo dos acontecimentos.

Porque vejo repetidos os mesmos erros de jogo para jogo, porque não acredito que haja melhorias com esta equipa técnica, porque acredito que outro treinador com estes mesmos jogadores pode fazer melhor, espero que a chicotada psicológica venha o mais rápido possível. Ainda vamos a tempo de ganhar.

É verdade, ficou um penalty por assinalar a favor do SCP no início do jogo. Agora uma equipa que quer ser campeã, tem que ter argumentos para ganhar qualquer jogo e lutar contra as adversidades. E o SCP neste momento, não demonstra ter.
Além disso, o nosso "especialista" tem uma eficácia de 50%. Só no SCP é que um penalty passou a ser um motivo de apreensão.

PS: E ainda queriam vender o MV neste defeso. Sinceramente PQP!

Sporting Clube de Portugal - S.C. Braga

Sporting:
1Rui Patrício; 5Pedro Silva, 4Polga, 55André Marques, 3Daniel Carriço; 24Miguel Veloso, 28João Moutinho, 10Vukcevic, 14Matías Fernández; 23Hélder Postiga 31Liedson.
Suplentes:
19Ricardo Batista, 13Tonel, 12Marco Caneira, 26Rochemback, 11Filipe Caicedo, 20Yannick, 25Bruno Pereirinha.

Braga:
Eduardo; João Pereira, Moisés, Rodriguez, Evaldo, Vandinho, Alan, Mossoró, Hugo Viana, Mossoró e Meyong.
Suplentes: Kieszek, Paulão, Diogo Valente, Frechaut, Madrid, Fernando e Matheus.

Saia uma visita guiada ao Inferno para os Arcebispos!

A provocação que hoje no faz a Trav. da Queimada é um entre muitos exemplos de falta de respeito no tratamento que nos dispensam. Fosse eu PB e hoje os jogadores teriam na porta do cacifo uma cópia a cores da 1ª do órgão oficial vermelho. Quem não deve ter gostado do destaque deve ter sido Domingos. De certeza que preferia que os leões de PB – vamos considerá-los assim… - estivessem ainda a pensar como foi possível fazer tantas ofertas aos italianos e o que terão que fazer para os deixar com mais tempo para apreciarem a monumentalidade da sua bonita cidade. Assim o que eu espero logo é uma equipa espicaçada no seu orgulho e uma resposta adequada.

Não será fácil. Apesar do jogo com os italianos ter dado uma ideia de progresso positivo, muito há ainda a fazer na consolidação do processo defensivo. A forma infantil como continuamos a sofrer golos desde o inicio de época, anula os tímidos progressos no ataque. Se atentarmos nos golos marcados aos italianos, nenhum deles resulta de jogadas verdadeiramente construídas, no sentido colectivo do termo. O golo de Vukcevic nasce de um ressalto e o portentoso golo de Veloso é mérito individual.

E não será fácil também porque o Braga tem argumentos individuais interessantes e, pelo que vi no jogo com a Académica, absorveu bem o choque de uma eliminação europeia, precoce e traumática. Domingos roubou-nos 4 pontos na época passada precisamente com a equipa dos estudantes. Que tenhamos aprendido a lição, é o que eu estimo. O concílio de duas horas com os arcebispos não será fácil. A não ser que assim o tornemos, até porque está perfeitamente ao nosso alcance infernizar-lhes a vida.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Respeito!

Penso logo (des)existo?
Os Sportinguistas queixam-se da vergonhosa arbitragem de Viktor Kassai na passada terça-feira e o clube parece ter pensado em apresentar um protesto formal na UEFA. Mas entre o pensar e o levar a efeito parece ser um longo caminho, trilhado em labirintos, uma vez que as tarefas iniciadas não chegam a conhecer o fim. É algures no meio de um labirinto de ponderações que, desde Maio até hoje, deve jazer o projecto de queixa contra Duarte Gomes e sua peitada em Ricardo Peres, treinador de guarda-redes. Quando o Sporting desiste de exercer os seus direitos e até obrigações, não se pode depois queixar de ser desrespeitado em sua própria casa, como aconteceu com o árbitro aludido. Se amanhã, por absurdo, uma situação idêntica ou mais grave acontecer a última coisa que ficarei é surpreendido.

Que respeito pelos sócios?
Quantos dos 6.000 sócios até agora angariados se deslocarão a Alvalade para ver o jogo de amanhã? Não sei e julgo que ninguém saberá ao certo. Mas, se viverem a mais de 300 km de distância como eu, quantos poderão dar-se ao luxo de comparecer a uma hora tão tardia, 21.15h e iniciar a viagem de volta depois das 11horas, com uma perspectiva optimista de chegada a casa pelas 2h da manhã? Esta falta de atenção com que me brindam obriga-me a desrespeitar a palavra dada: havia-me já comprometido a fazer a viagem, mas compromissos familiares no dia seguinte impedem-me de a cumprir. Quantos mais como eu ficarão impedidos? A propósito, gostava que o Sporting um dia soubesse quantos adeptos, associados ou não, convergem em Alvalade, oriundos de norte a sul do País. É incompreensível que uma Sociedade Anónima não cuide bem de uma parte dos seus clientes alvos do seu negócio - é assim que se diz agora? - e nem saiba quantos são. Aposto que o número seria uma agradável surpresa.

Vou-me tornar um chato
Bom, alguns de vocês poderão dizer: mais ainda?! Não, não estou com problemas de amor-próprio. Quero dizer com isto que decidi dar testemunho público da minha decisão de me tornar membro da Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS, respondendo presente no momento em que esta associação lança uma campanha de angariação de novos elementos. É assim que muitos Sportinguistas vêem esta associação: como um grupo capaz das maiores inconveniências. Mas, tal como diz a publicidade, primeiro estranha-se e depois entranha-se. Tive a felicidade de conhecer alguns dos seus elementos e conheço parte do seu trabalho. Revejo-me no seu ideal, labor, inconformismo e dedicação à causa Sportinguista. Estes jovens leões deitam por terra o conceito de irresponsabilidade quando associada à juventude. Merecem o meu apoio e creio que o vosso também. O Sporting precisa deste AAS (lê-se ÀS) de trunfo para cortar com a indiferença e o conformismo em que por vezes se vê cair o clube, dos associados aos quadros dirigentes. Não faltam exemplos práticos na sua actuação e vamos continuar a ouvir falar da AAS, seguramente.

A Sua Voz no Sporting Clube de Portugal


Campanha Novos Sócios AAS 2009

Arrancará neste sábado, dia 22 de Agosto de 2009, a campanha de angariação de sócios da Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS. Com vista a promover igualmente o contacto com os adeptos sportinguistas, sócios do clube ou não, estaremos junto às bilheteiras da Porta 3 das 18h30 às 20h30 onde contamos poder conversar com todos os sportinguistas que assim o desejarem, recebendo os seus contributos bem como as suas reclamações.
Será, concerteza, um interessante e intenso convívio sportinguista!

Fazer-se sócio da Associação de Adeptos Sportinguistas é, não só fazer parte do grupo mais interventivo do Sporting Clube de Portugal, como igualmente uma oportunidade de acompanhar mais de perto o seu clube, podendo colaborar com os seus contributos na certeza de que estes serão devidamente considerados pelo Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal.

Venha respirar Sporting e faça-se ouvir!

Sporting Sempre!

Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS

Vídeo promocional:



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Por um Punhado de Euros

Arsène Wenger vaticinou segunda-feira a criação efectiva de uma Liga Europeia no prazo de dez anos. O seu presságio é apoiado numa simples conclusão, as actuais competições, principalmente os campeonatos nacionais, não vão conseguir criar receitas suficientes para aguentar os níveis actuais de investimento dos clubes de futebol.

Esta possibilidade é há muito tempo discutida entre os principais clubes europeus e vejo como inevitável, mais ano menos ano, que um grupo de tubarões afronte a UEFA com essa realidade. O argumento de Wenger é real e as alterações recentemente introduzidas no acesso dos clubes às competições europeias são uma resposta tímida da UEFA às pretensões dos seus principais angariadores de patrocínios.

Não sei qual é o posicionamento do Sporting perante esta possibilidade, e é algo que me preocupa. Vamos ficar fora deste comboio? Como conseguir garantir um bilhete de acesso?

Há várias formas de se conseguir ser e estar junto da elite, destaco quatro:

1 – Ser Mediático.
2 – Ser Competitivo.
3 – Ser Rico.
4 – Ter História.

Verifico que em qualquer dos pontos o Sporting tem de crescer, e estes próximos dez anos serão decisivos para o nosso posicionamento, analisando do último para o primeiro.

Ter História – É aquele em que o Sporting tem o seu melhor posicionamento, como destacou o treinador do nosso adversário de terça-feira, o Sporting é um clube histórico das competições europeias, também Platini já se referiu a esse nosso trunfo dizendo que o Sporting fazia parte da realeza europeia.

Infelizmente no mundo actual este será o argumento com menor “peso” na escolha final dos clubes que irão compor um futuro campeonato europeu, principalmente porque, aliada às nossas consecutivas presenças tem apenas uma Taça conquistada e uma presença numa final. Mesmo assim estamos em igualdade com a concorrência, nada se pode fazer para abrilhantar mais a história passada, apenas escrever o futuro.

Ser Rico
– Como se costuma dizer, não será suficiente ser rico para garantir a entrada num clube restrito mas vai facilitar muito a tarefa. Neste ponto particular a nossa concorrência é feroz, exemplo, como apresentar melhores argumentos do que um Chelsea que não tem história, nem vitórias europeias, mas que é um actor fundamental do mercado futebolístico actual.

Não vejo que este ponto seja possível de inverter em dez anos e passarmos a ser um actor respeitado do mercado, como diz Wenger o nosso campeonato não gera receitas suficientes para um clube nacional poder ter a riqueza como argumento.

Ser Competitivo – Eis o argumento decisivo onde o Sporting poderá crescer e demonstrar a todos que merece ser grande, tão grande como os maiores da Europa como disse um dia o nosso fundador. Felizmente para nós os orçamentos não ganham jogos, e por outro lado a história também não.

A competitividade é uma atitude, em parte uma forma de ser e de estar, não é genética nem se compra nas lojas, antes cultiva-se, pratica-se, desenvolve-se. O Sporting tem de desenvolver bastante este conceito, neste momento quando olho para nós vejo a imagem de Atlas, um Titã esforçado a carregar o mundo às suas costas, quando a imagem que gostaria de ver era a de um Leão insaciável em busca da vitória.

