terça-feira, 18 de maio de 2010

Época 2009/2010 - O balanço (II)

CARLOS CARVALHAL E EQUIPA TÉCNICA
O Carlos Carvalhal foi técnico do Sporting? Não me lembro que tenha sido apresentado. Parece que sim. Lembro-me de ver no banco do Sporting um senhor de casaco e gravata ao lado do Lima. Devia ser o Carlos Carvalhal. Portava-se bem. Menos bem só quando depois de ser convidado a continuar na próxima época, e ter recusado, passar todas as semanas a fazer um discurso em que parecia que quase implorava um lugarzinho para continuar no Clube.
Ah! Mas isto não era para analisar Carlos Carvalhal. Era para analisar a equipa técnica de Carlos Carvalhal. Aí tenho de pedir desculpa a quem estivesse a contar com uma análise profunda a toda a equipa técnica, mas muito sinceramente não consigo identificar mais ninguém alem de Carlos Carvalhal e Lima, sem recorrer a arquivos que, agora, não tenho à mão. Penso que andavam pelo fosso do Estádio a tentar encontrar e colar os cacos em que encontraram a equipa quando, pela calada da noite, lhes disseram (só a eles) que faziam parte da equipa técnica do Sporting.
Na verdade o que se podia esperar de uma equipa técnica que os dirigentes tiveram vergonha de apresentar, que recebeu um grupo desorganizado, quer tacticamente quer psicologicamente, onde mal chegou foi confrontada pelo poder de alguns bons jogadores, mas maus profissionais?
A apresentação de Carlos Carvalhal foi o 2º grande erro desta época desportiva. O 1º, e principal, foi Paulo Bento ter iniciado a época 2009/10. Atendendo ao estado anímico em que se encontrava o Sporting, quer a equipa, quer o discurso dos dirigentes, quer a massa apoiante, era fundamental que Carlos Carvalhal fosse apresentado como o futuro treinador campeão pelo Sporting, com contrato a perder de vista, mesmo que redigido para poder acabar, sem encargos, no fim da época. Tinha de haver um discurso muito forte que mobilizasse a nação leonina e empolgasse a equipa. Tinha de ser mostrado à equipa que aquele era “o treinador”, e que os “meninos tinham de se portar com juízo”.Em vez disso foi anunciado, às escondidas, um treinador a prazo, ficando este imediatamente, em inferioridade perante os jogadores. Por tudo isto:
Conselho Directivo pela apresentação de Carlos Carvalhal:  6 valores.
Desempenho de Carlos Carvalhal e adjuntos: 10 valores
Média: 8 valores
A minha tendencia para o 8... Se ajudar alguma coisa,  na próxima época mudo o nick para 18...
por 8

LIGA SAGRES
Falar da candidatura do Sporting ao campeonato nacional 2009/10, agora Liga Sagres, é falar de um nado-morto. Falar da nossa participação é compilar um manual do absurdo, tantos foram os erros inqualificáveis que se acumularam. Os números são reveladores e demolidores: 26 golos sofridos e apenas 46 marcados. Apenas 13 vitórias, 9 empates, e 8 derrotas! E que dizer de zero golos de livre directo e apenas 3 golos de canto? O 4º lugar alcançado no final foi também o lugar mais alto a que se conseguiu guindar em 30 jogos.
Para lá dos números, não posso deixar de assinalar o que hoje é por demais evidente, e que aqui assinalei antecipadamente: a má planificação da época. Esta impunha sérias dificuldades, por um começo antecipado, por via de uma participação armadilhada na Champions League e pela manifesta aposta de tudo ou nada dos nossos adversários mais directos. Ao invés, mereceu descuido e leviandades. A constituição do plantel tem episódios que já constam do anedotário do futebol nacional – Caicedo, Ângulo, desinteresse por Hugo Viana – e como classificar o número insuficiente de jogos de preparação?
A participação na Liga fica assinalada pelo abandono de Paulo Bento, num reconhecimento tácito da sua incapacidade de dar a volta a 3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, em 9 jogos. Neste rol, não podem ser esquecidas as roubalheiras que foram os jogos com o Braga e FCPorto, precisamente as 2 derrotas. Mas também é um facto que nada houve que merecesse referência, fossem as exibições, fossem os resultados. Carvalhal conseguiu inicialmente não só mudar a tendência dos resultados, bem como as exibições. Os seus 6 jogos iniciais equivaleram a 16 pontos, mas a ida a Braga, na sequência do episódio Sá Pinto / Liedson, foi o estertor final. Já quando ninguém esperava, uma vitória por números históricos, ante o então campeão nacional, foi um ligeiro bálsamo para o orgulho leonino.
O melhor que se pode dizer da nossa participação na Liga 2009/10 foi que acabou. Estou convicto que o desfecho não tinha que ser este. Mas para que estes 9 meses não tenham parido uma total inutilidade há que ter aprendido com os erros para que não se repitam. Sem nota, por falta de comparência na maior parte das provas a prestar.
por LdA

LIGA EUROPA
A participação do Sporting nesta primeira edição da Liga Europa teve alguns aspectos positivos, mas deixou no ar a sensação que a nossa marca na competição poderia ter sido um pouco mais ambiciosa. O apuramento foi conseguido por Paulo Bento, e o último jogo da fase de grupos, juntamente com as eliminatórias com o Everton e o Atlético de Madrid ficou a cargo de Carvalhal, que perdeu aqui a oportunidade de, com o campeonato perdido, deixar um legado de sucesso no clube e uma porta aberta para o regresso.
Ao futebol sofrível da fase de grupos, a equipa juntou um pouco mais de qualidade nas eliminatórias, sem, no entanto, nunca deslumbrar. O golo de Miguel Veloso nos últimos minutos do jogo em Liverpool fez com que a equipa e os adeptos pudessem sonhar com voos mais altos, mas tal não se concretizou. O momento memorável do ano veio com a eliminatória com o Atlético de Madrid, que muitos já esperavam desde sorteio de finais de Dezembro. Cinco mil sportinguistas estiveram presentes em Madrid numa quinta-feira à tarde, numa demonstração de força impressionante; um cortejo de três kms pelas ruas velhas de Madrid, a fazer parar o trânsito e a trazer todos às janelas para ver "los portugueses" - e uma homenagem do plantel às vítimas dos atentados de 11 de Março que ficou bem vincada nos espanhóis. Foi isto que me ficou da Liga Europa. Isso, e a imagem de marca deste Sporting, no jogo em Berlim com o Herta: quando já tínhamos a qualificação assegurada, quando podíamos, sem pressão, tentar corrigir um pouco a vergonha de Munique e, pela primeira vez na história, ganhar na Alemanha, perdemos o jogo contra uma equipa que terminou a Bundesliga como lanterna vermelha. A falta de qualidade, ambição e amor próprio da equipa ficou bem patente nesse momento. 12 valores.
por Bruno Martins

TAÇA DE PORTUGAL
Analisando o comportamento da nossa equipa ao longo da última época, constei que a Taça de Portugal acaba por retratar ou estar no “caminho” dos principais momentos do Sporting durante 2009-2010.
Sporting 3 – 0 Penafiel
A contestação à equipa e a Paulo Bento já era uma constante, verificando-se oscilações exibicionais constantes bem como algumas vitórias importantes. No campeonato, o SCP somava já duas derrotas e na Liga Europa contava com duas vitórias em exibições sofríveis (Hereenveen e Hertha de Berlin). Na recepção ao Penafiel, o SCP vinha de um empate caseiro frente ao Belém e arrumou a equipa duriense por três golos sem resposta.Logo depois, a equipa entra numa série de maus resultados (e sobretudo exibições) que culminaram com a saída de Paulo Bento.
Pescadores da Caparica 1 – 4 Sporting
Este foi o primeiro jogo de Carvalhal no banco do Sporting. Durante as semanas anteriores, os sportinguistas manifestaram-se surpreendidos com a escolha da direcção leonina, que recaiu num treinador com um currículo modesto e que acabaria por ser apresentado através de uma pequena entrevista colocada no site do clube.Em relação ao jogo, apesar do adversário ter inaugurado o marcador, um Sporting ainda com pouco tempo de trabalho sobre a alçada do novo treinador pareceu exibir-se com outra dinâmica e com outro tipo de abordagem ao jogo. Nesta altura, apercebíamo-nos que Carvalhal pretendia aplicar um 4x3x3, dar novas funções a Miguel Veloso e Matias Fernandez e dar mais preponderância a jovens como Adrien, Pereirinha e Saleiro. Apesar desta estreia, nos 5 jogos seguintes, o Sporting venceu apenas um jogo, empatou duas vezes e perdeu outras tantas.
Sporting 4 – 3 Mafra
Para mim, foi o jogo da época, pelas piores razões e sem querer tirar qualquer mérito ao jovem chinês Zhang.Numa partida que o Sporting parecia ter completamente controlada e a vencer por 3 bolas de diferença, a descontração e o desleixo de alguns jogadores veio ao de cima e o adversário aproximou-se no marcador e os adeptos criticavam as exibições, neste jogo em particular, Rui Patrício. A vitória calhou ao Sporting mas o pior estava para vi.Na manhã seguinte, os sportinguistas acordam com a notícia dando conta das cenas de pancadaria entre Sá Pinto, então director - desportivo, e o avançado Liedson. Carvalhal havia aparecido na conferência de imprensa completamente combalido e os relatos sobre o sucedido multiplicam-se.Todo este caso deixou a nu os problemas de balneário dentro do Sporting e a fraca capacidade directiva tanto por parte do clube em si como do próprio treinador que cada vez mais confirmava capacidades para preparar uma equipa em termos de treino mas que tinha dificuldades em gerir uma equipa.
FC Porto 5 – 2 Sporting
Depois de perder em Braga para o campeonato, o Sporting é humilhado no Dragão em mais um jogo da série de 7 partidas sem vencer. Além de ter entrado a medo na partida, a nossa equipa parecia desconcentrada permitindo praticamente três golos em outras tantas vezes que o adversário foi à baliza, sem demonstrar capacidade de reacção no momento de atacar a bola e impedir o adversário de finalizar. Pelo meio, Izmailov marca o golo fantástico através de um forte pontapé, dando razão aos que defendiam que ele não devia ser negociado, longe de saber dos episódios que aconteceriam até ao final da época…
A Taça de Portugal espelha a época do Sporting. É impossível negar que toda a temporada foi mal preparada e que tanto equipas técnicas como estrutura directiva demonstraram incapacidade para gerir o nosso grupo de trabalho que por sua vez é composto por jogadores de temperamento difícil e elementos que acumulam comportamentos pouco profissionais, privilegiando o individualismo e demonstrando, em minha opinião, uma posição de desrespeito pelo peso institucional de um clube centenário como o Sporting Clube de Portugal.
por Hugo Malcato

