segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
De canto para as meias
Os Assobios da Desarmonia

Mas, mais do que analisar o actual (e inevitável?) clima bipolar leonino, a que me vou habituando, era bom reflectir sobre as causas que levaram à sua ocorrência e as consequências que este episódio poderá desencadear.
Para já fico-me pelas causas que originaram esta cena de pugilato... E não há inocentes.
Comecemos pela escolha arriscada de JEB para Director Desportivo que, como muitos temiam, se revelou mais um erro brutal de casting (o adjectivo aqui aplica-se mesmo no seu sentido literal). Na verdade a carreira de dirigente de Sá Pinto acabou ainda mais cedo e de forma mais calamitosa face ao que os pessimistas com a opção – não será antes realistas? – previam.
Seguimos para o comportamento dos adeptos. Daqueles adeptos que não perdoam nada e ao mínimo erro de um jogador que - sabe Deus (ou o diabo) qual a justificação -, não lhes cai no goto, desatam a assobiar e a vaiar como se não houvesse amanhã. Muitos destes adeptos serão, provavelmente, aqueles que depois de passarem um jogo a manifestar-se contra os seus jogadores-fetiche, não só lhes exigem que retribuam com palmas e agradecimentos no centro do relvado após o apito final do desafio, como se indignam perante essa negação… E é neste aspecto que eu gostava de me alongar um pouco mais, até porque é aqui que nós, simples adeptos e sócios comuns podemos mudar alguma coisa. Durante um jogo de futebol o Sporting é representado por aqueles 11 homens dentro de relvado, ao assobiá-los, enquanto decorre o jogo, estamos a prejudicar-nos a nós próprios. Caso o espectáculo, o empenho e até, mesmo cumpridos estes dois requisitos, o resultado final não sejam do nosso agrado, aí sim, podemos manifestarmo-nos negativamente. Agora durante os noventa minutos em que é que ajudam os assobios e apupos? Por mais que reflicta não consigo entender esta mania que, teimosamente, se instalou no nosso estádio… É que ficou agora cabalmente provado que tal atitude não só não ajuda como pode prejudicar imensamente a estabilidade do nosso clube.
Quanto a Sá Pinto e Liedson, já muito foi dito. Ambos erraram, mas depois de relatados todos os factos, devo dizer que o Sá Pinto esteve muito pior. E não só porque pôs termo (?) a uma situação de conflito recorrendo a uma (não) solução: partir para a violência, ainda mais quando a exerce de uma forma completamente injustificada e desproporcionada. Nem porque, enquanto no exercício de um cargo superior e, em face disso, com maior poder e responsabilidade, deveria manter a calma e resolver o conflito de forma inteligente e serena. Condeno-o ainda porque, essencialmente, ele era pago para defender o grupo de trabalho que liderava de tudo e de todos aqueles que o afectassem o seu desempenho. E isto inclui defender os seus jogadores de alguns assobiadores profissionais. Essa, (manter o bom ambiente interno) era a sua tarefa prioritária, e que falhou redondamente. Liedson também agiu erradamente, porque devia ter acatado as ordens de Sá Pinto. Julgo que os subordinados podem e devem dar a sua opinião, até discordar frontalmente duma ordem, mas devem segui-la, mesmo não concordando. O SCP paga (e bem) a Liedson não só para jogar (e bem) e marcar (muitos) golos, como indiscutivelmente tem feito, mas também para obedecer aos seus superiores hierárquicos. O levezinho esqueceu-se ainda, que se há muita gente a assobiar, há muitos mais a aplaudir e a incentivar, nomeadamente a ele próprio e deveria demonstrar SEMPRE a sua gratidão perante os sócio e adeptos do SCP que tanto o têm acarinhado. Ora aqui estava um bom argumento, com lógica e suficientemente inteligente, para o Sá Pinto usar e fazer ver a sua razão face à nega do 31 em agradecer.