Podemos trilhar este caminho das mais variadas formas mas há dois pontos que me parecem essenciais, primeiro libertarmo-nos do fardo que carregamos e emagrecer a anafada Sporting SGPS para uma estrutura simples, ágil e agressiva onde se possa trabalhar unicamente para o crescimento do Sporting e nunca para a sua estabilidade.

Mais do que uma boa gestão, o Sporting precisa de uma atitude empresarial, gananciosa e invejosa, onde todos os que trabalham em Alvalade têm permanentemente de querer mais, não admitir dificuldades nem concorrência. Se foram angariados 6.000 novos sócios, é pouco deviam ser 10.000 (ou não há mais 4 mil possíveis de angariar?), foram 10.000 continua a ser pouco e assim sucessivamente até angariar os adeptos de futebol.

O segundo ponto é de uma simplicidade atroz, não aceitar a mínima derrota. Adoptar que não é concebível o Sporting perder, que tal conceito não existe que tudo o que não for vencer está errado e precisa de ser corrigido. Simples, não é? Nas palavras… mas acreditem que resulta, principalmente no desporto.

Ser Mediático – Não vale de nada mas pode ser decisivo! Confuso? Pensem no Beckham, nunca será um jogador fundamental de nenhuma equipa, mas serão poucas as equipas que não gostariam de o ter nos seus quadros só pelo aumento de audiência que isso por si só trás.

O Sporting tem uma posição relativamente confortável neste ponto, a nossa formação é falada em meio mundo, e a génese de dois dos melhores jogadores do mundo ajudou bastante. Mas é preciso mais, daqui a dez anos Ronaldo estará em fim de carreira, não será bom manter um estreito contacto com ele para ambicionar que ele regresse a Alvalade? E Figo ainda tem de dizer muito mais vezes que em Alvalade só tem contacto com o seu lugar de sócio? E Schmeichel não quererá colaborar com o Sporting? Alguém no mundo desportivo não recebe, não abre portas a estes atletas?

Num clube onde a capacidade de investimento é restrita, o espaço que fica para contratações mediáticas é curto, mas tenho dúvidas que não se consiga num curto intervalo de tempo (1 ou 2 anos) apostar decisivamente em investimentos deste tipo. Por exemplo nas posições menos caras do futebol, guarda-redes, laterais, trinco, é possível um investimento controlado como foi Schmeichel. Outro exemplo é o treinador nunca por nunca se deve poupar dinheiro no timoneiro, se os recursos são reduzidos prefiro investir tudo num bom comandante do que em três razoáveis soldados, para isso temos uma Academia de elite.

Claro que para se apostar em ser mediático convêm ter algo para mostrar ou uma mensagem para transmitir, e essa mensagem deve ser simples, agressiva e facilmente repetida.

Algo como… Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting!

Vuk, O Impulsivo!

(Fotos: site oficial SCP)

Estádio José de Alvalade, 58 minutos de jogo… O Sporting perde por uma bola a zero num desafio europeu de carácter decisivo!... André Marques arrisca um remate… Cá de longe … Do meio da 'rua', como é habito dizer-se… Sai com força mas resulta disparatado, tal a falta de direcção… As hipóteses de êxito adivinham-se impossíveis… A bola ressalta uma… duas vezes e, como por artes mágicas de pingolim, Vuk isola-se dentro da grande área… Na cara do golo… A tensão dispara, as pernas dos adeptos arqueiam-se nas bancadas, a expectativa perante o sucesso que ainda à décimas de segundo parecia altamente improvável, aumenta radicalmente… Vukcevic domina a bola, enquadra-se com a baliza, calcula a posição do guardião adversário que lhe diminui, célere, o ângulo do sucesso… O seu pé esquerdo encontra a bola que segue, segue… O guarda-redes francês da equipe transalpina tenta opor-se-lhe… O esférico segue, ainda… Os olhos do Estádio calculam a sua trajectória… O tempo suspende-se quando, por fim, chega ao seu destino e beija as malhas da baliza… GOOOLOOOO!!!!

Uma explosão de alegria incendeia Alvalade, leões rugem, fazem a merecida festa… O gáudio ameaça converter-se em loucura pura, no estádio, no sofá, à mesa de jantar, à mesa do café, até dentro do carro ao ouvir o clamor roufenho do relatador e que se escapa das colunas do velhinho auto-rádio… Tantos e tantos milhares de leões espalhados pelo mundo expressam-se livremente, soltam-se… Libertam, finalmente, a adrenalina e tensão acumuladas durante uma hora de injúrias arbitrais e da malfadada fortuna.

No relvado, os jogadores leoninos correm com a pulsação a mil à hora ao encontro do n.º 10… A pele arrepia-se-lhes, o seu espírito rejubila, da garganta de alguns sai um grito misto de revolta, satisfação e justiça… As bancadas continuam num enorme brado comum, a plenos pulmões, uns pulam, outros abraçam o estranho que passou o jogo todo a impacientá-los, agitam-se cachecóis, avistam-se bandeiras verdes, brancas, frenéticas, atiram-se papelinhos em tons esmeralda e pérola, esvoaçam objectos mal presos nos bolsos, no pulso, na cabeça… Enfim, cada um festeja a sua maneira, perde-se, também, a razão e a Alma domina sobre tudo e todos, que nos permitimos perder o juizo momentaneamente…

Todos??? Não… O obreiro, que possibilita toda essa alegria incontida, NÃO PODE extravasar os seus sentimentos.

Esse, tem que ser comedido, ponderado, racional… Naquele momento em que todos em seu redor exultam, tem que friamente pensar nos milhões que aufere, num conceito muito sério denominado por ‘profissionalismo’, no cartão amarelo que recebeu no início do jogo, não-se-sabe-bem-há-quantos-larguissimos-minutos-atrás, numa confusão armada por um calmeirão do catenaccio que arriou porrada no colega… Ao fim de uma porção significativa de suor derramado no relvado e esforço até então vão, tem, finalmente, que pensar que existe uma lei com regras estúpidas, incompreensíveis, mesmo abjectas, consumada por um punhado de septuagenários emproados em ultra-confortáveis gabinetes situados, algures, num impressionantemente luxuoso hotel suíço… Tem que racionalizar à semelhança dos soberanos dos gabinetes que, muito provavelmente, ignoram o que é competir ao nível duma Champions League e que, quiçá, jamais pisaram um relvado de futebol…

Simon, nesta hora de critica feroz, quero declarar-te o seguinte: não és tu que estás mal, é a lei que está errada! E quero também agradecer-te: obrigado pela tua emoção espontânea, pura, contagiante. E, já agora, pelo primeiro golo ‘oficial’ de um jogador do S.C.P. na época 2009-2010. Que seja o primeiro de muitos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Noticia de última hora!

O “ANortedeAlvalade” orgulha-se de anunciar a concretização de uma parceria com o site Site de Apoio ao Sporting Clube de Portugal. Para os menos atentos, este é um projecto enorme, começado com a criação de uma página no Facebook. Com um crescimento exponencial – a última vez que consultei ia já em mais de 6.500 seguidores - o projecto dava um rápido salto para a blogosfera. Rápido e fugaz, uma vez que as limitações impostas pelo formato escolhido, funcionavam como um fato 2 números abaixo do tamanho recomendado. Num sopro, hoje o Site de Apoio ao Sporting Clube de Portugal é um local de passagem obrigatória para todos os Sportinguistas que reconhecem a valia da Internet como um espaço de divulgação, debate e vivência do espírito leonino. Como eu disse ao responsável deste projecto, esta parceria ajuda-nos mais a este espaço, na divulgação da nossa mensagem, do que ao próprio, tendo em conta as nossas dimensões relativas.

Como em todos os projectos o que faz a diferença são as pessoas. O Nuno Mourão, pela sua entrega à causa Sportinguista, pelo seu dinamismo merece o nosso aplauso e o seu projecto o nosso carinho. O Nuno é um Sportinguista notável. Não no sentido da exposição mediática, que quem sabe lá chegará, e muito menos no sentido vazio de um das expressões mais temidas por muitos Sportinguistas. Notável pela devoção e pela dedicação ao clube que muito amamos. A lição que ele me dá é que podemos sempre fazer um pouquinho mais do que pagar as cotas, comprar a gamebox, aplaudir ou mandar umas assobiadelas. Basta querer. Obrigado Nuno! Parabéns Nuno!

Porca Miseria

Ou, quando jogamos mal, aparece a sorte a proteger, quando jogamos bem a sorte vai de férias.

Foi dia de Primavera em Alvalade, sentiu-se o primeiro aroma do que pode valer este Sporting, o aroma fresco de um aguaceiro suave sobre a relva verdejante. Queremos mais!

A jornada europeia vai a meio, e já todos sabiamos que ia ser cínico o nosso confronto com a Fiorentina, não havia era a necessidade de um árbitro vir reforçar as dificuldades com aplicação de critérios dúbios. Por mais que me expliquem, nunca vou entender a razão de se ter condescendência com a sanção disciplinar de uma agressão ou jogada violenta, e o zelo perfeito na sua aplicação quando da celebração eufórica de um golo, ou numa reacção exporádica de raiva após uma jogada perdida.

O Sporting cresceu, mandou os temores e os tremores para trás das costas e atacou o jogo com irreverência, os laterais são um ponto fraco é verdade, o Liedson ainda não resolve, o Postiga e o Vuk têm atracção pelo individualismo, mas se formarem todos uma equipa, os erros são diluidos e há maior possibilidade de brilhar a qualidade.

A nossa escola com Patricio, Carriço, Veloso e Moutinho em bom plano reforçada pelo desabrochar de uma flor rara do Chile, mostraram que não vamos a Itália prestar vassalagem, a eliminatória está em aberto e este Sporting tem todas as condições para tomar as rédeas do seu futuro e ser feliz. As falhas que nos roubaram um dia de sucesso foram individuais, a sua correcção depende de todos.

Apoio não vos vai faltar, seja lá onde for, “Estamos sempre convosco”, enquanto existirem atletas dispostos a suar a nossa camisola, “Não vos deixaremos mais”,e que os nossos adversários temam as bancadas de verde e branco vestidas a gritar, “Força Sporting, Allez!”

Ao intervalo estamos em desvantagem, vamos agora concentrar-nos em vencer o Braga e depois ansiar por Quarta-feira. Não esqueçam a lição Holandesa os jogos só terminam no último minuto do prolongamento e até um guarda redes pode ser decisivo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sporting vs Fiorentina

Estádio José de Alvalade, 19.45 H

Sporting:

Rui Patrício; Pedro Silva, Daniel Carriço, Polga e André Marques; Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic e Matías Fernandez; Liedson e Hélder Postiga.

Suplentes: Tiago, Pereirinha, Tonel, Caneira, Rochemback, Yannick e Caicedo.

