segunda-feira, 19 de julho de 2010

Parece que correu bem

Parece que quem se deslocou a Alvalade deu o seu tempo por bem empregue, porque a vitória sempre saborosa sobre Lyon foi complementada por uma exibição agradável. Parece no entanto quem a queira minimizar pelo facto de o adversário não ter apresentado alguns dos seus melhores jogadores. Um argumento aceitável se não fosse esquecido o facto de alguns dos nossos jogadores, precisamente os internacionais, tivessem apenas dois dias de treino. Se for tido em conta o que podem vir a produzir em breve, o melhor que devem ter conseguido foi fazerem figura de corpo presente. Ignorar este facto é pouco honesto.

Estimam-se que tenham estado presentes cerca de 24.000 espectadores. Certamente que teriam sido mais, possivelmente se o jogo fosse sábado ou se a hora do jogo fosse um pouco mais cedo e mais cedo anunciada. Mas a diferença não seria substancial. E, como parece ter ficado implícito, a equipa tem esse fardo, mesmo que nada justo, às costas: eliminar a desconfiança dos Sportinguistas. Ontem parece ter conseguido.

Do pouco que pude ver nos resumos salientaria dois nomes, que me surpreenderam até agora: Vitor Golas parece-me muito melhor do que a última vez que o tinha visto há um ano, mais ágil e menos pesado e Salomão. Por esta ordem.

Retomando o apelo aqui feito ontem, quem sabe não era agora a altura, aproveitando o inicio de uma época tão difícil e tão importante para nós, de os Sportinguistas desistirem de destilar os seus ódios de estimação. Assobiar o Patrício, o Postiga, o Djaló ou o Veloso não os fará jogar melhor, seguramente. No caso do Patrício o caso é ainda pior, porque, pela posição que ocupa em campo, é um alvo demasiado fácil, num lugar em que a estabilidade e concentração é quase tudo. Quando muitos se queixam de a Academia formar jogadores e não formar homens, era capaz de ser útil avaliar a qualidade do carácter de muitos que se sentam na bancada. Pagar cotas, comprar gameboxes e ir a todas não constitui o direito de destruir.

PS: A rábula do capitão era completamente desnecessária....

domingo, 18 de julho de 2010

Fortuna considerável

Confessar-me satisfeito com o resultado de hoje, no jogo de apresentação frente ao Lyon é o máximo que consigo partilhar convosco, uma vez que não conheço outros pormenores do que os vêm na comunicação social. E como não costumo fazer crónicas de jogos que não vejo terei que ficar por aqui quanto ao jogo.

 Mas não posso de deixar de comentar que me parece estarmos em posse de fortuna apreciável e olhando apenas para o lote de 4 guarda-redes disponíveis. É que se um Roberto vale 8 milhões, quanto não vale cada um dos nossos? E se fosse o Patrício, o que se diria?

Homilia dominical


Não poderei estar presente, tal como pretendia, na apresentação da equipa para 2010/11. Os motivos que a impedem não são para aqui chamados, mas gostaria de partilhar aqui o desejo e o pedido a todos os que nos leêm e têm essa possibilidade que o façam. O jogo de apresentação da equipa é um momento simbólico, em que o jogo propriamente dito e até o resultado são de somenos importância. Trata-se do primeiro contacto dos jogadores com a nova casa e com os associados e adeptos e é talvez o primeiro momento mas também definidor em que poderão contactar com a grandeza do Sporting Clube de Portugal. Se não formos tantos como deveríamos ser, como poderíamos ser, ao menos que demonstremos de que é feito o carácter dos Sportinguistas. 

Hoje é dia de festas e nas festas se não se pode aplaudir não se assobia e muito menos insulta. Tal como dizia aqui há dias era bom que os adeptos percebessem que eles, os jogadores, e nós, os adeptos, estamos no mesmo barco. Tal como nós, eles dependem do acerto das decisões que são tomadas acima da sua cabeça e não há dedicação e empenho que possa valer à falta de boas ideias. Eles têm a carreira em jogo e nós o futuro do clube que amamos. Esqueçamos os ódios de estimação que cada um já elegeu no plantel e façamos uma nova partida. Hoje como nunca o Sporting precisa que estejamos com a equipa, mesmo que não estejamos de acordo com aqueles que a formam. Afinal aquelas são as nossas camisolas! 

As minhas humildes desculpas pela "homilia dominical".

sábado, 17 de julho de 2010

Unhas para o Leão (ou o ensaio sobre a cegueira)

Ontem dei aqui conta da notícia de que o Sporting não teria pago o acordado pela transferência de Evaldo. As reacções foram em regra azedas. Estranhamente, ou talvez não, sabendo  que vem sendo habitual entre os Sportinguistas, pouco se preocuparam com a possibilidade de a noticia ser verdadeira e não ter merecido ainda um desmentido veemente por parte do clube. A reacção aqui na caixa de comentários nem me surpreendeu: quando não se gosta da mensagem é comum atirar-se sobre o mensageiro. Quem o faz ignora que não fui eu que criei a noticia, antes sim me limitei a reagir a ela pela gravidade que ela representaria se for verdadeira.

Alguns recusaram-se a olhar de frente para a realidade preferindo contorná-la com acusações a quem se recusa a não ser conveniente ou ver nela os habituais ataques da imprensa. Não sendo verdade, o clube deveria ter tomado uma posição inequívoca, em defesa do seu bom nome, quer  pelo facto de a SAD ser uma empresa cotada em bolsa, no sentido de tranquilizar os accionistas, já que os Sportinguistas não parecem ser merecedores desse cuidado. A posição de Costinha  - “Não tenho conhecimento. De acordo com o que sei, está tudo em ordem.”- não foi inequívoca.

Se as notícias são falsas – e elas estão aí hoje de novo nos jornais - e o clube não as desmentiu, devia tê-lo feito, porque está em causa o bom nome do clube e a sua credibilidade que, sem ela , deixa em causa a sua força negocial como clube que procura ainda no mercado reforçar a sua equipa.

O aparecimento desta noticia é muito bem explicada, como sugeriu o nosso amigo PB, pelo BigSousa, fonte muito bem informada. O Braga precisava de um guarda-redes pela subita lesão do Quim. Procurou o Sporting que acedeu a emprestar o Stojkovic. Numa primeira abordagem o Sporting acedeu e depois recuou, deixando o Braga de calças na mão e ficando aborrecido, deixou o recado dos pagamentos em falta onde podia fazer mais mossa: na comunicação social.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Unhas para o Leão

No dia em que se soube que o Nordsjaelland será o nosso primeiro obstáculo à entrada na fase de grupos da Liga Europa, ficamos também a saber que o Sporting não pagou o que acordou com S. C. Braga relativamente à transferência de Evaldo, que, por ora, ainda é jogador do clube minhoto, com quem não assinou sequer a rescisão do contrato ainda em vigor. A última vez que me lembro de ouvir algo semelhante estava a acabar a década de 80 (89/90) e era presidente Jorge Gonçalves. Na altura os Sportinguistas andavam entusiasmados com os nomes de Douglas, Silas, Eskilson, mas sobretudo com Frank Rijkaard, que acabou por ser transferido para Milão sem vestir a camisola em jogos oficiais. E quando se sabe que Paulo Sérgio ainda pretende mais 5 jogadores, mais real parece este flashback...

Não sei qual a posição oficial do Sporting, de quem me agradaria ver um desmentido inequívoco, transformando a noticia num boato. Mas enquanto não chega (chegará?...) aproveito para lembrar que tanto é ladrão quem vai à horta como quem fica à porta. Isto para dizer que no futuro todos seremos julgados pelas decisões que hoje se tomam. De todo o lado, todos os dias, surgem novos nomes e os Sportinguistas parecem embalados com os cantos de sereia,sem nunca se interrogaram como as aquisições serão pagas e depois sustentadas mensalmente. O dinheiro que o Sporting não tem mas que vem gastando de algum lado terá que vir. As unhas do leão servirão para esgravatar ainda mais fundo?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sérgio, Paulinho


NOTAS PRÉVIAS:
I) Os Sportinguistas não se podem queixar hoje, como por vezes o fazem, e com razão, dos jornais desportivos. As capas de hoje referem “en passant” (efeitos do estágio em França…) a derrota ante um Paris St. Germain em reformulação, após um aflitivo 13º lugar na Liga Francesa. A derrota não parece ter surpreendido ninguém, e a forma como ocorreu – que é o mais preocupante – também não.

II) Há dias, num canal de televisão onde decorria um programa especial sobre a pré-época, um dos comentadores presentes dava 5% de possibilidades ao Sporting para ganhar o campeonato, percentagem idêntica ao S.C. Braga. 40% destinava ao F.C.Porto e 50% ao S.L.Benfica. A forma como o disse e o assentimento tácito dos presentes deixou-me a pensar. Assim como também o facto de, no referido programa, estarem presentes dois comentadores conotados com os nossos dois rivais e não estar presente ninguém do Sporting ou sequer de opinião independente. Parece que o Sporting deixou de ser levado a sério. Há bem pouco tempo tudo isto seria impensável e deve ser objecto de reflexão.