TAÇA DA LIGA
A taça da liga é uma competição que ainda não está suficientemente solidificada no panorama futebolístico nacional. Talvez por isso, a maioria dos adeptos encare a competição sem grande entusiasmo e com alguma indiferença, estilo, não aquece, nem arrefece, o importante é o campeonato.
A partir das meias-finais, esta competição ganha necessariamente outra importância, porque a probabilidade de existir um derby ou um clássico é quase certa. Como esses são jogos que ninguém quer perder, a competição ganha outra importância e estatuto à medida que o calendário avança. Foi o que sucedeu nesta terceira edição. Houve derby nas meias finais e clássico na final.
Importa salientar que o Sporting teve sempre um comportamento digno em todas as edições da Carlsberg Cup, facto que sustenta a velha máxima de entrar em todos os jogos e competições para vencer. Não subestimar a competição é meio caminho andado para lhe dar o estatuto e a solidez necessária à sua afirmação no calendário futebolístico nacional. Se há clube grande que sempre prestigiou esta competição, foi o Sporting Clube de Portugal, ao contrário dos seus pares. A Liga Portuguesa de Futebol, deveria portanto ter mais respeito pelo Sporting, coibindo-se o seu Presidente de prestar declarações infelizes, tanto nesta como na edição anterior, em função dos constantes erros de arbitragem com que o nosso Clube tem sido brindado. Recorde-se que na época passada, fomos escandalosamente prejudicados e a competição ficou ferida de morte nessa época.
Mas é sobre esta época que agora estamos a fazer o balanço da participação do Sporting nesta competição.  Após uma excelente caminhada na fase de grupos, com 3 vitorias sobre Braga, Leiria e Trofense, estas duas ultimas fora de casa, a meia-final ditou um derby entre Sporting e Benfica, presenciado em Alvalade por 30.081 espectadores, provavelmente o derby com menos público nas bancadas.
Copiosamente derrotado pelo rival, não nos podemos esquecer que aos 6 minutos ficamos reduzidos a 10 elementos e aos 7 acontece o primeiro golo adversário, factos que mataram o jogo à nascença, conforme reza a crónica do jogo de então. Os 4 golos sofridos doeram, como dói qualquer derrota perante o rival de sempre. Seja como for, não podemos ignorar a caminhada do Sporting até à meia-final, pelo que, em jeito de balanço, vou dar 10 valores à participação do Sporting nesta edição da Taça da Liga.
por Leão Transmontano

Entrevistas

O dia de hoje fica marcado pela entrevista de Paulo Sérgio ao jornal do clube, e pela recarga de Izmailov que mais não é que um golo na nossa baliza. O processo despoletado com o já tristemente célebre episódio da pretensa recusa em jogar parece quase um download de um filme pirata com as legendas trocadas.  Parece ser hoje mais ou menos pacifico que Costinha entrou neste caso de chancas quando devia ter usado um fato Armani. Mas também seria muito ingénuo da minha parte imaginar que o facto de Paulo Barbosa ter dito ontem que o russo vai cumprir o contrato com o Sporting e este dar hoje esta entrevista é um acaso cósmico. Cómico não é de com certeza. Tragicómico? Veremos.

A entrevista de Paulo Sérgio é aqui publicada em honra dos nossos leitores que, estando no estrangeiro, não têm acesso ao Jornal do Clube, (alô Pedro, Bruno, TheLC, e Algoncalves). Aos que estão por cá, fica a ideia de que de vez em quanto não custa assim muito dar uma ajudinha. Quem sabe o aumento ligeiro de audiências não é o pretexto para dar um novo impulso à publicação. Não custa ser optimista…

PS: Mais logo continuaremos com a publicação do balanço da época ontem iniciada, que para nós é mais importante que a agenda mediática. Embora o passado não possa ser alterado quem sabe se a sua compreensão não evita a repitação da(s) história(s). Não custa ser optimista...


segunda-feira, 17 de maio de 2010

No dia seguinte...

Assisti com perplexidade à leveza de espírito com que o Presidente da A.G. justificou o esvaziamento a que está votado o Conselho Leonino. Ficou no entanto a promessa de que os elementos que renunciaram ao seu mandato, por estarem ao fim ao cabo impedidos de o exercer na prática, serão entretanto substituídos. Se demorar tanto tempo como a convocar uma simples reunião, que reconhecesse que o órgão serve para qualquer coisa, dá tempo para qualquer senhora em idade fértil, e que faça parte do dito conselho, conceba e gere um filho. E como o Sporting precisa de aumentar a prole, até é capaz de ser um bom timing, senhor PMAG. Não precisa de ser no dia seguinte.

Época 2009/2010 - O balanço (I)

A SAD
O que dizer de uma SAD que, após um seu funcionário afirmar que aí se manteve quatro meses a mais, batendo logo de seguida com a porta, derruba praticamente todo o seu edifício e deixa a respectiva cúpula chorosa e como que abandonada?

Há quem afirme que a SAD do SCP tombou de forma temporã, podendo, esse facto, ter contribuído decisivamente para a pior época de que à memória, mas há, também, quem defenda que já caiu de podre. Pode parecer paradoxal, mas eu admito ambos os diagnósticos. Explico-me: se caiu cedo na época dando azo a tamanha instabilidade, a verdade é que uma estrutura profissional, que supostamente deveria ser de excelência e que prometera, pouco antes de cair, elevada solidez consolidada na longa experiência da maioria dos seus membros, jamais poderia revelar-se tão dependente das decisões de apenas uma pessoa, por maior importância que essa pessoa, o seu responsável técnico principal, efectivamente detivesse. Ora, posto isto, julgo ser coerente concluir-se que tais membros nunca deveriam ter assumido o comando do ‘negócio’ futebol… No mínimo por manifesta falta de auto-confiança, de estofo, mas ainda mais por falta de pró-actividade e até, por que não dizê-lo, por falta de coragem e esbanjamento da dita ‘experiência’. Basta verificar a ausência de rumo, de uma qualquer estratégia, a indecifrável politica de contratações e a lastimosa gestão do plantel, para confirmar o veredicto da frase anterior.

E depois do desmoronamento? Bem, depois foi ao ritmo do forrobodó que se iniciou a ‘reconstrução’ dos fracos alicerces, numa dança de cadeiras com o irrequieto Salema, ‘Le Garçon’, a protagonizar o papel de bailarino principal. Pelo aspecto físico, ninguém lhe adivinharia tamanhas valências, mas se é certo que o homem é cheio de ‘formosura’, também não se lhe pode negar o jeitinho que tem para se mexer e manter permanentemente dentro daquele ‘Sádico’ palco, ao qual, nem cenas de violência ‘hard-core’ faltaram.

Concluindo, os resultados que a SAD produziu na época finda revelam-se muito pouco, para não dizer nada, leoninos: uma autentica perda de tempo, com ausência de títulos, espectáculo e notória redução do seu valor patrimonial. Mas a preocupação mor dos seus gestores de topo, talvez surja quando forem divulgados os (verdadeiros?) prejuízos económico-financeiros. Até lá, alegremo-nos com o “estamos mais fortes que nunca!” bradado aos Céus por um histriónico líder da SAD em vésperas de onze miúdos da Academia se alimentarem de hóstias ministradas pela própria mão de Bento (o XVI, não o I que já não foi a tempo, tão pouco o II que ainda não chegara…).O que se seguirá? É uma incógnita, mas já o velho ditado pronuncia que o futuro a Deus (dos agentes) pertence… Haja, então, como é q lhe chamam?… Fé! É isso.

CLASSIFICAÇÃO – A vontade era atribuir uma nota abaixo de zero, mas dada a sua impossibilidade dou um 4, para incentivar o Costinha a ‘orar’ muito (e bem) ao seu ‘Deus’…
por Virgílio 
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EQUIPA TÉCNICA DE PAULO BENTO
Pré-época & Liga dos Campeões
Iniciámos a época com um técnico tremendamente desgastado, não só pelo facto de ser o único a dar a cara pelo SCP pois a Direcção evitava fazê-lo, como principalmente, pela fraquíssima qualidade do futebol praticado. Tudo isto já vinha de trás, ou seja, de campeonato(s) anterior(es). Ao contrário do próprio, não acho que ele tenha ficado apenas 4 meses a mais pois há muito que era favorável à sua saída.
Numa pré-época marcada por apenas(!!!) 4 jogos, sendo que um deles foi com o At. Cacém onde se averbou a única vitória,  contratações simplesmente incompreensíveis, fosse pela qualidade do jogador (Caicedo), pelo timing da mesma (Angulo) ou ainda por nenhuma delas visar colmatar as principais lacunas do plantel - defesa especialmente as laterais - o SCP discutiu o acesso à LC com a Fiorentina, averbando dois empates: 2-2 em casa (com uma péssima arbitragem a favorecer a Fiore) e 1-1 fora, valendo a regra dos golos fora, sendo por isso relegado para a Liga Europa.

Liga Europa
Foi nesta competição que Paulo Bento efectuou o seu último jogo ao comando do SCP. No dia 5 Novembro, o SCP defrontou em casa o Ventspils, não indo além de um empate a 1, estando a perder. Apesar de ter deixado a equipa quase apurada, as dificuldades sentidas para ganhar jogos contra adversários nitidamente inferiores e o agoniante futebol praticado, deixaram-nos à beira de um ataque cardíaco.

Taça de Portugal
Vitória contra o Penafiel por 3-0.

Campeonato Nacional
Paulo Bento quando deixou o SCP, tinha realizado 9 jogos, deixando a equipa no 7º lugar com 13 pontos em 9 jogos (3V-4E-2D) e com 10 golos marcados e 8 sofridos.Desde a 2ª jornada que, matematicamente, não dependíamos de nós para alcançar o título nacional, após o empate forasteiro com o Nacional e derrota caseira com o Braga, equipa que tinha ganho o seu jogo inaugural contra a Académica.

