As entrevistas aos treinadores têm para mim um valor muito relativo. Não é pelas afirmações nelas proferidas que os treinadores são julgados, mas sim pelos resultados que alcançam. E serão por eles que a passagem de P.S. pelo Sporting será avaliada.
A entrevista de hoje à SportTv apenas contribuiu para vincar em mim a ideia de que a sua contratação foi um equívoco. Os resultados são os que são, o discurso está ao mesmo nível. Se não existisse o “se” na vida, e segundo o que Paulo Sérgio foi dizendo, poderíamos ser campeões. Diga-se em seu favor que o entrevistador pouco ou nada fez para lhe extrair um pouco mais do que já tínhamos ouvido nas conferências de imprensa. Como dizia a musica, "What if there was no light? Nothin' wrong, nothin' right".
Não pretendo com isto diabolizar o treinador. Faz o que pode e sabe e, certamente, se não ganha mais vezes, não é por falta de vontade. E não ponho em causa que "em termos de dedicação, empenho, vontade de vencer, serenidade e lealdade não podiam ir buscar quem tivesse mais.". Mas isso é o mínimo que podemos exigir aos profissionais que servem o Sporting, uma vez que o clube, pelo que representa, também os serve a eles quando lhes empresta o nome e o emblema.
Não aceito com facilidade a queixa de Paulo Sérgio de diferença de tratamento "Noto uma diferença entre as avaliações que são feitas às exibições do Sporting e às outras equipas. Há uma grande discrepância porque no Sporting tudo é criticável". A menos que o treinador se queixe por comparação com o que fazem a generalidade das equipas e não se refira apenas aos "3 grandes". Dessas somos a que mais fragilidades temos revelado. Paulo Sérgio tem que ter em conta que treina o Sporting e não o Guimarães ou o Paços de Ferreira, por mais respeito que os referidos clubes nos mereçam. Estivéssemos nós no lugar do FCP e ninguém lhe regatearia elogios, bem antes pelo contrário.
Não aceito que as responsabilidades da actual classificação se resumam à actuação dos jogadores, do ponto de vista individual ou colectivo como pretende PS: "Os meus jogadores devem compreender que jogando bem estaremos sempre mais próximos da vitória, mas temos de ser objectivos na busca dos resultados. O que tem penalizado o Sporting e a sua posição classificativa são erros próprios, momentos de desconcentração". A forma como o Sporting tem sofrido golos - e não são assim tão poucos como isso - revela, desde o inicio de época, uma enorme dificuldade de ajustamento colectivo às missões defensivas e não se resume apenas à responsabilidade dos centrais ou dos defesas. E isso só ideias mais claras e o trino podem resolver.
Mas as minhas opiniões certamente que não se interporão no trabalho de Paulo Sérgio. Se Paulo Sérgio acredita que o titulo é ainda possível - "Faz todo o sentido. Não atiro a toalha ao chão. Sabemos o contexto em que estamos inseridos. O nosso caminho é acreditar no grupo que temos», referiu, sublinhando: «Está nas nossas mãos encurtar as distâncias. Outros só têm um jogo para o fazer." - tem nos jogos que se seguem a oportunidade de materializar a sua fé. Essa dimensão prática consegui-la-á passando o Paços de Ferreira, encurtando distâncias para o actual líder e apurando a equipa para a fase seguinte da Liga Europa. Estes são os serviços mínimos a que se obrigou a equipa do Sporting ao claudicar vezes demais enfrentando, como é bom lembrar, equipas que deveriam estar ao seu alcance.
P.S.- Não é preciso ser abençoado pelo espirito santo para perceber o final do caso Izmailov. A noticia em forma de calçadeira, foi deixada ontem pela "ABola", e a confirmação foi feita ontem por Paulo Sérgio. Extraordinária a promiscuidade que "isto" sugere, não?
O Sporting cilindrou ontem a sua congénere benfiquista na sua própria casa na 11ª jornada de andebol por uns expressivos 21-28. Com isto conseguiu o apuramento para a Supertaça, que parecia comprometido e, espera-se, terá deixado para trás os piores momentos da época, pouco consentâneos com o valor dos seus jogadores. No futsal a equipa prossegue em 2º lugar tendo vencido fora em Vizela. O regresso do hóquei sénior ao Sporting vem sendo assinalado por um percurso triunfal, sem registar qualquer derrota até ao momento.
Esta é apenas uma amostra de resultados positivos que, sendo cedo para saber que títulos nacionais coleccionarão no final do ano desportivo, ilustra pelo menos a competitividade de equipas que representam o clube em diversas modalidades. Mesmo não revelando o fulgor de outrora, não pode deixar de ser motivo de regozijo, pela manutenção do espírito eclético que é matriz do clube. Podíamos igualmente servir-nos dos exemplos da formação no futebol ou do atletismo cujos resultados catapultam o nome do Sporting Clube de Portugal muito para lá das nossas fronteiras.
Como é mais do que evidente nem tudo está mal no Sporting. Afirmá-lo seria desde logo uma injustiça para centenas de Sportinguistas que no clube, nos núcleos e por esse mundo fora, à medida das suas possibilidades, se dedicam à causa leonina de forma tão abnegada como desprendida. E talvez aí resida, nesse forma de estar, muito do segredo do sucesso de muitas secções e departamentos. Quantos dedicaram as suas vidas, sacrificando os seus interesses pessoais, sem nunca se terem colocado em bicos de pés, saindo muitas vezes por uma porta ainda mais pequena e estreita do que a lhes serviu de entrada? A todos esses presto a minha homenagem.
Seria hiperbólico, e por isso desrespeitar-se-ia a verdade, afirmar que está tudo mal no Sporting. Não está tudo mal no Sporting da mesma forma que, num corpo doente, há órgãos saudáveis. Mas, a menos que se ataque a doença, até os órgãos saudáveis acabarão por ficar comprometidos, colapsando.
Da mesma forma que o é o discurso oficial quando nos pretende fazer crer que "estamos no bom caminho" ou que o sucesso está à distância de um clique. Não é isso que se vê quando a equipa da modalidade mais popular do clube joga. Não é isso que sente quando se olha para o relatório e contas e constata que "no âmbito do contrato de abertura de crédito em conta corrente com o BES e Millenniumbcp foram prestadas garantias de créditos de bilheteira, créditos de garantia e créditos de passe" e que "estão incluídos os direitos desportivos detidos ou a deter pela Sporting SAD relativos aos jogadores que tenham com ela celebrado um contrato". Ou que tenham sido antecipados 2 anos da receita das gameboxes. Tudo isto para nos dizerem que não temos dinheiro para superar o fosso competitivo que nos separa dos nossos rivais, mas não explicarem porque gastamos muito mais que as equipas com que perdemos os pontos que fariam de nós campeões.
No momento em que o Titanic chocou com um iceberg no Atlântico nem tudo estava mal, mas bastou o acaso e uma série de más decisões para transformar o maior navio do mundo de passageiros do mundo no maior navio do mundo de passageiros… afundado. Nessa altura a orquestra do transatlântico permaneceu a tocar para evitar o pânico e dar um ar de normalidade e assim se manteve durante as quase 3 horas de agonia do transatlântico. O Sporting também parece ter a sua orquestra a tocar bem afinada, tocando todas as semanas numa televisão, rádio ou jornais perto de nós. Os Sportinguistas parecem gostar da melodia mas espero que, quando finalmente um dia acordem, não sintam a água gelada quando pousarem os pés no chão.
P.S.- Não vale a pena comentar mais o caso Izmailov até que sobre ele haja uma decisão definitiva por parte do clube. Mas a noticia hoje de "ABola" é um perfeito absurdo.
O Sporting de há um ano para cá rodopiou sobre si mesmo e, após uma volta de 360º, ficou mais pobre. Gastamos como nunca sem produzir resultados. Somos cada vez menos.
O que o Sporting produz hoje em campo é igual ou pior ao que se fazia no pior tempo de Paulo Bento e igualmente irregular ao que se observava com Carvalhal, sem no entanto chegar perto das melhores exibições. Essa irregularidade não está associada à turbulência exterior, uma vez que a contestação é residual, não há “episódios Sá Pinto / Liedson”, Izmailov está afastado do grupo de trabalho e o treinador não dá conferências de imprensa sozinho ou em vãos de escada e o apoio institucional é total.
Donde vem então a irregularidade exibicional do Sporting? Do seu próprio treinador e da sua concepção do que é o futebol. O Sporting actual tem um registo em que se dá mais ou menos bem e quando as coisas lhe começam a correr bem. Canta mas não encanta. Canta pouco e pianinho. Apesar de se contar pelos dedos as jogadas com princípio meio e fim, sempre vai conseguindo, nessas circunstâncias, impor a melhor valia individual dos seus jogadores.
Mas não há equipa que consiga controlar o jogo do princípio ao fim. O Sporting de Paulo Sérgio não sabe respirar. Conhece apenas a correria desenfreada. Mas quando precisa ou o adversário lhe impõe um registo diferente a equipa desorganiza-se e deixa de funcionar como tal. Ontem foi ainda pior. Foi a intervenção do treinador que desligou as luzes, deixando a equipa às escuras, deixando de se ver uns aos outros e o caminho para a baliza adversária. Não é assim que se ultrapassa um mau momento psicológico, antes se cava a desconfiança já instalada pelos resultados e agravada pelas próprias palavras de Paulo Sérgio: ao lembrar publicamente que a equipa precisa de reforços, o treinador diz que não confia nos jogadores que tem. Ficamos sem saber quanto precisamos e gastar para não trocar de papéis de equipa grande com a Académica.
O treinador, os seus equívocos e as suas insuficiências, é o principal factor de instabilidade. Vitórias como as de ontem resumem os ganhos aos 3 pontos que, para as ambições do Sporting, já de pouco servem. Quantos, dos poucos que ainda restam, deixarão de aparecer para ser confrontados com a indigência exibicional e mental a que estamos confinados?
Bettencourt dizia há tempos que teria que ir dar uma volta ao bilhar grande se não obtivesse resultados. Apesar dos pesares, não é uma modalidade muito praticada pelos presidentes leoninos. Analisando as últimas décadas, apenas Jorge Gonçalves foi obrigado pelos Sportinguistas a conhecer tal modalidade, pelas razões que se conhecem. Bettencourt já terá feito o suficiente para merecer igual distinção, mas os Sportinguistas tornaram-se ecléticos perante a asneira e o dislate, admitindo todos os seus géneros. Mas está na altura de o presidente e Costinha perceberem que pior do que o erro cometido ao contratar a incompetência que a actual equipa técnica representa é persistir no erro de a manter. Está na altura, e já vai tarde, de Paulo Sérgio se dedicar às voltas do bilhar grande.
O Sporting cumpriu hoje em Coimbra a 11ª paragem da via-sacra em que se tornou este campeonato. Não tenho memória de ver uma equipa do Sporting terminar um jogo com 3 centrais e 3 médios defensivos. Se isto é necessário para contrariar a Académica, o que será necessário para bater equipas mais fortes do que os estudantes? No mínimo embaraçoso para um clube grande, como é o nosso.
ACADÉMICA: Peiser; Pedro Costa, Berger, Orlando e Hélder Cabral; Nuno Coelho; Diogo Melo e Hugo Morais; Sougou, Miguel Fidalgo e Diogo Valente.
SUPLENTES: Ricardo, Amoreirinha, Bischoff, Paraíba, Laionel, Sissoko e Éder.
SPORTING: Rui Patrício; Abel, (Torsiglieri) Carriço, Polga e Evaldo; André Santos e Zapater; João Pereira, Valdés (Saleiro) e Vukcevic(Pedro Mendes); Postiga
SUPLENTES: Hildebrand, Cédric, Diogo Salomão e Yannick.
Ernesto Ferreira da Silva é considerado por muitos como uma eminência parda do regime instalado em Alvalade desde Roquette. Atribui-se-lhe a ele, por exemplo, as "soluções" Filipe Soares Franco e Bettencourt, quando esteve em causa a continuidade da regência no clube.
Mesmo desconhecendo o conteúdo do seu artigo de opinião hoje em "ABola", - arriscando muito, portanto - não deixo me congratular com a frase em destaque: "justificar derrotas com expulsões é mitigar a realidade". Vindo de alguém tão próximo de Bettencourt significa pelo menos uma réstea de esperança, sinal de que por Alvalade o actual momento do clube ainda suscita alguma reflexão, ao invés da habitual desculpabilização pelos maus resultados.
Julgo que pouco interessa saber o que pensa Paulo Sérgio sobre o plantel que tem à disposição. De facto não nos saiu o Euromilhões. Esse saiu no inicio de época aos nossos adversários directos, pelas boas escolhas que fizeram e pelos nossos erros. A ideia, defendida pelo ainda técnico do Sporting, de que precisamos de reforços, seria válida se não tivéssemos já gasto mais do que devíamos e podíamos para ter que andar, à 11ª jornada, a disputar o quinto lugar com a Académica. Ou com onze golos marcados e com 10 sofridos. Quanto precisaria de gastar o Sporting com Paulo Sérgio para ser campeão? Os Sportinguistas estão mais preocupados, entre outras coisas, em saber quem vai ser o novo treinador do Sporting. E quando.
Durante a semana que hoje finda li com atenção a sugestão do nome de Marcelo Bielsa para o cargo de treinador do Sporting. Devo dizer que desconfio sempre de técnicos sul-americanos. A realidade diz-nos que o se faz do lado de lá é bem diferente do que se passa deste lado da margem atlântica. Em termos de treino e táctica os treinadores europeus estão na vanguarda, como ainda se comprovou no último Mundial. Se as equipas sul-americanas, especialmente as selecções, ainda vão conseguindo responder, fazem-no muito por graça da qualidade individual dos seus jogadores e duma quase infindável capacidade de renovação e de recrutamento de talentos. Não gostaria, por exemplo, de ver o Sporting voltar ao tempo dos 3 centrais, como ainda se vê em muitas equipas sul-americanas. Isso representa o passado.
Várias vezes aqui defendi a ideia de que a melhor solução para o comando técnico do Sporting deveria passar preferencialmente por um técnico experimentado e com curriculum. O conceito vale o que vale, uma vez que mais do que os títulos e curriculum, que afinal representam apenas o passado, valem muito mais num treinador as ideias claras, a convicção e a ambição de triunfar ainda intacta. Mas a ideia de um técnico experimentado está subjacente a uma realidade incontestável hoje no Sporting: sobram na sua estrutura aprendizes e estagiários que acumulam essa característica com a falta de bom senso e uma aparente incapacidade de aprender com os erros.
Apesar de sempre ter contestado a ideia indigente de que o clube não conseguiria contratar um técnico de renome internacional, sou agora levado a crer tal seja hoje muito difícil de o conseguir. Não porque o campeonato português não tenha visibilidade ou não haja dinheiro para pagar os vencimentos respectivos, como muitas vezes invocam os paineleiros difusores da linha oficial. Mas porque o que se tem feito nestas duas últimas épocas tem golpeado profundamente o prestígio do clube tornando-o num projecto para aventureiros e suicidas. Não será de surpreender por isso que os profissionais que ainda anseiem por algo de bom para as suas carreiras queiram distância de Alvalade. E se for assim já para treinadores em breve o será também para os jogadores.
Esqueçam a condição de Sportinguistas que, pela honra de poder fazer algo pelo clube, aceitaríamos de bom grado qualquer tarefa. Pensem como profissionais. Como treinadores. Na hora de escolher um clube como olhariam para o Sporting actual? Quem gostaria de, nessa condição, ter na retaguarda um presidente como o actual e um director desportivo investido de presidente executivo, fazendo do Sporting o seu "private football manager", ao vivo e a cores?
Podem chamar-me antiquado ou mesquinho, mas tenho a dizer que sou uma daquelas pessoas que fica completamente desiludida ao ver o logótipo da nossa camisola apenas com a indicação "Sporting Portugal". Será provavelmente um capricho da minha pessoa, bem como de outras que também já tinham reparado nisto.
Tenho vindo a dizer que o "Clube" está acima de qualquer sociedade, indivíduo ou grupo de pessoas e ao ver a camisola daquela forma faz-me pensar na pretensão de afastar o Sporting do seu associativismo e o desmoronar o relacionamento dos associados com o seu Clube - ao escrever estas palavras tive um "deja vú"...
Hoje, a SAD leonina comunicou a alteração da sua designação social, resultado de uma votação levada a cabo no Congresso Leonino realizado no ano passado em Santarém. A proposta então apresentada reportava aos Estatutos do nosso Clube, nomeadamente ao ponto que indica que as sociedades detidas pelo clube devem ter "Sporting Clube de Portugal" na sua denominação. Até hoje, a SAD do Sporting não respeitava esta indicação.
Não deixa de ser curioso, ver que foram "simples" associados do Sporting - pessoas que de vez em quando vão levando com rótulos menos próprios e infelizes - que alertaram para um pequeno pormenor mas totalmente pertinente.
Parece-me pois um pequeno exemplo de que existe bastante "massa cinzenta" que pode ser aproveitada em vez de menosprezada. O Sporting é que fica a ganhar...
A facilidade com o nosso presidente se deixa aprisionar pelo seu próprio discurso, hipotecando a sua imagem e margem de actuação no futuro, pode ser considerado um verdadeiro "case-study" de como não se deve comunicar. Vejamos:
Bettencourt prendeu-se ao “Paulo Bento forever” faltando-lhe a sensibilidade para perceber a fim de linha do actual seleccionador nacional. Pior, foi o treinador que se viu obrigado a tomar a decisão que lhe competia a ele, como então ficou claro. Perdeu-se uma época.
Há poucos dias Bettencourt enclausurou-se nas teias sintéticas de um relvado, colocando-se entre a espada e a parede. No próximo ano este é mais um assunto que lhe será cobrado se o relvado, seja qual for a matéria que o constitua, não se apresente em condições. Não se percebe o timing da declaração de uma não decisão, que é o que significa, em última análise, “95% da decisão tomada”. Ainda menos se pode entender esta dispensável chamada de atenção para um assunto embaraçoso e sobre o qual sobram as dúvidas sobre a forma como o dossier tem sido gerido, quando o pior período já estará passado. Até ao fim da época sobrava tempo para consultadoria e aconselhamento sem o ruído desnecessário que entretanto se instalou. E não haja dúvidas que sem competência não haverá nunca relva em condições, seja ela de que natureza for. Parece-me que neste, como em muitos outras casos, se dá mais um passo em direcção ao desconhecido sem o devido apuramento das responsabilidades.
Também não é fácil de perceber como foi Bettencourt algemar-se, a ele e ao clube, a dois anos de contrato com uma equipa técnica de nebulosa capacidade. Mandaria o bom senso, à semelhança do que aconteceu com Carvalhal, a existência de uma cláusula que permitisse avaliar os resultados, no final do ano, sem a pressão de indispensáveis indemnizações. Não surpreenderá ninguém que estas sejam, por hoje, das razões que mais contribuem para a permanência de uma das mais extensas equipas técnicas do clube. Falta apurar o que custará mais ao clube, se a indemnização se a sua permanência. Não surpreenderá ninguém que, mais uma vez, tenha que ser o treinador a perceber as suas próprias limitações e decidir pelo presidente. É mais provável que este opte por, mais uma vez, ir empurrando com a barriga.
O “ANortedeAlvalade” estabeleceu um compromisso com os seus leitores visando proporcionar-lhes uma base de conhecimentos que lhes permita, com o devido uso do imprescindível sentido crítico, avaliar o que está realmente em causa quando se fala no relvado de Alvalade. Continue ele a ser natural, ou venha ele a ser sintético.
Acredito que os Sportinguistas se encontrem cansados de ver passar os anos sem verem resolvidos de forma cabal o problema do relvado, bem como desorientados com o desfilar de opiniões de especialistas com resultados nulos. E, um pouco à semelhança do que acontece os restantes assuntos que envolvem o clube, os Sportinguistas voltem as costas àquilo que não conseguem compreender, deixando o campo aberto a decisões que depois não se cansam de lamentar.
Tal como dizia há dias aqui, continuo a pensar que o Sporting tudo deveria fazer por ter um relvado natural. Por alguma razão se chama natural. E porque, como diz o bom senso, é no mínimo estranho que, existindo pelo mundo fora estádios em situações idênticas, ou até mais severas do que o Estádio de Alvalade, só o nosso problema parece insolúvel.
Ouvimos anteriormente um especialista em relvados sintéticos, representante de uma solução elogiada pelos seus utilizadores. Nesse lote está incluindo Vítor Golas, profissional dos quadros do Sporting, e por isso conhecedor da realidade do Bessa e de Alcochete. Fazia sentido por isso ouvir alguém que representasse o que de melhor se faz a nível nacional em relvados naturais. Essa empresa é a RED, que neste momento tem a seu cargo os relvados do FCP e do SLB, tendo voltado a assumir há 3 meses a recuperação do relvado do estádio de Aveiro.
Quem viu o relvado do estádio da Luz há 2 anos e conhece o actual, ou quem viu o clássico do passado domingo, tem a imagem que me poupará as tal mil palavras. Acresce ainda o facto de a RED ter sido a primeira empresa a instalar um relvado no actual Alvalade, em 2003. É por isso estranho que em todo o processo mediático que se seguiu à declaração de Bettencourt nunca a comunicação social tenha auscultado a sua opinião. É essa falha que também julgamos agora suprir.
Fomos amavelmente recebidos pelo Eng.º Álvaro Bastos, sócio gerente da RED, cuja entrevista partilhamos agora com os leitores do “ANortedeAlvalade”. Apesar da forma como terminou a ligação da sua empresa ao Sporting, o Eng.º Álvaro Bastos saliento a forma elevada como sempre abordou a passagem da sua empresa por Alvalade.
ENTREVISTA
“Alvalade tem as bancadas demasiado inclinadas, o sistema de ventilação é mau, a iluminação escassa. As altas temperaturas do Verão, o tempo excessivo de exposição solar no Topo Norte, o que motiva que o lado Sul chegue a ter uma diferença na ordem dos 10 graus”, são os problemas estruturais comummente apresentados como justificação para que os relvados (6 em sete anos) de Alvalade não terem qualidade. Estas afirmações fazem sentido?
Estas afirmações fazem sentido. Os problemas registados no verão na metade Norte são replicados no inverno na metade Sul, embora com outra natureza, por falta de luz solar. Deve-se no entanto dizer que estes problemas são comuns à maior parte dos estádios modernos, diferindo de caso para caso conforme forem as condições construtivas de cada um e climatéricas de cada local.
Essas condições impedem em definitivo a colocação e manutenção de um bom relvado ou há procedimentos capazes contornar essas dificuldades?
Há diversos tipos de actuação que podem ser levados a cabo, e que já foram testados noutros estádios. Por exemplo, há baterias de ventoinhas que se colocam ao nível do relvado para promover o arejamento, e sistemas de iluminação, também ao nível do relvado, para que se faça a foto-síntese e se criem assim condições para o bom crescimento da relva.
Se o argumentos do calor e da diferente exposição solar são válidos, como é possível que em cidades como Sevilha e Madrid, e em estádios também fechados como o Olímpico e o Barnabéu não existam problemas semelhantes?
Não existem esses problemas noutros locais semelhantes porque foram encontradas as soluções adequadas, e a qualidade da manutenção será diferente.
A vossa empresa é responsável pelos melhores relvados actualmente em Portugal, como são os casos dos estádios do FCP, SLB e SCB. O estádio do Dragão e de Braga são, do ponto de vista da arquitectura, da localização e do clima, distintos do de Alvalade. Mas o estádio do SLB tem as mesmas condições climáticas. A diferença entre os relvados resultará das diferenças arquitecturais?
Em primeiro lugar, queria informar que a nossa empresa já não é responsável pelo relvado do Estádio de Braga há bastante tempo, por a Câmara local ter decidido utilizar meios próprios. Em todo o caso, consultam-nos com alguma frequência. Devemos reconhecer que as condições arquitectónicas em Braga e no Dragão são diferentes para melhor, por se tratarem de espaços mais arejados. Quanto ao Estádio da Luz, tem condicionantes semelhantes às de Alvalade, embora o estádio, por ser maior, não seja tão fechado. Em todo o caso, também na Luz medimos diferenças de temperatura assinaláveis, e testemunhamos problemas distintos no relvado conforme o local. Há que cuidar da manutenção tendo em conta esses factores.
Quanto tempo de utilização têm estes relvados de que falamos e dos quais são responsáveis?
O relvado do Dragão foi construído em 2003, e daí para cá já foi mudado total ou parcialmente por mais de uma vez, tendo a última ocorrido no defeso de 2009. As substituições foram efectuadas não por o relvado não estar em boas condições, mas em consequência de eventos que o inutilizaram (concerto e corrida dos campeões). Quanto ao Estádio da Luz, começamos o nosso trabalho no início da época 2009/2010, e no último defeso procedemos à substituição integral do relvado por a superfície do anterior se encontrar bastante irregular. Um relvado natural, uma vez instalado, e sendo bem mantido, tem uma longa duração.
O facto de o clima no Norte do País ser tradicionalmente mais chuvoso, mas, em contrapartida, ter menos horas de sol, é uma vantagem ou inconveniente para o vosso trabalho quando lidam com essas duas realidades distintas?
É naturalmente uma desvantagem nos meses de inverno. Um relvado jogado à chuva sofre maior desgaste, e as temperaturas mais baixas com menos sol desfavorecem a sua recuperação. Nos meses de verão, as temperaturas menos altas poderão ser vantajosas, mas o que acontece é que são suficientemente altas, e com elevado grau de humidade, para provocar o aparecimento de doenças.
Em Janeiro deste ano, no período de grande invernia, o relvado da Luz apresentava problemas bem evidentes. Mas a sua recuperação acabou por acontecer e quase passou despercebida. Parece-lhe possível realizar trabalho semelhante em Alvalade sem remover o relvado actual?
Não podemos emitir uma opinião definitiva sem proceder a uma inspecção, mas em princípio não deverá haver problemas que impeçam a sua recuperação. O que aconteceu na Luz no início do ano foi a consequência do relvado não ter sido devidamente recuperado durante o defeso, e ainda da natureza do relvado que então existia. Só iniciamos o nosso trabalho em cima do início da época.
Há diferenças entre a aplicação/sementeira de um relvado no Verão ou no Inverno? Quais?
A diferença essencial que existe é que um relvado durante o Inverno cresce mais devagar, o que significa que no caso da replacagem o desenvolvimento das raízes é mais lento, e no da sementeira acontece o mesmo com o estabelecimento das novas plantas. O mesmo acontece com a sua recuperação pós cada utilização. É ainda necessário notar que a replacagem exige rotinas de manutenção distintas.
Estas diferenças podem ser controladas por aditivos hormonais ou são meramente ambientais?
Como se diz atrás, as diferenças são provocadas pelo clima. Importa por isso programar tratamentos que as tenham em conta, e que sejam dirigidos para suplantar as dificuldades de cada momento.
Há soluções mistas entre sintético e natural, ou as opções são unicamente entre lidar com a natureza e o industrial?
Não há nenhuma solução mista, com excepção do sistema Desso Grassmaster, que já foi aliás instalado em Alvalade. Trata-se de uma solução em relva natural, com implantação de fibras sintéticas que visam dar maior estabilidade ao relvado.
Pela vossa experiência o sistema de drenagem do Estádio José de Alvalade é eficaz?
O sistema de drenagem do Estádio de Alvalade foi por nós construído, e ficou totalmente eficaz. Penso que nunca foi mexido, mas desconheço se existem colmatações provocadas pelas diferentes intervenções no relvado. A este respeito, deve-se notar que os problemas de drenagem existem frequentemente na camada superficial do relvado, por falta de manutenção adequada, e não no sistema de drenagem propriamente dito.
A RED esteve ligada ao primeiro relvado do estádio de Alvalade, lembrando-se ainda os Sportinguistas do jogo inaugural, onde se viu muita relva solta. Terá sido na sequência desses acontecimentos que terminou o fim da vossa relação com o clube. Pode dar-nos a vossa versão dos acontecimentos?
A RED teve a seu cargo a construção do relvado original do Estádio de Alvalade, no verão de 2003. Esse verão foi anormalmente quente, razão pela qual o estabelecimento do relvado não ocorreu no espaço de tempo previsto. Por outro lado, o Clube necessitou de o utilizar antes de estar pronto, por razões de calendário. Gerou-se assim uma situação de conflito, que levou à nossa saída antecipada da obra. O SCP resolveu nessa altura proceder à sua substituição integral por um outro relvado, baseado num sistema de relva natural com implantação de fibras sintéticas, solução esta que, apesar do seu elevado preço, não se revelou duradoura.
A semana passada o especialista Lafayete Machado, dizia à RR que "se o Sporting decidir pelo artificial está a cometer um grave erro… porque o que tem acontecido é que não acertou com as pessoas certas, para ter um relvado de excelência em Alvalade." Quer comentar esta afirmação?
O comentário que nos merece é de concordância, porque é evidente para toda a gente que um relvado sintético nunca é idêntico a um natural. Estamos particularmente à vontade para o afirmar, porque construímos indiferentemente relvados dos dois tipos, ao contrário do que acontece com quem apregoa insistentemente as vantagens dos relvados sintéticos. De resto, a análise do que acontece em todas as 1ªs Ligas Europeias demonstra isso mesmo. A pergunta que faço é: se no Reino Unido vemos relvados naturais impecáveis em Estádios fechados, com condições climatéricas de Inverno muito mais adversas, porque será?
Se o Sporting contactasse a vossa empresa, ou abrisse um concurso para a colocação de um relvado natural, onde o contrato incluísse cláusulas indemnizatórias em caso de insucesso, a RED estaria disposta a apresentar propostas?
Não nos podemos naturalmente pronunciar sobre perguntas hipotéticas, cujo conteúdo carece de ser concretizado. O SCP conhece o trabalho que temos desenvolvido no FCP e no SLB, pelo que daí poderá concluir se tem ou não interesse em conhecer a nossa opinião.
Quando se fala de diferenças de custos entre relvados sintéticos e relvados naturais estamos a falar de quê?
Estamos a falar de um custo de construção que é de 2 ou 3 para 1, dependendo da base que for escolhida.
Confirma a veracidade dos estudos que indicam que os relvados naturais tendem a proporcionar mais lesões do tipo ligamentares, ocorrendo nos sintéticos mais lesões musculares e meniscais?
Não estou em condições de confirmar, porque nem sou médico desportivo, nem tenho dados estatísticos para isso. Parece-me porém evidente que a maior dureza dos relvados sintéticos não poderá deixar de ser prejudicial para todas as lesões que envolvam desgaste das articulações, tendinites, etc.
Vivemos uma época de aparente transição. De um lado os que recusam liminarmente os sintéticos, do outro os que apontam o sintético como o futuro, sobretudo pelos inconvenientes trazidos pelos estádios mais recentes. Pode-nos dar a sua perspectiva sobre a matéria?
A perspectiva que tenho é simples: dos pontos de vista ambiental e estético, o relvado natural é bem preferível; do das condições de jogo, idem aspas. Os custos de construção do sintético são maiores, e de manutenção menores. Por outro lado, o relvado sintético admite maiores cargas de utilização, o que é benéfico no caso dos clubes pequenos que não possuem áreas suficientes para treinos, especialmente para a formação.
Concluindo e fazendo jus ao titulo deste artigo acredita que é possível os Sportinguistas verem em Alvalade um relvado muito bom e simultaneamente natural?
Ao contrário do que possam estar a pensar os Sportinguistas, não acredito que, por um segundo que fosse, JEB e Costinha alguma vez tenham equacionado a substituição de Paulo Sérgio.Afirmo-o por não ser difícil estabelecer um padrão na sua actuação e pensamento. E porque JEB conhecendo como conhece os seus consócios, como se provou no processo eleitoral, sabe que bastará o "pão e circo" das aquisições para tirar os olhos dos Sportinguistas do que realmente interessa. Falta só saber quem será o novo Pongolle. Sabe-se apenas que terá provavelmente uns centímetros a mais que o seu antecessor francês.
O pior que tem acontecido ao Sporting nos últimos anos é os Sportinguistas só acordarem depois do facto consumado. E muitos deles não perceberem que não é da responsabilidade de nenhum mau Karma ou maldição a sucessão de reveses, com vexames pelo meio. Esse é um sintoma de evidente debilidade do espírito leonino tal como o conhecíamos e o certificado de longevidade para a desresponsabilização. Os desaires estão para o Sporting como a dividida soberana para Portugal: não têm pai nem mãe nem familiares conhecidos.
O que sucedeu ontem foi apenas mais um episódio entre muitos. Não foi apenas a expulsão ridícula de Maniche, a imagem da experiência que se procurava para colmatar o excesso de juventude. Ela apressou apenas o que o treinador se preparava para fazer acontecer. Tirar Coelho e Zapater da cartola partiu a equipa e estendeu o tapete ao Guimarães. Com Paulo Sérgio esta equipa não passará de um espectáculo de “cascadeur” preso a um show repetitivo, incapaz de ler as mudanças do jogo ou de ser adaptar às circunstâncias. Do entusiasmo de muitos, que nunca partilhei, resta agora o enjoo e o fastio.
O conformismo em breve tomará o lugar da indignação. Por isso desvalorizo as reacções de circunstância, de muitos que, durante os meses que antecederam esta épocaou a época transacta, preferiram atirar a matar sobre os avisos que poucos iam lançando, recusando-se a ver o óbvio e a parar um segundo que fosse para pensar.
Não era altura de finalmente percebermos que não foi o azar que geriu mal o património imobiliário, que construiu um estádio de azulejaria de gosto duvidoso e sobre o qual já nem a totalidade dos direitos possuímos? Que não é por azar que hoje somos menos num estádio novo mas cheio de problemas, que não temos pavilhão, ou que somos desconsiderados ou ignorados pelas entidades oficiais, parceiros e ou patrocinadores, ou que os resultados desportivos são os que se sabem, o passivo cresce mas o património diminui?
O relvado é apenas mais um dos muitos problemas cuja resolução se arrasta e que qualquer dia entrará no anedotário nacional. Na semana passada publicamos aqui uma entrevista de um profissional especializado em relvados sintéticos. Pareceu-nos essa a prioridade, tendo em conta as declarações presidenciais e imposição feita pela a agenda mediática. Mais ainda por representar uma solução certificada pelos profissionais que a utilizam, não ignorando que o SLB a utiliza cada vez que se desloca ao Norte do País.
Desde a semana passada que temos pronta uma entrevista com um representante de uma empresa especializada em relvados naturais e que, pelo trabalho realizado, é considerada uma referência na matéria. Com a publicação dessa entrevista fecharemos um capítulo, no qual procuramos dar aos Sportinguistas as ferramentas necessárias formarem um juízo sobre um processo que, a não ser bem trabalhado, pode acarretar consequências que, em última análise, resultarão em mais uma agressão ao orgulho leonino.
O futebol do SCP transformou-se num ridículo processo de deja vu de anteriores dejá vu (perdoem-me o franciú)… Um truque que a mente nos prega, sobre a eventual repetição dum acontecimento virtual que é experienciado na realidade… Não sei se será bem a mesma coisa, mas expliquem-me lá, porque é que raio, ainda hoje dei comigo a temer, após a expulsão do Maniche, uma reviravolta épica da equipa adversária? A desejar uma coisa, e a temer o seu oposto… Sonho? Realidade? Acreditem que o pesadelo do 2 -3 passou-me pela mente, logo após ao momento da expulsão. E, claro, como não podia deixar de ser, aconteceu. Here we go again…, ahhh, aquela velhinha e 'leonina' sensação, logo após o primeiro golo vimaranense. A certeza, do consumar da derrota, surgiu apenas poucos segundos depois com o segundo. Estava iniciado o processo… bastava a guardar o seu desfecho. É infalível... Deve ser por isto, que a leitura das caixas de comentários após o jogo de hoje contra o Vitória de Guimarães não pôde deixar se ser, para mim, um exercício terrível e absurdamente onírico…
Explico-me: o filme, cujo título repito neste post, passa-se essencialmente na mente de um gajo quando, por despeito, decide envolver-se num procedimento que permite apagar da memória o seu grande amor, depois deste(a) o ter apagado anteriormente a si da sua memória. É como eu estou capaz de me sentir hoje: despeitado (por este SCP que não respeita nenhuma memória...nem a sua, quanto mais a minha), desesperado e prestes a entrar num processo de apagamento e com isso, eliminar todas as memórias mais amargas.
Mas, descansem, não me serviria de nada. Porque o SCP assemelha-se, cada vez mais, a uma espécie de história de um amor tumultuoso e alienado, que mil vezes repetida, não deixa de acabar (quase) sempre mal. Apesar disso, também entranhadamente belo, com episódios deveras marcantes, com tudo para poder dar certo. Sei que vou-me reencontrar com aquele meu grande amor ao virar da próximo acordar, apaixonar-me irremediavelmente, encher-me de eternas fugazes esperanças, apenas para repetir o novo velho episódio. É já a seguir, num estádio próximo de si, não percam no próximo ‘capítulo’:
“Dark green, almost black”… Digam lá, se não tem toda a pinta para acabar igualmente mal?...
É mesmo a quente que resolvo fazer este post. Só me apetece insultar e agredir o Maniche. Como é que um jogador com a experiência deste imbecil, se expulsa deste modo!?!?! Não só prejudica a equipa neste jogo, sendo o principal culpado da derrota de hoje, como irá certamente falhar o jogo com o fcp.
Já na luz tinha sido expulso de uma maneira completamente parva, agora fez ainda melhor. Comigo, passaria as passas do Algarve!!! Com a recuperação do Pedro Mendes e com o Zapater, penavas um bom bocado meu grandessíssimo c**!
Estava eu a pensar chegar aqui e falar de quão bem tínhamos ganho, do melhor jogo em casa da época para o campeonato, de uma boa dinâmica, do jogo que Vuk - parecia o da 1ª temporada, Valdés e Postiga fizeram, da azia patente nos comentários manhosos, da constante lembrança do 2º golo, para em 3 minutos, tudo isso mudar e deixar de ser relevante.
Como é possível uma equipa com ambições ao título, esbanjar uma vantagem confortável, a jogar em casa e sem pressão alguma em 3 minutos!?!?
Nem a oportunidade de ascender ao 2º lugar é aproveitada...
Tivemos N oportunidades de fazer o 3º golo e matar o jogo mas não. Seria demasiado fácil. E como não queremos facilidades, e tendo o Guimarães sido completamente inócuo durante 70 minutos, vamos jogar com 10! Assim não há treinador que resista.
Destaque pela positiva por parte do Guimarães de João Ribeiro, Bruno Teles e Targino. Da nossa parte, Postiga, Valdés - saiu antes do descalabro - e Vuk.
PS: Como é que é a música da JL que compara o Maniche ao Moutinho? DASS!!!
PPS: Por respeito a quem nos lê, contive-me ao máximo na escrita do post.
O blogue "OVimaranes" é um dos mais prestigiados blogues de clubes. Esta semana solicitou a colaboração do "ANortedeAlvalade" para a realização de um artigo antecipando a jornada de hoje, o que muito nos honra. Este é o seu teor, num post de autoria conjunta do Hugo Malcato e do Bruno Martins:
Num exercício de antevisão, uma partida com o Vitória de Guimarães nunca poderá ser considerada fácil por parte de qualquer adepto leonino. Na nossa opinião, há muito que os vimaranenses se encontram numa posição privilegiada dentro do futebol nacional, sustentada pelos seus resultados desportivos e alicerçada numa massa adepta fiel e dedicada – um exemplo no que concerne aos adeptos fora do grupo dos “Três Grandes”. Para quem está baseado A Norte de Alvalade, o jogo em Guimarães é sempre um evento de presença obrigatória, enquanto que a partida de Alvalade proporciona a recepção à massa associativa que, para além dos chamados “Três Grandes”, mais adeptos movimenta em Portugal.
Embora nas mais diversas gerações do futebol nacional tenha existido sempre um clube a aproximar-se da luta entre Sporting, Benfica e FC Porto pelas posições cimeiras da classificação – Académica, Vitória de Setúbal, Belenenses, Boavista e mais recentemente, SC. Braga – não é menos verdade que o Guimarães quase sempre se manteve em posição de destaque. Nos tempos recentes, apesar da despromoção à Liga Vitalis, num ápice regressou com pujança e alcançou um lugar para disputar o acesso à Liga dos Campeões.
Falando em termos estatísticos, pouco há a dizer em relação às últimas dez temporadas, onde o melhor que o adversário conseguiu foi um empate em Alvalade na época de 2002-2003. No entanto, do ponto de vista histórico, muitos são os pontos de ligação entre os dois clubes.
No contexto actual, desde logo, existe a curiosidade de ver o actual técnico do Sporting, Paulo Sérgio, a defrontar a equipa que lhe proporcionou a visibilidade para voos mais altos. Além disso, duas das principais referências do Sporting dos últimos anos, Pedro Barbosa e Paulo Bento, passaram fases importantes das suas carreiras em Guimarães. A estes juntam-se outros atletas que serviram as duas equipas recentemente, como Quim Berto, Pedro Martins, Capucho, Nuno Assis, Silva, João Alves e Custódio.
Para finalizar, deixamos referência a duas partidas da última década que, por motivos diferentes, deixaram uma marca nas nossas memórias desportivas.
2001 – 2002 Sporting 5 – 0 V. Guimarães
O poderoso Sporting de Lazlo Bölöni onde pontificavam Mário Jardel, Marius Niculae e João Pinto goleia a equipa comandada por Augusto Inácio que se apresenta em Alvalade sem receios, praticando um futebol ofensivo e disputando o jogo pelo jogo. Naquela época, grande parte das equipas optou pela contenção em Alvalade mas o resultado dilatado verificado neste jogo em muito se deveu à postura positiva dos vimaranenses. Nesse dia, Hugo Viana faria a sua primeira assistência para golo de Mário Jardel, já no decorrer do segundo tempo.
2004 – 2005 Sporting 1 – 0 V. Guimarães
Em 9 de Maio de 2005 o Sporting preparava-se para entrar numa semana decisiva em que se deslocaria à Luz para defender o seu primeiro lugar no campeonato e em que jogaria a primeira final de uma competição internacional em mais de 4 décadas. Antes dessa semana que se revelaria desastrosa para o Sporting de Peseiro, porém, o Sporting teve uma vitória difícil conseguida contra um adversário valioso num Estádio de Alvalade com perto de 40 000 pessoas e com um ambiente poucas vezes repetido desde então. Para além do golo de Rodrigo Tello, o jogo ficou marcado pelo cartão amarelo que Liedson viu já nos descontos e que o impediu de defrontar o Benfica na Luz na jornada seguinte.
Como sempre sucede antes de um jogo entre Sporting e Vitória de Guimarães, estão reunidas todas as condições para que a partida de segunda-feira seja um grande espectáculo. Esperamos que assim seja.
O excelente resultado alcançado hoje pelo FCPorto é mau para o campeonato e, por isso, um mau resultado para nós. Não só porque foi conseguida por André Villas Boas, Moutinho e Varela, com uma exibição de luxo de todos eles. Mas porque nos limita os horizontes, na melhor das hipóteses, ao segundo lugar. Ora, como tudo indica, que essa luta terá que ser dirimida com o SLBenfica, corremos o risco de, mais uma vez, os Sportinguistas se distraírem do que é elementar: A única luta que nos deve interessar é a do primeiro lugar. O resto é consolação.
Uma última nota para a dissonância entre a classe da equipa azul e branca e alguns dos seus profissionais e uma larga franja eternamente parola e boçal dos seus adeptos. Esta gente dá má fama ao Porto e ao Norte do País.
Começou por circular por alguns mails de sportinguistas, passou a fronteira clubista, tendo chegado à blogosfera. Falo de uma fotografia onde, pretensamente, José Eduardo Bettencourt teria sido fotografado num evento privado, segurando um copo na mão e de camisa desabotoada.
Como um assunto rasteiro como este sobe ao Conselho Leonino é algo que, em última análise, não só comprova a inutilidade deste órgão social como lança a dúvida sobre a dignidade com que alguns conselheiros encaram a função em que foram investidos. Se é inadmissível trazer para o domínio público algo que aconteceu no âmbito privado de um indivíduo, seja ele quem for, é absolutamente inqualificável fazê-lo com base num embuste, de forma absolutamente primária.
Aquilo que não podia ser mais do que um bom sketch humoristico ganhou honras de noticia no Correio da Manhã, depois de ter sido abordada de forma sub-reptícia, a vários níveis, durante as semanas anteriores. A sua publicação é má para o Sporting Clube de Portugal. Demonstra à saciedade uma certa decomposição no seio das elites leoninas. De um lado e de outro da barricada parece agora valer tudo. Entretanto a resolução dos problemas do Sporting fica para as calendas, enquanto na agenda se sobrepõe os problemas resultantes das colisões de egos mais ou menos hipertrofiados.
É uma má noticia para os Sportinguistas perceber que, na actual conjuntura, se já pouco ou nada esperam de quem os governa o mesmo ou pior sucederia com os que se acham capazes de lhes suceder. A ideia aqui deixada ontem no discurso de Eurico, de que "Falta gente com discurso e sangue à Sporting"é afinal muito mais abrangente do que muita vezes se quer fazer confinar.
O que os que se querem constituir como alternativa parecem nunca mais perceber é que atitudes como a que deram origem à notícia de hoje do CM são, em última análise, a “pensão vitalícia” para establishment do Edifício Visconde de Alvalade.
P.S.: continuando a falar do ridículo, já viram hoje a 1ª da “Bola”?
Eurico foi dos melhores centrais portugueses que vi jogar. Jogador de capacidades técnicas excepcionais, com uma inteligência natural para ler o jogo, seria hoje seguramente jogador de uns dos maiores clubes europeus, daqueles que, quando querem um jogador, o dinheiro é apenas uma formalidade a cumprir. Hoje o I publica uma entrevista com Eurico, na qual revela a sua faceta de jogador à antiga, dos que preencheram o meu imaginário de menino e as cadernetas de cromos. Irreverente e controverso como sempre esta é a sua visão sobre o clube onde se sagrou campeão por duas vezes:
Dos três grandes, onde preferiu ser campeão nacional?
No Sporting. Tem força clubística. É uma pena que agora já não seja assim. É aquele clube em que os sócios não deixam de ter um sentimento genuíno, muito próprio. E é o que tem ganho menos. Há qualquer coisa ali que devia ser estudado. Tanta grandeza, tanta força e tanta fidelidade. Falta gente com discurso e sangue à Sporting. Ao longo das décadas, o Sporting vai-se afastando dos grandes. É um clube de investimentos. Na minha altura, era um clube de vitórias. O que ainda sobrevive é a paixão dos adeptos pelo Sporting.
Depois dos três grandes, acabou a carreira em Setúbal, com duas épocas (1987-89). Ao lado de Meszaros, Jordão e Manuel Fernandes, seus companheiros no Sporting.
É verdade. Grandes amigos, grandes jogadores.
Há um golo do Jordão que circula aí como um dos mais espectaculares de sempre...
Sabes que estava a marcá-lo nesse dia [30 de Janeiro de 1983]? Eu. Antes de mais, adoro o Jordão. É um ser humano muito, muito, muito sui generis. É coerente e inteligente. Um dos meus melhores amigos do futebol. Cinco ou seis anos antes de acabar a carreira, já estava saturado do futebol. E era um predestinado. E um predestinado nunca se chateia do que gosta, mas o problema é este mundo do futebol. As pessoas e tudo aquilo que anda à volta dele. O que é que ele fez? Abandonou a carreira e orientou a sua vida pelas artes plásticas. É um homem realizado sob o ponto de vista mental.
E o golo?
Às vezes, ainda discuto com ele sobre se ele fez de propósito ou não. É uma bola cruzada, tipo centro-remate e ele antecipa-se ao defesa, que sou eu. Na antecipação, eu espero que ele controle a bola. Em vez disso, ele mete a parte lateral da bota, calcanhar, e atira à baliza do Amaral, que não tinha a mínima hipótese. Foi no topo sul do antigo Alvalade. Um golo de antologia. De museu. Esse jogo acabou 3-3 e ele marcou os três golos. Mas isso não é tudo. Havia gestos técnicos, dribles e golos nos treinos que nos faziam ficar a olhar para ele. Eu fui um privilegiado por trabalhar com ele. De verde e branco [Sporting e V. Setúbal]. E também de encarnado [Benfica e selecção nacional, no Euro-84].
Basta olhar para as primeiras páginas dos jornais de hoje para perceber a mossa que resultados como o de ontem provocam no prestígio do Sporting Clube de Portugal. Não adianta agora protestar contra a duplicidade de tratamento revelada na desfaçatez de títulos como “Leão tenrinho” e “Leão domado” e que não foi usada em ocasiões idênticas com outros intervenientes.
Para Paulo Sérgio tudo se parece resumir à eficácia ou falta dela, seja nossa ou do adversário. Uma leitura minimalista com a qual estou longe de concordar. Bem como com a pretensa gestão feita no plantel, que ainda é mais difícil de compreender quando a equipa dispõe desta vez do tal dia extra de recuperação, cuja falta tantas queixas havia suscitado ao treinador na jornada anterior. Parece-me indiscutível que as melhores cautelas, isto é , a melhor gestão seria ter assegurado de imediato a qualificação, prosseguindo a senda de bons resultados e com isso a recuperação do ânimo no balneário, no relvado até às bancadas. Para depois não andar a caldos de galinha...
O futebol é um jogo colectivo, pelo que o treino e os automatismos colectivos são decisivos, superando bastas vezes a soma dos valores individuais. Não é uma sopa de letras, onde se misturam os ingredientes bastando esperar depois pelo ponto de cozedura. Talvez fosse bom lembrar Paulo Sérgio que a pré-época, seja lá o que isso for, já terminou há algum tempo.
PS- A propósito de desigualdade de tratamento, todos se lembrarão de quantas vezes já apareceu Pepe na comunicação social, e até entre nós, como exemplo de uma falha indesculpável na politica de recrutamento. Até agora ninguém pareceu incomodado com a passagem anónima de Thiago Silva pela equipa B do FCPorto e a sua ascensão meteórica ao escrete. Critérios.
Um vermelho! Foi isso que o Sporting trouxe hoje da Bélgica, um cartão vermelho na forma de uma derrota pesada e escusada, contra uma equipa que não tem arte nem engenho, mas que corre e se esforça dentro de campo.
As já típicas revoluções de Paulo Sérgio deram origem a uma equipa onde obviamente as rotinas e a consistência de jogo não existiam. Mesmo assim pedia-se mais quer a nível táctico, quer de controlo emocional. Este deveria ser um jogo fácil onde a mera ocupação dos espaços permitia recuperações e a qualidade individual dos nossos atletas faria mais cedo ou mais tarde estrago na baliza adversária.
Foi o contrário, um jogo de corrida, muita corrida atrás da bola (e não com a bola), quezilento, perdulário no passe e na paciência. Foram 90 min. a correr atrás de um prejuízo que chegou cedo e nunca foi anulado.
Nada está perdido, o Sporting é muito superior a qualquer das outras equipas do grupo e vai garantir a passagem tranquilamente, mas nada de positivo vem de derrotas. Quebra-se um pouco a confiança que vinha a ser construída, baralham-se os adeptos e a equipa. Abel fica ligado a esta derrota, ele que antes do jogo era o jogador talismã (com ele em campo não se perdia). Foi um capitão desastrado, com faltas infantis e incapaz de transmitir tranquilidade aos seus homens. Também não teve grandes ajudas, principalmente numa defesa que espero tão cedo não ver repetida e que recebeu como correctivo pelos seu erros três golos.
Salva-se no meio desta tormenta, a estreia de Cédric Soares, e o golo (belíssimo) made in Academia Sporting, André Santos, Cédric e Saleiro. Bonito, simples e eficaz.
Satisfazendo o compromisso com os nossos leitores, debruçamo-nos hoje sobre o assunto que tem ocupado grande parte das conversas entre os Sportinguistas: que soluções para o relvado de Alvalade. Pretendemos com este trabalho que todos saibam do que falam e do que está em jogo quando se pronunciarem sobre relvados sintéticos. Apesar de existirem há muitos anos, pouco se sabe acerca desta tecnologia, embora quase todos tenham uma ideia formada sobre o assunto.
Se o Sporting vai ter um piso sintético pois que tenha o melhor. A que é tida como modelo de referência no mercado mundial é precisamente a que está instalada no estádio do Bessa. Para nos explicar tudo sobre o que são as alternativas existentes aos relvados naturais hoje à disposição dos clubes entendi consultar a Global Stadium, a empresa responsável pela solução. Para isso contei com a prestimosa colaboração do Eng.º Luís Botas, técnico e sócio gerente da empresa.
Quando estabelecemos os primeiros contactos ainda não se tinha desencadeado o processo mediático que hoje envolve este assunto. Lembro que esta questão já aqui havia sido levantada há cerca de um ano, através de um artigo do Gabriel Almeida. Pode-se dizer que de certa forma o “ANortedeAlvalade” acabou por ser ultrapassado pelos acontecimentos, uma vez que a nossa produção é artesanal e amadora. No entanto, julgo que a pertinência desta entrevista se mantém, porque foi realizada focada nas preocupações e nas questões que hoje assolam os adeptos, que é o que nós somos afinal.
No seguimento desta entrevista contávamos entrevistar Vítor Golas, mas a suas opiniões foram já largamente difundidas e não faria muito sentido repeti-las aqui. Assim, para uma abordagem independente de um profissional, colocámos ao Dr. Jorge Pinto Sousa, responsável pelo Departamento Médico do Boavista. 2 questões. Pareceu-nos o elemento ideal para ajudar a esclarecer as muitas interrogações que os sintéticos ainda suscitam relativamente a lesões.
Para uma segunda fase contamos apresentar aos leitores uma outra abordagem técnica, de uma empresa também ela referência na construção e manutenção de relvados, para que os Sportinguistas tenham uma visão abrangente da problemática relativa ao relvado de Alvalade.
Questões colocadas ao Eng.º Luis Botas:
Do que estamos a falar quando falamos de relvados artificiais?
Não é fácil dividir os relvados artificiais por “tipo”. Prefiro falar em sistemas de relva sintética, que no seu todo abrangem a base, as suas redes de drenagem e rega, a relva propriamente dita e o respectivo material de enchimento. Para cada um dos componentes existem várias opções que, em conjunto, e depois de bem instaladas, deverão funcionar da forma mais aproximada a um bom relvado natural.
Sei que conheceu in loco o relvado do estádio Luzniki. É de algo semelhante que estaríamos a falar para o estádio de Alvalade ou , p.ex. dos relvados que existem hoje na Academia?
Entendo que a solução que está instalada no Estádio Olímpico de Moscovo não é a melhor solução que o mercado oferece. E a minha opinião tem por fundamento as opiniões avalizadas de quem joga ou lida diariamente com campos dotados de granulado de borracha (incluindo o Luzhniki) e em campos com Geofill, como o do Bessa e o Silvio Piola (Novara)*. Mas para um clube com a dimensão do Sporting será fácil auscultar essas e muitas mais opiniões. O Sporting, porque a sua grandiosidade facilita os contactos, chegará onde for necessário para alicerçar a decisão que tomar.
Não é por acaso que, depois de visitarem o Estádio do Bessa, os responsáveis do Luzhniki de imediato encetaram contactos com a Italgreen para apresentar proposta para a substituição do actual relvado (com granulado de borracha) pela solução com Geofill.
Deve ser dada a oportunidade de opinar aos profissionais que já experimentaram relvados com Geofill, como o do Bessa, e relvados com Granulado de Borracha, como o Luzhniki. Ainda hoje falei pessoalmente com o Victor Golas, que me disse que o relvado do Bessa é incomparavelmente superior a qualquer outro em que já tivesse jogado! Perguntem ao treinador do Boavista se prefere o relvado sintético com cargas de enchimento de Granulado de Borracha ou de Geofill.
Sobre a pergunta que faz acerca dos campos da academia, sei que são com granulado de borracha, da marca do que está instalado no Luzhniki. Não sei se é o mesmo modelo de relva. Estes relvados, com granulado de borracha, já vulgares e acessíveis ao uso público, são e continuarão a ser uma solução passível de preencher os requisitos necessários à obtenção de certificado FIFA DUAS ESTRELAS, pelo que serão superfícies, se bem instaladas, passíveis de ser utilizadas por futebolistas profissionais. Mas compreendam que estamos a falar do Estádio José Alvalade! E esse merece o que os profissionais mais gostam! E estes, segundo TODAS as opiniões que me chegam, são amplamente favoráveis aos relvados com cargas de Geofill.
Sinto-me perfeitamente à vontade para abordar este assunto. Dos 10 relvados detentores de certificado FIFA DUAS ESTRELAS em Portugal, a Global Stadium foi responsável pela instalação de 8. E desses 8, 7 foram executados com cargas de enchimento de granulado de borracha. Tal facto prende-se com a questão económica. Os nossos clientes são, sobretudo, clubes não profissionais. Pela sua dimensão, a disponibilidade financeira para optarem por uma solução com Geofill é inferior. Não é por acaso que só agora estamos, em Portugal, a construir o 2.º campo de futebol 11 com Geofill, no Barreiro (a obra ainda está muito atrasada). Entretanto já construímos um em Cabo Verde e outro em Angola. Podem facilmente ver as imagens destes no nosso facebook.
O estádio de Alvalade já teve um relvado em que parte da sua constituição era sintética, á semelhança do que possuía então o Real Madrid. Falamos de algo que se lhe assemelha?
Não. A solução que preconizo não está dotada de relva natural, como o sistema DD Grassmaster em tempos instalado no Estádio José Alvalade. Entendo que este, numa fase inicial, poderá ser uma boa solução. O problema surge quando, no intuito de promover a manutenção das performances de drenagem e a maior duração e qualidade da relva natural constituinte do sistema, se torna necessário promover o arejamento da base que o sustenta. A impossibilidade de realizar, por exemplo, uma furação, leva a que, num curto espaço de tempo a superfície de jogo perca a capacidade drenante. Quem não se lembra do jogo do Porto em Madrid, realizado há já alguns anos, em que o relvado da Santiago Bernabéu mais parecia um lago? Essa evolutiva diminuição irreversível da capacidade drenante impede, como é lógico, o bom desenvolvimento e a boa resistência das plantas que são parte integrante da superfície.
A solução que entendo ideal passa pela instalação de relva 100% sintética, com cargas de fibras orgânicas (Geofill). Na composição do Geofill não entra a cortiça, como já vi insinuarem. Visitei há pouco tempo um relvado em Itália com essa solução. Tinha chovido uns dias antes… e a cortiça estava a boiar. Ao contrário, o relvado do Bessa ultrapassou com distinção o Inverno rigoroso que atravessamos e a semana que passou, farta em chuvas intensas.
O estádio do Bessa é uma espécie de bandeira da vossa companhia. Mas, para lá desse caso emblemático, não se conhecem outros. Talvez por isso os relvados sintéticos são associados apenas como solução de recurso de equipas de escalões de formação ou secundários. Acha possível inverter esse estatuto?
Essa é uma tendência incontornável. O Geofill permitiu mudar a reacção dos mais exigentes profissionais em relação aos relvados sintéticos. Será uma questão de tempo! Não podemos ignorar o feedback extremamente positivo de quem já experimentou o Bessa. A dimensão positiva da reacção aumenta quando se refere, como termo de comparação, qualquer relvado com granulado de borracha.
Nunca me ouvirão dizer que a relva sintética é melhor que um excelente relvado natural. Este é e será sempre a superfície ideal. Mas só acessível a quem pode dar-se ao luxo de ter um estádio disponível para ser utilizado pouco mais de uma vez por semana. E, mesmo assim, com custos de manutenção avultados. E, mesmo assim, porque falamos de seres vivos que requerem adaptação ao ambiente em que se inserem, poderá não ser viável, como se conclui ser o caso do Estádio José de Alvalade.
Mas creiam que a relva sintética com cargas de Geofill é melhor que grande parte dos relvados da nossa Liga Sagres. E mantém as condições ideais para a prática de bom futebol. Não acham estranho que na época passada equipas do nosso principal escalão, em dias de maior intensidade pluviométrica, tenham pedido ao Boavista para ir lá treinar? (Naval, Rio Ave e Leixões são os exemplos que conheço). E alguns repetiram a experiência. Atendendo à objecção de consciência que, por defeito, existe por parte dos profissionais em relação aos sintéticos, é de realçar esta preferência: No caso do Rio Ave, que até tem um relvado sintético de treinos (com granulado de borracha), é de realçar o facto de fazerem 30Km + 30Km para ir ao Bessa, quando podiam treinar em casa. Se não fosse pela qualidade, seria muito mais simples pedir a uma equipa para ir fazer um jogo treino ao seu próprio sintético. Sinto-me perfeitamente à vontade para falar sobre este caso porque também fui eu que o construí.
Os relvados sintéticos são frequentemente associados a lesões. Umas a nível traumático, por se tratar de um piso duro e por “prender as chuteiras”, outros do tipo abrasivas, causadas pelo material de que são constituídos. Essa associação faz sentido ou não?
O estudo a que tive acesso conclui que as lesões que não obrigam a paragem prolongada são mais frequentes em relvados sintéticos. Conclui o mesmo estudo que as lesões mais graves, associadas a paragens prolongadas, são mais frequentes em relva natural.
A dureza dos pisos sintéticos aumenta ao longo do tempo de uso, mas é facilmente resolúvel com uma operação de descompactação. Temos que nos convencer que a relva sintética, apesar de menos onerosa em termos de manutenção, não pode passar sem ser devidamente cuidada. E a natureza desses cuidado inclui, entre outras intervenções periódicas, a operação de descompactação. Todos os fabricantes que conheço a referem no seu manual de manutenção! E também a relva natural deve ser periodicamente descompactada! Neste caso não só por motivos inerentes ao conforto da superfície, mas também pela necessária promoção da melhor drenagem e do melhor desenvolvimento das plantas.
Outro inconveniente associado à utilização do relvado artificial é o comportamento diferente da bola, descrita habitualmente como mais saltitante e deslizando de forma diferente que no relvado natural. O que nos pode dizer sobre isso?
A interacção entre a bola e a superfície de jogo (rolamento, ressalto, comportamento angular, entre outros) faz parte dos requisitos objecto de análise por laboratórios acreditados, e são de preenchimento essencial para obtenção do certificado da FIFA. Os valores obtidos deverão situar-se em intervalos admissíveis que são comparáveis ao relvado natural, usado como referência.
É lógico que têm que existir diferenças entre os sintéticos e os naturais. Mas essas são, fruto da tal objecção de consciência, demasiado empoladas. Os relvados sintéticos evoluíram muitíssimo, provocando já a opinião favorável de muitos profissionais. E o grande passo nesse sentido foi o aparecimento do Geofill!
Como se comporta o relvado artificial perante a chuva intensa, como por exemplo as verificadas no jogo em Coimbra, entre a Académica e o FCPorto?
De certeza que se comportaria bem, dando todas as condições para a prática de futebol. Estou certo de que estamos a falar de um dia impróprio para a prática de futebol. Não tenho valores, mas acredito que tenham caído bastantes mm de água por m2, à semelhança do que aconteceu também nos dias anteriores. Ouvi as declarações do Renato Queirós a uma rádio, dando conta de que o relvado do Bessa se manteve excelente para a prática de futebol.
Importa aqui realçar que esse é um dos factos que justifica a minha normal referência a “sistemas de relva sintética”, e não a “relvas sintéticas”. A melhor relva, bem instalada, mas sobre uma base mal executada, ou com problemas de drenagem, não funciona bem, sobretudo em dias de maior pluviosidade. Temos que olhar para um relvado como um conjunto de peças que deverão encaixar na perfeição. Imaginem um Mercedes com pneus de triciclo… Aproveitando a comparação com a indústria automóvel, fará sentido dizer que o Geofill é a direcção assistida, hoje em dia essencial a qualquer profissional que viva da condução!
Os custos de instalação e manutenção de um relvado artificial diferem em muito de um natural?
Sim, diferem. Os custos de instalação de um relvado sintético são consideravelmente superiores aos de um relvado natural. Os custos de manutenção são, por sua vez, muitíssimo inferiores.
Sendo uma tecnologia muito recente que longevidade se pode esperar de um produto como o vosso?
Considerando a boa execução das operações de manutenção, entendo que podemos assegurar uma longevidade mínima de 8 a 10 anos.
O Sporting utilizou várias vezes o seu estádio para a realização de concertos. Mas os prejuízos daí resultantes desaconselharam essa prática. Com um relvado artificial o Sporting poderá ver regressar esse tipo de eventos e, consequentemente, receitas extraordinárias?
Claro que sim!
Quanto tempo demora a ficar disponível para a prática desportiva um relvado artificial, após a utilização massiva como a de um concerto?
Entre 3 e 4 dias após a desmobilização do palco. Tão só precisamos do tempo necessário à boa execução de uma intervenção de manutenção extraordinária.
Há pouco tempo o treinador do Boavista lamentou a excessiva dureza do piso do Bessa. O que tem a dizer sobre isso?
Abordei esta questão em resposta a pergunta anterior. Posso reafirmar que esse problema não existe. A descompactação faz parte do plano de manutenção de qualquer relvado.
Quem lê o vosso site na secção de testemunhos verifica que nomes de profissionais reputados, jogadores ou treinadores como Sérgio Conceição, Paneira, Moreira, Zé Mota, Pacheco, etc, são pródigos em elogios ao vosso produto. Num meio como o futebol, onde a suspeição é um facto quase diário, não teme que tantos encómios possam ser mal interpretados ou é apenas bom trabalho de casa?
As reacções são desinteressadas e emitidas por pessoas que, melhor que ninguém, e por todo o passado que têm, podem dar uma opinião avalizada. E o bom-nome que têm merece respeito. Será que as opiniões só são credíveis se forem desfavoráveis?
O estádio de Alvalade é um dos estádios de elite do futebol europeu e onde se podem vir a realizar jogos para o Mundial Ibérico.O estádio pode perder esse estatuto e, em consequência ser afastado do evento?
Não! Talvez esse receio faça sentido com o relvado actual! Acreditem que a solução que defendo é a melhor para Alvalade, e que agradará a todos os que a usarem!
É verídica a informação de que a homologação do relvado a ser levada a efeito pela FiFA se pode arrastar por 6 meses?
Não!!! Nem pensar nisso! A FIFA é extremamente eficaz e célere no processo de certificação. Dos imensos campos cuja construção me foi confiada ao longo dos anos, 13 foram merecedores da intenção de certificação por parte do Dono de Obra. Desses 13, todos passaram com sucesso nos ensaios de aferição dos critérios FIFA. E não me lembro de algum processo de certificação ter demorado mais que 1 mês!
Já viu vários jogos em relvados sintéticos, mas por certo que os naturais são a sua referência. Já deu consigo a pensar num desses jogos “isto no relvado natural não acontecia”. E do lado dos adeptos?
Não, já aconteceu o contrário! Tenho uma história curiosa que se enquadra na resposta à pergunta. Há tempos, sentado na bancada a ver um jogo da Liga Sagres, tinha ao meu lado aquele que é, para mim, um dos mais habilitados especialistas em comentários desportivos, cujo nome prefiro não divulgar. No seguimento de um ressalto de bola estranho e inesperado, resultante de uma irregularidade do relvado, disse-me “No Bessa isto não acontecia…”.
A vossa empresa é uma potencial fornecedora do Sporting, agora que se sabe da forte possibilidade (95%, segundo o presidente) de o Estádio de Alvalade vir a ter um relvado sintético?
Esse é o nosso grande desejo! Seria o corolário de todo o esforço que temos desenvolvido na aposta de um serviço Premium nesta área. Um serviço de Qualidade Superior! Estamos convictos do caminho que seguimos até agora e do que queremos continuar a seguir. E tudo faremos para cumprir o nosso sonho! E esse passa pelo Estádio José Alvalade!
O que significaria para a vossa empresa um contrato com um clube como o Sporting Clube de Portugal?
Significaria o reconhecimento do trabalho desenvolvido por uma empresa portuguesa que, nesta data, será aquela que, a nível mundial, instalou mais relvados sintéticos detentores de certificado FIFA DUAS ESTRELAS válidos.
Significaria a enorme satisfação de sentir que o Sporting tomou a melhor decisão!
Independentemente de quem seja o futuro fornecedor da solução a instalar em Alvalade, como profissional especializado, o que recomendaria ao Sporting e a qualquer outro clube antes de entrarem num processo como estes, sobre o qual não há muito conhecimento constituído?
Falar com os profissionais que já jogaram em sistemas de relva cuja hipótese de eleição esteja em cima da mesa. Sobretudo com profissionais que tenham jogado em campos com granulado de borracha e em campos com cargas de Geofill.
Fazendo jus ao titulo desta entrevista, poderia afirmar que o estádio de Alvalade ficaria “relvadíssimo forever”?
Poderia afirmar que o Estádio José Alvalade ficaria equipado com o melhor que o mercado oferece! E durante muitos anos!
Questões colocadas ao Dr. Jorge Pinto Sousa, responsável pelo Departamento Médico do Boavista
Desde que se iniciou a utilização do novo relvado sintético notou alguma alteração na tipologia ou no quantitativo da ocorrência de lesões?
Da informação de que disponho e da experiência de 20anos de Medicina Desportiva, a ocorrência/agravamento de lesões em pisos sintéticos de geração antiga, eram essencialmente relacionadas com:
1 - Lesões do aparelho ligamentar do joelho por pé preso no sintético.
O que nunca aconteceu nos relvados instalados no Estádio do Bessa, nem me parece poder vir a acontecer, já que estes relvados se comportam, na recepção do pé ao solo, de forma idêntica à de um bom relvado natural.
Desde a instalação destes pisos sintéticos no Estádio do Bessa não houve registo de qualquer deste tipo de lesões. Tive registo de um acidentes desportivo de que resultou lesão meniscal e outro de que resultou ruptura do Ligamento Cruzado Anterior sendo que AMBOS em relvados naturais fora do Estádio do Bessa.
2 - Tendinopatias e lesões osteocondrais.
Recorrentemente quando os Atletas a meu cargo cumpriam treinos/jogos em pisos sintéticos de geração antiga, constatava nos dias imediatos agravamento das queixas relacionadas com aquelas patologias. O que não acontece com os pisos instalados no Estádio do Bessa já que estes se comportam na sua consistência e capacidade de amortecimento de forma em tudo semelhante à de um bom piso natural.
Em resumo, e no que respeita à prevenção de lesões, diria que os pisos instalados no Estádio do Bessa se comportam, em condições climatéricas normais, de forma idêntica à de um bom piso natural e que, muito provavelmente, se comportam de forma mais segura em relação a pisos naturais em situações climatéricas extremas como as de pisos naturais muito moles por excesso de água ou muito duros por baixa humidade e excesso de calor.
Que recomendações especiais daria a um seu homólogo de um clube profissional de futebol?
A única recomendação que faria é a de que o «enchimento» deve ser feito com a escrupulosa regularidade que o fabricante indicar em função da frequência da utilização.
Ao contrário do que vem sucedendo no futebol, o Sporting optou para o comando do andebol por um técnico experiente e de curriculum brilhante.
Em condições normais, eu preferiria para o nosso futebol um técnico jovem, irreverente, com ambição de triunfar e cujo trabalho conhecido fosse uma promessa de bom futebol. E isso não é algo assim tão subjectivo como por vezes se quer fazer querer.
No entanto tendo em conta a realidade do concreta do Sporting (departamento de futebol inexperiente e uma longa ausência de vitórias), a minha opção inclinar-se-ia por uma solução semelhante à agora encontrada para o andebol. Modalidade que, à semelhança do futebol, tem andado longe dos títulos nacionais e onde tem pergaminhos a manter.
Porque se escolhe assim para o andebol e não para o futebol é algo que estranho. Mais ainda quando se reincide na escolha de técnicos de experiência limitada e sem provas dadas.
Quem duvida da importância da marca Sporting tem no caso do relvado um exemplo bem concreto da sua força. A comunicação da decisão, praticamente tomada, de que o Sporting irá contar no próximo ano com um relvado sintético, imediatamente despoletou uma série de movimentações, das quais são apenas visíveis para o grande público o que aparece na comunicação social.
É mais do que evidente que solucionar o problema do Sporting, seja ele através de uma solução natural seja através de um relvado sintético representa uma exposição mediática que deve ultrapassar em muitos dobros o valor dos budjets que as companhias do meio habitualmente destinam ao marketing e publicidade. O relvado do Sporting é hoje um bolo muito apetecido.
Essa é uma posição negocial extremamente vantajosa que o Sporting está obrigado a saber aproveitar. Associar o nome do Sporting a um caso de sucesso de uma companhia, servindo este posteriormente como uma bandeira, deve ser algo que deve ser muito bem remunerado.
Continuo a pensar que o Sporting tudo deveria fazer por ter um relvado natural. Por alguma razão se chama natural. E não creio que os problemas com o relvado do Sporting sejam insolúveis, pelo menos pelas razões que são comummente aduzidas. Existem pelo mundo fora estádios em situações idênticas ou até mais severas do que o Estádio de Alvalade e com relvados menos problemáticos.Mas se o Sporting não sabe, não pode ou não quer ter um verdadeiro relvado, tem obrigatoriamente que optar por uma solução absolutamente inquestionável e da qual não resultem desnecessárias polémicas.
Convenhamos que o Sporting pode não querer ter um relvado natural, porque é possível hoje ter um relvado sintético onde se pode jogar futebol ao mais alto nível sem ter a sensação, o público e especialmente os jogadores, de estar a jogar numa alcatifa. Com isso o Sporting pode voltar a ter à sua disposição receitas extraordinárias, que lhe advinham da realização de concertos, sem os prejuízos desportivos que aqueles acarretaram. Por força de situações semelhantes e pelos inconvenientes que os novos estádio implicam na criação e manutenção de bons relvados que, por toda a Europa, se começam a equacionar relvados sintéticos ou até mesmo a implatá-los.
Este é um caso que nasceu para fazer escola. Estou convencido que o Sporting tem aqui uma possibilidade de ser pioneiro, fazendo mais uma vez jus à sua vocação. Por isso, sendo um caso sobre o qual incidirá toda a atenção mediática e em particular de todos os associados e adeptos, o Sporting deve usar de toda a transparência na tomada de decisão, de forma a que fique bem claro que fez a melhor opção quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista económico-financeiro.
Neste, como em muitos outros assuntos, fala-se muito sem conhecimento de causa. No sentido de lançar uma boa discussão e esclarecer a opinião dos Sportinguistas o "ANortedeAlvalade" publicará em principio amanhã, um post no sentido de esclarecer os adeptos. Para o efeito recorremos ao contacto directo com um especialista e com profissionais que conhecem os relvados sintéticos. A última coisa que os Sportinguitas precisam é de um relvado resulte numa fractura exposta no espírito leonino. Mais uma.