BALANÇO DO ESTÁGIO EM FRANÇA:
Terminado o estágio em França cumpriu-se um dos meus primeiros receios que aqui partilhei em devido tempo: sem um plantel definido, grande parte do efeito potenciador desta primeira etapa seria perdido. Quanto ao mais, e falo da possibilidade de ver a nossa equipa dar indícios de vir a praticar bom futebol, as minhas expectativas eram absolutamente neutras. Ou não sei se dizer nulas seria melhor. Mesmo assim não esperava ver tão pouco depois de sensivelmente 3 semanas de trabalho. Se Paulo Sérgio acertou no diagnóstico do que era necessário para tornar o futebol do Sporting mais competitivo, – dúvida que aqui tenho manifestado - errou nas soluções como o próprio ontem admitiu: “até este jogo acaba por ser positivo, porque põe a nu algumas das nossas fragilidades, para as podermos analisar e eliminar. Até para vermos se este é o melhor desenho para a equipa". Se começou a falar grosso parece disposto agora a piar fininho. Até agora Sérgio, vimos apenas o Paulinho e eu não gosto desta forma de pedalar!

E não me parece que esteja em vias de encarreirar. Se é verdade que melhores jogadores ajudarão  é por demais evidente que era obrigatório fazer mais com os jogadores já disponíveis. A questão está no modelo que se pretende para o nosso futebol, cujas linhas mestras não se conseguem vislumbrar da bancada, e creio que nem o balneário o percebe bem, pelo que as exibições sofríveis não devem surpreender. A imagem que fica é uma equipa que trata a bola a pontapé, ignora a sua posse e não possui qualquer mecanismo colectivo a defender ou a atacar.

Sei que a opinião da generalidade dos adeptos alinha pelo diagnóstico do treinador, mas, neste momento, mais e melhores jogadores não resolverão o nosso problema. Aliás era bom que os adeptos percebessem que eles, os jogadores, e nós, os adeptos, estamos no mesmo barco. Tal como nós, eles dependem do acerto das decisões que são tomadas acima da sua cabeça e não há dedicação e empenho que possa valer à falta de boas ideias. Eles têm a carreira em jogo e nós o futuro do clube que amamos. Podemos escolher os bodes-expiatórios do costume no seio do plantel mas o nosso problema é muito mais do que apenas esse.

Se isto fosse uma corrida de fórmula um diria que estamos a correr o risco de “pane” nas voltas de aquecimento, ficando obrigado a partir das boxes, com todas as implicações que isso tem nas nossas aspirações. Este “reality check” parece-me necessário, não como dissuasor de fervor clubistico, até porque ele me parece mais necessário como nunca o havia sido na nossa geração. A menos que os Sportinguistas achem que se pode continuar a cair, mas para cima…

quarta-feira, 14 de julho de 2010

il ya beaucoup a faire

Se se pode relativizar a derrota de hoje com o Paris St.Germain, tendo em conta que estamos no inicio de época, o mesmo não se pode dizer da forma como se perdeu. Á  medida que os adversários sobem de qualidade, mais evidentes ficam as nossas debilidades, não se notando qualquer evolução positiva.

Não há dúvida que há uma revolução em curso no futebol do Sporting e este jogo deixou isso bem evidente. Não há por ora qualquer ligação ao passado recente mas também é difícil descortinar o que se pretende para o futuro. Dos pés à cabeça, que é o mesmo que dizer que da forma como defende ou da forma como ataca, não se percebe ainda que ideias tem Paulo Sérgio para o nosso futebol.

20 anos não são 20 dias


À medida que os anos vão passando, os desafios do sportinguismo são cada vez maiores. Neste e noutros espaços o diagnóstico tem vindo a ser feito, e questões como competitividade, identidade, estratégia, marketing, são sempre trazidas à baila para falar do Sporting. Estes são termos da realidade económica-financeira mas, sintomaticamente, são-no também da realidade do futebol moderno e do mundo associativo. Quem já esteve envolvido em alguma destas esferas sabe que é assim; e sabe também que, hoje em dia, conceitos difusos e pouco tangíveis como "amor à camisola", "devoção" e "altruísmo" são difíceis de aplicar e, por isso, de encontrar.

Não obstante, se acreditarmos, podemos opor-nos a isto. Podemos lutar contra isto, como os irredutíveis gauleses faziam lá no Norte da Gália contra os Romanos. Lutar contra o invasor, contra aquele que quer ocupar o nosso espaço. E, como sabemos, desde há uns anos para cá, não falta quem tente ocupar o espaço social e desportivo que é do nosso Sporting.

Aquando da espectacular vitória no campeonato de futsal, há umas semanas atrás, o capitão João Benedito disse, e cito de memória: "O Sporting é muito grande, e o Sporting é isto; é isto que traz mística ao Clube, que traz sportinguistas ao clube; e isto não é quantificável, não são 6 ou 7%". É precisamente a esta lógica que muitos núcleos vão buscar inspiração para trabalhar todos os dias para o seu Clube, e foi assim que, por exemplo, o Solar do Norte, com altos e baixos, foi procurando alento ao longo dos últimos 20 anos. Estas duas décadas serão assinaladas no próximo sábado, dia 17, num jantar de sportinguistas nortenhos com o Vice-Presidente Rogério de Brito. Todos são muito bem-vindos, porque todos somos precisos para continuar a resistir. O topo do desporto nacional é nosso; não podemos deixar que nos tirem o que tanto custou a conquistar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Bettencourt: o que dizer?

Durante a sua estadia no estrangeiro o Presidente Eduardo Bettencourt visitou o núcleo do Sporting sediado no Luxemburgo, onde teve ocasião de proferir algumas palavras que, pelo que me vi reportado na comunicação social, se centrou essencialmente no esclarecimento dos sócios explicando, na medida do possível, os passos que vêm sendo dados no futebol do clube. Não pretendo aqui agora abordar essas medidas, até porque quem lê habitualmente o “ANorte” sabe qual a minha posição relativamente à politica de reforço da equipa que vem sendo seguida. Fico-me pela análise da comunicação em si, uma ferramenta indispensável, e que o nosso presidente, parece-me ser consensual, não tem sabido usar.

Convém antes mais distinguir o contexto das declarações que são feitas no seio de um núcleo, onde é suposto estar a falar para dentro do clube, no interior do clube, com uma liberdade de expressão diferente da usada quando se comunica para o exterior, projectando a imagem do Sporting. A presença ou ausência da comunicação social é que estabelece a diferença e quem fala em nome do Sporting tem de saber fazer essa avaliação. Houvesse esse cuidado e muitos dos “casos” recentes, como os “visigodos” e outros, nunca o teriam sido.

Parece-me indiscutível hoje, e olhando para período idêntico há um ano, que JEB percebeu o que então não parecia entender relativamente à importância da comunicação. As suas últimas intervenções revelam um cuidado que não tinha. Mesmo no recente episódio Moutinho - e sem querer voltar à análise das suas responsabilidades no caso - parece-me pacífico que, pelo menos quanto à forma, pouco se lhe pode apontar. Isto se entendermos que se tratava algo tão ou mais difícil de explicar, como foi aquele momento tão traumático para todos os Sportinguistas, em que anunciou a saída de Paulo Bento.

Julgo que não há Sportinguista que não deseje o sucesso de JEB, porque se ele ganhar ganhamos todos. E se hoje alguns – poucos ou muitos, está ainda por apurar – desconfiam ou descrêem nele, ele seguramente que perceberá melhor do que ninguém as razões que lhes assistem. Se emendou  a mão é porque foi capaz da autocrítica sempre indispensável ou dispôs-se a ouvir e reflectir. E isso só pode ser encarado como um sinal de esperança.

No fundo foi isso que acima de tudo que me pareceu ser a mensagem que quis deixar no Luxemburgo. O presidente do Sporting deve ser sempre um portador de esperanças e um factor de coesão. É por isso indispensável que o seu discurso seja verdadeiro para ser também aglutinador. Após ter confidenciado aos presentes que quer “ganhar rapidamente no futebol” e de prometer que “seremos competitivos” parece-me ser necessário aprofundar um discurso ainda mais realista, que elucide os Sportinguistas das dificuldades que representa hoje refazer um plantel, sem poder contar com mais-valias, e mantendo a promessa de não “pôr em causa a sustentabilidade numa altura de grande crise”. E porque não ir mais longe, lembrando que se estamos a refazer o plantel, se há ainda muito jogador por chegar, o ganhar rapidamente pode não ser conseguido, mas ficará a base de um trabalho que, por ser convictamente bem-feito, dará bons frutos? A verdade mobilizará os Sportinguistas, o contrário não, podendo semear a ilusão e consequentes frustrações.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Questões de identidade

Quem apenas olhar do lado da estatística poderá ser levado a concluir que Portugal poderia ser hoje campeão do Mundo: tal como a Espanha, marcou 7 golos e sofreu apenas um. E tal, como a Espanha, perdeu a apenas um jogo e precisamente com o campeão do mundo em título. Ou olhando para a vice-campeã Holanda, com os seus 12 golos marcados, e futebol de indiscutível qualidade, há até quem diga que lhe ficaria melhor o título. Talvez, mas teve um pequeno grande problema: teve que defrontar a Espanha. E, tal como todos que os precederam, tiveram que jogar com muito maiores cuidados do que anteriormente. Essa é a melhor homenagem que se pode prestar aos campeões, o justo reconhecimento da sua categoria e a explicação para os poucos golos marcados pelos campeões: com eles todos meteram tracção atrás. E mesmo quando perderam, numa daquelas improbabilidades que o futebol por vezes desmente, nuestros hermanos não perderam a identidade.