Fiorentina:

Frey; Commoto, Gamberini, Dainelli e Gobbi; Montolivo e Cristiano Zanetti; Macchionni, Mutu e Vargas; Gilardino.

Suplentes: Avramov, Kroldrup, Natali, Pasqual, Donadel, Jorgensen, Kuzmanovic e Jovetic

Um renascimento à italiana?

Estou de acordo com o PB, imaginem! Também não acho que seja necessário um milagre para o Sporting eliminar a Fiorentina. Basta “organização, talento, coragem, convicção e, naturalmente sorte, que faz parte do jogo”. Se é possível que tudo isto nasça do nada que tem sido o inicio de época? Pois!... É bom que o nosso treinador declare estar ciente de que “de que não estamos a jogar bem em termos ofensivos”. É o primeiro passo para melhorar. Já me custa ouvir dizer que “continuamos a ser bons defensivamente”. Quem viu sofrer os golos que sofremos da forma que sofremos, mais os que foram evitados in extremis, fica perplexo.

Os italianos são conhecidos pela sua eficácia a defender e pelo pragmatismo na hora de atacar. Mas como nós estão a começar e ainda não estão a jogar a sério. Saibamos aproveitar a oportunidade. São estes os jogos que dá gosto jogar. Equipas com história de países com pergaminhos, a passadeira estendida para a entrada no clube dos melhores, o mundo do futebol à espreita, curioso para proclamar a glória dos eleitos. Que mais é preciso para fazer bonito?

Logo, quando o árbitro der o inicio à partida eu devo estar lá, com o LT e o Hugo. Como qualquer Sportinguista, antes de qualquer jogo, espero ganhar. Hoje não peço um renascimento italiano da equipa. Não peço um milagre no Duomo de Alvalade. Basta-me um Sporting à Sporting.

A equipa do JVL:
Patricio; Pereirinha, Carriço, Tonel, Veloso; Moutinho, Adrien, Vuk, Matías Fernandez; Liedson & Postiga;

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Que politica desportiva?

Espero que uma jornada menos conseguida dos nossos adversários não seja uma tentação para reescrever a realidade do nosso futebol. O facto de aqueles perderem pontos não atenua a nossa série de maus resultados e péssimas exibições, bem pelo contrário. Os festejos dos falhanços alheios continuarão a impedir-nos de arrumar a casa? Não venham com a ladaínha acusatória dos profetas da desgraça, pois o que está a acontecer não precisa de ser advinhado, corre-nos à frente dos olhos. Bota-abaixismo? Ninguém deita abaixo o que já está de rastos!

É justamente a penúria dos resultados desportivos, aliada ao divórcio com o espectáculo, que me leva a questionar que projecto existe para o futebol leonino e, a existir, quem são os agentes encarregues da sua execução. Para quem observa pelo “outro lado do vidro” o interior do futebol do Sporting vê apenas muitas sombras a gravitar em torno de Paulo Bento. Tudo parece começar e acabar no treinador, sem se perceber se os eclipses são voluntários, - isto é, estratégia concertada - falta de qualidade ou simples sujeição à forte personalidade do técnico. Infelizmente para o Sporting, porque não há projecto de sucesso que comece e acabe numa pessoa, resulte sem agentes de qualidade ou onde o contraditório esteja ausente.

Julgo que a chegada de PB ao cargo que agora ocupa é precisamente uma demonstração da ausência de estratégia e actores para a executar. Dias da Cunha demite Peseiro e faz cair a direcção, demitindo-se também. Com o campeonato a decorrer, com uma equipa directiva nova, FSF lança mão de PB, técnico da equipa júnior. Pela 2ª vez consecutiva o Sporting aposta num treinador sem curriculum, jogando tudo no escuro. Num clube como o nosso a escolha do treinador devia ser uma decisão criteriosa e não um acto de adivinhação. O futebol do Sporting é hoje uma sucessão de equívocos, de decisões erradas, desperdício de talento. A eternização de algumas das nossas dificuldades, o agravamento de outras, demonstra à evidência que o actual treinador não encontra soluções, colocando-se ele do lado dos problemas. Quanto tempo mais se pode sujeitar os Sportinguistas a "isto"? Mas, como não se vê estratégia nem quem a execute, será PB o primeiro a perceber a impossibilidade da sua continuidade e, em consequência, tomar a decisão de seguir outro caminho. Porque se há qualidade que não lhe pode ser negada é a da honestidade, e quem nos serve assim não merece os ataques de ordem pessoal que agora se lhe dirigem, até porque PB é réu mas também vítima.

A chegada de um presidente a tempo inteiro corresponde a um atraso de 30 anos relativamente ao clube que tem dominado o campeonato nacional. Sabe-se quais os métodos que, hoje como ontem, são empregues pelo FCP para, a qualquer preço, manter e aprofundar a sua hegemonia. Mas o mérito de manter uma estrutura profissional duradoura, um núcleo inviolável, que, em regra, permite maior rapidez na escolha e implementação de soluções para os problemas, não deve ser negado. É essa estrutura que tem faltado em Alvalade e que espero venha a ser implementada. Bettencourt prometeu maior atenção à gestão desportiva e julgo-o capaz de o cumprir. Quanto antes melhor, com critérios que privilegiem o mérito e a capacidade profissional. Quem lê a entrevista de Pedro Barbosa ao Record ("A minha vinda para o Sporting nestas funções deve-se ao facto de poder trabalhar com pessoas com quem me dou bem"???) dificilmente descortina esse tipo de procedimento.

domingo, 16 de agosto de 2009

Soldados inadaptados

Volvida a primeira jornada, que todos aguardávamos com certa expectativa, não temos razões para estar felizes nem propriamente desconsolados. Já estamos habituados ao que se passou e estou certo que nenhum Sportinguista estará hoje surpreendido com o que se viu ontem na Choupana. O filme já está tão gasto, que nem são precisas legendas para interpretar o que Abel, Polga, Roca e companhia vão fazer. Só os auto-golos parecem ser uma cena nova nos melancólicos dramas que o futebol do Sporting nos propicia.

A verdade é que os nossos directos adversários, não mostraram em termos práticos nada por ai além melhor do que nós, se tivermos em conta, conforme o nosso Presidente enigmática e estrategicamente realçou, a diferença de armas com que lutamos para o mesmo objectivo.

O Sporting apresentou-se na Choupana para fazer mais um jogo treino. Com jogadores adaptados a determinadas posições, para as quais estão ou são verdadeiramente inaptos, o enredo do drama revelou um Sporting verdadeiramente confuso, incapaz de se desamarrar da teia sufocante em que se encontra.

O futebol do Sporting não respira saúde. De jogo para jogo, parece agudizar-se, mesmo quando se tentam outros desenhos tácticos. Seja como for, o campeão da pré-época, com a marinha de guerra e o campeão em título, com a força aérea, parece que não foram capazes de ir mais além do que os nossos modestos soldados e é isto que parece ir entretendo e iludindo os responsáveis do Sporting. A ver se os nossos soldados se adaptam à táctica!

Nacional - Sporting: a treinar no campeonato.

Constituição da equipa:

Rui Patrício
Abel(46m) – Daniel Carriço – Polga – André Marques(68m)
Miguel Veloso – Rochemback(46m) – João Moutinho(A.25m) – Yanick
Hélder Postiga – Liedson

Suplentes:
Ricardo Baptista, Caneira, Tonel, Pereirinha(46m), Matiaz Fernandes(68m), Vukcevic(46m), Saleiro.

Numa primeira observação Paulo Bento opta por conceder o descanso a Vukcevic e a Matiaz Fernandez, que jogaram a meio da semana em representação das suas selecções. Saliente-se o regresso de Rochemback ao onze titular.

1ª Parte
O Sporting apresentou-se algo diferente do habitual. Paulo Bento sentiu necessidade de produzir alterações, abandonando o losango enferrujado. Com Veloso e Rochemback lado a lado, Moutinho ligeiramente adiantado, Yanick sobre a direita, conseguiu entrar controlar o jogo, sem no entanto causar grande perigo. Liedson ligeiramente descaído sobre a esquerda estava longe do seu ambiente natural. Quando aos 8 minutos apareceu na área criou o 1º lance de golo do jogo. Foi a 1ª e a última vez na primeira metade. Um número anormal de maus passes anulava a vantagem conseguida a meio-campo na hora de recuperar a posse da bola.

O Nacional, percebendo rapidamente que o lado esquerdo do Sporting tinha ficado no balneário, concentrou a missão defensiva no lado contrário, agradecendo as facilidades. E nem precisou de criar oportunidades de golo: Polga, usando da simpatia que lhe é característica, ofereceu a bola,na sequência de um canto, quando a devia ter posto na praia de Porto Santo, uns quilómetros ao lado. Quem disse que era um veterano? Polga fica mais jovem a cada jogo que passa! Antes de ir para o balneário ainda conseguiu repetir a graça, deixando Amuneke descer a toda a velocidade, criando perigo. O mal estava feito e teria que ser um Sporting muito forte nos segundos 45m para se consguir dar a volta. Um Sporting que não se vê há muito.

2ª Parte
A 2ª parte começou com PB a fazer o óbvio: tirou os 2 piores jogadores em campo. Rochemback e Abel não justificaram a chamada, mas foram os “apenas” os piores, havia mais quem merecesse o prémio. Polga, por exemplo, bem auxiliado por Marques, oferece mais um golo, evitado em cima da linha por Carriço. Quem mais podia ser naquela defesa? Pereirinha e Vukcevic ocuparam os lugares vagos regressando o esquema tradicional. Deixo ao montenegrino uma sugestão: porque não diz ele que quer jogar à esquerda, para ver se PB o põe à direita, onde tão bem jogou pela sua selecção. O Veloso a partir do momento em que afirmou que joga em qualquer lugar, tem jogado mais na posição em que gosta… Passavam já 25 minutos de jogo quando a entrada de Matias esgotou as substituições sem aparecerem as soluções. Quando os jogadores mais talentosos ficam no banco, para que são necessários reforços?

O Nacional ia consentindo o domínio, sem abdicar de criar perigo em velozes golpes de contra-ataque. Manuel Machado viu os jogos da pré-eliminatória e mandou recuar os jogadores madeirenses para trás da linha da bola, complicando o que o Sporting nunca havia percebido como tornar mais fácil. Foi preciso um defesa madeirense mostrar como se cabeceia, após um excelente canto de Vukcevic, devolvendo o favor que Polga havia concedido, passavam 75m de jogo. O Sporting cresceu mas continuou a definir mal as jogadas, em especial o último passe. Não se pode dizer que os jogadores não quiseram. Antes não souberam e por isso não lograram desfazer a igualdade.