Finalmente um apelo. Vamos apoiar convictamente o nosso 31, e já hoje na Trofa! Por uma razão: porque ele merece o nosso apoio em virtude de tudo o que tem realizado dentro de campo. É no relvado que o SCP alcança a glória e poucos como ele tem demonstrado tanto esforço, dedicação e eficácia em a atingir. A devoção, essa fica para nós manifestarmos. Ponham a mão na consciência, e notem se nunca agiram de forma injusta perante um amigo ou familiar. Se assim não tiver sido com algum dos nossos leitores, aconselho a pedirem a canonização ao papa. Ao do Vaticano, não ao atrasado moral…
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Fogo que arde sem se ver
É o que sentiremos hoje quando prossegue hoje na comunicação social, em tom de festim canibalesco, a devassa sobre o triste episódio ocorrido dentro das nossas portas. O Sporting parece estar transformado num reality-show ao melhor estilo TVI. Uma dura prova para os Sportinguistas, surpreendidos e chocados com um o súbito regresso à nossa estranha (a)normalidade.
Já quase todos tomaram partido. Eu continuo do mesmo lado: do lado do Sporting. Aos que optaram por Liedson lembro-lhes que ninguém está acima do clube, e da hierarquia estabelecida, por melhor que seja o seu histórico de serviços prestados. Aos que preferem Sá Pinto façam-lhe a justiça ao carisma e abnegação que lhe reconhecem, colocando os interesses do clube acima dos de um grupo ou pessoas.
Chega a ser quase trágico que este episódio tenha retirado o impacto da publicação das escutas telefónicas no You Tube. E se há quem diga que são todos iguais, querendo misturar tudo no mesmo saco, parece-me que aqui não temos telhados de vidro, apesar da transparência das nossas paredes. Espero que em Alvalade, mais concretamente no E.V.A., se perceba finalmente o calibre – falte dele, claro – dos nossos adversários e não se cometa a ingenuidade de pensar que o polvo de mais 2 décadas se extinguiu. Apenas evoluiu adaptando-se, ao melhor estilo da filosofia darwiniana. Não se vê, mas está lá.
PS: ontem tive a honra de participar na I Tertúlia Leonina organizada pelo Solar do Norte. O evento será aqui tratado de forma conveniente pelo Bruno Martins, membro recentemente eleito da direcção deste bastião leonino no Norte. Não posso porém deixar de fazer 2 notas: i) o elevado nível do evento, com participação da generalidade dos presentes, ii) o profundo fervor clubista registado. Pena foi que hoje, ao ver a reportagem no JN, eu veja citado o meu nome, dando ênfase a questões laterais à minha intervenção, culminando com o desvirtuar do espírito e do conteúdo das minhas declarações, bem como do evento em si. Ao titulá-lo com um patético “Salema Garção sob fogo” o JN fala de um fogo que nunca ardeu nem tão pouco se viu. As fogueirinhas do costume, o gosto pelo sangue…
Importa o nome do cargo?

Poderá existir nesta altura uma crise de liderança no Sporting, resultado sobretudo de uma armadilha de conceitos despoletado pelos cargos atribuídos às diversas pessoas. Desde o Director Desportivo de Pedro Barbosa, ao Director de Futebol de Ricardo Sá Pinto até ao "Team Manager" de Miguel Salema Garção, o certo é que todo este rol de funções lançam a confusão na mente dos sportinguistas, que sem saber ao certo o papel de cada uma das pessoas, acabam por apontar o dedo a quem quer que seja em busca da responsabilização de algo que corre mal.
Nunca vi em Pedro Barbosa ou Ricardo Sá Pinto, a responsabilidade máxima do departamento de futebol do Sporting Clube de Portugal. Tanto quanto sei, essa sempre foi e sempre será da presidência da SAD - entidade que gere o futebol. No banco, mais do que alguém que conheça mercados ou com conhecimentos de gestão, necessitamos de alguém com mística, amor à camisola e respeito pelo Sporting Clube de Portugal. A verdadeira ponte entre o balneário e clube.