É esse o Sporting com que muitos de nós sonhamos. Um Sporting de personalidade vincada, que, ao invés de se preocupar com os adversários, obriga estes a temerem-no e adaptarem-se.  Jogar à Sporting, identidade que já existiu e que hoje se descaracterizou. Um objectivo perfeitamente realista a nível interno. Um Sporting à Sporting e não apenas uma caricatura. A imagem, roubada ao Armazém Leonino, lembra-me a equipa do Sporting que mais gostei de ver jogar e que jogava à Sporting!

domingo, 11 de julho de 2010

Nice? Nem por isso...


O titulo do post serve quer para a final do campeonato do Mundo quer para o jogo que o Sporting disputou hoje com o clube da Côte D'Azur. O brilho da final parece ter-se esgotado na magnifica cerimónia de encerramento. O do jogo do Sporting está ainda para chegar.

Se ainda é cedo para deliberações definitivas, posso dizer, após a segunda partida, que me custa a perceber com clareza as ideias que Paulo Sérgio procura implementar para o nosso futebol. Mais preocupante parece-me ser a sua insistência na adaptação de um central às funções de 6. Depois de Coelho foi Carriço o sacrificado. À espera de Pedro Mendes e de quem mais?

Atendendo aos jogadores que ainda faltam, e crendo que representarão acréscimo de qualidade na oferta individual, o melhor é esperar. Mas não deixo de lamentar que o que parece o melhor planeamento dos últimos tempos  de uma pré-época  possa significar uma partida falhada motivada pelas circunstâncias. Uma questão que não pode ser ignorada quando se analisa o trabalho do treinador.

O que vês ao espelho?

Decorreu ontem no Solar do Norte a III Tertúlia Leonina, jornada de reflexão que desta vez incidiu sobre as modalidades anteriormente ditas amadoras. Estiveram presentes na mesa de promoção do debate o Engº Júlio Santos, vice-presidente para a área, ao tempo de Sousa Cintra, o Eng.º Gilberto Borges, líder do projecto autónomo para o hóquei-patins, que tantas alegrias nos tem proporcionado e Juvenal Carvalho, amigo desta “casa”, membro fundador do núcleo de Paço de Arcos e com passado no dirigismo leonino, nas secções de basquetebol e andebol e futebol juvenil. Com ele veio também o Hugo Malcato, editor deste blogue e um exemplo de dedicação às modalidades, como devem ter testemunhado, via TV, na 1.ª mão da final da Taça Chalenge, na Polónia.

As intervenções, de grande pertinência e qualidade, centraram-se inevitavelmente na sustentabilidade financeira da actividade desportiva das modalidades, da nossa competitividade face aos nossos rivais e nas soluções que urge encontrar e implementar, de forma a devolver ao clube o estatuto que indiscutivelmente perdeu. A velha mas não estafada conversa à volta da paixão e da razão, que é há muito transversal a toda a actividade do clube. A exposição do Eng.º Júlio Santos, um exemplo de dedicação à causa Sportinguista, foi de um realismo demolidor, a lembrar, se preciso fosse, a difícil situação económico-financeira em que se encontra o clube, bem como a conjuntura desfavorável. Do lado da paixão e da dedicação o Eng.º Gilberto Borges e o nosso amigo Juvenal Carvalho, lembrando que sempre que os Sportinguistas querem a obra nasce e acontece. De todos veio um forte reparo às opções estratégicas do passado recente da vida do nosso clube, que nos empurraram para a situação em que hoje nos encontramos. Conclui-se que a esperança de que um futuro melhor é possível desde que haja razão devidamente temperada com a imprescindível paixão. A necessária adequação de modelos racionais de gestão não pode ser feita sem paixão e devoção leonina.

Estas reflexões são necessárias e foi nesse sentido que centrei a minha intervenção. É necessário que o Sporting se olhe ao espelho com sentido crítico, perceba a sua actual dimensão, o que ela representa em relação ao passado e qual o Sporting que queremos projectar para o futuro. Sem prejuízo do necessário apuramento de responsabilidades que levaram ao encolhimento do clube face aos rivais, que me parece inevitável, até para a sua própria pacificação interna, urge repensar os modelos que usamos para nos habilitar a competir. É pacífico hoje admitir que os clubes, seja nas modalidades, seja no futebol, caminham inexoravelmente para a falência. Se dantes se temia que aos grandes pudesse acontecer o mesmo que ao Belenenses, o Boavista é o hoje o exemplo que os piores pesadelos acontecem na vida real. Estou convencido que os clubes que encontrarem e aplicarem primeiro “o sempre difícil caminho das pedras” serão os que mais depressa se habilitarão a liderar num futuro próximo e de forma duradoura. É por isso que julgo ser esse o caminho a trilhar, mesmo que, se, em nome de um futuro melhor, for necessário dar um passo atrás para dar, de seguida 2 em frente. Ao contrário do que muitas vezes se insinua, nos últimos anos apenas se tem feito é a apenas a 1.ª parte, isto é, os passos atrás. Sem ignorar que nos encontramos numa situação difícil, estou absolutamente convencido que, se os Sportinguistas quiserem, o Sporting pode voltar a projectar o seu nome. Mais difícil foi fazer do Sporting, partindo do zero, um dos maiores entre os maiores. Haja paixão na relação com o clube e haja realismo e razão nas decisões.

Custa-me por isso perceber, e centrando agora na actualidade do clube, que os adeptos suspirem por Drenthe e outros jogadores completamente “out of  our league” e de valor desportivo muito mais que duvidoso. Não estamos a falar de Schmeichel, exemplo muito comum quando se fala de mobilização de adeptos. Falamos de um jogador numa encruzilhada da sua carreira sem outro brilho que ser apontado como uma promessa, sendo por hora difícil adivinhar o caminho que trilhará no futuro. Dizem por aí que é necessário para vender gameboxes. Alguém já fez a trivial relação de custo/ beneficio que nos pode “valer esta operação? Quanto custará Drenthe, qual será o seu rendimento em condições ideais e quantas gameboxes venderá? Eu sei que não sou uma autoridade na matéria, deixo então isso para os “gestores de topo”.

sábado, 10 de julho de 2010

Que D(r)enthe's servem ao Leão?

No dia seguinte à notícia de mais um jogador formado pelo Sporting que assina por um rival, e após uma intensa discussão aqui no blogue sobre a política de aquisições do nosso clube e a importância da formação, e do reconhecimento público por parte do treinador principal da qualidade dos jogadores formados pelo Sporting, que mais poderá ser dito que não o tivesse sido dito ainda?

Parece-me óbvio que é ainda necessária uma reflexão séria, de que resulte o apuramento de um modelo que nos sirva melhor. Sem pretender que a formação e tudo o que se faz na Academia seja perfeito, parece-me indiscutível que aí se trabalha a um nível superior ao que faz no Departamento de Futebol e isso pode ser aferido pelos resultados alcançados.

Que critérios presidem à escolha dos clubes de destino dos jogadores que vão rodar?

Que acompanhamento é hoje feito a esses atletas e com que periodicidade? 

São feitos relatórios da sua evolução e por quem? 

Existe algum tipo de articulação entre a Academia e o futebol sénior, entre as equipas técnicas, nomeadamente para elaboração de listas de dispensas?

Se as responsabilidades maiores estão em quem tem nas mãos o poder de decisão, nós, os adeptos, temos também uma palavra importante a dizer. Com os olhos postos em Drenthe, o que diríamos se tivéssemos contratado o Emídio Rafael? E será que seríamos tão tolerantes com o segundo como vamos ter que ser com o primeiro, se ele cá chegar?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Rola a bola II


Young Boys: Burki; Bienvenu (Dussin, 80), De Pierro, Affolter, Doubai (Thierry Doubay, 85), Raimondi (Schneuwly, 64), Sutter, Degen, Regazzoni (Marco Schneuwly, 71), Mayuka (Hochstrasser, 64), Moreno (Pasche, 85)

Sporting: Vítor Golas; Evaldo, Polga, Carriço, J. Pereira; A. Santos, Maniche, D. Salomão (Vukcevic, 58; Grimi 86), Yannick Djaló; Saleiro (N. André Coelho, 58) e Postiga (Pongolle, 58)

Está aí finalmente a primeira versão do Sporting 10/11. Versão essa que está longe de ser próxima da que veremos nos jogos a sério, pelo  número de jogadores ainda por incorporar e pelo ponto da época em que estamos. É até bem possível que jogadores que hoje participaram no encontro na Suiça nem esteja já entre nós daqui a um mês. Sendo estes jogos necessários para criar mecanismos colectivos, para os jogadores se darem a conhecer ao treinador que acabou de chegar, e para dar ritmo competitivo, é também importante que não deixe mazelas físicas ou anímicas. Parece-me que esses objectivos foram conseguidos, o que se saúda. Não perder a época antes de ela começar, como aconteceu no ano passado, parece ser o primeiro obstáculo contornado.