Avaliação - Nota 0
Péssima avaliação dos lugares a reforçar, e para tal o dinheiro não serve de desculpa pois foi dito que a defesa não necessitava de reajustes, exibições paupérrimas, erros recorrentes, discurso desculpabilizante - sacudindo a água do capote - e responsabilizando sistematicamente os jogadores, ausência de resultados, tirando a Liga Europa. Foi este o legado que nos deixou esta época.  Saudades do Paulo Bento? Como treinador, não!
PS: Sob a batuta de Paulo Bento, estivemos 4 jogos seguidos para o campeonato sem ganhar, entre a 6ª e 9ª jornada: (FC Porto 1-0 Sporting, Sporting 0-0 Belenenses,V. Guimarães 1-1 Sporting, Sporting 1-1 Marítimo). 
por JVL

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PLANTEL
Falar do plantel do Sporting da época que agora termina é passar em revista todos os problemas do clube. Tomando como referência o número de jogos efectuados por cada jogador o nosso onze típico seria:

Rui Patrício (30 jogos)
Abel (18 jogos)
Carriço (25 jogos)
Tonel (23 jogos)
Grimi (20 jogos)
M. Veloso (25 jogos)
J. Moutinho (28 jogos)
M. Fernandez (28 jogos)
H. Postiga (22 jogos)
Liedson (28 jogos)
Y. D’jálo (18 jogos)

A primeira constatação que faço é que este onze nunca jogou, o que revela uma das características que ajudou a uma época desastrosa, instabilidade. No início da época o plantel foi mais remendado do que reforçado e por essa razão não é de estranhar que o único reforço da época com lugar nesta lista seja Matias Fernandez. De Angulo e Caicedo já ninguém se lembra, de Pongolle esperamos uma lembrança no futuro, André Marques teve guia de marcha para crescer, João Pereira e Pedro Mendes deram um pouco mais de consistência mas não transformaram a equipa.

O destaque acaba por ser Saleiro de todos os reforços aquele que mais cumpriu com a sua tarefa e revelou-se um jogador de grande utilidade e valor como Joker e tapa-buracos de lesões e castigos, pagando com golos.

A segunda constatação que faço é, onde estão as referências desta equipa? Onde estão Polga, Izmailov, Caneira e Vukcevic? Todos eles têm menos de 15 jogos. Por diferentes razões (lesões, castigos, opção técnica) todos estiveram longe da decisão, todos passaram ao lado da época deixando a equipa numa deriva fatal. Os nomes que aparecem imediatamente após estes onze são Saleiro e Pereirinha (ambos com 17 jogos) só depois surge Polga com 15, Vukcevic com 14 e Izmailov com 13. Pouco, muito pouco para quem consome grande parte do orçamento disponível.

A terceira constatação, é a mais difícil de escrever, a qualidade do onze justifica um ano tão desastroso? Não, apesar de todas as culpas que possam imputar a terceiros não se livram da responsabilidade de terem feito um trabalho muito abaixo das suas reais capacidades. Nunca mostraram em campo aquilo de disseram aos microfones, nunca foram solidários, nunca tiveram concentração competitiva, nunca se superaram como grupo, nunca foram ambiciosos. É para mim a parte mais desastrosa da época ver todo o talento ali presente desperdiçado sem reacção.

Para finalizar uma análise por sectores. Na defesa não consigo reconhecer um líder, Tonel tem capacidades mas faltam-lhe as qualidades, Carriço cresce mas ainda não se impõe, Patrício mostrou evolução mas continua ter erros de principiante que têm de ser castigados com o banco principalmente quando se repetem e há mais dois colegas que trabalham tanto como ele. Abel já foi e Grimi nunca será… Reforços precisam-se

Meio campo, o sector mais forte da equipa e de quem nós tanto esperávamos, Veloso foi pau para toda a obra, defesa esquerdo, médio defensivo, interior e extremo esquerdo e interior direito, com tanta voltinha aprendeu a marcar golos. Moutinho acompanha o seu amigo no carrossel de posições e talvez por já o fazer há mais anos esteve pior do que o normal mas não se vislumbra quem faça melhor. Mátias é a surpresa, 28 jogos, é muito mais do que eu diria que ele jogou e se tivesse baseado esta equipa em minutos de certeza que percebia a razão, alguém se lembra de um jogo completo do Matias? Eu também não. Estabilidade precisa-se.

Ataque, quando uma equipa que joga em 4-4-2 só tem 3 jogadores do meio campo com mais de 18 jogos algo correu mal. No ataque passa-se o contrário, é Liedson e sus muchachos. Tanto experimentaram que Liedson nunca teve sossego ou um amigo fiel, mas três mosqu(i)eteiros que zumbiram à sua volta e que no que se refere a poder de finalização e golos pouco acrescentam. Remates precisam-se.

Avaliação global - 7,5 valores. Com o conselho para este grupo se candidatar às novas oportunidades.
por LMGM

PS: decidimos fazer uma avaliação conjunta da  época 2009/10, com quando um dos editores a responsabilizar-se por um tema. A avaliação incidirá sobre os 3 agora editados, a SAD, a equipa técnica de Paulo Bento e o plantel, seguindo-se a equipa técnica de Carvalhal, e a participação nas competições Liga Sagres, Liga Europa, Taça da Liga e Taça de Portugal. Fica à vossa disposição a caixa de comentários.

domingo, 16 de maio de 2010

Aquela Maniche!

(i)A ser verdade que Maniche (33 anos em Novembro) se apresta a tornar a primeira aquisição da temporada, “para por a rodar” Adrien (21 anos). É verdade que rodar é coisa que Maniche sabe fazer como ninguém. (ii)A ser verdade a intenção de trocar Pereirinha (22 anos) por Evaldo (28 anos) mais uns milhões de euros e talvez mais uns passes, o Sporting parece querer despedir o futuro para abraçar o passado. A dislexia que o titulo aparenta (Maniche e não Machine, a troca dos nomes nas fotos) será uma doença bem real em Alvalade se esta noticia se confirmar. Será por essa limitação que o Sporting parece ter dificuldade de aprender, repetindo erro atrás de erro, mais parecendo uma sucessão de gags à Jim Carey?

Bom dia Sr. Morais!

sábado, 15 de maio de 2010

Minimos olimpicos

Os discursos de apresentação de jogadores e técnicos são normalmente marcados por palavras de circunstância que pouco se desviam do “dar o meu melhor”, etc. Ontem não foi muito diferente. Paulo Sérgio falou futebolês, como seria de esperar, assumindo a sua condição de “self-made man” crescido no meio. Não será pelos discursos que o seu percurso no Sporting será avaliado e não esperava nada de diferente. As palavras depressa voarão com o vento se  a prática nao lhes der abrigo. Não me passou despercebido “A minha meta não é encurtar distâncias nem vir com um discurso lamechas a defender-me de qualquer insucesso que possa ter", que também me pareceu ter destinatário. Veremos na prática… Mas é sempre bom assinalar que Paulo Sérgio já tem pelo menos um fã, o do costume, diria...

Não posso deixar de referir a postura de Bettencourt, que independentemente do conteúdo do seu discurso, se apresentou num formato mais consentâneo com a postura que se exige a quem ocupa o cargo.

Foi um dia de mínimos olímpicos. São esses que garantem a entrada para a grande competição, não garantem o sucesso, mas também não o impede. Ontem abriu-se um novo ciclo que se espera seja virtuoso. Não é preciso muito para ser melhor do que os anteriores, mas é necessário que suba muitos patamares para estar ao nível que o Sporting precisa e merece. Há um risco claro nesta opção que é percebido por todos. Mas há pelo menos uma virtude: as expectativas só poderão ser superadas.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Onde estavas no 14 de Maio de 2000?

Estava prestes a fazer os meus 17 anos e nunca tinha visto o Sporting a ser Campeão. Foi daquelas épocas em que muitas vezes apanhei o autocarro sozinho ou com mais um grupo de amigos para ir ver os jogos a Alvalade.
Naquela tarde, carregado de nervos, a ver o jogo de Paranhos e ao mesmo tempo o jogo de Barcelos (do Porto), a ansiedade era enorme. Até que o André Cruz marca aquele golo de livre directo... E o Leão veio para a rua!
Hugo Malcato

Tenho sempre a sensação de estar no sítio errado, no tempo errado no que ao Sporting diz respeito. Nasci em 1964, no ano em vencemos a Taça das Taças, mas cheguei cá apenas em Novembro, já havíamos levantado o caneco 6 meses antes. Em 1982, no ano da Taça e Campeonato só assisti ao 1º jogo, por sinal em Alvalade. Há 10 anos atrás estava em Lisboa e não no Porto como seria “normal”. Semanas antes já tinha apanhado uma molha na Luz, quando pensávamos celebrar na altura certa, no local errado. Lembro-me das ruas desertas, e do estrondo que se seguiu ao golo de André Cruz. Não me peçam muito mais do que isto: foi das festas mais lindas e espontâneas que vivi. O Sporting é mesmo de Portugal!
LdA

Rumamos ao Porto, logo pela manhã de 14 de Maio de 2000, cheios de crença. Vindos de Lisboa, eu e outro grande Sportinguista, pudemos testemunhar que o país cedo se começou a preparar para uma enorme festa. Ele foi ver o jogo, pagando 100 euros pelo bilhete. Até as varandas dos prédios de Paranhos à volta do Estádio se alugavam. Eu juntei-me a mais 2 transmontanos amigos de infância, que moram no Porto e vi o jogo em casa de um deles, conforme combinado desde 18 de Março de 2000, quando vencemos o Porto em Alvalade por 2-0.
O jogo acabou e foi o eclodir de um enorme festival de emoções leoninas. Rumamos de imediato a Vidal Pinheiro, onde o meu amigo viu o jogo e ainda festejava lá dentro. Para que conste e os nossos filhos e netos testemunhem, na segunda-feira seguinte, a nossa foto aparece no Diário de Notícias.
O meu amigo de Lisboa, só quis sair do Porto quando o levei à Avenida dos Aliados. Ele não imaginava que a mítica praça onde o FCP comemorava os campeonatos, estava repleta de leões em delírio. “Afinal há muitos Sportinguistas no Porto, confessava-me pleno de emoção”.
A partir dai, foi parar em tudo que é estação de serviço do Porto a Lisboa. Em todas elas foi o delírio. Estive em Coimbra, no tal café, com Roquette e milhares de Sportinguistas em estado delirante. Chegados a Lisboa, a loucura era total, nas ruas, à volta do Estádio, dentro do Estádio, na Praça do Município, etc.
Deitei-me às 8 da manhã e no dia seguinte foi feriado. Portugal, inteiro parou e saiu à rua, para mostrar que o leão ruge, sem precisar de evidenciar essa grandeza constantemente, porque afinal, essa é a característica daqueles que por maiores que sejam, serão sempre pequenos.
Viva o Sporting!
Leão Transmontano

O fim do jejum coincidiu com a Semana Académica. Vi o jogo "em casa", no núcleo Sportinguista de Faro, onde passava mais tempo do que em casa.
Com o nervosismo típico - mas desta feita exponenciado ao máximo - foi assim que me sentei para ver se seria finalmente desta que alcançaríamos o tão ambicionado título.
Eu, o meu irmão e uns amigos, a vibrarmos como nunca, sentindo uma alegria que nenhum de nós tinha podido viver antes. Foi impossível conter a emoção e a partir do 2º golo, foi o choro mais alegre que alguma vez tive.
Fim de jogo, emoção total, gente na rua vinda de todo o lado, invadindo as ruas de Faro, à imagem do País, levando lamps a interrogaram-se como é que era possível sermos tantos, pessoal em cima do próprio carro aos saltos, compra imediata de uma grade de cerveja para despacharmos antes da entrada na SA, um amigo nosso lampião a aproximar-se de um velhote para gozar com a sigla do Clube e a levar um baile monumental com a resposta: "Somos Campeões de Portugal" numa risada em que até ele se incluiu, ida para o recinto da festa e propositadamente para a frente do palco com os cachecóis do SCP , onde actuavam os GNR - não porque gostássemos da música mas sim para que ele nos desse os parabéns ao Clube, enfim....foi a loucura geral e um dos dias mais felizes da minha vida.
Gostava de o experimentar mais vezes porque a mim não me cansa ganhar sempre.
JVL

Pela única vez na vida disse para a minha futura mulher, “Se me vires a chorar não te preocupes, é porque foi golo do Sporting!”. E foi um, dois, três, quatro… não chorei. Ri, gritei, saltei, corri para o carro entre os parabéns de diversos amigos que comigo viram o jogo e sai para as ruas de Coimbra com um destino fixo em mente, o Café Brasil, para beber um café e continuar a festa. Temi que o carro não sobrevivesse à cidade, por todo o lado se tinha o azar de parar era abanado ao som da Marcha do Sporting, cantada por Maria José Valério que tinha posto em “repeat” no leitor de cd’s. O circuito Praça da República – Café Brasil foi feito vezes sem conta. Ao outro dia acordar pelas 7 da manhã e seguir viagem para Alcains, pedi ao meu colega para conduzir porque não estava em condições para o fazer, durante a viagem quando abria o olho, sorria e descia a janela e dizia com a pouca voz que me restava, “Sporting!” e voltava a um sonho lindo.
LMGM

 Em Maio de 2000 atrás tinha 19 anos e o meu sportinguismo ainda não tinha sido recompensado com a vivência de um título de campeão. Até aí, sempre tinha vivido no grande Porto, onde os sportinguistas, em minoria, eram confrontados com um sem número de amigos e colegas de outras cores mais bem sucedidas.
No fim-de-semana anterior tinha ido a Lisboa preparado para fazer a festa de título, mas tal não possível. Até foi bom, porque passei uma semana de Queima das Fitas festejando por antecipação. Quando chegou o Domingo, foi muito bom. Foi estranho. Nem sabia bem como fazer para deixar sair tanta alegria acumulada. Vi o jogo em casa com a minha irmã e o meu avô. A minha mãe sofria na outra televisão as incidências do jogo de Barcelos... O meu pai tinha ido a Vidal Pinheiro, e esperamos que ele chegasse para irmos para a Avenida do Aliados, juntarmo-nos a mais umas centenas. Dois anos depois seríamos bem mais, naquela sítio, mas nada igualará aquela sensação de "primeira vez" daquele título.
Bruno Martins

Tinha ido no fim de semana anterior do Funchal a Lisboa, e só marquei avião para 2ª feira convencido que precisava da noite de domingo para comemorar em Lisboa, mas o egípcio, contando com o habitual leite vermelho, estragou a festa.
No fim de semana da ultima jornada era fim de semana de ficar no Funchal e, após uma semana de ansiedade, foi na Avenida do Mar que se fez a festa, descobrindo nessa altura que a Madeira é muito mais verde do que a tinha imaginado.
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Paulo Sérgio no meio da ponte

Paulo Sérgio é hoje citado na 1ª página do jornal “Abola”, confessando o seu erro, ao ter falado sobre o Sporting, ainda na condição de treinador do Vitória de Guimarães, e em plenas instalações do clube vitoriano. É de louvar este acto de contrição, revelador de humildade. E quem reconhece os seus erros está mais próximo de não reincidir, revelando igualmente disponibilidade para se aperfeiçoar. Não é muito comum ver disto, muito menos numa figura pública. E é bom que Paulo Sérgio perceba o seu erro, porque não me parece que, em Alvalade, um episódio idêntico lhe fosse facilmente perdoado. Pelo menos pelos adeptos…

Mas a primeira página do jornal é enganadora. Dificilmente se pode chamar a “isto” uma entrevista. E, no que me parece um pequeno sinal de contradição, o treinador mistura novamente as matérias, falando do passado e abordando o futuro. Daí o titulo do post. Mas Paulo Sérgio não foi ainda investido formalmente nas funções que irá desempenhar, pelo que as declarações não terão assim tanta importância. Mais importantes me parecem os sinais que se vão deixando, dando a entender que a nova época está a ser confeccionada à mesa dos restaurantes. Que haja pelo menos o cuidado de evitar nódoas que manchem à partida um ano que se adivinha difícil.  

(Clique para aumentar)

P.S.: Parece assente o abandono de Rabiu Ibrahim e com ele a voar vão os 800 mil euros que o Sporting pagou pelo seu passe. Em tempos falei aqui na necessidade complementar o projecto de formação do Sporting com a criação de uma equipa B. Há quem o faça há mais tempo que eu, como é o caso do PLF, desde os tempos da Centúria Leonina, e nos dias que correm, na Bancada Nova. Sem ir por hoje mais longe, parece-me quase uma evidência que o dinheiro que se investiu num jogador apenas daria para “peneirar” um plantel inteiro de promessas. Uma certeza por ano era um projecto ganho.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O querem os Sportinguistas?

Há duas notícias que me alegraram o dia: a primeira foi a de que Deco está na lista de potenciais reforços apresentada a Paulo Sérgio. A segunda é a promessa e a certeza de Liedson relativamente à época que aí vem. Assegura o Levezinho que será melhor do que a que agora terminou. Trata-se de duas notas bem-humoradas, embora tenha alguma dificuldade em classifica-las nessa subcategoria do humor tão interessante como difícil de exercer que é o humor negro, ou se se trata pura e simplesmente de piadas de mau gosto.

E a minha boa disposição termina por aí, no que aos assuntos mais mediatizados sobre o Sporting diz respeito. Não se podem comentar com rigor todas as notícias sobre reforços que os média nos apontam. Mas alguns há que, pelos seus contornos, evidenciam alguma credibilidade e definem uma tendência. Evaldo e Jaime Valdés. Parece evidente estar definido o perfil do potencial reforço do Sporting: jogadores ditos “experientes”, eu diria com uma certa idade. Qual é afinal a importância da experiência? O que é afinal mais importante: a qualidade da experiência ou a sua quantidade?

Peguemos no exemplo de Evaldo, lateral-direito do Sporting de Braga e que aparece como sério candidato a reforço do plantel. O Jogador tem 28 anos e acabou de ter a sua melhor época da carreira, sendo talvez o melhor lateral da competição. É um jogador interessante para o Sporting? Sem dúvida. Vale os 3 milhões que custará o seu passe? Talvez, nem discuto. Onde eu não tenho dúvidas é que, por este preço, o Sporting não deve contratá-lo. Na cidade ao lado Desmarets, de 30 anos, é custo zero e tem um valor semelhante, ao que juntaria um ordenado menos inflacionado. A hipótese de rentabilização futura dos seus passes é também equivalente. No caso de Evaldo, com a idade que tem, não será fácil receber de volta o valor da sua aquisição numa futura transferência, o que eleva a fasquia da sua prestação desportiva a níveis elevadíssimos para que a sua aquisição seja uma história de sucesso.

Julgo que este é um exercício que todo o Sportinguista responsável deveria fazer. O sucesso do clube não deveria ser alcançado à custa da sustentabilidade financeira nem da hipoteca do futuro. Admito, já o fiz aqui, apenas uma excepção que é o Quaresma, por razões que se prendem com o seu valor e pela sua ligação ao clube. Mesmo assim não a qualquer preço. Entristece-me mais ainda ver quem consecutivamente demonstre mais juízo e melhor visão, com menos recursos. O Nacional é hoje mais um exemplo.

Mas motivo maior de tristeza é o júbilo, que me parece bacoco, dos meus consócios e adeptos com as noticias que nos apontam jogadores de nomeada que, além de caros, na maior parte dos casos são de valor desportivo duvidoso. Precisamos de jogadores de nomeada para chamar gente ao estádio, ou precisamos futebol de qualidade e de vitórias? Não aprendemos nada com Skuravy´s, Spehar´s, Niall Quin´s. O que queremos nós afinal? Ganhar a qualquer preço? Uma evasão para as contrariedades de uma perspectiva de vida genericamente mais difícil, como anuncia a actual conjuntura? Pão e circo?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Em defesa de Queiroz

É conhecido o rigor que Carlos Queiroz empresta a qualquer acção que tenha o seu cunho. O que é também revelador da sua sagacidade. A vida não está para beneméritos, são os prestamistas que prosperam, como se pode comprovar pelas mais recentes noticias: enquanto a generalidade dos seus clientes sente cada vez mais dificuldade para cumprir os seus compromissos, os bancos lucram 4 milhões por dia. Queiroz faz o mesmo connosco, empresta-nos os seus conhecimentos, nós pagamos-lhe o que podemos e o que não podemos e, tal como nos acontece como clientes de um qualquer banco, também não ficamos satisfeitos. Mas um seleccionador é necessário. Tão necessário como ter um banco. Mesmo que não percebamos para quê.

Mas dizia eu que tudo o que Queiroz faz é bem feito. E quem viu a gala de apresentação dos eleitos para África do Sul percebeu isso com clareza. Ou não. Mas isso já não é problema do Queiroz. A sala era enorme, e os jornalistas acomodaram-se como podiam, disputando centímetro por centímetro o espaço disponível ao ego inflamado mas magnânimo do seleccionador.

À medida que os nomes eram anunciados ficava evidente outra das qualidades inatas de Queiroz: é capaz de divisar virtudes e entretecer estratégias onde nós, seres comuns, apenas vemos vícios e acções fortuitas. Vejamos então caso a caso, daqueles que suscitaram comentários sem nexo, próprios de gente presunçosa.

Daniel Fernandes: Sabe-se que tem 1,95m de altura, embora ninguém saiba quem é nem conheça o clube a que dizem pertencer. Por isso pode ser facilmente substituído por um jagunço qualquer sem levantar suspeitas e deve ser nisso que Queiroz se está a fiar. O Hilário, igualmente bem constituído, é demasiado conhecido para o efeito. É que nos Mundiais há mais jornalistas nos aeroportos, e os Jorges Baptistas são por isso mais que muitos.  

Zé Castro: a surpresa das surpresas! Inicialmente supôs-se tratar de uma vingança da D. Ernestina, escriturária dactilógrafa septuagenária, que na anterior passagem de Queiroz pela federação era mulher da limpeza. Hoje sabe-se que não. Surpreendeu toda a gente, inclusive o próprio Queiroz e até o jogador. Mas há que entender a preferência do defesa do Corunha para o lugar que devia ser de Moutinho. É certo que o nosso capitão não fez uma grande época, mas mesmo quando não é brilhante é incapaz de jogar mal. Castro tem sido incapaz de jogar com regularidade, não tem rotinas de meio-campo e por isso o seu desempenho é uma incógnita. Para nós, para Queiroz, mas sobretudo para os restantes seleccionadores e respectivas equipas. Não é genial?

Ricardo Costa: Aqui está a jogada de mestre de Queiroz. E muitos dos que zurziram neste insigne jurista, serão os primeiros a erigir-lhe um altar quando ele suspender por 6 meses o Emmanuel Eboue, Kolo Toure, Yaya Toure, Didier Drogba, Salomon Kalou da Costa do Marfim e, à cautela, 220 jogadores brasileiros seleccionáveis. (Porque, como se sabe, há para aí umas 20 selecções possíveis no Brasil.) Se Ricardo Costa ajudou o SLBenfica, então não ajuda mais depressa a selecção? Ganda Queiroz!

No restante a convocatória é também pacífica.

Os que dizem que o número de centrais é exagerado ignoram que Mourinho bebeu em Queiroz a táctica que lhe permitiu parar o Barcelona. Foi nas duas semanas que coexistiram em Alvalade - e até Mourinho ter percebido que era mais fácil traduzir o inglês de Robson do que Queiroz para português – que Queiroz delineou com jogadores adequados, e que agora vai por em pratica no Mundial,. O "Special  One" imitou-o, mas sem a genialidade do mestre, ao por Miilito e Etto a laterais.

Miguel complementará, em actuação musculada, a acção de secretaria de Ricardo Costa junto das selecções rivais. Para tal anda a treinar há anos à saída das discotecas e, mais recentemente, em senhoras idosas nos passeios de Valência. Duda não é jogador mas tem nome de jogador e a uma imagem vale por mil palavras, falta só contabilizar o que vale isso em pontapés. Coentrão terá a lua-de-mel merecida por uma excelente época e o sonho de muitos homens: a noiva fica em casa á espera, há uma vida pela frente para a rotina do quotidiano. Pepe também merece, mesmo que não completamente restabelecido. Se o Uruguai vai jogar com o super-Maxi nós podemos contrapor um jogador perna de pau.

Para terminar, nunca percebi a dicotomia que os portugueses estabeleceram entre Queiroz e Scolari. Tacticamente não se percebe qualquer diferença. Ambos devem ter frequentado o mesmo curso de inglês. Mas Queiroz tem gosto musical mais refinado e é muito melhor ajoelhar em frente à Ferguie do que diante da senhora do caravagio. Pessoalmente sempre preferi os impressionistas às cenas barrocas.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Para que servem os Corpos Sociais?

Tinha já redigido esta reflexão quando hoje tomo conhecimento da notícia de demissões no Conselho Leonino, mais concretamente de elementos da lista de Pereira Cristóvão, designados como elementos de oposição. Não podia ser mais a propósito.

Os conselheiros supra-citados confessam a inutilidade do órgão como confirma a sua falta de actividade há mais de 6 meses. Desconheço se o mesmo não sucede também com o Conselho Directivo do clube, mas não ficaria muito surpreendido se assim fosse. Mas o que me surpreende é o silêncio estabelecido em torno do clube, como se houvesse um pacto, ou como se nada houvesse a dizer por parte daqueles que foram eleitos. São muito mais evidentes as suas omissões e silêncios do que as repercussões dos seus actos. Será provavelmente resultante de alguma limitação minha, talvez imposta pela distância a que vivo de Alvalade, mas de há muito tempo a esta parte que não consigo perceber o que fazem os elementos que compõem os actuais corpos sociais do nosso clube. Mais ainda quando o momento do clube merece reflexão profunda.

A pergunta que não deixo de fazer vezes sem conta é que tipo de relação têm então os dirigentes do Sporting com o clube que dizem amar. Sendo muitos dos actuais e anteriores membros dos corpos sociais referências nas suas actividades profissionais – gestores, empresários, juristas, médicos, economistas, etc., etc. – conseguiram-no certamente com o rigor e o empenho com que se dedicaram na sua afirmação profissional, pessoal e social. Mas, olhando para os resultados das suas presenças nos órgãos sociais, não se encontra qualquer paralelo entre as suas conquistas pessoais e as marcas que deixam na sua passagem pelo clube.

Algo de profundamente errado tem que estar por detrás isto. Ou é o modelo de governo do clube, ou são as pessoas ou a forma como estas são seleccionadas e claro, as próprias opções dos adeptos quando chamados a escolher. JEB tem estado sob fogo cerrado, muitas das vezes por culpas próprias. Mas quer-me parecer que há muita gente escondida atrás dele, ou a simplesmente a fazer figura de corpo presente.

Não é de estranhar o ruído dos adeptos. Imaginem um autocarro da Carris. Se, ao descer a calçada de Carriche, ele aparenta falta de controlo, é natural os passageiros comecem a murmurar. Alguém os pode censurar? É que é quem dirige quem toma as decisões. Ou devia ser.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

As mentiras atrás de um número


O campeão está encontrado e ano após ano, o clube vencedor será assombrado com os casos, esquemas, dúvidas e desconfianças por parte dos adeptos. Pode mudar a forma, o método ou mesmo a regularidade e/ou escândalo com que as coisas se verificam, mas no final de tudo o título está atribuído e contará como mais um nos pergaminhos da história.

Por mais que se queira, a história não pode ser reescrita ou inventada. Pode-se alterar a forma como se narra a mesma, mas não se alteram os factos que a consistem.

Hoje a ver a capa dos jornais desportivos, deparo-me com a atribuição de X títulos a um clube e Y títulos a outro. As diferenças são naturais já que quando ganha um, N outros acabam por sair derrotados. A gravidade verifica-se quando para umas ocasiões conta mas para outras não...

Face ao verificado, tomei a iniciativa de contactar o chefe de redacção de um dos jornais desportivos a dar conta desta mentira tornada realidade e alimentada, tal como as datas de fundação e por aí fora...

Pequenas diferenças de tratamento que influenciam o dia-a-dia de uma sociedade e apenas existem para alimentar egos e basófias.


"Boa tarde (editor),

Obviamente que isto poderá parecer um pouco de ressabiamento leonino e frustração dados os resultados verificados ao longo da presente temporada. Contudo, tratando-se de factos, escrevo este mail para colocar a "limpo" algo que deverá ser uma evidência para todos nós.

Neste caso, refiro-me ao propalado 32º título alcançado pelo Sport Lisboa e Benfica. Não está em causa vitória agora alcançada mas sim a dimensão que lhe é dada, sobretudo tendo em conta a capa que o jornal (jornal) hoje faz.

(link)

Neste link, podemos ver o historial que o vosso jornal (nosso, já que o compro todos os dias) atribui ao Benfica na competição, daí termos os 32 títulos agora anunciados. No entanto, ao Sporting, atribuem 18 títulos - número que não choca já que esses são efectivamente os títulos nacionais do nosso clube.

Contudo, o (editor) saberá tão bem como eu que nos 32 títulos, estão contemplados 3 do então "Campeonato de Portugal", onde até o Marítimo conta com uma vitória na década de 20. Assim, a verdade terá duas interpretações:

- 32 títulos da principal prova nacional da época, fazendo com que por exemplo o Sporting tenha 22 e não os 18 que estão hoje na capa.

- 29 títulos que correspondem às vitórias na prova que correspondeu ao verdadeiro campeonato entre os clubes do país e não uma competição entre os campeões regionais.

Independentemente da interpretação dos dados, é factual que existe a distinção feita aos demais clubes. Algo que tem sido alimentado de forma contínua, constante e desmesurada.

Uma mentira contada muitas vezes não se torna verdade, a menos que seja essa a intenção dos emissores e dos receptores. Escrevo este mail pois acho que o (jornal) deveria neste caso dar o exemplo, mas a capa de hoje, demonstra que não o dá...

Saudações desportivas e melhores cumprimentos,

Hugo Malcato"

O 4º grande

Está encontrado o novo campeão nacional. Há que reconhecer os méritos dos vencedores por detrás dessa conquista: a convicção com que se apresentaram na competição, a coesão interna, a organização do departamento de futebol, a capacidade física e a qualidade do seu jogo. Jesus fez a diferença, sendo decisivo das 2 vezes que foi ao mercado, na capacidade de fazer render jogadores cujo valor que se lhes reconhecia, mas tardavam em mostrar, de aperfeiçoar uns e fazer crescer outros. Precisamente tudo o que o nosso clube não conseguiu e, aí sim, mais do que a vitória do SLBenfica, é isso que me deixa insatisfeito. Mas há pelo menos um Sportinguista contente, que é precisamente o pai do treinador benfiquista.

Não se pode falar no campeonato que agora termina sem falar no SCBraga. Não fora a extraordinária consistência do actual campeão nacional e em Braga, há algumas jornadas, já se celebraria, como só os minhotos sabem, um trunfo inédito. Nasceu o quarto grande? É cedo ainda para o confirmar e são várias as razões. Não há em Braga a militância de Guimarães, como se pôde observar ao longo do ano, e por comparação com a época do 3º lugar de Cajuda. E sem massa crítica é difícil construir impérios. Uma andorinha é pouco para anunciar primaveras. E, em definitivo, para se ser grande é preciso selar o estatuto com campeonatos. O Braga foi grande, portou-se como tal, mas falta-lhe ainda esse passo que o credibilize. Há porém no nosso homónimo bracarense várias lições a retirar. Gastaram menos para serem melhores, ficando curto o cobertor do orçamento que tem servido para tapar as nossas misérias. E o êxito de Domingos está alicerçado no bom trabalho de Carlos Freitas, comprovando que sabe dançar consoante a música que sai do departamento financeiro. Servindo muitas vezes de bode expiatório, deixou agora pelo menos a interrogação. O que foi diferente afinal em Braga? Não terão sido os dirigentes a quem teve que prestar contas?

Quem é afinal o 4º grande? De há muitos anos a esta parte o F. C. Meandros, que em muitas ocasiões reparte o titulo com o campeão. Dele são as manobras de bastidores, os favores de arbitragem, as sentenças iníquas da “justiça” desportiva. Auto-financia-se com o próprio dinheiro do futebol, cobrando favores, promoções e até viagens. Vive do medo de uns, da incúria de outros e do silêncio conveniente dos que acham que dele se podem vir a servir. Tendo em conta a pequena diferença final, nunca se saberá se o SLBenfica não precisava de partilhar com este clube medonho a sua vitória. Por isso quando se olha para as faixas de campeões, não se pode deixar de reparar em 2 nódoas constrangedoras: o critério disciplinar dos árbitros, que ditaram um número anormal de jogos em superioridade numérica, e as decisões cirúrgicas do Conselho de Disciplina. O que dizer da alegria dos adeptos? É inteiramente justificada, até porque grande parte quer apenas ganhar. Esta é bem capaz de ser a semana ideal para voltar a acrescentar o tal ponto percentual ao IVA…

Dirão que falo por despeito, e que não tenho credibilidade para o fazer, atendendo à classificação do Sporting. Quando ficamos a um ponto também me disseram que era mau perder. Eu digo que dá muito jeito ao F.C. Meandros e seus seguidores que as luzes se virem sempre para outros lados.

domingo, 9 de maio de 2010

A ilustre casa de... Queirós

Carlos Queiroz apresenta amanhã a sua lista de 23 eleitos ao Mundial. Dos 50 pré-convocados estas seriam as minhas escolhas. Nos guarda-rede um mix de experiência, a actualidade e o futuro. Nos laterais a experiência e irreverência. Nos centrais os valores seguros, sem Pepe, por razões óbvias. Na linha média fiabilidade e consistência. O talento imprevisível nos extremos. Eficácia à frente. Mais do que um prognóstico é um amontoado de desejos.
Guarda-redes
1.    Hilário
2.    Rui Patrício
3.    Eduardo

Laterais
4.    Paulo Ferreira
5.    João Pereira
6.    Fábio Coentrão
7.    Veloso

Centrais
8.    Carvalho
9.    Bruno Alves
10.    Carriço
11.    Rolando

Médios
12.    Ruben Amorim
13.    Deco
14.    Raul Meireles
15.    Moutinho
16.    Pedro Mendes

Extremos
17.    Sabrosa
18.    Quaresma
19.    Nani
20.    Danny

Avançados
21.    Ronaldo
22.    Liedson
23.    Nuno Gomes

sábado, 8 de maio de 2010

Fim!!!





Finalmente chegou ao fim a época 2009/2010. Como diz o povo, esse mesmo do tempo de Marco Aurélio, “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.

O que fazer com ela? Gravar, ou apagar? Para esquecer ou para lembrar?

Pelo Sporting Clube de Portugal, instituição que está acima de todos nós, pelos milhares de atletas que nas várias modalidades serviram este clube com honra, com dignidade, com esforço, devoção, dedicação e glória, pelos milhares de sócios e adeptos espalhados pelos quatro cantos do mundo, pelos valores, pela crença, pelos ideais leoninos, pela história, pelo futuro, será bom que se retire a devida lição, para que na próxima época não se continue a matar o Sporting Clube de Portugal.

Sejam bem-vindos!

Os históricos Portimonense e Beira-Mar regressaram hoje  à 1ª divisão. Sejam bem-vindos! De assinalar no clube Algarvio a presença de dois Sportinguistas colocados em 2 extremos. Litos, um produto cuja excelência como jogador nunca veio a ser confirmada. Talvez um bom exemplo de que não bastam as condições inatas e a boa escola para vencer sem se ter espírito de sacrifício e vontade de triunfar. Mas como treinador regista hoje o seu primeiro grande sucesso. No outro ponto Wilson Eduardo, jovem de 19 anos, começando a dar os primeiros passos na sempre difícil e imprevisível profissão de futebolista. Vi o jogo do Portimonense, e perante os concorrentes do nosso jogador, pensava eu com os meus botões: “Se o Wilson Eduardo é tão promissor como me dizem porque não joga ele no lugar de qualquer um destes( nabos)?”. “Será que estamos perante mais um caso cuja fama não encontra o proveito?”. Mas, mal entrou, o puto deixou-me tranquilo. Pegou na bola, foi por ali a fora e tornou-se o herói das gentes de Portimão. Pois, eu já tinha visto “isto” no seu jogo de estreia:



Gravar ou apagar?

Julgo que a interrogação é geral: o que fazer com época que agora termina? Apagá-la definitivamente da nossa memória ou guardá-la para memória futura? É que se é importante que os erros cometidos não se repitam não deixa de ser verdade que alguns deles foram tão absurdos e improváveis que não é preciso nenhum manual para perceber que nunca deveriam ser cometidos. Nesse sentido, parece-me que até nesse aspecto esta época foi uma perda de tempo, pouco ou nada se podendo retirar de positivo. Daí o meu veredicto: apague-se todo e qualquer registo, como se de um grafitti feio num belo monumento se tratasse.
 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sinais de doença infecciosa

No dia em que se fazia o velório de uma época terrível, marcada por resultados desastrosos e por não menos deploráveis incidentes, festejaram-se em Alvalade os golos no Dragão. Tão feio como estar na cabeceira da cama de um ente querido doente a dar vivas à sorte do seu antagonista de sempre. Este ridículo não mata mas fere o meu orgulho leonino.

No dia em que se homenageava um jogador que os adeptos elegeram como exemplo de entrega, dedicação e amor ao clube, Alvalade declarou a preferência por um “Domingos campeão”, entre insultos a Rui Patricio, homem da casa, que nem jogou. O mesmo Domingos que Iordanov viu, com terrível eficácia, (acolitado pelo Valente e outros imortais…) destruir as nossas aspirações de matar o jejum antes de este completar a maioridade. Foi essa eficácia que Sousa Cintra cobiçou e tentou devolver ao ponta-de-lança diminuído por um exílio dourado nas Canárias. O melhor que conseguiu foi vê-lo fazer meia viagem em direcção a Lisboa e outro tanto para o colo de Pinto da Costa.

Há nestes dois episódios muito pouco de Sporting. Pelo menos do Sporting que se diz diferente e dos adeptos que se têm como os melhores do mundo. Indigno-me ainda mais quando apontam o exemplo dos adeptos da Lazio, que este fim-de-semana vitoriaram o Inter. Isto porque a derrota do seu próprio clube se oponha às pretensões da Roma alcançar o título! Talvez resida nesta dissoluta permissividade a explicação para o pobre palmarés “lazialle” em 110 anos de história. No mesmo pecúlio onde conta apenas 2 magros títulos italianos, abunda uma condenação por corrupção nos anos 80.

Há aqui sintomas de doença. De nada vale contestar os dirigentes quando somos nós os adeptos a baixar o nível. Ou querem-me fazer crer que podemos matar adeptos adversários com verilights, apenas porque uns desgraçados já o fizeram antes? E que autoridade temos de contestar Bettencourt por se sentar ao lado de Pinto da Costa, se somos nós que saltamos com os golos do FCPorto?

Para quem não percebe o que está em jogo pergunto: Alguém imagina o Manuel Fernandes aos saltos, cantando: “eu só quero o Domingos campeão”? Lembrem-se das circunstâncias da morte dos dois adeptos cuja memória hoje celebramos. Alguém os imagina aos pulos com os golos do FCPorto, mesmo sabendo que, tal como eu, não gostariam de ver o SLBenfica campeão?

Este está longe de ser o melhor momento da história do nosso clube. Mas sucumbir ao desgosto, abdicar dos nossos valores e do que representa o nome Sporting Clube de Portugal é prescindir do espírito campeão que não se deixou vergar durante 18 anos de provações. Não sou pelo “politicamente correcto” ou pela “moral e bons costumes”. Sou pela irreverência e o inconformismo que já foram imagem de marca em Alvalade. Eu tenho memória! Se somos os melhores não nos servem os exemplos alheios, nós é que ditamos o padrão. Copiam-nos a nós e não o contrário. Na semana em que os nossos adversários nos deram mostras da sua verdadeira natureza, devíamos ter sabido mostrar a distância que nos separa.

Por falar em carácter, espírito indomável e vencedor, lembro-me de Nelson Mandela, cujo exemplo serviu de inspiração  a Clint Eastwood para realizar o filme Invictus. Apesar de preso 27 anos numa cela cujas paredes conseguia tocar de braços abertos, Mandela não cedeu ao ódio. O poema Invictus, de Ernest Henley, serviu-lhe de inspiração, a mesma que havia de partilhar com a equipa de râguebi, que se haveria de sagrar campeã mundial. Esse foi talvez o primeiro e quiçá ultimo grande momento de união de uma nação. Sei que a poesia não está na moda, tal como parece acontecer com o melhor do espírito leonino, mas mesmo assim arrisco a partilhar com os leitores do “ANorte”.

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por minha alma indomável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Zé e Paulo, sempre



Hoje, dia 7 de Maio, assinala-se mais um ano da tragédia do varandim de Alvalade. Faz hoje 15 anos que o varandim caiu, levando consigo muitos de nós. E faz hoje 15 anos que ali ficaram o Zé e o Paulo, Juve Leos como muitos de nós fomos e somos, e que levavam o Sporting no coração, como nós fazemos todos os dias. A grande homenagem que se lhes pode fazer é esta: não os esquecer, concretizar aquele "sempre" da faixa que durante muito tempo acompanhou o Sporting onde quer que jogasse; honrar os que durante muitos dias a fio ficaram em Alvalade sem saber bem para onde ir, depois daquele trauma que apanhou todos de surpresa. Os grandes clubes são os que têm memória, e por isso - e por muito mais - o nosso Sporting é muito grande. Zé e Paulo, Sempre. Sporting Sempre!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Palhaço




"Espero ver o Benfica campeão para o bem de Portugal. Porque dizem que em cada 10 pessoas, somos 6 do Benfica e acho que somos 7. Portugal não atravessa um grande momento e um título do Benfica deixava o país durante algumas semanas muito bem disposto."

Ler aqui

E ainda havia quem quisesse Paulo Futre a Director Desportivo ou a Presidente...

Base sólida, até contra os sofismas

É justo o destaque: Bettencourt “também” diz coisas acertadas, falta saber é com que convicção que o diz. Os próximos actos estarão aí para o confirmar ou não. Estou-me a referir concretamente quando o nosso presidente, à chegada do périplo pelo Canadá, afirmou que o “Sporting não precisa de uma revolução, tem no seu plantel uma boa base de trabalho.” Sou da mesma opinião, mas essa interessará menos do que a do seleccionador nacional, Carlos Queiroz, que pré-convocou nada mais nada menos do que 9 atletas do nosso clube

Daniel Carriço, João Moutinho, João Pereira, Liedson, Miguel Veloso, Pedro Mendes, Rui Patrício, Tonel e Yannick, são os homens que representam a nossa boa esperança de uma honrosa presença maioritária em África neste verão. Dos nove, 5 são sub-25 (Daniel Carriço, João Moutinho,  Miguel Veloso, Rui Patrício e Yannick), João Pereira completou recentemente (Fevereiro) 26 anos. Só Tonel, Pedro Mendes e Liedson são já trintões. Se juntarmos a estes Polga, Mexer, Caneira, Izmailov, Vukcevic, Matias Fernandes, Sinama Pongolle e Hélder Postiga, todos internacionais A pelos seus países, mais Ricardo Baptista, Adrien Silva, Pereirinha e Saleiro, internacionais Esperanças, é indesmentível que existe um suporte sólido para outro tipo de prestação competitiva por parte da equipa principal de futebol do clube. O que não invalida que não sejam necessários ajustes no plantel, de forma a eliminar os seus pontos fracos, que como é bom de ver, na sua maioria, são os nomes fora da lista acima e que fazem parte do actual grupo.

O que me parece igualmente indesmentível, e contra os sofismas que nos querem impingir de há anos a esta parte, o problema não está na qualidade genérica do plantel mas sim no rendimento que dele (não) se tem conseguido retirar. Continuamos a olhar apenas para os resultados e metas por atingir, sem querer avaliar a qualidade dos actos - treino, estruturas de suporte ao grupo de trabalho, organização interna, cultura instalada - que a eles nos levam. Se ficarmos apenas pelos resultados, sem querer perceber as suas causas e origens, vamos continuar a rasgar tudo para recomeçar vezes sem conta. E por isso cada vez mais fracos e, convém não esquecer, mais pobres.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Coisas que não queria ouvir mas são verdade

"Pedro Pinto Souto, candidato à presidência do Sporting que desistiu da corrida eleitoral quando José Eduardo Bettencourt decidiu avançar, criticou esta quarta-feira com contundência o líder leonino.Em declarações proferidas no Jamor, onde decorre o Estoril Open, o empresário classificou de "lodo" a temporada da equipa de futebol e atacou o estilo de Bettencourt."A época que o Sporting fez foi um lodo e se José Eduardo Bettencourt queria uma liderança à Pinto da Costa, o que teve foi uma liderança à 'puto' da Costa", analisou Pinto Souto." in Record

"Izmailov falta ao treino sem justificação.O russo protagonizou o episódio mais marcante da sessão de preparação para o derradeiro encontro da temporada, diante do Leixões, no próximo sábado." in Record 

Sporting PPR
Se vierem a ser verdade as noticias mais recentes, o Sporting do próximo ano será uma espécie de paraíso de futebolistas reformados ou em pré-reforma. Allan e Nilson, por exemplo. Não seria melhor aproveitar o jogo de hoje e fazer regressar Acosta, Naybet, Marco Aurélio e André Cruz. E se é para ter um jogador a quem já devem ter trocado as rótulas e respectivos tendões, o Venâncio também pode fazer uma perninha. in minha cabeça

Hoje é dia de festa!

Hoje é dia de festa e a alma leonina cantará finalmente a homenagem devida a Ivailo Iordanov. Uma celebração apropriada ao restauro do espírito leonino, após época de profunda erosão, que permitirá o convívio com outros nomes que conquistaram um lugar na história recente do nosso clube. E como é bom ouvir André Cruz ou Marco Aurélio a falarem como um de nós. Faça-se então a festa.

Mas se tudo está bem quando acaba bem é bom que todo o processo que conduziu a este desfecho tenha servido de lição. Não aos adeptos, mas a quem foi eleito para nos representar. E se há caso que em o contrato que obriga os eleitos a interpretar e executar os desejos dos Sportinguistas foi negligenciado ou até rasgado foi o da homenagem a Iordanov. É bem provável que, face ao sucedido, a história registe o acto de hoje como uma homenagem feita compulsivamente, ao abrigo de um acordo sem alternativa, face a decisões já ratificadas por sucessivas instâncias da Magistratura Judicial. Se tal suceder, poucas vezes terá ficado tão distorcida a realidade e a vontade dos Sportinguistas. Ainda bem que Bettencourt percebeu a tempo o erro dos seus antecessores.

É pois mais que justa a homenagem ao Mochilas. Mas é minha convicção que muitas outras deviam e podem ainda ser feitas. É que se o búlgaro representa a entrega e a dedicação, há outros que ainda acrescentam classe e Sportinguismo do berço até ao fim dos seus dias. E se as homenagens não devem ser banalizadas também não podem ser esquecidas. Assim como nem todas têm que culminar num jogo de homenagem.

Mas parece-me não haver dúvidas que o Clube, sobretudo quem o dirige, precisa de saber conviver mais e melhor com aqueles que fizeram deste o clube que hoje somos e de que nos devemos de orgulhar, mesmo que os tempos não sejam os que gostaríamos que fossem. A propósito, quando é que se dá cumprimento à decisão do Congresso, ( pelo menos essa…) tornando Moniz Pereira final e muito justamente Presidente Honorário?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Questões de principio

Dizer que o Sporting vive um momento conturbado tornou-se tão natural como dizer que o sol nasce todos os dias e negá-lo seria voltar as costas à realidade. Por diferentes que sejam os diagnósticos e quem os faz, parece-me indesmentível que temos um grave problema de liderança associado a um afastamento dos princípios que estiveram na origem do Sporting como clube grande e que nos orgulhávamos de dizer diferente. É a renúncia a esses princípios que nos faz perder a identidade, trocando o “clube diferente” por um “clube de diferentes”. Dizem que começando a ganhar a diferença dará lugar à identidade e união. A mim parece-me que sem elas as vitórias serão difíceis ou impossíveis.  Unir para reinar  deveria ser a primeira tarefa de um líder, por ser a base do êxito.

Falando de clube diferente lembra-me de imediato o Barcelona. Tenho um gosto especial pela cidade e pelo clube por razões pessoais. Compara-o muitas vezes ao nosso clube, pelo seu ecletismo e pela formação. E até pela turbulência no seu associativismo. Lembro-me que Joan Laporta, o nome por detrás do êxito recente e sem precedentes do clube catalão, esteve a poucos votos de ser exonerado do cargo em plena A.G. A verdade é que esse jovem advogado desconhecido sabe o que faz. Chamou para o clube as suas referências de outrora, culminado com a distinção recente de Cruyff com o cargo de presidente honorário.

Para quem não percebe porque o Barcelona deixou de ser "apenas" um clube grande e passou a ser um clube grande que ganha muito, é referido pela qualidade do seu futebol e pela preponderância da sua formação no êxito, ofereço a tradução (livre e de minha autoria) de um excerto do último texto de Johan Cruyff, da sua crónica habitual no El Peródico. Como era bom que no Sporting houvesse esta clarividência, esta exigência afinal tão natural como óbvia. E tão necessária, agora que o clube está no mercado, mudando de treinadores e jogadores. Espero ter aqui motivos para uma discussão interessante. E, falando em mínimos de exigência, associo-me à iniciativa da Bancada Nova "Vamos ver futebol em Alvalade".

"Muito me alegro que um tipo como Mourinho não seja treinador do Barcelona. Tem virtudes exclusivas para manobrar estados de espírito. O seu e os dos outros. Impõe-se ao cenário que o envolve e é um bom técnico, sem margem para dúvidas. Mas o que é bonito a muitos olhos a mim feio me parece.

Há uns anos, quando estava em cima da mesa a saída de Rijkard, optando por um perfil diferente de treinador, o nome de Mourinho foi um dos ponderados, mas mereceu a minha oposição. Passado todo este tempo alegro-me da decisão tomada, apesar de muito difícil. Por duas razões: i) porque Guardiola acabou por triunfar e ii) e porque prevaleceu o conceito de que ganhar não é tudo. Não, se entendes que este é mais do que um clube. Aqui o alcance do leque de definições varia em função das convicções de cada um. Eu também quero ganhar jogos e títulos. Mas se defendo que o futebol é mais do que isso, tenho que dar o exemplo. E só o darei de 2 formas: na vertente futebolística, defendendo um jogo atractivo de forma a ter casa cheia. No âmbito estritamente pessoal, dando a melhor das imagens, transmitindo valores positivos, baseados no esforço, respeito e desportivismo.

Por conhecimentos técnicos muitos poderiam ser treinadores do Barcelona. Pela sua qualidade, muitos também poderiam ser nossos jogadores. Mas, mais do que bom jogador ou treinador, há que ser também um bom exemplo. Se acreditas que somos mais do que um clube – e como me agrada essa distinção – tens que ser fiel a certos valores, porque quem se contrata torna-se na face visível do clube."

P.S.- Não faço comentários sobre a dispensa de Liedson sem conhecer quais são as razões pessoais. Mas que tenho a impressão que no plantel do Sporting todos são importantes, mas uns são mais do que outros, lá isso tenho...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Afinal, ainda há Sporting


Terei sempre a consciência que o futebol será o principal desporto do nosso clube, afinal de contas até já tem uma empresa própria para essa mesma actividade, funcionando como suposto motor aglutinador.

Depois de um ano frustrante no que ao futebol diz respeito, sinto-me a revisitar os longos anos do jejum em que a matriz ecléctica do nosso clube sempre me deixou de peito cheio e orgulhoso. Frustrado por nada vencer no futebol, tive durante largos anos a hipótese de gritar bem alto pelas vitórias de voleibol, hóquei em patins, atletismo, futsal...

Abracei uma paixão pelas modalidades amadoras há muito tempo e são estas que mais me (nos) dão alegrias - embora não seja possível qualifica-las comparativamente ao futebol profissional ou de formação.

Que mais podemos dizer em relação à performance desportiva do Sporting?