Barbosa e Sá Pinto foram directores, mas o "enorme" Manolo Vidal era o secretário-técnico e o que é certo, é que com ele junto dos jogadores, a paixão e garra leonina estavam sempre presentes e há bem pouco tempo, a sua importância na conquista dos dois últimos títulos foi reconhecida pelos dirigentes do Sporting.
Com isto, deixo a pergunta: Importa o nome do cargo ou a função desempenhada?
EM FRENTE SPORTING!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Os fantasmas de sempre
Após o 2º golo registaram-se alguns apupos por parte dos adeptos. A coisa piorou quando alguém gritou o nome de Stojkovic. Foi aí que Liedson se empertigou, mandando calar os adeptos. Sá Pinto ter-lhe-à chamado à razão lembrando que “são eles que nos pagam os ordenados”. Liedson não gostou, a discussão manteve-se até aos balneários, onde, após alguns empurrões, Sá Pinto terá sido o autor da primeira agressão. A ser verdade, não se confirma a versão inicialmente posta a correr, que tudo teria começado com uma crítica pública de Sá Pinto à actuação de Patrício. E fica por explicar como é que tudo isto sucedeu sem intervenção de terceiros.
Parece-me inevitável a assumpção que Sá Pinto não era a pessoa certa no lugar certo. Bem como também que o balneário do Sporting está longe de ser um local recomendável para dar as costas, e que o ar que por lá se respira necessita com urgência de renovação. Falta ainda apurar que feridas foram abertas e que tempo durará a cicatrizar, sabendo-se a ligação que Sá Pinto tem com os adeptos, e que acaba por ser o respeito por eles a condená-lo. Mas, como sempre no Sporting, sabe-se de tudo sem nada se saber ao certo. Lembro-me de quando Argel quase chegou a vias de facto na torre das antas, destruindo à passagem 2 computadores. Só veio a público passado uns anos e porque o próprio o confessou em entrevista.
Não é por acaso que o nome de Stojkovic aparece de novo, nestas circunstâncias. Não soubemos matar conveniente as questões e assim elas vão e voltam, quando menos se espera, como se de fantasmas se tratasse. Diz-me um amigo meu que isto não aconteceu por acaso, e que Sá Pinto, pelas suas características pessoais, era o alvo mais fácil de uma franja que nunca viu com bons olhos as mudanças recentes. Para ele a seguir vai Carvalhal, lembrando-me do “desabafo” de Liedson, sobre as suas dificuldades em jogar sozinho na frente.
Estranha forma de vida!
Longe de mim imaginar, que o destaque a verde e branco em manchete se devia a cenas inacreditáveis de pugilato, após o sofrível resultado ante o Mafra.
É esta a sina do Sporting. Quando tudo parece começar a correr bem, eis que os próprios Sportinguistas, adeptos, dirigentes ou atletas, decidem deitar tudo a perder. Não quero, ainda sem conhecer a verdadeira dimensão do vergonhoso episódio individualizar ou apontar o dedo a quem quer que seja, mas não posso deixar de manifestar o meu mais profundo repúdio para com o sucedido.
Estranha forma de vida, a dos Sportinguistas. Como o meu companheiro JVL já havia apontado, são no mínimo caricatos os aplausos que alguns adeptos decidiram dedicar ao Madeirense Ruben Mícael no fim do encontro com o Nacional. Será que são os mesmos que ontem decidiram apupar Rui Patrício, ainda que tenha errado infantilmente?
Que comportamento vão ter esses adeptos quando o Madeirense voltar a visitar Alvalade vestido de azul e branco?
É preciso perceber a essência dos aplausos e dos apupos. A vida balanceia nessa dicotomia.
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o Sporting.
Inacreditável, ou talvez não....
In Record:
Diversos jogadores tentaram separar os dois contendores, mas o ambiente só serenou quando o luso-brasileiro foi retirado do balneário, argumentando que, a partir de ontem, dificilmente conseguirão conviver no mesmo espaço. "É ele ou eu!", foi a ideia deixada pelo goleador.