Não termino sem manifestar a estranheza pela opção por uma bola de cor tão pouco "fotogénica". Sei que o campeão é vermelho, que a Liga é a Sagres, mas convém não exagerar. À atenção dos clubes e em particular da nova direcção da Liga.

Rola a bola!


Tenho mantido o silêncio quanto a alguns episódios no reino leonino. Tanto a hipotética transferência de Hugo Viana como o caso João Moutinho deixaram a sua quota parte de dúvidas nos sportinguistas. Pessoalmente, no que diz respeito ao antigo capitão leonino, apesar do cheiro a esturro, sou peremptório ao admitir que apenas fiquei chocado com a saída para o FC Porto e nada mais. Adicionalmente, concordando em parte com a afirmação do director desportivo, aproveito também para deixar o recado de modo a que se entenda o porquê de supostamente não se formarem homens, pois a culpa não morre só.

Hoje, teremos finalmente oportunidade de assistir ao que é mais importante: a bola vai rolar! Depois de três amigáveis realizados na Academia, hoje as atenções centram-se no jogo disputado frente ao Young Boys. Será uma oportunidade de ver os novos reforços em acção e também entender o impacto do trabalho até agora realizado por Paulo Sérgio.

Não posso deixar de manifestar o meu agrado por ver muitas situações a mudar no nosso clube. Ao longo de uma jornada temporal - diria épocas seguidas - tive oportunidade de identificar um sem fim de situações que mereciam a reflexão por parte dos sportinguistas e muitas dessas matérias foram expostas aqui no "A Norte". Percepciono a criação de uma estrutura à volta do Futebol, notam-se melhorias na política de comunicação do clube (JEB aparte pois continua com alguns lapsos no seu discurso) e existe planeamento e estratégia desportiva.

É cedo para dizer se os reforços agora contratados vão trazer qualidade à equipa ou não, mas é evidente que todas elas foram devidamente ponderadas e os alvos bem definidos. Vejo também com bons olhos a inclusão de jovens talentos na pré-época, a quem é dada a oportunidade de lutar por um lugar ou adaptar-se à realidade senior do Sporting. Se estes jovens não conseguirem agora o seu lugar - como outros conseguiram de forma precoce - deverão conseguir colocação noutros clubes de forma a maturar as suas capacidades. E em termos de empréstimos, vemos já muitos jovens atletas devidamente colocados e/ou cobiçados.

As preocupações e a "vigilância" mantêm-se, contudo não sou capaz de enveredar por um caminho de constante desconfiança. Apontei o dedo quando a erros sistemáticos e onde a passividade reinava e hoje vejo que existem novos métodos, indo de encontro com algo há muito por mim esperado. Aguardarei paciente pelos resultados destas "mudanças", na expectativa que essas tragam alegrias a todos nós.

Se houver dedo para apontar assim o farei, mas nesta altura, não vejo razões para tal... E espero assim continuar.

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Valdés é Leão!






O Zapata, já é leão.

Finalmente, um craque com curriculum em Alvalade. De uma série de vídeos que estive a ver, seleccionei este golo que marcou ao Milan, em Fevereiro da época passada. Não engana. Zapata tem todas as condições para se tornar no novo craque de Alvalade.
Curiosamente não foi seleccionado para o Mundial, ao contrário do seu colega Matías, de quem todos esperamos muito esta época. Inspirados em Pablo Neruda, façam da bola poesia e perfumem o futebol leonino com talento, magia e ambição.

Discutindo as modalidades


Os sportinguistas estão habituados a ver o seu entusiasmo crónico ser posto à prova regularmente, às vezes quando menos se espera. Nestas alturas, importa agarrarmo-nos àquilo que nos tem dado alegrias e acreditar, sempre, num futuro risonho para as nossas cores.

No âmbito das comemorações do seu 20º aniversário (assinalado já no próximo dia 17 de Julho), o Solar do Norte realiza este sábado às 18h00 a sua III Tertúlia Leonina, desta feita dedicada às modalidades do Clube. O objectivo é compreender mais cabalmente a realidade eclética do Sporting numa altura em que se perspectiva a construção do pavilhão e num contexto de grande sucesso nacional e internacional das nossas equipas. Para fazer umas breves apresentações, estarão connosco Júlio Santos, fundador do Solar e antigo Vice-Presidente so Sporting, Gilberto Borges, director da secção de hóquei do Sporting e que tantos sucessos tem almejado recentemente, e ainda Juvenal Carvalho, conhecedor profundo da realidade eclética leonina e ligado ao núcleo de Paço de Arcos. Estarão ainda muitos outros convidados e amigos, como o Leão de Alvalade (como sempre) e o Hugo Malcato, que vem propositadamente de Lisboa para dar o seu contributo à discussão. Todos são muito bem-vindos, por isso, apareçam!








Entrevista a Paulo Sérgio

Finalmente a bola vai saltar e é com ela a rolar que teremos oportunidade de ver as primeiras pinceladas no novo quadro Sporting 2010/11. Isto porque os jogos iniciais foram à porta fechada e com adversários de poucos recursos. É já amanhã, pelas 18h30m, ante os Young Boys, vice-campeão suíço. A véspera dessa arrancada era a altura ideal para ouvir Paulo Sérgio, o homem sobre quem recaem agora todas as atenções. Esta era a entrevista que lhe faria. Façam vocês as vossas e se quiserem imaginem as respostas.

PS, Saiba antes de mais que faço votos sinceros de felicidades para o seu trabalho no Sporting.  

(Clube e adeptos)
O PS como jogador e treinador conheceu diversos clubes ditos pequenos. Quando entrou para o Sporting sentiu que estava a mudar para um clube de estatuto superior? Como encontrou os departamentos de futebol e departamento médico, nas vertentes de organização, instalações e recursos humanos?  

O Sporting, pelos anos que leva em ganhar o campeonato nacional, é um desafio tão estimulante como perigoso. Tem consciência da dificuldade da tarefa e da baixa tolerância que tem que enfrentar e em que medida acha que as pode contornar?  

Na sua equipa técnica não existe nenhum elemento com passado ligado ao Sporting que seja referência dos Sportinguistas e que conheça a realidade do clube como ela hoje é. Isso resulta de um acto voluntário ou é uma coincidência?

O seu curto trajecto como treinador e o seu curriculum podem tornar-se, em caso de dificuldades, num obstáculo na sua relação com os adeptos?  

Entre os adeptos Sportinguistas era comum falar-se em “jogar à Sporting”, como referência a um futebol de ataque que nos orgulhava, mesmo até quando não se conseguia ganhar. A matriz desse futebol parece ter-se perdido. Acha possível devolver o bom futebol ao Sporting e com isso fazer regressar muitos adeptos de volta?  

(Plantel)
Deixou muito claro quais eram os jogadores com quem contava, mesmo antes de ter treinado com os que acabou por dispensar. A decisão estava já tomada pela SAD, foi uma decisão sua, ou uma decisão colegial? 

Afirmou querer mais um guarda-redes, dois centrais, um médio para jogar no centro, outro pelas alas e um atacante. A pergunta anterior aqui também se aplica, tendo em conta que tanto Maniche como Valdês parecem ter o dedo do director desportivo. Quem decide as aquisições? Encontrou alguma base de dados de jogadores em observação e (em caso afirmativo) em que medida lhe está a ser útil?

Desse lote de dispensados recuperou de forma surpreendente Vukcevic. Em que lugar conta com ele, uma vez que, da sua lista de necessidades, o lugar das alas parece ser de Valdês e o avançado possante não pode ser desempenhado por Vukcevic? 

Dos muitos jogadores dispensados para rodar, surpreendeu a decisão de envio de Adrien para Israel e de 3 ex-júniores para a Bélgica. Como espera acompanhar a sua evolução? Existe alguém encarregado da respectiva observação e elaboração de relatórios e, tendo em conta a distância, com que periodicidade? E o acompanhamento dos restantes dispensados será feito em que moldes?  

A entrada de André Coelho destina-se a preencher um lugar na defesa, ficando assim completa a lista de centrais que pretendia, ou prefere adaptá-lo ao meio campo? (Sendo um central, quem sairá, entre Tonel e Polga?) (Sendo um centro-campista fica com 3 jogadores para a posição 6 preenchido como pretendia. Não lhe parece excessivo?) 

A sucessão de casos disciplinares e outros na época passada redundaram quase sempre numa quebra no rendimento da equipa. Teme que haja repercussões do caso Moutinho no grupo de trabalho e de que maneira ele reagiu à saída do seu capitão? Contava com o jogador para a época e por isso tem agora necessidade de recorrer ao mercado, ou espera encontrar soluções dentro dos elementos já no grupo?


Já com 3 semanas de trabalho com o plantel consegue encontrar uma explicação para a anormal sucessão de casos disciplinares e outros no Sporting? Como avalia a capacidade de trabalho e postura profissionais dos seus atletas?

Conta com Miguel Veloso para a próxima época?

É já amanhã o primeiro jogo de preparação “a sério” que poderá ser visionado pelos Sportinguistas. No entanto as indefinições no plantel são ainda muitas. Vê aqui o primeiro grande obstáculo ao seu trabalho? Uma vez que entraremos em competição a sério no final do mês, os jogadores disponíveis oferecem-lhe garantias de representação condigna do emblema do Sporting?