A exibição e consequente resultado não surpreendem ninguém. O Sporting apresentou-se na Madeira arrastando atrás de si os mesmos problemas que há muito não resolve -continuamos sem marcar golos... - e por isso o resultado só podia ser problemático para as nossas aspirações. Jogando inicialmente de forma nunca vista, parece que o Sporting foi treinar à Madeira. Pena que não o tenha feito na pré-época. É que 2 pontos já lá vão. E o orçamento do Nacional é muito inferior ao nosso. Protesta-se o jogo? A propósito o Nacional tem quase o dobro dos jogos realizados na pré época que nós, isto se consideramos os jogos com o Twente como tal. Porque será?

sábado, 15 de agosto de 2009

Pressão Nacional

"(…) Bem sei que par a muitos Sportinguistas basta o consolo de ficar à frente do Benfica. É uma vitória para qualquer equipa que não pertença aos 3 grandes. Sendo o Sporting um deles, só o 1º lugar merece aplauso. (…)
Dirão: temos que ser realistas. 2 objecções: 1ª :o Porto é o que é sem ter maior dimensão do que o Sporting. A diferença é que enquanto o Porto faz uma gestão financeira a pensar nos resultados desportivos, o Sporting faz uma gestão desportiva a pensar nos resultados financeiros. 2ª (…) Não atirem a toalha ao chão antes do jogo começar. O Sporting, e sobretudo o seu treinador, não precisa de menos pressão. Precisa de mais. E os adeptos não precisam de mais “realismo”. Precisam de razões para continuar a ir a Alvalade."
Daniel Oliveira, ao Record.

Começamos a época com uma difícil deslocação à Madeira. Como tudo seria fácil se o árbitro, provavelmente licenciado em Economia e Gestão, verificasse a conformidade com a lei dos jogadores inscritos no boletim de jogo, apurasse o orçamento de ambos os clubes e seguidamente atribuísse a vitória ao Sporting. Fácil, mas sem sentido, sem emoção, e logo sem arrastar atrás de si o interesse que o futebol instiga em milhões pelo mundo fora.

Julgo não me enganar ao afirmar que os Sportinguistas aguardam com expectativa o encontro de hoje. Que equipa, que jogadores, que ideias e que atitude? Haverá progressos qualitativos na prestação futebolística, ou o jogo da Madeira devolver-nos-á o futebol incaracterístico e sem identidade que vimos até agora? Felizmente que os passivos exibicionais no futebol não exercem tirania dos seus semelhantes na economia. Se uma equipa se consegue transfigurar de um momento para outro no decorrer de um jogo, mais facilmente o consegue de um jogo para outro. Qualquer que seja a perspectiva o Sporting tem argumentos para sair vitorioso.

O Nacional perdeu o seu goleador e o seu melhor defesa. Incorporou um número significativo de novos elementos. Esta é capaz de ser a melhor altura para remeter à expressão mais simples a arrogância do engenheiro e desmontar letra a letra o "machadez" do treinador adversário, tendo em conta que nos encontramos na situação oposta, no que diz respeito à estrutura da equipa. Se Caicedo não joga eles também não podem contar com o angolano Mateus. E tendo em conta as suas presenças nas selecções, adensa-se a curiosidade sobre as prestações de Matias Fernandez e Vuk. Quando veremos o que de bom têm para dar?

Quem joga no Sporting sabe que tem que jogar sempre para ganhar. É isso um factor de pressão inibidor ou motivo para jogadores e treinadores se sentirem motivados para, demonstrando as suas qualidades, serem os melhores e os primeiros? Os que nasceram para ganhar vêm nos desafios oportunidades, os outros são os outros, de quem ninguém se lembrará amanhã.

P.S.- À semelhança do já realizado nos jogos com o Twente, estaremos em linha durante o jogo, comentando.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De que são feitas estas vitórias


Quando o suposto “Projecto Roquette” nos foi apresentado, todos ficámos com a ideia de que se tratava de algo totalmente inovador e que poderia revolucionar o futebol nacional. Não compreendendo a maioria das suas vertentes, certo é que três foram os pilares aos quais os sportinguistas ficaram rendidos:
  • Sucessos desportivos
  • Aposta na formação (alicerçada na construção da Academia)
  • Novo estádio
Quanto ao primeiro ponto, feita a comparação com os 15 anos anteriores, as estatísticas parecem evidentes:

1981-1995

Um campeonato
Duas Taças de Portugal
Duas Supertaças
Presença na Meia-Final da Taça UEFA (1991)

1995-2009

Dois campeonatos
Três Taças de Portugal
Quatro Supertaças
Presença na Final da Taça UEFA (2005)
Cinco presenças na Liga dos Campeões

Portanto, é um facto afirmar que desportivamente, o Sporting nos últimos anos tem procurado consolidar a sua posição no panorama do futebol nacional, sendo o clube que mais vezes este perto de conseguir fazer frente à hegemonia do Futebol Clube do Porto, cujo modelo desportivo tem sido elogiado em diversos quadrantes do desporto nacional.

Importa no entanto não esquecer os primeiros anos de política desportiva. Uma total ignorância por parte do líder do Sporting em termos desportivos fez com que entregasse a direcção do futebol a pessoas a quem hoje só consigo apelidar de incompetentes. Simões de Almeida e Paulo de Abreu foram os responsáveis pela aprovação de dezenas de (más) contratações, indicadas pelo rei da prospecção, Luís Norton de Matos. Apenas com a entrada de Luís Duque na estrutura SAD do Sporting é que conseguimos verificar uma liderança forte em termos de futebol e que encaminharam o Sporting para o fim do jejum e para a preparação da base da equipa que viria a ser campeã em 2001-2002.

Longe de loucuras de outros tempos, o Sporting começava a entrar nos carris sem trocar de treinador duas a três vezes por ano nem contratar cerca de uma dezena de jogadores por época (exceptuando a época de 2000-2001). Estabilidade exigia-se há algum tempo e parecia que havia trabalho nesse sentido, comprovada na manutenção de Lazlo Boloni apesar de um péssimo início de campeonato e uma série de mais resultados na sua segunda época.

Associados a estes resultados desportivos e principalmente às duas vitórias nos campeonatos, quais as evidências do segundo pilar do “Projecto Roquette”? Bem, na conquista de 1999/2000, Beto era o único jogador dos escalões de formação com estatuto de titular e no ano de Jardel, JVP & C.a., além do camisola 22, também Ricardo Quaresma e Hugo Viana foram peças fundamentais na vitória.

Aposta na formação

É um orgulho ver a nossa equipa entrar em campo com 6 ou 7 jogadores formados no clube e isto pode ser algo a que nos habituámos graças ao projecto mas importa não esquecer que noutros anos também tivemos equipas com Damas, Laranjeira e Inácio ou Litos, Mário Jorge, Mourato e Carlos Xavier, entre outras gerações.

Há tempos, em conversa com um ex-atleta do Sporting, bicampeão pelo nosso clube neste período, ele afirmou-me: “Esta aposta na formação é em larga medida uma fachada para justificar o desinvestimento no futebol”. Basicamente, contentamo-nos com a aposta num jogador muitas vezes mediano da casa, pelo simples facto que já não temos capacidade para arranjar melhor.

Após termos sido campeões com Boloni, vendemos Hugo Viana e essa verba foi destinada para pagar uma Academia que está situada num terreno que ainda estamos a pagar através de leasing. Ao mesmo tempo, perdemos por diversas razões Phill Babb, André Cruz, João Pinto e Jardel ao que o plantel foi reforçado com Pablo Contreras, Marcos Paulo, Ricardo Fernandes e Kutuzov. Só alguém que vive no outro planeta é que não constata que ficámos a ganhar em qualidade e isso verificou-se no futebol produzido.

Novo estádio

O Projecto Imobiliário tem o seu expoente máximo no novo Estádio José Alvalade. Edificado na zona dos antigos campos de treino, foi-nos apresentado com um sem número de pontos fortes que permitiriam ao Sporting amortizar o investimento facilmente graças aos diversos contratos de exploração.

O novo estádio trouxe conforto e comodidade. A pala total faz com que as pessoas deixem de ter receio de se deslocar ao estádio pois já não estão sujeitas às intempéries proporcionadas pelo antigo estádio onde por vezes tínhamos apenas cinco mil pessoas, mas onde também tínhamos um pavilhão (a Nave), uma pista de atletismo e uma Sala de Sócios.

Três anos depois da sua inauguração, 4 fracções de todo o projecto imóvel já estavam a ser negociados ficando o Sporting sem 4 objectos que supostamente proporcionavam os contratos de exploração que permitiriam a amortização do investimento.

Conclusões

Ao longo de uma série de anos, acumulamos expressões de “Este ano é que é”. Apesar de simbolizarem uma certa pobreza de espírito ou então uma esperança infundada que resultaria em frustração, não é menos verdade que as pessoas deslocavam-se ao estádio com orgulho para ver jogadores como Figo, Balakov ou Amunike a jogar.

Nos anos dos títulos, o fervor em torno de cada uma das equipas era sustentada por equipas que ora jogavam com coração e atitude ou com enorme talento e eficácia.

Dos anos pré-Roquette, recordo-me de derrotas altamente vergonhosas como o 3-6 ou eliminações europeias perante adversários mais fracos. Nos anos mais recentes, derrotas por 3-0 com Gil Vicente e Paços de Ferreira em nossa casa ou contra o Marítimo no Funchal, são também recentes derrotas por 4-0 por duas vezes na Mata Real ou em Vila do Conde, são encaradas como normais ou acidentes de percurso, quando noutros tempos além de raras seriam mais do que meros “acidentes de percurso”. E como podem ver, nem sequer preciso de entrar no descalabro dos resultados europeus de um passado não muito distante.

O Projecto Roquette trouxe-nos uma aposta em jogadores da nossa formação que tanto nos orgulha mas que resulta de um claro desinvestimento nas nossas equipas. Ponderação e respeito pelos compromissos são argumentos louváveis e pertinentes. A realização de mais-valias em atletas formados no clube é fundamental para honrar os compromissos com os credores mas é triste constatar que as nossas principais mais-valias com jovens formados no clube (Simão, Cristiano Ronaldo, Hugo Viana e Quaresma), nem sequer foram formados na nossa Academia e Nani pouco tempo lá passou.

Nos tempos que conseguimos realizar mais-valias, elas foram quase sempre canalizadas para os mesmos fins. Hoje, capacidade negocial é praticamente nula para os lados de Alvalade.