Carvalhal assistiu à cena incrédulo e impotente. Um problema para o técnico, que poderá ver-se privado do concurso de Liedson. O dianteiro de 32 anos está sob a alçada disciplinar do clube e poderá ser alvo de um pesado castigo. A discussão começou ainda no banco de suplentes, com o diretor-desportivo a criticar o erro do guarda-redes e Liedson a sair em sua defesa. A troca de argumentos alastrou ao balneário e foi subindo de tom até ao contacto físico.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Naturalmente, fico Zhang...ado

Sporting entra em campo com cinco alterações em relação ao onze titular contra o Nacional da Madeira e apenas Matias Fernandez conseguiu "convencer-me". Pareceu-me que o chileno foi o principal dinamizador do ataque sportinguista e esteve na origem do penalty - que o próprio converteu - e apontou o canto que originou o segundo golo do Sporting, apontado por Carriço.
Mas antes do Sporting ter tomado conta da partida - pelo menos até aos minutos finais - o primeiro golo do Mafra resulta de alguma displicência por parte do Sporting que deixou o adversário entrar com alguma facilidade e rematar para o golo do empate.
No final da primeira parte, 3-1 com os golos leoninos a resultarem de lances de bola parada.
A começar o segundo tempo, a uma chouriçada de Vukcevic, Djaló corresponde bem ao acreditar que podia ficar com a bola e faz funcionar novamente o marcador. A partir daqui, acreditei que o Sporting podia partir com facilidade para um resultado bastante confortável. Mas foi o que aconteceu?
A rotação efectuada e os minutos dados a jogadores menos utilizados fizeram sentido em minha opinião já que por exemplo, João Pereira não pode jogar na Liga Europa (será Abel uma verdadeira alternativa?) e com a saída de André Marques para a Grécia, Grimi é o único lateral esquerdo no plantel.
Assumo-me completamente frustrado com a nossa segunda parte. Razões para tal? Se já no primeiro tempo tinha visto pouca atitude competitiva em muitos jogadores, na segunda parte essa pareceu intensificar-se e acrescentando o individualismo de Vukcevic, fiquei quase fora do sério. Nem mesmo o voluntarismo de Postiga me consegui "animar" (n.d.r. Pode não ser avançado para o Sporting, mas também pobre coitado está mesmo com azar).
Aquilo a que assistimos nos últimos minutos é completamente inadmissível. Depois do "azar" de Rui Patrício, reparem na facilidade com que o jogador do Mafra consegue cruzar a bola e o Abel ainda vira as costas ao opositor...
Mais uma vitória, novamente pela margem mínima mas que desta vez me deixa naturalmente zangado...
Sporting - CD Mafra (20 Janeiro)
Há ou não dinheiro? E para quê?
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Clube do povo, Clube de Portugal
O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do leão
Nós aprendemos a amá-lo
E a trazê-lo no coração
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Bandeira verde o Leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O sportinguista é assim
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos até aos avós
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória é sempre nossa
Viva ao Sporting!
EU? SOU APÁTRIDA!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
M & M´s
domingo, 17 de janeiro de 2010
E vão 5
Acordei hoje de manhã confiante para o jogo e assim foi. Uma boa vitória, contra uma das melhores equipas do nosso campeonato e com uma exibição bastante agradável pese o adormecimento no fim.
Se há resultados enganadores, o de hoje é um deles. O SCP ganhou pela margem mínima ao Nacional mas dispôs de várias ocasiões para marcar e ampliar o resultado, ao passo que os madeirenses, conseguiram marcar o 2º golo ao 3º ataque.
Foi surpreendente ver o Nacional com uma atitude à Leixões, ou seja, com 11 defesas atrás da linha da bola. E não foi apenas porque o SCP o obrigou, foi mesmo estratégia deles.