Obrigado. Renovo os votos de felicidades. Espero daqui a um ano estarmos de novo aqui a falar do plantel que abordará uma campanha ainda mais difícil: a da renovação do título e da participação na Liga dos Campeões.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Perfil e reflexão - Leitura obrigatória!

Já foi dito e escrito tudo sobre o caso Moutinho. Do muito que se disse e escreveu há 2 artigos que me parecem merecer reflexão e discussão. Se assim não for merecem seguramente o seu registo para memória futura. Daí eu os ter canibalizado e aqui copiados em partes, mas, por valerem pelo seu todo, recomendo a sua leitura integral. Na Bancada Nova e nos Monos da Bola. Obrigado PLF, obrigado Cisto.

REFLEXÃO:
(...) Assim decorre a novela Moutinho. Como seria de esperar, o que nao falta na internet e blogosfera sao acusações ao caracter do homem, a comparação com o Manuel Fernandes (como se fosse verosimel que o antigo capitão do Sporting abdicasse da sua individualidade em prol de uma direcção como esta) surge 150 vezes em cada thread, e pelo menos (serei generoso) metade dos sportinguistas estão convencidos de que o Moutinho não era sequer bom jogador, não marcava golos, não fazia assistências, não roubava bolas e que enfim corria muito lá isso corria. Não hesitam em considerar que o mau futebol do Sporting de resto devia-se ao Moutinho. Chamam-lhe de anão (havera insulto mais basico do que chamar de anão a uma pessoa de baixa estatura?) e jura-se a pes juntos que o que o Sporting precisa é de médios experientes (venha o Paredes outra vez). (...)

(...)Eu não espero que as pessoas questionem o que terá motivado a dita incompatibilidade do Moutinho ou de como será possivel que ao fim de 11 anos se conclua que afinal o individuo e do mais ordinario que possa haver, isso seria pedir muito da capacidade critica. Mas que se indignem por se permitir que um cidadão honesto, que fez a sua formação, trabalhou no duro, pagou impostos e teve até reconhecimento internacional, representando a Selecção Nacional por dezenas de vezes em varies escalões, veja a sua dignidade posta em causa (utilizando um eufemismo) em conferência de imprensa, apenas para que a pele de uns escape ao escrutinio publico e o minimo que poderei alguma vez exigir. O publico, esse, pega na deixa de JEB e chama Moutinho de ser um “furunculo”, um “filho da puta”, um “cabrão”, etc, etc. Há mais pudor em condenar as palavras de Bettencourt do que em adicionar adjectivos ou comparações do mesmo grau ordinario das do presidente. É tudo muito triste.

Tudo isto levou-me a reflexão do que é que me faz ser sportinguista e preocupar-me com os seus assuntos. O que me faz vibrar com as suas vitorias e sofrer com as derrotas, mesmo estando a residir no estrangeiro? Ate há algum tempo atras, tem sido a identificação com as suas cores e historia, o sentimento de pertencer a um grupo de pessoas com ambiçoes (desportivas) semelhantes, a recordação do abraço espontaneo a um desconhecido sentado ao meu lado no Estadio do Jamor, em suma, o orgulho de se saber um segredo partilhado por uma espécie de minoria.

Temo que já nada disso existe. Tenho pouco que ver com o Sporting e seus adeptos. Entrou-se numa fase da estupidificação, da qual não quero fazer parte e da qual não vejo saída.

Por Cisto, in Monos da Bola


- // -

PERFIL:
Se a ideia de Costinha era cortar a direito relativamente a um passado inglório, o que tem demonstrado é que – depois de cortar uma jugular – se prepara para decapitar o Sporting.

E o pior é que alguém que não é capaz de reconhecer valor onde ele existe não ficará por aqui. Com Costinha, a insatisfação e a revolução serão permanentes, porque errou no diagnóstico e as soluções para o sucesso desportivo não estarão presentes.

E é porque havia muitos idiotas que desejavam ver sangue que isto está a suceder. A “culpa” é de uma conformação de um discurso que sempre aligeirou as próprias responsabilidades. Como se vem dizendo há muito, foi reiteradamente transmitida a ideia de que a "culpa" seria “do projecto assente na formação” quando na realidade era esse mesmo projecto que permitia sobreviver e tudo o que lhe fosse à margem (jogadores contratados, política desportiva, alianças com adversários, etc.) resultou apenas na destruição de valor.

Cheguemos então ao que mais interessa…

Como foi possível passar esta mensagem?

Como foi possível chegarmos a um ponto em que a política de terra queimada parece ser, para alguns, uma solução inevitável?

Foi possível por décadas de irresponsabilidade directiva e – sobretudo – pela tradição muito portuguesa de apreço por figur(inh)as de autoridade. O português (e o sportinguista) gosta de pessoas que fazem do autoritarismo uma característica e, sintoma do marasmo cultural a que foi vetado o país durante décadas, não está habituado a pensar pela sua própria cabeça.

Só assim se podem justificar os anos de irresponsabilidade directiva sempre patrocinada, por todos os interesses em causa e nomeadamente pelos associados. Só assim se pode aceitar que um discurso forte mas vazio de conteúdo prevaleça sistematicamente. No que diz respeito a futebol, só assim se pode compreender que o importante seja “suar a camisola”, que se transmita a ideia que os treinos de pré-temporada devem ser um massacre físico e que um treinador deve ser – muito mais do que um técnico – alguém que os ponha a correr. Quando o nível de instrução é baixo, a capacidade crítica é nula.

E é por isso que vejo na dupla JEB-Costinha o caminho da autodestruição: juntam-se a ineptidão intelectual aos tiques de autoritarismo. Quando se age sobre o presente sem compreender o passado não se consegue prever o futuro.

Mas ainda há esperança. E é por essa esperança que devemos lutar.

Há esperança que finalmente haja alguém que, com mediatismo, possa explicar aos sportinguistas que nunca as decisões são simples e que raramente se consegue prever todas as consequências de determinados actos.

Há esperança que se levantem alguns sportinguistas - em desconforto com a (nova) política que renega aquilo que nos fizeram acreditar nos últimos anos, que renega um reduto de sportinguismo - que se levante e diga, alto e em bom som, que não acredita, que não se revê em purgas e que as revoluções só se justificam em casos extremos e que as consequências de uma revolução, ainda que justificada, podem ser devastadoras.

O sportinguismo acordou doente nos últimos dias, acordou sem referências. Haja alguém que o reponha no seu desígnio centenário.

Por PLF in Bancada Nova

Viva Zapata

O Sporting continua a sua revolução no plantel e, nesse contexto, nada mais adequado que contratar um Zapata. Estamos a falar de Jaime Andrés Valdés Zapata, de cognome “el pajarito”, que terá como missão voar pelas alas, e que hoje é dado como certo no Sporting de forma unânime na imprensa desportiva. Se pela esquerda se pela direita não é consensual, uma vez que uns dizem que é extremo-esquerdo, outros apontam-no ao lado contrário. Uns dizem tratar-se de um avançado,  outros identificam-no como médio de ataque. O valor do seu passe também não é claro uma vez que entre os 2, 2 e os 3 milhões de € ainda vão 800 mil de diferença.
Trata-se claramente de uma escolha do director para o futebol, Costinha, seu antigo colega na Atalanta de onde provém, tal como Maniche. Na época passada foi o 8º jogador mais utilizado, com 2214 minutos, tendo marcado 7 golos, 2 dos quais de penalty, na Liga Italiana. Valdés é internacional  chileno, mas não entrou nas contas de Bielsa para a campanha na África do Sul. Completa 30 anos no próximo dia 11 de Janeiro.
Viva então Zapata (titulo de um filme obrigatório para quem gosta de cinema pela presença de Marlon Brandon, Anthony Quin, Jean Peters, com argumento de John Steinbeck e dirigido por Elia Kazan, que contava a história desse herói da revolução Mexicana)  que tenha a sorte que merecem e precisam por hoje os profissionais que trabalham no futebol do Sporting.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Porque não pomos lá um padeiro?

Julgo que algo que possa motivar estas atitudes dos jogadores da nossa formação:a(má) gestão das expectativas. Um jovem criado naquela que dizem ser a melhor escola de formação do MUNDO, e o presidente repete isto em cada intervenção pública que faz, chegado ao escalão sénior o que é que ambiciona?

Jogar numa equipa sem ambições que disputa o acesso à UEFA? Receber um ordenado aquém das suas expectativas, e para mais desajustado comparativamente à valia e aplicação demonstrada por meia dúzia de matumbos estrangeiros que tem por colegas? Ter por companheiros de equipa, e fontes de inspiração, a fina flor do refugo? Defender as cores dum clube cujos dirigentes defendem o miserabilismo e passam o tempo a professar desgraça? Ser pago por uma SAD há anos liderada por uma nata de gestores, que não só não faz UM, REPITO, UM investimento que seja NUM ACTIVO QUE GERE RETORNO, mas ainda assim consegue gerar um passivo monstruoso?

