Época 2009/2010 - O balanço (II)
CARLOS CARVALHAL E EQUIPA TÉCNICA
O Carlos Carvalhal foi técnico do Sporting? Não me lembro que tenha sido apresentado. Parece que sim. Lembro-me de ver no banco do Sporting um senhor de casaco e gravata ao lado do Lima. Devia ser o Carlos Carvalhal. Portava-se bem. Menos bem só quando depois de ser convidado a continuar na próxima época, e ter recusado, passar todas as semanas a fazer um discurso em que parecia que quase implorava um lugarzinho para continuar no Clube.
Ah! Mas isto não era para analisar Carlos Carvalhal. Era para analisar a equipa técnica de Carlos Carvalhal. Aí tenho de pedir desculpa a quem estivesse a contar com uma análise profunda a toda a equipa técnica, mas muito sinceramente não consigo identificar mais ninguém alem de Carlos Carvalhal e Lima, sem recorrer a arquivos que, agora, não tenho à mão. Penso que andavam pelo fosso do Estádio a tentar encontrar e colar os cacos em que encontraram a equipa quando, pela calada da noite, lhes disseram (só a eles) que faziam parte da equipa técnica do Sporting.
Na verdade o que se podia esperar de uma equipa técnica que os dirigentes tiveram vergonha de apresentar, que recebeu um grupo desorganizado, quer tacticamente quer psicologicamente, onde mal chegou foi confrontada pelo poder de alguns bons jogadores, mas maus profissionais?
A apresentação de Carlos Carvalhal foi o 2º grande erro desta época desportiva. O 1º, e principal, foi Paulo Bento ter iniciado a época 2009/10. Atendendo ao estado anímico em que se encontrava o Sporting, quer a equipa, quer o discurso dos dirigentes, quer a massa apoiante, era fundamental que Carlos Carvalhal fosse apresentado como o futuro treinador campeão pelo Sporting, com contrato a perder de vista, mesmo que redigido para poder acabar, sem encargos, no fim da época. Tinha de haver um discurso muito forte que mobilizasse a nação leonina e empolgasse a equipa. Tinha de ser mostrado à equipa que aquele era “o treinador”, e que os “meninos tinham de se portar com juízo”.Em vez disso foi anunciado, às escondidas, um treinador a prazo, ficando este imediatamente, em inferioridade perante os jogadores. Por tudo isto:
Conselho Directivo pela apresentação de Carlos Carvalhal: 6 valores.
Desempenho de Carlos Carvalhal e adjuntos: 10 valores
Média: 8 valores
A minha tendencia para o 8... Se ajudar alguma coisa, na próxima época mudo o nick para 18...
O Carlos Carvalhal foi técnico do Sporting? Não me lembro que tenha sido apresentado. Parece que sim. Lembro-me de ver no banco do Sporting um senhor de casaco e gravata ao lado do Lima. Devia ser o Carlos Carvalhal. Portava-se bem. Menos bem só quando depois de ser convidado a continuar na próxima época, e ter recusado, passar todas as semanas a fazer um discurso em que parecia que quase implorava um lugarzinho para continuar no Clube.
Ah! Mas isto não era para analisar Carlos Carvalhal. Era para analisar a equipa técnica de Carlos Carvalhal. Aí tenho de pedir desculpa a quem estivesse a contar com uma análise profunda a toda a equipa técnica, mas muito sinceramente não consigo identificar mais ninguém alem de Carlos Carvalhal e Lima, sem recorrer a arquivos que, agora, não tenho à mão. Penso que andavam pelo fosso do Estádio a tentar encontrar e colar os cacos em que encontraram a equipa quando, pela calada da noite, lhes disseram (só a eles) que faziam parte da equipa técnica do Sporting.
Na verdade o que se podia esperar de uma equipa técnica que os dirigentes tiveram vergonha de apresentar, que recebeu um grupo desorganizado, quer tacticamente quer psicologicamente, onde mal chegou foi confrontada pelo poder de alguns bons jogadores, mas maus profissionais?