Como já referi, foi um bom jogo, com uma equipa mais solta, mais alegre e mais confiante, neste aspecto também o público, e com um ambiente no estádio que dificilmente teríamos à 2,3 meses. Virámos o resultado, ampliando-o em seguida e depois adormecemos. O que eu dispensava, porque até me estava a saber bem estar a ver um jogo sem sobressaltos de maior.
Grande jogo do Marat e do Miguel Veloso - golaço! - bem acompanhados pelo Adrien e pelo novo lateral direito. E depois, o regresso do Levezinho coroado com 2 golos. Um amigo meu dizia-me que deveria ser frustrante para o Postiga e é verdade. Não que tenha jogado mal, que não acho que o tenha feito, mas uns conseguem marcar de qualquer maneira e feitio e outros não.
E o tiro do Izmailov? Se entrava...era de levantar o estádio!
Hoje chegámos a ter direito a ~15 minutos de Matías e é nitidamente outro perfume. À semelhança do jogo com o Leiria, mal entrou, criou uma jogada de golo que infelizmente não foi concretizada. O toque de bola não engana e é pena que não tenha entrado mais cedo.
Nota para o Saleiro: apesar de preferir que tivesse sido ele a dar o lugar ao Liedson, foi bastante importante e útil nos minutos finais, congelando a posse de bola. São estes pormenores que por vezes ajudam a decidir um jogo.
5 vitórias seguidas, nítidas melhorias ao nível de jogo e relação entre equipa e adeptos. O campeonato é uma miragem mas pelo menos, vemos futebol.
FORÇA SCP!!!
PS: Não gosto dele mas termos um lateral direito é uma diferença tremenda.
PPS: Incompreensíveis os aplausos a Ruben Micael. É nosso jogador? Já jogou no SCP? É um dos melhores jogadores do Mundo e/ou fez uma exibição tremenda? A resposta a todas estas perguntas é a mesma: não. E sendo assim, porquê??
sábado, 16 de janeiro de 2010
Levantamos voo? (Resumo da semana)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Não há um "caso Matias Fernandez"

O homem de quem se fala
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
I Tertúlia Leonina do Solar do Norte
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
E sai mais uma para o Sporting
"E aí vai o B*** a pressionar o Vitória"
"Julio Cesar (ndr: após 5 defesas) a provar que é dos melhores guarda-redes em Portugal"
"Em Leiria, golo do Sporting. João Pereira estreia-se a marcar pelos Leões"
"E carrega o B*** à procura do empate depois do golo de Douglas"
"Grande golo! Miguel Veloso a dar uso novamente ao seu excelente pontapé"
"Eder Luís tem mostrado pormenores muito interessantes"
"GOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO DO B***"
Portanto, foi mais ou menos isto que consegui reter dos nossos primeiros 45 minutos. Ao momento em que eu escrevo estas palavras, ainda nem sequer tive oportunidade de assistir aos golos do Sporting.
Chegado a casa e assim que acendi a televisão, o primeiro pensamento que me ocorreu foi "Onde anda o Schemeichel?" numa alusão ao reality-show onde o Grand Danois era sujeito a diversos trabalhos forçados em lameiros, quintas e hortas. O terreno esteve mau para ambas as equipas, mas julgo que o estilo de jogo mais tecnicista do Sporting saiu prejudicado.
Durante os primeiros minutos que assisti, Izmailov pareceu-me o jogador mais esclarecido nos leões e deu razão a todos os que tanto exigiram a sua permanência no clube. Sem ser exuberante - e talvez a recordar-se dos relvados a que está habituado na Rússia - o nº7 do Sporting pareceu o jogador mais à vontade na partida. Por outro lado, Moutinho continuou discreto.
Nesta altura, os leões pareciam ter o jogo controlado. Tonel e Carriço inicialmente deram mostras que são nesta altura a melhor dupla de centrais no Sporting apesar das inúmera dificuldades causadas pelo jogo directo do Leiria, apostado em aproveitar a presença de dois homens possantes na área. Mais uma vez, fico com a sensação que o Sporting deve avaliar oportunidades para suprimir estas lacunas.