Como é que um jovem que chega aos 18 à equipa principal, do clube com a melhor formação do mundo, se sente quando passados 6 anos, não foi 1 vez campeão, passou anos a jogar com Kokes, Tiuís, Alecssandros, Motas, Buenos, Farneruds, Wenders, Cleitons, Ronnys, ganha num ano o que antigo companheiro de academia, Cristiano Ronaldo ganha num mês, ou o que o seu amigo Nani ganha num trimestre, isto apesar de ser o jogador mais bem pago do plantel!? É capitão da equipa que obtém das piores classificações de sempre, perde o lugar na selecção e salta um Mundial... e no defeso olha para o jornais e enquanto o FCP persegue duas das maiores esperanças do futebol sul-americano e o slb persegue, Huntelaar, Ronaldinho e... Robinho, o seu Sporting quer o Alan! E o Nilson!!

Quem é que gerou estas expectativas no jovem? Ele? O pai? O António Veloso? a Imprensa? Se calhar todos, mais os dirigentes do clube.

Se os jogadores são pagos para treinar e jogar, para que é que são pagos os diversos presidentes das nossas SAD? Para passarem até à exaustão a cassete do "não há guita"? Então mas não são eles gestores? Para que servem gestores que não têm criatividade para arranjar dinheiro, não geram negócio e agravam o passivo?

Porque é que não lá pomos então um padeiro? Ao menos saberia fazer bom pão com chouriço!

Eu sinto-me mal com tudo isto que se passa no nosso clube, sou sócio há muitos anos. Há contudo os 90% de Sportinguistas que elegeram este presidente, e acredito que para esses este momento seja ainda pior.

*Com a devida vénia ao nosso leitor CenadeMaceiros, que postou este comentário no post anterior.

O fruto, a àrvore e o pomar

NOTA IMPORTANTE: até ao momento não é possível exibir os comentários dos nossos leitores por uma deficiência do Blogger, ao qual somos alheios. No entanto nenhum comentário efectuado até agora foi perdido, uma vez que tenho forma de os recuperar, comprometendo-me a colocá-los todos na íntegra. 

Tinha tomado a decisão de não voltar sobre o caso Moutinho após a oficialização da transferência. Por várias razões que seria penoso enunciar, mas também porque não tenho por hábito preocupar-me com jogadores de outros clubes. Julgo até que isso seria o mais conveniente para o Sporting, tendo em conta o inicio de época. Mas as notícias de hoje, que confirmam uma parte da versão aqui avançada no domingo, (Escolham a vossa versão) são no mínimo estarrecedoras, pelo que o silêncio sobre este caso pode interessar a quem está na SAD do Sporting, mas seguramente que não interessa Sporting e aos Sportinguistas.

Desde o inicio que esta me parece ser uma história mal contada. Ontem Costinha e JEB libertaram a sua visão dos factos que frita Moutinho, numa operação que resultou em pleno no seio dos Sportinguistas. Dificilmente conheceremos a versão de Moutinho porque, ou eu “conheço” mal Pinto da Costa, ou ele  não será autorizado a falar sobre o assunto. O mais provável, numa estratégia muito comum naquelas bandas, estarão a canalizar as energias do jogador para dar a resposta em campo. E, convenhamos, o FCPorto saiu por cima nesta história para já pelo menos do ponto de vista da moralização das tropas, deixando atrás de si um clube, - o nosso - em ebulição, dividido e estupefacto.

Conta o DN que “A SAD do Sporting esqueceu-se de incluir uma cláusula que impedisse João Moutinho de se transferir para outro clube português no documento que serviu para mandatar o empresário israelita Pini Zahavi para vender o passe do jogador e que foi assinado em Junho. O futebolista acabou por rumar ao FC Porto, mas o DN sabe que no final da semana passada o mesmo empresário ofereceu o capitão leonino ao Benfica, que terá recusado entrar na corrida pelo jogador por forma a não iniciar uma guerra com os rivais, mas também porque não seria uma prioridade do treinador Jorge Jesus. (…)De acordo com as informações recolhidas, a administração da SAD leonina só alguns dias depois de assinado o documento com Pini Zahavi se apercebeu que se havia esquecido de incluir a cláusula que impedisse Moutinho de ir para um dos rivais. No dia 26 de Junho, dois dias depois da apresentação de Torsiglieri, é que a SAD sportinguista tentou junto de Pini Zahavi fazer uma adenda ao documento, por forma a impedir a saída do capitão para outro clube português. Tarde de mais. O empresário recusou liminarmente essa possibilidade, até porque as conversações com o FC Porto já estavam em marcha.”

O teor desta noticia é secundado hoje pelo JN e não pode passar sem um desmentido veemente. Costinha pedia ontem confiança aos adeptos. Esta conquista-se com a verdade e não com a dissimulação. A ser verdade Moutinho pode muito bem ser uma maçã podre, mas é o fruto possível de uma árvore (SAD) que está muito doente. Falta saber o que o pomar (o mundo Sporting) tem a dizer sobre isto. Provavelmente, como noutras ocasiões tão ou mais graves, nada. Temos é que apoiar…

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Negócios à Porto!



Eu desconheço qual será a verdadeira versão dos factos. Também não vou perder muito tempo a procurar dissecar os rios de tinta que ainda vão correr sobre este negócio. Já li e ouvi o que tinha para ler e ouvir. Uma coisa é certa: O FCP não está a construir um Porto à Sporting e o Sporting não consegue satisfazer o desejo do seu edil em construir um Sporting à Porto. Mais certo ainda é que o Porto fez mais um negócio à Porto e o Sporting continua a fazer negócios à Sporting.

Moutinho terá as suas razões e o Clube terá também mais do que razões para se querer ver livre dele. Não nos podemos esquecer que no inicio da época 08/09 o jogador foi peremptório ao afirmar que se queria ir embora, declarações nada condizentes ou próprias de um capitão formado no Sporting. Não nos podemos esquecer de outras coisas que todos fomos sabendo. Não podemos ser líricos nem utópicos: já não há capitães nem velha guarda como foram o Manel, entre outros. Apesar de assim ser, custa a crer que a Academia não consiga incutir nem o espírito nem a cultura leonina nestes jovens, cujo desejo após emancipação é verem-se livres do Sporting o mais depressa possível.

Mas afinal, qual é a função da Academia? Talvez o post que me antecede do Leão de Alvalade consiga enquadrar melhor este problema.

Eu aqui perguntei: que modelo, Sporting?

Uma coisa é certa, Moutinho, um jogador à Porto, educado à Sporting, vai agora para um clube onde jamais lhe perdoariam se dissesse que se queria ir embora. Ironia do destino: assim se se faz um Sporting à Porto.

O Clube e todos nós, precisamos urgentemente de um divã. De preferência idêntico ao da foto, onde possamos enterrar todos os fantasmas que nos perseguem.

A minha posição sobre este caso e tudo que o rodeia encontra muita razão nesta bancada.

A pior Academia do Mundo

Moutinho é agora apenas mais um numa lista demasiado longa para o meu orgulho leonino, onde figuram já Futre, Figo, Simão, Quaresma, Hugo Viana, Carlos Martins, Nani, dos que me lembro no imediato. Não é necessário fazer nenhuma sondagem porque todos os que frequentamos Alvalade sabemos que nenhum destes jogadores teve uma relação pacífica com os adeptos. Ou ao contrário, foram os adeptos a relacionar-se mal com eles, pelas razões mais diversas. A saída de Alvalade e os seus percursos posteriores, com passagens por clubes rivais, abriram feridas no seio dos adeptos difíceis de sarar, de tal forma que é hoje comum ouvir dizer-se que formamos grandes jogadores, mas homens menores, no que ao carácter diz respeito. É também cada vez mais frequente ouvir-se dizer que os jogadores da formação se comportam como meninos mimados.

Nunca concordei com esta caracterização, que me parece profundamente injusta para quem produz do melhor que se faz no Sporting. Para ser verdade, e tendo em conta o elevado número de jogadores com “defeito grave de fabrico”, isso equivaleria a afirmar que o Sporting não só falha a formar o carácter dos seus jogadores como escolhe os piores. Falta já pouco para comparar a Academia com uma casa de correcção, ou uma escola de mercenários de futebol. O que seria uma grave injustiça para homens como Aurélio Pereira e sua equipa, porque estaríamos acusá-los de serem péssimos avaliadores de carácter. Ora isso é desmentido pelas carreiras brilhantes, uma mais que outras, dos jogadores da formação e pelo elevado valor que o mercado lhes atribui. Ronaldo é hoje a transferência mais cara de sempre e, nas actuais circunstâncias, duvido que o seu regresso e consequentes actuações não fosse também objecto de contestação. 

A formação do Sporting, que hoje é corporizada pela Academia, é  talvez a nossa maior bandeira no que ao futebol diz respeito e rivalizará, ou até suplantará, em termos mediáticos os feitos de Lopes, Mamede e outros. Cumpre a sua função primordial que é formar profissionais de futebol e é por isso que é procurada hoje por miúdos de todo o mundo. O nosso problema não é a formação, antes sim toda a organização do futebol profissional onde eles desaguam, cuja mediocridade está bem espelhada nas decisões absurdas e resultados sofríveis. Ao contrário da formação, não há uma referência de liderança com conhecimento e por isso o estranho seria que onde vemos percursos erráticos e ziguezagueantes estivessem decisões estruturantes. Os nossos rivais estão uns passos à frente. O FCPorto tem a sua estrutura montada há muito, alicerçada numa teia tentacular que lhe permitiu a hegemonia do futebol português. O SLBenfica, que pensava que resolvia metendo dinheiro nos problemas, solucionou a questão com Jesus.  

