segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sonambulismos


O Barcelona é muitas vezes citado como uma fonte de bons exemplos onde o Sporting podia beber. A maior parte das quais pelo primor, quase sem rival, com que sabe gerir com proveito a excelência da sua formação. Ora talvez isso seja um pormenor, num âmbito maior que é a cultura do próprio clube e a forma intensa e participada como os sócios a ele se dedicam. A exigência e responsabilização não são figuras de retórica.

Quem não está atento à realidade do clube catalão talvez se surpreenda pelos resultados eleitorais recentes, em que o presidente Laporta, responsável pelo período mais brilhante e difícil de igualar, não só não é reconduzido como terá que prestar contas ao clube e enfrentar a justiça espanhola pelos resultados financeiros desastrosos do seu mandato. É que o que se pode ler na Marca (obrigado L.M.P.) e que pauta uma diferença grande entre o que se faz no Sporting de há muitos anos para cá. E realço, como nota acessória a diferença de procedimentos das duas instituições: o Sporting constituiu uma comissão de 4 notáveis para redigir uma proposta de novos estatutos. O Barça abre-se a todas as propostas dos seus associados, a quem possibilita o envio de contribuições, através do site do clube.

A vitalidade de uma organização começa na aplicação prática dos seus princípios e a diferença entre os procedimentos deles e os que vimos assistindo há algum tempo no Sporting - demasiado tempo na minha opinião - talvez explique muito o momento em que nos encontramos. Aí as culpas não são apenas dos dirigentes mas sobretudo do sonambulismo dos associados, que se demitem das suas responsabilidades e que as gerações vindouras não deixarão de julgar.

Não termino esta breve mas elucidativa viagem à Catalunha sem vincar o seguinte: ao contrário do processo agora encetado pelo Barça, não me parece útil recorrer a  terceiros, com entrega à justiça dos assuntos que devem ser resolvidos em casa. A devassa do clube, mais ainda no actual panorama da justiça nacional, só poderia ser contraproducente. Para a definitiva e tão necessária pacificação do clube é necessário um processo rápido e transparente, tendo como prioridade não interesses persecutórios, mas o apuramento da real situação financeira do clube. A participação criminal, a acontecer, existiria apenas nos casos em que a mesma seria incontornável. O dia chegará, estou absolutamente convicto, e aí espero que todos estejamos à altura de perceber que o Sporting precisa de encerrar em definitivo capítulos da sua história que, tal como as feridas por sarar, apenas contribuem para a debilitação do espírito leonino. Infelizmente são já várias  as lideranças que não percebem o valor estratégico da verdade e da transparência como factores de agregação à nossa causa.

Pelos vistos Paulo Sérgio terá sentido a necessidade de acordar a equipa no intervalo do jogo com o Estoril. Mas quem tem visto jogar o Sporting dificilmente pode dizer que o problema da equipa está na atitude da equipa. Parece-me isso sim que ela corre muito mas, em regra, o faz de forma pouco consistente e eficaz, como o provam os resultados. O problema parece-me estar, em definitivo, em quem sonhou que Paulo Sérgio estava à altura das exigências. E será muito mau para o Sporting que, pelo ano consecutivo, o ónus da questão seja paga pelos jogadores, refazendo mais uma vez o plantel no ano que vem. Tomo como exemplo Valdés: não foi a jogar assim que esteve 10 anos em Itália. Ou que Zapater foi adquirido pelo Génova por oito milhões. Ou Evaldo, ou, ou...

Acordem (ii)
Três derrotas consecutivas, apuramento para a Supertaça tremido. Que se passa no andebol?

Força Professor


Independentemente de algumas posições recentes mais controversas, a nossa memória não deve ser curta e as figuras importantes do nosso clube merecem ser enaltecidas.

"Um clube grande, tão grande como os maiores da Europa" disse o nosso fundador e o professor Mário Moniz Pereira tudo fez para poder cumprir a sua parte. Carlos Lopes, Fernando Mamede, Gémeos Castro, Rui Silva, Francis Obikwelu e Naide Gomes são apenas alguns dos nomes que Moniz Pereira e a sua estrutura lançaram para dar prestígio ao Sporting Clube de Portugal.

Neste momento difícil, resta-nos desejar as melhoras ao "Senhor Atletismo".

EM FRENTE SPORTING!

domingo, 17 de outubro de 2010

Estórias do futebol português

Os Sportinguistas mais novos conhecem apenas as famosas escutas como testemunho da existência de elaborada teia de interesses, abrangendo árbitros, dirigentes federativos e até juízes desembargadores, com intuito, grosso modo, de proteger o FCPorto dos imponderáveis do futebol, como as bolas aos postes, a inépcia dos avançados ou dos treinadores. Desconhecem contudo, se não tiveram o cuidado de se informar, muitos dos episódios que atestam como conseguiu Pinto da Costa alavancar 3 décadas de hegemonia no futebol português. 

Os Sportinguistas que viveram os anos 80 certamente se lembram de muitas desses episódios e são talvez esses que, por isso mesmo, mais se indispõem com a indignação e o incómodo publicamente assumidos recentemente por alguns de nós com a publicação das escutas. Uma solidariedade que ofende a memória de 30 anos de chitos e golpadas, dos quais o Sporting tem sido, associada à inépcia dos seus dirigentes, um dos principais maltratados. Por isso socorri-me de alguns recortes da época para recuperar um desses episódios, que pode ser corroborado consultando os jornais da época.

Os passarinhos

Estávamos na época 89/90, que havia de consagrar o FCPorto como campeão nacional. Foi uma época cheia de casos. Na 25ª jornada o FCP deslocou-se ao campo do Portimonense e venceu por 1-0 golo de Rui Águas, numa arbitragem de campo inclinado de um senhor chamado José Guímaro. Os desacatos provocados pelos adeptos algarvios, indignados pela actuação do árbitro e provocados por arremessos de latas vindas do autocarro portista, acabariam por ter consequências mais tarde, com a interdição do campo do clube algarvio. O presidente do Portimonense, Manuel João confessava-se indignado com a arbitragem de Guímaro, afirmando “O que será mais preciso para um árbitro ser irradiado do futebol?” E, de forma já pouco premonitória avisou “O Sporting e o Benfica não passam de uns passarinhos” referindo-se ao contexto criado no futebol nacional.

O que é facto é que o Portimonense acabaria por descer de divisão nesse ano, consequência que muitos atribuíram à ousadia da denúncia de Manuel João. Só voltaria a conviver com os grandes do futebol nacional esta época, com uma equipa dirigente muito próxima do FCPorto, sendo um dos seus muitos satélites sem bandeira.

Guímaro haveria de ser irradiado do futebol por causa dos quinhentos contos que em tribunal se deu como provado ter recebido do presidente do Leça. No processo de investigação ficaram também célebres escutas comprometedoras para Pinto da Costa que, tal nos casos Calheiros e Apito Dourado, não lhe trariam grandes mossas. Não fora então também a sua publicação no já desaparecido jornal Independente e hoje pouco ou nada se saberia. 

Nota: este recorte não é da minha autoria, foi retirado há já algum tempo de um site que não consegui agora voltar a localizar.

sábado, 16 de outubro de 2010

Aristocracia envergonhada na Linha

Quem viu os primeiros 45 minutos sem conhecer o futebol português ficou sem perceber que se tratava de um jogo entre equipas de escalões diferentes. Mas, se tal lhe ocorresse, só poderia ser levado a pensar que, a haver uma equipa de primeira divisão, essa só poderia ser o Estoril. Medonhos os primeiros 45 minutos, sem uma jogada digna desse nome.

Seria a diferença de valores individuais a ditar a diferença, com 2 excelentes golos de Liedson e Postiga. Colectivamente o Sporting não existe, vale apenas a forma voluntariosa como os jogadores se batem. Lamentavelmente a situação vivida hoje é o signo da época, não se tratou de apenas de um sortilégio habitual na Taça de Portugal. Paulo Sérgio bem pode hoje agradecer à eficácia dos pontas-de-lança, que praticamente converteram a totalidade das oportunidades.

Individualmente, além do destaque dado a Liedson e Postiga, saliente-se a estreia de Hildebrand e as exibições paupérrimas de Zapater, Matias, Valdês e Vukcevic.

Uma visita pobre e envergonhada de gente rica à Linha.

Jogo no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.

Estoril - Sporting, 1-2.
Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:
1-0, Alex Afonso, 36 minutos.
1-1, Liedson, 64.
1-2, Hélder Postiga, 78.

Equipas:

Estoril: Céber, Anderson Luís, Luíz Alberto, Lameirão, Jefferson, João Coimbra (Erik, 70), Luciano, Vinicius, Alex Afonso, Tiago Costa (Tony Taylor, 85) e Paulo Sérgio (Nelsinho, 76).

(Suplentes: Vagner, Tony Taylor, Tiago Bernardi, Clodoaldo, Nelsinho, Steven Vitória e Erik).

Sporting: Hildebrand, Abel, Daniel Carriço, Polga, Evaldo, André Santos, Zapater (Diogo Salomão, 46), Valdés, Matias Fernandez (João Pereira, 90+3), Vukcevic (Liedson, 46) e Hélder Postiga.

(Suplentes: Tiago, Torsiglieri, Liedson, Diogo Salomão, Cedric, Nuno Coelho e João Pereira)

Que o "Big Mal" do Sporting fosse sempre assim

Malcom Allisson chegou ao Sporting no verão de 1981. Com ele chegavam também ao clube Meszaros, Oliveira, Nogueira e Virgílio. Das camadas jovens ascendiam Carlos Xavier e Mário Jorge.