A apresentação de Carlos Carvalhal foi o 2º grande erro desta época desportiva. O 1º, e principal, foi Paulo Bento ter iniciado a época 2009/10. Atendendo ao estado anímico em que se encontrava o Sporting, quer a equipa, quer o discurso dos dirigentes, quer a massa apoiante, era fundamental que Carlos Carvalhal fosse apresentado como o futuro treinador campeão pelo Sporting, com contrato a perder de vista, mesmo que redigido para poder acabar, sem encargos, no fim da época. Tinha de haver um discurso muito forte que mobilizasse a nação leonina e empolgasse a equipa. Tinha de ser mostrado à equipa que aquele era “o treinador”, e que os “meninos tinham de se portar com juízo”.Em vez disso foi anunciado, às escondidas, um treinador a prazo, ficando este imediatamente, em inferioridade perante os jogadores. Por tudo isto:
Conselho Directivo pela apresentação de Carlos Carvalhal: 6 valores.
Desempenho de Carlos Carvalhal e adjuntos: 10 valores
Média: 8 valores
A minha tendencia para o 8... Se ajudar alguma coisa, na próxima época mudo o nick para 18...
por 8
LIGA SAGRES
Falar da candidatura do Sporting ao campeonato nacional 2009/10, agora Liga Sagres, é falar de um nado-morto. Falar da nossa participação é compilar um manual do absurdo, tantos foram os erros inqualificáveis que se acumularam. Os números são reveladores e demolidores: 26 golos sofridos e apenas 46 marcados. Apenas 13 vitórias, 9 empates, e 8 derrotas! E que dizer de zero golos de livre directo e apenas 3 golos de canto? O 4º lugar alcançado no final foi também o lugar mais alto a que se conseguiu guindar em 30 jogos.
Para lá dos números, não posso deixar de assinalar o que hoje é por demais evidente, e que aqui assinalei antecipadamente: a má planificação da época. Esta impunha sérias dificuldades, por um começo antecipado, por via de uma participação armadilhada na Champions League e pela manifesta aposta de tudo ou nada dos nossos adversários mais directos. Ao invés, mereceu descuido e leviandades. A constituição do plantel tem episódios que já constam do anedotário do futebol nacional – Caicedo, Ângulo, desinteresse por Hugo Viana – e como classificar o número insuficiente de jogos de preparação?
A participação na Liga fica assinalada pelo abandono de Paulo Bento, num reconhecimento tácito da sua incapacidade de dar a volta a 3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, em 9 jogos. Neste rol, não podem ser esquecidas as roubalheiras que foram os jogos com o Braga e FCPorto, precisamente as 2 derrotas. Mas também é um facto que nada houve que merecesse referência, fossem as exibições, fossem os resultados. Carvalhal conseguiu inicialmente não só mudar a tendência dos resultados, bem como as exibições. Os seus 6 jogos iniciais equivaleram a 16 pontos, mas a ida a Braga, na sequência do episódio Sá Pinto / Liedson, foi o estertor final. Já quando ninguém esperava, uma vitória por números históricos, ante o então campeão nacional, foi um ligeiro bálsamo para o orgulho leonino.
O melhor que se pode dizer da nossa participação na Liga 2009/10 foi que acabou. Estou convicto que o desfecho não tinha que ser este. Mas para que estes 9 meses não tenham parido uma total inutilidade há que ter aprendido com os erros para que não se repitam. Sem nota, por falta de comparência na maior parte das provas a prestar.
por LdA
LIGA EUROPA
A participação do Sporting nesta primeira edição da Liga Europa teve alguns aspectos positivos, mas deixou no ar a sensação que a nossa marca na competição poderia ter sido um pouco mais ambiciosa. O apuramento foi conseguido por Paulo Bento, e o último jogo da fase de grupos, juntamente com as eliminatórias com o Everton e o Atlético de Madrid ficou a cargo de Carvalhal, que perdeu aqui a oportunidade de, com o campeonato perdido, deixar um legado de sucesso no clube e uma porta aberta para o regresso.
Ao futebol sofrível da fase de grupos, a equipa juntou um pouco mais de qualidade nas eliminatórias, sem, no entanto, nunca deslumbrar. O golo de Miguel Veloso nos últimos minutos do jogo em Liverpool fez com que a equipa e os adeptos pudessem sonhar com voos mais altos, mas tal não se concretizou. O momento memorável do ano veio com a eliminatória com o Atlético de Madrid, que muitos já esperavam desde sorteio de finais de Dezembro. Cinco mil sportinguistas estiveram presentes em Madrid numa quinta-feira à tarde, numa demonstração de força impressionante; um cortejo de três kms pelas ruas velhas de Madrid, a fazer parar o trânsito e a trazer todos às janelas para ver "los portugueses" - e uma homenagem do plantel às vítimas dos atentados de 11 de Março que ficou bem vincada nos espanhóis. Foi isto que me ficou da Liga Europa. Isso, e a imagem de marca deste Sporting, no jogo em Berlim com o Herta: quando já tínhamos a qualificação assegurada, quando podíamos, sem pressão, tentar corrigir um pouco a vergonha de Munique e, pela primeira vez na história, ganhar na Alemanha, perdemos o jogo contra uma equipa que terminou a Bundesliga como lanterna vermelha. A falta de qualidade, ambição e amor próprio da equipa ficou bem patente nesse momento. 12 valores.
por Bruno Martins
TAÇA DE PORTUGAL
Analisando o comportamento da nossa equipa ao longo da última época, constei que a Taça de Portugal acaba por retratar ou estar no “caminho” dos principais momentos do Sporting durante 2009-2010.
Sporting 3 – 0 Penafiel
A contestação à equipa e a Paulo Bento já era uma constante, verificando-se oscilações exibicionais constantes bem como algumas vitórias importantes. No campeonato, o SCP somava já duas derrotas e na Liga Europa contava com duas vitórias em exibições sofríveis (Hereenveen e Hertha de Berlin). Na recepção ao Penafiel, o SCP vinha de um empate caseiro frente ao Belém e arrumou a equipa duriense por três golos sem resposta.Logo depois, a equipa entra numa série de maus resultados (e sobretudo exibições) que culminaram com a saída de Paulo Bento.
Pescadores da Caparica 1 – 4 Sporting
Este foi o primeiro jogo de Carvalhal no banco do Sporting. Durante as semanas anteriores, os sportinguistas manifestaram-se surpreendidos com a escolha da direcção leonina, que recaiu num treinador com um currículo modesto e que acabaria por ser apresentado através de uma pequena entrevista colocada no site do clube.Em relação ao jogo, apesar do adversário ter inaugurado o marcador, um Sporting ainda com pouco tempo de trabalho sobre a alçada do novo treinador pareceu exibir-se com outra dinâmica e com outro tipo de abordagem ao jogo. Nesta altura, apercebíamo-nos que Carvalhal pretendia aplicar um 4x3x3, dar novas funções a Miguel Veloso e Matias Fernandez e dar mais preponderância a jovens como Adrien, Pereirinha e Saleiro. Apesar desta estreia, nos 5 jogos seguintes, o Sporting venceu apenas um jogo, empatou duas vezes e perdeu outras tantas.
Sporting 4 – 3 Mafra
Para mim, foi o jogo da época, pelas piores razões e sem querer tirar qualquer mérito ao jovem chinês Zhang.Numa partida que o Sporting parecia ter completamente controlada e a vencer por 3 bolas de diferença, a descontração e o desleixo de alguns jogadores veio ao de cima e o adversário aproximou-se no marcador e os adeptos criticavam as exibições, neste jogo em particular, Rui Patrício. A vitória calhou ao Sporting mas o pior estava para vi.Na manhã seguinte, os sportinguistas acordam com a notícia dando conta das cenas de pancadaria entre Sá Pinto, então director - desportivo, e o avançado Liedson. Carvalhal havia aparecido na conferência de imprensa completamente combalido e os relatos sobre o sucedido multiplicam-se.Todo este caso deixou a nu os problemas de balneário dentro do Sporting e a fraca capacidade directiva tanto por parte do clube em si como do próprio treinador que cada vez mais confirmava capacidades para preparar uma equipa em termos de treino mas que tinha dificuldades em gerir uma equipa.