Nos últimos minutos, uma mão cheia de oportunidades para o Sporting fazer o seu terceiro golo na partida mas acabou por ser perdulário na finalização, com destaque para boa intervenção do guardião leiriense a remate de Djaló, uma boa jogada de Vukcevic na linha e o excesso de confiança de Saleiro após trabalho de Matias na linha.
Vitória justa do Sporting, que neste ano de 2010 só conhece o sabor da vitória, todas pela margem mínima.
A finalizar, três pontos:
- Mais uma vez, Matias entra em campo para queimar tempo. Haverá mesmo necessidade?
- Não temos grandes queixas da arbitragem mas aquele amarelo ao Tonel deixa-me a contar o número de guarda-redes que já teriam sido expulsos em Alvalade por queimar muito mais tempo.
- André Santos é como o algodão: Não engana. O jovem emprestado pelo Sporting ao Leiria é um dos totalistas da Liga e no jogo de hoje foi uma das figuras em destaque na sua equipa, ora como médio-defensivo ora como interior.
EM FRENTE SPORTING!
Dar porcos e receber chouriços
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Carvalhal, sim ou sopas?
Não é preciso dizer o quanto isto significa de corte com o passado recente. Nem, aliás, o quanto isso me enche de esperança, a mim e a outros como eu (e que são muitos mais do que se pensa, apesar de os adoradores de Soares Franco, Paulo Bento e demais miserabilistas tristonhos continuarem a encher os fóruns radiofónicos e os comentários dos jornais online de frases como: "Isto ainda vai correr muito mal…"). Pois é fundamental reconhecê-lo: este discurso, bem como a atitude que o tem coisificado, começou com a chegada de Sá Pinto e Carvalhal a Alvalade. Ora, Sá Pinto não tem, tanto quanto se saiba, um deadline: independentemente dos resultados próximos, há-de ser director desportivo (sim, eu sei que não é "director desportivo" mesmo, mas também nunca ninguém explicou como se diz ao certo) ainda durante algum tempo, podendo mesmo trocar de treinador uma ou outra vez. Já Carvalhal não: tem contrato até Junho apenas – e pode muito bem estar a lançar as bases para outro brilhar.
Não merece. Pelo contrário: merece assinar contrato por pelo menos mais um ano, dispondo da oportunidade de montar uma equipa à sua imagem – e de geri-la depois durante tempo suficiente para que possamos formar uma opinião sobre o seu trabalho e as perspectivas que ele nos abriu. E então, sim, devemos ser implacáveis (implacáveis como nunca fomos com Paulo Bento): se for bom e proporcionar expectativas quanto a um futuro de sucesso, deixá-lo ficar; se for apenas mais ou menos e perder a capacidade de encher-nos de esperança, deixá-lo sair. O Sporting é e tem de continuar a ser um clube grande. Na pior das hipóteses, pode ficar três anos sem ganhar o campeonato (incluindo duas vitórias para o FC Porto e uma para o Benfica), não mais do que isso. E aquilo para que até hoje estávamos a preparar-nos, com Paulo Bento, com o discurso vigente e com a atitude conformista que se institucionalizara, era para passar outros 17 ou 18 anos no deserto, a ganhar uma Taça de Portugal de vez em quando – e, de resto, todos contentinhos porque íamos à Liga dos Campeões fazer figuras tristes."
Joel Neto
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O preço certo
Izmailov, Pongolle e Matias todos eles têm um preço certo. Veremos quanto vamos pagar por eles.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Vitória tão sofrida como merecida
Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)
SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Daniel Carriço, Tonel e Grimi; Adrien (Matías Fernandez (77); Izmailov, João Moutinho e Vukcevic (Pereirinha, 90+2); Hélder Postiga (Pongolle, 59) e Saleiro.