À formação não cabe formar Sportinguistas, para isso estamos cá nós. A menos que se pretenda transformar a Academia num Gulag, capaz de formatar as consciências dos jogadores. Ou também podemos tentar sarar as feridas no nosso orgulho aumentando os temas do folclore leonino, com os anões, noddy´s, simulões e peseteros. Mas os jogadores devem ser vistos como profissionais que querem triunfar e os nossos jogadores da formação são dos melhores habilitados para o efeito. Enquanto não lhes oferecermos um projecto vencedor, capaz de competir com os melhores, onde as suas qualidades possam ser potenciadas, eles continuarão a preferir outras paragens, porque, ao contrário de outros, têm mercado. Que não são escolhidas em função das suas preferências clubistas (Moutinho não é portista, como não era Quaresma, p.ex.) mas em função da possibilidade de triunfar.

Mas, ao contrário do dono da galinha dos ovos de ouro, nós vamos acabar por matar a nossa, não pela ganância, mas apenas porque não somos capazes de reconhecer o seu valor  e dos ovos que produz. Cabe-nos a nós sócios e adeptos perceber isso, sob pena de vermos posto em causa um modelo capaz de nos assegurar a sustentabilidade quer financeira quer desportiva do clube que amamos.  Enquanto não resolvermos esta equação vamos continuar a olhar para Alcochete como a pior Academia do Mundo, porque só produz qualidade para fortalecer os nossos adversários.

ACTUALIZAÇÃO: Conclusões a tirar da conferência de imprensa:

   1. O Sporting vendeu uma maçã pôdre por 11 milhões de euros mais um fruto ainda desconhecido, o que não pode, nestes termos, deixado de ser considerado um grande negócio;
   2. A teoria que a Academia forma maus homens tornou-se oficial, nas palavras de Costinha;
   3. Grande parte dos motivos invocados pela direcção para a venda de Moutinho já estavam hoje na comunicação social, o que leva a crer que a bufaria continua, mas tem agora a versão oficial;

domingo, 4 de julho de 2010

Escolham a vossa versão

Agora que já é oficial a venda de Moutinho escolha uma das 3 versões que circulam sobre o caso e partilhem connosco as que possuem.
VERSÃO I
 “João Moutinho transmitiu o seu descontentamento aos responsáveis pela estrutura do futebol leonino e terão inclusivamente existido alguns desentendimentos. De tal forma que o ex-capitão se recusou a treinar-se nos últimos três dias e dizia alto e bom som "Vendam-me a alguém; vendam-me ao FC Porto". Conseguiu, no fundo, o que queria.”

VERSÃO II
Moutinho e Costinha travaram-se de razões após uma soma de pequenas divergências que tiveram início na época passada. A gota de água foi a divulgação de que o médio iria perder a braçadeira de capitão. Moutinho não gostou de ler a notícia e interpretou que teria sido o Sporting a "passar" a informação.Colocado perante o interesse do FC Porto, o Sporting vacilou mas, à falta de ofertas, tomou a decisão de negociar com o FC Porto.

Versão III
Moutinho e Costinha travaram-se de razões e Costinha terá dito a Moutinho que se quisesse podia ir à vida dele. Na sequência deste desaguisado Pin Zahavi conseguiu um documento em que o Sporting libertaria Moutinho por uma verba inferior á clausula de rescisão. O problema foi que não havia qualquer cláusula que impedisse a negociação com clubes nacionais e Bettencourt e Cia LDA foram surpreendidos pelo contrato assinado com o FCPorto, sendo agora as negociações uma tentativa de contenção de danos.

Providência cautelar

Ainda incrédulo com a noticia da saída de João Moutinho, mas já não tanto com a reacção de grande parte dos Sportinguistas,  - ou não teria dito aqui ontem que “a insatisfação de Moutinho iria satisfazer muitos Sportinguistas” – fico à espera da confirmação oficial do Sporting. Mas falam-se em valores à volta dos 10/11 milhões e o alívio de um peso morto do plantel portista. A ser verdade é mais um capitulo escrito a vermelho da vergonhosa incapacidade da cúpula dirigente em defender os interesses do Sporting e da sua inabilidade negocial. Já nem me interessa a razão da insatisfação de Moutinho. Todos os clubes têm jogadores insatisfeitos, mas poucos os despacham a custo de saldo para um rival e competidor directo.

Vendemos mal, ainda compramos pior. Por isso talvez fosse bom começar a pensar de imediato numa providência cautelar que cative a verba proveniente da Torre das Antas. Não faltarão argumentos juridicos que a legitimem, não excluindo a insanidade. Podemos apontar muitos defeitos a João Moutinho, mas ninguém poderá por em causa o seu profissionalismo. E, ao contrário de nós, sabe escolher o melhor para o seu futuro. 

Para avivar as memórias fica uma lista “ad-hoc” dos nossos grandes negócios desde o inicio do século e da causa do lastimoso estado das nossas finanças. E procurem bem para encontrar algum jogador que nos tenha rendido mais-valias desportivas e financeiras e comparem-nas com as vendas de Nani, Ronaldo, Viana, Quaresma e agora de Moutinho.

2000/2001         
César Prates    Real Madrid     
Hugo    Sampdoria     
Tello    Univ. Chile     
Paulo Bento    Real Oviedo     
Sá Pinto    Real Sociedad     
João Pinto    Benfica     
Rodrigo Fabri    Valladolid     
Jovan Kirovski    Borussia Dortmund     
Alan Mahon    Tranmere Rovers     
Dimas    Standard Liège     
Bruno Caires    Celta de Vigo     
Mario Cáceres    Ñublense     
Pavel Horváth    Slavia Praha     
Phil Babb    Liverpool     
         
2001/2002         
Tiago    Est. Amadora     
Facundo Quiroga    Napoli     
Rui Bento    Boavista     
Niculae    Dinamo Bucures,ti     
Luís Filipe    Sp. Braga     
Mário Jardel    Galatasaray     
Dimitrios Nalitzis    Udinese (emp)     
         
2002/2003         
Pepe    Marítimo (emp)     
Marcos Paulo    Cruzeiro (emp)     
Ricardo Fernandes    Gil Vicente     
Danny    Marítimo     
Toñito    Santa Clara     
Kutuzov    Milan (emp)     
João Paulo    U. Leiria (emp)     
Pablo Contreras    Celta de Vigo (emp)     
         
2003/2004         
Ricardo    Boavista     
Mário Sérgio    P. Ferreira     
Clayton    FC Porto     
Anderson Polga    Grêmio     
Rochemback    Barcelona     
Liedson    Corinthians     
Silva    Boavista     
Tinga    Grêmio     
         
2004/2005         
Danny    Marítimo     
Roudolphe Douala    U. Leiria     
Hugo Viana    Newcastle (emp)     
Mauricio Pinilla    Chievo     
Rogério    Corinthians     
Joseph Enakarhire    Standard Liège     
Mota    Chunnam Dragons (emp)     
         
2005/2006         
Luís Loureiro    Dynamo Moskva     
Manoel    Moreirense     
Wender    Sp. Braga     
Edson Miolo    U. Leiria     
Abel    Sp. Braga (emp)     
Tonel    Marítimo     
Silva    V. Guimarães     
Marco Caneira    Valencia (emp)     
Deivid    Bordeaux     
Koke    Marseille     
João Alves    Sp. Braga     
Semedo    Casa Pia     
Romagnoli    Veracruz (emp)     
         
2006/2007         
Abel    Sp. Braga     
Carlos Paredes    Reggina     
Pontus Farnerud    Strasbourg     
Ronny    Corinthians     
Alecsandro    Cruzeiro (emp)     
Carlos Bueno    Paris SG (emp)     
         
2007/2008         
Gladstone    Cruzeiro (emp)     
Marat Izmailov    Lokomotiv (emp)     
Derlei    Dinamo     
Simon Vukcevic    FC Saturn     
Milan Purovic    C. Zvezda     
Stojkovic    Nantes     
Celsinho    Lokomotiv     
Pedro Silva    Internacional     
Maryan Had    Lokomotiv (emp)     
Rodrigo Tiuí    Fluminense     
Leandro Grimi    Milan (emp)     
Romagnoli    Veracruz     
Yannick Pupo    Palmeiras     
         
2008/2009         
Rochemback    Middlesbrough     
Hélder Postiga    FC Porto     
Marco Caneira    Valencia     
Ricardo Baptista    Fulham     
         
2009/2010         
Miguel Ángel Angulo    Valencia     
ChileMatías Fernández    Villarreal     
Felipe Caicedo    Man. City (emp)     
João Pereira    Sp. Braga     
Sinama Pongolle    Atlético Madrid     
Pedro Mendes    Rangers     
Mexer    Desp. Maputo

Clube pioneiro


Pela primeira vez na história do futebol português, um capitão de um grande ruma a outro grande numa negociação directa entre dois clubes. Um pioneirismo que eu bem dispensava ver o Sporting associado, mais ainda momento em que surge e pela carga emocional que lhe está associada. O Sporting não negoceia de livre iniciativa, mas por imposição das circunstâncias em que se deixou cair, o que desde logo o colocou numa posição frágil na mesa onde os pormenores foram discutidos.

Já não interessa a discussão se Moutinho tem ou não o perfil de capitão necessário, - facto que sempre contestei aqui - uma vez que ele não o é desde ontem, mas sim há 2 anos. Se ele assim permaneceu, apontar-lhe agora limitações de carácter não é mais do que um tiro pela culatra que rebenta com a credibilidade não de Moutinho mas de quem com ele conviveu e, apercebendo-se das falhas do capitão nada fez, não defendendo como devia os interesses do Sporting. É isso que representa a notícia do Record de hoje, que, tal como a notícia da braçadeira de capitão, é nitidamente algo que vem de dentro. Não foi Moutinho que as terá posto a circular seguramente! Mas cada um come o quer. Eu recuso-me a prescindir do meu sentido crítico mesmo quando me põem à frente pratos muito apelativos.

Moutinho hoje só não tem valor para alguns Sportinguistas. Obviamente que Pinto da Costa perdeu o tino e é por isso que vai pagar uma soma astronómica por jogador sem carácter e que não serve para o Sporting. Nós é que estamos no caminho certo, como comprovam os resultados dos últimos anos. Para mim este é mais um negócio à Pinto da Costa: reforça-se, deixando pelo caminho um adversário em dificuldades. Mas nós até achamos que nos aliviamos do peso de um jogador que se estreou na 1ª equipa do Sporting com 18 anos, sendo daí em diante o jogador com mais elevados níveis de utilização e rendimento. De referência a indesejável é o percurso mais comum dos últimos capitães. Não devemos por isso estranhar que o Sporting seja hoje, como equipa de futebol, uma terra de ninguém, sem referências. E essas parecem ter preço e podem ser negociadas.

De há um ano para cá as noticias sobre o Sporting rivalizam com as que tornaram célebre o Jornal do Incrível, conseguindo por vezes suplantá-lo. O Sporting Clube de Portugal, célebre pelo pioneirismo que os seus feitos representavam para o desporto nacional, parece querer trocar esse papel com a inovação da tragicomédia. Enquanto isso muitos de nós acham que tudo o que nos acontece é por acaso ou fruto do azar. Os Sportinguistas têm hoje o clube que querem.

sábado, 3 de julho de 2010

Pontapé para a frente

Sim, o Sporting trata mal os jogadores que forma. Quem é o Sporting? Somos todos nós, dirigentes, sócios e adeptos.

Os dirigentes tratam mal os jogadores que formam porque, apesar de gostarem de aparecer ufanos nos média, dizendo maravilhas da Academia, mas tenho sérias dúvidas que percebam do que estão a falar. Se assim fosse entenderiam que para a Academia ser um projecto completo falta oferecer aos jogadores que lá se formam e que transitam para profissionais uma perspectiva de carreira num projecto desportivo ganhador. Ora sabemos o que tem sido o futebol do Sporting dos últimos anos. São os jogadores da Academia a destacarem-se e a suportar o futebol do Sporting ainda de fraldas e chupeta. Mas são os mais baratos e frequentemente preteridos por jogadores mais caros e de valor duvidoso. E é o mercado que tem que nos lembrar o valor do que não conseguimos aproveitar. Nós, sócios e adeptos, somos, em regra mais exigentes com os da casa do que com os que chegam. E, pior, ainda os assobiamos e insultamos. É bom lembrar que Patricio já manifestou igualmente vontade de sair, por razões bem sabidas de todos.

Se Moutinho quer sair, estará aqui a razão. Não acredito que vá pelo dinheiro, mas à procura de um projecto ganhador que lhe proporcione a afirmação profissional que as suas qualidades anunciam, onde possa ser apenas um futebolista, não tendo que carregar as frustrações e amargura de um clube inteiro. Moutinho estagnou ou regrediu? E o que aconteceu ao futebol do Sporting? Mas mesmo que nesta história Moutinho fosse um mau carácter dissimulado o Sporting nada tinha a negociar, uma vez que o atleta tem cláusula de rescisão. Ou alguém acha que Pinto da Costa nos venderia Bruno Alves mesmo que este, numa jogada à Paredão, lhe emoldurasse a fronha num TFT de 17” que tivesse mais à mão?


A época transacta não foi horrível apenas pelos resultados desportivos, mas pelas marcas que deixou. Face ao sucedido nenhuma avaliação do valor dos jogadores poderia ser séria. Ao invés, os adeptos querem é sangue, novidades, revolução e isso já nem estranho. Em Alvalade pensa-se em corrente. Mas da direcção desportiva deveria haver liderança, resiliência, convicção e estratégia. Infelizmente a abordagem da época sido em zigue-zague, do treinador ao plantel. Era Villas-Boas veio Paulo Sérgio. Vukcevic era réu afinal apenas vitima. Há revolução, esperem afinal à uma boa base, afinal sempre vem aí a revolução, embora não se perceba muito bem quem serão os protagonistas. Desperdiça-se talento, gasta-se sem critério, empobrecendo alegremente. Vencer o próximo campeonato deveria ser encarado como um ponto da viagem para a glória e não como o destino final. E assim vamos nós em zigue-zague, a jogar de pontapé para frente. Se Costinha está no epicentro de mais esta história de terror todos os contornos deveriam ser bem esclarecidos, sob pena de o seu gabinete em Alvalade estar cada vez mais perto da porta de saída. Trabalhar quase de borla pode até ser caro para quem lhe paga.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mistério



"A situação do Vukcevic é algo complicada, mas a seu tempo a equipa irá discutir esse assunto".

O que terá feito o Olimpiakos voltar atrás na contratação do montenegrino, quando o acordo entre as 3 partes interessadas estava fechado? Seguindo a sequência dos acontecimentos, sou levado a crer que, por exclusão de partes, algo se terá passado com os exames médicos do atleta. Esse foi precisamente o último passo dado antes do clube grego ter voltado atrás na disposição de comprar o jogador. As palavras de JEB não são esclarecedoras, mas “situação complicada” é pelo menos digno de preocupação. É que se já foi uma pena não termos retirado grande proveito desportivo da passagem de Vukcevic, pelo menos não tanto quanto se augurou, bem pior seria tê-lo como peso morto.

PS: Não fiquei surpreendido com a opinião de JEB acerca da continuidade de Queirós à frente da selecção. Ainda me lembro como o tempo demonstrou o erro de julgamento sobre a continuidade de Paulo bento, e que culminou numa das épocas mais desastrosas que há memória. Só espero que desta vez se tenha “enganado” quanto a Paulo Sérgio… 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Porque temos 104 anos e somos o Sporting Clube de Portugal

O Sporting comemora hoje 104 anos de existência e é o único clube, dos 3 grandes, que pode afirmar a sua idade sem receio de ser desmentido.

“O Sporting Clube de Portugal tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902 por iniciativa de dois irmãos, Francisco e José Maria Simões. Dois anos depois, tendo o Belas Football Clube realizado um único jogo de futebol contra o Sport Lisboa, alguns dos seus sócios Fundadores criaram o Campo Grande Football Clube. Apesar do nome, esta associação dedicava-se especialmente a festas, bailes e piqueniques, o que gerou alguns conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação. Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objectivo da instituição levaram à saída de 5 membros. Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Visconde de Alvalade, Dr. Alfredo Augusto Neves Coelho de Alvalade Holtreman.”

Os dez sócios fundadores foram José Alvalade, José Maria Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Alfredo Augusto das Neves Holtreman, Fernando Soares Cardoso Barbosa, José Stromp, Henrique Almeida, Leite Júnior, João H. Scarlett, Francisco Quintela Mendonça e Alfredo Botelho. Realizaram a primeira Assembleia Geral em 8 de Maio de 1906 com o objectivo de eleger a direcção. Foi então eleito o Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman como Presidente da Direcção, sendo-lhe conferido o título de "sócio-protector" em virtude de todo o apoio prestado à criação do novo clube. Nesta reunião, Holtreman afirmou que pretendia que o clube, na ocasião ainda sem nome definido, fosse "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa". E conseguimos fazer do sonho realidade! A 26 de Maio foi adoptado o nome Campo Grande Sporting Clube mas, a 1 de Julho, por sugestão de António Félix da Costa Júnior, a Assembleia Geral aprovou a alteração definitiva para Sporting Clube de Portugal. Esta foi uma data marcante uma vez que, em Julho de 1920, por proposta de Nuno Soares Júnior, a Assembleia Geral adoptou a data de 1 de Julho de 1906 como a da fundação oficial do Sporting.”

Ao contrário de outros, o Sporting Clube de Portugal não recorre à data das fundações das entidades progenitoras para datar a sua origem. Da mesma forma que qualquer um de nós ostenta no bilhete de identidade a respectiva data de nascimento e não a dos seus pais, avós ou bisavós. São por “pormaiores” como este, que se podem juntar a muitos outros ocorridos ao longo da sua história, que o Sporting pode afirmar com propriedade que é um clube diferente e de cuja história nos podemos orgulhar! O futuro será o que, agora no presente, estamos a construir.

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