- Atletismo: Múltiplos títulos nacionais e colectivos de pista e pista coberta, vitória no Torneio Ibérico deste fim-de-semana e um dos principais favoritos à vitória da Taça dos Campeões Europeus em Pista, a disputar no final de Maio;

- Hóquei em Patins: um título de campeão distrital e dois de vice-campeão e único clube da Zona Sul com três equipas qualificadas para as fases nacionais dos respectivos campeonatos (Iniciados, Juvenis e Juniores);

- Polo Aquático: Campeões nacionais da II Divisão, só com um empate;

- Ténis de Mesa: Vencedores da Fase Regular e apuramento garantido para a final;

- Judo: Depois da vitória de João Pina no Campeonato de Europa, a secção com apenas 3 anos de existência alcançou o terceiro lugar do Campeonato Nacional por equipas;

- Futsal: Apesar do mau início de época, o Sporting terminou em primeiro lugar na fase regular e assume-se assim como um dos principais candidatos na luta pelo título. Adicionalmente, as equipas de Juvenis e Juniores terminaram também os seus campeonatos na primeira posição.

- Andebol: Embora matematicamente possível, o título é neste momento uma miragem. Com a presença na final-four da Taça de Portugal garantida e mais importante ainda, a passagem à final da Taça Challenge onde defrontará a equipa polaca do MMTS Kwidzyn (que quase foi eliminada pelo Xico), a nossa atenção deverá estar centrada na conquista destas duas competições. Somos o clube com maior historial na modalidade e seria fantástico alcançar a nossa 22ª taça europeia através do Andebol. Conforme prometido, tenciono ir à Polónia apoiar a equipa.

Podia falar de muitas outras modalidades mas que infelizmente, dada a grandeza do clube, eu não domino as suas realidades.

Face a isto, convido todos os "futebolizados" e formatados com o discurso de que as modalidades retiram fundos ao futebol a repensarem o seu discurso e ponderarem sobre os factos. Na verdade, em termos financeiros, as modalidades "consomem" apenas 1M ao clube, oriundos da quotização de associados, sendo que o restante orçamento (num total de 3,5M para todas as modalidades) é garantido através de patrocinadores próprios. Importa também frisar - com as devidas diferenças obviamente, já que este gera muitas receitas potenciais - que o custo total das modalidades do SCP é inferior ao valor gasto pelo departamento de futebol de formação (segundo palavras de Pedro Mil-Homens).

Por tudo isto, tenho muito para agradecer aos atletas que vestem e honram a nossa camisola e a todos os dirigentes e seccionistas que lutam com as armas que têm para dignificar o nosso clube.

Afinal de contas, ainda há muito Sporting Clube de Portugal...

EM FRENTE SPORTING!

domingo, 2 de maio de 2010

Como é possível?

Apesar de nada ter a dizer em desfavor do empenhamento com que os nossos profissionais encararam o jogo isso não evitou ter visto um jogo sofrível. O jogo começou condicionado por uma combinação de más opções de Carvalhal com más actuações individuais. Se me custa a entender que Adrien não tenha recuperado a titularidade na ausência de Pedro Mendes, aceito a decisão tomada de recuar Moutinho. Mas Matias ajudou pouco ou nada a demonstrar a razão de Carvalhal. O chileno passa mais tempo “fora de campo” que dentro, sendo assim difícil ligar o resto da equipa com o sector atacante. Para piorar o cenário Yanick e Izmailov “não apareceram” em campo.

O intervalo não foi bom conselheiro e a Naval surgiu ainda mais perigoso, sendo o golo uma consequência natural. Bastou à Naval baixar as linhas e esperar que o relógio fizesse o resto. Severo castigo para Carvalhal, que gostaria por certo de se despedir de outra forma. Mas o que mais me custou foi ouvir Alvalade festejar os golos do FCPorto. Com o pior campeonato de que há memória há alguma razão para festejar, ainda por cima golos de um rival, e muitas vezes mais do que isso? Como é possível?

RD Slovan - Sporting Clube de Portugal



(Foto retirada do jornal A Bola)

O SCP joga hoje na Eslovénia a presença na final da Taça Challenge em andebol.

Depois da vitória 28-23 em "casa", estamos a um passo de podermos disputar a vitória nesta competição. Em caso de conquista, será a primeira vez que uma equipa portuguesa alcança tal feito.

Estou nervoso com o jogo de hoje. Acredito que o ambiente seja terrível e só espero que a equipa mostre o seu lado "bom". Este ano temos observado demasiadas oscilações que nos têm custado a recuperação para o fcp e que nos colocam longe da conquista do título nacional.

Em contra-partida, começamos já a preparar a próxima época, como prova a contratação de um dos melhores jogadores do campeonato, Rui Silva do Xico. Leiam aqui.
Isto para mim mostra ambição por parte do SCP assim como a importância do técnico. Paulo Faria foi, inquestionavelmente, uma das grandes figuras do andebol português dos últimos anos.

Para aqueles que queiram acompanhar o resultado do jogo entre o SCP e o RD Slovan, deixo aqui um link que o Lion King d'O Sangue Leonino, amavelmente disponibilizou: Resultados Taça Challenge.

Depois da vitória do futsal (e empate do Belenenses), que nos permitiu terminar a fase regular em primeiro lugar, e da conquista no atletismo do II Torneio Ibérico, que tenhamos mais uma enorme alegria ao final da tarde de hoje.

ECLETISMO SEMPRE!!!

Caixinha de surpresas


Não se pode dizer que tenha sido uma grande surpresa a revelação ontem feita por Carvalhal. Há muito que se percebeu que o futebol do Sporting – pelo menos… - é uma caixinha de surpresas desagradáveis. Cada vez que se abre o que se vislumbra não são palhaços reluzentes ou meninas surpresa, como nos aniversários dos filmes. É lixo, que preferimos ignorar e varrer para debaixo do tapete, fazendo com que ele volte aparecer na próxima ocasião. E assim não é por acaso que estamos em equidistância pontual com o último e o primeiro e até o Setúbal é um exemplo melhor que o nosso.

Não deve haver Sportinguista que tivesse gostado do viu ontem. Carvalhal decidiu não deixar passar em claro as humilhações e tratos de polé a que foi sujeito, servindo a sua vingança na cadeira ainda quente de treinador do Sporting. Não gosto, mas não julgo. E os que se apressam a acusar o ainda treinador de falta de carácter e de ter personalidade fraca esquecem-se de pelo menos 2 factos importantes: se pensasse exclusivamente nele i) há muito que teria batido com a porta e hoje estaríamos por certo mais longe de manter o pouco de que nos podemos orgulhar: não termos nunca ficado abaixo de 5º lugar. De igual modo, ii) poderia estar de malas aviadas, mas cheias com uma indemnização por quebra de contrato.

Os que julgam que todo o mal desta época se esconjura com a sua saída não só se enganam como são ingratos: em condições difíceis de imaginar e mais difíceis ainda de suportar, conseguimos pelo menos sair de cara lavada das competições europeias, que, com um miligrama mais de sorte poderia ter sido uma história melhor. E deixou aberta uma janela para o regresso do bom futebol a Alvalade.

Mas a revelação de Carvalhal é sobretudo um alerta para Costinha e Paulo Sérgio e também para todos nós. Trabalhar sob a chuva de uma liderança (?) instável é uma profissão de alto risco e o julgamento que fizermos desse trabalho tem que ter em conta esse terrível handicap. Por isso eles merecem a nossa solidariedade. Há porém uma grande diferença que nos separa: quando se fartarem arrumam as malas e vão ser felizes para outro lado. Nós, os adeptos temos que aguentar o que der e vier.

sábado, 1 de maio de 2010

A ver os comboios passar


Dizia ontem o Daniel Oliveira na sua crónica semanal no Record: "O Sporting merece os muitos pontos de distância a que está do primeiro. Foi um ano dominado por uma sucessão extraordinária de disparates. Mas vem de antes. A verdade é que o Sporting acredita que pode resolver os seus problemas financeiros sem resolver os seus problemas desportivos. É impossível: precisa de valorizar os jogadores que forma na academia, de público no estádio, de sócios e da venda de merchandising. E tudo isto só se consegue com vitórias. Infelizmente, os gestores do clube estão mais preocupados com os seus pequenos poderes. Preferem um treinador mais frágil que não os conteste, a alguém que os leve à vitória mas lhes faça exigências. E, aparentemente, não se preocupam com o poder interno dos bancos e dos agentes de jogadores. Esta e as anteriores direções do Sporting têm vistas curtas. E nós só chegamos até onde os nossos olhos veem."

É verdade. Isto é apenas o que os nossos olhos vêem. Falta saber o que estará para lá do seu alcance. Mas o que já se avista não será suficiente para os Sportinguistas se interrogarem se é este o clube que desejam e se o caminho que vem sendo seguido é o mais indicado? Alguns de nós já fazem essa reflexão há muito, muitos outros há ainda mais tempo que concluíram e alertam que é preciso mudar. Mas enquanto a maioria legitimar em votos, em palavras ou em silêncios cúmplices, passando verdadeiros cheques em branco a troco de nada, dificilmente podermos esperar melhor.

Parece-me que os Sportinguistas, a grande maioria, preferiu sentar e esperar para ver. (A mim parece-me mais pagar para ver, e creio mesmo que essa factura será bastante elevada). Mas importa pouco o que penso. Importa mais o que pensa a maioria de que falo acima. E essa grande fatia de Sportinguistas entende que esta direcção tem um mandato para cumprir e que deve ser apoiada. E eu penso exactamente da mesma forma. As minhas divergências com essa maioria são porém insanáveis quando acham que esse apoio deve ser incondicional. Apoio incondicional merece-o apenas o clube que é o Sporting Clube de Portugal. A direcção, seja ela qual for, tem de saber merecer o apoio, dirigindo, cumprindo o mandato que lhe foi confiado. Mas o papel dessa maioria não se esgotou no momento do voto, apenas deu inicio a um novo capítulo. Cabe a todos não só apoiar como também exigir, assim como também se opor ao que não serve os interesses do Sporting. Sem uma actuação pró-activa e interessada ganhamos o direito de reclamar. Estão todos satisfeitos e tranquilos com o rumo seguido?

Desenganem-se os que pensam que, se este novo parágrafo da nossa história arguir e culpar os actuais dirigentes, não seremos todos nós igualmente sentenciados, ou que ficaremos isentos de prestação de contas às gerações que se seguirem. Como dizem os estatutos compete-nos “honrar o Clube e defender o seu nome e prestígio”. Tenho cada vez mais dúvidas que estejamos a cumprir o nosso papel e de há muito a esta parte. Por vezes parece-me que estamos apenas sentados a ver os comboios passar. Dizia ontem o presidente em Castelo Branco: "Deixem-me só fazer mais algumas coisas". Pois não nos pode acusar de não saber esperar.

Ou como diz o Jack Johnson:
Must I always be waiting, waiting on you   
Must I always be playing, playing your fool.


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