Suplentes: Tiago, Polga, Yannick e Abel
LEIXÕES: Diego; Sony, Tucker, Trombetta e Bruno Gallo; Fábio Espinho, Fernando Alexandre, Seabra (Didi, 87) e Hugo Morais; Léo (José Manuel, 59) e Pouga (Antunes, 80).
Suplentes: Fonseca, Braga, Cauê e Paulo Tavares.
Disciplina: Cartão amarelo para Bruno Gallo (63 e 70) e Fábio Espinho (76). Cartão vermelho para Bruno Gallo (70).
Marcadores: 1-0, Tonel (84)
Ao intervalo: 0-0
Resultado final: 1-0
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Coisas miúdas, coisas graúdas

Numa actualidade cheia de dificuldades e conflitos para resolver, torna-se difícil ter disponibilidade para pensar o futuro. Qualquer tema que exceda o horizonte da próxima jornada é difícil de ser tratado e convenientemente preparado.
Recentemente encontrei-me a ver um jogo da Liga Europa em que actuava uma equipa Russa, não me recordo já qual com exactidão, sei que apreciei o futebol geométrico, a disponibilidade física, a técnica dos movimentos simples (passe – recepção).
Como o jogo não envolvia equipas do meu agrado emocional, ainda viajei pelas antigas equipas da URSS, onde brilhavam excelentes jogadores como Dasaev, Demianenko, Blokhin, etc., aterrei nos nossos Cherbakov e Izmailov e no quanto gosto do seu futebol.
A conclusão a que cheguei foi, aqui está um futebol com escola onde será dado valor a uma boa formação, aqui está um futebol que graças aos seus novos milionários vai crescer nos próximos tempos porque pode fabricar bons jogadores e ainda competir activamente com o primeiro mercado europeu.
Por todas estas razões e porque somos lideres na formação, uma área que de certo é apreciada no lado frio da Europa, via com muito bons olhos o estreitar de relações com o Leste, como? Através da internacionalização do conceito “Academia Sporting” (que tão bem está a ser gerido), do intercâmbio de uso de instalações aproveitando as nossas condições climatéricas especificas (tenho o completamente infundado feeling que só seremos campeões quando voltarmos a fazer uma pré-época fora dos 40º alentejanos), da troca/transacção de jogadores, técnicos e porque não investidores.
Cumprido que está o pontapé de saída da nossa presença em África, espero que quem pensa o futuro em Alvalade nunca perca o seu espaço e fique a falar com as paredes, para isso já me chega o que vi ontem, o “Papa” a falar com as paredes com um discurso de Muro das Lamentações sem perceber que o sistema lhe foge entre os dedos.
P.S.- Estive a ver o Braga – Nacional, ora será que por 5 milhões o Valência aceita vender um certo emprestado…
Uma tarde em Alvalade
No entanto, a equipa de Ténis de Mesa inicia a II volta do Campeonato Nacional defrontando o Sporting de Porto Santo às 15h. Faz-me recordar as maratonas desportivas da Nave e antigo Estádio. Estarei no Multidesportivo a ver o jogo do Ténis de Mesa e depois vou ao jogo de futebol.
Isto sim, é para mim, o Sporting Clube de Portugal.
EM FRENTE SPORTING!
PS: Aqui fica uma pequena brincadeira
Onde param os extremos?
O mais que se parece ter conseguido foi dar razão a Paulo Bento, quando este dizia que Liedson não era capaz de jogar em 4x3x3. Além do mau momento de forma, a mudança introduzida deixou bem claras as limitações técnico-tácticas e até mentais do Levezinho em adaptar-se a novas exigências.
Nos jogos mais recentes parece evidente que ficaram para trás as intenções de Carvalhal de voltar a implementar no Sporting o 4x3x3, afinal o mesmo modelo que serve de referência ao futebol das camadas jovens. A que se deveu esse recuo? Falta de jogadores para o modelo, dificuldades de adaptação do plantel?