O Sporting de então era um clube muito diferente do de hoje. No final da época desportiva de 1981, o Sporting tinha-se sagrado campeão nacional de andebol e vencia a Taça das Taças de hóquei em patins ao bater o Oviedo por 7-2, após prolongamento. Seria a base da equipa leonina que constituiria a selecção nacional que, meses depois se sagraria campeã mundial em Barcelos ainda com António Ramalhete (gr), Vítor Rosado, Sobrinho e Chana, treinados por  Rendeiro e Livramento. Já em Fevereiro de 1982 sagrar-nos-íamos campeões europeus de corta-mato e renovaríamos em Braga o título nacional na mesma modalidade.

O Sporting começaria a época com um empate difícil ante um Belenenses de Artur Jorge. Mas o Sporting embalaria de seguida com 5 vitórias consecutivas, terminando invicto a primeira volta e praticando o melhor futebol do campeonato. A equipa de então ainda é hoje a referência na minha memória do futebol à Sporting. Verdadeiros craques como Meszaros, Eurico, Carlos Xavier, Manuel Fernandes, Oliveira e Jordão, secundados por jogadores de bom nível como Ademar, Inácio e Freire suportados por verdadeiros carregadores de piano como Nogueira, Zezinho e Virgílio. Seria esta equipa a primeira a sair de Portugal para vencer uma equipa em Inglaterra, mais propriamente o Southampton, numa exibição memorável de Oliveira. De tal forma impressionado estava que, nesse ano, não descansei enquanto não consegui umas sapatilhas Le Coq Sportif, a marca que equipava então o Sporting. Acreditem que não era tão fácil como nos dias de hoje.




A época seria encerrada de forma apoteótica com goleada ao SCBraga de Quinito que, nas meias-finais, havia afastado o SLB. Nesse jogo Manuel Fernandes despiria a camisola, depois de receber a Taça de Portugal das mãos do então presidente da Républica, para a oferecer a João Rocha, que o presidente merecia tudo.

Apesar de uma caminhada triunfal no campeonato, que comandou quase sempre do principio ao fim, os últimos jogos foram feitos em perda de fulgor, dizia-se então com intromissões na liderança técnica por parte de Oliveira, tido então com o treinador em exercício no relvado e incompatibilizado com Jordão. Nas jornadas 25 e 26 o Sporting empata em casa com o U. Leiria, repetindo o mesmo resultado em Guimarães. Porém, na jornada 28, a duas do final, vamos ao Estoril vencer por 3-0 garantindo em definitivo o título nacional.Coincidência funesta a morte de Big Mal precisamente no fim-de-semana que voltamos ao campo da Amoreira?

Mas havia já alguma areia na engrenagem da relação de Big Mal com João Rocha. O pretexto seria a vida desregrada de Malcom, fascinado pela beleza latina das portuguesas e pela forma ávida como procurava saber o que estava no fundo de uma garrafa de uísque. Faria assim jus a uma das suas desconcertantes tiradas: “só os treinadores a sério é que são despedidos”. Provavelemnte um maior erro de João Rocha, que já estava de olho no “certinho” Josef Venglos, mais fácil de entender para a rígida mentalidade portuguesa, sempre com dificuldades de entender o que foge do óbvio. Depois de despedir o treinador que lhe havia dado a dobradinha o Sporting abria o ciclo da grande seca.

Big Mal deixou saudades, juntamente com o igualmente desconcertante Roger Spry, muitos anos à frente no cristalizado futebol nacional. Tantas como as que hoje tenho do Sporting de então. Um clube vibrante, que arrastava atrás de si multidões em qualquer das muitas modalidades que então representavam o Sporting.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Malcolm Allison




No site do Man City está uma nota que diz: "Flamboyant, brilliant and larger than life, Malcolm will be sorely missed by everyone at the club and beyond".

Confesso que não tenho grandes recordações da temporada 81/82 em que nos sagrámos campeões, treinados por Big Mal mas sempre ouvi falar de Malcolm Allison com grande respeito, consideração e também pelo seu comportamento. Excêntrico, mulherengo e apreciador das coisas boas da vida, era impossível ficar indiferente a um homem destes.

Malcolm Allison levou o SCP à conquista do campeonato nessa época, sofrendo apenas 3 derrotas, todas elas fora - fcp, bfc e Portimonense - e acabando o campeonato com o melhor ataque. Só não tivemos o maior goleador, porque na derrota por 2-0 nas Antas, Jaques marcou batendo assim Jordão nessa corrida.
Até arrepia comparar o plantel de então com o de agora...

Porque me faltam sempre as palavras em ocasiões destas, digo apenas paz à sua alma. Descansa em paz grande Leão!

PS: Para recordar:

A hora das bestas

Não creio que seja possível a qualquer Sportinguista, que goste mesmo do Sporting, não ficar severamente preocupado com os factos ocorridos na A.G. Que goste do Sporting Clube de Portugal e não apenas daqueles que gostam de falar e agir em seu nome, e de decidir quem são os bons ou maus Sportinguistas.

Mas o que aconteceu afinal de tão grave? Segundo Dias Ferreira, nada de muita importância. Se Dias Ferreira não se apercebeu da gravidade do sucedido ou procurou retirar o foco das objectivas, na tentativa de assim defender o Sporting, ou de branquear o ocorrido, protegendo os prevaricadores, não sei. Não me parece é que a existência de agressões entre Sportinguistas, que a necessidade de chamar reforço policial e que a triste repercussão que tudo isto teve na comunicação social seja um caso de somenos importância.

Também eu sinto relutância em voltar a assunto tão delicado e que, como Sportinguista, me envergonha e entristece profundamente. Não estamos a falar de derrotas sofridas em campo, mesmo lutando pouco e mal, sejam elas copiosas, como as sofridas ante o Bayern, ou de títulos perdidos em casa ante os rivais. Estamos a falar da derrota definitiva e inapelável do Sporting que de 1906 chegou aos nossos dias.  Da morte de um ideal às mãos de aprendizes de mafiosos, mas que destes assimilam apenas o método de infringir derrotas aos Sportinguistas e ao próprio clube.

As agressões que chegaram ao conhecimento público, e ao contrário da versão que se pretende perpetuar,  foram tudo menos um acaso ou resultante “apenas” de discussão acalorada resultante de diferenças de opinião. Elas aconteceram de forma selectiva, algumas delas antes da AG se ter iniciado. Visavam seguramente pelo menos intimidar os visados e quem sabe, em última análise, impor-lhes o silêncio.

Neste momento nada acontece por acaso no Sporting. Embora o discurso auto-indulgente tente explicar o insucesso com bolas nos postes - pensando que os Sportinguistas ignoram que os postes existem desde a implantação do futebol e ninguém deixou de ser campeão por causa deles - é bem claro que o insucesso é em si o percurso e não um acidente de percurso.

Também não é por acaso a existência de uma guarda pretoriana, que sobre o pretexto da dedicação e do sacrifício em prol do clube, vivem de côdeas e umas borlas, que trocam por trabalho braçal. (Reconheça-se pelo menos o trabalho benemérito do clube em prol da comunidade. Enquanto nos pesam no orçamento do clube, atenuamos o desperdício do dinheiro dos nossos impostos em contribuições sociais para indigentes.) Mas perceba-se a perversidade do momento do Sporting: não é suficiente ganhar nas urnas é preciso também domesticar as mentes, instalar o pensamento único e calar as vozes incómodas. Esta é a hora das bestas no Sporting Clube de Portugal.

Ingenuamente poderei pensar que estes acontecimentos tiveram lugar com o desconhecimento dos dirigentes em exercício. Mas desde que eles os viram estampados em tudo o que é jornal ou ecrãs de televisão, voltar-lhes as costas, negar a sua existência, desvaloriza-los, ou não querer apurar os factos, é um acto de conivência totalmente inadmissível. Mas não se esqueçam que, tal como alguns que os antecederam, também a hora dos seus “Brutus” pode chegar. Essa é a lógica imposta pela razão da força sobre a força da razão. Constatarei com pena que o fascínio e a bajulação do modelo “pintodacostiano”, nos traz apenas o seu espectáculo de horrores, mas continua-nos a deixar longe do trilho das vitórias.

Não há adjectivos suficientemente fortes ou expressivos para qualificar este tipo de ocorrências. Isto é uma imitação rasca dos métodos usados, quer por Pinto da Costa quer por Vieira, para cimentar as suas lideranças na hora em que os resultados faziam recrudescer a contestação. Isto é travestir de azul e vermelho a história do Sporting Clube de Portugal. Isto não é o Sporting que me seduziu. Isto é o FCP ou o SLB equipados de verde e branco.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Contas aprovadas e rumo por definir


Não faltarão locais que apresentem um retrato quase fiel do que se passou na Assembleia-Geral do Sporting que ocorreu ontem ao final do dia.

Provavelmente, podemos chegar à conclusão que a "montanha pariu um rato" pois após algum ruído em torno do momento actual, as contas acabaram aprovadas e a Direcção recebeu um voto de confiança (ou mais um).

Continuamos a depender daquele "clique" que teima em aparecer e é evidente que rugimos para dentro e miamos para fora. Os apelos à união são constantes mas a instigação à divergência e sectarização do clube são cada vez mais frequentes.

O nosso presidente pediu desculpa por algumas expressões infelizes dirigidas aos associados leoninos, mas ao mesmo tempo, alguns dos elementos eleitos pela sua lista conseguiram do melhor e do pior: Finalmente deram a cara por um presidente visivelmente desgastado pelas críticas mas não se absteram de atacar outros associados em vez de ter capacidade auto-crítica.

EM FRENTE SPORTING!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Que Sportinguistas representa Dias Ferreira?

Realiza-se logo à noite a A. Geral que tem como objectivo a aprovação de contas do exercício anterior. A AAS em devido tempo solicitou uma adenda ao agendamento previsto, de forma a que fosse criada a oportunidade dos sócios se pronunciarem sobre o momento do Sporting. O período antes da ordem do dia é manifestamente insuficiente e, na maioria das vezes, acontece de forma caótica, não permitindo sequer qualquer conclusão.

Nunca esperei outra decisão do actual PMAG que não fosse a manutenção do anteriormente previsto. Dias Ferreira é dos que se gosta de fazer ouvir, não é dos gosta de escutar, como conviria a um representante dos associados Sportinguistas. Por isso em tempos conseguiu contornar habilmente os regulamentos arvorando-se em porta-voz de meia-dúzia de consócios para que, de forma desrespeitosa, visse o seu tempo acrescido aos demais.

E a confirmação dessa predisposição foi feita em mais uma deplorável prestação televisiva no programa onde é paineleiro. Sem perceber a alocução do pivot do programa, que citava as condições previstas no regulamento para a admissão de sócios ao conclave, Dias Ferreira pareceu temer que o que ele julgou ser um apelo, levasse muitos sócios a considerar a hipótese de participar. O que devia ter sido um agradecimento, normal num PMAG capaz de perceber as suas funções em plenitude, transformou-se numa cena de fazer corar de vergonha qualquer taberneiro pintado por Bordalo.

Não sei o que teme Dias Ferreira. Se tal como afirmou, deseja ver a AG concorrida, só devia estar grato. Ou talvez a gostasse de poder escolher os participantes entre os Sportinguistas de corpo inteiro. E, se ao seu desejo fosse genuíno, quem sabe teria outro cuidado em escolher a data da A.G., de forma a facilitar a vida a quem deseja participar.

Descanse que ainda não é desta que será empurrado da cadeira à baixo (salvo seja), porque os Sportinguistas ainda estão dispostos a esperar para ver, por razões que até à razão custará a entender. Mas mesmo pelas piores das razões, que não as que Dias Ferreira identifica, foi pelo menos um ponto de partida vê-lo concluir que é uma pena acumular a nobre função de PMAG de um clube centenário com a triste prestação de paineleiro com que nos brinda semanalmente. O que e quem afinal representa Dias Ferreira e quem se sente representado por ele?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Estamos no bom caminho (a entrevista)

Nota do autor: após a publicação deste post vários foram os blogues que plagiaram o seu conteúdo, em total desrespeito pelo trabalho efectuado e rompendo com uma ética tácita e antiga entre bloggers. Alguns dos plágios nem sequer fazem referência à fonte. Não sendo a primeira vez que tal acontece é a primeira que tal sucede de forma maciça e despudorada. Os que o fizeram de forma irreflectida ou descuidada estão a tempo de rectificar o seu procedimento. Os que o fizeram apenas pensando no proveito próprio, sem respeito pelo trabalho dos outros, manterão a atitude, certamente a negarão, estando prontos a reincidir. A Blogosfera Leonina devia ser um exemplo e não uma manifestação de “vale tudo”. 

Bettencourt deu uma longa entrevista ao jornal do clube hoje nas bancas e que, como sempre que é possível, partilhamos com os nossos leitores, lembrando em especial os amigos deste espaço que se encontram fora do País.

A entrevista subdivide-se em 6 grandes temas – descritos na página inicial, e que são abordados por JEB sem qualquer contraditório, pelo que a designação é notoriamente desajustada. E depois da sua leitura continuo a debater-me com a dúvida já expressa no artigo anterior: Estamos de facto no bom caminho?

Vou um pouco mais longe, pelas dúvidas que o seu discurso suscita: Não duvido da qualidade de adepto fervoroso de Bettencourt, mas é ele o presidente que o Sporting precisa neste momento? Não está a realização de tão difícil tarefa muito acima das suas possibilidades? Tendo em conta as decisões tomadas até hoje pergunto-me se não trocamos um bom vice-presidente para a área Administrativa, onde há muito por fazer, por um mau presidente, como tem sido nos últimos 14 meses.









Estamos no bom caminho

No dia em que sabemos que antecipamos as receitas dos próximos 2 anos das gamebox, quando já sabíamos da venda de uma perna de Eric Dier e outra de Tobias Figueiredo, o presidente vem dizer-nos, via jornal do clube que estamos no bom caminho. Como o comprovam os resultados desportivos e financeiros. Só não vê isto quem não é Sportinguista de corpo inteiro. Obviamente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Três leõezinhos a brilhar na Liga belga

in MaisFutebol:



O rugido do leão também se faz sentir na Bélgica. Assumindo o risco de uma aventura numa carreira que ainda começa agora a gatinhar, três jovens dos quadros do Sporting aceitaram o empréstimo ao Cercle Brugge, clube da principal Liga belga. Falamos de Nuno Reis, Renato Neto e William Owusu. Com uma experiência na Liga principal próxima do zero, a aventura belga está a correr sobre rodas. 

Passado o período de adaptação inicial, todos eles agarraram um lugar no onze do oitavo classificado do campeonato. E estão a mostrar qualidade... 

Renato Neto tem sido a estrela mais cintilante. Titular em todas as 10 jornadas que leva o campeonato, o médio brasileiro que, na temporada passada, deu o título de juniores aos leões no decisivo encontro com o F.C. Porto, ainda deu uma «mãozinha» na 2ª e 3ª pré-eliminatórias da Liga Europa. A equipa não conseguiu chegar ao «playoff», eliminada pelo Anorthosis, do Chipre, mas Renato Neto não perdeu a confiança. Actualmente, com três golos marcados, é mesmo o melhor marcador da equipa e a imprensa belga destaca-o como a grande revelação da Liga. 

Mas há mais. O único português do grupo, o defesa Nuno Reis, foi aquele que mais tarde agarrou o lugar. Ainda assim, foi titular no derby com o Club Brugge, na 3ª jornada, e não saiu mais do onze. Já são 630 minutos de competição. 

Por fim, William Owusu. Com 21 anos, o ganês é o mais velho do trio (os colegas têm 19) e o que mais experiência possuía antes da aventura. Na temporada passada, por exemplo, alinhou no Gil Vicente, na Liga de Honra. Na Bélgica alterna entre a titularidade e o banco de suplentes. Nada que o impeça de já ter festejado dois golos com a camisola do clube.

Miar para fora e rugir para dentro

Estão já em marcha diversas movimentações para a substituição de Gilberto Madaíl na cadeira presidencial da FPF. E, nessas movimentações, são mais ou menos visíveis algumas estratégias dos principais clubes nacionais com vista a assegurarem uma representação que garanta a defesa dos seus interesses. Não do futebol nacional, muito menos da salvaguarda do espírito desportivo, mas dos seus interesses particulares. Estratégias com objectivos tão obscuros que não permitem estabelecer uma fronteira clara entre o que é a mera protecção e a tentativa de marcar golos desde a secretaria.

O SLB tenta substituir Madaíl por Seara, continuará certamente a contar com a eminência parda João Rodrigues  e o FCP joga, como é seu hábito, em vários tabuleiros -  via Vítor Baía e via associações - de forma a garantir a presença em qualquer cenário. E o que faz o Sporting?

O Sporting, quem o representa e dirige faz o mesmo de sempre.

Para o exterior alheia-se do mundo real, proclama-se de forma cândida numa espécie de Mahatma Gandhi do futebol nacional. Na entrevista da passada semana dizia Bettencourt  "A posição do Sporting é há muitos anos a mesma. Temos deixado os agentes trabalhar, contribuímos para a paz no futebol, denunciámos situações e fomos maltratados por isso. Aquilo que o Sporting deseja é que os dirigentes contribuam para a união de que o País precisa.”

Para o interior mostra os dentes, afirmando que “os Sportinguistas de corpo inteiro são os que reconhecem o trabalho que está a ser desenvolvido”. Ou alheia-se dos deveres que lhes estão incumbidos, sem a humildade de reconhecer as responsabilidades das suas acções no estado presente do clube: “Não se cria um ambiente de vitória, quando sistematicamente se critica o clube. Estamos permanentemente a malhar no pobre do leão e assim fica mais difícil libertar as garras." Isto dito em pleno Encontro Nacional de Núcleos, que contou com apenas 41 num total de 255 (???), e no dia em que se celebravam 125 anos do nascimento de José de Alvalade.

E é com esta visão estratégica espelhada no discurso que os dirigentes do Sporting se dispõem a inverter um dos piores ciclos da sua vida centenária.

domingo, 10 de outubro de 2010

Doze décadas e meia depois…

Imagem site SCP: "o Fundador do nosso grande Amor"



Acaba hoje o 12.º encontro nacional de núcleos do SCP, que decorreu na minha cidade natal de Castelo (verde e) Branco.

Como ontem tive de trabalhar e o domingo está consagrado ao meu leãozinho, que mal vejo durante a semana, não assisti às iniciativas deste evento pelo que não posso manifestar-me sobre o encontro.

Mas do que tenho a certeza é disto: a este encontro, como a todos os acontecimentos dedicados ao sportinguismo, podemos agradecer ao senhor da imagem acima, cujo nascimento completa hoje, dia 10-10-2010, precisamente 125 anos. Obrigado José Alvalade pelo sonho tão bonito que concretizou e que a todos os sportinguistas orgulha, apesar dos momentos muito complicados que vamos atravessando. Feliz dia do ‘Pai’ a todos.