O Projecto Roquette torna engenharias financeiras, injecções de capital e vendas patrimoniais como vitais para a solvabilidade do clube deixando no entanto cair no esquecimento o facto de Kmet, Hanuch, Sá Pinto, João Pinto, Tello, Jardel e Niculae representarem cerca de 40 milhões de euros gastos em transferências sem um único euro de retorno. Ou seja, quase 60% do valor das VMOC’s que hoje dizem que temos de emitir.

Não posso mentir: Os anos a que apelidamos “Dinastia Roquette” deram-nos um sem número de alegrias e diversos motivos para nos sentirmos orgulhosos com o nosso clube. Dois jogadores formados no Sporting considerados os Melhores do Mundo pela FIFA, uma selecção nacional na Alemanha com 13 jogadores que passaram pelo nosso clube, várias transferências valiosas, muitos mais troféus do que em igual período de anos anteriores. Mas que Sporting temos agora?

Qual o nosso património?
Qual a nossa margem de negociação?
Qual o valor da nossa marca?

Todo um modelo baseado em grandes valores empresariais e de gestão serviu para deturpar uma imagem e uma tradição de um clube centenário e que a cada dia que passa pactua com a mediocridade e acumula discursos de conformismo que a meu ver resultam de uma série de más políticas e más decisões que o Sporting herdou … do Projecto Roquette.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Outra realidade

Eu devo existir num qualquer mundo paralelo. Neste mundo ficcional onde habito o Sporting é sempre o favorito, não há limitações para a nossa ambição e o erro é punido com a demissão imediata.

Parece contudo que nos últimos dias o mundo verde e branco percebeu consternado que a realidade não é assim, partimos para o campeonato em desvantagem competitiva para com os nossos rivais.

As reacções são de surpresa e indignação, sinceramente não as entendo …

Não duvido que nos últimos 40 anos devemos ter sido várias vezes favoritos, não me lembro bem é quando, terá sido no ano das unhas? Ou será que foi quando se compravam todos os putos disponíveis da selecção de sub-20? Ah, já sei, foi quando comprámos o Jardel e o João Pinto.

Bom isto é estranho, tão estranho que o jejum, que parece não ter existido, só acabou quando o então Presidente do Sporting assumiu que aquele ano não era para vencer, que o Sporting não era um candidato ao titulo.

Será que alguém ainda se lembra das razões que deram origem ao “Projecto Roquette”? Deve ter sido porque todos os anos éramos os favoritos, vencíamos competições a torto e a direito e tínhamos prestações europeias brilhantes.

Aliás a nossa barriga estava tão cheia de troféus que hoje já nos damos ao luxo de classificar um Taça oficial de secundária ou menor. Para mim aquilo que é ambição ou exigência é conseguir fazer mais do que o expectável com os recursos que se tem, principalmente quando passei por muitos anos onde se esteve muito abaixo do mínimo exigível. Anos negros onde independentemente dos recursos investidos não se passava de uma nota de rodapé.

Será que os recursos que há chegam para se ser campeão?

Não tenho a mais pequena dúvida que chegam, nem qualquer receio de que os profissionais do Sporting pensem noutra coisa que não na conquista de todos os títulos que vão disputar. Peço mesmo que se alguém na estrutura do Sporting julgar qualquer dos títulos que vamos disputar como menor que retire imediatamente a equipa dessa competição.

Neste dia em que se celebra um feito imenso de um atleta do Sporting, de um Campeão, de um símbolo nacional, faço minhas as suas palavras que estão aqui em baixo no post que lhe é dedicado, e que acredito definirem na perfeição uma das primeiras condições para se vencer.

Disse um dia Carlos Lopes, “Nunca tive medo de ser derrotado…” é isso mesmo Campeão, não importa a posição de onde se sai, o lugar que se ocupa ao fim de 10 quilómetros, nem as dores que surgem lá pelos 30, o pior que pode afectar uma pessoa é o medo, o medo de ser derrotado então é um verdadeiro assassino.

Espero que ninguém ouse jamais por em causa a ambição e a exigência de Carlos Lopes ou Moniz Pereira, tenho a certeza absoluta que nenhum deles desprezou um segundo lugar ou uma vitória num qualquer meeting, a memória eterna ficou associada à vitória olímpica, essa memorável vitória foi alicerçada em muita vitória humilde e segundo lugar que deram ao Campeão a mentalidade necessária para se suplantar, para acreditar no seu percurso, para fazer das suas fraquezas forças, não ter medo de perder e simplesmente vencer.

Serei sempre e só um incondicional adepto do Sporting Clube de Portugal, porque acredito e defendo os seus valores e cultura desportiva. Não tenho qualquer medo de perder este ou aquele campeonato. O Sporting Campeão é algo que facilita o caminho, algo que realiza o nosso projecto desportivo, mas não é nem será nunca a razão do meu apoio.

Este facto faz-me partir para mais este ciclo competitivo sem angústias, nem preconceitos, confiante que mais uma vez vamos fazer mais com menos, vamos vender cara a derrota, vamos manter a pressão sobre os nossos adversários até ao fim, se têm melhores condições ou orçamentos vão ter de o provar em campo a cada jornada, a cada eliminatória, no final logo se verá se foi suficiente para atingir a glória, para tornar esta equipa eterna, para cumprir o nosso sonho e ambição.

Que comecem os jogos! Viva o Sporting!

Reféns da resignação!

Num clube meio falido e de nobres arruinados, a postura de um treinador como Paulo Bento assenta que nem uma luva. Foi assim no reinado de Franco, que o quis transformar no Ferguson do Sporting e continua para já a sê-lo na era de Bettencourt. Até um dia, claro está.

Rapaz humilde, que se contenta com o que tem ou com o que lhe dão, até consegue fazer umas proezas, mesmo sem o nível de investimento do adversário, conquistando uns troféus secundários e garantir presença contínua na liga dos melhores da Europa. Defende o Clube como outros não o defenderam e está sempre solidário com a Direcção que se esforça por colmatar a débil situação económica e financeira que ele tão bem compreende.

Daqui resulta o impasse em que se encontra o futebol do Sporting. Não há exigência nem liderança capaz de promover uma cultura de exigência. Franco, Bettencourt ou outro, não sentem legitimidade para exigir a um treinador que fizeram refém das suas estratégias de contenção. Por outro lado, Bento nada exige (deve ser o único treinador no mundo que nunca pediu um jogador que fosse) para que nada exijam dele.

E os jogadores, onde figuram os jogadores nesta equação?

A vida vai correndo. O salário cai no dia certo e isso parece bastar. Só assim se pode entender, que os profissionais que servem o Sporting se contentem em servir um clube que parece resignado a lutar pelo segundo lugar. Onde está o espírito de campeão? Não havendo essa cultura de exigência, não há espírito de campeão, mas há espírito de resignação. Faz-se o que se pode e como diria Miguel Torga, quem faz o que pode, faz o que deve.

O Sporting está mergulhado neste impasse que se resume a esta equação. JEB e Paulo Bento estão reféns um do outro. Não se exige a Bento o que Bento não exige a JEB. Ou seja, Bettencourt pouco exige de Bento, porque Bento nada exige a Bettencourt. Daqui resulta que Paulo Bento não exige para que dele não exijam mais. Ambos parecem ser reféns da resignação, só assim se poderão entender os remorsos de JEB. É assim o Sporting do momento. Eles estão resignados, nós indignados!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Insert Coin

Vamos lá a ver se percebo bem:

- somos um Clube com dificuldades financeiras (mas para quem a LC não é indispensável);
- que tem o dinheiro contado e que por isso não pode investir como gostaria;
- que se reforça com apenas 2 elementos, sendo um deles por empréstimo, porque não há dinheiro para mais;

e damo-nos ao luxo de não vendermos o Djaló?!?!? O DJALÓ!!! Como é possível rejeitar uma proposta, seja ela qual for, para este "jogador"!? Eu pagava para me ver livre dele!!

Um gajo que não sabe receber e passar uma bola, que tem tábuas como pés e uma cabeça completamente oca, que amuou e deixou de festejar os golos e nós não o despachamos? Agora que tínhamos a possibilidade de vender o "Purovic" português não o fazemos?!

A explicação só pode ser uma: depois do golo de pinball contra o Twente, convém ter um jogador que joga sempre em modo TILT.

Depois das declarações do JEB só mesmo isto para mostrar que estamos no rumo certo. OU NÃO!

Reacções

Parece que continuaremos a coleccionar desculpas em vez de títulos. O interessante é notar a domesticação do discurso fervoroso de JEB ao conformismo das condições e dos orçamentos de Paulo Bento. Confesso a minha profunda decepção. A continuar assim JEB ameaça tornar-se numa espécie de produto photoshop: tal como as beldades das revistas, fica bem na fotografia, mas de perto notam-se muitas verrugas e celulite. As reacções a uma série de declarações infelizes do Presidente Bettencourt, mesmo que contidas, não se fizeram esperar. Saliento a do leitor JL, no pertinente post de Nuno Moraes Bastos, na Centúria Leonina, que julgo consubstanciam muita da indignação e estupefacção que desde ontem assola os Sportinguistas:
(...)"Não contente, diz que não somos assumidos, apesar de ter prometido contratações que entusiasmam, e que com ele o SCP joga sempre para ganhar. Então não era só uma "pontinha de sorte" o que estava a faltar?
Por fim, é com tristeza e vergonha que constato que a primeira reacção de viva voz do Presidente do meu Clube pós-título de júniores é a aclamar o projecto desportivo de quem foi a sua casa mandar pedras.Por fim, é com tristeza e vergonha que constato que a primeira reacção de viva voz do Presidente do meu Clube pós-título de júniores é a aclamar o projecto desportivo de quem foi a sua casa mandar pedras."(...)

O baixar da bandeira!

Mau dia para ler jornais
Era tacitamente aceite por todos os Sportinguistas que Bettencourt não teve tempo para fazer muito, mas o que estava ao seu alcance tinha feito bem, que foi mudar o discurso para um tom ambicioso, mais de acordo com o estatuto do clube. Ora quem hoje lê as declarações do Presidente, veiculadas pela generalidade da comunicação social, constata que antes de mudar o que quer que fosse, JEB mudou o discurso. E para o fado do coitadinho. Surpreendente e inadmissível. Ainda mais quando é realizada na sequência de uma homenagem a Carlos Lopes, um campeão de superação, um exemplo de espírito leonino.

A pandemia
Do início de mandato ao início de época a deriva do discurso do Presidente é evidente. Quero crer que tal inflexão se deve ao choque provocado pelas exibições da equipa. Tal como a maior parte de nós, ele percebe que não será com um estalar de dedos que esta equipa estará a jogar futebol. E como qualquer adepto, JEB sabe que uma equipa que joga mal está sempre mais perto de fazer maus resultados do que o contrário. Afinal a depressão parece ter chegado ao topo. Como uma pandemia, ninguém parece estar a salvo.

Coitadinhos
"Está-se a pedir que fiquem à frente de outros concorrentes com mais investimentos e orçamentos muito maiores". O que se pode pedir então aos jogadores e técnicos? P.ex. se os jogadores ganham 2 vezes menos que joguem 2 vezes menos? Ou será que é por ganhar menos que o treinador não consegue aprender outra coisa que não o losango?

Equívocos
“Percebe-se que é mais fácil criar uma onda positiva com contratações, e havia coisas que provavelmente eu teria tido obrigação de arranjar. Acredito que esta equipa é capaz, mas tenho o sentimento real de que isto não está a ser suficiente para motivar as pessoas”. Paradoxalmente o estádio de Alvalade teve das melhores assistências de sempre no jogo com o Twente. Os Sportinguistas não compareceram pelas contratações, seguramente. Creio que o fizeram porque perceberam a importância do momento e decidiram apoiar, apesar da baixa expectativa que o futebol praticado pela equipa gera. Mesmo sem perceberem porquê que o passivo aumenta se não se pode gastar, mesmo vendendo os anéis e estando quase a ponto de cortar também os dedos, a generalidade dos Sportinguistas percebe que só há dinheiro em Madrid, na Invicta e em frente ao Colombo. E isto porque também também lhes custa pagar as cotas e as gameboxes e está solidária. Não podemos contratar mais, mas podemos por a equipa a jogar futebol, mesmo com o plantel actual, coisa que não se tem visto. Ou não?

Confiança
É perante este cenário que os Sortinguistas avançam confiantes para a conquista do campeonato. Após verificação dos orçamentos perderemos com os 2 principais rivais, mas ganharemos os restantes. Com uma ou outra escorregadela da concorrência poderemos ser campeões. O 3º lugar esse está assegurado.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um eterno campeão

" Se foi dura a Maratona? Não, foram os 42 Km do costume. Nunca tive medo de ser derrotado, bater não me batem, ralhar não dói... Nervoso estava Moniz Pereira. Nunca o vi assim. Nervoso de mais. Estou feliz, o professor merecia esta medalha.""Decidi não me preocupar antes dos 37 Km, a partir daí sabia que tinha de dar forte e feio, foi o que fiz."

A vitória de Carlos Lopes em Los Angeles, há 25 anos atrás, é um marco para o desporto em Portugal, que ficará para sempre ligado ao nome do Sporting Clube de Portugal.

Deixa que eu explico.

É absolutamente lamentável a forma como se vem atirando para o foro psiquiátrico as explicações para as reacções de alguns Sportinguistas, decepcionados pelo futebol miserável que a equipa vem exibindo no inicio da presente época e na continuidade do que lhes tem sido oferecido nas 2 anteriores. E podemos observá-la nas mais diversas proveniências, assumindo contornos mais graves quando esse insulto provém de outros Sportinguistas, seja de forma velada ou assumida claramente. Como se para se gostar do Sporting fosse obrigatório fazer um pacto com a mediocridade.

Parece que se tornou vulgar chamar histéricos, acusar de depressivos ou classificar como bipolares aqueles que responsavelmente revelam a sua preocupação e decepção pelo estado do nosso futebol. Pior ainda quando se enfiam no mesmo copo misturador os ingredientes da habitual euforia vermelha, destinada a esmorecer antes do do S. Martinho, com reacções legítimas a um futebol sem rasgo ou ambição, desorientado e anárquico, num falso colectivismo que tolhe os que foram abençoados com algum talento. O resultado só podia ser a mistela que hoje li no “O Jogo”, num comentário de um dos seus jornalistas, sob o título "da histeria depressiva":

“O futebol é incompreensível. Não as tácticas, (…) mas, sem sombra de dúvida, as razões suscitadas pela paixão. É certo que a paixão não se explica, por isso é tão inexplicável a histeria vivida pelos lados da Luz: chegaram Saviola, Keirrison e Javi García? Nos anos anteriores tinham chegado Suazo, Reyes e Aimar, Cardozo, Di María e Adu, e as águias nada ganharam. Ainda assim, é mais fácil compreender esse entusiasmo desenfreado do que a deprimente reacção neste início de época à equipa que ficou à frente do Benfica nas últimas três campanhas.”

Quem não percebe as razões para as reacções que são acima apontadas, desde logo me parece estar, senão no jornal errado, pelo menos na secção errada. Comentar automobilismo, xadrez ou canasta talvez fosse mais indicado, mas felizmente que não tenho que me ocupar com esses assuntos: há quem na Controlinveste ganhe bom dinheiro para o fazer.

Compreendesse melhor o fenómeno sobre o qual escreve, o jornalista perceberia que a ligação do adepto de futebol ao seu clube é essencialmente de natureza emocional. A contratação de jogadores de qualidade, num clube arredado das conquistas, não lhe garante as vitórias, mas devolve-lhe a esperança perdida algures na época anterior. Essa esperança recrudesce ao constatar que o técnico recentemente contratado revela mais acerto num mês que os que o precederam em épocas inteiras anteriores. É essa esperança que os leva a comprar ou renovar os bilhetes de época, regenerando a ligação umbilical decomposta pela amargura dos resultados.

Os Sportinguistas não têm, é um facto, um sem número de contratações milionárias que justifiquem manifestações esfusiantes, e até se conformam com isso. Não podemos ter, dizem-nos, a bem de um passivo que não para de aumentar. (Oferecer Romagnoli, Purovic, Stojkovic para que os seus vencimentos não façam engordar o monstro, deve ser uma inovadora medida de gestão.) Mas não nos peçam é que saiamos de Alvalade triunfantes, e desçamos a Fontes Pereira de Melo em direcção ao Marquês, por sentir que este futebol não nos leva a lugar nenhum. Como não nos levou nos anos anteriores, pelas mesmas razões e com os mesmos sintomas.

Não precisamos de psiquiatras, mas sim de bom futebol, que nos devolva a esperança de sucesso e não apenas de uns brilharetes. Mesmo que muitos de nós já se contentem apenas com uns resultados, como se cada ida ao futebol nos tenha que remeter para o terror de arrancar um dente sem anestesia. Não cortaremos os pulsos por causa disso, seguramente, mas quantos não riscarão do seu mapa o caminho para Alvalade? Não é essa a minha opção, mas posso censurá-los?

Espero ter ajudar a esclarecer alguns espíritos. Teria feito um desenho, se soubesse.

sábado, 8 de agosto de 2009

L'Indesiderata (a indesejada)

O discurso do Presidente tem andado algo descuidado, quiçá ainda não refeito da visão do inferno. Não o de Dante, mas uma muito própria, que teria sido a nossa eliminação ante o Twente. JEB compreende bem os Sportinguistas: perder esta eliminatória, com uma equipa sem pergaminhos e sobretudo praticando tão mal futebol teria sido uma afronta infernal. Ele sabe que os Sportinguistas são generosos e não regateiam apoio quando sentem que se trabalha com rigor e afinco. O contrário também é verdade: a irritação é sonora quando se vê desperdiçar os recursos de que se dispõe.

O outro “lapsus linguae” do presidente acabou premiado. O sorteio foi caprichoso ao presentear-nos com a equipa indesejada por Bettencourt: a Fiorentina. Estima-se agora ambição, uma vez conhecido o adversário. A admissão ao clube restrito com direito a disputar a prova de clubes mais mediática é exigente e que perigos corremos com os italianos que não correríamos com espanhóis, escoceses ou até romenos, que acabaram de despachar a última vencedora da Taça UEFA? Continuo a pensar que o Sporting, para este ou qualquer encontro, não se deve preocupar excessivamente com o adversário, mas sim concentrar-se nos problemas que lhe pode criar.

A equipa indesejada por JEB acabou o campeonato italiano em 4º lugar, o que lhe garantiu o direito a entrada directa para o Play-off, não estando obrigada, como nós a uma pré-eliminatória. Cesare Prandelli é um técnico feliz na bela cidade toscana. Propuseram-lhe um trabalho de longo prazo que vem dando os seus frutos. Alimentou quase até final do campeonato transacto a possibilidade de ficar no pódio da série A, objectivo que transita para este ano.

Apesar de ter perdido Filipe Melo para a Vechia Signora de Turim, e ainda não lhe ter encontrado substituto, a Squadra Viola que atracará em Alvalade terá argumentos para tornar a nossa passagem difícil. Jogando habitualmente num 4x2x3x1, e ainda à procura de alguns reforços – fala-se em Luisão, o que seria uma boa noticia para Liedson…- manterá uma estrutura defensiva sólida, difícil de expugnar, e que tem no experiente no guarda-redes Frey a última e difícil fronteira. Kuzmanovic e Montolivo são os sapadores e o nosso meio-campo vai-se cansar de os ver correr. Vargas é um peruano que chamará a atenção. A chegada de Marchionni, ex-Juve, demonstra que Prandelli gosta de ocupar toda a largura do campo. O ataque tem em Mutu e Gilardino 2 peças de artilharia móvel e oportuna. O romeno ex-Chelsea, teve uma época pontuada por lesões mas em condições normais é temível. As suas ausências abriram a janela à nova estrela de Montenegro, Jovetic. O compatriota de Vukcevic tem já sobre si a atenção de gente com vontade de abrir as bolsas. Gilardino é o melhor de todos e vive as graças da ressurreição, após uma passagem pelo decrépito Milan. O fulgor perdido não lhe afectou as qualidades.

Os jogadores do Sporting têm nesta eliminatória a oportunidade que todos os jogadores esperam: luzes da ribalta, grandes palcos, plateias vibrantes, adversários difíceis, com pergaminhos. Afinal que mais querem para querer ganhar?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Unhas para tocar viola

A Fiorentina será o nosso adversário no play-off de acesso à Liga dos Campeões. O Sporting, pelo menos o de que me habituei a gostar, deve ver neste sorteio a possibilidade de afirmação do seu prestigio na Europa, sem temores. Os italianos devem ser encarados como um adversário ao nosso alcance.
´
O Sporting que temos visto este início de época deve, acima de tudo, temer-se a si próprio. Resolvam-se os problemas, arrume-se a casa que temos argumentos para, venha quem vier, passar um mau bocado pintado de verde e branco. Temos unhas para tocar "os viola"!

Ah, é verdade, se for pelo orçamento, nem vale a pena fretar o avião para ir a Itália!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um verdadeiro Leão

Inspirados por um comentário do JVL aqui do "A Norte" e por sugestão do nosso amigo Juvenal Carvalho, a Associação de Adeptos Sportinguistas (AAS) decidiu realizar uma homenagem a um dos maiores guarda-redes da história do Andebol nacional, que por sinal defendeu as cores do Sporting e um sportinguista de coração. Estou a falar de Carlos Ferreira.

O ano de 2009 marca a despedida da competição deste grande atleta que serviu de inspiração para diversos praticantes e adeptos.

Como ex-praticante de andebol, foi com especial emoção que participei nesta iniciativa. Com pouco mais de uma dúzia de anos, assistia a jogos do Sporting pela TV e na Nave de Alvalade onde as defesas de Carlos Ferreira galvanizavam a equipa e consequentemente os adeptos que assistiam às partidas.

Esta experiência proporcionou-me a oportunidade de falar com diversos sportinguistas de eleição como são os casos de Manuel Brito, Bessone Bastos e Ricardo Andorinho. Como sportinguista e amante da modalidade, imaginem a emoção que tive ao poder falar com estes bastiões das cores do nosso clube.

Não percam no site da AAS (aqui) a homenagem prestada a Carlos Ferreira.

Força Sporting!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Açorda e chá

"Parece-me que o Sporting esta a beira de um ataque de nervos. Falo d’A Nação Sportinguista. Com a eleição de JEB e o “Paulo Bento Forever”, criou-se uma expectativa enorme. O problema é que essa expectativa foi criada sobre algo que já de há algum tempo até esta parte era criticado/criticável e altamente duvidoso – leia-se a capacidade do Paulo Bento colocar a equipa a jogar bom futebol, inovar em termos tácticos, etc. Para completar o ramalhete, a dita Nação leva com um leque de reforços = 1 Matias Fernandez. E mais nada. Assim como uma cantina que costuma servir acorda para o almoço. Os anos passam e toda a gente detesta a açorda e já quase ninguém a suporta. Vamos todos de ferias, churrascos, picanhas e peixinho grelhado. Durante a fase final das ferias, o Director da cantina muda e anuncia que vai manter o seu cozinheiro “forever”, mas que a comida vai ter outra paixão. O pessoal empolga-se. Já ninguém se lembra do que eram os almoços. Voltamos de férias e levamos ao almoço com a mesmíssima açoorda de sempre. Ate parece pior do que antigamente de tal forma nos tínhamos esquecido dela. E a expectativa era tão grande que agora desculpem lá, mas esta acorda já (quase) não a consigo comer!
Saudações Leoninas"

O texto inicial é a da autoria do nosso leitor Petinga e foi escrito em 22 de Julho passado, no Cacifo do Paulinho. Aqui está hoje devidamente autorizado pelo autor. Da sua escrita até hoje a única coisa que mudou foi a introdução de um ingrediente equatoriano na açorda, mas o sabor e textura continua tão intragável como o costume.

Ontem houve recepção a chá à chegada. PB parece ter ficado com azia pelo chá que lhe foi servido, como se vê na imagem. Agora que imagine como se sente o nosso estômago. Tal como já aqui dissemos várias vezes (Por aqui está tudo bem e momento iô-iô ) JEB não pode fazer de conta que não sabe ou a partir de ontem que não ouve. É que o descontentamento já se fez ouvir e sentir.

JEB tem, pelo consenso que reúne à sua volta, condições que nenhum outro presidente teve depois de João Rocha, para dirigir o clube. Ele, como todos nós, tem a noção que há algo de profundamente errado no futebol do Sporting e que não vai lá apenas com “mais uns treininhos”, como pensou inicialmente. O empate de ontem, que não deve ser confundido com o épico de Alkmar, deu tempo para uma avaliação mais serena. Mas o realismo impõe perceber que o futebol que a equipa pratica já cheira mal como uma açorda fora de prazo. Espero que não caia na tentação popularucha de lhe juntar mais um ou dois ingredientes, destinado a perder-se nessa papa sensaborona em que está mergulhado o futebol do Sporting. Ou JEB consegue impor um outro padrão ao futebol leonino ou vem aí um levantamento de rancho. A decisão cairá na rua se tudo continuar como está e não houver coragem para a tomar. E não foi para isso que o Sporting elegeu um presidente, Sr. Presidente!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

euromilhões

Quando milhares de Sportinguistas se preparavam para dar continuidade ao rol de críticas e demais impropérios vociferados durante os tenebrosos e paupérrimos 90 minutos de futebol com que a equipa do Sporting nos vem habituando, eis que, num pequeno momento, numa fracção de segundos, tudo acaba por se alterar e mudar a história de uma eliminatória que mais uma vez abalou o coração desgastado dos Sportinguistas.

Tão raro acontecimento não deve passar sem destaque até porque o povo diz que a sorte protege os audazes. Recordei a propósito, o golo de Miguel Garcia na meia-final de Alkmaar, também no último minuto do encontro. Só que a diferença é que em 2005 o Sporting praticava dos melhores futebóis da Europa e hoje arrisca-se a mais uma vez a passar uma enorme vergonha na liga milionária.

Ainda nos recordamos do pesadelo de Lisboa e da tragédia de Munique. Parece que somos sempre capazes de fazer pior e hoje, não fazendo pior, voltamos a deixar uma pálida, péssima, o que quiserem, imagem, nada dignificante para uma equipa que no ranking da UEFA se encontra na 31.ª posição.

Sinceramente eu já nem sei abordar a questão táctica. O nosso Sporting tem hoje um problema táctico, técnico e físico. De resto, esta frase já foi e irá a continuar a ser devidamente exprimida em toda a blogosfera e imprensa desportiva.

É triste, muito triste, quando, continuadamente, sempre com fé, com mística, com amor e carinho, esperamos por aquela exibição, por aquela época, por aquele jogo que nos encha o ego, que nos preencha, que nos dê confiança, que nos motive, que nos acarinhe, enfim, que nos retribua o amor que damos, e o que vemos, é uma equipa desnorteada, sem alma, sem história, desconfiada e desorientada, onde nem o peso da camisola parece contar.

O Sporting de hoje fez-me lembrar aquele género de pessoas que pouco fazem pela vida, sem qualquer rasgo ou iniciativa capaz de alterar o lamento constante em que vivem, a quem de repente sai o euromilhões. Resta saber, quando assim é, se depois há capacidade para administrar a fortuna e lidar com a sorte.

Do mal o menos ...


Não consigo deixar de estar satisfeito com o apuramento obtido na eliminatória de hoje, ainda por mais nas circunstâncias que foi. Será uma estrelinha da sorte? Eu diria uma grande estrela mesmo.

Muitas das palavras que aqui coloco agora já estavam na sua maioria preparadas mesmo antes daquela acção de São Patrício. Seja como for, uma palavra prévia quanto à minha satisfação já que no decorrer da segunda-parte (tal como em Lisboa), os holandeses abusaram nas situações de queimar tempo e acabaram por colher aquilo que semearam.

No decorrer da partida de hoje, voltei a constar o meu apreço pelo Daniel Carriço que voltou a fazer uma exibição personalizada e adulta - embora tenha cometido algumas precipitações ao nível do passe. Para meu espanto, Abel - jogador que eu já manifestei publicamente que não aprecio - esteve quase sempre certo ao longo da partida, mesmo tendo dificuldades com os extremos adversários, e Veloso apesar de menos vistoso que na primeira-mão, melhorou assim que passou para o lado esquerdo.

De resto, palavras para quê? Julgo que foi mais um filme cujas cenas já assistimos vezes sem conta. Um Sporting sem imaginação nem velocidade, incapaz de criar espaços ou situações de verdadeiro perigo. Note-se que apesar de um conjunto de remates à figura do herói de Alvalade, o primeiro lance que levou verdadeiro perigo à baliza do Twente, foi um mau atraso de um defensor. Além disso, até no nosso golo apesar da acção de Rui Patrício, a bola entra por intervenção do nosso adversário.

Conclusões? Repetidas de outras ocasiões. Temos jogadores em baixo de forma (ex: Vukcevic e Liedson), com falhas de confiança (ex: Pereirinha e André Marques), Matias substituído provavelmente porque não tem as rotinas de 4 anos no plantel e outros tantos que cada vez mais se assumem como "protegidos", que eu sinceramente não consigo descrever tamanhas foram as debilidades e fraquezas ao longo do jogo.

As soluções de recurso e para dar uma perninha e tudo e mais alguma coisa estão aí para ficar. Ao ponto de ter de ser o nosso guardião a produzir o golo da nossa salvação.

Sabem o que vos digo? Aprenda-se de uma vez por todas com os erros sucessivamente cometidos e que este jogo sirva de lição.

Porque os sportinguistas não querem mais 180 minutos de eterno sofrimento... E estes dois jogos deixam muitos a pensar: "Valerá a pena?"

Pelo menos a mim deixa...

FORÇA SPORTING!

Força Rapazes!


Porque jogadores, treinadores e dirigentes vão e vêm, importa relembrar nesta data tão importante para o futuro do nosso Sporting qual é o activo mais valioso do nosso clube: Nós, os adeptos.

Somos nós os que ano após ano sofremos e tudo fazemos para poder acompanhar a nossa equipa na medida das nossas possibilidades. Desde pequenos juntamos os nossos cobres para poder comprar um bilhete para a bola ou uma camisola para usar no futebol de rua ou nas aulas de Educação Física.

Somos nós que sentimos uma paixão desmesurada pelas listas verde-e-brancas e vivemos intensamente os acontecimentos do grande Sporting.

Por estarem a representar algo que nos é tão precioso é que nós adeptos somos exigentes com quem representa o nosso Sporting. Queremos que estejam apaixonados e honrados por vestir a camisola que nós, os adeptos, tanto amamos.

Portanto, hoje à noite, quando entrarem em campo, lembrem-se de todo um Universo Sportinguista que deposita toda a confiança no vosso Esforço, Dedicação, Devoção e Glória em busca da vitória. São estes os valores que nos prendem dia-a-dia ao Sporting e que esperamos ver-vos a defender com garra e paixão.

Força Rapazes, VENÇAM POR NÓS!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Caturrices

Após 11 penalti´s falhados desde que PB assumiu o comando técnico do Sporting, uma organização que se pretende profissional não devia encolher os ombros e aceitar outra explicação diferente da sorte ou azar. O insólito facto, além de qualquer dia fazer parte do anedotário nacional, expondo-nos ao ridículo, deve ter razões muito mais profundas que não apenas o treino ou falta dele. Após termos falhado mais uma vez um castigo máximo, é absolutamente inconcebível que PB nos atire com um “se houver um 'penálti', bate o Moutinho”.

Que Sportinguista dormirá descansado se, na hora de por a cabeça no travesseiro, se lembrar do jogo de amanhã e pensar que, tal como no jogo da 1ª mão, pode ser um penalty a nossa melhor oportunidade de marcar? Eu não. Não consigo perceber uma decisão deste tipo, tal como não consigo perceber como Paulo Bento consegue dormir bem com ela. Conseguirá Moutinho dormir bem esta noite? E conseguirá abstrair-se durante o jogo, rendendo o melhor que pode, sem lhe perpassar por um momento a hipótese de bater um castigo máximo?

Espero não me lembrar disso daqui a um bocado, na hora de me deitar. Mas se tal suceder vou pedir encarecidamente que o árbitro tenha pena de nós todos e, caso haja penalty, e decida entregar a bola ao Polga. Não para marcar o penalty, porque é capaz de matar do coração muitos leões, mas para que ele reponha a bola com um daqueles seus costumeiros lançamentos longos. É que essa parece-me ser a nossa única jogada estudada.

The show must go on

No rescaldo do passado jogo contra o Twente em Alvalade encontrei esta frase do João na caixa de comentários do SectorB32 onde ele é editor, “Lá está, estamos em crise em Julho.”, infelizmente discordo, estamos em crise há dezenas de anos.

Um dos factores que me faz ser pouco crítico é exactamente este, tenho a noção que por um conjunto de factores que se arrastam no tempo o Sporting vive em permanente crise há longos anos. Durante curtos períodos verifica-se alguma paz, invariavelmente coincidindo com boas prestações da equipa principal de futebol, ou de um qualquer troféu conquistado.

As descrições dos erros e problemas estão exaustivamente feitas e são transversais a todo o clube, não há ninguém que esteja isento de culpas ou de crítica.

O falhanço do tão maltratado projecto Roquette foi um rude golpe para o Sporting. Nem antes, nem depois vi qualquer proposta de viabilização e crescimento do clube tão sustentável como aquele apresentado por José Roquette. Mesmo assim falhou, como aliás falharam todos os outros, as razões para essa falha já as abordei aqui e na sua essência o projecto Roquette não mais poderá ser reabilitado porque o que lhe dava sustento já não existe (património imobiliário).

Na minha avaliação estamos reféns de dois factores:

1 – Recuperação económica do Sporting. Há absoluta necessidade de recuperar a nossa capacidade de investimento, neste momento de cada vez que algum Sportinguista sonha aparece uma prestação para liquidar que lhe limpa os cofres. A folga de tesouraria que devia permitir ao clube reagir a desequilíbrios da equipa, lesões, liderar o mercado por sua iniciativa, não existe, ficamos assim numa posição de espectador, incapacitados de executar qualquer politica que julguemos correcta e tentando aproveitar franjas do mercado onde o risco de cada investimento é muito maior.

2 – Sucesso desportivo. Nunca o Sporting esteve tão dependente do sucesso da sua equipa de futebol, não que daqui venha a solução directa para os nossos problemas mas como disse em cima a tranquilidade só surge quando os resultados o permitem. Muitas das falhas de detecto na nossa equipa actualmente não têm propriamente que ver com posicionamentos, rendimentos, etc..

Aquilo de grave que encontro é falta de confiança e ansiedade. Julgo que não deve existir nenhum outro plantel com uma noção tão profunda do que implica para a estabilidade do clube um qualquer jogador falhar um penalty, é um erro profundo colocar nos artistas os problemas (ou as realidades) dos gestores.

Não é amanhã que os nossos problemas vão ser resolvidos, também não será amanhã o dia da nossa salvação, quanto muito amanhã jogamos um bocadinho da nossa ambição, do nosso querer, da nossa qualidade. Aquilo que gostava mesmo era que os onze jogadores do Sporting que vão jogar contra o Twente entrassem em campo só com isto na cabeça, “Vamos jogar à bola! Vamos divertir-nos e mostrar a estes cepos como se trata a redondinha na nossa terra!”

Para resolver os nossos problemas vai ser preciso mais tempo, muito mais tempo, nem daqui a um ano se pintarmos de novo este País de verde e branco, os nossos problemas estarão acabados.

Feliz ou infelizmente no desporto, ou no espectáculo, não há tempo para ficar triste ou deprimido, só há tempo para recuperar as pernas e a cabeça e enfrentar de novo o público e a critica.

Amanhã é dia de jogar à bola! Amanhã joga o Sporting!
Que bom, quem me dera lá estar e ser um deles!

Decisão

Twente
O Twente enfrentará o Sporting com uma jornada já disputada no campeonato holandês. Na deslocação a Roterdão, onde jogou com o Sparta local, a equipa de Steve Mclaren ganhou por um categórico 2-0, golos de Nkufo e Ruiz. Precisamente 2 dos jogadores que mais deram nas vistas em Alvalade e que acabariam por fazer história. O ponta-de-lança alcançou a melhor marca de sempre no que diz respeito aos golos marcados no clube de Enschede - 103 golos, desde a sua chegada em 2003 - num golo precedido de falta sobre o guarda-redes adversário. Ruiz marcou um golo do fantástico, confirmando a impressão que havia deixado em Alvalade. Contratado ao Gent da Bélgica, pela maior soma que o clube holandês pagou até hoje por um jogador, o costa-riquenho parece querer cumprir com rigor a missão de fazer esquecer Elia, que saiu para o Hamburgo.

Registaram-se mudanças no 11 inicial dignas de nota: o central Douglas, que pareceu ser o elo mais fraco da defesa, foi substituído por Rajkovic, lateral-esquerdo em Alvalade . Nessa posição alinhou o ex-Vitesse Kuiper . Será provavelmente esse o 11 inicial holandês, sem o guarda-redes Boschker, uma vez que viu o cartão vermelho na 1ª mão. Uma equipa moralizada por 2 resultados positivos consecutivos.

Sporting
Uma vez conhecida a convocatória, não se pode considerar surpreendente a inclusão de Filipe Caicedo. O mesmo talvez não sediga do afastamento de Pedro Silva, que sai da titularidade directamente para a bancada. Tendo em conta o que produziu em campo, estranho apenas ter-lhe sido permitido tanto tempo de jogo.

Tendo em conta a lista de convocados, apostaria na titularidade de Patrício, com Caneira à direita, Carriço e Polga ao centro, e Veloso à esquerda. É uma solução de recurso, que utilizaria a contragosto, uma vez que é o nosso melhor 6 e ainda por cima em boa forma. Acontece que é neste momento a única opção que daria garantias na lateral-esquerda, face ao impedimento de Grimmi e à recente lesão de Marques, que tem apenas 45m nas pernas.

Na linha média, a minha opção recairia nos duplos pivot´s Rochemback e Moutinho, conferindo maior presença ao centro sempre que obrigados a defender e prescindindo de um 10 puro que, como vimos ao longo dos últimos tempos no losango de PB, quer com Romagnoli quer agora com Matias, acaba por ser uma unidade nula, quer na hora de atacar ou defender. Pereirinha e Vukcevik nas alas. Confesso que Vuk na esquerda não é entusiasmante, mas é verdade que pior seria lá sacrificar Moutinho, como já vimos por diversas vezes PB fazer. Na frente Postiga e Liedson.

Este 4-4-2 clássico, não sendo uma opção rotinada, constituiria um risco, mas, em teoria, parece-me a melhor para contrariar o 4-3-3 dos holandeses, e sobretudo para contrariar os nossos próprios problemas.

Penso que esta seria a atitude correcta para encarar o jogo: concentrarmo-nos no que somos capazes de fazer e fazê-lo bem feito, procurando sempre criar problemas ao adversário, desde o 1º minuto. Jogar na expectativa, com receios e de forma subserviente, é dar força ao adversário. Este deve ser respeitado, uma vez que, enquanto jogou com 11 em Alvalade, foi-nos sempre superior. Este Twente não será mais poderoso que nós, se nós conseguirmos, antes de os vencermos, vencermos as nossas já costumeiras hesitações e debilidades.

sábado, 1 de agosto de 2009

Por aqui está tudo bem...

Sou levado a concordar com JEB. Dificilmente cometeremos o erro de despedir técnicos como despedimos Robson. É que há muito que não passa pelo banco do Sporting um treinador tão categorizado como o inglês. Infelizmente que assim é, uma vez que num clube onde a formação de jogadores tem como objectivo criar valor para o futebol principal, ter um treinador qualificado e experiente deveria ser encarado como um alicerce desse projecto. Ao invés, o Sporting apostou consecutivamente no escuro em 2 técnicos inexperientes e sem provas dadas. A jogada típica de um jogador em desespero perante a ruína eminente. E da mesma forma que um jogador de casino não tropeça em jackpot´s, os clubes não tropeçam em Mourinhos cada vez que arriscam confiar o destino da orientação técnica em treinadores desconhecidos. Este cenário é agravado no Sporting por um Dep. de futebol igualmente inexperiente e onde as relações pessoais se parecem sobrepor à competência, sem resultar claro para o exterior uma hierarquia bem definida.

Com as mais recentes declarações (“Já houve muitos anos de precipitação e mesmo o próprio Paulo Bento já experimentou situações muito desagradáveis e, no final, as coisas recompuseram-se e ficaram mais bem postas no seu sítio”) Bettencourt não só volta com o inqualificável espectro de o 2º lugar ser “o nosso lugar”, como demonstra preferir continuar a enterrar a cabeça na areia perante a falta qualidade, consistência e competência da direcção técnica da equipa. Enquanto assim se mantiver, JEB bem pode continuar o bom trabalho de fazer crescer a família leonina às segunda-feiras, que as exibições e resultados no futebol se encarregarão de, em forma de hemorragia, de nos fazer regressar depressa aos números dos anos anteriores.

JEB já percebeu que os Sportinguistas não tolerarão por muito mais tempo esta situação. Por isso aproveitou para agitar o fantasma de Robson – o seu incompreensível despedimento, entenda-se, que perdurará em muitos de nós por muitos anos – para ver se o pavor silencia as vozes que incomodam cada vez mais o seu acrítico “PB forever”. A precipitação de Sousa Cintra não pode ser a justificação irresponsável para o imobilismo 15 anos depois.

Os Sportinguistas, estou em crer, apenas desejam evolução e não uma revolução. Confiaram em JEB para criar soluções e o futebol do Sporting precisa urgentemente delas. Habituaram-se a ver em JEB um homem persistente e de coragem. Compreendo que esteja ao lado de PB neste momento, num intervalo de uma qualificação. Mas ele sabe que não é coragem ir ao lado de alguém que, repetidamente, se estampa contra um muro, por mais avisado que seja. PB e o seu losango cada vez mais parecem encaixar nessa figura.
P.S.- Recomendo a leitura de post´s sobre o mesmo tema na Bancada Nova e no Sangue Leonino.

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