FC Porto 5 – 2 Sporting
Depois de perder em Braga para o campeonato, o Sporting é humilhado no Dragão em mais um jogo da série de 7 partidas sem vencer. Além de ter entrado a medo na partida, a nossa equipa parecia desconcentrada permitindo praticamente três golos em outras tantas vezes que o adversário foi à baliza, sem demonstrar capacidade de reacção no momento de atacar a bola e impedir o adversário de finalizar. Pelo meio, Izmailov marca o golo fantástico através de um forte pontapé, dando razão aos que defendiam que ele não devia ser negociado, longe de saber dos episódios que aconteceriam até ao final da época…
A Taça de Portugal espelha a época do Sporting. É impossível negar que toda a temporada foi mal preparada e que tanto equipas técnicas como estrutura directiva demonstraram incapacidade para gerir o nosso grupo de trabalho que por sua vez é composto por jogadores de temperamento difícil e elementos que acumulam comportamentos pouco profissionais, privilegiando o individualismo e demonstrando, em minha opinião, uma posição de desrespeito pelo peso institucional de um clube centenário como o Sporting Clube de Portugal.
por Hugo Malcato
TAÇA DA LIGA
A taça da liga é uma competição que ainda não está suficientemente solidificada no panorama futebolístico nacional. Talvez por isso, a maioria dos adeptos encare a competição sem grande entusiasmo e com alguma indiferença, estilo, não aquece, nem arrefece, o importante é o campeonato.
A partir das meias-finais, esta competição ganha necessariamente outra importância, porque a probabilidade de existir um derby ou um clássico é quase certa. Como esses são jogos que ninguém quer perder, a competição ganha outra importância e estatuto à medida que o calendário avança. Foi o que sucedeu nesta terceira edição. Houve derby nas meias finais e clássico na final.
Importa salientar que o Sporting teve sempre um comportamento digno em todas as edições da Carlsberg Cup, facto que sustenta a velha máxima de entrar em todos os jogos e competições para vencer. Não subestimar a competição é meio caminho andado para lhe dar o estatuto e a solidez necessária à sua afirmação no calendário futebolístico nacional. Se há clube grande que sempre prestigiou esta competição, foi o Sporting Clube de Portugal, ao contrário dos seus pares. A Liga Portuguesa de Futebol, deveria portanto ter mais respeito pelo Sporting, coibindo-se o seu Presidente de prestar declarações infelizes, tanto nesta como na edição anterior, em função dos constantes erros de arbitragem com que o nosso Clube tem sido brindado. Recorde-se que na época passada, fomos escandalosamente prejudicados e a competição ficou ferida de morte nessa época.
Mas é sobre esta época que agora estamos a fazer o balanço da participação do Sporting nesta competição. Após uma excelente caminhada na fase de grupos, com 3 vitorias sobre Braga, Leiria e Trofense, estas duas ultimas fora de casa, a meia-final ditou um derby entre Sporting e Benfica, presenciado em Alvalade por 30.081 espectadores, provavelmente o derby com menos público nas bancadas.
Copiosamente derrotado pelo rival, não nos podemos esquecer que aos 6 minutos ficamos reduzidos a 10 elementos e aos 7 acontece o primeiro golo adversário, factos que mataram o jogo à nascença, conforme reza a crónica do jogo de então. Os 4 golos sofridos doeram, como dói qualquer derrota perante o rival de sempre. Seja como for, não podemos ignorar a caminhada do Sporting até à meia-final, pelo que, em jeito de balanço, vou dar 10 valores à participação do Sporting nesta edição da Taça da Liga.
por Leão Transmontano






