Parabéns SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

sábado, 9 de outubro de 2010

Pragmatismo devolve tranquilidade

Se a selecção voltou às vitórias e se com estas regressou a tranquilidade – o mesmo é dizer que a esperança da qualificação continua a fazer sentido – muito se deve ao pragmatismo de Paulo Bento. Ao contrário do seu antecessor, do discurso à acção, o novo seleccionador foi eminentemente prático, pondo os melhores jogadores nos melhores lugares, face ao que tinha disponível, aproveitando para, no acto, corrigir algumas injustiças como por exemplo as ausências de João Pereira, Carlos Martins e até Patrício. E com decisões a revelar coragem, como  por exemplo, sentar Bruno Alves, optando pela rotina dos centrais de Mourinho e do Real Madrid.

O resto fizeram os jogadores o que lhes competia, nem sempre bem, mas sempre com a atitude exigível a quem tem o privilégio de representar o País. Julgo não especular ao afirmar que este Bento tornou o ar mais respirável, quer no seio quer à volta da equipa que tem de ser de todos nós. Começar bem era o único caminho possível e Paulo Bento soube como o trilhar. Longe de ter tudo feito, longe de se vislumbrar magia, esse é um mérito que lhe deve ser reconhecido.

Como Sportinguista acho absolutamente lamentável ver jogadores como Martins e Moutinho, juntamente com Varela, serem titulares com todo mérito de quinas ao peito. E, ao contrário de Nani, Ronaldo ou Quaresma, não estarem no Sporting porque não lhes podemos pagar. As razões das suas saídas são diversas, mas em todas elas existe, no meu entender, motivos para desconfiar que o clube poderia ter feito mais e melhor, defendendo os seus interesses, quer desportivos quer económicos, com maior proficiência. Dá que pensar que Sporting poderíamos ter com os jogadores que formamos e perdemos. Os adeptos no entanto, na sua generalidade, parecem mais propensos a usar de maior paciência com Matias, Vukcevic, Zapater, Valdes e Torsiglieri do que com gente da casa.

P.S.- junto comunicado enviado pela A.A.S, para conhecimento (clique para aumentar):



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

As décadas do futebol leonino

JEB dixit: "A 2.ª melhor década de sempre no futebol"

Será?

Vejamos:


Década de '40 (40/41 a 49/50)

Os cinco violinos
5 títulos de campeão
4 Taças de Portugal
TOTAL – 9 TÍTULOS (não existia Supertaça, não existiam competições europeias)


Década de '50 (50/51 a 59/60)

1º jogo da Taça dos Campeões Europeus (SCP vs Partizan)

5 títulos de campeão
1 Taça de Portugal
TOTAL – 6 TÍTULOS (não existia Supertaça, arranque das competições europeias)



Década de '60 (60/61 a 69/70)

O cantinho do Morais

3 títulos de campeão
1 Taças de Portugal
(1 Taça das Taças)
TOTAL – 4 + 1 TÍTULOS (1 Taça das Taças; não existia Supertaça)



Década de '70 (70/71 a 79/80)

Hector 'chirola' Yazalde

2 títulos de campeão
4 Taças de Portugal
TOTAL – 6 TÍTULOS (0 Supertaças – apenas 1 edição)



Década de '80 (80/81 a 89/90)

Os 7 a 1 e o 'poker' do velho capitão

1 título de campeão
1 Taça de Portugal
(2 Supertaças)
TOTAL – 2 + 2 TÍTULOS (2 Supertaças)



Década de '90 (90/91 a 99/00)

Finalmente campeões!


1 título de campeão
1 Taça de Portugal
(2 Supertaças)
TOTAL – 2 + 2 TÍTULOS (2 Supertaças)


Década de '00 (00/01 a 09/10)

Famosa Porta 10-A no novo Estádio José Alvalade

1 título de campeão
3 Taças de Portugal
(3 Supertaças)
TOTAL – 4 + 3 TÍTULOS (3 Supertaças)



A minha análise:

1.º ponto - Excluí as décadas de '10, '20 e '30 porque a maioria das competições de futebol no nosso País tinham carácter regional.

2.º ponto - Para se fazer uma avaliação justa teria que se contar com as competições coincidentes em todas as décadas em apreciação (apesar disso contabilizei as Supertaças e a Taça das Taças, mas de forma diferenciada).

3.º ponto – Depois de apreciar os títulos conquistados pelo SCP em futebol ao longo de cada uma das ultimas 7 décadas, e tendo em consideração a citação transcrita no início do post, fica clarinho como a água (desde que pura e despoluída), que para JEB um campeonato tem o mesmo valor que uma Taça de Portugal ou, até, que uma Supertaça Cândido de Oliveira... Já agora: três Supertaças valem mais que a conquista duma competição europeia? Pelo visto e escutado na entrevista de ontem na RTP1, para JEB, sim.

4.º ponto – Considerando que a década de '40 é unanimemente considerada como aquela que, futebolisticamente falando, trouxe maior ‘riqueza’ ao SCP, diria que, pessoalmente, não trocava a época de '50, de '60 ou a de '70 pela '00... Mas isto sou eu. Resumindo: a década de ‘00 só supera as de '80 e '90, sendo que (há que ter muita atençãozinha) metade da década de ‘90 é já responsabilidade do vigente paradigma de gestão… do qual JEB é figura proeminente. Como é que é mesmo o dito popular? "Ninguém é bom Juiz em causa própria". Pois.
Million dollar question:
E então, JEB passa ou chumba na sua cadeira preferida do curso de presidente do Sporting: 'trivial pursuit leonino'?
Têm a palavra V.ªs Ex.cias.

Branco mais branco não há!

Já depois de ter dormido sobre o assunto volto à entrevista de ontem para uma análise mais reflectida da entrevista de JEB ontem à RTP1.

Parece-me ser obrigatório fazer algumas notas introdutórias. Antes de mais convém realçar que o formato do programa e as características da moderadora dificilmente ajudam a que ocorra uma grande entrevista, pelo que o nome do programa é desde logo desajustado. Interrogo-me igualmente sobre o critério jornalístico em chamar para o prime-time o presidente do Sporting, ignorando potenciais protagonistas que a conjuntura socioeconómica seria capaz de aconselhar. E logo para ser entrevistado por uma jornalista que está longe de ser uma referência em conhecimento sobre matérias desportivas. Sem querer enveredar por uma teoria conspirativa, no final da entrevista fiquei com a sensação que o objectivo primeiro havia sido conseguido: um face-lift a Bettencourt, retocando e branqueando uma imagem desgastada.

Mantenho a opinião que aqui expressei ontem: relativamente à forma, Bettencourt esteve bem, sobretudo se atendermos aos antecedentes. Sem dúvida que se preparou para dar uma imagem mais consentânea com a instituição que representa.

Quanto à substância que se pode retirar da entrevista, não podia ser mais decepcionante e aí as culpas têm que ser repartidas entre a entrevistadora e vacuidade do entrevistado. Quem ouviu Bettencourt e não conheça a história recente do Sporting não diria que estava a ser entrevistado alguém que faz parte dos órgãos sociais do Sporting há cerca de uma década como vice-presidente e em lugares executivos. Se Judite de Sousa o tivesse presente dificilmente deixaria passar em claro a conversa da “herança recebida” ou a vitimização pela “marcação tardia das eleições”. Mas essencialmente passou-se por cima de um ano de gestão Bettencourt com a mesma leveza de espírito e profundidade com que se faz um passeio matinal à beira-mar.

No fundo ficou-me a ideia que este Bettencourt é o mesmo que há sensivelmente um ano dizia que com “um pouco mais de cagança e uns treininhos” a coisa ia. É o mesmo que não se conseguia distanciar da relação pessoal e que confundia lealdade e empatia com competência na avaliação das habilitações dos profissionais a quem confia os mais importantes cargos no futebol do Sporting, sendo por isso incapaz de acautelar os interesses do clube. E não deixei de reparar na forma subtil com que voltou o discurso do 2º lugar, marcando como referência o SLB e não quem segue em primeiro.

O discurso é retocado, trocando a “cagança” pelo clique, o” forever” pelo “até à morte” por isso não será de estranhar que o resultado venha a ser sensivelmente o mesmo: será Paulo Sérgio a reconhecer que não tem condições para levar cabo a tarefa de que foi incumbido. Da mesma forma que Paulo Bento concluiu que era mais um problema do que uma solução. De facto JEB mudou alguma coisa mas, no fundo, no fundo, JEB está na mesma.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A diferença entre o clique e o chilique

Tenho alguma dificuldade em comentar sem o devido distanciamento a entrevista que José E. Bettencourt acabou de dar à RTP1. Deixo por isso apenas aqueles que me pareceram os pontos marcantes:

O discurso de JEB assenta numa visão do momento do Sporting com o qual estou longe de me identificar. E é precisamente por não partilhar da visão do presidente que não acredito que o sucesso esteja “à distância de um clique”, no que ao futebol diz respeito. As razões de assim pensar estão explicadas nos posts que aqui tenho escrito.

Com se pode usar um simples “acontece” para explicar os 3 directores desportivos e igual número de treinadores num espaço de pouco mais de um ano?

Notável a  facilidade em saber os números positivos dos exercícios que aí vêm (o próximo trimestre, certamente pela inclusão das vendas de Moutinho e Veloso) e o já habitual desconhecimento dos números do passado, (embora tenha aceite de bom grado os 400 milhões como base conversa…)

A contradição entre a “necessidade de “recolar aos rivais” (gastando dinheiro que não se tem e com critérios mais do que discutíveis) e a igualmente reconhecida como urgente necessidade de ajustar os custos à realidade do contexto do clube, nacional e das regras apertadas que a UEFA deseja impor.

Sou incapaz de afirmar que tudo está mal no Sporting, porque o Sporting não é apenas um clube de futebol. Mas o futebol é o barómetro que pontua a atmosfera Sportinguista e não há felicidade quando os resultados são os que conhecemos. Quem viu JEB nesta entrevista – Judite de Sousa cooperou… -  e desconhece o que tem sido o seu mandato e algumas das suas anteriores intervenções, poderia dizer que o Sporting tem um líder equilibrado e conhecedor do caminho que pisa e para onde quer levar o clube.

Infelizmente o Sporting não é apenas uma entrevista de 30m onde se pode passar por cima de quase todas as questões com enorme leveza de espírito, ignorando a realidade. Não está tudo mal no Sporting, mas o que está não são apenas os resultados do futebol. Quem conhece o Sporting há mais de 3 década pode afirmá-lo sem receio de ser desmentido.

Se dúvidas houvesse...

CampusCartoons
Várias vezes se tem falado da independência de opinião dos paineleiros que representam o Sporting nos programas de televisão. Apesar de qualquer um deles propalar a sua autonomia a os factos, isto é, as suas actuações desmentem-nos a cada programa. Nunca tive dúvidas que estes senhores representam, mais do que a si mesmos, os adeptos leoninos ou o clube tão-somente a opinião da situação. Se dúvidas houvesse:

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pedido de esclarecimento

O Sporting Clube de Portugal comunicou hoje à CMVM o trespasse da Academia Sporting Puma à SPORTING - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD (Sporting SAD). Aparentemente tudo ficou na mesma: foi do Sporting clube para o Sporting SAD. Mas apenas aparentemente, e pelo menos enquanto o capital da dita sociedade for detida em maioria pelo clube.

Para os mais atentos da vida do clube e para os conhecedores dos estatutos do clube, lanço o seguinte pedido de esclarecimento:

Se a Academia é um bem imóvel, e se sobre a alienação deste tipo de bens está disposto nos estatutos a necessidade de uma maioria de 2/3 dos votos *, em que Assembleia Geral ocorreu tal votação que autorizou a alienação da Academia?

E enquanto dão que fazer aos neurónios eu lembro a justificação dada há um ano atrás pela transferência da participação do clube na Sporting Comércio e Serviços, e em tudo semelhante a imensas outras operações do género já realizadas desde a criação da SAD, nas quais se inclui a justificação para a operação agora comunicada à CMVM:

Analisados os resultados práticos destas operações de nomes pomposos, mas que mais não são do que fugas para frente à procura de ganhar tempo, pergunto-me se os Sportinguistas também cuidam de forma tão imprudente e acrítica do património pessoal como parecem cuidar do património do clube. Isto é, seriam capazes de repetidamente entregar o destino dos seus bens a quem repetidamente o desbarataria?

*Dos estatutos do Sporting Clube de Portugal
Secção II – Assembleia Geral
Artigo 44º,
n) Autorizar, mediante proposta fundamentada do Conselho Directivo, a aquisição ou alienação de bens imóveis, bem como garantias que onerem bens imóveis ou consignem rendimentos afectos ao Clube, verificadas as demais condições estatutárias e regulamentares.
Ponto 3 - Salvo disposição em contrário da lei ou dos presentes estatutos, as deliberações da Assembleia Geral são tomados por maioria absoluta de votos dos associados presentes; todavia, as deliberações relativas à alienação ou oneração de imóveis ou de participações sociais exigem maioria de, pelo menos, dois terços dos votos…)

Os 3 pilares

“ (…) Quem desrespeitar o bom-nome do Sporting (…) ficará privado de entrar nas instalações do clube. A bem da verdade e do respeito pela ética.”

Os jornalistas podem até inventar notícias,  mas é o presidente e a direcção que o acompanha, com as responsabilidades acrescidas pelos cargos que ocupam, quem tem nas mãos a possibilidade de fazer a melhor ou a pior das diferenças na defesa do bom-nome do Sporting. Se o princípio vertido no comunicado de JEB se aplicasse ao próprio não faltariam razões, de há um ano e alguns meses para cá,  de o impedir de entrar nas instalações do clube sob outra condição que não fosse a de um mero associado do clube. E as medidas não se ameaçam, implementam-se. Sob pena de fazer a triste figura do “agarrem-me senão eu bato-lhe”. A não ser que esta reacção tímida tenha por base o receio de  poder ser desmentida   a qualquer momento.

“Criámos muitas oportunidades, construímos muito jogo, e penso que tivemos muita qualidade naquilo que fizemos, mas falhámos na finalização.”

Paulo Sérgio faz o que pode mas pode muito pouco. A sua perspectiva sobre o que acontece ao Sporting de jogo para jogo prova o erro cometido aquando da sua escolha. Paulo Sérgio tem uma visão dos problemas  que revela falta de dimensão para o clube que treina. Contabilizando todas as oportunidades do último jogo em Aveiro fico sem saber quem ganharia o jogo, se a tal eficácia existisse e atrás da qual o treinador do Sporting esconde a sua incapacidade.

“É uma nova etapa da minha carreira e espero que seja fabulosa.”

Costinha foi anunciado como director desportivo do Sporting a seguir à última vitória verdadeiramente galvanizante do futebol do Sporting: 3-0 sobre o Everton. Desde então para cá, e começando pelo episódio Izmailov, o resultado da sua actuação está à vista de todos. Há poucos dias dizia que não estava disposto a desistir dele como director desportivo, por ainda lhe adivinhar algumas qualidades. Julguei-o com coragem e frontalidade. Que quem se esconde atrás de um plantel, depois de ser o principal visado nas noticias do Record, obviamente não tem. Até agora a concretização do seu sonho de trabalhar para o Sporting - que se escusou enquanto jogador - faz lembrar o pesadelo que os nossos rivais viveram quando Artur Jorge decidiu cumprir o seu sonho particular, com as consequências que se conhecem.

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O Sporting encontra-se em 10º lugar, mais perto do último que do primeiro lugar. O campeonato já nem é uma miragem. Neste momento, com o futebol apresentado, é difícil de prever como e quando se poderá inverter este percurso cada vez mais difícil de qualificar. Até porque os três pilares em que assenta o futebol do Sporting parecem estar mais propensos a susterem-se mutuamente do que a promoverem qualquer mudança que resulte em melhorias sensíveis. É mais provável que os problemas se solucionem a si próprios. JEB está refém de Costinha, este do seu orgulho em reconhecer o erro das suas escolhas e Paulo Sérgio pensa que o problema é um pinheiro e não a sua floresta de enganos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Leitura obrigatória

Para ler na íntegra na Academia de Talentos:

 Catorze anos durou a ligação de Bento Valente ao Sporting Clube de Portugal e, durante esse longo período, foi o braço direito de Aurélio Pereira  no departamento de futebol juvenil dos leões, contribuindo na prospecção e desenvolvimento de inúmeros valores do futebol português.

Devido a divergências com o rumo que o Sporting estava a tomar na sua formação, Bento Valente apresentou a sua demissão no passado dia 1 de Julho, o que levou muitos a questionar o porquê do seu abandono. Desde então foi contratado pelo Manchester City Football Club para ser o seu principal olheiro na Peninsular Ibérica.

Agora, em entrevista à "Academia de Talentos", Bento Valente explica a sua versão dos factos, demonstrando o seu desagrado pela forma como muitas coisas estão a acontecer no Sporting e tecendo duras críticas a figuras importantes da esfera leonina.


É do Sporting?

Fanático, desde que nasci.

É sócio?

Sim, sou.

Qual era a sua posição na estrutura do Sporting?

Eu era técnico de recrutamento e era coordenador da área 2. O departamento de recrutamento do Sporting está dividido em área 1 (Lisboa e Setúbal) e área 2 (resto do país).

Portanto, era o coordenador da prospecção do Sporting em Portugal, hierarquicamente apenas abaixo de Aurélio Pereira?

Exactamente.

Quando é que entrou no Sporting?

Eu entrei em finais de 1996, perto do Natal. Quase há 14 anos.


A partir de que altura é que se tornou o número dois do scouting nacional?

Eu acho que a partir do momento em que entrei no Sporting, o Sr. Aurélio começou logo a pedir para organizarmos o departamento e isso foi feito em sintonia com ele e mais tarde com o Paulo Cardoso. A partir dos momentos iniciais em que entrei, achava que era o braço direito do Sr. Aurélio Pereira.

Sente que há quinze anos atrás era mais fácil ser assumidamente sportinguista dentro do clube? Hoje em dia ser sportinguista fecha as portas às pessoas dentro do Sporting?

O Sporting tem um bocado a cultura de que a galinha da vizinha é melhor que a nossa e aquelas pessoas que viviam o clube da forma que eu vivi durante estes quase catorze anos, talvez sejam vistas pela estrutura do Sporting como pessoas que estão sempre seguras e há que investir pouco nessas pessoas porque essas dificilmente vão querer sair da estrutura porque estão lá porque gostam do clube.

Nos últimos anos, eu tenho reparado que se tem olhado para a estrutura dos rivais, não digo com inveja, mas pensando que se calhar que a estrutura deles tem mais valor que a nossa e descurando, um pouco, o que existe dentro da nossa própria casa.

Muito se tem falado na internet, acerca do Prof.  Bruno Maruta, que era o principal olheiro do Benfica há alguns anos. Entretanto, ele saiu do Benfica e foi para o Sporting, mas, dois anos depois, saiu dos leões e voltou para o Benfica. Correm muitos rumores na internet que ele tenha vindo "espiar" o Sporting a mando do Benfica, para ter acesso à base de dados do Sporting. Podia-nos explicar exactamente o que se passou com o Bruno Maruta? Como ele foi parar ao Sporting, quem é o que foi buscar e porque é que ele saiu?

O Bruno Maruta era a pessoa no Benfica que fazia o trabalho mais parecido com o meu. A nível nacional falava-se de Aurélio Pereira, Bento Valente e Bruno Maruta. Quando se foi buscar o Bruno Maruta foi a situação que falei anteriormente, de olhar para o clube rival e pensar que a galinha deles é mais gorda que a nossa e desejar que a galinha deles venha para nós. E foi o que aconteceu.


Eu fui sempre contra a sua contratação, até porque já tinha algumas situações menos positivas em relação a ele, porque estando em clubes completamente opostos como é o caso do Sporting e do Benfica há sempre atritos no meio disto tudo. Portanto, ir buscar para o Sporting um elemento que nos tinha causado algumas situações menos agradáveis e arranjado situações que nós não concordámos era arranjar um problema onde ele não existia.


A vinda do Bruno Maruta para o Sporting veio confirmar todas as minhas suspeitas, ele não veio trazer nada de novo ao Sporting e, pelo contrário, veio causar uma grande instabilidade dentro do clube a todos os níveis, pois o departamento de recrutamento ficou logo dividido (criou-se a área 1 e 2 e até aí o departamento era só um) e a partir daí os atritos começaram, num departamento que até então tinha um grande sucesso.


Se a vinda do Bruno Maruta para o Sporting foi pensada ou planeada para vir espiar ou aprender connosco isso não sei nem posso confirmar, mas, em relação a isso, sempre tive algumas dúvidas quanto à sua entrada no clube porque a única coisa que analiso são factos e os factos é exactamente isso que revelam.

Se o Bento Valente era contra a vinda de Bruno Maruta, quem foi que o quis trazer para o Sporting?


Aurélio Pereira e Paulo Cardoso. Foram essas duas pessoas que quiseram ir buscar o Bruno Maruta ao Benfica. Penso que houve uma situação em que o coordenador actual dos escalões de escolas e infantis do Sporting (Hugo Cruz) teve um convite ou disse que teve um convite para ir para o Benfica, o que criou uma instabilidade ali e foi uma tentativa de, se calhar, vingança por parte do Sporting ir buscar o Bruno Maruta.

Entretanto, o ainda actual coordenador de escolas e infantis acabou por não se transferir para o Benfica, mas o Bruno Maruta acabou por vir para o Sporting.

Qual é a perspectiva do Aurélio Pereira e do Paulo Cardoso após a saída do Bruno Maruta e o seu regresso ao Benfica? Foram apanhados de surpresa?

Foram. Não estavam à espera da saída do Bruno Maruta do Sporting, não esperavam que ele pagasse da forma que pagou o facto de eles o terem ido buscar ao Benfica. Ninguém estava à espera de que ele, no final do contracto, fechasse a porta.

Falei com dois dirigentes do Sporting durante o intervalo do Sporting Vs Nacional que me disseram que isto não teria acontecido em mais nenhum outro clube do mundo. Pensa que o Sporting foi ingénuo em abrir as portas do clube ao Bruno Maruta?

Completamente, se o Sporting olhasse para a sua própria casa e visse os técnicos que lá tem e que têm qualidade... Até porque o Bruno Maruta não veio trazer rigorosamente nada de novo. Eu penso é que ele aprendeu muito durante os dois anos em que lá esteve, desde a forma como estamos organizados, a forma como observávamos os jogadores, etc.


Tem alguma opinião sobre quem é que enviou e depois veio buscar o Bruno Maruta ao Sporting por parte do Benfica?

Penso que foi o Presidente do Benfica. Trata-se de uma pessoa bastante interessada no futebol juvenil e, aliás, desde que o Sr. Luís Filipe Vieira chegou ao Benfica, o clube tem feito um bom trabalho na formação.

Que danos é que na sua estimativa, criou esta passagem de Bruno Maruta pelo Sporting? Disse que ele não acrescentou nada, mas, por outro lado, pode ter vindo retirar algo. Ele teve acesso à base de dados do Sporting...

Completamente, durante dois anos ele teve acesso à base de dados do Sporting, teve acesso aos métodos de trabalho do Sporting, teve acesso à estrutura, soube como está montada, o que as pessoas pensam, qual a forma de trabalhar, qual a metodologia utilizada, etc.


O Sr. Bruno Maruta neste momento tem conhecimento de tudo e, se ele não tivesse vindo, teria mais dificuldades em concorrer connosco.

Qual foi a reacção do Prof Jean Paul Castro  e do Prof Pedro Mil-Homens quando se aperceberam que o Bruno Maruta iria regressar ao Benfica? Disse que o Aurélio Pereira e Pedro Cardoso ficaram incrédulos, tendo em conta que Jean Paul e o Pedro Mil-Homens são talvez as duas figuras mais poderosas da formação do Sporting como é que eles reagiram à saída do Bruno Maruta?

Ninguém da estrutura directiva do Sporting estava à espera da saída do Bruno Maruta. Causou bastante instabilidade saber que ele ia regressar ao Benfica e com conhecimento profundo de toda a estrutura do Sporting.

Que situações é que se passaram com o Bruno Maruta antes de ele vir para o Sporting e que lhe desagradaram? Pode dizer-nos alguns exemplos?


Há vários exemplos de vários jogadores, eu não queria mencionar nenhum, mas houve várias tentativas para descredibilizar o próprio Sporting, Aurélio Pereira, Bento Valente e até a Academia. Esse senhor tentou isso diversas vezes e depois, como prémio, foi convidado para vir para o Sporting.

A sua relação com o Aurélio Pereira é tão forte como era há uns anos atrás?

Não, com certeza que não.

Está desiludido?

Completamente, o sr. Aurélio Pereira foi a pessoa que, na vida, provavelmente me desiludiu mais. Criou-me expectativas durante muitos anos, fez-me acreditar no trabalho que estávamos a desempenhar e, depois, de um momento para o outro, tudo mudou. Despediu-se de mim por SMS, não teve coragem de fazer um telefonema. Na reunião em que pedi a demissão, não disse uma única palavra e apenas fez figura de corpo presente...

Custa muito acreditar que uma relação de catorze anos acabe da forma que acabou, com um simples SMS.

É verdade que neste passado fim-de-semana houve uma reunião dos vários observadores do país no auditório da Academia, em que foi discutida a saída do Bento Valente e o Aurélio Pereira que nunca falha uma reunião dessas, faltou para ir de férias para os Açores?

Foi o que me disseram, exactamente.


Desde que saiu, quem é o número dois do Sporting?

O Paulo Cardoso.

Quando falei consigo antes desta entrevista disse-me que o Sporting era o melhor clube em relação ao recrutamento mas que nos últimos 2-3 anos deram cabo de tudo com o João Ferreira, Hugo Cruz e Bruno Maruta. Porquê esse desagrado com o trabalho do João Ferreira?

É um jovem imaturo que tem muito para aprender ainda. É um jovem que, do meu ponto de vista, não está a fazer um bom trabalho no Sporting. Deixa muito a desejar em termos profissionais na missão que lhe deram para cumprir e, se calhar, convenceu-se pelo relacionamento com o empresário Armando Jorge Carneiro que estaria salvaguardada a sua situação no Sporting.

É um jovem bastante arrogante e que tem algumas dificuldades em conseguir dialogar. Do meu ponto de vista, no tempo em que ele está lá, tem feito um mau trabalho, até porque tem feito um trabalho que considero que tem sido em prol de outras situações que não as do Sporting, ou seja, tem vindo a trabalhar não só para o Sporting, mas também para esse empresário: Armando Jorge Carneiro.

Neste momento, qual é o cargo do João Ferreira no Sporting?

Existe um escalão que é os pré-escolas e eu penso que ele, na estrutura do Sporting, é o responsável pelas observações dos pré-escolas.

Quem é que trouxe o João Ferreira para dentro do Sporting?

Não sei, o Paulo Cardoso era o coordenador do pólo de Pina Manique de escolas e infantis e foi na altura em que ele era coordenador que o João Ferreira entrou para o Sporting, mas não sei como ele apareceu na estrutura do clube.

Gostava de saber a sua opinião pessoal sobre o facto de Armando Jorge Carneiro agora ser o coordenador da formação do Benfica e o facto do João Ferreira ter casado com a filha de Armando Jorge Carneiro e estar a trabalhar na formação do Sporting e com acesso à base de dados do clube, isto não cria um conflito de interesses?

É evidente que cria penso que é vergonhoso o Sporting continuar com uma situação dessas. Eu tive várias conversas com o Sr. Aurélio Pereira acerca desta situação, aliás esta situação é uma das que referi anteriormente que não concordava.

Uma das vezes que falei com o Sr. Aurélio Pereira, ele disse-me que ele (João Ferreira) não falava com o sogro, mas eu não acredito no Pai Natal, não posso acreditar com 41 anos e como disse o treinador do Benfica (Jorge Jesus) já ando a "virar frangos" há muito tempo e não acredito na bondade total das pessoas quando se está numa situação dessas.

Na minha opinião, é vergonhoso o João Ferreira ainda estar na estrutura do Sporting. Aliás, a partir do momento que o Sporting soube de um eventual relacionamento, o Sporting tinha de ter cortado imediatamente com esse senhor. Eu penso que o Armando Jorge Carneiro, neste momento, será representante de alguns jogadores do Sporting.

Mas a comunicação social diz que ele já não é agente FIFA, além do mais não faria qualquer sentido uma pessoa poder ser Agente Fifa e Coordenador da formação de um clube ao mesmo tempo...

(NDR: A Academia de Talentos pediu ao Departamento de Comunicação do Sport Lisboa e Benfica para confirmar que o Sr Armando Jorge Carneiro já não era Agente Fifa mas não obtivemos resposta).

Não faz qualquer sentido até porque calculo que existam jogadores de escolas e infantis do Sporting que sejam representados por ele, com menos de catorze anos e o facto de ele ser o coordenador da formação do Benfica, leva-me a crer que esses miúdos e alguns deles têm muito talento, podem sair para o Benfica sem qualquer contrapartida para o Sporting na próxima época. Estou convencido de que isso vai acontecer.


O outro factor é o de o facto de a Administração ter nomeado o sr. Paulo Cardoso, para supervisor do Departamento de Recrutamento. A Administração nomeou o Paulo Cardoso sem consultar a Estrutura Central deste Departamento. Aliás no dia em que saiu o organigrama foi uma grande surpresa para o Sr. Aurélio Pereira. Pelo menos foi o que ele me disse.

Como não vejo nem reconheço capacidade de coordenação ao sr. Paulo Cardoso para o Departamento de Recrutamento achei que não iria ser orientado por esse senhor. E não acho porque:


Por onde passou por toda a estrutura do Sporting realizou sempre trabalhos que deixaram muito a desejar: Como treinador foi o que foi, como Coordenador Técnico do Pólo Casa Pia deixou aquilo de rastos, como Coordenador do Scouting internacional, obrigou o Sporting a gastar milhares sem retorno. No último ano andou a saltitar de funções para funções. Finalmente foi empurrado de Departamento para Departamento, falhando redondamente sempre!!!


Sempre que esteve fora do Departamento de Recrutamento, dizia mal deste! Não tem relacionamento com ninguém do Departamento, aliás são bem poucos os Coordenadores de Zona que simpatizam com ele!! Ora um Departamento desta importância nunca pode ter um individuo desta categoria à sua frente!

Eu percebo que a Administração queira justificar o elevado ordenado que aufere, e como não tinha mais nenhum local para o colocar, colocou ali! Não posso de forma nenhuma concordar com esta nomeação! Não quero ver o meu Departamento de Recrutamento a afundar-se nem quero contribuir para isso!

As minhas fontes dizem-me que a função do Nuno Valente na equipa técnica de Paulo Sérgio seria a de elo de ligação entre os seniores e a formação mas que houve uma luta interna pelo poder para Costinha ter também influência sobre a formação do clube mas como não conseguiram, isso fez com que Nuno Valente não fosse avistado na área de formação.

Nunca vi tal pessoa.

Várias pessoas ligadas ao clube dizem-me que com a chegada de Costinha existe menos liberdade dentro da Academia, dizem que ele afastou os miúdos da formação de verem os treinos dos seniores quando antigamente era normal eles aproximarem-se da vedação para verem treinar os seus ídolos. Dizem que até os próprios funcionários da formação; roupeiros, delegados, treinadores mal se aproximam do campo de treinos dos seniores começam logo a ser afastados pelos seguranças. Reparou nisso enquanto lá esteve?

Eu não sei se foi o Costinha, mas há um certo afastamento. A equipa profissional gosta de treinar de forma tranquila sem estar a ser observada. Eu próprio era funcionário e tinha oportunidade para o fazer, mas não me deslocava para lá para observar os treinos.

Nos últimos 2-3 anos têm havido dificuldades financeiras na formação. Em Junho último vários encarregados de educação contaram-me que os filhos recebiam com 8-9 dias de atraso os ordenados, que iam à Academia perguntar pelo dinheiro e os dirigentes saíam pela porta dos fundos... Actualmente existem juniores a receber com 10-20 dias de atraso. Várias pessoas ligadas à prospecção garantem-me que têm havido problemas de tesouraria e que existem tentativas de reduzir o pagamento dos observadores de 500 para 150 euros, deixaram de pagar horas extraordinárias a vários elementos, existem colaboradores que não recebem já faz 90 dias. Como pode isto estar a acontecer num clube moderno e que em Dezembro último gastou 10 milhões de euros em contratações?

Agora, há outro tipo de despesas que levam algum tempo a ser saldadas. Por exemplo, temos 150 observadores técnicos no país inteiro e às vezes estão meses e meses sem receber as deslocações que fazem. O Sporting vive com grandes dificuldades financeiras e sempre pagou esse tipo de despesas com alguns meses de atraso.

Quem é o responsável na estrutura da formação por comunicar estas situações ao Presidente do clube? O Dr. José Eduardo Bettencourt tem consciência destas situações?

Sim, eu penso que ele tem consciência. Existem responsáveis da formação como o Pedro Mil-Homens e o José Manuel Torcato que devem ter reuniões com a estrutura e com a administração em que estas situações devem ser faladas. Contudo, não tem havido grandes soluções a este nível.

Que opinião tem em relação à influência do Presidente José Eduardo Bettencourt na formação do Sporting?

Em relação à formação, quase nada ou mesmo nada. Não vejo nenhuma modificação na estrutura desde que o José Eduardo Bettencourt está na presidência. Sinceramente, não vi nada que esse senhor tenha feito em prol da formação.

Agora, eu saí do Sporting em Julho e não sei se neste momento ele teve algumas ideias, mas no tempo em que estive no Sporting com ele como Presidente (catorze meses) não, não vi nada.

Neste momento, o Sporting ainda é a melhor escola de formação de Portugal?

Isso é um mito.

Um mito gerado por uma realidade num passado não muito distante mas ao qual a imprensa e a massa adepta se agarraram?

Eu não acredito nisso, aliás, eu entreguei um relatório no dia 20 de Abril ao Sr. Aurélio Pereira e ao sr. José Manuel Torcato que penso que nunca passou da secretária deles e não foi mostrado a ninguém, onde punha lá muitas questões sobre a forma como o Sporting está organizado neste momento.


O Sporting, do meu ponto de vista, considera-se a melhor escola, que tudo o que faz é bem feito, mas os outros clubes estão a organizar-se, estão a ter bons técnicos, boas infra-estruturas, boa qualidade organizacional e esse factor do Sporting ser a melhor escola, eu considero, neste momento, um mito.


Eu tentei que esse relatório chegasse ao Dr. Pedro Mil-Homens, mas penso que não chegou. Nesse relatório eu alertei para situações de imagem, situações de qualidade de treino, situações de qualidade de observação, ou seja, muitas situações em que eu demonstrava o meu desagrado, porque vejo o Benfica e o FC Porto a modernizar-se e o Sporting encostado à sombra da bananeira, a pensar que são os melhores na formação, que têm essa imagem e vão continuar.

E qual foi a reacção dele (Aurélio Pereira)?


Gaveta.

Como se sente o Sr ao trabalhar para formar jogadores como o Tobias Figueiredo e Eric Dier apenas para de um momento para o outro os ver com apenas 16 anos serem alienados pela SAD para fundos de jogadores estrangeiros?

Já foram!!! Sinto-me mal como deve compreender, isto é estar a hipotecar o futuro do Sporting. São 2 jovens muito promissores e eu tenho expectativas que eles possam um dia vir a fazer parte da equipa principal do clube, portanto é com bastante desagrado que fico a saber que provavelmente venderam 50% dos seus passes por tuta e meia.

O que eu sinto e o que eu vejo é que andamos anos a formar jogadores de grande qualidade e depois acabam por sair por uma ninharia. Vejo casos como os do Quaresma que saiem do Sporting depois regressam para o FC Porto que depois o vende pelo triplo que o Sporting vendeu, ou seja o clube que não o formou foi quem lucrou com ele, desportiva e financeiramente. É uma situação que na minha opinião é extremamente negativa para o clube mas que também reflecte as dificuldades financeiras que estamos a atravessar.

Tem alguma opinião sobre a gestão do Sporting com José Eduardo Bettencourt? A época passada foi uma calamidade, o clube está com um passivo cada vez maior, gastou muito dinheiro em jogadores que não renderam, o prejuizo da SAD duplicou, o clube perdeu João Moutinho e Miguel Veloso, etc. O Sporting está pior agora do que  estava duas épocas atrás?

Sem duvida, não tenho quaisquer duvidas em relação a isso. Veja o caso do João Moutinho, o facto de chamarem uma "maçã podre" a um jogador que deu tanto ao Sporting diz tudo. Os directores do Sporting deviam ter salvaguardada a saída do João Moutinho de modo a que não fosse para um clube português. A sair para um outro clube português teria que ser por um valor superior ao que foi. Penso que o que se passou foi mais um negócio desastroso para o Sporting e que foi reforçar um rival directo. Gostava que os restantes elementos do Sporting fossem tão dedicados à nossa instituição como a "maçã podre" foi ao longo destes anos todos. Se assim fosse, tenho a certeza absoluta que o Sporting não teria agora 10 pontos de atraso em relação ao FC Porto.

O que o levou a dar esta entrevista?


Há uma coisa que eu não disse e que gostaria de dizer, que é o facto de ter sido a última vez que falo do Sporting, pois neste momento abraçei um novo projecto (Manchester City), o qual me orgulha muito e estou altamente motivado em o realizar. Só falei do Sporting nesta entrevista, porque achei que era a unica forma de alertar para o que lá se passa! Pois durante muitos meses alertei de outras formas a quem de direito para estes problemas e nunca nada foi feito para alterar estas situações. Levando-me a crer que havia falta de interesse em resolver, nunca me apercebendo se era por negligência, interesse em que as coisas continuassem a decorrer dessa forma ou mesmo por incompetência das pessoas em as resolver.

Ceboleiros e Cagaréus


A recente visita do Sporting a Aveiro resultou igual a tantas outras nesta época, muita bola, muito passe, muito esforço, pouca glória. As dúvidas andam sobre se o que falta a esta equipa é um Pinus jardelicus sp. que finalize as oportunidades criadas ou um Quercus guardiolus sp. capaz de transmitir aos seus comandos a confiança e o saber necessário para não se perder em campo perante as adversidades mas a manter-se unida e a trabalhar mais e melhor naquilo que faz bem.

O meu colega editor JVL, afirmou logo nos primeiros jogos deste ano que com Paulo Sérgio não havia cá dúvidas, se o resultado do jogo não está de feição sai a carne toda para o assador. Esta impetuosidade (será fraqueza?), esta necessidade que o nosso treinador tem em mostrar que não tem medo de arriscar tudo, só não nos trouxe já maiores dissabores por um mero acaso.

Há coisas que não entendo, ontem a equipa estava a conseguir criar lances sucessivos de golo, sofre um golo casual, e parece que a equipa leu a mente do seu treinador, confundindo coragem com categoria, pressa com velocidade e ataque louco com consistência ofensiva.

Guardiola, numa palestra dada no relvado à sua equipa antes de um prolongamento de um jogo que estava igualmente empatado, pediu aos seus comandos paciência, continuarem a fazer os movimentos que conheciam, que dominavam, não olhar para o relógio nem se perderem na ansiedade, era aquele tipo de jogo que lhes ia trazer a glória, e se por acaso perdessem perdiam juntos, unidos a fazer aquilo que sabem e não de cabeça perdida a correr atrás da bola. Ontem após os 55/60 minutos do jogo, deixou de existir equipa do Sporting, onze homens corriam sem nexo a procurar encontrar uma sorte que normalmente é construída (como foi na primeira parte).

Voltamos então ao passado, ao campo das divisões, das facções, das alternativas e oposições. Ceboleiros e Cagaréus tinham uma divisão obvia uns trabalhavam a terra outros o mar, ambas as actividades com méritos e dificuldades próprias que permitem discussões e rivalidades sem fim, mas foi juntos que construíram Aveiro, ultrapassamos esse ponto há muito, já nada conseguimos construir, estamos muito mais próximo do desprezo e do insulto gratuito.

Não são as dificuldades que podem destruir, nem o passivo, nem as derrotas, é esta luta de guerrilha fratricida, há grupinhos para todos os gostos, os cegos e aqueles que não vêm, os verdadeiros e os falsos, os da geração e os associativistas, os da formação e os do investimento. Em conversa na semana passada numa caixa de comentários no Sangue Leonino, havia o Miguel Damas e eu… O que me diferencia do Miguel? Nada, rigorosamente nada, ambos queremos o mesmo, um Sporting uno e indivisível capaz de construir equipas desportivas competitivas em todas as modalidades que compete, quando isto acontece, não há Sportinguistas em agressão mutua, há uma imensa massa de apoio a gritar nas bancadas o seu amor pelo clube.

Dizem-me que eu devia ver uma qualquer luz divina e ser contra a direcção, ouço mesmo pessoas que já tiveram essa epifania. Eu não tenho, nem hoje nem amanhã, não vejo que tenhamos tempo ou espaço para esperar pelo próximo salvador que vai ter exactamente os mesmos problemas que o salvador actual. Nenhum presidente será o salvador, nem que seja eleito com 100% dos votos, ou ter uma fortuna pessoal superior ao Abramovich. A nossa maior dificuldade é não podermos falhar, não há no Sporting qualquer margem de erro, seja da parte do presidente, do director desportivo, do treinador, do defesa esquerdo, ou do adepto.

O Leão de Alvalade, pedia uma AGS, concordo, nos momentos maus, nos momentos de descida aos infernos serão sempre os sócios a resolver os problemas. Mas antes eu diria para quem de direito fazer o seu trabalho, e agora falo para Bettencourt. É ele que tem ao mesmo tempo todas as culpas e todas as soluções, é assim, será sempre assim, não há volta a dar.

Neste momento é importante salvaguardar o direito à indignação, pode em alguns casos ser injusta, pode ser abusiva, mas é um direito legitimo por parte de sócios e adeptos perante a incapacidade de estabilizar o clube e os seus resultados, sejam desportivos, sociais ou económicos.

O Sporting é muito maior que a soma das suas partes, tão grande que se um dia acabar, eu e o Miguel, com todas as nossas divergências, vamos lá estar para reerguer a bandeira do Leão rampante e não vamos de certeza estar sozinhos nem preocupados em saber se apoiamos este ou aquele para o futuro.

Neste momento José Eduardo Bettencourt, devia chamar a si a responsabilidade de encontrar soluções para pacificar o clube. Em primeiro lugar ler ou reler as conclusões do recente congresso de Santarém e verificar se o caminho trilhado se aproxima ou distancia das metas definidas. Olhar para as listas de inscritos, para a constituição das mesas de debate e para os principais oradores.

Após essa reflexão, reunir à porta fechada órgãos sociais e um grupo alargado de sócios, um efectivo conselho leonino, purgar no seu interior as criticas de estilo ou de pacotilha, aproveitar as críticas de substância, estruturais, concluir sobre o porquê delas permanecerem ano após ano e o que cada um pode fazer para as resolver.

Há falta de solidariedade no Sporting, não tenho dúvidas que essa afirmação de Bettencourt é verdadeira e que era dirigida mais para o interior do clube do que para o exterior. Se nem sequer for possível realizar uma reunião deste estilo, porque o A não se senta com o B ou porque D só vai se C for convidado, pior se as hostes acalmarem pela mera oferta da cabeça de Bettencourt, Costinha ou Paulo Sérgio, o problema é de fácil resolução, mas guardo para mim que não existe solução. O caminho que vamos trilhar depois de Bettencourt será igual ao anterior, matar o Cristo que lá está, enquanto clamamos por um salvador.

Em várias das medidas alternativas que tenho visto expostas, não encontro benefícios maiores do que aquelas que são implementadas, já agora nem malefícios. A única diferença que encontro é nas pessoas que o propõem, concluo daqui que as divergências não são estruturais mas pessoais, eventualmente de concepção. O Sporting não tem neste momento um caminho alternativo para trilhar, apenas actores diferentes. É pouco, é insuficiente.

Que Bettencourt chame o Sporting e que o Sporting diga o que quer, isto é mau demais para prevalecer, ninguém vence após uma guerra de trincheiras, por muito que cante vitória. O Sporting só crescerá com mais Sporting, cada vez mais Sporting e nunca a dispensar ou excluir este ou aquele grupo. No final aquilo que todos queremos é unânime, “Um Sporting grande, tão grande como os maiores da Europa.”.

P.S.- Se acho que compete a Bettencourt a responsabilidade de actuar neste momento, isso não exclui a responsabilidade de outros em avançar no sentido da pacificação do Sporting. Iriam ganhar muito mais do que se ficarem eternos reféns da sua trincheira.

P.S.2 – Ana, o direito ao contraditório é inalienável, funciona para ti e para o LdA. Sabes que não foi contra isso que falei. Abraço.

Crónica curta




Mais um jogo, mais um empate. Esta equipa teima em parecer-se com o Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Tanto marca num só jogo, tantos golos quanto os conseguidos no campeonato em 5 jogos, como logo a seguir, volta a esse registo.
Os erros novamente repetidos e o futebol continua a não ser grande coisa. 600 mil € pagos por 6 golos marcados. Sai a 100 mil€ / golo. Ou se quisermos incluir os sofridos, 50 mil.

7 jogos, 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, 6 golos marcados e 6 sofridos. 10º lugar com 9 pontos averbados, estando mais perto do último, que tem 3 pontos, que do líder.

No fim do jogo recebi um sms de um amigo meu que dizia "Ainda vamos a um quarto do campeonato e eu já quero que acabe.". É basicamente como me sinto.

E nada mais me apetece dizer. Fica uma crónica curta, à imagem da nossa prestação no campeonato.

domingo, 3 de outubro de 2010

Comunicados




Daniel Carriço, ladeado pelos restantes capitães da equipa de futebol sénior do SCP - Tiago e Polga - leu hoje um comunicado revelando a indignação do grupo de trabalho para com variados órgãos de comunicação social, devido a notícias falsas. Por seu turno, JEB também expressou a sua posição em comunicado colocado no site do Clube e do qual destaco estes dois parágrafos:

"A sucessiva difamação, quer dos dirigentes quer dos profissionais deste Clube, muitas vezes a rasar o enxovalho e a maledicência não é tolerável e requer uma tomada de posição rigorosa na defesa dos nossos interesses.

Assim sendo, e porque todo o grupo de trabalho -- dirigentes, técnicos, jogadores e demais staff do Departamento de Futebol -- está revoltado com a situação e solidário na acção, a partir desta data, quem desrespeitar o bom nome do Sporting e dos seus profissionais ficará privado de entrar nas instalações do clube. A bem da verdade e do respeito pela ética."

Saúdo esta tomada de posição que a meu ver, deveria ser desde já complementada com a total ausência de declarações a esses mesmos órgãos, para além das obrigatórias, como por exemplo, a flash interview.

É que criticar a Comunicação Social, mostrarmos a nossa indignação e ainda assim, quando conveniente, pactuar com a mesma através de entrevistas exclusivas, parece-me um tanto ou quanto incoerente.

No que toca ao andebol, terminou hoje a série 100% vitoriosa do SCP, ao ter perdido com o Águas Santas fora, por 28-21. Com esta derrota, o SCP perde a liderança isolada, ficando empatado com outras 4 equipas com 13 pontos.

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