Uma coisa ficou clara: a iniciativa de Carvalhal não resolveu satisfatoriamente a falta de agressividade e de comprimento dos nossos movimentos ofensivos. As dificuldades em criar perigo nos últimos 30/20 metros, e consequentemente de materialização em golos permaneceu idêntica, apesar das alterações introduzidas.
A alteração recente parece-me acertada, pelo menos enquanto os movimentos de mercado não introduzam alterações num plantel construído para jogar em 4x4x2. Vukcevic e Izmailov são bons jogadores mas estão longe de serem extremos. Jogar entre a linha e o defensor requer escola e vocação e ambos os jogadores foram adaptados a essas funções. Lembro-me de ver Vukcevic jogar na última selecção da Sérvia-Montenegro de esperanças como 10, embora a suplente. O mesmo sucedeu com Izmailov, que foi afastado para a ala-direita por ter o lugar de 10 tapado. Sobra Pereirinha, que para mim tem as melhores condições para desempenhar todo o corredor direito. E sobra também Djaló, que, já com Paulo Bento, jogou na ala-esquerda, embora as suas limitações na recepção e passe o impeçam de se assumir como valor garantido.
Parece-me que, neste cenário, as alternativas de Carvalhal não seriam muitas. A haver alterações de fundo, ou teriam que esperar por nova época ou pelas soluções que o mercado do Novo Ano venha a permitir. Mas, atendendo ao que se ouve, onde estão afinal os extremos?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Reviver o passado em Alvalade
Valente, Derlei e Pedro Mendes. O Sporting parece querer ajustar contas com o passado sem dele retirar as devidas lições. O melhor que o Sporting pode ganhar este ano é o futuro. Para tal, e ao contrário de outros, não precisamos de apostar tudo ou nada nos 5 meses que faltam desta época. Mas saber escolher quem tem de ajudar a construir o futuro é um jogo que não pode ser perdido.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Leão assusta

Hoje, todos podemos ter dúvidas quanto à necessidade e/ou utilidade das contratações efectuadas ou que estejam para ser feitas, mas acho que Carvalhal até tem razão. Basta abrir qualquer jornal e constamos que três em cada quatro crónicas de supostos especialistas nas lides do futebol são sobre o Sporting. Seja de onde vem o dinheiro, seja o porquê dar a Carvalhal o que não se deu a Bento, seja sobre a insatisfação de Polga ou ainda justificar a derrota do Braga com a saída de João Pereira... para o Sporting.
Se calhar, é tudo coincidência. Mas quando existe um tetra-campeão e a Dream Team versão 2009/2010, ver tantas referências ao modesto 5º classificado da Liga faz concordar com o nosso treinador e verificar que alguém parece andar realmente assustado...
EM FRENTE SPORTING!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Reforços e tácticas
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Fim do emPOLGAmento?
domingo, 3 de janeiro de 2010
Ano Novo, Vida Nova?

Era grande a expectativa para o primeiro jogo do ano em Alvalade, que se espera ser, um ano de viragem, de mudança de paradigma e sobretudo de renascimento dos valores leoninos, que possam devolver ao Sporting Clube de Portugal a dignidade que o 2009 de triste memória lhe roubou.
Taça da Liga: SCP - Sp. Braga

Sporting: Rui Patrício; Abel, Tonel, Carriço e Grimi; Adrien; Izmailov, João Moutinho e Miguel Veloso; Saleiro e Postiga
Suplentes: Tiago, Pedro Silva, Polga, Pereirinha, Vukcevic, Matías Fernandez e Yannick Djaló
Sp. Braga: Kieszek; Filipe Oliveira, Moisés, Leone e Evaldo; Madrid, Vandinho e Mossoró; Alan, Meyong e Diogo Valente
Suplentes: Eduardo, Paulão, Osvaldo, Paulo César, Peña, Adriano e Matheus
sábado, 2 de janeiro de 2010
À procura de Novos Anos
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente
Carlos Drummond de Andrade
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade










